Esta história pertence ao Projeto Leitor Criativo
Redes Sociais



1042 leituras

Seja um
Autor VIP
www.espacocriativo.net/VIP

Doada por Steph D.

Esta história tem 10 capítulos no total.

// A Ideia

A personagem seria uma colunista novata em uma editora de revista juvenil, como a ToTP. Seu primeiro trabalho seria fazer a matéria com a banda do momento, seguindo o trabalho deles e postando no blog do site, os momentos que as fãs deveriam saber sobre os integrantes.


// Sugestões

Seria legal se fosse colocado na fanfic os posts do blog que ela estaria falando sobre a banda, ou que eles lessem depois de um tempo conhecido ela.

// Notas

--




Ready2Rock

Doado por Steph D.
Escrito por vários autores

« Anterior


Capítulo 1

Capítulo por Anne Stengel.

  Entrei apressada, quase tropeçando no meu cadarço que havia desamarrado há alguns quarteirões. Olhei para o relógio e suspirei aliviada ao ver que tinha cinco minutos para respirar. Não importava que eu tivesse corrido desde a Starbucks onde Alex, meu melhor amigo, me avisara que eu estava atrasada para o meu primeiro dia empregada até o local onde passaria um bom tempo da minha vida.
  Eu, , tinha sido contratada para ser a mais nova colunista da revista inglesa Ready2Rock, o que para mim era incrível. Achei a mesa que me era destinada e sentei ali. Olhei tudo ao redor, fascinada por ter conseguido alcançar aquilo. Rodei retardadamente na minha cadeira de rodinhas confortável, por um curto tempo, até perceber que havia um post-it amarelo brilhante colado na tela do computador que eu usaria. Parei de rodar e estiquei-me, lendo as letras grandes fazendo contraste com a cor brilhante. Entortei minha boca numa careta ao ver que minha chefe já queria uma reunião comigo, e de acordo com meu relógio, eu já estava atrasada.
  Levantei-me com pressa, e em algumas passadas rápidas alcancei a porta dela. Um "entre" simpático soou e eu coloquei minha cabeça para dentro da sala.
  - Posso entrar, senhora Bell? - perguntei, olhando-a, e depois pensando idiotamente que ela havia acabado de falar "entre".
  - Por favor, Srta . - ela sorriu.
  Ao contrário do que muitos devem pensar, a minha chefe, Allison Bell, era uma chefe bem simpática. Ela era alta, magra mas não esquelética, bem vestida. Tinha o cabelo castanho alisado e não usava muita maquiagem. Eu gostava bastante dela, ela sempre fora simpática comigo. Pelo menos desde que eu fizera minha entrevista de emprego e descobrira que passara na mesma.
  - Desculpe o atraso, demorei a ver o recado.
  - Não tem problema. - senhora Bell sorriu, pegando uns papeis e me indicando a cadeira em frente a ela. Sentei-me e balancei minha perna nervosamente, tentando me acalmar. Não era possível que eu tivesse feito alguma coisa errada nos primeiros 5 minutos do meu primeiro dia, isso seria um recorde até para mim. Ela mexeu em mais algumas coisas enquanto eu aguardava em silêncio, então finalmente pareceu acabar. Olhou para mim por trás dos óculos e sorriu.
  - Quer uma água? Suco? Bolacha? Balinha? - ela foi oferecendo, e eu acabei meio perdida, mas neguei tudo. - Tem certeza?
  - Sim, obrigada, senhora Bell. - eu ri de leve.
  - Bom, vamos ao assunto. - ela tirou os óculos e os deixou em cima da mesa, depois juntando as mãos e me olhando. - Você é a nova colunista da Ready2Rock. A outra colunista, Maryl, embora seja paga para isso, não aceitou a oferta, então obviamente vim recorrer a você.
  - Oferta? - franzi as sobrancelhas, pensando que talvez tivesse me dado bem.
  - Sim. Você sabe da banda do momento, McFLY, certo? - concordei com a cabeça, havia visto eles algumas vezes enquanto lia edições passadas da revista para a minha entrevista de emprego. - Então. Falei com o empresário deles, o Fletch, e como estamos começando a crescer e eles estão bombando, entramos em um consenso. Uma de minhas jornalistas - ela olhou significativa para mim nessa parte, e tive que me segurar para não encher o peito de orgulho e ficar parecendo uma pomba ridícula. - acompanhará o McFLY na turnê de um mês que eles farão aqui no Reino Unido, com o propósito de assistir o dia-a-dia da banda e postar no nosso blog o que as fãs e os leitores da revista devem saber sobre os integrantes. Tudo será bancado pela revista, desde que se passe a imagem correta e boa deles. Tudo que acontecer de errado lá não deve ser divulgado. - Allison explicou. - Quando a jornalista retornar, publicaremos depois uma edição especial da revista com todas as postagens que a mesma fez no blog. Alguma dúvida?
  - Sim. - eu estava espantada com tanta informação que ela me passara. Olhei nervosamente para ela. - Quando você diz 'jornalista', você quer dizer... eu? - fiz um bico, porque mal conseguia acreditar naquilo. - Ou você quer que eu vá lá convencer Maryl, ou chamar outra pessoa para fazer isso e...
  - Não, . - ela me interrompeu, e eu parei no ato de apontar para a porta atrás de mim. - Eu quero que você faça essa reportagem.
  - É sério?! - minha voz saiu um pouco mais histérica do que eu pretendia. O que, era uma grande reportagem e os meninos eram uma gracinha, pelo menos nas fotos. - Mas... é um trabalho grande, e eu acabei de entrar aqui.
  - Eu confio em você. - ela disse, sorrindo, e eu quase chorei de emoção. Me senti adorável e carismática. - Está dentro então?
  - Sim senhora! Não irei desapontá-la. - sorri.
  Passamos o resto do dia conversando e acertando o que deveria ser feito e como seria feito. Eu mal podia esperar para chegar na casa de Alex e surtar, porque se fizesse isso ali provavelmente seria despedida ou não faria a reportagem.

  - Oi , pedi comida japonesa, ta ali. - Alex disse, bem rápido, e finalizou apontando pro que ele achava que era a cozinha, mas que na verdade era sua gata Penny. Franzi as sobrancelhas, imaginando que ele podia desviar os olhos da TV ao menos um segundo para me ouvir surtar.
  Antes que eu pudesse pensar em surtar, meu estômago fez um escândalo maior do que o que eu planejava e eu fiz uma careta, segurando a barriga e correndo para a cozinha pegar a comida. Voltei com tudo que precisava, mais um copo de suco, e me joguei ao lado de Alex. Ele agora estava tão concentrado no filme que passava que seus hashis estavam parados em frente à sua boca, um monte de yakisoba preso nos mesmos. Não pude evitar rir de quão retardado meu amigo parecia, e já que tinha tirado os tênis e estava só de meias, chutei com o pé esquerdo o braço dele, fazendo tudo o que ele segurava cair.
  Gargalhei enquanto ele amaldiçoava minhas futuras gerações e tentava impedir Penny de atacar o macarrão. Ele me deu língua e um pedala enquanto se levantava para buscar um pano. Continuei rindo, e voltei a comer. Alex logo voltou, limpou a sujeira, e se largou ao meu lado de novo.
  - Fale, Srta Quero Chamar a Sua Atenção Porque Tenho Algo Importante Para Falar. - ele reclamou e eu arqueei as sobrancelhas, surpresa com a capacidade do meu melhor amigo de me entender daquela forma.
  - Como você sabe que eu tenho algo importante para falar só pelo fato de eu ter feito você derrubar comida no chão? - perguntei. - É telepático? - ele riu retardamente do que eu disse e eu acabei rindo também. Alex nunca seria telepático. Pelo menos eu esperava que não.
  - Nah. Foi só uma questão de interpretar o ambiente. - ele fez uma cara zen, e a explicação dele não ajudou muito, então expressei minha indignação com um soco em seu braço.
  - Me explica, Alex. Ainda não entendi. - não devemos deixar de mencionar que nunca fui lá um ser muito "pensa-rápido".
  - Novidade. - ele reclamou e eu fiz bico. Não disse? - To falando que deu pra perceber pela forma que você entrou aqui no apartamento.
  - Sério? Entrei saltitante e feliz? - me imaginei saltitante num campo de flores com elfos e leprechauns ao meu redor.
  - Não, parecia um búfalo empolgado. - ele disse, dando ombros e eu saí da minha fantasia, voltando a socar o braço dele. - Outch! Quer parar de me usar como saco de pancadas e contar logo todo o motivo da sua felicidade?
  - Ta bem, ta bem, só não te soco de novo porque é importante e legal! - falei, sentando-me melhor e vibrando de empolgação. - Sabe o trabalho né.
  - Sei. Ta feliz assim porque não foi despedida no primeiro dia? - Alex arqueou uma sobrancelha e eu não acreditei naquilo.
  - ALEX, QUER PARAR? - Berrei, sabia que ele obedecia melhor na base das cordas vocais. Ele fez uma careta, provavelmente ficando surdo de um lado, e eu agradeci adoravelmente, prosseguindo. - Então, como eu dizia, hoje foi meu primeiro dia na revista, e a senhora Bell, minha chefe já me chamou para algo super importante e emocionante!
  - O que? - percebi que ele queria completar com algo, provavelmente uma piadinha ou ironia, mas se controlou. Rolei os olhos e continuei, fingindo que ele não havia interrompido.
  - Enfim seu chato, ela me chamou para ir cobrir a turnê do McFLY. Só queria avisar que você vai passar um mês sem mim, mas você não liga. - choraminguei, fingindo estar magoada, e levantei-me. Alex me olhou desacreditando.
  - É sério? - ele veio atrás de mim.
  - Sim. - respondi. Logo depois ele me abraçou.
  - Parabéns ! Estou feliz por você, mesmo tendo que aguentar um mês sem suas chatices! - Alex reclamou e eu ri, abraçando-o carinhosamente de volta.
  - É, vou sentir falta de você me zoando. Mas já imaginou! Se eu fiz isso direitinho, minha carreira sobe! Primeiro trabalho ser assim... é tudo o que eu sempre quis! - comentei, quase podia ver meus olhos brilhando.
  - Quando você vai? - ele perguntou, enchendo um copo d'água.
  - Sábado. - fiz a careta com a boca novamente.
  - Já? - ele espantou-se, e eu dei ombros. - Que em cima da hora. Temos que aproveitar então. - ele comentou, e riu maleficamente. Antes que eu pudesse entender o que ele ia fazer, eu já estava encharcada. Alex gargalhou e voltou correndo para a sala, me deixando plantada na cozinha.
  - Muito adulto, Alex. Muito adulto. - reclamei, mas ri de qualquer jeito e corri atrás dele.
  Totalmente profissional e pronta para enfrentar uma banda famosa durante um mês, profissionalmente falando.

Capítulo 2

Capítulo por Keite.

EXTRA, EXTRA, MCFLY!

Postado por em 28 de Abril de 2012

Primeiro dia e contando... Não sei quantas de vocês estiveram ansiosas para conhecer o McFly, mas eu posso dizer que me surpreendi, vamos ser sinceras e revelar que eles parecem um bando de amiguinhas fofoqueiras e muito, muito gays; acho que as fãs já sabem disso, mas vale reforçar que eu praticamente cuspi meu café fora assim que Fletch, o empresário deles, disse: , quero que conheça o McFly!” Aqueles quatro passaram pela porta da revista e eu tive que me segurar na cadeira. Eu imagino que a maioria de vocês já conheça seus ídolos, mas vamos à minha primeira impressão:
: PALHAÇO! Literalmente falando, ele entrou na revista com um nariz vermelho de palhaço, os outros rindo da cara dele; eles logo me explicaram que havia perdido uma aposta.
: Muito, muito malvado, foi ele quem inventou a tal aposta. Se rolar por aí uma foto do pelado apenas com um copo tampando suas partes íntimas, culpem o .
: Indefeso, até mesmo o se aproveita do fato de o ser mais novo que ele, o novinho da turma.
: O chefe! Desculpe-me, meninos, mas sem , McFly seria uma zona, isso quando ele não é persuadido por , claro.
Aproveitando a distração dos meninos aqui no ônibus da turnê para fazer essa postagem a caminho de Sheffield para o primeiro show da turnê Before The Noise Tour, disse que está ansioso para a contagem de quantos autógrafos cada um dará, pois é, há uma aposta quanto a isso. Agora é a minha deixa, vou saindo porque os meninos estão tentando ler o que eu estou escrevendo e provavelmente irão apagar metade se eu deixar. Beijos Pioneers, até a próxima.


  - O que você tanto digita nesse computador, Inimiga? – perguntou visivelmente curioso, foi esse o apelido que eles me deram assim que nos conhecemos, dizem eles que eu sou ‘A Inimiga’; que estou ali para contar todos os segredos da banda.
  - Nada , apenas a primeira postagem do blog.
  - E como você faz a primeira postagem e não deixa a gente ao menos dar uma olhada? Eu pelo menos estou sendo descrito como o mais gostoso, né?
  - Te manca, – falei e logo deu língua, acho que deveria trocar as descrições de e .
  - Falou bem da gente pelo menos? – perguntou.
  - Claro, comecei falando o quão gays vocês são. – ri da cara de indignado que ele fez.
  - Não era para revelar ao mundo, mona – todos riram de dizendo isso, principalmente eu, que não imaginei que em apenas duas horas eu já estaria me dando super bem com aqueles quatro rapazes mais do que cativantes. foi até sua cama na lateral do ônibus e retirou de lá um bongô¹.
  - Pra que isso, ? – perguntei já achando graça, não sei o que tem que só de olhar para ele já sinto vontade de rir.
  - Pra tocar, né , para que mais seria? – eu mereci essa. se sentou ao lado de e entregou o instrumento a ele, que muito empolgado começou a batucar enquanto e cantavam algo que para mim era mais que desconhecido. Fiquei ali parada apenas observando, eu nunca tinha visto uma banda tão unida.
  - O que tanto você olha? – falou ao meu lado e eu me assustei, não havia reparado nele ali.
  - Que susto, Poynter! – dei-lhe um tapa no braço dele e voltei a observar os meninos – eu sei lá, só me chama a atenção essa união de vocês, sem brigas, sem traições e principalmente, sem ego.
  - Ah, isso é por que você ainda não ouviu o se gabando dos brinquedinhos dele, isso sim é que é ego. – nós dois rimos e após algum tempo nossos risos cessaram – mas sabe de uma coisa ? Nós brigamos sim e muito, temos problemas e até mesmo alguns dias em que nem ao menos queremos ver a cara do outro, mas nós pensamos primeiro nas fãs; somos uma banda e tentamos sempre entrar em consenso-- eu não devia estar te contando isso, você ainda é ‘A Inimiga’.
  - Ah, eu nem sou ‘A Inimiga’, sou até legal – fiz joinha com a mão e riu da minha cara.
  - A gente só vai parar de te chamar assim quando você provar pra gente que não veio destruir nossa reputação.
  - Que reputação, Poynter? A de gays? Até que seria legal ajudar – ri da cara que ele fez ao ouvir isso e só pude sentir o chão após se empurrada por , não pensei duas vezes e peguei o primeiro travesseiro que vi pela frente e acertei sua cabeça em cheio e assim se iniciou uma pequena guerra entre ‘A Inimiga’ e ‘O Cara da Banda’.
  - Parem crianças – falou ainda gargalhando de nós dois cheios de pena na cabeça e no chão.
  - Sim, papai – falamos juntos e nos entreolhamos.
  - Encostei no verde primeiro – gritei ao encostar no desenho verde que tinha na camisa de .
  - Como?
  -Ah, é uma tradição no Brasil, toda vez que duas pessoas falam juntas aquela que encostar no verde primeiro fica com toda a sorte da outra.
  - Ah, eu fiquei sem minha sorte? Se algo acontecer, a culpa será toda sua ameaçou em tom brincalhão, foi quando ouvimos o barulho de um pneu furando e batendo a cabeça na quina da cama. – acho que isso funciona mesmo.

  ¹Bongô é um instrumento musical do tipo membranofone, composto por dois pequenos tambores unidos entre si.

Capítulo 3

Capítulo por Natashia Kitamura.

JUST MY (BAD) LUCK!

Postado em 01 de Maio de 2012.

Os últimos dias desde minha última postagem tem sido um verdadeiro caos. Acho que nunca, em minha vida inteira, tive tanta ação e desespero quanto tive nas últimas 72 horas.
Tudo começou com uma brincadeira inocente onde eu, aparentemente, tirei toda a sorte de . Devido à falta de sorte dele, o pneu do ônibus em que estávamos furou e tivemos de fazer uma parada obrigatória no posto mais perto depois de andado quilómetros com um barulho irritante pelo motorista achar que parar no meio da estrada à noite ser perigoso. O resultado foi uma noite de sono mal dormida e quatro garotos muito hiperativos, especulando maneiras de derrotar os ladrões que colocaram a pedra no meio do nosso caminho.
Em seguida, tivemos que sair todos do automóvel para que fosse possível trocar o pneu furado pelo step. Aproveitamos para comprar bastante besteiras para comermos e enfaixar a cabeça de , já que a cabeça dele é tão grande que foi o único que recebeu um belo de um galo. Mas não se preocupem, como minha sábia mãe diz, vaso ruim não quebra, e ele prova isso muito bem pulando para todos os lados com os outros três.
Enfim, é hora de acompanhar a primeira entrevista da banda desde que cheguei aqui. Eles parecem estar aprontando algo, então me desejem boa sorte, porque acho que serei a vítima do dia!


  - Estou sabendo que vocês estão sendo perseguidos por uma garota, é verdade? – o entrevistador olha para mim como se indicasse que eu era a perseguidora. Fiz ‘não’ com o dedo enquanto os quatro riam ao lado do Kevin.
  - Colocaram um experimento com a gente, porque somos sempre aptos a novas experiências. – começou.
  - É, eles acham que só porque nós queríamos ir para o espaço que poderiam colocar um ET conosco. – disse olhando para mim. Fiz uma cara de indignada, o que tirou várias risadas de todos.
  - Isso é algo ruim ou bom?
  - Está sendo divertido até agora. – diz. – Ainda não sabemos direito, não lemos o que ela escreveu sobre nós, então por enquanto temos uma boa imagem dela. No entanto, ela foi adotada por nós como “A Inimiga”. – ele faz as aspas com os dedos e balanço a cabeça.
  - A inimiga? – Kevin ri. – E por quê?
  - Não sabemos o que ela está escrevendo sobre nós. – disse. – O que nos deixa um pouco preocupados, considerando o número de coisas censuradas que fazemos todos os dias. Talvez ela seja uma espiã de nossas fãs.
  - Isso é preocupante mesmo. Ela tem uma certa cara de ET-espiã-dos-fãs. – Kevin diz entre risos. Bato a mão na testa ainda rindo. – Deveria entrevista-la para saber o ponto de vista de uma extraterrestre sobre o McFLY?
  - Você pode não entender o que ela quer dizer. – diz. – De vez em quando me pego procurando um tipo de translator de etês.
  Depois de ter sido o assunto da entrevista, passei a me esquivar das lentes das câmeras, fazendo com que eles dissessem que estavam certos sobre eu ser a inimiga que não queria ser identificada.

  Assim que saímos da emissora, os meninos não paravam de reclamar e gritar pela janela que estavam famintos e que poderiam comer um mamute inteiro cada um sozinhos. Resolvemos então ir a um restaurante australiano, onde eles disseram ter as maiores carnes para poderem saborearem e saciarem a fome que atormentava a todos.
  Por serem o McFLY, tivemos que nos sentar em uma mesa no andar de cima, longe de qualquer paparazzi ou fãs pedindo por autógrafos. Por mais decentes que sejam os fãs britânicos, há sempre o grupo que fica com risadinhas e, de acordo com e , e nunca param de fazer gracinhas com as fãs se as veem por perto por muito tempo.
  Depois de pedirmos os pratos – em que os meninos decidiram pelo tamanho da carne e quantidade de acompanhamentos -, passamos a conversar sobre nós, mais precisamente, meu trabalho.
  - Então quer dizer que somos sua primeira vez... – pergunta com um sorriso malicioso. Dou um tapa nele por estar sentado ao meu lado e rimos.
  - Sim, e está sendo muito prazeroso, obrigada. – respondo tirando mais risadas.
  - E qual é o blog que está postando? – pergunta.
  Dou uma risada e bebo um gole da bebida.
  - É segredo, claro. – falo. Em seguida, ouço vaias dos quatro e bolinhas de papel sendo tacadas em mim.
  - Irei descobrir. – retira o iPhone de seu bolso e o pego de sua mão. – Tem algo lá que não podemos ler?
  - Não, eu só acho que será mais divertido para vocês se lerem tudo depois que esse mês acabar. – levanto os ombros e dou mais um gole na minha cerveja.
  - Eu não acho nada divertido conter minha curiosidade. – resmunga.
  - VAMOS CELEBRAR, DISSE A PALAVRA CONTER! – grita levantando seu copo de cerveja, tendo não entendendo a razão da brincadeira, e honestamente, eu também não.
  Ri sem graça e levantei meu copo, brindando com os três. termina de beber a cerveja e olha para mim:
  - não é uma pessoa de falar palavras sérias como ‘conter’. Por isso, toda vez que ele diz algo assim nós fazemos algum tipo de celebração.
  - É, mas verá que não acontece com frequência. – comenta pouco antes de soltar um imenso arroto.
  Dou risada e observo os quatro brigarem entre si por razões diferentes. Vejo-os então rirem todos juntos e percebo que estava mais do que na hora de eu passar um tempo extra com cada um para conhecer melhor sobre eles e poder revelar grandes segredos vergonhosos para as fãs.

Capítulo 4

Capítulo por Bibi Palmeiro.

03 de maio de 2012

  Na entrevista, fui chamada de ET, experimento, mas oficialmente apresentada como ‘A Inimiga’. Presenciei um acontecimento raro, como o Louis falando uma palavra séria, cuja palavra era ‘conter’. Depois de uma breve celebração, almoçamos. Viajamos mais um pouco, os meninos deram mais algumas entrevistas, mas para revistas. Os dias têm sido muito legais, eles são gentis e muito folgados, não podem me enxergar que pegam no meu pé. Em dois dias voltaremos para Londres para um evento. Até lá, xoxo.


  - Bom dia, gorducha, trouxemos café pra você. – veio a frente me comunicando, enquanto os outros três vinham atrás trazendo uma bandeja com torradinhas, bacon, ovos, panquecas com mel e uma xícara de chá.
  - Bom dia, ! – disse colocando a bandeja sobre a cama.
  - Bom dia, pestes! Obrigada por tudo isso. – Eu disse apontando para bandeja.
  - Ah, isso não é problema, nós te ajudamos a comer! – disse, já com uma panqueca em mãos.
  Tomamos café, brincamos, jogamos vídeo game, conversamos e agora estamos aqui deitados em cima de vários cobertores assistindo De Volta Para o Futuro.
  - Meninos, como vai ser isso do evento?
  - Pois é , queríamos falar sobre isso com você. – disse.
  - Queremos que você vá com . – disse.
  - Oi? Não entendi.
  - Seguinte, eu não tenho uma acompanhante e os caras estão me incomodando pra eu te convidar. Como eu não tomei iniciativa, eles tomaram, mas eu não quero me envolver com mais ninguém, não por enquanto. Saí a pouco de um relacionamento mais do que conturbado e me desculpa .
  - Ei, tudo bem, eu já tenho meu acompanhante.
  - Quem? – Todos disseram juntos.
  - Fletch. – E todos riram, inclusive eu. – Ta, é brincadeira.
  - , eu quero que você vá comigo, eu até te dou um vestido e sapatos novos, mas não podemos ser mais do que acompanhantes.
  - Tudo bem.
  - AE! O não vai sozinho! – saiu gritando pelo motor home.
  - Bom, chegaremos a Londres em algumas horas. – Fletch veio avisar.
  Londres, ah Londres. O evento seria no dia seguinte, eu seria o par de , astro de uma das maiores bandas do momento. Estou bem, já sou uma mulher adulta e madura, só preciso escolher um vestido um penteado e um sapado, de resto está tudo certo.

  Quando chegamos em Londres já era noite, fomos para o Corinthia Hotel. Esse hotel é um dos meus favoritos, o apartamento era muito amplo. Eu chamo de apartamento, pois tem a entrada, o quarto, o banheiro, tudo totalmente espaçoso com uma cama muito tentadora cheia de travesseiros com os lençóis de algodão. Só não entendi muito bem como ficaríamos os cinco no mesmo quarto, dois dormiriam na cama, dois nos sofás e alguém na poltrona provavelmente, se eles dormissem. O banheiro era um sonho, tinha o chuveiro, a banheira e a hidromassagem, muitas toalhas.

Capítulo 5

Capítulo por Gabriella Medeiros.

  Eu estava nervosa. Tudo bem, isto era um eufemismo. Eu estava muito, mas muito, nervosa. Tanto que já borrara diversas vezes minha maquiagem porque minha mão tremia. O que era ridículo, considerando que eu já não era mais uma adolescente. No entanto, não conseguia me controlar.
  Guardei o delineador no meu nécessaire e apoiei as mãos na bancada da pia do banheiro.
  Respire, . Inspire, expire, repeti mentalmente enquanto tentava me controlar. Minha mãe sempre me mandava fazer o exercício da respiração quando notava que eu estava agitada.
  Era só um evento, pelo amor de Deus!
  Mas não era isso que causava meu atual estado de nervosismo. Quem dera minha única preocupação fosse essa! Não, o que me estava me deixando assim era o fato de que eu seria a acompanhante do , e as coisas estavam meio estranhas entre nós desde essa manhã, quando acordamos com os corpos entrelaçados um no outro. Acho que nunca fiquei tão envergonhada na vida.
  Na noite passada, depois que havíamos jantado no restaurante do hotel - algo muito tumultuado, visto que haviam algumas fãs da banda e todas pediram autógrafos e também quiseram tirar fotos com os ídolos - e subimos para nossa suíte, foi decidido por sorteio como ficaria a divisão do quarto. Eu achei a ideia infantil e fiz questão de deixar claro que deveríamos decidir aquilo como adultos, mas ninguém me deu ouvidos. Sinceramente, não era nem para nós estarmos dividindo o mesmo quarto. Pelo menos, eu não deveria dormir no mesmo quarto que eles. Fletch e a equipe de produção estavam em dois quartos mais simples, alguns andares abaixo do nosso e, no início, quando chegamos ao Corinthia Hotel, eu pensei que dividiria um quarto com eles. Fazia todo sentido, entretanto, os meninos não aceitaram, pois queriam que eu estivesse o tempo todo sob a vista deles. Ainda com aquela história de "A Inimiga".
  Para o sorteio, eles usaram um boné do e escreveram nossos nomes em pedacinhos de papel. A ordem da divisão seria a seguinte: o primeiro nome sorteado ficaria com a poltrona, os dois seguintes dormiriam nos sofás e os últimos teriam a satisfação dormir na cama. Claro que aquilo valia apenas para aquela noite. Por insistência deles eu fui a primeira a puxar um dos papeis dobrados, e silenciosamente, torcia para que saísse meu nome. Eu era a mais baixa, portanto, meu desconforto seria menor do que se fosse algum deles a dormir ali. Para meu desânimo e de , o nome sorteado foi o dele. e ficaram com os sofás, e eu teria que dividir a cama com o .
  Até aquele momento eu estava tranquila com aquilo, até porque eu já havia dormido na mesma cama que Alex diversas vezes. E, como já considerava os meninos da banda meus amigos, não vi motivos para criar alarde com a situação. Mas isso foi até que nós dois estávamos deitados, com as luzes apagadas, e a cama que antes considerei enorme, pareceu encolher, mesmo que estivéssemos cada um em uma extremidade. Fechei os olhos com força, apertando meu travesseiro com as mãos e, antes de adormecer, pensei ter ouvido o som de risadinhas abafadas vindas da sala, pela porta aberta do quarto.
  Quando acordei senti um calor agoniado e minha perna estava dormente. Demorou alguns segundos para meu cérebro ainda sonolento registrar o calor de um corpo sob o meu e que minhas pernas estavam entrelaçadas às de outra pessoa, por isso a sensação de formigamento. Congelei e prendi a respiração. Como é que e eu havíamos parado naquela posição? Merda! E agora, como sairia dessa situação?
  Nem precisei pensar por muito tempo, pois logo também acordou e percebeu nossa posição comprometedora. Ele praticamente pulou para fora da cama de tão rápido que se afastou de mim, e eu acabei embolada com o edredom.
  Foi nesse momento que o quarto explodiu em gargalhadas, e eu tirei o lençol do rosto para ver que , e estavam se dobrando de tanto rir.
  - Ai, , você precisava ter visto a sua cara! - disse contendo o riso. O desgraçado estava segurando uma filmadora em uma das mãos.
  - Nós precisamos postar isso, dude. - pronunciou enquanto ainda ria. - Foi hilário, !
  - Vocês não vão postar porcaria nenhuma, entenderam? - se aproximou com os olhos faiscando de raiva. Todos olharam atônitos para ele, e eu me encolhi na cama. Quem ousaria dizer que poderia reagir daquele jeito? Bem, certamente, não eu. Nesse pouco em que nos conhecemos não o vi levantar a voz uma vez sequer, ou ficar irritado de verdade. Ele levava a maioria das coisas na brincadeira, sem sair da esportiva. Exceto naquele momento.
  - Hey, , nós só estávamos brincando - tentou amenizar a tensão que parecia ter dominado o amigo e colega de banda.
  - Não gostei da brincadeira - ele revidou.
  - Ei, ei, pessoal! - falei me erguendo da cama, quando consegui sair de meu torpor inicial. - Ninguém merece acordar com as palhaçadas de vocês. Será que esqueceram de que eu já sei de histórias bem vergonhosas sobre vocês e que posso divulgá-las no blog. O que acham?
  - Você não ousaria, Inimiga! - gritou avançando em minha direção. Ele sabia que eu tinha visto muitos de seus hábitos nojentos e costumes esquisitos. Peguei um travesseiro e joguei em sua direção. A partir daí iniciou-se uma guerra de travesseiros entre , , e eu, já que trancou-se no banheiro para tomar banho, sem querer participar.
  Eu havia conseguido desviar a atenção e mudar foco para um momento divertido, que deveria quebrar a tensão, mas tinha consciência de que as coisas com seriam mais difíceis de voltar ao normal.

  - O banheiro não é só para você não, , sabia? - bateu na porta do banheiro, trazendo minha atenção novamente para o momento atual.
  - Já estou saindo, resmungão - gritei de volta e soltei a bancada da pia, que eu nem percebi que estava apertando.
  Recolhi minhas coisas e abri a porta do banheiro, dando de cara com que estava escorado no batente da porta.
  - Uau! - ele deu um assovio. - O vai ficar de queixo caído. Caprichou hein, Inimiga?
  Revirei os olhos passando por ele. provavelmente nem dedicaria um segundo olhar para mim pela forma que vinha me tratando. Depois que saiu do banheiro, esta manhã, ele me entregou seu cartão de crédito e disse que eu poderia comprar o vestido que quisesse, como havia me prometido por eu ter aceitado lhe acompanhar no evento. Não sei por que, mas me senti decepcionada. De alguma forma acreditei que ele fosse comigo escolher, ver pelo que estava pagando, e até mesmo dar sua opinião. De qualquer modo, fui até uma loja na Oxford Street e comprei um vestido que chamou minha atenção assim que o vi na vitrine: um modelo de renda na cor roxa, pouco acima do joelho.
  - Espere, será que dá tempo de cancelar com a Georgia? - disse relanceando o olhar para mim. - De jeito nenhum vou deixar o levar você.
  - Palhaço! - Bati em seu braço, de brincadeira. - Tenho certeza de que você vai ficar babando quando vir a Georgia e nem vai se lembrar de mim.
  - Não sei... - ele de ombros, piscando. - Quem sabe?
  - Você não tem jeito. - Balancei a cabeça. - Aliás, nenhum de vocês!
  Ouvi a risada deles enquanto ia para a sala. Sentei-me em um dos sofás e fiquei esperando que os rapazes terminassem de se arrumar. Dez minutos depois, já estávamos na recepção do hotel, esperando que a limusine viesse nos buscar, e ainda não tinha aparecido. Ele fora o primeiro a se arrumar e desapareceu do quarto antes mesmo que eu tivesse entrado no banheiro para tomar banho. Agora eu estava preocupada que ele houvesse desistido de ir comigo.
  - As meninas chegaram! - disse com um sorriso em sua voz quando a limusine parou em frente ao hotel.
  Fui a apresentada as três e, enquanto trocávamos cumprimentos, apareceu. Senti uma onda de alívio quando o vi; ele não dera para trás. E, como já imaginava, mal olhou para mim. Eu gostaria que as coisas voltassem a ser como antes, queria que esse clima estranho que pairava sobre nós desde essa manhã desaparecesse por completo. Mas não sabia como conseguir isso.
  Fiquei o tempo inteiro calada durante o trajeto até o Bloomsbury Ballroom onde aconteceria o evento beneficente, sorrindo vez ou outra quando meu nome era mencionado nas conversas.
  Um flash ofuscou minha visão por alguns segundos quando a porta da limusine foi aberta pelo motorista. Paparazzis. É claro que o lugar estaria repleto deles. Coloquei um sorriso no rosto - esperando que não transparecesse o quanto era falso - e enganchei o braço com o de . Várias perguntas foram feitas à banda, inclusive se eu era a nova namorada de . Se houvesse como me enterrar naquele momento, juro que teria feito isso. Como se já não bastasse o clima estranho entre nós, ainda estavam especulando sobre um possível relacionamento amoroso. Que ótimo!
  Não ousei olhar para o rosto dele enquanto caminhávamos para dentro do prédio. Preferia não ver com que expressão ele estava ao ouvir aquelas perguntas.
  Lá dentro uma música tocava e eu me deixei levar por seu ritmo, esperando que aquietasse a agitação de meus pensamentos.
  Boa parte da noite já havia passado - entre conversas, danças e degustação do coquetel - quando se dirigiu à mim:
  - Será que nós poderíamos conversar um pouco?
  - Claro que sim - consenti, me levantando. Ele me levou para um lugar mais afastado, onde a música estava mais baixa e não havia muitas pessoas ao redor.
  - Eu queria me desculpar pela forma como agi com você hoje de manhã, e eu sei que estou sendo uma péssima companhia...
  - Não, tudo bem, . Sério - interrompi. - Eu só gostaria que voltássemos a ser como antes, sabe, amigos descomplicados - dei um sorriso, genuíno desta vez. - E, só para esclarecer qualquer mal-entendido que possa ficar, eu não sou nenhuma fã querendo me atirar em você. Eu ainda sou a , que você e os meninos insistem em chamar de Inimiga, e não quero nada mais do que amizade com qualquer de vocês, ok?
  - Ok - ele sorriu. - Então, amigos?
  - Com certeza!

Capítulo 6

Capítulo por Gabriella Medeiros.

PARTY, PARTY!

Postado em 06 de maio de 2012

         A festa de ontem foi incrível! Não paro de pensar um segundo em como me diverti, apesar de no início ter estado apreensiva. Talvez eu não consiga transmitir aqui tudo com a riqueza de detalhes que gostaria, mas vou tentar dar o máximo de informações possíveis...

  - ? - colocou a cabeça na cortina do meu beliche e observou o que eu estava fazendo.
           Fechei o notebook rapidamente, interrompendo a postagem que faria no blog. Teria de deixar para outra hora. De preferência quando os meninos estivessem no show, para eu não ser interrompida.
           - Sim? - Sentei-me na cama para que pudesse encará-lo melhor.
           - Nós estamos pedindo pizza para jantar. Você vai querer de quê?
           - Qualquer uma, eu não tenho preferência.
           - Ok, então. Espero que você não se importe com as combinações estranhas do . - ele disse antes de sair, rindo.
           Esses meninos!
  Balancei a cabeça em uma risada silenciosa.

***

  - , como você não me conta uma coisa dessas?! - afastei o celular da orelha enquanto caminhava para um canto mais afastado no backstage.
           - Dá para você parar de gritar, Alex? - repreendi, sussurrando, olhando nervosamente para os lados, para ver se ninguém estava prestando atenção em mim.
           - Como você quer que eu fique ao ver, em quase todos os sites de fofocas, que minha melhor amiga está saindo com o gostoso do ?
           Respirei profundamente e fechei os olhos, antes de voltar a falar.
           - Eu não estou saindo com ele, Alex. Só fui sua acompanhante naquele evento beneficente.
           - Aham, sei. - Ele disse de modo convencido. Se estivesse na minha frente já teria levado uns tapas. - Você acompanhou o gato e não rolou nada depois. Tá certo que eu vou acreditar nessa lorota!
           - Lorota? - Tive de rir. - Quem ainda fala essa palavra? Fala sério, Alex!
           - Eu falo. Agora, pare de tentar desviar do assunto, porque eu vi as fotos, e não dá para acreditar que não rolou nada.
           - O que tinha de mais nelas? - questionei, já começando a me preocupar.
           Apesar do que havia dito ontem à noite, as coisas ainda estavam estranhas entre e eu, embora ele estivesse se esforçando para tentar voltar ao normal. Por que estava sendo tão difícil voltarmos a nossa amizade, era o que eu não conseguia entender. E essas fotos só deixariam tudo ainda mais esquisito. Droga!
           - do céu, o olhar dele para você e o seu para ele me deixou até arrepiado. Nunca vi tanta intensidade, meu bem!
           - Isso não é nada bom - murmurei.
           - O quê? Por quê? - ele perguntou, soando confuso. - O que há de mau em vocês aproveitarem enquanto estão na turnê?
           - Alex, você não entende. É complicado demais, e nem mesmo eu sei explicar direito. Nos falamos depois. Tchau.
           - ... - Alex tentou dizer mais alguma coisa, no entanto, antes que pudesse dizer, eu desliguei.
           Hora de ver com meus próprios olhos essas fotos, e depois juntar forças para encarar como ficarão as coisas.

        

  ***

  - Err... meninos? - falei insegura, alguns instantes depois de eles terem entrado no camarim. O show acabara havia pouco, e, de onde eu estava - no sofá, do outro lado do cômodo - dava para ver o suor escorrendo por seus rostos.
           - Diz aí, Inimiga - disse após beber quase uma garrafa inteira de água. O resto ele virou sobre a cabeça, soltando um suspiro ao sentir o frio em sua pele aquecida por toda a correria enquanto estava no palco.
           - Vocês já viram as matérias sobre a festa de ontem?
           - Hum... não - respondeu, de modo displicente. Se jogando ao meu lado no sofá. - Pra falar a verdade, eu esqueci.
           - Eu vi - respondeu, com uma expressão sombria. Depois deu de ombros e disse: - Mas quer saber? Deixem que falem -  deu o primeiro sorriso verdadeiro em dias, mesmo que cansado.
           Quem diria, não é?
           Soltei a respiração que nem havia percebido que estava prendendo.
           - Falar do que? - perguntou coçando a testa. - Qual o novo rumor que eu não estou sabendo?
           - e , aparentemente são o novo casal do momento. - ergueu o celular, mostrando uma foto minha com onde estávamos rindo. Quem não soubesse das coisas, poderia pensar, sim, que estávamos tendo algo.
           - Ai, , finalmente você está sendo o alvo das fofocas. - começou a rir, quase se dobrando para frente.
           - Cale a boca, Jones. - atirou uma tampinha de garrafa na direção do amigo, que pulou, caindo por cima de mim e , fazendo todos nós rirmos.

***

LIES, LIES

Postado em 07 de maio de 2012

Lies é sem sombra de dúvida minha música predileta da McFly, mas não é sobre ela que vou falar hoje. Minhas belas galaxy defenders, certamente vocês viram as notícias que estão circulando na internet e, provavelmente, querem decapitar meu lindo pescocinho. Não é? Mas eu garanto que não precisam se preocupar, pois e eu somos apenas bons amigos, e nenhum de nós pretende mudar este status.
Cá entre nós, ele pode até ser bonito, mas não faz o meu tipo!

Capítulo 7

Capítulo por Gabriella Medeiros.

THE TIME IS FLYING

Postado em 12 de maio de 2012

Para onde foi o tempo? Parece que eu pisquei e já estamos quase na metade da viagem!
Vocês, que acompanham o blog, sabem o quanto estou me divertindo e adorando conhecer novas cidades ao lado dessas figuras, que são os meninos da McFly. Ontem o show foi em Liverpool, e tenho que dizer que amei a cidade, sem dúvida uma das mais belas de todas as cidades Inglesas que já vi. Só o fato de ter sido lá que a banda Beatles foi formada já me faria amá-la, no entanto, sua beleza por si só me cativou. Infelizmente, não tive muito tempo para explorá-la, mas ainda consegui ir ao Stanley Park com os rapazes e aproveitar um pouco para relaxar, mas foi por pouco tempo mesmo. Logo algumas fãs os descobriram lá e nosso sossego acabou.
Hoje, estamos indo para Manchester, e tenho certeza de que serei arrastada para o National Football Museum ou talvez o Etihad Stadium, ou os dois, quando tudo que queria era poder ir ao People's History Museum. Mas, tudo bem, não importa para onde formos, sei que será divertido, pois não há um dia de tédio estando com a McFly.
Por hoje é só, meninas. Amanhã conto tudo o que acontecer em Manchester.
Kisses, Green.

..........................................................................................................

  Passava das oito da noite e eu estava morrendo de sono, mas não podia dormir. O show no The Ritz ainda demoraria mais três horas para começar e eu não podia perder nem um segundo. Precisava relatar tudo o que acontecesse no blog, amanhã.
           Tomei mais um gole do meu drink, ouvindo as conversas paralelas das pessoas ao meu redor, enquanto lutava contra o cansaço que me abatia. A vida na estrada podia ser divertida, mas era desgastante. Ao chegarmos na cidade não tive ânimo para sair e fiquei jogada no sofá, embora e tenham tentado me arrancar de lá e me arrastar para o Etihad Stadium, para onde eles estavam indo com e . Eles não obtiveram muito sucesso e desistiram logo de insistir, e eu fiquei enrolada em uma manta lendo um romance. Diga-se de passagem, um romance pra lá de quente!
           Agora, eu estava um pub não muito longe do local do show, enquanto esperava que a apresentação da banda de abertura passasse. Faltavam exatamente 38 minutos para ela começar, que deprimente. E talvez, apenas talvez, eu já tivesse bebido demais por hoje. Era hora de parar.
           - O que uma moça tão linda como você está fazendo aqui sozinha? - Ergui a cabeça e dei de cara com um homem pouco mais velho que eu, cabelos pretos um pouco compridos, olhos negros penetrantes e um sorriso com covinhas.
           Pisquei para saber se isto era uma ilusão de minha mente afetada pelo álcool ou se era realidade. Ele ainda estava lá, sorrindo.
           - Hum... Eu estou esperando meus amigos - falei, um pouco sem jeito. Na verdade, os meninos não vinham para cá, mas eu não podia dizer que estava sozinha a este estranho. Vai saber se ele não o assassino da serra elétrica?
           - Estou observando você há um tempo, e não parece que você esteja esperando alguém.
           - Err... - Neste instante meu celular começou a tocar. - Veja só eles devem estar ligando para falar o por que do atraso - falei, ao pegar o telefone. - Alô?
           - Hey, ! - falou do outro lado da linha. - Por que você não está aqui com a gente? Ninguém está suportando o e só você consegue dar um jeito nele.
           - Eu ainda estou aqui no pub, pensei que vocês viessem me encontrar - olhei nervosamente o estranho, que tomou a liberdade de sentar da cadeira do outro lado da mesa. - Já estou esperando a um tempão!
           - , do que você está falando? - Ele perguntou, soando confuso. E, tadinho, deveria estar mesmo. Mas o que eu devia fazer? Não sabia quem era esse cara que se sentou à minha mesa, e precisava de algum tipo de proteção, mesmo que tênue.
           - Já que não vieram, será que algum de vocês poderia vir me pegar? Acho que não estou em condições de dirigir.
           - Green, do que diabos você está falando?!
           - Ótimo, te vejo daqui a pouco, então. - Encerrei a chamada antes que falasse mais alguma coisa, coloquei o celular no silencioso (para o caso de ele ligar de novo) e me virei para o estranho. - Então, quem te deu o direito de se sentar aqui? - Arqueei uma sobrancelha.
           - Eu não preciso disso - ele deu de ombros. - Sou o filho do dono.
           - E você que isso lhe dá o direito de fazer o que bem entender, sem se importar com a opinião dos outros?
           - E se for?
           - Nesse caso, você é um arrogante e prepotente!
           Ele começou a rir, uma verdadeira gargalhada, só que eu não via nada de engraçado ali.
           - Tudo bem, eu admito. - disse ele, quando o ataque de risos parou. - Nunca tinha tão ousado antes, mas achei você uma gata, e quando me ignorou... não sei por que, tive vontade de te provocar.
           Isso era tão minha cara! As pessoas adoravam me provocar, até mesmos desconhecidos. Eu só podia ter um imã para atrair isso.
           - Muita cara de pau sua admitir isso.
           - Eu sei - ele riu de novo.
           - Então, senhor desconhecido, qual o seu nome? - Questionei, porque estava me dando agonia não ter como chamá-lo adequadamente em meus pensamentos.
           - Garrett Harris, mas pode me chamar de Gary. - disse e meu uma piscadela. - E você, qual o seu nome?
           - Eu imaginei que com suas habilidades de stalker, já soubesse disso - comecei a rir e ele me acompanhou. - Mas como não fez seu trabalho direito, vou te dizer: meu nome é , mas todos me chamam de . - "Ou a Inimiga", pensei como tola. Acho que o álcool já estava mesmo afetando meu cérebro.
           - É um prazer conhecer você...
           - ? - Virei-me para trás ao ouvir a voz conhecida. - Dá para me explicar que diabos é isso? - Sua voz parecia furiosa.
           Oh, merda! veio mesmo atrás de mim.

Capítulo 8

Capítulo por Gabriella Medeiros.

  -? - falei, surpresa, ao me virar e vê-lo ali, com uma expressão nada amigável para mim.
           - Vou pagar sua conta, enquanto espero que se despeça do seu amigo.
           Pisquei algumas vezes, tentando entender: como havia me encontrado e por que parecia tão furioso?
           - é um dos seus amigos? - Gary perguntou, sussurrando. Ele parecia... impressionado.
           - Pois é - falei, dando de ombros, como se não fosse nada. - Acho melhor eu ir, ele não parece estar muito amigável agora. Foi um prazer te conhecer, Gary - disse, ao me levantar da cadeira.
           - O prazer foi todo meu, . - Ele também se levantou e me deu um beijo no rosto. - Fala lá pro seu amigo esfriar a cabeça, porque ele ainda tem um show para fazer hoje - Gary sussurrou em meu ouvido.
           - Pode deixar - sorri, então acrescentei: - Dá próxima vez que for se aproximar de uma garota, tente ser mais sutil, okay?
           Acenei para ele, me afastando, enquanto o via rir silenciosamente.
            já estava do lado de fora, ao lado da porta aberta de um táxi, e nem sequer olhou para mim quando entrei no carro. Ele se sentou o mais distante possível que o banco permitia e ficou olhando pela janela durante todo o trajeto até o The Ritz.
           Sinceramente, eu não sabia por que ele estava agindo assim, pois nos últimos dias as coisas pareceram voltar ao normal entre nós dois, e até chegamos a rir das especulações absurdas sobre sermos um casal.
           Saí do táxi e entrei no prédio, deixando para ele a responsabilidade de pagar a corrida, afinal de contas fora me buscar. Estava me dirigindo para o local onde os outros deveriam estar quando fui parada por uma mão em meu braço. Virei-me para ficar cara a cara com seus olhos , que no momento transmitiam confusão. Ele respirou fundo e me soltou.
           - Desculpe por meu comportamento no pub, . Não sei o que deu em mim.
           - Sabe, , já estou ficando cansada desse seu comportamento bipolar. Para mim, não dá mais! - Explodi. É, realmente o álcool havia me alterado. Nunca que sóbria eu falaria com ele desse jeito. - Não sei o que está acontecendo com você, mas suas mudanças de humor estão me deixando confusa. Num momento, nós somos amigos e brincamos e rimos com outros da banda, no outro, você está com a cara amarrada e não fala comigo!
           - Você quer saber o que está acontecendo?! - Ele também estava alterado, e acho que nem tinha bebido ainda. - Você aconteceu, ! Desde aquela manhã que acordei ao seu lado, eu me sinto estranho quando estou perto de você, e não gosto disso.
           - O quê? - Questionei, confusa. - Eu pensei que... que você só tivesse ficado constrangido pela situação, como eu fiquei.
           - Antes fosse só isso! - Ele puxou os cabelos com força, parecendo frustrado. - Eu não sei o que isso, mas quero que acabe. Dê um jeito para isso parar, !
           - E o que eu posso fazer, ?! - Perguntei, exasperada.
           - Eu não sei... - suspirou, e não sei quem se moveu primeiro, mas no momento seguinte estávamos muito próximos, nossas respirações se misturando. Eu me perdi em seu olhar e me inclinei ainda mais em sua direção. Ele roçou sua boca na minha e foi só preciso isso, logo eu precisava de mais: um beijo mais demorado; mais de . Eu não queria que tivéssemos que parar de nos beijar nunca.
           De repente um som de pigarro se fez ouvir e nós nos separamos, ofegantes. Tinha certeza de que meu rosto estava mais vermelho que tomate maduro, quando vi nos encarando com um sorriso malicioso.
           - Ora, vejam só, e não é que os boatos eram verdadeiros!
           - ... - e eu dissemos ao mesmo tempo.
           - Por favor não conta nada a ninguém. - Falei em tom de súplica.
           - Não é isso que você está pensando - foi o que disse.
           - Eu sei o que vi, Dougiezinho. Não acredito que finalmente vou ganhar aquela aposta! - gritou.
           - Que aposta?! - e eu questionamos.
           - , , Fletch e eu apostamos se vocês iriam ficar ou não depois daquele climão no dia do evento beneficente. Eu, claro, tinha certeza que era só questão de tempo. - Virando-se na direção oposta à que estávamos, começou a correr gritando ", nós ganhamos!" chamando a atenção de toda a staff, que saiu de seus lugares para ver o motivo de tanta gritaria. Eu só queria me enterrar. De preferência, nesse exato instante. Ou fingir que os últimos minutos nunca aconteceram.
           - Eu não acredito que até o Fletch entrou nessa. - sussurrou.
           - E eu não acredito fizemos isso. Minha nossa, nunca mais bebo na minha vida!
           - Foi tão ruim assim?
           - Não devíamos ter feito isso - murmurei, me enaminhando para o camarim dos meninos. vinha atrás de mim.
           Assim que entramos, a sala explodiu em risadas, vaias e gritos.
           - CHEGOU O CASALZINHO, GENTE! - gritou. - O ÚLTIMO INTEGRANTE SOLTEIRO DA MCFLY FINALMENTE FOI FISGADO!
           Fiquei toda sem jeito, parada na porta. e eu não éramos um casal. Tínhamos apenas nos beijado. Só isso. E foi um erro. Um erro induzido pelo álcool.

Capítulo 9

Capítulo por Gabriella Medeiros.

  As coisas entre e eu só pioraram depois daquela noite. Se antes a tensão entre nós dois era ruim, agora estava praticamente insuportável.
           Ele evitava a todo custo estar nos mesmos lugares que eu, como se a minha presença fosse a própria praga do Egito, mas isto não era lá uma tarefa muito fácil, considerando-se que estávamos vivendo em um ônibus.
           As piadinhas dos meninos sobre sermos um casal morreram dois dias após terem começado, e por isto eu estava grata. Não precisava de ainda mais coisas para aumentar este drama.
           Quanto às postagens, bem, digamos que eu mantive meu profissionalismo e continuei (ou tentei) postando com o mesmo ânimo de antes. Ainda bem que era tudo escrito para o blog, não sei o que seria de mim se tivesse que gravar em vídeo.

  - , vem logo - me puxou pelo braço, arrastando-me para longe dos restos de uma aldeia medieval na parte inferior do Abington Park.
           Nós estávamos em Northampton para o último show da banda, e aproveitamos que havíamos chegado com tempo para apreciar um pouco da cidade. Nem sempre conseguíamos fazer isso. Eu havia aprendido que a vida dos artistas era uma correria sem fim. Agora eu agradecia por ter minha vidinha pacata em Londres.
           - Calma, tô indo - respondi rindo, me soltando dele.
           - Você não entende, garota, eu preciso de ajuda, porque o está querendo brigar com um garotinho lá no playground.
           Revirei os olhos, porque podia ser mais infantil que uma criança.
           - Sério? Mas já? Nós mal chegamos aqui.
           - Para você ver - ele riu.
           Quando chegamos ao playground estava com a cara emburrada para um garotinho de cerca de 5 anos, que estava no balanço.
           - E aí, ? Arranjou encrenca com seu novo amiguinho – provoquei.
           - Muito engraçado, dona . Aquele moleque tomou meu assento no balanço!
           - Você fica tão bonitinho quanto tá bravo – enganchei meu braço no dele.
           - Hum... É mesmo? – Ele deu-me um olhar malicioso e eu bati em seu ombro.
           - Não, seu besta.
           Começamos a rir. Era assim, simples. Com , ou eu conseguia me soltar, fazer brincadeiras, sem me preocupar. Já ...
           Relanceei meu olhar para o lugar onde ele estava, mais afastado do grupo, conversando com uma garota que devia ter a minha idade. Ele ria lindamente, seus dentes brancos reluzindo daqui de onde eu estava. Senti meu estômago revirar. Soltando-me de , discretamente apertei as unhas de uma mão contra a outra, contendo a vontade que estava de ir até lá arrastar de perto dela. Eu não tinha esse direito. Ele não era nada meu. Nem amigo, já que fizera questão de não me dirigir mais a palavra.
           Fingi prestar atenção ao que e diziam, rindo nos momentos certos, mesmo estivesse tudo, menos alegre. logo se junto à nossa rodinha, e eu finalmente desviei minha atenção de e sua adoradora.
           Quando voltamos para o ônibus o nível de tensão era absurdo. Eu estava incomodada demais com essa situação. Queria nunca tê-lo beijado. Queria não saber como era ter a sensação de seus lábios nos meus; sua respiração tão próxima de meu rosto. Aquela noite mudou tudo. Para pior. E se arrependimento matasse, eu já estaria morta. Mas dramas não eram comigo. E eu tinha um último show para aproveitar. , nem ninguém, faria com eu não me divertisse.
           Amanhã era um novo dia, e eu estaria dando adeus a tudo isso.

Capítulo 10

Capítulo por Gabriella Medeiros.

GOOD BYE, MCFLY!

Postado em 28 de maio de 2012

Última postagem no blog, nem acredito!
Esse mês passou rápido, tão rápido que um dia eu estava escrevendo aqui minha primeira impressão sobre os meninos, e agora estou me despedindo de vocês.
Quem acompanhou meu relato desta viagem, sabe o quanto adorei cada momento, como foi especial para mim ver tudo isso em primeira mão. Não sei do que sentirei mais falta, se das palhaçadas do , das brincadeiras do , ou de toda a banda junto, aprontando.
Sinceramente, eu espero que a amizade que construí com eles ao longo desse tempo não acabe depois que eu atravessar as portas do ônibus pela última vez, daqui a algumas horas. Eu sei que iremos manter contato, mas não será a mesma coisa; já não mais estarei participando de suas travessuras na estrada.
E, nossa! Estou ficando sentimental, bleh! Não deem muita importância.
Gostaria de terminar este post afirmando, mais uma vez, que esta foi a melhor aventura da minha vida. Jamais esquecerei. Adorei compartilhar estes momentos com vocês. McFly, vocês são uma ótima banda, e, acima de tudo, os melhores amigos que alguém poderia ter.

...................................................................................................................

  - Não tô acreditando que você vai embora – disse, de modo dramático. – Vai partir meu coração – e colocou as mãos sobre o peito.
           - Seu coração não vai ficar tão abalado assim, deixa de ser besta – sorri, mas não sei se foi verdadeiro. Meu coração estava apertado, por ter que ir embora.
  Naquele momento eu estava checando se havia guardado tudo em minhas malas. Era oficial, eu iria para casa.
           Fechei a última mala e comecei a me dirigir para a frente do ônibus, sendo seguida por , e . estava trancado no quarto, na parte de trás do ônibus. Bela forma de mostrar o quanto se importava por eu estar indo embora. Idiota.
           - Você vai fazer muita falta, disse e me abraçou. Estava cada vez mais difícil controlar as lágrimas.
           - Também vou sentir falta de vocês, meninos. Muita.
           - Principalmente de mim, né? – disse, maliciosamente.
           - Cala a boca, boboca. Ela vai sentir mais falta de mim. – disse, ao vir me abraçar. Não pude me conter e comecei a rir. Era isso ou eu iria chorar como uma menininha.
           Quando nos afastamos, era hora de eu ir. Ainda me despedi de Fletch e outras pessoas da equipe, com quem eu tinha feito amizade. Mas, mesmo com tantas pessoas dizendo que sentiriam minha falta, eu sentia um vazio. Faltava algo. E, por mais que não quisesse admitir, era .
           Estava prestes a sair do ônibus, quando me lembrei de algo importante.
           - , me empresta seu celular?
           - Claro, mas o que... – Antes que ele terminasse de falar, eu já havia devolvido o aparelho. – O que é isso? – Perguntou ao ver a página que eu abri no navegador do seu telefone.
           - É o blog em que eu estive escrevendo – disse com um sorriso mais sincero dessa vez. – Acho que é justo vocês verem o que andei falando da banda esse tempo todo.
           - Finalmente! Eu estava muito curioso, com todo este mistério – bateu as palmas das mãos uma na outra. – Se você não tiver me descrito como o mais gostoso, você vai ver, !
           Foi impossível não rir disso.
           - Leiam e descubram – pisquei. – Tchau, pessoal. Adorei esse mês com vocês. – E saí para o lado de fora.
           - ! ! – Alex acenava como um louco e veio correndo em minha direção. Eu me joguei em seus braços e ele nos rodopiou. Tudo isso sob o olhar atento de todos que estavam no ônibus. – Senti sua falta, sua chata.
           - Também senti sua falta, traste!
           Ele me colocou no chão e passou um dos braços por cima do meu ombro. Acenei mais uma vez para os meninos, e quase tive uma síncope ao ver que estivera observando, de uma das janelas, o meu reencontro com Alex. Bem, quem ligava para o que ele devia estar pensando? Certamente, eu não. Eu sabia bem que Alex era só um amigo. Principalmente porque eu não possuía a ferramenta necessária para que ele tivesse outro tipo de interesse em mim, se é que me entende.
           Enquanto colocava as malas no táxi, junto ao meu amigo, observei o ônibus da banda indo embora. Pareceu como se uma parte de mim estivesse partindo. Eu estava sentimental demais, e isso era muito chato. Alex com certeza pegaria no meu pé depois por causa disso.
           - Então, dona , quero que me conte tudo – disse ele, após fechar a porta do carro e dizer ao motorista para nos levar ao mesmo endereço em que o havia pego. – E digo t-u-d-o mesmo. Acha que vou me contentar só com o que li no blog? Nananinanão. Você vem me desconversando desde aquele dia, mas hoje não me escapa.
           Dei um suspiro. É, o interrogatório começara cedo.
           - Vou contar tudo, seu curioso. Mas espere chegarmos em casa primeiro.
           - Como quiser, Srta estraga prazeres.
           - Você continua o mesmo retardado de sempre, Alex.
           - Você também, !

 

*** * ***

  Me olhei mais uma vez no espelho, para ter certeza de que não faltava nada. Rabo de cavalo no cabelo, ok; roupa adequada para o trabalho, ok; sapatos, ok; maquiagem leve, ok também. Mas não importava quantas vezes eu dissesse a mim mesma que não faltava nada, parecia que estava esquecendo de algo.
           Ótimo, agora eu estava ficando paranoica. Quer dizer, tecnicamente, esse seria meu primeiro dia no trabalho de novo, já que saí em viagem com a banda pouco tempo depois de ter conseguido o emprego. O mesmo nervosismo daquele primeiro dia estava presente hoje, de novo.
           Só que, dessa vez, pelo menos não eu não iria correr o risco de o cadarço desamarrar. Uma preocupação a menos.
           - Tá nervosa? – Alex perguntou, de onde estava sentado, no sofá, alisando preguiçosamente os pelos de sua gata Penny.
           - Não, não tô – respondi, apertando a alça da bolsa carteiro em meu ombro.
           - Claro que tá. É tão obvio.
           Revirei os olhos e não respondi, já me dirigindo para a porta. Alex, às vezes, era muito chato. E perceptivo. Mas também era ótimo conselheiro, como ontem. Depois de contar todas as aventuras, falei sobre drama com o . Foi um alívio. E Alex concordava comigo. era um babaca.
           - Tchau, chato. Nos vemos na hora do jantar!
           - Tchau, !

*** * ***

  Do mesmo modo que no primeiro dia, havia um post-it amarelo brilhante colado na tela do meu computador avisando que eu deveria ir para a sala da minha chefe. Outra reunião. Ainda bem que não estava atrasada dessa vez.
           Bati na porta de sua sala, e como da outra vez, ela disse “entre”.
           - Olá, sra. Bell – sorri.
           - Bem-vinda de volta, ! – Ela também sorriu. – Por favor, sente-se.
           Fiz como me foi instruído e ela ofereceu suco, café, bolachas, balinhas e eu recusei. Não aguentaria nada agora. Meu estômago estava em nós.
           - Bem, primeiramente, eu gostaria de te parabenizar pelo ótimo trabalho que fez com o blog. As fãs adoraram. E soube até mesmo como conduzir as coisas quando começaram a surgir boatos de um romance entre você e um dos integrantes da banda. – Senti meu corpo inteiro gelar, ao me lembrar desse ocorrido. – Não vou perguntar se os boatos eram verídicos ou não, sua vida pessoal não é da minha conta – Allison deu um sorrisinho. – Só o que precisamos tratar hoje é sobre a edição especial que te falei quando fiz a proposta no mês passado.
           - Ah, sim, claro – me mexi desconfortavelmente na cadeira.
           - Bem, depois de tudo, a equipe da revista decidiu não publicar todos os posts, não me leve a mal, . Apenas os mais interessantes, e que as fãs curtiram mais. Queremos que você selecione as melhores fotos da banda, para que possamos escolher a foto de capa da revista. Também quero que comece a trabalhar em sua nova coluna, precisamos dela pronta até sexta-feira. – Recostando-se na cadeira, ela colocou as mãos no colo. – Acho que é só isso. Alguma dúvida?
           - Hum... não, nenhuma. – Onde estava a Allison Bell simpática? Tudo bem que ela ainda estava sorrindo, e falando amigavelmente, mas não parecia com a mulher que me fez a proposta de ir em turnê com a banda do momento, no mês passado. Certo, talvez ela só quisesse mostrar que era a chefe. E eu, como reles colunista, tinha que cumprir minhas obrigações. Acabou a farra, ! – Acho melhor eu ir começando a pensar no que escrever.
           - Faça isso. Espero um material preliminar logo.

*** * ***

  Acabou que eu escrevi uma coluna falando da vida sobre rodas, contando um pouco da minha experiência vivendo em um ônibus. Minha chefe adorou.
           Quando o meu expediente estava acabando na sexta-feira, eu quase fiz uma dancinha. Enfim livre! Parecia até mentira que a semana de trabalho estava acabando.
           Deus existe! – Eu queria gritar como a lunática que era.
           No entanto, como alegria de pobre dura pouco, o telefone em minha mesa tocou, quando eu já estava me levantando para ir embora. Era a Sra. Bell, claro. Havia um erro em meu artigo. Algo que não condizia com a realidade. Sim, porque foi ela que passou um mês em um ônibus, não é? Mas que droga!
           Controlei a irritação, por ter sido interrompida na minha ida para casa, e caminhei em direção à sua sala. Bati uma vez e não obtive resposta. Bati outra, e nada. Mas que diabos?!
           Para não dizer que não havia feito minha parte, abri a porta lentamente e espiei, só para me certificar de que a sala estava vazia. Mas não estava preparada para o que vi.
           Oh, meu Deus!
           .
           Que diabos estava fazendo na sala da minha chefe?!
           Eu ia fechar a porta e fingir que não o havia visto sentado na cadeira da sra. Bell, mas ele se virou e me viu, falando antes que eu pudesse fazer isso.
           - , por favor, eu preciso falar com você.
           Respira fundo, !
  Entrei na sala e silenciosamente fechei a porta atrás de mim, recostando-me nela.
           - O que você está fazendo aqui? – Perguntei, ainda confusa por sua presença na sala.
           - Eu precisava falar com você. – Foi só o que disse. Como se isso esclarecesse muita coisa!
           - Bem, isto você já havia dito. – Falei, rude – Quero saber por que está na sala da minha chefe.
           - Falei com Allison na quarta-feira, e pedi que me ajudasse a falar com você. Bem, este foi o modo que ela arranjou de você não bater a porta na minha cara. – Ele fez um gesto, indicando a sala.
           - Eu não tenho obrigação de ficar e ouvi-lo, . Você sequer se despediu de mim. Não temos nada para falar. O modo como me ignorou durante o resto da turnê deixou tudo muito claro para mim. Realmente não sei por que você pensou que precisássemos conversar. – Desencostei-me da porta e virei-me para abri-la.
           Contudo, de alguma forma, conseguiu impedir-me de sair, chegando rapidamente ao meu lado e fechando a porta novamente. Meu coração acelerou ao encarar seus profundos olhos . Droga, isso de novo não!
           - Por favor, , sei que fui um idiota, mas será que você poderia me dar um minuto?
           - Estou contando – apontei para meu relógio de pulso. – Eu já passei do horário de ir para casa, e estou cansada.
           - Desculpe – ele suspirou. – Prometo não roubar muito do seu tempo.
           - Ah, e não vai mesmo. Você pediu um minuto. E o tempo já está passando.
           - Tudo bem, certo. Eu mereço que você me trate assim depois do modo como te tratei.
           Ainda bem que sabe
  Ele suspirou.
           - Eu reagi muito mal, . Não era pra ter sido daquele jeito, mas eu meio que fiquei assustado com as coisas que você despertou em mim.
           - Não me diga! – Comentei, irônica.
           - ...
           - Não, . Toda esta conversa é sem sentido. Para que tocar nesse assunto, agora? A turnê acabou. Você não precisa mais estar respirando o mesmo ar que eu, do jeito que queria.
           - O problema é que eu não consigo de tirar da minha cabeça! – Ele se exaltou. – A cada maldito minuto eu me pego pensando no que você está fazendo. Se está sorrindo. Se pensa em mim, também.
           É claro que eu pensava. Esse idiota não saía da minha cabeça, não importava o quanto eu me esforçasse para mudar o rumo de meus pensamentos.
           - ...
           - , eu tô aqui pedindo uma chance. Mais uma chance para tentar fazer as coisas direito.
           Por que eu deveria me arriscar nisso? Era loucura. Mas uma loucura bastante tentadora.
           - Eu não... eu não...
           Ele encostou a testa na minha.
           - Não me diz que não, – sua voz era de súplica. – Dessa vez eu vou fazer as coisas direito.
           - – falei, me afastando dele –, em todas as nossas interações anteriores você nunca deu indício de que quisesse um relacionamento. Se tivesse rolado alguma coisa na viagem, teria ficado por lá. Nós somos de mundos completamente diferentes.
           - Eu não acredito mais nesse tipo de coisas. Eu não estou dizendo que vai ser perfeito, ou que não vamos brigar, porque nós dois somos cabeças-duras. Mas, se nos esforçarmos, pode dar certo. Só diz que sim, .
           - Eu...
           - Oh, pelo amor de Deus, diz sim logo, garota! Está nos matando de aflição aqui – tive um susto ao ouvir a voz de e quase caí para trás, só não me estatelei no chão porque me segurou.
           - ? – Perguntei, arqueando uma sobrancelha.
           - Eu não consegui segurá-los. – deu um sorriso sem graça. Tão lindo!
           - Onde eles estão? – Questionei em um sussurro.
           - Lá – ele também sussurrou e apontou para a porta do banheiro da sala.
           - Eu não acredito nisso – ri baixinho.
           - Então, , acabe logo com nossa aflição. Diga sim, ou sim.
           - Você é tão bobo. – Dei um sorrisinho. – É, vamos ver no que vai dar.
           - Isso é um sim?
           - É, sim.
           Ele me deu um beijo rápido, antes de se virar em direção ao banheiro.
           - Ela disse sim, pessoal! Podem sair agora! – gritou.
           - Finalmente! – Disse . - Eu não aguentava mais ficar trancado com esses dois.
           - Então, finalmente o quarto membro da banda está laçado? – perguntou.
           - Bem, é o que parece. – disse, com um sorriso radiante.

  Eu não sabia se nosso relacionamento daria certo ou não, mas assim era a vida, um mar de incertezas. Eu iria valorizar cada momento, faria com que fosse eterno enquanto durasse, e aproveitaria a companhia desses meninos, me divertindo com suas brincadeiras, aprontando junto com eles.

  N/A: Bem, essa foi minha primeira experiência com o Game das Leitoras, e tenho que admitir que no começo foi um pouco difícil para mim, pois peguei o bonde andando, e nunca havia escrito usando a ideia de outra pessoa. Espero ter conseguido dar continuidade à história de um modo bom, e que a doadora da ideia curta o que foi escrito em Ready2Rock. Beijos de luz, e muito obrigada, Espaço Criativo, por ter me proporcionado essa nova experiência.

FIM