Our Constellation

Escrito por Mayara Cargnin | Revisado por May

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  Aquela festa já estava me dando nos nervos. Gente se agarrando, dançando praticamente um em cima do outro, caras bêbados tentando agarrar as meninas. O cheiro de álcool, a música alta e todas aquelas pessoas já estavam me deixando cansada. Avisei , minha amiga que tinha me levado àquele inferno, que iria embora.
  — Não! O e o nem chegaram ainda! Espera mais um pouquinho, por favor! — Ela pediu, tomando um gole de tequila.
  — . — Resmunguei seu nome, tentando arrumar alguma desculpa para ir embora dali.
   era minha melhor amiga, ela namorava . Ele era legal, achava os dois tão lindos juntos. E, hoje, ela resolvera bolar uma “saída de casais”, se é que me entende, de modo que ia trazer — O qual eu não tinha ido com a cara sem nem ao menos conhecer — E ela iria me arrastar com ela, e assim o casal iria dar uma de cúpido e juntar nós dois. Ugh.
  — Posso pelo menos pegar uma dessas aí? — Perguntei, apontando para a bebida.
  Ela olhou para a entrada e deu de ombros logo a seguir.
  — Vá. e o acabaram de chegar. Vê se não demora. — Ela disse, sorrindo maliciosamente para mim. — Vocês precisam conversar muito... Vão se dar tão bem!
  — Você me paga. — resmunguei para ela e saí.
   estava mais animada do que eu, isso era fato. Não, eu não queria conhecer esse cara, muito menos passar o resto da noite com e tentando me jogar para cima dele. Ah, Deus! iria me pagar, pode ter certeza.
  Andei até o bar e pedi uma água. O barman me avaliou antes de se virar. Ele não deveria receber tantos pedidos como o meu. Paguei a água e fui me intrometendo no meio de todas aquelas pessoas, tentando ao máximo não ser vista. Acabei batendo em algumas pessoas e algumas delas reclamaram. Eu só parei quando percebi que tinha conseguido sair daquele lugar.
  Finalmente. Suspirei aliviada e voltei a andar rapidamente para longe dali. iria ficar danada da vida comigo assim que percebesse que eu tinha fugido e, quanto mais longe eu estivesse dali naquele momento, melhor seria.
  A boate na qual estávamos ficava de frente para a praia. Era aquele meu destino. Avistei o píer — aquela hora vazio — e tomei um pouco da água, retirando as sapatilhas e indo até lá.
  Sentei na borda do píer, coloquei as sapatilhas ao meu lado e observei a lua. A brisa fresca noturna fazia com que meus cabelos balançassem. Fechei os olhos por breves instantes, tentando aproveitar ao máximo a calmaria daquela praia. Definitivamente, boates e festas não eram para mim.
  Eu estava com um vestido curto que me obrigou a vestir para esta noite. Tinha conseguido convence-la que era melhor ir de sapatilha do que de salto depois de muito tempo discutindo. Do jeito que eu era destrambelhada iria acabar caindo e, no meio daquela muvuca, não ia ser nada bom.
  Eu e éramos tão diferentes uma da outra. Ela era do tipo festeira e sempre tinha alguma festa programada para o fim de semana. Muitas vezes ela acabava me arrastando junto. Eu deveria admitir que algumas das festas que íamos juntas eram bem legais, mas esta de hoje... Não, com certeza não.
  Coloquei a garrafa de água ao lado das sapatilhas e comecei a bater com as unhas na madeira. Era possível escutar daqui as músicas que tocavam na boate, mas estava de longe mais calmo do que lá. E não, Ian Somerhalder, Zac Efron, Ian Harding, Papa (Ok, ele não), Barack Obama, poderia vir quem quer que fosse até aqui pedir para que eu voltasse para lá, eu não iria voltar.
  Ok, se você nunca foi a uma praia a noite, não sabe o que está perdendo. Eu duvidava que existisse algo mais lindo que aquilo; O mar, a brisa, as folhas das palmeiras balançando conforme o ritmo do vento, as ondas se quebrando conforme se aproximavam da areia branca, as estrelas brilhantes que tomavam conta do céu escuro e a lua... A lua cheia tornava aquilo tudo mais perfeito ainda. Eu poderia passar o resto dos meus dias admirando a noite, a praia. Eu jamais me cansaria.
  — Isso tudo não é lindo? Não me imagino morando em qualquer outro lugar senão aqui. Ainda comprarei uma casa na praia. — Alguém disse ao meu lado.
  Eu abafei um grito e me agarrei as sapatilhas e a garrafa de água. Como se aquilo fosse me ajudar de alguma forma. O cara deu um meio sorriso e tirou mechas de seu cabelo castanho que caiam sobre seus olhos... Verdes? Não conseguia ver direito porque estava escuro.
  — Relaxa. Eu não sou nenhum estuprador ou sequestrador. Não farei nada disso. Não com você. — Ele disse brincalhão. — Só se você quiser.
  Arqueei as sobrancelhas.
  — Eu acho que eu já vou indo. — Falei me levantando.
  — Fica, por favor. Foi uma brincadeira. Não vou fazer nada do tipo, eu prometo. Quero só conversar. — Ele pediu, sorrindo de canto novamente.
  Seu sorriso faria qualquer um derreter. E eu o conheço não faz nem cinco segundos e já gamei no sorriso. Por favor, . Você não é coração mole. Acorda.
  — Se eu fosse fazer algo já teria feito, não acha? Não teria sentado aqui com você. Relaxa. — Ele suspirou e olhou para o mar.
  Voltar para a festa ou ficar ali com o carinha estranho? De qualquer forma eu teria que voltar com . Minha casa era longe dali, as chaves do carro estavam com e para que eu pudesse voltar para casa teria que ir falar com ela e assim que ela me visse iria me dar uma bela bronca ou me fazer ficar sentada observando sua melação com e provavelmente com um cara tarado ao meu lado. Eu deveria fazer isso.
  Eu fiz o que qualquer um teria me repreendido por isso. Qualquer pessoa com algum senso teria saído dali e ido até algum lugar seguro bem longe daquele cara estranho, sentado no píer que tinha pedido que eu ficasse e conversasse com ele.
  Quem disse que eu, por acaso, tenho algum senso?
  Aliás, eu estava sentada sozinha ali até agora pouco. Fechei os olhos e sentei ao lado dele, colocando de volta a água e as sapatilhas do meu lado.
  — Você não deveria confiar em mim. — Ele mordeu o lábio inferior.
  — Eu não confio. — Eu murmurei. — Mas entre voltar para a festa e ficar aqui, prefiro ficar.
  Ele ficou me avaliando por alguns segundos. Eu fingia não perceber, observando a lua.
  — Eu estava me perguntando o que uma garota sozinha estava fazendo sentada no píer de vestido curto e descalça. — Ele arqueou as sobrancelhas para mim.
  O avaliei por alguns instantes, pensando na resposta.
  — Tá ouvindo essa música? — Ele assentiu. — Vem daquela boate ali. Eu estava lá com a minha amiga, mas... Resolvi vir até aqui.
  — Ela não quis vir junto? — Perguntou.
  — Na verdade eu meio que fugi. — Fiz uma careta.
  Ele arqueou as sobrancelhas.
  — Sentada no píer da praia que tem em frente a boate, sozinha, vestida desse modo, a meia noite, fugindo da amiga. — Ele cruzou os braços. — Seu caso é pior que eu pensei.
  — Não é dela. É do cara que... Você não entenderia. — Eu suspirei.
  — Se você não me explicar, com certeza não. — Ele deu de ombros.
  — Eu nem sei o seu nome. — Murmurei. — E você quer saber tanto disso por quê?
  — Eu não sei o seu também. — Ele sorriu. — Isso não é importante. Olha, eu estou com um problema com aquela festa também. Eu não quero ir até lá, você também não, pelo jeito. Vamos conversar aqui e adiar isso ao máximo, pode ser?
  Seus olhos brilhavam... Como as estrelas naquela noite. Não era como se fosse acabar, como quando o dia se aproxima e o sol acaba escondendo as estrelas até que a noite chegue novamente. Parecia ser infinito.
  — Então, minha amiga é viciada em festas. Sempre tem uma em mente e muitas vezes me carrega junto. Eu já prefiro a calmaria. Mas nos últimos dias ela encasquetou que eu estou sozinha, que eu preciso de um namorado. — Fiz uma careta. — Não acho que seja necessário... Quer dizer, se eu quisesse me envolver com alguém já teria começado a me mexer para encontrar. Eu estou bem como estou, entende? E ultimamente ela tem me apresentado alguns caras. Eu odeio isso.
  Ele riu um pouco.
  — A sensação é péssima. Eu entendo você. Então é por isso que você está fugindo dela?
  — Exatamente. Ela trouxe um cara aqui e quer me apresentar. Na verdade o namorado dela trouxe... Parece que os dois são amigos. Não me importa. Eu só não quero ir até lá para aturar mais um tarado amigo de tentando forçar algo comigo. — Eu resmunguei, cruzando os braços.
  O cara ficou em silencio por algum tempo e depois me fitou. Ele franziu a testa e voltou a olhar para frente.
  — Mas... Ele pode ser um cara legal, sei lá. — Ele murmurou, tirando os tênis.
  — Duvido muito. O último tentou me agarrar, o penúltimo passou mal e acabou vomitando nos meus pés. Acredite, não foi nada legal ter que limpar aquilo. — Suspirei. — Eu não quero, sabe? Não acho que seja ainda a hora certa para isso.
  O cara riu olhando para baixo. Eu não consegui deixar de imaginar como aquele cara parecia fofo rindo. Eu tinha vontade de apertá-lo.
  — É, você não teve muita sorte até agora. — Murmurou.
  Neguei com a cabeça.
  — Não espero muito desse cara de hoje. — Suspirei. — E você?
  — Eu o que? — Perguntou.
  Dei de ombros.
  — Qual é o seu problema com a festa? O que veio fazer aqui?
  Ele soltou um longo suspiro e deitou-se, deixando seus pés balançando ao ritmo do vento.
  — Eu vim encontrar uma garota.
  Ele colocou os braços atrás da cabeça, servindo-os como travesseiro.
  — Não está com vontade de fazer isso? — Perguntei.
  — Não. — Ele mordeu os lábios.
  — Você não deveria deixá-la esperando. Tenho pena dela.
  Ele riu novamente.
  — O que foi? — Perguntei.
  — É engraçado... Isso vindo de você. Você iria conhecer um cara, mas mesmo assim está aqui, sendo que ele deve estar lá se perguntando onde você se meteu. Estamos no mesmo barco, minha cara. — Ele disse. — O que faz da vida?
  Mordi o lábio inferior. Ele tinha razão.
  — Estudo. Estou terminando a faculdade de biologia. Ajudo meu pai no escritório dele... Sou secretária. Você faz o que?
  — Biologia? — Perguntou e eu assenti. — Meu negócio é a música. Componho músicas, canto, sou dançarino de pole dance três vezes por semana e nos outros quatro trabalho durante a noite como drag queen...
  — O que? — Perguntei, gargalhando.
  — Brincadeira. — Ele riu. — Eu gosto do som da sua risada.
  Não pude deixar de corar. Agradeci mentalmente estar escuro.
  — Por que eu fui imaginar você vestido de mulher? Meu Deus, acho que traumatizei. — brinquei.
  — Ei, não é pra tanto! Eu fico uma gata. Inclusive noite passada um cara não queria me deixar em paz. Eu dizia que não estava disponível e ele não largava do meu pé.
  — Você tem problemas. — Neguei com a cabeça enquanto gargalhava.
  — Uma dose de humor faz bem. — Ele suspirou, apontando para o céu. — Olhe! A constelação de ursa maior.
  Olhei para o céu, procurando a constelação. Eu nunca parei realmente para procurar as constelações. Acho que por preguiça ou sei lá o que. A verdade é que eu adorava olhar para as estrelas, muito embora nunca tenha buscado saber mais sobre as constelações.
  — Onde? — Perguntei.
  Eu não via absolutamente nada. O cara abaixou a mão e apontou para seu lado.
  — Deita aqui que eu mostro pra você.
  Assim que eu deitei, ele apontou para o céu novamente.
  — Está vendo aquela estrela brilhante ali?
  — Todas estão brilhando muito esta noite. — Murmurei.
  — Eu sei, mas aquela ali... A que brilha mais que as outras. — Ele voltou a apontar.
  O rapaz pegou minha mão e juntou com a dele, apontando para uma das estrelas que mais brilhavam naquela noite.
  — Ah! — Eu sorri para ele quando finalmente encontrei.
  — Agora tenta acompanhar... — Ele foi apontando para cada estrela no céu que formava a Ursa maior. Finalmente eu consegui identifica-la.
  — Parece com uma caçarola. — Eu ri pelo nariz.
  — Não é? — Ele sorriu para mim. — Agora, aquela ali, um pouco mais brilhante para a direita. Consegue ver? — Eu assenti. — É a estrela polar. Forma a ursa menor, que é praticamente o mesmo que a ursa maior, só que parece estar de cabeça pra baixo.
  Eu consegui distinguir a ursa menor. Eu estava maravilhada com aquilo. Era tão lindo! Tão difícil de acreditar que aquelas constelações estiveram sempre ali e eu nunca parei para identifica-las.
  — Estrela polar indica o norte. — Ele comentou, apontando para a estrela outra vez.
  Ele parecia uma criança quando ganhava o tal brinquedo que tanto sonhava em ter. Tinha um brilho no olhar e sua animação era quase palpável, era contagiosa.
  — Como você sabe de tudo isso? — Perguntei.
  — Meu pai era astrônomo. Ele tinha uma verdadeira paixão pelas estrelas e os planetas... Eu herdei isso dele. Ele me ensinou muitas coisas quando eu era criança antes de... Ele morrer. — Ele sorriu sem mostrar os dentes e me fitou.
  Sorri para ele, tentando visualizar aquele cara anos mais novo observando as estrelas com a mesma paixão que tinha hoje.
  — Isso é incrível! — Exclamei, sorrindo largo.
  — Sim! Eu não tirei as coisas de meu pai lá de minha casa... Tudo está do jeito que ele deixou, sabe, você poderia ir qualquer hora até lá, eu posso mostrar mais constelações a você. — Ele sorriu largo.
  Eu iria responder, mas um barulho como... Algo caindo, acabou me tirando a concentração. Nós dois sentamos rapidamente e olhamos para onde tinha vindo o barulho.
  — Eu realmente não mereço isso! O combinado era sair sem fazer barulho! Qual parte você não entendeu?! — gritou para a água, não conseguindo evitar a gargalhada.
  Uma figura loira emergiu na superfície, retirando os cabelos dos olhos claros. . Ele gargalhava.
  — Eu escorreguei, poxa! — Ele resmungou. — Me ajuda a sair, !
  Ela negou com a cabeça e estendeu a mão para , que a puxou para a água.
  — ! — Ela gritou antes de submergir ao lado de . Dois segundos depois ela colocou a cabeça para fora, enchendo de tapas. O mesmo gargalhava.
  Levantei rapidamente para chegar mais perto dos dois.
  — O que vocês estão fazendo aqui? — Eu perguntei em meio a risos. O cara me seguiu.
   abraçou e me olhou com uma expressão divertida no rosto molhado.
  — Você tinha sumido, sumiu também. Achamos que tinha ido embora e viemos procurar por você para sairmos dali... Acabamos encontrando os dois.
  Eu olhei para o cara arregalando os olhos. Ele sorriu um pouco.
  — Você é o ? — Perguntei boquiaberta.
  — E você é a . — Ele riu. — Eu deduzi que fosse você no momento que começou a falar sobre os dois.
  Minha mente era uma bagunça. Então eu tinha falado mal do cara que os dois iriam me apresentar pra ele mesmo sem saber que ele era ele? Ok, isso faz algum sentido na minha cabeça. Alguém cava um buraco para eu me enfiar e nunca mais sair, por favor.
  — Por que não me falou desde o início?
  — Porque você iria embora. Ah, vai! Assim foi bem melhor, não foi?
  — Foi por isso que você não quis dizer o seu nome. Você já sabia quem eu era. — Murmurei, arqueando as sobrancelhas.
  — Exatamente. Você não iria ficar muito se soubesse que eu era o . — Ele riu pelo nariz, tirando a camisa.
  Cruzei os braços e tentei não olhar pra seu peito. Observei tentar se desvencilhar dos braços de , não fazendo nenhum progresso. A mesma jogou água em mim.
  — Sua vadia! Me deixou preocupada. — Ela resmungou. — Eu só vou perdoar você porque de um jeito ou de outro vocês se deram bem... Muito mais do que eu esperava.
  Eu iria responder e de repente sinto ser levantada do chão. Soltei um grito enquanto me aconchegava em seu peito descoberto. Ele sorriu de canto e eu me perdi em seus olhos. Envolvi meus braços em volta de seu pescoço, com medo de cair.
  — Ah, vai! Não é justo vocês entrarem e nós não. — Ele falou segundos antes de pular comigo em seu colo.
  — ME SOLTA AG... — Minha boca se encheu de água quando finalmente submergimos.
  Cuspi a água que tinha entrado em minha boca e quando finalmente emergi, comecei a jogar água em , que ria sem parar de mim.
  — SEU DESGRAÇADO! — Me joguei em cima dele, tentando afundar a sua cabeça na água.
   segurou minhas mãos com uma das suas e me abraçou de lado com a outra, sorrindo largo.
  — Ok, se deram bem demais. — disse.
  — Nós seremos os padrinhos do casamento. — falou, fazendo um high-five com o namorado.
  — E dos bebês. — completou, gargalhando.
  Eu e nos entreolhamos e eu sorri sem graça para ele. retribuiu o sorriso, um pouco animado demais. Eu queria matar e . Faria isso assim que conseguisse sair da água.

  Anos depois, eu estava sentada no mesmo píer, observando as estrelas. A minha constelação favorita. estava na água segurando Matt em seus braços. Eu e tínhamos nos casado dois anos depois de termos nos conhecido aqui. Matt nascera três anos depois disso, nosso pequeno bebê. Matt tinha herdado os olhos e o mesmo sorriso de e o nome do pai dele. tentava ensinar a Matt a constelação de ursa maior e alguma coisa das estrelas para o menino sem ter muito progresso.
   saiu da água e sentou-se ao meu lado com Matt em seu colo. Beijou minha testa e sorriu. Nós morávamos em um apartamento no centro da cidade e tínhamos uma casa na praia e era lá que ficávamos sempre que podíamos. Nós levávamos uma vida perfeita a sua maneira. Tínhamos nossos desentendimentos como todo mundo, mas nada duradouro. Nós nos amávamos e isso bastava.
  Ursa maior tinha um enorme significado para nós dois. Fora a primeira que ele me mostrou logo que nos conhecemos, o nosso símbolo. Sempre que eu olhava para o céu durante a noite ela era primeira coisa que eu procurava. Era a nossa constelação.

FIM



Comentários da autora


Essa foi uma das fanfics mais difíceis que escrevi, cheguei a achar que ia acabar não enviando, mas tá aí! Ah, queria dedicá-la à uma das minhas melhores amigas, a personagem original de Our Constellation, Bianca. É pra ti, poia!