Stolen
Escrito por Eva Mohn | Revisado por Cáa
[Leia ouvindo Stolen, do Dashboard Confessional]
Entediado, continuava sentado à mesa ao lado de seus pais enquanto olhava sem interesse ao redor. Em seus pensamentos, um baile de máscaras deveria ser um pouco mais divertido. Naquele dia, eles celebravam a chegada de um novo ano, mil setecentos e setenta. Seus pais resolveram dar um grande baile de máscaras como forma de comemoração.
Presentes, estavam membros da mais alta sociedade francesa, tais como duques e até o próprio delfim da França. Sabia que o objetivo principal de seus pais era arranjar-lhe um casamento, já que o jovem já tinha seus dezessete anos e nenhuma prometida.
Não desejava se casar, mas não poderia jamais contrariar seus pais, que só desejavam seu bem. Ou o bem da família, quem sabe. A ideia de uma esposa já lhe parecia bem mais aceitável, apesar de não totalmente agradável.
Vários casais dançavam. A maioria deles era jovem, provavelmente da idade dele. Ele ouvia de minuto em minuto sua mãe tentando lhe fazer dançar com alguma jovem, ou pelo menos se levantar e andar um pouco. Ele apenas assentia calmamente e continuava sentado, observando as pessoas.
Enquanto sua mãe começava novamente a lhe importunar, ele se virou para a porta de entrada e seu olhar pousou em uma garota que entrava sozinha no grande salão, sorrindo abertamente e segurando uma grande máscara dourada sobre o rosto.
A garota era baixa, não parecia ter mais de dezesseis anos. Seu rosto era branco como neve e seus traços eram leves e angelicais. Os olhos, incrivelmente verdes, destacavam-se na máscara dourada. Ela usava um grande vestido bege com detalhes dourados que poderiam ser de ouro puro. Seus cabelos loiros estavam presos para cima, com alguns cachos emoldurando seu rosto. A garota andou em passos lentos até o meio do salão e parou, observando as pessoas. Uma vontade súbita de tirá-la para dançar invadiu e o mesmo se levantou, deixando sua mãe falando sozinha e indo em direção à garota misteriosa.
Ele andou até ela, contornando as pessoas que dançavam uma música lenta e suave. A garota observou-o e sorriu, ajeitando a máscara e continuando parada.
- A senhorita me concederia a honra de uma dança? - ele disse estendendo a mão para ela.
Ela sorriu e olhou dentro dos olhos dele, um olhar tão intenso que quase desviou seus olhos para outro lado. Ela colocou a mão em cima da dele, que sorriu e beijou-a. Ele a conduziu pela mão até o meio do salão, onde as pessoas ainda dançavam. Ela colocou uma das mãos no ombro dele e a outra em sua cintura enquanto ele a conduzia lentamente. Os olhos incrivelmente da garota não se desviavam dos dele por nem sequer um segundo enquanto seus corpos balançavam juntos pelo salão. Várias pessoas olhavam com atenção aos dois jovens que pareciam não se importar com nada ao redor a não ser eles mesmos.
Enquanto ele a rodava daquele jeito, ela não conseguia pensar em outra coisa a não ser nas mãos dele segurando-a. Um pensamento errado, ela sabia, mas inevitável. Ele a rodava repetida vezes enquanto sua mão apertava firme o ombro dele e se deixava ser conduzida suavemente.
Ele a girou uma última vez e eles pararam, ouvindo o relógio soar onze horas. A música parou e ela sorriu, arrumando mais uma vez sua máscara no rosto.
- Posso saber o nome de tão bela dama? - ele perguntou curioso.
- Pode chamar-me por .
- Foi um prazer, senhorita. - ele beijou delicadamente a mão dela.
- O prazer foi todo meu, . - ele ouviu sua mãe lhe chamar e olhou para trás rapidamente.
- Como podes saber meu nome? - ele se virou para frente, mas a pequena garota já não estava mais lá.
Ele olhou ao redor, em toda e qualquer parte, mas ela havia se ido. Junto com ela, desapareceu também a esperança de saber quem era a misteriosa garota que havia roubado seu coração naquela noite.
FIM
Sweeties *-* Essa sou eu mandando um milhões de fanfics na mesma att. Ah, sei lá, deu inspiração e lá vai eu mandar fanfics. HAHAHAHAHAHA. Tá, espero que tenham gostado *-* Mais uma vez estou inaugurando uma categoria aqui... Já tá virando rotina, né? Ok, comentem e se cuidem gatas, até a próxima.
xx, Eva Mohn.

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