STRAY SOULS

Escrito por Lysse | Revisado por Mariana

Tamanho da fonte: |


PRÓLOGO

Memória.
Substantivo feminino.
Aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas; lembranças, reminiscência.

Soren.

Noruega, 1987.

  Você ver coisas que os outros não veem e coisas que não deveria ver”, aquela frase soava na voz de uma desconhecida por toda a sua vida em uma língua que jamais tinha ouvido em toda a sua existência. Enquanto aquele som jamais desaparecia de sua mente mesmo quando vivia em uma terra tão gelada quanto a Noruega.
  Soren sempre pensou que aquelas palavras estranhas eram apenas estranhas, aquele dialeto era fruto de sua imaginação, mas desde sempre achou que faltava alguma coisa em sua vida, um pedaço de si. Soren sempre se imaginou correndo em campos abertos, onde cheiros que jamais sentiam eram seus favoritos, onde canções antigas eram suas favoritas.
  Todo esse tempo, Soren pensou que era porque sentia falta do colo de sua mãe que partiu cedo e que apenas ouvia os sons que ninguém mais ouvia. O mais novo de seis irmãos, tinha as lembranças de sua primeira vida preenchendo as lacunas da sua mente, dos seus gostos estranhos, do choro no meio da madrugada. Estava cercado por tragédias enquanto queria esquecer cada uma daquelas lembranças que se infiltravam em sua nova vida, ao mesmo tempo em que aquela parede desaparecia.
  Aquela sensação de vazio desaparecia de repente, ao passo que aquelas lacunas se preenchiam com suas dores do passado, dos sentimentos subjugados de suas vidas anteriores quando ainda acreditou no amor, no ódio, e ao qual, Soren se afogou em suas próprias angústias por pouco tempo.
  Durante muito tempo, ele achou que faltava algo em sua vida.
  Existia ali uma sensação de vazio que se intensificou ao longo dos anos. Ele vivia em uma bolha dentro de um mar de lembranças que afogavam seus pensamentos -, lembranças nubladas, de vidas passadas que ele deveria esquecer.
  Soren se recordou a primeira vez que viu sangue, aos 9 anos de idade, enquanto o machado estava sobre a cabeça do animal morto que seu pai caçou para almoçar num domingo de um verão distante numa velha vila da Noruega.
  Seus olhos azuis fixaram no animal, à medida que outra lembrança se sobrepôs em sua mente: sentiu a arma atravessar o corpo de um homem de feições asiáticas com uma espada jian¹, os gritos de desespero que escapavam de sua boca, do medo, da dor causada pelas pessoas que mais amava, das sensações mesquinhas.
  Soren vomitou quando se lembrou da perda do bebê, das palavras secas daquele homem, no momento em que a espada o atravessou. Ele se recordou de tempos em que tinha medo. Se lembrou da sua identidade.
  Em sua última vida, uma garota nascida num tenro verão, sendo amada por seus pais e irmãos, mas morreu nos braços do homem de olhos negros como o breu.
  Aos 37 anos, Soren teve muitos arrependimentos, encarou as folhas rabiscadas com o contorno de rosto que ele não conseguia se lembrar, das palavras que sua mente queria apagar, enquanto aqueles olhos fixos em sua imagem que ele não se lembrava.
  Como poderia sentir falta de alguém daquela maneira? Como poderia sentir falta do toque dele sem nem saber sobre sua aparência? Como poderia desejar sentir a risada contra seu pescoço? Como poderia amar uma alma como a dele?
  Soren sentia falta, enquanto morreu de saudade daquele que jamais se lembrou.

Tempo atual

   Swan acordou daquele sonho repentinamente. Era um aviso do seu passado.
  Soren viveu com seus arrependimentos mesquinhos, ao mesmo tempo que desejou algo que jamais poderia ter. As lágrimas caindo por sua face, todos aqueles sentimentos ínfimos de perda, o choro que prendeu dentro de si durante todos os anos que se sucederam desde que lembrou como Soren sofreu de coração partido assim como ela estava naquele momento.
  Ela foi Soren. E Soren se tornou ela.
  Encarou o céu nublado que era tão raro em Phoenix em seu clima quente ao mesmo tempo em que desejou mais tempo de silêncio. Dentre os irmãos, ela era mais sensível enquanto sentia a nuvem negra de Renné pela casa com saudade de Phil que consumia lentamente sua sanidade mental.
  O som da porta, enquanto Cassius encarou ela, assim como Isabella que a segurou quando percebeu aquela tristeza que transbordava por seus olhos, aquela dor esquecida pelo tempo, e que desejou enterrar dentro de sua alma, mas que os Deuses castigavam a pensar em seu único desejo de ver ele assim como saudade de Renné para com Phil.
  Sua alma imortal queria ver ele de novo, sentir o seu rosto contra o dela, da risada cínica dele em contato com sua pele, enquanto o sol do Texas a tocava. A última vez que o viu, entretanto, ela não conseguia se lembrar do nome dele, suas lembranças eram vagas e ela apenas pensou que estava enlouquecendo por ele.
  Ela sentia falta demais dele.
  — Bella?
  — O que foi?
  — Vamos para Forks.
  Amava Renné, mas sua tristeza a mataria em algum momento, assim como a saudade crescente por Phil.
  Bella ouviu a respiração pesada de que deitava sua cabeça sobre os ombros de Isabella.
  — Ok. Nós iremos, .
  Forks seria sua paz, pelos menos foi o que ela pensou.

I - Over and over again¹.

Reencarnação.
Substantivo feminino.
Crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna a vida em outro corpo.

Dinastia Hsia¹, extremo oriente da antiga Capital Yang -, 1600 a.c.

“Os nomes são os feitiços mais curtos do mundo²”.

  A espada parou sobre o chão coberta de sangue, os corpos dos inimigos estavam caídos sobre o portão da Capital Yan. Wei Zihan¹ sentiu ódio por suas veias ao pensar na morte em vão de Zhao Yin¹ e Tang Xin¹.
  Ele arrastava a sua carne machucada e a flecha sobre suas costas incomodava enquanto mancava pelas ruas desertas da cidade.
  Conseguia sentir tudo. O cheiro de carnificina que chegava aos seus pulmões, o sabor da morte na ponta da sua língua, no qual, ele morreria naquela vida miserável de soldado das forças de Hsia.
  A sua terceira morte seria ali, enquanto cuspiu o sangue que se acumulava em seus pulmões, ao mesmo tempo em que pensava nas palavras de Wei Zixuan¹: “Estados se levantam e caem como a maré, irmão²”.
  Hsia estava se desgraçando assim como os estados menores. Era impossível não perceber companheiros banhados em seu próprio sangue.
  Sentindo o peso de seu corpo, ele pensava nas palavras de Wei Hien¹ antes de ir para guerra quando lhe entregou a espada: “Temos que fazer algo, não é? Eu só queria que tivéssemos paz, irmão mais velho”. Wei Zihan queria dizer que eles deveriam esquecer toda aquela bobagem de sua missão pela eternidade.
  Quando se sentou numa mesa, o som das palavras dos amigos de armas, enquanto a maldição como Bulgasal era uma sina pelo restante de sua vida, mas “Bulgasais³ são crianças nascidas do ódio, irmão”, no qual, suas almas eram condenadas a renascer pela eternidade, e viver um ciclo infinito de violência, no qual, seus sentimentos mais profundos deveriam ser enterrados dentro de seus corações que deveriam absorver todo o mal.
  Bulgasais tinham deveres para pagar sua dívida de sangue com sua alma sofrendo pela eternidade. Todos eles tinham receios de suas vidas e um deles é o medo do renascimento e das mesquinharias da vida, entre os quais a guerra estava em seu sangue como seres condenados na alma em seu nascimento por palavras professadas de ódio e ressentimento por aqueles que deveriam amar e proteger tais almas.
  Eles eram crianças que não tinham culpa, sua missão de vida era manter o equilíbrio entre aqueles que viviam na sombra e tais criaturas condenadas a viverem uma vida após a outra com suas almas sendo açoitadas pelas criaturas das sombras, entre os nascido do sangue do primeiro vampiro, dos animais amaldiçoados que tomavam a forma de homens durante os dias normais, entre os quais, eram invejados por aqueles presos numa prisão como ser um Bulgasal.
  Aqueles que devoravam as almas dos homens de bom coração, que amavam a corrupção, enquanto o vinho descia por suas bocas, e observavam a grande dinastia Hsia cair no esquecimento das mentes pequenas dos homens.
  O vinho desceu em seu amargo, a sensação se espalhou pelo seu corpo ao passo que os corpos caiam um a um após mais uma guerra da qual ele teve sentimentos roubados por ser um Bulgasal.
  Por isso, Wu Bai¹ desejava o fim daquele mundo. Wei Zihan se lembrou do amigo de armas e, assim como ele, um Bulgasal condenado a viver aquela vida miserável, ao mesmo tempo em que aos 40 anos de idade.
  O ferimento, enquanto apenas escreveu no chão o símbolo do infinito como uma mensagem para seus irmãos.

“Eu vejo vocês no início”.

¹Dinastia Hsia, também conhecida como Dinastia Xia, é uma das primeiras dinastias descrita na história tradicional chinesa. Reinou século XXI a.C até século XVI a.C [a.C - antes de Cristo].
¹Wei Zihan - Swan, Wei Zixuan - Cassius Swan, Wei Hein - Isabella Swan, Wu Bai - Frederick Yale, Tang Xi - Bree Tanner, Zhao Yin - Diego Santorini.
²Retirado do filme The Yin Yang Master: Dream of Eternity (2020).
²Retirado de The Witcher.
³Retirado de Bulgasal: Immortal Souls (2022)

Phoenix,
Tempo atual.

  “Eu te encontrarei no início”.
  Aquele pensamento, aquelas lembranças eram suas da época em que esteve só durante os conflitos da idade do bronze na antiga China, uma de suas primeiras vidas, no qual acordou com o livro em mandarim em suas mãos. Desde que se tornou um Bulgasal, talvez fosse aqueles momentos de paz que assustavam mais, enquanto seus sentimentos transbordavam por sua mente de memórias que ela deveria esquecer.
  Havia duas regras, entre os Bulgasais, e a primeira era sempre estar atento às situações do mundo sombrio entre as quais eles eram o ponto de equilíbrio. A segunda era permanecer com suas memórias e seus sentimentos no passado.
  Nenhuma delas era seguida em algumas épocas. A segunda regra, era para os seres primitivos, Bulgasais eram seres egoístas e teimosos, eles buscavam sua alma gêmea em todas as vidas de um modo incessante, talvez fosse por isso que muitos cometiam atrocidades ao longo do século pelo dito amor.
  Pela dita alma gêmea, havia alguns poucos que mantinha juízo apesar dos tempos mudarem mais rápido com as crenças que eram esquecidas pelos homens, e dando espaço a novas lendas.
  Seus olhos piscaram ao sentir o sol sobre sua pele, buscou o caderno, enquanto desenhou o rosto de Wu Bai¹ quando ele era Thomas.
  Dos tempos em que era fácil ver seu irmão de armas como uma pessoa leve apesar das tragédias que os Bulgasais atraiam com seu cheiro, a morte os perseguia como um jogo doentio.
  Parou a caneta sobre a folha branca, enquanto materializou tal sentimento em palavras para mais uma carta escrita para Wu Bai:

Querido Thomas,
Esse ainda é o seu nome? Ou você já mudou assim como eu durante todos esses anos? A vida pacata jamais combinou comigo, talvez eu busque os banhos de sangue do início dos tempos em que tudo era mais fácil, e quando já tivemos mais traumas do que qualquer pessoa do mundo. Por que iria querer reviver todos aqueles momentos de desespero?
Porque era mais fácil pegar um machado, atirar flechas ou manejar uma espada, pois não sabíamos se viveríamos mais algum dia sem termos nossas cabeças cortadas ou nossas vidas ceifadas por uma gota de água.
Essa nostalgia talvez me mate um dia.
Era tudo menos complicado, mas com o passar dos anos, e a carga emocional, as memórias que cercam são como vozes distantes, de sentimentos que eu deveria esquecer e apagar qualquer lembrança dos tempos em que era uma garotinha correndo pelo deserto de Gobi, do rapaz que desembarcou em Roma, entretanto, eles eram eu, e eles se tornaram eu.
Talvez seja uma reminiscência seja parte disso.

   parou de escrever no caderno quando percebeu que seu humor afetava aqueles relatos de uma vida que ela deveria esquecer, afinal, ela não era mais Wei Zihan ou Soren, mas tais sentimentos ainda estavam escondidos dentro de sua alma imortal.
  E talvez Thomas jamais lesse tais relatos, fazia quase 100 anos desde que o viu, seus caminhos se cruzaram várias vezes, enquanto ele era um amigo de longa data que tinha sentimentos de nostalgia desde Susã em que viveram em terras áridas e quentes.
  Ela percebeu as emoções agitadas dentro de seu coração, dos sentimentos ruins, notando que aquele sentimento se estendeu por seu corpo, e a reminiscência era como fios entre as suas vidas passadas que seguia até ela.
  E tais fios levava a lembranças, desejos, e aqueles trajetos levavam a milhares de vidas que se seguiram por toda a sua existência até aquela última vida. Cada escolha que fez em suas vidas para fugir daquelas lembranças, das regras que criou com seus irmãos para sobreviver àquelas passagens de tempo.
  Enquanto colocou o relato num dos milhares desde que se lembrou de quem era e de serem condenados a viverem com as memórias de uma vida. Tinha sangue em suas mãos, das verdades que quis esquecer, do único homem que mexeu com ela, durante sua busca pela alma dele entre milhares de pessoas numa multidão.
  Ela passou a vida toda buscando por e era uma espera angustiante.
   Swan respirou fundo, remexendo em memórias antigas demais. Das palavras que esqueceu, dos nomes que usou em um passado distante que castigavam ela com o tempo, entre uma saudade que ela queria enterrar.
  O sussurro nublado do nome dele... Incompreendido pelos ouvidos, das palavras de afeto que ele soltou, apenas aspirou o ar quente de Phoenix, do sol que tocava sua pele, ao qual, ela apenas desejava viver o suficiente para vê-lo de novo.
  Ao mesmo tempo em que encarou os nomes da Guerra dos Confederados, nenhum daqueles nomes soavam em sua mente. apenas pensou em invadir alguns lugares, entretanto, o que ela esperava de lugares que não tinha registros de seus mortos, fotos das pessoas que lutaram e morreram naquele maldito pais, apenas apertou a caneta, enquanto as toneladas de história eram colocadas dentro de um pequeno diário.
  Quem diabos é você?

(...)

  Sua primeira lembrança surgiu quando estava desenhando durante o verão de 1996 na casa minúscula que seu pai tinha na velha cidade Forks, entre as semanas enfunados dentro daquele lugar, um dos seus momentos preferidos era desenhar com os irmãos gêmeos.
  Era um domingo chuvoso, ao qual, Swan sempre sentiu aquela sensação de vazio. Foi nesse dia que a imagem da criança banhada em seu próprio sangue surgiu em sua mente quando o giz vermelho escapou de suas mãos.
  Mas, o que uma criança de 9 anos poderia entender de existencialismo?
  “Lin Yue”.
  A primeira lembrança que retornou foi de sua primeira vida foi o rosto de sua jovem mãe enquanto estava morrendo nos braços dela lado a lado com os rastros de guerra entre os homens da Mongólia e as tribos dos campos abertos da China em que era alguém sem importância para aquelas guerras infinitas que arrastavam milhares de pessoas para o inferno que eram as guerra.
   se lembrou de sua primeira vida como Lin Yue; quando morria em seu próprio sangue e as lágrimas descendo por sua face de sua segunda vida como Hong Lua enquanto correu para os seus pais que ainda estavam vivos após uma morte trágica entre seus pastos cheios de sangue e desespero que a guerra lavava com os soldados que arrancavam as crianças de seus pais, das mulheres que tiveram seus maridos ceifados pelas espadas.
  Foi o primeiro desentendimento que ela teve em sua vida e a primeira de muitas decepções que teve quando foi chamada de bruxa pela boca das pessoas que mais amava no mundo.
  Ela foi queimada como uma, para renascer em outro local.
   apenas sentiu a dor de cada ferimento de guerra que teve em suas vidas, e depois de tantos anos, talvez nada mais a surpreendesse, talvez o fato de que não era a primeira vez que sentia tais sentimentos. Ela percebeu o rosto de Isabella repletos de lágrimas, assim como a expressão de raiva de Cassius, enquanto mordia o lábio inferior com força.
  — Irmã mais velha¹.
   era a mais nova de três crianças nascidas na Lua Cheia de sangue, ao qual, seu sangue contaminado os levou a serem mortos pela guerra, espancados por seus entes mais queridos quando jovens para satisfazer aquele sentimento de poder sobre os mais fracos.
  Algumas vezes, com sorte, viveu com pessoas comuns, em locais de paz. Já em outros momentos, foram chamados de filhos dos demônios por muitos, enquanto apenas sentiu o sangue descer por seu rosto em uma de suas vidas com os olhos vermelhos como sangue fixos em sua pele rasgada pelos dentes da criatura, enquanto sufocou o medo que sentiu quando ouvia os gritos dos aldeões na pequena floresta perto de Londres.
  Apenas se lembrou do desespero de Cassius e Isabella, se recordou de cada momento. Afinal, sua ligação era além de suas vidas.
   encarou os livros de matemática, reconheceu alguns símbolos de vidas passadas, das habilidades que adquiriu com o tempo, das palavras que cravaram em sua mente, das línguas que aprendeu, dos amores e dores que sentiu, dos olhos dourados, ao mesmo tempo em que seus dedos apertaram o lápis com força, enquanto apenas correu para o banheiro expulsando uma a uma, aquelas lembranças amargas que fizeram seu estômago estremece de repente.
  Das histórias de terror contadas pelos antigos homens, das estrelas que morreram durante sua existência, ao mesmo tempo em que uma de suas vidas, ela cruzou com seres tão amaldiçoados quanto ela que viviam nas sombras, das palavras irritantes da boca do velho Quileute em 1890 quando cruzou seus caminhos pela primeira vez na vida.
  Dos olhos dele, em repugnância pela sua existência.
  De como desejou morrer e de quando viu um lobisomem pela primeira vez, em quando pensou que os filhos da Lua quando era um homem caçando pelo futura Rússia correndo, enquanto buscava ele, entre as histórias de vampiros que ouviu pelo mundo, e como sua velha mãe lhe disse: “não persiga fantasmas”. Talvez ele estivesse no novo mundo, enquanto pediu para Divindade que ele estivesse nesse mundo ainda mesmo que ele fosse um homem.
  Seu primeiro pensamento após todas aquelas lembranças era que ela tinha encontrado ele de novo.

(...)

   despertou daqueles pensamentos, enquanto pensou naquele ciclo vicioso de violência que ela viveu, reviveu e sentiu sobre sua pele assim como perdas que criaram buracos profundos em sua alma, entretanto, Swan tinha pensamentos egoístas demais para esquecer aquela pessoa.
  — , está tudo pronto?
  — Quase!
  Gritou de volta, enquanto encarou as folhas rabiscadas em mandarim, russo e alguns outros dialetos, apenas deixando para trás todo aquele desespero. Talvez fosse um medo, antes de se lembrar de todos aqueles sentimentos que carregou ao longo de suas vidas, e no qual, sempre pensou em seus sonhos como lembranças de um passado que ela desejou reescrever, reviver ou esquecer, ao qual eram lembranças enriquecidas de tragédias que percorreram sua vida desde seu nascimento, entre as quais, ela tinha poucas lembranças que gostava em suas vidas.
  Mas, o toque gelado sobre sua pele, do choro incompreendido que eram borrados por sua mente, sentia daquele sentimento, enquanto encarou a casa se esvaziando lentamente de que ela estava deixando uma parte de si mesma para trás.
  — Podemos voltar quando quisermos?
  “Não”, respondeu como um ato de misericórdia, ao qual, ela tinha muitas poucas coisas que gostaria de lembrar quando segurou os livros rabiscados de seu passado que se recordou.
  O aeroporto de Phoenix estava agitado atraindo sua atenção com as mentes das pessoas, seus sentimentos e seus desejos mundanos minando seu humor. Percebeu as pessoas saindo e entrando para seus compromissos agitados, entre falatórios que irritavam ela, ao mesmo tempo em que desejou que todos calassem a boca mental, algo que que ela jamais pensou novamente como morreria depois de algum tempo naquele ciclo vicioso de vida, morte e tragédias que parecia seguir o rastro de seus passos.
  Forks seria silencioso.
  Ela odiava cidades grandes desde sempre e mesmo que amasse o sol, talvez viver em interior com muito menos pessoa seria o ideal para a sua mente. Entretanto talvez ela fosse mais fã de Forks do que daquela cidade agitada que sua mãe amava, mas tais palavras foram deixadas de lado e escondidas em seu coração.
  Isso magoaria Renée.
  Entre todas as pessoas do mundo, sua mãe era sensível demais para seu gosto, enquanto o som do velho carro de Renée que a mantinha ela acordada depois de mais uma noite de sono mal dormido, encostada sobre o ombro largo de Cassius, as noites mal dormidas por causa das mentes agitadas desde que tinha pouco controle sobre sua habilidade irritante.
  Antigamente, ela teria corrido de casa, fugindo atrás das lembranças assim como nas primeiras vezes, enquanto o rosto fantasmagórico dele se revelava em suas lembranças nubladas, ao tempo alguns traumas ela queria esquecer, outras como a pele coberta de sangue enquanto o vampiro abria seu estômago com apenas uma mão limpa.
  Ela deveria ficar alerta para os sinais daqueles seres frios como gelo.
  — Eu te amo, .
  A voz de sua atual mãe retirou de seu devaneio sobre um passado sangrento que tinha em sua mente, enquanto os braços de Renée ao redor de seus ombros com seus olhos fixos, ao mesmo tempo em que sua filha com idade milenar em comparação às outras crianças de sua idade.
  Como poderia deixar aquela mulher que nem sabia preparar uma comida decente para si mesma sozinha?
  Mas os sacrifícios eram necessários.
  — Iremos ficar bem, mãe.
  Renée em sua concepção sempre havia sido mais viva e agitada de suas mães no passado, entre as mulheres reclusas da velha China, entre as maltratadas em miséria durante épocas de guerra, fosse mais, ao mesmo tempo, em que não desejava deixar ela, porém, havia algo que incomodava há vários verões sobre Forks. Algo que a chamava. Pensou no desespero dele em seus sonhos agitados, e mesmo que ela percebesse que era um erro vive em miséria de novo, ela queria ver ele de novo.
  Entretanto, tinha medo do que poderia encontra em... Forks - aquele pensamento lhe trouxe sobre a cidade que passou verões até os 14 anos, até que Isabella implorou por rebeldia, gostava da cidade que ficava na península Olympic, da chuva constante que acalmava a sua mente, enquanto percebia a sombra de Isabella sobre ir para Forks.
  — Podemos desistir — sugeriu, Bella pareceu relutantemente pensar nisso, mordendo o lábio inferior com força — Bella, nós podemos ficar.
  — Ela precisa ser livre.
   apenas concordou em silêncio. Renée viveu para os três por quase toda sua vida, entretanto, havia coisas que ela desejava fazer como acompanhar o novo marido, enquanto os irmãos queriam dar isso para ela como não puderam para suas outras mães.
  — Eu amo vocês.
  Aos 17 anos, Swan se lembrou das incontáveis vidas que viveu, e algumas vezes viveu mais do que seus pais, do que seus irmãos, outras vezes se tornou uma velha senhora rabugenta durante uma época com pouco tecnologia, outras morreu jovem demais, outras foi miserável demais, e ademais, teve luxos em sua vida que ela escondeu pelo mundo como forma de proteção juntamente com os irmãos, enquanto pensou em seu sangue amaldiçoado pela velha bruxa, enquanto culparia seu velho pai que raptou e fez coisas hediondas com a filha da curandeira da vila em que viviam na velha China.
  Logo, teriam 18 anos, não haviam decidido o que fazer de suas vidas, tendo mais de 10 diplomas e provavelmente havia certos artifícios em ter vivido mais do que as pessoas normais, entre os quais, guardados num velho galpão que ela visitou nos últimos anos, talvez fosse sorte ou desespero de sua alma em manter aquelas terras seguras.
  Pensou no terreno que conseguiu em Forks no início do século passado quando botou os pés naquele lugar para correr livre dos pecados que seu sangue tinha.
  Lembrava das últimas palavras de sua primeira mãe em sua terceira vida, quando a salvou, dos olhos castanhos, dos cabelos grisalhos pelo tempo. Ela usava um uniforme militar da velha nação dos Song, “minha Yue, você finalmente retornou”, ao mesmo tempo que sentia aquela nostalgia quando tudo era mais simples.
  Quando ela podia odiar o pai que viveu por três vidas suas, que sangrou sobre a espada do inimigo no campo de batalha em que ela perdeu a sua primeira mãe.
  "Os filhos devem pagar pelo pecado dos pais", foram as palavras cuspidas da boca bêbada dele quando foi levada para longe pelo vendedor de escravos para um dos grandes estados. Sua mãe lhe deu todo a riqueza para trazer eles de volta, como forma de pagamento por um lugar na vida após a morte, enquanto renascer seria a ingratidão que sentiu pelos seus progenitores, de como era odiada por atos que não eram seus.
  Pelo sangue manchado de seu pai bêbado.
  Ela se lembrava da pele branca, dos cabelos negros de sua mãe, do sorriso casto que ela dava aos outros, e mesmo que as três crianças amaldiçoados pela própria avó, Ha-e as criou de acordo, mesmo sendo maltratada por todos da vila por ter filhos fora do leito matrimonial, de ser uma mulher manchada pela desonra de seu marido até então.
  Quando entraram em uma batalha com uma tribo dos Huku, aquele homem os jogou para os lobos famintos. Sua mãe gritou em desespero que seus filhos estavam morrendo à sua frente, enquanto as suas últimas palavras foram: “Eu sinto muito, mãe”.
   sentiu culpa diversas vezes pelo que aconteceu com sua mãe, e quando morreu, ela achou que sua mãe se libertaria de todo aquele sentimento que foi concebido por eles, entretanto as palavras que sua própria avô cuspiu contaminando sua vida e sua alma pela eternidade por um crime que não cometeu, enquanto morreu de diversas maneiras diferentes, e renasceu em corpos diferentes, e como um castigo, sendo um ser nascido de uma impureza e sacrilégio quando sua mãe teve sua inocência roubada, entretanto, como descendente do homem imundo que maltratou sua mãe, e vivia embriagado, talvez um castigo da divindade seja o pior para eles, enquanto sentiu a mão sobre seu ombro.
  — O que você está pensando, ?
  — Em nada, mãe.
  Em vidas passadas, mãe , apenas sorriu de maneira afetuosa para Renée enquanto a mulher de olhos verdes, cabelos cor de cobre parecia prestes a chorar, enquanto apenas sorriu ao segura o cacto que Isabella insistiu em levar, em todas as suas vidas, ela queriam que suas mães fossem felizes, enquanto não julgava a fuga de Renée de Charles, não julgava as suas escolhas.
  — , Cass e Bella, vocês podem...
  — Pelo amor de Deus, mãe. Vamos ficar bem, tá? — resmungou Cassius que era mais animado em passar um tempo bom com Charlie — Além disso, você que nos preocupa.
  — Como você pode ser assim, Cassius?
  Ele sorriu quando abraçou a mãe, Cassius era o que mais se arrependia em não ter como salvar as pessoas que mais amava, principalmente, a sua mãe da primeira vida, apenas abraçou Renée, entre os irmãos, era a que menos demonstrava sentimentos.
  — Não esqueça sua carteira. Fique bem, mãe. Seja cuidadosa.
  — Mande lembranças ao Charlie.
  Com aceno tímido, eles iriam para Forks.

  Charles Swan tinha uma aura quente que afastava pensamentos ruins mesmo que sua personalidade fosse mais parecida com Isabella do que com os outros dois descendentes, e mesmo que sua personalidade não fossem de sua pessoa preferida, era com quem tinha menos medo de se expressar, enquanto abraçou um a um dos seus filhos, Cassius era mais alto, enquanto ambos parecia se dar melhor do que com Isabella, enquanto abriram sorrisos animados um para outros.
  E, por último, o abraço que manteve por alguns bons minutos.
  — Você cresceu, .
  — Oi, pai.
  Era um dos poucos homens que ela dava honra de chamar de pai, enquanto Charlie passou os dedos pelos cabelos curtos, enquanto a preocupação visível nos lábios de Isabella, provavelmente pensando se era uma boa ideia ter deixado Renée.
  Antigamente, elas fariam de tudo para ficar com sua mãe.
  — Ei, vamos?
  A viatura ficou abarrotada de malas, enquanto a mochila estava em seu colo.
   gostava do verde das folhas, dava um ar de lar para algumas de suas lembranças, enquanto os pensamentos da miséria em outra vida enquanto sua quarta ou quinta mãe chorava pela morte de um dos seus irmãos mais jovens pela praga que se alastrou pelas pequenas vilas de um tempo em que a história ainda era passada de boca em boca, enquanto encostou a cabeça na janela do banco de trás do carro de polícia, enquanto ouvia o som baixo tocando, enquanto o pai, Charles parecia em uma conversa paralela com Cassius.
  Houve vezes que eles nasceram na mesma hora, como naquele caso, assim como houve tempos que eles nasceram com diferença de um ou dois anos, mas sempre eles se reuniam, se lembrou das palavras dele quando a encontrou quando tinha nove anos, enquanto ele era um homem idoso que viveu os últimos anos buscando as irmãs, Cassius sempre esteve em busca delas pelos campos cheio de flores, e por isso, quando chegou a hora de partirem, decidiram se encontra no local de início quando se separavam cedo demais, enquanto algumas vezes, desistira de sua vida para estar ao lado das irmãs.
  Cassius e Charles tinham um melhor relacionamento do que com o Lin Yue da primeira vida, enquanto a hostilidade que sentia por suas figuras paternas de suas vidas eram esvaídas na primeira infância, enquanto se sentia mais sonolenta, ao mesmo tempo em que que pensava que o tempo pensava em suas costas.
  Sua habilidade sensorial estava irritante naquele dia, enquanto a atmosfera de Forks parecia causa uma lentidão em seus sentidos, uma introversão, ao mesmo tempo em que sentia Isabella em um silêncio absoluto como ela, ela e Isabella pareciam mais fisicamente naquela vida do que nas demais, se lembrava da figura loira de 1890 assim como o desejo dela em 1914 quando aquele menino morreu, as vezes, ela tinha o mesmo gênero como naquela vida.
  Outras vezes, ela era um homem, enquanto Isabella e Cassius eram meninas, após tantas vidas, eles não sentiam qualquer atração desnecessárias por gêneros, haviam se aventurado entre as suas vidas em viver com pessoas do mesmo gênero, e morrido por tal, se machucado por tal, e várias vezes, pensaram que aquela maldição tinha que ter um fim.
  — , Isabella, querem hambúrguer?
  — Sim.
  — O mesmo.
  Charles é um dos seus parentes masculinos preferidos, enquanto sorriu de lado, ao mesmo tempo em que pensava, em meio aos seus delírios que queria rever ele de novo.

  “Jasper”.
  O som da voz dele, enquanto segurou sua roupa manchada de sangue, o nervosismo dele enquanto ele parecia prestes a chorar, uma emoção que ela não tinha mais, enquanto parecia percebe a criança que ela foi, que segurou na barra da roupa dele, da pele esquentando a pele de mármore.
  Logo, tudo teria um fim.
  — Eu te encontrarei na próxima vida.
  Enquanto, o veneno não seria capaz de salvar ela, após seu sangue ser todo drenado.

   pulou no lugar quando a mão apertou seu ombro com gentileza, e o sonho se tornava nublado, o som que escapou de sua boca era um nome dele que ela esqueceu, enquanto encarou o céu nublado de Forks; a garota fechou os olhos algumas vezes, e respirou fundo, apenas sentiu quando sua mente finalmente acalmou, e aqueles pensamentos atraiam lembranças ruins, enquanto apenas ouviu o som da chuva que acalmou seu corpo tenso.
  — Pesadelos?
  Isabella encarou ela, enquanto limpou os olhos, fazia algum tempo em que tentava ver o rosto dele, ao mesmo tempo em que desceram.
  — É, o mesmo de sempre.
  Havia traumas demais, talvez fosse saudade daquela época, enquanto pensou em tudo que desperdiçou ao longo dos anos, dos hábitos ruins que construiu, assim como sua má reputação e algumas vidas, enquanto bocejou alto, e esticou seus braços, apenas pegou o velho caderno enquanto rabiscou alguns desenhos que acalmavam a sua mente.
  O silêncio reinou sobre a mesa, enquanto mastigou seu lanche, talvez fosse... Um tinido que algo estava prestes a acontece.

Port Angeles,
00:30hrs.

  A sombra que um dia teve nome grunhiu em seus passos largos pela estrada.
  O cheiro da ignorância humana, e os dedos esqueléticos arrastando pela parede de coloração amadeirada em um tom que parecia confortá-lo no passado, mas ele não lembrava do que era apenas daquela urgência de preencher o vazio dentro de seu corpo.
  Entre os quais, sua personificação encarava o conjunto de casas iguais, dos sentimentos humanos que se espalhavam pelo local, dos choros escondidos nas paredes daquele complexo lugar, enquanto uma força dentro si, um animal preso entre correntes se libertava ao sentir aquela sensações mundanas.
  “Fome”, enquanto seguia o cheiro de carne humana, o som do choro, enquanto o homem estava de costas, suas presas se alongaram, enquanto arrancou a cabeça dele de uma vez só, apenas se aproximou do corpo quente, enquanto arrancou a carne do corpo com os olhos esbugalhados pela morte rápida.
  Estava cheio por algum par de horas, enquanto voltou para a floresta.

¹Over and Over again by Nathan Skyes.

II - Unsung Hero.

destino
substantivo masculino
1. tudo que é determinado pela providência ou pelas leis naturais; sorte, fado, fortuna.
2. o que há de vir, de acontecer; futuro.

1861.
Houston, Texas.

  — Jazz. Jazz. Jasper Whitlock!
  Aquele sempre foi seu som favorito, o tom da voz dela, a melodia das palavras dela.
  Jasper Whitlock encarou a garotinha que cresceu se tornar uma jovem adolescente com um temperamento terrível, os olhos azuis profundos, enquanto corria pelos campos abertos atrás dos cabelos castanhos escuros, a risada irritante, entretanto, Lily Davis não era como as garotas de sua idade.
  Aos 7 anos de idade, ela montou um potro sem pensar duas vezes com a experiência de um homem que viveu a vida toda em cima de cavalos, enquanto Jasper teve dificuldades em acompanhar aquele crescimento repentino da garota de 6 anos que tinha medo de cavalos para aquela garota destemida.
  — Jazz.
  Lily o encarou com os grandes olhos azuis, enquanto bebia uma xícara de chá.
  — Por que você tem que ir?
  — Hmm, porque é um dever. Patriotismo.
  — Patriotismo? Você acha que sou uma tola. Inferno, Jazz. Por que você não pode ficar aqui?
  Lily tinha uma expressão feroz, o que a deixava mais bonita quando se irritava, e, diferentemente de todas as garotas que caiam em seus charmes, talvez ela fosse imune às conversas fiadas que Jasper tinha em sua mente.
  Nunca conseguia convencer ela com seu carisma, e mesmo que ela fosse imune a ele, Jasper sempre ouvia ela no final do dia. Sempre. Ele gostava da teimosia dela, do jeito irritante que ela dava sermão, da risada dela.
  — Quem não deseja glória, Lily?
  — E você acha que consegue enganar eles? — Os olhos intensos fixos nele, enquanto Jasper sorriu com seus olhos castanhos analisando o rosto cheio de sardas. — Jasper. Por que você é teimoso?
  — Você é também, Lily.
  Lily soltou um suspiro profundo. Jasper segurou suas mãos, ao mesmo tempo em que tocou no nariz dela, os olhos castanhos encaravam os azuis como mar da Sicília.
  — Eu prometo me cuidar. E, você, promete me esperar?
  — Você é impossível, Jazz.
  Lily pulou nele, os olhos azuis cheios de lágrimas.

Tempo atual.
  Jasper abriu os olhos, e encarou o branco do quarto, ao mesmo tempo em que sentiu aquela angústia atravessar seu peito, os segundos passando lentamente, a contagem das horas para o novo dia, Lily.
  Se ergueu do sofá, e andou até os quadros espalhados pelo quarto, os olhos azuis penetrantes fixos em si. O sorriso que ele estava cravando em sua mente em ferro de brasa.
  Sua Lily.
  Entre todas as mulheres no mundo, Lily sempre seria a mais bonita aos olhos. Jasper apenas encarou mais uma vez as imagens que sua mente humana tentava manter na memória, do cheiro de flores selvagens que estava esquecendo com o tempo.
  — Onde você está indo?
  Alice encarou ele, os olhos fixos nele, sua decisão impensada, talvez fosse o fato de que ele e Alice tinham coisas em comum, ou que ela não compreendesse aquele sentimento humano que criava intensas raízes em seu coração.
  — Você vai procurar ela de novo?
  — Alice.
  — Jazz. Você é um teimoso.
  Um dos motivos para seguir Alice era o fato das lembranças que Lily enraizou em sua mente. Lily, enquanto ouviu as conversas no segundo andar, dos comentários monótonos que Emmett fazia, da conversa baixa que Esme e Carlisle estavam tendo.
  Tinha alguns momentos que Jasper não pensava em Lily com tanta frequência, mas os últimos anos eram mais complicados, ao mesmo tempo em que criou aquele hábito de desejar ver Lily de novo.
  Pulou pela janela, talvez fosse aquela saudade que não morria.

X

Casa dos Swan.

  A pequena casa tinha crescido, ou remodelado nos últimos anos para agrupar os trigêmeos ao passo em que cresciam e acomodam suas necessidades de privacidade, e entre outros desejos ocultos pelos hormônios da adolescência.
   se lembrava dividir quarto com Cassius e Isabella até os 7 anos quando teve uma enorme briga entre eles sobre a nova pintura na época, após isso, Charlie reformou a casa de dois andares e acrescentou dois quartos para que houvesse paz durante as três semanas do verão no qual eles estavam ali.
  Havia resquícios de Renée pela casa, assim como algumas fotos dos anos da família, enquanto olhava os registros dos anos, e o quarto de Charlie ficou no andar de baixo.
  Havia um banheiro adicional na casa, ao mesmo tempo em que os três quartos eram do mesmo tamanho com um closet. Enquanto um azul, roxo e azul-escuro, as poucas bagagens estavam no chão, Charlie estava na porta, desconfortável, enquanto suspirou.
  Parecia uma Isabella 2, mas naquele caso, ela sentia aquela animosidade, aquele conforto dos olhos idênticos ao de sua irmã, enquanto apenas sorria. Cassius era a cópia de Renée com seus intensos olhos castanhos herdados de Charles e cabelos naturalmente mais claros do que os das irmãs.
  Enquanto Isabella era mais a cara de Charlie, entretanto, tinha os olhos verdes de sua mãe e os cabelos castanhos de Charlie, era uma mistura dos dois, enquanto os poucos fios claros se destacavam em sua aparência.
  Ela era um pouco dos dois, talvez fosse a proporção perfeita para a pequena família, encarou o pai atentamente enquanto sorriu para ele.
  — Eu comprei isso para você.
  A pequena caixa de som, enquanto a melodia tomou o quarto em tons azuis escuros, afinal, essa era sua cor favorita, apenas sentiu o olhar constrangido dele.
  — Obrigada, pai.
  Naquela noite, sentiu anseio que corroía suas entranhas, algo que agitava seu estômago, e ao qual seria uma nova emoção, apenas abriu a mochila, enquanto pegou o boneco antigo, os fios de cavalos puros sangues havia se esvaído com o tempo quando a mesma escondeu em um buraco na Noruega quando era mais jovem.
  Aos 14 anos ela recuperou um pedaço de si durante um campeonato internacional pela escola quando teve a chance, ela sentiu falta do aconchego de Renée naquele momento, enquanto tentou conter sua ausência.
  O som da chuva acalmou sua mente agitada, apesar de que ainda dormira consideravelmente mal com as lembranças e os pesadelos rondando sua mente, soltou um suspiro longo.
  Ao mesmo tempo em que encarou o chuvisco daquela manhã, o frio parecia espantar sua vontade de sair da cama, por isso apenas seguiu em silêncio até o banheiro, onde percebeu a figura de Cassius com os cabelos recém lavados.
  — Você levantou sozinha — debochou da pontualidade de um animal noturno como ela, e ao qual desde os tempos antigos, ela jamais fora fã de acordar cedo, revirou os olhos com aquela declaração do irmão. — Isabella não dormiu muito, então, se prepare para um mau humor do cão.
  — Eu imaginei. Ela odeia Forks.
  — É, bem melhor do que o Gobi, pelo menos não comemos areia todo dia — murmurou em mandarim para ela que apenas deu de ombros, pensando nos tempos dentro de um dos maiores desertos da China, num lugar onde a sede os mataria, ou as tribos selvagens que arrancariam seus braços, ou seriam vendidos como escravos. — Afinal, temos água aqui.
   soltou um sopro com isso, talvez um dia eles voltem às suas raízes. Ela entrou no banheiro e jogou uma água que a fez tremer, os fios de água caindo por sua cabeça, ela respirou fundo quando secou os cabelos após uns 5 minutos, pensando que no passado, havia fome, miséria... os outros.
  O espelho refletia as imagens que mais odiava, os cabelos lisos e longos, enquanto os rostos das vidas passadas refletiam por seus olhos como um lembrete de que ela não tinha uma alma pura, e muito menos fosse de bom coração, já que houve tempos que levantou a espada.
  Afinal, ela tinha sangue nas mãos, ela encarava a chuva com um único desejo em mente, no qual, ela queria que os pecados da vida passada fossem lavados.

  O café da manhã foi silencioso para Charlie que saiu após engolir um café encorpado feito por Cassius que conversava com seu irmão sobre alguma bobagem de futebol. O clima minou o seu humor quando percebeu a figura de sua irmã mais velha com aquela expressão que não era das melhores, sentiu animosidade no ar vindo de Isabella, então tocou no ombro dela, apenas afastando a cadeira ao lado dela.
  — Boa sorte, meninos!
  Deu um tapa nas costas de Cassius e tocou na cabeça de Isabella e que sorriu, apesar de que percebia que havia algo errado com a sorte.
  — Prontas?
  — Ainda está cedo — refletiu Bella — Seremos a fofoca.
  — E, quando não somos fofocas, Bella? Não existe lugar no mundo livre desse martírio de sermos alvos de mexericos? — comentou enquanto bebia o copo de leite, mordendo os pães que estavam sobre a mesa. Ela sentiu seu corpo um pouco leve. — Eu acho que nós sairemos bem. Apesar do seu mau humor.
  — Isso é verdade, precisa melhorar a cara de enterro. Por favor, não faça essa ser a pior experiência pós mudanças depois de todos esses anos, Bella — murmurou Cassius pegando o cereal, após comer a bomba de açúcar — Eu até sinto falta dos tempos quando éramos Enjica, Yuma e Oba.
  — Éramos idiotas. Nós quase morremos na Guerra com os malditos.
  — E, nós já morremos, Bella. Uma morte a menos, ou mais, quem está contando?
  Isabella revirou os olhos, enquanto encarava o carro que Charlie havia arrumado para eles como um presente de boas vindas.
  — Mm, Cassius dirige.
  — Ei!
  — Você é péssima na direção desde os tempos da China, nem a cavalo você conseguia ser boa, Bella — comentou e Isabella apenas mostrou sua irritação com o semblante estarrecido de sua irmã com tais calúnias sobre suas vidas passadas. Isabella percebeu o celular na mão dela — Cassius tem boas habilidades, além disso, será um dia agitado demais para você mostrar as suas habilidades.
  — Acha que algo vai acontecer?
   apenas deu de ombros quando pegou a mochila e sentiu que o clima de Forks de alguma forma acalmava a sua respiração.
  — Talvez seja um dia bom, mas muita atenção.
  Sorriu de maneira afetuosa para sua irmã que revirou os olhos.
  — Podemos revezar.
  — Mm... Eu passo — disse em tom sério, encarando a porta da pequena casavao mesmo tempo em que pensou no carro. — Talvez quando estiver chovendo mais.
  — Você é a única pessoa no planeta que gosta de chuva desse modo. Como você pode gostar disso?
   não riu, e quando pensou em tais palavras, apenas lembranças da terra molhada sobre seus dedos, do sangue que a chuva lavava chegaram a sua mente; talvez fosse por isso que gostasse da chuva, ela lavava os pecados; houve tempos em que andou dias e dias na chuva para fugir dos seus sequestradores no passado.
  De fugir de uma vida que levava a miséria.
  — Vamos.
  — Melhore essa cara, Bella.
  — Haha, muito engraçado — retrucou, quando sentiu os dedos sobre sua pele — Odeio chuva.
  — Infelizmente, Forks é um local que chove todo ano, minha cara.
  Bella revirou os olhos, enquanto entrou na parte de trás do carro, ao mesmo tempo em que o caminho foi entre falas amenas, e canções antigas que escapavam de seus lábios, entre elas, uma velha canção de guerra entre aos quais a A Balada de Mulan era uma das mais famosas pelo mundo.
   apenas encostou a cabeça sobre o acolchoado do carro, ao mesmo tempo em que ouvia o som da rádio, em que seguiam pela rua com construções similares entre si, e como o único colégio com aterrorizante 357 estudantes, ou 360 alunos.
  A garota encarou o conjunto de prédios iguais que parecia nada com as escolas que frequentou no passado, e o pensamento de que todas as crianças dali haviam crescido juntos, grupos sociais se desenvolvido. Pensou nos tempos de Murim que lutou pelo seu lugar no exército com crianças com colher de ouro na boca.
  Talvez fosse uma analogia péssima para um sistema morto pelo tempo, mas talvez fosse como um campo de batalha que eles teriam suas vidas testadas, e o alvo de hoje eram eles, percebeu o carro mais novo entre os estacionados.
  Uma sensação de animação já que era uma das poucas coisas que amava; percebeu os cochichos inevitáveis dos alunos, dos sentimentos que eles exalavam, dos pensamentos que provavelmente não eram decentes, apenas ajeitou o boné, escondendo o rosto pela máscara que trouxe, quando ouviu os cochichos.
  Talvez fosse uma celebridade em Forks, enquanto lembrava dos tempos de Ópera quando vivia na França, da guerra, e da revolução americana… Dos tempos em que lutava era mais prático que conversas.
  Garrett? Quando foi a última vez que pensou em seu camarada de armas? Será que casou? Talvez estivesse nostálgica demais com aqueles pensamentos, ao mesmo tempo encarou a ruiva, os cachos caindo por sua face, enquanto observava os três com curiosidade.
  — Eu posso ajudá-los….?
  — Somos Cassius, Isabella e Swan.
  — Mas é claro.
  Os olhos se iluminaram, enquanto seus pensamentos eram agitados, havia vezes que lia sem querer, um mau hábito seu, enquanto travou o maxilar, ao mesmo tempo em que a mulher verificava alguns papéis e mostrou para eles.
  — Mapa da escola, os seus horários e aqui, seus professores devem assinar.
  — Obrigado — agradeceu Cassius — Vamos?
  — Avançado de história — murmurou Cassius, enquanto encarou as duas aulas avançadas na lista de atividades de com escárnio.
  — Você deveria ter avançado em todas as aulas.
  — Ah, muito obrigada, mas não. E, olha, quem fala? Poderia ter avançado na eletiva todas. E, graduado mais cedo.
  — O currículo deste ano está bom. Não quero apressar as coisas.
  Os dois riram, quantas vezes viveram para brincar com tais pensamentos?
  — Seu espanhol é o melhor de nós três.
  — Considerando o seu tailandês, podemos sobreviver.
  Murmurou encarando o avançado em Espanhol também, franziu o cenho ao pensar naquelas horas patéticas, falava quase 30 línguas diferentes, além de dialetos mais antigos. Suspirou ao pensar que talvez fosse ruim nascer e reaprender aquelas pequenas coisas quando era pequena.
  Mas, ela sempre aprendia rápido demais todas aquelas pequenas coisas, ao qual, ela sempre foi uma estudante dedicada.
  — Vamos ser normais.
  Ela suspirou, enquanto percebeu o rosto lívido, de uma maneira ou de outra, ela percebeu algo no ar, ao mesmo tempo que seguiu em passos pelo prédio seguindo Cassius.
  — Seu prédio é o outro.
  — Estamos na mesma sala no último período, Bella — as vozes cochichos dos dois, enquanto sentiu um arrepio com a aula de espanhol no último período, apenas franziu o cenho com aquele sentimento de que havia algo errado com isso com suas duas aulas avançadas, porém, soltou um suspiro. — ? Você vai ficar bem?
  — Claro. Não se preocupe. Até mais tarde.
   deu um aceno com cabeça, enquanto havia decorado o mapa que havia lhe dado com apenas um olhada, seguiu em passos certos para a primeira parte de sua agenda na escola, e ao mesmo tempo em que ouvia os murmúrios, e entre todos os seus pensamentos foi parados quando percebeu o loiro parado na porta da sala de história avançada, enquanto pela primeira vez percebeu como alguém poderia ser tão bonito.
  Era um crime alguém ser tão bonito.
  Das palavras que ficaram presas em sua mente, enquanto as emoções que conhecia ele... Era um crime que ele fosse um dos homens mais bonitos que viram em seus mais de 600 anos andando por aquele planeta.
  Entretanto, ela percebeu, aqueles olhos dourados, a aparência, enquanto a olho nu de um humano, talvez passasse despercebido, mas possuía os sentidos mais aguçados, e observou as marcas de mordidas espalhadas pela manga levantada, apenas sentiu sua visão turva de repente.
  E invadiu a mente dele sem querer.

  1, 2, 3...
  “Hey, Jasper”, o grito, enquanto a garota girou em seus calcanhares e sorriu para ele, aquele sentimento, enquanto a mesma mostrou a língua para, “Onde está indo?”, ao mesmo tempo que encarou o homem cercado de sangue, dos desejos mundanos.
  Havia dor demais naqueles olhos.
  Sangue demais.

  — Ei. Você está bem?
  Se apoiou na parede, enquanto as lágrimas ameaçavam escapar por sua face, o suor grudando em sua nuca, e ao qual sentiu a mão sobre seu ombro. Um dos alunos encarou ela, ao mesmo tempo que suspirou com tal atenção.
  — Ah, não se preocupe.
   sorriu e apenas deu de ombros, seguindo em passos até o professor de história. Ela encarou a própria mão enquanto tentava apertava os dedos, aquela sensação ínfima, ao mesmo tempo em que se sentiu lado a lado a ele.
  — Srta. Swan, tem um lugar vago ao lado do Sr. Hale no fim do corredor.
  Apertou a bolsa. Os hormônios daquelas crianças estavam a flor da pele, junto com o cheiro de terra e grama seu nariz ficou sensível aquele odor e ela fechou a expressão lentamente ao imaginar o que ele era, mas importante, porque um vampiro estava em uma sala cheia de humanos?
  Entre os quais ele poderia matar todas aquelas pessoas em segundos, pensava que aquela vida estava pacífica demais para uma pessoa que viveu em guerras e carnificinas que vivenciou por causa de seres sobrenaturais.
  Lembrava de uma de suas vidas do passado, no qual, uma delas eram as benditas guerras do sul, da sua carne sendo machucada pelos caninos, talvez devesse ter empreendido em matar vampiros no passado.
  O som da respiração pesada, enquanto percebeu que era jovem demais para ser um dos anciões, entretanto não tão jovem talvez, ou tinha pouco controle sobre sua sede, apenas suspirou pelo nariz quando fez um movimento com a mão quando percebeu o humor minado dele.
  Soltou um tsc pela boca ao pensar que havia vampiros em Forks, aquela seria uma longa aula.
  Jasper sentiu aquele cheiro quando ela se sentou ao seu lado, selvagem demais, apenas se virou para a garota que possuía tal fragrância. Encarou a garota de canto de olho, os olhos verdes fixos em si.
  Desviou em um constrangimento dele, as maçãs do rosto ganhando uma coloração avermelhada que fazia aquela ser a presa mais deliciosa entre humanos ali, a garota era miúda demais.
  Mas, aquele cheiro, se Jasper pudesse chorar, talvez ele tivesse chorado ali, enquanto o cheiro de Lily se espalhava por todo o recinto, de maneira que impregnava o local, a respiração pesada demais ao seu lado, enquanto as correntes de ar se espalhavam pela sala.
  Seria um longo período.

¹Unsung Hero - for KING e COUNTRY.

III - Savior Complex¹.

Carma.
Substantivo masculino.
¹Lei que afirma a sujeição humana à casualidade moral, de tal forma que toda ação (boa ou má) gera uma reação que retorna com a mesma intensidade a quem a realizou, nesta ou em encarnação futura.

   não tinha certeza sobre os motivos dele em Forks, entre os quais, nenhum dos motivos que conhecia para vampiros ficarem em uma cidade parecia estar certo em sua cabeça.
  Se fosse para caçar despercebido, era uma péssima ideia estar naquela cidade minúscula e com pessoas de pensamentos mais minúsculos ainda, ela suspirou. Dourados, entretanto, os pensamentos dele não eram tão limpos e nublados demais.
  Apenas pensou no dourado.
  Ela sentiu empatia por sua falta de controle. No passado, ela era tão descontrolada quanto ele em batalha quando cortava as gargantas de seus inimigos. Ela seguiu em passos largos pelo refeitório e se sentou na primeira mesa vazia que achou longe de todos; um sinal claro de que não queria papo com ninguém.
  O som amenizava as vozes enquanto seus fones estavam sobre suas orelhas, os pensamentos e sentimentos abafados para não invadir mentes alheias como mais cedo, no qual, foi descuidada demais.
  Socializar não estava em seus planos, ao qual seria melhor fingir demência; ela bebeu o suco de morango que comprou e mordeu o bolinho de queijo. Vampiros? Vasculhou sua mente com as informações que arrancou dos vampiros. Pela tonalidade dos olhos, só poderia ser o clã de... Hmm, ele achou outros.
  Havia ouvido falar de Carlisle em Volterra, quando Félix bebeu seu sangue quando era uma garotinha, dos pensamentos que flutuavam para sua mente quando se lembrou do rosto de Carlisle, mas as lembranças eram nubladas naquela época.
  Pelo menos, uma versão bizarra dele em sua mente.
  — O que você está pensando?
  Cassius se sentou, sem se importar com os olhares, enquanto repassava as atividades entusiasmadamente em sua mente — um ponto interessante era: Alice Cullen de todos os vampiros que havia visto em suas várias vidas, a menina tinha cabelos espetados, uma expressão tão bonita que era um crime para a humanidade.
  Entretanto, ela percebeu algo que não devia. Franziu o cenho, e arqueou as sobrancelhas. Você tem certeza?
  Cassius ignorou a pergunta de imediato. Maravilha, irmão. Você é realmente alguém que eu devo admirar, pensou em tom irônico, enquanto Cassius fingiu não compreender o teor da voz dela.
  Ela sabia o que ele estava pensando. Alice Brandon estava viva. Talvez, foi aquele momento que percebeu que seus irmãos eram mais sortudos do que ela no amor.
  — Hmmm.... Em nada, particularmente. Apenas, pensando em matar aula.
  Cassius levantou a sobrancelha, enquanto suspirou. ajeitou os fios de cabelo na orelha.
  — Mas já?
  — E por que aqui?
  Indicou a mesa vazia ocupada pela irmã mais nova, ao qual apenas deu de ombros.
  — Foi a primeira mesa que eu vi vazia, e tive conversa fiada demais hoje — comentou com Cassius, enquanto Isabella encarou a irmã mais jovem, os três Swan sentiram a barreira ao redor deles, algo que afastava entidades do mal, enquanto em duas mesas de distância, o grupo de cinco pessoas parecia atentos a eles. — E, eles me irritam.
   odiava pessoas irritantes.
  — Quando não te irritam?
  — Ah, aquilo — murmurou, apenas encarou o loiro, enquanto soltou a garrafa de leite de morango, e percebeu seu rosto se tornar mais tenso, novamente tocou sobre a sua palma enquanto girou o dedo para acalmar, mas a distância se tornava um pouco mais complicada, enquanto a calmaria deveria chegar nele devagar. — Existe mais do que previ.
  — Previu?
  Cassius percebeu de imediato, o rosto dele se tornou divertido enquanto mordia o próprio hambúrguer.
  — O que houve? Entrou em briga? Mas todos parecem decentes.
   arqueou as sobrancelhas — decentes? Metade do corpo masculino estava agitado; talvez ela considerasse uma escola anormal, mas viver em Phoenix era muito mais agitado.
  — Pelo menos eles parecem ser divertidos. Jéssica e Mike, eu digo, parecem decentes, mas... Não sei — murmurou é percebeu o grupo acenando para eles de forma entusiasmada. — O que vocês disseram?
  — Que você está numa fase de rebeldia.
  — Eu nunca fui rebelde nem nesta ou em outra vida, apenas cansada demais, eu sou um animal noturno — murmurou ao encarar a chuva. Ela mordeu a maçã e percebeu o rosto de Isabella. — Não se preocupe. Podemos lidar com isso.
  — As pessoas estão agitadas demais.

  O murmuro soou baixo, Cassius observou a irmã que tinha os olhos franzidos para a chuva do lado de fora.
  — Seus pensamentos são tão incoerentes, Bella — comentou Cassius e mordiscou a fruta junto com o lanche de pouco nutrientes. — Você deseja faltar à próxima aula?
  — É o primeiro dia, Cassius?
  — Não custa perguntar porque está de mau humor. — Riu o mais velho enquanto bebia o suco — Consegue se manter calma? Eu ouvi algumas coisas interessantes.
  — É feio ouvir os outros, Cass, mas às vezes, eu gostaria de dizer umas palavras para essas pessoas com suas mentes pequenas. — O som da mandíbula se fechando foi ouvido. apenas bebeu um gole de seu leite quando sentiu o estranho rondando o escudo, sua presença intimidante quando ouviu um som irritante, fantasias irritantes e suspirou, e ao qual escolheu cuidadosamente. — Eu não dormi muito bem. E eu tive a última aula com Mike Newton, ele me deixou estressada.
  Os irmãos entenderam na hora sobre os vampiros em duas mesas de distância, “tem especiais entre eles?”. Cassius sorriu quando teve biologia mais cedo com Alice Cullen, e percebeu assim como Isabella quando a encontrou do lado de fora do prédio, que ela era não-humana, enquanto apenas acenou com a cabeça em confirmação para pergunta.
  — Oh, para irritar você é necessário muito, .
  “Sobre os Cullen, vocês ouviram também?”, perguntou Isabella em sua mente, enquanto fez um sinal com a cabeça.
  — Eu ouvi algumas coisas sobre seu mau humor durante a aula de história, e ao qual nem se deu o trabalho de socializar, irmã — comentou Cassius, enquanto riu. — O quê?
  — Eu também ouvi algumas coisas sobre mim. Mas eu não estava a fim. Afinal, todos querem saber sobre o nosso passado.
  Edward Cullen sentiu que a frase “É feio ouvir os outros” era para ele de alguma maneira, enquanto observava a garota de cabelos escuros como os da sua irmã. Ela estava em uma mesa próxima, meio metro no máximo. A garota sussurrou:
  — Você está exaltada demais.
  A voz tímida soou em um timbre leve e a outra apenas soltou uma risada baixa. Ele conseguia sentir a impressão da mente de dois dele, mas… dela.
  — Ah, eu tive educação física mais cedo, por que educação física nos primeiros horários? — reclamou ela, enquanto a risada do irmão mais velho soou — Cassius, eu juro que eu vou te...
  — Não vale ameaçar, irmã. Vamos, Bella?
  — Vocês são uns traidores — murmurou a mais jovem deles. — Por que você não avançou em Espanhol também?
  — Não existe necessidade em avançar em algo que eu já sei. Você podia ter avançado em matemática também — murmurou Cassius e passou lentamente pelos Cullen, Alice o encarou séria enquanto o mesmo soltou uma risada estridente — Não faça essa cara, minha querida. Podemos conversar em Mandarim se deseja. , seja boazinha.
  — Idiota.
  — Ainda estão ouvindo?
   encarou Edward Cullen, por meio segundo, antes de seu olhar circular todos ao redor deles e percebeu que não ouvia nenhum dos três com clareza. As suas mentes estavam em branco e isso jamais ocorreu. Quando a irmã mais jovem soltou uma risada como se estivesse se divertindo com seus pensamentos parcialmente ocultos.
  — Com toda a certeza, afinal, todo esse colégio tem seus ouvidos e olhos atentos para nós.
  — Você parece intrigada.
  — Apenas com sede, essa escola não tem café.
  — Viciada em cafeína.
  — De vidas passadas que me atingiram.
  Edward Cullen apenas se afastou em passos controlados, e mesmo até lentos para a maioria dos vampiros. Não havia necessidade de ouvir mais, os três Swan eram estranhos; falavam sobre as pessoas, sobre suas impressões e etc. O mais jovem dos Cullen se afastou de imediato para sua sala.
  Não era de seu interesse o que aquelas crianças estavam fazendo. Ele sentiu algo lhe rondando, ao mesmo tempo em que encarou a sua cadeira. A aula de Biologia não apresentaria nada de novo.
  A mente limitada do Sr. Banner não traria nenhuma coisa que ele não soubesse. A primeira pessoa que viu foi Swan, o som de seus passos leves demais para uma pessoa do tamanho dela. Ela segurava o casaco e alguns livros em suas mãos, assim como Isabella Swan, seus rostos eram parecidos. O cheiro de Isabella voou pelo recinto.
  Aquele cheiro rasgava sua garganta, enquanto o segundo cheiro, era de , convidativo, mas não tão atraente quanto o de Isabella.
  — Uma de vocês pode se sentar com o Sr. Cullen. E a outra, tem uma mesa vaga.
  — Eu sento com ele — soou simpática, enquanto pareceu atenta aos movimentos pela sala — Fique sozinha na mesa.
  — Você tem certeza? — murmurou Isabella em tom baixo — Você...
  — Você quer socializar com ele nesse momento? — perguntou, enquanto ambas debatiam em sussurros. — Se sente na minha frente. Vamos, deixe disso!
  Era o completo oposto uma da outra, enquanto o som da cadeira, a expressão entediada, enquanto parecia perceber meu desconforto, seus olhos verdes fixos em algum ponto da janela, ao mesmo tempo em que um suspiro profundo.
  Seria uma longa aula.
  O cheiro de Isabella... Talvez, ela pudesse trocar o horário com Cassius. Ele pensou em todas as possibilidades, ao mesmo tempo em que sentiu aquele desconforto ao redor da mesa. Edward tinha pensamentos altos, barulhentos e planos demais, e a cada milésimo de segundo havia novas formas de matar Bella.
   trincou os dentes, talvez fosse uma péssima ideia. A sensação de ouvir um vampiro querendo rasgar a garganta, e de matar todos ali.
  Odiava usar seus poderes, isso era cansativo demais mesmo após quase mais de dois séculos de prática, apenas buscou a mente de Cassius no mar de alunos com facilidade.
  “Você tem educação física com a Bella?”, sua voz soou em um sussurro longo, enquanto Cassius moveu as mãos sob a mesa de Educação Cívica com Sr. Jefferson, ao mesmo tempo em que percebeu a tensão na voz dela, “O que houve? Está tudo bem, ?”.
  “Venha busca-lá, ou eu irei arrancar a cabeça do Edward Cullen. Troque de horário com ela, ou qualquer coisa do tipo, mas pra hoje”.
  “O que houve?”.
   apenas encarou o livro à sua frente, enquanto repassava todos os pensamentos e artimanhas de Edward Cullen, ao mesmo tempo em que ouviu o som da mente do irmão com preocupação. Ela bateu sobre a mesa em irritação para tentar acalmar sua mente.
  “Não se preocupe”.
  “Acha que consigo matar ele antes dele matar a gente?”.
  “Se você quiser chamar atenção da escola, sim, mas... sem ações precipitadas”,
apenas soltou um suspiro, chamando atenção da irmã, mas não baixou sua guarda. No segundo seguinte escutou o som do sinal da escola e Edward Cullen desapareceu. Ela encarou o corredor cheio de pessoas, antes de encarar Isabella.
  — O que houve? ?
  — Nada. Vá para educação física. Cassius está aqui. Boa aula.
   Swan apenas encarou sua última aula, aquele sentimento de estranheza, percebendo com ironia o que estava acontecendo. Ao mesmo tempo em que reconheceu Emmett Cullen, o grandão do refeitório que encarava a porta.
  Edward Cullen também estava nessa aula, mas havia passado.
  Maravilha.
  Ao mesmo tempo em que rondou a mente das pessoas, ele estava isolado. se sentiu menos inclinada a matar ele, todos os danos morais que poderia causar, o tempo passou rapidamente.
  Porém, soltou um suspiro durante toda a aula de espanhol, ao qual ela foi uma das pessoas mais corajosas que já viu. Aquela decisão era a única que faria sentido.
  Talvez em sua vida passada, ela tivesse um machado enfiado em sua cabeça.
  — Onde está seu irmão?
  Emmett Cullen encarou a menininha humana que era o motivo de euforia daquelas crianças humanas: Swan tinha os olhos verdes fixos nele com uma expressão normalmente bonita.
  Emmett poderia jurar que ela era mais bonita do que a maioria das garotas humanas ali, o pouco de maquiagem e uma expressão suave. Ela segurava com firmeza a bolsa em suas costas e não sorriu, apenas observou Emmett.
  Parecendo lê-lo, um sorriso surgiu no canto da boca dela.
  — Eu preciso devolver algo, mas você pode fazer isso por mim... Sr. Cullen.
  Aquele modo como sentiu que deveria ouvi-la, ao mesmo tempo em que ouviu os sons das crianças sobre a repentina aproximação dela com ele, afinal, Emmett pertencia a Rosalie. Entretanto, havia algo naquele olhar que o lembrava daquele rapaz.
   sorriu para ele do mesmo modo como Alan sorria quando estavam juntos antes dele se transformar, e, de um modo estúpido, ela quis pensar em Alan.
  Mas, diferente do que pensava, Emmett gostava do circo pegando fogo, então talvez mais uma tenha caído nas garras do seu irmão.
  — Venha comigo, por favor.
  Emmett não soube porque concordou, era uma visão estranha um Cullen socializar mais do que o necessário. seguiu seus passos e os outros a observavam, ela sorriu para eles de forma simpática.
  — Obrigada.
  Ela se curvou de leve, encarando o irmão mais novo dos Cullen. Edward estava no banco do motorista, sua expressão irritada quando a garota se abaixou na altura de seu rosto. O cheiro dela não era tão delicioso quanto o da irmã, pensou ele vendo a garota humana retirar algo de sua bolsa.
  — Hmm.
  — Emmett.
  Ladrou Rosalie em tom baixo, enquanto o homem encarava a garota. Ela suspirou pela recepção não muito calorosa dos Cullen e dos Hale, a expressão não perturbada e mostrou o livro para ele.
  — Ela queria ver o Edward.
   deu um sorriso ladino, como se apreciasse aquele sentimento.
  — Olá. Você esqueceu isso na sua mesa. E, eu tive que perturbar seu irmão para saber onde você estava. Temos um trabalho na próxima semana, se quiser fazer sozinho, eu farei com a minha irmã, pedirei para trocarmos de parceiros — murmurou de maneira inocente, sua expressão tão calma que agitava os ossos gelados de Emmett. Ela fechou a mochila com a pose calma ao lado de vampiros. — Ah, e eu sinto muito pelo desconforto. Você pareceu muito mal na aula. Beba água, isso alivia a sede. Até a próxima aula, Sr. Cullen.
  A expressão era calculista e Rosalie pressentiu perigo, ao mesmo tempo em que outro elemento se aproximou na surdina. Isabella estava perto do carro encarando-os com uma expressão curiosa.
  Edward sentiu a curiosidade por todo o seu rosto, enquanto a mão de Cassius Swan estava parada sobre as suas costas.
  — O que diabos você está fazendo? Você desapareceu. — Sua voz baixa, enquanto a garota sorriu — Ah, desculpem pela intromissão. Olá.
  — Devolvendo o livro — disse de maneira calma e soltou uma risada. — Não seja ciumento, irmão. Até amanhã, Sr. Cullen. E, obrigada novamente, Sr. Cullen.
  Ela encarou Emmett por meio segundo e abriu um sorriso de alívio. Cassius encarou Edward, enquanto seguia a irmã.
  — Você estava fazendo o que, hein?
  — Do que está falando?
  Desconversou de maneira natural, enquanto o rapaz apenas bufou batendo sobre a caminhonete velha.
  — Sua reação. Você odeia se meter em assuntos que não são seus desde sempre, e nem mesmo os meus assuntos. Porque se importou com o dever de casa de alguém, ... O que foi? Acha que ele foi rude com vocês? Aliás, como vocês fez ele te ajuda? Emmett Cullen.
  — Ah, pedindo educadamente. Ele é solicito.
  — Você o ameaçou?
  Emmett ouviu a conversa, enquanto a garota revirou os olhos, dando de ombros, ao mesmo tempo em que eram os centros das atenções, enquanto Cullen quis rir, como alguém tão pequeno poderia causar qualquer problema para ele.
  — Eu? Viu o tamanho dele? E capaz dele me quebrar no meio com uma mão, por favor, eu fui educada, e Edward é meu parceiro no trabalho, mas já que ele parece pouco disposto, eu farei com a Bella — murmurou de maneira esdrúxula, enquanto riu — Eu realmente só devolvi o livro, nada de mais. Além disso, ele não vai causar problemas, por enquanto.
  — , o que você está fazendo?
  — Me certificando de algo. Agora, vamos embora.
  Enquanto apenas sorriu, enquanto suspirou lentamente, ao mesmo tempo em que percebeu o olhar sério de Edward, que a encarava pela janela, a garota respirou fundo, enquanto apenas sussurrou.
  “Tome cuidado. Boa viagem, senhor Cullen”.
  Ao mesmo tempo em que ela soltou uma risada alta, Edward Cullen não conseguiu ouvir os pensamentos dela, soltou um suspiro longo e deitou a cabeça sobre o acolchoado do carro velho que seu irmão dirigia.
  Foi a única vez que retrocedeu na ideia de matar uma pessoa, ao mesmo tempo em que a mensagem chegou em seu celular.
“Precisamos conversar,
Ouyang”.

  Se lembrou do que houve dois anos antes.

Dois anos antes.
Noruega.
Campeonato Internacional de Capture The Flag¹.

  Quando o som da flag sendo capturada soou, os gritos em inglês soavam enquanto a frustração do atual capitão do time da Noruega era sentida em todos os níveis extremos conhecidos — ninguém acreditou que uma adolescente de 15 anos poderia derrotar homens e mulheres mais experientes que ela no CTF, e com apenas 6 meses de treinamento —, sentiu as palmas em suas costas, enquanto o choque que o time pequeno que derrotou os campeões do ano passado dos Estados Unidos tinha alguém tão forte.
   tinha planos melhores, enquanto o celular velho em sua mão com o número que decorou — assim como a chave da casa que viveu em seus bolsos quando era Soren, ao mesmo tempo em que pensou que estava igual a antes.
  Era uma lembrança distante.
  — Você foi muito bem, Swan.
  — Obrigada, treinador.
  — Você é um amuleto da sorte. Muito bem!
   suspirou, enquanto as vozes em norueguês soavam quando se retirou para longe das conversas fiadas, escondeu o rosto pela máscara que usava —, Olso não tinha mudado muita coisa desde que morreu como Soren.
  Apenas andou até o local mais próximo. A cafetaria estava quase vazia, e ao qual, não havia muitos clientes, o símbolo espalhado pelas suas paredes, enquanto as pessoas pensariam em palavras bonitas escritas em línguas antigas.
  Mas eram palavras de dor e sofrimento escritas por Bulgasais que passavam ali pelas incontáveis vidas.
  — Você não mudou nada, Helena.
  Helena Renault — fazia quantas vidas? Umas 100 vidas, enquanto ele não era tão mais velho quanto imaginava que ele seria pelas palavras sábias, enquanto o jovem de pouco mais de 18 anos lhe sorriu. Os cabelos negros estavam amarrados no alto em um coque samurai enquanto serviu o café para ela.
  — Então, você está bem? Helena?
   o encarou — de um homem cheio de ideias no passado, Ouyang Xu ainda tinha aquela energia que a irritava, e por aquele motivo, sumiu por quase três vidas inteiras quando sentiu que estava odiando ele com toda a força.
  Aquele amor que se perdeu e se tornou ódio, enquanto encarava aqueles olhos repletos de algo que ela tinha esquecido. Ouyang Xu foi a pessoa que ela mais confiava em sua vida, além de seus irmãos e Tang Xi, dentre todas as pessoas que acreditava.
  Ele era uma de suas favoritas.
  — Eu esqueci algumas memórias — murmurou, encarou a cidade que viveu sua última vida — Memórias que eu quero lembrar, mas eu não consigo. Eu estou quebrada? Sabe como é começar a chorar "do nada"?
  — Helena. Você é a pessoa mais forte que eu conheço — Ouyang Xu sorriu de maneira dócil, ao mesmo tempo em que suspirou — É a mais teimosa também, além do coração mais gentil que eu conheço mesmo entre os seus inimigos. Sempre sozinha quando precisa chorar, e você não está sozinha, minha Helena. Eu sempre estarei com você.
   sentiu as lágrimas descendo por seu rosto, ao mesmo tempo em que forçou todos aqueles sentimentos por seu corpo para fora daquela casca que tentou construir.
  — O que houve com você? , você se conectou?
  A garota sentiu aquela dor rasgar sua alma —, as lembranças que esqueceu, e as quais desejavam lembrar haviam sido bloqueadas, enquanto Ouyang Xu segurou ela, sentiu quando ela chorava sobre seu colo como uma criança.
  — Helena, sua obsessão por ele vai te enlouquecer. Ele está morto, minha Yue³.
   sentiu as mãos sobre as suas costas com cuidado, ao mesmo tempo em que sentiu aquele choro incontido de sua alma, desde aqueles tempos antigos, ela pensou que poderia superar ele.
  Entretanto, quando o sol do Texas tocou seu rosto aos 7 anos de idade, quando encarou aquela pessoa de novo, todos aqueles sentimentos que encarcerou por mais de 2 mil anos dentro de seu coração parecia florescer com o tempo.
  Como se a terra gelada dentro de seu peito ganhasse raios solares sobre o chão frio e que as raízes do amor cresceram. E, todas aquelas histórias, os fantasmas que tinham medo desapareceram de repente, enquanto percebeu que poderia ter um final feliz.
  Finalmente, ela o achara e o perdeu novamente. Naquele momento, toda aquela fé que sua alma gêmea iria viver com ela por várias vidas desapareceu de repente.
  Ela não conseguia mais sentir ele.
  — Está doendo. Por favor, Ouyang Xu. Arranque as raízes do meu coração, por favor. Por favor, eu não quero mais sentir!
  Gritou em um desespero mudo por aquela dor penetrar em seus ossos, e serem mais letais que as espadas no passado.
  Bulgasais quando nascem têm o dom de sentir suas almas gêmeas, e mesmo a milhares de quilômetros um do outro, nunca pensou que ele ia desaparecer como fumaça.
  Em todas as vidas, ela tinha certeza que o acharia novamente.
  — , isso é cruel.
  — Eu não quero mais sentir falta dele, eu não quero mais perceber que todas as vidas serão miseráveis sem ele. Por favor, Ouyang Xu. Por favor. Se você não o arranca, eu irei odiar ele.
  Bulgasais sempre foram sentimentais —, os sete sentimentos que existiam, às vezes condenaram nações inteiras às misérias, Ouyang Xu é a única pessoa capaz de executar aquele feitiço.
  — Por favor. Apague esse sentimento do meu coração.

Tempo atual.

  Loveless Curse.
  As pessoas pensariam que era algo radical se soubesse que existem formas de cortar todos sentimentos do coração humano, entre eles, Loveless curse era com toda a certeza a mais cruel e dolorosa de todas as opções.
  Afinal, a pessoa que tinha maldição seria sem amor.
  Mas elas poderiam viver milhares de anos sem apagar aquele vestígio de dor que era perder a sua alma gêmea para sempre? sabia que estava condenada a viver sem sua alma gêmea para sempre, e mesmo depois de tantas encarnações, e ao qual, a única certeza que teve é jamais poderia ver ele de novo.
  Ele desapareceu.
  Quando ela decidiu pedir aquela maldição era para seu próprio bem, entre todas as suas vidas, Soren foi aquela que ela desejou verdadeiramente morrer para sempre, enquanto estava estrangulada com sentimentos de obsessão por alguém que jamais lembraria dela.
  E do rosto que se esqueceu em angústia desde aquele verão quando sentiu ele ser arrancado dela de maneira brutal.
   suspirou, enquanto as memórias eram cheias de saudade ainda mesmo que ela não sentisse todo aquele sentimento de novo —, mas a dor que sentia antes desapareceu assim como o rosto dele. Swan apenas digitou o número conhecido, enquanto ouviu o som do outro lado da linha.
  — Helena.
  — Ouyang — murmurou em tom suave, enquanto encarava a estrada até o mercado — O que houve?
  — Eu soube que você se mudou — murmurou ele em francês — Como você se sente?
  — Você acha mesmo que bulgasais tem uma segunda alma? Quero dizer, se Bulgasais são capazes de conhecer algo parecido com uma segunda alma… — murmurou, enquanto ouviu Cassius soltando uma risada com tal teoria — Cassius achou Alice Brandon.
  — O quê? Então ela não desapareceu?
  — Mas ela não se lembra de nada. Alice é uma vampira, agora. Mas Cassius não tem certeza se é ela mesmo. As aparências se tornam comuns com os anos.
  O silêncio se pendurou, enquanto o homem mais velho parecia ter tido um estado de epifania de repente por algum motivo pelos barulhos.
  — E se sua alma gêmea também se tornou um vampiro? Lobisomem? Isso seria… possível, não acha? Até mesmo um Goblin? Você seria capaz de sentir de novo, não é?
  — É mesmo que fosse — murmurou friamente, ao mesmo tempo em que tocou em seu coração — Eu não saberia de nada, a única forma de saber, seria se ele fosse capaz de quebrar a maldição.
  — Eu irei para os EUA. Helena, me espere.
  Desligou, mas quê? Soltou um palavrão, enquanto pensava nisso. Cassius não sentia Alice também, certo? Mas eles eram diferentes de qualquer maneira. Cassius nunca deixou um pedaço de si para trás, e ao qual Swan acreditava que era uma perda total de tempo.
  Afinal, ela não sentia mais nada.
  Por que ela desejaria sentir aquelas emoções levianas de novo?

Casa de Mike Newton.

  Bree Tanner desceu do carro com sua mochila com os arcos e flechas dentro de uma bolsa de lado.
  — Cuidado, garota. Te vejo amanhã.
  Tanner revirou os olhos, enquanto apenas desejou dormi, e no qual o treinador da equipe, Jones parecia animado em encontrar uma especialista como ela — que só tinha ela como participante valioso, entre os quais Bree achava que estava sendo usado pela escola às vezes, mas ignorou tais pensamentos - de tiro alvo, após quase dois dias em Seattle finalmente voltou para comer a comida de sua tia, Karen, e ouvir as fofocas sobre os Swan.
  As agitações do seu primo, Mike, estavam por toda a casa, quando retirou os sapatos, ao mesmo tempo em que o rapaz pensava pelos cotovelos nas garotas dos Swan.
  Bree apenas percebeu a foto tirada pelos colegas, um dos lados dos outros. Enquanto o símbolo no colar da garota Swan chamou atenção, Bree apenas encarou por meio segundo, e sorriu com esse pensamento
  "Nós nos encontramos no início”.

¹Savior Complex by Phoebe Bridgers.
²CTF - Capture The Flag - cibersegurança.

IV - If we’re honest/Old Souls¹.

Tempo.
Substantivo masculino.
¹Duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período continuo no qual os eventos sucedem.

Calgary, 1950.

  Querido Thomas,
  Hoje eu tive aquele sonho de novo, dos cabelos loiros dele nas pontas dos meus dedos, daquela sensação ínfima que eu sentia falta, dos sorrisos irritantes que eclipsaram meus pensamentos. Eu penso que estou esquecendo o rosto dele, enquanto as lembranças são turvas a cada dia que passa nessas vidas fúteis de paz.
  Eu não quero esquecer o rosto dele – Ling Buyi é a única coisa que me fazia aguentar os anos de espera, mas agora, eu nem consigo saber onde ele está.
  Eu morri aos 19 anos daquele mesmo ano de saudade, enquanto vivia uma vida pedinte entre essas terras em busca dele –, mas eu estou esquecendo detalhes insignificantes que eu desejo lembrar para sempre.
  Dos sentimentos que eu desejo esquecer, entretanto, Thomas… Eu desejo ver ele de novo, enquanto a dor rasga meu coração, afinal, eu não consigo sentir mais ele desde que o perdi em Texas.
  Eu não sinto mais ele.
  Todos os dias, essa saudade rasga em meu peito, quando serei capaz de ver ele novo? Será que Nüwa quando nos criou pensou em algo tão sádico quanto arranca as raízes do coração? Será que Diyu me espera?
  Será que esse meu castigo por cobiçar o amor?

  A garota nasceu durante o intenso inverno numa casa aconchegante na Calgary, e viveu sete anos com lembranças felizes com seus pais e irmãos mais velhos que adoraram de todas as maneiras possíveis.
  Entretanto, aos 7 anos de idade, num dia chuvoso, ela se lembrou de toda a dor que desejava enterra com firmeza nas profundezas do seu coração – os olhos em tons de amêndoa, enquanto encarava as pessoas andando do lado de fora do consultório do Dr. Cullen.
  Sua mãe insistia, enquanto fazia mais um inverno. Mais um ano.
  Parou de escrever quando chamaram o seu nome, e sua mão tocou sobre o ombro dela, sua mãe, Evelyn sorriu de maneira dócil para ela, as sardas espalhadas pelo seu rosto.
  – Cassandra Mitchell.
  A garota nascida no inverno percebeu as mães encarando ela, enquanto os cabelos longos e vermelhos eram característicos de sua família chamavam atenção. O homem de cabelos loiros tinha uma expressão bonita, ao mesmo tempo, em que era a primeira vez que Carlisle Cullen percebeu uma criança sem espírito animado.
  – Como você está, mocinha?
  Cassandra o ignorou de imediato, seus olhos mortos desceram para o caderno que segurava com firmeza.
  – Ela não tem comido direito, Dr. Cullen – o murmúrio de sua mãe soando levemente chateado, ao mesmo tempo em que os lábios estavam sérios para a garota que fingiu não ouvir tais lamúrias – E tem tido pesadelos constantes, acorda gritando todas as noites. Dr. Cullen, ela está bem?
  – Deixe-me ver.
  Cassandra Mitchell sentiu aquele cheiro –, os olhos cor de amêndoa observavam a pessoa mais atentamente do que antes, vampiros?
  Talvez, eles pudessem matá-la.

X

Tempo atual.

   se recordou dos tempos antes da Loveless Curse, enquanto reorganizou os seus pensamentos sobre como se sentir sobre aquelas emoções primitivas que foram seus guias mais cegos.
  Suas lembranças entre 1866 até quando colocou a Loveless Curse eram nubladas.
  Ao mesmo tempo em que sentiu aquele estranho desconforto em seu peito.
  Os irmãos Swan tinham dois motivos para amar e odiar Forks, enquanto Bella odiava o clima de constante chuva que minava o seu humor, afinal de contas, ela odiava algo constante e imprevisível, enquanto Cassius estava sendo diplomático quanto a odiar e amar Forks, e restava para o voto de Minerva naquela situação enquanto fazia compras como na rotina em Phoenix.
  Entretanto, odiava as pessoas mesmo que gostasse do clima ameno de Forks e da chuva constante, enquanto desejava uma semana sem grandes surpresas com as quais a filha mais nova do Chefe Swan pensou que Forks era tranquila demais com um clã de vampiros como os Cullen por perto. No entanto, eles não eram mais perigosos do que os Volturi que teriam sugado todo o sangue daquela cidade em um momento de tédio.
  Se lembrando dos olhos profundos de Demetri na primeira vez que o viu no século XVIII numa das constantes expedições de Aro pelo mundo, e de como morreu tragicamente na viela de algum beco na Itália.
  Talvez aquela sensatez de querer ficar longe de encrencas como aquelas.
  Apenas observou o carrinho repletos de comida, enquanto Bella enchia com as reservas de Charlie para a comida do mês; ouvia o som piano ao fundo na sua cabeça, enquanto tentava acompanhar os passos apressados de Bella pelo único mercado da cidade, que tinha quase tudo que ela queria.
  – Ei. Você deseja doce para o fim de semana?
  – Sim. Chocolate. Muito chocolate. Bolo de chocolate.
  Murmurou distraída, enquanto ouvia os sons dos pensamentos, mas um em particular se afastava rapidamente de seu radar, apenas colocou os dedos sobre as batatas que estavam ali, ao mesmo tempo em que rastreou aquela mente por mais algum tempo.
  Ela não era tão boa quanto ele, Ouyang Xu tinha um coração magnânimo, enquanto poderia dizer que preferia matar do que deixar pontas soltas –, talvez fosse uma boa ideia ligar para ele de novo e pergunta sobre várias coisas, enquanto pensou no homem que encontrou há alguns anos, entretanto, deixaria Edward Cullen em paz.
  – Você soube no noticiário sobre Port Angeles?
  Os cochichos pelos cidadãos de Forks, enquanto sua mente mostrava as notícias na TV, enquanto encarou por alguns segundos, ao qual as notícias de Port Angeles eram assustadoras por um animal está andando quando chegou em casa, mas novamente não era da conta dela, animais eram irracionais demais, enquanto encarou sua vida naquele lugar pacífico.
  Talvez apenas Jasper fosse como um animal enjaulado... Mas, tal pensamento se foi, enquanto aquele nome era comum em 1844, enquanto pensava naquele homem daquela época, de como se apaixonou por ele e o perdeu.
  E como apagou sua memória dele –, todos diriam que ela estava louca quando apagou os resquícios dele.
  Aquele arrepio na espinha naquela manhã, ao mesmo tempo em que as pessoas tinham opções diversas sobre seu comportamento: A primeira delas era que Swan odiava interações sociais de manhã no qual 90% dos estudantes imaginou que ela fosse uma reclusa nerd com irmãos, ao mesmo tempo em que não gostava tanto das pessoas, apenas de Ângela no máximo de seu primeiro contato com eles.
  Os demais eram irritantes demais, enquanto as pessoas pareciam menos inclinadas a serem educadas com do que com Cassius que era uma abelha social, e Isabella era tímida demais para recusar algumas imposições, a garota suspirou em alívio por alguns momentos de paz, menos quando Mike Newton e Jessica Stanley estavam lado a lado.
   se sentou sozinha segundo dia, ao mesmo tempo em que os irmãos tentavam manter interações sociais com o restante do corpo acadêmico de forma que eles eram sociais com as pessoas, enquanto quis abafar os pensamentos de todos, ao mesmo tempo que ainda estava decidindo se deveria ou não cortar as asas de Newton, e aquele pensamento trouxe um dos motivos para odiar ele.
  O primeiro era que Mike estava absorto em Bella com seus pensamentos inapropriados demais para idade dele com os hormônios a flor da pele que causava irritação, e no qual, quis dar na cara dele nas poucas vezes que estiveram no mesmo recinto, e a segunda, Jessica a irritava de maneiras que não quis dar explicações desnecessárias pra ela, enquanto a noite sem dormir no segundo dia de aula se provou irritante, ademais com a cautela extra que teve nas suas aulas partilhadas com os Cullen.
  – Olá, meu nome é Bree Tanner.
  Foi então que reconheceu um dos seus, enquanto a marca sobre a mão era tão visível; Jamais imaginou que veria Tang Xi tão cedo, naquela cidade, enquanto encarou a marca que ela e sua antiga amiga de armas ali.
  Um Bulgasal como ela.
  Ela reconheceu de imediato, aquele cheiro de flores selvagens da Mongólia, enquanto a aparência daquela pessoa era completamente diferente da garota com cabelos longos e encaracolados que vivia correndo às margens do deserto de Gobi.
  Dos tempos que passaram entre Silla e Mongólia. Talvez sentisse saudade das terras áridas, enquanto Bree Tanner sorriu para ela.
  – Você não mudou nada.
  Um nome que fazia mais de dois séculos que ouviu, enquanto sorria.
  – Nós nos encontramos de novo.
  Ao mesmo tempo, em que sentiu aquela ínfima nostalgia.

Dinastia Zhou, 820 a.C.

  Ouyang Xu é um homem incapaz de dizer não, enquanto andava pelas ruas movimentadas da capital da Dinastia Zhou, Fenghao, ao mesmo tempo em que o homem mais velho a seguia de maneira discreta como se temesse pela reputação dela.
  Reputações eram como castelos de areia que caiam com a menor dos deslizes. Ouyang Xu iria envelhecer rapidamente com sua preocupação excessiva para os rumores, talvez fosse seu medo irracional que o transformava num homem adorável aos olhos de todos. Se fosse fácil, ela teria dado o seu coração para ele ali – e viveria uma vida pacata com o passar dos anos, dos milênios, mas quem disse que amor era algo fácil?
  Desde que o encontrou cinco anos atrás, Ouyang estava interessado em seus tempos antes daqueles anos calmos, mas como todo homem sábio, ele tinha seus interesses próprios como um educador de uma das academias distintas para crianças de colheres de ouro.
  E, ele estudava as artes místicas entre elas os domínios dos reinos.
  Bulgasais tinham uma maneira distinta de serem –, talvez a primeira vez que Ouyang Xu viu ela, achou que ela fosse um homem chamado Kang Yi que conheceu alguns anos atrás, enquanto ele tinha sete vidas à frente de todos que conhecia, entre as quais, ele morreu mais vezes do que ela.
  Ele era um sage para ela.
  – Cheng Li. Podemos, por favor, parar?
  – Está cansado, velho.
  – Eu só sou 10 anos mais velho que você, Cheng Li – sua voz soou rouca falhar, enquanto encarou a garota de apenas 18 anos que não sorriu de imediato com a forma como ele falava com ela, entretanto, Cheng Li sorriu animada para ele – Você deseja agi como uma criança.
  – Criança? Não sou criança desde… – parou, enquanto pensou quando morreu ao dar a luz a seu filho alguns anos atrás depois de esforços ruins em manter um casamento vivo pelo desespero, talvez estivesse com os pensamentos nublados – O que você deseja? Está me seguindo desde que saímos da academia, e acredito que você deseje algo.
  – Eu acredito que eu possa estar gostando de alguém – começou, enquanto Cheng Li se virou para ele com surpresa – Mas, acredito que eu não seja retribuído.
  – Srta. Gao.
  – Estar tão na cara?
  – Meu Deus, Ouyang Xu, você realmente é o pior. Escrito na sua cara em letras garrafais!
  Cheng Li gostava daquela interação, a fazia esquecer dos abusos que viveu algumas vidas atrás, enquanto Ouyang Xu parecia ter a ingenuidade do mundo; Entre todos os bulgasais que conheceu, ele parecia genuinamente tentar viver uma vida de cada vez.
  Ou ele lhe contava mentiras. Quem saberia? Ao mesmo tempo em que se virou com tudo, a mão a segurou com firmeza, o rapaz era mais alto, e ao qual, Cheng Li sentiu aquelas borboletas em seu estômago.
  – Você está bem?
  – Ah, desculpe pela minha…
  Pela primeira vez, ela sentiu aquele sentimento estranho –, ao mesmo tempo em que se afastou dele, mas ao mesmo tempo em ela era jovem demais para entender aquela emoção que os humanos buscavam para ela: amor.
  Então, aquele ditado fez todo o sentido do mundo: Às vezes é fácil esquecer o quanto você sente saudade de alguém até ver essa pessoa novamente.

Tempo atual.

  Aquela lembrança ainda perturbava a forma como ela se conectava a ele para os dias seguintes, ao mesmo tempo em que pensou Ouyang Xu, e decidiu enviar uma mensagem para ele sobre os Cullen.
  Talvez ele soubesse lidar com os vampiros que vivem em Forks.
  Talvez ele dissesse que era bobagem dela se preocupa com pessoas que tomavam sangue de animais; apenas respirou fundo, enquanto a semana passou sem grandes expectativas, enquanto se juntou a Bree como uma garota isolada, e que era a única que aguentar seu mau humor nos últimos dias, além de seus irmãos, e seu sono estava desregulado por conta de sua agitação.
  Havia cautela da parte dos Cullen, enquanto Jasper Hale se manteve longe dela, apesar do clima mais ameno na aula de história, ao mesmo tempo em que Emmett estava curioso, e Alice que observava o futuro deles, mas, como dito, sem grandes novidades.
  – Fique acordada, .
  Bocejou, enquanto desejou sua cama, e de preferência que ela pudesse dormir, ao mesmo tempo em que Bree encarou a amiga de longa data
  – Ela não tem dormido direito – comentou Bree, enquanto ambas botaram em dia o papo de quase 60 anos desde a última vez que se viram – Aliás, quando foi a última vez que você relaxou?
  – Ela nunca se deixa relaxar. Você precisa ficar acordada, pequena.
  Cassius chamou sua atenção de novo quando percebeu outro bocejo involuntário, enquanto Alice os observava atentamente em sua mente, e ao qual, aquele dom se provou útil quando soube que Edward estava voltando, “ele voltou”.
  Foi seu primeiro pensamento quando sentiu aquela mente, Edward Cullen não era um covarde como pensou que seria, enquanto soltou uma risada intrigante ao pensar nisso, por todos os dias pela ausência dele, ela sentiu que Bella estava ansiosa;
  Ansiosa demais por ele, e mesmo após saber o motivo da ausência, ela estava interessada mesmo que negasse que houvesse qualquer coisa por ele, mas compreendia aquela situação melhor do que ninguém.
  Os Cullen eram interessantes demais.
  Havia um interesse inato de Bella por ele, enquanto Cassius pensou em dizer que a irmã tinha que parar com esses pensamentos, entretanto, o mesmo estava com Alice em seus pensamentos.
  Afinal ele era um vampiro, mas se conteve, fazia séculos que ela se interessava por alguém mesmo que fosse um vampiro. seguiu em passos largos até as duas mesas de distância, enquanto o irmão mais velho não poderia dizer o mesmo já que seus pensamentos em Alice e mesmo com todo cuidado sobre seus planos.
  Cassius tomou uma decisão no momento em que pôs os olhos nela.
  – .
  Ouvindo o xingamento de Cassius que a seguiu, ao mesmo tempo em que a ansiedade de Bella. Afinal, seria melhor para eles ouvirem, enquanto sentou com seu leite e bolinhos, seu estômago agitado.
  – Mike Newton te encheu os nervos.
  – Mais do que imagina – murmurou em tom sério, enquanto Bella percebeu que a irmã estava brincando com o perigo, ao mesmo tempo em que Bree percebeu o rosto dela – Não me diga que está querendo ouvir a fofoca?
  – Você podia ser mais sociável.
  – Eu não dormi muito, então eu irei descansar minha mente aqui. Eu não me sinto bem – murmurou em consolo, enquanto percebeu a risada de Cassius e Bree – Oh, o que foi?
  – Podíamos faltar aula.
  Sugeriu Bree sabendo que a amiga encararia ela com olhar: “você? faltando aula?”, Bree Tanner não era tão boa em esconder seus pensamentos quanto uma anciã quanto , que tinha séculos de prática em manter sua mente tão vazia.
  – Tentador.
  – Mas, sério. Você está com febre?
  Cassius tocou em sua testa ao perceber a vermelhidão do rosto dela, enquanto negou, ouviu o resmungo.
  – Qualquer coisa me avise.
  O silêncio reinou, enquanto percebeu os olhares dos Cullen, suas expressões, enquanto em qualquer outro momento ela poderia até chamá-los de humanos, mas apenas esticou sua mão sobre o pequeno pão.
  – Eu estou cansada.
  Soltou um muxoxo, enquanto apenas percebeu Mike se aproximando num embate mental sobre ir ou não até aquela mesa, apenas sentiu um medo incomum quando percebeu o cheiro, aquele cheiro leve de ferrugem quando Melany Carson pensava em seu ferimento de mais cedo... apenas se levantou de imediato com rapidez que ela não usava, ao mesmo tempo em que andou em passos largos até a garota que estava quase passando pelos Cullen quando girou o corpo se colocando entre ela e a mesa.
  – Olá!
  Disse de maneira simpática. Todos observando a cena, enquanto conteve o sangramento com sua mão, ao mesmo tempo em que um futuro onde aquela garota morreria não existia mais. Segurou seu dedo com delicadeza, enquanto Cassius se levantou ao perceber a movimentação da irmã.
  – O que...?
  – Você está sangrando – comentou ela de maneira inocente, enquanto o aviso soou sutil demais, quando colocou o pano sobre a ferida, e observou que as correntes de ar estavam longe da figura loira – Sua bandagem.
  – Ah! Droga! – a garota de nome Melany ofegou – Eu...
  – Que tal ir com meu irmão para enfermaria? Por ali. Vai ser mais rápido.
  A menina sorriu em cortesia com a bondade dela, enquanto Cassius a puxou segurando a bandagem, ao mesmo tempo em que encarou os Cullen e os Hale, suspirou quando retirou algo dos bolsos, e se sentou novamente.
  Havia hábitos de beber algo mais forte daquele leite.
  “Você salvou ela”.
  “Salvei? Hmm... Talvez, mas foi por uma causa maior que eu fiz isso”
, por alguma razão monitorava Jasper com atenção, enquanto pensou em suas noites mal dormidas que a ideia de falta a próxima aula não fosse tão ruim, “Seria difícil apagar a memória de todos”.
  “Não acha que se importa demais? Eles são...”, deu de ombros, enquanto não quis pensar naqueles momentos, apenas agiu por instinto, um instinto que ela não quis pensar nisso; Talvez fosse por bons ações, mas ela sentia cada mísera célula do corpo dele em agitação pelos cheiros humanos, “Olha quem fala, você me pediu para observar o Cullen”.
  “Eu não quero mortes, e foi por minha causa que tudo ocorreu”
, Isabella sorriu, enquanto a melancolia, das vezes que eles não tiveram escolhas a não ser usar a espada e sujar suas mãos de sangue; Por aquele motivo, ela gostaria de ajuda, após aquela semana, talvez Jasper seja seu hobbie favorito em causa humanitária, no qual, mentia sobre apaga as memórias que estariam gravadas nos corpos daquelas crianças, ao qual, entre os propósitos de sua vida era ajudar as pessoas.
  – Coma.
  Isabella empurrou a bandeja intocável para frente da irmã mais nova.
  – Ok, ok, ok, mamãe.
   Swan sentia uma empatia incomum por Jasper Hale, por seu passado sombrio que rondavam por sua criação, do cheiro e gosto do sangue que esteve em sua língua, das sensações prazerosas que o sangue deu, enquanto pensou em um passado em que a guerra era a única coisa que conhecia, da espada que cortava os seus inimigos, das baladas e lamúrias que os soldados soltavam quando estavam prestes a morrer, do questionamento se era um monstro ou ser humano.
  – ? Você vem para a aula?
  – Sim.
   juntou suas coisas, enquanto andou, ao mesmo tempo em que talvez tal empatia blindaria sua forma de ver o mundo; Afinal, ela já havia sentido tais emoções, ao mesmo tempo em que percebeu os olhos dourados profundos fixos em si.
  Como ela desejou apagar tais sentimentos de desejo dele?

   encarou sua mesa, ao mesmo tempo em que pensou em dar meia volta. Estava cansada demais para lidar com ele, e por aquele motivo, ela se deitou sobre a carteira. Sua cabeça doía, enquanto os pensamentos que ela queria apagar pareciam mais altos.
  – Ei. Você está bem?
  A voz aveludada, enquanto franziu o cenho e levantou os olhos. Dentre todas as pessoas do mundo Edward Cullen parecia ser o menos inclinado a ouvir seus pensamentos, seu rosto contraído, enquanto a Swan apenas voltou a sua posição original, e fazendo seu plano original de ignorar ele.
  – ?
  Ela estava esgotada demais para responder de maneira cívica, e de tal modo que Renée poderia levar a culpa por sua má educação, talvez fosse o clima ameno, ou sua dor de cabeça que estivesse minando o seu humor, enquanto sentiu a mão sobre a sua pele, ao mesmo tempo em que os olhos em tons castanhos como chocolate parecia analisar sua expressão.
  – Você está com febre – enquanto tocou em sua face, a vermelho incomum, enquanto resolveu se fingir de morta – Pode se sentar comigo, seria melhor.
  – Prof. Banner... A minha...
   a interrompeu, em tom sério.
  – Bella pode fazer par comigo e com o sr. Cullen? Ela está sozinha.
  – Srta. Swan...
  – Por favor?
  Entre todas as suas habilidades, talvez manipular fosse aquela que as pessoas mais odiavam, entre os quais, Swan ouviu o suspiro.
  – Certo. Vocês podem fazer juntos.
  Sorriu para o professor.
  – .
  Isabella chamou sua atenção, enquanto a mesma pensava em fazer sozinha o experimento.
  – Ah, eu posso começar... – murmurou ao perceber que era uma vela – Prófase.
  – Deixa eu ver.
  “Dois diplomas em medicina, Bella, por Deus”, percebeu o sorriso trocista da irmã, enquanto resmungou.
  – Está certa. Edward?
  – Sim.
  A animosidade estava em sua voz, enquanto voltou atenção ao seu caderno. Entre as coisas que eles tinham incomum era sua capacidade de serem idiotas, talvez bancar o cupido não fosse tão ruim; ou ela estivesse entediada, enquanto a voz musical soou.
  – Anáfase.
  – Posso? – Droga, quis rir do pensamento da irmã – ?
  – Está correto.
  Sorriu para Bella, enquanto entregou o microscópio para Isabella. “Ele está correto, e ele podia errar uma”, pensou enquanto pediu a outra lâmina, apenas escreveu em sua letra elegante, enquanto pensava em todas as possibilidades de fingir demência.
  – Interfase. Quer checar, ?
  – Eu confio em você, irmã – murmurou condolente – Mas, Edward pode checar.
  O experimento terminou rápido demais, e o silêncio era desagradável demais, apenas se esticou na cadeira, enquanto as vozes foram silenciadas por Bella. Obrigada, murmurou, enquanto Bella parecia calma, enquanto apenas começava a ler Guerra e Paz em russo, enquanto as palavras flutuavam, ao mesmo tempo em que ela se virou para Edward.
  Os olhos dourados fixos em Bella.
  – Você usa lentes de contato?
   perguntou sem pensar, enquanto os olhos castanhos se levantavam, ao mesmo tempo em que Edward sentiu o olhar analítico dela sobre si, Isabella havia percebido os olhos cor de carvão na semana passada.
  – Não.
  – Os seus olhos pareciam mais escuros semana passada, devo ter me enganado.
  A coloração das bochechas dele, enquanto sorria, apenas se esticou novamente. Causa um certo desconforto em Edward Cullen poderia ser seu hobbie favorito.
  – Edward, não acha que Isabella e deveriam ter a chance de usar o microscópio?
  – Bella – corrigiu, enquanto levantou a cabeça para ele, enquanto apenas pensou que ele era muito bom em se concentrar em uma pessoa – reconheceu duas das cinco lâminas, assim como Bella.
  Encarou as duas garotas, enquanto o rosto de era entediado.
  – Já havia feito esse experimento antes?
  – Sim, mas não com raiz de cebola. também.
  Comentou Bella incluindo a irmã que parecia não inclinada a responder, apenas remexeu em seu caderno.
  – Blástula de linguado?
  – Sim.
  Banner ponderou por alguns momentos, enquanto encarou .
  – Vocês estavam em curso avançado em Phoenix?
  – Sim. Estávamos.
  “Você realmente é uma péssima mentirosa, nós já passamos por isso, Isabella”, apenas negou com a cabeça.
  – ? Soube que você frequentava algumas aulas na universidade de Phoenix. Esse experimento deve ter sido fácil.
  “Se eu creditasse tudo, Sr. Banner, eu ficaria apenas em Educação Cívica”, optou por ser diplomática.
  – Ah, sim, mas eram aulas básicas. Avancei em história e algumas aulas de biologia.
  Sr. Banner se afastou, enquanto se esticou novamente. Seu humor estava minado, enquanto pensava que poderia viver sozinha se desejasse, enquanto apenas pensava em dormir.
  “Não durma¹”.
  “Ok, ok. Não irei dormi¹”
, bocejou, enquanto encarou o caderno e rabiscou, “Por Deus, me deixe dormir quando voltamos para casa¹”, apenas se esticou de novo na cadeira enquanto estava de costas para Edward.
  Ela queria um pouco de paz.
  – Que chata essa neve, não é?
   decidiu ignorá-lo, enquanto a voz de Isabella soou calma.
  – Na verdade, não.
  Enquanto a conversa paralela, sentiu o olhar de Mike sobre elas, enquanto se remexeu na mesa, apenas confirmou que a concentração dele não estava no dever, ao mesmo tempo em que suspirou, e se voltou para traduzir o texto de russo antigo para chinês em sua mente.
  – Você não gosta do frio.
  – Nem da umidade.
  – Forks deve ser um lugar difícil para você morar.
   encarou Isabella, enquanto a mesma sorriu, ao mesmo tempo em que ouviu o resmungou e bocejou; Sua dor de cabeça estava piorando consideravelmente, talvez fosse sua inclinação em monitorar Jasper, suspirou.
  – Nem tanto.
  Murmurou em tom suave, enquanto encarou os dois quando percebeu seu nome ser chamado, .
  – Você está com uma cara péssima.
  – Obrigada pelo elogio – murmurou condescendente, ao mesmo tempo em que se esticou e juntou suas coisas – Eu irei matar esse cara¹.
  – .
  – Apenas uma frase de um filme, mas acho que falei errado – encarou o relógio, ao mesmo tempo em que Edward parecia analisar as suas atitudes – Eu vou pedir para ir na enfermaria. Continuem seu diálogo.
  Apenas tocou no ombro do prof. Banner que parecia tentar ajudar os alunos que não conseguiam fazer o experimento.
  – Sr. Banner. Eu estou com dor de cabeça, poderia ir na enfermaria?
  – Claro, Srta. Swan. Melhoras.
¹Dialogo em coreano.

   encarou os comprimidos para dor de cabeça que quando cruzou com Alice Cullen, a garota correu para fora de sua sala, ao mesmo tempo em que ela disse para si mesma que não era da sua conta, ao mesmo tempo em que chegou a aula de espanhol.
  Só mais uma aula, depois disso, dormiria prolongas 16 horas se possível, enquanto se sentou. Sra. Goff encarou , sua fluidez enquanto a garota tinha o espanhol tão perfeito que teve diálogos longos com ela naquela semana fora de sala de aula.
  – Srta. Swan, como está?
  – Muito bem, apenas cansada
- sua cortesia se limitava aos professores, enquanto sorria – E a senhora?
   sorriu de maneira cortês, enquanto alguns alunos encaravam as suas costas, pensamentos mesquinhos quanto a sua personalidade, além de inteligente, e extremamente assistiva nas aulas, sentiu quando a presença de Emmett e Edward surgiu na porta como um imã para seres tão sobrenaturais quanto ela.
  Enquanto o último período foi interessante.

¹If we are honest by Francesca Battistelli.
¹Old Souls by Hans Zimmer.

Continua...



Comentários da autora