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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Tecido do Destino

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 1 • As Raízes de um Destino

Tempo estimado de leitura: 8 minutos

  No ano de 1602, nascia em São Paulo um menino que mais tarde se tornaria um dos pilares da sua comunidade. %Rafael% de Oliveira, o Moço, cresceu em meio às matas e o canto dos pássaros, aprendendo a respeitar a terra que o abrigava e a valorizar as tradições passadas de seus antecessores. Desde pequeno, %Rafael% demonstrou uma curiosidade insaciável e um espírito empreendedor, características que o acompanhariam por toda a vida.
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  Os anos passaram e, em 1626, aos 27 anos, %Rafael% uniu-se em matrimônio a Maria Ribeiro, uma mulher de beleza ímpar e inteligência aguçada. Os dois formaram um casal admirável, conhecidos entre os vizinhos pela harmonia que irradiavam.
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  — %Rafael%, meu amor, será que algum dia teremos um herdeiro para garantir o futuro do nosso engenho? — questionava Maria, enquanto observava a plantação de cana-de-açúcar que se estendia ao horizonte.
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  — Teremos sim, minha querida. Tenho fé de que seremos abençoados com filhos e filhas que darão continuidade ao nosso legado — respondeu %Rafael%, sem tirar os olhos do sol poente. Ele sabia que as dificuldades eram muitas, mas acreditava no poder da família e na força do amor.
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  Cinco anos se passaram após o casamento, e a felicidade do casal se concretizou com o nascimento de %AnaMaria% Ribeiro de Oliveira, uma bebê que encantou a todos com seu manto rosa delicado. Maria não conseguia conter as lágrimas de alegria ao segurá-la nos braços pela primeira vez.
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  — Olha só, %Rafael%! Ela é tão perfeita!
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  — Ela é nossa razão de viver, Maria. Precisamos educá-la bem, para que ela se torne uma mulher forte e sábia — disse %Rafael% com um sorriso nos lábios, enquanto acariciava a cabeça da recém-nascida.
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  Com o passar do tempo, a pequena %AnaMaria% trouxe luz e risos à casa de %Rafael% e Maria. A vida seguia, e com ela novos desafios e alegrias. Quatro Anos Depois, %Paula% Fernandes de Oliveira veio ao mundo, e o amor do casal se multiplicou.
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  — Olhe como a %Paula% se parece com você, meu amor! — observou %Rafael%, enquanto analisava os traços da pequena.
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  — E com você também, meu querido. Ela tem a força dos Oliveira — respondeu Maria, cheia de orgulho. A família crescia e o engenho florescia, mas a vida, como sempre, é feita de altos e baixos.
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  No ano seguinte, o nascimento de Pascoal Ribeiro trouxe mais alegria à casa. %Rafael% e Maria estavam exuberantes, e a casa estava repleta de risos infantis.
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  — São tantos filhos! Como vamos educá-los todos? — perguntou Maria, rindo, enquanto observava %AnaMaria% brincar com %Paula%.
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  — Com amor e paciência, minha querida. O que importa é que estamos juntos. A união da nossa família será nossa maior riqueza — disse %Rafael%, confiante em seu papel como pai.
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  Entretanto, a vida reservava uma dura provação para a família de %Rafael%. Em um dia ensolarado de verão, quando as flores estavam em plena floração e o canto dos pássaros soava ainda mais doce, a tragédia se instalou. Maria Ribeiro, a esposa amada de %Rafael%, adoeceu de forma repentina e, em uma fração de tempo que parecia cruel, partiu para sempre, deixando %Rafael% com o coração despedaçado.
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  A dor da perda se espalhou pela casa como uma sombra, e o silêncio se tornou ensurdecedor. %Rafael%, que sempre foi forte e protetor, sentiu-se perdido.
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  — Maria! Como você pôde me deixar? — ele gritou, com lágrimas nos olhos, enquanto segurava a mão da amada pela última vez.
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  %AnaMaria%, %Paula% e Pascoal observavam em silêncio, sem entender completamente a gravidade da situação, mas sentindo que algo estava errado.
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  — Papai, por que a mamãe não acorda? — perguntou Ana, a mais velha, com a inocência de uma criança.
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  — Ela está descansando, minha filha. Ela sempre estará com a gente, em nossos corações — respondeu %Rafael%, tentando transmitir conforto, mas sentindo que suas palavras eram um vazio sem fim.
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  Após a morte de Maria, %Rafael% teve que aprender a ser não apenas pai, mas também mãe. A dor da perda era uma constante em sua vida, mas a responsabilidade de cuidar de suas filhas e do pequeno Pascoal era maior. Ele se dedicava ao trabalho no engenho, mas, ao mesmo tempo, buscava encontrar momentos para estar com as crianças, contando histórias que sua avó lhe contara sobre os antigos sobreviventes da selva, sobre a força da natureza e o poder da esperança.
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  As noites eram longas e solitárias, mas %Rafael% se esforçava para criar um lar acolhedor, onde o amor pudesse florescer, mesmo em meio à dor.
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  — Ana, você precisa cuidar da sua irmã e do seu irmão. Juntos, seremos mais fortes — dizia ele, olhando nos olhos da pequena que, mesmo tão jovem, já carregava uma sabedoria impressionante.
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  — Eu vou ser uma boa irmã, papai. Prometo — respondeu Ana, com a determinação que apenas uma criança poderia ter. As lições de vida e de amor que %Rafael% tentava passar para seus filhos eram sua maneira de honrar a memória de Maria. Ele sabia que a vida era feita de ciclos, e que era a hora de se reerguer.
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  As flores na pequena horta do engenho começaram a brotar novamente, e aos poucos o sol voltava a brilhar na casa de %Rafael%. A saudade de Maria seria eterna, mas %Rafael% aprendia a viver com ela, e a fragilidade da vida se tornava uma força impulsionadora para seguir em frente.
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  Assim, começava a nova saga da família de %Rafael% de Oliveira, o Moço, que apesar da dor, buscava sempre um novo amanhecer.
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**********

  1639, SÃO PAULO

  Agora, com dez anos, %AnaMaria% Ribeiro cuidava dos irmãos ainda pequenos. %Paula% devia ter seus cinco anos. %AnaMaria% via o pai com sua nova esposa, Maria Cordeiro, e se perguntava se isso seria bom para ela e seus irmãos. %AnaMaria% fazia questão de cuidar dos irmãos mais novos embora nem sempre parecia, mas ali estava ela tentando cuidar deles. Eles viviam em engenho. O engenho deles em São Paulo era grande e vasto, herdados por seu avô %Rafael%, o Velho. E foi assim que as crianças se desenvolviam... Iam sempre as missas, junto dos pais. E eram preparadas para quando fossem cuidar dos engenhos.
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  — Naqueles dias, Balaão levantou os olhos e viu Israel acampado por tribos. O espírito de Deus veio sobre ele, e Balaão pronunciou seu poema: "Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem os olhos abertos; oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, que vê o que o Poderoso lhe faz ver, que cai, e seus olhos se abrem. Como são belas as tuas tendas, ó Jacó, e as tuas moradas, ó Israel! Elas se estendem como vales, como jardins ao longo de um rio, como aloés que o Senhor plantou, como cedros junto das águas. A água transborda de seus cântaros, e sua semente é ricamente regada. Seu rei é mais poderoso do que Agag, seu reino está em ascensão". E Balaão continuou pronunciando o seu poema: "Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem os olhos abertos, oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, e conhece os pensamentos do Altíssimo, que vê o que o Poderoso lhe faz ver, que cai, e seus olhos se abrem. Eu o vejo, mas não agora; e o contemplo, mas não de perto. Uma estrela sai de Jacó, e um cetro se levanta de Israel".
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  — Palavra do Senhor.
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  — Graças a Deus.
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  Após a missa, %Rafael% e sua família foram para suas casas...
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*********

  %Rafael% de Oliveira, o Moço, começou a cuidar do engenho do pai, enquanto os filhos brincavam entre si...
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