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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Tilatie

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 1 • O Soar do Ônibus — Parte I

  O apito do ônibus ressoava. A cidade estava cheia de pessoas, muitas vestidas com roupas diferentes. Um garoto de cabelos negros e pele branca, aguardava impaciente na pista de ônibus. As pessoas ao seu redor riam dele, como se o achassem uma obra prima de um circo. Ele observava as pessoas a seu redor. Viu que o ônibus passou, entrando dentro dele. No ônibus ouviu jovens rindo dele. Os jovens falavam coisas que ele não gostava e então se fez silêncio Shh!
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  ANOS 60, DRACENA

  Esta história não tem um começo bom. Em meio a um mundo fantásticos onde as pessoas campinavam no campo de feijão, elas trabalhavam sob o sol escaldante. As fazendas começavam a ganhar cor. Pastos verdejantes, animais, leite tirados, assim começava os dias na fazenda. Isabela tirava leite da vaca, na manhã que se iniciava. Tinha apenas dez anos, mas ali estava ela. Apertava a mão sobre a vaca, colocando o leite no balde. Seus irmãos ainda estavam dormindo.
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  O sol começava a amanhecer e logo Isabela começou a preparar o café da manhã. Sua mãe e seu pai estavam brigando novamente. Viu seus irmãos começando a levantar. Um deles, o segundo mais velho, começou a acordar lavando seu rosto na bacia. Os seis irmãos começaram a sentar-se à mesa para tomar o café da manhã antes de ir para a escola. Eles observaram a briga dos pais, mas nada disseram. Isabela começou a servir o café da manhã.
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  — Bom dia, meus irmãos! — disse ela. — Aqui está o café do moinho e o leite, vou fazer o queijo.
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  — Sempre trabalhadeira, Isabela — disse um dos irmãos.
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  — Alguém tem que trabalhar nessa casa — contrapôs o outro irmão brincalhão.
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  — Isso porque a mãe já espera mais um filho, espero que seja uma menina desta vez — disse outro irmão.
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  — Seria bom ter uma irmã — disse Isabela com um sorriso.
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  — Esse leite está bom — elogiou mais um dos irmãos.
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  Isabela sorriu.
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  Os pais agora voltavam sua atenção ao café da manhã. O pai estava novamente brigando com a mãe, mas desta vez parecia mais quieto. Ele estava bêbado com dor de cabeça. A mãe olhava a família de forma mais depressiva. A fazenda obtinha silêncio conforme os pais se sentavam para tomar o café da manhã.
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  — Vão na escola da cidade hoje? — perguntou o pai quebrando o silêncio.
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  — Sim, Isabela devia ir também — disse o irmão que elogiou o leite.
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  — Precisamos dela em casa ou quem faria o café da manhã? — perguntou o pai.
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  — Não entendo por que a Isabela tem que ficar em casa fazendo os serviços domésticos enquanto nós vamos a escola — disse um dos irmãos.
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  — Olha a Linice ali — disse outro dos irmãos, fazendo um deles corar.
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  — Linice e Emanuel daria certo — disse outro dos irmãos.
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  — Vamos para a aula — pediu Emanuel.
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  Os irmãos assentiram, rindo.
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  Ao meio dia, Isabela começava a moer os grãos de feijão que tinha perto da fazenda. Os colheu e começou a moer. Havia festivais naqueles dias na cidade. E ela colheu os grãos e moeu. Eram grãos bem feitos, dos pés de feijão. Era um bom tempo, o Brasil vivia seus melhores momentos. E assim o dia continuava.
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  — O cheiro está ficando bom — disse a mãe.
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  — Obrigada, mãe. — Isabela deixou escapar um sorriso genuíno.
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  — Está atrasada — disse um jovem de cabelos negros. — Onde você estava, Yana? — perguntou com intensidade.
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  — Na escola, obviamente — disse a morena Yana. — Sabia que o professor passou lição de casa? Ele perguntou sobre você.
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  — Não pude ir hoje — respondeu o jovem.
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  — Essa comida está divina, Isabela — disse Emanuel. — Você cozinha bem.
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  — É a obrigação dela — respondeu a mãe amargamente. A mãe vivia tentando descontar nos filhos as situações que enfrentava com o marido. Mas Isabela era forte e conseguia mostrar sua autoridade de proteger os mais novos.
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  — Obrigada, irmão — agradeceu Isabela com um sorriso.
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