I Want You In Every Single Way

Escrito por Gaby Pingituro | Revisada por Isabelle Castro

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  Olhei para o visor do celular mais uma vez. Ela viria, eu tinha certeza que sim.   Eu estava sentado em um dos bancos do bar da boate Fabric esperando pacientemente que chegasse. Durante os sessenta minutos que passei ali, mais gente passou por mim do que eu pude contar, mas ainda assim não atrevi a me levantar e tirar os olhos da entrada. Precisava estar de olho para quando ela chegasse.
  Beberiquei o resto do whisky em meu copo enquanto observava as luzes coloridas da boate iluminarem a escuridão, moldando as silhuetas dos corpos que se mexiam debilmente ao som da música que reverberava pelo ambiente, alta, energética, hipnotizando as pessoas com a ajuda do álcool que corria no sangue delas.
  Quando o barman parou em minha frente não perdi tempo em pedir meu segundo copo da noite. A espera por ela se tornava cada vez mais insuportável. Perguntei-me por um momento se ela não estaria com seu namorado mais uma vez, mas então tal pensamento desapareceu de minha mente assim que a vi caminhando pela casa noturna com os cabelos sedosos caindo sobre seus ombros, usando seus tão notáveis saltos.
  Eu sempre a achei linda, mas enquanto ela andava até onde eu estava, usando aquele vestido curto e preto que se ajustava perfeitamente em sua cintura, o batom vermelho nos lábios que se erguiam num meio sorriso, a maquiagem tão marcada naqueles olhos incrivelmente sedutores que me fitavam, percebi que nesta noite ela estava mais que linda, estava excepcional. Cada passo que dava era uma cabeça que se virava para acompanha-la. Ela me tinha em suas mãos e nem sequer sabia disso.
  - Está atrasada. – Disse assim que ela se sentou ao meu lado, não antes de encarar suas belas pernas expostas tão próximas a mim.
  - Estou aqui agora, não estou? – Olhou-me por cima do ombro apenas para levantar o canto dos lábios sugestivamente.
  Soltei um riso nasalado.
  - Problemas com o namorado de novo? – Arrisquei perguntar. só ficava arisca assim quando tinha problemas. Era tão simples identificar quando algo estava errado! Ela até podia achar que ele a conhecia bem, mas eu a conhecia melhor.
  - Por que insiste em querer saber dele?
  - Preciso saber com quem estou lidando. – Dei de ombros e tomei um gole do meu novo copo de whisky enquanto a via revirar os olhos. – Quer uma bebida?
  - Sabe que eu não poderia começar essa noite sem uma boa dose de álcool, . – piscou um dos olhos ao mesmo tempo em que cruzou as pernas.
  - Claro que sei. – Sorri discretamente chamando o barman em seguida para atendê-la.
  Depois do que pareceu ser uma eternidade, finalmente acabou optando por um sex on the beach bastante clichê para mim, mas aparentemente bom o suficiente para ela.
  - Talvez você devesse provar algo diferente da próxima vez. – Murmurei mais perto dela, usando a desculpa da música alta para me aproximar mais de seu rosto.
  - Algo diferente como, ? – Virou-se para mim e por um instante nossos narizes quase se tocaram.
  - Algo mais ousado, quem sabe. – Sugeria a observando. – Talvez um Heaven to Hell. É forte, diferente...
   soltou um riso fraco e divertido.
  - Está querendo me embebedar?
  - Claro que não, . Quero você o mais sóbria possível hoje. – Deixei o tom implícito de minhas intenções soarem em minha voz. – E vamos concordar, amor, eu tenho maneiras muito mais interessantes de te fazer ir do céu ao inferno.
  Por um instante imaginei que a garota ao meu lado teria ruborizado, mas essa observação poderia ser facilmente confundida pelas luzes que coloriam a boate incessantemente.
  - Se garante tanto assim? – Questionou depois de uma grande pausa.
  - Você sabe que sim, amor.
   me olhou pronta para rebater o comentário, no mesmo instante em que o barman colocava seu drink bem na sua frente, interrompendo-a antes mesmo de começar a falar. Tentei esconder a sombra de um sorriso que quis se formar em meu rosto logo em seguida. Se isso que nós fazíamos era um jogo, então eu tinha acabado de fazer um ponto.
  - Você fica mais convencido a cada vez que nos encontramos. – Reclamou enquanto tomava sua bebida. – Sinceramente eu achava que isso era impossível, .
  - Você sempre acha muita coisa, amor, mas não significa que você tenha razão em todas elas.
  Sua sobrancelha se arqueou imediatamente e sorriu incrédula. 
  - Você é um ridículo, sabia? 
  - Não. – Disse indiferente. - E se por acaso isso te incomodasse, certeza que você não estaria aqui comigo agora.
  Um gole depois do seu drink, ela se virou para mim.
  - O que quer dizer com isso? - Percebi pelo tom da sua voz que ela desconfiava o que eu queria dizer, mas ainda assim, preferia jogar branco até ter certeza.
  Pigarreei e deixei que um sorriso de canto crescesse em meus lábios. 
  - Amor - Deixei que a palavra se prolongasse em minha boca. -, ele te conhece de todas as maneiras, memorizou cada parte do seu rosto, de dentro pra fora e dos pés a cabeça, ele sabe tudo. E você ainda prefere estar comigo a estar com ele. 
  A vi se retrair por um momento, como se eu tivesse descoberto um de seus segredos. Longos segundos pareceram se passar enquanto eu a observava com atenção esperando ansiosamente por uma resposta. Essa que não veio. Ao contrário disso, se virou para mim, recomposta, após terminar de beber todo o seu drink:
  - Não vai me convidar para dançar, ? - A encarei por um segundo antes de beber o que restava do meu segundo copo de whisky e me levantar.
  - Dança comigo, ? – Eu chamei sua atenção e então ela se levantou perigosamente próxima a mim, mas não havia jeito de esconder o sorriso malicioso em seu rosto.
  - Achei que nunca fosse pedir. - E se distanciou do bar para chegar até a pista.
  Com apenas um olhar direcionado a mim sobre o ombro e o mesmo sorriso de antes, bastou para que eu a seguisse. 
  E eu a seguiria até o fim do mundo se ela quisesse.
  Ao ritmo da música seus quadris rebolavam, seus dedos corriam por suas curvas, seu vestido acompanhava os movimentos, seu tecido balançava exatamente de acordo com o som tocado, e o jeito que ela deixava seus cabelos caírem... Eu não sabia o que fazer. 
  Ela era a perfeição, algum tipo de paraíso. Fazia-me pensar em ir a lugares que nunca fomos, de fugir para bem longe de tudo. Eu a levaria para qualquer lugar que pedisse, só precisaria dizer onde e quando que eu estaria lá para fazer suas vontades.
  Um passo a frente e eu a segurava pela cintura, suas costas contra meu tórax, minha boca cochichando em seu ouvido:
  - Está fazendo isso de propósito, amor?
  - Isso o quê?
  - Isso – Escorreguei minhas mãos por seu quadril e parte de sua perna. – Se mexendo dessa forma, me provocando, me fazendo te desejar, te querer...
  - Eu faço você me querer? - colocou suas mãos por cima das minhas e as guiou por seu corpo, despreocupada com as pessoas ao redor. Sabia que todos estavam ocupados com sua própria diversão para se concentrar em nós. – Faço você me desejar?
  - Você sabe que sim. – A girei para que ficasse cara a cara comigo de uma maneira abrupta. – Todas as vezes que se mexe no ritmo da música, todas as vezes que me olha assim, fica mais difícil. Você sabe. – Com o braço envolto em seu corpo eu a apertei contra mim, fazendo-a soltar o ar num suspiro surpreso. – Você sabe, .
  Suas unhas tocaram minha nuca e se arrastaram pela parte de trás do meu pescoço. Um arrepio longo fez todos os meus pelos ficarem eriçados ao seu toque enquanto por um momento desceu sua mão por meu tórax até chegar à barra da camiseta e colocar sua mão por dentro dela. Contraí o abdômen ao sentir seu ato inesperado ao mesmo tempo em que retirou sua mão e se afastou com um olhar provocante, um sorriso convencido se erguendo em seus lábios e se virou de costas para mim mais uma vez dançando ao som que tocava, roçando seu corpo no meu sensualmente, me levando a loucura em menos de um segundo.
  Pedi internamente que ela nunca parasse.
  Mas ela não pararia, sabia que eu gostava do jeito que ela dançava, do jeito que me fazia perder o controle a ponto de querer tira-la dali para tê-la finalmente só para mim.
  Minhas mãos outra vez envolveram sua cintura para que eu pudesse falar algo que apenas ela ouvisse:
  - Sabe... - Ela inclinou a cabeça um pouco para a lateral me trazendo mais acessibilidade ao seu pescoço exposto. - Seu namorado, aquele cara... 
  - Vai querer falar disso agora? - A ignorei.
  - Ele pode saber tudo o que precisa sobre você. - tentou se distanciar e eu a assegurei mais firme, conduzindo-a a outros movimentos muito mais íntimos e intensos, uma vez que minha pélvis estava contra seu quadril. - Ele pode saber da sua tatuagem secreta, pode saber todos os jeitos que seu humor muda, as músicas que você canta quando está sozinha, sua banda favorita e o jeito que você dança ao som dela na frente dos seus amigos...
  - ...
  - ... Mas, amor - Prolonguei palavra enquanto deslizava a ponta do meu nariz sobre seu pescoço, a arrepiando levemente. - Ele sentiria inveja de mim agora.
  Arrastei meu lábio pela pele exposta do seu ombro, minha mão esquerda subindo pela lateral do seu corpo, as pontas dos meus dedos passando pela curva do seu seio e subindo até sua clavícula apenas para depois fazer o caminho inverso de volta até seu quadril, sentindo-a continuar com seus movimentos ritmados.
  - Ele sabe que você pode se mexer assim? Sabe que você está aqui agora? Sabe que eu te quero loucamente? – Beijei a pele logo abaixo de sua orelha só para depois morder o lóbulo da mesma. – Será que ele sabe, amor?
  De súbito ela se virou de frente para mim, lábios entreabertos e respiração acelerada, suas mãos alcançaram minha nuca, onde me puxou para mais próximo do seu próprio rosto.
  - Ele não precisa saber de tudo. - Os lábios dela tocaram nos meus levemente. – Não precisa saber de você. De nós.
  Eu a estudei por um momento segurando seu rosto com uma mão.
  - Não, não precisa. – Concordei e intercalando olhares entre sua boca entreaberta tão convidativa e seus olhos convictos fixos em mim. – Mas enquanto ele não souber você nunca será minha.
  - Isso não é verdade, .
  Suas palavras tiveram o efeito contrário em mim. Ao invés de me trazer calma, me trouxe uma espécie de fúria que eu não pude controlar. Saí da pista de dança por entre as pessoas trazendo ela ao meu encalço, totalmente surpresa com minhas atitudes, até encontrar por fim um canto reservado, sem pessoas se mexendo ao nosso redor ou bisbilhoteiros nos observando.
  - O que está fazendo? – perguntou ao passo que eu a encostava na parede. – , o que está fazendo?
  - Você não pode ser minha enquanto for dele. – Colei meu corpo ao seu, uma mão de cada lado de si, faces tão próximas que um podia sentir a respiração do outro. – Ele não está aqui agora, e eu preciso saber: O que você quer, ?
  Sua respiração descompassada batia em meu pescoço, seus olhos não procuravam os meus como momentos antes. Ela estava cética demais com minhas atitudes para procurar por uma resposta. Mas quando eu estava perto dela, não ligava de ser inconsequente, não ligava de ser impulsivo. Eu gostava da adrenalina e de tudo que vinha com ela. Gostava de testa-la.
  - Me deixe saber, . – Murmurei em seu ouvido pouco antes de começar a distribuir beijos por seu pescoço. – Ele te beija do jeito que eu beijo? Te toca da maneira que eu toco?
  Suas mãos foram de encontro ao meu corpo, mas eu não deixaria que ela me tocasse agora. Segurei ambas no alto de sua cabeça em um gesto rápido, deixando-a momentaneamente desnorteada.
  - Não. Eu cansei de jogos. – Deixei que minha mão livre procurasse pela parte descoberta de sua perna. – Hoje eu só quero respostas.
  - , eu não...
  - Shh – Pedi ainda concentrado em distribuir beijos pelo seu pescoço e dar leves mordidas no local. – Se é certo, se é errado, eu não me importo. Mas já venho guardando segredo há muito tempo.
  - Você é mesmo um idiota.
  - Sou? – Mordi seu lábio inferior. – Será que sou mesmo?
   fechou os olhos com força à medida que eu beijei seu maxilar. Puxou suas mãos com força para que eu as soltasse, mas apertei seus pulsos finos um pouco mais para que ela desistisse do feito. Levei a mão que explorava sua perna até sua nuca onde a embrenhei em meio ao seu cabelo macio, o puxando levemente.
  - Eu te quero tanto, amor... – Sussurrei uma vez antes de surpreender e capturar seus lábios com os meus, finalmente beijando-a de verdade pela primeira vez na noite.
  O toque que deveria ser sutil e sexy, que deveria fazer com que ela implorasse por mais, se transformou em algo quase agressivo e ansioso. Não precisei de muito para aprofundar o beijo. De imediato sua língua procurou pela minha, num ritmo descoordenado, rápido, como se tivesse esperado há muito por esse contato.
  Suas mãos se desprenderam da minha que ainda as segurava numa rapidez que não pude impedir. Meu corpo que já estava próximo, se colou completamente ao dela, a prensando contra a parede em suas costas. Suas mãos se seguraram firma em meus ombros ao passo em que a minha, que antes ocupada, agora apertava firmemente sua cintura.
  Entre luzes negras e neon eu explorava sua boca com destreza, sentia resquícios de álcool se misturar ao meu gradualmente quando um ritmo próprio finalmente foi encontrado. A música que antes parecia tão alta subitamente desaparecia e a única coisa que eu ouvia eram meus batimentos cardíacos ecoarem em meus ouvidos altos e acelerados.
  - Quero te fazer minha, quero estar dentro de você e te sentir de todas as maneiras possíveis enquanto você pede por mais e chama por mim. Quero que você seja minha, . – Sua respiração bateu acelerada contra meu rosto. - Se entregue para minha hoje à noite. Só precisa dizer que sim.
  A resposta outra vez não veio.
  Suas mãos me tocaram, se arrastaram por minha pele, me fazendo perder o ar. E seus olhos, as pupilas dilatas, o brilho de excitação, eles diziam tudo, diziam tudo o que fazíamos e tudo o que poderíamos fazer se estivéssemos sozinhos.
    Se esse lugar estivesse em chamas, eu nem perceberia.
  Seu corpo em minha mente, todas as possibilidades que tínhamos. Eu queria prova-la, queria sentir sua pele colocada a minha sem nenhuma roupa atrapalhando, queria saber o gosto que a mesma tinha, necessitava ter suas curvas em minhas mãos. 
  Só precisava de uma resposta.
  - Você me quer, . - Não havia sido uma pergunta, eu sabia que ela me queria.
  - Sim. - Ela respondeu com a voz entrecortada, suas mãos ainda debaixo da minha blusa.
  - E ele sabe que você me quer? - Ela negou fracamente. - Sabe que me deseja?
  - Não. - Outra vez eu passei a ponta do meu nariz pela lateral do seu rosto e descendo. 
  - E sabe o que mais ele não sabe? O que nunca vai saber? - Ofegante deixou sua cabeça se encostar-se à parede ao mesmo tempo em que a balançou para os lados. Ela fez menção de deslizar pela superfície, por isso passei um braço pela sua cintura, segurando seu corpo e então coloquei uma perna entre as dela, aumentando a proximidade. 
  - O q-quê? - Mordi seu queixo levemente antes de voltar à atenção ao caminho que antes eu fazia.
  - Te fazer sentir tudo o que eu faço. – apertou os olhos, me olhando por entre os cílios.
  - Isso não é verdade. – Eu ri nasaladamente, divertido com sua omissão.
  - E sabe o que mais, amor? – Deixei minha cabeça cair na curva do seu ombro, sentindo seu perfume, sua pele colada em meus lábios. - Ele nunca saberá o jeito como você mente quando olhar pra mim. - Seu cheiro começava a inebriar meus sentidos. Eu me sentia viciado nela. - Então continue tentando, amor. Ao contrário dele eu vejo. Vejo todas as pequenas coisas que fazem você ser quem é.
  Um olhar rápido em sua expressão extasiada bastou para que eu a provocasse mais.
  Desci com beijos languidos por seu pescoço, chupando sua pele ora mais fraco, ora mais forte, despreocupado se deixaria marcas ou não. Ele não estava lá agora, e essa noite seria minha.
   parecia desnorteada ao meu toque. Prendia o lábio inferior entre os dentes visivelmente extasiada. Intercalava toques entre minha nuca e meu abdômen, usando a unha para me fazer perder o ar, me excitar por ela. E estava dando certo, eu sentia minhas calças cada vez mais apertadas. Mas ainda assim, era ela quem soltava suspiros e gemidos entre as carícias. Então seria ela quem imploraria por me ter entre suas pernas hoje. 
  Não eu.
  Sem parar os beijos, me aproveitando da distração que causava nela, deslizei sorrateiramente minha mão por sua perna, entrando por baixo do seu vestido, indo diretamente para sua bunda, embrenhando meus dedos por debaixo do tecido de sua calcinha.
   se retraiu por um instante. 
  - , não! - Ela resmungou com a voz trêmula, meu nome saindo como um breve gemido. - T-tem gente aqui. Muita gente. Alguém pode ver.
  Tirei minha mão debaixo do tecido do seu vestido imediatamente. De súbito voltei à realidade e meu cérebro voltou a trabalhar em coisas coerentes. Por um momento eu havia esquecido onde estávamos e até mesmo de quem éramos. 
  - Pare de me torturar, . - Ela suplicou entre um suspiro curto.
  - Você quem está me torturando, amor. - Beijei seus lábios levemente. - Quero que você seja minha.
    - Eu sou sua.
  - Não. - Neguei distribuindo mais beijos por seu maxilar. - Quero que seja minha, completamente minha. Não só de corpo como disse há pouco, mas de alma também. Te quero de dentro pra fora, da cabeça aos pés. Quero saber tudo o que ele sabe e muito mais. Quero saber sobre todas as suas mudanças de humor, sobre as músicas que você canta quando está sozinha. Quero memorizar cada parte do seu rosto, cada parte da sua tatuagem secreta. Quero te ter dançando, me enlouquecendo assim todos os dias. Quero o meu corpo no seu, minha boca na sua. Quero seus sorrisos e também suas lágrimas. Eu te quero por inteiro. Quero te ter de todas as formas e em todos os sentidos.
  - E você me tem! - Ela segurou meu rosto entre suas mãos e me olhou nos olhos.
  - Não enquanto você estiver com ele. - Disse firme apertando sua cintura em minha mão, me direcionado outra vez para sua boca.
  - Mas eu não estou com ele, . Não mais. - Interrompi meus movimentos.
  - Como?
  - Eu não estou mais com ele. - Repetiu fracamente. – Vim tentando te dizer isso a noite toda! Por isso me atrasei: porque já fiz minha escolha. E eu escolhi você, escolhi ser sua. Eu sou sua.
  O mundo pareceu parar de girar momentaneamente.
  - Está brincando comigo? - Meu coração estava ainda mais acelerado que antes, ouvia as batidas cardíacas ecoarem em meus ouvidos, altas, como se fosse explodir a qualquer instante. Eu me sentia quente, como se estivesse em estado febril.
  - Não, . - abriu o primeiro botão da minha camisa e beijou o local sensualmente. - Não mais.
  - Mas você disse que ele não precisava saber sobre eu e você. - Sussurrei com minha mente ainda trabalhando em assimilar as palavras.
  - Porque ele não precisa saber. - Respondeu depressa, os lábios ainda roçando em minha pele. - Não precisa saber de mais nada relacionado a mim. Não precisa de forma alguma saber sobre nós. 
  - Isso é verdade? - Segurei seu rosto para que eu pudesse olhá-la. 
  - Sim, totalmente verdade. - Sorriu brevemente. - Sou sua essa noite. Sou sua de hoje em diante.
  Precisei de um segundo para recupera o ar que tinha perdido.
  - E ele sabe? - Perguntei num fio de voz, sua testa franzida tentando entender o que falei. - Sabe que você não vai voltar atrás, amor? Nunca?
  E então sorriu.
  - Disso ele sabe. 
  - Será que sabe mesmo? - Subi minha mão até sua nuca. 
  - Duvidando da minha palavra, ? - Aquele brilho em seus olhos, aquela mistura de excitação e alegria, o sorriso que ela não conseguia esconder, era verdade sim. Tão verdadeiro quanto à súbita animação que cresceu em mim.
  Eu sentia como se tivesse ganhado algo que desejava há muito. E eu tinha mesmo.
  Em meio a beijos leves distribuídos pela pele que ficava amostra pela recente abertura feita em minha camisa, eu me distanciei dela mais rápido do que pude planejar.
  - Vamos sair daqui. – A puxei não tão delicadamente pela mão. – Vou chamar um táxi.
  - Quê? Pra onde? – Questionou enquanto passava por entre as pessoas se movimentando na pista até a porta de saída da Fabric. – Por que a pressa, ?
  - Vamos para minha casa – A olhei por cima do ombro. -, porque temos alguns assuntos pendentes que não podem ser resolvidos numa casa noturna, amor.
  - Que tipo de assuntos? – Sua boca se levantou num sorriso malicioso sugestivo.
  - Assuntos quais não envolvem roupas. – A puxei pela cintura e imitei seu sorriso.
  - E vai ser aí que você vai me fazer sua? – Sussurrou em meu ouvido e eu não pude resistir.
  - Sim, amor. – Me inclinei para beija-la. – E esse será só o começo.

FIM.



Comentários da autora


  Nota da Autora: Heey! Obrigada a todos que leram até aqui, espero que tenham gostado da Shortfic inspirado na música Does He Know? do One Direction que minha Beta Belle propôs!
  Para quem quiser, leia minha fanfic em andamento do One Direction - Dear Diary e acompanhe o grupo no facebook.
  Beijos e até a próxima! Xx