
Novela Genesis
Escrito por Mikaelson | Revisado por Lelen
Capítulo 1
Em um tempo longínquo, onde os dias eram moldados pela luz do sol e as noites envolvidas nas sombras das estrelas, havia uma terra chamada Nod, onde as histórias de amor, ciúmes e destino se entrelaçavam com a vida dos filhos e filhas de Adão. No coração dessa narrativa, duas mulheres distintas, Ada e Zilá, esposas de Lameque, descendente de Caim, dançavam sob o mesmo céu estrelado, mas com passos completamente diferentes.
Ada era uma mulher que exalava alegria. Seu riso era como a melodia de um riacho que corre livre pela floresta. Ela tinha uma alma inquieta e um espírito que buscava as maravilhas do mundo sobrenatural. Conta-se que, certa noite, após um dia de trabalho nos campos, Ada olhou para o céu e viu um brilho peculiar entre as estrelas.
— Ainda bem que estou aqui para admirar tamanha beleza — murmurou para si mesma, enquanto se perdia em devaneios sobre as coisas além do horizonte.
Seus filhos, Jubal e Jabal, eram o reflexo de sua essência. Jubal se tornaria um talentoso músico, enquanto Jabal, o pastor, cuidava dos rebanhos com um amor que tocava o coração da mãe.
— Você sempre me diz que a música é a linguagem das estrelas, mãe. Um dia, quero que elas cantem para mim — dizia Jubal, enquanto dedilhava sua flauta improvisada.
Ada apenas sorria, envolvendo os filhos em seus braços e sussurrando:
— As estrelas sempre cantam, meu querido. É você quem deve aprender a ouvi-las.
Por outro lado, Zilá era uma mulher de temperamento forte. A fúria que habitava seu coração era tão intensa quanto as tempestades que passavam pela região. Ela era pragmática, sempre direta, e nunca hesitava em expressar suas opiniões, mesmo que isso a tornasse alvo dos comentários maldosos dos vizinhos.
— Não entendo como você pode viver nesse mundo de sonhos, Ada! A vida é feita de carne e osso, não de ilusões! — Zilá disparou durante uma conversa acalorada entre as duas.
Ada, com um sorriso tranquilo, respondeu:
— Talvez você devesse tentar ver o mundo pelos meus olhos, Zilá. A magia existe em muitos lugares, você só precisa abrir seu coração para percebê-la.
Zilá revirou os olhos, mas no fundo admirava a coragem de Ada. A amizade delas, embora marcada por diferenças, era um laço indestrutível.
O tempo passou, e em sua velhice, Zilá deu à luz Naama. A menina era uma combinação das características das duas mães; tinha a astúcia e a força da mãe Zilá, mas também a curiosidade e a gentileza da mãe Ada. Desde cedo, Naama atraía a atenção dos jovens ao seu redor, mas um em particular Noé se destacava.
Noé era um jovem observador, com um olhar que parecia enxergar além do óbvio. Ele se aproximava de Naama com timidez, mas havia uma chama de determinação em seu coração.
— Você não tem medo das histórias que contam sobre sua família? — perguntou Noé um dia, enquanto caminhavam lado a lado.
Naama riu, um som leve e melodioso.
— Histórias? As histórias são o que nos tornam quem somos. E você? — desafiou ela. — O que você teme?
— No fundo, temo não ser digno do que essas histórias representam — confessou Noé, olhando para o chão.
Naama interrompeu, segurando o queixo dele com delicadeza.
— Nunca duvide do seu valor. Nós somos os autores de nosso próprio destino.
E assim, entre conversas e olhares, um amor começou a florescer.
Os anos passaram e Naama deu à luz a três filhos: Shem, Jafé e Cam. Cada um deles dotado de uma singularidade que refletia a força dos antepassados. Enquanto Shem, o mais velho, mostrava grande sabedoria, Jafé encantava a todos com seu espírito aventureiro, e Cam, o mais novo, tinha uma habilidade natural para a agricultura.
Durante um dia ensolarado, enquanto os filhos brincavam no campo, Noé se aproximou de Naama, que observava seus filhos com um olhar carinhoso.
— Você já pensou no que nossos filhos se tornarão? — perguntou ele, com um tom de admiração.
— Todos têm seus próprios caminhos a seguir — respondeu Naama, com os olhos brilhando. — O que importa é que eles permaneçam unidos, como nossa família sempre foi.
Noé assentiu, satisfeito com a resposta.
— E espero que eles nunca esqueçam de onde vieram.
******
Eliaquim, filho de Matusalém, se casou e teve quatro filhas, cujos nomes eram , , e . Cada uma delas possuía uma beleza distinta, e suas personalidades refletiam a diversidade do mundo ao seu redor.
Em um clima de festa, as quatro irmãs eram frequentemente vistas juntas, rindo e sonhando sobre o futuro. , a mais velha, sempre sonhara em ser uma contadora de histórias, enquanto mostrava interesse em curar os doentes com ervas que encontrava pela floresta.
— Vamos fazer uma competição! — propôs , que adorava aventuras. — Aquela que contar a melhor história sobre o que será o futuro do nosso povo, ganha!
— E o prêmio? — indagou , com um sorriso malicioso.
— Um dia inteiro de exploração na floresta! — respondeu , animada.
As irmãs concordaram, e assim, naquela tarde ensolarada, as histórias começaram a fluir, cada uma mais encantadora que a outra, tecendo uma nova tapeçaria para o futuro de suas vidas, enquanto o eco do passado ainda ressoava em seus corações.
*****
Eu estive observando a terra, do que ela é feita por muito tempo. Mas o que quatro garotas podiam trazer? Ninguém sabe, mas a história delas está prestes a ser contadas... , a mais divertida, alegre, sorridente e maliciosa, estava começando a preparar o desjejum naquela manhã para a enorme família do pai, Eliaquim, já , a segunda, com seu sorriso suave e olhar sereno observava com fome enquanto a irmã preparava o desjejum, enquanto , a terceira, tinha um olhar afiado, já , a quarta, era mais quieta e reservada. As quatro estavam ouvindo o pai Eliaquim começar a contar para elas a história sobre a humanidade e tudo que nela havia.
— Pai, nos conte sobre a serpente — disse em um tom de riso.
Eliaquim começou a contar, se perdendo na história.
Capitulo 2 — A Infância dos Filhos de Noé
A brisa da manhã carregava um cheiro úmido de madeira recém-cortada e terra revolvida. No horizonte, um céu claro ameaçava tempestade, prenunciando mudanças que ninguém, ainda, podia compreender completamente. Lá, ao longe, erguia-se a estrutura colossal da arca: uma silhueta poderosa de tábuas alinhadas, encimada por andaimes e cordas penduradas, lembrando uma baleia de madeira prestes a ganhar o mar.
Shem, Cam e Jafé, ainda meninos, corriam de um lado a outro do canteiro de obras. O Sol mal surgia e já encontravam forças para sorrir, brincar, discutindo entre irmãos quem carregaria a tábua mais pesada. Cada um, à sua maneira, queria impressionar o pai: Noé, homem justo e temente a Deus, que há anos vinha avisando a todos sobre o dilúvio iminente.
— Cuidado, Shem! — gritou Cam, empurrando o irmão mais velho, sem maldade, apenas para provocar. Jafé, o caçula, ria alto, segurando o martelo maior que ele.
— Eu aguento, Cam! Se você cai agora, cuidado com o murro! — respondeu Shem, tentando manter o equilíbrio sobre a trave de cedro.
Noé, de chapéu de palha e mãos calejadas, aproximou-se sorrindo. Apesar da seriedade do chamado que sentia para construir a arca, havia ternura em seu olhar. Ele sabia que, mais do que tábuas e pregos, estava ensinando algo precioso àqueles meninos.
— Filhos — disse ele, pousando a mão sobre o ombro de Jafé —, façam todo trabalho com coração alegre. Não basta apenas construir um barco de madeira. Vocês ajudam a salvar o mundo.
Cam largou de má vontade uma das tábuas e olhou para o céu, ainda azul.
— Mas papai, ele não vai ser só um barco, vai? As pessoas dizem que é loucura.
Noé ergueu o rosto, fitou o horizonte e revirou levemente a barba branca.
— É loucura, sim, para quem não acredita na voz de Deus. Mas quando as águas chegarem, quem tiver vergonha do que foi chamado a fazer, vai se afogar junto com o mundo.
Enquanto isso, ao redor, ervas daninhas cresciam entre as tábuas; pequenos pássaros faziam ninhos nos andaimes, e, de vez em quando, um estrondo distante — como um trovão sem chuva — anunciava que algo grotesco caminhava pela região. Os Nephilins, gigantes descendentes dos “anjos caídos”, manifestavam seu domínio: pisavam na terra, arrancavam árvores com as mãos, festejavam casamentos barulhentos nas praças, seduzindo e corrompendo jovens inocentes.
— Viu aquilo? — perguntou Jafé, apontando para o vale. Um vulto enorme ergueu-se entre as colinas: braços grossos e voz retumbante. — É um deles.
Noé abaixou a cabeça em oração, sem desviar o olhar. Os três rapazes, sem entender o peso de cada palavra, sentiram um arrepio.
Meses depois, as tábuas já formavam a quilha da arca. Uma aura de urgência e expectativa rondava o ar. O mundo festejava como se não houvesse amanhã: torneios de combate entre Nephilins e homens, brindes de vinho em multidões, casamentos que pareciam teatros de luxo, repletos de chifres, penas e coroas de bronze. E, ao mesmo tempo, a pregação de Noé soava como um sino lúgubre aos ouvidos atentos.
Quinze anos se passaram. Shem, agora com 17 anos, ostentava uma estatura firme e olhar profundo, marcado pelas horas de trabalho árduo. Cam, 16, mantinha no rosto o traço da provocação, porém trazia consigo um senso de justiça mais aguçado. Jafé, 14, crescera mais rápido que o esperado, mas conservava a ingenuidade e o sorriso fácil dos meninos.
Numa tarde de calor intenso, os três caminharam rumo à cidade de Jabes, onde Noé se preparava para mais um sermão público. O porto improvisado, próximo ao lago, servia de palco para sua mensagem: “Arrependam-se, pois o Dilúvio vem. A minha arca está quase pronta. Quem não entrar, perecerá”.
O vento trazia perfumes exóticos das tendas e o barulho de tambores que anunciavam uma festa iminente. Barracas coloridas vendiam joias badaladas, plumas, conchas importadas e taças de cristal. Homens trajando peles de animal disputavam danças e mulheres de joias reluzentes cantavam cânticos ao luar.
— Eu ainda não entendo — murmurou Cam —, por que ninguém leva a sério? Em vez de escutar meu pai, as pessoas festejam com os Nephilins.
Shem tocou o ombro do irmão.
— Isso é o mundo, Cam. Ele ama mais o brilho e o som do que a voz que alerta sobre o dilúvio.
Naquele instante, entre a multidão que se aglomerava, ergueu-se uma família distinta: Eliaquim, um homem de semblante calmo e respeitável, vinha acompanhado de suas quatro filhas. , a mais velha, caminhava ereta, os cabelos negros presos em trança espessa; tinha cerca de 18 anos e um ar de liderança. Logo atrás, vinha , de 16, mais arredia, olhos castanhos cintilando curiosidade. , com 15, se detinha a observar detalhes: tudo ali ao redor parecia novo e fascinante. A caçula, , de 13, mantinha um sorriso tímido, segurando o vestido claro para não se sujar.
Quando Shem ergueu os olhos, sentiu o coração acelerar como se fosse a primeira vez. Cam e Jafé, cada um à sua maneira, notaram a presença das jovens. O sermão de Noé mal começara, mas ali, entre um argumento e outro, brotava algo mais forte em cada filho do pregador.
Eliaquim aproximou-se de Noé após a mensagem. Os dois trocaram cumprimentos respeitosos. Por fim, Eliaquim voltou-se às filhas e disse em voz baixa:
— Ouçam bem meu primo. Este homem fala do fim dos tempos.
observou o trator do pregador, as tábuas da arca ao longe, e sentiu algo instintivo: necessidade de proteger a família, mas também uma pontada de aventura.
Terminada a pregação, a multidão se dispersou entre as tendas. A vida noturna ganhava força, com lumes acesos e sons de flauta atravessando a praça. Shem, Cam e Jafé trocaram olhares e, num sincronismo juvenil, partiram na direção das jovens.
— Olhem só como ela é alta… — comentou Cam, referindo-se a , que conversava com a mãe, ajustando o xale.
Shem tentou conter o riso:
— Parece que você só sabe falar de altura.
Jafé, empolgado, passou a mão no ombro de , que recuou com um sorriso enigmático.
— Eu sou Jafé — disse ele, estendendo a mão com ar de diplomata. — Este é meu irmão Shem e este é o Cam.
apertou a mão do rapaz, mantendo a compostura.
— Sou , filha de Eliaquim. Mas vocês três são… os filhos de Noé?
, acenando timidamente, perguntou:
— Vocês ajudam a construir a grande arca?
Shem sorriu, sentindo um calor no peito.
— É… ajudamos sim. Fazemos parte do time de carpinteiros. Mas não deixem de perguntar às outras pessoas sobre isso. Elas podem não concordar.
, que observava um pássaro pousar numa pedra próxima, levantou os olhos.
— Acho que é impressionante um barco desse tamanho — disse ela, em tom suave. — Deve haver muito trabalho.
Cam, sem jeito, falou rápido:
— Imagina só montar tudo para enfrentar o dilúvio! Os gigantes… eles continuam por aí, pisoteando fazendas, derrubando muros de pedra.
Eliaquim acenou:
— Vocês têm razão em mostrar respeito pelo que está acontecendo. Mas também não precisam ter tanto medo. Enquanto Deus estiver com Noé, nada poderá vencer a arca.
, ereta e atenta, guardou silêncio. Então, voltou-se a Shem.
— E você, Shem, o que acha de tudo isso?
Ele corou levemente.
— Eu… bem, sigo o que meu pai diz. Sei que o mundo está errado, mas acho que ainda há esperança. Queremos salvar quem quiser entrar.
A noite desceu cobrindo a praça de estrelas. Música embargou a conversa, e cada um sentiu que aquele encontro marcaria o início de algo maior — amizade, lealdade, talvez até amor. Mas o perigo rondava. Um estrondo abateu-se no vale, fazendo a terra vibrar como um tambor.
Cam arregalou os olhos.
— É ele de novo!
No alto, um gigante surgiu, sombra colossal contra a lua crescente. Estendeu o braço em direção ao céu, como se desafiasse o próprio Criador. Um grito ecoou enquanto a multidão recuava em pânico.
segurou as irmãs.
— Vamos sair daqui! — ordenou a , puxando-a pelo braço.
*****
Assim que chegaram em casa, , , e começaram a pensar em tudo que acontecera. Eram muitas as coisas que haviam acontecido. O mundo já não era mais o mesmo. , , e começaram cada uma a pensar no que havia acontecido.
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“O Reino de Deus é como sete virgens prudentes.”
— Vocês acham que Noé falou sério quando disse que o dilúvio viria? — perguntou .
— Talvez — assentiu .
— Talvez seja só uma visão errada — disse . — Afinal, o povo diz que é loucura.
— Mas e se for verdade? — tentou dizer . — E se realmente estiver vindo um dilúvio?
— Então temos que nos preparar — disse Eliaquim às quatro filhas.
As quatro começaram a ficar pensativas, pensando no que fariam, uma coisa era certa, elas tinham uma escolha a fazer.
Capitulo 3 — Entre Jogos, Flertes e Decisões
A cidade pulsava com vida naquela tarde ensolarada. As pessoas passavam apressadas, cada uma imersa em suas próprias preocupações, enquanto o céu azul refletia a promessa de aventuras ainda por vir. , no entanto, caminhava em um ritmo mais lento, absorvendo cada detalhe ao seu redor. Era uma época estranha, lembrou-se das palavras de Noé sobre o dilúvio, mas naquele momento, a única inundação que ela desejava era a de novas experiências.
Com um sorriso divertido e um olhar cheio de curiosidade, decidiu que era hora de explorar algo novo. Seus passos a conduziram até uma loja de brinquedos colorida que se destacava entre as fachadas sérias das lojas ao redor. As janelas estavam decoradas com bonecas de porcelana, trens a vapor brilhantes e jogos de tabuleiro que prometiam horas de diversão. empurrou a porta de vidro com um tilintar suave e entrou.
O cheiro do plástico novo e a sensação de nostalgia a envolveram imediatamente. Crianças corriam em volta, rindo e pedindo aos pais que comprassem isso ou aquilo. Ela se sentiu como uma criança novamente, deixada livre para explorar um mundo de maravilhas. Enquanto caminhava pelos corredores, seus olhos pararam em um brinquedo em particular — uma miniatura de um Nephilim, com asas reluzentes e um olhar sedutor.
A atração foi instantânea, mas não foi apenas o brinquedo que a fez parar. Quando levantou os olhos, encontrou-se frente a frente com um jovem de verdade. Ele era ainda mais impressionante que a figura de plástico — alto, com cabelos escuros e olhos que brilhavam com um misto de travessura e um profundo conhecimento do mundo. Era como se ele estivesse ali para brincar, mas ao mesmo tempo para seduzir.
— Olá — disse ele com um sorriso que fez seu coração acelerar. — Você também veio aqui em busca de aventuras?
engoliu em seco, surpresa pela clareza da sua voz e pela maneira como ele a olhava, como se a conhecesse de outras vidas.
— Na verdade, sim. Estou apenas explorando... e, bem, não pude resistir a entrar nesta loja tão encantadora.
— Encantadora é uma boa palavra — ele respondeu, dando um passo mais perto. — Mas eu poderia te mostrar algo ainda mais encantador do que os brinquedos. O que você acha de um passeio?
A proposta era tentadora, e mesmo sabendo que era errado flertar com um estranho, algo a impulsionava a aceitar. não era do tipo que se deixava levar facilmente, mas havia algo nele que a atraía.
— E se eu disser que estou dentro? — perguntou, com um sorriso malicioso.
— Eu adoraria — ele respondeu, inclinando-se ligeiramente, como se fosse contar um segredo. — Meu nome é Caelum. E o seu?
— — ela respondeu, o nome saindo como um sussurro. No fundo, sabia que esse encontro era algo fora do normal, mas a ideia de uma aventura a fazia ignorar qualquer dúvida.
— Vamos então, . Eu prometo que será divertido — Caelum disse, estendendo a mão. Ela hesitou por um momento, mas a curiosidade e a excitação foram mais fortes. Tomando sua mão, sentiu um frio na barriga, uma mistura de nervosismo e expectativa.
Ao saírem da loja, percebeu que o sol estava começando a se deslocar, criando um jogo de sombras e luzes na calçada.
— Para onde estamos indo? — perguntou, enquanto caminhavam juntos, o coração batendo acelerado.
— Tem um parque próximo daqui que é mágico ao entardecer. Você vai adorar — Caelum respondeu, guiando-a com confiança, como se conhecesse cada canto da cidade.
Enquanto caminhavam, eles conversaram sobre trivialidades — seus hobbies e até mesmo sobre a crença em seres míticos como os Nephilins. A conversa fluiu naturalmente, e se sentiu à vontade, como se já conhecesse Caelum há muito tempo.
— Então, você acredita que os Nephilins realmente existem? — perguntou , rindo da seriedade de sua própria pergunta.
— Por que não? O mundo é cheio de mistérios — Caelum respondeu com um brilho nos olhos. — Às vezes, o que parece ser apenas um conto pode ter um fundo de verdade. Como você, por exemplo. Espero que você não seja só uma história.
Ela olhou para ele, seus olhos capturando a essência de tudo o que estavam discutindo.
— E você? O que é? Um Nephilim reencontrado em um mundo normal?
— Quem sabe? Às vezes, a realidade é mais intrigante do que a ficção. Mas posso garantir que há mais em mim do que parece. E você? — ele perguntou, desafiando-a a revelar um pouco mais de si mesma.
— Eu sou apenas uma garota comum em busca de algo fora do comum — respondeu , sentindo-se um pouco mais corajosa. — Mas, por ora, estou apenas aproveitando essa aventura.
Chegaram ao parque e a visão era deslumbrante. O sol estava se pondo, pintando o céu de laranja e rosa, enquanto as árvores dançavam suavemente com a brisa da tarde. Caelum a levou até um banco sob uma árvore frondosa, onde poderiam observar a beleza ao redor.
— Este lugar é mágico, não é? — ele perguntou, seu tom de voz suave e envolvente.
— Sim, é incrível — ela respondeu, um sorriso se formando em seus lábios. — É como se estivéssemos em um conto de fadas.
— E você é a princesa — Caelum disse, a voz quase um sussurro. Ele se aproximou mais, e por um momento, ela sentiu que o mundo ao redor deles desaparecia. Era apenas os dois e a mágica do momento.
Subitamente, a atmosfera estava carregada de eletricidade. Caelum inclinou-se para ela, seus lábios quase se tocando.
— Posso? Posso te beijar, ?
Ela hesitou, uma parte dela gritando que era errado. Mas a emoção do momento e a conexão que sentia com ele foram mais fortes.
— Sim — ela sussurrou.
Os lábios deles se encontraram em um toque suave que rapidamente se transformou em algo mais intenso. fechou os olhos, se perdendo na sensação. Era errado, mas naquele instante, tudo que importava era a magia que sentia. O mundo ao redor desapareceu, e ela se permitiu viver aquele momento.
Quando se afastaram, ambos estavam ofegantes.
— Uau — disse Caelum, a expressão no rosto dele alternando entre surpresa e deleite.
— Uau mesmo — concordou, ainda tentando processar o que acabara de acontecer. — Isso foi… inesperado.
— Às vezes, as melhores coisas vêm do inesperado — ele disse, olhando profundamente em seus olhos. — E a pergunta é: você está pronta para mais aventuras?
não sabia exatamente o que o futuro reservava. Mas, olhando para o jovem Nephilim à sua frente, ela soube que estava pronta para deixá-lo guiá-la em qualquer direção que quisesse. Afinal, a vida era uma grande aventura — e ela estava apenas começando.
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— A ainda não apareceu — observou .
— Verdade! Talvez ela só esteja se divertindo — disse .
— Em meio a tantos anjos caídos, festas depravadas e nephilins? — perguntou . — Acho difícil, vocês se lembram o que Noé falou, não lembram? Vai vir um dilúvio.
— Talvez você devesse relaxar mais, — disse .
— Você tem razão, — disse com um olhar mais sereno. — Onde quer que esteja, deve estar bem.
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— Eu estava pensando, Shem, não seria bom explorar a cidade? — disse Cam aos irmãos. — As cidades parecem ser tão vibrantes.
— Você sabe o que acontece nessas festas, Cam — alertou Shem.
— Talvez o Cam tenha razão, talvez devêssemos aproveitar — disse Jafé com um sorriso maroto nos lábios. — Não sabemos que tipo de moças podemos encontrar.
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“Na serenidade, vem a calma e na calma encontros inesperados”
estava sentada à mesa da cozinha, observando sua mãe, com a concentração de uma artista diante de sua obra-prima. O aroma de especiarias e ervas frescas flutuava pelo ar, misturando-se com o som suave do fogo crepitando sob a panela. Enquanto isso, suas irmãs, e , se dividiam entre as tarefas domésticas, criando um clima de harmonia e trabalho em equipe. O dia estava ensolarado, e os raios de luz filtravam-se pelas janelas, iluminando a cozinha com um brilho dourado.
— Você poderia me passar o sal, ? — pediu , sem desviar a atenção do pano que usava para limpar a superfície da mesa.
— Claro! — respondeu , entregando o pequeno saleiro à irmã. Mas, mesmo enquanto ajudava, seus pensamentos estavam longe. A mente dela, inquieta e sonhadora, se desviou para os jardins da casa. Desde que viu a sombra da irmã mais velha, , desaparecer entre as flores, uma sensação de inquietude tomou conta dela. nunca demorava tanto.
— O que foi? Você está em outro mundo, ! — comentou, notando a distração da irmã.
— Ah, só estou pensando… — começou , hesitando, mas a curiosidade a venceu. — Onde será que a foi?
— Deve estar apenas colhendo algumas ervas ou flores, não se preocupe — respondeu, mas a preocupação de só cresceu. Algo não parecia certo.
Com uma certa hesitação, decidiu que precisava dar uma olhada. Levantou-se da mesa e, antes que suas irmãs pudessem questioná-la, saiu apressada para o jardim. O sol brilhava intensamente, preenchendo o espaço com um calor suave que despertava as flores e os pássaros. respirou fundo, sentindo o perfume dos jasmins e das rosas, mas o coração ainda batia descompassado.
O jardim estava tranquilo, mas a ausência de tornava tudo inquietante. Caminhando entre as flores, chamava por sua irmã, sem obter resposta. Foi quando, de repente, viu uma figura familiar à distância. Era Jafé, um jovem de cabelos escuros e sorriso cativante que estava sentado em um tronco perto do pequeno lago que adornava o jardim.
— ! — ele exclamou, ao notar a presença dela. — Que bom te ver por aqui!
— Oi, Jafé! — respondeu ela, tentando disfarçar o nervosismo que sentia. Ele sempre teve um jeito especial de deixar seu coração acelerado.
— Está tudo bem? Você parece preocupada — ele perguntou, suavemente.
hesitou. Relatar a inquietação por causa de parecia exagero. Então, decidiu mudar de assunto.
— Estou apenas procurando a . Estava aqui, mas não a vejo — disse , encolhendo os ombros.
Jafé sorriu, o que fez o coração dela dar um pequeno salto. Ele tinha um jeito leve e brincalhão que a atraía, e naquele momento, ela se permitiu relaxar um pouco.
— Ela deve estar por aí, entre as flores ou talvez tenha ido até a cidade. Você sabe como ela é, sempre buscando algo novo — Jafé comentou, piscando.
deu uma risada, sentindo-se mais à vontade. Era bom estar ali, conversando com ele, longe das obrigações e responsabilidades.
— Você está sempre aqui, não é? — ela perguntou, curiosa.
— Ah, sim. Este lugar é mágico! Sempre que posso, venho aqui para pensar ou simplesmente para desfrutar da natureza. E o que posso dizer? O jardim sempre me parece mais bonito quando você está por perto.
corou com o elogio. Ele tinha um jeito especial de fazer suas palavras soarem como uma canção. A conversa fluiu naturalmente, com trocas de risadas e olhares que pareciam dançar ao redor deles.
— E como andam as festas na cidade? — perguntou, tentando mudar o foco da conversa. Ela sempre se sentiu intrigada com as histórias que ouvira sobre os eventos nas praças, onde homens e mulheres se reuniam com seres sobrenaturais — anjos caídos e nephilin.
— Ah, você sabe como são essas coisas... — Jafé começou, com um brilho travesso nos olhos. — A cidade está cheia de rumores e festas. As pessoas se reúnem sob a luz da lua, dançando e celebrando como se o mundo fosse acabar. É fascinante e meio… assustador, ao mesmo tempo.
— Assustador? Por quê? — perguntou, interessada.
— Porque, às vezes, as pessoas se perdem nessas festas. Elas se tornam tão envolvidas com os anjos e nephilins que esquecem de quem realmente são. Mas, por outro lado, também é um momento de liberdade e alegria — ele explicou, olhando para o céu, como se buscando as estrelas que logo estariam brilhando.
ponderou sobre o que Jafé disse. O mundo ao redor dela estava repleto de mistérios, e ela se sentia cada vez mais intrigada por ele. Mas, mesmo com toda aquela conversa mágica, a preocupação com ainda persistia.
— Precisamos procurar pela minha irmã. Não posso ficar aqui me divertindo enquanto ela pode estar precisando de mim — disse, decidida.
— Posso te ajudar! Vamos juntos — Jafé se ofereceu, levantando-se com um brilho de entusiasmo nos olhos.
E assim, os dois começaram a explorar a cidade, suas risadas ecoando entre as árvores e flores, enquanto o sol começava a se pôr no horizonte, tingindo o céu com cores vibrantes. A busca por continuava, mas não podia negar que ao lado de Jafé, tudo parecia mais leve e menos preocupante.
— Você já pensou em participar de uma das festas na cidade? — ele perguntou, enquanto caminhavam.
— Não sei… Parece meio arriscado. E se algo der errado? — respondeu hesitante.
— Às vezes os riscos são necessários para a verdadeira aventura! E se você não tentar, como saberá o que está perdendo? — ele argumentou, com um sorriso encorajador.
sorriu de volta, um brilho de curiosidade crescente em seus olhos. Enquanto continuavam a andar, o mundo ao redor dela começava a parecer menos opressor e mais mágico. Às vezes, a vida era feita de encontros inesperados e decisões ousadas.
— Vamos encontrar a ! — declarou , com um novo fervor, enquanto olhava para Jafé, ansiosa para descobrir o que o futuro poderia trazer.
E assim, juntos, eles partiram em busca da irmã, embrenhando-se em um labirinto de flores e sonhos, onde o céu era apenas o começo de uma nova jornada.
Conforme anoitecia, voltava para casa assim como , mas as coisas mudariam tão rápido quanto começaram... Em meio a isso, os anjos, os nephilins e as festas continuavam...
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— Onde você esteve noite passada, ? — perguntou curiosa. — também saiu.
— Eu estava procurando a — disse .
— Eu só fui passear pela cidade, nada demais — disse com um sorriso.
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decidiu após tomar o café da manhã sair para ver o movimento da cidade. Ela estava caminhando pelas ruas, tendo saído mais cedo de casa, viu as pessoas se dando a festas e diversões. Viu os nephlins e os anjos caídos incentivando os filhos dos homens a darem composto para as esposas tomarem a fim de que ficassem belas. Cogitou tomar com eles, mas tal pensamento escapou de sua cabeça quando lembrou das palavras de Noé. Decidiu ir para o centro da cidade, ouvindo uma das músicas da cidade. A música através do tamborilar era bonita, mas decidiu não ligar para isso, mas encontrou o olhar de Cam, filho de Noé e irmão de Jafé e Shem, sob seu olhar.
— Aproveitando a vista? — perguntou Cam a .
— Talvez. — Ela deu um leve sorriso.
Capitulo 4 — O Primeiro Sentimento de
estava em casa, os raios do sol filtrando-se através das janelas, criando um padrão listrado no chão de madeira polida. As tarefas domésticas ocupavam seu tempo, mas sua mente estava longe. Pensava em sua irmã, , que tinha se desviado dos caminhos de Deus, mergulhando em uma vida de excessos e promiscuidade. sentia um peso no coração, pois sabia que, em breve, um dilúvio de consequências pairava sobre eles, assim como muitos outros, estaria em risco.
Enquanto dobrava um pano de prato, ouvia a voz firme de seu pai, Eliaquim, ecoar pela casa. Ele estava terminando de se arrumar para sair.
— , vamos à cidade fazer algumas compras. Precisamos estocar o que pudermos antes que as coisas fiquem ainda mais complicadas.
Ela olhou para o relógio na parede. O tempo estava passando rápido, e com o dilúvio se aproximando, a vida na cidade parecia cada vez mais frenética.
— Claro, pai. Vou me arrumar! — respondeu, tentando esconder a agitação que sentia.
Pouco depois, pai e filha estavam a caminho da cidade. O caminho era tranquilamente familiar, cada árvore, cada pedra, trazendo à tona memórias de tempos mais simples. admirava a paisagem, mas sua mente continuava divagando. O que estaria fazendo agora? Ela rezava pela irmã, desejando que encontrasse seu caminho de volta.
Ao chegarem à cidade, a atmosfera era densa. O mercado estava cheio de vozes, risos e uma mistura de cheiros que variavam do doce ao azedo. seguiu seu pai entre as barracas, ajudando a escolher os melhores produtos. Mas foi quando ela se virou para pegar uma maçã que algo a fez parar em seco.
Diante dela estava Devin, um jovem que ela conhecia de vista. Ele usava uma roupa preta que se destacava entre as cores vibrantes do mercado, e um perfume que exalava a essência da cidade — uma mistura de liberdade, festas e promiscuidade. Seu sorriso era radiante, e sentiu um frio na barriga, como se o ar tivesse lhe faltado.
— Oi, ! — Devin disse, aproximando-se com um brilho no olhar que a fez esquecer por um momento suas preocupações. — O que você está fazendo aqui?
Ela respondeu, tentando controlar a timidez que a dominava:
— Estou com meu pai, comprando algumas coisas para casa. E você? Veio comprar algo especial?
Devin riu, um som contagiante.
— Na verdade, estou apenas acompanhando uns amigos. Mas acabei me perdendo em meio a tanta coisa para ver. — Ele olhou ao redor, como se estivesse absorvendo a energia do lugar. — E você? Como está lidando com toda essa história de dilúvio que está por vir?
A pergunta pegou de surpresa. Como ele sabia? As palavras de Devin fluíram de forma casual, mas havia um tom de preocupação em sua voz.
— Na verdade, tenho pensado muito sobre isso. Minha irmã… ela… se afastou do caminho certo. Não sei como ajudá-la.
— Às vezes, tudo que podemos fazer é esperar e orar — Devin respondeu, o sorriso desaparecendo, dando lugar a uma expressão séria. — Mas você não pode deixar que isso te consuma. Precisamos viver os nossos dias, mesmo sabendo que o futuro pode ser incerto.
As palavras dele a tocaram profundamente. percebeu que, mesmo em meio à incerteza, havia espaço para esperança.
— Você tem razão, Devin. Às vezes me esqueço que a vida continua, mesmo em tempos difíceis.
— Vamos aproveitar o momento, então? — Devin sugeriu, seu olhar agora mais esperançoso. — Posso te mostrar um lugar na cidade onde as pessoas se reúnem para conversar. É um bom jeito de escapar da pressão.
Ela hesitou por um momento, sabendo que deveria voltar para o pai, mas a curiosidade e a conexão instantânea com Devin eram irresistíveis.
— Um lugar onde as pessoas se reúnem? Parece interessante! Mas… e meu pai?
— Vou garantir que você volte a tempo — Devin prometeu, piscando de maneira despretensiosa. — Vamos, apenas por um pouco. Prometo que será divertido!
olhou para seu pai, que estava a alguns metros de distância, examinando um cesto de frutas. Ele parecia alheio. Sem pensar duas vezes, ela tomou a decisão.
— Certo, vamos! — O coração batia acelerado, uma mistura de emoção e medo a invadiu.
Devin conduziu-a por um caminho estreito, longe da multidão do mercado. As ruas se tornaram mais tranquilas, e o ar cheirava a algo fresco e distante do perfume de festas.
— Aqui estamos! — disse ele, parando em frente a uma pequena taverna com janelas abertas e risadas ecoando de dentro.
hesitou na porta, mas Devin a encorajou.
— Vamos, não tenha medo! Não é nada demais. Apenas algumas pessoas conversando.
Ela cruzou a soleira da porta e entrou, e logo foi envolvida pela atmosfera descontraída. As mesas estavam ocupadas por grupos de amigos, todos compartilhando histórias e risadas. sentiu uma leveza no coração, mesmo diante da escuridão que pairava sobre o futuro.
— Vejo que você finalmente se juntou a nós! — uma jovem exclamou, levantando o copo em saudação. Devin se virou para e sorriu. — Viu? Aqui é onde a vida acontece.
se sentou ao lado de Devin e começou a relaxar, sua mente se afastando das preocupações. As conversas fluíam ao seu redor, e ela se deixou levar pela energia vibrante. Mas, em algum lugar dentro dela, a preocupação com ainda persistia.
Enquanto os minutos se transformavam em horas, percebeu que o mundo que a cercava era muito mais complexo do que ela havia imaginado. A vida não era feita apenas de obrigações e deveres, mas também de momentos espontâneos e de conexões inesperadas. Devin a ajudou a ver isso.
Mas, como todas as coisas boas, a diversão teve que chegar ao fim.
— , precisamos voltar antes que seu pai se preocupe — disse Devin, com um olhar preocupado.
Ela assentiu, um pouco relutante. As horas passaram tão rápido que mal parecia que havia estado ali por tanto tempo.
— Sim, você tem razão. Eu… eu realmente gostei disso.
Enquanto caminhavam de volta, o sol começava a se pôr, tingindo o céu com cores quentes e brilhantes. Devin a acompanhou em silêncio, mas sentia o calor da presença dele.
— Obrigada por me mostrar um lado diferente da cidade — ela disse, sua voz suave.
— Você merece conhecer o melhor, . E espero que um dia sua irmã também encontre o caminho de volta — Devin respondeu, seus olhos sérios refletindo a compreensão.
Ao chegarem em casa, se despediu de Devin, um novo sorriso iluminando seu rosto.
— Espero te ver novamente em breve.
— Com certeza — ele prometeu, antes de se afastar em direção à cidade, perdendo-se nas sombras que se alongavam.
entrou em casa, o coração pulsando com uma nova esperança, uma nova perspectiva. Mesmo diante do dilúvio que se aproximava, ela sabia que havia beleza nas conexões humanas e na vida que pulsava ao redor dela. E ao olhar para seu pai, que ainda estava na cozinha, percebeu que o amor e a fé também eram essenciais para navegar os caminhos incertos que estavam por vir.
Capitulo 5 — O Diluvio
E foi assim que tudo se sucedeu. O homem faz planos, mas é Deus quem sabe o que fazer. Quem diria que de quatro simples jovens viria algo tão complexo. Pois assim, o é. Humanidade, ela deveria ser extinta por sua maldade. Mas qual seria a diversão nisso? Ela só é usada para podermos controlá-la. A nosso bel prazer. Eu aprendi isso da forma mais complexa. Às vezes tudo que queremos é sermos aceitos, mas se a aceitação não vier, o que se faz depois é o que conta. , , e tinham escolhas a fazer. Elas eram filhas de Eliaquim, o filho de Matusalém. Toda a cidade só dava ouvidos aos anjos caídos e néfilins que viviam na terra, mas as quatro tentaram buscar o Deus de Matusalém. As quatro eram jovens realmente belas. nem tanto. Mas elas ouviam Noé pregar. Todo santo dia, Noé buscava fazer com que as pessoas prestassem atenção à arca que ele estava construindo. Mas as pessoas não se importavam. Só queriam continuar suas transgressões.
Naquele tempo, após a morte de Matusalém, o Senhor disse a Noé: “Vai tu com a tua casa para a arca, eis que se reúnem para ti todos os animais da terra, as feras do campo e as aves do céu, e todos veem a cercar a arca. E tu, senta-te à porta da arca, e todos os animais, desde as feras do campo às aves do céu, devem subir e colocar-se diante de ti, e, todos entre eles, que se agacharem diante de ti, toma-os e entrega-os nas mãos dos teus filhos, para que os tragam para a arca, e tudo aquilo que permanecer de pé diante de ti, irá embora”. E o Senhor fez isto no dia seguinte, e animais, feras e aves vieram em grandes multidões e cercaram a arca.
E todos os animais, e as feras e aves, ainda estavam lá, e eles cercaram a arca em todos os lugares, e que a chuva não caiu até que se cumpriram sete dias.
E, naquele dia, o Senhor fez com que toda a terra tremesse, o sol escureceu, e os fundamentos do mundo se enfureceram, e toda a terra foi movida violentamente, e os relâmpagos e os trovões rugiam, e todas as fontes na terra foram divididas como jamais tinham visto os habitantes antes, e Deus fez este ato poderoso a fim de aterrorizar os filhos dos homens, para que não houvesse mais o mal sobre a terra. E ainda assim, os filhos dos homens não se arrependeram dos seus maus caminhos, e eles aumentaram a ira do Senhor naquele tempo, e nem inclinaram seus corações para tudo isso. E, ao fim de sete dias, no ano 600 da vida de Noé, as águas do dilúvio vieram sobre a terra. E estas são as quatro esposas de Shem, Cam e Jafé: se tornou esposa de Shem. se tornou esposa de Jafé. de Cam. E de Jafé. E assim o tempo se passou...
Novas humanidades surgiram. Começou a haver tribos desde que Noé e seus filhos se espalharam pelo mundo. E as esposas dos filhos de Noé geraram filhos. E deu à luz Arfaxad. E este foi o primeiro descendente de Shem. E aconteceu que naqueles dias houve guerra entre os descendentes de Shem e Jafé. Os filhos de Jafé começaram a fazer guerra contra os descendentes de Cam, e a maldade voltou ao mundo. E muitos eram tidos como escravos. Os descendentes de Shem e Cam foram habitar nas terras de Sinear. E todos eles viviam despreocupadamente. Desde que o dilúvio aconteceu, os filhos dos homens começaram a fazer o que era errado. Os descendentes de Jafé eram reis poderosos e sempre lutavam contra os descendentes de Cam e venciam.
2335 A.C
— Gomer, por que você ainda permite que nossos descendentes façam guerras? Eu sei que seus irmãos assim o são, mas não vê que isso não é certo? As pessoas estão se matando — disse Gong a esposa de Gomer, o filho de Jafé.
— Gong, sei que o que fazemos é errado, mas é a única forma de nós sermos vencedores. Desde que Noé castigou Canaã, é como se os descendentes de Cam estivessem roubando nosso território.
— Mas Noé disse que os descendentes de Jafé habitariam nas tendas de Shem, seu irmão. E que todos descendentes de Canaã lhes seriam servos e não que deviam sair por aí matando uns aos outros. E além do mais, estou esperando mais um filho seu.
— Mais um filho? — perguntou Gomer surpreso.
— Sim — disse Gong vendo o marido acariciar sua barriga.
É, às vezes o destino tem disso. Surpreender. E Gong concebeu e deu à luz uma menina e a chamou de Yafis. E naqueles dias, houve um caçador nas terras de Sinear. E seu nome era Nimrod. Gomer e a esposa de Cush, Semiramis, ensinaram tudo a ele. E o menino cresceu e se tornou amigo de Yafis. E Nimrod se tornou um valente caçador nas terras de Sinar. E ele edificou uma torre e a chamou de A Torre de Babel, pois visava subir aos céus e alcançar Deus.
Capítulo 6 — A Torre de Babel e Terah
E naqueles dias Nimrod edificou uma torre. Ele convenceu os filhos dos homens a fazer uma torre e edifica-la. E os filhos dos homens a chamaram de Babel. E começaram a construir a torre e levaram 25 anos para construí-la. Conforme construíam a torre começava a crescer. Nimrod recrutava homens para edificar sua torre. A cada dia, a torre começava a se formar e se tornar mais forte e poderosa. Foram necessários exatos 25 anos para que a torre fosse construída. E Nimrod se autoproclamou Deus tomando sua mãe, Semiramis, por mulher. E Nimrod era apaixonado por Yafis, mas ela não lhe dava atenção.
Nimrod ensinou as pessoas a cultuarem sua mãe-esposa, Semiramis, como uma deusa. E foi dado um trono e poderio para que Semiramis reinasse. E ela e Nimrod foram reis na terra de Sinear, que passara a se chamar Ur dos Caldeus. E Nimrod amava Yafis, mas não podia tê-la pois já era casado com Semíramis, após a morte do pai Cush.
E levaram exatos 25 anos desde que a torre fora construída. Ora, a torre era uma afronta aos deuses que viram que as pessoas queriam chegar aos céus e o Deus dos deuses desceu e decidiu confundir as línguas. Todos passaram a falar línguas diferentes. Cada homem falou uma língua diferente, de tal modo que um vizinho feriu o outro, pessoas se desentenderam, e cada homem foi para uma cidade e edificou uma cidade dando a ela seu nome. E Peleg, o filho de Éber, foi e construiu a cidade de Pelag. E naqueles dias, saindo da terra de seus pais, Terah, filho de Nacor, saiu da terra de seus pais levando consigo sua esposa Amthelai.
— Aqui vamos recomeçar, meu amor, você vai ver — disse Terah enquanto chegavam a terra de Ur dos Caldeus.
E Terah e Amthelai foram a terra de Ur e ali habitaram. E aconteceu que naqueles dias, Amthelai encontrou-se grávida. E tinha ela uma serva chamada Yafa. E Terah era bem quisto pelo rei Ibbi Sin. E naqueles dias, Terah teve missões a fazer para o rei. E assim Amthelai teve dois filhos: Abrão e Haran. E tomou Terah uma segunda esposa, cujo nome era Nadi. Para Amthelai o casamento de Terah com Nadi fora extremamente triste. Mas ela estava feliz em ver o marido feliz. Abrão e Haran foram apresentados ao rei Ibbi Sin e aos sacerdotes como filhos de Terah. E Terah se desviou dos caminhos do Senhor seguindo outros deuses. Amthelai se mostrava triste com o caminho que o marido tomara. E Terah gerou um filho com Nadi, Nacor. E também teve uma filha com Danina . Esta foi dada para Lamassi e Yafa cuidarem.
Capítulo 7 — A Parentela de
(Utilizo de minha licença poética para alterar algumas coisas da parentela de , mas nada muito extenso)
E Lamassi e Yafa criaram com muito amor. E estes são os filhos de Yafa e Lamassi: e Adalia, as primogênitas, e o adolescente Nevil. Nevil era um garoto quieto e reservado, mas que gostava da companhia das irmãs, e Adalia. Adalia e eram todas como irmãs e não suspeitavam que fosse filha de Danina e Terah. E Adalia era apaixonada por Nacor, filho de Terah e Nadi. Mas Nacor mesmo em sua juventude era um jovem mulherengo que gostava de ficar com as garotas sem compromisso.
— Sinceramente, , não sei o que você vê no Abrão, ele é tão comum — disse Adalia.
— Ele é especial — disse .
— Pelo jeito mamãe fez o trabalho certo em fazer você gostar de Abrão. — As duas irmãs riram.
Enquanto andavam pela vila, e Adalia perceberam que alguns garotos olhavam para elas. Mas não se importaram. foi para a casa de Haran, onde teria que cuidar dos filhos dele, os pequenos Lot, Milca e Scah. seguiu para lá cuidando das crianças. Enquanto isso, Terah planejava quando Abrão, já com seus 27 anos, crescer tomar uma esposa para si. A candidata ideal era a filha de um nobre caldeu. Mas Abrão só tinha olhos para .
E Haran ajudava o pai Terah na loja de ídolos, ele tinha vários ídolos os quais buscava servir. passava um tempo na casa de Haran, brincando com as crianças. Enquanto isso, Nevil ajudava o pai, Lamassi, com os serviços para Terah. E assim, a história da família de começava... E e Abrão tinham uma boa conexão juntos, sempre conversando e se dando bem. , que ainda não sabia ser meia-irmã de Abrão, nutria um sentimento por ele.
— Irmã, você realmente gosta dele, né? — perguntou Nevil.
— Sim, Nevil, eu sinto que Abrão é para mim — disse .
— Espero que seja feliz — disse Nevil.
— E Adalia? — perguntou notando a ausência da irmã.
— Deve estar com Nacor — disse Nevil.
************
— Abrão, meu filho, acho que já está na hora de se casar — disse Terah certa vez.
— Já tem alguém com quem quero casar, meu pai — respondeu Abrão.
— Quem? — perguntou Terah.
— , a filha de Lamassi e Yafa.
— Ela não, Abrão, escolha outra — disse Terah.
— Ela é a mulher que eu amo, pai — disse Abrão.
*******
No dia seguinte, acordou cedo para ir trabalhar na casa de Haran, sem imaginar o que os próximos dias lhe guardavam...
E assim, ciclos se iniciavam....
Capítulo 8 - A Mansidão de Rebeca
"Ide e anuncia, essas são as palavras que Deus te dá"
Quem nunca quis ser diferente dentre seus irmãos? Quem nunca quis ser ele mesmo? Ela mesma? Quem nunca quis provar seu valor e dizer que os outros mentiam a seu respeito? E esta é a história de Rebeca, esposa de Isaque. Ela tinha sempre um sorriso travesso quando criança, uma grande mansidão, mas ao mesmo tempo um jeito bravo. Um gênio que não era comum se ter. Ela tinha um irmão, Labão. Mas Labão não a entendia. Labão tinha suas próprias preocupações.
Rebeca, ainda criança, gostava de ajudar a mãe na cozinha. Ela via como a mãe trabalhava e queria ser como ela. Ter o talento que ela tinha. Ela começou a aprender com as antigas receitas da mãe. Assim, ela aos poucos começou a fazer suas próprias receitas. Ela cozinhava com dedicação. Suas comidas atingiam um sabor salgado, através desse sabor ela fazia com que suas receitas tivessem sabor, desde criança. Seu pai, Betuel, e sua mãe se orgulhavam dela, embora Betuel preferisse Labão. Isso deixava a jovem Rebeca triste. Mas é Deus quem determina os planos.
**********
— Rebeca? — chamou a mãe. — Vá procurar água no rio para fazer um suco. Precisamos, pois haverá uma festa dentre o nosso povo e o povo do Egito.
— Sim, minha mãe — concordou Rebeca.
Sabe aquela sensação de sempre querer mostrar seu valor? Ela tinha isso. Ela queria provar que ela tinha valor. Ela era teimosa. Rebeca tinha um jeito que normalmente não mostrava aos outros. Mas ela tinha um lado manso, embora parecesse brava. Rebeca não gostava de ser assim, mas era quem ela era. Ela tinha um lado que nem ela mesma entendia. Ela queria se mostrar especial, mesmo não se sentindo assim.
Foi procurar água no rio e procurou fazer o suco. Ela preparou cada receita com dedicação. Os pais ficaram impressionados, mas não demonstraram. E foi assim que ela começou a ser boa no que fazia.... Não importava o que fizesse, ela obtinha resultado. Rebeca tinha um jeito único de fazer suas coisas.
Labão e ela não se entendiam, mas ainda assim, ela era única. Seus pais a protegiam, mas eles não a entendiam. E foi assim que ela começou a buscar o Deus de seu tio Abraão. Ela ouvia falar em como ele era misericordioso, embora ela mesma não acreditasse nisso. Se Deus era tão bom, por que deixava os pais privilegiarem Labão e nunca lhe dar o valor merecido? As pessoas a viam com nojo, e os poucos que não a viam assim, não eram fortes o bastante para estarem com ela. Mas algo estava chegando para mudar sua vida.
Em um certo dia, Rebeca acordou após ter um sonho esquisito. Ela acordou, preparou o café da manhã e seguiu para o deserto da rua, para tirar água do poço. Começou a encher o cântaro e logo avistou uma caravana. Eles pareciam com sede e fome. Precisavam ser abrigados. Ela disse:
— Senhores, estão com sede?
A resposta foi um sim. Ela tratou de pegar o seu jarro e servir eles. Ela o fez com o propósito de agradar, pois não era todo dia que uma caravana vinha até ela. E assim, eles habitaram em sua casa uma semana. Rebeca contou aos pais como eles eram e eles foram abrigados. Após a semana, eles pediram para leva-la para a terra de Isaque. E assim começava sua história.
Rebeca seguia juntamente a caravana. Era uma caravana que ia diretamente para Canaã. Era uma caravana que andava rumo àquela cidade. Assim que chegou a terra de Canaã, Rebeca conheceu Isaque.
Isaque era um jovem bonito, e buscava o Senhor que criou os céus e a terra. Rebeca se casou com Isaque com quem teve dois meninos, Esaú e Jacó. Eis que os gêmeos brigavam dentro de sua barriga e ela orou a Deus e ele disse: "Eis que um será maior que outro" e assim nasceram Esaú e Jacó. E filhas também nasceram a Labão, irmão de Rebeca. O nome da primeira era Lia e o nome da segunda era Raquel. Lia era uma jovem quieta e insegura, enquanto Raquel era cheia de sonhos e desejos.
Capítulo 8B - Especial em Homenagem ao Teleton do SBT
E Lamassi e Yafa criaram com muito amor. E estes são os filhos de Yafa e Lamassi: e Adalia, as primogênitas e o adolescente Nevil. Nevil era um garoto quieto e reservado, mas que gostava da companhia das irmãs e Adalia. Adalia e eram todas como irmãs e não suspeitavam que fosse filha de Danina e Terah. E Adalia era apaixonada por Nacor filho de Terah e Nadi. Mas Nacor mesmo em sua juventude era um jovem mulherengo que gostava de ficar com as garotas sem compromisso.
— Sinceramente, , não sei o que você vê no Abrão, ele é tão comum — disse Adalia.
— Ele é especial — disse .
— Pelo jeito mamãe fez o trabalho certo em fazer você gostar de Abrão. — As duas irmãs riram.
Enquanto andavam pela vila, e Adalia perceberam que alguns garotos olhavam para elas. Mas não se importaram. foi para a casa de Haran, onde teria que cuidar dos filhos dele, os pequenos Lot, Milca e Scah. seguiu para lá cuidando das crianças. Enquanto isso, Terah planejava quando Abrão, já com seus 27 anos, crescer tomar uma esposa para si. A candidata ideal era a filha de um nobre caldeu. Mas Abrão só tinha olhos para .
E Haran ajudava o pai Terah na loja de ídolos, ele tinha vários ídolos, do qual buscava servir. passava um tempo na casa de Haran, brincando com as crianças. Enquanto isso, Nevil ajudava o pai Lamassi com os serviços para Terah. E assim, a história da família de começava... E e Abrão tinham uma boa conexão juntos, sempre conversando e se dando bem. que ainda não sabia ser meia-irmã de Abrão, nutria um sentimento por ele.
— Irmã, você realmente gosta dele, né? — perguntou Nevil.
— Sim, Nevil, eu sinto que Abrão é para mim — disse .
— Espero que seja feliz — disse Nevil.
— E Adalia? — perguntou , notando a ausência da irmã.
— Deve estar com Nacor — disse Nevil.
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— Abrão, meu filho, acho que já está na hora de se casar — disse Terah certa vez.
— Já tem alguém com quero casar, meu pai — respondeu Abrão.
— Quem? — perguntou Terah.
— , a filha de Lamassi e Yafa.
— Ela não, Abrão, escolha outra — disse Terah.
— Ela é a mulher que eu amo pai — diz Abrão.
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No dia seguinte, acordou cedo para ir trabalhar na casa de Haran, sem imaginar o que os próximos dias aguardavam...
E assim, ciclos se iniciavam....
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Especial Homenagem ao Teleton
“Eu vi a terra e do que ela é feita. Eis que havia trevas sobre o mundo, as pessoas eram más e não ajudavam uma a outra. Eis que esta é a história de , , e .”
— Pai, será que realmente virá um dilúvio que destruirá a humanidade? — perguntou ao pai Eliaquim.
— Possivelmente minha filha — disse Eliaquim. — Se Noé assim o diz, talvez realmente haja um dilúvio para a humanidade. Deus foi claro quando disse que enviaria um novo mundo através de Noé e seus filhos.
— Então o dilúvio é real? — perguntou .
— Se é real, talvez devêssemos acreditar em Noé — contrapôs .
— Não sei se é real, parece mais algo fantasioso — disse .
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— Ouçam, meu povo. Deus é bom. Ele queria que a humanidade pudesse ser como um dia ele quis. Boa. Doando-se uns aos outros e praticando atos de bondade e caridade com aqueles que mais precisam. Mas a humanidade se afastou do criador, passou a adorar outros deuses. Deuses de pedra que ninguém nunca ouviu falar. A humanidade se corrompeu e agora Deus vai recomeçar a humanidade mandando um dilúvio onde apenas oito almas se salvarão — explicou Noé. — Não é castigo, é um ato de caridade.
E entrou na arca Noé, sua esposa, seus três filhos Shem, Cam e Jafé. Junto com eles, entraram as quatro filhas de Eliaquim, belas mulheres: , , e . E os três filhos de Noé tomaram esposas para si.
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POV ADAH
De onde eu vim, para onde eu fui? Eu respondo, eu venho de todos os lugares, minha história é tão antiga quanto o mundo. Eu estive observando a terra... Como ela se degradou depois da salvação da humanidade. Agora em uma terra diferente ali estava eu, ouvindo "elas" rindo e se divertindo.
— Tzie — falei. — Que anel brilhante é esse na sua mão?
— Eu não sei, diz-se que se chama anel dos desejos — disse Tzie.
— Não acho que deveria mexer com isso — disse Laressa, uma das irmãs.
— Parece um objeto interessante — digo. — O que ele faz de especial?
— Ainda não sei — respondeu Tzie.
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A casa de Regau estava movimentada pela comida. O senhor da casa começou a fazer oração em prol dos necessitados e se despediu de cada uma de suas sete filhas. As meninas começaram a dormir, enquanto ainda crianças imaginavam um mundo melhor.
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Tempo do Dilúvio
— Essas estrelas são bonitas, não é? — perguntou Jafé a enquanto via dentro da arca estrelas ornamentadas dentro da arca. A arca estava pronta e o dilúvio estava começando, mas ainda assim, ele estava pensativo em uma parte da arca.
— São lindas realmente — concordou observando as estrelas adornadas e improvisada.
Sem que ela percebesse, Jafé se aproximou. Ele olhou de uma forma diferente, como se eles fossem feitos um para o outro. E então aconteceu. Em meio a chuva que começava a cair, Jafé deixou pousar em um beijo. O beijo começou leve, mas aos poucos ganhava cor. Era um beijo calmo, mas que aos poucos ia atingindo um nível mais acalorado. Eles se beijavam com paixão e talvez algo diferente. Era como se os dois estivessem compartilhando um momento íntimo. Enquanto seus lábios se tocavam, eles se rendiam ao beijo, que ganhava movimentos mais rápidos, as línguas se entrelaçando uma na outra. Era um momento mágico.
Você não era o que eu queria ter
Já pensei em mudar de vida
Se pá que eu demorei pra perceber
Mas encontrei você, minha saída
Não era o que você queria ter
Eles me dizem que tudo vai melhorar
Tá tudo acontecendo tão rápido, tão rápido, tão rápido
Para, respira
Fica, não vai embora
Calma, não pira
Olha, vive o agora
Rouba um beijo meu, pra que ficar assim
Rouba um beijo meu, eu sei que tá afim
Rouba um beijo meu, nosso amor não vai ter fim
Rouba um beijo meu, rouba, rouba um beijo meu
Rouba, rouba, rouba um beijo meu
Rouba, rouba, rouba um beijo meu
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observava o trovão que se manifestava com expectativa. Ela estava tentando se acostumar a vida na arca, mas ali estava ela tentando se adaptar. estava cuidando dos animais, enquanto conversava com Cam, mas ela estava ali sozinha. Observava a arca com um olhar contemplativo. Ela demorou a entender como chegou até ali. Mas agora sentia-se sem função.
— Deus se tu existe, recomece a humanidade de uma forma melhor.
**********
Cam estava aos beijos com . Os dois passaram por muita coisa até chegarem na arca. Agora estavam ali juntos. Aproveitando o momento, uma nova humanidade estava prestes a surgir.
Capítulo 9 - Leah e Raquel
Uma foi escolhida, outra chamada. Mas as duas foram escolhidas.
E sucedeu que naqueles dias, vendo o senhor que a humanidade precisava de uma terra para si e que Israel ainda não era uma nação, ele pousou seus olhos pelas terras de Padan Haran. E foi-se o tempo que Milcah, a filha de Haran, deu à luz um filho e lhe chamou de Betuel. E Betuel gerou Laban e Rebeca. E Rebeca foi mãe de Esaú e Jacó. E Esaú era o favorito de Isaque enquanto o favorito de Rebeca era Jacó.
E aconteceu naqueles dias, que muitas das pessoas daquela época adoravam deuses de pedra e se inclinavam a eles. E as filhas de Laban também fizeram assim. Leah era sorridente, gentil e até mesmo com uma fé em um Deus desconhecido, enquanto Raquel tinha sua fé e grande sorriso, mas era mais calma. E naqueles dias, Raquel pastoreava ovelhas. E as terras de Laban eram frutíferas.
— Leah, Raquel — chamou Laban. — Raquel, preciso que hoje pastoreie as ovelhas cada vez mais. E Leah, continue a tecer e a fazer na cozinha comidas boas.
— Sim senhor — as duas filhas falaram.
E Deus, aquele que era supremo e majestoso, viu o coração das duas jovens. Leah era a alegria da família enquanto Raquel era mais reservada, mas igualmente alegre. As duas irmãs carregavam consigo algo que não havia entendido outras mulheres. Mesmo sendo da descendência dos caldeus, elas eram boas.
E Raquel desceu ao campo naquela manhã. Ela começou a pastorear as ovelhas dizendo "Bitu Bitu" como costumavam dizer as pastoras para acalmar as ovelhas, enquanto Leah tecia e cuidava dos irmãos mais novos. De longe, Laban observava as filhas com orgulho. Se sua esposa ainda estivesse viva, ela gostaria de ver o que as filhas se tornaram. E a dinâmica familiar era muito boa.
*********
Enquanto isso, Jacó e Esaú cresciam em Canaã, e conforme eles cresciam, mais brigavam por sua primogenitura. Jacó acreditava que Esaú não merecia a benção do pai e tentará fazer com que Isaque lhe desse a benção. Já Esaú era um excelente caçador. Ele caçava animais e sempre trazia caças. Porquanto, quando Esaú tomou duas esposas hititas e estas cegaram Isaque com seu incenso, Isaque ficou cego. Vendo isso, Rebeca decidiu apressar Deus e fazer com que Jacó recebesse a benção de Isaque.
— Ande, vá se arrumar, prepararei uma caça e você a entregará a Isaque para que ele te abençoe na frente de Esaú.
— Mas mãe, e se Esaú descobrir?
— Ele não vai, e se descobrir, o peso deverá cair sobre mim.
Assim eles fizeram. Jacó foi se arrumar.
Rebeca preparou uma carne saborosa e pediu que Jacó servisse Isaque, fingindo ser Esaú de forma que quando Isaque comesse da carne o abençoasse no lugar de Esaú e isso vinha de Deus. E Isaque abençoou Jacó. E Esaú, irritado, procurava matar Jacó.
***********
Enquanto isso, na terra de Laban, Zilpa e Bila serviam Leah e Raquel. A casa de Laban era grande e não se parecia em nada com a casa de Betuel. E foi assim que Deus favorecia a casa de Laban devido a forma como as suas filhas trabalhavam.
**********
Leah se perguntava “será que existia um Deus que devesse buscar?”, enquanto Raquel fazia as mesmas perguntas, mas ao contrário, entendia que havia algum propósito maior em tudo isso. Elas continuaram seus trabalhos por dias.
Em meio a isso, a benção que Isaque deu a Jacó começava a fazer Esaú querer matar Jacó, e eis que Isaque disse:
— Fuja, Jacó, vá para a terra de Padan Haran, a terra de meu pai, e procure uma das filhas de Laban, o irmão de sua mãe, para esposa e volte quando a fúria de seu irmão tiver passado.
Jacó tentou argumentar, mas assentiu. Ele sabia que a fúria de Esaú não passaria tão rápido. Teria que fugir. Começou a se arrumar e partiu sozinho a terra de Padan Haran onde estava seu tio Laban, mas a jornada seria longa. Ele começou a caminhar para a terra de Laban por longos dias.
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Naquele dia em especial, Leah chegou da vila em sua casa com seu vestido verde animada, enquanto Raquel pastoreava ovelhas...

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