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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Mine

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

Capítulo único

Tempo estimado de leitura: 26 minutos

“I've been watching for the signs
Took a trip to clear my mind, oh
Now I'm even more lost
And you're still so fine, oh my, oh my
Been having conversations about breakups and separations
I'm not feeling like myself since the baby
Are we gonna even make it? Oh”

  O mar azulado balançava em ondas à minha frente e Doyoung me encarava em silêncio.
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  — Você já se olhou no espelho hoje?
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  — Obrigada, Doyoung.
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  — Não! É sério, você está uma bagunça %Jaehyun%. Sabia que o exterior é reflexo do interior? — Eu soltei uma risada amarga e levei o cigarro nos lábios.
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  Traguei em silêncio e ouvi Doyoung bufar.
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  — Parece que essa viagem entre amigos não foi tão boa ideia assim, %Jaehyun%… você mal saiu do quarto. E quando sai, fica ai todo contemplativo, fumando mais que sei lá o que. — Ele apoiou uma mão em meu ombro. — Eu sei que sente falta dela.
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  Pronto.
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  Meus olhos lacrimejaram. Com força.
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  — Sinto falta dela como se me faltasse sei lá, um dente aqui da frente da boca. Excruciante, nunca senti dor igual Doyoung.
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  Doyoung apertou meu ombro, num consolo silencioso. Eu engoli as lágrimas, só chorava quando estava sozinho, à noite. Mas meu peito doía, meu corpo todo doía na verdade. E tudo de saudades dela.
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  — Porque não a procura, %Jaehyun%? Vocês tomaram essa decisão de cabeça quente e depois nunca mais se procuraram.
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  — Eu não sei, hyung. Ela está tão bem sem mim. Curtindo a vida, a cada dia mais bonita. Era como se eu sugasse toda a vida e beleza dela, e agora que ela está livre de mim, ela tá maravilhosa. Brilhante, voando solta por aí. Recuperando o tempo que eu a fiz perder.
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  — E você? — Doyoung enfiou a mão no bolso da minha calça de moletom, pegando a caixinha de cigarros de lá de dentro.
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  — Eu? — Soltei uma risada amarga. — Eu não sou mais eu mesmo. Eu nem sei mais o que eu sou hyung.
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  — Fala com ela %Jaehyun%. Vocês precisam colocar muitos pingos nos i’s. Tudo aconteceu de forma tão catastrófica, agora com as coisas mais calmas— Eu interrompi
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  — Mais calmas para quem? Eu não sei se ela quer me ver. Doyoung foi tudo muito intenso, desde o nosso começo até o nosso término
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  Doyoung suspirou e então acendeu o cigarro.
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  — Términos nunca são fáceis. Vocês estavam noivos, o que só dificulta as coisas na minha visão. Tinham planos, metas, sonhos… mas eu tenho certeza que tudo isso ainda vive dentro de vocês dois.
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  — Dela também? — Soltei outra risada amarga enquanto dava uma última tragada no cigarro, antes de jogá-lo no cinzeiro e apagá-lo.
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  — Dela também.
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  Nos olhamos por alguns segundos e Doyoung piscou o olho para mim, me fazendo voltar a olhar a imensidão azul a nossa frente.
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  E se ele tivesse razão?
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“On my mind up past my bedtime
No rest at the kingdom
Alone in my place, my heart is away
All that I can think of is
We should get married
We should get married
Let's stop holding back on this
And let's get carried away”

  Eu encarava o teto do que deveria ser atualmente o nosso quarto. Aquele apartamento agora mais do que nunca deveria ser nosso, ela deveria estar morando comigo.
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  Conforme a data do “nosso casamento” se aproximava, eu só conseguia pensar: Deveríamos nos casar. Deveríamos estar nos preparativos finais do casamento, eu a veria vestida de noiva dali alguns meses.
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  Mas nada daquilo aconteceria, e ali estava eu, sozinho no apartamento que deveria estar ocupado com as coisas dela. E com ela. Meus pensamentos não davam sossego, e eu só conseguia pensar nela.
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  No que ela estaria fazendo, com quem estaria, se me atenderia…
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“From 8 until late I think ‘bout you
Yeah, you own my nights, I don’t know what to do
I can't get no rest, can't get no sleep
This whole thing got way too deep and we should”

  O celular estava em minhas mãos, já era quase uma da manhã e eu me perguntava se deveria ligar ou simplesmente deixar para lá. Eu não dormiria, mais uma noite acordado provavelmente, já que minha mente borbulhava de pensamentos sobre ela.
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  Nada em mim descansava, eu não conseguia relaxar os músculos. A mandíbula constantemente travada como se eu estivesse sempre em estado de alerta, meu cérebro parecia não entender que eu não estava em uma guerra, apenas havia terminado meu relacionamento.
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  “Apenas havia terminado meu relacionamento.”
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  Pisquei os olhos algumas vezes, agora encarando o teto de novo.
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  Meu peito doía, meu corpo doía. Nada em mim estava intacto.
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  Eu peguei o celular de novo e liguei. Eu finalmente liguei. Chamou uma, duas, três vezes… na quarta ou quinta, ela atendeu.
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  “%Jaehyun%? Ainda acordado uma hora dessas?”
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  A voz dela em meus ouvidos foi como uma canção de ninar. Suave, calma, tranquila, serena. Como sempre.
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  “%Ninna%, você me atendeu.”
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  Silêncio por alguns segundos.
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  “E o que você quer?”
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  Engoli seco, com dificuldade. Era como se espinhos estivessem me cortando por dentro, e eu não sabia o que falar, mesmo tendo tanto a dizer.
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  “Você, %Ninna%. Eu quero você!”
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  Silêncio por mais alguns segundos.
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  “Você me teve por tanto tempo, %Jaehyun%. Agora eu já não sei mais se consigo ser sua.”
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  “O caos me afundou e eu estou preso nele, %Ninna%. Porque você foi embora?”
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  Minha voz falhou no final da frase, minha garganta fechando enquanto os olhos lacrimejavam involuntariamente. Eu precisava que ela soubesse que tudo sem ela havia desmoronado.
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  “%Ninna%, eu não respiro, eu não durmo. Não consigo sem você. Eu quero gritar meu amor, e vou fazer você acreditar.”
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  “Acreditar no que %Jaehyun%?”
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  A voz dela não era fria, cortante, nem tinha algum resquício de mágoa e aquilo me fez sentir um alívio misturado com medo — medo de ouvir dela que não havia mais nada para salvar.
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  “Preciso de você, não quero te perder. Só você me faz feliz. Tudo saiu do lugar, eu não consigo mais sonhar. Desde que você se foi esse inverno não tem fim %Ninna%. Faz frio se você não está aqui…”
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  Um suspiro cansado, depois outro. Eu fechei os olhos, apertando-os.
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  “Quer vir para cá, para termos uma conversa decente? Eu tô sozinha, a Mari não tá dormindo aqui essa semana.”
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  “Você está falando sério, %Ninna%? Eu vou, vou agora! Dez minutos eu tô aí.”
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  Desliguei a ligação com as mãos ainda trêmulas, e vesti qualquer camiseta que encontrei no guarda-roupas por cima da regata, peguei a carteira e as chaves do carro e do apartamento e sai.
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  Eu precisava vê-la, precisava tocá-la, fazer ela acreditar em tudo que eu estava sentindo.
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  Precisava fazê-la entender que ela era minha.
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“I just wanna say you're mine, you're mine
I just wanna say you're mine, you're mine
Fuck what you heard, you're mine, you're mine
All I'm really asking for is you
You're mine, you're mine
I just wanna say you're mine, you're mine
Fuck what you heard, you're mine, you're mine
As long as you know who you belong to”

  — Te amei mais do que o normal e pensei que nosso amor era infinito, como o universo e hoje, ele se reduz a um verso. — Comecei assim que nós dois nos sentamos no sofá de couro do apartamento que %Ninna% dividia com Marina.
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  Eu pude vê-la apertando a manga do moletom que usava enquanto encarava o chão, me dando espaço para continuar.
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  — Não sei onde nem como estarei agora que você se foi. Meu coração se foi com você, não sei... não sei o que fazer comigo!
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  %Ninna% umedeceu os lábios e então me encarou, finalmente. Os olhos dela brilhavam em lágrimas e eu senti meu peito apertar por vê-la daquele jeito.
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  — %Jaehyun%… — Eu ergui a mão tremendo levemente antes de tocar os lábios dela.
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  — Por favor… — murmurei baixo. — Me deixa terminar.
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  Ela respirou fundo pelo nariz, os olhos se fechando por um segundo, como se reunisse forças. Meu dedo desceu lentamente, mas a proximidade ficou. Eu estava perto demais, perto o suficiente para sentir o cheiro familiar do sabonete que ela sempre usava, perto o suficiente para lembrar de tudo.
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  — Eu sei que te machuquei — continuei, a voz rouca. — Sei que falhei quando você mais precisou de mim. Mas eu nunca deixei de te amar, %Ninna%. Nem por um dia. Nem por um segundo.
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  Ela engoliu em seco, o maxilar tensionando, como se estivesse lutando contra as próprias emoções.
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  — Amar não foi o problema, %Jaehyun%… — disse por fim, a voz baixa, cansada. — Foi o que a gente fez com esse amor.
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  — Quero esquecer que algum dia você me fez feliz, mas fingir é inútil fingir.
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  Não posso, não posso, não posso viver sem você!
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  — Você foi a melhor coisa da minha vida e ao mesmo tempo minha pior dor, um furacão, minha ruína.
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  Eu segurei o rosto dela entre minhas mãos, aproximando nossas testas. Não encontrei nenhum sinal de resistência, quando ela fechou os olhos se entregando.
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  — A vida depois de você é um castigo sem fim! E não sobreviverei… meu corpo, sem seu corpo. Antes e depois de você nada é igual, para mim. Eu me forço a viver em luto e não sobreviverei %Ninna%. Minha memória, sem sua memória… Assim é a vida, a vida depois de você.
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  — A gente se destruiu %Jaehyun%, o que sobrou para consertar?
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  %Ninna% abriu os olhos, mas não tirou a testa da minha.
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  — O nosso amor, %Ninna%. Ele ainda existe, eu sei que sim. Não me diga que não.
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  Encostei os lábios nos dela com um cuidado quase covarde, como quem testa algo que pode machucar de novo. Foi um toque leve demais para ser um beijo de verdade, pesado demais para ser ignorado. Meu coração disparou no mesmo instante, traindo o quanto aquele simples contato ainda tinha poder sobre mim.
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  %Ninna% não se afastou. Mas também não correspondeu de imediato.
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  Senti o ar quente da respiração dela misturar-se à minha, irregular, trêmula. Seus lábios estavam tensos sob os meus, como se ela estivesse lutando contra o impulso de ceder. Aquele segundo de hesitação doeu mais do que qualquer palavra que ela pudesse dizer.
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  Meu polegar deslizou involuntariamente pela linha do maxilar dela, um gesto antigo, automático — e isso pareceu quebrá-la.
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  Ela suspirou, um som baixo, quase imperceptível, e então seus lábios se moveram contra os meus, mas sem entrega. Era um beijo contido, inseguro, como se cada movimento viesse acompanhado de um pedido silencioso de desculpas. Não havia pressa. Não havia fogo. Só uma saudade cruel, apertando o peito dos dois lados.
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  O beijo se aprofundou por um instante breve demais para ser suficiente. Tremi quando senti o lábio inferior dela ceder sob o meu, e a dor veio junto — porque beijá-la ainda era certo… e errado ao mesmo tempo.
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  Afastei-me milímetros, ainda com os olhos fechados, a testa encostada na dela outra vez. Minha respiração estava descompassada, a dela também. Nenhum de nós parecia capaz de sustentar o olhar do outro.
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  — Isso… — ela murmurou, a voz falhando. — Isso é o que mais machuca.
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  Engoli em seco, sentindo o gosto dela ainda nos meus lábios, como uma lembrança que se recusava a ir embora.
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  Porque aquele beijo não foi um recomeço. Foi a prova de que, mesmo quebrados, ainda sabíamos exatamente onde doía.
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“And I believe it's true
As long as you know who you belong to
All I'm really asking for is you
Long as you know who you belong to”

  As mãos dela passeavam por meu rosto, e eu fechei os olhos novamente sentindo as pontas dos dedos frios dela passearem por minha pele também fria do vento gelado que entrava pela janela. Nossos narizes se tocavam, se acariciavam como se brigassem um com o outro, e como eu sentia falta daquilo.
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  Como eu sentia falta dela.
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  Ela era minha.
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  Nossos lábios voltaram a se encontrar, dessa vez num beijo mais urgente, quase faminto, como se o tempo estivesse contra nós. Não havia mais cautela — apenas a necessidade crua de sentir, de provar que ainda éramos reais um para o outro.
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  Ela me beijou como quem se agarra a algo que está prestes a desaparecer. Suas mãos deixaram meu rosto e se prenderam à gola da minha camisa, os dedos fechando o tecido com força, como se me puxasse para mais perto, como se a distância, mesmo mínima, fosse insuportável. O beijo era intenso, mas quebrado, desordenado, carregado de saudade e desespero.
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  Eu respondi do mesmo jeito, o coração martelando no peito, a respiração falhando a cada novo movimento. Havia urgência, mas também havia dor — porque cada segundo daquele beijo lembrava que nada tinha sido resolvido. Que ainda éramos duas pessoas feridas tentando se reconhecer através daquilo que um dia foi casa.
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  Ela gemeu baixo contra meus lábios, um som contido, involuntário, e isso fez meu peito apertar ainda mais. Apertei seu rosto entre minhas mãos outra vez, como se quisesse guardar cada traço, cada reação, cada respiração dela dentro de mim.
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  As mãos dela logo invadiram a minha camiseta, levantando-a com pressa. O tecido, junto com a regata do pijama que eu ainda vestia foram jogados ao chão, no tapete da sala. As unhas dela traçaram um caminho tortuoso da minha barriga até o meu pescoço, e eu fechei olhos, soltando um gemido baixinho com a ardência.
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  Suas mãos envolveram-me novamente pelo pescoço e nossos lábios se encostaram novamente, num beijo lento e molhado. Minhas mãos apertaram a cintura dela com força, mantendo-a presa em mim. Eu não queria que aquilo acabasse, não queria que ela fugisse de mim.
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  Aos poucos as peças de roupas foram sumindo, uma a uma e estávamos os dois nus e completamente entregues. Minha boca agora trabalhava em seu seio direito, enquanto a outra descia por entre suas pernas, alcançando sua intimidade já molhada e pronta para me receber.
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  Um gemido sôfrego escapou dos lábios de %Ninna% quando meu polegar começou a esfregar o ponto mais sensível de seu corpo.
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  — Tão pronta para me receber. Tão molhada, %Ninna%. Me enlouquece assim…
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  A resposta foi mais uma gemido, as costas arqueando, buscando por mais contato. Introduzi facilmente um dedo dentro dela, sentindo-a se desfazer em meus braços, como há tempos atrás.
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  — Você sabe que é assim que tem ser, não sabe? — Sussurrei em seu ouvido, enquanto mexia o dedo dentro dela.
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  Ela agarrou meu pulso com força, antes de soltar um gemido abafado. Mordeu os lábios, apertando os olhos de prazer. Comecei a movimentar o dedo dentro dela, num vai e vem lento, e então introduzi outro dele, sendo muito bem recebido por sua boceta molhada.
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  Foi a minha vez de fechar os olhos e enterrar o rosto em seu pescoço.
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  — Preciso de você agora, %Jaehyun%, por favor!
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  Nossos olhos se encontraram com desejo estampado dentro deles, e eu a beijei.
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  Foi um beijo firme, decidido, como se a hesitação tivesse sido engolida pela urgência do momento. Meus lábios encontraram os dela com precisão, como se nunca tivessem desaprendido aquele encaixe. O ar entre nós desapareceu, e tudo o que existia era o calor do toque, o som irregular das respirações se misturando.
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  Ela correspondeu no mesmo instante, abrindo-se para mim com uma intensidade que fez meu peito apertar. Suas mãos subiram pelos meus braços, demoradas, como se quisessem confirmar que eu ainda estava ali, que era real. O beijo era profundo, carregado de desejo e lembranças, e cada movimento parecia trazer à tona tudo o que fomos.
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  Retirei os dedos de dentro dela de forma quase brusca e então desci a mão para o meu próprio membro, me preparando para finalmente estar dentro dela.
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  — Isso… — sussurrou, quase sem voz. — Isso não é justo.
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  — Calma meu bem, eu já vou entrar. — Sussurrei de volta enquanto alinhava meu membro duro e molhado de pré-gozo em sua entrada.
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  Suas unhas arranharam minhas costas enquanto eu entrava e eu gemi, alto, entregue.
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  — Foder você é sempre assim, gostoso. Sua boceta me engole tão bem, você nasceu para ser comida por mim, %Ninna%.
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  — Ah… %Jaehyun%. — Ela gemeu meu nome enquanto apertava as pernas em volta da minha cintura. — Isso… por favor, mais rápido!
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  E eu obedeci, aumentando o ritmo das estocadas, sentindo ela me engolir e me apertar cada vez que eu saia e entrava. Meu membro pulsava de prazer de estar dentro dela de novo, e eu gemia sem qualquer pudor.
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  Ela era minha.
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  Nossos gemidos se misturaram a cada contato de nossos quadris, o som e o cheiro do sexo preenchendo a sala toda, nos deixando ainda mais envolvidos um no outro.
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  O ritmo se perdeu dentro de nós dois, não por velocidade, mas por excesso de sentimento. Tudo ficou intenso demais, grande demais para caber no corpo. Era como se cada toque empurrasse para fora tudo o que tentamos conter desde o fim.
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  Enterrei o rosto no pescoço dela, sentindo o coração disparado, o mundo girando rápido demais. O ar me faltou quando senti o corpo dela reagir ao meu, tenso, entregue, como se aquele instante fosse ao mesmo tempo um pedido e uma despedida.
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  Ela me chamou pelo nome, e isso foi o que me desfez.
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  Fechei os olhos, sentindo o ápice nos atravessar juntos, não como explosão, mas como um colapso silencioso — o tipo que deixa o corpo fraco e o peito apertado. Segurei %Ninna% com força, como se soltá-la naquele momento significasse perdê-la para sempre.
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  Ficamos assim por alguns segundos. Ou minutos. O tempo perdeu qualquer sentido.
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  Quando tudo passou, não houve palavras. Apenas o som das respirações desacelerando, o peso da realidade voltando devagar demais.
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  E foi aí que eu soube: aquilo não tinha sido apenas desejo. Tinha sido saudade demais tentando caber em um único momento.
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  — Você é minha, %Ninna%. Minha. — Quebrei o silêncio quando ela se aninhou em meu peito.
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  O corpo dela ficou rígido por um instante quase imperceptível. Não se afastou, mas também não se acomodou de vez. Era como se aquelas palavras fossem um cobertor quente… e ao mesmo tempo um peso antigo demais para carregar outra vez.
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  Ela respirou fundo, o ar saindo devagar, irregular, e apoiou a testa no meu ombro.
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  — Eu ainda tô aqui — murmurou. — Mas não sei mais o que isso significa.
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  Engoli em seco. Meus braços a envolveram com cuidado, não como quem prende, mas como quem teme que qualquer aperto a mais faça tudo desmoronar. O silêncio voltou a se instalar entre nós, espesso, cheio de coisas não ditas.
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  O calor do corpo dela contra o meu era familiar demais. Confortável demais. E, ainda assim, frágil.
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  Porque naquele momento ficou claro que ela estava comigo… mas não totalmente entregue. E talvez eu também não tivesse o direito de pedir isso.
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  Ficamos assim, abraçados, enquanto a madrugada avançava pela sala — dois corações cansados tentando entender se aquilo era um reencontro… ou apenas uma despedida que ainda não tinha coragem de se anunciar.
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  Ficamos em silêncio por tempo demais. Voltei a quebrá-lo:
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  — Volta para mim. Volta para minha vida %Ninna%… eu preciso de você.
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  Ela não respondeu de imediato.
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  Seu corpo permaneceu junto ao meu, mas pude sentir a respiração mudar, ficar mais profunda, como se ela estivesse organizando algo dentro de si antes de falar. Os dedos dela se moveram lentamente sobre meu peito, num carinho quase automático, como se ainda procurassem um lugar seguro.
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  — %Jaehyun%… — ela começou, baixo, cansado. Meu nome na voz dela ainda tinha o poder de me desmontar. — Eu nunca deixei de me importar com você.
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  Meu coração acelerou com a esperança perigosa que aquela frase trouxe.
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  Ela ergueu o rosto devagar, os olhos encontrando os meus com uma sinceridade que doía mais do que qualquer rejeição dura.
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  — Mas voltar… — engoliu em seco. — Voltar significa ser quem eu era. E eu não sou mais aquela pessoa.
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  A mão dela escorregou do meu peito, ficando entre nós, como uma linha invisível que eu não podia ultrapassar.
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  — Eu ainda te amo — confessou, quase num sussurro. — Só não sei se isso é suficiente para consertar tudo o que a gente quebrou.
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  O silêncio voltou, pesado, definitivo. Não era um não. Mas também não era um sim.
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  %Ninna% respirou fundo, como se estivesse reunindo coragem. O corpo dela se afastou um pouco do meu, só o suficiente para que pudesse me encarar. Seus olhos estavam vermelhos, cansados, mas firmes de um jeito que eu não via havia muito tempo.
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  — A gente se machucou demais — disse, enfim. — Eu me perdi de mim mesma tentando salvar nós dois.
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  Assenti em silêncio. Não havia defesa possível. Apenas verdade.
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  — Eu sei — respondi, a voz baixa. — E eu não quero mais te pedir para ser quem você era. Quero aprender a te amar como você é agora. Mesmo que isso leve tempo. Mesmo que seja difícil.
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  Ela piscou algumas vezes, como se aquelas palavras a tivessem atingido em cheio.
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  — Eu tive medo — confessou. — Medo de voltar e tudo ser igual. Medo de perder de novo quem eu estava tentando reconstruir.
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  Levei a mão ao rosto dela com cuidado, esperando qualquer sinal de recusa. Não veio.
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  — Então a gente não volta para o que era — murmurei. — A gente começa de outro lugar. Sem promessas vazias. Sem pressa. Mas juntos.
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  Os olhos dela se encheram de lágrimas de novo, e dessa vez ela não tentou escondê-las. Encostou a testa na minha, como tantas vezes antes.
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  — Eu ainda escolho você, %Jaehyun% — disse, num fio de voz. — Só não quero mais me perder no caminho.
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  Meu peito apertou, mas dessa vez não era dor. Era alívio. Era medo misturado com esperança — a única que valia a pena.
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  — Então fica — pedi, sem implorar. — Não porque precisa… mas porque quer.
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  Ela assentiu devagar.
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  — Eu quero.
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  A abracei com força contida, como quem entende que amar também é aprender novos limites. O mundo lá fora continuava o mesmo, imperfeito, frio. Mas ali, entre nós dois, algo finalmente se ajustava.
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  Não era um recomeço perfeito. Era um recomeço real.
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  E pela primeira vez em muito tempo, isso parecia suficiente. Ela era minha.
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FIM.

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