Unknown - Fear
Escrito por Annelise Stengel | Revisado por Lelen
Dois dias depois do primeiro show...
Ele entrou no quarto e seguiu até onde ela estava, deitada. A respiração dela ainda estava dificultada, e ele sentou-se ao lado dela, cobrindo-lhe melhor. abriu os olhos e encarou a feição preocupada de com um sorriso de canto. Ele, ao perceber que ela estava acordada, inclinou-se e beijou sua testa quente.
- Bom dia. - Falou, rouco. - Como está? - perguntou, sussurrando e ela deu de ombros, aconchegando-se. ajeitou-se, de forma que podia abraçá-la e que ela ficasse apoiada em seu corpo. Acariciou o rosto dela e ouviu-a suspirar.
- O quanto você ouviu de ontem? - a voz dela soou fraca e encarou a janela, em seu lado esquerdo. Engoliu em seco, lembrando-se.
- Acho que tudo.
Flashback
fechou a porta do quarto com um barulho abafado, fazendo uma careta depois. Esperava que não tivesse acordado, afinal, ela estava saindo justamente com essa intenção. Estava com sede e poderia chamar o serviço de quarto, mas isso poderia acordar e ele tivera uma noite cansativa. O show fora incrível. E eles não estavam tão bem depois da conversa no backstage na noite anterior.
Ela seguiu em silêncio pelo corredor, esperando que o restaurante estivesse aberto àquela hora. Da próxima vez, precisava lembrar-se de pedir uma água antes de ir dormir. Desceu as escadas e entrou no salão. As luzes estavam acesas e haviam algumas pessoas frequentando o lugar, então respirou aliviada. Ia seguir para o balcão quando avistou alguém conhecido. Franzindo as sobrancelhas, aproximou-se de , que estava com um copo de alguma coisa que ela supôs ser alcoólica na mão.
- ? Ainda acordado? - falou, com um meio sorriso, e ele a olhou. Não se conheciam há muito tempo, a banda dele estava em tour com a HwE. Mas , mesmo sendo namorada de , sempre admirara a banda de , e principalmente, ele.
- Ah, oi. - Ele sorriu de lado, convidando-a a se sentar. Ela sorriu fraco e aceitou o convite. suspirou.
- Tudo bem? - ela perguntou, preocupada. Ele esfregou os olhos.
- me ligou depois do show. - Ele falou, referindo-se à namorada dele. - A gente teve uma conversa, uma briga, e algo estranho depois disso tudo, eu não consegui dormir. - Deu ombros.
- Ah sim... - Ela falou. Percebeu que estava certa quanto à bebida dele, e ele já devia estar ali fazia um bom tempo.
- Sabe, às vezes eu queria que meu relacionamento fosse que nem o seu e o do . Que ela fosse como você. - Ele disse, olhando-a e sorrindo. Ela corou, desviando os olhos.
- e eu não estamos há tanto tempo juntos, . Ainda estamos naquela fase melosa do relacionamento. Você e a estão juntos há muito mais tempo, é uma coisa diferente. Não tem como ficar desse jeito para sempre. - falou, mexendo no cabelo. - E outra, eu queria um relacionamento como o seu. Que durasse tanto quanto o seu. - Confessou, agora distraindo a mão com a toalha de mesa. a encarava intensamente.
- Como assim?
- Todos os relacionamentos que eu já tive acabaram logo. Tenho medo de que aconteça o mesmo com o . Eu gosto muito dele e não quero acabar magoando ele como magoei os outros. - não sabia por que estava falando aquilo, talvez sempre quisesse falar e nunca achara a oportunidade perfeita. Agora, era um cara por quem sempre tivera um amor platônico, amigo de seu atual namorado, que estava semibêbado e disposto a escutá-la.
- Mas o que você faria para acabar magoando eles assim? - perguntou novamente, as sobrancelhas franzidas. suspirou.
- Não dando o valor necessário. Às vezes é difícil perceber o que você tem até você perder. - Ela deu ombros. - Eu sempre dei mais valor a alguém que não estava ao meu lado, que nem sabia que eu existia. É ridículo, eu sei. - Admitiu.
ia falar alguma coisa, mas um garçom aproximou-se, avisando que iam fechar. Com um suspiro, pediu sua água e foi logo atendida, ela e deixaram o salão juntos. Subiram as escadas do hall e ele deu um sorriso de lado.
- Era por minha causa, não era? - ele falou, de repente, e ela o olhou.
- O quê?
- Isso que você acabou de me contar. - Ele insistiu e ela corou. - me contou, quando a gente se encontrou, que você tinha confessado pra ele que tinha um amor platônico por mim e tudo o mais. Ele estava super inseguro e tal, e eu garanti a ele que não ia acontecer nada. - Ele sorriu carinhoso e ela corou, surpresa com tudo aquilo.
- É... bem...
- Mas não posso negar que agora, conhecendo você, é um pouco mais difícil. - voltou a sorrir. - Se um dia você não estiver mais com o e eu acabar por terminar com , te chamarei para sair. - Ele convidou, e ela corou.
- Eu... não sei . Tudo depende do tempo. - tentou desconversar, imaginando que ele só estava falando aquilo porque estava bêbado.
- Eu sei. - Ele disse balançando a cabeça positivamente. Depois, afastou-se para ir para seu quarto. - Só o tempo vai dizer.
pareceu mudar de ideia no meio do caminho e voltou a aproximar-se dela, dessa vez segurando seu rosto com a mão e aproximando os lábios para um beijo. , porém, sabia o quanto aquilo era errado, com seu e com , mesmo nunca tendo gostado da garota. Afastou o rosto e não deixou aquilo passar de um beijo na bochecha. Não falou nada, mas entendeu, olhando em seus olhos e finalmente indo embora.
viu-o afastar-se, ainda envergonhada, e decidiu voltar para seu quarto. Virou-se e seguiu alguns passos, quando deparou-se com . Assustada, tentou disfarçar e olhou para trás para ver se já havia sumido, o que foi confirmado. Voltou a olhar seu namorado, que parecia preocupado, mas que sorriu fraco.
- Achei você. - Falou, abraçando-a pelo ombro, e voltaram juntos para o quarto. hesitou antes de segui-lo, porque tinha a leve impressão de que sabia de algo que ela preferia que ele não soubesse.
Flashback off
- Eu desci logo que você saiu e vi vocês conversando. Vi sobre o que conversavam e fiquei ouvindo. - Ele confessou, corando. apenas sentia respirando, apoiada em seu peito. - Depois me afastei e fingi que nada tinha acontecido.
Permaneceram um tempo em silêncio e chegou a pensar que tinha adormecido. Beijou novamente a testa dela e ouviu seu murmúrio.
- Desculpe.
- Não tem o que se desculpar - ele sussurrou, acariciando seu cabelo. - Tá tudo bem. Eu entendo que não sou o . - Ele falou, engolindo em seco. - Entendo também se quiser ficar com ele caso ele termine com .
O movimento de foi tão brusco que assustou-se. Ela levantou-se do nada e o olhou, com olhos preocupados e receosos. Fez uma careta, provavelmente por causa da dor de cabeça, e fechou os olhos por um tempo. Quando os abriu, voltou a encarar o namorado da mesma forma.
- Não diga isso. - Ela sussurrou. - Eu não queria que isso acontecesse. Não queria que você soubesse porque sabia que seria exatamente assim que você reagiria. Você é o namorado mais fofo do mundo e só iria me querer ver feliz, não importa com quem. - Falou, e ele sorriu de lado.
- Ele é o cara que você sempre quis, . Não eu. Você tem o direito de ser feliz com quem você quer. - Ele falou, e conforme suas palavras saíam, ela negava com a cabeça.
- Ele não é o cara que eu sempre quis, . O cara que você é hoje, o namorado que você é pra mim, é o cara que eu sempre quis. - Ela falou, sorrindo fraco. franziu as sobrancelhas.
- Mas... - antes que ele pudesse falar algo, suspirou e continuou.
- Quando eu tinha meu amor platônico por , eu havia idealizado um namorado perfeito e o personificado nele. Mas eu nem o conhecia. Eu só coloquei todas as características de um namorado perfeito para mim numa pessoa que eu poderia facilmente identificar isso.
- Então você não me trocaria por ele? - murmurou, e ela voltou a balançar a cabeça.
- Não, . Eu nunca trocaria isso que eu tenho, felicidade, pelo que eu teria com . - sorriu. - Meu relacionamento com você é perfeito. É mais do que eu podia esperar. Eu nunca trocaria isso porque eu não sei o que esperar de um relacionamento com .
- Mas você não o havia idealizado?
- Sim - ela concordou dessa vez. - Mas isso não quer dizer que é como eu realmente achei que fosse. É o desconhecido, para mim. Eu nunca trocaria a felicidade pelo desconhecido, nem pela curiosidade. - falou séria. - Nós devíamos temer o desconhecido, . Nós o tememos. Quando estamos andando no escuro, não temos medo da escuridão. Temos medo de não sabermos o que está ao nosso redor. É do que desconhecemos que temos medo. É assim que sempre deveria ser, e é assim que é comigo.
- Então... - disse, puxando-a novamente para os seus braços e sorrindo levemente. Já sabia o que esperar da resposta dela.
- Então... então que eu amo você e estar com você em todos esses momentos foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu nunca trocaria você pelo . - Ela completou, sussurrando e ele colou seus lábios aos dela, enquanto sorria.
Ele também, nunca, trocaria o amor daquela garota por qualquer outra coisa desconhecida que pudesse vir a meter-se em sua vida.
Fim
Não tenho certeza se ela ficou muito boa, e não é o melhor final, realmente, mas não consegui ir além dela, até porque ela foi a primeira hahaha
Enfim, espero que tenham gostado, tanto dessa quanto da série em geral, e espero mais fanfics HWoodEnding :3
Beijos!
xx

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