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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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The Promised Love Of a Saintess

Escrita porLiv
Revisada por Lelen

Prólogo • O reino de Layanna

  O reino de Layanna sempre foi conhecido como pacífico e acolhedor, rico em plantações e com uma paisagem tão bela quanto encantadora. Também famoso por ser referência em artes marciais e mágicas, o local possuía figuras renomadas nessas áreas que ensinavam na ilustre academia real, a qual era frequentada não só pela nobreza, mas pelos cidadãos comuns — uma conquista da atual rainha, Nashira Estelar —, o que unificava ainda mais a convivência dos moradores do reino e os ajudava a estreitar os seus laços comerciais para que todos pudessem prosperar. Um lugar com tantas qualidades era a parada obrigatória daqueles que buscavam uma mudança de ares ou novos conhecimentos, e, para quem era de fora — e para os cidadãos residentes —, a única conclusão que tinham era que esse reino era a escolha certa, afinal, não havia um local nesse mundo tão perfeito e abençoado como Layanna, o berço das Santas.
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  As lendas antigas diziam que quando a deusa Layanna desceu dos céus, ela fundou o reino e o batizou com o seu próprio nome, garantindo a segurança de todos aqueles que decidissem segui-la. Ela entregou aos seus devotos uma terra afortunada e lhes concedeu o livre-arbítrio de conduzi-la da forma que achassem melhor, já que o seu intuito nunca foi controlá-los e sim, retribuir todo aquele amor que eles lhe mostraram enquanto a deusa morava no reino dos céus. Conforme o local se desenvolvia de maneira excelente, Layanna sentia que finalmente a sua hora do descanso estava próxima, e para assegurar-se que o seu reino continuasse prosperando em segurança, ela fez um pedido aos três dragões dos três planos: que cuidassem dos seus fiéis e lhes concedesse suas bênçãos. O dragão da luz aceitou o seu pedido, com a condição de que os humanos soubessem lidar com o novo poder adquirido; o da terra apenas assentiu, concordando com a condição do da luz; já o do caos foi o único que negou, apesar de saber que sua opinião seria vencida por seus colegas. Para ele, os humanos eram tolos e gananciosos, e assim que percebessem o poder que possuíam em suas mãos, jogariam fora tudo aquilo que Layanna construiu por conta de seus desejos egoístas. Ninguém tirou a sua razão, contudo, os três tinham um débito com a deusa, e com o seu descanso cada vez mais perto, queriam retribuir toda aquela ajuda e carinho que ela lhes deu, ainda mais por Layanna ser a única que os três concordaram em ter convivência entre todos os outros deuses. Portanto, depois de ponderar bastante, Layanna sugeriu a criação das “Santas”, que seriam encarregadas de todo o seu poder divino e das bênçãos dos dragões. Era claro que eles não podiam controlar suas ações, porém, confiando todo esse poder a uma única pessoa, seria mais fácil de lidar caso a situação saísse de controle. A deusa também afirmou que os dragões poderiam retirar suas bênçãos caso sentissem necessidade, então, mesmo a contragosto, o dragão do caos concordou, e a partir desse momento, o reino foi abençoado não só com o poder divino, mas com as graças dos três dragões, e Layanna poderia descansar em paz, tendo a certeza de que os seus devotos estariam amparados.
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  As Santas exerciam um papel importante para manter a ordem em meio ao caos que assolava o reino em diversos momentos, sendo consideradas “mensageiras” dos céus — apesar de não passar de uma crença imposta pela igreja, já que nenhuma delas relatou ter recebido alguma mensagem direta da deusa — e aquelas que salvariam os cidadãos custe o que custar. Com o passar dos séculos, tudo aquilo que Layanna desejou aos seus fiéis foi ganhando uma nova interpretação de acordo com os interesses pessoais dos mais poderosos, e as Santas, que antes eram veneradas e cuidadas, se tornaram marionetes obrigadas a agirem de acordo com esses interesses, tendo tanto os seus poderes quanto as suas energias vitais sendo consumidos em prol não só da família real, mas dos cidadãos do reino que colocavam toda a responsabilidade de sua segurança nas costas delas. Cada vez mais, as Santas iam tendo o seu tempo de vida encurtado, e mesmo que tivesse uma ou outra que fosse contra a maré, em algum momento elas seriam engolidas pela grande onda, e tudo piorou quando os fiéis começaram a enxergar as bênçãos dos dragões como algo ruim, e deram início à caça deles.
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  E, consequentemente, assassinaram a Santa que tinha a benção do caos.
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  As três criaturas haviam combinado de não se envolverem nos problemas humanos, afinal, assim como Layanna, eles não visavam controlá-los e estavam apenas pagando o débito que possuíam com a deusa, por mais que, sempre que podiam, auxiliavam a Santa atual em suas aventuras. Eles também não podiam interferir muito no livre arbítrio delas, o que não queria dizer que os três não alertavam as escolhidas sobre o rumo que as coisas estavam tomando, mas a decisão final de como conduzir as situações partia delas, ainda mais por ter algumas que se deixavam levar pelas ilusões criadas pela família real. Mesmo Layanna dizendo que eles poderiam retirar suas bênçãos a qualquer momento, na verdade, a Santa atual precisava falecer para que pudessem tirar suas dádivas, portanto, quando a caça se deu início e todos os dragões precisaram fugir e lutar por suas sobrevivências e a única pessoa que lutou ao lado dessas criaturas foi morta, o trio decidiu por unanimidade que, a partir daquele dia, eles não dariam as suas graças para mais ninguém, o que impactou significantemente o reino.
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  Mais séculos se passaram até Layanna voltar a aparecer nos sonhos dos dragões.
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  Por mais que estivesse em seu sono profundo, toda vez que uma nova Santa estava para nascer, ela surgia nos sonhos de um dos três dragões e dizia que a benção que a nova escolhida receberia seria a dele. A relação dos humanos e dos dragões havia praticamente voltado ao que era antes, embora ainda houvesse aqueles que pregavam que essas criaturas eram do mal; Amaterasu e Pyrrha — dragão da luz e da terra, respectivamente —, concordaram em retornar com as bênçãos, contudo, o do caos, Shriryu, se recusava, e o seu desejo foi respeitado pela deusa, até que o reino se viu em uma situação incomum.
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  Sempre que uma Santa falecia, outra nascia, e era mais fácil de identificar a próxima por causa da benção do dragão que se manifestava logo cedo, no entanto, desde quando houve a caça e a dádiva não foi mais dada, a torre dos magos e feiticeiros deu início ao ritual de invocação da santa, que consistia em encontrar a pessoa que possuía a benção da deusa Layanna através do portal que a balança de mana criava após três dias que tinha sido ativada. A balança era responsável por controlar o poder mágico de todo o reino, e como o processo de invocação demandava muito dela, era imprescindível que ela estivesse balanceada para que a torre pudesse dar início ao ritual. Por mais que as bênçãos tivessem voltado, elas não se manifestavam como antes — condição que os três impuseram ao falarem com a deusa —, e o poder divino surgia aos poucos, justamente para evitar todos aqueles problemas do passado, então, a torre continuou com os rituais, já que era a única maneira de descobrir quem seria a próxima Santa. Mas, desde a morte da última Santa, a balança de mana ficou em um eterno descontrole, e não importava o que tentassem fazer, ela não queria estar balanceada.
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  Diante desse caos, os conselheiros do rei sugeriram que eles trouxessem uma Santa de outro reino, mas, para Vênus Estelar, isso estava fora de cogitação. Qual seria a mensagem que passariam para os demais se o local conhecido como lar das santas falasse abertamente da crise que sofriam? Para um homem orgulhoso e ganancioso, assumir isso em voz alta seria o mesmo que declarar a sua derrota como governante de Layanna, e todos os dias ele pressionava a torre para darem um jeito enquanto mandava seus homens para a linha de batalha, alegando que a guarda real lidaria com os monstros e sairiam vitoriosos — quando, na verdade, ele sabia perfeitamente que, sem a Santa, os cavaleiros estariam fadados ao fracasso.
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  Por algum milagre, no meio de uma noite fria, a balança se estabilizou, e a torre conseguiu dar início ao ritual; a essa altura, o caos que assolava o reino crescia cada vez mais, e os seus cidadãos começavam a questionar o que estava acontecendo, já que, de acordo com as ordens do rei, a nota de falecimento da última Santa só seria soltada assim que tivessem a nova, para não criarem um terror maior nos moradores, sendo que todos da torre sabiam que Vênus só não queria manchar a própria imagem. Era perceptível que o castelo e a torre só trabalhavam em conjunto nos momentos de crise, e todo o conselho dos magos e feiticeiros rezava para que a nova escolhida não fosse um peão da família real e que seguisse os passos da sua antecessora, que não abaixava a cabeça para o antigo rei — e era conhecida como a Santa mais poderosa de Layanna.
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  No último dia do ritual, a balança, que antes estava estável, voltou a ficar desregulada, causando um tremor em todo o reino, o que fez com que os cidadãos ficassem em pânico; a torre nunca enfrentou uma ventania como aquela, e por mais que as varinhas estivessem a postos para lidar com qualquer eventualidade, eles precisaram chamar também as bruxas para reforço, pois a sensação que dava era a que o pináculo seria desfeito a qualquer segundo. Assim que o relógio juntou seus ponteiros em um único número e o clarão embaçou a visão dos presentes, o silêncio voltou a reinar em todo o reino e os ventos não passavam de brisas inofensivas. A balança voltou ao seu estágio equilibrado, e o portal, que antes estava apagado, brilhava no chão em uma tonalidade somente vista em livros antigos, e dentro dele, estava a nova Santa. Quando a luz embaixo de si apagou, a mulher abriu os seus olhos, hipnotizando aqueles que estavam em sua companhia com o seu olhar, e logo um calafrio tomou conta de seus corpos, especialmente ao escutarem a sua voz ecoando por toda a torre.
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  Uma coisa era certa: a nova Santa não seria um peão da família real.
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  N/A: e olha quem surgiu com uma nova long tendo duas para atualizar? Hehehehehe 🤭
  Esse é apenas o prólogo, mas mês que vem teremos o capítulo 1, e se tudo der certo, o 2 também! Estou ansiosa para mostrar esse universo que criei e espero que gostem dele tanto quanto eu tô adorando escrever. Aposto que vocês vão se apaixonar pelos dragões também (e pelos personagens hihihi)
  Eu já estava com essa ideia há tempos, e com esse novo projeto do Pop-Up, vi a oportunidade de trazer essa história a vida 🥹🥰
  Até a próxima <3

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Lelen

Curiosa pra saber pra onde vai essa história e quando ela vai desandar ainda mais UBASOIDNASDINP

Indy

Meu Deus eu amei,estava vivendo por esse momento,já estou ansiosa e já gostei do dragão do caos 🔥❤️

Bia

Amei o prólogo e já estou ansiosa para conhecer mais sobre a nova Santa e tudo o que ainda está por vir na história ❤️

Lulu

Já tô ansiosa pra saber mais sobre essa nova Santa, espero muito que ela esculache esses nobres e a igreja a.a
O Dragão do Caos nunca errou né ? Sabemos que humanos não são criaturas confiáveis a.a

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