She's Cold Hearted

Escrito por Bruna Villanueva | Revisado por Beezus

Tamanho da fonte: |


You got a ice cold stare but you're hot like the tropics

  Era sábado à noite, havia saído com Nash e havia viajado com Cameron, sem minhas amigas em casa eu não tinha muito que fazer a não pegar meu travesseiro, encher a mesa de centro da sala de todas as porcarias que alguém pode se dar ao luxo de comer quando se encontra sozinha em casa, e meu box com todas as temporadas de Smallville. Meu plano para a noite era assistir ate que estivesse tão cassada a ponto de cair no sono e só acordar com mandando-me ir para o quarto, pois, sofá não é lugar de dormir. Estava vestida com um blusão velho que cobria shorts curto de algodão que eu tinha por baixo, meus grossos cachos estação presos em um rabo de cabelo alto, e eu estava largada confortavelmente no sofá com uma tigela enorme de pipoca no colo, o controle na mão esquerda, e alcaçuz na direita, estava no sétimo episódio da segunda temporada o que significa que meu plano estava funcionando muito bem.
  Estava completamente entretida na série, quando a campainha tocou, já deveriam ser quase onze horas da noite, então provavelmente deveria ser que mais uma vez esqueceu a chave de casa, ou estava ocupada de mais se atracando com Grier para se quer procurasse as chaves dentro da bolsa. Coloquei a serie em pausa e me levantei indo abrir a porta enquanto xingava ate a décima quinta geração de , por interromper meu momento nerd das séries, mas quando abri a porta não era , e sim Jack, tentei fechar a porta de imediato, mas ele a segurou impedindo que eu a fechasse.
  - Por favor, , precisamos conversar, – ele disse já entrando, mesmo sabendo que não é bem vindo.
  - Sai da minha casa Jack – disse tentando empurra-lo porta a fora, mas ele era mais forte do que eu. – vai embora, não temos nada para conversar.
  - Eu preciso te explicar, preciso tentar de ganhar outra vez, – murmurou me abraçando.
  As lembranças daquela noite invadiram minha mente e tudo voltou à tona, a dor, as lágrimas, tudo estava ali de novo.

Flashback

   respirava fundo segurando as lagrimas que sabia que não tardariam a vir, sentia dores no corpo tão intensas quanto às dores emocionais. Há poucos segundos trás ela havia pegado seu namorado com outra garota, e aquilo a atingiu como uma faca afiada. Ela sempre deixou claro que o amava, sempre demonstrou de todas as formas, e esperava que fosse recíproco, mas na mente da garota quem ama não traí, e Gilinsky provou que era um grande filho da puta.
  Se a magoa fosse física talvez conseguisse superar, mas ela sentia como se Jack a machucasse dentro de sua mente, e isso era de mais para que ela pudesse aguentar. Estava prestes a perder a cabeça. Naquela noite dirigiu da casa de Jack a sua, ao chegar trancou-se em seu quarto e não mais reprimiu as lagrimas que a essa altura eram impossível de ser contidas, chorou como nunca antes havia chorado em sua vida. Flashes do que vira ao entrar no quarto de seu namorado invadiam sua mente da forma mais dolorosa possível. Queria esquecer, queria gritar, queria que a dor a deixasse, queria apagar a lembrança de Jack de sua mente e de seu coração, para que nunca mais tivesse que passar por aquilo novamente. Naquela noite em que encontrara seu namorado na cama com Leigh Lindquist, bebeu ate que pudesse esquecer o que vira, mesmo que por algumas horas, ouvindo músicas tristes ate que pegasse no sono.

Flashback off.

  - O que você tem na cabeça? – perguntei o encarando, ainda doía ter que olhar para ele – depois de três meses você vem aqui do nada e acha que depois de tudo, eu vou te receber de braços abertos? Vá se foder Gilinsky!
  – me escuta, não há um dia que passa que eu não me arrependa do que fiz, – Jack me encarou com lágrimas nos olhos, era a primeira vez que eu o via chorar – eu tinha tudo o que qualquer cara podia ter, tinha a menina mais bonita de Omaha, o coração dela era meu, e eu fui burro o suficiente pra deixar que tudo isso escorresse entre meus dedos, mas eu tô aqui te implorando por uma chance de te provar que eu mudei e que posso te fazer feliz.

Looking for love, we're too young it is pitiful,
really are we trying to get attached? Can I get a no?

  - Você acha que é assim Jack? – gritei furiosa, há um mês estava reprimindo tudo isso e agora eu jogaria tudo em cima dele – eu chorei dias, me perguntei o que tinha feito de errado, eu confiei em você enquanto você se divertia na cama com outra.
  Jack começou a nadar, a cada passo que ele dava em minha direção eu recuava um para trás, até que não houvesse mais saída. Éramos eu a parede e Jack, que estava próximo de mais, sua respiração batia contra minha e eu podia sentir seu coração bater tão rápido quanto o meu batia.
  - Então fala que depois desse tempo você me esquece, que não me ama mais e ai eu vou embora e nunca mais volto – Jack disse olhando em meus olhos ao mesmo tempo em que prensava seu corpo contra o meu não me dando chances de escapar dali.
  - Não posso, Jack - respondi baixinho evitando olhar em seus olhos.
  - E por que não ? – ele perguntou, agora sussurrando em meu ouvido, causando arrepios violentos.
  - Por que e... Eu estaria mentindo.   Jack sorriu vitorioso, suas mãos desceram ate minha cintura e seu corpo fazia cada vez mais pressão contra o meu, e seus lábios estavam tão próximos que poderíamos nos beijar.
  Fechei os olhos esperando pelo beijo, segundos se passaram e nada, por mais que minha mente gritasse para que o empurrasse, meu coração gritava mais alto, dizendo que eu precisava dele naquele momento. Soltei um gemido de reprovação e aquilo foi o suficiente para que ele enfim me beijasse.
  Nosso beijo começou calmo, suave, estávamos apenas matando a saudade do toque de nossas línguas, do gosto um do outro, mas depois foi ficando mais intenso, o desejo reprimido por três meses tomou conta de nós e a ternura fora substituída pela luxuria.
  Gilinsky traçou uma linha de beijos por meu pescoço, suas mãos que antes estavam em minha cintura agora acariciavam minha pele por dentro da blusa, seus dedos deixavam um rastro de fogo por onde quer passassem. Minutos depois a camiseta havia tomado um rumo desconhecido voando pela sala.
  - Sabe o que é mais sexy do que você usando minhas camisetas? – Jack me perguntou e eu simplesmente neguei com a cabeça – você nua.
  - Aproveite a vista então, – sussurrei em seu ouvindo, minha voz lenta e extremamente sensual o fez se arrepiar.

there's so many things I want to do, to your body
Oh, I caught that glimpse you threw from across the room, yeah, I caught it

  Gilinsky voltou a me beijar, mas dessa vez passou a mão em minhas coxas dando-me impulso para que eu envolvesse minhas pernas em sua cintura e assim o fiz, fui carregada ate meu quarto, onde fui depositada na cama cuidadosamente, ele aproveitou para livrar-se de sua camiseta, logo em seguida deitou-se com cuidado por cima de mim voltando a me beijar. Suas mãos ágeis traçaram um caminho de fogo até minhas costas onde traçou pequenos desenhos circulares ate abrir o fecho do sutiã rosa bebê que eu estava usando. Lentamente, como se tivesse todo o tempo do mundo Jack fora abaixando as alças do sutiã, livrando-se da peça com facilidade, então voltou a me beijar, fora descendo os beijos por todo meu pescoço aonde deixou como presente alguns chupões e mordidas que seriam o grito de, "fiz sexo selvagem a noite inteira" quando eu acordasse na manhã seguinte, mas eu não me importava com isso. Jack sabia o que fazia e não brincava em serviço, sua boca trabalhava intensamente em meu seio esquerdo enquanto que com a mão dava atenção ao direito.
  Arqueei as costas para trás enquanto de meus lábios um gemido lento e prolongado escapou, fazendo com que Gilinsky soltasse um riso vitorioso, cansado do que estava fazendo continuou descendo seus beijos pelo meu corpo, olhando em meus olhos, ele foi abaixando meu shorts levando junto a calcinha, quando livrou-se das ultimas pessoas que cobriam meu corpo, Jack afastou minhas pernas de vagar colocando uma em cada ombro, passando a dar beijos no interior de minhas coxas, ate chegar a minha virilha, aonde passou a língua lentamente arrancando outro gemido sôfrego de mim.

Ooh, there's so many things I want to do, to your body
Oh, I caught that glimpse you threw from across the room, yeah, I caught it

  Soltei um gemido mais alto quando sua língua quente tocou meu clitóris, massageando toda a região logo em seguida senti a sucção, meu corpo todo estava em chamas, às sensações que apenas Jack era capaz de me proporcionar estavam me conduzindo a insanidade, e a naquele momento eu estava totalmente entregue a ele, submissa e a mercê do que quer fosse sua vontade.
  A língua de Gilinsky trabalhava agilmente em meu interior, que pulsava por ele, eu estava fora de órbita, fatalmente envolvida ao prazer ele me proporcionava.
  - Jack... Por favor – gaguejei suplicante.
  - Diga o que você quer meu anjo – Jack sorriu quase cruel.
  - Eu quero você, Jack – disse praticamente sem fôlego encarando seus olhos que queimavam de desejo – se movendo dentro de mim, agora.
  O ajudei a livrar-se de suas calças e cueca, sem mais paciência pra preliminares cruzei minhas pernas ao redor da cintura de Jack, forçando uma penetrarão completa e profunda, arfei ao senti-lo dentro de mim, mas claro, Jack queria me provocar e me levar à loucura, saiu por completo de mim e começou a passar seu membro lenta e tortuosamente por minha intimidade como se estivesse pincelando uma tela. Cravei minhas unhas em suas costas o arranhando com vontade e soltei um gemido de reprovação, no momento seguinte Jack me invadiu, entrando por completo e saindo novamente e repetindo o ato ate que eu implorasse por mais.
  - É só o que sabe fazer? Mais rápido Gilinsky – o provoquei, sabendo que estava brincando com o fogo.
  Jack aumentou a velocidade das estocadas indo cada vez mais rápido, passei a gritar seu nome quase que em desespero, então senti meu corpo todo formigar a uma sensação gostosa invadir cada célula de meu corpo, e então gozei, como nunca antes havia gozado em minha vida, com mais algumas estocadas Jack chegou em seu ápice também desmanchando-se dentro de mim.
  O senti soltar o peso para o lado e no segundo seguinte eu estava envolta por seus braços e com a cabeça apoiada em seu peito.
  Eu sabia perfeitamente que não importava o quão magoada com Jack eu estivesse, no momento em que Jack cruzou a porta, eu já o havia perdoado. Meu amor por ele havia falado mais alto.
  - Eu amo você – disse sentindo minhas pálpebras pesadas – apesar de tudo e acima de tudo.
  - Amo tudo em você – o ouvi sussurrar – cada pequena coisa, cada detalhe que faz de você quem você é.
  Adormeci em seus braços e dessa vez eu sabia que na manhã seguinte tudo estaria bem, os fantasmas do passado não mais nos atrapalhariam mais. Eu o tinha aqui comigo.

And I'ma show you what I'm all about, yeah
You didn't know you're about to find out, yeah

FIM



Comentários da autora

  Olá meninas, tudo bem? Essa é a primeira vez que eu escrevo uma fic com o Gilinsky (assumidamente, sem enviar para o fandom “outros”) e ela meio que surgiu com essa suposta volta dele com a Leigh (ecaaaaaa), então transformei o sofrimento em historia e dei um final feliz pra ela, enfim espero que gostem, então comentem pra eu saber o que acharam. Beijos da gorda s2