Para Sempre Sua
Escrito por Virginia Oliveira | Revisado por Larissa Martins
Eram por volta das três horas da manhã e eu me olhava no espelho e vi que já estava na hora de eu ir para casa. Eu não queria, pois tudo me lembrava ela.
Chegando em casa, achei que vi ela, chorando, mas vi que era só mais uma ilusão minha, um sonho, talvez.
Entrei em casa, exatamente às três horas da manhã e eu aqui, com o celular na mão tentando ligar para ela e pedir para ela voltar, mesmo sabendo que eu sempre fazia isso. Eu não entendo o porquê de eu ser assim, o porquê que eu ajo assim.
Estamos juntos há três anos e isso, sei lá como devo chamar, de eu ser “bipolar”, como ela mesma diz, começou há pouco mais de um ano.
Me lembro perfeitamente como a conheci, há um pouco mais de três anos.
Flashback On
Naquela época eu gostava muito de fotografias, todo final de semana eu ia em um bairro diferente em Londres, às vezes eu pegava um ônibus e ia em alguma cidade próxima apenas para fotografar.
Em um sábado, estávamos na primavera e eu fui a um parque que fica a quinze minutos da minha casa, normalmente eu não ia lá para fotografar, mas minha mãe havia ido ontem e me disse que as flores estavam mais lindas do que de costume e o parque estava cheio de pássaros de todos os tipos. Pode até parecer gay, quer dizer, parece gay, mas é muito bom ver a reação da minha mãe quando ela vê fotos novas. É uma sensação maravilhosa.
Bom, voltando… Eu peguei minha câmera fotográfica, a última que eu comprei, e fui caminhando até o parque.
Como eu previa, o parque estava cheio de pessoas, sempre em época de primavera e verão o parque enchia de famílias com seus filhos a fim de fazer um piquenique.
Minha mãe também estava certa. As árvores e flores que pertenciam ao parque estavam muito mais belas do que de costume e havia mais pássaros também.
Comecei a fotografar os pássaros que estavam voando na parte sul do parque, onde havia menos pessoas. Passei algum tempo fotografando esses pássaros e fui andando até o centro do parque, onde havia as flores mais belas.
Foi no exato momento que eu estava fotografando algumas rosas amarelas que ela apareceu na frente da lente. Eu já estava pronto para tirar a foto e ela apareceu.
A foto havia ficado linda. A garota que aparentava ter, no máximo, 25 anos, tinha os cabelos em um tom de , os olhos da cor do mar e a pele branca como a neve.
Ela sorriu e as bochechas se tornaram em uma cor avermelhada, sinal de que ela estava com vergonha.
- Desculpe-me, eu não queria ter atrapalhado você - Ela disse. Sua voz era doce e serena e mostrava vergonha como as maças do seu rosto.
- Não tem problema. A foto até ficou bonita.
Descobri que seu nome era e que ela morava em uma rua à esquina do parque.
Todos os dias ela ia no parque e eu comecei a ir também, até chamá-la para sair.
Flashback Off
Me sinto feliz ao lembrar desses momentos e triste também por fazê-la sofrer a esse ponto. Esse meu ego, esse meu orgulho e esse meu ciúme.
Talvez, você, cara leitora, não esteja entendendo nada, mas explicarei como tudo ocorreu. Esse é o porquê de estarmos brigados.
Flashback On
Era um dia ensolarado, mesmo sendo final de setembro. Fazia tempos que eu não via um dia quente, nem no verão. Resolvi então chamar para um piquenique no parque, o mesmo que nós nos conhecemos.
Tomei um banho, vesti uma camisa branca, uma calça jeans e calcei um dos meus all star surrados. Passei o perfume favorito de , penteei meus cabelos e fui a casa dela, a pé mesmo, pois sua casa era próxima a minha e era a caminho do parque.
Com a cesta de piquenique na mão direita, coloquei a outra mão em meu bolso, puxando o celular e liguei para . Tocou uma, duas, três vezes e na quarta caiu na caixa de mensagens. Não me preocupei na hora, pois às vezes ela colocava o celular no silencioso, sempre quando estava na faculdade, e esquecia de tirar do silencioso. Como ontem foi sexta, ela deveria ter esquecido e não tirou.
Coloquei o celular de volta no bolso e caminhei até chegar na casa dela. Era uma casa simples de dois andares, como a maioria das casas de nosso bairro. Toquei a campainha e um homem, que deveria ser, no máximo, cinco anos mais velho do que eu, atendeu a porta.
- É… A está?
- , tem um cara aqui perguntando por ti? - ? Esse cara deu um apelido a minha ?
- Eu já disse para não me… Alex? O que faz aqui? - Disse , aparecendo na porta. Ela estava com um vestido, acho que florido, com um avental cobrindo-o.
- Bom, eu vim ver a minha namorada, não posso, ?
- Ah, então, esse é o famoso Alexander Turner? fala muito de você. Sou o Patrick.
- Pois ela nunca me falou de você. Engraçado, não?
- Patrick, vá na cozinha e olhe os biscoitos para mim, okay? - Patrick acenou com a cabeça e foi. - Que cena foi essa aqui? Posso saber, Alexander?
- Que cena foi essa aqui? Você, com um cara que, aliás, está sem camisa, na sua casa, sozinhos… Eu apenas vim aqui na sua casa e você fala assim comigo.
- Alexander, eu não te entendo. Eu tento, é sério, mas eu não te entendo e nem entendo sua bipolaridade. Há um minuto você está falando com rispidez e agora está falando calmamente.
- Não muda de assunto, . Quem é esse cara, o que ele faz aqui, por que ele está sem camisa e por que vocês estão assando biscoitos?
- O que é isso aqui? Um interrogatório? Você é da polícia e eu não sabia, meu caro Alexander? - Ironizou a moça.
- Não me venha com ironias, . Fala logo.
- Alex, você é muito chato, droga! Eu não posso falar com ninguém, sair com ninguém que você já acha que eu estou te traindo! Poxa, cara, confia mais em mim! - esbravejou.
- Como confiar se você fica me dando motivos para eu desconfiar, ! - Gritou Alex, mas não se assustou, ou se surpreendeu. Ela já estava acostumada com as desconfianças de Alex. Acostumada e cansada de tudo isso.
- Alex, para com isso! Eu já estou cansada desses seus shows! Eu estou C-A-N-S-A-D-A! Vá embora, por favor! Isso só está me fazendo mal! Eu quero um tempo para pensar se eu dou continuidade nisso tudo!
A última coisa que eu vi antes de ela fechar a porta foi o seu rosto inchado pelo choro recente e seus olhos vermelhos pelas lágrimas que insistiam em cair.
Foi ali que eu vi que eu estava fazendo mais mal a ela do que bem e foi assim que eu me destruí em lágrimas.
Flashback Off
Agora, você sabe o que aconteceu e o quanto babaca eu fui e sou por não ter percebido o quão triste ela está pelo mal que eu estou causando.
Eu sei que ela me ama assim como eu a amo como nunca amei ninguém, mas esse meu ciúme não deixou nós dois sermos felizes, havendo apenas tristeza em nossa vida.
Saí dos meus pensamentos, pois meu celular estava tocando, uma música aí da banda All Time Low, a música favorita de . E falando nela, era ela quem estava me ligando.
- Oi, . - Eu disse, com minha voz embargada por conta do choro e da bebida.
- O que é, Alexander? Você viu que horas são? São três, TRÊS horas da manhã! Você está louco? - Essa era irritada quando era acordada por mim. Mesmo assim era ótimo ouvir a voz dela depois de quase duas semanas, desde a nossa última briga.
- Desculpe, querida. Eu estou apenas com saudades de você.
- Você está bêbado, Alex? Ah, é por isso que você está me ligando! Por que você só me liga quando está chapado? Você não tem coragem o suficiente para me ligar quando está sóbrio?
- Eu te amo. - Eu disse. não respondeu por dois minutos e eu completei: - Você, , é a mulher da minha vida e por mais que eu esteja chapado, eu sei que eu não vou me esquecer quando acordar pela manhã, pois isso é a verdade. Só agora, eu percebo o quão mal e tristeza eu causei em você e quero que você me perdoe. Eu não sabia que você estava infeliz, . Eu te amo!
- Oh, Alex. Por que você não viu antes, meu amor? Por que não percebeu o quão estávamos infelizes? Eu te amo tanto, Alex, que chega a doer. Você sente isso também?
- Sinto, meu bem, eu sinto. E sinto mais ainda por ter sido tão idiota, babaca, todos os nomes existentes são denominados a mim. Me perdoe?
- Como não te perdoar, Alex? Eu sempre vou querer você perto de mim. Se você já tivesse vindo no dia seguinte, eu já teria te pegado em meus braços e te beijado, meu amor.
- Eu precisava ver o quanto eu te fiz mal, querida.
- Obrigada por ter compreendido.
- …
- Fala, Alex.
- É muito tarde para eu ir aí na sua casa e te ter em meus braços agora?
- Não, Alex. Não é.
- Estou indo aí.
- Eu estou te esperando.
- Eu te amo.
- Eu te amo também.
- Para sempre seu.
- Para sempre sua.
FIM
Olá, girls! Minha primeira (e acho que única) fanfic do Arctic Monkeys! Única, por que eu não sou fã da banda e não sei N-A-D-A sobre a mesma, era apenas a fanfic do AS da equipe.
Olívia, eu espero que você tenha gostado da fanfic e se não gostou, me perdoe. Eu não sabia nada sobre a banda e sim, eu me inspirei na música “Why'd You Only Call Me When You're High?”, pois essa música foi a minha válvula para criar essa fanfic.
Se quiserem ler mais alguma fanfic escrita por mim, é só ir em catálogo de autores, “Virginia Oliveira”.
Beijos e até a próxima fanfic!

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