Substituta
Escrito por Annelise Stengel | Revisado por Pepper
Capítulo 01
- Koganei, preste atenção nos passes! Izuki, pare de fazer essas piadinhas! Kuroko, você ainda não consegue fazer uma cesta?! Kagami, deixe os outros tentarem fazer cestas também!
Hyuga Junpei parou, hesitando antes de entrar na quadra. Trocou um olhar com Kiyoshi Teppei, que viera junto com ele, os dois meio temerosos ao ouvirem os gritos de Riko lá dentro. Podiam ouvir Koganei choramingando dali mesmo. A treinadora estava um pouco mais nervosa ultimamente. Respiraram fundo e empurraram a porta, finalmente entrando.
Aida Riko, treinadora do time de basquete da Seirin, virou-se para eles, parecendo brava. Eles, mesmo sabendo que tinham avisado com antecedência que iam atrasar e que por isso não deveriam ter problemas, sentiram as pernas tremerem.
- Hyuga! Teppei! Por que toda essa demora? Apressem-se, vamos! - ela apontou para os vestiários.
- Hai! - os dois correram até lá.
- Imagino o que a Riko tem hoje... - Hyuga resmungou, tirando a blusa de treino da bolsa que trouxera a tiracolo. Teppei sorriu, enquanto já se vestia.
- Talvez seja TPM. - arriscou dizer, já que a treinadora não estava por perto para ouvi-lo e triplicar seu treino. Os dois riram e voltaram para a quadra.
Koganei tentava fazer lançamentos como os de Midorima. Sua grande especialidade era poder lançar de qualquer lugar (porém sua mira acabava sendo um pouco duvidosa). Tsuchida, que estava um pouco enferrujado nos jogos, aproveitava a chance para treinar os rebotes. Kuroko e Kagami estavam do outro lado da quadra, treinando passes e Kagami parecia ter assumido como missão do dia (que provavelmente só duraria uns 5 minutos devido à sua curta paciência) ajudar Kuroko a praticar fazer cestas. Mitobe e os outros três calouros faziam um treino de passes. Aida observava tudo. Izuki chegou correndo até Kiyoshi e Hyuga, que estavam na beira da quadra, olhando seus companheiros.
- Vocês foram ver o treino da Touou, não foram? - perguntou, limpando o suor da testa. O capitão concordou com a cabeça. - Como estão?
- Do jeito de sempre, e de alguma forma, ainda melhores. - contou, descontente. Izuki fez uma careta, e Aida de repente se materializou do lado deles. Os três se arrepiaram, ela estava realmente de mal humor, dava pra julgar só pelo olhar dela. Assustador.
- Isso não quer dizer nada. - ela contestou, provando que havia ouvido o que eles conversavam. - Só temos que treinar muito. Temos duas semanas, com certeza vamos conseguir melhorar o suficiente para, no mínimo, fazermos a derrota menos pior de quando enfrentarmos o Aomine. - o jeito que ela falava fazia parecer tão simples. Os meninos porém sabiam que aquilo significava, no mínimo, duplicar o treinamento.
Eles já iam começar a resmungar, mas uma série de acontecimentos os interromperam.
Primeiro, Kagami explodiu (finalmente) com Kuroko.
Segundo, Koganei se assustou com os berros de Kagami e lançou a bola com uma força assustadoramente descomunal.
Terceiro, Tsuchida nunca poderia pegar aquele rebote, porque ele acertou a tabela e desviou para o lado da quadra.
Por último, a bola acertou Aida Riko.
- ... Koganei... você matou a treinadora... - Kuroko disse. Todos os jogadores se reuniram em volta da treinadora, desmaiada no chão. Hyuga e Kiyoshi ajoelharam-se ao lado dela, tomando o pulso e tentando fazê-la reagir. Koganei já choramingava, e os outros tremiam de medo.
- Melhor a levarmos para o hospital! - Teppei disse, e os outros concordaram. - Eu e Hyuga vamos lá, vocês continuem o treino. Não vamos desperdiçar tempo, com uma partida contra Touou chegando.
- Hai... - eles concordaram, temerosos.
Kagami, Kuroko, Tsuchida, Mitobe, Izuki, Furihata, Fukuda e Kawahara viram os senpais sumirem da quadra, carregando a treinadora. Procuraram Koganei com os olhos e o encontraram no fundo da sala, agachado e autistando.
- Koganei! - Izuki chamou, assustando-o. - Você tem noção que assinou sua sentença de morte, certo?
Não melhorou a situação.
- Não acredito nisso. - Aida reclamava, esfregando a têmpora. Hyuga estava sentado ao lado de sua cama, e Kiyoshi encostara no batente da porta do quarto da treinadora, no hospital. - Vou matar o Koganei.
- Tenho certeza que a pressão psicológica da ameaça já está o danificando bastante por hora. Você precisa descansar pra voltar o mais rápido possível. - Hyuga foi direto. Ela suspirou.
- Sei disso. Mas esses três dias que terei que ficar em observação no hospital me preocupam. Como vocês vão fazer?
- Pare de se preocupar tanto! - Teppei reclamou. Sorriu para a colega de sala. - Treinamos o tempo todo, e somos veteranos. Não é como se não fôssemos sobreviver três dias sem seu treinamento.
- Meu medo é justamente que vocês sobrevivam. - ela grunhiu. - Vocês deviam estar treinando pesado! Estamos falando do Aomine Daiki!
- Nós sabemos quem ele é, não precisa falar o nome dele com toda essa importância. - Hyuga resmungou. Kiyoshi riu.
- Prometam para mim que vocês dois vão tomar conta dos outros e fazê-los treinar sério enquanto eu estiver fora! - ela impôs, e os dois só podiam concordar. Eles também levavam o basquete a sério, e não queriam perder. Iam fazer todos se esforçarem até demais para conseguirem, dessa vez, vencer o ás da Geração dos Milagres.
- Pode deixar, treinadora. - Hyuga fez joinha. - Descanse, está bem?
- Sim. - ela cruzou os braços e eles se prepararam para ir embora. - Ah, só mais uma coisa...
- Como ela está? - Izuki perguntou, ofegante, quando Hyuga e Kiyoshi voltaram. Os jogadores da Seirin se reuniram em volta dos senpais. Todos estavam suados e ofegantes, possivelmente o peso na consciência deles os forçara a treinarem mais forte mesmo na ausência da treinadora.
- Ela vai ficar bem. Tem que ficar em repouso e observação por três dias, então eu e Kiyoshi vamos liderar os treinos. - Hyuga explicou. - Não pensem que só por que Riko não está aqui será fácil. Estamos há duas semanas de um jogo contra o Aomine. Kagami, Kuroko, seus treinamentos individuais serão intensificados, já que possivelmente vocês são nossa maior chance contra o Aomine.
Kuroko e Kagami trocaram um olhar, concordando entre si. Precisavam treinar muito, precisavam ficar fortes individualmente para juntos derrotarem Aomine. Hyuga passou o resto das instruções para os outros, e por fim virou-se para Koganei.
- Koganei-kun... - Hyuga respirou fundo. Odiava levar as péssimas notícias. - A técnica recomendou algo pra você.
- É...? - o pobre garoto não sabia exatamente como devia reagir. Sabia que não viria nada de bom. Hyuga ajeitou os óculos na ponta do nariz e suspirou.
- Sim. Treinamento cinco vezes mais pesado.
- CINCOOOOOOOOOOOOOOOOO? - Koganei fez drama, choramingando.
Os outros apenas o olharam com pena.
- Bem, é isso. Até amanhã, minna! - Hyuga os dispensou. Saíram conversando em grupinhos, enquanto Izuki relatava algumas coisas para o capitão e o número 7. Koganei praticamente rastejou para o vestiário, apenas pensando em todo o esforço que faria nos próximos dias.
Capítulo 02
Dois dias depois...
- Eh, Hyuga! - Fukuda, um dos primeiro-anistas, avistou o capitão entrando na quadra, enquanto o resto do time se alongava. Os outros logo o cumprimentaram. - Você acabou de ir ver a treinadora, não?
- Sim. - ele parecia desgostoso, deixando a bolsa que levava a tiracolo em cima do banco. - Tenho más notícias. - ele anunciou, relembrando a conversa que tivera com Riko no hospital há pouco tempo atrás.
- O que?! Duas semanas?! - Hyuga exclamou, inclinando-se sobre a cama. Riko parecia embaraçada, mexendo os polegares. - Achei que você seria liberada amanhã!
- Ela tentou fugir pra espiar o treino de vocês, por isso, os médicos recomendaram que ela ficasse duas semanas. - o pai dela explicou, bravo, sentado num banco ao lado da cama. Hyuga sentiu vontade de imitar Koganei e jogar uma bola na treinadora. Respirou fundo, tentando controlar seu ataque de personalidade.
- Não sei se consigo fazer todos eles treinarem pesado por mais tempo! E como vamos para o jogo sem uma treinadora!? - Hyuga começava a se desesperar. - Riko, por que você não conseguiu se controlar?!
- Eu sei, eu sei! - ela resmungou, cruzando os braços. - Mas não pense que sou tão inútil assim. Já tomei conta de tudo! - ela fez joinha, sorrindo. - Certo, papa?
- Hm, sim. - o homem deu ombros. - Se você chama aquilo de tomar conta...
- Eh? O que você fez? - Hyuga pareceu confuso. Aida só sorriu, soltando um risinho depois.
- Não se preocupe! Você verá ainda hoje! - finalizou, com um olhar misterioso. Hyuga não conseguiu nada mais além daquilo.
- Como assim "você verá ainda hoje"? - Izuki pareceu confuso. - Ela não contou quais medidas tomou?
- Eu acho que ela quer fazer algum tipo de surpresa. Pode ser emocionante. - Kuroko opinou.
- Isso é besteira! Nós conseguimos treinar sem ela! Conseguimos ir para o jogo sem ela! - Kagami elevou a voz, fechando a mão e olhando para Hyuga, que ajeitou os óculos em cima do nariz. - Vamos trein-
- Kagami, controle-se, seu tarado por basquete. - Kuroko interrompeu-o, colocando a mão em sua cara. - Tenho certeza que a treinadora tem ótimos motivos para tomar precauções quanto ao nosso treinamento.
- Ora seu...! - Kagami começou a discutir com Kuroko, logo depois perseguindo-o. Os outros assistiram a perseguição até Número 2 aparecer para defender o dono e Kagami exigir trégua. Com risinhos, voltaram a atenção para Hyuga.
- Bem, acho que só nos resta esperar. - Teppei disse, espreguiçando-se. Hyuga fechou a cara e deu-lhe um tapa na cabeça.
- Não precisamos ficar parados enquanto esperamos! Peguem os coletes azuis, vamos fazer um jogo rápido! - ordenou.
- Hai! - Fukuda e Kawahara correram para o vestiário, obedecendo ao capitão. Koganei se espreguiçou, fazendo uma careta.
- Tch-chhh... To todo dolorido! - choramingou. - Por que sou o único a treinar cinco vezes mais pesado? Eu nem vou jogar, com o Kuroko e o Kagami de titulares contra a Touou.
- Você quase matou a treinadora, Koga-kun. - Tsuchida colocou uma mão no ombro do companheiro. - O mínimo que você merece é isso.
Koganei continuou choramingando, enquanto Izuki bolava alguma piadinha sobre o acontecimento. Hyuga sorriu de canto, até que ouviu seu nome.
- Hyuga Junpei? Com licença, qual de vocês é Hyuga-kun? - ele voltou-se para a dona da voz e parou, estático.
Avistou uma garota segurando uma prancheta, que não vestia o uniforme da escola, na verdade ela vestia uma roupa bem inapropriada para o ambiente escolar. Principalmente na quadra, no momento em que todos os jogadores (que são do sexo masculino) estavam reunidos.
- WHOOOOOOOOOOOOOA? QUEM É ELA? - Todos (menos Mitobe, embora ele tenha ficado com uma expressão atônita) exclamaram, surpresos, assustando Hyuga que ainda admirava a garota.
- POR QUE AS BONITAS SEMPRE VÊM ATRÁS DOS MENOS INTERESSANTES? - Koganei reclamou. "OI!" Hyuga conseguiu reclamar, mas foi abafado pelo grito dos calouros.
- TIPO A MOMOI COM O KUROKO! - Fukuda, Kawahara e Furihata apontaram acusadoramente para o mais baixo do time, que era o único que mantinha sua expressão impassível.
- Eh... - Kuroko coçou a cabeça, embaraçado.
- Chega! Acalmem-se! - Hyuga controlou a situação, depois respirou fundo. Voltou-se para a garota. - Eu sou o Hyuga. E você é...?
A garota sorriu, cruzando os braços atrás das costas e corando levemente.
- Meu nome é . Vim da América e sou amiga de infância da Riko. E sou a substituta dela.
Capítulo 03
Silêncio.
- EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEH? - novamente surpresos, não conseguiram controlar a reação exagerada. - SUBSTITUTA?
- Hai! - parecia com vergonha com todos eles reagindo daquela forma. Ela coçou a bochecha, sorrindo fraco. - Meu pai é treinador de basquete em Michigan, nos Estados Unidos, e ele é um grande amigo do Aida, pai da Riko. Costumamos vir para o Japão nas férias, então aprendi bem a língua. Assim como Riko, desde criança vi meu pai trabalhando e me interesso por basquete. É uma pena confessar que não tenho o talento que ela tem, mas posso me esforçar um pouco. - a garota deu ombros, ainda sorrindo. - Fiquei sabendo que ela estava no hospital e fui visitá-la, então ela pediu como favor para que eu treinasse vocês enquanto ela tiver que repousar.
- Ah, entendo. - Teppei disse, sorrindo. - Bem, bem vinda ! Vamos tentar não te dar muito trabalho.
- Vocês deviam se preocupar mais com si mesmos. - o olhar que ela deu lembrou um pouco o de Riko, então todos ali se lembraram que elas eram amigas e poderiam ter a mesma personalidade assustadora. Engoliram em seco.
- E o que você queria comigo? - Hyuga perguntou, levantando a mão. Ainda não tinha entendido porque fora o único a ser chamado. pegou a prancheta, analisando-a e depois voltando seu olhar para ele.
- Era o primeiro nome da lista, como capitão. Ainda não aprendi todos os nomes e não sei quem é quem, achei mais fácil começar por aquele que preciso aprender a todo custo. - lançou um olhar quase apologético para Hyuga, que corou levemente. Os outros não puderam deixar de reparar, e em alguns segundos Izuki já estava escrevendo algo em seu caderno de piadas que fazia os outros conterem risinhos sem graça, o que irritou Hyuga.
- Podemos fazer uma apresentação rápida. Estávamos prestes a fazer um jogo breve para praticar um pouco, então você pode assistir e perceber como jogamos. - Teppei sugeriu, o que ela concordou.
Cada um se apresentou, inclusive Kuroko que não foi esquecido (embora ela realmente tivesse achado que um dos jogadores tivesse faltado ao conferir os nomes na lista e o número deles na quadra), e por fim, Izuki apontou para Koganei.
- , por favor, tome cuidado com esse cara. - ele disse, e Koganei reclamou algumas coisas em protesto.
riu, arrumando alguma coisa na prancheta enquanto cinco deles vestiam os coletes azuis.
- Já fui avisada. Koganei-kun era o único que eu sabia quem era quando cheguei, porque tive ordens de dar um treinamento cinco vezes mais pesado pra ele.
- Eu não fui perdoado. - Koganei choramingou, caído no chão de quatro.
- Ehh... não acho que isso vá acontecer um dia Koga-kun. - Kiyoshi deu tapinhas amigáveis nas costas do amigo.
Kuroko, Kagami, Fukuda, Izuki e Mitobe colocaram os coletes azuis, enquanto Hyuga, Teppei, Kawahara, Koganei e Tsuchida vestiram o outro. Furihata, outro calouro, ficou no banco, depois ia trocar com Fukuda. Ele sentou-se no banco, ao lado da garota, que tinha uma folha na prancheta. Ela tinha escrito apenas o nome de cada um dos jogadores, e mantinha seus olhos fixos na quadra.
O jogo começou, e não foi muito diferente do normal. Kagami e Kuroko estavam bem sincronizados, e o time parecia perceber que estavam um pouco melhores. Hyuga fez lançamentos incríveis e as estratégias de Izuki com seu olho de águia levaram seu time a ter uma dianteira nos pontos. , assistindo, percebeu que a estrutura básica do time era boa. Eles, no geral, eram bons em passar, driblar e em serem rápidos. O problema é que nenhum deles conseguia ter uma média boa nas três qualidades. Kuroko, por exemplo, era incrivelmente bom com passes, mas seu drible e sua velocidade eram em um nível muito abaixo do que precisavam. enxergou que, se conseguisse solidificar esses três tópicos, teriam um time absurdamente incrível. Não sabia por que Aida ainda não tinha feito aquilo. Cada jogador tinha seu próprio brilho, sua própria arma secreta.
Eles eram como uma pirâmide de base triangular. O topo da pirâmide era a habilidade especial de cada um. Era o pulo de Kagami, os passes de Kuroko, o arremesso de Hyuga, a defesa de Mitobe, o olho de água de Izuki. E esse topo só poderia atingir sua altura máxima caso a base estivesse bem sólida e firme. Vendo-os jogar com aquela garra, aquele olhar de que não desistiriam tão fácil, não importa qual fosse o oponente, a fez sorrir. Percebeu o que tinha que explorar em cada um, para fazerem seus grandes talentos desabrocharem. Mentalmente pediu desculpas à Aida, mas soube que tinha que fazê-los vencer. Pela amiga, por eles mesmos, e inclusive por ela, que apaixonara-se pelo basquete da Seirin só pelo jogo de introdução que eles a mostraram.
- Amanhã já terei o plano de treinamento completo, e iremos começar. Obrigada pelo jogo de hoje! Foi incrível vê-los jogar. - sorriu. Todos estavam sentados no banco, ofegantes e suados. Quase houve um empate, se Kuroko não desse aquele rebote parecido com o do jogo contra o Midorima. Aquilo surpreendeu completamente , que não havia assistido ao jogo com o arremessador da Geração dos Milagres. Ela na verdade sabia bem pouco sobre os jogadores e os oponentes já enfrentados. Riko havia escrito em um papel o nome de todos os jogadores da Seirin e suas habilidades especiais, mas não havia dito muito sobre aqueles que eles já haviam enfrentado. ouvira menos do que gostaria sobre a Geração dos Milagres. Pretendia abordar algum jogador e fazer perguntas para se integrar mais no assunto.
Todos foram para o vestiário e ela analisou a prancheta. Conforme assistia o jogo, completava informações de cada um, e fazia anotações extras. Soltou um suspiro ao ver todo o papel rabiscado. Precisava ser mais organizada.
- Eh, ? - Hyuga apareceu, já trocado. Ela levantou os olhos para ele. - Precisa de alguma coisa?
- Hm? Não, estou bem, obrigada. - a americana sorriu para ele. Hyuga fora outro que a surpreendera no jogo. Ela sabia que ele era um bom arremessador, mas quando o viu jogar era uma coisa completamente diferente. Pensou que, como capitão, ele devia saber bastante sobre a Geração dos Milagres, podia perguntar para ele. - Na verdade... será que nós poderíamos conversar? - sorriu, apontando a saída.
Hyuga corou, concordando com a cabeça. Pegou a bolsa e gritou um "tchau" para os outros que badernavam no vestiário, seguindo para fora da quadra a substituta.
Capítulo 04
- Aqui. - ele estendeu um sorvete para ela. aceitou, corando, e começaram a se afastar da loja de conveniência. Andaram lentamente, e embora a noite estivesse um pouco fria para tomarem sorvete, aproveitaram o sabor gelado. - Sobre o que queria conversar comigo? - ele pareceu interessado.
- Queria saber mais sobre a Geração dos Milagres. - As sobrancelhas de estavam franzidas e ela estremeceu levemente ao morder a ponta do sorvete. Hyuga suspirou.
- Eles eram do fundamental, da escola Teiko. Eram cinco prodígios que levaram diversas vitórias para o nome da escola. Eram invencíveis, até se separarem no colegial. Agora, são oponentes.
- Kuroko é um deles, não é? Riko mencionou algo assim pra mim. - perguntou. Hyuga ajustou os óculos na ponta do nariz.
- Sim, mas o Kuroko é um caso especial. Ele é o sexto membro, o jogador fantasma. O especialista em passes da Teiko.
- Ah, entendi. Ele é realmente bom passando. Se você não presta atenção nele durante o jogo, realmente não dá conta da presença dele. - ela acabou o sorvete e jogou o palito numa lixeira que tinha ali perto. Hyuga fez o mesmo e eles se sentaram num banco. Os carros passavam por eles, iluminando-os, e o garoto passou a mão no cabelo curto.
- Bem, sobre os integrantes da Geração dos Milagres... Primeiro, temos Kise Ryota: o copiador. Ele é o tipo de pessoa que aprende rápido. Um olhar e ele já consegue imitar um passe, um arremesso ou um drible. - Hyuga levantou um dedo de sua mão, e prestou atenção nele. Outro dedo foi levantado. - Depois, Midorima Shintarou: o arremessador. Ele consegue arremessar com precisão de qualquer lugar da quadra, e quando digo qualquer, incluo a quadra inteira.
- É sério...?! - arregalou os olhos. Do outro lado da quadra? Com precisão? Agora ela começava a entender a denominação do time.
- Sim. - Hyuga fez uma careta, lembrando-se do jogo contra Shutoku. - Ele tem uma mão esquerda abençoada. E é bem supersticioso, então se o vir andando com itens da sorte do dia, não se surpreenda. - a garota não conteve um sorriso.
- Quem mais? - ela balançou as pernas, olhando para a rua.
- Aomine Daiki. - ele disse, com amargura, levantando o terceiro dedo. - É quem vamos enfrentar no próximo jogo. Já o enfrentamos uma vez e não deu muito certo. Ele é o verdadeiro monstro, o ás da Geração. Ele tem o próprio estilo de basquete, imprevisível, incopiável, imparável. Nem Kise, quando jogou contra ele, conseguiu atingir uma cópia perfeita o suficiente para vencer. É assustador vê-lo jogar.
- Certo... você chegou a me dar arrepios. - ela esticou os braços e riu, um pouco nervosa. Ele sorriu de canto.
- Você possivelmente está com frio. - ele jogou seu casaco para ela, que corou. Murmurou um agradecimento e depois baixou os olhos, parecendo pensativa. - O que foi?
- Agora que você falou isso, estou com um pouco de medo do jogo. Estava um pouco confiante quanto a treinar vocês, mas não tinha ideia que o oponente era tão mais forte assim... - pareceu nervosa.
- Ei, não nos subestime. - ele reclamou. Ela sorriu e olhou para ele.
- Não estou. Só que... se algo der errado, vai ser minha culpa. Tenho medo que me culpem, se perdermos. Que Riko fique brava comigo porque estraguei a chance de vocês. - A garota parecia tão deprimida que Hyuga chegou a arrepender-se de ter enaltecido tanto Aomine. Ele colocou uma mão no ombro dela.
- Não se preocupe. Prometo a você que não deixarei nada disso acontecer. - ele sorriu. - Se não vencermos, vai ser simplesmente porque ainda não somos fortes o suficiente para isso. Vai ser uma lição para nos dedicarmos ainda mais. - concordou fraco com a cabeça. - Uma coisa que você deve entender sobre o time da Seirin, ... é que nós não somos acostumados a desistir fácil. - ele piscou e ela riu.
- Eu sei que não sou uma ótima treinadora... não chego nem aos pés da Riko... mas prometo a você e aos outros que farei meu melhor para que vocês vençam. Eu quero vê-los ganhar!
- Então, ganharemos! - ele acariciou a cabeça dela, corando depois. Ela corou ligeiramente também, mas depois olhou para o céu e esticou as pernas.
- Que noite bonita. - comentou, olhando as estrelas.
- Hm. - Hyuga concordou, levantando um pouco os olhos. Tinha que se conter para não admirá-la e ser pego. era realmente bonita. Corando com seus pensamentos, levantou-se bruscamente.
- Quer que eu te acompanhe até em casa? Está escuro. - ele ofereceu. o olhou e levantou-se também, pegando a bolsa que levava.
- Vai ser um incômodo pra você. Não se preocupe, vou chegar bem sozinha. - ela começou a andar, acenando para ele e sorrindo. Ele não se conteve, começando a acompanhá-la. - Eh? Eu disse que não tem problema eu ir sozinha, Junpei.
- É só precaução. - ele murmurou, sentindo-se um pouco incômodo por ela o tratar tão informalmente, mas lembrou-se que ela era dos Estados Unidos e devia esquecer algumas coisas assim.
- Bem, obrigada então. - ela ergueu os ombros.
- E você ainda está com o meu casaco. Achou que podia simplesmente levá-lo embora? - Hyuga não pretendia ficar muito cruel, mas estava realmente embaraçado e precisava usar alguma fuga. A garota arregalou os olhos, parecendo surpresa, o que demonstrava que ela tinha se esquecido completamente do casaco. Ele sorriu de lado. - Baka...
- Er, desculpe. - ela corou, rindo fraco. Ameaçou tirar o casaco, mas ele a impediu.
- Ainda está frio, quando nos despedirmos você me devolve. - ele disse, sem olhá-la.
- Hm, ok! - sorriu. Andaram um tempo em silêncio. - E os outros dois da Geração dos Milagres?
- Eh? - Hyuga, que se perdia em pensamentos, a olhou.
- Você só me disse três deles, além do Kuroko. Quem são os outros?
- Não chegamos a enfrentá-los, mas sei um pouco sobre cada por causa da entrevista que a Basquete Mensal fez com eles. - ele coçou a lateral do nariz. - Murasakibara Atsushi é um dos jogadores mais altos que já vi, com 2,08m.
- Whoa! - ela arqueou as sobrancelhas.
- Ele defende, obviamente. É uma parede. Deve ser complicado jogar contra ele. - o capitão da Seirin resmungou. - E o último, é Akashi Seijuro. Ele foi quem colocou todos juntos, unindo seus talentos. Tem um olho que é melhor que o de Izuki, mil vezes melhor. É o que chamamos de Olho do Imperador. Não sei muito sobre ele. - ele pareceu descontente.
- Nenhum deles parece ser muito fácil de se lidar... - ela comentou, voltando a olhar o céu.
- De fato. São jogadores excepcionais que têm seu ego um pouco elevado, com todo direito. Acho que o mais simpático deles é o Kise. Mas ainda assim, numa quadra, é como um campo de guerra.
- Entendo. - pareceu perder-se em pensamentos. Andaram mais um pouco até que ela parou. - É aqui. Estou ficando nesse hotel. - ela apontou o hotel do outro lado da rua. Hyuga admirou a construção por um tempo. despiu o casaco, arrepiando-se de frio, e entregou-o para ele. Sorriram.
- Bem, boa noite.
- Boa noite Hyuga. Obrigada pela conversa e pela companhia! - ela acenou, atravessando a rua, aproveitando que o sinal estava fechado. Hyuga apenas a observou. Quando estava na porta do hotel, a garota virou-se e acenou de novo. - Prepare-se para amanhã! - e rindo, entrou.
Hyuga engoliu em seco, segurando o casaco nas mãos enquanto via a silhueta dela desaparecer. Por que essa última frase dela o preocupara tanto?
Capítulo 05
- Seirin, reúnam-se! - Hyuga ordenou, ao lado de .
Já era o dia seguinte, e a equipe estava na quadra. Todos haviam acabado de se trocar e o treino estava para começar. Hoje a substituta vestia uma roupa mais normal, o que tranquilizou a todos. Ela cumprimentou a todos com um sorriso e pegou a prancheta que estava no banco.
- Hoje vou fazer um treino um pouco diferente com vocês. Espero que não se importem, estou seguindo um método um pouco diferente da Riko. - ela explicou. Eles concordaram com a cabeça. - Certo. Vou dividí-los. A ideia é treiná-los em dupla e depois fazer uma atividade com todos no fim.
- Duplas...? - Koganei coçou a cabeça, um pouco surpreso.
- Sim, Koga-kun, isso significa grupo de dois. - Izuki disse, levantando dois dedos da mão. Os outros riram enquanto Koganei brigava que sabia o que era uma dupla.
- Aquietem-se! - Hyuga controlou a situação. Sabia que não falava muito alto, ou não se sentia enturmada o suficiente para botar ordem em tudo ali. Ignorou o sorriso que ela lhe lançou, caso contrário coraria muito na frente do time.
- Ok, vou anunciar as duplas. Hyuga-kun e Kuroko-kun...
- EH? - todos exclamaram surpresos, inclusive o capitão, que a olhou abismado. Ela levantou os olhos, parecendo confusa.
- Qual o problema?
- O Kuroko não vai treinar comigo? - Kagami apontou para si mesmo. inclinou levemente a cabeça para o lado.
- Qual o problema? - repetiu. - Vocês têm alguma ligação inseparável, ou algo do tipo?
- Bem... não... - Kagami hesitou, baixando a mão lentamente. sorriu.
- Hyuga-kun e Kuroko-kun, então! Vão para lá, por favor. Já explicarei o que quero de vocês.
- Hai. - os dois se entreolharam e seguiram para onde ela havia apontado, um pouco mais afastado dos outros.
- Certo, certo... - ela murmurou, olhando a prancheta. - Koganei-kun, Tsuchida-kun. - ela apontou para os dois e apontou para outro canto. Os dois sorriram um para o outro e foram até lá. - Izuki-kun, Mitobe-kun. - o dedo de foi para outro canto. Os enunciados seguiram a direção. - Kagami-kun e Teppei-kun.
- E nós? - Fukuda perguntou, referindo-se aos três calouros restantes, ele incluso. coçou a cabeça com a parte de trás da caneta.
- Vocês serão o trio de apoio. O treino de vocês vai ser um pouco diferente, por não serem titulares. - explicou, e eles concordaram com a cabeça. - Vou começar falando pra vocês o que farão, porque é mais simples. - e então ordenou que Fukuda fosse para perto de Koganei e Tsuchida, Furihata para perto de Izuki e Mitobe e Kawahara para perto de Hyuga e Kuroko. Quando eles se postaram no lugar ordenado, virou-se para Koganei, Tsuchida e Fukuda.
- O que faremos? - Tsuchida perguntou, enquanto Koganei sentia-se um pouco temeroso por causa da carga de atividades que estava tendo. Os outros apenas olhavam, atenciosos e curiosos.
- Quero que Koganei treine arremessos e você rebote. Sei que estão acostumados a isso. A cada cinco arremessos que Koganei acertar, vocês trocam; você arremessa e ele pega o rebote. Fukuda, você vai treinar marcação. Vai ser como o oponente: tem que ficar em cima e tentar pegar os rebotes. Cada rebote que o Fukuda pegar, 25 abdominais para o que não está arremessando. - foi clara, e os três se entreolharam. A menina pegou uma bola de basquete do carrinho e arremessou com uma mão só, meio sem jeito, para eles. - Podem ir.
Os três foram em direção para uma cesta, e ela se dirigiu à Mitobe, Izuki e Furihata. Ela os analisou por alguns segundos, e foi admirada secretamente por Hyuga. Na noite anterior, ela dissera que não era uma boa treinadora, mas ela o estava surpreendendo, com toda atitude e determinação. Sorriu de canto. Talvez ela fosse a chance deles.
- Vocês três vão fazer algo parecido com o deles. Só que na outra ponta da quadra. Izuki, você vai treinar dribles. Furihata vai te marcar. Quero bastante pressão, ouviu calouro? - Furihata concordou furiosamente com a cabeça, se sentindo meio nervoso. - Mitobe, sei que você é bom com o gancho, por isso você vai treinar outros arremessos, quando Izuki passar a bolsa. Izuki, se você ficar três segundos com a bola sem agir (E Furihata estará contando para mim), um pouco menos do que o normal, que são cinco segundos, vai pagar 25 abdominais. - o garoto pareceu um pouco nervoso. - Quero que se imagine numa marcação pesada, sem grandes possibilidades de passe. Quero que você drible ou arranje um jeito de passar para Mitobe. Tenho certeza que consegue fazer isso na sua mente. - sorriu, fazendo joinha. Pegou outra bola de basquete e jogou para eles.
Só faltava Kagami e Teppei, Kuroko, Hyuga e Kawahara, que a olhavam apreensivos. Ela os observou por um tempo, até que foi até o banco e puxou uma sacola plástica.
- Teppei! Venha cá por favor. - chamou-o, e quando ele se aproximou, ela o entregou uma faixa de tecido. Ele a olhou, confuso. - Quero que você ache um jeito de imobilizar o braço direito de Kagami, de forma que não o machuque, e pratique dribles, marcação, passes e arremessos (mesmo que para o nada, já que as cestas estão ocupadas) com ele. - ela explicou.
- O que?! - Kagami pareceu indignado, e aproximou-se da garota, fazendo-a parecer uma formiguinha praticamente. - Mas meu basquete com a mão esquerda é péssimo! - ele reclamou. Ela olhou em seus olhos.
- Sei disso. - disse apenas, e fazendo um sinal para Teppei, os dispensou. Virou-se para o último trio que faltava. - Hyuga.
- Sim? - ele pareceu um pouco hesitante. A garota tinha um olhar meio assustador no rosto, e a forma firme que dissera seu nome o assustara um pouco.
- Quero que você ensine o Kuroko técnicas de arremesso. - ela disse, simplesmente. Kuroko olhou para o capitão, que pareceu confuso.
- Eh? - ele perguntou.
- Kuroko não é bom em nada além de passar, sem querer ofender, Kuroko - ela disse, e ele abanou a mão, indicando não ter problema. - e você é nosso melhor arremessador. Quero que o ensine o básico, e faça uns exercícios de arremesso com ele. Podem jogar contra uma parede, ou no nada. Só quero que pratiquem muitos arremessos. Kawahara vai ajudá-los depois de um tempo com marcação, para que Kuroko arremesse sob pressão. Depois que você der as dicas básicas para ele e assistí-lo por um tempo, quero que você treine dribles com Kawahara, Hyuga. - ela disse. Para eles, entregou duas bolas. Ela sorriu. - Vamos lá!
Cada um estava em seu canto, e ela pegou um apito, uma boa forma de controlar todos. Kagami já reclamava com Teppei, que ria de alguma coisa (possivelmente do próprio Kagami). Hyuga começava a dizer coisas para Kuroko, e Kawahara prestava atenção também. Koganei já estava pagando abdominais, choramingando. Izuki largou a bola meio desesperado, ela supôs que seus três segundos estivessem esgotando. Lembrou-se de um detalhe importante e apitou. Eles a olharam.
- Desculpem, esqueci de mencionar algo. - e então apontou para cada um, conforme foi falando. - Kuroko, você está estritamente proibido de passar; Kagami, nada de enterradas; Hyuga, sem arremessos; Mitobe, não quero que você use gancho. Se eu vir um de vocês fazendo isso, ou algum de seus parceiros, vocês pagarão 50 abdominais, cada. - ela sorriu, um pouco ameaçadora. - Por isso, tomem cuidado.
Os garotos engoliram em seco e prosseguiram com o treino.
Quando o treino estava quase no fim, ela apitou e os reuniu em um círculo perto dela, todos eles pareciam exaustos. Estavam suados, sentados no chão, limpando o rosto com a camiseta. Kagami alongava o braço direito, que ficara amarrado. Ela vira muitos deles fazendo abdominais, o que significava que tinham errado muita coisa a que ela pedira pra ficarem atentos. Observou-os um a um e depois suspirou.
- Amanhã nós vamos continuar com esse treinamento assim, só que vamos inverter as posições na quadra. Grupo do Hyuga e grupo do Teppei vão para as cestas, os outros treinam basicamente a mesma coisa só que sem as cestas. - disse, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha. - Como se sentem?
- Péssimos. - Kagami resmungou. Kuroko assentiu com a cabeça.
- Sinto que esse é um dos piores treinos que já fizemos. - Teppei murmurou. - Não senti que fizemos nada de bom.
Hyuga deu um soco relativamente forte no ombro do colega de sala, olhando . Ela manteve seus olhos baixos, a boca transformada em uma linha fina. Kiyoshi fez uma careta, arrependendo-se do que falara, mas antes que pudesse consertar a substituta levantou a cabeça sorrindo.
- Certo! Vocês vão entender depois, prometo. - seu olhar fixou-se em Hyuga por alguns instantes. - Agora, antes de liberá-los, tenho uma última atividade em grupo. - ela disse, levantando um dedo. Virou-se para a sacola plástica que trouxera a faixa de Kagami e tirou de lá um monte de fitas laranjas cortadas, com uma largura de cerca de 7cm.
- Eu estava imaginando mesmo o que tinha nessa sacola... - Izuki comentou, observando a garota entregar uma faixa daquelas para cada um.
- O que vamos fazer com isso? - Kagami perguntou, um pouco traumatizado com as faixas que a substituta tirava daquela sacola.
- Vão proteger como se sua vida dependesse desse pedaço de fita. - ela disse, sorrindo. Todos a olharam confusos. - Vai ser como pega-pega. - começou a explicar. Eles arregalaram os olhos. - A brincadeira chama rabo-de-gato, ou algo assim. - ela abanou a mão. - Vocês prendem essa faixa na cintura, entre sua pele e o calção, dessa forma... - ela fez uma demonstração e por um momento constrangedor todos a observaram levantar um pouco da blusa e expor um pedaço de pele. Corados, desviaram o olhar. - Todos vocês são pegadores, e ao mesmo tempo que têm que impedir que sua faixa seja pega, tem que tentar pegar a faixa do outro.
- Er... por que vamos fazer isso? - Koganei perguntou, ainda sem entender. sorriu, colocando os braços para trás do corpo.
- Porque quem pegar mais faixas vai estar livre da punição do treino de amanhã caso erre alguma coisa. E todos aqueles que acabarem sem uma faixa sequer, nem que seja a própria, vão pagar em dobro. - ela deu ombros, sorrindo inocente. Todos eles trocaram olhares competitivos. Agora aquilo havia ficado sério. - Bem, vamos começar?
O apito soou e todos começaram a correr. Inicialmente eles estavam meio tensos, mas quando Kuroko, com sua falta de presença, roubou a faixa de Kagami, eles se integraram. Kagami começou a perseguir não só Kuroko, mas qualquer um que tivesse uma faixa.
Eles pareceram começar a se divertir, e ria vendo-os gritarem uns com os outros, parecendo crianças na quadra. Percebeu que na hora que alguém se aproximava para roubar a faixa, o ameaçado adicionava velocidade, ficando mais ágil. Várias vezes eles se desviavam e faziam manobras incríveis para não perderem sua faixa. Nada como pressão opressiva ameaçando seus resultados.
- Roubei. - ela ouviu atrás de si, sentindo algo esfregar sua pele suavemente e, arregalando os olhos, deparou-se com Hyuga sorrindo satisfeito, segurando uma faixa laranja. então percebeu que ainda usava a que tinha colocado em sua cintura para demonstrar o jogo, e essa faixa agora estava na mão de Hyuga. Ela fez bico.
- Eu não estou valendo. - ela cantarolou. - É melhor você correr. - tirou a faixa da mão dele e o empurrou levemente de volta para a quadra. Ele sorriu para ela, abanando a cabeça, e arrumou os óculos. Logo depois, roubou a faixa de Furihata e saiu correndo para outro lado. A substituta voltou a rir.
Depois de 15 minutos do jogo, ela apitou, indicando o fim. Eles voltaram a se reunir, ainda mais ofegantes e suados, mas parecendo estranhamente descontraídos e relaxados. Bem, nem todos.
- Kagami, você está livre dos seus abdominais. - ela anunciou para o garoto que segurava quatro faixas em sua mão, sorrindo satisfeito. - Kuroko, Koganei, Furihata e Izuki... boa sorte amanhã! - ela fez joinha, e os quatro choramingaram. - Estão liberados, minna. - acenou para eles, indicando para que eles fossem para o vestiário.
- Não vai dizer o por quê de tudo isso? - Hyuga arqueou as sobrancelhas, aproximando-se dela. sorriu travessa, analisando-o.
- Bom, eu preciso de uma companhia até em casa hoje de novo. - ela piscou e ele sorriu, entendendo.
Capítulo 06
- Sem sorvete dessa vez, está mais frio! - reclamou, empurrando Hyuga direto pela loja de conveniência. Ou tentando, já que ele firmou o pé e então ela não conseguiu mais movê-lo. - Hyuga! - ela reclamou, a voz abafada pelo esforço. Ele riu fraco e voltou a andar, quase fazendo-a perder o equilíbrio.
- Então, não vai me contar o que foi esse treino catastrófico? - ele colocou as duas mãos na cabeça, andando um pouco à frente dela. ficou quieta, e ele lançou um olhar para trás. Ela andava cabisbaixa.
- Foi tão ruim assim? - o tom de voz dela era fraco, e ele parou no meio do caminho, quase fazendo-a se chocar contra ele. Hyuga sorriu fraco.
- Tenho certeza que você tem um motivo por trás disso tudo. - ele tentou consertar o que falara. Ela suspirou.
- Eu tenho. Vou falar para todos amanhã, depois do treino. - continuou a andar. - Só me preocupo que eles me achem falha e comecem a não levar a sério. - Hyuga agora a acompanhava.
- Eu vou saber agora? - ele apontou para si mesmo. - Eu não me importaria, como capitão, sabe?
Ela riu e cutucou-o na lateral do corpo, fazendo-o se encolher lentamente.
- Pare de abusar do poder! - bronqueou, fazendo-o pedir desculpas. - Ei, como foi com o Kuroko?
- Meio deprimente. Ele é realmente fraco e ruim de mira. - Hyuga pareceu desconsolado, por alguns instantes. - Mas ainda tem salvação. Ele ama o basquete mais do que todos ali, e por isso vai se dedicar. Ele quer, de verdade, nos transformar no melhor time do Japão.
- É bonito, isso. Acho que vocês conseguem. - sorriu, otimista. - Eu acho que colocá-lo para treinar com você vai render bons resultados. Teppei estava completamente certo em lhe chamar para ser o capitão do time. - os olhos dela exibiam orgulho, e Hyuga permitiu-se corar. Como uma garota que ele conhecera há dois dias o fazia corar com tanta facilidade? E como ela podia orgulhar-se dele? Ela mal o conhecia.
- Bem, obrigado, eu acho. - ele resmungou, embaraçado.
Seguiram o caminho sem dizer muito mais, e ele a deixou na porta do hotel novamente.
O treino do dia seguinte foi um pouco melhor, talvez. Eles pareciam descansados do dia anterior, e ativos na hora de treinar. Kagami melhorara um pouco seu basquete da mão esquerda, mas não muito, perdendo todas as bolas para Teppei. Não conseguira fazer nenhum arremesso. sabia que impedí-lo de usar completamente a mão direita atrapalhava o equilíbrio do corpo, mas ela precisava que ele fizesse isso ao menos no começo, para acostumar a não depender apenas de sua mão "boa". Hyuga estava do outro lado, bem paciente, ensinando Kuroko. Ela não viu o mais baixo conseguir acertar nenhum arremesso. Mas ele não deixou de atirar nenhum deles. O número de abdominais pagos fora menor que o dia anterior, não só daqueles que a ameaça da derrota do dia anterior pairava sobre suas cabeças, mas de todos em geral. também conseguiu notar que muitos deles já estavam um pouco mais ágeis, tanto na velocidade de corrida como nos desvios e dribles. Sorriu sozinha, anotando as coisas em sua prancheta.
No fim do treino, fez novamente o jogo, com o mesmo prêmio. Houveram menos faixas capturadas dessa vez, menos jogadores sem faixa. Ela parecia satisfeita quando pediu para todos irem se trocar, mas não irem embora.
Quando voltaram do vestiário, encontraram sentada no banco, balançando as pernas e aguardando-os. Ao seu lado, havia uma lousa usada pela Riko para montar estratégias. Já imaginando o que os esperava, sentaram-se no chão e olharam para o quadro verde. Assim que todos estavam lá, levantou-se e pegou um giz.
Para a surpresa de todos, ela desenhou três bolinhas pequenas que formava um triângulo. Confusos, a olharam. Ela virou-se para eles e sorriu de leve.
- Esses são os três fundamentos básicos do basquete. Dribles, - apontou uma bolinha branca - passes, - outra bolinha - e velocidade. Todo jogador de basquete tem o mínimo conhecimento e domínio sobre cada uma dessas bolinhas, mas nem todos conseguem tê-lo sobre todas. É isso que diferencia os grandes nomes do basquete com os não tão grandes. - explicou, como se fosse uma professora. - Os grandes times têm jogadores que mantêm esses três pontos em equilíbrio, em perfeição. - ela uniu os pontos com linhas, formando um triângulo um pouco inclinado. Ela estava explicando a eles sua teoria da pirâmide de base triangular. - Vocês, infelizmente, ainda não são um desses times.
- Obrigado... - algum deles resmungou, parecendo ofendido. sorriu, carinhosa.
- Não estou com a intenção de ofender. Na verdade, vocês têm muito potencial para serem um desses times. Mas vocês não precisam disso. - ela abanou a mão, e depois desenhou outra bolinha branca, em cima do triângulo. Mudou de ideia e a transformou numa estrelinha, bem desenhada. Todos eles estavam um pouco surpresos com a habilidade dela. Não que fosse grande coisa desenhar bolinhas, linhas e estrelas.
- Não precisamos do que? - Koganei parecia confuso.
- Do potencial para ser um time grande. Vocês têm potencial para outra coisa, por causa dessa estrelinha aqui. - ela apontou, feliz.
- Não estou entendendo. - Kagami coçou a cabeça. sorriu e deixou o giz na lousa.
- Vocês tem uma habilidade especial, cada um de vocês. Vocês são um pouco especialistas em alguma coisa, e são bons nessa coisa. É isso que faz vocês diferentes, que os faz ter uma estrela no topo do triângulo. E é isso que faz vocês terem potencial para não só serem um time grande, como serem o melhor time do Japão. - ela disse, orgulhosa. Eles sorriram, um pouco envergonhados. - Essa estrelinha aqui é o topo da pirâmide. É o passe do Kuroko; o salto do Kagami; os arremessos do Hyuga; o olho de águia do Izuki; a marcação do Mitobe. É o que os diferencia dos outros jogadores, o que os fazem melhores.
- Ahhh, entendo! - Koganei estava tão impressionado que nem se importou que sua estrelinha não tivesse sido mencionada. sorriu, agora parecendo um pouco desolada.
- O problema é que vocês ainda não têm a base da pirâmide bem definida. É o que estou tentando fazer nesses treinos. O topo só pode alcançar seu ponto mais alto se sua base for sólida, se estiver bem firme. Caso contrário, ficará vacilando e despencará. Vocês conseguem visualizar isso?
- Hai. - todos eles concordaram. Ela acenou com a cabeça.
- É por isso que estou proibindo vocês de usarem suas habilidades especiais. Vocês já são ótimos nelas. Têm que melhorar outros tópicos, para inconscientemente a melhorarem também. Por isso os treinos parecem estar uma droga. Vocês estão fazendo coisas em que são ruins, que não estão acostumados a fazer. - tudo pareceu ficar mais claro para eles então, e eles pareceram se empolgar.
- É uma boa tática. - Hyuga disse, sorrindo para ela. corou levemente, parecendo satisfeita.
- Eu dei uma pesquisada sobre Touou. Eles têm a Momoi Satsuki, não é?
- Esquecemos dela! - alguns deles agarraram os cabelos. - Estamos perdidos...
- Não se preocupem. Isso que estou fazendo aqui nos treinos está completamente em segredo. Ela deve saber que Aida está no hospital, mas não sabe de mim, tenho certeza. Além do mais, ela não espera que vocês vão desenvolver essas habilidades. Ela acha que continuam treinando o que são fortes para vencer dessa forma. Acho que ela não prevê uma saída pelo lado fraco. - explicou. Depois, sorriu dando ombros, ao observar a cara surpresa de todos eles. - Vamos dizer que eu também gosto de dar uma pesquisada nos oponentes. - seu sorriso era um pouco culpado, e os fez rir.
- E por que esses joguinhos no fim do treino? De pegar o rabo do outro? - Kawahara perguntou, e então todos eles riram abafado, Izuki escrevendo em seu caderninho. O calouro finalmente percebeu o que falara, corando intensamente. , rindo também, respondeu:
- É uma brincadeira que ativa seus instintos. Vocês sentem a necessidade de defender seu pedaço de pano, e de roubar o do outro. Quando estão ameaçados, tendem a acelerar sua fuga, e quando querem atacar, circundam o outro, mantendo contato visual e braços abertos, tentando não deixá-lo escapar. Já perceberam? - ela perguntou, travessa. Eles começaram a se lembrar.
- É mesmo...
- Parecia que estávamos marcando alguém no jogo...
- E tentando escapar com a bola...
Eles refletiram por alguns segundos, observados por , que segurava o riso ao ver a expressão deles. Então, como se combinados, todos arregalaram os olhos e direcionaram o olhar para ela.
- VOCÊ É UM GÊNIO! - gritaram em conjunto, e ela finalmente riu, corando.
- Eu dou meu melhor por vocês, apenas... - deu ombros, parecendo sem-graça. Hyuga levantou-se e ficou ao lado dela.
- Embora esteja correndo o risco de levar um chute da Riko ao dizer isso, sinto que esse treinamento de é nossa chance. Ela está nos causando um diferencial, e tenho bons pressentimentos em relação a esse jogo. - ele disse, confiante, e isso inflou o coração de . Hyuga a olhou, sorrindo de lado. - Eu acredito nela.
- Eu também! - vários outros disseram. Mitobe concordou com a cabeça, e Kuroko arriscou um sorriso. emocionou-se e também sorriu.
- Obrigada, gente! Não vou decepcionar vocês! - disse, fazendo joinha.
Capítulo 07
Os dias que faltavam para o jogo passaram impressionantemente rápido. Os treinos eram pesados, mas no fim deles os jogadores da Seirin podiam perceber diferenças em seus passes, dribles e arremessos. às vezes ia visitar Riko no hospital, para passar-lhe relatórios dos treinos, e a treinadora oficial quase teve que ser internada novamente quando ouviu que Kuroko havia acertado não só uma, mas três cestas seguidas no treino anterior. O ânimo de todos estava alto e eles estavam bem confiantes quanto ao jogo que aconteceria.
- Seirin! - Hyuga gritou, no fim do último treino antes do jogo. Todos pararam o que estavam fazendo e foram até ele, que estava de pé ao lado de . A garota parecia meio encabulada e quieta. - Esse foi nosso último treino antes de enfrentar Touou amanhã. Sei que todos vocês deram o melhor de vocês e por isso, se perdermos amanhã foi só porque ainda não somos o suficiente. - o capitão começou. - Porém, com esse regime de treinamento que nos propôs, estou confiante que pelo menos não seremos esmagados. - ele deu um sorriso de canto para ela. - Não foi o suficiente para nos tornarmos os melhores jogadores, mas comparado ao que éramos há algumas semanas, estamos incríveis. E estou confiante, não só em mim como em cada um de vocês, que temos como vencer Touou e o Aomine dessa vez. - ele fez joinha e todos gritaram algo em comemoração.
sorriu um pouco e olhou cada um deles. Levantou a mão, indicando que queria falar, e eles se aquietaram.
- Eu sei que só treinei vocês por duas semanas, e que sou só uma substituta; não sou uma treinadora de verdade, e muito menos uma com talentos como a Riko. Eu fiz o que achei ser o melhor para vocês, quero vê-los vencer porque sei e vi o quanto se esforçaram e o quanto querem, e realmente merecem isso. Obrigada mesmo pelo acolhimento e por acreditarem em meu método. - ela mexia com os dedos, parecendo um pouco envergonhada. Eles sorriram. - Espero voltar mais vezes para o Japão para assistir vocês ganharem!
- Você já vai embora? - Izuki perguntou, e de repente a atmosfera ficou triste. Ela coçou a nuca.
- Ainda não. Tenho uma semana, mas ainda assim, uma hora tenho que voltar. Mas não se preocupem. Vou acompanhar vocês custe o que custar! - sorriu e eles sorriram também.
- Eu sugeriria um abraço em grupo, mas estamos todos suados. - Koganei levantou as mãos na altura do ombro. A garota fez uma careta, e fugiu quando Hyuga, que estava ao seu lado, ameaçou passar os braços pelo corpo dela.
- Bem, acho que é isso. Descansem bastante, não esqueçam de repor os nutrientes, e preparem-se. - Teppei tomou a voz. - Seirin, dispensados!
No dia seguinte...
- Estão todos aqui? - perguntou, mais para si mesma, contando rapidamente todos que estavam ali. Contou até Kuroko, mas faltava alguém. Ela olhou para os lados e não conseguiu achar Kagami. - Já venho! - anunciou, saindo do vestiário.
Já estavam no estádio onde o jogo iria se realizar, e a maioria dos jogadores da Seirin passara por crises de nervos. Agora Kagami, que era um dos mais controlados, estava sumido. Ela respirou fundo. Sabia que era só a substituta, e sabia que Riko estaria assistindo o jogo na plateia se pudesse. Ela tinha que acreditar que a amiga estava ali, e tinha que mostrar que fizera um bom trabalho. Porém, tinha medo das coisas não darem certo. Embora tivesse ficado mais tranquila depois de conversar com Hyuga, ainda estava insegura. Sozinha, em casa, assistira os jogos da Touou e constatara que Aomine era mais monstro do que ela imaginava. Não tinha certeza se seu treinamento tinha sido uma boa opção, talvez devesse ter treinado os pontos fortes deles. Era o que Riko faria, não era?
Parou de andar e olhou ao redor, engolindo em seco. Deveria ter prestado atenção pelo caminho que seguira, porque agora tinha a impressão que não sabia onde estava ou como voltaria. sentiu um bolo apertar a garganta, de nervosismo, e pensamentos de que ela não conseguiria voltar e eles perderiam o jogo começaram a invadir sua mente.
- Pare de pensar nisso! - apertou as têmporas e respirou fundo várias vezes.
- Com licença, você não é a treinadora substituta da Seirin? - ouviu uma voz atrás dela e voltou-se para olhar a pessoa. Engoliu em seco ao ver o rapaz alto, pele morena coberta por uma camada de suor, cabelos e olhos azul escuro.
- H-hm. - concordou com a cabeça, sentindo um pouco de medo. Aomine realmente exalava uma aura diferente dos outros jogadores. - Como você sabe? - perguntou, mas depois se sentiu idiota, lembrando-se de Momoi.
- Recebi informações sobre você. - ele falou num tom de voz arrastado, entediado. - Está perdida?
- Estava procurando o Kagami. - resmungou em resposta, não querendo admitir que podia se perder em um estádio no dia do jogo do time que estava treinando. Aomine sorriu um pouco, parecendo mais assustador.
- Não sei se posso ajudar. Mas se quiser voltar, siga aquele corredor até a segunda direita. Você vai chegar nos vestiários. - ele apontou. Depois analisou-a dos pés à cabeça, alargando um pouco o sorriso. - Sinto que isso vai ser bom. - comentou, mais pra si mesmo, e depois seguiu o caminho que indicara há poucos segundos.
ficou no lugar, vendo a figura dele desaparecer, e depois respirou fundo. Ainda não sabia onde Kagami estava. Considerou se devia voltar para o vestiário. Ainda tinha alguns minutos antes de terem que ir para a quadra. Decidiu procurá-lo mais um pouco, o que foi uma boa ideia, porque logo depois encontrou o ás da Seirin encostado numa parede de vidro, olhando o entardecer nublado.
- Meditando? - ela perguntou, postando-se ao lado dele. Kagami pareceu surpreender-se por um segundo, mas depois voltou a relaxar.
- Esse jogo é decisivo. Já perdemos feio uma vez para Touou, e foi minha culpa. - ele dizia, amargurado. - Não podemos perder dessa vez. Temos que ganhar.
- Não se preocupe, Kagami. Só dê seu melhor, e tudo vai se ajeitar. Dê seu melhor, porque caso vocês percam, você ao menos vai ter em sua mente que fez tudo o que podia, e que se não foi, não era para ser. - ela filosofou, e ele sorriu fraco. Apoiou uma mão no topo da cabeça dela.
- Você é uma treinadora bem melhor do que se considera, sabia? - resmungou. corou e tirou a mão dele dali.
- Obrigada. Mas temos que voltar! - ela o segurou pelo braço e começou a puxá-lo.
Conseguiu voltar até onde estava perdida, e dali seguiu as instruções de Aomine, que se mostraram corretas. Entraram no vestiário e encontraram o resto do time quase surtando.
- Calma gente! Eu só fui atrás do Kagami... - ela apontou para o rapaz de cabelos vermelhos, e Hyuga apareceu na frente deles quase soltando fogo pelo nariz.
- Kagami! Você por acaso quer perder, idiota? Sabe o quanto estamos contando com você e o Kuroko nesse jogo? - o capitão começou a bronquear, mas o interrompeu, colocando uma mão em seu peito.
- Hyuga, estamos todos nervosos, não desconte no Kagami. - ela o olhou e ele respirou fundo. A garota fez uma leve pressão no ombro dele, para que ele se sentasse, e depois olhou a todos. - Sei que estão todos nervosos. É a segunda vez que jogam contra Touou e contra o Aomine, e vocês devem estar inseguros por causa do resultado do último jogo. - cruzou os braços atrás das costas. - Mas também sei que vocês não são de desistir. E sei o quanto vocês são talentosos e até onde conseguem chegar. Não desistam, Seirin. Deem o melhor de vocês, porque se não ganharem, não vai ser sem esforço. - ela repetiu o que falou para Kagami. Olhou o relógio e viu que era hora deles irem. - Estão prontos?
Hyuga levantou-se, respirando fundo, e colocou a mão no ar. Os outros fizeram uma roda ao seu redor, colocando as mãos uma sobre as outras. sorriu e foi puxada pelo capitão para que colocasse a dela também, por cima de todos. Ela novamente sentiu a garganta fechar, mas agora por outro motivo. Olhou cada um ali, com aquele olhar de vitória, com aquele olhar de garra, e aqueles sorrisos de orgulho, e pressionou sua mão um pouco mais.
- Seirin... - Hyuga começou, e logo todos completaram: - FIGHT!
Capítulo 08
- Acho que é a primeira vez que chego num jogo da Seirin a tempo. - Kise Ryota comentou para seu senpai, Kasamatsu Yukio. O outro concordou.
- Mas já vai começar. - apontou para os times entrando na quadra. Franziu as sobrancelhas. - Aquela é a treinadora da Seirin? Ela não está um pouco diferente? - perguntou, inclinando-se levemente na grade. Kise apertou os olhos, tentando enxergar melhor.
- Não, é outra garota. - constatou, admirando-a em silêncio. - O que será que houve com a Aida?
Kasamatsu deu ombros.
- Será que ela é a chance deles contra Touou?
- Provavelmente não. - uma voz atrás deles respondeu. Os dois se viraram, encontrando outro ex-membro da Kiseki no Sedai, Midorima Shintarou. - Para ter chance contra a Touou, só se ela for o Aomine.
- Afinal, o único que pode vencê-lo é ele mesmo. - Takao Kazunari, colega de Midorima, completou com uma risada irônica.
Os quatro jogadores se entreolharam e viraram para a quadra, onde os times já se cumprimentavam. Analisaram a treinadora por mais um tempo, e então Kasamatsu soltou um suspiro, indo até uma cadeira.
- No mínimo, será interessante. Será que ela usou alguma estratégia de treino diferente? - perguntou-se, enquanto Kise sentava ao seu lado. Midorima e Takao decidiram sentar-se perto deles, mas na fileira de trás.
A quadra, inesperadamente, estava um pouco silenciosa. Os jogadores se postaram nas posições em que iniciariam o jogo, e a tensão entre eles era perceptível. Aomine encarava Kagami com um sorriso rasgado, enquanto o ás da Seirin apenas mantinha-se calmo.
A bola foi lançada ao ar junto ao apito, e então os dois pularam ao mesmo tempo. Kagami conseguiu pegar a bola e passou-a para Hyuga, que disparou na frente.
O jogo estava agitado como sempre era, mas havia algo de diferente no ar, e os espectadores podiam perceber isso, mesmo que não soubessem o que era. O primeiro quarto pareceu demorar, cada hora um time tendo a posse da bola e correndo na quadra adversária. As cestas saíam praticamente a cada minuto, e o placar mantinha-se próximo. Depois dos primeiros 10 minutos, a diferença era de quatro pontos, estando Touou na frente.
Durante o intervalo, Kise, Kasamatsu, Takao e Midorima entreolharam-se.
- Vocês perceberam também, não perceberam? - Kise perguntou, apontando para o time da Seirin que ouvia atentamente o que a nova treinadora dizia. Bebiam água e secavam-se com toalhas de rosto, mas pareciam atentos a todas as palavras da garota.
- Tem algo estranho na Seirin.
- Não é estranho. - Midorima corrigiu, arrumando os óculos. Os outros três olharam para ele. - É diferente. Eles evoluíram bastante desde a última vez que os assisti. Não sei bem o que é... mas eles parecem melhores. Mais... equilibrados, talvez?
- Foi o que eu percebi. - Kasamatsu concordou com a cabeça. - Os passes deles estão mais firmes e sérios, e as habilidades de cada um parecem estar melhores. Só resta saber se isso vai ser o suficiente para parar Aomine e os outros.
- E tem outro fator. - Takao comentou, colocando os braços atrás da cabeça e apontando com o queixo para o banco da Touou, onde cabelos rosa compridos podiam ser avistados. - Momoi. Será que ela não tem algo planejado?
- Não sei... ela pareceu bastante surpresa, assim como os jogadores da Touou. Talvez eles soubessem da nova treinadora, mas não do que ela estava fazendo. Eu gostaria de saber o que ela fez também, para ser sincero. - Kasamatsu respondeu, alisando o queixo enquanto voltava a olhar para o banco da Seirin. - Não parece ter sido algo exagerado, mas não deixa de fazer uma diferença enorme.
O apito soou anunciando o fim do intervalo, e os times voltaram à quadra com os humores reestabelecidos. O segundo tempo começou mais pesado que o primeiro, com Aomine adiantando o placar em 10 pontos, enterrando cinco vezes seguidas. Aparentemente o segundo tempo seria deles, se Kuroko não tivesse começado a agir com Kagami e recuperado seis dos pontos rapidamente. Hyuga acertou uma cesta de três pontos e então a diferença estava em um ponto. Era quase possível sentir os jogadores da Touou estupefatos com aquele placar, e a cada minuto as coisas ficavam mais violentas e corridas. Os egos de cada um dos cinco jogadores em quadra da escola adversária à Seirin pareceu tocado e esmagado, e por isso, suas ações ficaram cada vez mais e mais individuais e pressionadas. Seirin seguia seu ritmo, acompanhando como dava e quase deslanchando na frente no placar. A disputa estava bastante cirrada.
No terceiro quarto, Kuroko ficou no banco. Seirin perdeu um pouco do embalo, mas não o suficiente para ficar muito atrás no placar. Diferentemente da primeira vez que jogaram, Seirin agora tinham experiência contra a individualidade e o egocentrismo do time adversário. Eles haviam praticado individualmente ao longo das últimas semanas, mas isso refletia-se no trabalho em equipe que era característico do time de Kuroko. Mesmo ainda não sendo bons o suficientes para esmagar Touou, o último quarto poderia abrigar uma esperança de vitória para esse time.
Era o último intervalo antes do quarto final. O placar estava Seirin 98 x 106 Touou. Não estava muito ruim, ainda dava para recuperar se eles mantivessem a energia. Embora o ritmo de jogo estivesse pesado, os jogadores não se sentiam tão esgotados como costumavam sentir-se. olhou todos em silêncio enquanto eles mesmos comentavam com os outros algo que acharam falho.
- Gente. - chamou a atenção deles e lançou um olhar para o time ao lado. Sorriu. - Esse é o último quarto. É a batalha final. Não desistam. Vocês estão atrás, mas não quer dizer que estão perdendo. Só pelo que eu observei do jogo eu posso considerar vocês vencedores. - sorriu e eles retribuíram. - Mas, vão com tudo. Vocês têm chances! Eu acredito em vocês.
Não deu tempo de falar mais nada, o apito soou e eles voltaram em quadra. Aomine encarava Kagami com um olhar sério e determinado, e o jogador número 10 da Seirin retribuiu da mesma forma. Nenhum deles ali estava com espírito para perder.
Os dez minutos finais pareceram infinitos. Passes, trocas de bola, clutches, enterradas, arremessos, dribles, tudo foi utilizado como arma e defesa. Mitobe fez grandes bloqueios e rebotes, Izuki conseguiu planejamentos e visões da quadra que ajudaram muito, Hyuga arremessava sem dó sobre o pobre cogumelo apologético da Touou, Kagami saltava e enterrava como nunca havia feito antes e Kuroko mantinha-se impassível, dando passes inacreditáveis. Touou teve que lutar com todas as suas forças para superar aquele pequeno monstro que Seirin havia se tornado.
O apito soou. Era o fim. Kise, Midorima, Takao e Kasamatsu inclinaram-se em suas cadeiras para observar melhor o placar.
Seirin 122.
Touou 128.
Apesar de todos os esforços, Seirin no final perdeu com uma diferença de 6 pontos.
Capítulo 09
esperava que eles estivessem deprimidos. Que eles socassem as paredes. Que gritassem e falassem que a culpa era dela por confiar tanto neles e encher seus egos.
Ela estava preparada para tudo aquilo.
Mas não para o grito de comemoração que se ergueu quando os meninos chegaram ao vestiário. Nem para o abraço grupal - e um pouco nojento - que recebeu depois. Ficou estática, sem saber como reagir, e viu-os se afastarem dela.
- O-o que foi? - ela perguntou, olhando pra todos os sorrisos.
- Como assim o que foi? - Izuki repetiu a pergunta dela, animado. - Você viu aquele placar? Nós nunca tivemos um placar daqueles!
- É o máximo!
- Mas poderíamos ter ganhado. - Kagami reclamou, fazendo bico, e depois levando um cutucão de Kuroko em seu abdome. O mais alto contorceu-se e começou a xingar, mas os outros apoiaram Kuroko.
- Isso foi o mais perto que chegamos de derrotar Touou, até agora. É nosso segundo jogo contra eles, Kagami. - Hyuga ajeitou o óculos, parecendo ameaçador. - Não adianta ficarmos deprimidos por seis pontos e desconsiderar todos os esforços que tivemos. Estou um pouco triste que não ganhamos, mas mantivemos um ritmo e não fomos esmagados. - o capitão disse, e virou-se para que ainda olhava a todos como se estivesse no mundo da lua. - Isso já fez toda a diferença.
- Bem... sim... - concordou e depois sorriu. - Fico feliz que não estão chateados ou bravos comigo. Vocês foram absurdamente ótimos! - ela controlou as lágrimas, que não sabia se era de alívio ou felicidade. Eles riram e começaram a zoar, quando a porta foi aberta e silenciou a todos.
- Aida! - Hyuga pronunciou-se, surpreso ao ver a treinadora parada ali.
- Riko-chan! - sorriu e abraçou a amiga. - Que bom que conseguiu sair do hospital para ver o jogo. Mas... bom, desculpe por eles não terem ganhado. - completou, um pouco envergonhada. Riko sorriu para a amiga e depois ficou séria, olhando pro time, que se encolheu ligeiramente.
- Ei, vocês! - ela gritou. - Como é que se atrevem a jogar tão bem quando não sou eu que estou treinando vocês? Estão querendo se achar por acaso? Querem conquistar a minha amiga? - Riko bronqueou, apontando para , que corou.
- Eeeeh? Como assim?! Do que está nos acusando?! - os meninos responderam, confusos com as palavras.
- Bem, deixe para lá. - a treinadora abanou a mão, respirando fundo. Depois sorriu. - Fiquei muito contente com o jogo. Foi uma pena vocês não ganharem, mas o placar foi muito bonito, assim como o jogo. Estou bastante orgulhosa.
- Acho que eles perderam de propósito. - comentou, piscando para os jogadores, que passaram a olhar para ela, observando seu sorriso divertido. - É óbvio que eles não poderiam levar uma vitória contra Touou nas costas sem estar sob o seu treinamento, Riko-chan. - ela riu. Aida rolou os olhos e riu também.
- Espero que seja isso mesmo e que se preparem: depois de amanhã estarei voltando, e além das dicas de treinamento de que eu pegarei, vou usar muitas coisas nas quais pensei em meu tempo livre no hospital. Seirin! Prepare-se! - ela concluiu com um olhar malvado, que acabou deprimindo um pouco os meninos.
- Agora, arrumem-se. Temos que guardar as coisas e voltar para casa. - anunciou, pegando sua bolsa e saindo com Riko para que os meninos começassem a se trocar.
Andaram em silêncio pelo corredor por algum tempo, até acabarem num tipo de sala de estar, com sofás e bastante movimento de pessoas. As duas amigas sentaram-se em um sofá e soltou um suspiro cansado.
- Eles dão bastante trabalho, não é? - Riko sorriu e imitou-a.
- Nem tanto. Foi bastante divertido estar com eles nessas duas semanas. Espero ter feito alguma diferença. - comentou, balançando as pernas. Avistou Aomine passando por elas, com Momoi atrás, e os olhos azul escuro do rapaz pararam nas duas sentadas por alguns instantes, mostrando desinteresse, mas logo desviaram-se. - Fiquei um pouco chateada que eles perderam. Porém, parte de mim está feliz que eles não estão tristes ou me culpando.
- Não teriam como te culpar, . Você deu o seu melhor, assim como eles, e não há arrependimentos. De nenhuma parte, espero. O que aconteceu hoje, e nessas últimas duas semanas, foi ótimo para eles. Tenho certeza que fará a diferença em todos os jogos deles. - Riko acalmou a amiga. voltou a sorrir.
- Não deixe eles ficarem deprimidos depois dos jogos, ok? Ache sempre um lado positivo e faça-os verem isso. A desilusão e o desapontamento... eles levam rapidamente à queda... Seirin não pode cair. - pensou em seu desenho da pirâmide. - Eles têm potencial para voar cada vez mais alto e serem um dos melhores, se não o melhor, time de basquete do Japão. Eu tenho certeza disso. - ela apertou o colar que trazia no pescoço, apenas por mania. Aida Riko apoiou-se nas mãos, inclinada um pouco para trás.
- É... espero que sim.
Ficaram mais um tempo em silêncio, até que Hyuga apareceu.
- Treinadoras. - ele disse, usando o plural com um sorriso. - Estamos prontos.
As duas levantaram-se e colocaram-se lado a lado ao capitão do time. Voltaram juntos para o vestiário, encontrar os outros.
Epílogo
estava no aeroporto, brincando com seu passaporte. Os últimos dias haviam passado muito rápido. Depois da derrota de Seirin, ela deu-lhes um dia de folga, que eles gastaram jogando basquete de rua, apenas se divertindo. Riko voltara no próximo treino e já assumira, mas ainda assim pedira para ficar lá e assistir com ela. Koganei teve seu treinamento reduzido ao normal, finalmente tendo sido perdoado, e o método voltou a ser o de Aida, embora ela usasse algumas coisas que sugerira.
Ela também acabara conhecendo dois membros da Geração dos Milagres: Midorima Shintaro e Kise Ryouta. Eles não vieram no mesmo dia, mas passaram pelo colégio Seirin para comentar sobre o jogo. Hyuga e os outros, inclusive Kuroko, pareceram particularmente surpresos com a atitude do arremessador número um, Midorima, mesmo que ele não tenha se demorado. Os dois jogadores lançavam olhares curiosos para a americana, e fizeram-lhe algumas perguntas sobre treinamento.
O time da Seirin, mais Aida e o cachorro de Kuroko, levaram-na para alguns passeios, como a loja de conveniência ou o fast-food M, bastante visitado por eles. Ela sempre se divertia na presença de todos.
Infelizmente, agora era hora de ela voltar para a América. já arrumara suas coisas e estava no aeroporto, mas não tivera coragem de ir dar tchau para os meninos. Esperava continuar recebendo notícias deles através de Riko, com quem normalmente mantinha contato. Esperava também voltar logo para vê-los jogar de novo. Pedira à treinadora que desse tchau a eles por ela.
Uma parte dela porém queria que todos eles surgissem no aeroporto e viessem lhe dar outro abraço grupal. Ela era péssima com finais e despedidas, por isso preferia evitá-los. Talvez se fosse embora sem avisar, podia ser apenas uma vírgula. Só que isso não excluía a vontade dela de vê-los outra vez.
Seu voo foi anunciado e ela levantou-se. Deu uma olhada ao redor, mas não havia escândalos ou pessoas gritando seu nome. Sorriu fraco e abriu o celular, olhando o plano de fundo novo que havia colocado, uma foto com todos eles. Nunca imaginara que ia gostar tanto desses meninos, quando Riko lhe pedira o favor.
Foi em direção ao embarque, e depois de entregar o passaporte, seu celular começou a tocar. Vendo o número de Riko, atendeu, ouvindo o escândalo que ela procurava do outro lado da linha.
- OI! COMO VOCÊ PENSA QUE PODE IR EMBORA SEM DAR TCHAU DECENTE?
- ACHEI QUE TÍNHAMOS UMA LIGAÇÃO ESPECIAL!
- NÃO SE VÁ! VOLTE!
- A RIKO SÓ AVISOU AGORA QUE VOCÊ ESTAVA INDO, NÃO TEMOS COMO IMPEDIR O AVIÃO!
gargalhou alto das coisas que conseguia ouvir do outro lado da linha, e depois de um grito controlador de Riko, tudo silenciou de repente. A próxima voz que ela ouviu foi a de Hyuga.
- Não acredito que decidiu ir embora sem nos dar tchau. Ou sem ao menos avisar! - ele bronqueou, parecendo tentar controlar-se.
- Desculpe. Sou péssima com despedidas. - ela riu sem graça. Ouviu-o bufar do outro lado da linha.
- Isso não importa! Quer saber de uma coisa? - ele ameaçou. - Isso deixa você em dívida com a gente.
- Dívida? - ela repetiu, confusa, franzindo as sobrancelhas. Todos os outros concordaram no fundo da linha, e ela imaginou-os todos amontoados para ouvir a conversa. Sorriu.
- Sim. Por não ter dado tchau para a gente, agora você vai ter que voltar um dia. Já que é tarde demais pra gente te impedir de ir. Então você vai ter que voltar e dar um tchau decente. Além de nos ver chutar algumas bundas da Geração dos Milagres. - Hyuga disse e ela riu. Imaginou-o falando aquilo.
- Soa uma boa dívida para mim. - concordou. Ouviu outro rebuliço do outro lado da linha. - Não se preocupem. Eu vou voltar.
- Até mais, substituta. - ela ouviu, antes de ter que desligar o telefone para a decolagem.
FIM
n/a: Oi galere ~
Sou apaixonada por Kuroko no Basket, é <3 e eu adoro a Seirin (e o Hyuuga a-a), daí pensei em fazer uma história assim. Não sei se alguém vai ler porque né .q
Anyway, eu a escrevi antes da segunda temporada começar, então perdoem qualquer coisa. Outro motivo pelo qual eles não ganharam da Touou ^^'
Espero que tenham gostado :3
xx Anne

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