Capítulo 1
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O apito estridente ecoou pela plataforma nove e três quartos, anunciando a partida do Expresso de Hogwarts. Crianças, adolescentes e pais emocionados se aglomeravam ao redor dos vagões de um vermelho vívido, enquanto corujas balançavam em gaiolas, empoleiradas no alto de troncos e bagageiros. O chiado das rodas sobre os trilhos soava como o prelúdio de uma aventura, e logo o trem começou a se mover, sacudindo levemente cada compartimento.
%Safira% %Prince% prendeu o chapéu pontudo à mochila, respirou fundo e empurrou a porta do compartimento 3. Era seu primeiro ano em Hogwarts, e o coração disparava. Dentro, havia um banco de veludo verde de cada lado e uma mesinha rebatível no meio. Ao seu lado, um garoto de cabelos castanho-escuros bagunçados levantou o olhar surpreso.
— Oi… — %Safira% disse com um sorriso tímido.
— Oi, eu sou %Caio% %Prates% — respondeu ele, ajeitando a alça da mochila. — Primeira vez aqui também?
— É tudo tão… mágico. Você já sabe qual casa quer?
— No ano passado eu vi uns vídeos de ex-alunos falando em Grifinória, Corvinal… Mas acho que me sentiria bem em Lufa-Lufa. Gosto de trabalhar em grupo e ajudar os outros.
%Safira% pensou por um momento.
— Eu sempre imaginei um lugar como Corvinal — disse, olhando pela janela enquanto o campo verde passava veloz. — Mas se eu tiver coragem e lealdade, quem sabe Grifinória?
Eles deram risadinhas, e o trem apitou para sinalizar velocidade máxima. Lá fora, os bosques corriam em direção a Hogwarts, criando um jogo de luz e sombra no rosto dos dois novos alunos.
Alguns vagões adiante, %Catrina% %Granger% ajeitava seus livros de feitiços quando sentiu uma voz suave ao seu lado.
— Olá, sou %Vênus% %Fawley%. Você é…
— %Catrina% %Granger% — completou ela. — Primeiranista também.
%Vênus% abriu um sorriso brilhante e exibiu um pingente em forma de estrela.
— Eu e minha família... somos nômades do mundo mágico. Passamos por vários lugares antes de vir para cá. Estou ansiosa para tudo: conhecer as salas, as plantas do jardim, a biblioteca…
%Catrina% franziu o cenho, maravilhada.
— Biblioteca é meu lugar favorito. Gosto de pesquisar histórias de bruxos antigos. Minha mãe sempre diz que conhecimento é poder.
As duas se entreolharam, compartilhando o entusiasmo contido de quem descobriu uma alma gêmea de curiosidade. Enquanto o trem seguia, transformavam o compartimento em uma torre de livros dispostos pelo chão, já tecendo planos de explorar, juntas, cada canto de Hogwarts.
No vagão seguinte, Tom Marvolo Riddle inclinava-se sobre uma folha de pergaminho, fazendo anotações com uma pena impecável. O cabelo escuro contrastava com a pele pálida, e o corredor maligno de Hogwarts não parecia pender para ele — a julgar pela aparência limpa e o modo calmo de falar.
Colton Le Fay bateu levemente na porta antes de entrar. Seu olhar era intenso, lembrando lendas druidas que ele adorava estudar.
Tom ergueu o olhar, curioso.
— Colton Le Fay. Descendente, via ancestralidade, de Morgana… alguns diriam. Mas não quero viver de glórias antigas. Vim por mérito.
Tom sorriu, quase desdenhoso, mas com respeito.
— Meritocracia é interessante. Você já sabe para qual casa vai?
— Corvinal — respondeu Colton sem pestanejar. — Valor intelectual, contém desafios. E você?
Tom pousou a pena e cruzou as pernas.
— Acho que há espaço para ambição em Slytherin. Há quem diga que ambição é o que move o mundo mágico.
Os dois trocaram olhares calculados, num jogo velado de intenções. Enquanto o trem balançava, as conversas partiam para runas antigas, poções de invisibilidade e o mistério de certos salões proibidos.
Conforme o Expresso de Hogwarts cortava colinas e riachos, cada compartimento fervilhava de expectativas. A via férrea parecia feita de uma magia invisível, levando aquelas crianças a um castelo onde tudo era possível — amizades, rivalidades, feitiços e, certamente, surpresas. %Safira% e %Caio% riam de um feitiço que tinham acabado de inventar; %Catrina% e %Vênus% planejavam uma expedição à Sala Precisa; Tom e Colton ensaiavam sorrisos diplomáticos, prontos para traçar os próprios caminhos.
Quando as torres de Hogwarts surgiram ao longe, iluminadas por tochas douradas, o trem abrandou e o estômago de todos pareceu saltar: dali em diante, o verdadeiro ano letivo começaria. E nada seria como antes.
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Assim que Abraxas e Alexei Malfoy adentraram no trem, Colton Le Fay deu um pulo assustado e saiu da cabine sem dar muita explicação. Se sentou na cabine onde estava %Vênus% %Fawley%, %Catrina% %Granger%, Fleamont Potter, Septmus Weasley e Ben Lupin.
— Com licença, posso me sentar aqui? — perguntou.
— Claro — respondeu Potter. — Sou Fleamont Potter e você é? — perguntou Fleamont.
— Colton, Colton Le Fay, descendente de Morgana e afilhado de Dumbledore.
A mulher dos doces aparecera e logo todos começavam a pegar alguns doces. Assim que chegaram a Hogwarts, Dumbledore começou a seleção, pois era vice-diretor em Hogwarts.
Colton Le Fay foi para a Sonserina, %Safira% %Prince% também, assim como sua irmã Eilien. Já %Catrina% foi para a Corvinal, junto de %Caio% %Prates% e %Vênus% %Fawley%. E assim se iniciava o banquete.
— Bem-vindos alunos novos, e bem-vindos todos a mais um ano letivo em Hogwarts — disse o diretor Dippet. — Espero que este ano seja agradável a todos vocês. Devo anunciar que este ano letivo não tem muitas mudanças, eu sigo dando aulas de Transfiguração, a professora Galateia Merrythought continua dando aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas e ainda temos Horácio para nos dar aulas de Poções. Como disse o professor Dumbledore, cada casa vai render pontos aos alunos que, além de se comportarem, tentem ganhar pontos para sua casa, que agora é como sua família. Espero que se divirtam muito aqui e, aliás, o quadribol só é permitido aos alunos do segundo ano em diante, os testes começam em algumas semanas.
— Tem interesse em quadribol, %Safira%? — perguntou uma sonserina, Walburga Black.
— Talvez pudesse ser interessante — disse ela timidamente. — Mas acho que ser monitora deve ser mais legal ainda.
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Na manhã seguinte, %Catrina% e %Vênus%, da Corvinal, se levantaram e viram %Caio% %Prates% no salão principal. Ele estava com um sorriso de quem queria aprontar em seu primeiro dia de aula. %Catrina% e %Vênus% começaram a conversar sobre como seria o primeiro dia de aula, enquanto %Caio% %Prates% dirigia um olhar maroto a Colton Le Fay, como se estivesse escolhendo sua primeira vítima. Começaram a tomar o café da manhã enquanto se preparavam para o primeiro dia de aula.
— Acho que esse ano vai ser incrível — disse %Vênus%.
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— Alguém sabe me dizer o que seria Defesa contra as Artes das Trevas? — perguntou a professora Galateia e Tom Marvolo Riddle e Colton Le Fay levantaram a mão.
— Sim, Sr. Le Fay? — respondeu Galateia.
— A Defesa contra as Artes das Trevas é uma defesa contra o feitiço das trevas — começou Colton.
— Alguns desses exemplos é o Feitiço Flipendo — continua %Safira%.
— Muito bem, quinze pontos para a Sonserina. Agora quero vê-los executando o feitiço Flipendo — disse a professora Galateia.
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— Bom dia, turma! — o professor de Feitiços disse. — Este ano estudaremos o básico de feitiços, quero vê-los praticar um feitiço chamado Wingardium Leviosa, alguém se atreve a tentar? — perguntou o professor e %Vênus% levantou a mão pronta para aprender.
— Wingardium Leviosa — ela disse e a pronuncia saiu correta e ela ganhou alguns aplausos pela perfeição do feitiço.
Outros alunos como Colton Le Fay também tentaram...
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%Safira%, durante o intervalo das aulas, estava passando pelos corredores de Hogwarts quando viu %Caio% discutindo com Colton, os dois pareciam estar discutindo sobre algo, uma discussão acalorada, mas antes que ela pudesse fazer algo, algo lhe chamou atenção. Era o apito para a próxima aula do dia, Transfiguração com o Prof. Dumbledore.
— Bem-vindos a sua primeira aula de Transfiguração. Sou o professor Albus Dumbledore e estou ensinando essa matéria adorável. Nesta aula, vamos começar o básico, alguém sabe me dizer o que seria Transfiguração? — perguntou Dumbledore e %Safira% levantou a mão, pois se interessava por essa matéria.
— Sim, Srta. %Prince%? — respondeu Dumbledore.
— Acredito que Transfiguração seja a arte de mudar objetos, tomar novas formas e treinar transformações — explicou %Safira% e Dumbledore sorriu.
— Muito bem, Srta. %Prince% — disse Dumbledore e Tom Riddle observou a jovem com curiosidade. — Agora quero vê-los fazendo esse feitiço. Vamos chama-lo de Feraverto, comecem — disse Dumbledore e todos tentaram fazê-lo, mas poucos conseguiram...
E assim se iniciava o primeiro daquela turma em Hogwarts...