Our Fake Relationship

Escrito por Karol | Revisada por Angel

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Capítulo 1

  - Você é maluca? - perguntou à amiga enquanto as duas se dirigiam à cantina da escola, para pegarem seu almoço.
  - eu não tive escolha, todo dia ela me ligava me chamando pra ir lá. E você sabe que eu odeio o Fred, eu não ia ficar 3 semanas das minhas férias perto daquele encosto. - reclamou, indo se sentar em um dos bancos do pátio da escola, com o seu lanche em mãos.
  - entenda, não é só porque você odeia seu padrasto, que você tem que parar de ir visitar sua mãe, e outra, não ajudou nada você ter falado que ia passar as férias com seu namorado, ATÉ PORQUE VOCÊ NÃO TEM UM! - A amiga se exautou, recebendo um olhar de reprovação de .
  - caralho, para de gritar! Eu sei que não ajudou, mas pelo menos agora ela quer que eu fique só uma semana lá e quer que eu leve ele. - Ela disse bufando logo em seguida.
  - Agora me diz como você vai fazer? Vai procurar alguém pra ser seu cobaia, olha que o John adoraria entrar nesse papel. Ou você vai inventar uma desculpa para não ter que ir lá? - perguntou antes de beber um gole de seu suco.
  - Credo, se eu chamo John pra ser meu namorado falso ele nunca mais larga do meu pé. Vou ficar com a opção de inventar alguma desculpa pra não ter que ir, talvez eu diga que nós vamos viajar ou que nós terminamos. - disse e deu de ombros.

  - Certo , o que a Sra. queria? - perguntou ao amigo, assim que ele voltou para a mesa onde eles estavam com a galera popular da escola e algumas lideres de torcida.
  - Ela quer que eu vá passar duas semanas das férias com ela. Sabe como minha mãe é cheia de frescura, agora que ela vai promover a linha nova de produtos dela, ela decidiu fazer uma sequência de eventos e insistiu para que eu aparecesse. - disse e bufou.
  - E isso é um problema cara? Agora você vai viajar pra Los Angeles, é melhor do que ficar em casa. - disse sorrindo.
  - É um problema porque ela insiste que eu vá acompanhado, sabe como é, tem que aparecer pras amigas da alta sociedade. Maldita hora que eu fui dizer que estava namorando, agora não tem ninguém pra eu levar. - O rapaz bufou novamente, passando as mãos pelo cabelo.
  - não se preocupe, eu não vou fazer nada nas férias, vou só avisar meus pais e a gente vai curtir a viagem. - disse com sua voz irritante. Ela era a atual peguete de e se achava a namorada dele.
  - Desculpe , mas eu não acho que seja uma boa ideia, você sabe como minha mãe é. - Ele tentou soar de forma delicada, pois sabia que a mãe iria surtar se levasse qualquer patricinha vadia da escola. - A propósito, eu acho que não vou nesse negócio. Não suporto esses eventos de beleza que minha mãe arruma.
  - A gente dá um jeito nisso depois cara. - sussurrou para o amigo que concordou silenciosamente.

  - Mãe eu já disse que vou passar as férias com meu namorado, vou ver com ele se ele vai querer ir pra Londres comigo, mas vai ser meio cansativo atravessar o oceano e ficar aí só uma semana, então vou olhar com ele mas não garanto nada. - disse pensando em uma desculpa rápida que funcionou muito bem.
  - Certo filha mas faça o possível, a mamãe quer muito te ver, e você sabe que não é nenhum problema, você terá quase três meses de férias, pode muito bem ficar aqui mais tempo. Agora tenho que ir porque Fred está me esperando. Amo você querida. - Sra. Evie esbravejou baixinho pra que ninguém ouvisse. Ela estava na educação física e conseguiu um tempinho pra fugir até o vestiário e ligar para sua mãe pra dar mais uma desculpa, o que não adiantou de muita coisa.

   estava impaciente, ele sabia que seria obrigado a sair de Chicago prar ir até Los Angeles para mais alguns eventos de sua mãe. Todo ano ela fazia a mesma coisa e ele sempre tinha que levar uma acompanhante, mas sempre dizia que não tinha namoradas e a mãe dele acabava aceitando, mas desta vez ele acabou dizendo que estava namorando só pra evitar que sua mãe ficasse pegando no seu pé, e com certeza foi a pior mentira que ele fez na vida.
  - Olha por onde anda seu idiota! - Escutou a voz irritante de , enquanto ele saía do vestiário e acabara de trombar na garota.
  - Talvez se você parasse de me perseguir, eu não teria trombado em você. - Ele disse irritado.
  - Você se acha não é garoto. Acho que isso é birra comigo só porque eu não sou nenhuma dessas idiotas que ficam babando por onde você passa. Se você trombar em mim mais uma vez, eu arranco suas pernas. - A garota disse nervosa e ele começou a rir da cara dela, a fazendo o olhar irritada e sair pisando forte até o ginásio.
  - Até quando vocês irão continuar essa briguinha? - perguntou atrás do amigo que estava parado na porta do vestiário.
  - Provavelmente até o final do ano que vem, que será quando nós iremos nos formar. - disse simples.
  - Sinto que tem muito amor por trás disso. - zombou e viu o amigo o olhar com raiva.
  - Vai se foder e me ajude com meus problemas reais. Eu tenho exatamente três dias para arrumar uma garota que vá aceitar ser minha namorada falsa e não vai ficar atrás de mim depois disso. - disse voltando para dentro do vestiário que a essa hora já estava vazio e se sentou em um dos bancos.
  - Olha cara, é meio difícil arrumar uma garota na nossa escola que aceite o plano e que não vai correr atrás de você. Você esqueceu que você é ? A população feminina daqui irá fazer fila se você disser que precisa de uma namorada falsa. Acho melhor optar pela mesmo. - disse mexendo em seu armário do time.
  - Eu já cansei da , a gente já tá ficando a quase 1 mese e ela é um saco, se eu levo ela pra casa dos meus pais ela já vai logo mandando fazer as alianças. - disse passando as mãos no cabelo nervosamente.
  - Então você tem 3 dias para achar a garota que não vai babar por onde você passa. - disse e sentiu o olhar do amigo sobre ele e quando virou, encontrou a expressão fechada de . - O que foi cara?
  - acabou de falar comigo que não é nenhuma dessas idiotas que babam por onde eu passo. Mas foi um ideia rídicula, já vou ligar pra minha mãe e cancelar a viagem, sei lá. - disse e se levantou indo até seu armário também.
  - Você sabe que isso não é rídiculo né? Vou tentar falar com pra ver se ela dá uma força, você sabe que isso seria o ápice da vida de , já que ela passa as férias todas enfiada dentro de casa, saindo pra ir na academia e no mercado. - disse e o amigo o olhou desconfiado.
  - Qual o seu lance com a ? - Ele perguntou com uma sobrancelha arqueda.
  - Não é nada, eu só achei ela gostosa e queria pegar, agora tenho um motivo pra chegar nela e não vou perder tempo, com licença . - disse e passou pelo amigo, o deixando sozinho dentro do grande vestiário masculino.

  - ELE QUERIA O QUE? - disse desesperada enquanto soltava uma risada descrente. - Você está de zoeira com minha cara , nunca vai precisar de mim e eu nunca vou querer ficar perto dele por mais de dois minutos sem matá-lo. Isso é idiotice. - disse incrédula enquanto caminhava de volta pra sala.
  - para de ser idiota por um minuto e me escuta! Você e estão precisando da mesma coisa, são os únicos que conseguiriam fingir um namoro sem realmente se apaixonarem e ainda iriam fazer um monte de coisas legais nos eventos da mãe dele. - disse calmamente andando ao lado da amiga.
  - Não sei não , isso não me parece boa ideia, talvez eu só deva inventar uma desculpa e ta tudo certo!
  - Porra ! Você não sente saudades da sua mãe? - afirmou com a cabeça. - A única coisa que te impede de ver ela é Fred, se você tiver com lá, você não vai precisar dar atenção à ele e ele não vai vir encher seu saco.
  - Verdade. Acho que posso tentar fazer isso. - disse contraditória. - Mas vai ter que me dar uma vida de rainha em Los Angeles, e vai ter que ficar duas semanas em Londres comigo. Acho que vou querer isso, pois vou conseguir bastantes presentes daquele mané. - disse com um sorrisinho no rosto.
  - Interesseira. - disse enquanto negava com a cabeça e as duas seguiram rindo até a sala de aula.

  - VOCÊ FEZ O QUÊ? , eu não acredito que você foi realmente falar com ela. - disse incrédulo, encostado na mesa do professor, enquanto o mesmo não chegava.
  - Para de ser mal agradecido porque eu acabei de resolver seu problema. - disse mexendo nos cabelo.
  - Você acabou de complicar meu problema, como eu vou ficar mais de duas semanas com aquela garota maluca? Você é doente . - disse puxando alguns fios de seu cabelo.
  - Para de graça , vocês irão facilitar a vida dos dois, vão ir pra lugares diferentes nas férias e ainda vão poder dar uns pegas. - sussurrou a outra parte fazendo o amigo ameaçar dar um soco nele.
  - eu juro que se isso não fosse resolver minha vida, eu mataria vocês dois. Mas mesmo assim obrigado, eu vou falar com ela e depois ligo pra minha mãe. - desencostou da mesa e pegou seu celular no bolso de trás pra checar algumas mensagens.
  - Aproveita que ela chegou e fala com ela agora. - disse e saiu de perto do garoto, indo para sua carteira para observar o que o amigo faria.
  - chamou a garota que o olhou com um misto de raiva e surpresa, ela se aproximou vagarosamente, enquanto sentia o olhar raivoso de várias garotas sobre si, afinal, era o queridinho delas e elas não suportavam a ideia de que a menina que tanto implica com , estava sendo chamada pra conversar com ele. - Hoje no final da aula eu te espero no estacionamento.
  - Hoje não dá, pode ser amanhã. - Ela afirmou olhando pra ele ainda irritada por ter que falar com ele sem poder estapeá-lo.
  - Eu disse hoje, então te espero lá.
  - Você precisa disso mais do que eu, se você quiser vai ser amanhã, senão pode procurar outra garota que vá aceitar essa coisa rídicula. - Ela disse e virou de costas indo até sua carteira em frente , deixando com cara de tacho e vários olhares surpresos pra trás inclusive o de que segurava o riso no fundo da sala.

[...]

  - Diga o que você quer. - disse parada em frente à que estava encostado em seu carro no final da aula, com algumas garotas ao seu redor.
  - Meninas, amanhã a gente se fala, é o último dia de aula, mas a gente dá um jeito de fazer o que combinamos. - Ele disse dando uma piscadinha pra elas que concordaram e saíram entre risadinhas e cochichos. - Você sempre tão educada.
  - E você sempre muito enrolado, dá pra ir direto ao ponto, porque eu estou começando a ficar com alergia de você.
  - Certo, entra aí que vamos até alguma sorveteria e eu te deixo em casa. - Ele disse e deu a volta em seu carro entrando logo em seguida, sem dar escolhas à .

  Chegando na sorveteria os dois entraram sem dizer uma palavra, algumas pessoas da escola que se encontravam lá, os olhavam com cara de curiosos pois o cara mais popular estava com uma das meninas que era quase considerada uma loser, tirando o fato de que era gata e que não era uma nerd anti social. Sentaram em uma mesa um pouco afastada e ficaram se olhando sem saber o que falar.
  - Diga logo ! - disse irritada, em uma coisa o rapaz estava certo, ela era sempre muito delicada e amigável.
  - Desculpa se eu não sei como agir nessa situação. - Ele disse dando de ombros.
  - Certo, você vai precisar de mim pra quê? Onde nós vamos? Quanto tempo vamos ficar? E como eu devo agir? - Ela despejou o conjunto de perguntas em cima dele e logo pegou o cadápio para não precisar ficar encarando aquele par de olhos brilhantes e encantadores.
  - Calma aí! Bom... Eu preciso que você finja ser minha namorada, nós vamos para Los Angeles, vamos ficar lá por duas semanas e pra começar, você tem que ser um pouco mais delicada. - Ele disse a olhando. Ela desviou o olhar dele e chamou um rapaz que trabalhava no estabelecimento.
  - Boa tarde, com o que posso ajudar? - O rapaz moreno de olhos azuis disse com um sorriso galanteador para a menina.
  - Boa tarde, dois milkshakes de Ovomaltine por favor. Os dois grandes. - Ela respondeu também educada e sorriu para o rapaz que continuou a olhando com jeito paquerador. Enquanto isso apenas observava os dois flertando em sua frente, e o quanto a garota podia ser simpática.
  - Certo. Com licença. - O rapaz disse antes de se retirar, deixando uma piscadela para a garota que sorriu mais uma vez.
  - Ok, duas semanas né? Você vai precisar ir comigo para Londres por uma semana, vai fingir ser meu namorado, não vai ser arrogante e prepotente do jeito que você é, terá que ser o mesmo bom rapaz que você é na frente dos seus pais, pra minha família e terá que me tirar de casa sempre que você perceber que o meu padrasto vai me enfernizar ou algo do tipo e NUNCA me deixe sozinha. - Ela disse ameaçadora. Enquanto o garoto tentava ir por partes, sempre ia direto ao ponto, era sempre determinada e sincera, e isso encantava muitas pessoas inclusive ele, mas ela era um excessão na vida do rapaz.
  - Certo, eu não sei como vamos fazer isso, mas acho que precisamos nos conhecer melhor, não podemos dar mancada na frente dos meus pais, minha mãe é muito observadora, qualquer falha ela poderá descobrir. Nós vamos ter uma sequência de bailes e eventos formais para ir com ela, minha mãe está lançando uma coleção nova de seus produtos e como sempre, ela tem que exibir para as amigas da alta sociedade. Sem contar que ela vai querer desfilar com nós dois para apresentar o filho dela e a namorada maravilhosa dele, então espero que você se encaixe no papel, não gosto de pessoas amadoras. - Ele disse desafiador levantando uma sobrancelha pra menina.
  - Oh , você realmente não me conhece. Me conte mais sobre esses eventos, tenho só até amanhã para arrumar as roupas. - Ela respondeu.
  - Bom, leve os melhores vestidos e roupas formais que você tiver, todos os eventos devem ser à noite, acho que apenas nos finais de semanas vão ser festas na piscina ou em algum sitío, mas não se preocupe muito com isso, lá a gente pode sair para comprar algumas roupas, tenho certeza que minha mãe vai querer te encher com muitas delas. - Ele disse e a menina concordou. Logo em seguida o garçon chegou com mais um de seus sorrisos sedutores e olhou para o decote da menina que nem estava tão à mostra assim. que já estava ficando incomodado, limpou a garganta e olhou feio para o rapaz que não esperou nem mesmo um segundo antes de retirar.
  - Ogro. - Ela resmungou.
  - Deixe para fazer essas coisas quando você estiver sozinha. - Ele reclamou e tomou um gole de seu milkshake.
  - Ora , mal começamos e você já está com ciúmes? - Ela zombou dando um sorrisinho para ele que a olhou negando com a cabeça.
  - Pare de encher o saco e me conte como será na casa da sua mãe. - Ele desviou do assunto anterior.
  - Bom, pra minha mãe eu nunca tive um namorado, então você será o queridinho dela...
  - E você já teve? - Perguntou surpreso e a menina lhe lançou um olhar mortal. - Desculpa, continue.
  - Eu já namorei , pra falar a verdade eu já fiz mais coisas do que você imagina. - Ela disse e piscou pra ele. - Enfim, ela com certeza vai falar na sua cabeça, pra você cuidar da filha dela, que se você quebrar meu coração ela mata você e blá blá blá. - Ela disse e o menino segurou uma risada.
  - Se ela soubesse que você mesma quase me mata todos os dias, ela mataria você e não eu. - Ele deu de ombros.
  - Não se finja de vítima. - Ela bufou. - Continuando, meu relacionamento com meu padrasto não é dos melhores e sempre que ele começar a falar demais comigo, você terá que me chamar para dar uma volta na cidade, pra irmos pra piscina ou até para irmos nos trancar no quarto, só não me deixe com ele. - Ela avisou.
  - Certo. Minha mãe também vai ficar babando em cima de você, porque ela sabe que eu não sou do tipo que me prendo a mulheres... - A menina fez cara de nojo mas ele ignorou. - E quando ela ficou sabendo que eu estava namorando, ela quase surtou de felicidade, então ela acredita que você deve ser uma ótima garota por me fazer ter algo sério com alguém. Ela também deve achar que você é boa de cama então não me desaponte. - Ele disse a última parte só pra ela mas a garota ouviu e engasgou com sua bebida.
  - , nem em um milhão de anos você vai encostar em mim. - Ela disse com nojo.   - Amor, não diga isso, você se esqueceu que vai ter que andar de mãos dadas comigo, me abraçar e dormir no mesmo quarto que eu, além do mais, você terá que me beijar também. - Ele disse segurando um sorriso malicioso enquanto puxava mais um pouco do conteúdo de seu copo pelo canudo. - Além do mais, todas as vezes que eu vou lá eu sempre arrumo alguma garota pra levar pra casa, ou seja, ela sempre escuta o que fazemos durante a noite, seria estranho se com minha namorada fosse diferente.
  - Não , a gente não vai se beijar que nojo, muito menos transar. Você coloca um pornô no seu computador e finje que sou eu, porque em mim você não encosta. - Ela disse fazendo cara de nojo mais uma vez.
  - É o que veremos . - Ele sorriu malicioso e ela fechou a cara.

  - Então eu passo na sua casa amanhã às 17hs, nosso vôo sai daqui às 18hs e se você atrasar eu deixo você pra trás e você se vira pra conseguir chegar lá. - disse assim que parou em frente a casa da garota.
  - Ta bom , eu não vou me atrasar, você já disse isso o caminho todo. Durante o vôo a gente resolve alguns assuntos para melhorar nossa farsa, agora pelo amor de Deus cala a boca. - A menina disse massageando as têmporas.
  - Cala a boca nada , se essa merda não der certo não será você que sofrerá as consequências. - Ele disse e a menina bufou.
  - Consequências... Pare de ser filhinho de mamãe . - Ela disse e saiu do carro sem se despedir ou dar tempo do garoto falar alguma coisa.

[...]

  " você tem dois segundos pra abrir a porta de sua casa! T xx"
  - O que você quer Tyler? - disse depois de abrir a porta de sua casa e seu melhor amigo passar por ela sem lhe dar tempo de raciocinar. Ela ainda estava com o celular em mãos, aberto na mensagem que Tyler tinha acabado de enviar.
  - Me diga por qual motivo você saiu com Gostoso depois da aula? - Seu amigo gay disse subindo as escadas e indo direto para o quarto da garota.
  - Espera, como você sabe disso? - Ela perguntou assustada.
  - Amiga, está todo mundo comentando nos grupinhos de fofoca da escola. Sem contar as meninas que viram você entrando no carro dele. Agora me diga! - Ele disse se jogando na cama da menina.
  - Nossa esse povo é rápido. Bom, é que nós vamos viajar e...
  - VOCÊS VÃO O QUÊ? porque você não me contou que você e o cara mais gato da escola estão saindo?
  - Não é isso Tyler, nós temos um trato e vamos viajar junto, isso tudo aconteceu ontem, mas a gente teve que sair hoje pra terminar o acordo. Simplificando vamos fingir ser um casal nas férias.
  - Meu. Deus. Mas o porquê disso?
  - Ele precisa de uma namorada pra apresentar à mãe dele e eu precisava de um namorado pra levar pra casa da minha mãe. Isso tudo porque inventamos mintiras e acabamos nos ferrando. - Ela disse se sentando na cadeira em frente à mesinha do computador.
  - Você é uma vadia sortuda. - O rapaz falou.
  - Por que? Se você não escutou direito, eu vou ter que fingir ser a namorada do cara que mais odeio no mundo. - Ela disse estressada.
  - Fala sério , você não pode negar que o cara é um puta de um gostoso, você estará na cola dele por toda as férias, você seria idiota se não tirasse proveito disso. - Ele respondeu. - E a já sabe disso?
  - Ela basicamente me empurrou pra essa situação depois de ter conversado com o . E desculpa não ter te contado ainda bebê, é que eu mal tive tempo pra raciocinar e você estava saindo com o Jason, não queria te encher com isso.
  - Sem problemas meu amor, e só pra avisar, eu já parei de sair com Jason, ele é bom de cama e tal, mas é muito apegado, não gosto disso. - O rapaz disse e a menina riu.

Capítulo 2

  - fica calma, vai dar tudo certo, vocês não vão se matar e aposto que depois de uma semana vocês já vão estar se pegando, então relaxa e qualquer coisa me liga ta? - disse na porta da casa da amiga, ela tinha ido ajudar a menina a terminar de arrumar as malas e quando se aproximou do horário de chegar, ela resolveu ir em bora.
  - Espero que sim , tem que dar certo. - Ela disse fazendo biquinho pra amiga.
  - Eu sei que vai, e como seu pai reagiu?
  - Ele não foi o cara mais delicado quando ficou sabendo que eu estava indo viajar com meu "namorado", mas ele me deixou ir porque sabia que não poderia me levar pra fazer nada já que ele trabalha à noite. - Ela respondeu e amiga concordou.
  - Seu pai é um ótimo cara amiga, agora eu vou indo porque... - Elas escutaram uma buzina tocar. - Seu namorado chegou. - Ela disse pra provocar a amiga e a ajudou a descer com as malas e as levar até o carro.
  - Se precisar me liga. - disse pra ela.
  - Tudo bem, e se você for um ogro com minha amiga, quando vocês voltarem eu te jogo para os tubarões. - A amiga disse sem nenhuma simpatia pelo rapaz. - Boa viagem viada, se precisar você sabe que estarei disponível.
  - Obrigada, vê se para de ser uma encalhada e sai logo com o . - disse antes de entrar no carro. estava encostado no mesmo e preferiu ignorar , pois nunca teve simpatia por nenhuma das duas mesmo.
  - Vai se foder . - disse e começou a andar em direção à sua casa.

  - Vamos? - perguntou depois de ajudar a guardar as malas no carro.
  - Vamos. - Ela respondeu sem olhar para ele.
  O caminho para o aeroporto só não foi tão silêncioso por causa do rádio que tocava músicas aleatórias. ia olhando a paisagem enquanto pensava em algumas respostas para dar caso quisessem saber mais sobre o namoro dos dois.
  - Trouxe todos os documentos? - perguntou.
  - Sim. - Ela disse entregou pra ele.
  Depois de fazerem o Check In, eles entraram no avião e ficaram encarando a poltrona da frente, sem trocar nenhuma palavra durante todo o percurso.
  - Vai ficar sem falar nada até quando? - Ela perguntou sem desviar o olhar do assento.
  - Pensei que você ia querer ficar sem falar comigo por um tempo, já que vamos ter que conviver amigávelmente nas próximas semanas.
  - Na verdade a gente precisa ajustar alguns detalhes, tipo, o que iremos falar se perguntarem como nos conhecemos? - Ela disse desviando o olhar pra ele pela primeira vez e viu que ele a encarava.
  - Sei lá, a gente se conheceu em uma House Party de um amigo do colégio e depois começamos a sair e tal. - Ele deu de ombros.
  - Tá, e temos quanto tempo de namoro? - Perguntou ela mais uma vez.
  - Sei lá, um mês?
  - Claro que não , um mês pra mim não é suficiente pra levar ele pra passar férias com minha mãe.
  - Então cinco meses. Nos conhecemos na house party, e o quê mais?
  - Pode ser cinco meses. Não sei se tem mais alguma coisa, se alguém perguntar você responde, porque não sou a melhor com mentiras. - Ela deu de ombros.
  - Isso a gente percebe pela situação que estamos.
  - Não é como se eu que tivesse te procurado . - Ela desviou o olhar e comissários de bordo começaram a demonstrar os procedimentos de segurança.

[...]

  - O show começa agora. - sussurrou para assim que eles desembarcaram no aeroporto de Los Angeles. A garota concordou e eles entrelaçaram as mãos, enquanto empurravam o carrinho pelo aeroporto à procura dos pais de .
  - Prepare-se pra ter a melhor namorada de todo os Estados Unidos. - Ela disse e deu uma piscadinha pra ele que a olhou sem entender, mas continuaram andando até apontar discretamente, seus pais.
  - Oi mãe, oi pai. - disse meio sem jeito depois de dar um abraço apertado em cada um. A verdade é que ele não queria estar nessa situação de mentir para os seus pais, mas a ideia de ter sendo educada com ele, era tão maravilhosa que ele mal se dava o trabalho de lembrar da consciência pesada.
  - Filho você está tão lindo. - Sra. disse acariciando o braço do rapaz.
  - Obrigado mamãe. Essa aqui é a , minha namorada. - Ele disse, os dois não queriam admitir, mas sentiram um frio na barriga quando o rapaz pronunciou a tal frase. passou o braço pelo ombro da garota a puxando pra si e ela que já ahavia comprimentado o casal, apenas se aconchegou nos braços do rapaz, sentindo o seu cheiro maravilhoso.
  - Prazer em conhecer você , é muito bom saber que meu filho encontrou uma garota tão bonita como você. - Melanie disse sorrindo simpática.
  - O prazer é todo meu Sra. . - sorriu.
  - Então crianças, vamos pra casa pois já está tarde. como eu sei que você gosta de ter seu próprio carro, sua mãe veio com ele pra você não ter que ir com a gente. E eu já pedi para arrumarem seu quarto, se preferir nós podemos pedir um pra ela, mas creio que ela vai ficar com você, certo? - James disse para o filho dando uma piscadinha e o menino riu sem graça, mas concordou.
  - Obrigado pai. - agradeceu ao progenitor, enquanto empurrava o carrinho com as malas até o estacionamento.

  - Seus pais são adoráveis . - disse depois que eles já estavam no carro à caminho da casa dos .
  - E eles gostaram de você, nunca vi meus pais sorrirem tanto para uma garota antes. - disse e soltou um riso fraco.
  - De certa forma a pior parte é ter que ficar perto de você. - A garota disse com mais uma de suas caras de nojo.
  - Por favor , já passamos dessa fase, você não viu o quanto você gostou de ficar abraçada ali comigo? - disse convencido e a menina engoliu a risada para não perder a pose.
  - Não sou nenhuma atriz amadora que nem você . Pode melhorar na atuação, pois suas atitudes andam muito forçadas. Na casa da minha mãe não vai rolar de você ser assim. - Ela provocou e viu quando o garoto apertou o volante com mais força.
  - Então espero que você realmente me odeie, porque a partir de agora você terá o melhor namorado dos Estados Unidos. - Ele disse olhando sugestivo pra ela.
  - Não tenha dúvidas de que eu te odeie. E pare de roubar minhas frases, porque eu pelo menos provei que posso ser boa encenando, já você... - Ela disse e ele fechou a cara.
  - Vadia!
  - Que namorado mais agradável eu fui arrumar, meu Deus!

  - Sua irmã já está dormindo, mandamos Valerie colocar toalhas novas no seu banheiro e ela também preparou um pequeno lanche pra vocês já que você odeia comida de avião. Nós já vamos dormir. Amanhã vocês terão o dia para descansar já que o primeiro evento será no domingo à tarde. Então boa noite. - Melanie disse para os dois e deu um beijo no rosto de cada um e subiu para o quarto.
  - Boa noite crianças. Juízo . - James disse e seguiu a esposa.
  As malas já estavam no quarto e quando entrou no mesmo, ficou impressionada. Assim como a casa toda, o quarto era grande e espaçoso e tinha uma linda decoração, nem parecia que um rapaz tão porco quanto , viveu ali uma parte de sua vida.
  - Saiba que eu nunca aprovei meus pais terem mudado a decoração do meu quarto depois que eu fui pra Chigago. - disse se jogando na cama e começou a tirar o casaco e os sapatos.
  - Eu vou tomar um banho. - disse indo até sua mala e pegando seu pijama e os produtos de pele baratos que ela usava.
  - Tenho certeza que você irá preferir usar os produtos da marca da minha mãe, já estão no banheiro com certeza. - disse e andou até sua mala tirando de lá sua calça de moletom.   A menina entrou para o banheiro e tomou uma ducha rápida, enquanto isso já tinha retirado todas as suas roupas e estava apenas com sua calça de moletom cinza. Ele foi até a janela e ficou observando o jardim da casa, iluminado no momento apenas pela luza da lua.
  Quando saiu do banheiro vestindo apenas um short curto e uma blusa de manga apertada, encontrou o garoto de costas com o tronco nu e ficou presa alguns segundos, admirando os ombros largos do rapaz, quando ele percebeu que estava sendo observado, ela virou de frente para , que desviou o olhar rapidamente. Enquanto ela andava até sua mala, observava seu corpo, desde as coxas descobertas até o seio marcado pela blusa. Ele limpou a garganta e foi até a cama, puxando a colcha para poder se deitar.
   que estava um pouco incomodada com o silencio, guardou suas coisas e olhou pra cama, ficou indecisa entre dormir na poltrona que estava ali, ou se deitar no tapete felpudo, optou por pedir opnião à .
  - Onde eu vou dormir? - Ela perguntou e ele a olhou com cara de deboche.
  - Fala sério , você vai perder a oportunidade de dividir a cama comigo? - Ele disse e ela bufou.
  - Pensei que tinha dito que não era pra você ser prepotente. - Ela disse irritada mas andou até o outro lado da cama.
  - Você disse, mas falou que era quando estivéssemos com sua mãe. Então no momento você tem que vir pra cá e ser uma boa namorada. - a olhou e ela fez cara de nojo, mas se deitou, ficando o mais afastada dele que conseguiu. - Eu não mordo.
  - E eu não te perguntei nada. - Ela disse grossa virando de costas pra ele, ela estava quase caindo da cama e aproveitando a situação, ocupou mais espaço na cama, ficando mais perto dela. Ele passou o dedo de leve pela curva do pescoço dela e ela se encolheu. - Não encoste em meu pescoço .
  - Então para de ser fresca e deita direito e eu prometo que vou manter minhas mãos longe de você. Não é como se eu fosse querer encostar nesse corpo feio seu. - Ele provoucou e a menina se virou de frente pra ele o olhando com mais um de seus olhares medonhos.
  - Se você quiser acordar vivo, cale a boca. E não é como se você pudesse falar do meu corpo, você já viu o quão magrelo você é? - Ela alfinetou e fechou os olhos, a luz já estava apagada e depois de ver o semblante bravo de , era melhor fechá-los mesmo, já que ela ficou com um pouco de medo.
  - Você ainda vai se aproveitar muito desse corpo. - disse baixinho quando a menina já estava quase pegando no sono.

[...]

  No outro dia acordou e se assustou quando sentiu sua ereção matinal, isso não acontecia muito com ele, mas nessa manhã tendo a bunda de pressionada em seu membro, foi difícil segurar. Ele respirou profundamente e não mexeu um milímetro sequer.
  Ainda estava tentando entender o que estava acontecendo pra eles estarem nessa situação, abriu os olhos lentamente e percebeu que eles estavam quase de conchinha, porém eles não estavam se abraçando nem nada, só estavam colados mesmo.
   sentiu uma respiração forte em seu pescoço e o arrepio passou pelo seu corpo. Ela também não se moveu e logo sentiu um coisa dura pressionada em sua bunda, logo se sentiu muito incomodado e levantou da cama, entrando rápido no banheiro.
   se remexeu na cama e deitou de barriga pra baixo, quando achou que já estava controlado, ele saiu do banheiro, dando de cara com a bunda de mais uma vez.
  - Vamos descer pro café da manhã? - perguntou depois de limpar a garganta, ele foi até sua mala e pegou uma camisa qualquer.
  - Eu to com preguiça. - resmungou com a cabeça enfiada no travesseiro.
  - Nós temos que ir . - Ele disse se sentando na poltrona.
  - Pode ir, vou dormir mais. - Ela disse cobrindo a cabeça.
  - Anda logo, você tem cinco minutos ou eu vou te tirar daí a força. - Ele disse enquanto bagunçava os cabelos.
  - Certo, mas você vai ter que me carregar até lá embaixo. - Ela disse depois de levantar, pegou sua escova de dentes e um short mais apresentável e foi pro banheiro.

  Quando voltou parou no meio do quarto e ficou a olhando.
  - O que foi? - perguntou.
  - To esperando você me carregar. - Ela disse óbvia.
  - Fala sério né , vamos logo. - Ele disse se levantando.
  - Eu não to brincando. - disse e fez sinal para ele se virar de costas.
  - Você vai me pagar por isso . - Ele disse e se virou pra ela subir de cavalinho nas costas dele.

  Chegaram no primeiro andar da casa fazendo algumas piadas e gracinhas para amenizar o clima. Quando perceberam que tinham plateia, desceu das costas de , ficando vermelha instantaneamente e foi pra trás dele que segurou uma risada enquanto olhava pra sua família sentada na mesa da sala de jantar.
   se virou de costas ficando de frente pra que ficou o encarando.
  - Não precisa ficar vermelha. Só seja uma boa garota. - Ele disse e ela ficou sem entender, mas ele se aproximou e encostou seus narizes. - Não fique parada com essa cara de assustada né.
  - O que você quer que eu faça. - Ela disse baixo e ele soltou uma risada fraca, segurou o rosto dela com uma mão e ela colocou uma mão no pescoço dele e eles se olharam mais um pouco antes dele dar um selinho nela, que fez um frio na barriga se espalhar pelo corpo dos dois.
  Ela sorriu um pouco constrangida e ele lhe deu mais um selinho antes de pegar na mão dela e a arrastar para a sala de jantar.

  - Bom dia família. - disse naturalmente. - Hey Julie, essa aqui é a , minha namorada. - Ele disse ao lado de sua irmã que era dois anos mais nova que ele. - essa aqui é a Julieta minha irmã. - comprimentou a 'cunhada' e os pais de e depois os dois se sentaram.
  - O que vocês pretendem fazer hoje? - Melanie perguntou ao casal depois que eles já tinham começado a comer.
  - Vamos arrumar nossas coisas e depois se quiser a gente uma volta pra conhecer a cidade ou ir pra piscina, por que mãe? - perugntou tomando um gole de seu suco.
  - Nada, eu queria sair pra fazer algumas compras e queria companhia feminina, já que Julie vai sair com o novo namoradinho dela. - Melanie deu de ombros e viu a carranca se formar no rosto de e de seu pai, com a menção do namorado da filha mais nova.
  - Mãe eu não vou deixar minha namorada sozinha com você. - disse e depois olhou para Julie. - E esse seu namorado hein? Pode tratar de trazê-lo aqui amanhã, porque quero conhecer esse muleque.
  - Ai ele vai vir amanhã, mas não me faça passar vergonha, já não basta a mamãe. - Julie reclamou e apenas observava a cena em silêncio, não querendo intrometer no momento em família.

  - Não sabia que era um irmão super protetor. - zombou quando entraram no quarto e a porta já estava fechada.
  - É minha irmã, até parece que se fosse você, você seria diferente. - disse puxando sua mala até o guarda-roupas, pronto pra começar a guadá-las.
  - Acho que não, até porque eu não sou um garoto e não tenho a necessidade de intrometer nos relacionamentos das minhas irmãs. - disse indo pegar sua mala também, mas parou um momento pra apreciar a vista da janela do quarto de , era um lindo jardim com uma piscina enorme e um bosque no fundo.
  - Não é necessidade, eu só não posso deixar minha irmã se meter com qualquer muleque que pega todas da escola e vai quebrar o coração dela. - Ele respondeu e o olhou incrédula.   - Pare de ser hipócrita , você é um desses rapazes que pegam todas da escola e depois de usar joga elas fora e ainda quebra o coraçãozinho delas. Você é rídiculo. - Ela disse indignada e começou a tirar as roupas de sua mala.
  - Eu não sou hipócrita, eu não faço esse tipo de coisas, eu só me canso de algumas garotas e procuro outras.
  - Idiota, você já pensou que elas também podem ter irmãos que também querem as proteger e não quer que nenhum imbecíl feito você se aproxime da irmãzinha deles? Eu peço a Deus todos os dias pra juntar todos os irmãos dessas garotas pra eles baterem muito em você. - Ela disse indignada.
  - Não é educado ficar desejando o mal para os outros. - Ele disse terminando de guardar suas roupas, já que ele não havia levado muita coisa, porque ele tinha roupas lá.
  - E não é educado ficar sendo um imbecíl aproveitador, mas mesmo assim você o faz. - Ela disse irritada e foi até o lugar que ele tinha reservado para ela guardar suas coisas.
  - cala a boca só um pouco porque você já está me irritando. - Ele disse massageando as têmporas.
  - se você quiser continuar vivo o resto da viagem, você só dirija a palavra a mim quando alguém estiver por perto. Eu não sei porque eu aceitei viajar com você, você é um imbecíl, idiota, prepotente, aproveitador, canalha... - Ela iria continuar com os xingamentos, mas se levantou e andou até ela, a prensando na parede.
  - Tem como você calar a boca um minuto? - Ele perguntou com o corpo colado ao dela.
  - Não tem . - Ela disse segurando os ombros dele, pronta para empurrá-lo.
  - Então eu vou ter que fazer isso pra você. - Ele disse e fez menção de se aproximar.
  - Se você tentar, amanhã você acorda sem seu pênis. - Ela disse calma, mas deixou seu olhar cair para os lábios dele, e isso foi um convite. Então ele se aproximou mais um pouco, puxando o lábio inferior da menina com os dentes, o chupando logo em seguida.    fechou os olhos aproveitando a sensação, enquanto apertava sua cintura com uma mão e com a outra segurava seu pescoço. Quando deu um selinho na garota e ia aprofundar o beijo, o celular da mesma tocou, trazendo ela de volta pra realidade.
  - Se você fizer isso de novo, você morre. - Ela disse assustada e pegou seu telefone em cima da cama, vendo no visor o nome de sua mãe.
  - Calma amor, não precisa ficar estressada, eu sei que isso tudo é tansão sexual mas...
  - Oi mãe, bom dia. - Ela disse lançando um olhar significativo pra ele.
  - Oi filha, você disse que ia viajar com o seu namorado, vocês já chegaram? - Evie perguntou pra filha, enquanto ela caminhava até a janela do quarto, ela se curvou apoiando o cutuvelo, deixando sua bunda virada pra , que logo se lembrou do ocorrido da manhã. Lá em baixo Julie olhava atentamente para os dois.
  - Ah sim mãe, nós chegamos aqui ontem à noite, como vão as coisas aí? - perguntou, e logo sentiu o corpo quente de atrás dela, passando um braço por sua cintura. - ! - Ela o repreendeu querendo matar o menino.
  - Aqui está tudo bem, estou com saudades filha, eu e Fred temos uma novidade, por isso queremos tanto que você venha pra cá. é o seu namorado filha? - A mãe da garota perguntou e como estava com a cabeça no ombro da garota, ele pode ouvir e resolveu responder.
  - Sim, eu sou o namorado da sua filha, como vai Sra. ? - disse educado e com a voz rouca, no ouvido de .
  - Estou bem querido, espero que você consiga trazer minha filha pra cá, vai ser ótimo ter vocês dois aqui. - Ela respondeu e concordou.
  - Claro, vamos tentar ficar aí por mais de uma semana, o que acha? Eu vou adorar conhecer a senhora e eu estou com saudades de Londres. - disse pra provocar que apenas deu uma cotuvelada em seu estomago.
  - Certo mãe, não se iluda com as palavras de , eu vou terminar de arrumar minhas coisas e mais tarde te ligo, mas Brian está bem? - perguntou à mãe.
  - Ele está ótimo, talvez ele esteja aqui quando você chegar, só não demore. Agora vou desligar pra você ficar mais um tempinho com seu namorado, beijos querida, a mamãe ama você. - Ela disse e se despediu desligando o telefone logo em seguida.

  - Ta vendo , ela disse pra você ficar um tempinho com seu namorado. - disse virando a garota e a colocou sentada na janela, ficando no meio de suas pernas.
  - Pra quem me odeia, você está bem atirado não acha ? - disse e riu.
  - Só estou tentando criar intimidade entre a gente, ontem você disse que eu era péssimo ator, estou tentando facilitar pra nós dois, mas isso não muda o fato de eu ainda odiar você. Está sendo um esforço na verdade, tudo para agradar minha velha. - disse.
  Ela passou as mãos desde o braço dele até o pescoço e se aproximou de seu ouvido, dando uma leve mordida em seu lóbulo.
  - Sua mãe não está aqui , não chegue perto de mim de novo ou vou ser obrigada a vomitar em você. - Ela disse o empurrando logo em seguida e desceu da janela indo terminar de guardar suas coisas.

[...]

  - O que nós vamos fazer agora? - perguntou ao garoto quando eles saíram do quarto.
  - Vou te mostrar o bosque que tem no fundo da casa. - disse entrelaçando seus dedos ao da menina e os dois fizeram uma careta.
  Eles desceram as escadas e encontraram a mãe de na sala, mexendo em seu notebook.
  - Onde estão indo queridos? - Melanie perguntou quando os viu descendo as escadas.
  - Vou mostrar o bosque pra e depois vamos ficar nos sofás aproveitando um pouco. O que a senhora está fazendo? - respondeu parado na divisão entre a cozinha e a sala de estar.
  - Eu estou terminando de acertar os detalhes para o evento de amanhã. Depois do almoço nós vamos sair pois o pessoal vai vir começar a decoração. Daqui a pouco eu mando entregarem um suco lá pra vocês. - Ela disse e sorriu.
  - Abacaxi com hortelã mãe. - disse e a mãe concordou sorrindo, sabendo que era o suco preferido do filho.

  Os dois saíram andando em direção ao fundo da casa, quando ultrapassaram o limite do jardim, pode notar um sofá acolchoado no meio de uma das árvores, de lá ainda dava pra ser visto de quem estivesse na casa, continuaram a andar por entre as árvores e ficava cada vez mais admirada com a folhagem e as flores que se encontravam ali.
  - É muito lindo isso aqui. - Ela disse admirada e só então percebeu que ainda estava de mãos dadas com , rapidamente largou a mão dele com sua famosa cara de nojo.
  - Meu avô sempre cuidou daqui, é um dos meus lugares preferidos da casa, sempre que eu posso eu sento naquele sofá que tem ali na frente e fico lendo algum livro ou só durmo mesmo. - disse soltando uma risada e o acompanhou, só então percebendo que ele não havia ficado tão confortável enquanto falava do avô.
  - O que aconteceu com seu avô? - perguntou meio incerta.
  - Ele faleceu no último ano, não gosto de falar muito sobre isso. - Ele disse de cabeça baixa e tentou mudar de assunto.
  - Tudo bem, vamos sentar lá então? Estou começando a ficar com medo de alguns desses bixinhos que andam fazendo barulho nas folhas.
  - Certo, vamos lá. - disse voltando até o começo do bosque onde estava o sofá.

  Ele se sentou com as costas apoiada no braço do sofá e as pernas esticadas em cima do mesmo, puxou pra se sentar no meio de suas pernas, com as costas apoiada em seu peitoral, mesmo sem entender ela o fez.
  - Por que estamos nessa situação? - perguntou baixinho com a cabeça encostada no ombro dele.
  - Lá da casa tem como eles nos verem, sem contar que minha mãe do jeito que ela é, vai ficar de lá nos observando, vai mandar Julie pra cá e depois ela mesma vai vir trazer o suco pra gente. Acredite qualquer passo em falso ela irá descobrir e vai vir nos encher de perguntas. Ela odeia que mintam pra ela. - respondeu, passando um braço pela cintura da menina.
  - Então pra você ter mentido pra ela a situação devia estar feia. - comentou.
  - Ela estava enchendo meu saco porque precisava que eu viesse pra cá para os eventos e que eu devia ter uma namorada de verdade para me acompanhar nesses eventos, e de tanto ela me ligar me irritando, eu acabei dizendo que eu tinha namorada. - disse. se virou de lado no meio das pernas dele, ainda com a cabeça encostada em seu ombro e a apertou mais forte pela cintura.
  - Eu estou na mesma situação, minha mãe me irritou muito querendo que eu fosse pra lá e eu acabei falando que não ia dar porque eu passaria as férias com meu namorado. - disse com uma mão no peito de .
  - E sempre arrumando essas situações pra gente. - comentou e os dois riram. - Eu sabia que ela estava olhando. - comentou baixo e o olhou sem entender. - Ela está ali, como sempre, seja uma boa garota. - disse e deu um sorriso forçado pra que respondeu com outro sorriso falso dando um beijinho no pescoço dele.

   ouviu seu celular tocando e se afastou de para conseguir retirá-lo de seu bolso, e então voltou a se deitar no peito do garoto, vendo que Tyler que estava ligando.
  - Você tem 10 minutos e está no viva voz. - disse depois que atendeu o telefone.
  - Amiga me conte como está sendo a viagem. - Tyler disse e estava tentando reconhecer quem estava no telefone. - Você dormiu com o ? Como ele está sendo com você? Se ele estiver sendo um ogro eu mato ele quando vocês voltarem. - Tyler dizia tudo de uma vez e soltou uma risada.
  - Ele está aqui do meu lado ouvindo tudo o que você está dizendo, e ainda ta rindo da sua cara. - disse rindo e ouviu o amigo soltar o ar indignado. - Mas enfim, ele continua sendo um ogro mal amado, mas quando está na frente da família ele parece ser outra pessoa, mas já sabemos que isso se deve a minha boa atuação já que se fosse pra depender dele, nós já teríamos sido expulsos dessa casa. - soltou uma risada.
  - vai se foder. Não adianta negar que você só está sendo legal comigo porque você está adorando ficar deitada no meu colo, tipo agora. - respondeu e o olhou indignada.
  - Cala sua boa seu viado. - disse dando um soco na barriga dele. - Enfim Tyler, poderia estar melhor, mas da pra sobreviver, contando que mantenha seus lábios espertos bem longe e mim. - disse olhando pra .
  - Meu Deus a coisa aí ta quente hein, você está deitada no colo dele ? O que aconteceu com todo ódio? Que história é essa de manter os lábios longe de você? Depois eu quero detalhes. - Os dois riram enquanto Tyler continuava seu discurso impressionado.
  - Sim estou deitada em cima dele Tyler, se me visse agora, eu provavelmente acordaria sem peitos. - Os dois riram enquanto apenas escutava a conversa.
  - Imagina , você acordar sem esses seus lindos seios? Ai meu Deus, se a fosse menos nojenta ela poderia estar aí no seu lugar, mas do jeito que ela é nem aguenta ela. - Tyler disse e riu, depois da referência aos seios da garota, começou a observá-los e percebeu que eles eram realmente muito bonitos e grandes.
  - Agora vou ter que desligar bebê, depois te mando uma mensagem. Manda um abraço pra e fala pra ela pegar logo o porque eu não aguento mais tanta tensão envolvendo nossa amiga. - disse e Tyler concordou, logo os dois se despediram e desligou o telefone.

  - Para um gay ele repara bastante no seu corpo não? - perguntou depois que guardou o celular no bolso.
  - Na verdade, eu já troquei de roupa muitas vezes na frente dele, e ele também já tocou neles, então ele conhece muito bem o meu corpo. - deu de ombros.
  - Acho isso injusto, já que eu sou seu namorado e não posso ver seu corpo e aquele gay já até tocou em você. - disse com falsa indignação e riu. - Mas como eu já disse, eu não tenho a mínima vontade de encostar nesse seu corpo magricelo. - E era verdade, ele havia reparado em alguns detalhes porque era homem, mas não tinha nenhum interesse em realmente provar, o mesmo era da parte de .
  - Magricelo é o seu corpo , olha só isso aqui. - Ela disse cutucando a barriga do garoto que por um acaso era bem definida, depois pegou a mão dele e levou até a sua coxa, deixando ele dar um apertão. - Isso aqui não parece ser magrelo pra mim. - Ela disse provocando.
  - Pra mim continua magrelo. - Ele deu de ombros mas continuou com a mão na coxa dela, até que os dois ouviram passos vindo na direção deles e tentou se sentar direito mas não deixou, puxando o rosto dela pra perto dele. - É a Julie, finge que você não ouviu nada.
  - E o que a gente vai falar ou fazer? - perguntou sem saber o que fazer.
  - Só vem aqui. - deitou a cabeça dela em seu pescoço e ficou fazendo cafuné na cabeça dela, enquanto ela o abraçou pela cintura e ficou de olhos fechados cheirando o pescoço dele.
  - Desculpa incomodar, mamãe pediu pra saber se estava tudo bem ou se vocês precisavam de alguma coisa. - Julieta perguntou se sentando em uma poltrona em fente ao casal. - Vocês são tão fofos juntos. - Ela deixou escapar. É normal adolescentes de 15 anos ficarem encantadas com um casal, ainda mais quando eles são tão fofos quanto e eram quando estavam encenando.
  - Obrigada Julie. - disse meio sem graça, mas deu um sorriso fofo para a garota.
  - Julie dá um tempo. - disse mal humorado.
  - para de ser chato com a menina. - o repreendeu.
  - Mas amor, ela veio aqui interromper. - disse e engoliu seco, sentindo mais uma vez o frio na barriga.
  - Eu só queria conhecer mais a , você nem deixa a menina respirar. Eu juro que não vou demorar aqui. - Julie respondeu.
  - Pergunte o que quiser Julie. - disse olhando para a menina que era a versão feminina de .
  - Como vocês se conheceram? Ah e o principal, como você consegue suportar meu irmão? - Ela disse fazendo careta e riu, se fazendo a mesma pergunta, pois ela não sabia como estava conseguindo ser fofa com sem matá-lo.
  - Nos conhecemos em uma festa da escola, e não é fácil aturar ele, mas com o tempo a gente vai se entendendo. - sorriu para a menina.
  - você é muito sortudo sabia? é com certeza a garota mais bonita que você já trouxe aqui. - Julieta disse e logo se repreendeu.
  - Sim eu sou muito sortudo mesmo. - disse dando um beijo na testa de .
  - Agora em relação a essas outras garota que trazia aqui, a gente já sabia que elas não são bonitas, pois tem um péssimo gosto para garotas. - disse o olhando.
  - A começar por você não é . - provocou mas havia esquecido que sua irmã estava ali.
  - para, ela é linda, você que é um mané. - Julie respondeu. - Tem quanto tempo que vocês estão juntos?
  - Cinco meses. - disse e concordou.
  - , só tenho que te dar boa sorte porque viver com um troglodita como o não é fácil. E seja um bom namorado, porque se você magoar a , eu mando nossos pais te trazerem de volta pra cá. - Julie disse e se levantou deixando os dois sozinhos novamente.
  - Sua irmã é muito legal , porque você não é que nem ela? - perguntou.
  - Cala a boca . Todo mundo fica falando que eu vou quebrar seu coração, é mais fácil você quebrar o meu do que eu fazer isso. - Ele disse com raiva e se sentou, ainda no meio das pernas dele.
  - Deve ser porque sua família já sabe o quão idiota você é. - Ela disse olhando pra ele.   - Você só sabe me julgar, mas você já viu que você também é uma idiota comigo? - Ele disse irritado.
  - Você quer realmente nos comparar ? Por favor né! - Ela disse mais irritada ainda, aumentando o tom de voz.
  - fala baixo porra. - Ele disse e olhou em direção à casa, vendo a mãe dele passando com uma bandeja com os copos de suco. - Minha mãe ta vindo, vem aqui. - Ele puxou ela, fazendo ela cair em cima dele e seus rostos ficaram muito próximos, mas nenhum dos dois sabia o que fazer, só sabiam que a vontade era de se enforcarem até um deles morrer.
  - Que saco, eu nunca sei o que fazer! - disse irritada.
  - Que tal me beijar? - Ele disse segurando a cintura dela.
  - Eu não vou fazer isso . - Ela disse com o nariz encostado no dele.
  - Vai ser rápido, ela já está chegando. - disse e grudou os lábios dos dois em um selinho apertado. Quando sentiram que a mãe dele já estava no local, deu nele mais um selinho e levantou o rosto, encontrando Melanie os encarando com o olhar doce.
  - Desculpa atrapalhar crianças, vim trazer o suco de vocês e já estou saindo. - Ela disse deixando a bandeja em um outro banquinho que havia ali e depois se retirou.
   limpou a boca com a mão, enquanto fazia careta e se levatou indo pegar os dois copos, depois voltou para o sofá e se sentou na outra ponta, bem longe de . Entregou o suco pra ele e os dois beberam enquanto olhavam pro nada.

Capítulo 3

  Depois do almoço os dois subiram para o quarto de , foi tomar banho e se arrumar pois os dois iriam sair com Melanie para fazer compras.
  - Eu já disse que não tenho dinheiro para ir fazer compras . - resmungou pela milésima vez desde que eles foram para o quarto.
  - E eu já disse mil vezes que eu vou comprar as roupas pra você. - Ele disse mau humorado saindo do banheiro com uma toalha enrolada na cintura, já tinha tomado banho e se trocado, agora ela estava arrumando os cabelo e passando uma maquiagem leve.
  - não adianta, eu não vou aceitar nada de você. Detesto que paguem as coisas pra mim, ainda mais porque você vai ficar cobrando depois. - Ela disse terminando de pentear os cabelos longos ainda com uma carranca no rosto.
  - para de ser marrenta, é normal o namorado presentear a namorada, e minha mãe iria encher meu saco se você pagasse as coisas, sem contar que se eu não pagar, ela paga. - Ele disse e começou a vestir as roupas, virou de costas pois não queria ver a cena, terminou de colocar algumas jóias e terminou de se maquiar.
  - Ta bom. Mas saiba que depois eu vou te pagar tudo isso. - Ela disse e ele resmungou qualquer coisa só pra ela parar de falar.

  - Estamos prontos. - disse quando chegaram na sala e encontraram Melanie já pronta os esperando.
  - Vocês vão no carro comigo? Robert vai me levar, mas se você preferir, pode ir no seu carro . - Ela disse.
  - Eu vou no meu mesmo mãe. - disse e a mãe concordou.
  Eles foram até a garagem onde Robert, o motorista da família, já os aguardava, foi até seu carro e o acompanhou, então eles seguiram em direção à um dos melhores shoppings de Los Angeles.

[...]

  - Essa roupa ficou linda pra você , por que não leva? - Sra. perguntou pra garota, quando ela saiu do provador, apenas observava a namorada entrando e saindo do cúbiculo, vestindo roupas que ficavam cada vez mais lindas nela, mas ele não iria admitir isso para ela.
  - Eu também gostei, por que não leva essa amor? - se pronunciou pela primeira vez e as duas olharam pra ele assustada.
  - Já que você está dizendo, eu vou levar. - respondeu e voltou para o provador, separando todas as peças que iria comprar.

  Saíram da loja carregando dezenas de sacolas, tanto para , quanto para Melanie, e tinha uma ou duas que eram para . Ele carregava a maioria das sacolas, enquanto tinha um dos braços entrelaçados ao dele e o ajudava a carregar algumas.
  Melanie pediu a Robert para pegar as sacolas e levar até o estacionamento, e assim o motorista fez depositando as devidas sacolas no porta malas do carro de Melanie.
  - Vocês vão querer comer alguma coisa? - Melanie perguntou. - Eu tenho que dar uma passadinha lá na empresa pra verificar as remessas para o evento de amanhã.
  - Pode ir mãe, a gente vai dar uma volta por aqui e depois voltamos pra casa. - respondeu e sua mãe concordou se despedindo dos dois antes de ir até o estacionamento.

  - E mais uma vez eu pergunto, o que nós vamos fazer agora? - disse depois que Melanie já estava fora de alcance.
  - Não sei, to com fome. - disse entrelaçando seus dedos ao dela, que o encarou sem entender mas deu de ombros.
  - Vamos no cinema, to com vontade de comer pipoca. E você pare de se aproveitar de mim. - Ela disse irritada ainda de mãos dadas com ele, e o rapaz riu.
  Os dois andaram em direção à bilheteria e depois de comprarem os ingressos, eles foram para a lanchonete do cinema, para pegar a pipoca.
  - Eu vou ali no banheiro e não demoro. - disse pra ela e saiu.

  - Você é a nova peguete do ? - Uma garota ruiva com cara de patricinha perguntou para , quando o rapaz já tinha saído de vista.
  - Eu não sou peguete dele. - disse irritada com a presença da garota. Ela sabia que o que ela tinha com , não era nada verdadeiro, mas não queria ser taxada como mais uma peguete dele sem importância, era questão de dignidade mesmo.
  - Então você é o quê? Namorada? - A menina zombou soltando uma risada enjoada logo em seguida.
  - Sim, eu sou a namorada dele. Por que a pergunta? - disse visivelmente desconfortável.
  - Porque você só é mais uma que ele está iludindo, ele sempre faz isso, arruma uma garota, fica com ela por uma semana e trás ela para a casa dos pais, depois ele vai embora e quando volta, está com uma diferente. Acredite isso já aconteceu comigo.
  - Não tenho culpa se vocês não foram boa o bastante, eu já estou com há 5 meses, e eu sei que ele já foi assim antes, mas agora ele está comigo e eu sei que consigo ser boa o suficiente para não espantar ele. - disse já não sendo tão controlada quanto antes e a menina a olhou indignada.
  - Vocês já estão juntos há cinco meses? Que feitiço você fez? Sua interesseira de merda! - A menina disse irritada.
  - Algum problema aí amor? - disse quando alcançou as duas garotas e meio incerto, abraçou por trás. - Olá Savannah, não esperava te encontrar aqui. - comprimentou a garota, mas estava com cara de poucos amigos.
  - Não foi nada amor, ela só veio aqui querer saber o motivo de eu estar com você. - disse olhando para a menina que ela descobriu se chamar Savannah e mal percebeu que tinha chamado por um apelido tão carinhoso.
  - Oh claro, então Savvie, essa é , minha namorada e eu agradeceria se você não ficasse atasanando ela. Creio que amanhã você irá no evento de minha mãe e eu não quero um clima ruim entre vocês. - disse tentando amenizar a situação.
  - namorando, essa é a maior notícia do ano! E claro que amanhã eu estarei lá, e minha querida prima também irá, espero que você não se incomode. - Savannah disse antes de sair e deixar sem palavras.

   virou de frente para e ficou encarando ele por alguns minutos, antes de bufar três vezes seguidas.
  - Eu não acredito que aquela vadia vai estar aqui! , eu sei que vocês se pegam, mas se você me deixar sozinha para ir se encontrar com ela, você pode se considerar um homem morto. Eu nunca neguei que odeio ela e você, mas no momento a gente tem um trato e se isso acontecer, eu vou lá e conto tudo pra sua mãe sobre como você está mentindo pra ela. - soltou tudo muito rapido e a raiva transparecia em sua voz.
  - Calma , a Savannah ainda está olhando, ela pode perceber alguma coisa. - a abraçou pela cintura. - Eu não vou te deixar sozinha, eu dei um fora na antes de vir pra cá, trate de se comportar amanhã e se você falar alguma coisa com minha mãe, eu acabo com você. E nem adianta me perguntar porque vai estar aqui, com certeza ela se aproveitou que a tia dela é amiga da minha mãe, para vir aqui me enfernizar, então seja uma boa garota, não arrume confusão e nós dois saíremos ganhando.
  - Você manda eu ser uma boa garota como se eu fosse sua cachorra, eu não trabalho pra você e pode ter certeza que do mesmo jeito que você está me controlando agora, eu vou fazer com você na casa da minha mãe! - respondeu se soltando dos braços do garoto e foi pegar sua pipoca.

[...]

  Durante o filme os dois não trocaram palavras, estava muito concentrada em ver o que passava na tela, enquanto tentava arrumar uma desculpa boa, caso começasse a enchê-lo de perguntas.
  Quando o filme acabou, teve que sacudir algumas vezes até que ele percebesse que todo mundo já tinha saído e só os dois estavam ali.
  Eles foram para o estacionamento ainda sem se olharem e voltaram pra casa.
  Chegando lá, pegou as suas novas roupas e subiu para o quarto afim de guardá-las, depois ela se deitou na cama e começou a trocar mensagens com e Tyler em um grupo deles no whatsapp.

  "Vocês acreditam que ele teve a coragem de me beijar depois que saímos do shopping?" - .
  " você é uma sortuda por ter saído com !" - Tyler.
  Não exagera babe, já sabemos que sortuda é a , e por mais que eu odeie , não posso negar o quão gato ele é!" - .
  "Eu queria mil vezes ser qualquer um de vocês só pra não ter que estar nessa situação que eu estou agora!" - .
  "Por que bebê, o que aconteceu?" - Tyler.
  "Acredita que ele me trata como se fosse a cachorrinha dele e fica me mandando ser uma boa garota o tempo todo? E o pior, estará aqui amanhã para um dos eventos da mãe do !" - .
  "Eu não acredito nisso! é um homem morto quando voltar da Inglaterra!" - .
  "Eu nem me preocupo muito com isso, eu já sei que no meio disso tudo tem muito amor!" - Tyler.
  " você acredita que ela estava até deitada em cima dele hoje mais cedo?!" - Tyler.
  " também acha que tem amor no meio disso!" - .
  "Como assim ? Como eu não to sabendo de algo desses!" - .
  " É uma história longa gente. Tenho certeza que eu o odeio o suficiente para nunca na minha vida amar um ser como esse!" - .

  - , vamos tomar café? - disse aparecendo na porta do quarto.

  "Gente eu vou ter que sair agora, mas depois eu ligo pra um de vocês para contar o ocorrido no cinema. Beijos!" - .

  - Sua mãe já chegou? - disse se levantando da cama.
  - Ainda não, ela saiu com meu pai, Julie já chegou e disse que não vai comer enquanto você não estiver lá. - Ele disse e ela concordou seguindo ele pra fora do quarto.

  Na sala de jantar, terminou de tomar seu café primeiro e logo saiu deixando e Julieta sozinhas para ele poder ir se sentar em uma das cadeiras em volta da piscina.
  - O que aconteceu para estar tão calado e quieto? Sem contar que ele não está agarrado em você. - Julieta perguntou depois de ter saído do comodo.
  - Ah, não foi nada demais, eu nem sei porque ele está assim. No shopping a gente acabou discutindo um pouco por causa de uma tal de Savannah, mas não foi nada demais. - deu de ombros comendo mais de seu bolo de chocolate.
  - Arg, eu odeio essa Savannah, uma vez ele trouxe ela aqui pra casa e... Eu não sei se deveria estar falando das antigas peguetes do meu irmão. - Julie disse incerta.
  - Sem problemas Julie, eu não me importo muito com isso. No momento ele está comigo e é até legal saber que ele nunca esteve firme com nenhuma garota antes. - deu de ombros mentindo, na verdade ela pouco se importava se ele pegaria AIDS por comer tantas meninas ao mesmo tempo.
  - Certo, então, uma vez ele veio pra cá com ela, na verdade ele sempre vem com uma garota diferente. E essa Savannah foi extremamente mal educada comigo, ela só queria ficar dentro do quarto com ele e minha mãe ficou muito brava. - Julieta falou.
  - Seu irmão as vezes não tem limites e acho que a base de um relacionamento é isso, se ela dá tudo que ele quer logo no começo, depois ele irá se enjoar fácil e ela ficará que nem uma idiota apaixonada por ele. - falou simples.
  - Também acho, agora só mais uma pergunta. Então vocês nunca transaram? Já que você disse que ele se enjoa fácil por isso e tal. - Julie disse vermelha se complicando um pouco na frase, mas se controlou.
  - Não é só isso, nós já fizemos várias coisas, mas não foi algo rápido logo no começo. Uma dica que eu te dou Julie, é que você sempre tem que deixar o garoto com vontade, assim ele não se cansa de você e nem você dele. Agora eu vou lá conversar com ele, pra ver se ele tira aquela cara de bunda que ela tá. Com licença. - mentiu sorrindo para a garota que sorriu de volta.

  - Tem como você tirar essa carranca por um minuto? Até sua irmã já percebeu. - disse se sentando ao lado dele.
  - Eu não estou com carranca. - disse desviando o olhar dela e percebeu que sua irmã os olhava de longe. - Então quer dizer que nós já transamos? - disse levantando a sobrancelha sugestivo e deitou na cadeira de descanso, ficando quase por cima dela.
  - Que coisa feia você ouvindo minha conversa atrás da porta! E se você continuar fazendo isso, eu arranco suas pernas, eu já disse. - Ela disse irritada, mas forçou um sorriso porque sabia que tinham plateia.
  - Coisa feia é minha irmã estar lá na janela do quarto dela esperando um beijo apaixonado do casal que mais se odeia nos Estados Unidos. - Ele disse se sentando na cadeira e ela se levantou ficando de frente pra ele, o pôr do sol dava um ar mais romântico e por mais que eles estivessem quase se estapeando, quem visse de longe, pensariam que eles eram realmente apaixonados.
  - Isso não é desculpa pra você ficar encostando em mim, que nojo. - disse e levantou a cabeça para olhá-la. - Eu quero que você me fale porque você está com essa cara de cu. - Ela disse empurrou ele, fazendo o garoto se deitar enquanto ela permanecia sentada ao lado dele.
  - Não é nada demais . - Ele negou desviando o olhar.
  - Olha você me trata como seu eu fosse sua cachorrinha e eu nem estou tão brava quanto você que está com essa carranca à toa. - Ela disse olhando pra piscina.
  - Eu não te trato como cachorra caralho. Tem como você parar de me perguntar o que eu tenho só por um minuto? - Ele disse estressado.
  - Tudo bem , eu não tenho culpa por você estar estressado, só não venha descontar em mim droga! - Ela disse aumentando o tom de voz e olhou pra ele.
  - Só acho que você não tem nada haver com minha vida, custa você me deixar em paz só por um tempo? E eu não estou descontando nada em ninguém, para de se fingir de coitada porque sabemos que esse não é seu tipo. - Ele disse estressado e se sentou também.
  - Custa sim , porque no momento eu não sei se você sabe, mas eu sou a droga da sua namorada, se você fica com essa cara de cu as pessoas vêm cobrar de mim, vêm me perguntar o porquê de você estar assim e se você não pode me contar droga, eu acho que essa coisa não vai poder ir pra frente, porque é nosso primeiro dia aqui e a gente já brigou mais do que uma semana inteira na escola. - Ela disse irritada e se levantou, quando ela começou a andar em direção da casa, falou.
  - É por causa da . - disse baixo e ela parou onde ela estava.
  - Já sei, você vai me deixar sozinha amanhã pra ir comer ela no quarto onde estamos. - Ela disse se virando pra ele. - Eu não me importo com isso , não me importo mesmo. Eu só não quero ficar sozinha, e muito menos quero ser chamada de corna ou chifruda, então você dá um jeito de comer a perua sem que ninguém descubra. - Ela disse olhando pra ele com uma sobrancelha arqueada.
  - Não é isso , eu só não tenho nenhuma desculpa boa para falar pra ela que eu estou com você, porque com certeza ela vai espalhar pra todo mundo da escola que eu estava traindo você, já que ela vai ficar sabendo que estamos juntos há cinco meses. - disse se levantando e se aproximando de .
  - Eu não acho isso justo com ela , vocês se gostam, é muita sacanagem você fazer isso. - Ela disse olhando nos olhos deles.
  - Eu não gosto dela , eu só estou com ela porque me é conviniente e ela só está comigo porque é interesseira. E não se preocupe porque eu não vou te deixar sozinha amanhã e muito menos vou ir comer ela. Agora vamos entrar porque já está escuro. - Ele disse e deu um beijo na testa dela, a abraçando pelo ombro e depois seguiram para dentro de casa.

  O resto da noite foi normal, e ficaram na sala assistindo TV com Julie, depois os pais deles chegaram e foram tomar banho. A janta foi servida e depois que eles jantaram, voltaram para sala para assistir um filme com toda a família e então o casal subiu para o quarto, onde tomos um banho quente e se jogou na cama ao lado de , que já estava quase adormecido.

[...]

   acordou com a luz do sol batendo em seu rosto, então ela se remexeu, afundando mais a cabeça no pescoço de , tentando impedir que toda a claridade atingisse seu rosto.
   que também tinha acordado, apertou ainda mais em seus braço e afundou a cabeça nos cabelos da menina. vestia apenas um cueca boxer branca e estava com um blusão que ia até a sua coxa.
  Quando os dois perceberam que estavam abraçados e se escondendo um nos braços do outro, eles levantaram assustados dando um pequeno grito enquanto se encaravam sem enteder.
  - eu deixei bem claro que não quero você encostando em mim enquanto eu estiver dormindo. - disse se deitando novamente e a acompanhou.
  - Certo, eu não sei porque isso aconteceu, e nem sei porque você estava abraçada a mim. - Ele disse se deitando ao lado dela e não perceberam que estavam muito próximos novamente.
  - Você me assusta as vezes. - Ela disse se virando de bruço e afundou a cabeça no pescoço de mais uma vez.
  - Eu acho que vou dormir mais um poucou. - Ele disse e a abraçou pela cintura.
  Ela se acomodou melhor nos braços dele e quando percebeu que estava agarrada a ele de novo, já estava quase adormecida e estava com sono o suficiente para não fazer nada para mudar a situação, a não ser aproveitar a sensação boa que era estar nos braços dele, e assim eles dormiram por mais algumas horas.

[...]

  - acorda, vocês têm que vir tomar o café da manhã, o pessoal começa a chegar depois do almoço. - Julie disse atrás da porta do quarto do rapaz. - Já são quase 9:30 da manhã.
  - A gente já vai levantar. - resmungou tentando se levantar.
  - Só até 10 horas amor. - disse inconsientemente e puxou de volta pra cama, abraçando ele.
  - Até 10 horas então. - concordou e ouviu os passos de Julie pelo corredor.
  Ele e continuaram abraçados por alguns minutos até quase pegarem no sono de novo. Mas não conseguiram pois levantou a cabeça assustada olhando pra ele que a fitou sem entender.
  - Quando foi que nós nos metemos nessa situação mesmo? - Ela disse largando a cintura dele, mas ele continuou com os braços nas costas dela.
  - Eu não sei, acho que você me puxou pra deitar na cama e me chamou de amor. - disse dando de ombros.
  - Eu não estou falando disso e... Eu te chamei de amor? Eu devia estar mesmo com sono. A questão é, quando foi que começamos a nos abraçar sem ninguém olhar e não nos matamos? - Ela disse se sentando na cama, a blusa subiu um pouco então pode admirar as belas coxas da garota, além da calcinha de renda preta que ela usava.
  - Eu não sei, não estou reclamando nem nada, temos mais dez minutos e estou com preguiça de levantar, então vem aqui. - a deitou de volta e ficou com metade do corpo em cima do dela, enquanto cheirava o pescoço da menina.
  - saiba que se eu estivesse com preguiça, eu cortava suas mãos agora mesmo. - Ela disse passando as mãos nos cabelo do rapaz.
  - Você fala isso mas tá mexendo no meu cabelo. Tudo bem, depois disso eu não encosto mais em você. - disse e a menina concordou e eles já estavam cochilando novamente.

  Depois da sessão fofa que os dois tiveram no quarto, eles tiveram que se levantar para ir tomar café da manhã, o que fizeram sozinhos já que o resto da família já tinham ido se ocupar com outras atividades.
  James tinha ido terminar de resolver os últimos detalhes para a pequena festa formal que a esposa daria para promover a nova coleção de cosméticos.
  Já Melanie e Julieta tinham ido ao salão de beleza se arrumarem para o evento que ocorreria depois do almoço.
   foi convidada a se juntar as duas, mas preferiu ficar em casa, cuidando ela mesma de seus cabelo e unhas.
  O almoço foi servido no quarto já que apenas e estavam em casa para comer. já havia acabado de arrumar as unhas e estava jogando video game. Depois que os dois almoçaram, foi para o banho e depois começou a secas seus longos cabelos, deixando apenas alguns cachos caídos pelas suas costas.

   só começou a se arrumar quando decidiu vestir sua roupa que consistia em uma saia curta preta de cintura alta e uma blusa branca de botões que estava por dentro da saia. Ela colocou um de suas botas pretas de salto grosso e cano baixo e depois foi colocar acessórios e se maquiar.Nunca foi a maior fã de usar muita maquiagem, mas estava no meio de pessoas da alta sociedade e não queria passar vergonha.

  Quando saiu do banheiro já com sua roupa vestida, encontrou arrumada de um jeito que nunca viu antes e depois de três anos odiando a garota, ele se permitiu admirá-la por alguns segundos.
  - Uau! - Foi o que ele falou quando a encontrou em pé, em frente ao espelho checando sua roupa mais uma vez.
  - Você acha que está bom? Não quero parecer muito simples e nem muito arrumada. Eu nunca estive em festas assim e não quero que você passe vergonha por ter uma namorada brega e cafona. - Ela disse rapido, totalmente insegura das roupas que estava usando.
  - Pela primeira vez na vida eu vou ter que concordar com minha irmã e dizer que você está linda. - disse admirado se aproximando da garota em frente ao espelho. - Eu é que estou com vergonha de andar com você ao meu lado. Mas vou me esforçar para tentar parecer bem igual a você. - Ele deu uma piscadinha pra ela e foi arrumar o cabelo, que para um homem ele até demorava bastante para fazê-lo.

  - Vocês são definitivamente o casal mais adorável que eu já vi na vida. - Melanie disse quando viu o filho descendo as escadas de mãos dadas com .
  - Uau , você está linda. Foi você mesma quem arrumou seus cabelos. - Julie disse andando até que estava parada na ponta da escada, afirmando com a cabeça que ela mesma havia se arrumado. - Ficou maravilhosa.
  - Obrigado Julie, você também está linda. A senhora também está maravilhosa Sra. . - disse sorrindo para a mulher e se segurou para não revirar os olhos com toda a falsidade.
  - Oh querida muito obrigado, mas não me chame de senhora, já te falei isso. - Ela riu para a mais nova que a acompanhou.
  - se você não cuidar dessa garota hoje, alguém poderá fazer isso por você. - Julieta disse dando uma piscadinha para o irmão, que sorriu sem graça.
  - Agora vamos lá pra fora porque algumas pessoas já estão chegando, eu não vou cobrar que você fique comigo para receber os convidados , mas depois você irá comigo comprimentar a todos e levará com você, certo? - A mãe disse ao filho que concordou.

  O casal no começo da festa ficou apenas comprimentando algumas pessoas e Melanie sempre apresentava com muito orgulho pelo filho ter conseguido um namorada tão bonita e educada.
  Depois de um tempo os dois já estavam cansados de toda a formalidade e resolveram aproveitar os drinks disponibilizados no bar que James pediu para montarem estratégicamente perto da entrada dos fundos que dava na cozinha.
   se sentou em um dos bancos altos que tinham na bancada do barzinho improvisado, enquanto estava no meio das pernas da garota. Eles fizeram o pedido e ficaram conversando coisas banais em relação aos convidados que ali estavam.
  Ficaram ali por alguns minutos até que escutou a risada irritante de sua ficante da escola e apertou os olhos com força.
  - Calma , ignora por um tempo, se ela notar você daí você pode se preocupar, por enquanto vamos ficar aqui, não olha pra lá e finge que você não viu ela. - disse para o rapaz.
  - Acontece que eu já até tenho a desculpa, mas do jeito que é escandalosa, ela vai fazer questão de dar um show particular e é isso que eu tenho medo. - disse olhando pra sua bebida no copo.
  - Eu não acho que ela fará alguma coisa, sendo que isso pode prejudicar os tios dela. Esquece isso um pouco, pode ser? - disse sorrindo para o garoto que sorriu de volta.
  - Obrigado . - Ele disse colocando uma mão na cintura dela. - Então eu não posso olhar pra lá, o que eu faço?
  - Sei lá. Que tal pedirmos uma bebida mais forte? - sugeriu.
  - não são nem 16hs da tarde ainda, ta muito cedo pra beber não acha? - respondeu sorrindo.
  - Não temos muita coisa pra fazer, se precisarmos fingir um pouco mais que o normal hoje, é melhor que eu esteja com bastante álcool no sangue. - disse e riu, mas logo chamou o barman e pediu duas doses da bebida mais forte que tinha ali.
  As bebidas não demoraram a ficar prontas. começou a ficar cada vez mais sorridente de acordo com a quantidade de drinks que ela bebia. Depois de um tempo, ela percebeu que e Savannah olhavam muito para os dois.
  - Elas não param de olhar pra cá . - disse passando um braço pelo pescoço do garoto o trazendo mais pra perto, enquanto ela permanecei sentada em um dos banquinhos altos.
  - Talvez elas estejam querendo ver um bom show. - Ele disse dando de ombros e passando um braço pela cintura da garota.
  - Quem sabe mais tarde? - Ela disse com um sorriso leve no rosto, às vezes eles esqueciam o ódio que tinham um pelo outro e começavam a pensar seriamente no que os amigos falavam sobre ter amor por trás disso. Mas daí lembravam do que odiavam um no outro e a ideia maluca passava.
  - Tudo bem , não é como se você pudesse fugir a viagem toda. - disse passando o nariz pelo pescoço da menina, causando arrepios na mesma e ela acabou fechando os olhos.

   e Savannah que observavam a cena de longe, acabaram ficando mais incomodadas do que deviam.
  - Eu não acredito que esse cretino trouxe a menina que ele mais odeia na escola pra cá e ainda vai ficar se agarrando com ela na minha frente. - disse indignada e com o olhar pingando raiva.
  - Calma , a gente não sabe se eles realmente tão juntos mas... Olha o que eles estão fazendo! - Savannah disse também com raiva após ver cheirando o pescoço de .
  - Vamos lá Savvie, eu não vou deixar meu homem se engraçar com qualquer vadia por aí. - disse segurando a mão da prima e começaram a atravessar o jardim até o casal, parando poucos passos antes de alcançarem os dois.

Capítulo 4

   estava aproveitando a deliciosa sensação que era ter fazendo carícias em seu pescoço, ela certamente estava alta demais por causa da bebida, mas abriu os olhos no tempo certo de ver que e Savannah caminhavam até eles com raiva pingando nos olhos.
  - Elas estão vindo pra cá . - Ela disse segurando o rosto de .
  - Ai meu Deus, faz alguma coisa . - Ele disse olhando pra ela desesperado.
  - O que eu estou fazendo da minha vida? - perguntou pra ela mesma quando aproximou seu rosto do de , colando suas testas.
  Seus narizes se encostaram e suas bocas quase seguiam o mesmo caminho, mas foi mais rápido que ela, puxando seu lábio com os dentes antes de grudarem os seus com os de . Ele mesmo aprofundou o beijo, segurando ela forte com uma mão na cintura e a outra puxando os cabelos da nuca da menina, apreciando o gosto de álcool misturado com o sabor doce da boca de .
  Já ela apertou suas pernas na lateral do corpo dele enquanto puxava alguns fios do cabelo do rapaz.
  O beijo que eles negaram tanto, estava sendo um dos melhores de suas vidas, mas eles não tinham bebido o suficiente para admitir isso.
  Continuaram no beijo até perderem o fôlego, encerraram com selinhos ainda de olhos fechados. Estavam terminando de normalizar a respiração, quando escutaram a voz aguda de .
  - , pode me explicar o que está acontecendo? - Ela disse baixo e pausadamente, mas mesmo assim o casal escutou e olhou em sua direção vendo a garota com expressão raivosa.
  - Parece que eu estava beijando minha namorada. - Ele disse simples e as duas se aproximaram deles com cara de poucos amigos.
  - E por qual motivo você está namorando essa garota? Você odeia ela. - disse olhando com cara de nojo para , mas a mesma resolveu ignorar ou então voaria no pescoço da vadia e não queria causar problemas com a sogra.
  - Estamos juntos há cinco meses . Se você não entendeu fingir que odiava ela, era só um truque. - disse dando ínicio à sua mentira programada desde o dia anterior.
  - Que maravilha! Vou fazer questão de espalhar pra escola inteira que é a mais nova corna do pedaço. Não sei se você sabia queridinha, mas eu estava ficando com o seu namorado à mais de um mês. - disse olhando pra ela com olhar vitorioso.
  - E eu não sei se você sabe queridinha, mas acho que a corna aqui é você, afinal, você estava com ele publicamente e se ele estava comigo às escondidas, então a corna é você. Acho que você não vai querer mais espalhar os boatos pela escola, estou certa? - disse com ar de superior e a olhou assustado, pois a resposta que ela deu, era justamente a desculpa que ele havia inventado e ele não havia falado nada com ela.
  - você vai deixar ela falar assim comigo? - disse indignada.
  - Não posso fazer nada por você , agora se vocês duas nos dão licença, eu estou muito ocupada com minha namorada. - Ele sorriu cínico para as duas que o mataram com o olhar mas saíram de lá pisando forte.

  - Uau , pra quem estava com medo, você se saiu até muito bem. - disse parabenizando o rapaz.
  - a gente precisa ter uma conversa séria, acho que você anda lendo meus pensamento. Primeiro você pediu o meu milkshake preferido aquele dia na sorveteria sem eu nem falar qual eu queria e agora você falou exatamente o que eu tinha planejado desde ontem. - disse olhando assustado pra garota.
  - Então temos muitas coisas em comum, porque seu suco preferido de abacaxi com hortelã, tmabém é o meu preferido. Mas voltando ao que importa, qual era a desculpa que você havia inventado pra ? - Ela perguntou ainda com as mãos no pescoço dele, os dois estavam bêbados e falando coisas inconcientes, tipo as bebidas preferidas, mas preferiram focar no que importava.
  - Eu ia falar que ela era a corna por estar comigo publicamente enquanto eu estava às escondidas com você. - Eles trocaram um olhar assustado.
  - Eu estou com medo de você . - disse afastando o rosto dele para observá-lo melhor.
  - Acho que foi o beijo, você deve ter sugado minha resposta. - disse brincando e os dois riram.
  - Que nojo eu nunca mais vou fazer isso na minha vida. - fez careta mas sabia que ela estava brincando, porque ele sentiu que ela gostou tanto quanto ele.
  - Foi um sacrifício pra mim beijar você, mas acho que você não beija tão mal quanto eu imaginava, só é um pouco ruim. - Ele disse com uma sobrancelha arqueada.
  - Ah , não era o que parecia, você estava realmente empenhado em me beijar, mas veja só, eu não fui ruim quanto você imaginava, já você foi do jeito que eu sempre pensei, uma merda. - Ela disse sorrindo cínica para o rapaz que fechou a cara.
  - Você sabe que vai pagar por isso não é? - disse segurando o rosto dela.
  - Talvez eu pague mas não vai ser hoje, acho que já deu de pelo resto da semana. - Ela disse sorrindo e empurrou ele, descendo do banco e dando uma piscadinha pra ele antes de caminhar para dentro da casa.

  - o que a nojenta da Stevie queria com você? - Julie disse entrando na cozinha e encontrando bebendo um copo d'água.
  - Ela veio encher meu saco, ela me odeia desde a escola, quando ficou sabendo que eu estava namorando o queridinho dela, ela quase teve um colapso. - disse bebendo mais um pouco de sua água.
  - Você é ótima , eu odeio ela e a Savannah, tenho vontade de colocar as duas dentro de uma banheira com álcool e tacar fogo, mas por enquanto eu ainda não posso. - Julie disse e as duas riram. - Acho bom você ir vigiar meu irmão, ele pode estar com você agora mas as duas não vão facilitar pra ele.
  - Eu não quero ir lá agora, você poderia chamar ele pra mim por favor Julie? - disse escorada na bancada.
  - Tudo bem, meu namorado também deve estar chegando. Eu queria tanto ser que nem vocês dois. - Ela disse sorrindo.
  - Ah Julie tenho certeza que você não iria querer ser. Mas tudo bem, depois você me apresenta seu boy. - disse e Julie riu indo até o lado de fora da casa chamar o irmão.
  - Mandou me chamar? - disse entrando na sala e encontrando sentada em um dos sofás olhando pro nada.
  - Sim, Julie disse pra não te deixar com as cobras, embora seja minha vontade, é melhor que você esteja aqui. - disse levantando o olhar para o garoto.
  - Tudo bem, o que quer fazer? - disse se sentando ao lado dela.
  - Eu quero dormir, mas agora não dá. E você, o que quer fazer? - Ela disse olhando pra ele.
  - A festa já está acabando, acho que minha mãe e os convidados entenderiam se nós fossemos pro quarto agora, porque eu não estou afim de fazer nada. - Ele respondeu colocando o braço atrás do ombro dela no sofá.
  - Seria deselegante fazer isso , vou cochilar aqui mesmo, você me acorda ta? - Ela disse rindo e ele riu.
  - Vou deixar você me usar como travesseiro. - Ele disse e ela o olhou com a sobrancelha arqueada.
  - Não é como se eu tivesse pedido permissão querido. - Ela disse e deitou a cabeça no ombro dele, encolhendo as pernas no sofá.
  Ele encostou sua cabeça na dela e ficou fazendo cafuné na menina que foi adormecendo aos poucos.

  - Ah como eu queria cortar o cabelo dela. - acordou com duas vozes femininas falando atrás de si.
  - Vamos tentar fazer ela ir no banheiro e lá nós jogamos água na cara dela pra borrar a maquiagem e você já leva a tesoura. - Reconheceu ser Savannah e logo ouviu a risada das duas atuais inimigas de sua namorada.
  - Você é tão malvada às vezes Savie, mas eu prefiro ir destruindo ela aos poucos lá na escola. - disse soltando uma risada malvada no final.
  - Acho que você prefere ficar na sua , já não falamos que se você abrir o bico quem vai ficar mal falada será você? - disse surpreendendo as duas que achavam que ele estava dormindo.
  - faz silêncio, eu quero dormir. - disse se acomodando melhor no peito do rapaz.   - Calma aí amor, é só que tem duas pessoas aqui enchendo o saco. - disse olhando pra trás e encontrando as duas meninas com cara de poucos amigos.
  - Já está até chamando ela de amor? Parece que a coisa é séria. - zombou.
  - Vai ficar séria se você não sair daqui agora e deixar os dois em paz. Que droga , você está sempre sendo uma vadia, se você não quiser prejudicar seus tios, eu acho bom você não voltar a falar com eles ou eu dou um jeito de colocar eles pra fora de todos os eventos da minha mãe. - Julieta surpreendeu a todos, quando entrou na sala xingando as meninas.
  - Julie deixa essas vadias pra lá. - resmungou ainda sonolenta.
  - A pequena Julie resolveu colocar as garras pra fora? - Savvie zombou.
  - Vaza daqui sua mal amada. - Julie respondeu, as duas olharam pra ela assustada mas logo saíram de lá.
  - Julie você arrasa. - disse e olhou pela primeira vez para a menina, encontrando ela de mãos dadas com um rapaz moreno de olhos azuis. ficou sem palavras apenas observando os dois, até que percebeu que ela estava quieta demais e olhou pra direção que a garota olhava e logo seu corpo endureceu.
  - Quem seria você? - disse olhando duro para o menino.
  - Ah oi, eu sou o Carter, namorado da Julieta. - Ele disse um pouco sem graça e então andou com Julie até e e os comprimentou.
  - Prazer Carter, estava muito ansiosa para te conhecer, Julie disse que você era um amor. - disse sorridente e Julie concordou.
  - Carter, essa é minha cunhadinha e esse é o meu irmão ogro que eu tinha te falado.   - Hey Julieta, até você ta me chamando de ogro? - disse indignado.
  - Ah não se preocupe foi eu quem ensinei ela. - sorriu pro garoto que lançou um olhar mortífero pra ela. - Sentem-se aí.
  - É, mas acho bom você ficar bem longe da minha irmã. - disse cruzando os braços e segurou uma risada.
  - Fala sério , nós só vamos conversar, pare de ser um troglodita. - disse o empurrando pelo ombro.
  - Eu não quero conversar, eu já disse que minha irmã é muito nova pra namorar. - respondeu.
  - ela é quase um ano mais nova que eu. - disse olhando para o rapaz.
  - Mas mesmo assim. - Ele disse emburrado.
  - , nós já conversamos sobre isso certo? Para de ser machista, do mesmo jeito que você pode ela também pode. - respondeu e voltou seu olhar para o mais novo casal, sentado no sofá em sua frente.
  - você é minha rainha, você sabe né? eu já disse que você tem sorte de ter encontrado essa garota? Ela é perfeita. - Julie disse admirada.
  - É perfeita, aham! - disse sarcástico e ainda emburrado e puxou seu rosto dando um selinho nele.
  - Pare de ser chato amor. - disse e deixou um minimo sorriso aparecer, logo ele a abraçou pela cintura e afundou a cabeça no pescoço dela dando algumas mordidinhas que a fez rir um pouco. - Me conte sobre vocês Julie. - pediu.
   continuou abraçado a cintura dela com a cabeça no ombro da menina, enquanto ela estava com as pernas no colo dele e uma mão em volta do pescoço do rapaz fazendo carinho em seus cabelos.
  E mais uma vez os dois pensavam: "Pra quem se odiavam estavam se dando muito bem!"

[...]

  - O dia hoje foi cansativo. - disse depois que os dois entraram no quarto.
  - Foi sim, eu não acredito que minha mãe fez a gente ficar até essa hora lá na sala com ela só porque ela estava afim de assistir um filme pra comemorar, filme nem é jeito de comemorar. A festa acabou tem um tempão e eu tava morrendo de fome. - resmungou.
  - Nossa mas hoje você está mal humorado hein, ninguém ta te aguentando. - disse irritada.
  - Para de encher o saco . Eu vou ir tomar um banho. - disse já entrando no banheiro.
   pegou o celular e enviou uma mensagem para os amigos, para avisar que tinha dado tudo certo na festa, tirando que ela teve que beijar e o pequeno barraco que fez.
  Ela retirou todas as suas roupas ficando só de lingerie, e foi até o armário pegar um pijama pra vestir, mas lembrou que tinha ganhado um pequena cesta com produtos de pele da marca da mãe de e um kit para SPA em casa.
  Imaginou que o garoto demoraria um pouco no banho e então pegou os cremes noturnos e começou a passar pelo corpo. Quando ela estava com uma perna em cima da cama passando o creme em suas coxas, abriu a porta do banheiro e deu de cara com a cena, e o fato de estar só de lingerie, a deixava mais sexy ainda.
  Tentou se controlar e então balançou a cabeça, limpando a garganta logo em seguida, você odeia ela , esqueceu? Ela é mimada, irritante e não está nem um pouco sexy, o rapaz repetia em sua mente.
  - Ai que susto caralho! - colocou a mão no peito só então se lembrando da sua falta de roupa, ela arregalou os olhos e percebeu, jogando a camisa dele que estava em suas mãos para a menina. vestiu a blusa de que ficou batendo na metade de suas coxas e logo sentiu o perfume maravilhoso que tinha na mesma.
  - Estava usando os produtos que minha mãe te deu? - perguntou passando por ela só de cueca e foi até o armário pegar mais uma vez a sua calça de moletom cinza.
  - Estava sim, o cheiro deles é maravilhos. - disse e terminou de passar na sua perna o conteúdo que tinha em mãos. - Agora eu vou dormir porque estou exausta. - Ela disse e se jogou na cama.
  - Ah só uma coisa, para de ficar me dando lição de moral por causa de Carter com minha irmã. - disse emburrado se deitando ao lado da garota.
  - É só você parar de ser tão insuportável. Você viu como ele é legal? Ele foi um amor com a gente e tenho certeza que ele é maravilhoso com sua irmã. - disse olhando pra ele.
  - Mesmo assim, pra mim ela também é uma menininha, ela é dois anos mais nova que eu, é normal eu querer cuidar dela. - Ele disse se virando e ficando de frente para a garota.
  - Eu sei , meu irmão também é assim comigo, mas acontece que do mesmo jeito que eu não moro com ele, você também não mora com ela, e ela acaba achando que você não tem tanto direito de se intrometer na vida dela, é fofo ver você preocupado com ela, mas você não vai estar aqui o tempo todo, então tem que deixar ela se virar sozinha. - disse com um sorriso minimo no rosto se lembrando de seu irmão mais velho.
  - Entendo. Mas então quer dizer que é fofo me ver preocupado? - Ele disse mexendo as sobrancelhas pra cima e pra baixo fazendo rir.
  - Não acredito que de todo meu discurso, você prestou atenção nisso. - Ela negou com a cabeça.   - É porque você também fica fofa com minha blusa, daí eu não consegui prestar atenção nas outras partes. - Ele disse olhando pro corpo dela e ela corou.
  - Rídiculo. - Ela disse dando um tapa no braço dele e se virou de costas para o rapaz, apagando a luz do abajur.
  - não fica bravinha. - disse passando o dedo pelo pescoço dela.
  - não encosta em mim, seu imundo. - Ela disse ainda sem se mover.
  - Agora sou imundo? Não foi o que pareceu mais cedo. - Ele provocou chegando mais perto dela na cama.
  - você sabe muito bem que estavámos fingindo, até porque eu te beijei só uma vez e é pra nunca mais, pela fama que você tem, você devia ter mais pegada. - provou e o sangue de ferveu. - E acho bom você ficar longe de mim essa noite.
  - Mais pegada , você diz assim? - disse e logo puxou o cabelo da nuca da menina, enquanto a puxava pela cintura, a virando de frente pra ele. - Se eu fosse você, eu nunca mais diria isso.
  - Além de não ter pegada, ainda fica com o ego ferido? Pior espécie. - cuspiu contra o rosto dele, que se aproximou ainda mais do corpo da menina.
  - Não é ego ferido, só estou querendo te mostrar uma coisa que você nunca vai poder ter. - disse e passou o nariz pela curva do pescoço da menina.
  - Correção, eu nunca vou querer ter , porque se eu quiser eu consigo, independente do que você fale ou faça. - disse firme e logo enterrou a cabeça no pescoço dela, dando beijos e mordidas fazendo a menina arfar inconscientemente, logo ele deu um chupão que deixaria uma marca grande por dias e voltou a distribuir beijos.
   segurou firme nos ombros do rapaz, deixando a unha deslizar pelas costas dele, fazendo algumas marcas que também ficariam ali por algum tempinho.
  Ele subiu os beijos para a orelha dele e deixou uma mordida no lóbulo da menina.
  - Eu sei que é bom e eu poderia continuar, mas é tudo o que você terá até você implorar por mais. - disse e sugou o lábio inferior da menina, se afastando dela e virando de costas, enquanto ela o olhava indignada, logo virando de costas e tentando inutilmente pegar no sono.

[...]

   mal conseguiu dormir à noite pensando no ódio que sentia por e o que ele estava fazendo com ela. Ele também a odiava certo? Então porque ele estava sendo tão fofo com ela? Como você é burra ! Se ele não agir assim os pais dele vão descobrir! Era o que pensou durante toda a noite.
   não estava muito longe, ele demorou a dormir, mas conseguiu. Enquanto ainda tentava pegar no sono, ele pensava: Por que está se mostrando ser uma menina tão diferente da que eu vejo na escola? Claro , é tudo uma farsa, do mesmo jeito que você está tendo que fingir, ela também está. Mas será que eu estou fingindo mesmo? Está sendo tão legal ser o namorado dela por esses dias, que acho que está sendo involuntário.
   já estava cansada de revirar na cama e decidiu levantar. Ainda era 7 da manhã, mas ficar ali estava sendo um sacrifício. Foi até o banheiro fazer sua higiêne matinal e depois voltou para o quarto, onde vestiu um short jeans curto e uma regata qualquer.
  Saiu do quarto e foi até a cozinha encontrando Valerie a empregada, começando a preparar o café da manhã.
  - Bom dia Val. - disse comprimentando a senhora.
  - Bom dia querida, tão cedo e você já está de pé? - Ela perguntou olhando para a menina.
  - Não estava conseguindo dormir. Será que você teria um suco para eu beber? - perguntou.
  - Claro, tenho um de abacaxi aqui que é o preferido do menino . - Valerie disse e foi até a geladeira, de onde retirou uma jarra com o suco.
  - Muito obrigado. Você sabe qual vai ser o evento que Melanie vai fazer hoje? - perugntou, sentada na bancada bebendo o suco.
  - Hoje será um jantar com alguns sócios de algumas lojas onde ela irá colocar os produtos a venda. Vai ser aqui mesmo, e não vai ter tantas pessoas quanto ontem já que é segunda feira. - Valerie disse continuando a preparar as panquecas.
  - Ah sim. Muito obrigado mais uma vez Val. Se precisar de alguma coisa você me chama? Vou sentar ali fora um pouquinho. - disse e saiu da cozinha, indo para o quintal da casa.   Se sentou no sofá que tinha na varanda e pegou seu celular, vendo mensagens de seus amigos, mas não ligaria pra eles agora pois ainda estava muito cedo. Então ligou pra sua mãe, pois lá na Inglaterra já era um pouco mais tarde.

  - Olá filha que surpresa. Como está tudo aí? - Evie perguntou assim que atendeu o telefone.
  - Está tudo bem mãe, e aí? - respondeu olhando para o bosque no fundo da casa.
  - Aqui está tudo certo, Brian disse que está morrendo de saudades, acredita que ele falou que vai voltar a morar aqui? - A mãe da menina disse animada.
  - Que maravilha mãe! Quando ele resolveu largar a faculdade da Alemanha pra voltar pra Londres? - perguntou realmente empolgada com a notícia.
  - Você sabe como seu irmão é indeciso, ele quis terminar a faculdade aqui mesmo e também disse que quer ficar mais próximo da família, mas já sabemos que tudo isso é porque ele terminou com a namorada lá e que não quer continuar encontrando ela. - Evie respondeu e a filha riu.
  - Brian e suas desculpas. Você sabe se ele vai querer vir visitar o papai? - perguntou a mulher, mas sabia que ela não gostava de falar do ex marido.
  - Eu não sei filha, isso você olha com ele aqui, pode ser? Agora me conta, como anda as férias com seu namorado? - A mulher mudou de assunto para um que não queria falar.
  - Estão indo bem mamãe, eu gostei muito de conhecer a família dele. - disse tentando não se lembrar dos acontecimentos do dia anterior.
  - E como eles estão tratando você aí? - Evie perguntou.
  - Muito bem mãe, acredita que a Sra. ainda me levou para fazer compras? Eu não quis aceitar mas me obrigou a ir, mas por fim foi muito legal nosso passeio no shopping. - disse se lembrando das roupas novas que havia adquirido.
  - Sra. , você diz a Melanie , dona da maior empresa de cosméticos do mundo todo? - Evie brincou.   - Ah sim, é ela mesmo. - A filha riu quando ouviu a exclamação de surpresa da mãe pelo outro lado da linha.
  - Não acredito que você é nora dessa mulher maravilhosa. - Evie disse empolgada.
  - Sou sim mãe e ela é realmente maravilhosa...

  - Acordou cedo hoje. - disse interrompendo a menina, que olhou na entrada da varanda encontrando com seu moletom cinza caindo perigosamente pelo seu quadril deixando as entradas a mostra e os cabelos bagunçados.
  - Só um minuto mãe. - disse para a mulher no telefone. - Estava sem sono.
  - Filha vou desligar, mais tarde te ligo, aproveite seu namorado aí. Mamãe te ama. - A mais velha disse.
  - Obrigado mãe, também amo você. Manda um abraço para Brian. - disse e desligou o telefone.

  - Por que levantou cedo? - perguntou se sentando ao lado dela no sofá.
  - Não tava afim de ficar na cama. - disse sem olhar pro rapaz.
  - Ah sim, você quer comer alguma coisa? - disse sem saber o que falar com a menina.
  - Não, eu já tomei um suco. - disse mexendo no celular sem nada pra fazer no mesmo.
  - Beleza. - disse e se levantou indo pra cozinha. Quando olhou para as costas do menino, viu alguns arranhados que ela tinha feito na noite anterior e ficou satisfeita, pelo menos ela não seria a única com marcas pelo corpo.

   entrou na cozinha e pegou um copo de suco e foi pra sala assistir TV. Ficou lá deitado no sofá até sua mãe aparecer.
  - Bom dia filho, onde está a ? - A mãe perguntou parada atrás do sofá.
  - Ela está lá fora. - respondeu olhando pra televisão.
  - Aconteceu alguma coisa? - A mãe perguntou.
  - Não, só estava com preguiça de ir pra lá e fiquei aqui mesmo. - Ele respondeu.
  - Certo, depois vocês vão pra mesa tomar café. - A mulher disse e saiu em direção ao escritório da casa onde o marido deveria estar.

  - Olá , porque não está lá dentro? - Julie disse aparecendo na varanda e encontrando sentada olhando para a piscina em sua frente.
  - Por nada, estava afim de um ar fresco. Dormiu bem? - disse olhando pra menina que caminhou até ela e se sentou ao seu lado.
  - Dormi sim e você? - Julie perguntou.
  - Não consegui dormir essa noite. - disse prendendo os cabelos em um coque deixando o chupão em seu pescoço à mostra.
  - Estou vendo, parece que meu irmão se empolgou! - Julie disse rindo e apontando para o pescoço da mais velha.
  - Ah não foi nada disso que você está pensando. Eu realmente estava com insônia, isso aqui foi antes da gente ir dormir. - disse corando.
  - Aham sei, a propósito, queria te agradecer por ter me ajudado ontem com Carter. - Julie sorriu em agradecimento à menina.
  - Imagina Julie, seu irmão é um ogro machista, tenho vontade de matar ele às vezes. - disse com a cara emburrada.
  - Então eu descobri o motivo da insônia, vocês brigaram certo? - Julie perguntou receosa em se intrometer na vida do irmão.
  - Não foi nada sério, ele só me irrita um pouco às vezes, mas está tudo bem. - disse e a menina concordou.

  - vem tomar café. - disse aparecendo na varanda e encontrando sua irmã e sua namorada conversando e rindo.
  - Já estamos indo . - Julie respondeu e o garoto concordou voltando pra dentro de casa. - Não quero que fique um clima ruim entre vocês.
  - Não vai ficar Julie, acredite nós já estamos bem. - sorriu e as duas se levantaram indo pra dentro da casa.

  - Solta os cabelos. - sussurrou pra quando ela se sentou ao seu lado.
  - Por que? - Ela disse baixinho sem entender.
  - O chupão. - Ele disse e prendeu a respiração, ficando vermelha logo em seguida por imaginar seus sogros vendo a obra de arte que seu filho tinha feito.
  - Droga, você devia ter colocado uma camisa. - sussurrou olhando para as mãos por baixo da mesa.
  - Eu esqueci. - sussurrou de volta.
  - Alugm problema? - Melanie perguntou ao casal.
  - Nada não mãe. - sorriu amarelo pra mulher.
  - Certo, hoje teremos um jantar com alguns sócios, mas durante à tarde você poderão fazer o que quiser tudo bem? - Melanie disse e concordou.

  Durante o café eles não trocaram mais nenhuma palavra, depois todos se retiraram e foram realizar suas tarefas.
  Julie sairia com o namorado, Melanie e James iriam sair para fazer algumas comprar e depois iriam para a empresa.
   e ficariam sozinhos em casa com Valerie, os outros empregados só chegariam depois da 17hs para prepararem a casa para receber os convidados.

  - O que acha de irmos pra piscina hoje? - perguntou à que estava sentada na sala lendo um livro.
  - Pode ir, acho que hoje vou usar os produtos para SPA que sua mãe me deu. - disse sem olhar para o garoto.
  A questão é que ela estava evitando ele, mas ele realmente não se importava com isso, só não queria dar motivos para a empregada falar ou seus pais e sua irmã vierem perguntar alguma coisa também, porque ultimamente os familiares andavam se intrometendo muito.
  O rapaz nem respondeu, saiu da casa indo para o quintal e pulou na piscina usando somente sua cueca preta. O dia estava ensolarado e ele não ia ficar trancado em casa só porque estava fazendo cu doce.
  E embora estivesse sentindo bastante calor, preferiu não se juntar ao rapaz. Foi até o quarto e preparou tudo o que precisaria para um dia de SPA em casa, mas quando passou pela janela, acabou desistindo dos seus planos.
   estava deitado em uma boia, com o corpo molhado e expressão relaxada. Acho que eu posso aproveitar um dia de piscina com meu "namorado", ela pensou. Pegou seu biquini e foi ao banheiro se trocar, passou o protetor, pegou os óculos de sol e desceu as escadas indo em direção ao jardim.
  Caminhou silenciosamente até uma das espreguiçadeiras e deixou seu óculos ali, logo em seguida correu em direção à piscina e pulou na mesma bem perto de , fazendo o menino se assustar e cair da bóia.
  - Filha da puta! - esbravejou enquanto a menina ria da cara dele. - Pensei que você não fosse vir.
  - Mudei de ideia. - Ela deu de ombros logo dando um mergulho para longe do garoto.
  - Você sabe que está fodida não é? - Ele perguntou tirando alguns fios de cabelo da testa e se aproximando em passos lentos.
  - Até agora eu não achei homem nenhum aqui para me foder. - provocou dando alguns passos pra trás até se encostar na borda da piscina.
  - Acho que nenhum está disposto a ficar com alguém como você. - retrucou continuando com seus passos lentos. A piscina era enorme então a distância deles era grande também.
  - Isso é o que você pensa baby, muitos querem mas nem todos tem a oportunidade. - Ela disse dando uma piscadinha pra ele.
  - Eu duvido muito das suas palavras, tenho certeza que você é daquelas virjonas que nunca nem pegou no pau de um cara. - disse agora mais perto da garota.
  - Tenho certeza que não , eu não só peguei em um pau, como já fiz muitas coisas, mas o garoto precisa fazer muita coisa para conseguir me ter ajoelhada na frente dele. - disse e deixou que diminuisse a distância entre eles.
  - Ah é? E o que ele tem que fazer, por exemplo? - disse com o corpo colado ao da menina.
  - Primeiro ele tem que ter atitude. - sussurrou, fazendo a pressionar mais ainda na parede da piscina. - Segundo, ele tem que ser mais esperto. - disse e deu uma rasteira em afundando a cabeça do rapaz na água, enquanto mergulhava rápido mais uma vez, para longe do garoto que a olhou indignado.
  - você está sendo muito filha da puta hoje. - disse raivoso saindo da piscina.
  - Ah , para de ser uma mulherzinha. - provou indo para a beirada da piscina ficando de frente pra .
  - Eu mulherzinha ? - disse sarcastico e pulou de volta na piscina ficando atrás de e a pegando no colo, se afundando na piscina logo em seguida, fazendo a menina quase afogar.
  - Filho da puta! - Karo disse batendo nos ombros do garoto depois que eles já estavam de volta na superfície.
   soltou a menina e logo depois a puxou pela coxa, fazendo ela entrelaçar as pernas cintura do garoto. Os dois ficaram se encarando por um tempo, até que resolveu se aproximar.
  - Por que a gente está fazendo isso ? - perguntou antes do garoto concretizar o que pretendia fazer.
  - Eu realmente não sei . - disse olhando nos olhos dela.
  - A gente se odeia, mas parece que isso não está fazendo muita diferença agora. - assumiu desviando o olhar de .
  - Pois é, eu não entendo, eu sei que continuo odiando você, mas acho que está se tornando habitual namorar você, e olha que só tem quatro dias que chegamos aqui. - disse e olhou pra ele concordando.
  - Eu não consigo me decidir se isso é bom ou ruim, é bom pra ajudar na nossa farsa e ruim porque eu tenho que estar 24 horas com a pessoa que eu odeio. - disse colocando as mãos no ombro do rapaz.
  - Já combinamos que isso aqui não é mais ódio como antes. - disse e afirmou com a cabeça. - Só quero que você saiba que indepentendo do que a gente tenha que falar ou fazer, eu sempre irei odiar você.
  - Que romântico! Mas não se preocupe amor, meu ódio por você não cabe nessa galáxia. - disse rindo e a acompanhou, dando um selinho na menina logo em seguida.
  A cena foi estranha, mas eles não quiseram se preocupar muito com isso no momento, preferiram curtir mais um pouco à tarde de sol enquanto ficavam deitados nas espreguiçadeiras. Até que Julie chegou com Carter e eles tiveram que voltar ao famoso teatro.
  - OLHA SÓ QUEM CHEGOU PARA APROVEITAR A PISCINA COM O CASAL MAIS BONITO DE TODOS? - Julie gritou sorrindo, atraindo o olhar do casal para ela e Carter que estava logo atrás rindo da namorada.
  - Julie que ótimo que você chegou! está insuportável hoje, não estava aguentando mais. - sussurrou a última parte mas todos puderam ouvir. se levantou pra comprimentar o casal e a acompanhou, quando a menina acabou de comprimentá-los, ele a pegou no colo e pulou com ela na piscina.
  - Quem é que está insuportável agora hein? - disse a pressionando na parede com ela no colo assim como estavam mais cedo.
  - Eu vou matar você . - esbravejou.
  - BRIGA DE GALO! - Julie disse já pulando na piscina com o namorado.
  - Ah não Julie, eu não tenho habilidade com essas coisas. - disse emburrada, desviando dos braços de .
  - Não tem problema , é bom que eu ganho. - Julie disse sorrindo e subiu nos ombros do namorado.
   ficou encarando sem saber se realmente iria fazer isso, mas então se afundou na água para a garota subir, e ela resolveu que seria legal usar ele como cadeira.
  Na primeira rodada Julie ganhou, e isso se repetiu na segunda, terceira e quarta também, fazendo todos rirem de por ela ser lerda.
  - , você tem que ganhar essa né? Por favor. - disse antes da menina subir novamente em seus ombros.
  A expectativa para ela ganhar era grande, segundo ao outro casal ela até até ganhar um prêmio se vencesse dessa vez. E finalmente a menina conseguiu, ela pulou de cima dos ombros de e eles se abraçaram felizes.
  - Finalmente! - disse abraçando a menina que comemorava como se fosse realmente uma competissão importante.
  - Eu deixei você ganhar. - Julie disse, mas dessa vez realmente tinha conseguido.
  - Vou fingir que acredito em você, mas todo mundo sabe que minha namorada arrasa. - disse abraçando por trás.
  - Tudo bem. Carter vamos lá buscar um suco? - Julie perguntou ao namorado que concordou e eles saíram da piscina.
  - Finalmente, pensei que iria ter que te carregar pra sempre. - disse depois que o casal saiu.
   mergulhou indo até a parede mais próxima e chamando com o dedo, que mesmo sem entender, fez o que a menina pedia. Quando ele chegou na frente dela, ela o abraçou pelo pescoço e ele a olhou em dúvida, mas mesmo assim colocou as mãos na cintura da garota.
  - Daqui a pouco os dois voltam e tenho certeza que Julie só saiu daqui porque queria voltar e encontrar uma cena romântica. Acredita que ela disse que queria ser um casal como nós? - disse olhando para a entrada da varanda.
  - Tadinha, ela que não sabe o quanto a gente se ama. Mas tudo bem , vou fingir que acredito na sua desculpa só porque você quer que eu deixe mais marcas como a da noite anterior. - disse provocador e aproximou o rosto da menina.
  - Que nojo , pescoço é meu ponto fraco e eu não admito que uma pessoa imunda como você, encoste nele. Só estou fazendo isso porque acho que devemos uma à sua irmã, ela foi muito legal espantando a . - explicou enquanto olhava os olhos brilhantes de seu companheiro.
  - Tudo bem, e qual é o plano? - sussurrou.
  - Não sei, vamos esperar ela aparecer ali na porta, daí eu passo menos tempo te bei... - Antes de terminar já havia tomado os lábios dela pra ele.
  Começou com um selinho apertado, mas logo os dois relaxaram, pensou que não era a pior coisa do mundo e pensava que não estava beijando um balde de lixo e os dois concordaram silenciosamente que poderíam fazer isso mais vezes.
   pediu passagem com sua lingua e logo cedeu, o beijo se aprofundou mais do que devia e logo já puxava os cabelos da nuca de . O rapaz puxou uma das coxas da menina até sua cintura, e ela entendeu o recado, entrelaçando as duas pernas em volta do rapaz. apertou mais a cintura da menina, juntando seus corpos.
  Eles estavam tão entretidos na brincadeira que nem perceberam a movimentação na água. Julie e Carter que ficaram empolgados com a demonstração do outro casal, começaram a fazer o mesmo, do outro lado da piscina, logo eles já haviam esquecido que tinha outras pessoas ali por perto.
   e já estavam perdendo o fôlego e o rapaz desceu os beijos para o pescoço da menina que ofegava tentando normalizar a respiração, depois de deixar mais alguns chupões para a coleção da mais nova, voltou com os beijos para a boca da menina e deixou alguns selinhos ali, encostando suas testas.
   abriu os olhos e viu o outro casal curtindo sua sessão de amassos e ela acabou esbravejando baixinho.
  - O que foi? - perguntou depois de ouvir o murmúrio da menina.
  - Acho que não vamos ter que parar agora. - disse ainda olhando o outro casal, e então seguiu seu olhar e logo seu corpo endureceu.
  - Eu vou lá parar com essa falta de respeito. Olha só! Tem mais gente na piscina e Julieta é muito nova pra fazer essas coisas. - sussurrou irritado mas segurou seus ombros.
  - para! - Ela disse segurando o rosto do rapaz com as duas mãos. - Não é falta de respeito quando nós mesmo começamos com isso. - Ela disse e ele apertou os olhos com força. - Deixa eles fazerem o que querem, pelo menos ali tem sentimento verdadeiro.
  - Droga , eu odeio você sabia? Já era pra eu ter ido lá e quebrado a cara dele.
  - Mas você não vai fazer isso seu imbecíl. Você quer sair daqui?
  - E pra onde vamos?
  - Podemos ir para seu lugar favorito da casa. - disse com um minimo sorriso e concordou. E assim os dois saíram silenciosamente da piscina, já pensando no que fariam lá para se destrair, já que conversa era algo que não fuincionava muito entre os dois.

Capítulo 5

   se sentou em uma extremidade do sofá e se sentou na outra, onde ele tinha uma perfeita visão de sua irmã mais nova se amassando com Carter. Ele bufou irritado e fechou as mãos em punho as apertando com força.
  - deixa a menina. - falou irritada olhando para as árvores ao seu redor.
  - Não enche meu saco agora beleza?! - Ele disse irritado. - Olha aonde a mão dele tá! Eu to vendo daqui, eu vou ir lá. - Ele disse com a cara fechada.
  - Se você está fazendo um escandalo por causa disso eu já tenho dó da sua namorada, imagine se você pega ela ficando com outro cara? Ou melhor, imagina ela transando com outro! Hilário. - disse rindo e a olhou com furia.
  - Ah se você acha que eu sou assim com minha irmã, você ainda não viu nada. Sua sorte é que eu odeio você, porque se pelo menos fosse seu amigo e a gente estivesse fingindo assim, e algum cara chegasse perto de você, eu matava ele e depois iria te comer a noite toda pra você aprender a quem pertence. - Ele disse se aproximando.
  - querido, nem nos seus sonhos um dia eu irei te pertencer e se caso você fizesse isso comigo, eu arrancaria seu pinto fora pra você parar de ser um machista escroto. - Ela respondeu também se aproximando.
  - Eu aposto que não, porque se um dia você tiver o prazer de estar nos meus braços, você não precisará nem de avisos, você não vai querer nenhum outro cara. - Ele disse já quase colado à menina.
  - Eu acho que não, porque eu acabei de beijar você e minha única vontade era vomitar até meus órgãos pularem pra fora de mim. - Ela respondeu com uma sobrancelha arqueada em desafio.
  - Não foi o que pareceu e se quiser, eu deixo você testar mais uma vez pra tentar se convencer melhor dessa mentira que você está falando pra você mesma. - disse subindo uma mão pela coxa da menina.
  - Se você conseguir se provar bom o suficiente, eu nunca mais reclamo do seu beijo e te dou passe livre para hora que você quiser, isso porque já sabemos o quão ruim você é com isso. - Ela mal terminou de falar e já rinha a puxado para o seu colo.

  Ele colocou uma mão na nuca da garota e a outra em sua cintura a apertando com força. A menina arranhava a nuca e as costas do garoto. O beijo era violento e os dois descontavam todas suas tensões ali. puxou o quadril da menina de encontro ao seu, a fazendo sentir o membro do rapaz que se animava aos poucos. Eles continuaram travando uma batalha com suas linguas enquanto passeava as mão pelas coxas de até chegar em sua bunda a fazendo arfar com a força que ele a apertou. puxou os cabelos do menino e mordeu o lábio inferior do rapaz que mais uma vez forçou o encontro da intimidade dos dois.
   decidiu provocar e mordeu mais uma vez o lábio de enquanto dava uma leve rebolada em seu colo, fazendo-o soltar um murmúrio em aprovação. Ele apertou ainda mais a bunda da menina que continuou rebolando em seu colo e ela começou a beijar o pescoço dele. Ela estava decidida a deixar algumas marcas, mas não quis demorar muito por ali, subiu os beijos até a orelha do rapaz e deixou uma mordida em seu lóbulo o fazendo arrepiar.
  Ele também decidiu brincar um pouco com a sanidade da menina e atacou o pescoço dela enquanto ela respirava pesadamente com os olhos bem apertados. Eles voltaram a se beijar e decidiu dar um basta, ela ainda odiava ele, não podia deixar ele brincar com ela desse jeito.v   - Talvez você tenha passado no teste, mas isso não quer dizer que eu goste de beijar você. - Ela disse dando mais uma mordida no lábio chamativo do menino, antes de se levantar e sair de lá, deixando um totalmente frustado e excitado pra trás.
  Quando ela alcançou a área da piscina novamente, ela percebeu que Carter e Julie não estavam mais lá e ela ficou receosa com o que eles poderia estar fazendo e qual seria a reação de .

  Então ela entrou na casa silenciosamente, se surpreendendo com os dois na cozinha conversando e rindo enquanto preparavam um lanche.
  - Ah... Olá. - disse sem graça.
  - Oi , onde você estava? Pensamos que você e estavam no quarto er... Você sabe. - Julie disse sem graça e segurou a careta dando um sorriso amarelo.
  - Na verdade nós estávamos no bosque, queríamos dar um pouco de privacidade a vocês dois e você sabe o quanto seu irmão é possessivo com você, não queria que ele estragasse o momento. - disse sorrindo docemente.
  - Ah sim. Muito obrigado , fico te devendo uma. - Julie piscou para a nova amiga.
   sorriu e os três começaram a conversar até que sentiu um par de braços em sua cintura e se assustou.
  - Ah oi . - disse sem graça, ainda estava meio apreensiva com a cena anterior que os dois tiveram e por ela ter deixado ele na mão.
  - Vamos subir? - Ele perguntou no ouvido dela e ela não sabia o que responder e nem precisou, pois logo ele já arrastava a menina para o andar superior enquanto Carter e Julie riam da cena.

  - O que você quer droga? - disse irritada.
  - QUEM VOCÊ PENSA QUE É ? PRA SAIR E ME DEIXAR LÁ COM CARA DE BOBO? - Ele disse com o tom de voz elevado e o olhou sarcástica.
  - Você já tem essa cara de bobo naturalmente , e não pense que você pode gritar comigo assim, PORQUE EU NÃO SOU OBRIGADA A FICAR LÁ SENDO SEU BRINQUEDINHO ENQUANTO ESTAMOS VIVENDO ESSA MERDA! - Ela gritou olhando pra com cara de raiva.
  - SUA CINÍCA, QUE EU SAIBA A ÚNICA AQUI QUE ESTÁ ME USANDO COMO BRINQUEDO É VOCÊ! ACHA QUE EU SOU IDIOTA! VOCÊ NUNCA ENCONTROU UM MULEQUE BOM PARA TE SATISFAZER E QUANDO ENCONTRA VOCÊ FAZ O QUE QUER E DEPOIS SAI COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO! - Ele disse se aproximando da menina.
  - EU NÃO TENHO CULPA SE VOCÊ NÃO ESTÁ ACOSTUMADO COM REJEIÇÕES, MAS SAIBA QUE EU NÃO SOU IGUAL ESSAS PUTAS QUE VOCÊ PEGA, EU NÃO VOU ABRIR AS PERNAS PRA VOCÊ FAZER TUDO O QUE VOCÊ QUER NA PRIMEIRA OPORTUNIDADE, A PROPÓSITO, SABE QUANDO EU VOU ABRIR AS PERNAS PRA VOCÊ? NUNCA , NUNCA! POR MIM QUE VOCÊ MORRA COM O PAU DURO, PORQUE DE MIM VOCÊ NÃO VAI TER NADA! - Ela gritou apontando o dedo na cara dele e depois entrou no banheiro batendo a porta com força.

   saiu do quarto puto de raiva e entrou em um dos banheiro do corredor, tomou um banho rápido e voltou ao quarto para se trocar enquanto permanecia dentro do banheiro. Vestiu uma calça jeans, uma blusa xadrez e calçou seu tênis, saiu do quarto carregando sua carteira, a chave do carro e seu óculos de sol.
  Quando chegou na sala, viu que Julie e Carter o olhavam apreensivos.
  - está tudo bem? Nós escutamos alguns gritos e... - Julie começou mas foi interrompida.
  - Tá tudo ótimo Julieta, avisa para a mamãe que eu saí mas que eu volto para o jantar com os sócios. - Ele disse e saiu batendo a porta da frente da casa enquanto ia até a garagem pegar seu carro.

   se afundou em uma banheira com água quente tentando relaxar, mas na verdade nada tirava da cabeça dela o quanto ela havia sido idiota por ter ficado com no bosque. Afinal o que os dois estavam fazendo? Certamente essa coisa de fingir estava começando a ocupar demais a cabeça deles, sabia que tinha muita tensão envolvida ali e até pensava em conseguir algum rapaz para a ajudar no serviço, mas ela não era esse tipo e garota, embora estivesse usando , não gostava de usar as pessoas, só fazia isso com o rapaz porque não se importava com ele.
  Ela tinha perdido a cabeça mais cedo, mas não quer dizer que isso voltaria a acontecer, era só o quarto dia deles ali e a menina já havia quase transado com o garoto. Que droga você está fazendo? Você é uma idiota! Ele é o ser mais despresível do mundo e te trata como uma cachorra, para de ser burra! Ela se xingava mentalmente enquanto tentava pensar em algo que não fosse a maravilhosa sessão de amassos com ele. Certo isso não vai voltar a acontecer! Acorda , você está sendo uma válvula de escape pra ele no meio disso tudo!

  Enquanto isso, dirigia irritado pelas ruas de Los Angeles, logo avistou a casa que tanto procurava e pegou seu celular para enviar uma mensagem:

  "Estou aqui na porta te esperando. Não avise a ninguém! Beijos xx :)"

  - Olá gatinho, pensei que estivesse ocupado com sua namorada, mas pelo visto você nunca irá mudar! - Ela disse entrando no carro do rapaz.
  - Eu estava oucupado sim, mas que tal irmos dar uma volta? - perguntou já saindo com o carro novamente pelas ruas de LA.
  - , por mais que eu esteja muito puta com você, eu irei, porque eu sei que com uma menina tão sem sal como a , é realmente difícil consgeuir se satisfazer. - disse acariciando a coxa do rapaz.
  Ele sorriu pra ela de forma maliciosa e dirigiu por mais alguns minutos até encontrar o local perfeito para desfazer de suas tensões com , que soriu já começando a beijar o pescoço do rapaz.

  Depois de ter relaxado no banho e voltado ao seu estado normal, ela saiu do banheiro vestindo uma roupa simples e desceu as escadas para comer alguma coisa. Lá encontrou apenas Carter, sentado na sala assistindo televisão.
  - Hey , tudo bem? - Ele perguntou meio incerto e ela se sentou com ele no sofá.
  - Tudo sim, onde está Julie? - Ela disse olhando pra televisão.
  - Ela já deve estar voltando. O que aconteceu com mais cedo? - Ele perguntou olhando no rosto da menina.
  - Nada demais, por que a pergunta? - Ela disse.
  - Ele saiu daqui nervoso e batendo a porta, Julie ficou preocupada. - Ele disse e concordou, logo sua cunhada já estava de volta na sala.
  - Oi . - Ela sorriu triste pra amiga e se sentou ao lado do namorado.
  - Oi Julie, sabe onde o foi? - disse olhando para a menina.
  - Ele disse que demoraria à voltar, mas estaria de volta para o jantar. Quer me contar o que aconteceu? - Ela disse chegando mais perto da menina, já que Carter estava focado na televisão.
  - A gente descutiu mais uma vez, eu não sei o que está acontecendo com ele Julie, estou ficando preocupada. - mentiu e viu a feição da mais nova mudar.
  - eu acho que sei onde ele pode estar, não tenho certeza. Mas você não acha melhor conversar com ele? - Julie perguntou segurando a mão da mais nova amiga.
  - Onde você acha que ele foi? - perguntou curiosa.
  - Ele deve ter ido encontrar com alguns amigos antigos dele, sempre que ele está aqui e acontece algo, eles se encontram. - Julieta falou.
  - Tudo bem, vou dar um pouco de espaço pra ele, depois conversamos. Muito obrigado Julie, se precisar estarei no quarto.
   foi até a cozinha pegar algumas coisinhas para comer e voltou para o quarto, onde se jogou na cama e ficou assistindo filme até pegar no sono.

  - Me liga depois gato, eu sei que você vai precisar. - disse quando parou o carro em frente à casa dos seus tios.
  - Você não pode abrir a boca agora viu ? Ninguém pode saber de nada. - Ele disse ameaçador com um dedo apontado para o rosto da menina.
  - Não se preocupa , se alguém ficar sabendo, será por essa marca no pescoço e não porque eu contei algo. - disse e deu uma piscadinha.
  - Caralho ! Eu disse pra você não fazer isso! - Ele disse bravo olhando pelo retrovisor e vendo o grande chupão perto de sua orelha.
  - Calma gatinho. Eu tinha me empolgado, depois a gente se fala. - Ela disse e deu um selinho nele antes de sair do carro.

   voltou pra casa confuso, ele estava pouco se importando com aquela vadia de quinta, pensa que é quem pra ficar me provocando e me deixar na mão? Eu nunca mais chego perto dessa menina, era o que ele pensava enquanto voltava pra casa. Seu único problema é que poderíam desconfiar de alguma coisa já que ele estava com aquela marca gigante e quando ele saiu de casa não estava assim, sem contar que era evidente que ele e não tinham feito nada.
  Ele ainda tinha um pouco de consiência pesada pela sua mãe, ele sabia que ela odiava mentiras, ele não queria estar nessa situação, mas ele estava agindo sob pressão não tinha outra alternativa - na verdade tinha, mas ele não havia pensado sobre elas.
  Mas agora isso já tinha passado, sua preocupação agora era que ele tinha 15 minutos para estar em casa antes do jantar começar e o trânsito estava infernal.

  - , sabe onde se enfiou? - Melanie perguntou à menina que estava sentada na sala de estar com uma taça de champangne na mão.
  Ela já estava pronta há um bom tempo, havia sumido à parte da tarde toda mas ela não se importou, se ele estava afim de foder com tudo, não seria ela que iria impedir, mas também não ficaria acobertando as mentiras dele, porque ela queria que ele se fodesse.v   - Não sei Melanie, ele gritou comigo hoje à tarde, saiu batendo à porta e avisou Julie que voltaria para o jantar e eu ainda não consegui falar com ele. - se fez de vítima e a sogra a olhou com compaixão.
  - Oh minha querida, não se preocupe que eu vou conversar com o , não é justo ele fazer isso tanto com você quanto comigo. - Melanie disse segurando a mão da moça. - Agora vou tentar falar com ele, porque daqui à 5 minutos os convidados começam a chegar.

  - eu vou matar meu irmão. - Julie disse irritada enquanto as duas davam uma volta pelo jardim iluminado da família, por sorte ninguém havia chegado, mas as duas cansaram de esperar e foram pegar um pouco de ar livre pela mansão.
  - Julieta eu não vou te impedir que faça nada, se quiser eu até te ajudo. - disse calma, não parecia alguém que deveria estar brava por ser abandonada pelo namorado. Tudo bem que em situações do cotidiano ela estaria soltando fogo pelas ventas mas agora ela queria que ele se desse mal por ter sido um palhaço e ter sumido sem avisar. - ELE CHEGOU! - Julie disse assim que ouviu o carro estacionar e correu até a entrada da casa.
   caminhou calmamente até a parte de dentro da mansão, e viu o rapaz passando rapidamente pela família, enquanto subia as escadas em direção ao quarto.

  Para a sorte de , Melanie já havia mandado preparar o terno do filho e ele já o aguardava em cima da cama.
  - Eu mato esse muleque! - James esbravejou quando viu o rapaz sumindo pelas escadas.
  - Sr. eu vou lá em cima ajudar ele a se arrumar. - disse já se retirando.
  Subiu as escadas calmamente em cima de seus maravilhosos saltos pretos, recentemente adquiridos e seguiu para o quarto. já havia se trancado no banheiro e suas roupas estavam espalhadas pelo chão e se abaixou para pegá-las para colocar no canto do quarto quando sentiu um perfume feminino barato e acabou soltando uma risada incrédula. Jogou as roupas dele no canto e se sentou na poltrona aguardando ele sair do banheiro, o que não demorou nada.

  Ele já estava de cueca e começou a se vestir rapidamente, visto que ele estava com dificuldades para fechar alguns botões na manga de seu paletó e para arrumar a gravata, se aproximou deixando sua taça em cima do criado e ajeitou a roupa do namorado sem dizer uma palavra. Quando estava ajeitando a gola da camisa de , viu uma grande marca arroxeada perto de sua orelha e soltou uma risada nasalada baixa. O corpo de estava estático enquanto a garota terminava de o arrumar. Ela passou a ponta do dedo pela marca e sorriu descrente.
  - Muita responsabilidade da sua parte. - Ela respondeu pegando sua taça e saindo do quarto.
   ficou parado alguns minutos encarando o lugar pelo qual a menina tinha saído, mas logo acordou, calçando os sapatos e indo dar um jeito nos cabelos que ele tinha optado por não molhar. Passou uma grande quantidade de perfume e depois de dar uma conferida no espelho, saiu do quarto indo para o andar inferior onde sua família acabar de receber um casal de sócios que havia chegado.

   foi para o lado de e colocou a mão na cintura da menina que o olhou com um olhar matador e logo ele se afastou um pouco, com medo do que poderia acontecer depois que eles já estivessem no quarto.
   podia perceber os olhares de decepção que recebia de sua mãe, os de bronca de seu pai, os de ameaça de morte de sua irmã e claro o olhar de "tomara que você se foda" que fazia questão de lhe enviar a cada cinco minutos.

  Os convidados começaram a chegar e eles ficaram na sala de estar, bebendo vinho e champange enquanto conversavam sobre os negócios ou até mesmo assuntos banais do cotidiano, o que era estranho pois pensava que as pessoas da alta sociedade eram obrigadas a falarem sempre das boas condições de vidas e as conquistas materiais e não coisas tão naturais como o tombo de um filho no parquinho.
  Esse pensamento fez a menina soltar uma risada fraca, atraindo o olhar de , mas a menina ignorou, os dois estavam sentado em um dos sofás mais afastados enquanto os outros ou ficavam em pé ou apenas sentados em um dos bancos altos da bancada que servia como um pequeno bar.
  - Você vai ficar sem falar comigo mesmo? - perguntou baixo e ignorou mais uma vez, ajeitando a renda de seu vestido vinho colado ao corpo. - Droga! - Ele resmungou e continuou ignorando.

  O jantar foi servido e quando todos já estavam sentados em seus devidos lugares, Melanie decidiu fazer alguns agradecimentos.
  - Boa noite à todos. Gostaria de agradecer à presença de cada um aqui e dizer que é realmente incrível poder fazer uma parceria com pessoas como vocês. Queria agradecer também ao meu marido James , por estar me ajudando tanto nesse novo projeto. Agradecer aos meus filhos e claro, à minha nora , que mesmo com pouco tempo na família, está sendo uma ótima pessoa e anda me ajudando muito também. Muito obrigado à todos, mesmo. - Melanie disse surpreendendo à todos, acabou ficando um pouquinho emocionada, estava ali há 4 dias e tinha ajudado em pouca coisa em relação aos eventos, mas mesmo assim Melanie fez questão de lembrar. Ele sorriu agradecida e todos bateram palmas, começando comer.

[...]

  Assim que todos os convidados já haviam ido em bora, se despediu e foi para o quarto. pensava em fazer o mesmo, porém quando avançou em direção à escada, ouviu a voz grossa de seu pai soar por todo o cômodo.
  - Acho que devemos conversar não é mesmo ? - James disse com a voz firme sentado em sua poltrona, Melanie preferiu se retirar junto com Julie, deixando o garoto totalmente desconcertado.
  - Pai eu sei que eu não...
  - Cala a boca e me escuta , porque eu vou falar uma vez só. - James disse autoritário e abaixou a cabeça se sentando no sofá de frente ao progenitor. - Eu não sei que droga você estava aprontando ou com quem você estava, só sei que eu não quero que isso nunca mais se repita, você deixou sua namorada sozinha por que com certeza você foi se encontrar com aquela vadiazinha da , ou você não acha que eu percebi os olhares na festa ontem? E o pior de tudo, você deixou sua mãe esperando totalmente desesperada em um dos momentos mais importantes pra ela. Eu ainda não me decidi o que vou fazer com você, mas pode ter certeza que não vai ser nada bom. Agora pode ir. - O homem disse rígido e gelou se levantando logo em seguida.
  - Desculpa. - disse baixo e caminhou para o quarto.

   já havia se trocado e tirado a maquiagem quando chegou com expressão amedrontada e se enfiou no banheiro. não queria dividir a cama com um ser tão repugnante mas por sorte Julie tinha lhe convidado para passar a noite em seu quarto e nem pensou antes de aceitar.
  Ela estava terminando de pegar suas coisas para dormir quando saiu do banheiro, e a olhou sem entender.
  - Pra onde você vai? - Ele perguntou e ela não o olhou.
  - Pra algum lugar bem longe de você. - Ela disse saindo do quarto deixando o rapaz com uma expressão confusa no rosto que ela prontamente ignorou.

  - Que bom que você veio. - Julie disse abrindo a porta animada. - Vamos ignorar meu irmão por esses dias, sempre funciona, daí ele fica calminho e não apronta nada o resto da viajem. - A menina disse enquanto a mais velha entrava no quarto tentando pensar em uma forma de xingar ele sem expressar realmente seus sentimentos de ódio.
  - Eu não acredito que ele fez isso comigo Julie. - disse cabisbaixa, forçando uma tristeza sobrenatural. - Ele estava com outra. - ameaçou um choro e logo sentiu os braços de Julie ao seu redor.
  - eu vou falar com ele e vai ser agora. - Julie disse e saiu irritada do quarto.

  Julie andou em passos fortes até o quarto do fim do corredor e encontrou sentado na cama com a cabeça entre as mãos.
  - eu juro que vou matar você! - Ela esbravejou andando em direção ao irmão.
  - Você não Julie. - Ele resmungou esfregando o rosto com as duas mãos.
  - Eu sim ! A ta lá chorando porque você foi um imbecíl, idiota e cretino e a deixou aqui enquanto ia se encontrar com a piranha da ! eu tenho vergonha de você seu idiota, na primeira vez que você consegue alguém de verdade, você age como um imbecíl sem escrupulos, eu espero profundamente que a termine com você ou pelo menos arranque seu pinto porque ela merece alguém muito melhor. - Ela jogou tudo na cara do irmão e saiu do quarto se sentindo mais leve, mas ao mesmo tempo um pouco arrependida com as palavras que usara sem pensar.
  Quando ela estava chegando em seu quarto, ouviu os passos de atrás de si e tentou fechar a porta mas ele foi mais rápido.
  - vamos pra lá agora! - disse autoritário e enxugou as falsas lágrimas.
  - Eu não quero falar com você. - se recusou a olhá-lo.
  - Eu não perguntei se você quer, EU QUERO E VOU FALAR COM VOCÊ AGORA! - Ele disse mais alto e o sangue de ferveu. Ela se levantou na mesma hora e andou rapidamente na direção do menino fazendo ele dar um passo pra trás.
  - EU JÁ FALEI PRA VOCÊ ABAIXAR A PORRA DO TOM QUANDO FOR FALAR COMIGO, VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE ME DIRIGIR UMA PALAVRA SEQUER SEU CACHORRO! SE VOCÊ QUISER ACORDAR VIVO VOCÊ VAI PRO QUARTO AGORA E CALADO ANTES QUE EU MESMA TE CALE COM UM SOCO! - ameaçou e o garoto soltou uma risada sarcástica fazendo a menina sentir mais ódio, e então ele foi para o quarto com atrás de si.

  - eu não estava...
  - Cala a boca , eu sei que você estava com ela, e eu sinto profundo nojo de você. Por mais que eu odeie fingir tudo isso, eu acho que você devia o minímo de respeito pela sua família, mas você tinha que ser esse imbecíl sem escrupulos. - Ela disse se sentando na cama tentando controlar a raiva.
  - A culpa disso tudo é sua! - Ele revidou e ela riu deixando ele puto de raiva. - Se você não tivesse feito aquela palhaçada comigo mais cedo, nada disso teria acontecido. - Ele ainda estava parado na porta que estava fechada e logo levantou indo em sua direção.
  - Antes da gente vir pra essa porra você já sabia que nada ia acontecer, se você foi se encontrar com ela é por pura burrice sua. Eu não tenho culpa se você parece um garoto de 13 anos que não consegue controlar os hormônios e só pensa em sexo o tempo todo. Na verdade eu sei que tudo isso é falta de uma garota que vá realmente te mostrar o que é uma boa transa e por mais que eu possa fazer isso meu querido , de mim você nunca vai conseguir nada. - Ela disse tão perto dele que seus narizes quase se encostavam. Ela saiu do quarto batendo a porta e foi para um quarto de hóspedes qualquer se trancando lá e pensando na droga que estava sua vida.

   apenas se jogou na cama, passando as mãos pelo rosto enquanto bufava, não estava fácil ficar ali, ainda mais quando ainda faltavam mais de três semanas para o pesadelo acabar.

[...]

  - ? Acorda. - Julie sacudia levemente a menina que dormia profundamente no quarto de hóspedes.
  - Oi. - disse sonolenta se sentando na cama.
  - Vim te chamar pra tomar café, mamãe está preocupada com você. - Julie disse.
  - Onde está o ?
  - Eu não sei, não vi ele hoje ainda, ele ainda deve estar dormindo, ou se trancou no quarto mesmo. - Julieta respondeu.
  - Tudo bem, vou tomar um banho e já desso. Obrigada Julie, mais uma vez. - As duas se abraçaram rapidamente e depois cada uma foi para o seu quarto.

   abriu a porta e viu deitado na cama olhando pro teto, ela passou direto por ele e pegou as roupas que usaria e foi para o banheiro, deu de cara com olheiras profundas e cabelo bagunçado. Decidiu só tomar uma ducha e trocou de roupa, prendendo os cabelos em um coque e saiu do quarto.
  - ? - A voz de saiu fraca antes dela sair do quarto.
  - Hum? - Ela respondeu sem olhá-lo.
  - Eu... - Ele começou mas não terminou.
  - Vou trazer o café da manhã. - Ela disse olhando para os próprios pés e saiu do quarto.

  Chegando na sala de jantar, a mesa do café ainda estava posta, então ela pegou um prato e serviu de alguns pãezinhos e pedaços de bolo, serviu dois copos de suco e colocou tudo em uma bandeja. Quando ia sair da sala, Melanie entrou.
  - Bom dia , você está bem? - Sra. perguntou com um mínimo sorriso no rosto.
  - Está tudo bem, vou levar o café pra ele. A senhora também está melhor? - disse colocando a bandeja novamente na mesa enquanto conversava com a sogra.
  - Eu fiquei um pouco decepcionada, não imaginei que meu filho fosse realmente assim, mas está tudo bem agora. Espero que vocês se acertem, eu não quero que ele perca alguém como você. - A mulher disse com carinho transbordando nos olhos e sorriu.
  - Muito obrigado Melanie, eu vou conversar com ele, vai ficar tudo bem. - As duas trocaram um mínimo abraço e sentiu o estômago revirar, ela estava se sentindo culpada por fingir tudo isso.
  - Cuide do meu filho. - Melanie pronunciou antes de deixar a sala. pegou a bandeja e voltou para o quarto.

  - Aqui está. - disse colocando a bandeja ao lado do criado mudo, já havia se trocado e feito sua higiêne matinal. Os dois não se olharam, apenas se sentaram lado a lado na cama, e começaram a comer.
  - eu... Eu não devia ter feito aquilo. - disse com pesar e se segurou para não ser rude, não poderiam brigar de novo.
  - Eu sei , eu realmente não me importo de você fazer o que quiser. O problema é sua mãe, ela fica decepcionada quando uma coisa dessas acontecem, ela ficou realmente abalada. - disse olhando para suas mãos.
  - E eu estou fazendo tudo isso por ela. Mas a gente perdeu a cabeça, eu já sabia que não ia acontecer nada entre a gente, até porque nenhum de nós queríamos, mas estamos sob pressão, eu nunca me senti sufocado assim em nenhuma situação, e eu precisava ficar um pouco mais leve, e a tava ali e... - Ele não conseguiu terminar.
  - Eu já entendi , do mesmo jeito que você está preso nessa, eu também estou, ficar brigando não vai adiantar nada pra gente, o clima fica estranho, não é agradável. Saiba que eu estou fazendo isso tudo agora, pela sua mãe, ela me pediu pra cuidar de você, ela quer realmente que você fique bem e encontre a pessoa certa, ela não merece passar por esses problemas . - Ela finalmente olhou para o garoto.
  - Eu sei. - Ele disse esfregando o rosto com as mãos. - Eu não posso mais cometer um deslize desses, temos mais três semanas de fingimento e mal começamos e já estamos brigando. - Ele disse devolvendo o olhar dela. - O pior é que todos vão estar contra mim agora, isso sempre acontece, eles me ignoram para me fazer pensar na merda e eu sempre termino a viajem trancado no meu quarto. - Ele lamentou.
  - Eu já estou sabendo dessa parte. Mas agora pelo menos você não está sozinho. - deixou um mínimo sorriso escapar.
  - Obrigado . - Ele sorriu de volta e os dois terminaram de tomar o café da manhã.

[...]

  Os dois desceram as escadas um atrás do outro sem nenhum contato, ia na frente levando a bandeja e olhava para o chão. deixou a bandeja na cozinha e os dois foram para a sala de estar e se jogaram no sofá um ao lado do outro.
  - O que vamos fazer hoje? - perguntou baixo.
  - Eu to com sono, não dormi nada essa noite. - Ele disse depois de bocejar.
  - Eu também não dormi bem, que tal assistirmos algum filme aqui na sala, o dia tá um pouco frio e isso te pouparia de lidar com eles agora, sem contar que poderíamos dormir. - Ela sugeriu.
  - Certo e seria bom para o clima de reconciliação. Vou no quarto pegar uma coberta e travesseiros, você pede a Val pra fazer a pipoca e a gente arruma a sala aqui depois.
  - Ta bom. - respondeu e cada um foi fazer o que tinham combinado.

   puxou o sofá cama e estendeu o edredon ali, ajeitou as almofadas e colocou o primeiro filme de O Hobbit no DVD. voltou com a pipoca e fechou as cortinas da sala para ficar escuro.
  Daqui a pouco seria o almoço, mas eles haviam tomado café tarde e não iriam almoçar. Então se deitaram no sofá um ao lado do outro e deu play no filme.
  Depois de uns 10 minutos, Julie apareceu na sala com seu notebook e se sentou na poltrona perto deles. Ela olhou estranho para que sorriu pra ela e ela entendeu que já estava tudo bem.
   olhou pra como se avisasse o que iria fazer e então passou o braço por cima da barriga dele e deitou em seu peito, ele a abraçou pelos ombros a puxando para mais perto e se aconchegando melhor debaixo das cobertas, ficaram assistindo o filme que já haviam visto antes e comendo pipoca.
  Julie olhava para eles algumas vezes, ela estava desconfiada, como assim os dois tinham quase se matado e já estavam assim novamente? Mas tudo bem, na cabeça dela eles realmente se gostavam então ela só ignorou e voltou a mexer em seu blog.

   continuou deitada no peito de enquanto ele fazia carinho em seus cabelos, depois de um tempo, Melanie entrou na sala mexendo em seu telefone e se sentou em um dos bancos da bancada que dividia a sala com a cozinha.
  - Estou ficando constrangida. - sussurrou baixinho no ouvido de .
  - Sim, Julie não para de olhar pra cá. - disse e soltou uma risadinha um pouco alta para disfarçar um pouco, a olhou e ela deu uma piscadinha pra ele que logo entendeu o teatro.
  Ele pegou uma pipoca e levou até a boca dela e ela pegou, revirando os olhos perante a cena mais gay de sua vida e ele sorriu. Ela repetiu o mesmo ato, mas antes dele pegar a pipoca com os lábios, ela a comeu e riu da cara dele.
  - Engraçadinha. - Ele disse e ela riu novamente.
  Desta vez ele segurou outra pipoca com os dentes e se aproximou para ela pegar. Ela encostou seus lábios e depois de mastigar a pipoca, disse:
  - Pipoca não é o alimento adequado para a cena, mas tá valendo. - Ela disse sorrindo e ele também sorriu.
  Ele colocou a mão na bochecha da menina, a segurando e aproximou seus rostos ainda sorrindo e roubou um selinho dela, repetiu o ato e logo depois ela já estava com a mão no queixo dele o puxando novamente e ela lhe deu um selinho mordendo seu lábio inferior. Eles sorriram e voltaram a aproximar os rostos, dando mais alguns selinhos até que finalmente grudaram suas bocas, sentindo uma coisa estranha pelo corpo.
  - , vocês irão almoçar? - Melanie perguntou antes deles aprofundarem o beijo.
  - Não, obrigada Mel. - sorriu e recebeu um sorriso alegre e uma piscadinha de sua sogra.
  - Desculpa. - Melanie murmurou para que era a única que a olhava e a menina apenas sorriu.

   voltou a se deitar, dessa vez mais afastada de , um pouco constrangida com a cena anterior, mas a puxou de volta, ficando um pouco por cima da menina e afundou a cabeça no pescoço da menina que se arrepiou com a respiração forte de no local.
  - Obrigado. - disse no ouvido da garota que não respondeu, apenas começou a fazer um carinho nas costas do rapaz.
  Depois de uns minutos eles se ajeitaram melhor, com novamente deitada no peito do rapaz que a abraçava pelas costas e os dois tinhas as pernas entrelaçadas debaixo da coberta e então eles acabaram dormindo ainda perdidos na proporção que tudo isso tinha tomado.

Capítulo 6

  - Acorda . - disse sacudindo a menina, ele havia conferido e não tinha mais ninguém na sala.
  - Eu to com fome. - Foi a primeira coisa que ela disse depois que abriu os olhos.
  - Vai lá na cozinha e pede a Val alguma coisa, eu também estou com fome. - Ele disse voltando a se deitar no sofá.
  - E porque você não fez isso enquanto eu ainda dormia? - Ela perguntou indignada.
  - Eu queria te acordar porque você já tava dormindo muito e eu estava com preguiça. - Ele deu de ombros.
  - Então eu sinto muito, talvez eu não esteja afim de pegar o lanche pra você. - disse um pouco mais alto, odiava quando era acordada, ficava com um péssimo humor e isso piorava quando estava faminta.
  - Crianças, ouvi a voz de vocês e trouxe o lanche que eu havia preparado. - Val disse aparecendo na sala com uma bandeija.
  - Muito obrigado Val, você é a melhor pessoa que existe. - disse sorrindo e dando um beijo na bochecha da senhora enquanto pegava a bandeija de sua mão.
  - É sempre um prazer cuidar de vocês. - Ela sorriu. - Se me dão licença. - Valerie disse com um aceno de cabeça antes de se retirar da sala.
  - Você é a melhor pessoa, blá blá blá. - disse com a voz afetada e cara de tédio.
  - Acho bom ficar calado. - disse com um olhar matador e pegou um sanduíche natural dando uma enorme mordida logo em seguida.
  - Cuidado para não morder a mão. - implicou.
  - Vou morder sua língua pra ver se você cala essa matraca. - disse e logo percebeu o duplo sentido e olhou para o menino com os olhos arregalados enquanto ele sustentava um sorriso malicioso nos lábios.
  - Você nem precisa pedir permissão delicinha. - Ele disse se aproximando e não aguentou e começou a rir, deixando o menino com um olhar confuso.
  - DELICINHA? - Ela disse ainda rindo e o olhar confuso do garoto deu lugar para um irritado. - É isso que você usa para conquistar as meninas? Pensei que você fosse melhor nisso. - Ela disse ainda rindo da cara dele.
  - Você sabe que eu não preciso de palavras pra conquistar alguém. - Ele disse com a sobrancelha arqueada.
  - Até porque se fosse depender disso, você já poderia se condidatar à vaga de padre, porque ia morrer solteiro. - provocou.
  - , , às vezes eu acho que você faz tudo isso só porque quer que eu te beije novamente pra te mostrar o que eu causo em você, assim como em todas. - Ele disse bebendo um gole do suco.   - Primeira coisa, nunca me compare com suas outras vadias, você sabe muito bem que nenhumas delas chegam aos meus pés, não estou me gabando, mas você não pode negar isso. - Ela disse com expressão fechada e o menino continuou com sua cara de desafio. - Outra coisa, não tenta desviar o assunto, já sabemos que quem quer me beijar aqui é você amor, mas veja só, é uma pena, porque eu nunca mais quero fazer isso, me sinto beijando um baú vazio. - Ela disse agora deixando um sorriso vitorioso aparecer após ver a cara de ódio do menino, ela sabia que estava mentindo, mas não pararia agora. - Agora vou deixar você sozinho, talvez assim você aprenda a melhorar suas cantadas, porque te garanto, você está perdendo a qualidade . - Ela piscou para o menino e se levantou do sofá, carregando o sanduíche e foi para a cozinha.
  - Oh querida, houve algum problema com o lanche? - Val perguntou quando entrou na cozinha se sentando na bancada.
  - Não Valerie, está maravilhoso, só vim pra cá te fazer companhia. - sorriu para a mulher.
  - Que gentileza, é realmente sortudo por ter você, mas não quero te prender aqui, vá lá ficar com seu namorado. - Valerie disse inocente.
  - Eu fico com ele o tempo todo Val, estou sentindo falta de bater papo com alguém diferente. - disse e logo se lembrou de seus amigos. - Val desculpe, eu preciso fazer umas ligações. - disse animada pulando da cadeira e Val riu da cena.
   chegou em seu quarto e logo pegou seu notebook e abriu o Skype, sentou de costas para a porta e poucos minutos depois, e Tyler já estavam conversando com a menina pela webcam.
  - me conta as novidades, tem pouco tempo que você está aí mas já se esqueceu de nós. - Tyler reclamou e a menina soltou uma risada fraca.
  - É mesmo , você ficou de nos mandar mensagens mas até agora nada. - disse fazendo bico.
  - Por mais que eu queira, eu não estou tendo tempo pra muita coisa, vocês não fazem ideia da vontade que eu estou de voltar pra casa. - lamentou.
  - Eu não te entendo, você finalmente se acerta com o e já está querendo voltar. - Tyler disse negando com a cabeça.
  - Não é bem assim baby, eu não me acertei com o , a gente só fez um acordo mudo de que podemos passar por isso sem nos matar, mas isso está sendo cansativo demais e ainda estamos na primeira semana, ainda faltam TRÊS SEMANAS, TRÊS MERDAS DE SEMANAS, eu vou suicidar. - disse se jogando de costas na cama. O computador estava virado para a porta.
  - Para de drama , você está se saindo muito bem. - incentivou a amiga.
  - Obrigado amor, mas me diga, como anda seu caso com o ? - perguntou animada.
  - Eu já tinha te contado , logo quando vocês foram viajar, ele me ligou me chamando pra ir no shopping, a gente ficou e tal, mas agora eu não sei o que fazer. - disse tentando disfarçar o sorriso.
  - E esse sorrisinho aí hein? Eu to vendo! - Tyler disse e riu.
  - Está falando com quem aí ? - Uma voz masculina falou.
  - É a , ela tá lá na casa do . - disse, e Tyler arregalaram os olhos e logo depois o rapaz apareceu na webcam usando só suas calças jeans.
  - OPA COMO ASSIM VOCÊ NÃO ME CONTA ESSAS COISAS? - disse ainda rindo e viu e corando e o garoto se sentou no colo de .
  - Para de graça . - disse envergonhada.
  - Nem vem que não tem coração, depois você nos explica essa história. Mas e aí, tudo bem ? - Tyler perguntou ainda rindo um pouco.
  - Amor, Julie chegou e está te chamando. - disse entrando no quarto e só então viu que ela estava falando com os amigos, todos eles ficaram em silêncio inclusive que estava falando com Tyler. corou e olhou para as mãos.
  - Ah , fala que já estou indo, estou conversando com os meninos. - tentou sorrir, mas estava envergonhada por ter sido chamada de amor na frente dos amigos.
  - ! - disse animado para o amigo e logo olhou para a tela do computador.   - ? O que você está fazendo aí? - disse e logo se sentou atrás de , mantendo a menina no meio de suas pernas e ela escondeu o rosto nas mãos, totalmente envergonhada.
  - Que droga você está fazendo ? - Ela perguntou e o menino riu.
  - É que Julie estava passando ali, se eu entrasse falando com você de qualquer jeito ela iria perceber. - se explicou e concordou. escorou a cabeça no ombro da menina e Tyler finalmente soltou a risada que estava segurando, juntamente com .
  - O que vocês estão arrumando porra?! - disse estressada.
  - Você precisava ver sua cara , foi hilária. - respondeu.
  - Ai , você está fazendo um ótimo trabalho com minha amiga, já está até chamando ela de amor. - Tyler disse.
  - Cala a boca viado antes que eu tire você do chat. - disse bufando.
  - Não fica estressadinha amor ele não fez por querer. - disse abraçando a cintura da menina e frizou bastante a palavra "amor".
  - Não precisamos nos esconder mais , já temos outro casal aqui. - disse e riu.
  - Primeiro, a gente não é um casal... - começou a falar mas foi interrompida.
  - finalmente virou homem! - disse rindo do amigo e os outros riram, de menos .
  - Para de ser idiota, pelo menos alguém aqui tem coragem de fazer as coisas não é ?! - disse irritado mas com um sorriso vitorioso no rosto.
  - Viado! - respondeu igualmente irritado e riu.
  - Parem com esses insultos. - Tyler disse emburrado. - Não é isso que interessa aqui, tem que nos contar o que aconteceu e tem que contar como anda o namoro dela com o , mas esses dois trogloditas tinham que atrapalhar! - Tyler bufou.
  - Não se preocupa amor, depois eu te ligo e dou detalhes desse namoro que NÃO EXISTE! - disse irritada e tampou sua boca com a mão.
  - Fala baixo porra, você quer que todo mundo escute? - Ele disse irritado.
  - Foda-se , não coloca a mão em mim de novo! - Ela disse nervosa tirando os braços dele de sua cintura.
  - para de ser exaltada. - respondeu e agora ela estava no colo de .
  - Eu não tenho culpa se você é a única que se dá bem aqui. Agora se me dão licença, eu estou indo falar com a melhor filha dos , aquela que não envergonham os pais, porque é claramente a ovelha negra da família. - disse bufando, olhando sugestivamente para o menino.
  - Eu já falei que foi um deslize , eu não vou mais fazer isso com eles. - disse olhando para a parede.
  - Não me deixe desinformada. - falou.
  - Não se preocupe , depois eu mando mensagem pra vocês para contar a merda que o aprontou ontem! - disse irritada e se levantou da cama. - Acredita que esse idiota foi se encontrar com a e esqueceu do compromisso com a mãe dele?! - sussurrou.
  - fica calma, depois você nos conta tudo direitinho. - Tyler acalmou a amiga.
  - você sabe que a gente tem que conversar cara. - Foi a vez de falar.
  - Tudo bem meu amor, depois você nos liga, agora vai conversar com sua cunhadinha, amo você. - Tyler se despediu.
  - Tembém te amo gato. - mandou uma piscadinha rindo e se despediu de e logo desligou a chamada.
  - Como assim você fica espalhando o que acontece na minha casa com os seus amiguinhos. - disse irritado.
  - eu não estou espalhando nada, eu só irei compartilhar a raiva com meus amigos, sobre uma burrada que você fez. Se isso te incomoda, é só não fazer de novo daí eu não vou ter nada pra reclamar. - Ela disse saindo do quarto e foi se encontrar com Julieta.
  Assim que ela saiu, o celular de tocou, mostrando o nome de brilhando na tela.   - Fala cara. - disse meio desanimado e saiu do quarto.
  - Que merda você aprontou agora ? - O amigo perguntou.   - Você ainda está na casa da ? - perguntou e andou em direção ao bosque no fundo da mansão.
  - Saí daqui agora. Agora fala . - Ele insistiu.
  - Eu briguei com a e eu fiquei muito puto, como a já estava aqui, eu aproveitei para sair com ela, eu precisava me aliviar, dar uma relaxada. - disse na maior cara de pau.
  - Você tem problema de cabeça cara? eu acho que às vezes você é muito idiota mano, você não pensa no que está fazendo! - repreendeu o amigo.
  - Você não , já não basta meu pai e a Julie. - resmungou.
  - Foda-se o que eles falaram , eles não sabem o que está acontecendo, você arruma uma menina que decidi fingir namorar você e você ainda pisa na bola. Mesmo ela te odiando, ela estava aí ajudando você. - disse passando as mãos no cabelo nervoso.
  - E daí se ela quis me ajudar? Ela não me deu o que eu queria, eu precisava relaxar e ela só me deixou mais tenso, se ela não quer, tem quem queira. - disse se deitando no sofá do bosque.   - , eu não vou falar mais nada com você, mas quando isso der merda você não precisa vir lamentar comigo porque eu já avisei um milhão de vezes, se você quer que isso dê certo, você tem que fazer dar certo, essa não é a obrigação da , então para de ser um covarde e vai lá e pega essa menina de jeito. - disse e soltou uma risada sarcástica.
  - E quem disse que eu quero pegar ela? - desdenhou mas não tinha tanta certeza do que falava.
  - Eu te conheço cara, nenhuma menina te disse não e é por isso que você fica todo estressadinho quando está com a , você quer pegar ela, só não assume porque você sabe que vai ficar mais obcecado do que já está e que as chances de você levar um fora são enormes. - disse e revirou os olhos.
  - Para de viagem cara, eu não to obcecado e além do mais, eu já fiquei com ela. - respondeu um pouco mais baixo dessa vez, como se estivesse se perdendo nas sensações do beijo da menina.
  - Oh é mesmo? Então é por isso que você ta todo viadinho com ela não é? Eu sei que a Julie não estava passando quando você entrou no quarto chamando ela de amor. - respondeu.
  - Cala a boca cara. - disse. - Eu já peguei ela, foi bom pra caralho, mas ela não quer respetir e muito menos eu. - disse tentando se convencer.
  - Agora eu saquei tudo! - disse rindo. - Vou desligar cara, só vou te falar uma coisa, não usa ela e joga fora, porque você não vai simplesmente conseguir pegar ela e depois deixar ela ir, porque você está fodidamente afim dessa garota. - falou e não deu tempo para o amigo responder, logo desligando o celular.
   tirou o celular do ouvido e ficou deitado olhando para a folhagem das àrvores enquanto pensava no que o amigo lhe dissera, será que estava certo? Não podia ser!
  Decidiu tomar um banho pra tirar esses pensamento da cabeça, caro que ele não gostava dela, ele a odiava por ela ser a e não por ela sempre negar algo à ele, era idiotice, ele sabia que poderia pegar e fazer o que quiser que não iria se apaixonar nem nada, ele só precisava parar de ter esse tipo de pensamento e se focar no plano deles, se eles tiverem que ficar de novo, que seja, isso não mudaria nada o sentimento dos dois. Pelo menos era o que ele achava.

[...]

  - Julie me chamou? - disse com a cabeça para dentro do quarto da cunhada.
  - Sim , entra aí. - Julieta respondeu e adentrou ao quarto se sentando na cama ao lado da mais nova. - Pelo visto você já se resolveu com o né?
  - Ah... É, sabe como é né? Quando estamos de cabeça quente acabamos falando e fazendo coisas que não devíamos, entao hoje cedo nós conversamos e esclarecemos as coisas. - disse um pouco receosa em tocar no assunto.
  - Eu fico aliviada que vocês se resolveram, por mais que eu ache que ele meressa um gelo, é bom saber que ele tem você. Meus pais estão realmente muito bravos com o que ele fez e pra ele deve ser chato ter todo mundo contra ele, mas você ficou então ele deve ser mesmo muito especial pra você. - Julie disse e engoliu seco.
  - Então... - limpou a garganta antes de continuar. - Sei que não é fácil pra ele brigar com os pais, e sei que o que ele fez foi muito errado, mas as pessoas merecem segundas chances e nunca errou comigo antes... - Ela respirou fundo perante a mentira que acabara de contar. - Então acho que ficou tudo bem, agora tenho que ir, com licença. - disse nervosa mais uma vez e saiu do quarto sem esperar respostas.
  Realmente não estava sendo fácil mentir assim para a família do garoto, mas já que ela estava na chuva, o que lhe resta é se molhar. Ela adentrou ao quarto e foi logo para o banheiro, afim de tomar um banho gelado e relaxar. Mas isso foi a última coisa que aconteceu, já que enquanto a água fria molhava seus cabelos, não parava de pensar no que tinha acontecido mais cedo.   Foi uma cena tão gay e encenada, não havia motivos para se sentir assim, eram só algumas pipocas e alguns beijinhos roubados, mas eles tinham espectadores, então não poderiam agir diferente, porém a pergunta que martelava era "será que se não tivesse alguém ali, as coisas teriam sido diferentes? Claro que sim para de pensar besteiras", então ela logo se enrolou na toalha e desligou o chuveiro, saindo do box.
  - Mantenha o foco no plano, você não pode estregar tudo por causa de uma atração boba. - Ela disse pra seu reflexo no espelho e saiu do banheiro pronta para se vestir.
  - Você poderia deixar essa toalha cair hein delicinha? - provocou quando viu a menina entrando no quarto com os cabelos molhados e as coxas descobertas.
  - E você poderia calar a boca, mas nem tudo é do jeito que queremos cowboy. - Ela piscou para o menino e foi até o amário para pegar suas roupas.
  - Wow, cowboy? Confesso que seus apelidos são muito melhores e mais sexys do que os meus. - Ele disse e se levantou com a intenção de se aproximar.
  - Nem precisa chegar perto. - Ela disse firme e entrou no banheiro, deixando o garoto confuso.   "Realmente é melhor eu não me aproximar, lembre-se , apenas o plano e mais nada, você odeia ela, não precisa tocá-la quando não tiver ninguém por perto, você não pode estragar tudo por causa de uma atração boba." O garoto pensou e então saiu do quarto, indo para a sala de jogos.

[...]

  - Oi. - disse entrando na sala onde o garoto jogava video game.
  - To ocupado. - Ele disse grosso e ela soltou uma risada fraca, indo se sentar ao lado dele. - Droga! - disse depois de perder a partida. - O que você queria?
  - Nada, não tem nada pra fazer, tava pensando em jogar alguma coisa. - disse deitando no sofá com as pernas no colo de .
  - Sabe jogar cartas? - Ele perguntou.
  - É minha especialidade, não quero humilhar você. - Ela se gabou, jogando o cabelo pra trás.
  - Se permite senhorita, eu adoraria ser humilhado por você. - Ele disse segurando a risada, enquanto se levantada e fazia uma breve reverência para a garota que logo pegou na mão que lhe foi estendida, e então os dois foram de mãos dadas até a mesa de Poker na grande sala de jogos da família .
  - Eu disse que era minha especialidade. - disse sorrindo após ganhar a primeira partida.
  - Quero uma revanche. - respondeu indgnado.
  - Você quem está pedindo hein. - Ela disse e depois distribuíram as cartas novamente.
  - Sabe o que eu tava pensando? - perguntou e negou com a cabeça. - Por que a gente se odeia? Eu não lembro se aconteceu algo para me fazer odiar você.
  - Oh, você não se lembra ? - Ela disse sarcástica e ele negou. - Foi um ano antes de você vir morar aqui em LA, eu tinha 7 anos e você 8. - Ela disse e ele continuou a olhando sem entender. - Ok, ok, eu te conto a história. - Ela disse se levantando.
  - Primeiro o jogo . - Ele falou.
  - Certo, mais uma vitória pra mim. - Ela disse se sentando novamente e voltou a jogar.
  Claro, ela ganhou mais uma vez.

Capítulo 7

  Flashback 9 anos atrás

  - Evie, estou indo na casa do James para assistir a final do jogo. - Mark disse à esposa.   - Leve a para brincar com o filho dele. - A mulher respondeu.
  - Tudo bem. - Ele disse e deu um leve selinho nos lábios da esposa, logo chamando sua filha para ir com ele, até a casa do seu colega de trabalho.
  - Onde vamos papai? - A garotinha de 7 anos perguntou.
  - Estamos indo na casa do , você quer brincar com ele? - O pai perguntou à filha.
  - Ele é chato papai. - Ela disse emburrada.
  - Mas vocês só brincaram uma vez. - O pai concluiu e a filha deu de ombros, se sentando na parte de trás do carro, na sua cadeirinha elevada.
  - E aí James. - Mark respondeu pegando na mão do seu colega de empresa.
  - Entra Mark, o jogo já vai começar. - O Sr. respondeu dando espaço para o homem passar com sua filha.
  - Essa aqui é , minha filha, trouxe ela para brincar com o . - Mark respondeu.
  - Ele está no quintal, pode ir lá pequena. - James disse levando à menina até a porta da cozinha que dava para o extenso quintal da casa dos . - vem aqui. - O homem chamou e o menino correu até eles. - Essa aqui é a , leva ela pra brincar com você. - O pai disse para o filho e saiu deixando os dois sozinhos e fechou a cara.
  - Eu já conheço você. - Ele disse e a menina concordou. - Vamos na gangorra. - Ele disse arrastando a menina até o brinquedo.

[...]

  - Agora eu quero ir no escorrega. - Ela disse saindo do brinquedo. O jogo já havia acabado e seus pais agora estavam na varanda tomando cerveja e conversando.
  - Eu vou primeiro. - Ele disse e saiu correndo com a menina atrás de si.
  - Mas eu falei primeiro. - Ela disse puxando a mão dele e o mordendo, fazendo o mesmo ficar para trás, enquanto ela corria e começava a subir as escadas do brinquedo.
  - Pirralha. - O menino gritou com raiva e puxou a barra de seu vestido, fazendo a menina cair do alto do brinquedo.
  Assim que tocou o gramado, ela começou a chorar e o menino a olhou assustado.
  - Bem feito. - disse olhando para a menina que chorava no chão.
  - Ta doendo! - Ela disse entre os soluços enquanto segurava a perna. - PAPAI! - Ela gritou e logo o homem correu em direção à menina que estava jogada no chão.
  - O que aconteceu pequena? - Mark perguntou.
  - Minha perna pai... Ele me jogou no chão. - Ela dizia ainda chorando.
  - Vamos levar ela no médico. - James disse atrás do colega. - E você está de castigo, quem mandou fazer isso com a menina? - O pai repreendeu o filho que fechou a cara.
  - A culpa é dela, meninas são chatas. - respondeu cruzando os braços e logo foi para seu quarto, enquanto era carregada até o carro para ir ao hospital.

  Fim do flashback

  - Você quebrou minha perna . - Ela disse sentada ao lado do garoto, no pequeno sofá da sala de jogos. - Você só tinha 8 anos e já fazia maldades.
  - Mas você me mordeu. - Ele disse falsamente irritado.
  - Você não toma jeito. - Ela disse balançando a cabeça negativamente e depois os dois riram.
  - Então foi só isso? - Ele perguntou e ela concordou.
  - Acho que sim, alguns meses depois vocês se mudaram pra cá e eu nunca mais vi você. - Ela respondeu.
  - Então você já conhecia meu pai? - Ele perguntou.
  - Sim, mas não me lembrava dele, isso foi à 9 anos trás, eu só vi ele aquele dia e eu nunca tinha visto sua mãe também. - Ela falou. - E porque você voltou pra Chicago depois? - Ela perguntou curiosa.
  - Eu vim pra cá com 8 anos, quando eu fiz 11 eu conheci o , a gente ficou muito amigos e quando a gente fez 13 anos, ele se mudou para Chicago e nas férias ele sempre vinha pra cá e me disse que a escola lá era muito legal e tinha muitas gatas, como minha mãe não se importava muito, eu pedi ela para me deixar morar lá. - Ele respondeu virando de lado no sofá para ficar de frente para a menina. - Quando eu fiz 14 anos minha vó ainda estava viva, então eu fui morar com ela e meu avô, só que pouco tempo depois ela morreu e meu avô voltou pra cá e eu preferi continuar sozinho na casa. - Ele finalizou.
  - E mesmo você sendo tão novo, sua mãe deixou?
  - Como eu já disse, ela não se importava muito. - Ele deu de ombros. - E quando eu entrei na escola, a gente se encontrou na cantina, você lembra? - Ele perguntou.

  Flashback 3 anos atrás

  - Ei não pode furar fila. - A menina brigou com o menino com a jaqueta do time que entrara na sua frente.
  - Não interessa tampinha. - Ele disse se virando pra trás e dando de cara com um rosto conhecido.
  - Ei! Você é aquele idiota que me jogou do escorregador. - Ela disse com raiva.
  - E você é aquela pirralha que me mordeu. - Ele disse chegando perto da menina.
  - Você não vai ficar na minha frente na fila, sai daqui idiota. Eu odeio você! - A menina disse irritada empurrando o menino que se desequilibrou e quase caiu no chão.
  - Você está doida? - Uma menina loira falou atrás da menina.
  - Cala a boca , senão a próxima é você. - disse ameaçando a menina que vestia o uniforme das líderes de torcida.
  - E o que você vai fazer loser? - perguntou.
  - Isso. - disse segurando o rabo de cavalo de e logo pegou a bandeja de comida de uma menina que passava, e esfregou a cara de da menina na mesma. - Sai daqui rídicula. - disse empurrando na direção de e antes que mais tumulto acontecesse, os dois saíram em direção aos vestiários da quadra.

  Fim do Flashback

  - Melhor dia da minha vida, como fui me esquecer? - Ela disse gargalhando junto com o quando ele terminou de contar a história.
  - Você foi muito cruel, mas por um lado foi bom. - Ele disse com um sorrisinho no rosto.
  - Foi nosso reencontro e eu ainda zoei a , foi incrível mesmo. - Ela disse com um sorriso também.
  - Não estou falando disso. Naquele dia quando eu fui com a para o vestiário, a gente se beijou pela primeira vez. - Ele disse.
  - Credo , dispenso detalhes. Você sabe quebrar o clima descontráido. - Ela disse emburrada e se levantou.
  - Ih , calma, vem aqui. - Ele disse puxando a para o sofá de novo e abraçou a menina de lado e a mesma cruzou os braços. - Agora não tem motivos pra você me odiar mais, já pode parar de drama.
  - Cala a boca , você quebrou minha perna, eu tive que ficar mais de um mês com um gesso que me impedia de dançar com meu video game. - Ela disse falsamente irritada.
  - Então pra te compensar que tal se a gente jogasse Dance Central? - Ele perguntou olhando para a menina com uma sobrancelha arqueada.
  - Você dançando? - Ela perguntou segurando a risada. - Não acho que você seja bom.
  - Eu não disse que sou bom, eu só disse que vou dançar com você, então vamos. - Ele disse se levantando e carregando em seu colo a menina que ria, até o outro lado da sala onde ficava o aparelho.
  - Qual música vai querer primeiro? - Ele perguntou.
  - Tem o Dance Central 2? - Ela perguntou e ele concordou. - Vamos dançar Turn Me On. - Ela disse animada.
  - Kevin Lyttle? Você gosta dessa música? - Ele perguntou espantado
.   - Eu amo essa música, agora vamos dançar. - Ela disse dando um tapa na bunda dele para ele colocar o cd no XBox.
  - Por mais que eu também goste da música, eu nuca dancei ela aqui. - Ele disse.
  - Por isso eu escolhi, ela é fácil até no modo hard. - Ela disse dando de ombros.
  - Quer apostar alguma coisa? - Ele perguntou.
  - Nessa não, já que você não conhece a dança. - Ela disse e ele deu de ombros e logo selecionou a música.
  Logo começou a introdução da música e os dois começaram a se mover de acordo com o que pedia, ria de que era claramente desengonçado para dança, mas que estava se esforçando e fazendo o mesmo tanto de pontos que ela.
  - Isso é injusto, eu não sei rebolar. - Ele disse tentando fazer um passo enquanto ria.
  - Balança essa bunda branca . - Ela disse e ele riu e logo a música já tinha acabado.
  - Achei muito injusto. - Ele disse se jogando no chão.
  - Para de drama senhor. Foi muito bom competir com você, mas já estou cançada de ganhar. - Ela disse fazendo pose.
  - Engraçadinha, eu escolho agora. - Ele disse indo até o aparelho.
  - Fique à vontade. - Ela disse.
  - You Make Me Feel, modo hard. - Ele disse com um sorriso diabólico nos lábios.
  - Eu não estou acostumada com essa no hard. - Ela disse fazendo bico.
  - E nem eu, desafio para nós dois. - Ele disse parando de frente pra ela.
  - Quer apostar agora? - A menina perguntou.
  - Beleza, se eu ganhar quero um beijo. - Ele disse com um sorriso malicioso.
  - Como se isso nunca tivesse acontecido. - Ela revirou os olhos.
  - Eu poderia pedir algo a mais, mas sei que você é virgem. - Ele provocou.
  - Continue pensando assim meu caro. Se eu ganhar eu quero uma massagem. - Ela disse rindo.
  - Então minha namorada não é virgem? - Ele perguntou mesmo já sabendo da resposta.
  - Pra que você quer saber isso? - Ela perguntou meio envergonhada.
  - Achei necessário. - Ele disse se aproximando mais dela.
  - Não , eu não sou. Agora vamos porque estou afim da minha massagem. - Ela disse empurrando ele enquanto ia em direção ao aparelho.
  - Quero mudar meu prêmio. - Ele disse de repente.
  - Nem pense nisso . - Ela disse e se posicionou ao lado dele, logo a música já estava tocando e os dois tentando sincronizar os movimentos com os da tela.
  - EU QUE GANHEI! - Ela disse quando a música acabou.
  - Claro que não, eu estava melhor que você! - Ele disse aumentando o tom de voz.
  - Mas eu devia ter feito mais pontos. - Ela falou.
  - Sinto muito , mas empatamos. - Ele disse. - SABE O QUE ISSO SIGNIFICA? - Ele perguntou animado.
  - Que nenhum de nós vai ter o prêmio? - Ela disse se jogando no sofá.
  - Não, nós dois vamos ter nossos prêmios. - Ele disse se sentando ao lado dela.
  - Tem que ser agora? - Ela perguntou.
  - Na verdade não, vamos comer alguma coisa e tomar um banho porque estamos suados, mais tarde meus pais vão para um jantar, então depois que eles saírem eu te dou o seu. - Ele disse se levantando e a puxando com a mão.
  - Você não vai abusar de mim enquanto seus pais estiverem fora. - Ela disse andando atrás dele ainda de mãos dadas.
  - Claro que não, depois são os homens que são pevertidos, olha só você. - Ele disse rindo.
  - E quem disse que eu não sou pevertida amor? - Ela perguntou no ouvido dele e viu o garoto se arrepiar.
  - Bom saber. - Ele respondeu baixo.
  - Agora me leve para a cozinha escravo. - Ela disse subindo nas costas do menino enquanto os dois riam e iam até a cozinha pegar o lanche.

[...]

  - Nós já estamos indo, vocês têm certeza de que não querem ir? - Melanie perguntou ao casal que estava assistindo série na sala.
  - Vamos ficar aqui mesmo mãe. - disse para a mulher que sorriu para os dois.
  - Julie vai ficar aqui. Se cuidem. - Ela disse e deu um beijo no rosto de cada um.
  Quando os dois saíram, olhou pra com um sorriso malicioso e a menina revirou os olhos, mas por dentro sentiu um frio na barriga e tentou se controlar.
  - Vai querer seu prêmio primeiro? - perguntou e a menina concordou. - Então vamos. - Ele disse se levantando e a menina o seguiu até o quarto.
  - Onde será a massagem? - Ele perguntou.
  - Nas costas, espero que você seja bom com isso . - Ela disse.
  - Sou muito bom pra te falar a verdade, mas não vou ficar me gabando, prefiro te mostrar, agora pegue um óleo pra mim. - Ele falou e a menina foi até o banheiro para pegar o vidrinho que estava no meio das coisas que ela ganhou de Melanie.
  Quando voltou ao quarto, viu o menino sem camisa.
  - A massagem é pra mim caso você não saiba. - Ela ironizou e entregou o vidro à ele.
  - Faz parte de mim, tenho que ser um massagista sexy, não reclame. - Ele falou e ela revirou os olhos, mas soltou uma risada fraca. - Pode ir tirando a sua roupa também.
  - Tarado! - Ela disse mas mesmo assim retirou a blusa e o shorts que usava, ficando só com sua calcinha de renda preta e o sutiã da mesma cor.
  - Uau! - Ele disse.
  - Cala a boca . - Ela disse envergonhada e se deitou na cama de barriga pra baixo.
  - Por favor tente não gozar. - Ele disse se sentando em cima da cintura da menina, já espalhando o óleo nas mãos.
  - Tente não me esmagar. - Ela devolveu e os dois riram brevemente. Eles estavam tranquilos, o clima era descontráido e parecia que os dois já tinham feito isso milhares de vezes.
  Quando sentiu as mãos másculas de em suas costas fazendo a pressão necessária, ela não conseguiu segurar um suspiro que saiu como um gemido, e sorriu orgulhoso. Ele continuou naquele toque por um tempo até a menina está bastante relaxa, então ele desabotoou o sutiã dela, para facilitar na massagem. Como sabia que isso era normal, não reclamou, então continuou desfazendo os nós de tensão das costas da menina e a mesma sentia que ao mesmo tempo que um nó se desfazia, alguma coisa molhava ainda mais sua calcinha.
   também não estava confortável, ele estava sentado na bunda da garota e tendo seu membro tão próximo do local, ele mal conseguia se controlar, então achou melhor parar por ali e pedir seu prêmio.
  - Sua vez. - O rapaz disse e a menina resmungou quando ele cessou o toque.
  - Acho que vou fazer uma massagem em você também, porque estou bem boazinha agora. - Ela disse e ele riu.
   saiu de cima dela e se sentou na beirada da cama. Quando levantou ela viu que seu sutiã estava na cama e virou apenas o rosto na direção do rapaz.
  - Sua blusa. - Ela falou.
  - O quê? - Ele perguntou desentendido.
  - Me dá sua blusa . - Ela disse arqueando a sobrancelha.
  - Não é necessário . - Ele disse com um sorriso malicioso, mas entregou a blusa quando viu o olhar firme da garota.
   vestiu a blusa xadrez do namorado que ia até suas coxas e abotoou todos os botões se levantando assim que acabou. Indicou a cama para ele e o menino, antes de se deitar, tirou sua bermuda e foi para o lugar onde estava antes. negou com a cabeça mas mesmo assim se sentou na cintura do rapaz, assim como ele tinha feito com ela.
  O contato entre a parte humida da calcinha de , com a cueca apertada de , causou um breve alivio na menina que não deixou transparecer, mas sentiu a humidade e sorriu satisfeito. ignorou e logo começou a movimentar suas mãos macias pelas costas do rapaz.    não queria admitir, mas aquela massagem era tudo que ele precisava para livrar do estresse que estava sendo esses dias na casa de seus pais.
  Depois de um tempo que estava ali, se mexeu debaixo dela, ficando com a barriga para cima, o olhou sem entender, até que ele colocou as mãos na cintura dela e disse:   - Hora do meu prêmio. - Dito isso, ele levou a mão até a nuca da garota e a puxou em sua direção, fazendo seus peitos se encostarem.
  Logo seus lábios tomaram o mesmo rumo e eles começaram um beijo quente na qual eles já estavam se acostumando, mas que nunca deixava de ser maravilhoso e relaxante, eles não sabiam, mas aquilo era a válvula de escape deles, o toque de cada um era o que tirava eles da tensão que estavam vivendo, mas ao mesmo tempo os levavam para um outro nível de intimidade que eles achavam que não saberiam lidar.
   colocou a mão por debaixo da blusa, acariciando as costas da menina enquanto a mesma tinha os cabelos de entre seus dedos. Em um movimento rápido, virou seu corpo na cama, ficando deitado por cima de . A menina automaticamente abriu as pernas para o rapaz se encaixar e ele segurou suas coxas, fazendo entrelaçar suas pernas na cintura dele.   Aquele contato não estava sendo suficiente e mesmo com pouco pano entre eles, os dois estavam incomodados, arranhava as costas do rapaz e pressionava seu quadril contra o dele, arrancando suspiros de ambos. Quando abriu o primeiro botão da camisa de , eles ouviram duas batidinhas na porta.
  - , , vamos jantar. - Era Julie. Os dois bufaram frustrados e finalmente percebeu o que estava acontecendo.
  - Já estamos indo Julie. - disse ofegante, a menina concordou e eles ouviram os passos se afastando. - você está louco?
  - Não me culpe , era meu prêmio. - Ele disse dando de ombros.
  - Ta, tudo bem, vamos descer. - Ela disse empurrando ele para o lado da cama.
  - Mas eu não quero comer, e nem você, nós comemos tem pouco tempo. - Ele disse.
  - Droga! - Ela murmurou.
  - O que foi ? - perguntou sem entender.
  - Por que você tem que estar tão atraente hoje? - Ela deixou a pergunta escapar de seus lábios.
  - Na verdade eu sou assim todo dia, mas hoje você também está diferente, você sabe o que é isso? - Ele disse se levantando e sentando atrás da menina para falar no ouvido dela. - Isso tudo é o tesão que você está sentindo e eu também. Não vamos poder negar isso por muito tempo e você sabe disso, mas vou respeitar enquanto você não quer.
  - Para . - Ela resmungou, mas concordava com ele.
  - Ta bom, agora vem aqui. - Ele disse deitando e puxando a menina consigo, fazendo ela deitar em seu peito.
  - Não é confortável ficar com você assim depois disso. - Ela disse colocando a mão na barriga dele e desceu a mesma até a barra da boxer branca que ele usava e viu o garoto fechar os olhos.
  - E você acha que está sendo fácil? Acho melhor não provocar. - Ele disse segurando a mão dela.
  - Então o não consegue se segurar? Que pena. - Ela disse ignorando o aperto em seu pulso e logo passou a mão pela extensão de sua cueca, mordendo o lábio para segurar um suspiro. - Acho melhor parar mesmo. - Ela concluiu tirando a mão do membro do garoto vendo ele concordar.
  - Isso tudo é estranho. - concluiu depois de um tempo que os dois estavam parados olhando para o teto.
  - Tem como a gente não falar disso por agora, por favor? - suplicou. - Eu acabei de receber uma massagem maravilhosa, estou completamente relaxada, se você me irritar , você fica sem os pés.
  - Eu sei que sou bom com massagens, mas não parece que você está calma. - Ele disse. - Mas tudo bem, acho que não precisamos falar disso, senão vou quebrar sua perna de novo.
  - Assassino de ossos. - Ela disse e os dois riram.
  - Agora eu to com fome. - falou.
  - Vamos comer então. - disse se levantando da cama e levantou junto com ela, vestindo sua bermuda.
  Logo os dois estavam descendo as escadas abraçados e rindo de piadas sem noção que eles usavam para quebrar o clima ruim, vestindo apenas uma bermuda e com a blusa xadrez dele e sua calcinha.
  -Finalmente o casal apareceu. - Julie disse assim que os dois entraram na sala de jantar, ela estava terminando sua refeição. - Valerie fez lasanha antes de ir embora.
  - Eu estava pensando em um lanche mais leve, mas pelo visto não vai rolar. - falou com as mãos entrelaçadas a de .
  - Não vai mesmo, eu preciso comer um pedaço do tamanho do prato. - disse e os três riram.
  - Então vamos pegar. - disse arrastando ela para a mesa. Ele se sentou e colocou a menina em seu colo enquanto os dois riam, fazendo Julie revirar os olhos.
  - Eu sou a maior fã de vocês, mas vocês não vão desgrudar não? - Ela perguntou se levantando com o prato em sua mão.
  - Vai ver desenho Julieta. - provocou abraçando a cintura de e Julie saiu da sala.
  - Acho que dá pra viver assim nas próximas semanas. - concluiu baixo.
  - É só você não ser uma chata e ficar me proibindo de respirar o mesmo ar que você. - Ele disse ainda descontraído.
  - Acho que eu posso tentar. - Ela respondeu dando um selinho nele e indo se sentar na cadeira ao lado para servir seu prato.

Capítulo 8

  - Quem era? - perguntou quando a menina voltou a se sentar ao seu lado no pequeno bosque no quintal da casa. Era quinta-feira e o dia já começava a escurecer.
  - Era meu pai. - disse colocando as pernas no colo do rapaz.
  - Era alguma coisa importante? - Ele perguntou.
  - Nada demais, ele queria saber como eu estava e tal. - Ela disse dando de ombros.
  - Você nunca falou nada do seu pai. - constatou. - Até agora a única coisa que eu sei é que ele trabalhou com o meu pai.
  - Meu pai é como se fosse meu melhor amigo, ele trabalhava na empresa com o seu pai para pagar sua faculdade de medicina. Quando eu tinha 10 anos meus pais se separaram e minha mãe foi pra Inglaterra com meu irmão Brian e eu fiquei aqui com meu pai, pouco tempo depois meu pai se formou e começou a trabalhar no hospital. Hoje em dia ele passa a maior parte administrando o consultório e à noite ele faz plantão no hospital público. - Ela disse se sentindo orgulhosa de seu pai.
  - Seu pai parece ser um grande cara. - disse e a menina sorriu. - Ele não se importou de você viajar com um namorado que ele nunca conheceu?
  - Na verdade ele falou um pouco na minha cabeça, disse que quer conhecer o cara, mas que iria me deixar viajar porque ele sabia que não poderia ficar muito tempo comigo nas férias por causa do hospital. - disse dando de ombros. - Mas quando voltarmos é só eu falar que você era o filho do James que ele logo para de encher meu saco.
  - Poderíamos fazer os dois se reencontrarem, pelo visto eles eram grandes amigos. - falou.
  - Seria muito legal. - se animou um pouco. - Então antes de acabarmos com toda a farsa, a gente tem mais uma missão em Chicago.
  - Isso, mais uma missão pra gente. Acho que não seria nada demais, já vamos ficar um mês juntos, mais um final de semana não mudará nada. - finalizou.
  - Fechado então. - disse e concordou.

[...]

  - Hoje tá um tédio, que tal se a gente fosse em algum barzinho ou alguma balada? - perguntou.
  - Por mim tudo bem, vamos chamar a Julie? - perguntou.
  - Pra quê temos que levar ela? - disse emburrado.
  - Foi só uma sugestão. - disse levantando as mãos em forma de rendição.
  - Tudo bem, você avisa a pirralha, eu vou tomar um banho e te espero lá em baixo. - disse e entrou no banheiro.
  - Julie, o que você vai fazer hoje? - disse entrando no quarto da cunhada.
  - Nada. Pra falar verdade eu ia dormir porque hoje está um dia muito chato. - Julie disse sentada na cama mexendo em seu celular.
  - Então eu tenho a solução para seus problemas. Chame o Carter e nós vamos para a balada. - disse sorrindo.
  - Que maravilha. Vou ligar pra ele. Nós vamos de táxi ou...? - Julie perguntou digitando algo em seu celular.
  - Provavelmente de táxi porque vamos beber e ninguém quer dirigir. - respondeu ainda parada na porta do quarto.
  - Vou falar para ele vir com o carro dele, nós não bebemos mesmo só você e meu irmão que gostam de encher a cara. - Julie disse e fingiu estar irritada.
  - Claro que não, nós apenas usamos a bebida para nos deixar mais alegres, mas vocês ainda são novinhos, não podem beber. - disse cruzando os braços e Julie riu.
  - Até parece , você é um ano mais velha que eu, e Carter é da sua idade. - Julieta respondeu mexendo novamente em seu celular. - Pronto já avisei ele, agora com licença porque vou tomar meu banho. - Julie disse se levantando, jogou um beijo no ar para e foi até o banheiro.
   voltou para o quarto e esperou sair do banheiro, logo ela já estava tomando seu banho relaxante, enquanto terminava de se vestir e descia para esperá-la na sala.    vestiu uma calça jeans escura de cintura alta, um cropped da mesma cor e uma jaqueta de couro. Colocou suas ankle booties favoritas e deixou o cabelo solto, passou um batom vinho nos lábios e fez apenas um deliniado nos olhos.
  Saiu do quarto e encontrou Julie no corredor.
  - Você está linda. - Julie falou.
  - Obrigado, você também. - disse para a acunhada.
  As duas desceram uma ao lado da outra e encontrou seus namorados na sala. Carter estava sentado no sofá e estava em pé encostado no encosto da poltrona. Quando os dois olharam para a escada, deixaram sorrisos aparecerem. Julie que estava conversando com , parou de falar e foi até o seu namorado, dando um beijo caloroso nele.
   um pouco tímida se aproximou de e o mesmo passou um braço pela cintura dela e deu um selinho na menina.
  - Você está linda. - Ele disse no ouvido dela.
  - Obrigado. - Ela sussurrou.
  - Posso saber onde vocês estão indo tão lindos desse jeito? - Malanie disse aparecendo na sala.   - Vamos ir em alguma boate por aí. - respondeu.
  - Juízo vocês quatro. - Melanie disse olhando para cada um. - Não quero ninguém chegando em casa depois das 2 hs da manhã.
  - Pode ficar tranquila mãe, não iremos demorar. - Julie disse para a mulher que concordou e saiu da sala. - Vamos? - Julieta perguntou e todos concordaram saindo da casa.
  Carter foi dirigindo com Julie ao seu lado e se sentou no banco de trás com , ele passou o braço pelos ombros dela e ela se aconchegou ao seu lado. Logo todos já estavam cantando uma música qualquer que tocava no rádio até chegarem na boate que escolheram para aquela noite.
  Não ficaram muito tempo na fila pois entraram pela entrada VIP e logo os dois casais já estavam indo em direção às mesinhas que ficavam em uma área mais calma do lugar. Julie e Carter ficaram sentados enquanto e seguiram para o bar para pegarem suas bebidas.
   se sentou no único banco vazio do balcão e ficou atrás dela. O barman chegou para atendê-los e não pareceu perceber a presença de ali.
  - O que essa linda garota vai querer? - Ele perguntou malicioso encarando os seios de um pouco expostos pelo cropped.
  - Eu... - Ela ia responder mas foi interrompida.
  - Vamos querer um Martini e uma dose dupla de wiskhy. - respondeu mal educado colocando a mão na cintura da garota.
  - Certo... Um minuto. - O barman disse meio sem graça indo preparar as bebidas.
  - O que foi isso ? - Ela perguntou virando o roto para olhá-lo.
  - Ele estava quase te comendo com os olhos. - disse óbvio.
  - E desde quando você se preocupa com isso? - Ela perguntou sem entender.
  - Desde que você virou minha namorada e eu não estou afim de pagar de corno. - Ele respondeu e a menina soltou uma risada. - Do que você está rindo?
  - Está com ciúmes amor? - Ela perguntou segurando a risada.
  - Claro que não ! - Ele respondeu irritado e o barman apareceu com as bebidas.
  - Aqui está. - Ele disse entregando os copos e agradeceu com um sorriso. se virou para sair andando mas o segurou pelo braço.
  - Não precisa ter ciúmes querido. - Ela disse com um sorriso divertido nos lábios e ele revirou os olhos.
  - Eu já disse que não é ciúmes, mas aposto que você não iria gostar se fosse comigo, você mesma disse que não queria fazer papel de corna. - Ele disse e ela entrelaçou suas mãos.
  - Tudo bem. - disse e os dois seguiram para a mesa onde o outro casal os esperavam.
  Eles ficaram bebendo e conversando por um tempo, até que todos decidiram ir dançar, disse que iria ao banheiro, então foi com Carter e Julie até a pista de dança. não quis demorar muito por lá, então logo já estava de volta procurando por eles na pista.
  Avistou Carter e Julieta dançando em um canto e procurou seu namorado. Avistou ele um pouco mais no centro, dançando com duas garotas que não reconheceu, sentiu a raiva subir pelas suas veias e não pensou duas vezes antes de caminhar até eles.
  Puxou uma das meninas pelo braço sem ser muito delicada, tirando a mesma de perto de , lançou um olhar fuzilante para a outra e reconheceu a puta.
  - Que surpresa não? - perguntou para os dois.
  - Só estávamos dançando querida, ninguém mandou deixar seu namorado dando mole. - respondeu com sua voz afetada.
  - Não interessa, nunca te ensinaram que não devemos mexer com o que é dos outros? - perguntou grossa.
  - calma, só estávamos dançando. - disse tentando não fazer escandalo.
  - Eu não estou falando com você . - Ela disse sem encarar o rapaz que prendia o riso.
  - Calma menina, você não se garante não? Então sinto muito. - disse mandando uma piscadinha para e saiu arrastando Savannah que só então reconheceu.
  - Inacreditável! - esbravejou para quando as duas saíram.
  - E você brigando comigo por causa do barman. - disse simples e a menina o encarou furiosa.
  - Mas eu nem conheço ele , você sabe o quanto eu odeio essa vadia e faz isso só pra me provocar. - disse irritada.
  - De maneira alguma é pra te provocar delicinha. - disse chegando perto dela e a abraçando pela cintura.
  - Não encosta em mim ! - Ela disse já não tão firme como antes.
  - Não precisa ficar com ciúmes, era só uma dança enquanto você não chegava. - disse encostando sua testa na dela.
  - Eu não estou com ciúmes. - Ela disse com as mãos nos ombros dele. - Eu só não gosto delas, você sabe disso.
  - Você tem que se garantir mais. - disse com um sorriso nos lábios, olhando nos olhos de .
  - Me garantir porque? Você não é nada meu. - disse simples e soltou uma risada fraca.
  - Mesmo que eu não seja, ninguém seria burro de trocar alguém como você por alguma delas. - disse sorrindo e sorriu passando os braços pelo pescoço dele, logo aproximou mais seus rostos iniciando um beijo calmo enquanto apertava a cintura dela com uma mão e a outra segurava seus cabelos.
  Ficaram se beijando por alguns minutos, às vezes paravam para pegar ar e continuavam dançando enquanto dava alguns beijos molhados no pescoço da garota. Depois de um tempo decidiram voltar pra mesa onde estavam antes.
  - Eu sei que não é hora pra falar disso, mas... - começou.
  - , apenas uma trégua que tal? - O menino perguntou.
  - Isso é estranho. - Ela sussurrou para si mesma. - Mas tudo bem, podemos fazer isso, certo?
  - Claro que sim, temos mais algumas semanas, depois voltamos a nossa rotina. - disse sorrindo para a menina.
  - Ok. - Ela sorriu. - Só para deixar claro, eu odeio você.
  - Não mais que eu. - Ele disse segurando a nuca da menina para mais um beijo.
   retocou seu batom e ficou sentada abraçada com , conversando assuntos aleatórios. Pouco tempo depois Julie chegou com Carter, ela estava suada e ofegando, como se tivesse ficado muito tempo dançando, mas na verdade ela só estava em um cantinho com seu namorado.
  - Estou cansada. - Ela disse se abanando por causa do calor.
  - Eu também, vamos em bora? - perguntou.
  - Ta cedo gente. - Carter disse e concordou.
  - Mas eu to cansada. - Julie resmungou.
  - Então vamos. - disse se levantando e puxando consigo.
  Eles saíram da boate e ficaram esperando Carter pegar o carro no estacionamento. Já dentro do carro, pegou seu celular e decidiu postar uma foto com , ele passou o braço pelos ombros dela e a puxou para mais perto, a menina deitou a cabeça na curva do pescoço dele e fechou os olhos encostando os lábios levemente no local, o cabelo impedia de enxergar o rosto dela completamente e assim ele tirou a foto, na legenda não tinha nada mais que um coração. Os dois trocaram sorrisos rápidos e voltou a deitar no ombro dele, ficando quase adormecida.

Capítulo 9

   acordou sozinha na cama usando apenas calcinha e sutiã. Não tinha certeza de algumas coisas que aconteceram na noite anterior pois estava bêbada e às vezes parecia um sonho, mas sabia que nada demais havia acontecido entre os dois, se lembrava perfeitamente de chegar em casa, arrancar sua roupa e se jogar na cama junto com .
  Se sentou na cama, tendo um pouco de dificuldade para enchergar as coisas pois estava escuro e ela estava com sono. Olhou no relógio e eram mais de 10hs da manhã.
  Se levantou e abriu as cortinas, sentindo a claridade e o sol já forte adentrando o quarto, fazendo seu olho doer. Caminhou para o banheiro e fez sua higiêne matinal, colocou um short jeans e uma camiseta qualquer e desceu para o café da manhã.
  - ... Então vamos sair daqui hoje às 20 hs. - James falava.
   e o resto da família já estava na mesa e terminavam seu café. ficou um pouco sem graça por ter dormido demais, deu bom dia e se sentou ao lado de , que a recebeu com um sorriso seguido de um selinho.
  - Dormiu bem ? - Melanie perguntou.
  - Sim, inclusive me desculpe por me atrasar para o café. - Ela disse sorrindo fracamente.
  - Sem problemas querida, eu já disse, mas irei repetir: quero que você se sinta em casa. - A mulher sorriu carinhosamente e a menina retribuiu. - Bom, eu acebei de avisar para eles que hoje teremos uma espécie de baile, não está sendo organizado por mim, mas fomos convidados pelo anfitrião, que por um acaso é meu sócio e eu mandei separar alguns vestidos para você e Julie, vamos fazer as provas hoje às 14hs, depois o cabeleleiro e o maquiador virão aqui nos arrumar. - Melanie informou.
  - Mel eu agradeço a preocupação, mas não tenho dinheiro pra pagar nada disso. - sorriu triste.
  - Como se eu fosse deixar você pegar querida. Fica tudo por minha conta.
  - Não posso aceitar Melanie. - disse calma, poderia parecer frescura, mas ela não queria que a mulher gastasse dinheiro com ela sem saber de toda a mentira que estava por detrás de tudo. Era questão de consciência pesada.
  - Para de bobagem , se não quiser que minha mãe pague, eu pago. - disse segurando a mão dela por cima da mesa.
  - Tudo bem então. - tentou sorrir para o rapaz.
  - Ótimo , não vamos nos atrasar tudo bem? Agora se me dão licença. - Melanie disse se retirando da mesa junto com James e Julie, que jogou um beijinho no ar para .
  - Você tem que parar de ser assim. - disse assim que todos já estavam longe.
  - Assim como? - perguntou sem entender, tomando um gole de seu suco.
  - Ficar fingindo de boa moça que não quer gastar o dinheiro dos meus pais. - respondeu.
  - Não é bem assim . Só não quero que eles paguem as coisas pra mim pensando que eu sou sua namorada, quando na verdade estamos intupidos de mentira. - Ela respondeu sem olhá-lo.
  - Até parece que a que eu conheço liga pra essas coisas. - Ele falou dando de ombros.
  - A que você conhece não é interesseira, só não liga de gastar o seu dinheiro quando você oferece, mas o dos seus pais eu me importo. - Ela falou agora o olhando.
  - Tudo bem então, não vamos brigar, demoramos muito para nos entendermos, não vamos estragar tudo agora. - respondeu.
  - Ta. - Ela respondeu e saiu da mesa, deixando o menino lá.
   foi para o quarto e trocou de roupa, vestindo um short mais comportado e calçou seu all star branco. Pegou seu celular e saiu de lá, voltando para a sala.
  - Onde você está indo? - perguntou quando viu a menina indo para a porta. Ele estava jogado no sofá mexendo em seu celular.
  - Vou dar uma volta por aí, mas não se preocupe porque não vou sumir como você e encontrar algum cara para desfazer meu estresse. - respondeu simples.
  - Pensei que tinhamos combinado de não brigar. - Ele disse ainda olhando para seu celular.
  - Desculpa, não pude segurar. - Ela continuou no mesmo tom e se aproximou dele por trás, para ver o que ele fazia no celular. - Ei! - Ela exclamou.
  - O que foi louca? - Ele disse assustado porque não tinha visto ela se aproximar.
  - A gente realmente tirou aquela foto? - Ela perguntou no ouvido dele.
  - Sim, porque? - Ele perguntou desentendido, virando o rosto para olhá-la, ficando muito próximo da menina.
  - Nada, pensei que eu estivesse viajando. - Ela deu de ombros.
  - Todo mundo está querendo saber quem é. - Ele falou.
  - Como assim? - Ela perguntou.
  - Não dá pra saber que é você, então todo mundo fica querendo saber. - Ele deu de ombros. Ela deu a volta no sofá para se sentar ao lado dele, e voltou a aproximar o rosto para enxergar o que ele fazia no celular.
  - Pelo visto as suas amiguinhas da escola ficaram bem irritadas. - Ela disse rindo e ele sorriu.
  - Fazer o que né? Todas me querem. - Ele se gabou e ela deu um tapa no braço dele.
  - Acho que elas vão ficar mais irritadas ainda. - disse e a olhou sem entender.   A menina retirou o celular do bolso e se afastou um pouco, fazendo o menino se aproximar dessa vez. Ela abriu o aplicativo e foi até o perfil de , que ela ainda não seguia. Foi na sua última foto que tinha um número gigante de curtidas e vários comentário, e comentou um coração também. chegou mais perto e ela tentou se afastar, mas o braço do sofá a impediu.
  - Não vai mesmo me deixar ver? - Ele perguntou.
  - Não. - Ela sorriu sapeca e ele ficou sem entender.
   passou um braço pelo pescoço do menino, fazendo ele se aproximar e puxar o lábio dela com os dentes, enquanto os dois sorriam com os olhos fechados. ouviu um clic e se afastou.
  - Mas o que... - Ele foi interrompido.
  - Obrigado pela foto senhor. - Ela sorriu se levantando e deu a volta no sofá.
  - ! Você vai mesmo publicar isso? - Ele disse vendo a menina se afastar.
  - Claro que sim, suas vadias precisam saber quem é a garota da foto. - Ela disse mexendo no celular e foi até a porta.
  - Eu pelo menos fiquei bonito na foto? - Ele perguntou.
  - Não dá pra ver muito bem que é você, mas se quiser eu te marco. - Ela deu de ombros e se assustou com suas costas batendo na porta. - Ai!
  - Acho que não iremos precisar. - Ele deu de ombros e sorriu chegando mais perto e roubando alguns selinhos dela.
  - Fui. - Ela disse meio assustada com a repentina proximidade dos dois e o empurrou pelo ombro, abrindo a porta e saindo correndo da casa.
  - Que droga ela está fazendo com você ? - Ele se perugntou, voltando a se jogar no sofá.
  Seu celular tocou e ele viu o nome de brilhando na tela.
  - Fala cara. - atendeu desanimado, se deitando no sofá.
  - Cara, não é por nada não, mas o que está acontecendo? Tem um monte de gente me perguntando e 90% são meninas, todos querendo saber quem é a garota da foto, se você está namorando e porque está namorando. E assim, eu não sou seu acessor de imprensa! - O amigo disse forçando irritação. - Mas voltando ao assunto, você ta pegando ne? - Terminou com um tom malicioso.
  - É a né. - disse passando as mãos no cabelo. - E é claro que eu não to pegando! - mentiu. - Como você mesmo disse, eu não posso usar ela e depois jogar fora, porque ela está sendo legal comigo. - disse baixo para garantir que ninguém iria ouvir.
  - Mas eu disse que você não iria usá-la, porque depois não ia conseguir dá um fora nela, e pelo visto eu estava certo! - disse com uma mínima animação na voz.
  - Para de ser idiota , qual parte do "a gente não ta se pegando" você não entendeu? - disse ainda controlando o tom de voz.
  - A parte que você está mentindo! Eu te conheço , sei que você está caidinho por ela e fico muito feliz por isso. Tirando a parte que você fica muito gay, é claro. Você viu que foto bonitinha está no seu insta? - disse soltando uma risada no final.
  - Cala a boca idiota! - respondeu irritado. - Mas você não me ligou só pra encher o saco foi? - perguntou.
  - Na verdade foi, mas também quero saber como anda as coisas com a , ela já está fora de jogo? - perguntou e o corpo de gelou. Ele se levantou e caminhou para o jardim da casa, onde ninguém iria ouvir.
  - Sim, já dei um tempo com ela por enquanto. Na verddade ontem eu encontrei com ela, e a gente tava dançando na balada quando a chegou. - disse baixo.
  - Você só faz merda mesmo não é cara! E o que a falou? - perguntou.
  - Não aconteceu nada, na verdade eu vi a e decidi chamar ela pra dançar só pra fazer ciúmes na . - disse se sentando no sofá do bosque.
  - Fazer ciúmes pra quê? Ta afim de foder tudo de novo? - voltou a perguntar.
  - Não, não é isso. É que ela tava meio que me provocando com o barman da boate e eu resolvi fazer o mesmo, mas talvez eu tenha pegado um pouquinho pesado. - respondeu dando de ombros.
  - E o que ela fez? Quebrou seu nariz, raspou sua sobrancelha? - fez graça.
  - Na verdade a gente ficou mesmo. - respondeu simples.
  - Espera, serio? Foi só um beijo ou o quê? - se animou um pouco.
  - Pare de ser uma mariquinha . Nós ficamos por um bom tempo lá na balada, na verdade eu ainda acho que estamos meio que ficando, não sei explicar. - disse se lembrando dos momentos na balada.
  - É campeão, pelo visto ainda estão ficando! Achei uma foto mais gay no instagram dela! - tirou sarro.
  - Cala boca , tchau! - disse e desligou na cara do amigo, ficando deitado no sofá, olhando a folhagem das árvores.
  Assim que saiu de casa com o coração levemente acelerado, ela pegou seu celular e discou o número de que não demorou a atender.
  - Oi piriga, lembrou de mim? - disse quando atendeu o telefone.
  - Engraçadinha. Eu só precisava fugir um pouco do que estou vivendo aqui e decidi te ligar. - disse mordendo a unha de seu dedão enquanto andava pelas ruas desconhecidas de LA.
  - Fugir da realidade né? Sei! Nunca vi tanta vadia irritada desde que publicou a foto e você foi lá comentar um coraçãozinho. E essa foto no seu perfil hein? O que eu perdi. - indagou curiosa.
  - Demos uma trégua , então estamos meio que aproveitando o resto do tempo que temos juntos ao invés de nos matar. - respondeu entrando em uma cafeteria.
  - Concordo em partes com isso, porque sei que não vai acabar bem. O tinha mesmo razão. - disse.
  - fica quieta beleza? Não vai acabar mal, idependente do que aconteça, ele ainda é o , só não podemos nos matar o tempo todo porque isso vai prejudicar tudo entende? - disse depois de fazer o seu pedido.
  - Ta , eu não vou discutir com você sobre isso, mas depois não diga que não avisei. - falou.
  - Tanto faz . Mas e você e o , como andam? - mudou de assunto depois de pegar sua bebida.
  - Na mesma, ele vem aqui, a gente se pega, eu vou na casa dele e fazemos a mesma coisa. Nossa relação não evoluiu e nem regrediu, estamos nos curtindo apenas. - deu de ombros.
  - Entendo, e o Tyler como anda? To com saudade do meu viado, não estou conseguindo falar com ele. - choramingou.
  - Ele viajou pra uma fazendo que não tem sinal, então você só consegiurá falar com ele na semana que vem. Ele tinha pedido pra avisar mas eu esqueci.
  - Tudo bem então. Eu tenho que voltar pra casa, mas não sei o caminho. - falou.
  - Onde você está? - perguntou curiosa.
  - Eu vim dar uma volta, mas não sei onde estou. Vou ter que desligar para ligar pro , temos um baile hoje e não posso me atrasar para a prova do vestido. - falou saindo da cafeteria com a bebida em mãos.
  - Ta bom vadia, se cuida e aproveita muito o corpo dessa garoto porque você merece, beijos. - disse rindo e soltou uma risada fraca se despedindo da amiga.
   :
  "Estou meio que perdida, tem como me buscar?"
   :
  "Onde você se meteu?"
   :
  "Se eu soubesse eu já tinha voltado pra casa anta! To em uma pracinha perto de uma cafeteria!"
   :
  "Estou indo xx"

[...]

   achou que não tinha andado por muito tempo, mas estava demorando demais pra quem estava vindo de carro, mas ela preferiu esperar do que mandar mais algumas mensagens. Entrou no seu perfil no instagram e observou o número alarmante de curtidas em sua foto com o rapaz, ela nunca havia recebido tantas curtidas, muito menos tantos comentários xingando-a e perguntando o que ela fazia com o rapaz que, depois de ligarem os pontos, descobriram que era por causa da foto no perfil dele.
  Observou também que tinha um comentário do garoto, que ela ignoraria se não tivesse achado fofo. Estava escrito "pequena" e tinha doi corações, sorriu involuntariamente e sentiu alguém a abraçar por trás.
  - Que susto caralho! - Ela disse se afastando de e virando de frente para o encará-lo.
  - Bom te ver também. - Ele sorriu. - Vamos?
  - Por que demorou? - Ela perguntou começando a andar atrás dele.
  - Vim sem o carro. - Ele deu de ombros.
  - Ah não , eu não quero andar! - Ela disse parando de caminhar e fez bico. O menino riu e pegou na mão da menina, entrelaçando seus dedos e começando a arrastar ela pela calçada.   - Cala a boca . - Ele falou.
  - Já que você insiste. - Ela deu de ombros. - Esse baile que vamos hoje, é de quem?
  - Uma socialite amiga da minha mãe. Isso é importante pra ela, porque vai sair uma matéria em um blog de fofoca de uma mulher aí, falando sobre minha mãe e os produtos dela, e o baile ta envolvido porque é meu pai que está patrocinando, não sei explicar direito é muita confusão, mas o baile vai ser legal, embora seja só pessoas da alta sociedade. - respondeu.
  - Ah sim, mas e esse blog de fofoca, qual é? - perguntou ainda de mãos dadas com o rapaz.
  - Não sei o nome, procura no google, acho que é da Norah Martinez. - respondeu e pegou o celular entrando no google, logo achando o blog.
  - Uou, pelo visto o blog fala tudo sobre a vida das familias ricas de Los Angeles. - disse olhando algumas matérias. - Não vi falar nada dos eventos da sua mãe. - disse e deu de ombros.
  - Provavelmente falarão depois do baile de hoje. - O menino disse.
  - Eita! - Ela exclamou.
  - O que foi? - perguntou, olhando de relance para o celular nas mãos da menina.
  - Pelo visto você é famoso até entre os blogs das socialites. - disse abrindo a matéria no celular.
  - O que tem aí? - Ele perguntou pra ela sem interesse, já estava acostumado com posts falando sobre o filho que sempre vinha visitar os pais e fazia merda nas baladas.
  - Estão querendo saber quem é a garota misteriosa da foto. - Ela disse mostrando a tela pra ele, onde a foto do rapaz com a menina beijando seu pescoço era a capa da matéria.
  - A notícia espalha rápido hein! Inclusive estavam perguntando para o quem era, mas muitas descobriram que era você depois da foto que você postou e do comentário na minha. - Ele deu de ombros.
  - Falando em comentário, nunca imaginei que você pudesse ser tão gay. - Ela disse guardando o celular do bolso.
  - Faço o que posso. - Ele disse sem graça olhando para os pés.
  - Pare de ser idiota . - Ela disse com um sorriso no rosto ao ver ele envergonhado, e o empurrou com o ombro.
  - Ei! Eu não sou idiota! - Ele respondeu também sorrindo.
  - É sim, e é um idiota que vai ficar pra trás. - Ela disse começando a correr quando avistou a mansão dos , e o menino veio atrás.
  Passaram correndo pelo jardim da entrada e quando ia abrir a porta, o garoto a alcançou e prensou seu corpo contra o dela na porta.
  - Você sabe que não pode fugir por muito tempo. - Ele disse baixo olhando para a boca da menina. Ela sentiu o corpo gelar quando percebeu os multiplos sentidos da frase. Poderia ser fugir dele, ou de ir pra cama com ele ou o pior, que era fugir dos sentimentos que os dois poderiam criar um pelo outro.
  - Faço o que posso, enquanto dá. - Ela disse passando um braço pelo pescoço dele.
  - Não vai adiantar, você sabe, no final eu sempre pego você. - Ele disse puxando o lábio inferior dela com os dentes, mas quando iriam aprofundar o beijo, ouviram o carro entrar na garagem e se afastou envergonhada, abrindo a porta e entrando em casa, junto com .

[...]

  - Já estão prontas? - Melanie perguntou entrando na sala, onde e Julie assistiam televisão.
  - Sim, nós já vamos? - Julieta perguntou e Melanie afirmou com a cabeça.
  - Estamos indo para o ateliê da Judy. Vamos ? - Mel perguntou à garota que concordou e as três seguiram para a garagem.
  Não demoraram muito para chegar na loja onde escolheriam o vestido. Assim que chegaram, duas mulheres vieram atendê-las para agilizar o serviço.
  - Boa tarde Srta. , os vestidos que a senhora pediu para separar já estão na sala da prova. Poderia nos acompanhar? - Uma menina baixa de aproximadamente 17 anos, disse educadamente e achou interessante a forma como tratavam a família , por serem da alta sociedade.
  - Claro, obrigada Claire. - Melanie sorriu e as três acompanharam as atendentes.
  - Para Julie que tinha pedido azul, nós separamos esses três. Particularmente o que eu acho que mais combina com ela, seria esse curto, mas fique à vontade para escolhe Julie, Marta irá te acompanhar. - Uma mulher mais velha que já as esperava, disse e a tal Marta acompanhou Julieta até um dos provadores.
  - Oh Mel, e quem é essa linda garota? - A senhora voltou a perguntar.
  - Essa é a , Judy, é a namorada do . - Melanie disse orgulhosa para a mulher que descobriu se chamar Judy.
  - Que maravilha, nunca imaginei o menino namorando, ainda mais uma garota tão bonita. É um prazer conhecer você , eu sou Judy , tia do James. - A mulher pegou na mão de que sorriu surpresa.
  - É um prazer conhecê-la Judy. - sorriu mas uma vez.
  - Certo, sem enrolação. Pra você querida, separei quatro pois não sabia seu gosto, mas se não gostar de nenhum podemos dar uma volta pela loja para você escolher um que te agrade melhor. - Judy disse mostrando os quatro vestidos que estavam nos cabides. - Claire irá te acompanhar. - A senhora indicou Claire com a cabeça que sorriu com má vontade, pegando os vestidos e se dirigindo à um provador com em seu encalço.
  - Então você é namorada do ? - Claire disse interessada, entregando um vestido curto para que o pegou assim que retirou suas roupas, ficando apenas de roupas intímas.
  - Sim, vocês se conhecem? - perguntou começando a vestir o vestido.
  - Mais do que devia. - A menina respondeu baixo e pensou não ter ouvido direito.   - Como? - perguntou desentendida.
  - Nada. E sim nós nos conhecemos. - Claire disse fechando o ziper na parte lateral do vestido.   - Ah sim. - concordou sem interesse.
  - Nunca imaginei que veria namorando de novo. - Claire deixou escapar.
  - Como assim? - disse olhando o seu reflexo no espelho e não gostou muito do que viu. Era um vestido prata muito chamativo e deixava seu corpo parecendo uma linguiça no carnaval. - Não gostei muito desse. - Fez careta logo retirando o vestido.
  - Realmente, ficou horrível. - Claire disse e as duas riram um pouco, logo a moça ajudou a retirar a peça. - Como eu ia dizendo, eu nunca pensei que namoraria, ele virou um menino muito babaca antes de ir para Chicago e ver que ele não é tão idiota assim, é surpreendente.
  - Sim, eu sei o quão babaca ele era. - segurou para não soltar que ele ainda é um grande imbecíl, ou nem tanto assim. - Mas antes da gente começar a namorar, ele estava com , prima da Savannah que mora aqui, você deve conhecer.
  - Preferia não conhecer, ele se envolveu com as duas ao mesmo tempo, era um rolo que eu nunca irei entender, mas pelo visto as coisas foram mais adiante com essa . - Claire voltou a falar.
  - Não tão sério na verdade, o histórico de chifres dos dois era impressionante. - falou, se enfiando dentro de um vestido longo e roxo, que era muito decotado e tinha muitos babados. Fez mais uma careta e Claire entendeu o recado, a ajudando a tirar logo em seguida.
  - É estranho saber que meu virou um idiota, eu o conheci em uma época tão doce, que me surpreendo ao ver o que ele se tornou. - Claire disse e só pensava em duas coisas: " já teve uma época doce?" e " QUE HISTÓRIA É ESSA DE MEU ?" mas se controlou, não tinha direito de sentir isso pelo rapaz, então ficou na sua.
  - "Época doce?" - disse entre aspas, com um tom menos amigável dessa vez.
  - Sim, eu conheci assim que ele se mudou pra cá, quando a gente fez 13 anos, começamos a namorar, aquele típico namoro infantil e sem fundamento, mas eu gostava dele de verdade, e às vezes acho que ainda tem um sentimento aqui dentro, - Disse apontando para o coração. - sempre que eu falo ou penso nele e nos momentos bestas que tivemos juntos. - Terminou com um sorriso apaixonado e uma cara de "boas recordações" fazendo ficar emburrada.
  - Ah, legal. - Ela disse. - Poderia me ajudar com esse aqui. - apontou para um vestido rosa claro e longo que estava no cabide.
  - Certo. - Claire disse e pegou o vestido, ajudando a colocá-lo no corpo.
  Ótimo! Maravilha! Perfeito! Era tudo o que eu precisava, encontrar o amor de infância de , e ainda saber que a guria sente alguma coisa por ele. Poderia estar melhor? Claro, só se ela fosse ao baile também.
   se olhou no espelho e até que gostou do vestido, não era seu preferido mas poderia servir.
  - Me desculpa. - Claire disse baixo.
  - Oi? - perguntou fingindo de desentendida.
  - Me desculpa sabe, por falar assim do . Sabe como é, primeiro amor a gente nunca esquece. Ainda mais o que era tão carinhoso e atencioso. - Ela voltou a falar, mas dessa vez com mais maldade na voz, como se quisesse provocar. - Imagino que ele deva ser assim com você também. Se bem que depois do idiota que ele virou, eu não duvido que ele deva ter outras.
  - Sinto muito, você está tendo uma visão diferente do . Ele mudou muito nos últimos tempos, creio que tem muito tempo que vocês não se vêem pra você imaginar que ele ainda seja um idiota. - disse, sem saber o porquê de estar defendendo o garoto e logo após, retirou seu vestido.
  - Na verdade não tem muito tempo que nos vemos, minha mãe está sempre nesses eventos da alta sociedade, eu só trabalho aqui porque gosto de confrontar minha mãe. Mas toda vez que tem um evento, eu estou lá, e mesmo estando com outras, ele sempre me procura. - Ela deu um sorriso vitorioso para que só a olhou com raiva. - A propósito, eu não iria no baile hoje, mas já que vocês estarão por lá, creio que adoraria rever seu "velho amor".
  - Seria ótimo mesmo ter você lá, mas agora precisamos olhar meu vestido e não falar sobre seus interesses com meu namorado. - sorriu falsa e a menina revirou os olhos.
  - Vai querer esse? - Ela perguntou e negou.
  - Aqui está o catálogo, dê uma olhada em qual vai querer que eu os busco. - Claire disse entregando o catálogo pra e saiu da sala.
   já havia escolhido o vestido, quando Claire voltou com uma bandeja onde tinha uma taça com champagne. O vestido era um tom creme, simples, era mais justo ao corpo, tinha um decote rasoável e as costas tinha tiras pretas trançadas. Por mais que fosse um baile da alta sociedade, com alguns acessórios ou um complemento no vestido, ficaria bem sofisticado.
  - Vou querer esse aqui. - disse normal, não queria ser grossa com a menina para não causar má impressão à tia de , porque ela apostava que qualquer deslize a menina abriria a boca para Judy, falando mal da namorada esnobe de seu sobrinho. Não não, era melhor evitar conflitos.
  - Vou demorar um pouco para achá-lo, mas me espere aqui. Trouxe esse champagne pra você. - A menina disse, mas parecia que ela estava escondendo algo na voz.
  - Muito obrigado, não gosto de beber esse horário. - falou.
  - Tudo bem, já volto. Fique aqui. - A menina disse e saiu da sala.
   que ainda estava só de calcinha e sutiã, pegou seu celular no bolso da calça que estava usando e digitou uma mensagem.
   :
  "Onde você está?"
   :
  "Acabei de chegar no ateliê."
   :
  "Ótimo. O que veio fazer aqui?"
   :
  "Carter apareceu lá em casa e pediu para eu trazê-lo aqui para buscar Julie."
   :
  "A menina que está me ajudando com os vestidos acabou de sair, porque não vem aqui na sala 07 me encontrar."
   :
  "O que você está querendo?"
  :
  "Só vem aqui caralho!"
  Agora sabia o que Claire escondia, provavelmente ela sabia que estava ali e não queria presenciar os dois juntos. Mas para o azar da mesma, não ia perder essa oportunidade.
  - Mandou me chamar senho... - parou a frase no meio do caminho, quando adentrou na sala e viu sentada em uma poltrona, vestindo apenas roupas intímas e mexendo em seu celular.
  - Ah, oi... - disse se levantando e foi até sua roupa pendurada e voltou a guardar o celular na calça.
  - O que queria senhorita? - Ele voltou a perguntar se aproximando dela.
  - Hoje eu conheci uma pessoa muito interessante, sabia? - Ela perguntou quando já estava de frente pra ele.
  - Ah é mesmo? E quem seria? - perguntou com um certo nervosismo na voz, ele sabia que Claire trabalhava ali, mas não sabia o porquê de ficar nervoso com o encontro das duas.
  - Seu primeiro amor, a querida Claire. E pelo visto, ainda é sua amante, certo? - disse subindo uma mão pelo peito dele, até seu pescoço, deixando ela ali, brincando com os cabelos da nuca do rapaz.
  - Já foi minha "amante", se é assim que posso dizer. Mas hoje em dia não é mais. - Ele disse enlaçando a cintura dela com um dos braços. - Mas isso te incomoda? - Ele disse usando a mão livre para colocar alguns fios de cabelo da menina, atrás da orelha.
  - Claro que não. Ainda mais depois que ela me disse que você era tão carinhoso com ela, e que provavelmente eu era uma chifruda. Você sabe que eu odeio ser chamada assim, não é? - Ela disse aproximando o rosto do dele e colocando o outro braço em volta de seu pescoço.
  - E o que você está tramando ? - Ele disse subindo sua mão livre pela lateral desnuda do corpo dela, até chegar no pescoço e agarrar os cabelos da nuca dela.
  - Eu só queria que ela soubesse, que eu dou conta do recado e sei muito bem cuidar do que é meu. - Ela disse olhando nos olhos dele.
  - Acho que isso não será problema pra gente. - Ele disse no ouvido dela, mordendo seu lóbulo, fazendo a menina se arrepiar.
  - Talvez sim, porque ela diz que faz questão de ir ao baile hoje, para rever seu velho amor. - falou também no ouvido dele, dando alguns beijinhos no pescoço dele.
  - Pode deixar, vamos deixar bem claro pra ela que você faz o que nenhuma outra fez. - Ele disse e começou a dar selinhos em seus lábios, logo puxando o mesmo com os dentes.
  - Demorei mas ach... - Claire parou de falar quando viu que e estavam na sala e o menino estava quase a beijando.
  - Tá difícil hoje. - resmungou se soltando de . - Oi Claire. - Disse sem animação.
  - Oi , tudo bem? - Sorriu para o garoto. - Aqui está o vestido . - Disse entregando a peça para ela. - não podemos permitir entrada de homens nos provadores.
  - Eu prometo que fico quietinho aqui. - disse indo se sentar na poltrona que estava antes.
  Claire lançou um olhar para o rapaz, e foi ajudar a se vestir, se fazendo de boa moça.
  Depois que já estava vestida, se encarou no espelho e sorriu satisfeita com o resultado, mas sentia que estava faltando algo.
  - Gostei desse, mas acho que está faltando algo. - disse olhando a roupa.
  - Tá gostosa. - disse.
  - ! - Ela o repreendeu.
  - Desculpa, vou ficar quieto. Mas ficou linda amor. - Ele disse mandando uma piscadinha pra ela.
  - Obrigada. - Ela também sorriu. - Claire, será que teria alguma coisa para complementar o vestido?
  - Tem alguns casacos de pelo, se quiser posso buscá-los. - Claire ofereceu educada, mas sabia que só era cena para .
  - Então traga alguns pretos, por favor. - tentou sorrir, então Claire saiu da sala. - E então senhor ? - Sorriu maliciosa.
  - Casaco de pelo, huh? - Ele disse aproximando da menina.
  - Era só uma desculpa pra ela sair daqui. - disse puxando ele para mais perto, pela barra da blusa. - Mas acho que precisava de um complemento mesmo.
  - Isso vai me dar mais trabalho. - Ele disse pressionando o corpo dela no espelho que estava atrás da menina.
  - Mas eu não vou ficar com isso o tempo inteiro. - Ela falou no ouvido dele.
  - Assim fica mais fácil pra mim tirar. - Falou segurando a menina pela nuca e sugou o lábio inferior da menina, fazendo a mesma suspirar e repetir seu ato, mas quando finalmente grudaram seus lábios, foram interrompidos.
  - Voltei! - Claire disse alto, visivelmente irritada.
  - Cacete! - esbravejou baixo, encostando sua testa com a de e dando um murro na parede acima da cabeça da menina. Pelo visto não vai ser hoje que iremos nos beijar, foi o que ele pensou. - Te espero lá fora. - Ele avisou e passou por Claire sem nem olhar na cara da mesma.
  - Aqui está. - A menina entregou alguns casacos para , com cara de cú, já não fingindo nenhum empatia para a mesma.
  - Vou ficar com esse aqui. - disse mostrando um casaco de pelo preto, que tinha mangas até o cotuvelo e combinava com o vestido.
  - Tem certeza? - A menina perguntou com má vontade.
  - Sim. - disse e tirou o vestido com um pouco de dificuldade, logo colocando sua roupa e saiu da sala carregando a sacola com o vestido e o casaco.
  - Já escolheu seu vestido ? - Melanie perguntou quando viu entrar na sala com cara de poucos amigos.
  - Já sim Mel, é essa aqui. - Disse mostrando a sacola e Judy a pegou.
  - Certo, podem ir para o carro se quiserem. - Mel disse para , , Julie e Carter que estavam na sala.
  - Ta bom, tchau tia Judy. - Julie deu um beijo no rosto da senhora e saiu da sala com Carter que se despediu com um aceno de cabeça.
  - Muito obrigada Judy, foi um prazer conhecê-la. - disse acenando com a cabeça e também saiu de lá, com atrás de si.
  - Por que você ta com essa cara ? - disse andando ao lado dela.
  - O que você acha? - perguntou olhando pra ele e bufando logo em seguida, voltando a olhar pra frente.
  - Claire não parecia estar querendo provocar você. - falou, logo se arrependendo. Ela não queria assumir, mas estava um pouco frustrada por não poder beijar em paz, desde que acordaram.
  - Já saquei, mas não precisa se preocupar, temo a noite toda pra você me beijar o quanto quiser. - disse fazendo graça e soltou uma risada frustrada.
  - Você não presta . - Ela disse dando um tapa no braço dele e os dois riram. passou o braço pelos ombros de e eles seguiram para o carro.

[...]

   já estava pronta, quando entrou no quarto soltando um assovio involuntário.
  - Uau! , nunca pensei que diria isso, mas você está gata pra cacete. - Ele disse parado na porta do quarto, olhando a menina de cima a baixo,
  - Obrigada. Mas me agradeça por ter trago esse Louboutin, porque essa porra é muito desconfortável mas é o melhor sapato que eu tenho. - Ela disse pegando sua bolsa em cima da cama e andou até o rapaz.
  - Gostei do decote. - Disse olhando para o decote fundo da menina que revirou os olhos. - Minha mãe já está esperando. - Ele disse e ela concordou entrelaçando suas mãos, então saíram do quarto.
  O motorista os levaram até o salão onde estava sendo realizado o baile. Melanie fez questão de apresentar para todo mundo que passava. reencontrou alguns amigos que sempre eram arrastados para esses lugares também, e eles ficaram conversando enquanto batia um papo nada interessante com umas mulheres mais velhas que estavam ali.
  Depois de um certo tempo na festa, começaram a tocar músicas mais animadas e algumas pessoas foram para a pista de dança.
  , que ainda não tinha tido a sorte de encontrar Claire ali, logo avistou a menina, que estava na pista de dança se aproximando de que estava lá com seus amigos. faltou pouco soltar fogo pelas ventas. Claire estava vestida muito bem, na verdade a menina era linda, mas o que ela tinha de beleza, ela tinha de vagabunda. E isso estava irritando muito , que agora estava fingindo prestar atenção em alguma coisa que Julie falava.
   por outro lado, estava muito afim de provocar , pois sabia que se quisesse ter algo com a menina, tinha que ser a base das provocações. E isso ele fazia muito bem. Quando o rapaz viu Claire se aproximando, soltou um sorriso maldoso.
  - , que tal dançarmos um pouco? - Claire disse com um sorriso malicioso, ficando mais próxima de do que o recomendado.
  - Claro Claire. - sorriu, começando a dançar com a menina, perto de seus amigos mesmo.   Ficaram na dança por muito tempo, Claire já começava a tentar conseguir algo a mais, mas estava tomando cuidado para que aquilo não passasse de apenas uma provocação para .   Triste pra ele, que não sabia que quando tentava provocar , ela devolvia, e de uma forma consideravelmente pior.
  - Hey , você disse que veio com sua namorada, onde está ela? - Um de seus amigos disseram.
  - Ela ta ali. - disse apontando pra mesa, mas não se encontrava mais ali.
  - Não é aquela gostosa que está dançando com o Jensen não? - Um outro disse apontando para o outro lado da pista, onde estava meio abraçada com um rapaz muito bonito, dançando intimamente. A sorte é que ali na pista, ninguém da família de ou alguém mais importante iria reconhecê-los, pois estavam todos no salão principal, conversando e tomando seus drinks chiques.
  - Vish , vai perder mais uma para o Jensen? - O amigo voltou a provocar. odiava Jensen com todas as forças porque o rapaz roubou duas garotas dele. Mas ele não permitiria que isso acontecesse com .
  Se desgrudou de Claire que o olhou indignada, e caminou em direção à que tentava desviar o rosto de Jensen, que a todo momento tentava a beijar.
  - Jensen, será que você poderia sair de perto dela? - disse parado atrás do casal, com as mãos dentro do bolso da calça social e a cara fechada.
  - Você por aqui . - Jensen se virou de frente pra e ficou um pouco assustada com a expressão de seu namorado. - Desculpa, mas dessa vez cheguei primeiro.
  - Eu não perguntei se você chegou primeiro, eu to mandando você sair de perto da minha namorada. Agora! - Ele disse firme e o rapaz soltou uma risada descrente.
  - Você namorando ? Que surpresa.
  - Vamos . - pegou a menina pela mão e a arrastou até o outro lado da pista, onde tinha poucas pessoas. A menina o olhava com expressão divertida e ele ficou mais nervoso.
  - Pensou que só você podia provocar? - Ela disse sorrindo cínica.
  - Pelo menos eu provoco, mas não fico só no joguinho. - Ele disse puxando a menina pela nuca, grudando seus corpos enquanto falava no ouvido dela. - Hoje , eu vou te mostrar o que é ter um homem de verdade, e você não vai me impedir, sabe porquê? - Ele perguntou sexy no ouvido dela, fazendo ela se arrepiar e ficar anestesiada.
  - P-por que? - Ela disse de olhos fechados.
  - Porque você quer isso, tanto quando eu. - Ele disse e a beijou com vontade, fazendo a menina esquecer tudo o que se passava em sua mente.
  O beijo foi ficando cada vez mais intenso, e com a falta de ar, desceu os beijos para o pescoço da menina que apertou mais os olhos e tentou segurar alguns murmúrios de aprovação.
  - ! - Ela o alertou.
  - O quê? - Ele perguntou, voltando a olhá-la nos olhos.
  - Banheiro daqui à 5 minutos. - Ela falou e se soltou dele. Passou na mesa que estavam antes e deixou seu casaquinho de pelos em uma cadeira e foi até o benheiro feminino, checando se estava vazio. Foi trancar a porta pra não correr o risco de que ninguém entrasse ali até chegar, mas não precisou, porque quando segurou a maçaneta da porta, o menino a abriu, fechando a porta com os pés e a trancando sem olhar, enquanto puxava pela cintura com uma das mãos, e a beijava.
  Andou com ela às cegas até a bancada que tinha ali, e não hesitou em segurar a menina pelas coxas e a colocar sentada na mesma. Se posicionou entre as pernas de e voltou a beijá-la com fervor.
   retribuia na mesma voracidade, sugando e mordendo o lábio inferior do rapaz. Se desgrudaram para pegar ar e começou a dar pequenos chupões perto da orelha do rapaz, que passeava as mãos pelas coxas dela. Subiu com as mãos até chegar na intimidade da menina, e fez uma pequena pressão com dois dedos, fazendo a mesma soltar um gemido sexy, que fez até os últimos fios do cabelo de se arrepiarem, e seu pau ficar mais duro do que já estava. Puxou a menina mais para a frente, fazendo a mesma entrelaçar as pernas em sua cintura, e caminhou até uma parede próxima, chocando as costas de no azuleijo gelado, pressionando seu membro duro, na intimidade molhada da menina, que arfou.
   desceu do colo de e trocou as posições, fazendo ele ficar encostado na parede. Desabotuou os botões da camisa do rapaz e desceu os beijos pela extensão do abdômen definido dele. Chegou na barra da calça e abriu a mesma, dando de cara com o volume excitante que o menino escondia nas boxers negras.
   olhou para o menino e deu um sorriso malicioso, que foi retribuido com uma piscadinha. Passou a língua nas entradas do rapaz e disse:
  - Vou te dar um presentinho antes de voltarmos pra casa. - Ele mal teve tempo de responder, pois logo a menina lá tinha libertado sua ereção.
   deu um sorriso malicioso e lambeu os lábios, logo após sugando a cabeça do pau grande e grosso de .
  Aumentou os movimentos, dando algumas lambidas em toda a extensão, e depois começou a usar a mão para intensificar os movimentos, ouvindo os gemidos roucos de . segurou os cabelos dela, começando a guiá-la e pouco tempo depois, o menino gozou, sentindo que tinha recebido o melhor boquete de sua vida.
   engoliu tudo e depois limpou o excesso que tinha ficado em seu rosto com as mãos. Se levantou parando em frente à e lhe deu um selinho. O menino arrumou as roupas e a puxou para um beijo.
  - Vamos pra casa? - Ele perguntou ainda com a respiração ofegante.
  - Agora. - Ela disse o puxando pela mão, e os dois saíram do banheiro. Voltaram para a mesa onde estavam e viram que apenas Julie e algumas amigas estavam lá. Infelizmente Carter não pode vir, então a menina tinha que aguentar essas garotas mimadas.
  - Julie, avisa para mamãe que já fomos pra casa. - disse e nem esperou a irmã responder. Ele mesmo pegou o casaco de e a bolsa dela e os dois saíram de mãos dadas, indo pegar um táxi que passava.

[...]

  Chegaram em casa, e se correram para o quarto. jogou as coisas de no chão e a menina chutou seus sapatos para longe, assim como que além dos sapatos, também tirou as meias. Ele abraçou a menina pela cintura e começou a dar chupões e mordidas no pescoço dela.    passou as mãos pelos ombros do rapaz, jogando seu paletó no chão. Começou a dar alguns beijos calmos no pescoço do menino, enquanto desabotuava sua camisa. abriu o zíper do vestido de e deslizou o tecido pelo corpo dela, se surpreendendo ao ver que ela não usava sutiã, apenas uma calcinha mínima de renda preta. Não se prendeu muito no corpo dela no momento, porque estava a ajudando a retirar o resto de suas roupas. Andou com ela até a cama, e despositou o corpo da menina ali com cuidado. Agora eles já estavam mais calmos e tentavam fazer a coisa direito, para no final valer a pena.
  Começaram a se beijar mais uma vez, com o corpo de em cima do da menina. arranhava as costas nuas do garoto e as vezes apertava a bunda dele, ainda coberta pela boxer que era a última peça de roupa do menino.
   voltou a beijar o pescoço de , enquanto ela guiava a mão dela que passeava pelo corpo dela, passando pelos seios com os mamilos eretos e indo até a bunda da garota. desceu os beijos pelo corpo dela, deixando algumas marcas nos seios fartos da garota. Passou pela barriga e parou na barra da calcinha, onde ele a retirou.
  Voltou a beijar a boca de , enquanto dirigia dois de seus dedos até a intimidade da menina, vendo que ela já estava pronta para recebê-lo. arfou com os movimentos circulares de em seu clitóris, e acabou deixando escapar o nome do menino no meio dos gemidos, fazendo sorrir.
  - Anda , não estou com paciência! - Ela disse nervosa e o menino riu.
  - Cuidado para não se apaixonar, delicinha! - disse e retirou sua boxer, indo pegar um preservativo no criado, mas o interrompeu.
  - Não precisa ! - Ela disse o puxando pelos ombros para mais perto. - Só anda rápido com isso.   O menino deu um selinho nela e encostou suas testas, mantendo o olhar fixo um no outro. Segurou seu membro e esfregou a cabecinha por toda a intimidade de , fazendo a menina fechar os olhos e gemer gostoso, deixando mais duro do que já estava.
  - ! - Ela esbravejou voltando a olhar nos olhos do menino e ele a penetrou calmamente, deixando um sorriso aparecer no canto dos lábios.
   começou a acelerar os movimetos, e quando pedia por mais, ele diminuia a velocidade, fazendo a garota gemer frustrada. Provavelmente aquele era o melhor sexo da vida deles, e olha que ambos já tinha provado vários. o empurrou pelos ombros, fazendo o garoto cair ao seu lado na cama. Ele se sentou e ela posicionou o membro dele na sua entrada, sentando devagar, fazendo ambos gemerem o nome um do outro. Segurou na cabeceira da cama, usando-o como apoio para cavalgar cada vez mais rápido no colo de .
  O rapaz apertava a bunda da menina e a ajudava nos movimentos, gemia descontrolada e não estava muito longe. O topo da montanha russa se aproximava para ambos, e eles não quiseram adiar a queda. Logo impulsionou seu quadril para frente, fazendo-o penetrar a menina mais fundo e ambos soltaram gemidos satisfeitos, quando sentiram o orgasmo poderoso tomar conta do corpo de ambos.
  - Gostosa! - disse quando se recuperou. Saiu de dentro da garota e eles se ajeitaram na cama, com deitada no peito do menino.
  - Eu não me importaria de fazer isso o resto das férias. - deixou escapar e ambos riram.
  - Eu também não. - falou e eles ficaram em silêncio por um tempo, começando a pegar no sono. - O que você está fazendo comigo ? - perguntou antes dos dois apagarem na cama.

Capítulo 10

   acordou e se assustou quando viu uma bandeija em cima da cama. Olhou para o lado e estava lá mexendo em seu celular.
  - Bom dia. - Ela disse se sentando e se surpreendeu quando recebeu um selinho em resposta, mas não reclamou. - Café na cama, huh? - Brincou.
  - Valerie trouxe, acabei de ir lá em baixo e ela avisou que meus pai, Julie e Carter foram para a casa na praia. - disse largando o celular. - Val foi liberada e pra não deixar a gente com fome, ela preparou isso aí. Eu estava te esperando para comer. - deu de ombros e concordou.
  - Só um minuto. - Disse se levantando atrapalhada se enrolando nos lençóis e quase caiu.
  - Não tem nada aí que eu não tenha visto e tocado. - Ele disse rindo.
  - Cala a boca. - Ela deu o dedo do meio para ele e pegou a camisa social do menino que estava jogada no chão. Vestiu a mesma e foi ao banheiro fazer sua higiêne. Voltou para o quarto e observou atacando alguns morangos. - Ei! Deixa pra mim.
  - Então anda rápido. - Ele falou e ela se sentou na cama ao seu lado.
  - A gente não vai encontrar com os seus pais? - perguntou.
  - Eles falaram que se a gente quiser ir, nós vamos no meu carro, mas eu estou com preguiça. A não ser que você queira. - falou e fez careta.
  - Também estou com preguiça e cansada. - disse e os dois trocaram um breve olhar se lembrando de tudo que fizeram na noite anterior.
  Os dois terminaram de comer sem trocar nenhuma palavra, mas não era um silêncio incômodo para nenhum dos dois.
  - Vou levar essas coisas lá pra baixo. - disse quando os dois acabaram.
  - Beleza, eu vou tomar um banho. - avisou e foi em direção ao banheiro, enquanto saía do quarto.
  A situação estava meio estranha para os dois, não sabia se iriam continuar fingindo que nada aconteceu ou se continuariam se pegando, mas no momento ela não queria se preocupar com isso, então apenas tomou uma ducha rápida para dar uma acordada.
   também não sabia o que fazer, mas não queria perder a oportunidade de ficar sozinho em casa com o final de semana inteiro sem poder aproveitar a proximidade que os dois tiveram na noite anterior, ainda mais agora que descobrira que sua parceira era tão boa de cama quanto afirmava. Ele não deixaria essa oportunidade escapar de forma alguma.
   saiu do banho vestida com um roupão branco e encontrou sentado na cama mexendo novamente em seu celular, mas quando ele percebeu sua presença, desligou o mesmo e o colocou em cima do criado ao lado da cama. separou uma camiseta qualquer e um short curto de pijama para vestir, enquanto a observava usando apenas uma boxer branca.
  - Isso é estranho. - disse começando a vestir as roupas.
  - Estranho porquê? - perguntou a encarando.
  - Porque eu nunca me imaginei nessa situação com você. - Ela disse dando de ombros.
  - Você está arrependida? - Ele perguntou.
  - Não foi o que eu quis dizer. - Ela falou. - Porque você sabe que eu não estou. Mas é estranho porque você é o e eu odeio você, ou odiava pelo menos. - Ela completou e os dois trocaram um breve olhar. - E agora eu não sei o que fazer.
  - Vou te dar duas opções: a primeira, você pode ficar sozinha comigo o fim de semana inteiro apenas brigando, ou a segunda, você para de encher o saco e a gente explora todas as superfícies da casa, o que você acha? - O rapaz perguntou para a menina que voltou para a cama já vestida.   - Acho que a segunda. - Ela respondeu baixo e ele sorriu já subindo em cima da garota.   - Foi o que pensei. - Disse antes de beijá-la.
  O beijo mantinha o rítimo da noite anterio. Os dois pressionavam seus corpos um contra o outro em busca de mais contato, enquanto passeava sua mão pelas coxas e bunda de e a mesma apertava seu ombro e puxava os cabelos da nuca do rapaz. Os dois estavam insaciáveis e desesperados, se exploravam como se nunca tivessem se tocado, como se na noite anterior eles não tivessem provado cada pedacinho do corpo um do outro. O que era quase verdade, já que eles estavam tão desesperados que nem se preocuparam com esse pequeno detalhe. Mas para isso eles teriam o final de semana inteiro.
   desceu os beijos para o pescoço da menina, enquanto sua mão adentrava a blusa e o sutiã dela, massageando seus seios e fazendo a menina soltar vários murmúrios de aprovação. Não demorou muito e logo ele já tinha arrancado as duas peças da menina, deixando ela apenas de calcinha e com o short do pijama. Ela aproveitou a quase nudez do menino para arranhar suas costas e apertar sua bunda por dentro da cueca.
   continuou descendo os beijos e atacou os seios de , deixando vários chupões por ali. cansada da enrolação, enfiou uma de suas mãos na cueca de e agarrou seu membro duro começando a masturbá-lo lentamente, fazendo o menino largar seu seio para soltar um breve gemido.
  - Não me provoque . - disse olhando para ela.
  - Então anda rápido. - Ela disse impaciente.
  - Calma , temos o fim de semana inteiro. - Ele disse e a beijou mais uma vez.
  Quando se separaram, desceu alguns beijos e mordidas pela barriga da menina até chegar em seu short, depois retirou o mesmo junto com a calcinha dela e observou a intimidade humida de , mordeu os lábios e não hesitou em cair de boca nela, dando uma lambida em toda sua extensão. quase gritou por ter sido pega de surpresa.
  Se tinha uma coisa que era bom, essa coisa era enlouquecer uma garota na cama. poderia pensar nas várias meninas que já tiveram a oportunidade de passar na mão do rapaz, mas estava tão concentrada em receber prazer, que isso seria injusto consigo mesma. chupava, mordia e lambia a intimidade da menina, enquanto a mesma agarrava os lençóis e às vezes os cabelos de , não se preocupando em soltar vários gemidos, alguns até altos demais.
  Pouco tempo depois, ela sentiu seu prazer escorrendo e fechou os olhos aproveitando a sensação. tinha feito ela ter um orgasmo dos fortes em pouco tempo, sem nem mesmo a penetrar.
  Ela puxou o menino para cima e começou a beijá-lo, querendo sentir seu gosto através da boca do rapaz. Quando ameaçou tirar a boxer dele, ele segurou as mãos delas e colou suas testas.
  - Não se preocupe comigo agora. - Ele disse dando um selinho nela e os dois abriram os olhos.
  - Mas... - Foi interrompida.
  - Temos muito tempo , vamos descansar um pouco, o que acha? - Ele perguntou.
  - Você vai ficar nesse estado? - Ela perguntou ainda com a mão dentro da cueca do rapaz, apertando o membro dele.
  - Se você continuar provocando assim, eu não vou resistir. Então vem aqui. - Ele disse se deitando ao lado dela e a puxou para deitar em seu peito. Os dois trocaram um beijo rápido e ligou a televisão, colocando em um filme qualquer que nenhum dos dois assistiram pois logo pegaram no sono, devido a noite mal dormida e aos "exercícios" realizado à poucos minutos.

[...]

  - To com fome. - disse quando acordou. Ela ainda estava deitada no peito de , os dois estavam nús e apagados na cama e já se passava da hora do almoço.
  - Eu também, o que vamos comer? - Ele perguntou e ela se sentou na cama para espreguiçar, sendo seguida por ele.
  - Não sei, sua mãe se importaria se a gente preparasse alguma coisa? - Ela perguntou e se levantou, pegando a mesma camisa social do garoto e a vestiu, sem calcinha nem nada.
  - Claro que não. Mas você sabe cozinhar? - Ele perguntou, indo vestir sua boxer que foi jogada no chão mais cedo.
  - Eu sei. A questão é se você sabe né ?! - Ela perguntou parando de frente pra ele.
  - meu amor, eu moro sozinho com o desde meus 14 anos, alguém tem que cozinhar naquela casa. - Ele disse colocando uma mexa do cabelo dela atrás da orelha.
  - Ah é me esqueci do seu relacionamento gay. Você é a mulher da casa então? - Ela provocou passando por ele e indo até a porta.
  - Acho que me chamar de gay depois das coisas que andamos aprontando nessa cama, seria um pouco hipócrita, não acha? - Ele respondeu indo atrás dela.
  - É, gay não, bissexual quem sabe?! - Ela deu de ombros e ele a agarrou por trás, dando alguns beijos no pescoço dela.
  - Terei que te provar isso agora mesmo? - Ele perguntou no ouvido dela, enquanto uma de suas mãos, passeava pela coxa da menina.
  - Não , vamos comer. Eu não quis ofender sua sexualidade. - Ela disse se virando para o menino e o abraçou pelo pescoço, dando um beijo rápido em seus lábios.
  - O que você ta pensando em fazer? - perguntou quando viu a menina mexendo na geladeira.   - Ainda não sei, poderia ser uma macarronada que é mais rápido. - Ela falou dando de ombros.
  - Beleza , eu cozinho e você será minha assistente. - Ele falou indo até ela, e a empurrou para mexer na geladeira.
  - E o que a senhora pretende fazer? - Ela perguntou com uma voz grossa quando ele se abaixou para pegar alguns legumes e não evitou em dar uma secada na bunda do rapaz.
  - Não sei amor, acho que vou fazer um omelete. - Ele respondeu com a voz fina, fingindo ser uma mulher e ela riu.
  - Isso gostosa, faz um omelete delicioso que seu homem está com fome. - Ela continuou forjando uma voz masculina e deu um tapa na bunda do rapaz.
  - Ai amor! - Ele deu um gritinho gay e ela riu.
  - Depois fala que não é gay. - Sussurrou e foi se sentar na bancada.
  - Eu ouvi isso. - Ele falou e começou a preparar a comida.
  - , mexe aqui pra mim. - Ele disse se referindo ao arroz, enquanto ele terminava de picar o bacon para o omelete.
   parou ao lado dele e começou a misturar a comida na panela. Quando terminou, colocou o bacon para fritar e terminou o omelete, enquanto ela colocou a àgua no arroz para terminar de cozinhar.
  - Já acabou aí? - Ela perguntou para ele e ele concorou dando alguns passos na direção dela, a prendendo entre ele e a bancada.
  - O que vai querer beber? - Ele perguntou e subiu uma mão pelo peito nú dele.
  - Abacaxi com hortelã. - Ela respondeu e ele a abraçou pela cintura.
  - Já tem pronto, mas enquanto isso... - Ele disse dando um sorriso malicioso e a menina riu, passando os braços pelo pescoço dele.
  Ela deu alguns beijos e chupões pelo pescoço dele, enquanto ele apertava sua bunda e coxa e a colocou sentada em cima do mármore. Eles começaram a se beijar e ficaram nisso por um bom tempo.
   não via nada demais em estar nesses momentos com o rapaz, os dois eram jovens, estavam sozinhos em uma casa enorme o final de semana inteiro e não tinham nada pra fazer a não ser aproveitar um ao outro.
   arranhou as costas dele e deixou as mãos na cintura do rapaz, enquanto ele continuava apertando as coxas dela. Os dois ficaram nisso por um tempo, até que começaram a sentir um cheiro de queimado e deu um pulo da bancada, para ver que o arroz já começava a ficar preto. Os dois riram e decidiram que era hora de comer.

[...]

  - Hoje é o dia oficial da preguiça. - disse se jogando no sofá. Os dois já tinham acabado de comer, e tinham levado a louça para cozinha, iriam arrumar a bagunça mais tarde.
  - Definitivamente. Que assistir filme ou jogar video game? - perguntou.
  - Video Game, quem perder lava a louça. - Ela disse e ele colocou o jogo.
  Eles jogaram futebol e um joguinho de luta que tinha. não era a melhor pessoa, mas não estava perdendo feio, mesmo assim continuava ganhando.
  - Isso foi injusto, eu odeio lavar louça e você é muito melhor do que eu jogando. - Ela cruzou os braços emburrada.
  - Você que fez a proposta, já que perdeu, vai ter que ir lavar a louça. - Ele disse deslingando o video game e se virou de frente pra ela. - Mas se você for rápida, eu te dou uma recompensa, na mesa da cozinha. - Ele disse malicioso e ela riu.
  - Certo, não irei demorar. - Ela disse também sorrindo maliciosa e os dois riram. - Mas antes vou tirar uma foto para o instagram. - Ela disse e pegou seu celular na mesinha de centro.
  Ela estava sozinha, com o cabelo meio jogado na cara e sorrindo. Que a blusa era do menino, isso estava evidente, mas não se importou. Tirou a foto e logo ela já estava no seu perfil.
  - Agora vem aqui. - disse puxando ela para o seu colo e pegou o celular.
   abraçou ele pelo pescoço e deixou o cabelo cair em sua cara. Ela se aproximou um pouco dele, e só metade do rosto de cada um aparecia. Ela sorriu e ele fez uma cara mais séria e bateu a foto, colocando ela no instagram sem nenhuma legenda.
  - Depois reclama que as meninas estão surtando. - Ela disse saindo do colo dele e foi para a cozinha.
  - Não posso fazer nada por elas. - Ele gritou para a menina ouvir.
  Ela já tinha acabado quando o menino apareceu.
  - Pronto? - Perguntou e ela deu de ombros.
  - Estou esperando minha recompensa. - respondeu andando até ele e o menino sorriu.
  - Você não perde uma oportunidade não é mesmo? - Ele perguntou passando o nariz pelo pescoço dela, causando leves arrepios.
  - Você mesmo disse que temos que aproveitar o fim de semana, então pra quê perder tempo? - Ela deu de ombros mais uma vez.
  Ele não respondeu e apenas a beijou, segurou a menina pelas coxas e a colocou em cima da mesa, inclinando seu corpo sobre o dela. Em dois minutos eles já estavam sem roupas e com a respiração ofegante, começando uma dança sensual que os dois corpos já estavam se acostumando.
  Repetiram o ato no sofá da sala, na mesa do escritório do pai dele e na poltrona da sala de jogos.   Isso que dá deixar dois jovens que acabaram de descobrir o que podem fazer um com o outro, sozinhos em uma casa com vários lugares para explorar!

[...]

  - To afim de fazer uma coisa que não faço há muito tempo. - disse depois que os dois saíram do banho e já estavam vestidos. Ele com sua calça de moletom cinza e sem camisa, e ela com um vestido simples que foi a primeira coisa que achou.
  - E o que seria? - Ela perguntou, enquanto eles saíam do quarto e ia para a sala de jogos.
  - Tocar violão. Às vezes eu faço alguns vídeos e coloco no instagram, acho que vou fazer isso hoje. - Ele deu de ombros indo pegar seu violão.
  - Eu não sabia que você tocava. - Ela falou. - Eu nem te seguia no instagram.
  - Isso eu sabia, mas eu já seguia você.
  - E por quê você me seguia? - Ela perguntou interessada.
  - Você é gata e posta umas fotos bonitas. - Ele falou começando a dedilhar no violão e a menina corou. - Não precisa ficar vermelha. - Ele riu. - Ta, você sabe cantar?
  - Mais ou menos. - Ela disse baixo.
  - Então hoje você irá contar comigo, beleza? - Ele fez uma pergunta retórica. - A propósito, vamos colocar um vídeo no seu instagram também.
  - Claro , agora todo mundo da escola sabe que a gente namora também. - Ela disse irônica.
  - É bom pra tornar mais real, daí quem sabe a não para de encher o saco. - Ele falou simples.
  - É, e depois como a gente vai explicar pra todo mundo que a gente se odiava, começamos a namorar e terminamos numa boa? - Ela perguntou.
  - Você pensa de mais , relaxa aí e pega meu celular pra você filmar pra mim. - Ele disse e ela revirou os olhos, pegando o celular do menino e se sentou na mesinha de centro.
  - O que você vai cantar? - Ela perguntou.
  - Vou tocar só um trechinho de No Worries. - Ele respondeu. - 1, 2 e...

Captivated by the way you look tonight
(Cativado pelo jeito que você está essa noite)
The light is dancing in your eyes
(A luz está dançando em seus olhos)
Your sweet eyes
(Seus doces olhos)

  - Uau! - Ela disse admirada.
  - Ficou bom? - Ele perguntou.
  - Ficou maravilhoso. Eu amo essa música e você canta muito bem. - disse sorrindo e o menino retribuiu.
  - Então que tal você vir aqui cantar comigo o refrão? - Ele perguntou e ela fez careta. - Vamos , por favor.
  - Tudo bem, mas não garanto nada. - Ela disse depois ajeitou o celular de um jeito que filmaria os dois e se sentou ao lado do rapaz.
  - Quando quiser. - Ele avisou e ela deu de ombros. Ele voltou a cantar a parte de antes e no refrão, se juntou à ele.

Times like these we'll never forget,
(Tempos como esses nós nunca esqueceremos)
Staying out to watch the sunset
(Ficar fora para assistir ao pôr-do-sol)
I'm glad I shared this with you
(Estou contente por ter compartilhado isso com você)
You set me free
(Você me liberta)
Showed me how good my life could be
(Me mostrou quão boa minha vida podia ser)
How did this happen to me? Yeah Oh
(Como isso aconteceu comigo? Yeah Oh)

  Os dois terminaram de cantar um olhando para o outro e se aproximou para roubar um selinho de , que deu uma leve risada junto com ele. A menina se levantou meio constrangida por ter cantado em frente a outra pessoa e foi pegar o celular para ver como tinha ficado o vídeo. Quando ela foi se sentar, a puxou e ela se sentou no colo dele, os dois trocaram um breve olhar e foram assistir o vídeo. No vídeo tinha apenas a perte que eles cantavam juntos no refrão e depois roubando um selinho da garota enquanto ela ria.
  E por mais curto que seja, dava pra se ver de longe a conexão e a química que os dois tinham. Claro que os dois nunca admitiriam isso, mas se permitiram pensar em como os dois estavam se tornando um bom casal nos últimos dias.
  - Você canta muito bem . - Ele disse.
  - Eu achei que poderia ser pior, mas eu continuo sendo um desastre. - Ela disse depois de editar o vídeo e ele pegou o celular da mão da menina.
  - De qualquer forma, você está me devendo uma música no seu perfil também. - Ele disse e ela viu ele escrevendo na legenda "I want the world to know how beautiful you are" e sorriu involuntariamente.
  - Não sei se quero passar vergonha mais uma vez. - disse deitando a cabeça no ombro do menino.
  - Mas você vai, pode escolher uma música senhorita. - Ele disse.
  - Love Is On The Radio? - Perguntou incerta. - É uma das minhas músicas preferidas.
  - A minha também. - Ele sorriu. - E é uma ótima letra. - Ele disse e ela concordou.
  - Certo, vamos lá senhor ? - Perguntou e ele afirmou. Ela posicionou o celular novamente e eles combinaram a parte da música que iriam cantar.

Said one word, made me feel much better
(Você disse uma palavra que me fez sentir muito melhor)
Starts with "L" and it's got four letters
(Começa com "L" e tem quatro letras)
Things are looking up
(Tudo está ficando melhor)
Looking up (hey)
(Ficando melhor (hey)
There's magic everywhere you go
(Há mágica em todo o lugar que você vai)
Strangers stop to say hello (hello, hello, hello)
(Estranhos param para dizer olá (olá, olá, olá) )
So turn it up
(Então aumente o som)
Turn it up (hey)
(Aumente o som (hey))
As loud as you can make it go
(O mais alto que você puder)
'Cause love is on the radio
(Pois o amor está no rádio)

  Dessa vez dividiram o vídeo em duas partes, os dois cantavam juntos e olhava para as mãos, as vezes olhava para ela admirado e no final, ele largou o violão e pulou em cima da menina, fazendo ela soltar um gritinho assustado e cair deitada no sofá, onde os dois trocaram um beijo intenso. Claro que essa última parte não iria aparecer no vídeo.
  Depois ela pegou o celular e publicou os vídeos com a legenda "Now that I've found you my heart's beating faster" parte 1 e parte 2.
  - Obrigado. - Ele disse e ela o olhou sem entender.
  - Pelo quê? - Ela perguntou colocando as pernas no colo dele, permanecendo deitada.
  - Por cantar comigo e por estar me ajudando com todo esse lance. - Ele disse meio envergonhado.
  - Não precisa agradecer , estamos nessa juntos para ajudar a nós dois. E sobre cantar, você deve agradecer mesmo porque eu nunca fiz isso antes. - Ela disse e os dois riram. - Me tira uma dúvida? - Ela perguntou e ele deu de ombros, se deitando em cima dela com a cabeça no ombro da menina. - O que nós somos... digo, o que somos agora?
  - Não sei, somos namorados falsos e amigos com benefícios talvez. Muitos benefícios. - Ele respondeu e levantou a cabeça para olhá-la.
  - É, definitivamento com muito benefícios. - Ela concluiu o abraçando pelo pescoço.
  - Você não se cansa não é? - Ele perguntou malicioso dando uma mordida no pescoço dela.
  - Você que disse para aproveitarmos o fim de semana, não me julgue. Daqui a pouco seus pais voltam e não teremos mais essa liberdade. - Ela deu de ombros.
  - Com liberdade você quer dizer, sexo na piscina? - Ele perguntou.
  - Você está me propondo algo Sr. ? - Ela perguntou.
  - Na verdade eu sei que você vai aceitar de qualquer jeito. - Ele disse dando de ombros enquanto continuava dando beijos no pescoço dela.
  - Então acho bom ir rápido. - Ela disse empurrando ele pelos ombros e correu em direção ao quintal. Mas antes mesmo de chegar lá, já havi a pegado e pulou na piscina. Ele retirou sua calça e a cueca e depois repetiu o processo com o vestido de .
  Os dois começaram a se beijar e subiu as mãos pelo corpo de , chegando no mamilo egirecido devido à agua gelada. puxava o cabelo dele e arranhava suas costas, os dois se beijavam com ardor e desejo, era incrível que mesmo eles já tendo feito isso muitas vezes, era como se fosse sempre a primeira.
   encostou as costas de na parede da piscina e ela entrelaçou as pernas na cintura dele, ele desceu os beijos para o pescoço dela e no desespero, puxou o rosto do menino na altura do seu e sugou seu lábio inferior logo depois mordendo sua orelha e sussurrou:
  - Mete logo . - Disse e o garoto deixou um gemido rouco escapar, logo depois introduzindo seu membro grosso no interior da menina.

[...]

  Eles ficaram um bom tempo na piscina, repetindo o ato anterior ou apenas conversando e trocando alguns beijos, e mal viram o tempo passar. Quando se deram conta, já era quase meia noite e eles foram preparar um lanche.
  - O que vamos fazer? - perguntou. Ela estava só de roupas intímas e só de cueca, ambos molhados.
  - Val costuma deixar alguns sanduíches naturais aí na geladeira. - Ele disse apontando com a cabeça.
   pegou a tigela onde tinha vários sanduíches e os dois comeram em silêncio.
  Depois seguiram para o quarto e tomaram um banho quente na banheira e voltaram para a cama.
  - Eu estou morta. - disse quando os dois já estavam deitados e aquecidos pelo edredom.
  - Eu também. Digamos que você me cansou muito hoje. - Ele disse e os dois riram.
  - Digo o mesmo. É uma vantagem eu ainda conseguir andar. - Ela disse simples.
  - Isso é verdade. Então vamos descansar porque quero você inteira para amanhã. - disse e puxou a menina para mais perto, os dois se abraçaram e entrelaçaram as pernas debaixo da coberta. Ele deu um beijo na cabeça de e ela logo adormeceu.
   ficou admirando a garota por um tempo, mas logo pegou no sono.
  Não preciso nem comentar como foi o domingo dos dois, não é mesmo?

Capítulo 11

  - To a fim de ir tomar café fora hoje, o que acha? - perguntou à . Já era terça-feira e os pais de já haviam voltado, ou seja, eles não poderiam mais testar todas as superfícies da casa.
  - Por mim tudo bem. - deu de ombros.
  - Então vai se arrumar, te espero lá em baixo. - O menino disse e saiu do quarto enquanto se levantava e ia para o banheiro. Alguns minutos depois, foi para a sala e encontrou conversando com seu pai.
  - Mas pai, eu não quero ir. - O menino resmungava.
  - É importante pra gente , só vai ter homens lá e com certeza aqueles seus amigos estarão lá também. - James argumentou.
  - Justamente, por que eu não posso levar a ? - perguntou emburrado.
  - Por que é um jantar só para os homens, e você vai. Sem discussões. - James finalizou.
  - Droga. - resmungou novamente e só então percebeu a presença de ali. - Vamos? - Ele perguntou e ela concordou com a cabeça.
  - Bom dia . - James sorriu para a nora.   - Bom dia James. - comprimentou e saiu de mãos dadas com até o lado de fora da casa. - Onde você vai? - Ela perguntou quando eles já estavam caminhando pelas ruas de LA.
  - Hoje vai ter um jantar com uns caras da alta sociedade, e eu estou sendo obrigado a ir. - Ele reclamou.
  - Não deve ser tão ruim. - disse.
  - Só vai ter homens que fingem ser amigos uns dos outros para continuarem a ser bem falados entre as pessoas daqui. Sem contar que Jensen vai estar lá. - disse olhando para a menina.
  - Ainda não sei qual o seu problema com o cara. Ele é tão gatinho. - provocou e viu trincar o maxilar.
  - Esse é meu problema. Ele já roubou algumas garotas de mim, e você com certeza foi para a lista dele. - Ele repondeu.
  - Mas eu nem fiquei com ele. - respondeu dando de ombros.
  - Mas ele vai fazer de tudo para ficar com você. - disse.
  - Se você não fizer merda, não terá motivos para se preocupar. - piscou para ele e os dois entraram na cafeteria.

  Eles fizeram os pedidos e enquanto esperavam os mesmos chegarem, eles tiraram algumas fotos e postaram nas redes sociais (n/a: vou postar as fotos no grupo do facebook).
  - A gente ta ficando muito bom nesse negócio de casal. - comentou e os dois riram.
  - Na verdade as pessoas que estão acreditando muito nisso, porque nós dois juntos somos um desastre. - comentou e concordou com uma risada fraca.
  - Mas a gente combina na cama. - Ele respondeu se aproximando.
  - Isso é verdade. - Ela sorriu e ele encostou suas testas, enquanto segurava o rosto dela com uma das mãos.
  - Eu preferia mil vezes ficar trancado no quarto com você, do que ir nessa merda de jantar. - Ele disse desviando o olhar para os lábios dela.
  - Temos uma grande evolução. Há uma semana atrás você não queria me ver nem pintada de ouro. - Ela disse e eles soltaram uma risada fraca. - Mas tudo bem, eu também preferia que você ficasse, porém o objetivo principal dessa viagem é você acompanhar seus pais nos eventos e não transar comigo... - foi interrompida por uma garçonete colocando seus pedidos em cima da mesa e sorriu envergonhada.
  - Obrigado. - respondeu sorrindo amarelo e a menina se retirou, não sem antes deixar seu olho passear pelo corpo do garoto.
  Os dois comeram trocando poucas palavras e logo voltaram para casa, onde ficaram na piscina conversando com Julie e Melanie.

  Na hora do almoço, Melanie avisou que no dia seguinte eles teriam um almoço e que seria o último evento, então o casal já estaria liberado para irem para a Inglaterra. ficou feliz com a notícia pois não aguentava mais essa coisa de alta sociedade, por outro lado, não gostou muito da notícia, pois não queria encarar Fred, o novo marido de sua mãe e ainda fingir que gostava dele. Não obrigada, ela preferia ficar em Los Angeles.
  - Você tem mesmo que ir? - perguntou fazendo bico. Ela e tinham voltado para o quarto, pois ele teria que começar a se arrumar para o jantar.
  - Infelizmente. - respondeu dando um selinho nela. - Vou tomar um banho, quer vir? - Perguntou em tom malicioso.
  - Não , fique à vontade. - Ela respondeu e se jogou na cama. deixou o celular e a carteira em cima do criado mudo e foi para o banheiro, apenas de cueca, enquanto estava só com um conjunto de lingerie preto.
  - Se alguém mandar mensagem, você me avisa. - disse antes de fechar a porta e concordou. Ela ficou mexendo no celular e depois de um tempo ouviu o celular de apitando.
  - , CHEGOU MENSAGEM! - Ela gritou.
  - OLHA QUEM É. - Ele pediu e sua voz soou meio abafada, por causa da porta fechada. desbloqueou o celular e sua feição ficou séria.
  - É a vagabunda! - Ela disse. - Ops! É a Claire. - Ela respondeu irônica.
  - O que ela quer? - perguntou e leu o conteúdo da mensagem, aumentando ainda mais a carranca em seu rosto. De fato ela odiava aquela biscate.
  Claire: ", vai ser um prazer reencontrar você. Até amanhã, amor xxClay."   - Ela disse que será um prazer te ver amanhã. - respondeu sem humor e sentiu seu corpo gelar. Ele sabia que estava fodido, mas não havia feito nada, nem tinha conversado com a Clair esses dias.
  - Não sei o que ela quer dizer com isso. - Ele disse sincero e continuou tomando seu banho.
  - Ta certo . Só vou te dizer uma coisa: você pode fazer o que quiser com ela, mas não precisa encostar em mim nunca mais. - disse séria e começou a fuçar os contatos dele, até que achou um muito interessante.
  - Para de drama , você sabe que eu não vou fazer nada. - Ele disse desligando o chuveiro.   - Não é o que diz a mensagem, mas tudo bem, já está avisado. Se algo acontecer, você nunca mais encosta em mim. - Ela disse e enviou o contato do Jensen para o seu celular, sorrindo logo depois.   - Eu já falei com você sobre isso, você sabe que ninguém trocaria você por nenhuma delas. - disse entrando no quarto com uma toalha branca enrolada na cintura e se aproximou de , vendo que ela havia enviado o contato do Jensen. - ! Você não fez isso!
  - Só por precaução. - sorriu jogando o celular do menino do outro lado da cama e se ajoelhou na mesma para ficar na altura de , logo depois colocou os braços em volta do pescoço dele.
  - Você sabe que eu vou ficar muito puto se você falar com esse cara, né? - Ele perguntou colocando as mãos na cintura dela.
  - Eu sei, vai ser a mesma coisa se você ficar com a biscate. - Ela respondeu e ele revirou os olhos.
  - Tudo bem senhora, agora vou me vestir. - Ele disse dando uma mordida no lábio inferior dela.
  - Mas ta bom assim. - Ela disse analisando o troco nu do rapaz e ele riu.
  - Mas ineflizmente eu não posso sair assim na rua. - Ele disse e deu um beijo rápido nela. A menina se deitou na cama, enquanto assistia o rapaz vestindo o terno preto e uma camisa social da mesma cor. Quando ele já estava quase totalmente vestido, ele se aproximou para abotoar alguns botões da camisa dele.
  - Você está cheiroso. - Ela disse e ele deu uma piscadinha marota para ela. Os dois se encararam por alguns instantes e logo agarrou a menina, dando um beijo intenso nela. Ele inclinou seu corpo sobre o de , e os dois acabaram deitados na cama. - Você vai amassar sua roupa. - disse se desgrudando dele.
  - É. Que saco. - Ele bufou se levantando. - Já estou indo, me manda uma mensagem se estiver muito entediada. - disse pegando o blazer.
  - Manda um abraço pro Jensen por mim. - provocou e fechou a cara. - To brincando , boa sorte. Me mande mensagem se estiver entediado também. - Ela disse e foi com ele até a porta do quarto.
  - Tchau . - disse abrindo a porta e viu que seu pai estava ali.
  - Tchau amor, tenta não demorar. - disse, vendo que o pai observava os dois, por sorte estava na frente da menina, ou James a veria só de calcinha e sutiã.
  - Amo você. - disse sentindo sua garganta secar e deu uma piscadinha pra , que logo entendeu.
  - Também te amo. - Ela disse dando um beijo rápido nele.
  - Vamos ? - Eles ouviram a voz grossa de James e se afastou.
  - Claro pai. Até mais. - acenou e saiu do quarto fechando a porta.

[...]

   estava muito mais do que entediada, já tinha tentado assistir 3 filmes diferentes mas nada prendia sua atenção, já tinha vestido um roupão e ido até a cozinha comer alguma coisa e nada de chegar. Então cansada do tédio, ela resolveu provocar o garoto.

  :
  Muito tédio por aí?
  :
  Mais do que você imagina.
  Acredita que Jensen teve a coragem de falar comigo?
  :
  O que ele queria?
  :
  Queria saber sobre você, daí eu mandei ele tomar no cu.
  :
  Você tem que ser mais educado .
  Eu tava pensando em uma distração para nós dois, o que acha?
  :
  Que tipo de distração?
  :   Você já vai ver.

   disse e enviou uma foto só com suas roupas intímas e sem mostrar o rosto.

  :
  Você não devia ter feito isso.
  :
  Seria tão bom se você estivesse aqui para me tocar.
  Mas acho que posso fazer isso sozinha.
  :
  , para!
  :
  Que foi ? Você não aguenta?
  Não consegue segurar os hormônios?
  :
  Quando eu chegar em casa você ta fodida.
  :
  Gostei disso.
  Você vai me foder então?

  Ela enviou mais uma imagem, dessa vez sem sutiã.

  :
  !!!
  :   ! Cuidado para não deixar o volume das suas calças muito visível.
  Você sabe que eu amo ele, mas só dentro de mim.
  :
  Quando eu chegar em casa, eu vou te comer de todos as maneiras possíveis.
  Estou doido para testar a banheira.
  :
  Que tal você vir agora?
  :
  É tentador, mas você sabe que eu não posso.
  :
  Sendo assim, vou ir dar uma volta pelas boates aqui perto.
  Vou tentar conseguir alguém para fazer o serviço.

   disse e desligou o celular, não sabia se iria responder, mas não se importava. Ela se levantou e separou um vestido e foi tomar um banho demorado. Ela falava sério em relação a ir até alguma boate. E sabia bem disso.
  - Pai, se importa se eu for em bora? me mandou uma mensagem dizendo que está se sentindo mal. Coisas de mulheres. - mentiu. Ele sabia que ela era louca e que se ela disse que iria procurar alguém, ela realmente estava falando sério.
  - Tudo bem filho. Vá cuidar da sua namorada. - James disse dando uma piscadinha para o filho e sorriu, correndo para fora do salão de festas, pegando o primeiro táxi que apareceu.

   entrou em casa mais rápido que um furação, passou pela sala sem nem olhar para os lados, deixando Julie protestando para trás. Subiu correndo as escadas e quando chegou no quarto, viu saindo do banheiro só de toalhar e ele afroxou sua gravata.
  - Você não vai a lugar algum. - Ele disse se aproximando dela.
  - Eu sabia que você não iria me decepcionar. - disse e ele parou em sua frente, arrancando a toalha da menina com uma mão e a puxando pela nuca com a outra, logo grudando seus lábios com pressa.
   tirou o blazer e começou a desabotoar a camisa de , ele andou com ela até a parede e prensou as costas da menina ali, levantando uma coxa dela, para que ela entrelaçasse as pernas no quadril dele.
  Os dois se beijavam com voracidade e se tocavam demonstrando todo o desespero por aquele contato. terminou de tirar a roupa de e logo os dois já estavam nus em cima da cama.
  - Hoje eu vou fazer diferente. - disse ficando em pé em frente a menina que estava deitada e apoiada nos cotovelos. - Você foi uma menina má, e vou ter que te punir por isso.
  - E o que você vai fazer? - Ela perguntou o olhando com desejo derramando nos olhos.
  - Vou te comer de quatro e espero que você seja bem silenciosa, porque você também vai levar algumas palmadas. - disse se inclinando em cima da menina e ela virou de costas, deixando apenas o quadril inclinado. observou a cena e sentiu sem membro pulsar, e sem cerimônias, a penetrou com força, fazendo a menina soltar um gemido alto em resposta.
  - Eu disse pra fazer silêncio, temos companhia em casa e só eu posso ouvir seus gemidos gostosos. - sussurrou dando um tapa na bunda da menina, começando a se movimentar dentro dela. tentava segurar os gemidos, até que começou a dar mais palmadas e ela começou a morder o lençol para conseguir segurar. - Isso é por você ter me feito ficar de pau duro no meio do evento. - disse dando um tapa e em seguida beliscou um mamilo da menina que soltou um gemido longo. - Isso é por fazer Jensen encher meu saco por você ser muito gostosa. - Mais um tapa. Ele saiu de dentro dela, a virando de frente e começou a beijá-lo enquanto ele voltada a penetrá-la. Não demorou muito para eles gozarem e dessa vez eles não se preocuparam com os gemidos.

[...]

   acordou exausta e dolorida no outro dia. Além de tudo, ela estava sentindo uma cólica daquelas e já sabia que estava naqueles dias. Pelo visto ela e não poderia repetir a dose da noite anterior nos próximos 4 dias.
  Ela levantou e foi tomar um banho quente, enquanto ainda estava dormindo. Vestiu um vestido mais confortável e foi tomar café da manhã.
  - Bom dia. - disse se sentando na mesa onde apenas Julie estava.
  - Bom dia. - Julie tinha um sorriso malicioso nos lábios.
  - O que foi? - perguntou olhando para a cunhada com expressão confusa.
  - Nada... - Julie disse e deu de ombros voltando a servir seu café. - Onde está?
  - Ele ainda ta dormindo, ta um pouco cansado. - disse simples.
  - Sei bem, vocês não são muito silenciosos. - Julie disse e faltou pouco ficar roxa.
  - Julie! - disse sem graça.
  - Que foi cunhada? É a verdade. - Ela disse e as duas ouviram passos adentrando à sala de jantar. - Além de silenciosos são bem discretos. Olha o pescoço dele! espero que meu irmão continue vivo. - Julie disse quando se aproximou da mesa. levantou os olhos pra ele e viu que tinha se empolgado bastante.
  - Bom dia. - se abaixou para dar um selinho nela. - Julieta cuida da sua vida.
  - Nem sexo tira o mau humor desse ser, boa sorte . - Julie se levantou e deixou a sala.
  - Ela ouviu tudo né? - perguntou e concordou segurando uma risada. - Eu falei pra fazer silêncio. - Ele deu ombros.
  - Tudo bem, vamos ter que ficar sem fazer isso por uns dias mesmo. - disse e parou de comer para olhar para ela assustado. - TPM querido.
  - Ah não! Logo agora? - protestou fazendo bico e apertou as bochechas dele com uma mão só.
  - A gente não escolhe dia pra isso amor. - Ela disse bebendo seu suco.
  - Pra dar essas noticias ruins você me chama de amor né?
  - Para de drama. - repreendeu.
  - Tudo bem, eu tava pensando em ir pra Londres amanhã. - disse.
  - Não , vamos na sexta ou no sábado, eu não to afim de encarar o Fred ainda. - Ela disse olhando para as mãos.
  - Quem é Fred? - perguntou.
  - É o novo marido da minha mãe, a gente não tem um histórico bom de convivência. - Ela disse dessa vez o encarando.
  - A gente também não tinha, e veja só! Você já pensou em dar uma chance pra ele? - perguntou.
  - Não tente bancar o psicólogo agora , eu to de TPM! E eu poderia dar uma chance à ele, mas as coisas são mais sérias do que você imagina. - disse e se levantou. - Vou lá em cima me arrumar, daqui a pouco as pessoas começar a chegar. - Ela disse e não esperou ele responder, logo subiu as escadas e foi até o quarto.
  Vestiu uma saia rodada e estampada de cintura alta, e colocou um blusa preta por dentro da mesma, calçou suas sapatilhas salmão e colocou alguns acessórios. Não estava muito afim de se arrumar, pois não tinha um bom pressentimento para esse almoço.

  Depois de um tempo que estava pronta, apareceu no quarto para se trocar também, ela o ajudou a tampar algumas marcas de seu pescoço, mas não tiveram tanto sucesso.   - , , vamos descer algumas pessoas já chegaram. - Julie disse na porta do quarto.   - Já estamos indo. - respondeu e pegou seu celular, voltou para perto de e os dois entrelaçaram as mãos, logo descendo as escadas.
  Sabe aquela coisa de mau pressentimento? teve certeza que iria dar merda, quando pisou no último degrau da escadar e deu de cara com Claire e sua voz irritante, comprimentando todos os pesentes da sala.
  Agora ela sabia o que a biscate queria dizer com a mensagem.
  - O que ela tá fazendo aqui? - perguntou à sem tirar os olhos da menina.
  - Eu também gostaria de saber.

Capítulo 12

  - vou repetir mais uma vez caso você não tenha entendido: se você ficar com essa garota , não precisa nunca mais encostar em mim. - avisou segurando a mão dele com força, enquanto Claire se aproximava com um sorriso no rosto.
  - relaxa vai, eu já falei que não vou fazer nada. - disse já cansado de ouvir a mesma coisa.
  - Acho bom. - encerrou com Claire parando na frente deles.
  - Oi ! - Ela disse animada abraçando o garoto.
  - Oi Clay. - respondeu meio sem graça e ficou apenas observando.
  - Olá . - Claire disse sem nenhuma simpatia e acenou com um sorriso totalmente falso.
  - , vem aqui comigo. - disse arrastando ela para a àrea externa da casa. - Seja mais simpática pelo menos. - repreendeu baixinho quando eles chegaram no quintal.
  - Me desculpa se eu não sou falsa a esse ponto. - Ela disse levemente irritada.
  - Tudo bem, mas se controla beleza? É o último evento, então vamos fazer direito ok? - Ele perguntou se aproximando dela e colocando uma mexa de cabelo atrás de sua orelha.
  - Tudo bem , mas você sabe que se ela me irritar eu vou dar na cara dela. - Ela respondeu irritada colocando as mãos na cintura dele.
  - Ta bom , não vou deixar você sozinha com ela. - disse dando um beijo na testa de e a abraçou rápido. Os dois voltaram pra casa e terminaram de comprimentar o pessoal.

  - Como último evento, eu resolvi dar uma pequena cesta com os principais produtos da nova coleção. - Melanie dizia enquanto todos estavam reunidos na varanda da casa dos . - Queria agradecer também à todas vocês que compareceram nos meu eventos ao longo dessas duas semanas e também agradecer às grandes parcerias que minha marca fechou recentemente. Sem vocês nossa empresa não seria nada, então muito obrigada à todos e vamos aproveitar o resto da tarde. - Melanie finalizou e as pessoas aplaudiram. Uma empregada entregou a cesta para todas as mulheres e arrastou dali sob o olhar matador de Claire.
  - O que foi? - perguntou quando os dois já estavam dentro da sala de jogos.
  - Eles vão começar a fofocar e eu não quero ficar lá. - disse e os dois se sentaram no sofá de couro marrom.
  - Tudo bem então, o que quer fazer? - perguntou olhando nos olhos do rapaz.
  - Vocês sabe muito bem o que eu quero. - Ele disse passando as costas dos dedos pelo rosto dela, e se aproximou com um sorriso malicioso.
  - Eu to naqueles dias, você sabe. - disse tentando se focar nas palavras enquanto o menino estava tão perto. - E outra, a casa ta cheia, eu não vou transar com você aqui.
  - Eu acho isso uma pena. - fez um biquinho e não resistiu, dando uma mordida no lábio dele. - Mas podemos ficar aqui de boas, o que acha? - Ele perguntou passando o braço pelos ombros dela.
  - Por mim tudo bem. - Ela respondeu deitando a cabeça nos ombros dele.
  Pouco tempo depois os dois já trocavam beijos ora calorosos ora delicados. não hesitava em passear as mãos pelas coxas e bunda de Katherine, ela apenas arranhava a nuca e puxava os cabelos do rapaz. Eles já estavam se animando de mais, quando o celular de apitou.
  - Droga. - murmurou irritado, se afastando da menina.
  - É o Tyler, ele chegou de viagem e pediu para eu ligar pra ele. - Ela deu de ombros e revirou os olhos.
  - Tinha que ser ele pra interromper nessa horas. - disse mau humorado, passando as mãos pelos seus cabelos bagunçados.
  - Relaxa e tenta controlar essa coisa entre as pernas. - disse sinalizando a ereção crescente entre as pernas do rapaz. - Eu vou beber água, você quer?
  - Não valeu, não demora. - disse e acenou com a cabeça, pegando seu celular e foi até a cozinha que estava vazia.

   não quis demorar muito, mas acabou se distraindo enquanto mexia no celular.
  - Eu... - Se interrompeu quando viu uma cena nada agradável, deixando o celular cair de suas mãos. - Desculpa eu não queria atrapalhar. - Disse com um sorriso amarelo e virou de costas para ir até seu quarto.
  - ! - Ouviu gritar mas não deu ideia.
  Não acreditava que isso tinha acontecido, os dois estavam quase se comendo. queria poder arrancar a cabeça de Claire fora, e acreditava que se a menina fizesse mais alguma coisa ela realmente faria isso. Ela havia pedido um milhão de vezes e prometeu que não faria nada, e foi só ela ficar fora por cinco minutos e ele já estava se atracando com a vadia.
  Arg! Ela queria morrer, ou queria matar Claire. Não sabia de onde tinha saído tanta raiva, mas não conseguia se controlar, queria matar os dois, ou afogar Claire em uma banheira cheia de ácido. É, provavelmente a TPM estava a deixando mais... sensível?
  Ok , se controle, não mate as pessoas pois ainda é crime. Relaxa e não deixa aquele canalha encostar em você nunca mais!
  Ela repetia pra si mesma, na esperança de não querer arrancar a cabeça de um e fazer o maior vexame do século na festa de Melanie .

  Alguns minutos antes...

  - Oi , está aqui sozinho? - O menino se assustou com a voz de Claire entrando na sala. havia acabado de deixar o local e ele temia que se a mesma voltasse e encontrasse Claire ali, ela fizesse um escândalo.
  - Oi Claire, a foi na cozinha e já deve estar voltando. - Ele respondeu tentando fazer a menina sair dali.
  - Podemos aproveitar enquanto ela está fora. - A loira disse se aproximando dele que ainda estava sentado no sofá.
  - Não Claire. - Ele tentou ser firme mas logo ela estava sentada, se inclinando sobre ele.
  - Um beijo não mata ninguém e nós já fizemos mais do que isso. - Disse quase deitando em cima do garoto que tentava se afastar e acabou escorado no braço do sofá.
  - Claire, eu não conheço esse lado seu. - Ele disse meio incerto colocando as mãos na cintura dela, na tentativa de afastá-la.
  - Pra tudo tem uma primeira vez . - Ela disse com o rosto bem próximo ao dele.
  - Não Clay, eu não quero beleza? - Tentou ser delicado, mas antes mesmo de terminar de falar, Claire já estava com os lábios grudados ao dele. Ele tentou resistir, e à todo momento tentava afastar a menina, mas quanto mais ele o fazia, mais ela se aproximava grudando seus corpos. segurou o rosto dela com as duas mãos na tentativa de afastá-la, mas nem precisou, pois a mesma deu um pulo de susto quando ouviu uma terceira voz e algo caindo no chão.
  - Desculpa eu não queria atrapalhar. - Era e mal teve tempo de falar algo e a menina já estava caminhando de volta pra sala.
  - ! - tentou chamá-la, mas foi ignorado. - Tá satisfeita Claire? - Ele perguntou irritado.
  - Bastante, para ser sincera. - Respondeu cínica enquanto passava as mãos nos cabelo.
  - Eu não conheço essa garota que você se transformou. - disse com nojo, se retirando da sala e Claire soltou uma risada maléfica, pegando o seu celular.
  - Prontinho , fiz o que você pediu. - Ela respondeu com um sorriso brincando nos lábios.
  - Muito obrigada Claire, você já sabe que quando os dois terminarem você vai ser a primeira a ficar com ele, certo? - perguntou do outro lado da linha.
  - Não sou burra , antes de você roubar o só pra você, eu irei aproveitar ele aqui e fazer tudo o que tenho direito. - Claire respondeu e não obteve resposta já que desligou em sua cara.

  - ... - disse receoso entrando no quarto, enquanto a menina andava de um lado para o outro deixando algumas lágrima cairem.
  - SAI DAQUI! - Gritou quando viu o menino se aproximando.
  - Me escuta , não tire conclusões preciptadas. - Ele tentava manter a calma.
  - CONCLUSÕES PRECIPTADAS? EU SEI BEM O QUE EU VI SEU IDIOTA! - Ela gritou dando alguns tapas no peito dele, mas ele segurou os seus pulsos, só então vendo que ela estava chorando e isso fez seu coração apertar.
  - , não chora, me escuta. - Ele tentou mais uma vez, mas a menina estava explosiva.
  - NÃO, EU NÃO VOU TE OUVIR E NÃO ENCOSTA EM MIM. EU DEIXEI BEM CLARO QUE SE VOCÊ FICASSE COM AQUELA VADIA, VOCÊ NÃO PRECISAVA CHEGAR NEM PERTO DE MIM, E VEJA O QUE VOCÊ FEZ IMBECÍL. - Ela gritava. - Vou te contar uma coisa ! Sabe por quê eu odeio traição? PORQUE MEUS PAIS SE SEPARARAM POR CAUSA DISSO! MINHA MÃE TRAÍA MEU PAI COM O FRED! MINHA FAMÍLIA SE ACABOU POR ISSO! E O QUE VOCÊ FAZ? - Ela fez uma pergunta retórica e agora tentava controlar o tom de voz. - Sabe , a única coisa que eu pedi pra você não fazer nessa merda, era me deixar com fama de xifruda, E OLHA O QUE VOCÊ FEZ SEU ANIMAL! - Ela voltou a estapeá-lo.
  - CARALHO VOCÊ NÃO ME DEIXA EXPLICAR! - Dessa vez se exaltou. - FOI A CLAIRE QUE ME AGARROU, ELA SE JOGOU PRA CIMA DE MIM, EU NÃO FIZ NADA. - Ele tentava explicar.
  - JUSTAMENTE! VOCÊ NÃO FEZ NADA! A MENINA SE JOGOU EM CIMA DE VOCÊ, E VOCÊ NÃO FEZ NADA. - Ela voltou a gritar.
  - Quer saber? Se você não quer entender, eu não vou ficar aqui tentando explicar. Afinal, eu nem sei porquê você está tão nervosa, sendo que é um namoro falso. - disse irritado e não pensou duas vezes antes de deixar a marca dos seus cinco dedos no rosto do rapaz, mas diferente do que ele imaginava, a dor não foi física.
  - Não interessa se é falso ou verdadeiro, respeito a gente tem que ter em todas as circunstâncias , e se você não pode fazer isso, eu pesso que você me deixe sozinha e nunca mais fale comigo ou chegue perto de mim. - disse de costas para o garoto, enquanto apontava para a porta. não pensou duas vezes e saiu do quarto, mais irritado do que devia. Mas não era só irritação, ele estava mal de verdade, não gostava de ver as pessoas chorando, ainda mais . Não queria ninguém fazendo mal à ela, e saber que ele havia sido essa pessoa, lhe dava uma angústia e uma dor imensa.
  Ele entrou no quarto de hóspedes e ficou debrussado sobre a janela, sem saber o que fazer.

   ainda chorava debrussada sobre a janela do quarto, quando ouviu a porta se abrir e fechar logo em seguida.
  - Você tinha me garantido que ele não traía você, mas pelo visto estava errada, nunca vai me negar . - ouviu a voz de Claire soar um tanto quanto provocativa e se virou com ódio escorrendo nos olhos.
  - Na verdade ele mal teve tempo de negar, já que você com todo esse fogo no cu já foi logo se atirando pra cima dele, vadia! - exclamou nervosa e deu passos firmes em direção à Claire.
  - Você pode tentar se convencer, mas no fundo você sabe que ele gosta de mim e que sempre vai querer ficar comigo. - Claire disse também indo em direção à .
  - Cala a sua boca. Eu tenho pena de você, nunca superou um namoro e nunca vai entender que ele finalmente encontrou alguém que goste dele de verdade. - disse, mal se importando se estava mentindo ou não.
  - E você nunca vai superar que é uma xifruda e que perdeu seu homem pra mim. - Claire mal terminou de dizer e já havia enfiado os dedos no cabelo loiro da menina.
  Ela empurrou Claire até a porta do quarto e não hesitou em bater a cabeça dela na parede. Claire deu um grito fino e tentou avançar sobre , mas como resposta ganhou um soco no queixo que logo fez um filete de sangue escorrer pelos seus lábios. deu uma rasteira em Claire e a mesma caiu no chão, mal esperou o corpo da menina atingir o assoalho e já estava em cima da loira a enchendo de tapas e arranhões pelo rosto. Claire conseguiu ganhar vantagem e se virou ficando por cima de e deu um soco na boca da mais nova, quando foi atacar novamente, entrou no quarto e tirou ela de cima da .
  - VOCÊS DUAS ESTÃO MALUCAS? QUEREM FAZER MAIS UM ESCÂNDALO? - Ele gritou e foi prontamente ignorado por que seguiu até o banheiro para dar um jeito em sua boca que sangrava.
  - ela me atacou, eu só tentei me defender. - ouviu a voz falsa de Claire, que agora fingia um choro e revirou os olhos.
  - Você já fez merda de mais por aqui, acho melhor ir em bora antes que as pessoas desconfie do que está acontecendo aqui em cima. - disse pegando Claire pelo braço e a colocou pra fora do quarto.
  - Se precisar de mim é só me ligar, amor. - Ela disse passando a mão no peito de e ele trincou os dentes, tirando a mão da menina dali.
  - Só vai em bora Claire, e não me procure nunca mais. - Ele disse e fechou a porta na cara da loira. voltou para o quarto e foi até o banheiro onde lavava o rosto.
  - Sai daqui. - Ela disse com a voz baixa, olhando para as mãos.
  - , não faz isso. - Ele tentou se aproximar.
  - por favor. - Ela disse secando o resto das lágrimas e passou por ele indo até o quarto.
  - É sério , eu não tive tempo de tirar ela de cima de mim, pois na hora que eu fui fazer isso, você chegou. - disse indo atrás dela.
  - Eu não quero suas desculpas esfarrapadas , sai daqui por favor. - Ela disse indo até o guarda roupas.
  - O que você vai fazer? - Ele perguntou assustado.
  - Não interessa. - Ela respondeu pegando seu vestido mais provocante. - Sai daqui. - Ela finalizou e ele saiu do quarto, com aquela sensação de que todo o avanço que eles tiveram, acabara de ser perdido e tudo havia voltado a ser como antes.

  - , o que você quer? - Ela ouviu a voz de Tyler assim que o mesmo atendeu o telefone.
  - pegou outra garota, e eu to meio incerta em devolver com a mesma moeda, o que você acha? - Ela perguntou com a voz tremula.
  - FILHO DA PUTA! FAZ O QUE VOCÊ QUISER AMOR, NÃO VOU TE ACONCELHAR A NADA PORQUE SENÃO VOCÊ TERÁ QUE COMETER HOMICÍDIO. SÓ NÃO DEIXA ELE TE FAZER CHORAR. - Ela ouviu a voz alta de Tyler do outro lado da linha.
  - Tudo bem, vou desligar agora. Amo você bebê. - Ela disse com a voz triste e encerrou a ligação.
   pegou seu celular e mandou uma mensagem para Jensen e foi prontamente respondida, recebendo o endereço da casa do rapaz. Ela optou por não colocar o vestido, então ficou só com um short jeans e uma camiseta qualquer, pegou seu celular e a chave do carro de que estava em cima do criado e saiu do quarto.
  - onde você vai? - perguntou assim que ela fechou a porta.
  - Não te interessa. - Ela disse passando por ele e indo em direção à escada.
  - Se você estiver indo fazer o que eu to pensando, quem ficará puto será eu! - disse segurando o braço dela.
  - Você não tem direito nenhum de ficar puto sendo que quem começou tudo foi você. - Ela tirou a mão dele de seu braço e desceu as escadas correndo, indo até a garagem. - Tenho certeza que Jensen é melhor na cama que você. - Ela disse antes de sair com o carro, deixando um desesperado pra trás.

   dirigiu apressada pelas ruas de Los Angeles logo chegando no endereço que constava no GPS. Ela nem precisou tocar a campainha, pois Jensen já estava do lado de fora da casa a esperando, usando apenas uma calça jeans caindo perigosamente por sua cintura.
  - Nunca pensei que teria sua ilustre presença por aqui. - Ele disse se aproximando dela, quando a mesma saiu do carro.
  - Não precisa de muita simpatia Jensen, eu sei suas intensões. - Ela disse passando por ele e Jensen a seguiu abrindo a porta da casa para a menina entrar.
  - Não diga isso . Antes mesmo de descobrir que você era namorada do , eu já queria te ter na minha cama. - Ele disse e parou em sua frente.
  - Então você tem um ponto de vantagem. - Ela disse subindo a mão pelo peito dele até chegar em seu pescoço.
  - Queria entender o motivo de você largar o . - Ele disse enlaçando um braço na cintura da menina e a puxou para perto, colando seus corpos. - Mas não vou perder tempo com isso, estou acostumado a ficar com as garotas do , mas confesso que nunca fiquei com tanto tesão por uma, quanto estou por você agora. - Ele disse passando o nariz pelo pescoço da garota, causando leves arrepios.
  - E você ta esperando o que? - Ela mal terminou de falar e a boca de Jensen já estava colada na sua, dando provavelmente um dos melhores beijos de sua vida.

  - , eu to fodido! - disse rápido quando o amigo atendeu o telefone.
  - você só me liga quando dá merda. O que rolou dessa vez? - perguntou entediado.
  - A Claire me beijou e a viu. - disse nervoso subindo para seu quarto.
  - VOCÊ É UM IDIOTA! Onde a está? - perguntou irritado.
  - EU NÃO FIZ NADA! Eu tentei tirar ela de cima de mim, mas na hora a chegou. - Ele respondeu desesperado.
  - ONDE ELA TÁ CARALHO? - gritou.
  - Ela foi pra casa do Jensen. - respondeu deixando sua voz soar chateada.
  - CARALHO! sabe fazer muita merda quando quer, tá parecendo você! ¬- respondeu. - E O QUE VOCÊ TA FAZENDO EM CASA AINDA?
  - Eu não sei, ela pediu pra eu nunca mais chegar perto dela se eu tivesse ficado com a Clair, estou respeitando a vontade dela. - respondeu baixo, se sentando na cama com a cabeça entre as mãos.
  - Mas você não ficou com ela, então vai pra casa do Jensen agora, porque ele não é digno de ficar com a . - aconcelhou.
  - Na verdade, eu não sou digno de ter ela e nem de ir atrás. Ela faz o que ela quiser. - deu de ombros.
  - Eu sempre fico do lado dela quando ela está errada, mas dessa vez eu não vou permitir isso , então vai lá e tira sua garota dos braços daquele imbecíl, ou eu vou aí e soco vocês três. - disse e desligou o telefone.
  - Ótimo , você poderia ser menos cabeça dura. - disse pra si mesmo, saindo do quarto e indo para fora de casa para chamar um táxi, já que ela estava com seu carro.

   e Jensen se beijavam descontando todas as aflições que sentiam. arranhava as costas do menino e mordia sua boca com força, sentindo toda sua raiva se extravasar naquele ato. Já Jensen apertava todas as partes disponíveis do corpo da menina, e por mais que ele beijasse muito bem e tivesse uma pegada maravilhosa, não conseguia sentir tesão suficiente e pior ainda, ela não conseguia tirar da cabeça e deixar de comparar a diferença entre os dois. Pois é, ela preferia o menino , que vivia fazendo merda e a irritando, ela preferia o cara que ela odiava à uma semana atrás.
  Jensen empurrou para o sofá e retirou a blusa dela, a menina colocou ele sentado no mesmo e se sentou em seu colo, também retirando a blusa do rapaz. Os dois continuaram se pegando enquanto rebolava no colo dele. Logo depois ela abriu o botão da calça jeans do garoto e colocou sem membro pra fora, começando a masturbá-lo lentamente.
  Ela desceu do colo dele e se ajoelhou em sua frente, segurou o membro ereto com as duas mãos, continuando com os movimentos lentos e quando foi colocar o pau de Jensen na boca, ela foi interrompida pela porta sendo aberta com força e entrando com uma raiva que ela nunca viu na vida.
  - EU DISSE QUE NELA VOCÊ NÃO ENCOSTAVA. - Ele disse tirando de perto do rapaz e o puxando pelo pescoço, acertando um soco no rosto de Jensen.
  - Se você não consegue satisfazer suas mulheres, não culpe a mim, culpe a si mesmo. - Jensen devolveu o soco e os dois começaram a se debater. apenas observava, estava na vantagem, mas ela ainda queria ver Jensen acertando alguns socos na cara bonitinha dele para ele parar de ser otário.
  - CHEGA VOCÊS DOIS! - Ela girtou entrando no meio deles. tinha o lábio cortado e a respiração pesada, já Jensen tinha o rosto vermelho, um corte na sobrancelha e um filete de sangue escorrendo por entre os lábios. - eu cansei! Cansei de você sempre fazer merda e tentar arranjar desculpas esfarrapadas para esconder seus erros.
  - QUEM ESTÁ CANSADO SOU EU! A GENTE VIVE BRIGANDO E VOCÊ SÓ ENCHERGA O QUE VOCÊ QUER! VOCÊ SÓ CONSEGUE ME VER COMO CULPADO MAS NUNCA PARA PRA PENSAR NAS COISAS QUE VOCÊ FAZ! - Ele gritou irritado e vestiu sua blusa.
  - Não vou discutir agora, vamos em bora. - Ela disse puxando ele pela blusa até o lado de fora da casa e os dois entraram no carro.
  - Inacreditável ! Eu sempre te disse sobre o Jensen e tudo que ele fazia por causa da nossa rivalidade, e você não perdeu tempo em ir lá se atracar com ele. - disse já dentro do carro, enquanto dirigia.
  - E eu te falei a mesma coisa sobre a Claire, mas você também não se importou em agarrar a vadia! - Ela disse aumentando o tom de voz.
  - Se você não quer entender eu não posso fazer nada! Eu já expliquei, mas você não quer a verdade, você só quer descontar essa raiva que está sentindo por causa da TPM e viu em um ato que não foi vontade minha, a solução pra se libertar disso tudo. - Ele disse irritado olhando pela janela.
  - Eu não vou discutir . - Ela disse e logo estacionou na garagem dos .

  Os dois saíram do carro sem trocar mais nenhuma palavra e foram para o quarto. foi para o banheiro tentar dar um jeito no seu rosto e ficou no quarto, sentada na janela, deixando mais algumas lágrimas caírem.
  Eu sabia que nós dois juntos seríamos um desastre!
  Ela pensou enquanto secava o rosto. tinha certeza de duas coisas, uma era, se ela encontrasse Claire a loira estaria morta, e a outra certeza era que tinha algo doendo em seu peito e ela queria que isso parasse o mais rápido possível.

  Parabéns , vocês são um dupla incrível, um só faz merda e o outro é cabeça dura o suficiente pra nunca entender as coisas. Só resta saber qual é qual!
   pensava enquanto limpava sua boca. Ele continuava com aquela sensação de algo caindo dentro de si e também sabia que nada seria como antes, não enquanto fosse tão mente fechada quanto ela era. Mas se ela queria um motivo para entender que aquilo foi um mal entendido, ele iria dá-la. Nunca foi de correr atrás das mulheres, mas não admitia uma garota o julgar sem nem saber realmente o acontecido. Então estava decidido, teria que ouví-lo e ele ia fazer de tudo para que ela se sentisse mal o suficiente por ter ido atrás de Jensen em uma atitude totalmente infantil.

FIM DA PRIMEIRA PARTE!

Capítulo 13

  - , você vai realmente ficar com raiva de mim? - perguntou e continuou o ignorando. Dois dias já haviam se passado desde o ocorrido com Claire e hoje eles finalmente embarcariam para Londres. Para a felicidade do menino que não aguentava mais o clima em sua casa e para a tristeza da garota que definitivamente não estava pronta para encarar sua mãe e o marido dela, e ainda por cima fingir que amava .   O menino já havia tentado falar com ela várias vezes durante esses dois dias e era sempre ignorado com sucesso. Até que uma hora ela foi obrigada a ouví-lo, mas mesmo assim o menino continuava sem respostas.

  No dia anterior:

  - Agora você vai me ouvir, certo? - perguntou entrando no quarto. Era quinta-feira e estava sentada na cama terminando de ajeitar as malas, já que eles partiriam no dia seguinte. Ele parou em frente à ela e decidiu que falaria do mesmo jeito, já que ela não havia respondido. - Você pode não responder, mas sei que está ouvindo, então vou falar do mesmo jeito. Eu sei que já tentei explicar, mas vou falar de novo: na hora que você saiu a Claire apareceu lá, inclusive na hora que fui tentar empurrar ela, você chegou e entendeu tudo errado. Eu não sou do tipo de cara que corre atrás das mulheres, mas não vou deixar que você fique me acusando por algo que você entendeu errado. E eu sei que não sou um cara correto e tudo mais, mas você me pediu para não ficar com ela e eu juro que se você fosse qualquer outra garota, eu não pensaria duas vezes antes de ignorar e ir ficar com a Clay, mas eu estou respeitando a sua vontade, ou estou tentando já que ela me atacou do mesmo jeito. De qualquer forma, eu sei que sou um filho da puta, mas eu não faria isso com você, ainda mais agora que você vem sendo tão legal comigo. - Ele disse e o encarou. Ela olhou profundamente nos olhos dele, mas não disse nada, não expressou nada. Ele suspirou derrotado e olhou para os pés, logo se retirando do quarto.
   naquele momento acabou se amolecendo. Talvez se ele tivesse a olhado daquela mesma forma antes, transmitindo tanta sinceridade, ele já estivesse sido perdoado. A raiva dela havia esfriado e agora ela não estava tão enfurecida a ponto de entender apenas o que ela queria, então ouvindo o menino, ela acabou se sentindo inútil por ter ido atrás de Jensen e feito o que fez. Se bem que eu não fiz nada, porque ele chegou na hora.   Ela pegou seu celular e ligou para sua amiga, talvez ela pudesse dar uma luz sobre o que ela deveria fazer.
  - Oi , como você está? Fiquei sabendo do que aconteceu. - A voz da amiga era ressentida e por pouco não revirou os olhos, odiava quando sentiam pena dela.
  - Está tudo bem . Ele finalmente conseguiu se explicar e eu estou me sentindo uma idiota por ter ido atrás do Jensen. - assumiu com a voz baixa. Tinha medo de alguém escutar. E por um lado foi bom, já que ainda estava parado do lado de fora tentando ouvir algo.
  - Não esquenta a cabeça com isso , você estava nervosa e agiu por impulso e aposto que no fundo você sabia que ele iria atrás. - acusou e teve que rir. Era incrível como uma pessoa podia conhecê-la tão bem, quanto .
  - Pior que é verdade. Eu não queria realmente ficar com o Jensen e por sorte o não falhou e foi atrás como o esperado. - disse e dessa vez conseguiu ouvir. Ele não ficou chateado, pelo contrário, se permitiu rir por saber que a menina não queria estar com o rival. Ta vendo Jensen, dessa vez você não conseguiu.   - Mas vocês já estão bem? - perguntou.
  - Na verdade não. Ele veio aqui e se explicou, mas eu ainda estou com raiva e não pretendo ceder tão cedo. - respondeu, indo até o canto do quarto e arrastando sua mala para perto da de .
  - Você também ein? Você é muito cabeça dura! Custa parar de ser tão orgulhosa assim? Vocês estão nessa juntos, esse clima pesado só vai foder mais as coisas. - estava se irritando e riu fraco.
  - Eu sei que sou orgulhosa e tudo mais, mas não precisa se preocupar porque as coisas não vão foder, porque não vai ter mais foda entre nós dois. - tentou fazer graça, fingindo estar triste e riu.
  - Você é terrível! Mas me conte, como estão as espectativas para Londres? - perguntou animada.
  - Não sei, queria ver o Tristan, mas ele estava morando em Paris, então não sei como andam as coisas. O bom é que a Alexia e o Matthew estarão lá, e você sabe que eles são meu casal favorito. - respondeu igualmente animada.
  - Sinto muito pelo Tris e espero que você e o melhor casal se divirtam muito, já que você abandonou a mim e ao . - respondeu.
  - Oh , não fique triste, mas é que você e o não se firmam, não trabalho com casais indecisos. - respondeu se sentando na janela.
  - Uma hora iremos firmar amiga, e seremos seu casal número um. - disse com a voz encantada e sorriu.
  - Se um dia virar homem né amiga, porque se ele for que nem o , você pode desencanar desse conto de fadas e ir procurar outro príncipe. - disse e riu. que ainda estava ouvindo atrás da porta, se indignou e abriu a mesma, ficando observando a menina, sem ser notado, já que a mesma estava na janela.
  - Não fale assim dele, porque ele está sendo um amor. Mas me conte, como anda o casamento da sua mãe? - perguntou e deixou os ombros caírem.
  - Você tinha que tocar nesse tópico? Você sabe da história com o Fred, não estou afim de encarar aquele otário, espero que minha viagem não seja decepcionante e que Brian seja um irmão legal. Imagina que chato ele começar a implicar com o ? A Julieta vem sendo tão fofa comigo, que eu morreria de vergonha se Brian fizesse o contrário. - disse e sorriu. Não era como se ele se importasse em ser mal tratado pelo irmão da namorada, isso já havia acontecido antes, mas no final tudo sempre se resolvia.
  - Não precisa esperar que ele seja fofo né ? Esse não é o tipo do seu irmão, a não ser que ele seja o Tyler. - respondeu e riu.
  - Eu sei. Por falar em Tyler, como meu viado está? - perguntou. - Da última vez que falei com ele, foi só pra saber se eu deveria ou não dar o troco no . - disse revirando os olhos e repetiu o ato, mesmo sem ver o rosto da garota. Ele pigarreou e ela pulou assustada, olhando para ele depressa.
  - Ele está bem, ele que me contou sobre tudo e...
  - Desculpa , vou ter que desligar, manda um abraço pra ele e diga para o virar homem. Quando eu chegar em Londres eu te ligo. - disse e mal esperou a amiga responder e já havia desligado.
  Guardou o celular no bolso e passou por que a segurou pelo braço. Ela olhou para a mão do menino e depois olhou para o rosto dele. Pela expressão da garota ele viu que era melhor deixar as coisas como estavam, ou alguém morreria em breve.
  - ! Onde está a ? - Julie perguntou assim que ele saiu do quarto. havia passado por ali segundos atrás e certamente estava na cozinha com Val, como ela sempre fazia.
  - Ela acabou de sair aqui do quarto, deve estar na cozinha. - respondeu sem jeito, era estranho conversar com irmã sobre a namorada como se tudo estivesse bem, coisa que certamente não estava.
  - Beleza, quer me contar o que está acontecendo? - Ela perguntou em tom mais baixo.
  - Oi? - Ele se fez de desentendido.
  - Sério ? Você está mesmo tentando se fazer de bobo? Olha eu já tenho 15 anos e sei que o casal não está no seu melhor momento. Desde o almoço na quarto que vocês mal se tocam, e tenho que lembrar que eu vi Claire saindo daqui e sua cara não estava nada saudável.
  - Aquilo foi um mal entendido. - tentou disfarçar.
  - Certo, então porque não estou ouvindo mais barulhos extremamentes escandalosos à noite? - Ela perguntou cruzando os braços e ele riu.
  - A está naqueles dias, sabe como é. - Ele coçou a nuca sem jeito.
  - Ta, mas mesmo assim. Isso não impede você de beijar ela, e olha que nessas duas semanas que vocês estão aqui, a coisa que eu mais ando vendo, é vocês se beijando por aí. - Julie disse ainda com a pose de séria e não sabia o que fazer.
  - Amor, vamos comer? - disse andando até eles e pegou na mão do rapaz, ele ficou totalmente sem saber o que fazer mas mesmo assim tentou sorrir. - Oi Julie, quer vir também? - pegruntou educada.
  - Então está tudo bem né? - Julie reforçou a pergunta.
  - Está sim, porque não estaria? - devolveu. Se tem uma coisa que essa menina é, essa coisa é boa atriz. pensou.
  - Certo, podem ir, não estou com fome agora. - Julie deu de ombros e o casal saiu dali indo até as escadas, ainda de mãos dadas.
  - Tente ser melhor da próxima vez. - disse se referindo à péssima atuação do rapaz e saiu dali, indo até a sala de jogos, onde ela esteve passando os dias lendo.
   que ficou pra trás, bufou e caminhou até o bosque. Já estava escurecendo e começando a esfriar, com a noite chegando, os mosquitos começavam a incomodar muito, mas mesmo assim ele se deitou no seu costumeiro banco e ficou olhando o balançar das árvores.
  Depois de um tempo, resolveu que era melhor ligar para , o amigo sempre tinha algo para dizer que o ajudava. Então pegou o celular e discou os números conhecidos do rapaz.
  - Já sei, aprontou de novo! - Foi a primeira coisa que disse assim que atendeu o telefone.
  - Dessa vez não . - bufou frustrado. - Ela finalmente me ouviu, contra a vontade dela, mas me ouviu. - disse.
  - E o que ela falou? - perguntou.
  - Nada, ela simplesmente me ignorou como das outras vezes. - disse.   - Mas pelo menos agora ela já tem sua versão. Pra ela te perdoar agora é mais fácil. - disse positivo.
  - Eu espero que sim. - começou. - Seria muito mulherzinha da nossa parte se eu comentasse sobre a conversa dela que ouvi no telefone? - perguntou e riu, sendo acompanhado por ele.
  - Que coisa feia ! Ela estava falando com quem? - perguntou.
  - Com sua namoradinha. - provocou.
  - Com a ? O que ela estava falando? - perguntou curioso.   - Elas estavam comentando sobre como você devia virar homem e pedir a em namoro. - disse e soltou uma risada fraca.
  - Não sei cara, eu gosto da , posso dizer que estou apaixonado. Mas e se ela não quiser nada comigo? - perguntou e revirou os olhos.   - Apaixonado ? Que coisa de viadinho. - provocou.   - Você pode dizer muita coisa não é? - caçoou. - Tudo bem, você não está apaixonado... AINDA! Te conheço bem camarada, nunca te vi nas mãos de uma mulher como vocês está nas mãos da . - disse e permaneceu quieto.
  - A questão é que, se a estava falando disso com a , é porque ela quer algo com você né? - mudou de assunto.
  - Vou pensar em algo legal para fazer pra ela então. - disse pensativo.
  - Você sabe que eu não vou, ou não ía pelo menos, com a cara da , mas agora ela tem meio que apoiado meu lance com a e ela está fazendo você ficar gayzinho, então seja legal com ela. - disse sem jeito.
  - Você devia fazer o mesmo. - sugeriu.
  - Oi? - estava confuso.
  - Oras, se ela já te ouviu, então ela só precisa de um incentivo para te perdoar de vez. Compra alguma coisa pra ela. Mulheres amam flores, chocolate, bichinhos de pelúcia ou filhotes. - enumerou.
  - Francamente , você já foi mais masculino. - tirou sarro.
  - Por isso eu sempre arrumo namoradas e você não. - provocou.
  - Hey! Eu sempre tive a se eu precisasse. E se eu quisesse namorar eu não precisaria de toda essa viadagem. Tenho meu charme natural e tenho certeza que ele funciona direitinho com a . - se gabou.
  - Uh! Então você está jogando seu charme pra cima da ? Está afim de conquistar a garota e namorar sério, ou só quer que ela se apaixone? - alfinetou.
  - Pare de distorcer as coisas cacete. Deixa eu falar o porquê que eu liguei. - cortou o amigo.
  - Ah e você não tinha falado ainda? - perguntou fingindo surpresa.   - Ela estava falando de um tal de Tristan. - começou.
  - Opa , vai ter que marcar território. - avisou.
  - Esse é o problema. A garota ta puta comigo e não deixa eu chegar perto dela, se esse mauricinho já tiver tido algo com ela, a vai ficar puta se eu vier com possessão pra cima dela. - coçou a nuca. - E eu não queria estragar as coisas com a mãe dela.
  - Então temos um probleminha. A está puta com você, então você tem que se desculpar rápido, antes que as coisas fodam de uma vez e claro, você não pode vacilar com a sogra, ou então ela baterá em você com um rolo de macarrão por ter machucado o coração da filha dela. - brincou e os dois riram.
  - Estou me sentindo no lugar da quando ela conheceu a Claire. - disse olhando para o céu.
  - Então tente fazer as coisas diferentes. ficou implicando com a Claire o tempo inteiro, tentando mostrar que você estava com ela. Você irá fazer o contrário, ao invés de provar algo para esse Tristan, mostre para que ela está com você e que não precisa dele. - finalizou deixando surpreso.
  - Vai se foder. - respondeu mau humorado.
  - Obrigado pela dica. Mas podemos estar nos precipitando e talvez ele não seja nada dela. - deu de ombros. - Agora vou desligar, porque tenho que arrumar as coisas. Nosso vôo sai amanhã.
  - Ok cara, boa sorte. Se precisar é só ligar. - disse e concordou desligando o telefone logo em seguida.
   voltou para dentro de casa e foi direto para o seu quarto, onde guardou suas coisas e tomou um banho quente. Quando estava saindo do banheiro, trajando apenas uma toalha branca caída pelo quadril, entrou no quarto.
  - Seus pais estão chamando a gente para assistir um filme. - Ela disse tentando desviar o olhar daquele corpo divino que ela não assumia mas sentia falta.
  - Pode ir se quiser. Vou ficar aqui. - Ele disse parando de costas para ela e de frente para o guarda roupas, puxando a toalha logo em seguida, dando uma bela visão da bunda dele para .
  - Não adianta negar. Eles dizem que querem fazer um programa em família antes de irmos em bora. - Ela avisou, passando direto por ele e foi até a janela, para não ter que encarar aquilo que não estava acessível no momento. No entando, estava adorando provocar e decidiu continuar a conversa vestindo apenas uma boxer branca.
  - Você sabe que teremos que nos aproximar né? - Ele perguntou olhando pra ela com um sorriso malandro no rosto e uma sobrancelha arqueada.
  - Eu sei , mas é o último dia, fizemos isso nas últimas semanas, isso não é exatamente um problema. - Ela deu de ombros voltando seu olhar para a janela. Na verdade ela só aceitou ver o filme, porque estava sentindo falta do calor do corpo de . Então não perderia a oportunidade.
  - Mas agora as coisas estão... Diferentes. - disse, indo finalmente vestir sua roupa.
  - Na verdade não, no começo das férias eu te odiava e fiz isso sem problemas, agora eu estou com raiva de você, então estamos quase na mesma situação. - Ela argumentou e andou até a porta visto que o menino já estava vestido.
  - Tudo bem então. - deu de ombros, pegando a mão da menina e seguiu com ela até a sala, onde a família já os esperavam para ver um filme romântico. James e Melanie estavam em um sofá, Carter e Julie estavam no outro que era maior, onde e se sentaram. abraçou a menina de lado e ela deitou a cabeça no ombro dele.
  O filme começou e não estava achando a menor graça. estava toda sorridente e emocionada com os momentos do filme, enquanto queria apenas deitar em sua cama. Mas pelo visto o destino queria facilitar um pouco as coisas e quando chegou em um daqueles momentos que ele chamava de mela cueca, ele pode ver que Julie e Carter começaram a trocara carinhos. Os pais de nem prestavam atenção no filme, interessados em conversar entre si. Então , se aproximou mais de , se aconchegando melhor no peito dele, ele começou a fazer carinho nas costas da menina e ela sentiu sua pele se arrepiar. Apenas um dia longe daquele contato e seu corpo já parecia estar em abestinência.
   colocou a mão sobre a coxa dele e deu um aperto leve. interpretou como um sinal verde e levou a mão até o queixo dela, levantando o rosto da menina em direção ao seu. Os dois trocaram um olhar rápido e não demorou em dar um selinho na menina. Ela fitou a boca dele por uns instantes e logo distribuiu mais um selinho nos lábios rosados de . Aos poucos os selinhos foram ficando um pouquinho mais demorados e finalmente pareceu cair em si. Não só pelo fato de ter outras pessoas naquela sala, mas também pelo que tinha acontecido no dia anterior.
  Ela se afastou de com cuidado e se levantou, ainda segurando a mão dele. O rapaz fez o mesmo, sorrindo internamente, pensando que as coisas tinham se acertado, e então seguiu a garota que ia em direção ao quarto. Antes mesmo dela abrir a porta, ele já havia a abraçado por trás, a empurrando para dentro do cômodo. Porém se surpreendeu quando a garota tirou suas mãos da sua cintura com força.
  Ele a encarou sem entender e a menina se afastou.
  - Você não ouviu o que eu disse? - Ela perguntou tentando controlar o nervosismo.
  - Oi? - estava ainda mais confuso. Ela não havia falado nada nos útlimos minutos para ele ter que se lembrar de algo.
  - Eu não quero que você encoste em mim. Eu fui bem clara quando disse que se você ficasse com a biscate, não precisaria mais encostar em mim. - Ela disse tentando ser firme.
  - Para de fazer graça . Você sempre tenta jogar as coisas pra cima de mim. Foi você quem começou, me abraçando daquele jeito no sofá. - Ele acusou.
  - Sim, eu te ABRACEI e você me beijou ! - Ela quase gritou.
  - E você quer fingir um namoro sem beijo? - Ele perguntou irritado.
  - Namoro não é só isso. Esse tipo de contato eu não quero com você. Você pode me abraçar, pegar na minha mão e beijar meu rosto, no máximo. Mais do que isso eu não quero, está me entendendo? - Ela explicou irritada.
  - Sabe ? Foda-se! - Foi a única coisa que o rapaz disse antes de sair do quarto e ir direto pra cozinha, passando pela sala sem ser percebido por ninguém.
  Ele não queria render. Sabia que a menina estava nervosa e qualquer coisa que ele falasse, seria motivo de uma discussão sem fim. Mas francamente, ele estava de saco cheio de todo esse cu doce que ela sempre fazia. "Só mais duas semanas !" Essa frase que antes soava como algo ruim na sua cabeça, agora estava começando a ser um pouquinho mais animada. Qual é? Quando ela não está ocupada na minha cama, com a boca grudada na minha, ela é um saco!
  Valerie já tinha ido em bora, então mesmo preparou um sanduíche para ele, pois segundo o rapaz, ele se destraía muito bem enquanto cozinhava. Enrolou bastante ali na cozinha, comendo ou simplesmente olhando para o nada. Muito tempo depois, Julieta aparaceu ali e se sentou de frente para ele na bancada.
  - O que está fazendo aqui? - Ela perguntou.
  - Eu estou indo em bora amanhã e você já está me tratando assim. - Ele disse dramático.
  - Sem dramas por favor . - Ela revirou os olhos.
  - Tava comendo antes de ir dormir. - Ele deu de ombros.
  - Certo, e a ? - A irmã perguntou.
  - Já deve estar dormindo. Eu já vou indo. Boa noite. - deu um beijo na testa da menina e subiu para o quarto.
  Quando chegou no mesmo, viu que sua pseudo namorada já estava dormindo, o que lhe poupou de qualquer contato com ela. Então ele tomou um banho rápido, checou suas malas para ver se não estava esquecendo nada, e se deitou ao lado da menina.
  O casal partiria antes do almoço, Melanie e James tinham assuntos a resolverem, então Julieta e Carter acompanhariam os dois até o aeroporto.   Antes de finalmente pegar no sono, ficou pensando sobre o que havia dito "então ela só precisa de um incentivo para te perdoar de vez", pois é, ele já sabia o que iria fazer.

[...]

  - ! - sacudiu a menina. Era 9 horas da manhã e o vôo saíria às 11hs, então eles tinham 1 hora para se arrumarem, se quisessem chegar à tempo de fazer o check in, sem enfrentar uma fila imensa ou sofrer qualquer tipo de atraso.
  - Delicado! - Ela resmungou, se sentando na cama.
  - Pelo menos te acordei. - Ele disse indo para o banheiro. Poucos minutos depois o mesmo saiu de lá, já vestido com sua calça jeans e devidamente perfumado. Por mais que estivesse puta com ele, tanto por Claire, quanto por ter sido acordada, ela não pode deixar de apreciar o maravilhoso cheiro do rapaz.
  Ela se levantou da cama, trajando apenas uma blusa curta e calcinha e passou pelo rapaz ainda sem reparar na vestimenta, seguindo em direção ao banheiro, antes de abrir a porta do mesmo, pigarreou meio incomodado por ter aquela visão e não poder tocar e então a menina corou, quase correndo pra dentro do cômodo.
  - Foi muito bom receber você aqui , espero que você volte logo. - Mel disse carinhosa para a nora.
  - Muito obrigada Mel, gostei muito de estar aqui e gostaria de ter vocês em breve lá em Chicago com a gente. - sorriu agradecida.
  - Faremos o possível, o trabalho não anda colaborando, não vamos nem poder acompanhar vocês no aeroporto hoje. - Melanie disse triste.
  - Não se preocupe com isso. - A nora respondeu dando um abraço rápido na mais velha.
  - , eu queria te agradecer. Você vem fazendo muito bem ao meu filho, então por favor tenta colocar um pouquinho mais de juízo na cabeça dele. - James sussurrou a última parte e revirou os olhos fazendo rir.
  - Pode deixar James. - bateu continência e o sogro riu. - Ah! Eu havia me esquecido. Lembra de um colega da sua empresa em Chicago que se chamava Mark? - Ela perguntou e viu o homem concordar. - Lembra que ele tinha um menininha e seu filho fez questão de quebrar a perna...
  - Meu Deus eu não acredito! - James disse e os presentes riram. - Eu nunca imaginei que vocês dois um dia ficariam juntos. - Ele disse e e trocaram um olhar envergonhado.
  - O mundo dá voltas né. - disse sem jeito, com as mãos nos bolsos da calça.
  - , você sempre sendo imbecíl. - Julie negou colocando a mão na testa.
  - me desculpe, eu juro que ensinei os bons modos ao meu filho. - Melanie sorriu amarelo para a nora.
  - Eu já disse, não se preocupem com isso. - foi até ao lado de e entrelaçou seus dedos à ele totalmente sem graça. - Enfim, eu ainda moro com meu pai, então adoraria que você fosse fazer uma visita à ele. - disse para James.
  - Claro , iremos pra lá assim que der. - James sorriu.
  - Muito obrigada mais uma vez. - sorriu para os sogros e eles se dirigiram até a garagem.
  - Nos vemos em breve? - Mel perguntou antes de e entrarem no carro. Julie e Carter, que levariam os dois até o aeroporto já estavam lá dentro.
  - Claro. - sorriu amarelo lançando uma rápida olhada para . Ela trocou mais um abraço com os sogros e entrou no carro.
  - , tenha juízo meu filho, você sabe que nos preocupamos muito com você. - James disse com a mão no ombro do rapaz.
  - Agora que você está com a , nós ficamos mais tranquilos, mas por favor não faça nenhuma burrada. - Foi a vez de Melanie.
  - Podem ficar tranquilos, nada de ruim irá acontecer. - Sorriu sem graça.   - Confiamos em você, mas tenha cuidado porque eu não estou afim de ter netos. - James brincou e os três riram.
  - Não machuque a garota e cuide dela. - A mãe aconselhou.
  - Mãe! Eu já entendi! Eu irei cuidar da e ela irá cuidar de mim! Agora temos que ir, não quero me atrasar. - Ele disse dando um abraço na mãe antes que a mesma começasse a falar novamente. James que estava atrás, apenas ria, fazendo o menino revirar os olhos.
  - Te vejo em breve pai? - perguntou.
  - Claro filho. Amo você. - James disse abraçando o filho sem jeito.
  - Também amo vocês. - sorriu e entrou no carro. Logo eles já estavam à caminho do aeroporto.
  - Eu ainda não acredito que vocês estão indo em bora. - Julie reclamava no banco do carona. e estavam sentados no banco de trás de mãos dadas.
  - Você vai ter que ir me visitar Julieta, ou então eu irei morrer de saudades. - disse.
  - Com certeza eu irei. E , você também pode trazer a aqui. Sei que você demora a voltar, mas você podia fazer um esforcinho porque eu quero ver minha cunhada. - Julie disse e revirou os olhos.
  - Não tão cedo. - sussurrou.
  - Oi? - Julie questionou.
  - Nada! - Ele se corrigiu rápido demais. - Vou tentar não demorar, mas você pode ir pra lá também. - Sorriu falso para a irmã.
  Chegaram no aeroporto e foram direto fazer o check in. Antes de irem para a sala de embarque, os dois casais seguiram para uma cafateria onde tiveram seus últimos momentos juntos, e por um momento se sentiu mau por estar fazendo tudo isso. Ela realmente se apegou à Julie, a menina era tão doce e carinhosa com ela, havia a recebido de braços abertos e não queria estar enganando a cunhada. Também havia criado um laço forte com os pais do rapaz e era tão estranho saber que eles confiavam que ela cuidaria do menino e que o faria feliz, enquanto ela apenas esperava tudo isso acabar para sua vida voltar ao normal. As coisas eram estranhas.
  - Não sou boa com despedidas, mas espero ver vocês dois em breve. Então por favor me visitem. - disse dando um abraço em Carter e Julie.
  - Se a Julie encher muito o saco falando de você, eu com certeza vou arrastá-la até Chicago. - Carter disse segurando a mão da namorada.
  - Isso mesmo Carter. - sorriu.
  - , você pode me ligar, também podemos nos falar pelo Skype. - Julie dizia.
  - Quando não der para ligar, você me manda uma mensagem ou um email, ta bom? - perguntou e a cunhada concordou. - Te ligo assim que chegarmos em Londres. - abraçou a menina novamente.
  - Cuide do meu irmão, você mais do que ninguém sabe o quanto ele é cabeça dura. - Julie disse e pode perceber que ela havia sacado que o clima nos últimos dois dias não estavam nada agradáveis.
  - Eu sei bem. - Ela olhou de canto de olho para . - Mas nós nos entendemos uma hora ou outra. - Deu uma piscadela para a menina que sorriu.
  - , por favor, faça menos merda. Você sabe que eu te amo, mas eu gosto de sinceridade e vamos combinar que você dá muita mancada quando quer. - Julie disse parando de frente para o irmão.
  - Ta bom! - Ele bufou. - E você Carter, cuide da minha irmã. Mantenha ela satisfeita e com a boca ocupada, daí ela com certeza não vai mais encher o saco de ninguém. - disse para o rapaz e recebeu um soco no braço de Julie. Ele abraçou a irmã de lado e bagunçou os cabelos dela. - Se cuida pirralha, e segura as pontas lá em casa que eu logo venho fazer uma visita à vocês. - Ele deu um beijo no topo da cabeça dela.
  - Pode deixar. E se cuida também, sei que agora a está aqui para tomar conta de você, mas você sabe que ficamos preocupados com você morando sozinho com o , então por favor, se cuida. Você sabe que eu amo você. - Os dois trocaram um abraço carinhoso e sorriram um para o outro.
  - Também amo você. E pode deixar que vai ficar tudo bem, agora temos que ir. - foi para o lado de e a abraçou pelos ombros, Julie abriu a boca para falar, mas a interrompeu antes da mesma concluir o ato. - Sim, eu vou cuidar bem da . - Ele revirou os olhos dando um beijo no topo da cabeça da namorada, que sorriu o abraçando pela cintura, dando um selinho nele em seguida.
  Eles se despediram pela última vez e o casal seguiu para a sala de embarque e logo depois para o avião.
  - Promete que vai se comportar? - perguntou quando o avião decolou.
  - Eu sempre me comporto. Mas com você agindo assim comigo, as coisas vão ficar mais difíceis. - respondeu olhando para ela de relance.
  - Você consegue. - Ela continuou impassível olhando para a cadeira da frente.
  - Você não vai ao menos me perdoar? Não precisa falar comigo nem nada, mas você poderia me desculpar pelo menos. - sugeriu com o tom baixo.
  - Eu já te perdoei . - Ela disse suspirando, se sentindo completamente idiota por ter o perdoado e por ter dito isso em voz alta. por outro lado sorria abertamente.
  - E não há nada que eu possa fazer para você voltar a falar comigo? - Ele perguntou com um sorriso divertido nos lábios.
  - Gosto de presentes. - Ela disse baixo tentando esconder o sorriso. não respondeu, então pegou seus fones de ouvido e ficou olhando para as luzinhas brilhantes de Los Angeles que ficava para trás.
   se lembrou do que faria pela menina e sorriu, dando um beijo no rosto dela, pegando a mesma de surpresa. apenas sorriu pequeno enquanto o menino voltava a se ajeitar na poltrona e também pegava seus fones de ouvido.
  Há duas semanas atrás, os dois estavam nessa mesma situação, sentados em uma poltrona de um avião, mas dessa vez o destino era outro e as atiudes dos dois eram completamente diferentes.
  Quando fez a merda de dizer para os pais que tinha uma namorada, nunca imaginou que faria um acordo com alguém para interpretar o papel, ainda mais , que foi sempre a menina que ele mais odiou -ou pensava que odiava- na face da Terra.
  Já , não fazia ideia de que dizer para a mãe que iria viajar com o namorado, iria realmente lhe render uma viagem, ainda mais com , o gostoso filho da puta que assombra sua vida desde que ela tinha 7 anos.   O incrível é que nenhum dos dois se viam nessa cena que estavam nessas últimas semanas. Com a proposta do namoro, eles estavam crentes de que aquilo seria estritamente feito apenas na frente dos familiares e que de forma alguma eles iriam se sentir atraídos um pelo outro e muito menos pensavam que iriam ter as melhores transas de suas vidas juntos.
  No entando, o mundo dá voltas, e hoje estavam os dois ali, juntos, indo para um ourto continente para viver momentos totalmente diferentes do que viveram na casa dos , e para enfrentarem problemas talvez mais intensos do que enfrentaram nas semanas anteriores. Será que os dois conseguiriam se sair bem nessa nova fase? Será que sentimentos mais fortes irão surgir com essas próximas semanas que com certeza exigirão mais da proximidade deles? E pior ainda, será que os dois seriam capazes de enfrentar os medos e receios, para assumir esses sentimentos e poder finalmente ficarem juntos? Pois bem. Essas são perguntas que só o tempo irá responder e podemos dizer que os dois estavam ansiosos para receberem essa resposta. Agora só nos resta esperar.

[...]

  - FILHA! Ai meu Deus que saudade que eu estava de você ! - Evie disse abraçando a filha, mal se importando se estava fazendo escandalo no meio do aeroporto ou não. apenas observou meio incerto e com medo da imprensão que a mulher teria dele. Já , também não se importava com o que estavam achando, abraçou sua mãe com carinho e quase chorou, de tanta saudades que sentia da progenitora. Tudo bem que ela não gostava de ir para Londres, mas era tudo por causa do Fred. Ela amava sua mãe e não suportava ficar longe da mulher.
  - Eu também estava com saudade de você mãe! Faz tempo que você não me visita. - disse se soltando da mulher, enquanto passava a mão no rosto da mais velha com carinho. Enquanto ela tentava segurar as lágrimas, Evie já estava se derramando e achou isso fofo, abraçando a mãe novamente.
  - Que mau educação a minha. - Evie se soltou da filha, olhando para um ponto atrás da mesma e só então se tocou de que tinha uma terceira pessoa ali que devia participar da conversa.
  - Mãe, esse é o ! - sorriu sem mostrar os dentes e o namorado se aproximou.
  - Oh meu Deus, que belo rapaz! - Evie disse o comprimentando com dois beijos no rosto. - , eu me lembro desse nome... - Evie estava pensativa.
  - Foi ele quem quebrou minha perna mãe. - disse e a face da mulher foi preenchida por entendimento.
  - Ah eu me lembro! Quem diria huh? Vocês dois juntos hoje. - A mulher disse admirada.
  - Pois é. - disse sem graça.
  - Sou Evie . - Ela disse se lembrando das boas maneiras.
  - , é um prazer conhecê-la. - disse educado e ficou alguns minutos o olhando surpresa.
  - O prazer é todo meu. - Evie sorriu mais uma vez. - Agora vamos porque está tarde e vocês devem estar famintos. - A mulher disse e os dois concordaram.   Eles saíram do aeroporto para irem até o estacionamento e pode respirar o ar gelado e londrino. Fazia alguns anos que não visitava o lugar e sentia falta de lá.
  - Estava com saudades dessa cidade. - deixou escapar.
  - Por mais que eu ame Chicago, Londres sempre foi meu lugar favorito. - Evie disse.
  - Amor, se você quiser podemos dar uma volta pela cidade. - disse se acomodando no abraço do rapaz, já que estava fazendo frio. - Ainda são 22hs.
  - Não precisa , você deve estar cansada, podemos fazer isso amanhã. - Ele sorriu para a menina passando a mão pelos cabelos dela. Evie observava a cena admirada.
  - Eu preciso andar. Ficamos quase 11 horas sentados e minhas pernas estão pedindo por uma caminhada. - Ela disse e ele riu fraco. Só então se lembrou de Fred e que possívelmente estaria evitando o reencontro deles.
  - Por mim tudo bem. - Ele deu de ombros.
  - Ótimo, eu vou levar as malas para casa e vocês aproveitam o passeio, mas não demorem, porque tem pessoas querendo rever você . - Evie sorriu para a filha que a olhou em dúvida mas deu de ombros se lembrando de Brian.
  - Você não quer vir com a gente? - perguntou.
  - Nha, aproveitem a noite casal, vou preparar algo pra vocês comerem quando chegarem. - Evie disse fechando o porta malas do carro.
  - Certo mãe. Não vamos demorar nadinha, damos uma caminhada e pegamos um táxi depois. - disse e a mulher concordou.
  Evie deu carona para eles até o centro da cidade, que era um pouquinho longe do aeroporto para eles irem andando.
  - Eu havia esquecido de como aqui era frio. - comentou quando os dois estavam passando em frente ao London Eye e a menina resolveu para para observar a roda gigante.
  - O frio não é um problema. - Ele disse se aproximando da menina e a mesma o olhou ansiosa pela próxima ação, mesmo que não quisesse beijo nem nada, ela não iria dispensar um abraço ou um contato mais carinhoso.
  - Até o momento está sendo. - Ela disse desviando o olhar dele e o menino sorriu, a abraçando por trás.
  - Poderíamos resolver o problema, mas vou respeitar seu espaço. - Ele disse dando alguns beijinhos no pescoço dela e ela se arrepiou.
  - ! - Ela repreendeu e ele se afastou. - Por favor! - Ela pediu o puxando pela beirada do casaco e o abraçou. Os dois ficaram abraçados observando as luzes da roda gigante, enquanto aproveitavam o calor um do outro.
  - Eu to com muita fome. - Ele disse com o queixo apoiado no topo da cabeça dela.
  - Acho melhor voltarmos. - Ela disse se afastando do rapaz e sorriu sem graça.   - Tudo bem, vamos. - Ele pegou a mão dela e os dois pegaram um táxi, indo para a casa da mãe da menina.
  Quando pararam na porta da residência, respirou fundo e apertou a mão de .
  - Eu não estou preparada pra isso. - Ela disse baixo e foi a vez dele apertar a mão dela demonstrando confiança.
  - Qualquer coisa a gente corre pro quarto e finge que está dormindo. - Ele fez graça e a menina riu. Os dois caminharam até a entrada e abriu a porta, sentindo o cheiro bom da comida de sua mãe. Assim que fechou a porta atrás de si, ouviu passos vindo da escada e quando levantou o olhar, viu Brian descendo correndo. Ela largou a mão de e correu em direção ao irmão, pulando em seu colo logo em seguida.
  - BRIAN! - Ela gritou quase sufocando o irmão.
  - Sei que você me ama pequena, mas me deixe respirar. - Ele disse depois de se soltar dela.
  - FIlho da puta, eu estava com saudades. Você nunca mais me visitou. Você tem noção de que fazem quase 2 anos que eu não te vejo? - Ela deu um soco no peito dele.
  - , sem palavrões em minha casa. - Evie repreendeu da cozinha.
  - Me desculpa cara, você sabe como é a faculdade. - Ele disse coçando a nuca.
  - Faculdade ne? Terminou com a namorada e resolveu voltar pra casa. - fechou a cara.
  - Quem é o cara? - Ele perguntou indicando com a cabeça.
  - Ele é meu namorado. - Ela disse naturalmente, como se aquele título sempre pertencesse ao rapaz.
  - Sou . - Ele disse apertando a mão do cunhado.
  - Brian. - O mais velho disse simples. - Espero que você esteja cuidando bem da minha irmã, ou serei obrigado a quebrar sua cara e colocar outro no seu lugar. tem muitos pretendentes aqui. - Ele disse tentando manter a postura rigída e riu forçada.
  - Brian! Pare de ser chato. - deu um tapa no braço dele. - Vem , vamos comer. - Ela pegou na mão do namorado.
  - Claro amor, estou morrendo de fome. - Ele disse dando uma olhada simples para Brian antes de seguir para a cozinha. Se tinha uma coisa que estava acostumado a lidar, era irmãos mais velhos brigando com ele por quebrar o coração das menininhas. Mas dessa vez era diferente, agora era "namorado" da garota e estava sendo desafiado. Ele amava isso, amava ter que provar que era bom o suficiente para não ser trocado por nenhum outro cara. E já que havia outro garoto na história, ele iria amar essa "competição".
  Os dois subiram para o quarto e apenas trocaram de roupa, se jogando na cama, sem se importarem com banho ou qualquer outra coisa. No outro dia eles resolveriam isso.

[...]

   e já haviam tomado o café da manhã e tinham subido para arrumarem as malas e tudo mais. Os dois arrumaram tudo sem trocar uma palavra sequer e depois ouviram Evie os chamarem para descer, pois ela tinha que sair.
  - Tem uma pessoa que também está morrendo de saudades. - Evie disse quando e já haviam acabado de descer as escadas.
  - E quam seria? - perguntou curiosa. permaneceu atrás dela, apenas observando a cena.
  - Pode entrar Brook. - A Sra. disse animada e um rapaz de cabelos loiros, olhos claros e um corpo invejável adentrou à sala pela porta da cozinha e logo seu olhar se encontrou com o de .
  - TRISTAN! - Ela disse animada correndo em direção ao rapaz que rapidamente passou os braços pela cintura dela, a tirando do chão com um abraço apertado.
  - Estava com saudade de você meu amor. - O jeito carinho que o rapaz usou com , deixou um tanto quanto incomodado, e ele discretamente revirous os olhos.
  - Também estava com saudade de você Tris. - disse sorrindo e se soltando do abraço dele.
  - Estou indo ao mercado, se comportem. - Evie anunciou já saindo casa, mesmo sabendo que ninguém a notaria.
  - Ainda me lembro da última vez que nos vimos, vocês sabe... - Ele disse galanteador. Provavelmente Brian já havia contado que traria o namorado e ele não perderia a chance de mostrar que aquele território já foi dominado por ele.
  - É... - sorriu sem graça olhando para o chão e ouviu um pigarro vindo de . Ela o chamou com a cabeça e o rapaz se aproximou. - Esse é meu...
  - Sou o namorado dela. - disse firme, interrompendo a menina. Tristan deu um sorriso sarcástico e apertou a mão que lhe estendeu. Os dois trocaram um breve olhar de desafio e sentiu a tensão no ar.
  - É um prazer conhecê-lo. - Tristan disse ainda provocando e o menino fechou a cara.
  - Não posso dizer o mesmo. - disse com cara de poucos amigos.
  - ! - tentou interferir mas sua presença já era ignorada ali.
  - Costumam dizer isso quando se sentem ameaçados. - Tristan disse firmando a postura.
  - Não há motivos para eu estar ameaçado. - deu de ombros.
  - Eu posso listar se você quiser. - Tristan disse.
  - E eu posso socar a cara dos dois, calem a boca! - interrompeu nervosa.
  - Sempre nervosinha . - Tris sorriu fofo para a menina.
  - Você sabe que amo quando você é atrevida assim, mas prefiro isso na cama.- disse com a voz rouca e jogou uma piscadela para a menina, fazendo a mesma se arrepiar.
  Ali percebeu a diferença entre os dois, Tristan era galanteador e era um cara fofo e carinhoso, um perfeito cavalheiro. Já , era mais violento, rebelde, gostava de foder duro e forte e não se importava muito com sentimentos e essas coisas, o perfeito badboy, exatamente do jeito que gostava.
  E bom, naquele momento a única coisa que pensava era: Eu estou completamente fodida.

Capítulo 14

  - ! - sussurrou o repreendendo, enquanto apertava a mão dele. - Vamos lá pra fora gente. - pediu, tentando quebrar o clima tenso que estava ali.
  - Claro . - Tris sorriu e revirou os olhos mais uma vez. Os três saíram da casa, indo para a parte externa onde ficava a piscina, e permaneceu com os dedos entrelaçados aos de . Eles se sentaram em um sofá que tinha na varanda e Tristan ficou na cadeira de frente pra eles. - E como está indo tudo em Chicago?
  - Normal. Meu pai continua não parando em casa por causa do hospital. - Ela informou. - E como foi em Paris? Não pensei que te veria aqui tão cedo. - Ela perguntou.
  - Lá foi incrível, mas eu tive que voltar. Estava morrendo de saudades da minha vó e da sua mãe, sem contar que não posso deixar minha velha sozinha. - Tris disse e não sabia como continuar o assunto, mas tinha que matar sua curiosidade. - E o namoro de vocês? - Ele perguntou e rapidamente ficou em alerta.
  - Está ótimo. - respondeu.
  - Ah é? Que bom! - Disse sarcasticamente. - Onde vocês se conheceram?
  - A gente estuda juntos. - Foi a vez de responder.
  - E tem quanto tempo que estão juntos?
  - Isso não é da sua conta. - respondeu irritado.
  - Vejo que seu namorado é bem estressadinho . - Tristan provocou.
  - Isso também não é da sua conta. - disse olhando para o outro lado, enquanto voltou a apertar a mão dele.
  - De qualquer forma , eu tenho que voltar pra casa, eu disse minha vó que só viria aqui te ver e logo voltava para ajudá-la. - Tristan se levantou.
  - Ah que pena Tris, depois você volta então. - Ela pediu.
  - Tudo bem. - Ele disse e se levantou para dar mais um abraço nele, recebendo um longo beijo perto da boca. pigarreou.
  - Nos vemos depois. - Tristan informou se afastando.
  - Quem sabe não? - não pode deixar de falar, mas Trista ignorou e logo estava saindo de casa, indo para a casa do outro lado da rua, onde morava com a sua avó.

  - Você podia ser mais simpático às vezes. - repreendeu o namorado.
  - Eu sou simpático, mas não com o cara que está dando em cima da minha namorada na minha frente. - cruzou os braços sem encarar ela. não pode deixar de sorrir, quando se referiu à ela como namorada.
  - … - disse baixo se aproximando dele. - É que eu e o Tristan já tivemos um caso há um tempo atrás…
  - Isso eu já percebi. - Ele a cortou.
  - E do mesmo jeito que você era todo legalzinho com a vadia da Claire, eu não posso simplesmente maltratar o cara. Porque além do que nós já tivemos, a minha família ama ele e é como se ele fosse um sobrinho da minha mãe que passa uma boa parte do tempo com ela. - avisou.
  - Então quem tem que tratar ele bem é sua mãe e não você. - Ele descruzou os braços bufando.
  - Eu não vou discutir isso com você ! - Ela disse com raiva.
  - E eu não quero discutir mesmo. - Ele deu de ombros, colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
  - Mas pode ficar tranquilo, porque eu não sou igual a você e não vou deixar que o Tristan faça nada. - Ela informou.
  - Tudo bem então. - Ele segurou o rosto dela e lhe deu um selinho.
  - ! - Ela repreendeu e ele começou a rir, saindo correndo de volta pra casa, enquanto a menina o seguia.
  Os dois correram para a sala e se escondeu atrás da porta, quando a menina passou por lá para encontrá-lo, ele a segurou pela cintura e andou com ela até o sofá, onde os dois ficaram assistindo programas britânicos.

  - Voltei! - O casal ouviu a porta da frente ser aberta. - Fred também veio. - Evie avisou e os dois entraram na sala, encontrando e ali.
  - Olá . Quanto tempo. - Fred sorriu para a enteada. e se levantaram e ela forçou um sorriso.
  - Pois é, quanto tempo. - disse apertando a mão do padrasto.
  - E aí rapaz, você é o namorado da pequena ? - Fred perguntou para .
  - Sim. Sou . - Ele disse também apertando a mão do homem.
  - Sou Frederich, mas pode me chamar de Fred. - O homem disse e concordou, passando o braço pelos ombros de , ao perceber que a menina estava desconfortável. Ela o abraçou de volta pela cintura.
  - , sua prima Chloe ligou essa semana e disse que está vindo pra cá hoje. - Evie avisou e revirou os olhos.
  - Ela vai ficar quanto tempo aqui?
  - Provavelmente essa semana, ainda não sei ao certo. - Evie disse.
  - Tem alguma possibilidade dela não vir ou ir embora mais cedo? - perguntou.
  - Na verdade não. Eu nunca entendi essa briguinha de vocês. - Evie disse indo guardar as compras na cozinha, sendo acompanhada pelos outros três.
  - Nós não temos briguinhas, só não vamos uma com a cara da outra. - deu de ombros.
  - Então eu espero que vocês se deem bem dessa vez. Já faz um bom tempo que vocês não se encontram e isso pode ter mudado um pouco a cabeça dura das duas. - Evie disse.
  - É, pode ser! - disse sem interesse.
  - Amor, eu já to indo. - Fred avisou. Ele só tinha ido levar ela em casa, já que a mulher estava com as compras e não havia saído de carro.
  - Até mais Fred. - Evie disse dando um beijo rápido no marido.
  - Tchau casal. - Fred disse e recebeu um aceno de cabeça, vindo dos dois. O homem saiu de casa e pode respirar aliviada.
  - Alexia ligou, disse que quer ver você mais tarde. - Evie disse.
  - Que ótimo! Estou com saudades deles. - Ela disse animada.
  - Bom, agora vou fazer almoço, deem licença da minha cozinha. - Evie disse, fazendo um gesto com a mão para que eles saíssem.

  - Pelo visto, sua relação com seu padrasto não é mesmo boa. Mas ele parece ser um cara legal. - disse quando eles chegaram no quarto dela.
  - Longa história. - Ela disse se jogando na cama.
  - Quem é Alexia? - perguntou.
  - Ela é uma amiga minha que se mudou pra cá, eu conheci ela ainda em Chicago, mas ela veio pra cá com seus tios. - Ela disse. - E ela namora o Matthew, que foi um amigo que eu conheci aqui e os apresentei. - Ela disse sorrindo animada.
  - Tenho a impressão de que vou gostar deles. - deu de ombros, deitando ao lado da menina.
  - E você vai. Eles são muito legais. São tipo a e o , só que menos indecisos. - Ela deu de ombros e o menino riu.
  - O que vamos fazer até o almoço? - perguntou.
  - Vamos dormir? - Ela perguntou se ajeitando melhor na cama.
  - Eu não quero dormir. - Ele disse malicioso se aproximando dela.
  - E eu nem quero saber no que você está pensando . - Ela o empurrou um pouco. - Não é só porque eu te perdoei, que você pode sair me agarrando pelos cantos da casa.
  - Não diga isso como se você não gostasse. - Ele provocou.
  - Fica calado . - Ela disse e ele se deitou sobre ela. - !
  - Só tem um jeito pra eu ficar calado. - Disse apertando a cintura dela e ela ofegou.
  - Cortando sua língua? - Ela perguntou.
  - Quer que eu te mostre? - Ele perguntou.
  - Não, muito obrigada. - Ela sorriu forçada.
  Ela mesmo aproveitou aquela proximidade, e passeou a mão pelas costas dele, dando um longo selinho no menino, ele repetiu o ato dela e tentou aprofundar o beijo, mas ela não deixou. Então ele deu mais um selinho na menina e sugou o lábio inferior dela, fez o mesmo, só que mordendo o lábio do menino. Ele começou a dar pequenos beijos no pescoço dela, enquanto a menina se arrepiava. Então eles ficaram assim, nessas pequenas carícias, visto que a menina não queria beijá-lo de verdade, mas também não queria se separar dele.

  Na hora do almoço, Brian que estava dormindo, se juntou ao casal e a mãe. Dessa vez ele foi um pouco mais simpático com , visto que o menino era um cara legal e tratava bem a sua irmã. Isso porque ele não sabia toda a verdadeira história dos dois, senão provavelmente estaria com algumas costelas quebradas.
   estava gostando de passar aquele tempo na casa da -até então- sogra. Ela era gentil e sempre fazia de tudo para agradar os dois, mas não daquele jeito chato e insistente, ela era sútil e tentava de todas as formas, não o deixar desconfortável. Brian era um cara legal também, tudo bem que ele tentava passar a impressão de irmão durão, mas era esperto e sabia que o cunhado não era assim. Ele só estava tentando cercar , até descobrir se ele era um cara legal ou não para sua irmã. E confiava no seu taco, então sabia que o irmão da menina não seria, de fato, um problema.
  Já Tristan… Esse aí conhecia bem o tipo. Ele era daquele tipo de cara, que é galanteador com todas as meninas e tentava usar todas as cartas ao seu favor para conseguir conquistar a garota e ter o que quer. Felizmente, não era do tipo de menina que caía fácil na conversinha dos caras, e sabia bem disso. Se Tristan quisesse ter a menina de novo, ele teria que ser muito mais que um rostinho bonito e frases fofinhas.
  - Mãe, estamos indo encontrar a Alexia e o Matthew. - avisou.
  - Se quiserem podem pegar meu carro. - A mãe disse.
  - Então nós vamos querer. - disse e Evie jogou a chave para ela. - Até mais. - Ela jogou um beijo para mãe e saiu de casa com , indo até a garagem.
   foi dirigindo, visto que acabara de tirar sua carteira, mas não gostava muito de pegar no volante. Os dois foram para o Hide Park, onde o outro casal já os esperava.
  - que saudades! - se assustou com a amiga pulando nas costas dela.
  - Alexia! - disse animada, se virando de frente para a amiga e a abraçando. - Que saudades cara!
  - Também estava, faz um bom tempo que você não vem aqui. - Lexi reclamou.
  - E você também não vai mais em Chicago! - reclamou.
  - Isso é verdade. - Lexi disse e as duas ouviram um pigarro.
  - MATTHEW! - pulou em cima do amigo.
  - ! - Ele bagunçou os cabelos dela quando eles se soltaram.
  - Ai eu tava com muita saudades de vocês. - fez cara de choro e os amigos riram.
  - Não vai apresentar o boy? - Lexi sussurrou, apontando com a cabeça para , que observava a cena quieto.
  - , venha aqui. - pediu com um sorriso no rosto. - Esses são Matthew e Alexia, mais conhecidos como o melhor casal do mundo. - disse indicando os amigos.
  - É um prazer conhecê-los. - sorriu.
  - Somos o segundo melhor casal do mundo. Você já parou pra ver que fofura são vocês juntos? - Lexi perguntou para a amiga, que já estava ao lado de .
  - Nós fazemos o que podemos. - deu uma piscadela, abraçando o namorado, que mesmo estranhando a atitude, retribuiu.
  - Olha que coisa fofa Matt, porque você não é assim comigo? - Lexi fez drama e o namorado a abraçou por trás.
  - Vou ignorar seu drama, porque sei que você está de TPM. - Ele deu um beijo no rosto dela.
  - Mas e aí, conte as novidades de Chicago! Como anda a ? - Lexi perguntou, enquanto os dois casais andavam de mãos dadas até uns banquinhos que haviam ali.
  - Você sabe como ela é cabeça dura né? Mas ela finalmente se acertou com o . - disse.
  - Ela sabe sobre o ? - perguntou estranhando.
  - , não podemos negar que a e o já tem essa tensão sexual desde sempre, nós três somos amigas, então a Lexi sabe dos dois. - Ela disse como se fosse óbvio.
  - Caraca! - disse prendendo o riso.
  - Então nossa amiga desencalhou? Acho que podemos soltar foguetes Matt. - Os dois fizeram um high five.
  - Pois é. - deu de ombros.
  - E você se acertou com o né? Lembro de ouvir você falando dele algumas vezes. - Lexi deixou escapar e sorriu nervosa, enquanto a olhava sem entender. Como assim ela anda falando de mim, antes mesmo de começarmos isso tudo? Ele se perguntava.
  - Sabe como as coisas são, huh? - disfarçou.

  Os três amigos ficaram conversando por muito tempo, e como o esperado, se deu muito bem com os dois e estava feliz de ter encontrado pessoas em Londres que não iriam o provocar e o irritar o tempo inteiro. Antes mesmo das 16 horas, o casal americano teve que se despedir de Alexia e Matthew, pois eles teriam um compromisso mais tarde, e claro que eles marcaram de se ver novamente.
  - Vamos pra casa agora? - perguntou, quando eles estavam saindo do Hide Park.
  - Não, é… Vamos dar uma volta na cidade, uh? - tentou convencê-la.
  - Ta bom… - Ela disse sem entender o comportamento do namorado que parecia estar um pouco nervoso e ansioso.
  Eles começaram a andar lado a lado pelas ruas da cidade, olhando algumas lojas e parando em outras para comprar coisas que a menina havia gostado.
  - Olha aquela loja ali, fiquei sabendo que lá vende umas lingeries bonitas. - disse tentando disfarçar, enquanto indicava a loja da Victoria's Secret com a cabeça.
  - Vende mesmo, já comprei algumas, mas por que o interesse? - perguntou.
  - Pensei que você poderia comprar algumas, sabe… - Ele disse.
  - Eu poderia, mas você não está merecendo. - Disse parando na frente dele.
  - Você não precisa comprar exatamente para mim. - Ele deu de ombros, mas estava torcendo que ela entrasse logo na loja.
  - O que você quer ? - Ela finalmente perguntou.
  - , eu quero que você compre uma lingerie sexy. Eu até te empresto meu cartão se quiser. - Ele tentou convencê-la.
  - Daí eu gostei. Mas vou comprar com meu dinheiro. - Ela sorriu. - Quer ir lá comigo? - Perguntou.
  - Não. Vou te esperar no carro, pode ser? - Perguntou e viu a menina concordar.
  Logo depois atravessou a rua animada, indo até a loja. que tinha achado um cartão de visita da mãe da menina no carro, logo ligou para a sogra.
  - Quem fala? - A mulher perguntou assim que atendeu o telefone.
  - Oi é… Aqui é o . Eu preciso da sua ajuda. - Ele disse e começou a contar seu plano para a mulher, usando a desculpa de que era um pequeno presente, já que eles fariam 6 meses em breve, mas na verdade, ele só estava seguindo a dica de e estava comprando algo para ela perdoá-lo de vez.
  - Ai que lindo! Claro, eu vou ajudar. - A mulher disse e agradeceu, se despedindo logo em seguida.
  Do outro lado da rua, tinha um Pet Shop, e ele viu que tinha uma plaquinha indicando que lá faziam adoções de filhotes. atravessou a rua e entrou na loja, indo logo para o cercado onde tinha vários filhotes dormindo. Um em especial chamou sua atenção, visto que era o único que estava acordado e brincava com um grão da ração, a jogando para todos os lados.
  - Posso ajudar? - Uma menina perguntou se aproximando do rapaz.
  - Esses são os filhotes para adoção? - perguntou.
  - São sim. Vai querer adotar algum? - A menina perguntou.
  - Na verdade, vou sim. - Ele sorriu.
  - Vamos precisar da sua documentação e tudo mais. - Ela disse meio desconcertada com a beleza do rapaz.
  - Bom, é que… Eu não sabia que iria adotar e eu não trouxe os documentos. Na verdade nem daqui eu sou. - Ele disse coçando a nuca e ela identificou o sotaque americano. - Eu queria adotar um pra dar de persente para minha namorada. - Ele concluiu.
  - Vou ver o que posso fazer por você. - Ela sorriu, achando totalmente fofa a atitude do rapaz.
  No fim das contas, conseguiu adotar o cachorro e como um bom tempo já havia se passado, ele correu com a caixinha onde estava o animal e as coisinhas que ele havia comprado pro filhote, e os colocou no porta malas do carro, tendo que ser rápido para não deixar o animal muito tempo lá trás.
  - Onde você estava? - perguntou se aproximando do carro. - Eu andei em várias lojas procurando você.
  - Estava resolvendo uns assuntos. - Ele mentiu.
  - Certo. - Disse o olhando desconfiada. - Vamos embora, porque minha mãe disse que a Chloe já chegou.
  - Ok. - Ele concordou e logo os dois já estavam se dirigindo para a casa da mãe da menina.

  - Filha que bom que chegou! - Evie disse animada.v   - Pois é mãe. - sorriu fraco.
  - Cadê o ? - A mãe perguntou interessada.
  - Foi guardar o carro na garagem. - disse.
  - Quem é ? - Elas ouviram uma terceira voz, e pode ver a ruiva descendo as escadas. - Oi .- Sorriu fraco.
  - Oi Chloe. - disse sem emoção.
  - E então, quem é ? - Chloe voltou a perguntar.
  - É o namorado da . - Evie respondeu. - Chloe você pode dar uma olhada nessas panelas pra mim? - Evie perguntou e viu a menina concordar. - , vai guardar essas sacolas, não quero bagunça na minha casa. - Evie disse indicando as compras que havia feito. concordou e subiu para o quarto.
  Evie correu para a garagem, para ajudar com as coisas do filhote. Com bastante rapidez, eles subiram com as caixas para a sala, enquanto voltava para a cozinha. Sem ser percebido, subiu silenciosamente para o quarto e ajeitou as coisas do cachorrinho por lá, enquanto Evie a destraía na cozinha.
  - ! - Gritou a menina no corredor.
  - O que foi? - Perguntou aparecendo na ponta da escada.
  - Pode vir aqui rapidinho? - Ele perguntou e ela deu de ombros, subindo as escadas.
  - O que você quer? - Perguntou quando entrou no quarto.
  - Bom, lembra que você tinha me dito que gostava de presentes e eu disse que te daria um pra você me perdoar? - Perguntou e viu a menina concordar, já abrindo um sorriso. Ele mantinha as mãos para traz do corpo, segurando o filhote.
  - Eu não sabia se você ia gostar, mas eu lembro de você também ter dito que nunca teve um, então comprei pra você. - Ele disse finalmente mostrando o cachorrinho todo manchado em cinza, branco e marrom.
  - ! - Ela quase gritou, pegando o filhote das mãos dele. - Que coisa mais fofa. - Ela dizia, enquanto fazia carinho atrás da orelha do animal. Nesse momento Evie já tinha subido até a porta do quarto para ver a cena.
  - E então? Estou perdoado? - Fez a última pergunta em tom mais baixo. não respondeu, apenas colocou o filhotinho em cima da cama, e logo depois jogou os braços ao redor do pescoço de , que enlaçou sua cintura, e logo os dois estavam se beijando, do jeito que sentiam falta e que não faziam há quatro dias.
  Eles não se beijaram por muito tempo, pois sabiam que tinham plateia. Antes de se separarem, abraçou a menina e disse no ouvido dela:
  - Se perguntarem, é o seu presente de 6 meses de namoro. - Sorriu para a menina e ganhou um selinho em resposta.
  - Obrigada, de verdade. - Ela sorriu sincera, voltando a pegar o bichinho. - Qual vai ser o nome dele? - Ela perguntou.
  - Não sei, é seu, coloque. o nome que quiser. - Ele deu de ombros.
  - Ele é nosso .- Ela disse sem pensar. - Ele tinha algum nome quando você o pegou?
  - Acho que sim. - Ele disse, tirando os papeis do bolso de trás da calça. - Jabba.
  - É um nome estranho. - Ela fez careta e ele concordou. - Mas eu gostei. Jabba é estranho, assim como nós. - Ela sorriu para o menino que retribuiu.
  - Acabou o momento casal? - Evie finalmente interviu.
  - Sim mãe. - revirou os olhos.
  - Então vamos voltar lá pra baixo, você ainda não apresentou o para a Chloe.
  - E nem pretendia.
  - O que disse? - Evie perguntou.
  - Nada mãe.
  - Certo, deixe o bichinho dormir e vamos comer alguma coisa. - Evie avisou e eles concordaram.
  Os dois sentiam algo estranho crescendo dentro de si. podia jurar que nunca havia sentido aquilo na vida, nem mesmo quando namorava Claire, que ele sempre julgou ser sua primeira e única paixão. Ele não sabia o que estava sentindo, mas estava gostando, porque era algo que o fazia feliz. E ele achava isso legal.
  Já , sabia exatamente o que estava acontecendo, sabia que estava começando a confundir aquela amizade que ela tinha com , com outra coisa mais séria e isso estava a preocupando. Ela tinha medo de se apaixonar, tinha medo de não ser correspondida, e ter seu coração partido. Mas por outro lado, ela sentia que era tão certo. não parecia ser mais o mesmo, ele acabara de lhe dar um cachorro e ela nunca imaginou que ele faria algo do tipo para ela. Não que ela não tivesse gostado, pelo contrário, ela havia amado. Mas não queria encarar que talvez estivesse se apaixonando pelo menino, porque ela sabia que no final, quem sempre sairia machucada, seria ela. não é um cara de compromissos, ele só está sendo legal. Ela pensava, mas tinha aquela parte de seu cérebro que dizia que ela deveria deixar de besteira, e pelo menos aproveitar essas duas semanas que eles ainda tinham juntos, já que seria o último contato deles. E com certeza era esse lado que iria seguir.
  - Chloe, esse aqui é o . - indicou quando eles entraram na cozinha e encontraram a menina. A ruiva olhou de cima a baixo, e não pode deixar de sorrir maliciosa ao constatar o pedaço de mau caminho que o menino era.
  - É um prazer . - Disse ainda maliciosa, não hesitando em abraçar o menino, que mesmo sem jeito, retribuiu. apenas revirou os olhos. - Então quer dizer que minha priminha está namorando? - Chloe perguntou cínica. andou até a bacada e se sentou ali. Hora de marcar território. pensou, logo indo até o namorado, parando entre suas pernas, de costas para ele.
  - Parece que sim. - respondeu sem olhar para a menina.
  - Acho que a janta vai demorar um pouco. Tem morangos, você quer ? - Evie perguntou.
  - Por favor. - pediu e a mãe colocou a tigela de frente para o casal na bancada.
  - Fale um pouco sobre você . Parece ser tão calado. - A ruiva disse pegando um morango e o mordendo sensualmente. - Gosto de caras assim.
  - só está tímido, não é amor? - perguntou olhando para o rapaz.
  - Sim. - Ele deu de ombros.
  - Então fale sobre você. - A ruiva insistiu.
  - Eu não sei o que dizer. - Ele voltou a dar de ombros. - Bom, eu conheço a desde que tínhamos 7 anos, eu quebrei a perna dela no parquinho que tinha na minha casa. Depois eu fui pra Los Angeles com meus pais. E minha mãe tem uma marca de produtos de beleza, Melanie . - Ele disse sem saber o que dizer.
  - Você é filho da Melanie ? - Chloe perguntou super interesseira, ainda tentando ser sensual com o morango.
  Já precisava apenas manter a atenção do menino em si, então se curvou sobre a bancada, deixando a bunda empinada para o quadril do rapaz, que não conseguiu segurar os instintos e a segurou pela cintura, a puxando contra si, pressionando seu membro na bunda dela. quase ofegou e pra não demonstrar muitas reações, colocou mais um morango na boca. Por sorte a bancada era alta, e Chloe não conseguia ver direito o que estava acontecendo ali, mas não era inocente e sabia muito bem o que os dois provavelmente estavam fazendo. Evie cozinhava e mal prestava atenção no que falavam, então não hesitou em continuar provocando o namorado.
  - Sim, sou filho da Melanie. - Ele disse simples.
  - E você, já esteve com sua sogra ? - Chloe perguntou.
  - Estive com ela ontem mesmo, antes de virmos pra cá. Passamos duas semanas na casa dos pais dele. - deu de ombros, se virando de frente para o namorado e mordeu um morango, tendo mais sucesso na atitude sexy do que sua prima.
  - A filha deles, Julieta, tem um blog de moda, ela é incrível. - Chloe disse admirada. já nem prestava atenção no que a prima falava, pois estava completamente concentrada em manter a atenção de em si, e estava conseguindo.
  - Sim, minha cunhadinha é maravilhosa. - disse, chupando um morango logo em seguida.
   não conseguiu se controlar dessa vez. Segurou as mãos da menina e a puxou para si, finalmente a beijando. Chloe ficou completamente sem graça e se virou de costas, voltando a ajudar a tia. Ele passou os braços pela cintura dela e a manteve perto de si, enquanto bagunçava ainda mais os cabelos do rapaz.
  - Você está fazendo minha prima quase babar por você. - Ela sussurrou no ouvido dele.
  - E se você continuar me provocando assim, eu vou acabar ficando de pau duro bem na frente dela. - Disse com sua voz rouca e a garota se arrepiou.
  - Cheguei! - Brian disse entrando na cozinha, quebrando o clima do casal.
  - Brian! - Chloe gritou animada, correndo até o primo.
  Pois é, não tinha ninguém que conseguisse resistir à beleza de Brian. Ainda mais Chloe que não perdia tempo, dando em cima de todos os garotos que apareciam em sua frente.

[...]

  - Jabba, você é a coisinha mais fofa do mundo. - disse segurando o filhote em frente aos seus olhos, enquanto permanecia deitada.
  - Você não vai deixar o bicho quieto, não é? - perguntou, saindo do banheiro.
  - Não tem como , olha que coisa linda! - Ela disse virando o animal para ele. - Vou ter que tirar uma foto. - Ela disse pegando o celular no criado, logo tirando uma foto sua e do animal. - O que eu coloco na legenda? - Ela perguntou.
  - Deixa que eu coloco. - Ele prendeu a risada, enquanto pegava o celular da mão dela.
  “Presente do namorado mais lindo do mundo xx”   Ele digitou e em seguida publicou a foto, entregando o celular para ela.
  - Você nem é convencido né? - Ela revirou os olhos e colocou o celular no criado mudo.
  - Não é ser convencido. É saber enxergar as verdades da vida. - Ele disse fazendo pose e ela riu. - Ele vai dormir com a gente? - O rapaz perguntou.
  - Bem que eu queria, mas minha mãe não gosta de animais em cima da cama. - Ela disse se levantando e colocando o bichinho quase adormecido, em sua caminha. - Seremos só nós dois . - Disse voltando para a cama. Ela vestida uma blusa larga e calcinha, enquanto o menino estava só com uma cueca cinza. Lados bons da intimidade.
  - Que bom. Não queria que a criança vesse o que estamos aprontando. - Ele disse apagando a luz do quarto e indo se deitar ao lado dela, mais precisamente, em cima da menina.
  - ! - Ela choramingou. - Você é um idiota. - Ele bateu no peito dele, que permanecia em cima dela.
  - Não precisa fingir que não gosta amor. - Ele deu um beijo na bochecha dela. - Todo mundo sabe que você tem queda por idiotas. Veja o Tristan. - Ele provocou, indo se deitar ao lado dela.
  - Cala a boca. Obrigada. - Se virou de costas para ele.
  - Boa noite delicinha. - Ele sussurrou no ouvido dela, a abraçando pela cintura.
  - Boa noite cowboy. - Ela se virou de frente para ele, dando um selinho no rapaz.
  Os dois se acomodaram melhor na cama, e logo pegaram no sono.

[...]

  - DOMINGO É DIA DE PISCINA! - Chloe gritou entrando no quarto e acordando o casal, que estava dormindo abraçados.
  - CARALHO O QUE ESTÁ ACONTECENDO? - gritou assustada, se sentando na cama. O movimento que ela fez, acabou acordando -que por incrível que pareça não havia acordado com a gritaria da ruiva-, que se remexeu na cama. Isso fez com que Chloe admirasse a bunda do rapaz coberta apenas pela cueca, visto que o lençol agora estava todo com .
  - , fica quieta. - pediu com a voz rouca, permanecendo de olhos fechados.
  - Chloe, acho bom você sair daqui, agora! - disse estressada. Odiava ser acordada. Percebeu que a prima mal se mexeu e quando olhou para a ruiva, viu que ela secava o corpo de seu namorado. - CHLOE! - gritou, tacando um travesseiro em direção à prima, acertando em cheio sua cara.
  - Ai! - A menina gritou.
  - Vaza daqui! - bufou, se levantando e indo até a porta, onde a menina estava. - E para de olhar pra bunda do MEU namorado. - empurrou a prima e fechou a porta em sua cara.
  - Que confusão é essa? - perguntou, finalmente se sentando na cama e coçando os olhos.
  - A vadia da Chloe veio nos acordar. Como ela disse, domingo é dia de piscina. - avisou, entrando no banheiro com algumas peças de roupa em mãos.
  - Mas está frio. - Ele resmungou.
  - Parece que a senhorita fogo no cu, não se deu conta disso. - revirou os olhos, saindo do banheiro, poucos minutos depois.
  - Sério, eu odeio que me acordem. - Ele bufou, indo vestir sua calça de moletom que estava jogada no chão.
  - Então você vai adorar saber que a queridinha estava olhando pra sua bunda. - disse.
  - Ninguém resiste à esses glúteos. - Ele disse virando a cabeça para olhar a própria bunda, enquanto apenas ria.
  - Enfim, domingo é dia de piscina, jogos e filme. - disse pegando seu celular. - E já são quase 11 horas, então estamos atrasados. - informou indo até a porta do quarto.
  - Vamos mesmo ter que nadar? - Ele perguntou.
  - Claro que não né , está um frio do cacete. - disse óbvia e ele se aproximou dela.
  - Não vai vestir uma blusa? - Perguntou olhando para ele que negou. - Isso porque está frio né?! - Ela revirou os olhos pela milésima vez naquele começo de dia.
  - Me conte mais sobre essa coisa que vocês fazem domingo. - Ele pediu ignorando ela, passando o braço pelos ombros da menina, enquanto iam para a cozinha que estava vazia.
  - Tradição da família . - Ela deu de ombros. - Fazíamos isso desde quando meus pais estavam juntos, na verdade a família toda faz. Depois que minha mãe veio pra cá, eu e meu pai paramos. Mas sempre que venho aqui, a gente fica na piscina de manhã, no fim da tarde a gente joga cartas e à noite a gente assiste filmes. - explicou se sentando na bancada de frente para ele.
  - Legal. - Ele disse sincero. - Queria que minha família fosse unida assim. - disse baixo.
  - Eu queria que minha família, a verdadeira, estivesse unida. - lamentou, se lembrando da separação de seus pais.
  - Sem dramas pela manhã. - pediu. - O que vamos fazer agora que perdemos a maior parte da manhã? - perguntou.
  - Vocês dois, Brian e Chloe vão ficar na sala até o almoço ficar pronto, depois vamos jogar cartas. - Evie disse animada entrando na cozinha.
  - Agora sei de onde você é tão boa com cartas. - piscou pra , enquanto terminava de beber seu copo de suco e a menina riu.

  Os dois foram para sala, onde Chloe estava jogada em uma poltrona, vestindo apenas um short jeans e a parte de cima de um biquíni, mexendo em seu celular, já Brian estava meio dormindo e meio acordado, deitado no sofá menor.
  - Não dormiu Brian? - perguntou cutucando o menino, enquanto ela e passavam por ele, indo para o outro sofá.
  - Cheguei em casa tarde. - Ele resmungou de olhos fechados.
  - To de olho em você rapaz. - Ela disse.
  - E eu em você, mocinha. - Ele olhou pra ela por uns instantes, antes de voltar a fechar os olhos.
   se sentou no sofá e tomou a liberdade de se deitar com a cabeça no colo dela. Eles estavam de frente para Chloe, que vez ou outra, desviava o olhar para o peitoral de que estava quase dormindo, enquanto mexia em seus cabelos.
   por sua vez, estava bem acordada e toda vez que percebia o olhar da prima pra cima do garota, a encarava com raiva e com muita vontade de se levantar e socar a cara da ruiva.
  - Eu juro que está me incomodando! - Ela sussurrou baixinho e só ouviu. Brian já estava dormindo nesse momento.
  - Tenho que confessar que estou até sentindo meu corpo queimar, de tanto que ela olha. - também sussurrou. - Mas vamos combinar que ela é bem gostosa. - Ele disse para provocar , que empurrou a cabeça dele de seu colo, sentando na outra ponta do sofá, bem afastada do menino e ainda carregava um biquinho e a expressão fechada.
  - … - Ele disse baixo, e agora Chloe prestava atenção no que eles faziam. - Psiu. - Ele chamou a menina novamente, subindo a mão pela coxa dela.
  - Para ! - Ela disse dando um tapa na mão dele.
  - Vem aqui. - Ele pediu, a puxando pela coxa. Ele trouxe até si e se curvou um pouco sobre ela, dando um mordida sensual no lóbulo da menina, que começou a respirar pesadamente. Do outro lado da sala, Chloe perdia a respiração, cheia de vontade de sentir o toque do rapaz sobre si. E ela apostava que ainda iria sentir. - Você também é uma delicia. - Ele disse baixo no ouvido de , e a mesma virou o rosto do menino para si, roçando seus lábios lentamente.
   a abraçou pela cintura, juntando ainda mais os seus corpos e tentou aumentar o contato entre suas bocas, mas se afastou. Ela passou o nariz pelo pescoço dele e deixou um chupão ali.
  - Que bom que acha isso, porque terá que se contentar apenas comigo. Chega perto dela e eu vou te mostrar que você nunca mais vai precisar de nenhuma garota. - Ela disse no ouvido dele e o menino se arrepiou em ansiedade.
  - Isso seria uma aposta? - Ele perguntou e ela o encarou sem entender. - Digo, você me mostra que é melhor que qualquer outra garota, e eu te darei uma… recompensa.
  - E se eu conseguir provar, qual será a recompensa? - Ela perguntou interessada.   - Daí eu terei que te mostrar que sou melhor do que o Tristan ou qualquer outro cara que você tenha provado, e depois disso você nunca mais vai querer o toque de nenhum outro homem. - Ele sugou o lábio inferior dela.
  - Disso eu não tenho dúvidas. - Disse se referindo à ele ser melhor que Tris e ele entendeu. - Então eu aceito. - Ela sorriu mordendo o lábio inferior.

[...]

  Depois de jogarem cartas e ter a comprovação de que se quisesse ganhar de alguém da família ele teria que treinar muito ainda, eles finalmente se ajeitaram no sofá para assistirem um filme, que Brian havia escolhido, visto que já era quase 22 horas.
  - Qual filme vamos ver primo? - Chloe perguntou.
  - 50 tons de cinza. - Ele disse enquanto mexia no DVD.
  - Eu to falando sério.
  - Eu também. - Ele deu de ombros.
  - Tia, a gente vai poder ver 50 Tons De Cinza? - A ruiva perguntou desconfiada. Sua tia sempre fora um pouco rígida com os filhos, não gostava que eles assistiam esse tipo de coisa, porque achava que isso incentivaria de uma maneira negativa (o que era um pensamento ridículo), mas parece que ter sua caçula namorando, fez ela entender que não adianta trancafiar os filhos, eles sempre vão fazer o que querem, escondido e bem debaixo do nosso nariz.
  - Por que não? Todos estão bem crescidinhos e minha única preocupação seria a , mas agora ela já arrumou um namorado e não sou inocente ao ponto de não saber o que eles aprontam. - A mulher respondeu simples e , Brian e Chloe a encararam boquiabertos. - E fala sério, esse filme não tem nada demais. - A mulher finalizou e soltou uma risada fraca.
  Em um sofá estavam Evie e Fred, abraçados debaixo da coberta, na poltrona estava Chloe, e Brian estava deitado no chão. estava debaixo das cobertas com no sofá, e os dois tinham as pernas entrelaçadas e as mesmas estavam apoiadas na mesinha de centro.
  O filme começou e todo mundo se calou. Estava todo mundo concentrado no filme e Evie e Fred, às vezes trocavam algumas carícias. Chloe sempre comentava o quanto Jamie Dornan era um ator maravilhosamente gostoso e não podia deixar de concordar. Porém, toda vez que ela o fazia, ou apertava sua coxa e bunda, ou levava a mão até perto da intimidade dela, a deixando cada vez mais excitada.
  - Para com isso. - Ela pediu no ouvido dele.
  - Para com o que? - Se fez de inocente.
  - Você sabe bem o que está fazendo . - Ela disse com a cara fechada.
  - Não estou fazendo nada. - Fingiu de bobo mais uma vez e voltou a olhar para frente.

  No final do filme, se levantou para ir ao banheiro e beber água, e permaneceu ali, quase pegando no sono, enquanto o restante ainda se concentrava no filme. Alguns minutos depois, percebeu que estava demorando e finalmente se deu conta de que estava faltando mais alguém na sala. Qual foi a surpresa ao descobrir que era Chloe?
  Ela bufou, tirando a coberta quentinha de cima de si e se levantou, indo até a cozinha, em passos lentos e silenciosos.
  - Qual é gatinho? Você não precisa dela, ela nem mesmo vai ficar sabendo. - A ruiva prendia entre ela e a pia da cozinha. O menino virava o rosto para todos os lados possíveis, e tentava afastá-la, mas não estava tendo sucesso.
  - Interrompo? - perguntou calmamente com os braços cruzados, enquanto se escorava no batente da porta. a encarou assustado e Chloe apenas virou o rosto na direção da menina, com uma expressão completamente entediada.
  - Na verdade, interrompe sim. - Ela respondeu.
  - Que pena! - fez drama, dando um passo para frente. - Te dou dois segundos pra sair daqui e eu considero que você só está carente, mas que nunca mais irá fazer isso. Sei que meu namorado é gostoso, mas como eu disse, ele é MEU namorado. - disse ainda calma e ficou em alerta, estranhando o comportamento da moça.
  - E se eu não sair? - Ela perguntou, dando um passo na direção da prima.
  - Bom, aí você teria que arcar com as consequências, uh? - deu de ombros. - Eu sei mais coisas sobre você, do que você imagina. Não ia querer que eu fizesse um escândalo, ia? - ameaçou.
  - Eu, é… - Chloe não completou a frase, apenas saiu dali, com medo da ameaça da prima.
  - … - foi até ela.
  - Eu vi , sei que não fez nada. - Se virou de costas para ele. - Mas mesmo assim vou te dar uma lição, só para garantir que você não vai nem sequer cogitar a ideia de tê-la. - Ela lançou uma piscadela para o menino e segurou sua mão, indo com ele até as escadas. não sabia se ficava nervoso, ou cada vez mais ansioso com o que a namorada estava planejando. Mas de uma coisa ele tinha certeza: ele iria gostar, e muito!

Capítulo 15

  Quando os dois chegaram no quarto, o empurrou até a cama e ficou parada na frente do menino, enquanto ele permanecia sentado. Desceu as mãos desde os ombros do rapaz até a barra de sua calça, logo depois arrancando a blusa dele.
  - … - Ele sussurrou.
  - Cale a boca. - Ela ordenou com a voz rouca e o menino rapidamente obedeceu, sentindo que iria gostar muito do que ela estava planejando. - Estou indo ao banheiro, quando eu voltar quero você apenas de cueca em cima dessa cama. Me entendeu? - Perguntou se aproximando do rosto do menino, e ele confirmou levemente com a cabeça, logo depois puxando o rosto dela para si e a beijando com intensidade.
  Ela se separou dele no instante seguinte, enquanto se dirigia para a escrivaninha no canto do quarto, onde pegou uma sacola com compras que ela havia feito no dia anterior.
  Lançou um último olhar para o garoto, sentindo os pelos da sua nuca se arrepiarem com a intensidade que ele a encarava e a expectativa que ela tinha para aquela noite.
  Entrou no banheiro e rapidamente tirou todas as suas roupas, colocando um conjunto de lingerie vermelha e uma cinta liga da mesma cor. Pegou alguns artigos eróticos que também estavam na sacola, e saiu dali, se sentindo um pouco nervosa por estar realmente fazendo isso, mas no fim, ela sabia que valeria a pena.
  Quando atravessou a porta do banheiro, deu de cara com o rapaz completamente nu em cima de sua cama. Acabou perdendo tempo demais encarando o belo corpo de seu namorado, enquanto o mesmo quase a comia com os olhos, mas logo se recuperou e foi até a porta do quarto, trancando a mesma.
  - Bom . Agora você vai fazer tudo que eu mando e sem reclamar. - Ela começou, caminhando vagarosamente em direção ao rapaz, que em momento algum deixou de apreciar a bela vista que era em um minúscula lingerie vermelha. - Hoje eu irei te mostrar minhas verdadeiras capacidades e eu tenho certeza que depois disso, você nunca mais conseguirá tocar em outra mulher sem pensar no quanto eu sou melhor que todas elas. - Ele terminou, engatinhando sobre o garoto na cama, e se sentou em sua cintura, bem em cima do membro do rapaz que começava a ganhar vida. soltou o ar pesadamente e segurou uma de suas mãos, a prendendo na cabeceira na cama com uma algema que ela carregava consigo. - A propósito, hoje você terá o movimento de apenas uma mão. - Ela lançou uma piscadela para ele, se levantando logo em seguida e indo apagar as luzes do quarto, deixando só um abajur ligado, criando um ambiente totalmente sensual para as várias atividades que eles executariam naquela cama.
   voltou para perto do rapaz e se sentou novamente sobre a cintura dele, onde rebolou levemente, arrancando suspiros dos dois. Abaixou seu tronco, se deitando completamente sobre o rapaz, e mordeu o lóbulo da orelha dele. No instante seguinte, a mão live de já estava na bunda da menina, a apertando com força e pressionando o quadril dos dois.
   começou com leves beijos pelo pescoço do rapaz, enquanto o mesmo se arrepiava em expectativa e se remexia em baixo da menina, querendo ter a outra mão livre para jogá-la na cama e fodê-la agora mesmo, acabando com toda a brincadeira. Porém ela estava bem concentrada no que fazia e provavelmente ficaria longos minutos apenas provocando o garoto, o deixando cada vez mais desesperado.
  Ela voltou a se sentar e olhou para ele com o lábio inferior preso entre os dentes e passou a mão pelo seu próprio tronco, logo desabotoando seu sutiã e o jogando para qualquer lugar do quarto, enquanto acariciava seus seios, deixando cada vez mais duro. Ela prendeu um mamilo entre o polegar e o indicador e soltou um gemido baixo. no instante seguinte levou a mão até o seio dela, o apertando com força e depois a puxou pela cintura, fazendo a menina se deitar novamente sobre ele, onde ele atacou os lábios dela, começando um beijo completamente sensual.
   rebolava no colo do menino e arranhava o abdômen do mesmo. Logo depois começou a descer os beijos molhados pelo peitoral do rapaz, até chegar em sua ereção, onde ela lambeu da base até a ponta, deixando o menino cada vez mais desnorteado.
  - Puta que pariu ! Anda logo com isso. - Ele pediu com a voz falha.
  - Hoje será do jeito que eu quiser . - Ela disse, enquanto acariciava a ereção do menino com a maior calma do mundo.
  Começou a aumentar os movimentos e viu o menino fechar os olhos fortemente, deixando um gemido abafado escapar. Aquilo foi como um incentivo para a menina, que no instante seguinte, colocou o membro do rapaz na boca, o sugando com vontade, enquanto ele mordia o lábio tentando segurar os gemidos. Logo depois levou as mãos aos cabelos dela para intensificar os movimentos e como se um sinal vermelho se acendesse dentro da cabeça de , ela desgrudou sua boca do membro dele e o encarou com os olhos beirando a irritação.
  - Por que você parou? - A voz do menino continuava fraca e desesperada.
  - Ora ora, . Eu deixei você com uma mão livre, mas se continuar sendo um garoto malvado, eu terei que prendê-la também. - Ela disse voltando a engatinhar sobre o menino, até ter os rostos praticamente colados.
  - … Por favor. - Ele implorou.
  - Não precisa se humilhar . - Ela piscou pra ele, dando-lhe um selinho logo em seguida.
   se levantou e tirou a calcinha, ficando agora apenas com a cinta liga e se sentou ao lado das pernas de , deixando as pernas abertas na direção dele. Levou dois dedos até sua boca e os chupou, logo começando com leves movimentos em sua intimidade.
   se contorceu mais uma vez na cama, sentindo seu membro quase doer de tão duro que estava. Ele precisava tocá-la. Ela estava o enlouquecendo.
   soltou um primeiro gemido baixinho e fechou os olhos, aumentando a intensidade de seus movimentos em seu clitóris. Ela imaginava a tocando ali e isso queimava como combustível em sua pele. Ela precisava do toque dele, precisava de suas mãos másculas percorrendo todo seu corpo, mas teria que se controlar, ou o jogo acabaria rápido demais.
  - … - Ela gemeu baixo e grunhiu.
  - Porra , não faz isso. - Ele pediu, passando as mãos nervosamente pelos cabelos. Ele poderia se tocar, mas estava concentrado demais na cena que estava presenciando.
   continuou os movimentos, logo levando os dedos até sua entrada, onde penetrou devagar, soltando mais um gemido. Ela sentia um nó formando em seu útero e percebeu que era hora de parar. Tirou os dedos de dentro de si e os chupou, enquanto encarava o rapaz com um olhar malicioso.
  Dessa vez ela mesma não conseguiria se segurar, então voltou a se sentar na cintura do rapaz, segurando o membro dele e se posicionou sobre sua ereção. Lançou um último olhar para o menino, que levou a mão até a cintura dela, a ajudando a se encaixar nele. Os dois gemeram assim que sentiram as peles entrando em contato. se inclinou sobre o rapaz e o beijou, antes de começar a se movimentar lentamente.
   podia facilmente se virar na cama e tomar as rédeas da situação mesmo com uma mão presa, mas estava amando ver a namorada no controle e ficaria ali o tempo que ela quisesse. Eles ainda teriam a noite inteira para ele fodê-la de todas as maneiras que conhecia.
   aumentou a velocidade e estava achando incrível a cena da menina de olhos fechados, o lábio entre os dentes e os seios balançando de acordo com que ela se movimentava. E quando se deu conta, já sentia o líquido escorrendo em sua intimidade, de tão excitada que estava. também não durou por muito mais tempo e se derramou dentro da menina, se sentindo completamente aliviado por ter gozado depois de dias, mas não completamente satisfeito. Eles teriam que transar muito para o rapaz atingir esse limite.

[...]

   acordou no outro dia sentindo sua intimidade doer, mas estava feliz demais para se importar com isso. Se remexeu na cama, tentando se espreguiçar e só então percebeu que estava praticamente em cima dela, dormindo feito um neném. Sorriu com a cena e decidiu que poderia ficar ali por mais alguns minutos, antes de finalmente se levantar.
  Cinco minutos depois, acordou e percebeu que estava em cima dela. Sorriu amarelo para a namorada que o encarava com expressão divertida e então sorriu verdadeiramente. Ele se jogou ao lado dela e puxou a menina pra si, tomando seus lábios no minutos seguinte.
  O beijo não durou por muito tempo e quando se separaram, os dois carregavam enormes sorrisos e se aninhou no peito do rapaz, que beijou o topo de sua cabeça, antes de abraçá-la.
  - Bom dia. - sussurrou com a voz fraca.
  - Bom dia amor. - respondeu, mau se dando conta do que tinha acabado de falar, mas não se importou e muito menos ela.
  - Que horas são? - Ele perguntou e ela pegou o celular no criado.
  - 8 horas da manhã. - Respondeu com uma carinha de preguiça, enquanto jogava o celular no mesmo lugar de antes.
  - Não acredito que acordamos à essa hora em plena segunda-feira. - bufou.
  - Ainda mais porque nós dormimos por apenas quatro horas. - Ela concluiu e os dois sorriram, se lembrando da noite que passaram experimentando o corpo um do outro em diversas posições naquela cama. Eles estavam tão empolgados, que só foram notar que que tinham passado do limite, quando Chloe bateu na porta do quarto avisando que já eram 4 horas da manhã e que ela queria dormir, visto que seu quarto era logo ao lado e parecia que ela estava participando da festinha dos dois.
  - Acho que ela nunca mais vai olhar pra mim. - disse e riu.
  - Eu acho isso maravilhoso. - A menina concluiu, mas não pode responder nada, pois o quarto foi tomado pelo choro fino do animal que tinha sido esquecido no canto do quarto na noite anterior.
  - Você é uma péssima mãe. - disse negando com a cabeça e lhe deu um tapa estralado no peito.
  - Jabba meu amor, desculpa a mamãe. - disse se levantando e indo buscar o animal. colocou um braço atrás da cabeça, enquanto apreciava a vista da menina nua, se abaixando para pegar o animal. só foi perceber a falta de vestimenta, quando se virou para trás e viu encarando seu corpo sem nenhuma discrição. Corou instantaneamente, mas nada fez, apenas voltou a se deitar ao lado do namorado. - Você é um tarado. - Ela concluiu.
  - Você fica andando por aí pelada e eu que sou tarado? - Ele perguntou com a mão no peito, com a expressão de ofendido.
  - Pare de drama e brinque com o Jabba. - disse entregando o filhote para ele, enquanto rolava para o lado, afim de pegar a blusa de que estava jogada no chão.
  - Eu sou muito foda. - disse olhando para o filhote em suas mãos.
  - E como você chegou a essa conclusão? - perguntou, voltando para o lado do menino.
  - Tem que ser um cara muito foda pra dar um filhotinho para a namorada. - Ele disse balançando o bichinho levemente.
  - É um namoro falso, por um acaso. Então você foi meio idiota. - Ela deu de ombros e ele a olhou indignado. - Mas eu gostei, não se preocupe. - Ela disse passando a mão na cabeça do cachorro (o Jabba e não o ).
  - ! - se sentou, novamente com a mão no peito e a expressão de ofendido. - Como você tem coragem de dizer que é tudo falso, depois na noite maravilhosa que tivemos juntos? - Ele terminou com a voz afetada e a menina gargalhou.
  - Sabe como é, não sou um cara de uma mulher só. - Ela disse engrossando a voz e colocando os dois braços atrás da cabeça, tentando fazer uma expressão fechada, que resultou em gargalhadas de ambas as partes.
  - Agora vai me dizer onde conseguiu as algemas e aquele vibrador? - perguntou se deitando em cima dela, depois de colocar Jabba no chão e ver o filhote correndo até sua caminha.
  - Segredo de estado. - Ela disse com as mãos no pescoço dele.
  - … - insistiu.
  - Você demorou demais indo buscar Jabba, decidi fazer umas comprinhas pessoais. - Ela piscou.
  - Pelo menos fizemos bom uso. - Ele disse começando a beijar o queixo dela.
  - Não de tudo. - Ela sussurrou.
  - Tem mais? - Perguntou e viu a menina concordar.
  - Ainda tenho um chicote. - Piscou mais uma vez e sorriu malicioso.
  - Você tem que casar comigo. - Foi a última coisa que ele disse, antes de beijar a menina calorosamente.

[...]

  - E aí cara, sabe jogar futebol? - Brian perguntou à . Era pouco mais de 17 horas e o casal havia passado o dia no quarto, seja dormindo, comendo ou apenas conversando.
  Evie e Fred haviam saído para trabalhar pela manhã, Brian foi para a faculdade logo cedo para resolver uns assuntos do time (mesmo estando de férias) e Chloe passou o dia sozinha pelos cantos da casa, sentindo uma vergonha imensa de olhar na cara de e de , depois do que presenciou a noite toda e também, depois da ameaça que havia lhe feito.
  - Sei sim. - respondeu dando de ombros. - Sou o capitão do time. - completou, enquanto abraça pelos ombros. Os dois estavam sentado em um sofá, Chloe tava na poltrona e Brian tinha acabado de entrar na sala.
  - Que clichê! Vai dizer que você é líder de torcida também ? - Chloe provocou.
  - Desculpa te decepcionar, mas eu não estava afim de me candidatar ao cargo de puta mór da escola. Mas sei que você não perdeu tempo, não? - devolveu com uma sobrancelha arqueada e Chloe bufou.
  - Que ótimo, vamos jogar mais tarde em uma quadra aqui perto. Ta afim de ir? - Brian perguntou ignorando a briga infantil das duas.
  - Beleza, que horas você vai?
  - Eu to indo agora porque tenho treino, mas você pode ir 19 horas. A sabe onde é, ela te leva. - Brian respondeu.
  - Então tá. - deu de ombros.
  - Bri, eu vou poder ir? - Chloe perguntou com a voz enjoada.
  - Claro. - Ele respondeu sem interesse, já saindo de casa.

  - Vocês duas têm que parar de brigar o tempo inteiro. - disse para as duas, depois de um tempo em silêncio.
  - Seria mais fácil se ela fosse menos infantil e conseguisse um namorado pra ela. - disse emburrada, cruzando os braços e fez o mesmo, bufando em seguida.
  - Saiba que eu só não namoro porque não quero. - Chloe disse na defensiva.
  - Ah é mesmo? Aposto que você não namora porque todos os garotos sabem que você é só pra diversão. Não serve para namorar ninguém. - provocou.
  - Pelo menos eu consigo divertir as pessoas. - Chloe devolveu com um sorriso presunçoso. apenas assistia a cena, esperando o momento em que elas fossem começar a se bater, para poder interferir. Ou não. Talvez fosse legal ver duas gatas brigando na sua frente.
  - Acho que essa noite você presenciou coisa demais pra dizer que eu não divirto ninguém. - sorriu vitoriosa, lançando uma piscadela marota para a menina e se levantou, indo em direção à parte externa da casa.

  - , eu já vi pessoas impossíveis, mas você bate recorde com esse seu temperamento. - disse atrás da namorada, assim que ela pisou na varanda.
  - , ela provoca e você deveria saber mais do que ninguém como eu me sinto quando isso acontece. - cruzou os braços, olhando emburrada para o namorado.
  - Tanto faz , só tente ser mais flexível e releve as tentativas dela de te tirar do sério. Consegue fazer isso? - se aproximou dela.
  - Se você me manter entretida nesse meio tempo… - Ela começou com um sorriso sugestivo e o menino sorriu descrente, passando os braços pela cintura dela.
  - Acho que posso fazer isso. - Ele tentou avançar sobre os lábios dela, mas a menina virou o rosto. - Qual é ?! - Disse indignado e ela riu, colocando os braços ao redor do pescoço dele. - Seja boazinha.
  - Não sei se você merece. - Ela fez uma expressão de pensativa e o rapaz começou a distribuir beijos e mordidas na mandíbula dela, fazendo a menina se derreter aos poucos e ir fechando os olhos.
  - E por que eu não mereceria? - Continuou focado nos beijos e a menina deixou um suspiro alto escapar, quando ele deu uma longa mordida em seu pescoço, fazendo todos os pelinhos do local se arrepiarem.
  - Não sei se você aprendeu a lição ontem. - tentou manter o foco,segurando o rosto do menino em frente ao seu e abrindo os olhos, olhando fixamente para a testa do rapaz. Se considerasse olhar para os olhos dele, logo iria querer descer mais o olhar e quando visualizasse a boca chamativa do namorado, todo o falso auto controle iria para o espaço.
  - Eu aprendi muito bem, mas caso você queira voltar para o quarto e me ensinar novamente eu… - não concluiu a frase, pois tomou seus lábios para si, em um beijo intenso e ao mesmo tempo calmo, demonstrando um sentimento que nem sequer passava pela cabeça deles, mas que aos poucos ganhava espaço dentro de seus corações.
   apertou a cintura dela com mais força e puxou os seus cabelos levemente, deixando uma mordida em seu lábio inferior. a empurrou até a mesma estar com as costas grudadas com a parede e voltou a atacar seus lábios, dessa vez sem nenhum resquício da calmaria anterior. Ele grudou seus corpos o máximo que conseguiu, tentando manter em mente que estava mesmo ali e que aquele contato era real, não querendo que a menina escapasse em momento algum. E não pensava diferente, devolvia o beijo da melhor forma que conseguia, também querendo provar que aquele contato não era fruto de sua imaginação e muito menos mais uma cena forjada do relacionamento deles.
  E foi pensando nisso, que a mente de voou para outro lugar. E quando aquilo acabasse? O que ela faria? Será que sentia falta? Será que iria conseguir suportar essa grande necessidade que havia criado pelo menino? Ela estava se envolvendo mais do que devia e esse era um terreno muito perigoso. Ninguém entra no coração de uma pessoa e vai embora em um período tão curto. Ela sabia que estava começando a sentir algo e não podia deixar as coisas misturarem, faltava pouco menos de duas semanas para voltar para casa e se continuasse com todos esses amassos com o rapaz, saíria muito machucada no final. E não era o tipo de cara piedoso que iria se preocupar com ela quando tudo acabasse. Ele estava tendo esses momentos com ela, porque eram necessários, mas quando aquilo acabasse, ele voltaria pra sua vagabundagem e nem se lembraria da menina com o coração despedaçado que ficou para trás. E de repente um medo tomou conta de e ela se afastou do menino rapidamente.
  - , você não está ficando comigo só porque é conveniente para essas situação em que estamos, né? - Perguntou receosa e viu a dúvida preencher o rosto do menino.
  - Claro que não , do que você está falando? - Perguntou desentendido.
  - Você não está só se aproveitando do momento, pra depois esquecer da minha existência para o resto da vida, está?
  - Não , claro que não. A gente está ficando porque nós dois queremos. Sou vagabundo, mas não faria isso com você. - Ele disse colocando um mecha do cabelo desgrenhado da menina, para trás da orelha. E finalmente entendeu tudo. - Mas , não é como se quando tudo isso acabasse, eu fosse te pedir em namoro de verdade, entende? - Ele disse cauteloso, mas estava mentindo para si mesmo. Será que ele iria querer mesmo abandonar a menina e fingir que esse fogo que os dois sentiam um pelo outro, era apenas invenção de sua cabeça? Certamente não.
  - Eu sei , eu só não quero me sentir usada. - respondeu, mas estava decepcionada. Na sua cabeça ela cogitou por míseros segundos, continuar se encontrando com o rapaz. Mas ele era o não é mesmo? E ela era a , que não se importava com sentimentos e esses tipos de coisa. - Bom, eu vou subir. - Ela nem esperou por uma resposta, só correu para o seu quarto, trancando a porta e se jogando na cama. Ela precisava pensar e colocar todas as ideias no lugar, até aceitar a ideia de que aquilo acabaria em pouco tempo e que ela teria que aproveitar esses últimos instantes, sem deixar o sentimento aparecer. Mas será que já não era tarde demais?

   ficou parado e perplexo, ainda tentando absorver a conversa da menina, que havia saído dali sem ele mesmo perceber. Ele também se sentia estranho, não queria que aquilo acabasse, mas não poderia continuar. Ele não sabia ser um bom namorado, não sabia como fazer uma mulher realmente feliz, e tinha medo de machucar . Se bem que isso não seria um problema. Ele tinha medo de querer continuar com as pegações loucas com a menina, pois sabia que no fundo ela o odiava e ele não queria parecer um idiota correndo atrás dela, enquanto recebia um belo pé na bunda.
  Pois é, teria que se conformar com os últimos momentos de pegação, pois logo a chata, insuportável e sem coração voltaria e ele não teria mais a mesma intimidade com ela.
  Controle esse negócio que tá surgindo dentro de você . Ela não dá a mínima para isso. Ele pensou, antes de se jogar no sofá que tinha ali e fechar os olhos, pegando no sono algum tempo depois.

[...]

  - , você vai no jogo dos meninos? - Era Chloe. Ela havia batido na porta, mas não havia feito questão de abrir, então murmurou qualquer coisa para a prima saber que ela estava ouvindo.
  - Vou sim. Chame o pra mim, que eu já estou descendo. - avisou. Não sabia se a menina havia concordado, mas ouviu os passos dela sumindo pelo corredor, e decidiu se levantar e tirar aquela cara de bunda. Ela precisava se fingir de indiferente, para não saber que ela havia ficado afetada por ele não querer comer ela depois que tudo acabasse.
  Vestiu uma calça jeans e um moletom qualquer, saindo do quarto bem na hora que apareceu na ponta da escada. Ignorou o menino e rumou ao quarto do irmão, afim de pegar a roupa que ele havia deixado para o cunhado. Voltou para seu próprio quarto e jogou as coisas em cima de , indo para a sala logo em seguida.
  Poucos minutos depois, apareceu já com a roupa que usaria para jogar bola e um moletom preto por cima, pois o frio londrino não permitia que ele andasse por aí exibindo os músculos. ignorou mais uma vez e saiu de casa. Chloe e a seguiram confusos e o rapaz logo percebeu que ela estava o evitando. O que eu fiz de errado dessa vez? Ele pensou, repassando a última conversa deles na cabeça, só para constatar que a menina era doida e estava tendo mais um surto, então daria espaço para ela.
   decidiu dirigir e logo eles estavam estacionando em frente à quadra mais próxima da casa de sua mãe. Desceu do carro, mais uma vez sendo seguida por Chloe e , o menino decidiu se aproximar um pouco dela, entrelaçando seus dedos. não demonstrou reação nenhuma, mas seu estômago revirou e ela sentiu um pequeno choque quando a mão quentinha dele entrou em contato com a sua gelada como um iceberg.
  - Está tudo bem? - Ele sussurrou, enquanto os três entravam na quadra, onde os rapazes começavam a se alongar.
  - Por que não estaria? - Devolveu a pergunta e deu de ombros. Eles se encaminharam para a arquibancada e logo Brian já estava atrás deles, para chamar .
  - Vamos cara? - Perguntou à que concordou, retirando o moletom e entregando para . Os dois passaram o olhar pelo local e pode identificar a cabeleira loira de Tristan e sorriu involuntariamente. Aquele jogo seria no mínimo interessante.
  - Ok, ele está aqui. - sussurrou olhando para a namorada que riu fraco. Brian voltou para a quadra e o seguiu.
   continuou ali, usando o moletom do namorado como cobertor, enquanto via eles formarem o time. Ela pensou que ficaria tímido, mas havia se esquecido que ele era provavelmente o rapaz mais popular do colégio, então ele interagiu facilmente com os colegas de Brian, sendo muito simpático com todos. Menos com Tristan, que foi para o time adversário, se sentindo um tanto irritado por estar em seu lugar no time de Brian.
  O jogo começou e se encolheu mais com o moletom do rapaz, sentindo o cheiro maravilhoso dele, invadir suas narinas. Afundou o nariz ali e ficou incontáveis minutos sentindo o cheirinho do rapaz, que em alguns dias ela ficaria sem. Tentou continuar embriagada com o perfume, mas a movimentação ao seu lado atraiu sua atenção e só então ela percebeu que Chloe a chamava.
  - Que foi? - Perguntou.
  - Sabe, eu… Queria… Você sabe… Te pedir desculpas. - Chloe disse sem encarar a prima, tossindo no final, como se proferir aquelas palavras, fosse alérgico para o seu ser orgulhoso.
  - Pedir desculpas por dar em cima do meu namorado? - perguntou ácida e viu a menina concordar de cabeça baixa. - Eu posso desculpar, contando que você nem cogite fazer isso novamente.
  - Eu não farei . - Chloe finalmente a olhou e viu que ela estava sendo sincera. - Eu fiz aquilo pra te provocar, e porque eu não sabia que o que vocês tinham era sério mesmo. Eu nunca te vi namorando ninguém e mesmo quando você tava ficando com o Tristan e eu também fiquei com ele, você não se importou, porque não era sério. Mas eu nunca te vi tão incomodada por ver ele olhar para mim e eu vejo que você está muito apaixonada por ele. - Chloe disse e sentiu seu interior gelar. Ela não estava apaixonada… Ainda. Estava? - E eu também percebi o jeito que ele te olha e o sentimento é recíproco. Então não precisa se preocupar, eu não irei mais atrapalhar. Você é uma vaca, mas ainda é minha prima, então querendo ou não eu quero a sua felicidade. Acho que já estamos crescidinhas e já podemos deixar de lado essa briguinha idiota por causa de brinquedos, no caso homens agora. - Chloe disse e as duas riram fraco. Desde pequenas elas se estapeavam porque uma queria a boneca da outra e isso durava até os dias de hoje, mas sem nenhum motivo aparente. - Você me desculpa?
  - Sim. - respondeu baixo.
  - Então você pode parar de ignorar o rapaz, porque sei que vocês foderam a noite toda e tá escrito na sua testa que você tá doidinha pra se jogar no colo dele e arrancar sua roupa. Então para de cu doce, porque ele é caidinho por você e não tem porque ser essa bruxa sem coração. - Chloe terminou recuperando o fôlego e depois se levantou. - Agora se me permite, tem um gatinho ali me chamando e eu não vou perder tempo igual a você. - E sem dar direito de resposta, ela sumiu dali, balançando seus cabelos loiros em direção à um rapaz que molhava seu rosto com a garrafinha d’água.

  O primeiro tempo acabou rápido e logo Brian, e Tristan estavam em volta da menina. Brian e Tris tentaram abraçá-la, mas estavam suados e ela não permitiu. Já , deu um selinho nela e se sentou ao seu lado, passando um braço ao redor de sua cintura, a puxando para si.
  - Por que ele pode te encostar estando suado e eu não? - Brian perguntou indignado.
  - Porque eu sou o namorado dela. - deu de ombros e percebeu que o clima ali estava tranquilo e calmo, sem nenhuma alfinetada da parte de ou de Tristan. Parece que o jogo havia criado um clima amistoso ali e assim como Chloe, Tristan havia sacado que não poderia fazer nada para atrapalhar o casal.
  - É porque ele continua cheiroso mesmo estando suado Bri. Já você, fede até quanto tá saindo do banho. - provocou e recebeu o dedo do meio de seu irmão em resposta.
  - Eu também sou cheiroso suado . - Tris a lembrou e ela sorriu.
  - Faz muito tempo que não te vejo suado Brook. Não coloco minha mão no fogo por você. - Ela piscou e ele revirou os olhos.
  - Temos que voltar. Você vem artilheiro? - Brian perguntou à , usando o novo apelido que ele ganhara pelos caras do time, por ter feito 2 gols no primeiro tempo.
  - Já estou indo. - Avisou e Brian deu de ombros, indo com Tris de volta para o campo. - Está mais relaxada agora? - Perguntou para .
  - Eu não estava estressada. - Ela mentiu.
  - , eu sou burro? Sou. Mas eu sei reconhecer quando minha namorada tá puta por alguma coisa, que com certeza não faz sentindo nenhum. - Ele disse e a menina sorriu. É, ela iria aproveitar todos os dias que faltava até eles voltarem para Chicago, só para ouvir ele a chamando de namorada.
  - Realmente não faz sentido. - Ela deu de ombros. - Mas parabéns pelos gols. Quero que faça mais três no segundo tempo. - Ela se virou de frente pra ele, o encarando com uma sobrancelha arqueada em sinal de desafio.
  - Se eu fizer vou ganhar alguma coisa? - Ele perguntou se aproximando.
  - Dessa vez eu deixo você dominar na hora do sexo. E podemos usar o chicote. - Ela piscou também se aproximando.
  - Você pode me dar uma prévia do que vamos fazer essa noite? - Ele grudou suas testas.
  - Com prazer. - Ela disse e quando foi grudar seus lábios, um grito vindo de Brian os interromperam.
  - Eu acho que tenho qeu voltar pra lá. - Ele disse bufando frustrado e andou em direção à quadra, totalmente confiante de que faria os gols para ganhar a recompensa.

[...]

  O jogo já estava nos minutos finais, quando sentiu uma presença ao seu lado. Quando se virou para ver quem era, não pode conter o desagrado e revirou os olhos discretamente.
  - Oi . - Ele sussurrou.
  - O que você quer? - Perguntou seca, sem nenhuma vontade de continuar aquela conversa.
  - Eu sei que alguma coisa aconteceu há 3 anos atrás, mas não sei exatamente o que é. Eu não quero que você aja assim comigo, sendo que eu nem sei o motivo. - Fred disse e bufou.
  - Não tem como você ter esquecido aquilo. Saiba que eu não disse nada, porque sei que minha mãe está muito feliz com você e eu me preocupo com ela. Mas eu nunca vou esquecer daquilo Fred. - disse completamente irritada, aumentando o tom de voz.
  - Mas eu não sei o que eu fiz! Você poderia me contar que droga aconteceu, antes de ficar com todo esse drama, evitando olhar para minha cara todo vez que estamos no mesmo lugar. - Ele insistiu.
  - Eu sinto nojo de você Fred. - Ela cuspiu as palavras e o homem bufou.
  - Porra ! Para de drama e fala logo o que aconteceu. - Ele também alterou o tom de voz.
  - Você…
  - Está tudo bem aqui? - Uma terceira voz foi ouvida, e eles encararam Tristan na escada da arquibancada, atrás de .
  - Está sim. - Fred bufou e logo saiu dali.
  - , até hoje você esconde isso dele? - Tris perguntou, se sentando ao lado da menina.
  - Eu não posso contar Tris, querendo ou não, eu sei que Fred é um cara correto e ele vai acabar contando pra minha mãe e isso irá destruir o casamento deles. E eu não posso fazer isso. É bem óbvio que os dois estão ótimos juntos. - explicou.
  - Tudo bem , se precisar de qualquer coisa, você sabe que pode contar comigo. - Tristan a abraçou e a menina retribuiu, sentindo seus olhos marejarem.
  - Oi. - Era . - Está tudo bem ? - Ele perguntou se aproximando dos dois que logo se separaram, e se ajoelhou na frente dela.
  - Está. - Ela sorriu forçado, limpando os olhos, onde uma lágrima queria escapar.
  - Eu vou deixar vocês dois sozinhos. Cuide dela cara. - Tristan se levantou e deu um tapinha nas costas de , logo depois saindo dali. e trocaram um olhar duvidoso e riram fraco, dando de ombros para o novo comportamento de Tristan Brook.
  - O que aconteceu? Vi que Fred estava aqui e vocês estavam exaltados. - Ele disse se sentando ao lado dela, mantendo o olhar preso nos olhos da garota.
  - Lembra que eu te disse que você teria que me manter distraída e longe do Fred? - perguntou e o menino concordou. - Então, ele não sabe o que aconteceu para eu agir dessa forma e veio me perguntar.
  - E você contou? - perguntou.
  - Claro que não, eu não posso fazer isso. - Ela disse óbvia.
  - Mas pra mim você vai contar. Vem aqui. - Ele a puxou para mais perto e a abraçou. deitou a cabeça no ombro dele, mal se importando se o rapaz tava suado ou não (ele não estava, porque havia se secado com uma toalha, e agora estava sem camisa). - Eu fiz mais três gols, você me deve uma foda muito boa com chicote e tudo mais, mas antes a gente vai dar uma volta na cidade, comer alguma coisa e você me conta o que aconteceu. Depois eu te como bem gostoso pra você relaxar e esquecer de vez essa história. - Ele disse a última parte no ouvido dela e a menina se arrepiou, rindo em seguida e dando um tapa no braço do namorado.
  - Você é um tapado. - Ela disse falsamente indignada, enquanto se levantava.
  - Mas sou um tapado gostoso. - Ele deu de ombros e ela revirou os olhos, já andando em direção à saída do local. - ! - Ele gritou, correndo atrás da namorada, que também saiu em disparada para fora da quadra, enquanto ria dele. - Eu ainda quero minha transa! - Ele continuou correndo atrás dela, até alcançá-la e a abraçar por trás.
  - E você terá, mas vai ter que ser bem gostosa. - Ela se virou para ele com um olhar intenso e malicioso e o menino sentiu um estranho frio na barriga.
  - Mas antes, vamos dar uma volta pra você me contar o que aconteceu. - Ele disse dando um selinho nela. entregou o moletom para ele e jogou a chave do carro pela janela do automóvel. Os dois entrelaçaram as mãos e começaram a andar pelas ruas de Londres, afim de se distraírem e apreciarem a companhia um do outro, com medo que tudo aquilo acabasse rápido demais e eles não conseguissem aproveitar todos os momentos.

Capítulo 16

  - Pode começar a falar. - pediu assim que ele já estava com o saquinhos de pipoca na mão. Logo que os dois saíram da quadra, foram direto para o centro da cidade e começaram a caminhar sem rumo por ali. insistiu muito e o rapaz havia comprado pipoca para eles e agora os dois andavam de mãos dadas por Londres, com vestindo apenas uma regata fina por ainda estar suado devido ao futebol, atraindo os olhares das garotas que passavam por ele, e usando a mão livre para atacar o saco de pipoca que estava na mão do namorado, por vezes dando a comida na boca dele.
  - Não sei como começar. - Ela disse olhando para os pés e apertou sua mão para lhe passar confiança. olhou para ele, e sorriu ao perceber o olhar reconfortante do rapaz.
  - Vá direto ao problema, não precisa enrolar muito. - Ele pediu e ela deu de ombros, roubando mais uma pipoca do saquinho.
  - Bom, foi em uma festa que teve na atual casa da minha mãe, eles estavam dando um churrasco para comemorar a nova filial da empresa de Fred, e ele estava muito bêbado…

  Ínicio do Flashback.

   havia conseguido escapar da festa com seu primo Christian, e agora os dois estavam correndo para o quarto dela, para finalmente fazerem o que queriam desde que colocaram os olhos um no outro naquele mesmo dia.
  Assim que fechou a porta do quarto, Chris a prensou na madeira e começou a beijá-la. Os dois estavam muito empolgados e as mãos voavam para todas as partes de seus corpos. foi o empurrando até a poltrona que tinha ali e se sentou no colo do rapaz. O mesmo aproveitou-se do vestido curto da menina, e colocou a mão nas coxas dela, apertando por vezes a sua bunda. Mas a festa particular não durou muito, pois logo escutaram a voz grossa do novo padrasto de soando por detrás da porta e não tiveram muito tempo para se esconderem, pois logo o homem já havia aberto a porta.
  - QUE MERDA ESTÁ ACONTECENDO AQUI? - Ele perguntou assustado olhando a menina descabelada sentada no colo do primo mais velho.
  - Fred, eu… - não pode continuar, pois a voz grossa do homem a interrompeu.
  - Christian, sai daqui agora! - Fred disse firme e o menino não pensou duas vezes antes de empurrar de seu colo, a fazendo cair no chão, e correr para o andar inferior.
  - Fred, para de fazer esse escândalo, você está bêbado! - disse se levantando e ajeitando o vestido em seu corpo, deu alguns passos na direção do padrasto, mas logo voltou para trás quando ele bateu a porta com força.
  - Você deixa todo mundo lá em baixo pra vim aqui se pegar com Christian! Você sabia que aquele seu namoradinho está lá te esperando? - Fred perguntou se aproximando dela com a expressão dura e se assustou. Nunca havia visto o homem assim, e isso estava a preocupando.
  - Tristan não é meu namorado, seu estúpido! E você não tem nada a ver com isso. - Ele disse alto o olhando com nojo, e ele deixou um sorriso de escárnio aparecer.
  - Ah, não? Não foi isso que ele me disse. Mas pode deixar que eu irei avisá-lo para te deixar em paz, pois você não consegue se controlar e fica parecendo essa vadia no cio. - Ele disse grosso e visivelmente bêbado, deixando chocada com suas palavras.
  - O que você disse? - Perguntou com a voz fraca, olhando para o homem a sua frente que mantinha a postura fria e indiferente.
  - Isso mesmo que você ouviu. Você é uma vadia, uma vadia no cio que não consegue se prender a um homem só e fica querendo enfiar os outros entre as suas pernas. Você parece sua mãe, ! Aquela vadia que traiu seu pai pra ficar comigo. É ISSO QUE VOCÊ PARECE! - Ele gritou a última parte, fazendo as lágrimas invadirem o rosto da mais nova. Ela voou em sua direção e acertou um tapa em cheio em seu rosto, fazendo o homem a segurar pelo pulso com força e a jogar no chão.
  - Nunca mais encoste em mim, seu imundo! - Ela se levantou com ódio. - Eu vou fazer de tudo pra minha mãe terminar com você, vou fazer de tudo pra ela nunca mais olhar na sua cara, porque eu odeio você! - Ela disse fria, olhando fundo nos olhos do homem que continuou indiferente.
  - Você não fará nada disso, sabe por quê? - Ele perguntou se aproximando dela e a pegou pelo pescoço, a encostando na parede, pronto para enforcá-la. - Porque primeiro eu acabaria com você, e segundo, sua mãe pode ser uma vadia, puta ou o que for, mas agora ela é minha mulher e de mais ninguém, e pra sua informação, eu amo aquela vadia e se você fizesse isso, você estaria acabando com a vida dela, e não é isso que você quer, é? - Ele perguntou apertando o pescoço dela com mais força e a menina começou a ficar sem ar.
  - Fred… - Ela sussurrou perdendo as forças e ele a soltou, fazendo a menina cair no chão pela terceira vez.
  - Acho que estamos entendido. - Ele mal terminou de dizer e já havia saído do quarto, deixando caída no chão entre lágrimas.

  Fim do Flashback.

  - Bom , eu não sei o que dizer. - disse se sentando em um banquinho e fez o mesmo.
  - Não precisa dizer nada. Eu sei que Fred foi um imbecil, mas eu tenho um pouco de culpa no cartório. Se eu não tivesse ido para o quarto pra me pegar com o Chris, nada disso teria acontecido. - Ela deu de ombros olhando para as pessoas que passavam por ali.
  - Pra mim foi bem satisfatório saber que você estava com o Tristan e pegou outro cara. - disse rindo para quebrar o clima e a menina o acompanhou. - Mas quem é esse Christian? - Perguntou a olhando intrigado e a menina se aproximou um pouco mais dele.
  - É o irmão da Chloe, ele é 5 anos mais velho que eu e é uma delícia. - Ela piscou pro rapaz que fechou a cara e cruzou os braços completamente emburrado e enciumado.
  - Hum. - Ele tentou fingir indiferença mas tava visivelmente incomodado, e isso fez prender a risada. - Mas voltando ao assunto importante, por que você não chega e conversa com o Fred? Isso evitaria todos os problemas que vocês têm naquela casa. - disse olhando para a menina, e logo em seguida comeu uma pipoca.
  - Porque ele tem razão. Eu sei que ele faz bem a minha mãe, se eu chegasse e contasse tudo isso pra ele, ele ficaria com peso na consciência por ter falado tudo aquilo dela, por ter me batido e me ameaçado. Querendo ou não, Fred é um cara bacana, sustenta minha mãe e meu irmão e faz a minha velha feliz, eu não posso acabar com isso tudo. Tenho que pensar nos outros pelo menos uma vez na vida. - disse rindo fraco no final e a acompanhou, concordando com a última parte.
  - Tudo bem então, mas pensa um pouco nessa possibilidade, talvez falar com ele seja o melhor a se fazer. - sorriu para ela e os dois aproximaram seus rostos.
   pegou uma pipoca e prendeu ela em seus lábios, se aproximando do menino para que ele a pegasse, e assim ele fez, lhe dando um selinho em seguida.
  - Isso me lembra aquela vez que estávamos deitados no sofá da sua casa e você fez isso. - disse e os dois riram.
  - Pipoca não é nada romântico. - completou e eles riram mais uma vez. - Bons tempos. - Ele disse pensativo e concordou silenciosamente.
  - Se bem que nossos dias hoje são bem melhores que antes. Você me irritava muito mais naquela época. - constatou o empurrando pelo ombro.
  - E hoje eu não irrito mais? - Ele perguntou a puxando pela cintura e ela automaticamente levou as mãos para os ombros dele.
  - Hoje você me come, as coisas ficam melhores desse jeito. - Ela sussurrou com a voz rouca e um sorriso malicioso apareceu nos lábios do rapaz.
  - Eu me lembro de ter dito que ia te foder gostoso depois que você me contasse tudo. Não quer ir para casa? - Ele perguntou colocando a mão na nuca dela e puxou os cabelos do local, fazendo a menina se arrepiar.
  - Não podemos perder tempo. - Ela disse e o beijou. No meio do ato esbarrou a mão no saco de pipoca e ele caiu no chão, assustando os dois levemente e eles logo se separaram entre risadas. - Vamos embora. - Ela o chamou se levantando e ele a abraçou de lado. Logo os dois já estavam no caminho para casa, onde repetiriam toda a atividade da noite anterior.

[...]

  - Bom dia. - disse assim que entrou na sala de jantar, onde todos estavam tomando o café da manhã.
  - Bom dia filha. - Evie respondeu sorridente, olhando para a menina que estava de mãos dadas com . O rapaz apenas acenou com a cabeça para todos, um pouco acanhado e com medo de alguém ter ouvido as coisas que ele e fizeram na noite anterior.
  - , hoje eu e alguns caras da faculdade estamos indo para um parque, e como eles gostaram do e tudo mais, eu pensei que vocês poderiam ir com a gente. - Brian sugeriu e olhou para como se esperasse uma resposta e o menino deu de ombros.
  - Tudo bem Bri, que horas vocês vão? - perguntou enquanto se servia de algumas torradas.
  - Vamos agora de manhã. Você vem Chloe? - Perguntou olhando para a prima que bebeu um gole de seu suco antes de responder.
  - Vou ficar em casa hoje, sua mãe vai trabalhar e eu disse que faria o almoço para ela. - Chloe sorriu para a tia que retribuiu orgulhosa.
  - Desde quando Chloe deixa de sair para ficar em casa cozinhando? - perguntou completamente espantada e Brian riu fraco.
  - Desde que eu não preciso mais ser uma vadia com você , nós já conversamos sobre isso. - Chloe revirou os olhos e riu.
  - Tudo bem então. Quem sou eu pra questionar algo, huh? - deu de ombros comendo sua torrada em seguida. apenas ouvia a conversa, concentrado demais no seu café da manhã, para tentar opinar em alguma coisa.
  - Bom crianças, já estou indo trabalhar. Fred vai me levar hoje, então tenham juízo e se acontecer algo, me liguem. - Evie pediu se levantando da mesa junto com Fred, todos acenaram com a cabeça e a mais velha sorriu.
  - Se cuidem. - Fred disse com um pequeno sorriso no rosto, enquanto saía da sala de jantar ao lado de sua esposa.

[...]

  - Ei! Joga pra mim! - pedia a bola a todo momento, mas simplesmente fingiam que ela não estava ali, e isso estava a irritando muito. Eles estavam jogando futebol americano no parque próximo à praia, e como havia se enturmado muito com os rapazes, havia esquecido dela um pouco. bufou irritada e saiu dali de braços cruzados, indo se sentar em um banquinho mais afastado.
  Ficou de longe observando como todos estavam se divertindo e por um momento quis que Chloe ou Tristan estivesse ali para implicar com ela, ou talvez Tyler. Oh Tyler! Ela sentia falta dele e fazia um bom tempo que não se comunicava com o amigo, para ser sincera, fazia um bom tempo que não tinha contato com mais ninguém além de .
  Pegou seu telefone e logo ligou para seu gay favorito. Chamou por várias vezes mas sempre caía na caixa de mensagem. Maldito! Pensou em ligar para também, mas a garota com certeza estava curtindo demais com e ela não queria atrapalhar a amiga.
  Então ficou ali, sentada olhando para um monte de rapazes gostosos e sem camisa correndo de um lado para o outro, enquanto arremessavam uma bola. É, isso não era nada mal.
  - , o que está fazendo aqui? - Brian perguntou se aproximando da irmã, que ainda estava emburrada e se sentou no colo dela.
  - Estou secando seus amigos. - Ela respondeu simples. - Eles são bem gatos, por que não me apresentou eles antes? - Perguntou com um pouco de indignação no tom de voz e Brian riu.
  - Não queria esses marmanjos em cima da minha irmã, já não basta o Tristan. E agora você tem um namorado, então não tem problema em te mostrar meus amigos. - Brian deu de ombros. - Por falar nisso, ele não ia gostar de ver você secando outros caras.
  - Ele não tem que gostar de nada, ele não pode me proibir de olhar pra ninguém. E ele é um babaca. - estava irritada e isso fez Brian rir ainda mais da irmã. Ele se levantou do colo dela e se sentou ao seu lado no banco.
  - Vocês estavam tão bem hoje de manhã, o que aconteceu? - Brian perguntou para a irmã e ela fechou a cara.
  - Ele se juntou com seus amigos e me deixou sozinha. - Ela resmungou baixo morrendo de vergonha e Brian gargalhou. - Não ria, seu filho da puta. Você também me deixou sozinha e nem tacou a bola pra mim hora nenhuma! - Ela disse brava tentando dar alguns tapas no braço definido do irmão, e ele passou um braço pelos ombros dela, a segurando.
  - Não fique emburradinha. Não tenho culpa se meus amigos não tem nenhuma irmã maneira para trazer pra cá, por isso você veio sozinha. - Ele explicou bagunçando os cabelos dela e ganhou um beliscão em resposta. - Posso te fazer uma pergunta um pouco chata? - Perguntou receoso e engoliu seco, mas concordou. - O que o Fred queria com você ontem, lá na quadra?
  - Droga, Brian! - Esbravejou baixinho. - Você sabe o que ele queria.
  - E você continua insistindo em não falar nada com ele? - Perguntou indignado. Ele foi o único a saber sobre o acontecimento com Fred, e sempre falou que a irmã deveria conversar com o rapaz, mas ela nunca o ouvia.
  - Você sabe que isso dará merda. É melhor deixar pra lá, uma hora as coisas se ajeitam.
  - Você sabe que não é melhor . A mamãe já está percebendo que tem um clima estranho entre vocês, uma hora ela vai sacar, e quando Fred finalmente descobrir o motivo do seu ódio por ele, as coisas poderão ficar muito piores. - Brian explicou, ainda abraçando a irmã pelos ombros.
  - Eu não odeio ele… - Ela disse tão baixo, que pensou que Bri não havia ouvido.
  - Você o quê? - Perguntou pasmo. Não acreditava que sua irmã havia feito esse showzinho todo, para no final dizer que não odiava o cara.
  - É. Eu não odeio ele. Eu pensei que odiando o Fred, seria mais fácil de aceitar que a mamãe largou nosso pai pra ficar com ele. Mas isso é mentira. O Fred é um homem legal, eu que sou uma menina muito cu e fiz drama à toa. Então não quero ter que falar com ele o que realmente aconteceu, pra no final ele pensar que tinha sido uma coisa muito pior do que realmente foi, e acabar brigando feio com a nossa mãe. - Ela finalmente colocou tudo que pensava pra fora, e agora se sentia um tanto quanto mais leve por ter se livrado disso.
  - Você sabe que se você não falar logo com o Fred, eu farei isso e será pior, não é? - Perguntou pressionando a menina e ela bufou.
  - Tudo bem Brian, você venceu! - Ela soltou o ar pesadamente, tentando relaxar para não bater no irmão. - Eu vou falar com Fred assim que chegarmos em casa, tá bom? - Perguntou e o menino sorriu largo.
  - Ótimo. Agora vou voltar para o meu jogo. - Ele deu um beijo na testa dela e voltou para perto dos amigos.

  Assim que Brian voltou a jogar, ele se aproximou de e lhe deu um cutucão no braço, falou alguma coisa em seu ouvido e logo em seguida os dois olharam para . Ela ainda estava com os braços cruzados, olhando com cara feia para os dois, mas os pensamentos estavam na conversa que ela teria com Fred dali à algumas horas.
   sorriu ao ver a cara emburrada da namorada e decidiu se aproximar. De acordo com que dava passos na direção da menina, ela fazia um bico cada vez maior, fazendo rir ainda mais.
  - Vai ficar emburradinha até quando? - Perguntou parado na frente dela.
  - Desculpa, mas não costumo falar com idiotas. - respondeu sem encará-lo, e ele riu.
  - … - Ele fez um biquinho e ela o encarou, tentando segurar um sorriso ao ver a cara fofa do namorado.
  - , volte para o seu jogo e me deixe em paz. - disse completamente emburrada e ele sorriu, se sentindo nostálgico.
  - Agora diga pra eu voltar para a vadia e nós vamos estar de volta na escola vivendo mais um momento de ódio mútuo. - Ele deu de ombros com um sorriso no rosto e se sentou ao lado dela.
  - Você é um idiota. - Ela constatou.
  - Mas você me ama. - Ele deu de ombros, cutucando a cintura dela.
  - Não tenha tanta certeza disso. - olhou pra frente e viu Brian se aproximando. - Pode voltar para o jogo, seu novo amiguinho está vindo te buscar. - Ela desdenhou olhando para Brian que havia acabado de parar em sua frente.
  - Pare de ser ciumenta, . - Brian provocou.
  - Pare de cuidar da vida dos outros, Bri. - Ela devolveu com um sorriso vitorioso e os dois rapazes trocaram um olhar maligno.
  - Ok, vou voltar para o jogo, mas… - começou a falar enquanto se levantava. - Você vem comigo. - Ele disse segurando ela pelos braços e Brian a pegou pelas pernas. Os dois começaram a correr com aos berros e a levaram para uma parte do parque que tinha um pequeno barranco. Colocaram ela deitada no chão no topo do morrinho e a empurraram. saiu rolando na grama, enquanto , Brian e os outros caras riam da gritaria que ela havia arrumado.
   se levantou e não conseguiu ficar brava por muito tempo, pois logo os rapazes também se jogaram no barranco, se sujando de grama e veio correndo em sua direção. Ele não conseguiu parar a tempo e acabou jogando a menina no chão. ficou por cima dela e no meio das risadas, eles se encararam por um tempo, até se beijarem, mantendo um sorriso apaixonado no rosto.

[...]

  - Fred, posso falar com você? - perguntou quando viu o homem entrando em casa. Ele estranhou no começo, mas mesmo assim aceitou. Os dois andaram até o escritório do homem e ele se escorou na madeira da mesa, enquanto ficava andando de um lado para o outro em sua frente, visivelmente nervosa.
  - Você está me deixando nervoso. - Ele sorriu amarelo para a menina e ela descruzou os braços, tentando ficar mais relaxada.
  - Ok. Primeiro eu gostaria de te pedir desculpas. - Ela começou e recebeu um olhar completamente confuso em resposta. - Eu confesso que sou um pouco dramática, e acabei aumentando mil vezes a gravidade do problema. - Ela justificou e Fred cruzou os braços, querendo prestar atenção em cada palavra que ela dizia. - Naquela noite Fred, você estava bêbado, me pegou no flagra enquanto eu me agarrava com Christian no meu quarto e começou a brigar comigo. Eu tava em um rolo mais sério com Tristan, e você começou a dizer que eu estava o traindo e que eu era uma vadia e puta, assim como a minha mãe, que traiu meu pai pra ficar com você. - não tinha coragem de encará-lo, então ficou olhando para o chão, enquanto Fred permanecia estático, sem saber se acreditava ou não no que a menina dizia.
  - Você está falando sério? - Ele sussurrou e ela concordou com a cabeça.
  - Eu não ia deixar você falar daquele jeito da minha mãe, então eu te dei um tapa e você me empurrou e eu caí no chão. Você também disse que se eu falasse algo com ela, você acabaria comigo. - Ela segurava as lágrimas, assim como Fred que estava chocado com toda a história daquele dia que havia sido apagado de sua mente. - Mas teve uma coisa que você disse naquela noite, que era completamente verdade. - Ela fez uma pausa para respirar fundo e olhou rápido para o padrasto antes de continuar. - Eu não poderia falar nada com a minha mãe, porque eu sei que você faz bem à ela, e sei que ela está mais feliz ao seu lado, assim como eu vejo que você está bem com ela. Então se eu abrisse a boca, eu estaria acabando com o casamento da minhão, só porque eu fui uma estúpida e quis agarrar meu primo, enquanto eu estava começando a ter algo mais sério com outro cara. - Ela fungou e passou as mãos pelo cabelo, os puxando um pouco, se sentindo completamente nervosa por estar finalmente abrindo o jogo.
  - , eu… - Ele tentou falar, mas nada saía pela sua boca, ele estava sem reação, mas precisava falar algo.
  - Não precisa dizer nada Fred. Eu só me senti na obrigação de vir esclarecer as coisas pra você, sei que você estava bêbado e não se lembra de nada que fez. Eu não quero que minha mãe saiba disso, porque ela está feliz com você e eu também queria dizer que eu não te odeio. Na verdade eu me sinto grata por você estar cuidando da dona Evie. Então me desculpe. - Ela finalmente olhou para ele e viu que o homem também chorava.
  - Vem aqui minha filha. - Ele pediu abrindo os braços e permitiu que as lágrimas caíssem mais forte, enquanto abraçava seu padrasto. - Eu que tenho que te pedir desculpas por ter dito tudo aquilo, e por ter te agredido. Eu não sou esse tipo de cara e eu sou completamente apaixonado pela sua mãe. Eu não sei onde eu estava com a cabeça para dizer tudo aquilo, mas hoje as coisas são completamente diferentes, e eu nunca iria dizer ou fazer algo do tipo. - Ele disse, soando abafado por estar entre os cabelos dela, enquanto os dois ainda choravam. - Você é como uma filha pra mim, e me dói não poder me aproximar de você, justamente por não saber o motivo. Mas agora eu sei, e me sinto completamente imundo por ter feito algo do tipo. Me perdoa.
  - Fred, eu não queria te contar, porque eu sei que você é um cara justo e não ia aceitar fazer isso com a minha mãe, mas por favor, não fale isso com ela, eu quero ver vocês juntos e felizes, tudo bem? - perguntou se afastando um pouco do abraço do homem e ele sorriu, secando uma lágrima que escorria na bochecha dela.
  - Tudo bem, mas eu só não vou fazer isso porque eu não quero magoar a sua mãe. - Ele sorriu e ela fez o mesmo.
  - Agora eu vou voltar pra sala, porque os meninos querem assistir um filme. - disse e Fred acenou com a cabeça. Logo a menina estava saindo do escritório, se sentindo muito aliviada por não ter mais que esconder isso do homem.

  Tristan já havia chegado na casa de Evie e agora Chloe, , e Tris estavam na sala -sentados nessa respectiva ordem-, com alguns baldes de pipoca, enquanto esperavam Brian colocar o filme. Eles estavam no chão e estava se sentindo muito enciumado por ter Tristan ao lado da sua namorada.
   a abraçava e falava com ela à todo momento, para manter a menina ocupada, não dando espaço para Tristan manter uma conversa de mais de uma frase com a menina.
  Como não era boba, ela logo havia percebido e quando a chamou mais uma vez, ela lhe lançou um olhar significativo, fazendo o rapaz se sentir envergonhado pela pequena crise de ciúmes. Ela se aproximou dele e lhe deu um selinho, fazendo ele sorrir abertamente. Logo em seguida ela entrelaçou seus dedos ao do rapaz e eles finalmente puderam prestar atenção no filme qua havia acabado de começar.
  Depois de um tempo, Tristan chamou e os dois ficaram conversando baixinho e pareciam muito animados. não podia escutar o que diziam, mas estava extremamente incomodado com a conversinha dos dois.
  - Ei, será que vocês dois poderiam calar a boca e prestar atenção no filme? - Ele perguntou irritado e o olhou prendendo o riso. Tristan fez o mesmo.
  - Cara, você costuma ser tão inseguro assim sempre? - Tristan provocou.
  - Eu não sou inseguro. Cuide da sua vida. - respondeu emburrado largando a mão de . Ele não era inseguro! Era? Talvez seja só medo dela o trocar pelo Tristan.
  - Você é sim, mas fica tranquilo cara. A está com você, não é? - Tristan continuou falando, e mesmo sem olhá-lo, prestava atenção no que ele falava. - Então relaxa, porque eu sou idiota, mas sei respeitar a garota quando ela realmente não quer nada. - Tristan completou e o olhou sorrindo. Murmurou um 'obrigada' e recebeu um sorriso em resposta. ficou intrigado com aquilo, mas estava levemente aliviado por saber que Tristan não tentaria nada. Pelo menos ele achava que não.
  Na metade do filme Tristan se levantou e deu uma olhada rápida para Chloe, cinco minutos depois a menina também saiu da sala e percebeu, ficando levemente intrigada com aquilo. Se sentia curiosa e um pouco puta, pois sabia o que os dois poderiam esta aprontado, ainda mais pelo histórico antigo de pegação dos dois.
  Mas não teve muito tempo para pensar nos dois, pois logo a boca de já estava na sua, a distraindo de qualquer problema que estivesse ao seu redor.
  E era apenas disso que ela precisava.

Capítulo 17

  O filme já estava quase acabando e os dois ainda não tinham voltado, então decidiu se levante e ver o que Tristan e Chloe estavam aprontando.
  - , onde você está indo? - perguntou ao ver a menina se soltar de seu abraço.
  - Estou indo beber água. - Mentiu, já saindo da sala, enquanto Brian, Evie e Fred permaneciam ali com o namorado.
   andou em passos lentos, tentando ser o mais silenciosa possível e parou na porta da cozinha, vendo Chloe e Tristan conversando como amigos de longa data. Tentou ficar calada tentando escutar o que eles estavam falando, não tendo muito sucesso.
  - Beleza, então fica combinado isso mesmo. - Foi a última coisa que ela ouviu antes de Tris se virar para sair da cozinha e encontra a menina ali. - ! O que está fazendo aqui? - Perguntou um pouco surpreso e assustado, como se tivesse sido pego no flagra. olhou de um para o outro com um olhar desconfiado, mas deu de ombros no final.
  - Vim beber água. - Usou a mesma mentira e passou pelo rapaz, indo direto para a geladeira. Chloe continuou apoiada na bancada olhando para a prima como se tentasse entender seu comportamento.
  - Não é nada disso que você está pensando. - Chloe disse depois de ver Tristan saindo do cômodo.
  - E como você sabe no que eu estou pensando? - respondeu sem encarar a prima, enquanto fuçava na geladeira procurando algo para mastigar.
  - Não precisa olhar muito pra você, para descobrir que você acha que eu e o Tristan estamos nos pegando. - A ruiva respondeu simples, enquanto pegava uma maçã da fruteira. olhou para a prima como uma sobrancelha arqueada.
  - E não estão? - Perguntou óbvia, optando por comer o queijo que estava ali. - Vocês saíram na metade do filme e não voltaram mais, o que poderíamos pensar?
  - Acho que você não devia pensar em nada que não fosse seu namorado. - Chloe disse baixo mas escutou e voltou a encarar a prima como uma sobrancelha arqueada, mas dessa vez em desafio. - Eu não acredito que você está com ciúmes do Tris, . - Chloe finalmente soltou o que achava.
  - Eu não tenho ciúmes do Tris, eu só não confio em ver vocês dois juntos. Mas como você mesma disse, eu não tenho que me preocupar com mais nada que não seja o meu namorado. - respondeu simples, deixando uma Chloe de braços cruzados a olhando com descrença para trás, enquanto voltava para a sala.

[...]

  - E então , como anda o resto da viagem? - perguntou.
  - Tenho que admitir que estamos apegados demais e eu não faço ideia do que vamos fazer quando voltarmos pra casa. - deu de ombros enquanto andava pelo jardim da casa da pseudo sogra, observando o tempo nublado de Londres, dando lugar para alguns tímidos raios de sol.
  - Vamos aceitar que você está apaixonado por ela, isso está claro como água. - comentou fingindo indiferença para não deixar o amigo constrangido.
  - Eu não sei como é estar apaixonado , então não tem como te dizer se eu estou ou não. - deu de ombros se sentando na poltrona que tinha na varanda da casa.
  - Então vamos descobrir se você está, ou não. - disse óbvio.
  - Por favor , o que você sabe sobre o amor? - perguntou com total descaso. Não estava descartando a possibilidade de estar apaixonado por , mas achava que o melhor amigo não era a melhor pessoa para lhe apontar as características do amor.
  - Diferente de você, eu não fico correndo das mulheres e não tenho medo de sentir alguma coisa por elas. Então para a sua informação, eu te digo que estou finalmente apaixonado pela . - respondeu indignado, se sentindo um pouco traído pelo amigo duvidar tanto de suas palavras. Ele estava apaixonado e sabia disso, as coisas que ele vinha sentindo com , não era apenas atração e isso ele jamais poderia negar.
  - Tudo bem, então me ajude a descobrir se estou apaixonado ou não. - bufou se dando por vencido e se ajeitou no sofá, pronto para ouvir as teorias do amigo.
  - Certo, me diga com sinceridade o que você sente quando estão juntos. - pediu. No fundo ele estava mesmo se divertindo com toda a situação, mas queria mesmo ajudar o amigo. que estava deitada ao lado do rapaz na cama de casal, apenas ouvia o que o namorado dizia, sem se sentir culpada por estar bisbilhotando a conversa dos dois.
  - , você não é um terapeu…
  - Cala a boca e me responde logo, ! - bufou entediado interrompendo o amigo.
  - Certo. Eu me sinto bem, sinto como se tivesse encontrado uma parte de mim que eu nuca havia visto. É legal, eu nunca estive assim antes. - respondeu um pouco envergonhado por estar confessando tudo.
  - Muito bem. E quando você vê ela sorrindo, o que você pensa? - Perguntou colocando a ligação no viva a voz para também ouvir.
  - Eu não sei. Eu acho ela a garota mais bonita do mundo. - respondeu com um sorriso no rosto, se lembrando de todos os sorrisos da menina que viu durante a viagem.
  - Ótimo. E quando ela te abraça ou te beija? - perguntou, olhando para ao seu lado que sorria animada.
  - Eu sinto um frio na barriga e uma ansiedade muito estranha, e quando ela finalmente me beija, eu sinto uma das melhores sensações da minha vida.
  - Certo… Você se imagina em um relacionamento com ela? Você arriscaria isso? - fez a pergunta final.
  - Obviamente sim. Antes eu responderia que não, mas não é uma garota normal e eu acho que faria qualquer coisa que ela quisesse. - respondeu mordendo o seu dedão, se sentindo estranhamente tímido por estar abrindo o jogo.
  - , acho que não preciso nem responder o que eu acho disso tudo, não é mesmo? - soltou uma risada fraca no final, vendo saindo do quarto correndo, sussurrando que iria ligar para .
  - Caralho. - Foi a única coisa que disse.
  - E por que você não se arrisca e conta tudo pra ela? - perguntou.
  - Porque não adianta eu sentir uma coisa, sabendo que não é recíproco. Querendo ou não, ainda é uma menina muito fechada e eu não acho que ela conseguiria sentir alguma coisa. - Nessa última parte apareceu na porta da cozinha, ouvindo o que o namorado havia dito e sentiu uma pontada em seu coração. É isso o que ele pensa sobre mim? Ela se perguntava. Já estava pronta para sair correndo dali, mas decidiu ouvir mais um pouco da conversa.
  - E se ela sentisse, você arriscaria? - perguntou, agora estando realmente preocupado com o amigo. Provavelmente era a primeira vez que realmente se apaixonava por alguém e ter um coração partido não era nada fácil.
  - Se ela realmente sentir isso, eu me arriscaria com certeza. Ela me mostrou nesse tempo que não importa o que aconteça, se estivermos juntos as coisas vão dar certo. Então sim, eu me entregaria. - Ele disse com um sorriso triste no rosto fazendo , que ainda ouvia a conversa, sentir seu coração se acelerando e todo o seu corpo se arrepiando. Saiu dali sorrindo como nunca e foi para o seu quarto, tentando raciocinar tudo o que estava acontecendo naquele dia.

  - , tudo bem? - Era .
  - Oi , estou sim e você? - Perguntou um pouco animada demais e logo a amiga desconfiou. Estava óbvio que não conseguiria conter sua alegria, até então sem explicação.
  - É impressão minha, ou você está muita feliz? - perguntou um pouco desconfiada, mas no fundo tinha a impressão de que tinha algo relacionado à .
  - É que eu acabei de ouvir uma conversa do . - Ela deu de ombros, como se não fosse uma coisa importante, ou como se ela nem estivesse se correndo de curiosidade para saber o que aconteceria dali pra frente.
  - Uuh, e o que você ouviu? - se contagiou com a alegria da amiga, fingindo que não sabia de nada.
  - Eu ouvi ele dizendo que talvez arriscaria algo comigo. - respondeu enquanto abraçava seu travesseiro, se sentindo uma menininha boba por isso.
  - E por que você ficou animada com isso? Não era você que dizia que nunca se apaixonaria pelo , nunca teria nada com ele e bla bla bla. - provocou, tentando assim como , descobrir o que a amiga sentia.
  - Exatamente. Por isso eu estou estranhando tudo. Não era pra eu estar feliz assim, sendo que eu provavelmente não sinto nada por ele. - tentava enganar a si mesma, mas no fundo ela já sabia tudo o que estava se passando em seu coração, só não estava preparada para assumir isso para si mesma.
  - Talvez você sinta. - respondeu simples.
  - Você acha que sinto? - perguntou um pouco confusa. - Impossível. - Disse dessa vez para si mesma. - Não sinto não.
  - Não precisa negar tanto. - riu do pequeno desespero de . - Isso não é uma coisa de outro mundo. Na verdade é até legal. - tentava incentivá-la.
  - Não , eu não posso. - negou.
  - E por que não?
  - Porque eu não sei o que ele sente, não sei o que eu sinto e eu tenho medo. - Respondeu apertando mais o travesseiro que segurava. Era algo totalmente novo e a menina sempre teve medo desse tipo de sentimento, pois via o quanto seu pai sofria quando o casamento acabou e não queria passar por aquilo.
  - , não precisa ter medo. Eu sei que você criou um carinho muito grande por ele e já está se remoendo porque essa viagem está acabando. Você não pode se privar desse sentimento para sempre. - respondeu confiante, pois sabia tudo que se passava na cabeça da amiga, e do mesmo jeito que sabia o que sentia, não poderia deixar os dois sofrendo afastados. Por mais que não gostasse do garoto, queria ajudá-los.
  - Mas eu não quero passar por tudo que meu pai passou. Eu não quero essa dor. - Ela disse um pouco mais calma.
  - , você não é seu pai e o não é sua mãe. - disse óbvia. - Tudo bem que ele é meio galinha, mas se ele gostar realmente de você, nenhuma outra garota irá importar para ele. - Se corrigiu rapidamente.
  - Por que você está defendendo ele? Não era você que detestava o garoto?
  - Eu não era a única. - Alfinetou e recebeu um suspiro de como resposta. - Tudo bem, me responda, você está gostando disso que vocês estão tendo?
  - Claro, é meio insano porque tudo começou como um teatro, mas eu estou gostando. - respondeu se levantando e indo até a janela, vendo conversando com Fred.
  - E você acha que seria suficiente pra você nos próximos meses, digo, se você tivesse isso, você estaria satisfeita?
  - Claro que sim. - respondeu.
  - Então é isso que importa. Não interessa o que vai acontecer no final, sendo que o que vocês estão vivendo agora já é suficiente para te deixar feliz. Então pare de ser medrosa e se permita viver isso, porque tenho certeza que você irá gostar. Agora tenho que ir, pois está me chamando. - desligou sem dar tempo para a amiga responder, deixando uma completamente pensativa para trás.

[...]

  - do céu, por que você sumiu? - Tyler perguntou animado. Depois de quase duas semanas sem se falarem, o menino finalmente atendeu a ligação de no skype.
  - Eu que sumi, não é seu cretino?! Tem duas semanas que estou tentando falar com você e você não atende essa porra. - respondeu visivelmente irritada, cruzando seus braços, enquanto via seu amigo gato, sem camisa do outro lado, com a expressão mais despreocupada do mundo.
  - Vai ficar olhando pra mim desse jeito? - Perguntou lançando um piscadinha para ela, que foi obrigada a desfazer o biquinho e rir.
  - Sabe como é, né? Eu já disse que se você não fosse gay, você já estaria na minha cama. - disse com um sorriso malicioso e o rapaz riu.
  - Você sabe que se eu não fosse gay, eu ia te dar a melhor foda da sua vida. - Tyler balançou as sobrancelhas para cima e para baixo, fazendo rir.
  - Não precisa Tyler, eu já tive a melhor transa da minha vida. - sussurrou pois estava tomando banho e poderia ouvir.
  - VIADA! E tu nem me conta? Que tipo de amizade é essa? - Tyler estava indignado.
  - Eu nem vou te responder, você se enfiou naquele sítio e nuca mais mandou notícias. - se emburrou novamente.
  - Você sabe como minha mãe é, ou eu saio com ela e fico com ela a viagem inteira, ou eu nem preciso ir. E você sabe como eu adoro os passeios com a minha velha. - Tyler sorriu como se pedisse desculpas e deu de ombros.
  - Tudo bem, eu entendo. Enfim, como anda as coisas por aí? - perguntou.
  - Aqui está tudo bem, e aí? - Tyler devolveu a pergunta.
  - Aqui está tudo…
  - , pega a toalha pra mim? - gritou de dentro do banheiro e revirou os olhos.
  - Pare de ser folgado ! - Ela gritou de volta, enquanto Tyler apenas segurava a gargalhada.
  - Amor… Por favor. - fez uma voz manhosa e Tyler riu.
  - Pelo visto aí está tudo bem. - Provocou a amiga que lhe estendeu o dedo do meio, um pouco irritada.
  - Espere só um minutinho. - Ela pediu à Tyler enquanto se levantava da cama para pegar a toalha. Foi até a porta do banheiro e deu duas batidinhas na madeira que logo foi aberta, deixando o vapor quente sair e então apareceu pelado, molhado e com um sorriso pequeno no rosto, passou o braço pela cintura da menina e lhe deu um selinho, logo pegando a toalha de sua mão.
  - Obrigado.
  - Vai se foder. - deu um tapa em seu peito e logo voltou para cama, mas como o notebook estava virado para a porta do banheiro, Tyler havia visto tudo que aconteceu, e estava completamente chocado.
  - Bom , vou deixar você à vontade com seu boy. Nos falamos quando você voltar pra cá. - Piscou para a amiga, não dando tempo para ela responder, pois ele encerrou a chamada.
  Pelo visto estava todo mundo disposto a me deixar falando sozinha. Ela pensou enquanto afastava o notebook e se deitava na cama. Logo em seguida saiu do banheiro vestindo apenas uma bermuda e se deitou ao lado dela.
  - A gente não devia estar aqui. - Ele comentou olhando para o teto branco, assim como ela.
  - Eu sei, minha mãe vai encher o saco se demorarmos mais um minuto, mas eu estou com preguiça. - Ela comentou manhosa, se virando de lado para encarar o rapaz.
  - É só um fim de semana de jogos, não deve ser tão ruim. - Ele disse repetindo o ato da menina e se virou de frente para ela.
  - Não é ruim pra você que joga no time e tudo mais. Eu sou sedentária, só sei jogar baralho. - Os dois riram.
  - Tudo bem, vamos descer. - Ele se levantou estendendo a mão para a menina, que fez um sinal para ele se virar de gosta e mesmo sem entender ele o fez, logo sentindo a menina se pendurar nele. - … - Ele disse fingindo cansaço.
  - Só para relembrar quando chegamos na casa dos seus pais. - Ela comentou rindo e ele a acompanhou, logo saindo do quarto com ela em suas costas.
  - Por falar nisso, Julie ligou e te mandou um abraço. Disse que você tem até amanhã para mandar pelo menos uma mensagem pra ela, ou ela pega um avião e vem aqui em Londres te estapear. - avisou, fazendo rir.
  - Parece que todo mundo resolveu ligar hoje. - comentou quando chegaram na sala de estar e a colocou no chão.
  - Como assim? - Ele perguntou.
  - A me ligou, o Tyler também, a Julie falou com você. - deu de ombros.
  - também me ligou hoje de manhã. - deu de ombros e o encarou sorrindo, se lembrando da conversa que ouviu dos dois. Sem pensar muito ela passou os braços pelo pescoço dele, lhe dando um beijo calmo e carinhoso, que foi prontamente retribuído pelo rapaz. - Você disse que te ligou, o que ela queria? - perguntou desconfiado, temia que soubesse da conversa dele com e contasse tudo para , sendo que ele gostaria de fazer isso quando voltassem para Chicago.
  - Nada de mais, só me atualizar do relacionamento dela com o . - mentiu, entrelaçando seus dedos aos de e indo para o quintal da casa, onde Evie, Fred, Chloe e Brian os esperavam.
  - Pensei que ficariam namorando a vida toda. - Brian comentou entediado.
  - O que vamos jogar primeiro? - perguntou, ignorando o comentário mau humorado do irmão.
  - Vamos começar com Cricket porque eu sei que você detesta. - A mãe respondeu rindo da cara que fez. - Depois vamos jogar futebol americano para relembrar a época em que ficávamos naquele campo perto da nossa antiga casa. - Evie sorriu para os filhos, que retribuíram com um sorriso triste e cheio de saudade. Era nítido o quanto os dois sentiam falta de quando a mãe ainda morava com Mark em Chicago.
  - Então vamos começar. - Fred anunciou já segurando o taco e Evie fez o mesmo, sendo seguida por Brian.
  - Qual de vocês três irá jogar? - Brian perguntou vendo e Chloe andando para a varanda, deixando como única opção. E assim o jogo começou.
  A habilidade de em qualquer esporte era invejável. Dias antes quando ele foi para a quadra jogar futebol com os amigos de Brian, o rapaz se mostrou muito melhor do que aqueles universitários. Agora no Cricket ele também estava indo muito bem, só restava ele mostrar como se joga um bom futebol americano. Mas essa resposta ja era óbvia, ele era capitão do time e com certeza já tinha conseguido uma bolsa em qualquer universidade que ele quisesse.
  - O é bom, né? - Chloe comentou tentando puxar assunto. apenas revirou os olhos e deu de ombros, não estava afim de papo com a prima.
  - Sim, ele é. - Respondeu no automático.
  - Cacete , você vai continuar emburrada por me ver com o Tristan, sendo que a gente nem tava fazendo nada demais? - Chloe olhou para um pouco indignada.
  - Querida, vamos entender que o mundo não gira ao seu redor e que eu nem tava lembrando mais disso, porque pra começar eu nem to emburrada, só não quero conversar com você mesmo. - respondeu um pouco alto demais, chamando a atenção do restante das pessoas que estavam jogando. Ela se levantou um pouco irritada e foi para o outro lado do campo improvisado no quintal da casa.
  O jogo não durou por muito tempo e logo todos -incluindo e Chloe- já se posicionavam no jardim para começarem a jogar futebol americano.
  - Não acredito que você é bom em tudo, ! - Chloe disse irritada quando o rapaz marcou mais um ponto. Ele correu até e a abraçou para comemorar.
  - Eu sou o capitão do time, não posso fazer feio. - Ele deu de ombros se gabando, fazendo e Chloe revirarem os olhos.
  - Vai me dizer que a é líder de torcida também. - Ela provocou.
  - Não Chloe, eu deixei o papel de puta para a ex dele e para você mesma. - respondeu irritada cruzando os braços e a ruiva levantou as mãos em rendição.
  E assim seguiu o dia, eles jogando vários esportes, e Chloe se alfinetando e Tristan aparecendo para mais um fim de noite com filmes.

Capítulo 18

  Já era domingo à tarde e o casal descansava na cama da menina. Estavam aproveitando os últimos momentos juntos, pois essa seria a última semana deles e ambos mal podiam acreditar que estariam se apegando tanto em um relacionamento falso. Mas eles sabiam o motivo para tal coisa, só não estavam prontos para assumir para si mesmo. Ou talvez já estivesse, só estava esperando voltarem para Chicago, onde estariam longe de teatros, mentiras e etc. Era uma boa escolha.
  - Vou na cozinha preparar um lanche pra gente. - disse se desgrudando dos braços do rapaz e se sentando na cama. encarou a menina um pouco descabelada e com cara de sono e não conseguia pensar em outra coisa que não fosse o quanto ela fica linda de qualquer jeito. Sorriu para ela em concordância e recebeu um selinho antes de se levantar e ir para a cozinha, sentindo seu interior se remexer e os famosos gorilas no estômago começarem a dançar.
  A casa estava vazia, pois Evie e Fred tinham ido visitar a família do homem, já Brian tinha saído com uma de suas namoradinhas e não estava com o minimo interesse de saber quem era a próxima cunhada. E Chloe, essa não sabia onde estava, mas descobriu assim que entrou na cozinha e deu de cara com a menina se agarrando com Tristan em cima do balcão.
  Respirou fundo algumas vezes e tentou não fazer barulho, mas estava indignada demais para simplesmente sair correndo dali. Ela sabia que no fundo era uma pontinha ciúmes, não sentia nada por Tristan, mas estava cansada de ver todos os caras pelo qual um dia ela já se interessou se atracando com a ruiva. Agora ela tinha certeza, era apenas raiva de Chloe. Raiva por ela ser invejosa e por ela não arranjar um homem só para si e ter que pegar o dos outros.
  E foi então que chamou a atenção para si, soltando o ar pesadamente, enquanto bufava com raiva, com vontade de bater nos dois.
  - , eu… - Tristan começou.
  - Eu não quero saber. - disse seca passando pelos dois, indo em direção à geladeira, enquanto Chloe saía correndo do cômodo, deixando Tristan olhando apreensivo para a amiga.
  - , é sério. Olha pra mim. - Ele chamou parando atrás dela. fechou a geladeira com força e deu passos firmes na direção do rapaz, fazendo o mesmo andar para trás, até se encostar no balcão.
  - O que você vai me dizer Tristan?! Vai falar que ela te agarrou? Que você nunca queria ter feito isso? Que não era o que eu estava pensando? VAI DIZER A MESMA PORRA QUE VOCÊ ME DISSE DA ÚLTIMA VEZ? - deu um soco em seu ombro, ficando extremamente irritada.
  - , eu não sei porque você está agindo desse jeito. - Ele disse ainda calmo, segurando os pulsos da menina que tentava lhe atacar a todo momento. estava irada, puta, extremamente irritada. Queria arrancar os cabelos de Tristan ou apenas quebrar os braços e pernas de Chloe. Ela precisava extravasar sua raiva, pois senão sobraria para .
  - Não sabe? Pare de ser cínico, Tristan! Eu sei que não tenho nada com você, mas da última vez você jurou que nunca mais encostaria nessa… - E ela não pode terminar a frase, pois logo os lábios do rapaz já estavam pressionados no seu.
  Nesse mesmo momento, , que se assustou com a gritaria, desceu para ver o que era. E pela primeira vez na vida o menino sentiu seu coração se despedaçando. Sentiu que algo estava faltando dentro de si. Ele queria chorar, queria tirar satisfações com a menina, mas estava doendo demais para qualquer coisa ser feita, então ele apenas se virou de costas e saiu dali, derrubando uma jarra de vidro no meio do caminho.
  - O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, PORRA? VOCÊ QUER MORRER?! - deu um tapa forte no rosto de Tristan e o olhou com cara de desprezo. Sentia que tinha visto a cena, ainda mais pelo barulho do vidro estilhaçando que ouviu no corredor. As lágrimas automaticamente invadiram seus olhos e ela rapidamente correu em direção ao seu quarto.
  Abriu a porta em silencio e fechou a mesma sem ser percebida pelo rapaz, que estava virado para a janela, com os braços apoiado na mesma, cantarolando baixinho.
  - But 3 days later, went round to see her, but she was with another guy… (Mas três dias depois, dei uma volta para vê-la, mas ela estava com com outro cara...) - cantarolava a letra de That Girl. Sempre usou as músicas para expressar seus sentimentos, e naquele momento as canções eram essenciais para ele, que não queria chorar e nem demonstrar tristeza. Se sentia perdido, nunca havia gostado de ninguém daquele jeito, e a forma como foi facilmente trocado, lhe fez repensar todas as merdas que havia feito com durante todo esse tempo. Talvez se ele tivesse sido um cara melhor para ela, eles não estariam nessa situação.
  - … - Ela chamou baixinho e o menino se virou de frente para ela. Sua expressão não dizia absolutamente nada. Era apenas o frio, o mesmo que implicava com ela todos os dias na escola. Não era o rapaz feliz, que carregava sua luz própria durante essas três semanas que eles estavam fingindo que se amavam.
  - Eu não acredito que você realmente fez isso . - A voz de era magoada e isso doeu fundo no coração de . Ela estava se odiando tanto naquele momento.
  - Mas eu não fiz nada , eu fui pega de surpresa! - Ela tentou se defender, dando um passo na direção do rapaz, mas ele apenas a olhou com desgosto e deu um passo na direção contrária da namorada, se afastando dela.
  - Quando aconteceu a mesma coisa comigo e a Claire, você nem quis me ouvir. Por que eu tenho que acreditar em você agora? - Ele estava começando a deixar a irritação subir pelo seu sangue e sentia seu coração se afundar em seu peito a cada gotinha de raiva que circulava em seu corpo.
  - Ta vendo! Foi exatamente a mesma coisa! Eu estava cega de raiva, não queria acreditar em você, mas no fundo eu sabia que não tinha sido sua culpa. AGORA VOCÊ SABE O QUE EU SENTI QUANDO EU VI AQUILO! - Ela perdeu a cabeça. Tinha a necessidade de ser perdoada, de fazê-lo sentir na pele o que ela sentiu. Ele tinha que entendê-la, não tinha sido culpa dela.
  - Eu não sei de mais nada , só nunca pensei que VOCÊ deixaria isso acontecer. - Ele estava visivelmente decepcionado.
  - Como você mesmo disse: por que está se doendo tanto por um relacionamento falso? - Ela perguntou igualmente magoada. Magoada por ele ter duvidado dela e por saber que mesmo depois de tudo que ela sentia, aquilo ainda era falso para ele.
  - PORQUE EU GOSTO DE VOCÊ PORRA! EU ESTOU APAIXONADO POR VOCÊ ! DAQUELA VEZ NÃO FOI A MESMA COISA PORQUE EU AINDA NÃO SABIA O QUE EU SENTIA! MAS AGORA EU SEI! - Ele gritou, finalmente colocando pra fora aquele sentimento que havia se apoderado de seu peito em uma velocidade recorde, mas que mesmo assim era tão intenso e verdadeiro como ele nunca havia sentido antes.
  - eu... Me desculpa eu realmente não queria ter feito aquilo, não foi minha culpa. - Ela disse deixando algumas lágrimas cair enquanto o rapaz se virou novamente para a janela, bufando em puro ódio.
  - Quer saber ? Eu não me importo mais, eu estou indo em bora e você pode aproveitar seu namoradinho. - Ele disse indo até suas malas no canto do quarto e começando a pegar algumas roupas do armário.
  - NÃO ! VOCÊ NÃO PODE IR! - Ela se desesperou, indo até ele e segurando seu braço com força.
  - E POR QUÊ NÃO? - Ele se irritou mais uma vez, se virando de frente para ela com uma expressão que chegou a dar medo na garota.
  - PORQUE EU TAMBÉM GOSTO DE VOCÊ CARALHO, VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR LOGO AGORA! - Ela gritou deixando as lágrimas se derramarem ainda mais em seu rosto, fazendo o rapaz se surpreender com sua fala.
  - Está vendo? Você não gosta de mim . Você gosta de você mesma e se importa só com você, só está dizendo isso porque quer que eu continue aqui POR CAUSA DESSA MERDA DE ACORDO NOSSO. - Ele se irritou sentindo seu coração mais despedaçado do que antes.
  - Não diga isso . - Ela chorava. - Eu estou realmente apaixonada por você. Estou fodidamente apaixonada. Só não disse isso antes porque eu tinha medo...
  - Medo de quê? - Ele agora via a sinceridade nos olhos da menina e forçou a se acalmar, dando alguns passos na direção dela que havia se afastado com a expressão dura que o rapaz havia lhe feito antes.
  - Medo de você não sentir o mesmo, medo de tudo isso acabar e eu perder o único cara que acho que eu gosto de verdade. Medo de dizer ou fazer alguma coisa errada e ter meu coração partido em mil pedaços porque eu achava que você ainda me odiava, mas agora eu gosto de você pra caralho e não quero que você vá em bora. - Ela continuou chorando e só quando acabou de falar, desviou o olhar para o menino. - Me desculpa. - Ela sussurrou se virando para sair do quarto mas foi surpreendida com a puxando pelo braço e grudando seus lábios com um misto de violência e paixão, coisa que nenhum dos dois nunca haviam sentido antes.
  (n/a: música do capítulo The Way You Make Me Feel - Michael Jackson.)

Hey pretty baby with the high heels on
(Ei beleza com o salto alto)
You give me fever like I've never ever known
(Você me dá uma febre como eu nunca tive jamais conhecido)
You're just a product of loveliness
(Você é apenas um produto de graciosidade)
I like the groove of your walk, your talk, your dress
(Eu gosto da leveza do seu andar, seu falar, seu vestir)

  Os dois separaram os lábios apenas para jogá-la na cama. Os dois estavam se sentindo completos, felizes e radiantes, exatamente o contrário de minutos atrás.

I feel your fever from miles around
(Eu sinto sua febre a milhas ao redor)
I'll pick you up in my car and we'll paint the town
(Eu pegarei você em meu carro e nós vamos pintar a cidade)
Just kiss me baby and tell me twice
(Apenas me beije querida e me diga duas vezes)
That you're the one for me
(Que você é única para mim)

   grudou seus dedos no cabelo do rapaz, sua mão puxava os fios negros enquanto a outra arranhava as costas dele. não perdeu tempo, enfiou as mãos por dentro da blusa da menina e começou a levantá-la, logo retirando a mesma do corpo da garota, fazendo os dois se separarem por poucos segundos e sorrirem um para o outro antes de retomarem o beijo sedento.

The way you make me feel
(O jeito que você me faz sentir)
You really turn me on
(Você realmente me excita)
You knock me off of my feet
(Você me tira fora dos meus pés)
My lonely days are gone
(Meus dias de solidão se foram)

  - Isso é insano! - separou seus lábios rapidamente e sussurrou com a respiração acelerada, iguais aos batimentos de seu coração.
  - Completamente. - Os dois riram fraco e o ajudou a retirar sua blusa. começou a dar beijos molhados e intensos no pescoço da garota, causando leves arrepios na namorada. A mesma puxou o rosto do rapaz para perto do seu e mordeu o lábio carnudo de , fazendo o menino soltar um gemido abafado, enquanto apertava o seio direito da menina. Foi a vez de gemer, sentindo a torneira sendo ligada em sua calcinha.

I like the feelin' you're givin' me
(Eu gosto da sensação que você está me dando)
Just hold me baby and I'm in ecstasy
(Apenas me abrace querida e eu estou em êxtase)
Oh I'll be workin' from nine to five
(Eu estarei trabalhando das nove às cinco)
To buy you things to keep you by my side
(Para te comprar coisas para manter você do meu lado)
I never felt so in love before
(Eu nunca me senti tão apaixonado antes)
Just promise baby, you'll love me forevermore
(Apenas prometa querida, que você vai me amar para sempre)

   começou a descer os beijos para o tórax da garota e não pensou duas vezes antes de puxar as taças do sutiã para baixo, fazendo os seios da menina saltarem para fora. lançou um olhar nem um pouco católico para a namorada e finalmente encostou seus lábios inchados no mamilo esquerdo dela. Mordeu o biquinho com força e beliscou o outro mamilo na mesma intensidade, fazendo a menina arquear as costas e gemer deliciosamente, deixando o mastro de completamente duro.

I swear I'm keepin' you satisfied
(Eu juro que manterei você satisfeita)
'Cause you're the one for me
(Porque você é única para mim)

distribuiu chupões pelos seios da menina, deixando suas marcas por ali e começou a dar selinhos em direção à intimidade dela. Puxou o short e a calcinha da mesma com violência, os jogando em qualquer lugar do quarto. Lançou mais um sorriso nada santo para a garota e levou dois dedos até a boca da mesma. chupou-os com vontade, deixando com um sorriso pra lá de satisfeito no rosto. Então o garoto levou seus dedos até a buceta da namorada, já devidamente encharcada e os passou pela entrada dela, antes de começar a fazer movimentos lentos no clitóris, preenchendo o quarto com os gemidos sôfregos que soltava.

I never felt so in love before
(Eu nunca me senti tão apaixonado antes)
Just promise baby, you'll love me forevermore
(Apenas prometa querida, que você vai me amar para sempre)
I swear I'm keepin' you satisfied
(Eu juro que manterei você satisfeita)
'Cause you're the one for me
(Porque você é única para mim)

  - Puta que pariu, . - gemeu extasiada, enquanto ele continuava calmo, tocando toda a intimidade da menina, como se nunca tivesse encostado ali antes.
  - Calma , esperei demais por isso. - Ele disse aumentando um pouco a velocidade de seus movimentos e rapidamente levou uma mão à um de seus peitos, apertando-o com força e gemendo longamente, enquanto fechava os olhos e jogava a cabeça para trás.
  , se sentindo satisfeito por ver a menina enlouquecendo, tocou a buceta de com os próprios lábios e chupou seu grelinho com força. quase gritou pela surpresa, mas os dedos de , lambuzados com o suquinho da menina logo enfiaram na boca da mesma, e ela se concentrou em chupá-los e sentir seu próprio gosto, ao invés de gritar para Londres inteira que seu namorado estava quase a fazendo gozar gostoso.

Ain't nobody's business
(Não é negócio de ninguém)
Ain't nobody's business
(Não é negócio de ninguém)
(The way you make me fell)
(O jeito que você me faz sentir)
Ain't nobody's business but mine and my baby
(Não é negócio de ninguém, mas meu e de minha garota)
(You really turn me on)
(Você realmente me excita)

  - , eu vou… - A menina estava prestes a completar a frase, mas desgrudou sua boca da intimidade de e a menina suspirou completamente frustrada.
  - Não , você não vai gozar. Vou garantir que esse seu melado escorra apenas no meu pau. - Ele disse com seu tom rouco e sensual, e beijou a garota. gemeu com o atrito forte de seus lábios, mas logo levou suas mãos até as costas do namorado, descendo as unhas pela pele até alcançar a borda de sua bermuda, que logo foi puxada para baixo, assim como a cueca.
   se ajoelhou na cama e terminou de tirar as peças. Quando voltou seu olhar para a menina, viu que ela pirraçava o grelinho com seus próprio dedos e pode jurar que essa era uma das visões mais excitantes de sua vida. Então ele parou para observá-la, sentindo seu pau pulsando e logo começou a se masturbar, enquanto via a menina gemendo deliciosamente, provocando que um gemido rouco saísse do fundo da garganta de .
  - Me fode . - Ela pediu com a voz fraca.

Give it to me
(Dê para mim)
Give me some time
(Me dê algumas vezes)
(The way you make me feel)
(O jeito que você me faz sentir)
Come on be my girl
(Venha ser minha garota)
I wanna be with mine
(Eu quero estar com minha)

   não pensou duas vezes antes de enfiar seu caralho duro na buceta apertada de . Ficou parado por alguns instantes apenas sentindo a conexão perfeita que os dois tinham.
  - Eu gosto pra caralho de você, porra! - disse com os olhos fechados e logo sentiu as mãos quente de lhe tocando no peito. Abriu os olhos, encontrando a menina o encarando com um mínimo sorriso nos lábios.
  - Eu também, . - Disse baixinho e se abaixou para selar seus lábios rapidamente. - Agora mete, . - Ela segurou seu rosto com as duas mãos, o afastando de si.
  - É pra já. - E então saiu de dentro dela e meteu com força, fazendo a menina arfar e segurar um grito mordendo o lábio inferior. começou a se movimentar, ganhando mais velocidade a cada estocada.
   revirava os olhos em puro prazer, enquanto ele apenas soltava alguns gemidos roucos, completamente concentrado em dar prazer à menina. Seu pau estava tão duro que ele sentiu que logo gozaria, então para atingirem o àpice juntos, levou dois dedos para o clitóris de e começou a movimentá-los com bastante precisão.
  A menina deixou um grito fino sair de sua boca e contraiu os músculos de sua intimidade, o que foi a gota d’água para o rapaz, que logo despejou seu líquido dentro da garota, que prontamente o seguiu.
  Os dois caíram suados e ofegantes na cama, se sentindo tão felizes e completos, que não haviam palavras para explicar a confusão de sentimentos que rondavam suas mentes naquele momento. puxou pelo braço e ela automaticamente se deitou de frente para ele com suas testas coladas, sentindo o rapaz fazer um carinho gostoso em suas costas, causando arrepios em todos os seus pelos. Aquilo era tão bom!
  - Quando a gente gosta da pessoa e sabe que é recíproco, tudo fica tão mais gostoso, não é? - perguntou com a voz manhosa e fechou os olhos, assim como o rapaz, sentindo cada ato naquele momento ficar mais intenso.
  - Eu poderia ficar assim com você o resto da minha vida. - assumiu com as bochechas vermelhas, levemente envergonhada por dizer aquilo em voz alta.
  - Não se preocupe com isso, amor. Eu irei te manter satisfeita pelo resto das nossas vidas. - Ele disse com um sorriso apaixonado, que mesmo não sendo visto pela garota, ele sabia que ela estava sentindo aquilo, que ela sentia que ele realmente gostava dela e que não era preciso palavras para demonstrar o sentimento tão forte e puro que havia se apossado de ambos os corações.
  Eles só precisavam um do outro para serem felizes e isso eles já tinham com toda certeza. O resto não era motivo para se preocupar agora.
  Vamos apenas deixar o resto, para depois.

Capítulo 19

  - Ei , será que poderíamos conversar por um minutinho? - Tristan pediu à , que estava colocando as malas na sala de estar da casa de sua sogra. Logo eles partiriam de volta para Chicago e o fez garantir que nada ficaria para trás.
  - Cara, entenda pelo amor de Deus, que eu não quero nunca mais olhar na sua cara. - estava irritado. Ainda não tinha aceitado o fato de que o rapaz havia beijado sua garota. Ele devia era dar uns bons murros na cara de Tristan Brook, isso sim.
  - Eu garanto que é algo importante, senão eu nem perderia meu tempo. - Tris indicou a cozinha com a cabeça e os dois seguiram até o comodo.
  - O que você quer? - perguntou impaciente. Sua vontade de conversar com Tristan era equivalente à sua vontade de voltar para casa, exatamente nenhuma. Queria poder ficar com para sempre, mas infelizmente o namoro falso acabaria e caberia à ele tomar a iniciativa para tudo aquilo virar real.
  - Pode parecer estranho, mas aquele beijo com a foi proposital. Digo, da minha parte. Eu e Chloe viemos conversando por um tempo e percebemos que algo não estava certo com vocês. Vocês precisavam de algum empurrãozinho, alguma coisa que fosse fazer vocês se entregarem completamente, ou separá-los de vez. - Tristan explicou meio sem jeito. A linha de pensamento era confusa, mas intenção, acreditem ou não, era boa.
  - E aposto que você estava torcendo para a segunda opção. - o olhou intrigado. Não estava caindo na conversa, mas queria ver até onde aquilo iria dar.
  - Na verdade, não. Eu conheço bem a , sei que ela está perdidamente apaixonada por você, mas não sabia se era recíproco. Então eu a beijei quando percebi que você estava vindo, se iria dar certo ou não, só Deus sabia. Mas fico contente que funcionou. Por mais que você seja a “concorrência”, ainda é uma grande amiga para mim e eu a quero feliz acima de tudo. - Tristan sorriu intimidador para , como se fosse matá-lo se ele machucasse sua garota, então seguiu para a área externa da casa, deixando um sem palavras para trás.
  - , vamos? - parou na porta da cozinha, olhando para o namorado desconfiada. - O que está fazendo parado aí? - Perguntou se aproximando dele, encostando no ombro do rapaz logo em seguida, o assustando levemente.
  - Nada, estava só tentando assimilar algumas coisas. - Sorriu um pouco constrangido e lhe deu um selinho rápido. - Vamos? - deu de ombros e os dois seguiram de mãos dadas até a garagem, onde a mãe e o irmão os esperavam.
  Era sexta-feira de manhã e por sorte, Chloe havia ido embora na segunda, o que deu aos dois muitas horas de paz juntos.
  Nenhum dos dois sabiam o que aconteceria no futuro deles, eles só queriam estar bem, felizes e satisfeitos um com o outro, sem se preocupar com a reação das pessoas, ou rótulos para o relacionamento falso, que estava começando a ficar mais real do que qualquer um dos dois pudessem um dia imaginar.
  Mas isso era o de menos, eles não precisariam denominar o que estava acontecendo com eles, os dois só tinham que aproveitar e era isso que estavam fazendo.

  - Eu não estou pronta para me despedir, filha. - Evie resmungou, com os olhos já marejados. Eles já haviam chegado no aeroporto e o casal estava pronto para embarcar, deixando Evie com dor no coração por ter que ficar longe da filha mais uma vez.
  - Mãe, eu prometo não demorar a voltar dessa vez. Além do mais, você também nos deve uma visita, então não hesite em ir até Chicago. - a abraçou, sentindo as lágrimas da mãe molharem seu ombro.
  - Tudo bem. , por favor, cuide da minha menina e a lembre de me ligar e vir me visitar. - A sogra abraçou o rapaz, que sorria meio sem graça.
  - Ok, eu irei lembrá-la. - respondeu depois de se soltar do abraço e olhou para com um sorriso contido. A menina foi até seu lado e entrelaçou seus dedos.
  - O Jabba vai na cabine com vocês? - Brian perguntou, enquanto segurava o filhote.
  - Claro que sim, o tamanho dele ainda permite. - sorriu, indo até o irmão para pegar o cachorro e colocá-lo dentro da bolsa de transporte. - Vou sentir saudades, irmãozinho. - Ela o olhou com os olhos marejados. Era nítido que a menina era muito mais apegada ao irmão, do que à própria mãe.
  - Eu também irei, mas em breve eu terminarei meu curso e irei morar com vocês. - Brian a abraçou rapidamente, dando um beijo demorado no topo da cabeça da irmã. - Eu te amo. - Sussurrou no ouvido dela, fazendo com que deixasse a primeira lágrima cair. - Cuide bem do papai. - Pediu.
  - Eu também te amo, cuide da mamãe. - Ela deu um beijo no rosto do irmão e se afastou, enquanto limpava os rastros de lágrimas em sua bochecha.
  - Então é isso família, nos vemos em breve. - sorriu triste, ouvindo a penúltima chamada de seu voo. - Mande um abraço para o Fred, mamãe. Amo vocês. - Dito isso, e seguiram de mãos dadas até o portão de embarque, às vezes sorrindo um para o outro.

  - Eu não sei como será nada daqui pra frente. - comentou, olhando para a janela do avião. Faltava poucas horas para chegarem em Chicago e a menina já sentia a pequena necessidade de tentar manter o que ela tinha com o rapaz.
  - Não se preocupe, eu estarei aqui por você, independente do que aconteça. - sorriu, enquanto dava um beijo na bochecha da namorada.
  - Eu não sei nem por onde começar a te agradecer. - Ela o encarou, os olhos transbordando sentimentos que ela jamais pensou em sentir.
  - Comece aceitando sair comigo hoje à noite. - Ele entrelaçou seus dedos aos dela.
  - Está querendo tentar do jeito convencional agora, ? - Perguntou divertida.
  - É só um pretexto para não te deixar ir. - Desviou o olhar, se sentindo um pouco envergonhado, o que só aumentou o sorriso no rosto da menina.
  - Mas a gente já vai sair hoje com o pessoal. - riu. Eles já haviam marcado de sair com , e Tyler.
  - Mas você pode ir lá pra casa depois. - Ele deu de ombros, como quem não quer nada.
  - Ou você pode ir para a minha. - Ela imitou seu gesto. Seu pai era médico e com certeza estaria de plantão essa noite, assim como na maioria das outras.
  - Revezar também é uma boa ideia. - Os dois riram. - O importante é estarmos juntos. - Ele não esperou por uma resposta, simplesmente a beijou, deixando a menina cada vez mais encantada pelo rapaz que jurou nunca se apaixonar.
  As três palavrinhas pinicavam na língua dos dois, mas achavam que era muito cedo para serem ditas, então preferiam se beijar nesse meio tempo. Mas não era um beijo qualquer. Todos os sentimentos que rondavam os corações dos dois eram transferidos através daquele beijo. Era como se tudo ao redor de e , não passasse de um cenário falso para aquele teatro real que os dois estavam fazendo.
  Há tempos não se sentia tão viva assim, desde que começou toda essa “brincadeira” - como ela diria no inicio -, sua vida deu uma reviravolta tão grande, que ela era capaz de dizer que não conseguiu acompanhar tudo, ou que perdeu alguma parte muito importante, pois quando assustou, já estava se declarando para o rapaz.
  Tudo aconteceu de uma forma tão natural, que ela nem percebeu a transição de todo aquele ódio, até a paixão que ela sentia no momento. A verdade era que ela nem queria tentar entender, estava gostando demais da coisa toda, para tentar descobrir como tudo aconteceu. Ela só queria viver. Ela estava ali, com o único cara que realmente despertou algo em seu coração e seria muito desperdício de tempo, ficar pensando em como chegaram naquelas circunstâncias. E foi por isso que ela voltou a beijá-lo, com muito mais intensidade dessa vez.

[...]

  - Filha, que saudades! - foi tomada pelos braços de seu pai, que a girou no ar.
  - Olá, pai. - Ela sorriu quando se soltaram. - Também estava com saudades. - O homem deu um beijo na testa da filha, a abraçando de lado, enquanto olhava para .
  - Então esse é o rapaz? - sentiu um frio se apossando de sua barriga e olhou para um pouco apreensiva, vendo que o menino se encontrava no mesmo estado.
  - Sim. Pai, esse é o . , esse é o Dr. Mark. - parou ao lado do namorado, segurando em sua mão.
  - É um prazer conhecê-lo, Sr. . - estendeu a mão para o homem, recebendo um olhar intenso vindo do mais velho. Mark o encarou por alguns segundos, com a expressão completamente séria, o que assustou tanto à , como .
  - Então você quem está cuidando da minha filha? Venha aqui rapaz. - Mark sorriu, o puxando para um rápido abraço com batidinhas nas costas. - Eu vim aqui recebê-la filha, mas tenho que ir para o hospital. - Sorriu meio triste para a menina.
  - Tudo bem, pai. Vá salvar vidas. - A menina piscou para o homem, o abraçando mais uma vez.
  - Nos vemos amanhã. - O homem se despediu mais uma vez e o casal finalmente seguiu para a saída do aeroporto, afim de pegarem um táxi.

  - Então mais tarde eu volto para te pegar. - sorriu para , enquanto passava um braço pela cintura dela. O táxi o esperava ao lado de fora, enquanto ajudava a colocar as malas da menina para dentro de casa.
  - Ok. A e o Tyler já estarão aqui, então venha com o . - Ela avisou, enquanto uma mão ia até a nuca do rapaz, fazendo um pequeno carinho ali.
  - Eu moro com o , então eu virei com ele. - riu, recebendo um tapa em seu ombro. - Até mais tarde, . Cuide do Jabba. - Se aproximou para dar um selinho na menina, que não hesitou em aprofundar o beijo, já que ficaria algum tempo sem ver o rapaz. O que havia se tornado raro em sua rotina.
  - Até mais, . - Encerrou o beijo com um selinho e o rapaz virou as costas, indo até o táxi. Não sem antes olhar para trás mais uma vez e lançar uma piscadinha para a menina.
   entrou em sua casa com um sorriso que mal cabia em seu rosto. Fechou a porta e se encostou na mesma, encarando seu lar com uma certa estranheza. Ela estava sozinha ali. Estava sozinha e sem ele. Havia se adaptado tanto a ter o rapaz sempre por perto, que mal sabia o que faria dali em diante.
  Então optou por arrastar suas malas até o andar superior da casa, libertando Jabba de sua bolsa para o cachorrinho poder andar livremente pelo novo lar e em seguida retirou sua roupa, indo tomar um banho quente e confortável. Querendo ou não, ela sentia falta de sua casa, da comodidade de seu quarto e da liberdade de andar nua por ali, sem ninguém para incomodá-la. E ela usufruiria de toda sua liberdade, mas estava cansada, foram longas horas de voo e ela precisaria estar bem desperta para aproveitar a noite com os amigos.
  Saiu do banho enrolada em seu roupão felpudo e se jogou na cama. Tiraria uma boa soneca, até que chegasse.

[...]

   acordou com a campainha soando loucamente. Se levantou em um pulo e correu até a porta, enquanto tentava ajeitar os cabelos e o roupão.
  - Caralho! - Exclamou baixinho, enquanto abria a porta e via Tyler e entrarem saltitante.
  - AMIGA! QUE SAUDADES! - disse animada, enquanto pulava em cima de para abraçá-la.
  - Saudades estou eu, de quando eu podia dormir sem ser acordada pelo berro da campainha. - Comentou mau humorada, enquanto Tyler vinha em sua direção.
  - Não tenho culpa se você está atrasada. - alfinetou, fazendo revirar os olhos.
  - Olá, . Estava com saudades de você meu amor. - O menino a abraçou, acolhendo em seus braços como sempre fazia.
  - Eu também estava, Ty. Vamos subir, tenho que começar a me arrumar. - disse, enquanto fechava a porta e via os dois amigos rumarem em direção às escadas.
  Entraram no quarto com os amigos carregando olhares maliciosos, que não foram captados pelo sono de naquele momento.
  - Pode começar contando. - Tyler se jogou na cama da menina, enquanto se sentava na cadeira de sua escrivaninha.
  - Contando o quê? - Perguntou desentendida, retirando o roupão e pegando o vestido azul que já estava separado.
  - Contando o que rolou com o deus grego do , oras. Queremos detalhes. - Tyler disse óbvio.
  - Oras, não aconteceu nada de mais. - disfarçou, terminando de ajeitar o vestido no corpo.
  - Como não? Vocês estão em um relacionamento! - Foi a vez de dizer óbvia.
  - Não estamos em um relacionamento. Estamos apenas… Nos conhecendo. - procurava adjetivos para definir o que tinha com o rapaz, mas era confuso demais.
  - Tudo bem, só nos conte o que rolou até chegarem ao “nos conhecendo”. - Pediu Tyler, ficando um pouco impaciente com a enrolação da amiga.
  - Tudo bem, nós ficamos algumas, muitas, vezes. Transamos, fodemos e o caralho a quatro. se mostrou ser diferente do que eu imaginava e isso foi muito bom. - estava meio constrangida, não costumava falar de seus sentimentos, ainda mais quando eram por um rapaz que ela jurava odiar.
  - Já se declararam? - perguntou animada, vendo a amiga concordar timidamente. - Eu estou tão feliz por você, ! - Bateu palminhas, enquanto se levantava para abraçar a amiga.
  - Tudo bem, . Já chega. Eu tenho que me arrumar. - desviou do abraço, para ir até o banheiro e começar a pegar alguns produtos para fazer uma maquiagem leve.

[...]

  - Esse chocolate é uma delícia. - exclamou de boca cheia. Os três estavam esperando e chegarem, para finalmente saírem. E enquanto isso, comiam uma caixa de chocolate alemão, que Tyler trouxe para as duas.
  - Sim, é provavelmente o melhor que eu já comi. - disse, enquanto enfiava mais um tablete na boca, mal se importando se estava sendo mal educada ou não. Em seguida, ouviram o barulho da campainha soar e Tyler fez a gentileza de ir atender a porta.
  - Seus machos chegaram, meninas. - Disse abrindo a porta e vendo e parados ali. já não sentia tantos ciúmes do rapaz, que além de ser atraente, estava sempre vendo sua garota nua. Ele já tinha aceitado que ela gostava dele e que deveria parar de ser tão desconfiado, como Tristan o disse uma vez.
  - Olá, . - a abraçou rapidamente, logo indo para perto de e a beijando rapidamente. cumprimentou e em seguida Tyler, logo parando de frente para , mais precisamente entre as pernas dela, que estava sentada na bancada.
  Os dois se olharam com sorrisos contidos, sem saber como iriam reagir, até que aumentou o sorriso e levou uma mão até o passador de sua calça, o puxando para mais perto.
  - Olá. - Ele disse baixo, fazendo a menina sorrir ainda mais. se aproximou para beijar a menina rapidamente e depois se afastou com um olhar desconfiado, deixando preocupada. - Amor, você está com gosto de chocolate. - A olhou com os olhos em fendas.
  - Chocolate alemão. - Sorriu convencida.
  - E você não guardou para mim? - Se fez de ofendido, fazendo a menina rir, enquanto os amigos os encaravam.
  - Sinto muito. - Deu de ombros, se surpreendendo com os lábios do rapaz a atacando, afim de roubar todo o gosto de chocolate da boca da garota para si.
  - Pois é, está rolando. - concluiu, chamando a atenção do casal que se beijava, para si. - O que foi? Iriam tentar negar até quando? - Se levantou do banco e entrelaçou seus dedos aos de , enquanto saía da cozinha, com Tyler em seu encalço.
  - Acho melhor irmos. - a beijou mais uma vez, antes da menina concordar e descer da bancada. passou o braço pelos ombros dela e eles seguiram para fora de casa, onde os amigos já estavam os esperando dentro do carro de .
  Chegaram em um barzinho não tão movimentado, mas que se podia notar muitos jovens presentes, inclusive da própria escola dos 5 amigos. Assim que entraram, Tyler não hesitou em dar um perdido por ali, com a desculpa de que iria ao bar, mas todos sabiam que ele estava indo se encontrar com mais um de seus peguetes.
  , , e ficaram sentados em uma mesinha na área superior do bar, apenas jogando a conversa fora e se atualizando de tudo que aconteceu naquele meio tempo. nunca pensou que um dia estaria com e em uma mesma mesa, assim como os dois nunca imaginaram estar com as duas garotas, que eram as meninas que sempre os tiraram do sério.
  - Eu só sei que muita coisa aconteceu nesse começo de férias e eu me sinto perdida. - comentou meio risonha. Ela estava sentada no colo de no sofá acolchoado, enquanto e estavam lado a lado, de frente para o casal.
  - Suponho que você ficou muito feliz com toda essa confusão. - piscou para ela, a provocando.
  - Eu não fui a única que se beneficiou aqui, sua danadinha. - riu da amiga, enquanto apertava um pouco a sua cintura, causando pequenos calafrios no corpo da namorada.
  - De qualquer forma, eu quero me beneficiar ainda mais. O que acha de irmos embora, ? - perguntou, a malicia transbordando em seus olhos e todos riram.
  - Vocês procurem outro lugar, porque quero minha casa livre e silenciosa. - reclamou. Dos quatro, ele era o mais sóbrio ali.
  - Não precisa se preocupar quanto à isso, . Pensei que tínhamos combinado de você ir para a minha casa. - disse grudando suas testas, ainda soando muito animada por conta da bebida.
  - Tchau pra vocês. - E sem esperar por respostas, o segundo casal saiu do bar, indo em direção ao estacionamento onde o carro de se encontrava.
  - E agora, ? Vamos ter que pegar um táxi. - resmungou, ao ver a amiga sair.
  - Claro que não, vamos aproveitar um passeio ao ar livre. - Sorriu para ela, dando um tapinha na coxa da namorada, para poder se levantar e ir pagar a conta.
  Dois minutos depois, já estava de volta. Entrelaçou seus dedos aos dela e saíram do barzinho, completamente em silêncio, apenas aproveitando a companhia um do outro.
  A noite de Chicago estava fria, mas a bebida mantinha seus corpos aquecidos. , que estava de salto, logo obrigou a parar no meio de uma rua praticamente deserta, apenas para tirar seus saltos, o carregando na mão livre, enquanto continuavam caminhando de mãos dadas em direção à casa da menina.
  - No que você tanto pensa? - perguntou, encarando o menino que olhava para o nada com um sorriso contido no rosto.
  - Tanta coisa aconteceu, . Eu jamais esperava que estaríamos nessa situação. - Ele a encarou, com um lindo sorriso nos lábios que derreteu por inteira.
  - Eu também não, mas eu estou gostando tanto que nem vou reclamar. - Ela também sorriu e eles finalmente pararam em frente a entrada da casa dela.
  - Fico feliz que esteja gostando, pois assim não fico me sentindo um idiota apaixonado sozinho. - Ele a abraçou pela cintura, fazendo a menina o encarar com os olhos brilhando.
  - Sabe, ? Você foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. - Sem conseguir se conter, uma lágrima deixou o olho esquerdo de , fazendo com que passasse o polegar por ali, limpando qualquer resquício de choro que fora capaz de aparecer.
  Não foi preciso nenhuma resposta, a empurrou em direção à porta, enquanto pegava a chave que ela havia o entregado quando saíram e abriu a porta, entrando na casa com a menina em seu encalço.
  Antes mesmo da porta ser fechada, ele a prensou na madeira, tentando enxergá-la através da fraca luz que provinha da rua. Palavras não precisavam serem ditas naquele momento, então se aproximou e passou o nariz pelo pescoço da menina, puxando o cheiro dela para si. Não queria esquecer nenhum detalhe da namorada.
  Grudou suas testas, olhando fundo nos olhos da mesma, que se fechavam a cada milésimo que se passava e então ele grudou seus lábios em um selinho apertado. As mãos de adentraram aos fios de cabelo de , o trazendo mais para si, onde ela finalmente aprofundou o beijo, deixando que suas línguas se tocassem, causando o famoso frio na barriga em ambos.
  A felicidade começava a dar espaço para o tesão e mais uma vez as coisas tomavam o ritmo natural de quando estavam juntos, dançando a coreografia que criaram especialmente para eles, misturando seus corpos e aproveitando cada nota que saía de seus lábios, enquanto aproveitavam o prazer que apenas os dois poderiam lhes dar.

[...]

   acordou, sentindo a comodidade de sua cama se misturando com o conforto que era estar nos braços de . Se virou de frente para o rapaz, o encontrando dormindo feito um anjinho que ele nunca fora. Até que um barulho baixo se fez presente. Era o celular de .
  - Amor, seu celular está… - Ele o cutucou, vendo ele resmungar e se virar de costas para ela. - , caralho, seu celular ta tocando. - Ela bufou, enquanto o empurrava com mais forças.
  - Então atende, ué. - Ele disse óbvio, enquanto enfiava a cabeça entre os travesseiros, tentando abafar o barulho.
   se revirou um pouco na cama, procurando o aparelho em todos os lugares, até que o encontrou jogado no meio das roupas de . Se levantou emputecida e pegou o celular, se jogando ao lado de novamente.
  - Alô. - Resmungou sonolenta.
  - ? Graças à Deus. - Ouviu uma voz familiar, até que conseguiu identificar Julie.
  - Julie, o que aconteceu? - Perguntou um pouco mais desperta.
  - A aconteceu! - Exclamou irritada. - Ela inventou uma mentira do século e ligou pra minha mãe hoje de manhã. Dona Melanie está quase infartando aqui!
  - Me conte o que aconteceu, Julie. - pediu, se sentando na cama, enquanto via acordar aos poucos.
  - Viu mãe, eu disse que ela estava com ele, não sei como acreditou naquela va… - Ouviu Julie falando com Mel, sendo interrompida pela voz estridente da mãe. - , a ligou aqui e disse que seu namoro com meu irmão é um farsa, ela começou a falar um monte de coisas sem noção e minha mãe ficou uma fera. - Julieta explicou meio ofegante.
  - O quê? Como assim? - estava ficando nervosa. Não havia passado 4 semanas com , se apaixonado e mentido para seus pais, para no final a vadia ligar desmentindo tudo.
  - Minha mãe quer falar com o , ela vai matá-lo por ter mentido . O que eu faço? - colocou o telefone no viva voz, para que tivesse conhecimento do que estava acontecendo e o menino arregalou os olhos, com medo do que viria a seguir.
  - Julie, escuta, diga para sua mãe que está dormindo. Ontem nós saímos com nossos amigos e ele está com um pouco de ressaca. Esse é um assunto meio complicado pra falar por telefone, então vamos resolver isso outra hora. - tentava mudar o foco à todo momento e já começava a suar frio. Até que se lembrou de uma conversa que teve com há um tempo atrás. - Já sei! - Exclamou um pouco aliviada. - Nossos pais são amigos de infância e eu e estávamos pensando em marcar um reencontro com eles. Por que você não fala pra sua mãe vir aqui qualquer dia desses e a gente não aproveita e esclarece tudo? - perguntou, enquanto mordia o dedão, completamente nervosa e sem saber o que fazer.
  - Eu posso tentar falar com ela, mas ainda sim ela irá querer falar com antes. - Julieta avisou.
  - Não tem problema, não temos nada a esconder. - mentiu. - Agora, se me der licença, eu pretendo continuar a dormir. Até mais cunhada. - não esperou por uma resposta, apenas desligou o telefone, suspirando aliviada.
  - Devemos contar a verdade? - perguntou, a puxando para deitar em seu peito.
  - Claro que não! Eu não fiquei 4 semanas com você à toa, ! - Ela reclamou.
  - Não finja que não gostou. - Ele a segurou pelo queixo e aproximou seus rostos.
  - No começo eu não gostava mesmo e você sabe disso. - Ela virou o rosto, enquanto ele tentava beijá-la.
  - Eu sei bem. Mas agora eu tenho que ir, seu pai deve chegar logo logo e eu não quero problemas com o sogro. - Lançou uma piscadinha para ela, enquanto se levantava completamente nu e ia juntar suas peças de roupa, tendo o secando o tempo todo. - Vai ficar me secando é? - Perguntou divertido.
  - Eu não tenho culpa se você é gostoso. - Ela piscou para ele, enquanto abaixava um pouco o lençol, deixando seus seios à mostra.
  - , … Você não me provoque, ou eu terei que te comer agora mesmo. - Ele se aproximou dela com um sorriso malicioso e se deitou em cima da garota.
  - Não é como se eu fosse reclamar. - Ela deu de ombros, passando os braços pela cintura dele e o arranhando de leve.
  - Vou ter que deixá-la com o o famoso gostinho de quero mais. Mas quem sabe você não vá lá em casa hoje à noite? Tenho uma surpresinha pra você. - Seu tom malicioso o denunciava, mas na verdade não era nada daquilo que ela pensava. puxou o lábio inferior da namorada com os dentes, enquanto levava uma mão até o seio dela e o apertava com força, fazendo-a gemer baixinho.
  - Eu não acredito que você vai ir embora e me deixar aqui molhada ! - Ela exclamou um pouco irritada, enquanto via o namorado vestir as roupas e ir até a porta do quarto.
  - Sinto muito amor, mas fique tranquila que mais tarde tem mais. - E com uma piscadela, deixou uma frustrada para trás, com uma sensação estranha de que aquela noite seria o momento perfeito.
  - Só restou nós dois, Jabba. - puxou o cachorrinho que estava no chão, para o seu colo e o apertou em seu abraço, enquanto se virava para o outro lado, afim de dormir mais um pouco. [...]

  : , você já está vindo?
  : Já saí de casa.
  : A chave reserva está debaixo do tapete, estou indo tomar banho.
  : Ok, chego aí em 5 minutos.

  E assim guardou o celular no bolso e continuou andando em direção à casa de . O sol já havia se escondido, dando espaço para um bela noite, quente e calma.
  A casa do rapaz não era tão longe, mas andava com pressa pelas ruas, pois se tinha uma coisa que ela tinha medo, essa coisa era andar sozinha. Então em quase cinco minutos já estava na porta do rapaz, pegando a chave reserva debaixo do tapete da entrada. Nunca havia entrado na casa do menino antes, mas já fazia uma imagem de muita bagunça, visto que ele morava com e dois homens sozinhos, não era sinônimo de arrumação. Ainda mais , que era um bagunceiro em potencial.
  No entanto, ao abrir a porta da casa, viu algo totalmente diferente. Na verdade ela não viu nada, pois estava tudo escuro, a não ser por uma luz fraca que vinha da mesinha de centro da sala.
  Andou até lá, tomando cuidado para não trombar em nada e encontrou uma rosa branca ao lado de um papel dobrado e uma vela. Sentiu seu corpo inteiro tremer e pegou o bilhete, usando a vela para enxergar algo no escuro.

  “Me lembro muito bem do dia em que chegamos no aeroporto de Los Angeles e você me disse: cuidado para não se apaixonar. Parece que não deu muito certo.”

   tremia como nunca na vida, seu coração estava acelerado e ela sentia uma vontade imensa de chorar, mas estava se segurando ao máximo. Continuou com as velas em mãos e fez, ou pelo menos tentou fazer, o caminho até a escada. Antes de subir o primeiro degrau, mais um bilhetinho surgiu em sua frente.

  “Lembro bem da primeira vez que nossos lábios se tocaram, era nossa primeira manhã naquela casa e eu lhe dei um selinho para tirar um pouco de sua vergonha na frente dos meus pais.
  Mas nada supera a primeira festa, onde você me beijou, meio incerta confesso, mas com a mesma calma e intensidade de sempre.
  Eu não percebi, mas me apaixonei por você naquele exato momento.”

  O sorriso de era tão grande, que mal poderia caber em seu rosto. Assim como o brilho em seus olhos era tão intenso, que ela nem precisaria de velas para iluminar o seu caminho.
  Subiu mais dois degraus, procurando sempre por algum bilhete novo, se surpreendendo por achar mais um.

  “Eu sempre pisei na bola contigo e você sempre esteve ao meu lado. Assim como na vez que eu saí com a e mesmo assim você me defendeu na frente da minhã mãe. Acabamos nós dois deitados no sofá, comendo pipoca e tentando fazer um cena nada romântica.”

  A cena estava tão fresca em sua cabeça que apenas riu, sentindo um arrepio em seu corpo, como se aquilo tudo estivesse acontecendo naquele exato momento.

  “E não tem como esquecer do dia em que esclarecemos o motivo do nosso ódio e você me fez uma bela massagem. Como eu queria ter te fodido aquele dia … Quer dizer, você ainda está me devendo mais uma massagem daquelas :)”

   soltou uma pequena gargalhada e terminou de subir as escadas, encontrando um bilhetinho no último degrau.

  “Também me lembro bem daquele baile, onde você fez de tudo para provocar Claire e tentou me provocar com Jensen. Foi a nossa primeira vez , mas parece que tudo sempre se recomeça a cada dia que eu passo ao seu lado.”

  Seu coração batia tão forte, que ela jurava que ouviria em qualquer lugar que ele estivesse naquele momento. Tentou achar a porta do quarto do garoto, mas não teve muita dificuldade, pois uma pequena iluminação provinha da fresta da última porta. Se aproximou com as mãos suando e tremendo, e pegou o último bilhete grudado na porta.

  “Há uma semana atrás, eu me declarei pra você e me lembro exatamente o que senti naquele momento. Quando você abrir essa porta, um novo passo importante será dado em nossas vidas e independente do que aconteça, independente de sua resposta, saiba que eu estarei aqui por você, pois eu gosto de ti e quero sempre o seu bem!”

  E com o coração nas mãos, um pouco receosa com o que iria acontecer, abriu a porta, encontrando sentado na janela com um violão em mãos. O quarto estava iluminado por velas, tinha o habitual cheiro masculino do rapaz e em cima da cama podia-se notar um caixa de pizza e dois ursinhos de pelúcia. foi obrigada a rir, pois só faria algo tão fofo para ela, mesmo não sendo nada romântico.
  Fechou a porta atrás de si e se virou para ele, vendo um sorriso tímido se abrir no rosto do rapaz. Logo em seguida ele ajeitou o violão e começou a tocar baixo e ainda tímido, uma música que era muito conhecida por ela.

I was alone and my stomach was twisted (Eu estava sozinho e meu estômago estava virado)
But I can get up now, the dark clouds have lifted (Posso me levantar agora, as nuvens escuras sumiram)

Back in the old life before you existed (De volta à minha velha vida, antes de você existir)
I couldn't see right (Não conseguia enxergar direito)
My windows were misted (Minhas janelas estavam embaçadas)

  Ele a olhou rapidamente, um sorriso lindo nos lábios e sua voz aveludada arrepiando todos os pelos da garota. timidamente secava as lágrimas, tentando não parecer muito idiota na frente dele. Mas era impossível. Ela estava completamente apaixonada e havia se transformado em uma pessoa totalmente diferente e amável perto do rapaz.

Said one word, made me feel much better (Você disse uma palavra que me fez sentir muito melhor)
Starts with "L" and it's got four letters (Começa com "L" e tem quatro letras)

Things are looking up (Tudo está ficando melhor)
Looking up (Ficando melhor)
There's magic everywhere you go (Há mágica em todo o lugar que você vai)
Strangers stop to say hello (hello, hello, hello) (Estranhos param para dizer olá (olá, olá, olá) )

So turn it up (Então aumente o som)
Turn it up (Aumente o som )
As loud as you can make it go (O mais alto que você puder)
'Cause love is on the radio (Pois o amor está no rádio)

   se levantou e andou calmamente até parar à alguns passos de distância da namorada, vendo-a sorrir lindamente. Como ele era apaixonado por aquele sorriso!

Now that I've found you my heart's beating faster (Agora que te encontrei, meu coração bate mais rápido)
We could be happy forever and after (Podemos ser felizes para todo o sempre)
We could be married, like Mrs. and Mr. (Poderíamos estar casados, como senhor e senhora)
We'll have a son and we'll give him a sister (Vamos ter um filho e vamos lhe dar uma irmã)

Just one thing holding us together (Só uma coisa nos juntou)
A four letter word and it lasts forever (Uma palavra de quatro letras que vai durar para sempre)

   cantava a olhando profundamente nos olhos, sentindo a emoção da menina o contagiar e uma estranha vontade de chorar o invadir. Isso fazia o seu sorriso aumentar, assim como a agonia de . Ela queria jogar aquele violão longe e beijá-lo até não sentir mais os lábios. Aquela era a coisa mais fofa que alguém já tinha lhe feito e ela estava pra lá de emocionada.

Funny one thing led to another (É engraçado como uma coisa levou a outra)
You came along, filled my days with colour (Você chegou, encheu meus dias com cores)
And it's been an everlasting summer (E têm sido um verão interminável)
Since we found each other (Desde que nos encontramos)

Things are looking up (Tudo está ficando melhor)
Looking up (Ficando melhor )
There's magic everywhere you go (Há mágica em todo o lugar que você vai)
Strangers stop to say hello (hello, hello, hello) (Estranhos param para dizer olá (olá, olá, olá) )

So turn it up (Então aumente o som)
Turn it up (Aumente o som)
As loud as you can make it go (O mais alto que você puder)
Play until your speakers blow (Toque até que os auto-falantes explodam)
And listen 'till your ears explode (Ouça até que seus ouvidos explodam)
'Cause love is on the radio (Pois o amor está no rádio)

   encerrou a música, sentindo suas pernas começarem a bambear. Apoiou o violão próximo à cama e se aproximou novamente de , a encarando completamente tímido. A menina tentou beijá-lo, mas ela impediu com um sorriso esperto.
  - Bom, eu não sei como fazer isso, mas vamos lá. - Tomou fôlego e pegou uma das mãos da meninas, a segurando como apoio para continuar. - Eu poderia dizer mil palavras bonitas pra você , poderia te escrever uma música, um poema, ou quem sabe até um livro contando nossa confusa história de amor. - Os dois riram fraco. - Mas nada nunca seria o suficiente. Eu fiz isso… - Sinalizou o quarto com a cabeça. - …Mas não tinha a intenção de ser romântico, até porque isso não combina com a gente. Eu poderia te comprar flores, chocolate e te levar para jantar, mas eu preferi fazer do nosso jeito. No final, eu sei que eu tentei sim ser romântico. - Sorriu um pouco nervoso. percebeu o desconforto no rosto do rapaz e levou uma mão até a sua bochecha, lhe fazendo um carinho acolhedor. - Então eu pensei que, se você aceitar ser minha namorada, nós poderíamos comer uma pizza, enquanto assistimos um filme e damos um amasso no meu sofá. O que você acha? - Perguntou, enquanto coçava a nuca um pouco nervoso. não respondeu. Se aproximou ainda mais do rapaz, ficando na ponta dos pés para alcançar o seu rosto e lhe deu um selinho longo.
  - Pelo visto eu também me apaixonei por você naquele nosso primeiro beijo. - Ela comentou com um sorriso pequeno nos lábios. - E, já que eu aceitei sua namorada, quem sabe você não possa me mostrar o que são aqueles ursinhos ali? - O olhou divertida, dando a resposta que ele tanto precisava. optou por não respondê-la naquele momento e logo passou os braços pela cintura dela, a puxando para um beijo de verdade, que não durou muito.
  - Claro que sim, namorada. - Piscou para ela, enquanto ia até a cama e pegava uma caixinha e os dois ursinhos. - Em primeiro lugar, tenho que te dar isso… - Com certa dificuldade, ele conseguiu abrir a caixinha e tirou de lá um anel delicado, que logo foi colocado no dedo anelar de . - Agora você é oficialmente minha. Em segundo lugar, eu queria te comprar um presente, algo que lembrasse a mim, mas que não fosse meloso de mais. Então eu comprei esses dois Pokémons, porque sei que você gosta. Um Jigglypuff, que será seu, mas ficará comigo. E um Poliwag, que é o meu Pokémon preferido, mas que ficará com você. - Sorriu para ela, lhe entregando o bichinho azul, que era a coisa mais fofa que ela já havia visto.
  - , porra, você é a melhor pessoa do mundo. - Ele pulou em seu colo, grudando seus lábios em um beijo sedento.
  Seus lábios se tocaram com a mesma intensidade de sempre, as mãos de soltaram o Jigglypuff no chão, enquanto ele passava um braço na cintura dela e levava a outra mão até o cabelo da menina. Puxou alguns fios, fazendo seus rostos se desgrudarem rapidamente, para logo voltarem ao beijo com mais intensidade do que antes. Ele nem perceberam quando as peças de roupa começaram a deixar seu corpos, não se lembraram de pizza ou filme naquele momento, eles só queriam se amar. E todo o ato foi executado ali mesmo, no tapete do quarto de . Nada romântico, eu sei.
  A pizza foi muito bem apreciada com um ótimo vinho alemão mais tarde naquela noite, enquanto os dois, completamente pelados, assistiam à um filme romântico que passava na TV. Aquela cena seria completamente adversa à tudo que eles já pensaram em viver, mas o clima estava tão bom, tão apaixonado e natural, que eles se permitiram curtir um filminho mela cueca, com o maior prazer do mundo. Literalmente.

Capítulo 20

  - , eles já estão chegando! - disse elétrico. Ele e a namorada já estavam naquela cozinha há horas tentando preparar um almoço agradável para receber os pais do rapaz. Mark, o pai de , havia ficado encarregado de buscá-los no aeroporto.
  - Calma, . Por Deus, a comida já está pronta e está tudo ajeitado. Não tem como nada dar errado. - Ela segurou seu rosto com as duas mãos, trazendo a atenção do namorado para si. Ele a olhou calmamente nos olhos, respirando fundo e finalmente deixando um sorriso surgir.
  - É que eu estou nervoso. Minha mãe ainda deve estar com as mentiras da Perrie rondando sua cabeça e além do mais, será nossa primeira vez com eles como namorados de verdade. - Ele continuava agitado, mas dessa vez tinha o segurando e ele podia jurar que apenas o toque da menina lhe trazia uma calmaria inexplicável.
  - Calma, meu amor. Essas mentiras não importam mais, agora nós estamos juntos de verdade. Certo? - Viu o namorado concordar. - Então relaxa e vamos lá pra sala esperar por eles, tudo bem? - falava com ele, como se ele fosse apenas uma criança. Mas na verdade ele era sim. Ele era um criança dentro do corpo de adolescente, que se tornava um bebê quando estava por perto dela.
  - Tudo bem, . - Ele sorriu, finalmente cruzando os braços ao redor da cintura dela, a trazendo para um beijo calmo e carinhoso.
  Os dois se perderam nos lábios do outro por tempo demais e só foram se desgrudar quando vozes animadas invadiram seus ouvidos. Se separam com sorrisos nos rosto e entrelaçaram seus dedos, indo de encontro à família que já estava na sala de estar.
  - , que saudades! - Julieta exclamou animada, ao visualizar a cunhada atravessando a porta da sala. Correu em sua direção com os braços abertos e logo as duas trocavam um abraço caloroso.
  - Linda como sempre, não é Julie? - comentou ao ver a cunhada se afastar.
  Dois meses já haviam se passado desde que e saíram de Londres. Os pais do rapaz viriam passar apenas o fim de semana com eles, visto que na segunda eles já estariam de volta à escola. Ambos estavam muito ansiosos com o reencontro de seus pais, mas também estavam apreensivos com o que poderia acontecer, caso Melanie resolvesse tirar a limpo toda essa história de namoro falso. Porém, isso não os incomodavam de fato. Agora eles estavam oficialmente juntos, prestes a completarem dois meses de namoro e não se arrependiam de terem feito tudo que fizeram.
  - Olá, Melanie. - abraçou a sogra calorosamente, vendo a mulher sorrir. O próximo foi James, que conversava animado com Mark, relembrando os tempos em que trabalhavam juntos.
  - Oi , você está linda. - O sogro disse depois de a abraçar. - Meu filho é realmente um cara de sorte. - Ele disse sorrindo, indo cumprimentar .
  Todos seguiram para a área externa da casa, onde uma mesa estava no meio do jardim, com as travessas de comidas servidas.
   foi para o lado de e entrelaçou seus dedos aos dela. Olharam-se por alguns minutos, até que ele lhe deu um beijo na testa e eles seguiram para o jardim.

  O almoço foi relativamente calmo, todos conversavam entre si, compartilhando momentos de quando seus pais trabalhavam juntos, ou até momentos que passaram na casa dos ’s.
  O clima estava agradável e respirava aliviado, por saber que sua mãe já tinha desencanado de toda aquela ideia de namoro falso.
  Julie se ofereceu para ajudar com a cozinha, enquanto o restante dos familiares continuava batendo papo.
  - E então , como está as coisas entre vocês dois?
  - Estão boas demais. Essa viagem nos fez muito bem, tenho que admitir. - respondeu sem olhá-la, sorrindo boba ao se lembrar de tudo que aconteceu naquele meio tempo.
  - Ai, eu fico tão feliz. Nunca imaginei que veria em uma situação como essa, mas estou orgulhosa por ele estar tentando fazer de tudo pra dar certo entre vocês. Porque, cá entre nós, não é um cara nada fácil. - Julieta comentou rindo e apenas concordou.
  - E como anda o Carter? - Foi a vez de perguntar.
  - Ele é o melhor namorado que existe. Nós fizemos um passeio com a família dele e eu fui recebida muito bem. Estou realmente apaixonada por ele. - Os olhos de Julieta brilhavam, fazendo os comparar aos de .
  - E por que ele não veio? - perguntou, terminando de guardar as louças.
  - Última semana de férias, os pais dele não deixaram, pois querem que ele vá no primeiro dia de aula. - Julie respondeu, com um sorriso triste. - Bom, precisa de mais alguma coisa? - Perguntou, dando uma conferida na cozinha para ver se estava tudo certo.
  - Não, Julie. Muito obrigada. Irei terminar de ajeitar essas coisas e te encontro lá fora. - avisou.
  - Tudo bem, se precisar é só me chamar. - Sorriram uma para a outra e logo Julieta deixou o local.

   estava servindo a sobremesa nos potinhos, quando escutou passos entrando na cozinha. Olhou para a porta e viu Melanie parada ali, com um semblante que ela julgou ser chateado.
  - Precisa de alguma coisa, Melanie? - Perguntou receosa, sentindo seu coração gelar.
  - Não, . Na verdade eu só queria conversar com você. - Melanie fechou a porta que dava para a varanda e se sentou na bancada, de frente para .
  - Claro, fique à vontade. - largou o que estava fazendo e voltou sua atenção para a sogra.
  - Bom, eu gosto muito de você, . De verdade. Eu gosto do seu relacionamento com o e vejo o bem que vocês fazem um ao outro. Mas, recentemente eu recebi um telefonema que me deixou preocupada. - Fez uma pausa, olhando para os olhos de . - Era Perrie, uma ex namorada de . Ela me disse tanta coisa, que eu cheguei a ficar preocupada. Ela me disse que esse relacionamento de você é uma farsa, que os dois inventaram essa mentira para nos enganar, e que você estava se aproveitando de e do dinheiro dele. Eu fiquei muito chateada, eu não queria acreditar nela, não queria acreditar em tudo. Mas eu parei para pensar naquele tempo em que vocês estavam lá em casa e eu percebi que muitas vezes vocês se comportavam de forma estranha. A ideia te de ter meu próprio filho mentindo pra mim e uma moça tão educada como você, se aproveitando da verba da nossa família, me deixou extremamente brava. - A voz de Melanie começava a ganhar força, demonstrando um pouco da decepção que ela estava sentindo. não queria simplesmente inventar mais uma mentira e acabar com aquilo tudo. Ela estava verdadeiramente ofendida e chateada pela mulher estar pensando aquilo dela.
  - Olha, Melanie. Eu estou verdadeiramente ofendida por você pensar que em algum momento eu pudesse estar me aproveitando do seu dinheiro. Eu nunca precisei disso e nunca irei precisar. Mas eu também me sinto chateada, por você ter demonstrado tanta confiança em mim e , e depois simplesmente acreditar no telefonema de uma qualquer. A Perrie me odeia, ela detesta a ideia ver o com outra pessoa que não seja ela. Tenho certeza que ela faria de tudo para nos separar e ela foi logo em você, que com certeza acreditaria em qualquer besteira que ela falasse. Mas não é bem assim. Não importa o que eu e o passamos, hoje estamos muito felizes juntos e eu o amo de verdade. Então não posso simplesmente aceitar que você venha até mim, com acusações falsas e me ofendendo. - estava chateada e dizia aquilo com uma sinceridade que ela não pensou encontrar dentro de si. Viu Melanie titubear, pronta para se desculpar por tudo, mas na hora ouviram a porta ser aberta e passos adentrando a cozinha. respirou aliviada ao ver ali.
  - Acho que ouvi o suficiente para saber o que está acontecendo aqui. - respirou fundo, passando as mãos no cabelo e olhando chateado para a sua mãe. - Mãe, eu realmente não acredito que você cogitou pensar nisso tudo.
  - , me desculpe. Mas é que eu fiquei cega de raiva, a Perrie falava tudo com tanta verdade, que eu simplesmente não parei para pensar nas coisas. , eu acho que te devo desculpas. - Os olhos da mulher estavam cheios de lágrimas. O olhar de decepção que lhe lançava, foi o suficiente para que ela percebesse o quão estúpida estava sendo. - Eu fui irracional e disse coisas que eu não devia. Me perdoe, por favor. - Pediu, enquanto segurava as mãos da nora em cima da bancada.
  - Mãe, você pode nos dar licença. - pediu, com seu olhar duro. Melanie concordou com a cabeça baixa e logo deixou a cozinha. - , você está bem? - Se virou de frente para a namorada, vendo que ela segurava o choro.
  - Não importa o quanto de mentira tenha no nosso relacionamento , eu simplesmente não consigo aceitar que ela realmente pesou que eu estaria me aproveitando do dinheiro de vocês. - Ela deixou uma lágrima cair e logo o rapaz a enxugou com o polegar.
  - Calma, meu amor. Eu sei que não é fácil ouvir essas coisas. Mas a partir do momento em que aceitamos aquele acordo, estávamos sujeitos a sermos descobertos. Eu sei que você está muito chateada, mas sei que minha mãe tem a mesma linha de pensamento que o meu quando está com raiva. Então se acalme, por favor. - Ele pediu, lhe dando um selinho demorado, vendo-a fechar os olhos e deixar mais algumas lágrimas caírem.
  - Eu só tenho que te agradecer por você estar ao meu lado. - Ela levou uma mão aos cabelos da nuca dele, fazendo um carinho leve no local.
  - Vamos pensar pelo lado bom, que tal? - Perguntou, vendo-a o encarar confusa. - No meio disso tudo que aconteceu, eu percebi que amo você. - Ele disse com um pequeno sorriso no rosto.
  - Ai graças à Deus você disse isso, porque eu não aguentava mais me segurar. Eu te amo pra caralho, . - Os dois riram, logo se beijaram. Um beijo e calmo, que demonstrava todo aquele sentimento que vinha se instalando no coração de cada um a cada minuto que passavam juntos.
  Eles haviam passado por coisas inacreditáveis e enfrentado barreiras impostas por eles mesmo. Juntos, destruíram aquele muro de sentimentos negativos que se tornou o amor mais puro e verdadeiro que ambos sequer imaginavam um dia sentir.
  Eles olhavam para o passado e não se arrependiam de nada, a não ser da perna quebrada de . Tudo que aconteceu até ali, serviu para consolidar a confiança e a cumplicidade que ambos tinham um pelo outro.
  Durante aquele mês de relacionamento falso, com mágoas, mentiras e garotas infernizando suas vidas, a única coisa que eles se lembravam, era da presença um do outro. De cada abraço trocado, de cada palavra dita e cada beijo dado. Tudo com um sentimento que, sendo raiva ou amor, ainda era verdadeiro e expressava o que mil palavras não conseguiam dizer.
  Eles se amavam e sabiam que, a partir dali, as linhas que cada um traçava sozinho, agora se juntavam e formavam o mais belo dos desenhos, que representava um futuro juntos. Um futuro com raivas e brigas, mas acima de tudo, com muito amor e felicidade. O amor mais puro que seus corações podiam lhes dar, e a felicidade que, mesmo não sendo a mais plena, era suficiente para lhes manter lado a lado, vivendo o futuro que eles escolheriam para si a partir daquele momento.

Epílogo

   já havia ajeitado o material dentro da mochila e agora estava comendo uma maçã, enquanto esperava sua carona chegar. Depois de três meses de pura reviravolta, finalmente havia chegado o momento de voltar à escola.
  Seu coração era banhado à receio e seu corpo em ansiedade. Não via a hora de colocar os pés dentro do colégio, pronta para começar o último ano do Ensino Médio, mas dessa vez compromissada com o cara que, durantes anos de sua vida, jurou ser a pessoa que mais odiava na Terra.
  Ouviu a buzina soar e logo pegou suas coisas, saindo de casa e encontrando o rapaz ainda dentro do carro. Se aproximou com um leve sorriso no rosto. Por mais que estivesse nervosa, ele estava ali ao seu lado, a acalmando como sempre fazia. Era isso que bastava. Era disso que a vida era feita. De grandes pessoas, com pequenos atos que traziam uma felicidade imensurável para a vida de cada um.
  - Bom dia, . - Sorriu ao entrar no carro. Trocaram um rápido selinho, antes do rapaz começar a dirigir pelas ruas de Chicago.
  - Bom dia, . - Ele também sorriu. Pequenos raios de sol entravam pela janela do carro, deixando alguns feches de luz iluminando o rosto de e tornando aquela, uma das imagens mais bonitas que já vira na vida. Ele poderia presenciar essa cena todos os dias de sua vida. Ali era , a pessoa que ele mais odiava, comendo maçã e mexendo em alguma coisa em sua mochila, fazendo com que alguns fios caíssem sobre o seu rosto, que por sua vez, era iluminado pelo sol. - Pois é, estou fodidamente apaixonado. - Sussurrou para si mesmo, rindo fraco.
  - O que disse? - Ela voltou sua atenção para ele, com uma expressão levemente confusa.
  - Nada demais, . - Sorriu para ela, que apenas deu de ombros e voltou a mexer em sua mochila, tirando de lá o seu celular que havia jogado ali na noite anterior.
   abriu a câmera e mirou em direção à , tirando uma foto dele dirigindo, com o olhar focado na rua. Sorriu boba ao encarar a foto, vendo o quão bonito o rapaz era.
  Não demoraram a chegar na escola. Logo o carro já estava estacionado e os dois saíam de lá com os dedos entrelaçados e expressões sorridentes no rosto.
  Assim que cruzaram os portões, foi como se tudo rodasse em câmera lenta. Era como se estivessem na cena final de um filme, onde seus sorrisos brilham quase tanto quanto o sol e as pessoas não conseguem conter o burburinho, ao ver a felicidade que o casal exalava.
  As pessoas os encaravam com olhares pra lá de curiosos e, por mais que se sentisse incomodada com isso, ela não conseguia parar de sorrir. Se fosse ela no lugar deles, provavelmente estaria chorando de rir. Porra, eles se odiavam e agora estavam simplesmente andando de mãos dadas por aí!
  Assim que avistou a antiga mesa que costumava sentar, flashbacks começaram a invadir sua mente.

  “- Olha por onde anda seu idiota! - Escutou a voz irritante de , enquanto ele saía do vestiário e acabara de trombar na garota.
  - Talvez se você parasse de me perseguir, eu não teria trombado em você. - Ele disse irritado.”


  “- Você sempre tão educada.
  - E você sempre muito enrolado. Dá pra ir direto ao ponto, porque eu estou começando a ficar com alergia de você.”

  Sorriu boba ao se lembrar daquilo, logo virando para o lado e encarando , que amigavelmente cumprimentava algumas pessoas. O que era completamente estranho, pois ele sempre foi um pouco esnobe e não perdia seu tempo com isso.
  - Ei, . - o chamou baixinho.
  - O que foi, ? - Se virou para ela, com um pequeno sorriso fofo desenhando seu rosto.
  - Eu amo você. - Ela sorriu.
  - Eu também te amo, pequena. - Lhe deu um beijo no topo da cabeça e logo andaram em direção à mesa onde seus amigos estavam.
  De longe puderam avistar Perrie e suas amigas, que tentavam a acalmar, pois ela estava simplesmente espumando de raiva. sabia que a vontade da loira, era de simplesmente ir até ela e arrancar-lhe os cabelos. Então, para piorar ainda mais a situação, a encarou e sorriu, acenando de longe e jogando uma piscadela para a garota, que saiu dali em passos fortes e com o rosto fulminando de raiva.
  Finalmente ela pode se sentar com os seus amigos e apreciar o último e melhor ano escolar de sua vida.

[...]

  - O que vamos fazer mais tarde? - perguntou. Eles haviam acabado de sair da escola e estavam em um parque que tinha ali perto, tomando um sorvete que comprou.
  - Sei lá. Estou com preguiça de sair de casa. - Ela deu de ombros, fazendo o rapaz rir.
  - Eu passo na sua casa e te busco. - Ele avisou.
  - O que vamos fazer?
  - Eu estava pensando em fazer uma maratona de jogos, onde apostamos uma massagem e acabamos transando no final. - Ele deu de ombros, fazendo a menina rir.
  - Mas nós já fizemos isso. - Ela o olhou confusa.
  - Mas não transamos. Vamos concluir logo esse ato, para que eu possa tirá-lo da minha listinha. - Os dois riram, enquanto dava um tapa no ombro do rapaz.
  - Você quem manda.

  “- A massagem é pra mim, caso você não saiba. - Ela ironizou e entregou o vidro à ele.
  - Faz parte de mim, tenho que ser um massagista sexy, não reclame. - Ele falou e ela revirou os olhos, mas soltou uma risada fraca.”


[...]

  - Tenho que te contar uma coisa. - Ela disse depois de um tempo, se preparando para conseguir dar a noticia sem gaguejar.
  - O que foi?
  - Minha menstruação está meio atrasada e eu logo associei às várias vezes em que transamos sem camisinha. - A voz dela era baixa. Assim que olhou para o rapaz, viu que ele a encarava com os olhos arregalados e um grande sorriso no rosto.
  - Você está grávida, ? EU NÃO ACREDITO! Ai meu Deus! - Ele disse animado, fazendo com que ela sentisse um pequeno aperto no coração.
  - Desculpa, . Eu não estou grávida, só queria ver sua reação mesmo. - Ela sorriu amarelo, com medo do que o rapaz fosse pensar.
  - Filha da puta! - Ele a jogou no sofá e se deitou por cima dela. - Mas não tem problema, nós ainda teremos muitos e muitos filhos juntos. Sabe por que?
  - Por que? - Ela perguntou, mordendo os lábios para conter o sorriso. Era óbvio que era o melhor namorado que ela poderia ter na vida.
  - Porque eu te amo o suficiente para querer passar esse amor de gerações em gerações. - Ele lhe deu um selinho rápido. - Isso foi bem gay. - Ele se afastou, refletindo sobre as próprias palavras.
  - Sim, para de ser viado assim, porque se não vou acabar chorando. - Ela lhe deu alguns tapas, fazendo o rapaz sorrir.
  - Eu te amo, pequena.
  - Eu também te amo, amor.

FIM!



Comentários da autora


GENTE VAMOS TODOS SURTAR PORQUE EU TO AQUI, COM O CORAÇÃO ATÉ DOENDO DE TANTO AMOR!!!
Esse capítulo 18 matou, mas matou forte mesmo cara!! Eu senti a raiva dela na hora que o Tristan a beijou. Chorei com o pp quando vi ele cantando That Girl na janela, ai meu coração não aguenta!
Gente, essa merce um comentário, porque além de tudo, foi uma att dupla!
Então comentem muitão e vamos todas surtar juntas com esse casal lindo.
Beijos da tia Kah xx