The Sunrise

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Prólogo

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

  Eu podia sentir a dor da tortura em ver o amor de sua vida morrer. Podia entender todas as emoções que passavam por entre seu corpo como pequenos choques que corriam de segundo em segundo, não o deixando esquecer de que ele estava vivo. Também sabia que tudo isso era em vão. A vontade de morrer era maior. É o que sentimos quando estamos de frente com a morte, mas ela não escolhe nos levar, e sim aquela que sempre dissemos dar a vida por.
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  O que eu poderia dizer? O que poderia fazer? Nada. Essa era a resposta.
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  Porque eu sabia como ele estava, o que ele queria. Ele queria ser consolado, ao mesmo tempo queria ser deixado em paz. Queria sua garota de volta. Mas não se pode reviver os mortos.
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  A chuva caía torrencialmente, indicando a tristeza de Deus. As gotas eram suas lágrimas, o vento seus suspiros de pesar e o céu escuro seu mundo. Até Deus era contra a morte dela. Desnecessária.
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  Meus pés estavam parados na lama que se tornava mais pastosa cada vez que a água do céu lhe tocava. Eu o assistia chorar e se lamentar. Prometer vingança.
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  - Temos que ir. – digo em tom suficiente para que ele pudesse me ouvir.
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  - Vá você. – ouço em resposta.
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  - Não posso, você irá fazer alguma besteira se eu for.
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  Ele sabia que eu estava certa. Sabia que sua sanidade não estava cem por cento e que tentaria se matar.
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  Aos poucos e lentamente ele foi se levantando, limpando o nariz com a manga do casaco que vestia. Me aproximo com o guarda-chuva que segurava e impeço as gotas de continuarem o molhando. Sem dizer mais nada, deixamos o corpo dela deitado, como se estivesse dormindo, o sangue lavado pela chuva.
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  O grupo que acompanhávamos havia nos deixado para trás. Mas isso não nos apavorava mais do que a ideia de que estávamos sozinhos no mundo.
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  - Como você conseguiu? – me perguntou no dia seguinte, enquanto comia a lata de feijão que eu havia lhe dado. A comida estava ficando escassa. Tínhamos de pensar em algo para sobreviver, mas isso estava por minha conta. Ele ainda estava fragilizado demais.
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  Levanto meu olhar e ele, com a boca cheia, explica:
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  - Sobreviver, sabendo que a sua vida se foi para sempre.
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  Desvio o olhar para o desenho que eu fazia no chão. Um sol. Eu amava o sol. Seus raios, sua claridade, seu brilho, seu calor, a felicidade que trazia às pessoas, sua função em mostrá-las da maneira que elas são. Eu sempre admirei essa estrela maior. Sempre tive o sonho de um dia acordar em uma bela casa, ao lado de Liam, e me deparar com o sol brilhando em nossa janela. Abro um pequeno sorriso.
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  - Minha vida se foi, mas não é por isso que devo matar a dele, que sou eu.
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