Our Son III – Family
Escrito por Samara Dias | Revisado por Beezus
PRÓLOGO
A história até aqui...
Depois daquela primeira reunião com o juiz, se vê obrigada a compartilhar seu filho com o pai dele, . Ela começa a odiá-lo mais do que tudo no mundo por estar fazendo-a passar por toda aquela situação, mas as coisas pioram e ela se vê com problemas muito maiores do que .
Por culpa da crise na Europa, perde o emprego. Com medo de o juiz ficar sabendo da informação e o fato contar para que ela perca a guarda do filho, corre atrás de outro emprego. E ela precisava, e rápido, encontrar um antes que o banco tomasse sua casa por culpa das parcelas da hipoteca que estavam vencidas. O problema era que, por orgulho, não pediu ajuda e acabou perdendo sua casa. Ficou desolada quando recebeu a carta de despejo.
havia conseguido o que queria. Estava vendo o filho toda à semana e sua relação com não andava tão mal, ela agora o suportava em nome da boa relação na frente do Samuel. Ele já sentia que seus sentimentos por aquela mulher estavam se tornando muito mais do que o simples companheirismo de terem um filho juntos. Não.
estava se apaixonando por Dias. E quando ele descobre que ela havia perdido a casa onde vivia, faz a proposta mais maluca: Pede que ela vá morar em sua casa.
aceita o pedido, afinal, não tinha mesmo para onde ir. A partir dali as coisas começam a mudar entre os dois. Os sentimentos de ficam mais fortes a cada dia e começa a perceber que não é mais o ódio que fala mais alto quando está perto de . Quando ela finalmente percebe que o ama, a visita de seu ex-namorado estraga tudo. Ela volta pra casa e o relacionamento entre os dois retorna a estaca zero. tenta se reaproximar, mas com o dia do julgamento para a determinação da guarda chegando, se distancia ainda mais.
O medo de perder o Samuel tinha voltado a tomar conta das ações dela, consequentemente deixando convencido de que ela não a ama. No dia do julgamento, retira o pedido de guarda do filho e em uma discussão acaba confessando que sentia algo a mais por , mas também diz que havia desistido antes de sofrer mais. Dessa forma, não diz a ele o que sente e acata sua decisão resolvendo que era melhor mesmo que as coisas ficassem daquela maneira.
Assim, os dois resolvem seguir em frente.
UM
Junho de 2014
soltou um suspiro pesado, largando sua bolsa no sofá e se jogando no mesmo. Fechou os olhos e se espreguiçou, tentando se livrar daquela corriqueira dor muscular que a perseguia. Principalmente por causa do Sam, que já estava muito pesado, mas ela não abria mão de pegá-lo no colo todos os dias sempre que sentia vontade.
Ainda tinha alguns minutos de descanso antes de aparecer com o Samuel. Ele estava revezando com a Giovanna há alguns dias, ficando com o filho enquanto trabalhava durante o dia.
As coisas entre os dois estavam frias desde o dia do julgamento. Não conversavam além do que fosse estritamente necessário, ou seja, apenas assuntos relacionados ao Samuel. Ela agora ignorava as redes sociais e bancas de revistas para não se deparar com nenhuma notícia das noitadas de , mas ela sabia que algo assim estava acontecendo pelos cochichos que reparava no trabalho.
É claro que todos sabiam que eles eram ex-namorados e que ela tinha um filho com ele. Era a notícia do escritório, mas nem ligava. Mergulhava de cabeça no trabalho e se esforçava ao máximo. Em pouco tempo já havia sido considerada a melhor da empresa.
Levantou-se do sofá com dificuldade, culpa da preguiça que lhe atingiu, e foi até o banheiro. Despiu-se e entrou no Box, esperando a água do chuveiro esquentar para então, mergulhar. Lavou o cabelo com xampu e condicionador bem devagar, massageando bastante para que conseguisse relaxar um pouco.
Tinha acabado de desligar o chuveiro quando a campainha tocou. Xingou baixo e agarrou a toalha, se enxugando apressadamente e se enrolando na mesma. Não tinha tempo de vestir uma roupa.
Correu até a porta e abriu a mesma dando de cara com , segurando o Sammy no colo.
congelou ao vê-la. Olhou pra ela de cima a baixo duas vezes e engoliu em seco. O cabelo molhado deixava pingos de água caindo pelo colo nu dela. Seus olhos pareciam ainda mais azuis e a bochecha estava um pouco corada, não sabia se era de vergonha ou pelo calor da água do banho.
- Mamãe! - Samuel interrompeu o momento constrangedor quando se inclinou na direção da mãe, fazendo assustar tendo que agarrá-lo para que o mesmo não caísse. - Colo! - sorriu para o filho.
- Sammy, eu não posso te pegar agora, meu amor. - O garoto continuou repetindo “colo” algumas vezes. olhou sem graça na direção do . - Você esperaria até eu me trocar? - Ele engoliu em seco mais uma vez antes de concordar com um aceno de cabeça.
sorriu e deu meia volta, indo até seu quarto. observou-a durante todo o percurso e só acordou quando Samuel começou a chorar em seu colo.
- Calma filhão! Mamãe já vem! - Entrou na casa e fechou a porta, depositando a bolsa com as coisas do filho no sofá. Sam continuou chorando.
- Prontinho! - retornou pra perto deles, ainda tentando acalmar o choro do garoto. - Vem aqui amor. - Ela estendeu os braços e Samuel praticamente pulou para os braços dela.
soltou uma gargalhada que fez sorrir. - Como foi o seu dia príncipe? - O menino parou de chorar imediatamente e sorriu, apertando as mãozinhas na bochecha dela.
- 'Sadadi! - sentiu o peito inflar de emoção. Apertou o filho em um abraço e fechou os olhos.
- Também morri de saudades príncipe! - voltou a abrir os olhos e viu encarando-a. - Alguma coisa que eu deva saber? - Perguntou como sempre fazia quando o passava o dia com Samuel.
- Nada demais, além dele ter te chamado o dia inteiro. - Sorriu de leve, bagunçando os cabelos. - Disse alguma coisa sobre um passeio no parque. - deu de ombros cruzando os braços junto ao peito para tentar disfarçar o nervosismo que sentia sempre que estava na presença de .
- O parque hun? - Samuel soltou uma risada ao compreender do que os dois falavam, mostrando-se muito animado. - Chris vai nos levar amanhã cedo querido. - Ao perceber que não iria passear naquele momento, Samuel fez um bico enorme, arrancando uma risada baixa da mãe. - Não se preocupe! A noite passa rápido! - Beijou a testa do filho delicadamente, andando até o sofá e ajeitando o pequeno no colo de forma que ele se aconchegasse para dormir. - Ele comeu direito?
pareceu acordar de um transe, os pensamentos rondando em sua cabeça, perguntando-se quem diabos seria Chris. Olhou para a mulher em sua frente, os braços aninhando o filho já sonolento balançavam para um lado e para o outro, os olhos verdes aguardavam a resposta.
- Sim. Até bem em comparação a última vez. - Disse baixo descruzando os braços e apoiando-os em seus joelhos. - Dei um pouco de sorvete a ele hoje depois do almoço. - fez uma careta de repreensão. Sabia que adorava mimar o filho e o “pouco” a que ele se referia sempre era muito mais do que Samuel deveria comer.
- Espero mesmo que tenha sido pouco. Você sabe que ele não pode comer essas besteiras em excesso. - bufou antes de rolar os olhos.
- Eu escutei o pediatra da última vez , não dei mais do que deveria a ele, não se preocupe. - Os dois se encararam por um momento antes de concordar.
Um silêncio se infiltrou sobre o cômodo, desconfortável como sempre era quando os dois estavam sozinhos, principalmente sem Samuel para distraí-los. O garoto já dormia nos braços da mãe, exausto depois de um dia inteiro brincando com o pai e os tios do One Direction.
- eu estava pensando... - começou cortando o silêncio, a voz baixa para não acordar o Sam, mas com um toque de nervosismo na mesma. - Talvez você pudesse me deixar sair com o Sammy nesse fim de semana. - franziu a testa. - A Perrie vai estar de folga e ela está doida pra conhecer ele. - não percebeu quando os olhos verdes de escureceram de ciúme ao escutar o nome da ex-namorada do .
- Perrie? - Ela só percebeu que havia dito quando viu sorrir de lado ao concordar com a cabeça.
- É. Minha ex-namorada. Nós voltamos a nos ver semana passada e ela me disse ontem que gostaria muito de conhecer o Sammy. Foi então que eu pensei em um passeio, ainda mais o Sammy falando o dia todo sobre o parque... - Deu de ombros sem perceber como a respiração de estava acelerada. Sua mente processava uma parte do que ele disse repetidas vezes. “Nós voltamos a nos ver semana passada...”
Ela sabia que aquilo podia acontecer, na verdade, estava esperando o dia que ele apareceria anunciando sua nova namorada, a mulher que tentaria roubar seu filho dela assim como roubaria o amor do pai. O amor que ela nunca teve, nem teria.
- Er... Não sei ... - Ela começou gaguejando. Fez uma pausa para controlar a voz e desviou seu olhar para o filho adormecido. - Eu já estou indo sair com o Sammy amanhã. O Chris vai levar a gente ao parque. - fez questão de citar o amigo pra ver se conseguia equilibrar o grau de ciúme ali.
Ela conseguiu, com certeza!
- E eu posso saber quem é Chris? - cerrou os dentes ao dizer, tentando controlar um ataque de fúria.
o encarou.
- Um colega de trabalho. - Ela não completou as outras explicações de que o rapaz estava chamando-a para sair desde sua primeira semana no escritório e que ela só havia aceitado daquela vez. - Bom... Eu acho que a única forma de você sair com o Sammy é indo com a gente, já que domingo nós vamos almoçar na casa dos Fletchers.
- Hum. Ok! - pareceu mais empolgado do que deveria. Também pudera, já que ele estava louco pra conhecer esse tal de Chris e não haveria oportunidade melhor que aquela. - Vou conversar com a Perrie. - Ele só não tinha noção que estava querendo a mesma coisa que ele, conhecer a Perrie.
- E eu vou ligar para o Chris. - O silêncio voltou a reinar enquanto se levantava, aproximando-se de onde estava. - Vou colocar ele no berço.
- Posso fazer isso? - Ele perguntou baixo. concordou com a cabeça.
estendeu os braços para pegar o filho e o depositou ali. No ato, seus braços se tocaram. Pele contra pele. A única forma de contato entre os dois em tantos dias, mas a eletricidade ainda estava ali, se possível ainda mais forte que antes.
se afastou com um passo, o coração acelerado, mordendo o lábio inferior. teve que controlar o último vestígio de sanidade que tinha para não agarrá-la. Apenas respirou fundo e se concentrou em levar o filho para o quarto.
Junho de 2014
O dia estava lindo. O sol havia dado o ar da graça e aparecido naquela manhã deixando o clima confortável o suficiente para que usasse um vestido branco com flores coloridas como estampa. Deixou os cabelos soltos e aplicou uma maquiagem de leve. O filho vestia uma bermuda jeans e uma camisa gola polo vermelha.
A campainha tocou e correu para atender, sabendo quem era. Encontrou o homem de olhos azuis e cabelos pretos sorrindo para ela.
- Christopher! - O homem se aproximou dela, beijando-lhe a bochecha com delicadeza.
- ! Linda como sempre! - Observou com os olhos brilhando de cima a baixo. Ela corou. - Pronta pra ir? - mordeu o lábio inferior e concordou com um aceno de cabeça.
Foi para dentro da casa e pegou o filho que já gritava palavras ainda irreconhecíveis para a audição da mãe, brincando com seu carrinho predileto.
Levaram as coisas para o carro do Christopher: os brinquedos do Samuel, a bolsa com as coisas dele e a cesta de piquenique. Foram o caminho todo até o parque brincando e cantando as músicas que passavam no rádio, mas a distração não foi o suficiente para tirar da cabeça de que logo ela veria o com outra pessoa.
Ao chegarem ao parque, logo na entrada, reconheceu o carro de estacionado. Apontou o local e fez Christopher estacionar ao lado. Ela saiu do carro e no mesmo instante saiu do seu. Os dois ficaram se encarando por breves segundos até Christopher chamar pela .
Ele a entregou o Samuel que já estava muito animado e foi pegar o resto das coisas no bagageiro. deu uma olhada em e viu que agora ele estava acompanhado.
Perrie era muito bonita e estava elegante, para a tristeza de . Percebeu que ela jamais poderia disputar com uma mulher que tinha aquele corpo esbelto e alto. Pelo estilo deu para a perceber que a Perrie era rica também.
- , esta é a Perrie. - começou a apresentação assim que eles se aproximaram. - E Perrie, essa é a mãe do meu filho. - sentiu o peito inflar de orgulho pela forma como o a apresentou. Sorriu para a concorrente. - E esse garotão lindo aqui é o Samuel! - estendeu o braço e pegou o filho no colo.
- Prazer em te conhecer . - Ela sorriu ao cumprimento.
- Digo o mesmo Perrie. - As duas trocaram mais um olhar antes de Perrie se concentrar no Sam.
- Eu deixei alguns brinquedos dele no carro, mas o resto está aqui. - Christopher foi para o lado da com a bolsa e a cesta de piquenique nos braços. encarou o homem com um olhar feroz ao ver a mão dele na cintura da . Sorte que o Christopher não percebeu.
- Chris, eu quero te apresentar o pai do meu filho.
. - Ela apontou na direção dele. Os dois trocaram olhares e um aperto de mão significativamente forte. - , esse é o Christopher. - Os dois homens se analisaram mais um pouco antes de se afastarem. - E esta é a Perrie. - tentou não deixar transparecer o ciúme ao falar o nome da mulher.
Depois das devidas apresentações, os dois casais e o pequeno Samuel adentraram o parque. Escolheram um lugar mais vazio em baixo de uma gigante árvore que os protegeria do sol para colocar suas coisas. Uma grande toalha foi forrada ao chão e logo todos estavam distraídos com um pequeno Samuel hiperativo.
Brincaram de várias coisas com o garoto até a hora do almoço. Comeram sanduíches de frango com suco de laranja enquanto o Sammy se melava todo com sua papinha de banana.
Enquanto os dois homens se revezavam em ensinar o Samuel a jogar bola, e Perrie continuaram sentadas, observando a cena.
- Ele é um garoto adorável. - Perrie começou para cortar o silêncio. - Se parece muito com você apesar de ter os olhos e a boca do . - encarou a mesma que olhava fixamente pra frente.
- Obrigada. - Ela respondeu. - Posso perguntar uma coisa? - Não se aguentou de curiosidade, ainda mais sabendo que aquela seria a única oportunidade de conversar com a Perrie sem o por perto. Recebeu um aceno de cabeça em concordância. - Você e o estão...? - Não conseguiu terminar, mas viu Perrie sorrir ao negar com a cabeça.
- Nós dois não estamos juntos. - teve que controlar um suspiro de alívio que surgiu. - Apesar de ele ter tentado, eu conheço bem o pra saber quando ele está a fim ou não. E de uma coisa eu tenho certeza, não é de mim que ele está a fim. - tentou controlar o ridículo sorriso de contentamento ao saber daquela informação.
- Então vocês são apenas amigos? - Tentou fingir desinteresse, mas sem muito sucesso. Perrie soltou um suspiro.
- Nós nos tornamos bons amigos realmente, mas eu não posso mentir dizendo que não gosto dele, porque sim, eu ainda gosto. - franziu a testa sem entender.
- Porque você não está com ele então? - Perrie voltou seu olhar para , Chris e Sam que jogavam bola animadamente.
- Porque quando nós namoramos, ele me feriu muito, me traiu. - viu a dor na voz da Perrie. - Eu até tentei continuar com ele, mas quando se perde a confiança em alguém é muito difícil recuperá-la. - concordou com a cabeça automaticamente. - E agora eu não quero simplesmente começar uma coisa se eu sei que o coração dele não é meu.
As duas caíram no silêncio mais uma vez, mas agora com muitos pensamentos rondando suas cabeças. observou conversando com Chris e se perguntou o que os dois falavam. No instante seguinte, a cabeça dos dois virou para a direção dela. Os olhos verdes da se encontraram com os azuis acolhedores do Chris antes de fixarem nos que lhe tiravam todo o ar dos pulmões.
- Eu vejo como ele olha pra você. - A voz de Perrie fez cortar o contato visual com . - E como você olha pra ele. Eu fico me perguntando por que não deu certo com vocês. - Foi a vez de suspirar antes de olhar a Perrie.
- Eu e o só nos aproximamos por causa do Sammy. Nunca daria certo entre a gente. - sabia que Perrie não tinha noção da inseminação artificial nem dos motivos dela ter morado com meses antes, mas pelo menos não havia mentido ao responder.
- É uma pena, na verdade. Eu sempre quis ver o feliz, mesmo que não fosse do meu lado. - mordeu o lábio inferior ao ver os dois rapazes se aproximando com Samuel. Perrie percebeu que, por mais que ela negasse, havia sentimento entre os dois. Estava claro na forma que eles olhavam um para o outro.
DOIS
Junho de 2014
retornou para a sala de estar e encontrou o Christopher analisando algumas fotos espalhadas pelo local. Sorriu quando ele percebeu sua presença. Os dois sentaram-se lado a lado no sofá.
- Esse dia foi incrível . - Ela sorriu ao concordar. - Mesmo que eu não tenha imaginado que fossemos ter acompanhantes, ainda sim, foi incrível!
- Se tivesse tido outra maneira Chris, mas o insistiu e... - Ele levou um dedo aos lábios dela, silenciando-a.
- Não! Ele é até legal! Tirando o fato que ele não tirava os olhos de você e fez várias perguntas sobre as minhas intenções. - Ele deu de ombros e impediu a de falar outra vez. - Eu fui obrigado a dizer o quanto eu estou maluco por você e que eu vou lutar pra conquistar o seu amor. - Cochichou a última parte tirando quaisquer palavras que pensava em dizer.
se perdeu na imensidão daqueles olhos azuis e continuou muda. Christopher, ao perceber a oportunidade, retirou seu dedo dos lábios dela e colocou sua mão na curva de seu pescoço. Aproximou os dois rostos devagar, receoso de assustá-la, até que os lábios se tocaram. não sentiu todo aquele calor, muito menos a sensação de falta de ar de quando ela beijava o , mas ainda assim o toque não era ruim e ela se pegou retribuindo a um beijo calmo.
Os lábios de Christopher moviam com cautela, tentando gravar cada pedacinho dos lábios de em seu pensamento. Seu polegar acariciava o maxilar dela enquanto a outra mão subia e descia por seu braço. Línguas moviam-se ainda tímidas pelo primeiro contato.
Depois de alguns minutos eles se separaram com um selinho casto. Christopher sorria e se pegou sorrindo também.
- Eu sei que você não sente o mesmo por mim, mas nós podemos tentar. - Christopher falou baixo, sua respiração quente batendo nos lábios da . - Sem pressa. Sem compromissos. - Ela estava com a resposta negativa na ponta da língua, mas resolveu pensar por um momento. Sabia que seu coração já estava tomado e Chris também, mas ainda assim ele queria tentar. Ela não podia negar que talvez fosse mais fácil esquecer o com a ajuda dele. já havia desistido e estava seguindo em frente. Ela também precisava fazer o mesmo.
- Tudo bem Chris, nós podemos tentar. - E pelo sorriso maravilhoso que ela recebeu, sabia que valeria a pena.
Julho de 2014
- Uh, alguém aqui está com raiva! - Após bater a porta de sua casa com força, procurou a voz que dizia e viu Liam esparramado em seu sofá. - Tava te esperando amor, mas to vendo que não vai ser uma boa ficar perto de você com esse ódio todo! - Bufou antes de ir até onde ele estava e sentar no sofá oposto.
levou as mãos à cabeça e puxou os fios de cabelo sem se importar com a dor. Na verdade, queria que doesse para que a mente dele pudesse esquecer a cena que viu há poucos minutos.
- Eu preciso beber. - Foi à única coisa que ele falou, quase implorando. Liam percebeu a gravidade da situação e correu até a cozinha. Voltou com duas garrafas de cerveja.
- Pela a sua cara só pode ter sido alguma coisa com a . - Liam viu a cara de dor que o fez ao pronunciar o nome da e sabia que tinha acertado em cheio. - Desabafa cara.
- Eu resolvi passar lá antes de vir pra casa pra poder ver o Sammy. Antes que eu pudesse sair do carro ela apareceu na porta com aquele... Aquele... Christopher! - A última parte saiu como um grito estridente.
- Quem é Christopher? - Liam questionou antes de beber um gole de sua cerveja. praticamente já havia bebido todo o conteúdo de sua garrafa.
- Um cara que trabalha com ela! - largou sua garrafa no chão e, com um suspiro, Liam entregou a dele pra ele. - Ele teve coragem de dizer na minha cara que estava apaixonado por ela e que não desistiria até ela estar por ele também! - Liam soltou um assovio e apoiou seus cotovelos em seus joelhos olhando atentamente para o amigo.
- Isso é uma merda. - Comentou vendo concordar em seguida.
- Merda mesmo foi o que eu vi Liam. - O amigo esperou enquanto bebia rapidamente todo o líquido da segunda garrafa. - Eles se beijando como um casalzinho apaixonado bem em frente a casa dela!
- Ta explicado o motivo da sua piração toda. Vou pegar mais cerveja. - Liam levantou rapidamente do sofá deixando sozinho com sua dor. Voltou alguns segundos depois com quatro garrafas nas mãos. Colocou duas no chão e entregou uma ao amigo, tomando a outra. - Você falou com ela?
- Claro que não! Se eu tivesse sequer decido do carro teria feito merda. Preferi vir embora. - O amigo concordou, também achando que aquela era a melhor opção.
- Eu nem preciso dizer eu te avisei, preciso? - bufou desviando o olhar do amigo e se concentrando em terminar mais uma garrafa de cerveja. - Você tinha que ter dito a ela como se sente cara, tinha que ter dado uma chance dela escolher ficar ou não com você.
- Não vou repetir que eu escutei com todas as letras ela dizendo para a Giovanna que não queria ficar comigo, que me odeia, que nunca daria certo. - Soltou o ar cansadamente, esfregando as têmporas.
- Você a escutou dizendo para a Gio, mas nunca se declarou pra poder escutar se ela correspondia ou não os seus sentimentos. - Liam entregou outra garrafa de cerveja ao amigo quando observou que a dele já tinha acabado. - Esse tipo de coisa tem que ser cara a cara .
- Não adianta mais Liam. - negou com a cabeça, apoiando a mesma em seguida no encosto do sofá. - Ela tá seguindo em frente com o Christopher e eu to tentando o mesmo com a Perrie.
- Qual é ! A Perrie não é boba! Até ela sabe que você é louco pela ! E, pelo o que eu sei, vocês dois nem estão juntos. - abriu a boca para rebater, mas logo a fechou. Sabia que tudo o que o amigo disse era verdade.
- Não estamos porque ela não quer! Mas isso não vai demorar muito! - encarou o amigo e viu em suas feições um aviso explícito de cuidado.
- Você vai acabar se machucando, machucando a e levando a Perrie no processo. Cuidado cara, pensa bem no que você tá fazendo! É um aviso de irmão para irmão! - engoliu uma resposta mal educada e respirou fundo. Sabia que o amigo só estava preocupado com ele e sabia que ele tinha toda razão em se preocupar.
Concordou com a cabeça para sinalizar que havia entendido o recado e voltou sua concentração para sua bebida, encerrando o assunto.
Julho de 2014
- Eu não me importo de como você vai fazer isso , mas você vai convencê-la! - soltou sua respiração pesadamente, tentando não afastar do ouvido o telefone onde sua mãe gritava.
- Mãe, pelo amor de Deus, quantas vezes eu vou ter que explicar que a me odeia? Ela jamais viajaria comigo pra aí! - Tentou mais uma vez, mas sabia que era inútil. Nada tiraria da cabeça da mãe aquele pensamento absurdo. E também não queria pensar em como seria tentador ter só pra ele na sua cidade natal.
- Eu estou indo ligar para ela nesse momento e você vai para lá convencê-la, se você não aparecer aqui com a e o meu neto eu nem vou dizer o que vai ser de você, certo? - Tremeu ao constatar a óbvia ameaça da mãe. jamais viu o que ela faria se ele desobedecesse e não seria dessa vez que veria.
- Ok, mãe. Eu vou falar com ela amanhã. Hoje já está muito tarde. - Conseguiu escutar um suspiro do outro lado e sabia que ela estava sorrindo com a vitória. Sua mãe o assustava muito, ás vezes.
- Acho que vou deixar pra ligar pra ela amanhã também. Realmente está tarde. - Ele relaxou, aliviado por ter se livrado disso por algumas horas. - Vou esperar a resposta até amanhã à noite, ok querido?
- Sim mãe. Sem problemas. Agora eu preciso dormir.
- Certo! Boa noite filho!
- Boa noite mãe. - Desligou o telefone e se jogou na sua enorme cama de casal. Só mesmo sua mãe pra querer algo tão absurdo como fazê-lo convencer a pessoa que o odeia a passar um fim de semana inteiro em sua casa.
A literalmente hipnotizou sua mãe.
não sabia se era por ela ser mãe do Samuel ou por ser somente ela mesma, mas sua mãe nunca se empenhou tanto para fazê-lo ficar com alguma pessoa como fazia com a .
Tinha certeza que essa festa da família era apenas um pretexto pra ela colocar algum plano em prática enquanto os dois estivessem lá, mas na verdade, ele achava até bom. Quando se empenhava em algo, ninguém a segurava. E isso pode querer dizer que talvez ele possa ter esperanças.
Talvez sua mãe consiga dar o empurrão que a e o precisam para se acertarem.
Quem sabe?
Já estava quase se entregando ao sono, no estado meio dormindo, meio acordado, quando o telefone tocou. soltou um bufo de irritação e ignorou o telefone no início, mas logo esticou a mão para o criado-mudo e pegou o aparelho sem fio que ainda tocava alto.
- Alô? - Disse com a voz embargada pelo sono. Um suspiro de alívio surgiu do outro lado da linha.
- . Desculpa estar ligando a essa hora. - Ele logo se levantou, ficando sentado em sua cama, ao reconhecer a voz de . - Mas o Sammy passou mal e eu estou com ele aqui no hospital e...
- Ele está bem? - a interrompeu, já se levantando da cama em um salto e procurando uma roupa pra vestir.
- Eu não sei ainda, estão examinando ele agora. - soltou o ar, aliviado. Pegou uma calça jeans e uma blusa qualquer e começou a vestir ainda com o telefone no ouvido.
- Eu estou indo pra aí. Onde vocês estão?
e estavam olhando pelo vidro onde Samuel estava sendo examinado pelo médico. O mesmo que saiu do local, deixando o Sammy com uma das enfermeiras que o ajudava a fazer uma inalação de oxigênio.
- São os pais do garoto? - Perguntou o pediatra aos dois que concordaram com a cabeça.
- Como ele está?
- Ele está bem?
Os dois disseram ao mesmo tempo, agarrando a mão um do outro em busca de conforto. Mesmo com toda aquela preocupação e tensão, a eletricidade ainda estava ali. O médico ergueu a mão como se pedisse calma.
- Sim. Está tudo bem com o garoto. - O médico sorriu. - Ele teve um princípio de gripe e isso causou nele uma bronquite. Ele vai precisar tomar medicação e fazer inalação de oxigênio de três em três horas para melhorar suas vias aéreas e diminuir os incômodos.
O casal soltou o ar ao mesmo tempo, aliviados por estar tudo bem.
- Aqui está à receita com tudo o que vocês precisam comprar e... - O médico foi explicando todas as coisas relacionadas à medicação e onde encontrá-la, como também como utilizar o inalador.
Assim que acabou, o médico disse que o Samuel poderia ir embora com os pais assim que acabasse a inalação que estava fazendo. e agradeceram e aguardaram até poderem levar o filho para longe daquele hospital.
Depois, parou em uma farmácia 24h e comprou o inalador e os medicamentos receitados pelo pediatra, seguindo para a casa de em seguida.
Ele ajudou a levar o Samuel para o quarto e o colocou no meio da cama de casal da como ela havia pedido. O garoto adormeceu automaticamente depois de o pai ajeitá-lo no colchão. Já eram mais de duas horas da manhã e ele deveria estar exausto.
- Acho que eu vou indo. - cochichou para a que observava ele deitado com o filho. O mesmo se levantou e ficou na frente da , olhando fixamente para aqueles olhos verdes.
- Não. - disse quando ele deu meia-volta para sair do quarto. virou o rosto em sua direção. - Fica aqui. - Eles se encararam por mais alguns segundos até que sorriu e concordou com a cabeça.
Ele voltou a deitar ao lado do Samuel na cama e a fez o mesmo do lado oposto. Os dois observavam o filho dormir tentando esquecer a proximidade em que eles se encontravam. Era a primeira vez que dividiam a mesma cama.
Julho de 2014
- Por que você não dorme um pouco? - cochichou estendendo a mão por cima do Samuel para poder tocar o ombro da . Ela desviou os olhos do filho adormecido e encarou os olhos do .
- Não sei se vou conseguir dormir hoje. - Disse no mesmo tom esboçando um pequeno sorriso. - Por que você não dorme um pouco? - Ergueu a sobrancelha fazendo sorrir.
- Acho que pelo mesmo motivo que você. - Mas não era totalmente verdade o que dizia. Estava sim, loucamente preocupado com o filho, mas jamais conseguiria dormir tendo uma oportunidade tão perfeita de observar a por algumas horas. - Que tal um pouco de chá?
- É uma boa. Nós vamos ter que fazer a inalação nele de novo ás cinco mesmo. - deu de ombros e concordou com a cabeça antes de se levantar devagar da cama para não acordar o filho. fez o mesmo.
Os dois foram andando silenciosamente pelo corredor, com a babá eletrônica em mãos caso o filho acordasse enquanto os dois estivessem na cozinha. Ocuparam-se em preparar o chá ainda sem dizerem uma palavra sequer. Assim que o mesmo estava pronto, se sentou no balcão da cozinha e apontou o lugar ao seu lado. sorriu antes de imitar seu movimento.
e bebericavam o chá, muito conscientes da presença um do outro. A primeira começou a balançar as pernas para frente e para trás como uma criança pequena o que arrancou uma pequena gargalhada do .
- O quê? - Ela perguntou enquanto ele ainda ria. O mesmo que negou com a cabeça.
- Nada não. - fez uma careta, mostrando que aquela resposta não a tinha agradado. soltou um suspiro. - Ok. Você fica uma gracinha assim. - Ele apontou para ela que parou de balançar as pernas no mesmo segundo.
- Assim como? - Perguntou analisando a própria roupa pra ver se conseguia identificar do que ele falava. deu um salto para frente, saindo de cima do balcão e se posicionando na frente da que praticamente se encolheu ao vê-lo tão perto.
- Assim, tão infantil. Tá parecendo uma menininha balançando essas pernas assim. - queria rebater a provocação dele dizendo que ela não era infantil, mas não conseguiu porque logo depois de dizer isso, estava entre suas pernas.
ergueu o tronco prendendo a respiração. Seus olhos encaravam aquelas íris sem piscar. e verdes se encaravam fixamente. As mãos de foram devagar parar nos joelhos de que sentiu o choque daquela tão conhecida eletricidade percorrer todo seu corpo causando longos arrepios em sua espinha. Piorou ainda mais quando ele começou a fazer círculos por ali com o auxilio de seu polegar.
Quando viu começar a aproximar seu rosto do ela, ela acordou. Soltou o ar que até então estava prendendo, respirou fundo e empurrou com a mão que estava sem a xícara de chá. Pulou da bancada e foi diretamente para a mesa da cozinha, pegando o bule de chá e enchendo sua xícara com as mãos trêmulas.
escutou um suspiro pesado vindo de , mas não virou seus olhos para vê-lo. Sabia que se o fizesse poderia jogar para o alto toda a força de vontade que tinha naquele instante para mantê-lo afastado de si.
- , já que eu estou aqui, vou aproveitar e te contar uma coisa. - não pode mais fingir que estava ocupada com o bule de chá assim que lhe disse isso. Ela virou para olhá-lo e o encontrou sentado no balcão novamente.
- Quer mais chá? - Ela perguntou com a voz baixa. negou com a cabeça. - Ok. O que você tem que contar? - Ela se sentou em uma das cadeiras, de frente para ele. Teve que manter seu rosto levantado para poder olhá-lo nos olhos.
- É a minha mãe. Ela vai te ligar amanhã para te convidar a ir à minha casa em . Vai ter uma reunião de família e ela disse que não aceita não como resposta. Ela quer que eu te convença a ir. - A boca de se escancarou e ela nem ao menos se lembrou de disfarçar sua surpresa.
Ir até a casa de conhecer a família dele com certeza estava fora de cogitação. não queria mais nada que a fizesse ter lembranças dele e de como poderia ter sido se os dois estivessem juntos.
- Desculpe , mas eu não vou. - Ele soltou um suspiro já imaginando aquela resposta. Deu de ombros.
- Bem, você vai ter que conversar com ela então e convencê-la a não me matar. Ela deixou bem claro que se eu não aparecesse lá com você e o Sammy, não existirá mais. - Soltou uma risada baixa e teve que se esforçar para não sorrir.
- Eu não posso. - Ela cochichou. saiu da bancada e se ajoelhou na frente dela.
- Seria tão ruim assim passar um fim de semana com a minha família? Tá todo mundo maluco pra conhecer meu filho e a mãe dele, e eu iria adorar levar você lá. - mordeu o lábio inferior demonstrando o quanto estava nervosa com o pedido.
- Não é que seja ruim, mas... - não a deixou terminar, colocou o dedo indicador nos lábios dela, silenciando-a.
- Eu sei que as coisas entre a gente estão estranhas e tudo o mais, mas a minha mãe adora você e eu tenho certeza que você vai me ver o mínimo nesse fim de semana se depender dos meus tios e dos meus primos. Eles vão monopolizar sua presença. - soltou uma gargalhada baixa e sorriu. - Por favor? - Arregalou bem os olhos , fazendo um grande bico. nunca viu tão lindo com aquela cara de cachorro pidão.
- Fazer essa cara é sacanagem . - gargalhou da fala dela. - Eu vou conversar com sua mãe primeiro e te falo depois ok? Vou tentar convencê-la de que não é uma boa ideia eu ir. - se levantou e colocou as mãos no bolso da calça jeans.
- Boa sorte com isso então. - não percebeu a mágoa na voz dele, que estava muito chateado por ela não querer ir.
Ele tinha a esperança que ela reagiria um pouco melhor ao pedido, demonstrando assim que ainda queria ter uma ligação maior com ele. Mas ele viu que estava enganado.
não queria nenhuma relação com sua família e como consequência, com ele. As coisas estavam ainda piores do que ele imaginou.
Não sabia por que tinha tido a idiota esperança de que podia mudar alguma coisa.
TRÊS
Julho de 2014
Giovanna já estava perdendo a paciência ao ver andando de um lado para o outro sem parar com a mão esquerda esfregando a testa. Iria esperar mais um minuto pra ver se ela parava sozinha ou ela mesma o faria pela amiga.
O minuto se passou e continuou daquela maneira. Gio teve que se levantar e se colocar na frente da para ela poder prestar atenção nela.
- Fica calma! - Foi a primeira coisa que Gio disse assim que os olhos de se pousaram nela. - Sei que a situação é complicada pra você, mas também não é pra tanto!
soltou um longo suspiro e puxou Giovanna para a cama novamente. Ela ainda estava tentada a continuar o tique nervoso, mas se contentou em apenas morder o lábio inferior forte.
- Eu não sei o que fazer. - cochichou como se as paredes pudessem escutar o seu desespero e ela não quisesse. - Eu não posso viajar com o , mas também não quero decepcionar a ! Ela sempre foi muito boa comigo. - Gio concordou com a cabeça.
- Já disse e vou repetir pra ver se talvez você coloca isso na sua cabeça. - Giovanna segurou a mão da amiga. - Você está fazendo tempestade em copo d'água! Você só vai precisar passar três dias na companhia do e eu tenho certeza que a casa dele vai estar lotada de parentes e você vai ter muitas oportunidades de fugir dele.
- Mas o Chris vai... - Gio negou com a cabeça, interrompendo-a.
- O Christopher é um amor de pessoa e vai entender que você praticamente não tinha escolha quando aceitou ir nessa viagem. Agora que ele sabe toda a sua história com , você não precisa se preocupar com nada além de ser sincera com ele. O cara gosta mesmo de você.
- Nossa você ajudou muito me lembrando dos sentimentos do Christopher Giovanna! Principalmente porque eu ainda não consigo retribuir nada além de carinho e respeito pelo cara! - Gio revirou os olhos ao ver a frustração da amiga. - Mas você está certa. Ele vai entender. - Concordou com a cabeça e fez o mesmo como se tentasse convencer a si mesma do que disse.
- Aproveita que ele vem te ver daqui a pouco e conta logo. Eu vou embora já que a minha missão aqui já está feita. - Gio se levantou carregando junto. - Samuel está em casa e a mãe dele está pirando menos. - As duas sorriram um pouco. - Até mais amiga.
- Oi! - Christopher falou animado, já se aproximando da e a abraçando. - Sentiu minha falta? - Ele fez piada assim como todas as vezes que ia vê-la depois do trabalho, já que os dois passavam o dia inteiro se vendo no escritório. Sorte que trabalhavam em setores diferentes.
- Nem um pouco Chris. - sorriu já se sentindo relaxada ao apertar o homem em seus braços. Ele conseguia a proeza que nenhum outro conseguia, lhe transmitia uma calma incrível.
imaginava que se dava tão bem com Chris principalmente pela semelhança do homem com o Danny Jones. Ele tem o mesmo olho azul e o mesmo cabelo só que mais curto, e também há o sorriso contagiante do rapaz. Só faltava as tatuagens e as sardas pelo corpo e ela poderia dizer que Chris era uma sósia perfeita do Jones.
Os dois entraram na casa e foram para o sofá como de costume. Samuel já estava dormindo. Como o garoto acordava cedo junto da mãe, quando chegava oito, nove horas da noite, ele já estava capotando de sono.
- Como está o Sammy? - Chris perguntou abraçando a de lado e a puxando para seu peito. se aconchegou ali de bom grado.
- Bem! Já está dormindo como de costume. - Ela sentiu o homem concordar com a cabeça. Respirou fundo, já que achava que se tinha que falar sobre aquela viagem, que fosse logo. - Chris, eu preciso falar com você.
- O que foi? - Christopher perguntou, se afastando um pouco pra poder olhar a nos olhos. Sabia que era alguma coisa séria só pela expressão do rosto dela e seu tom de voz.
- , a mãe do , me pediu, quer dizer, me intimou a ir visitá-la na semana que vem. Disse que haverá uma festa da família e que todos estão ansiosos pra me conhecer e conhecer o Samuel. - disse tudo isso gaguejando um pouco e olhando pra qualquer lugar que não fosse o rosto do Christopher. O mesmo que se afastou um pouco mais dela, a testa franzida.
- Certo. E isso quer dizer o quê? Que você vai viajar com o , é isso? - mordeu o lábio inferior, um pouco aliviada de não ter dito aquilo em voz alta e sim o Chris. Ela concordou com a cabeça. - Onde é esse lugar? Quantos dias você vai ficar lá? - Christopher tentava controlar o ciúme. Ele não podia dar uma de namorado ciumento agora. A e ele ainda não tinham nada concreto e ele havia prometido dar um tempo a ela, mas só de imaginar ela viajando com o cara que ela realmente gostava era demais para seus nervos.
- . Vamos viajar na sexta e voltamos no domingo a noite. - Ele concordou com a cabeça. - Você está com raiva? - disse com a voz bem baixa, receosa da reação dele. Os olhos se encontraram por um momento.
- Não posso negar isso. Eu estou com muita raiva. - soltou um suspiro pesado.
- Chris, eu realmente não tive escolha. Você sabe que eu não ia querer jamais ir nessa viagem, mas eu gosto muito da e eu jamais ia deixar o levar o Sammy sem mim. - Foi à vez de Christopher soltar um suspiro pesado.
Ele se aproximou dela novamente e beijou seus lábios com delicadeza. Chris se afastou um mínimo centímetro, apenas para olhar nos olhos dela.
- Eu sei disso . Eu queria evitar sentir toda essa raiva, mas não consigo. Só que eu entendo você. Você não pode privar o Sammy de conhecer a família do pai dele. - sorriu aliviada e o puxou para um beijo mais intenso.
- Obrigada. - Ela disse com os lábios ainda colados aos dele antes de voltar a beijá-lo. Em alguns minutos e Christopher tinham esquecido completamente da viagem.
Agosto de 2014
A campainha tocou fazendo ficar ainda mais nervosa do que de costume. Foi abrir a porta e deu de cara com e um meio sorriso em seus lábios que desarmou completamente. Talvez não fosse ser tão ruim essa viagem, talvez ela estivesse com paranoia demais.
- Oi , entra! - Ela apontou a sala de estar e se afastou da porta. - O Sammy está brincando na sala e eu vou ao quarto pegar nossas coisas.
- Ok. To te esperando. - disse fechando a porta da casa e indo até o filho. Viu o mesmo brincando com o carrinho de bombeiro. - Oi filhão! - Samuel olhou na direção do pai e sorriu.
- Papai! - O garotinho se levantou e andou ao encontro do pai que o abraçou forte. - 'Vamo bincá? - Apontou os brinquedos e apenas sorriu, concordando com a cabeça.
Ficaram ali com os brinquedos por mais alguns minutos até escutar a voz de pelo corredor. Quando ele olhou naquela direção, viu ela com uma mala média na mão e a bolsa do Sammy nos ombros. Com a outra mão ela segurava um celular próximo ao ouvido.
- É ele já está aqui em casa. - Ela disse para o telefone quando se levantou para ajudá-la com as malas. - A gente deve sair agora sim. - tentou não demonstrar que estava prestando atenção na conversa dela. Pegou a mala e a bolsa de seu ombro e colocou no seu próprio. - Não se preocupe Chris, quando eu chegar lá, eu ligo pra você. - sorriu largamente e teve que se controlar para não pegar o celular dela e mandar o cara ir à merda. - Eu tenho que ir, eu também vou sentir sua falta. Beijos. - Ele não aguentou escutar aquilo, achou melhor se afastar e colocar as coisas dela no carro.
encerrou a ligação bem ciente que havia escutado sua conversa. Ela achou aquilo ótimo, pois assim isso o faria se manter longe dela nesses três dias. Foi na direção do filho e o pegou no colo, fechando a casa em seguida e indo até o carro onde aguardava de braços cruzados.
- Vamos? - Ele apenas concordou com a cabeça e abriu a porta do passageiro para que ela acomodasse o Samuel na cadeirinha. Assim que ela finalizou, foi para o seu assento ao lado do . Colocou o cinto de segurança e esperou.
- Pronta? - perguntou assim que ele acabou de encaixar o seu cinto de segurança, apenas conseguiu concordar com a cabeça. - Ok. - Ligou o carro e começou a dirigir. ia rezando mentalmente para que nada de ruim acontecessem a eles como ocorreu com sua família.
percebeu pelo canto do olho que ela estava sibilando coisas de olhos fechados. Assim que viu seus olhos abrindo percebeu ela fazendo o sinal da cruz e de repente se lembrou de que aquela viagem de carro poderia ser assustadora pra ela por causa do que ocorrera com sua família.
- Tudo bem ? - Ele perguntou ao pararem em um sinal. olhou em sua direção e tentou sorrir.
- Eu to bem, só estava rezando. - Ela cochichou, mordendo o lábio inferior.
- Vai dar tudo certo ok? Eu vou dirigir com cuidado. - disse no mesmo tom de voz, estendendo sua mão direita para afagar o joelho dela. fechou os olhos ao sentir o toque através do tecido de seus jeans e concordou com um aceno de sua cabeça.
voltou sua atenção para o sinal assim que o mesmo se abriu e quebrou o contato de sua mão com o joelho da .
- Papai, música! - Os dois escutaram o grito de Samuel no banco traseiro.
- Você quer escutar música filhão? - olhou pelo espelho e viu o filho bater palmas com animação. sorriu. - Que música você quer ouvir?
- Coloca as músicas do One Direction. - respondeu pelo filho. - Ele adora escutar as músicas de vocês. - sorriu com orgulho.
- Tem CDs aí no porta luvas, escolhe um e coloca no som. - concordou e procurou os CDs, escolheu o Take Me Home e colocou para tocar. Samuel logo estava gritando no banco de trás quando começou a escutar a melodia invadir o carro. e gargalharam ao observar o filho.
Depois de três horas de viagem curtindo as músicas do One Direction, , e Samuel chegaram a . O garoto já estava dormindo há algum tempo depois de muito cantar as músicas da banda do pai.
Alguns minutos depois, estacionou o carro na garagem de uma casa de dois andares fechada por um muro de plantas. Ele saiu do carro e logo abriu a porta para a sair. Ela olhou na direção da casa e viu algumas luzes acesas no andar de baixo. abriu a porta do passageiro e pegou um adormecido Samuel nos braços, a cabeça do filho repousada em seu ombro.
- Vamos entrar depois eu pego nossas coisas. - Ele apontou na direção da casa com um sorriso. só conseguiu concordar com a cabeça. Enfim estava na casa dos , não tinha mais como fugir daquilo.
Andaram até a porta de entrada da casa e, em vez de tocar a campainha, retirou do bolso uma chave e a colocou na fechadura.
- Você ainda tem a chave da sua antiga casa? - perguntou com a voz baixa vendo abrir a porta. Ele sorriu dando de ombros.
- É. Quando eu arranjo um tempinho eu gosto de vir sem avisar e surpreender a minha família. Quase matei minha mãe do coração algumas vezes, agora ela já tá acostumada. - Ela soltou uma risada e entrou logo atrás de dentro da casa.
foi andando pela casa, bem confortável com o lugar e adentrou a cozinha sem avisar, só conseguiu ver os rostos espantados da mãe do e de um homem mais velho que comia pizza junto de outra pessoa que estava de costas para eles.
- ! ! - foi a primeira a demonstrar reação. Levantou-se rapidamente e foi abraçar os dois. - E o meu netinho tá dormindo, ah Deus! - Ela cochichou pegando Samuel do colo do filho e o aninhando em seus braços. - , , venham conhecer o Samuel e a !
Os dois se aproximaram com a surpresa já extinta. Abraçaram primeiro para depois darem um abraço em e devotarem suas atenções para o pequeno Samuel.
- ele é a sua cara! - A irmã do comentou ao observar o sobrinho no colo da mãe. - Tirando o cabelo, ele tá ficando loiro como a mãe. - Sorriu para que sentiu suas bochechas corarem quando todos os olhares foram em sua direção.
- Seu pai comprou um berço para que o Samuel pudesse dormir. Vamos levá-lo pra cima. - disse para o filho que concordou com um sorriso. colocou sua mão nas costas da e a conduziu, seguindo .
Subiram às escadas adentrando um pequeno corredor, cantarolava uma canção de ninar e só sabia sorrir com a cena. A mulher era o maior exemplo de vó coruja que ela já vira. Pararam em frente a uma porta que abriu.
- , eu coloquei o berço aqui porque o antigo quarto do não tem espaço. - franziu a testa sem entender enquanto colocava o Samuel dentro do berço. - Esse aqui é o meu quarto, mas nós ficamos bem ao lado do seu e eu vou cuidar muito bem do Sammy. - não conseguiu esconder sua surpresa ao escutar aquelas palavras.
Ela não ficaria perto do filho? Ela jamais havia dormido longe do Samuel.
- Mãe, a nunca dormiu longe do Samuel. Porque a senhora não preparou o quarto de hóspedes? Lá tinha espaço para o berço. - deu de ombros antes de sair do quarto e fazer com que e a seguissem.
- Seus tios estão no quarto de hóspedes. Chegaram ontem à noite.
está dividindo o quarto com suas primas, seus primos vão dormir na sala e você vai ter que dividir o quarto com a .
- O quê? - Os dois disseram ao mesmo tempo e teve que fazer muito esforço para não sorrir. Ela abriu a porta do quarto ao lado do seu e entrou.
O lugar era bem pequeno realmente. Havia uma cama de solteiro e uma cômoda, vários pôsteres desgastados estavam em uma das paredes e uma mesa de computador ocupava outra das paredes. Um colchão já estava preparado ao lado da cama de solteiro, no único espaço que sobrara realmente no quarto.
olhou ao redor e imaginou morando ali alguns anos atrás. Comparando com o quarto que ele tinha em sua casa em Londres e esse, os estilos eram basicamente os mesmo, mas bem mais simples. Ela agora entendia porque ele amava o luxo e aquela mansão.
- vai dormir no colchão e a cama dele é sua . - se aproximou de e a abraçou de lado. - Eu sei que é difícil, mas não havia outra maneira se não colocá-los no mesmo quarto. Você não se incomoda, não é? - suspirou e tentou sorrir. Sim, ela se incomodava, mas ela poderia aguentar. Seriam apenas duas noites.
- Não , tudo bem. - A mulher sorriu largamente.
- Obrigada ! Ah você vai adorar conhecer a família! Estão todos ansiosos para conhecer você e o Sammy! - Ela se afastou indo até a porta. - Eles foram até o centro dar uma passeada, mas nós resolvemos ficar por aqui e aguardar vocês, mas não se preocupe! Vá descansar da viagem que amanhã você conhece todo mundo! - parou na porta do quarto. - , vem comigo pra você pegar as coisas do Samuel. - olhou pra por um momento antes de concordar com a cabeça.
- Eu já volto. - Ele disse antes de fechar a porta do quarto.
E então se viu preenchida pelo silêncio e a noção de que estava prestes a dormir no antigo quarto do , na antiga cama dele, com ele a alguns centímetros de distância. Essas seriam as duas mais longas noites de sua vida.
tinha sérias dúvidas se conseguiria mesmo dormir ali.
QUATRO
Agosto de 2014.
estava hiper consciente da presença de naquele cômodo. Deitada em sua cama ele conseguia ver do colchão apenas sua silhueta coberta pelo edredom. Ele escutava sua respiração pesada e sabia que ela só havia adormecido há pouco tempo.
Não sabia se já haviam se passado minutos ou horas, mas já tinha certeza que não conseguiria dormir. Tudo o que ele mais queria era poder estar compartilhando a cama com ela, apertando-a em seus braços e sentindo seu cheiro até adormecer.
já estava ficando maluco.
Sabia que não era uma boa ideia ficar sozinho no mesmo quarto que ela. Uma armação muito bem bolada de sua mãe, deixando-os sem a preocupação com o Samuel, apenas para se preocuparem um com o outro durante a noite. Ele sabia que se não conseguisse resolver tudo com ela naquelas horas sozinhos, jamais conseguiria nada.
Ia insistir naquele fim de semana. Faria de tudo para mostrar a ela o que sentia e ver o que ela sentia também. Ele havia estragado tudo no início, mas agora ajeitaria a situação. Era um e não desistira tão fácil assim da mulher que amava, não quando ainda poderia tê-la.
Foi com todos esses pensamentos em mente que ele adormeceu, ansioso para que o dia seguinte chegasse e ele pudesse por seu plano em prática.
observava dormir, admirando sua beleza e a tranquilidade que ela transmitia em seu sono. Sabia que tinha que aproveitar cada minuto daquele fim de semana e não perderia tempo com nada que não fosse ela.
Aproximou-se com cuidado e com a mão direita delineou o contorno de seu maxilar.
se mexeu um pouco, mas não acordou. Ele continuou a explorar aquele rosto com seu dedo indicador, com um enorme carinho. despertou alguns minutos depois.
travou, esperando que ela começasse a xingá-lo por tocá-la, mas ela não o fez. apenas mordeu o lábio inferior ao ter a visão de logo pela manhã, ainda mais depois de ter sonhado com ele durante toda a noite. sorriu pra ela.
- Bom dia. - sorriu também.
- Bom dia . - Ele traçou o maxilar dela mais uma vez com delicadeza, antes de se levantar. - Que horas são? - Perguntou sentando-se na cama e esfregando os olhos.
- São sete e meia. - Os lábios dela se abriram em surpresa e apenas sorriu de lado. - As festas da família começam cedo , acostume-se. - Ele deu de ombros. - Vou esperar você na cozinha pra gente tomar café, ok? - Ela apenas concordou com a cabeça.
saiu do quarto deixando-a sozinha com seus pensamentos. Enquanto trocava de roupa ela tentava desvendar o porquê de ter dito que era pra ela se acostumar com os horários das festas da família . Será que ele tinha em mente que ela participaria dessas festas mais vezes?
E por que ele estava assistindo ela dormir? Por que ela não conseguiu ficar com raiva do seu gesto delicado e acabou sorrindo como uma idiota?
Ela sabia que tinha que se controlar se não toda a sua força de vontade para esquecer seus sentimentos por iriam ter sido inúteis durante todo esse tempo.
abriu a porta do quarto e foi atingida por uma enxurrada de sons. Pessoas conversando e gritando animadas. Ela caminhou em direção ao barulho sabendo que provavelmente estaria lá. Logo que adentrou a cozinha se deparou com a cena de dando papinha ao Samuel que estava sentado em uma cadeira de bebê, com o rostinho todo melado.
filmava a cena enquanto o resto da família estava sentada ao redor da mesa, se espremendo para que coubessem todos. A mesa estava cheia de alimentos matutinos. Frutas, bolos, pães.
ficou com água na boca.
- Mamãe! - Samuel foi o primeiro a percebê-la na entrada da cozinha. Com sua fala todos os rostos no local viraram em sua direção. O garotinho estendeu os braços como se pedisse que ela o segurasse. soltou um longo suspiro ao ver o filho. Não havia percebido antes, mas sentiu uma gigante falta dele naquela noite.
Ela andou até ele, os parentes de dando espaço para ela passar enquanto eles falavam milhares de coisas ao mesmo tempo em que ela não conseguia compreender. Deu um beijo em e sorriu para antes de devotar toda sua atenção ao seu filho.
- Oi príncipe! - Beijou sua testa enquanto ele sorria largamente, seus dois dentinhos da frente à mostra. - Você se comportou longe da mamãe? - Ele bateu palmas e gritou causando grande comoção pela família.
- , cara, eu to vendo de onde veio a beleza do moleque. Onde é que você arranjou essa gata? - Um rapaz que estava sentado no balcão da cozinha de cabelos bem loiros e olhos azuis, disse sorrindo.
corou da cabeça aos pés com o comentário.
- Sai fora Matt, essa gata é minha. - abraçou pelo pescoço enquanto ela ficava chocada com o que ele disse.
- Sua? - Ela sussurrou, tremendo ao pronunciar uma única sílaba.
aproximou seus lábios do ouvido dela.
- Você é minha , é só uma questão de tempo pra você admitir. - Ele também sussurrou e assim que finalizou a última palavra, depositou um beijo na pele sensível atrás do ouvido dela, mordiscando o lóbulo em seguida. Ela só conseguiu ficar em choque, sentindo todo o seu corpo arrepiar e sua mente repetir as suas palavras uma e outra vez.
Quando voltou a si foi com o toque de e com ela lhe oferecendo o café da manhã. Sentou-se à mesa e aproveitou do pequeno banquete matutino sem conseguir ficar concentrada na comida o suficiente para não olhar vez ou outra para . Via o mesmo sorrindo ao bater papo com os primos e os tios, contando histórias dos shows e entrevistas.
Ao seu lado contava histórias e mais histórias da família na companhia de suas primas. sorria e fazia comentários monossilábicos com a excelente desculpa de estar com a boca cheia para não falar muito, mas na verdade o problema de tudo era sua cabeça estar atolada de milhares de pensamentos que rondavam apenas uma pessoa:
.
Oh Deus! Ela precisava de ajuda.
Agosto de 2014.
- ? Eu já dei banho no Sammy, a gente tá te esperando lá fora. - escutou a voz de vindo pelo o outro lado da porta do quarto.
- Ok! Eu já to indo! - Respondeu olhando mais alguns segundos para a porta antes de voltar sua atenção para o espelho. Concentrou-se em terminar sua maquiagem rapidamente. Não queria ser a última a aparecer já que pela manhã ela já tinha sido a última a acordar.
Ela sorriu ao se lembrar da tarde maravilhosa que passou na companhia da família de . Todos eram bem barulhentos e acolhedores e sentiu uma pontinha de inveja de por ele ter uma família tão numerosa e incrível.
Passava mais algumas camadas da máscara de cílios relembrando todas as indiretas que havia lhe dito no decorrer do dia. Ele parecia bem motivado a mostrar pra ela que existia muito mais do que um relacionamento em comum por causa do filho. E ela não conseguia escolher entre estar feliz ou assustada.
Antes de acontecer o julgamento para determinar a guarda do Samuel, ela já sabia que sentia algo muito mais do que companheirismo e agradecimento por , por tudo o que ele fizera por ela e o filho no momento de dificuldade. Ela havia se apaixonado por ele, mas estava apavorada com a possibilidade dele conseguir ficar com a guarda do Sammy.
Mas as coisas mudaram quando ele renunciou a guarda. Não havia mais nada que a impedisse de dar sinal verde para aquele sentimento, principalmente pelo fato dela ter conseguido reconhecer que ele também sentia o mesmo por ela.
O ponto foi que ele desistiu.
desistiu logo quando ela estava pronta para dar uma chance a tudo. E agora ela estava com o Chris. Ele que era o homem ideal, carinhoso, que gostava do Samuel - o que era absolutamente importante para a - e especialmente, era normal, mas ela sentia que faltava algo.
Ele não era o .
Resolveu esquecer todas aquelas indagações de sua mente e se olhou no espelho uma última vez. Sabia que estava bonita, tinha se arrumado o suficiente para chamar a atenção, mas não muito. Deixou o quarto e foi em direção à pequena área de lazer que ficava nos fundos da casa onde estava ocorrendo a festa.
Adentrou o local já sendo preenchida por toda a áurea surreal de alegria que girava em torno daquela família. Sorriu automaticamente ao vê-los contentes conversando ao redor de uma longa mesa improvisada. Tiveram que juntar várias mesas quadradas para formar uma que coubesse todos os integrantes da família.
Ela se sentiu um pouco triste só de imaginar que não era realmente parte da família. Estava ali só porque era a mãe do Samuel. Assim que encontrasse alguém, eles não a quereriam mais ali. Seu peito doeu ao imaginá-lo com outra pessoa, se casando, tendo filhos. Filhos legítimos que nasceriam do amor dele por sua esposa não por um meio frio como a inseminação artificial.
apareceu em seu campo de visão cortando todos os pensamentos ruins de sua mente. Ela voltou a sorrir ao ver como ele estava bonito e como ele parecia estar feliz junto de sua família. Avistou Samuel brincando com o avô e sendo filmado pela a avó. Sabia que sairia dali com pelo menos vinte horas de vídeos só do seu filho.
Quando avistou , perdeu todo o ar de seus pulmões. Ficou paralisado com tanta beleza em uma só mulher. Deus ele estava louco por ela! Não sabia quanto tempo mais ele poderia aguentar ficar sem tocá-la.
Não conseguiu se controlar e foi ao seu encontro. Quando seus olhares se cruzaram ele sorriu e ela também. Aproximou-se o suficiente para que pudesse falar baixo para que apenas ela o escutasse.
- Essa é a visão mais linda que eu já vi. - Pegou em sua mão esquerda e começou a acariciar seu pulso acelerado com o polegar. - Você tá incrível . - corou pelo elogio, mas estava satisfeita. Era exatamente essa reação que ela queria provocar.
- Você também não tá mal. - Ela cochichou como se estivesse contando a ele um segredo e saiu de perto, andando até o pessoal. Conseguiu escutar a gargalhada de atrás dela e logo ele estava andando ao seu lado.
Ele se atreveu a abraçá-la pela cintura, com receio de ser afastado, mas ainda assim ele havia prometido a si mesmo que iria arriscar todas as suas fichas nesse fim de semana, e até aquele momento as coisas não estavam ruins.
E não estavam ruins mesmo já que não se afastou dele, pelo contrário, ela passou o braço pela cintura dele também.
ao vê-los daquela maneira sorriu largamente. Parecia que o seu plano de finalmente juntar aqueles dois estava ocorrendo muito bem.
- Tá me abraçando por que ? - perguntou com os lábios próximos ao ouvido dele, tendo que se elevar um pouco com a ajuda de seus pés para alcançá-lo. virou o rosto para olhá-la nos olhos e sorriu.
- To te protegendo. Sabe como é, você estando linda desse jeito vai acabar sendo atacada por um de meus primos. - Ele deu de ombros e sorriu, balançando a cabeça de um lado para o outro em sinal de negação.
- Pode não parecer, mas eu sei me proteger sozinha. - Os dois pararam de andar, olhando fixamente nos olhos um do outro. Um brilho de diversão estava preenchendo os olhos de o que fez sorrir.
- Eu prefiro não arriscar afinal, seria muito ruim pra minha reputação se a mãe do meu filho fosse atacada pelos meus parentes. - já estava pensando em uma resposta quando os dois foram retirados à força daquela pequena bolha em que estavam no momento.
- Hey ! Será que dá pra deixar um pouquinho dela pra gente? - Matt gritou chamando a atenção de todos os familiares que gargalharam ao verem as expressões de e . A primeira que estava um pouco envergonhada por ser o centro dos olhares mais uma vez e o segundo fazia careta na direção do primo, que ele tinha a impressão que o rapaz sempre quis roubar suas namoradas. E pensava que ele estava querendo o mesmo com .
e não tiveram mais nenhum momento à sós depois daquilo. foi intimada por a dançar algumas músicas na companhia das primas, e estava muito ocupado tirando um monte de fotos com os tios e tias. Samuel não saiu um minuto de perto de e , os mesmos que passeavam pelo local filmando todos e parando vez ou outra para que um parente interagisse com o Samuel para a felicidade da avó com a câmera.
Quando a música mudou para algo mais dance, foi puxada de perto de por Matt, o qual começou a dançar próximo a ela, com as mãos em sua cintura. não se afastou para não ser mal educada e continuou dançando com ele.
- Quer saber de uma coisa ? Mas não pode contar nada ao ! - sorriu e concordou com a cabeça assim que escutou o sussurro alto de Matt ao pé de seu ouvido. - Eu to dançando com você agora pra provocar meu primo. Ele odeia quando eu chego perto das namoradas dele.
- É mesmo? Por quê? - tinha começado a gostar da ideia de fazer ciúmes em , então colocou suas mãos nos ombros de Matt.
- Porque quando ele terminou com a primeira namorada dele, eu acabei ficando com ela em seguida. - franziu a testa e seu sorriso sumiu. Matt negou com a cabeça. - Foi sem querer! Era uma festa da escola e eu já tava bêbado. Eu jamais pegaria uma mina que o gostasse. - Matt se aproximou um pouco mais e sorriu, rebolando um pouco no ritmo da música. - Nós dois somos como irmãos, implicamos muito um com o outro. Então, depois desse incidente eu achei legal causar raiva no cara com as outras namoradas dele, sempre falando coisas pra provocar, se você já reparou, mas não passa disso!
- É deu pra notar que você é o único maluco falando gracinhas de mim na frente do . - Ele soltou uma risada e aproximou os lábios para perto do ouvido de .
- Dá uma olhada na cara dele. Ele tá vindo pra cá, mas disfarça e finge que eu não te disse. - refez o sorriso que tinha sumido com o susto e deu um aceno leve de cabeça pra mostrar que entendeu. Não demorou dez segundos e ela sentiu uma outra mão firme abraçá-la pela cintura.
- Minha vez de dançar com a minha namorada. - rosnou acima do barulho da música, puxando para longe de Matt.
- Desde quando eu sou sua namorada ? - Ela respondeu olhando para um enfurecido . - E a música ainda não acabou, então a vez ainda é do Matt. - tentou voltar a ir pra perto do Matt que sorria de lado, mas acabou não conseguindo, pois a imobilizou com seu abraço.
- Você não vai mais dançar com ele. - O tom de voz de foi tão ameaçador que assustou o primo, mas com a situação foi inversa. Aquilo tinha deixado-a muito irritada. Quem ele pensava que era pra tentar mandar nela daquela maneira? Ainda mais falando assim na frente de outra pessoa!
- Opa pessoal, vou deixar vocês e a DR à sós. - Matt saiu de perto, mas e nem repararam em sua escapada. Estavam focados demais em sentir a fúria um pelo o outro. Por sorte apenas Matt estava ciente da discussão, o restante da família nem havia notado.
- Quem você pensa que é pra dizer o que eu devo ou não fazer? Ser o pai do meu filho não te dá nenhum direito! - se afastou dele e cruzou os braços em frente ao peito, encarando-o com um ódio que ela nem sabia que poderia sentir de novo.
Ela não sabia se estava com ódio por ele estar querendo mandar nela, ou por ele ter dito que ela era sua namorada quando na verdade não era, mas estava louca pra ser, ou tudo isso e mais um pouco.
- Foda-se! - rosnou mais uma vez, bagunçando seus cabelos já desalinhados. - Você não tem nenhum respeito por si própria? Fica aí se esfregando com o meu primo em uma festa da minha família, parecendo uma qualquer! - Ela sentiu uma pancada com aquelas palavras. Sabia que só estava dançando uma música com Matt e que eles dois nem estavam tão próximos como deixava transparecer com aquelas palavras. Tinha convicção de não ter agido como uma qualquer, mas ainda assim escutar aquilo de doera em seu interior.
Sentindo lágrimas enchendo seus olhos, saiu dali para que não visse o que suas palavras causaram a ela. Ela andou rapidamente até o quarto, tentando ser o mais discreta possível durante o percurso.
ainda ficou um momento parado apenas vendo-a se afastar. Relembrando as palavras que havia dito, percebeu que havia exagerado por culpa do ciúme, o mesmo que não o ajudou a pensar antes de dizer algo que machucaria a sem razão. Seguiu os passos dela poucos minutos depois.
CINCO
Agosto de 2014.
chorava baixo, o braço direito encostado na parede ao lado da porta do quarto de e sua testa encostada no mesmo. Tentava respirar fundo pra controlar aquela crise de choro, mas era impossível. Seus nervos estavam descontrolados.
A situação ficou ainda pior quando escancarou a porta do quarto e entrou como um furacão. olhou em sua direção quase sem enxergá-lo por culpa das lágrimas, mas ela sentia que só podia ser ele ali, já que todo o ar que ela tinha em seus pulmões desapareceu. Ela escutou o barulho da porta do quarto ao ser fechada e limpou suas lágrimas.
- eu... - começou com a voz embargada ao ver o que suas palavras tinham causado a ela.
- Me deixa em paz! - Ela gritou, interrompendo-o. Voltou para a posição que estava antes dele adentrar o local, para não vê-lo.
- Me desculpe! - falou no mesmo tom de voz que ela, gritando. Ficou frustrado quando não viu nenhuma reação dela à suas palavras.
virou pelos ombros, colocando as costas dela prensadas contra parede. Ela olhou para ele com fúria, mágoa e surpresa por seu súbito contato, mas não disse nada.
- Droga, eu fiquei com ciúmes ok? - Ele voltou a falar ainda com as mãos plantadas firmemente nos ombros de , com medo dela fugir. - Eu perdi a cabeça e falei merda como naquela vez que vi o seu ex beijando você! - estava respirando com dificuldade por culpa da grande proximidade de seus corpos e por causa daquela declaração de que sentia ciúmes dela. - Você não é uma qualquer. - Ele sussurrou a última parte olhando profundamente nos olhos verdes de , querendo passar com o olhar toda a sua sinceridade.
queria dizer alguma coisa, mas nenhuma palavra se formou em sua mente. E mesmo que tivesse se formado, ela não sabia se teria forças para dizer algo naquele instante, não com usando seus polegares para fazer carinho em sua clavícula.
O toque parecia ligar todos os sentidos de e ela passou a sentir a presença de em todos os lugares.
Ele estava no ar com aquele perfume incrível que sempre lhe lembrava dias de chuva; ele era tudo o que conseguia enxergar naquele momento; o seu gosto voltou a preencher seu paladar, a imensa saudade que ela sentia de seu beijo; ele estava sob sua pele, em cada poro de seu corpo; os sons que viam dele eram tudo o que ela conseguia escutar: sua respiração pesada, até as batidas do seu coração. Ou será que eram os dela?
Com tantas coisas rodeando ela só foi perceber que o rosto de estava mais próximo de seu rosto quando os lábios dele colaram aos dela. Senti-los, eliminou qualquer capacidade que ela tinha de processar o que estava acontecendo no momento. Seu corpo só queria sentir.
Suas mãos deixaram de serem imóveis para afundar naqueles cabelos macios, os quais ela sentia tanta falta do toque, e puxá-los com ardor em sua direção. Um gemido de prazer surgiu da garganta de e ele a prensou ainda mais contra a fria parede, todas as partes de seus corpos se fundindo. Só que aquilo ainda não era suficiente.
desceu as mãos pelas laterais do corpo de , delineando suas curvas, até alcançar a parte de trás de suas coxas. Com um impulso ele levantou e enrolou as pernas dela em volta de sua cintura. O vestido que ela usava subiu até estar embolado nos quadris de .
O corpo dela estava a beira da combustão. Não acreditava que estava ali, agarrada ao homem que jurou esquecer alguns meses antes. sentia-se fraca pelo tamanho do seu desejo por , por saber que jamais seria capaz de esquecer seus sentimentos por ele, mesmo quando tinha Chris para ajudá-la.
Christopher.
Só o nome dele já fez um pouco da sanidade de retornar a sua mente nebulosa. Ela estava o traindo naquele momento ao se encontrar naquela situação com , naquele beijo tão quente e apaixonado. Não podia fazer isso com ele, mesmo sabendo que os dois não tinham nenhum compromisso de fato.
O caso era que não merecia o seu amor, Christopher sim. Ela não podia simplesmente jogar para o alto algo bom com um cara incrível, porque tinha resolvido deixar de lado a história que havia desistido de algo que eles nunca chegaram a ter.
Não seria a admissão de seus ciúmes o suficiente para fazer se esquecer de toda a merda que sofreu por culpa dele.
- Para . Eu não posso. - Ela afastou o mesmo ao empurrá-lo pelo tórax, mas ainda assim continuaram naquela posição tentadora. - Me desse. - Ela disse baixo olhando para suas mãos no peito saliente dele por culpa do esforço de seus braços ao segurá-la.
escutou um suspiro pesado vindo de antes dele finalmente descê-la. Ela tentou firmar as suas idiotas pernas que não paravam de tremer.
- O que foi dessa vez? Qual vai ser a desculpa? - Ao escutá-lo dizer aquilo, olhou pra cima encontrando ainda a centímetros de distância dela. Uma mão a segurava pela cintura enquanto a outra estava em seus cabelos.
- Eu não posso fazer isso com o Christopher. - Falou baixo desviando o olhar do dele.
- O quê? - gritou, exasperado. não ousou olhar pra ele. - Nós estávamos nos beijando e você tava pensando nesse cara? - respirou fundo e colocou suas mãos no rosto dela. - Olha pra mim . - Ela obedeceu e quando olhou nos olhos dele ela pôde ver o medo, o ciúme e até tristeza naquele olhar. - Você o ama?
A pergunta deixou ela sem fôlego por alguns segundos. Ela não queria ter que respondê-la porque sabia que, assim que dissesse que não amava o Chris, o rumo daquela conversa poderia mudar. E ela estava com medo disso.
- O Christopher é um homem incrível que gosta do Samuel e trata ele bem, além de ser lindo, ter um emprego normal, ele me ama e quer se casar, ter filhos, construir uma família. - Ela gaguejou no final tentando dizer mais alguma coisa que desviasse o da pergunta original. - Ele é o cara ideal pra mim. - se enfureceu com aquela enxurrada de elogios para o outro cara. Apertou seus dedos no rosto de , fazendo os olhos dela se arregalarem.
- Presta bastante atenção no que eu vou dizer. - Ele não deu tempo dela responder, mas ela pensou que seria meio impossível não prestar atenção com ele falando com tanta determinação na voz. - Milhões de pessoas também me acham incrível, eu sou o pai do seu filho, também sou bonito, tenho um excelente emprego que, se não fossem os problemas com a imprensa, seria perfeito. Eu também amo você, até mais do que aquele imbecil, e você me fez querer casar, ter filhos e construir uma família, mas eu só quero isso com você.
não estava acreditando no que seus ouvidos escutaram. Se aquele momento não fosse tão real, ela teria certeza que estava em sua cama, tendo mais um de seus sonhos apaixonantes com . Mas ele realmente estava ali, na sua frente, dizendo todas aquelas coisas que ela sonhou por meses ouvir.
- Eu casei de fingir pra mim mesmo e cansei de me auto mutilar tentando ficar longe de você . - Ele prosseguiu com o discurso. - Eu to perdendo a cabeça e a única coisa que eu quero agora é agarrar você e continuar de onde a gente parou, mas eu não posso fazer isso sem saber a resposta pra minha pergunta anterior. - Ele fez uma pausa olhando no fundo dos olhos dela, afrouxando o aperto de suas mãos em seu rosto. - Você o ama?
Era isso. O momento pelo qual ela tanto esperou finalmente aconteceu. Ali estava ele, , se declarando para ela. Disposto a passar por cima de todo o passado apenas para se entregar à paixão.
Ela também estava cansada de fingir, cansada de lutar contra um sentimento tão forte como o seu amor por . Tudo o que a havia impedido de estar com ele até hoje tinha sido ocasionado pelo medo. Medo de dividir o Samuel. Medo de perder o Samuel. Medo de ser rejeitada. Medo.
Só que naquele momento ela percebeu que não sentia mais medo. Não, quando havia tirado todas as suas incertezas e derrubado todos os muros do seu coração.
- Não . Eu não amo o Christopher. - Enroscando seus dedos na camisa de , o puxou para mais perto, diminuindo o espaço que restava entre seus corpos. - Eu amo você. - Ela sussurrou, os olhos colados aos dele, que passaram de incertos e tristes para aliviados e felizes. Um gigantesco sorriso se formou em seus lábios e apenas sorriu também.
- Diz isso de novo. - colou sua testa a dela e sussurrou de olhos fechados. - Eu preciso ouvir isso de novo. - subiu suas mãos até enrolar seus braços ao redor do pescoço dele.
- Eu amo você . Eu acho que te amei desde o dia que escolhi o seu espermatozoide pra minha inseminação. - Os olhos dele se abriram, mas ele não se moveu. - E por mais que eu tenha te odiado na maior parte do tempo, sempre houve um sentimento a mais que me deixava de coração acelerado e respiração irregular na sua presença.
tinha mais coisas a dizer, mas a silenciou com seus lábios. Ele não precisava escutar mais. As três palavras que ele precisava ouvir dela, ela já havia dito e isso era mais do que suficiente. Agora ele só queria senti-la em seus braços.
Agosto de 2014.
e retornaram a posição anterior que se encontravam antes de se lembrar de Christopher e atrapalhar tudo. A única diferença nas carícias dessa vez, era que eles agora haviam deixado claro que estavam apaixonados um pelo o outro. Com isso, o toque mudou, pra melhor. Cada um sentia as carícias com muita mais intensidade do que antes.
O beijo era diferente, o calor era diferente, tudo era diferente.
Eles não tinham muitos pensamentos naquele momento. Estavam mais preocupados em aproveitarem dos beijos um do outro pra compensar todo o tempo perdido naqueles últimos meses onde eles já poderiam estar juntos.
desviou seus lábios para o pescoço de que arqueou o queixo para o alto, dando a total exposição do pescoço que ele precisava. Ela respirou fundo e gemeu assim que ele começou a morder a curva de seus pescoço, puxando levemente a pele e beijando em seguida. Seus olhos estavam fechados, ela queria apenas que o mundo parasse naquele instante e que os dois pudessem ficar assim pra sempre.
sentiu suas costas desencostarem da parede quando deu um passo pra trás ainda sem parar de brincar com a pele de seu pescoço. Ela cravou as unhas nos ombros dele enquanto ele caminhava até sua cama de solteiro.
Com cuidado, deitou no colchão. Ele elevou o rosto para que pudesse olhá-la nos olhos por um instante. Viu que ela estava com a respiração irregular, os cabelos já bagunçados e os lábios inchados pelo constante movimento.
Linda.
Com o polegar ele fez carinho na bochecha esquerda dela até tocar o lábio inferior. Delineou o local e sorriu antes de depositar um beijo casto nos lábios dela, com os olhos ainda abertos.
Cansada de esperar, desceu suas mãos pelo corpo de até encontrar a barra de sua camisa. Ela começou a puxar pra cima e , ao perceber sua intenção, levantou os braços para facilitar.
Assim que a blusa desapareceu no chão do quarto, percebeu que as brincadeiras haviam parado assim que agarrou sua cintura e a impulsionou pra cima, deitando sua cabeça no travesseiro. Depois suas mãos desceram lentamente por seu corpo, os olhos dele seguiam cada lugar que suas mãos tocavam no vestido, parando na barra do mesmo. Seu olhar voltou pra e ela apenas deu um meio sorriso como permissão.
subiu o tecido pelos quadris, revelando a calcinha branca com detalhe de renda na lateral, depois subindo pela barriga, chegando aos seios cobertos pelo sutiã sem alça par da outra peça íntima.
levantou os braços para que ele finalizasse o processo de despi-la, logo o vestido encontrou com a camisa de no chão.
ajoelhou entre as pernas de e observou-a. Seus olhos percorreram de baixo para cima, cada pequeno detalhe do corpo seminu de . Ele ficou sem fôlego apenas por olhá-la sentindo o nível de tesão aumentar. Ele não podia acreditar que finalmente tinha aquela mulher toda pra ele.
respirava pela boca, completamente excitada com a visão de observando-a com tanto desejo nos olhos. Por causa daquele olhar ela não se sentia envergonhada, se sentia segura. Segura por estar com o homem que amava. Nem mesmo o fato de já fazer dois anos que não transava com ninguém, não lhe amedrontou. A última vez havia sido com Nick enquanto ainda namoravam.
O olhar de encontrou com o de . Ele abaixou o tronco até estar deitado por cima dela, os cotovelos apoiados em cada lado da cabeça dela. Os narizes se tocaram levemente, causando uma pequena onda de choques nos dois.
subiu as mãos pelo peitoral de que arrepiou com o toque, até encontrar as maças do rosto dele.
- Eu fiquei sete meses sonhando em estar com você assim todos os dias enquanto você morava lá em casa, e todos os outros meses depois. - cochichou e deixou um meio sorriso aparecer. - Foi uma tortura. - O sorriso dela alargou e ele a imitou.
- Acredite, foi o mesmo pra mim. - respondeu, dando um selinho demorado nele em seguida. - Mas nós estamos assim agora. - Disse ainda com os lábios colados ao dele. sorriu ao se afastar.
- Graças a Deus! - Ela soltou uma risada. - Eu amo ver você rir. - Ele disse baixo fazendo parar de rir e encará-lo. Ela mordeu o lábio inferior ao observar os olhos dele brilhando. - Eu amo o seu corpo, amo o seu cheiro, amo o seu gosto. - respirou fundo. - Eu amo você tanto. - A voz dele falhou no final por culpa da onda de emoção que lhe invadiu. Ele se sentia tão feliz naquele momento, com ela.
- Eu também amo muito você . - Ela respondeu com o coração transbordando sentimentos que também a deixaram emocionada.
Ele voltou a beijá-la, dessa vez de forma mais urgente. Precisava senti-la por inteiro, precisava estar dentro dela, se conectar com ela de corpo e alma. enlaçou seus cabelos com seus dedos e gemeu baixo quando tocou seu seio esquerdo, massageando devagar, com carinho. Os mamilos enrijeceram imediatamente, salientando-se ao tecido do sutiã.
A mão que acariciava o seio procurou o outro, enquanto os lábios de desceram pelo pescoço de passando pela clavícula e encontrando a curva do decote formado pela peça íntima. Ele depositou beijos no local e gemeu alto quando as duas mãos começaram a massagear os seios.
não ficou satisfeito por estar tocando aquela parte tão perfeita de ainda com um pedaço de pano em seu caminho, então ele procurou o fecho do sutiã nas costas de . Ela arqueou um pouco o corpo para ajudá-lo e no segundo seguinte o sutiã branco se juntava as outras peças de roupa no chão.
- Tão linda... - disse mais para si mesmo, impressionado com os seios de assim que olhou pra eles com atenção. Voltou a descer seu rosto e logo os lábios envolviam um dos mamilos rosados. Ele começou a sugar com vontade arrancando vários gemidos de que já havia desistido de ficar com os olhos abertos e apenas se entregou ao prazer daquele toque.
Depois de gastar bastante tempo apenas adorando aqueles seios incríveis, começou uma caminhada para a região sul. só era sensações, seu corpo estava tão sensível que até mesmo a respiração de arrepiava sua pele.
Beijando toda a extensão da barriga, chegou até o único lugar ainda coberto do corpo de . Ao senti-lo respirando ali perto, entreabriu os olhos encontrando os olhos dele encarando-a.
colocou suas mãos nas laterais da calcinha dela, os dedos adentrando o tecido um pouco. Nos olhos, pedia permissão e viu confirmar ao vê-la fechar os olhos e morder o lábio inferior com força.
As unhas curtas arranharam a pele de a medida que a despia da última peça de roupa que estava em seu corpo. Ela ainda mantinha os olhos fechados, agora sentindo um pouco de receio quanto a reação de ao vê-la completamente nua. O mesmo que estava maravilhado demais com a visão dela que ficou absolutamente sem palavras.
sentiu um corpo quente se deitar sobre ela e abriu os olhos para encontrar com os olhos de a observando. Procurou qualquer sinal de rejeição naquele olhar, mas só o que ela encontrou foi admiração.
Os lábios voltaram a se encontrar em mais um beijo urgente e apaixonado. tentava desabotoar o cinto da calça de sem parar de beijá-lo, mas a posição em que estavam não facilitava as coisas. ao ver a urgência que ela tinha em deixá-lo nu, parou de beijá-la e ficou ajoelhado mais uma vez, arrancando o cinto, a calça e as cuecas boxes.
praticamente teve um orgasmo ao ver se despindo na frente dela. Quando ele fez menção de voltar a deitar, o parou com seu pé direito. franziu a testa, sem entender o movimento dela, mas apenas sorriu marotamente.
- Minha vez de observar. - Ela disse com a voz baixa, o que fez o membro pulsante de ficar ainda mais duro.
retirou o pé quando teve certeza que ficaria quieto e se pôs a observar.
A visão dele deixou-a tão exitada ao ponto dela sentir seu ventre pulsar e o líquido aumentar ainda mais em sua intimidade. Ela mordeu o lábio inferior para conter um gemido de satisfação ao observar o membro que faria à tão perfeita conexão entre seus corpos. O olhar se demorou naquele local por alguns minutos antes de subir por toda a musculatura, fixando-se um pouco mais nas tatuagens que ela passou a amar e que ela sempre teve vontade de beijar, mas aquela ação seria deixada pra mais tarde.
- se eu não estiver dentro de você nesse exato segundo eu acho que vou explodir! - A voz de tirou-a de seu devaneio com o corpo dele. Ela olhou pra ele e viu que ele estava fazendo muito esforço pra se conter, para não agarrá-la sem permissão. pensava que não reclamaria se ele o tivesse feito.
Não disse nada, mas como resposta enlaçou suas pernas ao redor do quadril dele e o puxou pra si. se posicionou até que a cabeça de seu pênis estava na entrada da vagina de , roçando levemente e causando ondas de prazer nos dois. Se eles estavam se sentindo assim só com aquele mísero toque, quando estivessem finalmente conectados, a quantidade de prazer ultrapassaria quaisquer níveis já existentes.
entreabriu os lábios e pegou o lábio inferior de , que pegou o superior dele. Ficaram com os lábios conectados naquela posição, os olhos colados um no outro. Ele desceu o braço direito, tocando a pele do braço dela de leve com seus dedos até chegar à mão dela, entrelaçando os dedos e trazendo o braço dela para a lateral de seu rosto.
As mãos apertaram, os olhos se fecharam, as respirações aceleraram, os lábios beijaram. Os corpos finalmente se conectaram. O quarto se encheu de gemidos e rangidos da cama. e se movimentavam em sincronia seguindo os instintos de seus corpos sedentos por mais, mais contato, mais beijos, mais prazer.
Juntos eles encontraram o caminho para o paraíso nos braços um do outro. E aquele seria um caminho sem volta.
Agosto de 2014.
“Graças a Deus, eu não to sonhando!” Foi o pensamento que dominou a mente de assim que ele abriu os olhos naquela manhã de domingo. Sorriu ao confirmar que estava ali, dormindo em seus braços. Por um momento ele achou que todas as cenas incríveis da noite anterior tinham sido fruto de um sonho, mas agora ele tinha certeza que foram reais.
Observou a mulher que amava dormir com o peito explodindo de felicidade. Ele finalmente se sentia completo, pela primeira vez na vida. Jamais havia amado tanto uma pessoa como ele amava . Queria fazê-la feliz, queria cuidar dela, queria nunca mais sair de perto dela.
Depositou um beijo na testa coberta por algumas mechas de cabelo, o que fez se remexer na cama. Ela se aproximou mais do corpo dele e o abraçou, afundando seu rosto na curva do pescoço dele, fazendo-o sorrir. Com a mão esquerda ele ajeitou os cabelos dela e fez carinho nos mesmo, feliz demais pra conseguir voltar a dormir.
acordou escutando um suspiro pesado. Sentiu o corpo forte ao qual ela estava abraçada e respirou fundo, confirmando que estava realmente abraçada ao . Roçou seu nariz pelo maxilar dele e depositou um beijo ali antes de abrir os olhos e afastar o rosto para vê-lo. Sabia que ele estava acordado pelos carinhos que ela estava recebendo em seus cabelos.
- Bom dia, linda. - saldou-a com a voz ainda rouca de sono. sorriu.
- Bom dia lindo. - Ele beijou-a nos lábios castamente. - Tá há muito tempo acordado? - Ela perguntou com os lábios ainda colados aos dele.
- Só alguns minutos. - Ele se afastou e com o polegar ele acariciou a bochecha dela. - Tava vendo você dormir e pensando, como eu fui ter tanta sorte? - negou com a cabeça e o abraçou forte, envolvendo seus braços no pescoço dele e colando ainda mais seus corpos nus em baixo do edredom.
- Eu to me perguntando a mesma coisa. - Ela respondeu com os lábios bem próximos ao ouvido dele. - Ontem a noite foi incrível. - Ele beijou o ombro dela antes de afastar sua cabeça apenas para conseguir olhá-la nos olhos.
- Não só incrível. Ontem a noite foi... Tudo! - Os dois sorriram em concordância.
começou a circular seu polegar no quadril de enquanto ele fazia seus dedos passearem por toda a extensão da coluna dela.
Ficaram em silêncio por alguns minutos começando a escutar os sons da família de que pareciam terem acordado todos ao mesmo tempo pela algazarra ter começado de uma só vez.
- ? - chamou baixo e fez um barulho com a boca para indicar que estava escutando. - Quando nós voltarmos pra Londres hoje, não vai ser como nós chegamos aqui, não é? - Ela franziu a testa e levantou o rosto para encará-lo. - Quer dizer, nós vamos estar juntos. Namorando. - Ela sorriu quando compreendeu o que ele queria dizer.
- Se você quer mesmo namorar comigo... - Deu de ombros, mas sorriu em seguida. - É claro que sim . - Ele sorriu largamente.
- E você vai voltar a morar lá em casa? Você e o Sammy? - sorriu e concordou com a cabeça.
- Eu só preciso conversar com o Chris quando a gente voltar e depois nós podemos fazer a mudança outra vez. - puxou o rosto dela pra si, beijando-a apaixonadamente. Finalizaram o mesmo com muitos selinhos, apenas por culpa da falta de oxigênio.
- Você não tem noção do quanto eu estou feliz. - Ele disse com as duas mãos segurando o rosto dela, os olhos encarando-a, tentando mostrar com um olhar o tamanho de sua felicidade.
- Eu tenho, porque eu me sinto da mesma forma. - fechou os olhos e encostou sua testa na de . - Eu nem acredito que finalmente vou ter uma família de verdade novamente.
- Pois acredite, meu amor, eu vou fazer do impossível, possível, pra que nossa família seja feliz. Eu, você, o Sammy e todos os outros filhos que virão. - Uma pequena lágrima caiu dos olhos de enquanto ela voltava a beijar o . Estava chorando de felicidade, de agradecimento. Deus havia lhe dado uma nova família e ela sempre seria grata por isso.
- Acorda ! Não vai ser nessa casa que você vai hibernar! - Batidas na porta e o som da voz de Matt assustaram os dois, que pararam de beijar para encararem a porta fechada. - A tem desconto porque é novata, mas se você não aparecer com essa bunda cabeluda em cinco minutos eu vou arrombar essa porta! Tá avisado!
- Infelizmente nós vamos ter que levantar amor, mesmo eu querendo passar o resto da minha vida deitado aqui com você. - beijou a ponta do nariz dela e deu um meio sorriso de desculpas. - Eu não quero que eles arrombem a porta em vejam a minha mulher nua. - gargalhou.
- Eles arrombariam mesmo? - Perguntou vendo sair da cama e ficar em pé, gloriosamente nu. Ela sentiu um choque indo diretamente para o seu ventre.
- Eles já fizeram isso uma vez com o Matt e ele tá doido pra dar o troco em alguém então, sim. Eles arrombariam. - também se levantou da cama para vestir uma roupa e foi a vez de ficar paralisado com a visão dela nua. - Droga!
- O quê? - Ela já estava em posse de uma calcinha limpa e estava colocando um sutiã quando ele xingou.
- É melhor a gente ir logo antes que eu perca o juízo e comece a repetir todos os acontecimentos da noite anterior. - balançou a cabeça em sinal de negação e vestiu um short jeans e uma blusa de mangas. - Ah, bem melhor! Com você vestida eu acho que consigo me controlar. - Ela soltou uma risada quando ele a abraçou pela cintura. - Vamos lá agradecer a minha mãe pela brilhante ideia de nos deixar sozinhos aqui no quarto!
- Eu sabia que era armação! - comentou fingindo estar indignada. - Mas isso é bom porque agora eu posso chamá-la de sogrinha. - Os dois foram até a porta do quarto que abriu. - Sua mãe salvou a minha vida com esse plano. - O barulho da família invadiu o quarto assim que a porta foi aberta.
- Ela salvou a minha também. - falou abaixando-se para poder beijar a . Ele sabia que não conseguiria ficar sem beijá-la por mais do que cinco minutos, estava completamente viciado. - Eu te amo. - sorriu com os lábios ainda colados aos dele.
- Eu também amo você. - Os dois pararam de beijar e foram na direção da cozinha, abraçados.
EPÍLOGO
Dezembro de 2014.
Faltavam dez minutos para a meia noite. e Giovanna chamaram a atenção de todos os rapazes para a troca de presentes. , que estava batendo papo com os companheiros de banda, foi ao encontro da namorada, abraçando-a pelos ombros. Havia uma semana que ele tinha retornado de uma longa seção de shows que o deixou longe de casa durante um mês.
Foi a primeira vez que ele havia se separado de e Samuel desde que eles voltaram a morar em sua casa. Foi bem mais complicado dessa vez, a saudade apertou ainda mais. A diferença era que da última vez ele e não tinham nada além da convivência por causa do filho, já agora eles dormiam juntos, viviam como marido e mulher.
Era muito ruim acordar nas camas dos hotéis sem ela ao seu lado.
Todos se reuniram ao redor da árvore de Natal dos Judds para a troca de presentes. O pequeno Samuel já estava dormindo há um bom tempo no quarto do Harry e da Izzy depois de tanto brincar.
Tom iniciou a troca de presentes entregando uma bela caixa vermelha à esposa. Começou a fazer um discurso para dar dicas sobre o que tinha na caixa.
observou tudo, mas com a cabeça presa em apenas um lugar. A pequena caixa de embalagem azul no canto esquerdo da árvore. Estava tentando disfarçar seu nervosismo no último mês, mas naquele dia em especial as coisas estavam ainda mais complicadas.
Sorte que ela tinha tanta gente ao redor para poder distrair o .
Ela tinha pedido a amiga para ser a última a trocar presentes com o , pelo motivo que a Giovanna já sabia. Enquanto sua vez não chegava, ela tentava acalmar seu coração e se concentrar nos presentes que os outros estavam recebendo, mas de nada adiantava. E quando ela percebeu, já era a sua vez.
observou a namorada se levantar e ir até a árvore pegar o penúltimo presente que ainda restava ali. Ela olhou pra Giovanna e respirou fundo. reparou que a Gio sorriu pra ela com um olhar cúmplice.
- Então, eu acho que não tenho palavras pra fazer uma descrição que gere curiosidade sobre esse presente. Eu só posso dizer que ele é perfeito e surpreendente, e eu já o amo. - deu de ombros, nervosa.
apenas sorriu estendendo os braços para pegar o pacote.
Sentiu o peso do mesmo e percebeu que era um pouco pesado para o tamanho. Balançou de leve e reparou que deveria ser algo como vidro ou madeira, talvez. Começou a desembrulhar, rasgando o papel azul e arrancando a fita branca.
Assim que ficou só a caixa, ele retirou a tampa e ficou completamente paralisado. Dentro da caixa havia uma foto emoldurada. Ele a retirou de dentro da caixa para olhar melhor, o coração acelerado. Era uma foto de Samuel com gorrinho de Papai Noel na cabeça, o mesmo que sorria e segurava uma plaquinha com os dizeres: “Eu vou ser o irmão mais velho! Feliz Natal papai!”.
- Isso é...? - As lágrimas já haviam inundado seus olhos. Ele olhou para que sorriu ao concordar com a cabeça, as mãos indo parar no ventre. deixou a foto no sofá e se levantou, ajoelhando-se em frente a e abraçando sua barriga.
- O quê? - Dougie perguntou, ainda sem entender o que estava acontecendo. Danny pegou a foto de cima do sofá e mostrou ao amigo.
- Eles vão ter um bebê, idiota. - Danny disse dando um tapa na cabeça do amigo antes de voltar a observar a cena que acontecia entre e . Os dois chorando, abraçados.
- Quando foi que você soube? - perguntou com a voz embargada, levantando-se para encarar a namorada.
- Foi logo depois que você viajou. Como estava perto do Natal eu pensei em te dar isso como presente. - Ela deu de ombros antes de ser puxada para um beijo apaixonado.
- Meu Deus! Eu vou ser pai de novo! - ainda não estava acreditando.
Logo eles se viram envolvidos por um monte de braços. Os integrantes do McFly e do One Direction, juntamente de suas namoradas e esposas, abraçaram o casal e compartilharam da felicidade deles.
- Feliz Natal família! - Gio gritou com a voz embargada pela emoção. Ouviu-se um coro de Feliz Natal logo em seguida. E no meio daquela confusão, e declaravam o amor que sentiam um pelo outro e pelo filho, ou filha, que estava por vir.
FIM.
Hey pessoas! E finalmente temos um FIM com ponto final! Haha. O que acharam da parte três? Quero saber tudo nos comentários ok? Eu tenho que admitir que essa shortfic é agora o meu xodó, sério. Tô completamente apaixonada por Our Son. Se eu tivesse tempo, teria escrito ela como long fic. Tenho certeza que ela ficaria bem legal, mas tudo bem!
Então, E a cena hot do casal, o que acharam? Foi minha primeira cena hot então deem um desconto se tiver ficado horrível ok? E o epilogo, o que acharam dele? Esse presente de Natal aí eu tirei a ideia de um livro que eu li, que a principal ficava grávida e ela e o marido já tinham uma menininha chamada Sophia. Ela descobriu pouco antes do Natal e também deu um foto com a filha segurando uma plaquinha. Eu achei muito fofo e desde então queri algo assim em alguma das minhas fanfics, então foi em Our Son! <3
Ok. Espero que vocês tenham gostado. Continuem acompanhando minhas fanfics ok? E indiquem Our Son!
Amo vocês! @SahDiias - @Frasesdefics – saahdias|Tumblr - Danny-jones-inmypants|Tumblr

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