Love Made In The USA
Escrito por Ana Paula Gualberto Cabral | Revisado por Bella
Música: Demi Lovato – Made In The USA
Depois de fazer uma viagem cansativa, cheguei até os EUA. Passaria duas semanas naquele incrível lugar. Desci do avião, peguei minhas malas e fui para o hotel, dando sinal para que um táxi o fizesse.
Cheguei até o hotel que tinha uma vista incrível para o mar. O calor estava “suportável”; Coloquei tudo em ordem e troquei de roupa. Ia direto para a praia. Era ótimo ter duas semanas de férias, onde poderia escolher um lugar para viajar. Bem, eu escolhi a Califórnia. Coloquei um biquíni por cima da roupa.
Depois de algum tempo na praia, voltei para o hotel. Passado um tempo no hotel arrumando as coisas, já deveriam ser quatro horas da tarde. Como já havia tirado o biquíni antes, peguei um mapa da cidade no hall do hotel. Os parques pareciam ser ótimos, mas escolhi um que era mais perto daqui. Depois de uns dez minutos, já estava lá. Tinha levado um livro pra ler: “A Culpa É Das Estrelas”. Sentei encostada em uma árvore, e depois de algum tempo lendo, veio um cachorrinho branco e pequeno veio atrás de mim; no início, tomei um susto, mas ele parecia procurar um graveto ou alguma coisa que o dono (a) jogou. Levantei, e procurei algum graveto, ou brinquedinho.
- Ah, desculpe por isso!
Ouvi alguém falar, virei e um garoto, que aparentava ter quinze anos, com cabelos meio loiros bagunçados, veio sem graça, com a mão atrás do pescoço. Sorri e peguei um graveto, que parecia ser o que o cachorro procurava.
- Não por isso!
Entreguei o graveto. Ele sorriu, agradecido; o cachorrinho nos olhava e eu joguei o graveto para ele, que apanhou e voltou correndo.
- O Sampson gostou de você.
- Ele é bem fofo. Chamo-me . .
- Sou Keaton. Hei, gosta de A Culpa É Das Estrelas?
- Sim! Estou gostando dele, você já leu?
- Na verdade, não. Mas dizem que é bom.
Sorrimos. Ele era bonito. Ele pegou o graveto de Sampson e jogou, o cachorro saiu correndo novamente.
- Então, Keaton, você mora aqui na Califórnia? - Puxei assunto, envergonhada pela falta de assunto.
- Moro perto daqui, e você?
- Ah, não, estou só de viagem mesmo; mas estou hospedada perto daqui.
- Ah. – deu uma pausa sem ter o que falar. – Você é da onde?
- Sou na verdade, do Brasil.
- Seu inglês é bom! – Sorri, lisonjeada. Era incrível como em tudo o que Keaton falava sorria. Sampson agora estava deitado perto dos pés de Keaton, que estava próximo de mim.
- Como é o Brasil?
- O Brasil até que é legal, mas fiquei surpresa com os EUA. Aqui é surpreendente!
- Você fala isso por que ainda não viu Washington! É a maior loucura, eu morava antes lá. Mas NY é muito bom.
- Ainda não fui para Washington, mas NY realmente é muito bom! - Ele sorriu e apontou para o banco. Fui andando e Sampson acompanhava.
- Então você gosta de viajar?
- Eu amo viajar! – sentei ao seu lado. – E você?
- Eu gosto bastante de viajar, mas sinto saudades de casa.
Rimos, e passamos algum tempo conversando (imagino que sejam horas), e já estava escurecendo. Passamos conversando e brincando com Sampson, Keaton era muito divertido e rimos bastante.
- Bem, eu tenho que ir cheguei hoje de viagem e já está escurecendo! - Falei, andando em direção á saída. Ele se virou para mim.
- A noite é mais legal nos EUA. – piscou. – Um dia te levo para conhecer Califórnia de noite! É uma loucura!
- Sério? – Ri, e ele assentiu com a cabeça. - Como você vai fazer para me achar?
- Verdade. – Ele olhou pensativo e eu ri. – Que tal se você me der seu telefone?
- Por que eu deveria dar? - Falei e ele sorriu, e se aproximou mais.
- Porque eu posso ser o melhor guia que você já conheceu.
Ele sorriu, galante, e eu fingi pensar um pouco. Sorri de volta e ele agora me olhava com olhos pidões. (Talvez até mais que Sampson).
- Ok, eu aceito! Mas vai ter que ser o melhor guia que já conheci! Em duas semanas!
- Pedidos aceitos! - Trocamos de telefones e demos mais algumas risadas.
- Eu acho que não deveria deixar você ir.
- Ah você deve sim! Por que se não eu não vou querer mais um guia e arrumo outro em?
Rimos e nos despedimos, apenas com um “ tchau! ” e mais algumas piadinhas sobre “ guias “. E fomos cada um para um lado depois da saída do parque. Eu esperei ele e Sampson saírem de vista e voltei para o hotel.
No dia seguinte, acordou meio tarde e viu que havia uma mensagem no celular do Keaton. Sinceramente, achou que ele não fosse mais ligar ou mandar mensagem, e que não ia nem se lembrar de ontem. Realmente Keaton é diferente de todos os outros. Antes de abrir a mensagem, lembrou do sorriso de Keaton que nunca saiam de sua boca. Seus olhos brilhantes, e lindos. Seus cabelos bagunçados e fofos. Ele era muito fofo e bonito, e não saia da cabeça dela.
Finalmente abriu a mensagem:
“Oie!
É o Keaton, de ontem!
Acho que você se lembra. O seu guia quer te levar á um lugar hoje, ele quer fazer seus quatorze dias na Califórnia bem legais. É isso, então, me responde e me fala o endereço do seu hotel, que eu te busco!
XX Keaton.”
Sorri com a mensagem e respondi logo:
“Oi!
É claro que não me esqueci do meu guia favorito! Faça meus dias inesquecíveis!
O endereço do hotel:...
Xoxo .”
Depois de alguns minutos (dois no máximo) chegou uma nova mensagem de Keaton:
“Estou á caminho! Xxo Keaton.”
Sorri e me arrumei rapidamente depois de um banho (também rápido), Depois de uma meia hora, eu desci e fui para o hall do hotel. Pouco tempo depois ele chegou, ele estava casualmente vestido, com uma bermuda, boné e camiseta. Sorri e lhe cumprimentei.
- Oi. - Ele disse meio envergonhado, mas ainda sorrindo.
- Oi, tudo bem?
- Sim. Preparada para conhecer a cidade?
- Pra onde nós vamos?
- Um lugar bonito, mas é surpresa!
Assenti e ele me guiou até o carro. Abriu a porta pra mim, sorrindo. Agradeci; no caminho fomos brincando e rindo, como no parque. Depois de umas duas horas chegamos. Ele tapou meus olhos delicadamente com as mãos e me guiou até um lugar. Ele me parou e eu ouvi o som do mar. Ele tirou as mãos dos meus olhos. Era uma praia linda, a principal praia da Califórnia. Havia várias pessoas e casas ao redor. Crianças brincavam na água e seus pais lhe falavam para tomar cuidado. Garotas com seus grupinhos observando garotos. Era exatamente como se falavam nos filmes. Era simplesmente...
- Incrível! Keaton, eu amei! - Ele sorriu e foi para o meu lado.
- Sabia que ia gostar. Aqui é bem legal, meio longe do seu hotel, mas muito legal!
- Aqui é o máximo!
- Verdade. – concordou. – Vem! - Ele puxou minha mão e saiu correndo. Eu corri atrás. - Vem! – e entrou na água, antes tirando a camisa. –Vamos, !
- Não, eu... – dei uma pausa e comecei a falar mais baixo. – Não tenho roupa de banho!
- Eu também não! – riu. – Vem logo! Ninguém vai perceber! - Virei para trás. Olhei em volta, pensativa. - Não! Eu não vou! – o olhei e ele estava na água, em expectativa e sorrindo. – Não! Talvez eu posso comprar um biquíni por aqui...
- Tudo bem.
Deu de ombros saindo da água. Parou do meu lado e me olhou.
- Onde você acha que vende aqui? - Virei para trás e senti braços fortes me agarrando por trás.
- NÃO! KEATON! NÃO!
Debati-me em seus braços molhados. Ele me jogou na água por fim, e eu só senti a água gelada batendo no meu corpo. Minha roupa estava colando no corpo. Eu o olhei e joguei água nele. Em pouco tempo estávamos em uma guerra de água. Riamos e nos divertíamos como crianças.
Mas depois de umas duas horas na praia, saímos para almoçar e depois fomos para ver umas lojas dali, e eu acabei comprando um biquíni, voltamos para a praia. Ficamos quase até escurecer e depois viajamos de volta. Eu dormi parte da viagem, coisa que Keaton fez piada.
No dia seguinte, fomos até um restaurante e depois ele me levou á um clube com piscinas. No terceiro dia na Califórnia, fomos até os museus. No quarto dia, fomos até a calçada da fama.
Keaton comprou sorvetes de morango e chocolate. Tiramos fotos com a calçada onde havia nomes de artistas com Kristen Stewart, Robert Pattinson, e muitos outros. Brincamos com o sorvete.
“- Você é fofa! Mas eu preciso fazer uma coisa pra ficar ainda mais!
O olhei em dúvida. Ele sorria.
- O que é?
- Surpresa, deixa-me fazer!
- Hum, não sei não.
- Deixa! Você não via se arrepender!
- Está bem, faz logo.
- Fecha os olhos. – fechei como ele pediu. – Pronto!
Ele havia pressionado seu sorvete de chocolate no meu nariz. “Eu o olhei, incrédula, e olhei para meu sorvete; sorri malvada e sujei sua bochecha com o sorvete de morango.”
No final, só restava a casquinha dos nossos sorvetes e nossos rostos e até mesmo roupas sujas de sorvete.
Já no quinto dia, fomos aos jardins botânicos e jantamos em um barco – restaurante. No sexto vimos os palácios da Califórnia. Eram realmente incríveis. Finalmente, no sétimo dia, fomos ao píer de Santa Mônica.
Ele veio me buscar de tarde; me vesti demoradamente. Havia pensado nele por bastante tempo. Seu sorriso não saia da minha cabeça, e eu tinha certeza de estar apaixonada.
Ele chegou e anunciou no hotel, eu desci correndo e o cumprimentei com um abraço, um pouco demorado por sinal. Depois de chegarmos no píer, compramos dois lanches e fomos para a praia. Ainda tinha um pouco de sol, e eu estendi a canga no chão e me deitei. Ele foi ao mar surfar. Fiquei o vendo, e ele voltou depois de meia hora.
- Você surfa bem! Sério! - Ele sorriu, agradecendo. Comprei um refrigerante e voltei até a praia.
- Hei, eu queria refrigerante!
- Pois vai ficar querendo.
Dei de ombros. Ele me olhou pidonho e ficou mais próximo.
- Só um pouco?
- Não, via comprar.
Neguei. Ele pegou o canudinho da minha boca e tomou. O olhei, incrédula.
- Como você pode?
Ele simplesmente deu de ombros. Eu comecei a rir, e ele me olhou como louca, mas também começou a rir. Depois desse ataque de riso jogamos água um no outro, quando fomos para o mar; nos sujamos de sorvete e de areia e eu o enterrei. Jogamos vôlei, mas acabei perdendo o jogo (e quase a bola também).
Sentei-me na praia, quando estava pôr-do-sol, depois de termos jogado vôlei.
- O pôr-do-sol é lindo não? - Disse ele se sentando ao meu lado.
- Verdade, muito lindo.
- O que você faria se eu te dissesse que eu acho que estou gostando de alguém.
- Que ela seria feliz.
- Legal.
- Legal.
E foi pela primeira vez que não tivemos nada a falar. Somente nos olhamos. Eu olhei profundamente seus olhos, e direcionei meu olhar para a sua boca. Senti uma vontade de beijá-lo, assim como muitas vezes. Percebi que ele também olhava a minha boca, e estávamos cada vez mais perto. Até que, alguns segundos depois, nossas bocas se encontraram, se encaixando. Ele fazia movimentos leves com a língua e eu o acompanhava. Ele explorou cada canto da minha boca e depois de algum tempo, colamos apenas nossas testas á procura de ar. Dei mais alguns selinhos em sua boca e o beijo virou mais do que somente “selinhos”. Sorri depois de nos distanciarmos e ele também.
Ele se deitou e me puxou para ficar em seus braços. Passamos um tempo assim contando coisas que aconteceram e que foram engraçadas, ou micos. Rimos bastante e vimos escurecer o dia. A roda gigante ficou toda iluminada e eu o puxei para lá. Havia um parque de diversões lá, e eu já sabia, mas ficava mais divertido á noite, todo iluminado.
Ele comprou algodão doce para nós dois. Eu parecia uma criança. Ele falou que deixaria a roda gigante por ultimo por que ela era mais especial. Comemos um cachorro quente e ele jogo algum tipo de “tomba – lata”, tendo como premio algum bichinho de pelúcia.
- Qual você quer? - Ele perguntou, apontando para os bichinhos expostos. Eu apontei um urso grande um pouco colorido em cores claras com lacinhos. Ele me deu e eu sorri, o urso ara meio grande e tive um pouco de dificuldade em levá-lo. O agradeci, e sorri. Depois de ir em alguns brinquedos ele se ofereceu a levar a pelúcia.
Quando era meia noite, finalmente fomos até o ultimo brinquedo: a roda gigante. Ele comprou os tickets e entramos. Estávamos parados no alto.
- Sabia que quando chega no topo da roda gigante se faz um pedido? - Ele falou, me abraçando.
- Sério? Então vou aproveitar e fazer um.
Ele assentiu e me beijou. Eu correspondi o beijo e nos distanciamos quando havia chegado ao final da roda gigante.
- O que você pediu?
- Você. - Ele me falou, enquanto estávamos indo para o carro.
- Acho que foi por isso que deu certo. Por que pedimos a mesma coisa sabe? - Rimos. Na volta eu não dormi e, quando dava, nos beijávamos.
Já na segunda semana, fomos primeiro no teatro; depois, no outro dia em um cânion famoso. No décimo dia fomos até a Feira Da Rua Castro, o que foi bem interessante e divertido e Keaton fez bastantes palhaçadas. No décimo primeiro dia fomos á Ponte Golden Gate. No décimo segundo na Hollywood Hills; no décimo terceiro dia fomos á Hollywood Boulevard.
No ultimo dia na Califórnia ele disse que queria fazer uma surpresa. Pegou-me no hotel ás nove no hotel e me levou até um lugar que eu não conhecia. Parou em frente á uma casa que era de frente para a praia. Desceu o carro e antes de eu conseguir abrir a porta, ele o fez para mim. Eu o segui e ele abriu a casa. A casa era grande e bonita, com uma decoração simples, mas impecável.
Passamos o dia inteiro na casa dele. Que na verdade, ele me contou que era a casa de praia dos pais, só que ele agora morava ali apenas com uns amigos que estavam viajando. Depois do almoço fomos assistindo um filme: “meia noite em paris”; Ficamos o dia inteiro juntos, hora abraçado, hora se beijando. Contamos muitas coisas, rimos bastante e quando eram quatro horas, ele me levou ao hotel para pegar as minhas coisas e me arrumar. Ele subiu comigo até o quarto do hotel e ficou me ajudando a checar se estava tudo ok.
Depois de meia hora, todos os meus pertences estavam nas malas, menos os que eu ia usar para tomar banho e ir ao aeroporto. Tomei um banho e troquei de roupa. Agora chegava a hora mais temida dessas duas semanas: a hora de ir embora. Peguei algumas malas e ele as que restaram e levamos até o carro. O abracei e ele somente beijou minha cabeça e me abraçou.
O caminho para o aeroporto foi difícil, eu não queria me distanciar dele, e apesar de o conhecer há pouco tempo, sabia que gostava dele. Realmente gostava muito dele; algo parecido com “amor”, na verdade, era amor.
Quando chegamos ao aeroporto, a certeza de que eu ia realmente embora chegou e nos abraçamos mais do que nunca. Fiz o check-in e comprei café, abraçada com ele.
“Ultima chamada para o vôo 741 com destino ao Brasil!”.
O olhei e abracei, algumas lágrimas caíram dos meus olhos e ele as secou com as costas das mãos. O beijei demoradamente, terminando com alguns selinhos. O abracei novamente e ele beijou minha testa. Fui em direção ao avião abraçada de lado com ele, e quando chegou a hora de nos separarmos, lhe dei apenas um selinho.
- Adeus. - Eu disse, triste.
- É, eu acho que sim. Adeus.
Fui olhando para trás e ele me olhava triste, tentando forçar um sorriso fazendo com que eu fosse.
Quando entrei no avião, eu quase tive a certeza de que talvez nunca mais o visse. Tomara que eu esteja errada.
O avião já ia decolar.
Acho que o melhor amor que já havia sentido foi com o Keaton, apesar de não terem tido nada.
Foi um amor diferente. Um amor feito nos EUA.
Adeus EUA, adeus Califórnia, adeus Keaton.

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