Na Balada Com The Maine - Parte II
Escrito por Paula Pope | Revisado por Lelen
- Até hoje eu não acredito que você fez aquilo. – dizia pela quinquagésima vez enquanto me ajudava a empacotar as últimas coisas no meu quarto. Eu estava me mudando para o Estado do Arizona por causa do trabalho.
- Ah, pelo amor de Deus, ! Eu já te disse: eu fui à boate, conheci os meninos, fiquei com o e depois fui para a sua casa. – e revirei os olhos. Fazia oito meses desde o último show do The Maine na minha cidade, Cortez, no Colorado. Depois que eu saí do hotel eu fui direto para a casa de . Contei a ela tudo o que aconteceu e ela ficou sem fala por uns dez minutos. Foi uma cena engraçada.
- E o que você vai fazer se eles te virem no show? – perguntou-me . Ah, eu me esqueci de dizer que daqui a dois dias haveria outro show da banda na minha cidade. Pois é, coincidência do destino.
- Se eles me virem, ótimo! Tem muito tempo que eu não falo com eles de qualquer jeito. Se não virem... Eu me faço ser notada. – disse com um sorriso no canto dos lábios.
- Eu tenho medo de você, . – e riu.
- Tá, cala a boca e me ajuda a levar essa caixa lá para baixo.
Passei o dia inteiro guardando os meus pertences em caixas e levando-as para garagem. Eu tinha alugado um caminhão de mudança e dirigiria de Cortez até Tempe. Pois é, eu sou corajosa.
Já era noite e eu me deitei completamente exausta na minha cama. Tudo em mim doía, até o simples ato de respirar me causava dor. Caí no sono rapidamente. Acordei no outro dia, por volta das duas da tarde – sim, sou preguiçosa mesmo! Fiz minha higiene matinal e desci para falar com os meus pais. Minha mãe levou de boa o fato de eu estar me mudando, ela até me incentivou! Disse que eu já tinha 21 anos e que já passara da hora de eu ir morar sozinha. Ela é louca. Meu pai quem não gostou. Segundo ele eu não saberia sobreviver sozinha, ainda mais em outro Estado. Sinto que aqui em casa os papéis de mãe e pai são invertidos...
- Boa tarde, minha filha! – disse minha mãe assim que me viu entrar na sala. – Animada para a mudança?
- Cruzes, mãe! Até parece que a senhora quer me ver fora de casa o mais rápido possível! – disse revirando os olhos.
- E eu quero! Como você vai arrumar um namorado debaixo do teto dos seus pais? – e ficou me encarando. Eu que não ia responder. Peguei uma maçã e saí da cozinha.
- Estou indo para a casa da ! – avisei enquanto passava pela porta.
Peguei meu carro e dirigi até a casa de minha amiga. Ela morava sozinha num apartamento no centro da cidade. Não era muito longe da minha casa, mas eu não tenho coragem e nem vontade de ir a pé até lá!
Toquei o interfone e esperei que ela atendesse:
- Oi, , abre a porta para mim! – gritei assim que a ouvi dizer ‘alô’ do outro lado da linha.
- E quem é você?
- , meu bem! – e bufei.
- Está mais para ‘a garota que deu para ’. – riu e abriu a porta. Ela desligou antes que eu pudesse lhe dar uma resposta bem espirituosa.
Subi as escadas calmamente. Cheguei em seu andar, nem me preocupei em bater na porta, saí entrando. estava sentada no sofá assistindo TV.
- , meu amor! – disse quando me joguei ao seu lado.
- Ah, eu achei que eu era a garota que deu para ! – respondi sarcasticamente.
- Você é, mas você ainda é o meu amor! – e jogou os braços ao meu redor para um abraço. Ri de suas babaquices e a abracei de volta. Era impossível ficar estressada com essa garota.
- Mas então, você tem certeza que você não vai ao show comigo? – fiz carinha do gatinho do ‘Shrek’.
- Eu não posso, eu tenho que trabalhar no dia seguinte. – disse com pesar. – E mais, eu não quero tirar o de você. – e deu um sorriso malicioso.
- Você é ridícula! – disse rindo enquanto me levantava. – O que tem para comer? – gritei já da cozinha.
Fiquei no apartamento de por mais algumas horas, até que resolvi voltar para casa. Amanhã é o grande dia! Não, eu não vou me casar. É o show do The Maine, mesmo.
Acordei elétrica no dia seguinte. Dessa vez eu não tinha planos de ir a boates atrás deles, quero só curtir o show. Levantei da cama e tomei um banho. Vesti minha roupa e vi que eram três horas da tarde! Droga, eu tenho que ir para a fila! Troquei de roupa na velocidade da luz. Vesti um short de cintura alta, uma blusa escrito ‘The Maine’ – meio óbvio, não? Mas ela é linda! – e o meu all star. Peguei meu celular, documentos e ingresso e desci as escadas em disparada para a sala.
- Mãããããããe! Você pode me levar para a fila do show?
- Hã? O quê? – disse. Ela estava dormindo! Vê se pode isso.
- É que eu tô atrasada e preciso ir para a fila do show. Eu dormi demais, quando vi já eram três horas e eu preciso que você me deixe lá. – tagarelava.
- Tá, tá, garota chata. – enquanto levantava do sofá. – Vai comer alguma coisa que eu te levo!
Fui para a cozinha e preparei um sanduíche natural. Devorei aquilo em questão de segundos. Sai correndo em direção à garagem e fiquei esperando minha mãe no carro. Ai, meu Deus, eu não acredito que eu não vou ficar de frente para o palco! Minha mãe veio andando feito uma lesma só para me irritar, aposto!
- Se cuida e quando terminar o show me liga, meu bebê! – revirei os olhos enquanto ela parava o carro em frente à casa de shows. Ela ainda tinha a mania de me chamar de bebê. Não vejo a hora de sair de casa.
- Tudo bem, mãe. – disse e fui correndo para a fila. Fiquei horas e mais horas esperando pela a abertura do portão. Depois que o portão foi aberto, fiquei mais algumas horas esperando pelo show. Todo esse tempo esperando é mais cansativo que o show em si, ainda mais quando você está sozinha. Aos poucos eu fui me infiltrando entre as outras pessoas e quando eu vi já estava na grade! Ai, ai, o que me aguarde. Sorri maliciosamente enquanto me lembrava da última vez que o tinha visto.
As luzes se apagaram e eu comecei a gritar. Eles foram entrando e assumindo seus postos. E o estava na minha frente. Na metade do show o me viu e deu um sorriso, que claro, foi correspondido. As meninas do meu lado ficaram olhando do para mim de forma confusa. Eu apenas ri e dei de ombros. Eles anunciaram que a próxima música seria a última e a plateia disse “Não” em uníssono. Cantaram e saíram do palco. Alguns minutos depois, o The Maine retornou ao palco, cantou mais três músicas e foram realmente embora.
Eu estava saindo de perto do palco quando eu sinto cutucarem o meu ombro esquerdo. Quando olho para trás, tem um cara gigante me encarando com um semblante sério. “Oh, meu Deus, o que foi que eu fiz?” pensei.
- Pois não? – disse enquanto sorria tímida em sua direção.
- Você foi convidada a ir ao camarim. – disse apenas. Eu não estava entendendo nada.
- Hã? O quê? Quem?– perguntei confusa.
- Os rapazes da banda. – disse como se fosse uma coisa óbvia.
- O que têm eles? – perguntei. Meu raciocínio estava meio lento. Ele bufou e revirou os olhos.
- Os rapazes da banda te chamaram para ir ao camarim. – disse bem devagar para que eu pudesse entender.
- Ah, sim. Claro. – disse como se eu tivesse entendido desde o início. Pois é, alguém lá em cima está do meu lado. Nem planos de stalker eu tinha feito e encontraria com eles de qualquer jeito.
Fui andando na direção que o segurança vulgo “porta de incêndio” me indicou. Eu mal podia esperar para vê-los outra vez. Será que o vai se lembrar de mim? Hm, acho que não. Ele estava muito bêbado naquele dia, mas ele até que estava bem sóbrio para algumas coisas... Ah, sei lá! Abri a porta do camarim e coloquei só a cabeça para dentro. Nesse momento todos pararam o que faziam e olharam para minha cara. Eu corei instantaneamente e terminei de entrar na sala. Logo em seguida, sorriu e abriu os braços enquanto vinha em minha direção para me abraçar. Eu já disse que eu amo o ? Eu acho quem sim, mas mesmo assim: Eu amo o ! Abracei-o apertado. Não sei como, mas eu senti falta dele. mal me soltou e já me puxou para um abraço. Em seguida fui abraçada por e depois . estava de longe olhando aquela cena, meio confuso.
- Oi. – acenou e deu um sorriso de lado. Oh, meu Deus, esse sorriso não! Eu ainda estou viva? Pelo visto ele não lembra mesmo de mim. É melhor desse jeito.
- Oi. – respondi balançando a cabeça negativamente e olhei para baixo. Levantei minha cabeça e vi que me encarava. Ele riu e deu de ombros.
- E aí, como vai a vida? – disse dando dois tapinhas no lugar vago do sofá ao seu lado. Sentei-me ali.
- Tá tudo dando certo. E a turnê de vocês? – perguntei. Bastou que eu dissesse isso para que eles começassem a falar como matracas. Ficamos alguns bons minutos conversando e rindo das suas histórias de turnê. Nesse meio tempo em que a gente ficou conversando, quase não falava. Apenas bebia e observava, mas eu pude perceber seus olhares furtivos em minha direção. Como eu percebi isso? Eu também olhava para ele, mas de forma discreta.
- E aí, agora que a tá aqui a gente pode ir? – disse.
- Ir aonde? – perguntei.
- Na pizzaria. – respondeu com seu sorriso ponta orelha. – Nem adianta reclamar porque você vai! – disse quando eu abri a boca para contestar.
- É né, fazer o quê? – Ninguém quer comer pizza com o The Maine... Sendo assim, saímos da casa de shows e fomos para Domino’s Pizza.
- Eu não sei como vocês conseguem comer tanto assim sem passar mal. – disse quando eles terminaram com a sétima pizza. Na verdade eu iria dizer ‘comer tanto assim e ainda serem gostosos’, mas eu não queria me expor demais. Mas realmente eu estava assustada com a quantidade de comida que eles tinham ingerido. O sempre bêbado já estava melhor, mais sóbrio.
- Vamos logo para a boate. – disse enquanto se levantava.
- Ah, – dizia enquanto passava a mão pela barriga. – eu acho que estou passando mal.
- Ah, então vamos . Eu te deixo no hotel, mas no caminho a gente passa numa farmácia. – e levantei.
- Não, você vai com a gente. – disse olhando para mim. Eu congelei. E agora?
- M-mas e o ? – droga, eu gaguejei!
- O já é grandinho. Ele se vira sozinho. – e deu de ombros. Eu olhei para o esperando que ele dissesse alguma coisa para me ajudar, mas nada!
- Pode ir, . O está certo, eu me viro sozinho. – disse e fez ‘joinha’. Eu ainda mato esse .
- Tudo bem. – disse indiferente. – Tchau, . Melhoras. – dei um beijo em seu rosto, enquanto o abraçava.
- Qualquer coisa me liga. – disse baixo para que só eu escutasse. Dei um sorriso e fui em direção a van.
- Eu vou com vocês, mas antes eu tenho que passar em casa. – disse quando já estava dentro da van. Olhei para , que estava dirigindo, com as sobrancelhas arqueadas esperando sua resposta. Ele apenas deu de ombros.
A van parou na calçada da minha casa, eu disse que não demorava muito e desci. Quando eu entrei em casa, subi as escadas em disparada para o meu quarto. Tomei um banho rápido e fui escolher um vestido. Optei por usar um vestido preto de uma alça só que batia um pouco acima dos joelhos. Calcei um scarpin nude e peguei minha bolsa também preta, coloquei meu celular e documentos dentro e desci as escadas. Graças a Deus meus pais estavam dormindo, o que me poupou alguns minutos de explicações enroladas. Sai de casa, tranquei a porta e fui em direção a van. Entrei no lado do passageiro e olhei para . Vi que ele me deu uma bela secada, demorando-se um pouco nas minhas pernas expostas. Cocei a garganta, chamando sua atenção. rapidamente olhou para frente e deu a partida no carro. Eu apenas ri. Homens!
Estávamos na boate já fazia umas três horas. A maioria já estava bêbada. Quando eu digo ‘a maioria’ eu me refiro a e . Eu estava sentada na mesa com e .
- , a gente já vai. – disse .
- Ah, claro. Eu vou chamar os meninos. – dei um último gole na minha bebida e já ia me levantando.
- Não, pode ficar aí. – disse . – Você se importa de leva-los para o hotel depois?
Porque eles estavam me pedindo isso? Tá, né.
- Tudo bem. Eu levo sim. – Eles deram um sorriso e fizeram o mesmo gesto que o havia feito. Um ‘joinha’. Suspeito, não?! Eles levantaram e foram embora. Levantei-me e fui ao bar. Peguei mais uma bebida e me sentei em um dos banquinhos. Olhei a pista de dança procurando as duas malas que me foram encarregadas. Eles estavam além de bêbados. Se for para tomar conta de dois bêbados eu prefiro que sejam três, eu só não preciso estar no mesmo nível que eles. Eu gosto de me lembrar das coisas que aconteceram no dia anterior, sabe... Olhei para na pista de dança e vi que ele me encarava de volta. Quando viu que eu o olhava, tentou disfarçar.
- Idiota. – disse revirando os olhos. Terminei minha bebida e pedi outra, logo em seguida fui para pista de dança.
Comecei a dançar ainda segurando meu copo. Eu mexia meu corpo de acordo com a música, o que atraia muitos olhares do sexo oposto. E do mesmo também. Eu sei que eu sou gostosa. Humildade, cadê você? Terminei de beber o conteúdo do copo e o larguei em qualquer canto. Voltei a dançar no ritmo da música, mas não antes de encarar . Sorri de lado em sua direção e voltei a me concentrar nos meus movimentos. Dancei por mais alguns minutos quando senti alguém se aproximar e parar ao meu lado. Abri os olhos e encarei a pessoa. Decepcionei-me um pouco. Eu achava que poderia ser o .
- Oi, meu nome é Adam. – disse sorrindo. Até que o sorriso dele era bonito. Automaticamente sorri de volta. – E o seu?
- . – e ele deu dois beijos na minha bochecha. Afastei-me um pouco para poder observá-lo direito. Adam era alto, magro e cheio de tatuagens. Bem parecido com alguém que eu conheço. Pude ver que um pouco atrás de Adam, me encarava com um olhar no mínimo irritado. O que deu nele? Cheguei mais perto de Adam, só para ver a reação dele. deu um último gole em sua cerveja e veio em nossa direção. E agora?
- Oi, amor. – disse quando chegou perto o bastante para que pudéssemos ouvi-lo. Passou um braço pela minha cintura e encarou Adam. – Ele está te incomodando?
- Não. – respondi simplesmente.
- É, a gente só estava conversando. – disse Adam inocentemente.
- Que bom! – disse com um sorriso cínico. – Meu nome é , namorado da . – e estendeu a mão para que Adam a apertasse. Qual era o problema dele?
- Ah... Meu nome é Adam. Então, , a gente se esbarra por aí. – e foi para o bar.
- Qual o seu problema, ? O que foi isso? Você tá maluco? – disse enquanto eu tirava o seu braço da minha cintura.
- Problema nenhum. É que essa noite você é minha. – O que ele disse me fez tremer na base. Vendo que eu fiquei sem reação, passou o braço pela minha cintura novamente, aproximando nossos corpos.
- Então se eu sou sua essa noite, você vai ser meu. – disse e mordeu o lábio inferior. – Vem dançar comigo. – e o puxei para o meio da pista de dança.
- Isso é um pedido ou uma ordem? – perguntou com um sorriso malicioso. Eu não disse nada, apenas sorri igualmente maliciosa.
Cheguei no meio da pista de dança e comecei a dançar de acordo com a música. estava parado olhando os meus quadris mexerem de lá para cá. Cheguei mais perto dele e vi que ele prendeu a respiração. É tão bom ver como só a sua proximidade consegue afetar uma pessoa. Grudei meu corpo ao dele e voltei a dançar. Ele estava ficando cada vez mais animado, se é que você me entende. colocou sua são em minha cintura e grudou ainda mais nossos corpos. Passei meus braços por seus ombros, aproximei meu rosto do seu e mordi seu lábio inferior. Suas mãos de minha cintura desceram para minhas as minhas coxas, apertando-as com força. Quando ia me beijar, virei de costas. Eu não ia entregar o jogo tão cedo. colocou as mãos na minha cintura de novo e começou a dar mordidinhas no meu pescoço. Fechei meus olhos e gemi baixinho, ele sabia o que estava fazendo. Abri meus olhos novamente e pude ver dançando em cima de uma mesa feito louco. De início eu achei engraçado, mas depois eu percebi que eu tinha que tirá-lo de lá.
- .
- Fala. – disse sem parar de beijar meu pescoço.
- A gente tem que levar o embora. – e virei-me de frente, para poder encará-lo. Ele estava bêbado, então tudo o que eu dissesse entraria por um ouvido e sairia pelo outro. – Vem, vamos buscar o e ir embora.
Puxei pela mão e fui em direção ao outro bêbado.
- ! – gritei para que ele pudesse me ouvir. – Desce logo daí!
- Mamãe? É a senhora? – mamãe? Nossa, ele deve estar muito louco!
- Não, é a , desce logo! – disse, mas foi inútil, ele deu outro gole na garrafa de cerveja que tinha em mãos.
- Eu só desço se for a minha mamãe. – e fez um bico. Mas que bêbado chato! E agora, o que eu faço? Já sei.
- Eu sei onde sua mãe está! Vem que eu te mostro. – e estendi a mão que não segurava a de para que ele pudesse descer.
- Verdade? – perguntou. Eu apenas concordei com a cabeça. Ele desceu da mesa e eu saí da boate de mãos dadas com dois bêbados.
Peguei um táxi e fui para o hotel despachar as duas malas. e não calaram a boca um minuto sequer. Quando o motorista parou o táxi em frente ao hotel eu soltei um suspiro de alívio!
- , me dá o dinheiro para pagar o táxi. – e o encarei.
- Hã?
- O dinheiro, . Para pagar o táxi. – eu que não iria gastar meu dinheiro conquistado com tanto suor para pagar o táxi.
- Ah, sim. – e tirou uma quantia mais do que a necessária para pagar a corrida. Peguei a quantia certa e dei ao taxista. Coloquei o dinheiro que sobrara no bolso da calça de , que se sobressaltou com minha aproximação. Dei um sorriso torto em sua direção.
- Obrigada. – eu disse ao taxista depois de ele ter me ajudado a tirar e de dentro do carro. – Vem, , sua mãe está te esperando lá no quarto. – e puxei-o pelo braço. parecia estar mais sóbrio do que antes, então ele tentou me ajudar.
Passamos pelo recepcionista, pegamos as chaves dos quartos. Entramos no elevador e esperamos que ele chegasse ao andar certo. Passei o braço direito de pelo meu ombro para poder dar-lhe mais equilíbrio. fez o mesmo, só que com o braço esquerdo e saímos do elevador. Paramos em frente à porta do quarto de . Peguei a chave magnética e destranquei-a. Entramos e com muito esforço jogamos na cama.
- Pronto, . Sua mãe está aí. – disse enquanto jogava um travesseiro em sua cara.
- Mamãe? – e abraçou o travesseiro. – Eu senti tanto a sua falta.
Eu comecei a rir daquela cena ridícula e em questão de segundos, já havia adormecido.
- Bom, eu acho que ele já dormiu. Então vamos indo. – disse . Eu o olhei e ele tinha um sorriso encantador nos lábios. Ai, meu Deus. Respira, .
- Concordo. – saímos do quarto e fechou a porta. O silêncio que se seguiu foi um tanto quanto estranho, então eu resolvi quebra-lo antes que eu as coisas ficassem piores. – Bom, eu vou para casa agora. Tchau, . – dei um beijo em sua bochecha e já ia me virando, mas ele segurou meu braço.
- Calma, . Porque a gente não termina o que começamos lá na boate? – disse com uma voz sedutora. Se eu ia recusar ficar com de novo? Jamais.
- Por mim tudo bem. – e dei de ombros. Ele sorriu e se aproximou um pouco. Selou nossos lábios delicadamente. Partiu o beijo e olhou no fundo dos meus olhos antes de me beijar mais intensamente. O beijo que se seguiu foi selvagem, cheio de luxúria e desejo. Minhas mãos foram para sua nuca, puxando seus cabelos, enquanto as dele estavam em minha cintura, apertando-a. Sua língua pedia passagem e eu a cedi facilmente. Seu gosto era maravilhoso, mesmo quando misturado com álcool. Esse homem me leva às alturas. foi andando às cegas pelo corredor até parar em frente a sua porta. Parti o beijo para poder abri-la e entrei. Já dentro do quarto, me agarrou de novo e recomeçou o beijo. Prensou-me contra a parede e colocou as mãos em minhas coxas, dando-me impulso para enlaçar minhas pernas em sua cintura. A essa altura eu já não sabia nem mais meu nome, mas num lapso de consciência me dei conta de que talvez ele estivesse sóbrio demais. Parti o beijo mais uma vez e me olhou confuso, sorri em sua direção selei nossos lábios mais uma vez e depois os desencostei, antes que ele tivesse a chance de aprofundar o beijo.
- Será que esse lugar tem alguma bebida descente? – perguntei.
- Deixa comigo. – disse e abriu aquele sorriso torto que me faz surtar. Selou nossos lábios rapidamente, me colocou no chão e foi em direção ao frigobar.
Ajeitei meu vestido e me sentei na cama que era bem macia. voltou com uma garrafa de champanhe e uma de vodca. Peguei a primeira, quem tinha que ficar bêbado era ele, não o contrário. Abri a minha garrafa enquanto ele abria a dele, dei um gole grande. Dei outro gole, virando a cabeça para trás para poder beber mais e deixando meu pescoço totalmente exposto. logo tratou de beijar meu pescoço. Os beijos foram se tornando leves mordidas, e depois chupões. Coloquei minha mão em seus cabelos e puxei-os, fazendo com que ele me encarasse. Beijei seus lábios e depois fui fazer o mesmo em seu pescoço. Enquanto eu mordia seu pescoço, mandíbula, lóbulo, bebia a garrafa de vodca. Nessa altura nosso amiguinho já devia estar explodindo lá embaixo. Resolvi parar com as preliminares e começar logo de uma vez. jogou a garrafa de vodca no chão e me empurrou devagar na cama até estar deitado em cima de mim. Olhou-me nos olhos e me deu um beijo extremamente devagar e torturante. Minhas mãos foram para a barra de sua camisa, levantando-a aos poucos. Partimos o beijo para que aquela peça indesejada saísse de nosso caminho. Minhas mãos logo voaram para o cós de sua calça, eu precisa me livrar daquela coisa. Suas mãos foram procurar o zíper inexistente do meu vestido. Ele bufou de frustração ao não encontrar nada.
- Termine de tirar sua boxer que eu me viro. – disse. Levantei da cama para tirar o resto das roupas com mais facilidade. Terminei de me despir e vi que ele me olhava com os olhos transbordando luxúria. Sorri maliciosamente e deitei por cima dele dessa vez. Beijei seus lábios e fui descendo os beijos. Mandíbula, pescoço, peitoral, umbigo. Cheguei aonde queria. Ouvi gemer quando minhas mãos alcançaram seu membro pulsante. Comecei a fazer movimentos de vai e vem, aumentando a velocidade na mesma medida que seus gemidos. Eu estava adorando vendo-o enlouquecer. Eu me empolguei tamanho era o seu prazer e abocanhei seu membro. gemeu alto de mais dessa vez. Suas mãos foram para o meu cabelo, guiando-me e aumentando a velocidade. Quando seus gemidos tornaram-se constantes resolvi parar, eu não queria que terminasse tão cedo. Dei-lhe um beijo nos lábios, e ele retribuiu com toda a intensidade que podia. Suas mãos foram para os meus seios, acariciando-os. Droga, agora era a minha vez de ser torturada. Desceu os beijos para os meus seios, mordendo-os em seguida. Meu nível de excitação já era extremo, era melhor acabar com isso antes que eu tivesse um orgasmo antes mesmo da penetração. Isso seria ridículo.
- , a camisinha. – disse enquanto puxava-o pelos cabelos, para que pudesse olhar nos meus olhos. Ele rapidamente me obedeceu, procurando pelo pacote em sua carteira. Voltou já devidamente protegido. Deitou-se sobre mim e me beijou antes de me penetrar. Os movimentos eram lentos, o que me fez gemer em reprovação. sorriu e aumentou a velocidade das estocadas, fazendo-me gemer em aprovação. Nossos gemidos misturavam-se no quarto, eu estava nas alturas. Nossos corpos suados estavam em sincronia. Depois de um tempo senti gemer muito alto e seus músculos relaxarem. Não, eu ainda não tinha chegado lá.
- ... – gemi – eu tô...
- Sério? – perguntou-me. Eu me limitei a assentir.
Sendo assim, recomeçou os movimentos, penetrando-me mais fundo e mais forte. Aos poucos eu senti meus órgãos se revirarem e aquela sensação de prazer me alcançar. Dei um último gemido e deixei meu corpo finalmente relaxar. caiu ao meu lado, exausto. Nossas respirações eram superficiais e entrecortadas. Ficamos calados durante um tempo, esperando que elas e normalizassem.
- Você teve um... - deixou a pergunta no ar. Ele não precisava terminar para que eu entendesse.
- Sim.
- Uau. – disse apenas. E também não precisava dizer mais nada, ele tinha me dado um orgasmo. Virei meu rosto para o seu e sorri ternamente. repetiu o gesto e me abraçou, fazendo com que minha cabeça repousasse em seu peito. Ele me deu um beijo no alto da cabeça antes de se entregar ao sono. Fiquei acordada por mais alguns segundos, mas logo depois o sono me tomou.
Acordei com a luz do sol batendo no meu rosto. Abri os olhos devagar, deixando que eles se adaptassem ao ambiente. Eu estava deitada de lado, e tinha um braço em minha cintura. Aos poucos minha memória foi voltando e eu sorri lembrando-me da noite passada. Foi uma das melhores da minha vida. Levantei bem devagar, com medo de acordar . Com sorte ele não se lembraria de nada. Não que fosse ruim se ele se lembrasse, só não havia a necessidade. Eu seria só mais uma garota na cama de , e não a garota na cama de . Eu disse que a primeira vez foi sem sentimento, e realmente foi. Só que a segunda foi diferente, sei lá. Prefiro não pensar nisso.
Terminei de juntar minhas roupas que estavam espalhadas pelo chão, depois as vesti. Peguei minha bolsa, calcei meus sapatos e sai daquele quarto. Já eram nove horas da manhã, eu tinha que dar o fora dali o mais rápido possível. Fechei a porta cuidadosamente e quando fui me virar, o bico do meu sapato ficou preso na porcaria do tapete daquele corredor e eu caí com tudo no chão. O barulho foi estrondoso. Merda, agora eu vou ter que sair daqui correndo. Tentei me levantar o mais rápido que pude, mas antes que eu saísse do chão uma porta se abriu. Droga!
- ? – perguntou-me a pessoa. Suspirei de alívio, era . Menos mal. Terminei de me levantar e olhei seu rosto. Ele tinha acabado de acordar, isso era um fato devido a sua cara toda amassada. Seus olhos percorreram meu corpo avaliando meu estado. Imagino como eu deveria estar: com o cabelo todo bagunçado, roupa toda amassada, ou seja, um caos. Quando ele voltou a olhar nos meus olhos, eu me limitei a sorrir em sua direção.
- O que você... – ele parou para pensar. A resposta era bem óbvia, ainda mais para ele. – De novo?
Eu apenas dei de ombros e começou a rir enquanto balançava a cabeça de um lado para o outro.

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