Never Again

Escrito por Luana | Revisado por Mariana

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  - É isso, chega para mim! Eu odeio você! – Começo dizendo.
  - Já chega para mim também, preciso de um tempo de você, porra!
  - A porta da frente é a serventia da casa!
  - Adeus, .
  E sai pela porta como um furação.
  Suspiro e me jogo no sofá.
  Nós dois terminamos de novo, sério, vivemos terminando, mas agora eu estou ficando seriamente cansada disso, não tem mais um clima para a relação.
  Encaro o teto e decido sair da minha auto-piedade e ligar para .
  - Hey, . Qual é a boa?
  - Qual é a boa, você me pergunta? É o , claro. Por que ele não para de me atormentar?
  - Por que você adora ser atormentada?
  - Hey! – Protesto.
  - Hey o quê? Você já terminou com ele... Tipo... Dez vezes?
  - Foram apenas cinco!
  - Sim. Isso porque você é uma masoquista.
  Fungo.
  - Não é isso, é que eu achava que íamos ser felizes para sempre... Lembra como o começo do namoro foi tudo incrível, e ele começou a ficar ciumento demais, até dos meus amigos! Depois ele veio do nada com a ideia de darmos um tempo. HÃM? Eu fiquei deprimida por uma semana.
  - E depois de três dias ele voltou te querendo de volta e você fez o quê?
  - M-mas... Eu o amava! Claro que o aceitaria de volta, tinha sido uma briguinha boba.
  - É, mas aí as brigas começaram a ficar mais frequentes, a separação também.
  - Ele sumiu por um mês inteirinho, . Depois de tanta separação eu superei. Além do mais... Sabe o ?
  - O seu ajudante na revisão dos trabalhos de professora?
  - É... Ele é um fofo. E me convidou para sair!
  - Sério? – fala chocada.
  - Nossa, não precisa ficar tão chocada assim, eu tenho meus atributos.
  - Sim... – Ela diz não totalmente acreditando. – Você não deu um trabalho manual no menino, não né?
  - Poxa! – Exclamo. – Você pensa muito mal de mim.
  - Não penso, estou dizendo isso porque te conheço. Foi assim com o .
  Suspiro.
  - Eu não dei nenhum trabalho manual quando conheci o .
  - Não, mas dois dias depois você deu. DOIS DIAS DEPOIS, e mesmo assim você continua dizendo que a vadia aqui sou eu.
  - Ai, essa doeu. E o não ficou comigo porque eu sou ótima no trabalho manual, você sabe.
  - É verdade. Ele se apaixonou mesmo por você. Como eu não sei... Só pode ser magia negra.
  - Vey, você está totalmente degradando a minha imagem aqui.
  - Amigas são para isso.
  Reviro os olhos.
  - O me chamou para uma festa amanhã à noite na Blue House.
  - Oh. A casa noturna de fantasias. Você vai de quê?
  - Estou em duvida de ir de diabinha ou de gatinha. O que você acha?
  - Hum... Misture gatinha com loba.
  - Perfeito. Ele disse que eu poderia convidar meus amigos. Você quer ir com o Leo?
  - Sério? Não vai atrapalhar?
  - Claro que não.
  - Afinal, há quanto tempo você conhece o ?
  - Uns cinco meses.
  - Tempo para um trabalho manual.
  - Vá se foder, .
  - Eu adoraria, você sabe. Vou até chamar o Leo, até amanhã, Bitch.
  Desligo o celular e me jogo na cama cansada. Agora é só esperar que o não me ligue às 3 da manhã para atrapalhar meu sono.

  TRIM... TRIM... TRIM

  Gemo e abro um olho para apenas ver que lá fora está tudo escuro.
  Mas o quê?
  Rolo da cama e vou me arrastando para atender ao telefone.
  Olho para o meu relógio. 4h20 AM.
  Bufo, pelo menos não foi às 3h.
  Atendo e o imagino... , , cabelos pretos desalinhados, olhos , mas a visão dele já não me faz nenhum tremular na barriga.
  - Pare de me ligar, , não vamos voltar... Tipo, nunca.
  - Baby, eu sinto a sua falta e juro que vou mudar, confie em mim.
  Suspiro.
  - Lembra de como essa promessa só durou um dia da ultima vez?
  - ... Por favor, volte comigo, eu te amo.
  - , nós nunca, nunca, nunca mais vamos voltar.
  Desligo o telefone na cara dele e me jogo no sofá para dormir novamente.


  E a grande hora finalmente chegou.
  Vou para o espelho me olhar.
  Cabelos , olhos , de altura, o trágico é essa barriga que não quer sair, a maldita.

  TOC TOC TOC

  Oba, chegou!
  Abro a porta e digo:
  - Já estou pronta... – E perco a fala.
   de dar água na boca, com seus cabelos saindo do seu chapéu de cowboy, olhos , ele é quase da minha altura, e está com uma camisa apertada, jeans folgados, cinturão...
  - , você está bem? Está meio vermelha.
  Pigarro (Sem motivo algum) e olho nos seus olhos, que estão divertidos, como se ele soubesse exatamente que eu estou quente por ele.
  - É...
  - Vou levar isso como um elogio. Você também está linda, gatinha. Vamos?   Balanço a cabeça e apenas o sigo porta a fora.

  CLUB BLUE HOUSE
  21h da noite

  - Uau! – Digo sem querer.
  - A área VIP é incrível mesmo, eu sei. – sorri.
  - C-como você conseguiu tudo isso?
  - Eu tinha uma amiga que me devia um favor.
  - Agradeça a ela depois por mim.
  Antes que possa dizer qualquer coisa, chega toda de rosa com Leo todo gótico.
  Gente... Essa é uma mistura totalmente estranha – Penso.
  - ! – me abraça – Você já viu o quão incrível é isso? Com certeza que você deveria dar aquele trabalho manual para o agora.
  Abro a boca chocada que ela disse isso na frente de todo mundo, e observo Leo tossir uma risada, enquanto fica olhando confuso.
  - Trabalho manual? É algo referente a escola? Isso não deveria ser nenhum presente, você sabe.
  - Vai lá e conta pra ele o que é o trabalho manual que você adora fazer com certas partes masculinas, .
  - , cala a droga da sua boca.
   balança a cabeça.
  - Quero que você me explique isso.
  - É...
  - Pode ser mais tarde.
  - Graças a Deus.
  Leo e riem sob a minha desgraça.
  - Agora falando serio... , o me ligou e ligou para o Leo ontem desesperado querendo falar com você.
  Xingo baixinho.
  - Podem falar com ele, se quiserem, mas se ele continuar incomodando podem bloquear o número dele. Eu pretendo fazer isso hoje.
  - Eu vejo o porquê. – pisca maliciosamente para mim e eu sorrio de lado.
  - é o seu ex namorado, não é? – me pergunta.
  - É. Ele não para de chatear a minha existência.
  - Bom, eu estou aqui para te proteger agora.
  Pisco surpresa e encaro .
  - Sério?
  - Sério. – Ele diz e sorri para mim.
  Retribuo o sorriso ao mesmo tempo em que meu celular toca, quem será agora?
  - Um minutinho pessoal... - Olho o discador. – Oi, prima.
  - , mas que merda é essa do ligar para mim durante uma das minhas apresentações exigindo ter você de volta?
  - Prima, eu costumava pensar que seria para sempre, e sempre me dizia “Nunca diga nunca”, mas agora nós terminamos de vez e ele fica me ligando e dizendo “Eu ainda amo você”, e eu estou tipo... Achando isso exausto, você sabe? Nós nunca vamos voltar.
  - Bom, dê um jeito nele.
  - Claro, desculpa por tudo.
  - Por nada, priminha.
  Desligo o celular e sou rapidamente puxada por .
  - O quê? – Digo surpresa.
  - está aqui.
  - O quê? – Repito mais chocada ainda.
  - Ele está dançando lá embaixo com uma garota.
  - O quê?
  - Pare de dizer o que como um papagaio, ele ainda não nos viu, mas provavelmente vai, a área VIP é de frente pra onde ele está.
  - Merda.
  - Completamente.
  - ? – Me arrepio ao ouvi-lo, droga, isso foi mais rápido do que eu pensei.
  Viro-me e decido encarar, terminamos, e ele estava dançando com outra mulher, então não sou só eu que já superou.
  - Oi, . Algum problema?
  - O que você está fazendo aqui e por que não está retornando minhas chamadas?
  Reviro os olhos.
  - Estou me divertindo, sabe. Também tenho o direito disso.
  - Mas por que não está me atendendo mais, porra?
  - Porque terminamos! Dá pra colocar isso da droga da sua cabeça?
  Vejo seus olhos virarem fogo, mas depois suavizar.
  - Mas, ... Eu ainda te amo.
  Suspiro.
  - Você voltou atrás outra vez noite passada. Você sempre está voltando atrás. Olha, , vou ser sincera... Eu realmente vou sentir falta de você começando as brigas e eu caindo e gritando que estava certa então você iria se esconder e encontrar a paz em algum disco indie que é muito mais legal que o meu. Mas eu estou lhe dizendo... Nós nunca, nunca, nunca vamos voltar. Tipo... Nunca. Acabou. Para sempre.
   da um passo para frente com uma fúria assassina em sua expressão.
  - ISSO NÃO ACABOU, PORRA!
  Então eu me revolto e grito:
  - NÓS NUNCA, NUNCA, NUNCA VAMOS VOLTAR. SERÁ QUE DA PRA SE TOCAR DISSO E ME DEIXAR NA MINHA MALDITA PAZ?
  Ele da mais um passo para frente e levanta a mão.
  Arregalo os olhos e dou um passo para trás. Ele vai me bater?
  Então pega a mão dele e puxa com força, o fazendo gritar:
  - MAS QUE MERDA, CARA?
  - Nunca se levanta a mão para uma mulher. Acho que você deveria saber que isso pode te levar pra cadeia.
   olha para .
  - E quem é você?
  - O encontro de .
  - E-encontro?
  - Quer que eu soletre? Sim, o encontro. E pode apostar que eu vou estar por perto dela daqui pra frente. Então é melhor você aceitar que ela está dizendo que vocês nunca vão voltar.
   suspira e balança a cabeça.
  - Mas... Ela... Eu quero voltar.
   revira os olhos. Sim, o tipo é louco, não sei como o namorei esse tempo todo e não percebi.
  - Sim. É apenas você que quer voltar, entenda isso de uma vez por todas.
   me olha com aquele olhar suplicante.
  - , é verdade? Você não me quer mais?
  - ... Você vai encontrar a sua outra metade. Só não sou eu. Eu já disse, nunca vamos voltar, mas você pode falar com meus amigos, com seus amigos e comigo.
   encolhe os ombros e sussurra:
  - Okay então.   E vai embora. Meu Deus... Que situação mais tensa. Espero que agora ele entenda de uma vez por todas, mas pela expressão dele... Acho que dessa vez vai.
  Respiro fundo.
  - Acho que agora ele não vai mais me incomodar com esse negocio de voltarmos.   - Você foi nobre em dizer que pode ser amiga dele. – nota.
  - É, né. – Respondo dando de ombros.
  - Sim, mas vamos mudar o astral disso, por favor. – diz.
  Sorrio ante a alegria dela.
  - Vamos dançar que agora fiquei a fim.
  - Vamos na frente. Daqui a uns minutos os meninos nos seguem.
  Aceno e vamos pra pista de dança, que está tocando , adoro essa música!
  Danço loucamente do lado de , me soltando, porque finalmente entendeu que nunca vamos voltar.
  Quando a música acaba, ajeito meu vestido preto e me viro para bater em um peito forte.
  - Desculpe... – Olho para cima, vejo que é e sorrio envergonhada. – Oi.
  - Oi. – Ele diz sério.
  - Você quis dizer o que... Quando falou pra que estaria do meu lado a partir de agora?
  - Eu disse... Que eu pretendo te pedir em namoro futuramente.
  - Ah é? E por que futuramente?
  - Porque você ainda não me disse o que é esse tal de trabalho manual que você adora fazer em parte de corpos masculina. É uma massagem?
  Seus olhos brilham enquanto tenta adivinhar.
  Droga... Será que eu conto? Ou ele vai me achar uma pervertida?
  Percebo que estamos parados numa pista de dança cheia de gente dançando (dã) música lenta.
   também parece perceber, pois ele me puxa pela cintura e começamos a dançar coladinhos. Merda, sinto meu corpo todo formigando perto dele.
  - Você ia falar o seu segredo, lembra? – Ele sussurra no meu ouvido.
  Estremeço e digo:
  - Bom... Eu quero algo em troca.
  - E o que seria?
  - Um... Beijo. – Eu tive a coragem de pedir isso! Um ponto para mim!
  - Isso eu posso dar. – Ele me aperta mais firme contra ele e eu posso sentir... OH MEU DEUS, eu posso sentir sua ereção na minha barriga.
  Começo a respirar rapidamente e decido virar minha sorte logo e contar o significa a frase, antes que eu pire com ele se pressionando assim contra mim.
  Inclino-me perto da sua orelha e sussurro:
  - Significa que eu adoro dar boquetes.
  Cara... Vejo seus olhos se arregalarem e sua respiração puxar, em seguida ele desce a sua mão para a minha bunda e me aperta mais contra sua ereção, que está tão dura...
  Eu me remexo, friccionando mais e escuto o seu gemido.
  - ? – Sussurro.
  - Hum? – Ele me encara com os olhos entrecortados.
  - E o meu beijo?
  Seus olhos se dilatam e ele puxa minha boca perto da dele.
  - Tem certeza? Eu não estou em condição de parar... Provavelmente eu te foderia aqui, se não tivesse tanta gente.
  Nossa... santinho é bom, mas com tesão e falando sujo é melhor ainda!
  Acho que tem razão em me dizer que eu sou uma pervertida, mas ser masoquista já é demais, afinal, eu terminei com .
  Não digo nada mais, apenas puxo a boca de na minha e sou envolvida com o seu gosto de homem e café.
  Gemo e tento me aproximar mais, só que é praticamente impossível eu estar mais colada a ele do que estou agora.
  Continuo o beijando e seriamente considero não parar de beija-lo nunca e minha respiração que se dane.
  Afastamos-nos ofegantes, e eu repiro fundo.
  - Céus, como você beija bem.
   ri roucamente e sussurra no meu ouvido:
  - Droga, como eu queria está em um quarto agora para poder te ter de quatro... Ou você prefere de joelhos?
  Engulo em seco.
  - Você nunca vai me deixar esquecer isso, né?
  Ele balança a cabeça.
  - Baby, você não precisa ter vergonha disso comigo. Eu adoro seu jeito de ser.
  Sorrio de leve.
  - Então... Você vai querer visitar meu quarto hoje?
  - Em uma excursão?
  - Claro, eu vou te apresentar a uns brinquedinhos... E a minha cama, sabe... Ela não é um ponto turístico, mas vale a pena conhecer.
  - Hum... Com você deitada nela, sem roupa, a minha espera, eu até posso considera-la o melhor ponto turístico do mundo, baby.
  Sorrio maliciosamente e rebolo ao redor.
  - Sabe o quê? Acho que o fato deu nunca voltar com , jamais me fez tão feliz.
  - E por que, bebê?
  - Porque quem precisa voltar com alguém quando de agora em diante estarei com você?
   sorri, me da um selinho e diz:
  - Então... Vamos voltar logo para os seus amigos que quando mais rápido sairmos daqui, mais rápido aproveitaremos a excursão, não?
  - M-mas você não vai ter... Você sabe... Nenhum problema em ir até lá com... – Balanço a minha mão perto das suas calças.
  Ele arqueia uma sobrancelha para mim.
  - Talvez. Mas melhor deixar você resolver isso no quarto com sua boquinha doce, não?
  Gruiu e digo:
  - Vamos logo acabar com isso antes que eu fique pior do que já estou.
  Ele acena com a cabeça e em seguida fomos encontrar os nossos amigos.
  Não vou dizer o que aconteceu depois, porque foi muito impróprio, você sabe.
  E vou logo dizendo para aqueles que torciam pro time e não pro time (Ta estranho esse nome) fiquem sabendo... Nós nunca, nunca, nunca vamos voltar a ficar juntos.

FIM



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