Na Balada Com The Maine
Escrito por Paula Pope | Revisado por Lelen
Eu estava ajeitando os últimos detalhes antes do show. Pois é, eu estou indo a um show do The Maine. E o melhor de tudo: eu coloquei o meu lado detetive em ação e descobri que vai rolar uma after party numa boate aqui da cidade. E eu vou, óbvio! Até parece que eu perderia a chance de encontrar com os meninos. Voltando ao assunto principal, eu estava usando um short jeans, all star e uma blusa com o logo da banda. Depois do show eu vou voltar para casa, tomar um banho na velocidade da luz e correr – não literalmente – para a boate.
- , vamos logo! – Essa é a minha mãe, ela vai me deixar na fila do show. Eu já tenho 21 anos, mas alguém tem que me levar até lá, não é?
- Tô indo, mãe. – disse enquanto dava uma última olhada no meu visual. Acho que está tudo certo.
Desci as escadas e minha mãe já me esperava na porta com as chaves do carro nas mãos. Dei-lhe um sorriso e passei por ela, indo em direção ao carro. Eu já tinha dito que iria a uma boate depois do show e que depois dormiria na casa de uma amiga minha, a . Na verdade, eu vou à boate sozinha, mas não sei que horas e se vou voltar para casa, então já é melhor me preparar para todos os futuros possíveis.
- Olha só, quando acabar o show me liga que eu venho te buscar. Cuide-se, meu bebê. – minha mãe disse enquanto eu saía do carro.
- Mãe, eu já tenho 21 anos, por favor!
- É, você tem 21 anos, mas enquanto morar debaixo do meu teto continuara sendo o meu bebê. Agora vai logo que essa fila está gigante.
E eu saí do carro. Ela tinha razão, a fila estava enorme. Tá, nem tanto, ainda faltavam horas para o show, mas eu ainda acho que está grande. Fui procurar , ela já estava na fila me esperando. A gente tirou na sorte quem iria para a fila primeiro, e a sorte estava do meu lado. Fui andando, e nada de acha-la. Eu já estava quase no início quando eu a vejo. De boa, ela era a terceira pessoa da fila. Eu amo a .
- ! – corri em sua direção de abraços abertos. – Eu já disse que te amo?
- Ui, que amor todo é esse? – me abraçando.
- Você chegou aqui que horas? Você é a terceira da fila, garota! Eu vou poder ficar de frente para o meu !
- Eu cheguei aqui já tem um tempo. E de nada por você poder ver o seu .
- Awn. Obrigada!
Ficamos na fila por mais algumas horas. Graças a Deus não estava chovendo, mas também não estava tão sol. Conversamos com algumas das outras garotas da fila. É impressionante a facilidade que as fãs têm de fazer amizade entre si. Eu amo isso.
De repente começou uma movimentação estranha. Ah, eu não acredito! A gente já vai entrar!
- Ah, eu não acredito. A gente já vai entrar. – disse , pulando de emoção.
Pois é, a gente tem essa ligação estranha. Quando eu penso em algo, ela verbaliza; quando ela pensa em algo, eu verbalizo. É útil às vezes.
- Por favor, preparem os ingressos para facilitar o nosso trabalho. – gritou um carinha lá. Eu logo fui tirando o meu ingresso de dentro do bolso do short.
Então a fila começou a andar, e as pessoas começaram a empurrar. Não entendo isso, a gente nem entrou ainda. Como eu era a terceira da fila, logo já estava correndo para dentro da casa de shows, em busca de um ótimo lugar em frente ao palco. Eu corria de mãos dadas – tarefa difícil, devo acrescentar – com . Demos umas voltas loucas pelo lugar e finalmente chegamos à pista. Foi nesse momento que eu corri ainda mais, tinha espaço na grade, então eu corri feito louca.
- Grade, eu te amo! – disse quando me agarrei a ela.
- Bom, agora chega a pior parte: esperar ainda mais.
Depois de alguns minutos começou a tocar uma setlist bem louca. Setlist essa que se repetiu umas vinte vezes. As pessoas começaram a empurrar, alguns passavam mal. A parada era bem tensa. Mas eu não largava a grade para nada, eu quero ver o meu , poder tocá-lo.
Várias horas se passaram, eu já estava cansada de ficar em pé e de ser amassada. De repente as luzes se apagam. A histeria tomou aquele lugar. Meu Deus, o show vai começar! The Maine entrou no palco. Um por um eles pegavam seus instrumentos e acenavam para a gente. Com todos em seus devidos lugares o show começou. Eu surtava cada vez mais a cada música. Enquanto umas me levavam à loucura, outras me levavam às lágrimas. Sorri, cantei, gritei, surtei e chorei. Foi um show completo. Um dos melhores da minha vida.
Pouco tempo – para mim – havia se passado, quando eles dizem que era a última música. Droga, eu quero o The Maine para sempre, na minha cama de preferência. O show foi encerrado e eu vi muitas garotas chorando. Eu estaria da mesma forma, se não tivesse os meus planos para o resto da noite. Fui andando calmamente para fora da casa de shows.
- Você vai mesmo atrás deles na boate, ? – disse , tirando-me de meus devaneios.
- Mas é claro que sim. Quando eu vou ter outra oportunidade como essa? – virei-me para encará-la, esperando por uma resposta, mas ela só deu de ombros. – E você deveria ir comigo. – acrescentei.
- Eu não. Nunca quis ser groupie. – disse rindo. Eu abri a boca, e a fitei de forma indignada. Como ela descobriu os meus planos? – O quê, você acha que eu não sabia dos seus planos? Poupe-me, .
Revirei os olhos e peguei meu celular. Disquei o número de casa. Chamou três vezes e então atenderam.
- Pai?
- Oi, minha filha. – bocejou.
- Avisa a mamãe que ela pode vir me buscar.
- Ah, sim. Claro. – ouvi ao fundo ele dar o recado a minha mãe. – Ela disse que em quinze minutos chega aí.
- Tudo bem. Tchau.
- Sua mãe já está vindo? – perguntou . Eu assenti. – Bom, eu tenho que ir.
Até outro dia. Ah, antes que eu me esqueça: juízo, e me conta tudo depois. – e foi andando em direção ao estacionamento.
Fiquei esperando minha mãe por uns vinte minutos. Quinze minutos, né? Aham, sei. Algumas pessoas ainda deixavam o lugar. Havia um grupo de garotas rindo e falando alto demais.
- Vocês viram o jeito que o ficou me olhando? – disse uma loira, branquela e seca. – Ele só não me chamou para ir ao camarim porque eu não dei confiança. – deu uma risada anasalada. Bufei enquanto revirava os olhos. Não, meu bem, ele só não te chamou para ir ao camarim, porque além de você ser feito um pedaço de madeira, ele estava caindo de bêbado. Idiota!
- , vamos! – minha mãe gritava e buzinava. Dei uma última olhada na direção daquelas garotas e fui para o carro. Mal sabiam elas que eu sei onde os meninos estarão daqui algumas horas. – Você estava no mundo da lua? – minha mãe disse quando eu entrei no carro. Apenas sorri em sua direção e encarei a paisagem pela janela do passageiro.
Chegamos em casa e eu corri para o meu quarto. Tirei a roupa suada do show e corri para o banheiro. Tomei um banho rápido e saí enrolada na toalha. Minha roupa já estava separada em cima da cama: um vestido vermelho, e um scarpin preto. Clássico, mas bem sexy. Vesti-me, passei a maquiagem, peguei minha bolsa e deixei o meu quarto. Desci as escadas e fui em direção à sala. Meus pais estavam vendo algum programa de tevê que eu não sei o nome. Só sei que tinham umas duas pessoas dançando pra lá e pra cá.
- Mãe, pai, eu já estou saindo. Eu vou dormir na casa da , então não esperem por mim acordados. Qualquer coisa é só me ligar. – e sai antes que eles pudessem dizer algo que me impedisse de ir.
Peguei um táxi que me deixou na frente da boate mais badalada da cidade. Como eu sou uma pessoa com bons contatos, eu consegui um passe VIP para entrar. Enquanto as pessoas faziam fila, eu andei direto até o segurança e disse o meu nome. Ele checou se eu estava na lista e me deu uma pulseirinha e uma bela secada. Fazer o que? Sou gostosa mesmo! Dei um sorriso em sua direção e adentrei o local. Era escuro, mas tinha umas luzes que piscavam de vez em quando, fazendo que o lugar não fosse sombrio. O bar estava cheio de gente, assim como a pista de dança. Avistei um banquinho vazio no bar e fui me sentar lá.
- Uma caipirinha, por favor. – pedi ao barman, que me deu um sorriso malicioso e foi preparar o meu drink. Ser bonita cansa. Tá, parei. Esquadrilhei o local com os olhos à procura de um deles. Encontrei-os na área VIP. Tá, nem todos, mas alguns. , e... ? O que ele estava fazendo aqui? Eu, hein! e provavelmente estavam com alguma menininha por aí. Agora é só bolar um plano para poder ir lá falar com eles.
- Aqui seu drink. – disse o barman, chamando minha atenção. Virei-me para ele e sorri agradecendo. – Se precisar de mim para mais alguma coisa, é só falar.
- Obrigada, mas eu só quero isso agora. – eu que não ia dar uma total negativa para o cara, vai que eu não consigo chegar no The Maine! Ele sorriu e voltou ao seu trabalho.
Eu estava distraída encarando a pista de dança. Eu já havia visto e , e como eu já imaginava estavam bêbados, mas para minha surpresa o estava sozinho. Pois é, o mundo dá voltas. Senti uma pessoa sentar-se ao meu lado. Virei para poder ver quem era e oh meu Deus, era o . E mais, ele sorria para mim. Devolvi o sorriso, é claro. Esperei que ele dissesse algo, coisa que ele fez logo em seguida.
- Oi, meu nome é e os meus amigos ali – apontou para a área VIP onde estavam e – me desafiaram a vir até o bar e falar com alguém. Qual é o seu nome?
- Oi, meu nome é e eu sei quem você é. – disse com um sorriso tímido. Seu rosto antes divertido e simpático agora demonstrava confusão. Droga, eu já estraguei tudo. – É que eu sou fã da sua banda.
- Sério? – ele pareceu realmente surpreso. Apenas concordei com a cabeça. – Não me entenda mal, é que você não é como as outras fãs, que logo que nos veem surtam, gritam e arrumam escândalo. Elas são loucas.
Ri de sua conclusão. Bom, pelo menos ele não me acha louca.
- Eu sei ser discreta quando quero. – disse e dei um gole na minha bebida. Ficamos conversando por um tempo, e se mostrou uma pessoa muito legal. É claro que eu já sabia disso, mas é sempre melhor ter certeza por si só. Passaram-se uns vinte minutos desde que ele chegara ao bar quando do nada ele me pergunta se eu não quero subir e conhecer o resto do pessoal.
- Você tem certeza? – perguntei meio em dúvida. Meu Deus, tudo estava ocorrendo bem melhor do que eu esperava. Respira, . Não surta.
- Claro! – disse como se fosse uma coisa óbvia. – Você é muito legal, eles vão te adorar. – terminou de dizer com o sorriso mais fofo do mundo estampado no rosto. Eu já disse que eu amo o ? Não? Então gente, eu amo demais o .
Ele me estendeu a mão e eu peguei. me ajudou a descer do banco e subir as escadas – eu estava de salto, tá bom? Chegamos à mesa onde os outros caras estavam. Eles tinham um sorriso nada puritano no rosto e eu fiquei imaginando o porquê. Ah, sim. Eu estava de mãos dadas com o , e eles o desafiaram a falar com alguém, então eles devem achar que eu vou dormir com o ele. Bom, se ele quiser, estamos aí para isso, mas não é nada assim.
- , , essa é a ... – olhou-me, esperando que eu completasse.
- . – sorri. – . – então eu percebi que eles me olhavam dos pés a cabeça. É sempre bom você saber que é desejada e tal, ser avaliada por olhos masculinos. Mas quando esses olhos masculinos são de seus ídolos, isso pode ser bem constrangedor. Senti que meu rosto inteiro ficara vermelho.
- Então, gente. Ela tem 21 anos e estava no show de hoje. – disse, percebendo o meu desconforto. Awn, gente, eu quero um para mim.
- Então você é uma fã? – perguntou-me . E isso foi o bastante para começarmos uma conversa animada sobre a banda. Havia uma hora que eu estava sentada na mesa conversando com os meninos. Eles são super fofos e não me deixaram mais sem graça depois daquela secada. chegou à mesa depois de um tempo, estava meio bêbado, mas dava para conversar. Eu estava conversando com todos, coisa que toda fã quer. O meu objeto de desejo ainda não tinha dado o ar da graça. Até agora. Como se fosse invocado, aparece na mesa. Ele estava bêbado, porém ainda meio lúcido. Estranho, eu sei.
- Vejo que vocês conseguiram companhia! – disse de forma embolada. – Meu nome é ! – disse olhando diretamente para mim. Eu travei, é sério! Quando você tem aqueles olhos lindos te encarando tão profundamente, mesmo que de uma forma bêbada, você não consegue responder. Ele continuou me olhando, esperando uma resposta. Respirei fundo e respondi.
- , prazer.
- O prazer é todo meu. – disse todo malicioso. Ui, o prazer é todo dele. Veremos!
Um silêncio meio estranho se instalou no local. Eu acabei de receber uma cantada do , ! Respira, .
- Alguém quer dançar? – perguntei. Olhei no rosto de cada um e vi que a ideia de dançar não era muito convidativa para alguns.
- Ué, ninguém quer dançar com a garota não? – disse . Não houve resposta, então ele me puxou da cadeira e me arrastou para a pista de dança. Eu amo homens com iniciativa, mesmo quando estão bêbados.
Chegamos na pista de dança e tocava uma música bem animada. Óbvio, né? Tá na pista de dança de uma boate queria que tocasse o quê? Roberto Carlos? Para quem não sabe, Roberto Carlos é um cantor de brega no Brasil. Eu digo que é brega, minha mãe diz que é música romântica, ela é apaixonada por ele. Voltando ao assunto principal: eu e dançando. Paramos no meio da pista de dança, que já não estava tão cheia como na hora em que eu cheguei. Eu olhei em seu rosto e vi que ele encarava meus peitos. Revirei os olhos enquanto ria. Ele me olhou confuso, juntando as sobrancelhas. Sorri de forma maliciosa e virei de costas para ele. Hora de começar com o meu plano de groupie. Comecei a rebolar de forma bem sensual e passando as minhas mãos pelo meu corpo. Desci até o chão e voltei novamente. Com esses movimentos, eu consegui atrair alguns olhares maliciosos, inclusive o de . Virei-me para olhá-lo e vi que ele olhava a minha bunda. Quando viu que eu o olhava, veio na minha direção, puxando-me pela cintura. Eu o empurrei de leve e balancei o dedo de forma negativa. Ele mordeu os lábios, mas ficou onde estava. Cheguei perto dele e passei meus braços pelos seus ombros e depositei um beijo em seu pescoço. ficou arrepiado com o meu toque e eu sorri vitoriosa. Quando ele foi me dar um beijo, eu virei de costas. Não estava disposta a entregar o jogo tão cedo, mesmo querendo que isso acabasse logo. Com o meu corpo colado ao dele pude sentir sua excitação. Desci até o chão e subi novamente, bem devagar. não aguentou e me puxou pela cintura, encaixando nossos corpos. Desisto de brincar, vamos agir. Ele beijou meu pescoço e depois deu uma mordida. Eu mordia o meu lábio inferior de desejo. Virei-me de frente para ele, e passei meus braços pelo seu pescoço. Suas mãos apertaram ainda mais a minha cintura, eliminado todo o espaço existente entre nós dois. Ele aproximou o seu rosto lentamente do meu e eu pude sentir sua respiração quente em minha boca. Umedeci meus lábios, antes que fizesse com que os nossos se encontrassem. me olhou nos olhos profundamente antes de selar nossos lábios pela primeira vez. Quando nossos lábios se encontraram eu senti um turbilhão de sentimentos. A língua de pedia passagem e eu a cedi instantaneamente. Não é todo dia que o do The Maine te beija, então vamos aproveitar. Nossas línguas exploravam a boca do outro, e com o passar do tempo o beijo foi ganhando mais desejo. Suas mãos da minha cintura foram para a minha bunda, apertando-a. Minhas mãos que estavam em seu pescoço foram descendo, até pararem por debaixo de sua blusa. Quando eu já não aguentava mais não respirar, quebrei o beijo, mas seus lábios não deixaram minha pele. começou a beijar, mordiscar e dar chupões – que deixarão marcas, aposto – em meu pescoço. Minhas mãos subiram para sua nuca, e eu puxava seus cabelos com força. Foi quando eu soltei um gemido baixo que eu retomei a consciência. Nós estávamos no maior amasso na pista de dança de uma boate. Imagino a cena!
- . – chamei-o. Nada. – ! – falei um pouco mais alto.
- Diga. – me olhou com um sorriso maroto no rosto. Perdi a fala, então ele voltou a encostar seus lábios nos meus. Correspondi o beijo, mas eu não estava tão absorta quanto da última vez. Puxei seus cabelos para que ele descolasse nossos lábios. Ele me olho confuso, porém dessa vez não voltou a me beijar e encostou sua testa na minha.
- A gente estava quase fazendo sexo na pista de dança da boate! – disse. levantou a cabeça e olhou ao redor. Eu fiz o mesmo e vi que algumas pessoas nos olhavam. Inclusive , , e . Estes tinham um sorriso sacana no rosto.
- Merda, eu tinha me esquecido. – e voltou a olhar para mim. Ficou me encarando por um tempo, pensando em algo, não sei o que era, mas estava prestes a descobrir. – Que tal a gente sair daqui?
Minha primeira reação foi choque. está me chamando para sair da boate com ele? A segunda foi uma sensação de vitória. Eu havia conseguido o que tanto almejava. Ah, o poder de sedução feminino é demais! Ele me olhava ansioso, esperando a resposta. Sorri de forma bem pervertida e vi que ele suspirou aliviado.
- E para onde iríamos?
- Para o meu quarto no hotel. É bem pertinho daqui. A não ser que você queira ir para sua casa. – ele disse. Meu pensamento voou para os meus pais sentados na sala assistindo televisão e eu chegando com o em casa e subindo para o meu quarto. Balancei a cabeça, procurando tirar essa imagem terrível da minha mente.
- Vamos para o seu hotel. – respondi.
Sendo assim, me puxou para fora da pista de dança e me levou de volta para a área VIP. Chegamos perto da mesa dos meninos, que agora estavam sentados, afinal o show que a gente deu já havia acabado.
- Bom, eu já vou indo. – disse . – Podem ficar com o carro, eu pego um táxi.
- Tchau, gente. Até o próximo show. – disse. Os outros caras nem me responderam direito e já ia me puxando para longe dali. Que pressa, eu hein!
- , espera! – ouvi me gritando. Virei-me para ele e via que ele corria ao meu encontro. – Toma, esse aqui é o meu telefone. Qualquer coisa me liga.
- Obrigada. – sorri verdadeiramente. Soltei a mão de e dei um abraço em . Há quem diga que ele me deu o telefone porque queria me pegar, mas eu nego. O é um ser adorável e ele é meu amigo!
Andei até que me esperava impacientemente. Isso é o que acontece em turnê, as pessoas ficam longe de casa, longe das namoradas e longe de sexo. Se bem que o não tem namorada, mesmo assim, falta de sexo!
Sorri para ele e ele sorriu de volta. Pegou minha mão e fomos andando até a frente da boate. Para nossa sorte tinha um táxi vazio ali. Entramos e disse o endereço do hotel que não era muito longe dali.
Hora de brincar com mais um pouco. Estávamos sentados no banco traseiro, então eu coloquei a minha mão sobre a perna dele e fui subindo bem devagar. Ele me olhou em dúvida e eu sorri maliciosamente em resposta. mordeu o lábio inferior, esperando pelo o que vinha. Eu não podia fazer muita coisa, afinal, o motorista estava ali para atrapalhar, mas eu o deixaria descontrolado. Subi minha mão até chegar ao seu membro, que massageei por sobre a calça. soltou um gemido baixo que me fez tirar a mão dali rapidamente e encarar o motorista pelo retrovisor. Eu tentei, mas não consegui segurar e comecei a rir dentro do carro. O motorista devia me achar uma maluca pervertida, mas quem liga?
Chegamos ao hotel e pagou pela corrida. Esperei por ele fora do táxi, mas ele ainda não havia descido. Abaixei-me e olhei dentro do carro. me olhava de um jeito meio desesperado.
- O que foi? – perguntei.
- Eu não posso sair do carro desse jeito. – cochichou. Oh meu Deus, olha o que eu fiz com o garoto! Segurei a gargalhada que se seguia, respirei fundo e disse.
- Vem, eu dou um jeito. – ele me olhou em dúvida. – Vem logo, !
desceu do carro e ficou me olhando, esperando pela minha solução. Eu o fiz passar as mãos pela minha cintura e me abraçar por trás. Desse jeito eu podia sentir sua ereção. Segurei mais um risada e fui em direção à porta do hotel.
- Boa noite. A chave do quarto 1405, por favor. – disse ao recepcionista.
- Aqui. – entregou a chave. O recepcionista ficou me encarando de uma forma estranha, mas eu apenas sorri.
Entramos no elevador e soltou minha cintura, mas logo veio para cima de mim, dando beijos em meu pescoço. Minhas mãos foram para sua nuca e aos poucos eu perdia o controle. Nossas respirações já estavam aceleradas quando o elevador parou. Olhei o número do andar e sorri: 14°.
- Chegamos. – disse, chamando a atenção de . Ele pegou minha mão e me puxou para fora do elevador com certa urgência. Paramos em frente ao quarto 1405. A porta foi aberta e num piscar de olhos eu já estava encostada na porta do lado de dentro. não me deixou nem ao menos respirar e já estava me beijando. É isso o que dá ficar atiçando homens! Sua língua pedia passagem que foi facilmente cedida. Eu ansiava por aquilo tanto quanto ele. Nossas mãos, antes desinibidas, agora exploravam o corpo um do outro sem pudor nenhum. Subi minhas mãos para seu ombro e aos poucos tirei o casaco que ele vestia. Voltei minhas mãos para o sua nuca, puxando seus cabelos. As mãos de procuravam pelo zíper do meu vestido. Encontrou-o na lateral direita. Desceu o zíper lentamente, como se o fizesse para me retirar. afastou-se um pouco de mim para poder me olhar. Eu senti como se vários pedaços meus fossem arrancados de meu corpo pela intensidade do seu olhar. Ele voltou a me olhar nos olhos e em nos seus eu vi pura luxúria. Aquilo me levou a loucura, então eu fui ao seu encontro. Parei a centímetros de seu rosto. Olhei dentro dos seus olhos e ele olhava dentro dos meus. Eu senti algo muito estranho nesse momento. colocou as duas mãos no meu rosto e me beijou da forma mais delicada possível. Esse beijo foi diferente. Foi calmo, delicado, gostoso. Vagarosamente, me empurrou para a cama, ficando sobre mim. Minhas mãos foram para a barra de sua camisa, subindo-a. Partimos o beijo para que aquela peça indesejada fosse retirada. Joguei sua camisa o mais longe o possível. Minhas mãos desceram arranhando suas costas fazendo-o gemer no meu ouvido. Logo depois, mordeu o lóbulo da minha orelha. Droga, ele ainda tinha muitas peças de roupa. Tratei logo de me livrar de sua calça jeans. Finalmente! Seus beijos foram para minha boca. Depois fizeram um caminho pelo meu queixo, pescoço, colo e enfim seios. Suas mãos hábeis foram abrir o fecho do meu sutiã que voou longe em questões de segundos. então começou a mordiscar meus seios, fazendo-me gemer alto. Será que essas paredes têm proteção sonora? Espero que sim! Aos poucos os beijos desceram dos meus seios para minha barriga, enquanto sua mão brincava com o elástico da minha calcinha. Ele foi descendo a última peça que me restava aos poucos. Quando eu me vi livre dela, suas mãos foram para o meu clitóris, fazendo movimentos circulares que me levavam à loucura. Meus gemidos antes altos agora eram escandalosos.
- Calma, querida. Você quer que alguém além de mim escute isso? – perguntou, mas não me deixou responder. Calou-me com um beijo.
Inverti as posições ficando por cima. Olhei-o de forma desafiadora e depois o beijei. Fiz como ele. Fui aos poucos descendo os beijos até chegar a seu abdômen. Baixei sua cueca devagar, libertando aos poucos seu membro já ereto e pulsante. Livrei-me de sua cueca de uma vez e fui tortura-lo. Coloquei uma das minhas mãos na base de seu pênis e comecei a fazer movimentos de vai e vem vagarosamente. gemia em reprovação, mas quem disse que eu me importava. Aumentei a velocidade dos meus movimentos só para depois diminuir e vê-lo pedir por mais de novo. Não aguentando mais, inverteu nossas posições, pegou em sua calça um preservativo. Jogou-o para mim. Sentei-me, peguei a camisinha e vesti em seu membro. Devidamente protegidos, se deitou sobre mim, me deu um beijo e sem aviso prévio me penetrou. Gememos em sincronia. começou com movimentos lentos, mas nem eu e nem ele aguentaríamos isso por muito tempo. Sendo assim, os movimentos foram acelerando gradativamente. Cravei minhas unhas em sua nuca quando ele me penetrou mais forte e soltei um gemido. mordia meu ombro, numa tentativa inútil de calar os seus. Algumas investidas depois e eu cheguei ao meu orgasmo. Vendo isso, voltou a me beijar, tentando me animar. Ele ainda não havia chegado ao dele. Fiquei por cima, para ajuda-lo com os movimentos e ele logo chegou ao seu orgasmo. Caí ao seu lado, exausta! Essa foi a melhor transa da minha vida.
Virei-me para encarar e ele tinha um sorriso estampado em seu rosto. Um sorriso meio bêbado, mas mesmo assim um sorriso. Sorri da mesma forma. O porquê eu não sei, só sei que deu vontade. Ele se aproximou de mim e me deu um selinho. Depois puxou o cobertor e cobriu nossos corpos ainda nus, mas antes de cair no sono, me abraçou. Achei aquilo meio estranho, mas mesmo assim fofo. Então ficamos abraçados até o sono chegar.
Acordei com a claridade incomodando os meus olhos. Onde eu estava? Virei na cama e dei de cara com uma pessoa de costas. Eu conheço essas costas... E foi assim que a noite de ontem atingiu em cheio minha mente. Eu não acredito que isso realmente aconteceu! Abri um sorriso involuntário. Nossa, . Isso é sério? Levantei-me devagar e fui em direção ao banheiro, mas antes tive que dar uma conferida. Nossa, e não é que ele é bem dotado? Fui ao banheiro na ponta dos pés. Tomei um banho igual ao The Flash, catei minhas roupas espalhadas por ali e as vesti. Sai dali antes que ele acordasse. Não queria ter que lidar com toda essa complicação do dia seguinte. Foi coisa de uma noite, sem sentimento. Bom, é isso o que eu prefiro pensar. Peguei o elevador e sai do hotel. Olhei para cima, encarando o sol. Pois é, vamos voltar para o mundo real. O mundo onde você não dormiu com o seu ídolo maior e o mundo onde você não o deixou sozinho na cama.

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