Fantasia Fake5
Escrito por Cáàh | Revisado por Flavinha
SEXTA-FEIRA
- Essa é a nossa ultima chance. - Charlie relembrou os amigos.
- Não falharemos. - James prometeu alegremente, quase pulando de alegria.
Charlie trocou um olhar inseguro com Matt, que era seu copiloto no momento, e voltou a prestar atenção à rua.
Quando chegaram a tão conhecida rua que abrigava a casa das brasileiras, Charlie diminuiu a velocidade e estacionou calmamente em frente à casa branca.
abriu a porta com toda sua força e pulou para fora. Rindo, como sempre faziam quando estavam perto delas, os três desceram do carro.
- JIIIIIIMMYYYY. - correu para os braços magros de James e foi recepcionada com um beijo.
- TAMBÉM QUERO. - gritou esganiçada quando os dois se separaram e James abriu os braços na direção da garota, que arregalou os olhos, enquanto descia a mão no guitarrista e gargalhava.
Charlie ligou o alarme do carro e, sorrindo, com as mãos no bolso, seguiu na direção de . Quando estava quase entrando na casa, sentiu uma mão puxá-lo para trás com força.
- EI. - Charlie gritou, tirando as mãos do bolso, buscando estabilidade.
- É que certa vez a falou que a regra era eu ser o primeiro a entrar na casa. - Matt sorriu largamente para o baterista, que o fuzilava com os olhos. - Sempre, Simpson. Sempre!
- Willis obedecendo a regras. - comentou abismada e entrou puxando James junto. Charlie entrou por último, pensando em algum jeito de se vingar de Matt. Matt no momento estava sendo agarrado e tendo a língua sugada por .
- Desmancha essa cara feia. - pediu, saltitando em direção ao baterista que, por incrível que pareça, sorriu e a abraçou.
- Como foram esses dias sem mim? - James perguntou, erguendo os braços estilo super-herói.
- Normais. - respondeu largando Charlie. - Digo, literalmente.
James olhou a garota indignado.
- E sem o super Willis aqui? - Matt perguntou abrindo os braços, e , com sua mente nada fértil, imaginou uma capa preta do estilo da capa do professor Snape. Começou a rir, pensando que ele realmente parecia um vampiro.
- Foi chato, Matt. - falou carinhosamente, abraçando o baixista pela cintura. Matt a olhou de lado. estava mais amorosa ou era impressão?
- E SEM VOCÊ SIMPSON. - gritou, se virando para o baterista, que, por precaução, se afastou. - Se bem me lembro, no ano novo, você prometeu que me ensinaria a dirigir!
- Eu vou ensinar, , eu vou. - Charlie sorriu, puxando a garota para si. - É que andamos muito ocupados.
- Sei, sei. - o olhou de lado, as sobrancelhas contraídas.
- Mas então. - Matt quase gritou para chamar a atenção de todos, tentando livrar o coro do baterista. - Tem comida?
- 'Tô falando, depois que ficar gordo não reclama. - resmungou lá do seu canto, mas todos ouviram. Matt a olhou de soslaio, uma cara nada amistosa. - Er.. então, Morcegão (é Vampiro, Charlie avisou) - vai ter comida se a dona fizer.
- EU? - perguntou dando um salto mortal, mentira, ela só deu um passo atrás. - Por que eu?
- Porque você nunca faz. - respondeu simplesmente, dando de ombros.
- Mas, mas, mas, COMASSIM? A nunca fez um miojo se quer.
- , calada. Você está na nossa casa, querida. - falou, enquanto mandava um beijo para a amiga.
- Não só por isso. - falou rindo. - Mas porque a não sabe fazer nada e, provavelmente, colocaria veneno na comida.
- Realmente eu não sei fazer nada. - falou triste abanando a cabeça.
- Charlie se fodeu. - James deu o ar da graça, para sua total desgraça. se inclinou para a frente, pegando o objeto mais próximo: uma almofada. E a vez voar na direção do cabelo bicolor de James.
- VAMOS FUGIR. - Matt pediu para que assentiu. Correram para a cozinha, escapando do campo de batalha que a sala se transformara.
- Vamos fugir. Desse lugar baby. Vamos fugiiiiir. Pra onde quer que você vá, que você me carreeegueee. - , depois de ouvir o que Matt gritara na sala, começou a cantar na cozinha. Toda animada enquanto pegava o material de trabalho.
- Ahn... Traduz? - Matt pediu piscando um olho, fazendo assim uma cara fofa.
- Eu nem sei se está certa. - Confessou rindo, e Matt aproveitou para encher a garota de perguntar sobre o Brasil, seus costumes, sua família, seus amigos, seus vizinhos etc, etc, etc.
- Cansei. - Charlie confessou, se jogando no sofá. James pulou em cima do baterista.
- Esse cansa fácil ein . - não podia perder a oportunidade de tirar uma com a amiga, é claro. lhe mandou o dedo e provavelmente soltaria algum palavrão se James não estivesse pedindo piedade aos berros ali do lado. Charlie não atendeu ao pedido do Gambá e o jogou no chão.
- Foge. - gritou para o baterista que pulou do sofá e seguiu a garota pelo corredor.
estava com um olhar realmente malvado e se não estivesse preocupada com os poucos neurônios que James tinha, e que poderiam ter sido afetados com a queda, provavelmente esganaria Charlie.
- O que vamos fazer? - Charlie perguntou ao ser arrastado para dentro do quarto.
- Quero ajuda. - falou, piscando fofamente os olhos e pegando o notebook.
- Com o quê?
- Quero que me ajuda a achar um site, que venda... - deixou a frase no ar, quando entrou no seu site de pesquisa favorito (Google, lindo) se voltou para o baterista.
- Que venda?
- PEIXE ROSA. - gritou abraçando a si mesma e balançando de um lado para o outro, de olhos fechados, e com uma expressão apaixonada. Charlie sentiu o rosto se contorcer e não sabia realmente se sua expressão era de medo ou de susto. sabia ser estranha. E sabia dar medo.
- MAS QUE PORCARIA É ESSA? - berrou ao ver o anuncio que tampou toda a página que estava cheia de peixes coloridos.
- São ovos de chocolate. - Charlie comentou simplesmente, encolhendo os ombros e olhando esperançoso para a garota.
- Não é simplesmente ovo de chocolate, Charlie. São ovos de chocolate preto. - fez questão de falar declaradamente a ultima palavra. - Fala sério, quem gosta desse chocolate? É horrível. - Abanando a cabeça tristemente, fechou o anunciou e começou a abrir várias fotos de várias espécies de vários peixes.
Charlie não reclamou, estava até legal ver as variedades. Na verdade, qualquer coisa ficaria legal agora que ele cumprira sua missão.
- Vocês só escutam My Chemical Romance? - James perguntou ofendido.
Tinha levantado do chão com muito custo e fora até a estante bisbilhotar o que tanto as garotas tinham ali.
De interessante nada.
O CD do MCR, daquela vez da guerra de comida à mesa, estava ali ao lado do rádio. Quer dizer, só a capa do CD, o CD mesmo deveria estar dentro do rádio. Desde aquela vez.
- Lógico que não. Só a que é fanática por eles e conhece todas as músicas e tudo o mais. Ok, a e eu gostamos também, a um pouco mais talvez, mas nada igual a ela. E ela fica ouvindo o CD o dia inteiro, então já fica aí. E às vezes, só às vezes, quando ela acorda antes, ela faz questão de nos acordar com a linda voz do tal Gerard Rih- cortou a frase e James a olhou intrigado depois de alguns segundos. falara muita coisa, e muito rápido, e, sendo Bourne como era, James demorou para entender tudo.
- Gerard o quê? - Perguntou confuso. riu.
- Ia fazer uma piada velha. Esqueci que agora ele parece um canário. - Dando de ombros, a menor puxou James para o corredor. - Vem ver os meus CD's. - Por que eles não ficam na sala? - James perguntou interessado.
- Acha mesmo que eu deixaria meus preciosos CD's na sala? Onde a qualquer momento pode acontecer uma guerra? A , boa de mira como é, já teria quebrado mais da metade.
James riu da cara indignada de , que abria a porta do quarto.
- EU GOSTO! - gritou ao ouvir as frases indignadas de no outro quarto. - Fala sério. Quem não gosta de chocolate preto? - perguntou olhando para James assustada.
- Eu gosto de qualquer chocolate. - Ele disse, não percebendo que tinha sua preciosa informação. - Mas o que me importa mesmo são os brinqu- - Ele parou de falar e olhou para com receio. começou a gargalhar. Quantas vezes falara que o James corado era a coisa mais linda do mundo?
Depois de rir, começou a mostrar seus vários CD's para James. Não era preciso retornar ao assunto dos chocolates e brinquedos. Sabia muito bem que James adoraria ganhar ovo com brinquedo (afinal, quem não saberia disso?), por isso o mega Kinder Ovo já estava comprado para o guitarrista.
Enquanto os casais se amassavam, faziam comida, procuravam peixes e comentavam sobre bandas e cantores e então jantavam. Richard debatia com Fletch a situação que se encontravam e tentava achar uma solução.
- Não sei qual será o 'grande prêmio', Fletch. - Richard confessou cabisbaixo.
Fletch não culpava o amigo. A ação feita no Natal fora tão boa, e vista com tanto orgulho, que decidira fazer algo parecido na Páscoa, depois de ouvir toda a história contada pela Busted e pelas garotas sobre a casa que arrombaram, a boa ação dessa fez seria feita para os órfãos.
A decisão fora tomada rápida e em cima da hora, dali dois dias seria a Páscoa e então o 'grande prêmio' tinha que estar pronto, assim como todo o evento.
A partir das nove horas a criançada correria por toda a extensão do Hyde Park a procura de ovos de chocolate. Os ovos seriam escondidos por todo o lugar pouco antes das crianças chegarem (era incrível o tanto de pessoas que se candidataram para ajudar com isso). Então, a criança que encontrasse mais ovos ganharia o 'grande prêmio' que ainda não estava decidido.
- Por que você veio com essa ideia tão de repente? - Richard perguntou exasperado, encarando o empresário.
- Andei ocupado, Richard. E você gostou da ideia. - Richard deu de ombros.
- Já falou com os garotos? - Fletch negou e Richard passou a mão pelo queixo, pensativo. Seus pensamentos acabaram presos ao seu queixo, precisava fazer a barba.
- Amanhã eu apareço com uma solução, prometo. - Richard falou antes de se despedir.
Fletch acabou seguindo o exemplo do amigo e foi para casa.
Estava andando muito com a Busted, estava começando a deixar as coisas para ultima hora. Como poderia cobrar os meninos se estava começando a falhar com exemplos?
Na casa das garotas, elas estavam em seus quartos e a Busted estava jogada na sala. Matt e Charlie nos colchões e James no sofá.
- E aí? - Matt perguntou animado quando a casa ficou em completo silêncio.
- Conseguiram? - Charlie perguntou se sentando.
- Yeeeeah. - James ergueu os braços, também se sentando.
- Você conseguiu? - Charlie perguntou meio assustado.
- Por acaso duvidou da minha capacidade? - James perguntou se fingindo chocado.
- Não, imagina. - Charlie devolveu irônico.
- Ok. Parou aí. - Matt falou, cortando o embalo dos amigos. - Descobri que a quer um ovo enorme meio a meio.
- A gosta de chocolate branco. - Charlie falou animado.
- E a o oposto. - James falou rindo.
- Como descobriu, James? - Matt perguntou interessado.
- Ela ouviu a falando mal do chocolate e gritou que gostava. - James deu de ombros, olhando para os amigos. Durante toda a conversa ficara de cabeça baixa. - Olha. - Sorrindo, ele estendeu um pequeno papel para Matt que estava mais próximo. Charlie acompanhou o lançamento que James fez de uma caneta.
- - meio a meio, enorme. - lacta branco enorme. - Diamante Negro enorme. - Matt leu o bilhete e devolveu ao guitarrista. - Parabéns, James.
- Amanhã você leva à gravadora. Parabéns. - Charlie concordou e voltou a se deitar, puxando a coberta que lhe doara. Matt fez o mesmo.
James boquiabriu-se ao ouvir as risadinhas abafadas dos amigos. Fechou a boca, rolou os olhos e se deitou, sentindo o perfume que exala do cobertor de . Fechou os olhos e sorriu. Seria bom ir à gravadora levar os pedidos, poderia se gabar depois para as garotas que os ovos lindos e deliciosos não estariam ali se não fosse ele.
SÁBADO
- Foi mal, foi mal, foi mal. - James não parava de se desculpar. Matt havia deixado o celular para despertar debaixo da almofada que o Gambá usava como travesseiro. Quando o aparelho tocou, James se assustou e se levantou em um pulo, pisando na perna de Matt e acordando os dois amigos.
- Suma da minha frente. - Charlie pediu lá do seu canto, os olhos semicerrados. De raiva e sono. James ergueu os braços.
- Já estou de saída, já estou de saída. Vou ir à gravadora, ok? - Sem esperar resposta, o rapaz correu ao banheiro e lavou o rosto.
Agora sim estava acordado e pronto para ir levar os pedidos ao empresário.
Ao passar pela sala, recebeu almofadada dos amigos e respondeu mandando o dedo. Sempre educados.
Ao mesmo tempo em que James arrancava com o carro, o barulho de porta batendo podia ser ouvido pelos dois rapazes.
- JIIIIIIIIIIIIIMMYY. - berrou lá de cima. Logo e responderam ao grito:
- CALA A BOCA, .
- QUERO DORMIR, DEMÔNIA.
- Você viu algum Jimmy? - Matt perguntou com um sorriso diabólico.
- Não. - Charlie respondeu fazendo uma cara confusa. - Onde foi o James?
- Ah, eu não sei. - Matt respondeu erguendo os braços. Os dois riram e se deitaram, fechando os olhos.
- ACOOORDA NEGADA. - berrou, pulando para perto deles.
- Ah, , me deixa dormir. - Matt reclamou puxando as cobertas para cima da cabeça.
- NAAAAADA DISSO. - berrou chegando do além.
- Se tivemos que levantar, vocês tem também. - falou aparecendo atrás da menor. - Queremos dormir. - Charlie reclamou, sentindo as cobertas serem puxadas.
- Já são onze horas. - informou enquanto arrancava a coberta de Matt que reclamava.
tentava puxar Charlie para cima e ... Bom, estava paralisada no meio da sala. Parecia que havia sido atingida por um feitiço da Hermione.
- Espera. Espera. Eu sou lerda e estou realmente perdida... CADÊ O JAMES? - berrou olhando para todos os lados possíveis (e impossíveis, já que ela começou a erguer cobertas e tapetes).
- Cadê o Bourne? - perguntou tentando ajudar a amiga.
- O Bourne sumiu? - Charlie perguntou e se levantou em um pulo, para sorte de que já não tinha mais forças para tentar erguer o poste. Quer dizer, o Simpson.
- Como? Cadê o James? - Matt perguntou e foi à cozinha. arregalou os olhos ao ouvir o barulho da porta do fogão ser fechada e então da geladeira.
- Ele não foi procurar o James na geladeira, foi? - A garota perguntou assustada.
- Não. - Matt respondeu reaparecendo com um pedaço de pizza na mão e um copo de suco na outra. - É que me deu fome.
- FOME, MATT? FOME? SÉRIO? O JAMES DESAPARECEU E VOCÊ ESTÁ COM FOME? - berrou com o rapaz, pegando-o pela gola da camisa e o chacoalhando.
- , calma. - pediu indo socorrer o rapaz. - Vamos achar o James.
- Vocês não viram ele sair não? - perguntou olhando do baterista para o baixista e dele para o baterista. - Quero dizer. Conhecendo o James, ele não conseguiria sair de casa sem ser notado.
- Eu não vi nada. - Matt assegurou, olhando para sua pizza. Charlie assentiu, mas evitou encarar as três garotas.
- JAAAMES. - gritou.
- Esse Bourne é mesmo panaca, né não? - perguntou inconformada, indo procurar o rapaz no banheiro.
- Tsc, vocês não sabem realizar uma busca. - comentou inconformada assim que
voltou. - Não sabem que o James não passa de um gambá? E aonde se procura um gambá? NÃO EM UM BANHEIRO OU EM UMA COZINHA. - Jogando duas almofadas, uma em e outra em Matt, fazendo o rapaz se molhar com o suco, a garota saiu de casa.
- ONDE VOCÊ VAI, ? - berrou seguindo até a porta. - Não quero que você suma também, mula.
- AAAAAAAAAAAAAAAACHEEEEEEEI. - berrou depois de uns dois minutos e começou a pular lá fora. Matt e Charlie se entreolharam e saíram correndo, será que James havia batido o carro em algum poste? - Quer dizer, parecia um gambá de longe. - comentou triste.
- JAMES. - berrou ao alcançar , que estava do outro lado da rua há uns doze metros.
- J-J-Ja... - não conseguia falar, apenas apontava e gaguejava.
Matt e Charlie tentaram segurar a risada quando chegaram perto e viram se abaixar e pegar um coelho branco e preto e aconchegá-lo em seus braços, mas era impossível não rir.
- É a cara do James. - falou abobada, passando a mão na cabeça do bichinho. - MAS NÃO É O JAMES, . - A garota berrou, fazendo o coelho se assustar.
- NÃO GRITA, CARA. VAI ASSUSTAR ELE. - gritou com a amiga e se aproximou irritada, fazendo o bichinho se assustar ainda mais.
- Calma. Cuidado com o James. - Matt pediu se aproximando e tomando o coelho para si.
- Não é o James! - teimou, sentindo as lágrimas chegarem.
- É ele sim, . - falou triste, abraçando a amiga. - Não chore. Nós vamos achar o feiticeiro que fez isso com o gambá e vamos fazer o James votar a ser... gente. - falou a ultima palavra meio indecisa, fazendo os garotos gargalharem e lhe dar um tapa. - TÔ TENTANDO AJUDAR, DEMONIA.
- Ok, ok. Mas e o que explica o meu carro ter sumido? - Charlie perguntou encarando as garotas.
- Ele sumiu? - perguntou, olhando ao redor.
- OLHA ELE ALI. - berrou apontando. Uma bicicleta estava parada poucos metros deles.
- Seu carro também foi enfeitiçado, Char.
- OMG. - Matt gritou drasticamente. Poderia muito bem falar que foi o garoto de seis anos que morava ao lado da casa delas que largou a bicicleta ali, mas a coisa estava engraçada demais para acabar.
- Temos que achar logo esse maldito. - Charlie falou fechando a mão direita, fingindo raiva.
- Vamos logo, eu quero meu James. - falou chorosa.
- MAS ESTAMOS SEM CARRO. - gritou esganiçada.
- Esperem. - Charlie gritou e correu para a casa. Voltou pouco depois com a carteira de Matt. - Vamos pegar ônibus.
Matt escancarou a boca olhando para a carteira que Charlie carregava. Mas não tinha o que falar, as garotas já estavam correndo para o ponto de ônibus.
Quando o ônibus vermelho de dois andarem estava se aproximando, começou a surtar, berrando que fazia dias que não andava em ônibus de dois andares e que era muito legal e que seria muito legal e que ela queria entrar logo.
- Proibido animais. - O motorista falou sem rodeios, olhando sério para Matt que segurava o coelho.
- James des-
parou o que ia falar e ficou no maior estilo 'poker face' de ser.
- Você ia falar 'James desce'? - perguntou gargalhando.
De raiva por não ter conseguido fazer sua piada, e porque o ônibus já se afastava, ficou vermelha e queria xingar a amiga, que ainda ria.
- Qualquer dia nós andamos no segundo andar do ônibus. - Charlie prometeu, abraçando a garota, que apenas assentiu.
- Parou a putaria aí. - falou, chutando a bunda da amiga. - Ainda quero o James verdadeiro. O James alto. O James bicolor. O James homem. O Jam-
- Homem? - perguntou se virando para a garota e rindo até ficar vermelha. Foi impossível não rir. Mesmo sem querer, até riu.
- Como vamos fazer? Onde vamos procurar? - Matt perguntou quando pararam de rir. - E alguém segura essa porcaria de coelho.
tomou o bicho para si e fuzilou Matt com os olhos.
- Como vamos procurar, acho que é essa a pergunta, Willis. - comentou, enquanto olhava para os lados a procura de uma solução. - Não vou andar por Londres inteira.
- Vamos lá pra casa, pegamos o meu carro. - Matt deu a ideia que foi aceita.
Enquanto isso, James cumpria seu papel com muita eficiência.
- Fletch. Fletch? - O bicolor chegara à gravadora e subira à sala que sabia que encontraria Fletch. - Ô FLEEEETCH? - Despois de muito esmurrar a porta e gritar, o rapaz decidiu a coisa mais óbvia a se fazer: girar o trinco.
E não é que a porta estava aberta?
James olhou para os dois lados e então entrou na sala, torcendo para que ninguém tivesse visto sua burrice fora de série.
- Fletch? - Tentou mais uma vez, mas ninguém respondeu. Ao constatar que não tinha realmente ninguém ali, o guitarrista foi até a mesa e deixou lá o bilhete. Quando abriu a porta, pensou melhor, e voltou à mesa. Pegou uma caneta que estava dando bobeira ali em cima e escreveu no canto do papel: James Bourne, o melhor musico que vocês conhecem.
Agora sim, tudo estava pronto.
Voltando ao James falso e seu bando.
- Vamos? - pediu cansada. Haviam chegado na casa dos rapazes fazia quase uma meia hora e até agora ninguém falara nada sobre procurar James.
Será que era a única ali que gostava do guitarrista bicolor de bochechas avantajadas, lindos olhos azuis e um sorriso envergonhado que era ainda mais lindo que os olhos?
- Calma, manola. Estamos tentando arrumar isso. - disse aparecendo na sala com uma panela que parecia tudo, menos uma panela.
- Não acho que vamos conseguir arrumar isso. - comentou indo se sentar com .
- Você não fez nada. - Charlie falou rindo, sentando ao lado dela e abraçando-a.
- Não se beijem, por favor. - pediu quase grunhindo.
Não ligava que os amigos se comessem na sua frente (mentira, ligava sim), mas é que quando James estava desaparecido a coisa era diferente.
- Desculpa. - pediu e se levantou puxando junto. - Vamos achar o seu macho, já que você não quer o coitado do coelho.
- Aaaaaaaaaaaae, alguém lembrou do James. - gritou alegremente, agarrando a amiga pelo pescoço. começou a gritar frases sem sentido, mas sempre dava para entender uma palavra ou outra, como 'respirar', 'salva', 'me' e 'socorro'.
- Nós podemos comer primeiro? - Matt perguntou, surgindo aparentemente de lugar nenhum.
- COMER, WILLIS? VAI VIRAR UMA BALEIA. VAI FICAR PARECENDO GRAVIDA, SÓ QUE NUNCA VAI TER A CRIA. - surtou geral. Alguém tem que falar que ela tem que tomar cuidado com o que fala. (Assim, alguém aí viu o estado do Willis atualmente? Calei .q)
- Eu também estou com fome. - comentou, olhando com receio para .
- Bah, até eu fiquei com fome depois de gritar. - A garota disse abanando a mão e já foi saindo da casa. Nunca que correria o risco de comer na casa deles. Vai saber quais os bichos repugnantes que viviam naquela cozinha? E olha que ela nem pensou no James...
- Será que tem algum lugar que deixa entrar com animal? - Charlie perguntou irritado ao serem expulsos da terceira lanchonete que entravam, e já tinham passado por um restaurante.
- Vamos pedir marmita. - falou desesperada, o que fez rir.
- Vamos fazer assim. - Willis se pronunciou. - Eu vou ali, peço cinco lanches e volto, comemos na praça. - Ele apontou para a lanchonete da outra quadra e sumiu de vista. Só por alguns instantes, logo ele voltou e carregou Simpson junto, afinal era o baterista que estava com o dinheiro.
- Me lembrei do Natal, que o Matt falou que se sentiu um lenhador porque puxou o Charlie. - comentou alegremente, olhando os dois e rindo. rolou os olhos, bateu na cabeça das amigas, mas acabou rindo também.
- O que faremos? - Matt perguntou assim que estavam longe o suficiente para não serem ouvidos.
- Sobre? - Charlie perguntou, averiguando o lugar que entravam, preferia ter ficado lá fora.
- Como assim 'sobre'?? - Matt perguntou indignado e bateu nas costas do amigo, a intenção era acertar a nuca, mas como Charlie é inalcançável. - O que faremos sobre tudo isso? O James já deve ter voltado e deve estar realmente puto. E a realmente acha que o coelho é o James, fala sério. E acho que a também acha. E a está ficando desesperada atrás do Gambá. Cinco lanches, por favor. - Matt parou de falar e sorriu para a atendente, que piscou os olhos diversas vezes.
- M-Matt W-
- Sim, sim. Agora os pedidos, sim? - Charlie cortou daquele jeito que só um Simpson sabe fazer e a garota corou, sumindo de vista.
- Coitada, dude. - Matt falou triste. Então abanou a mão e voltou ao assunto que interessava. - O que faremos? Contamos que sabemos onde ele está?
- Lógico que não. Elas vão surtar e querer saber o que ele foi fazer na gravadora e como o James é burro, vai acabar contando.
- Verdade. Então o que faremos?
- Vamos deixar assim. Até que está engraçado.
- Obrigado. - Matt agradeceu e saíram do local. As garotas já estavam na praça, rindo e apontando para o chão.
Então perceberam que não era para o chão, apontavam para o coelho. o soltara e ele estava fazendo umas coisas realmente estranhas.
- Ele está querendo falar que é o James. Bourne, seu burro. Já sabemos que é você, não precisa fazer esforço. - falava pacientemente, fazendo rir.
- Não chama o coelho de burro, . Ele só está feliz. - rebateu, olhando apaixonada para o bicho.
- Não, é o James querendo falar que... é o James. - falou sem muita certeza, então deu de ombros e atacou Matt.
- OLHA QUE COISA MAIS FOFA. - gritou depois de um tempo. , Matt e Charlie já haviam comido.
O coelho estava mais para cachorro, do jeito que olhava para .
- Tô falando que é o James. E ele quer sua comida. - opinou, fazendo menção de chutar o bichinho.
- NÃO FAÇA ISSO, SUA DEMONIA. - e berraram juntas, fazendo pular para trás e erguer as mãos.
- Calma, eu só ia afastar ele. Calma, calma.
Continuaram rindo e xingando até que deu a ultima mordida em seu lanche.
- Sabe o que é bom depois do almoço? - perguntou, embora já fosse quase três horas. Passaram muito tempo comendo e rindo.
- Procurar o James. - falou prontamente, se levantando e pegando o coelho.
- Não, bitch. Dormir. - sorriu fofamente e encostou a cabeça no ombro de Charlie, fechando os olhos.
- NADA DISSO, . - berrou. estava surpresa de como a Gambá Fêmea ainda tinha voz.
Ninguém protestou, seus tímpanos estavam sensíveis demais. Todos se levantaram e olharam para , que acariciava o coelho, sem se dar conta que todos a olhavam.
- Ai, maizinha dele. Tão fofinho. Te abandonaram amorzinho? Quem fez isso? Que malvadinhos, não é mesmo? Você é tão fofo e tão lindo. E você tá comendo o quê? Onde você achou capim aqui? Está com cada bochechão. Até está parecendo o James mesmo hehe. Por que será que eu estou com as bochechas tão vermelhas? E POR QUE TODO MUNDO TÁ ME ENCARANDO? - berrou ao erguer os olhos e ver todos a olhando de um jeito engraçado. Não demorou muito para que houvesse uma troca de olhares e o riso saísse. - Seus inúteis, deveriam estar procurando meu James, hunf.
- Pra quê, meu senhor? Já o encontramos. E ele está no seu colo. - rolou os olhos e saiu puxando .
Não demorou muito para que , que estava bem quieta, se estressasse e começasse a berrar o nome de James por todos os cantos da praça.
- Ele não está aqui. - falou por fim.
- É, acho que ele teria ouvido seus gritos. - Charlie comentou, massageando o lado direito da cabeça, fazendo a garota rir.
- Então é essa a técnica? - perguntou com os olhos brilhando.
- Gritar? - Matt perguntou do mesmo jeito.
Logo correram para o carro e abriram as janelas. Enquanto Matt dirigia bem devagar ( até perguntou se ele não poderia levar uma multa por estar dirigindo devagar demais) os outros tiravam a cabeça para fora e berraram pelo guitarrista.
James, como Matt previra, estava realmente puto.
Quando chegara à casa das garotas James já se assustou ao ver que a porta estava meramente encostada. Empurrou a porta e já começou a berrar por . Então pediu por Matt, mas ninguém aparecia. Até por ele chamou, mesmo que fosse para ser zoado e ser motivo de suas piadas. Ninguém aparecera.
- MAS O QUE DIABOS ELES FIZERAM? - James perguntou aos gritos, talvez pela milionésima vez.
Já se sentara no sofá, fora aos quartos, ao banheiro, à cozinha. Experimentara todos os CD's de , e . Não conseguia reclamar do gosto delas, era até parecido. Menos uns CD's que achou no quarto de . O nome deles era escrito à mão (provavelmente algum piratão que a própria garota fizera) e as músicas tinham uns toques muito suspeitos. James, que era fã de uma dança, dançou as músicas mais empolgante. Então tocou uma música que tinha um toque parecido com aquele que animara Harry aquele dia de Natal no shopping. Se ele não tivesse medo que arrancasse sua cabeça fora, talvez ele pedisse para ela lhe ensinar a dançar aquilo.
James também já fora a cozinha e acabara com a pizza que tinha ali. Tomara o suco da geladeira e comera um negócio doce engraçado, mas gostoso.
- Será que aqueles animais foram na gravadora atrás de mim? - James se perguntou. Já era mais de quatro horas. Por que não ficaram na casa e o esperaram?
Será que Matt e Charlie haviam chamado e para algum 'passeio romântico em casais'? Mas, se fosse isso, provavelmente o esperariam para ele poder ir com . Ou então... será que tinha outro cara? Será que tinha um amante? Ou será que ele, James Bourne, era o amante? Assustado, James pegou o celular e ligou para a sala que Fletch ocupava, mas que estava vazia naquela manhã.
- Aló?
- Richard? - James perguntou, arregalando os olhos.
- Sim. James?
- Sim, sou e-
- JAMES, obrigado. - Richard faltava jogar o aparelho no chão, mergulhar nele e sair ao lado de James, abraçá-lo, beijá-lo e tudo o mais. O homem estava quase pulando.
- Obrigado? Pelo quê? - James perguntou, ainda mais assustado. Ele fizera algo certo?
- Como assim 'pelo quê?'? Você deu a solução para nossos problemas. Você que deixou aquele bilhete aqui hoje né?
- Deixei. É por causa dele que liguei. Já encomendou?
- Se já encomendei? Já está a caminho do Hyde eu acho. Fletch ficou realmente admirado por uma ideia tão boa ter vindo de você, parabéns.
- Hyde? Você não está falando do Hyde Park, está? - James perguntou. Os olhos do rapaz pareciam que iam saltar de seu rosto. Imagina que lindo, o James sem olhos. Só aquelas bochechas enormes e -q
- É lógico que estou falando do Hyde Park, James. Não me diga que o Fletch não falou com vocês. - Richard balançou a cabeça.
- Não falou nada. O que está acontecendo, Richard? - James perguntou realmente assustado. Algo estava errado. E se algo estava errado era melhor ele correr. Correr antes que Charlie o alcançasse com aquelas pernas enormes e o matasse.
- Vocês vão tocar amanhã no Hyde Park. - Richard falou simplesmente. - É bom que vocês estejam lá pelas dez da manhã. Você sabe o que vai ter no Hyde,
não sabe?
- Ahn... Não, mas eles devem saber. Obrigado Richard. - James não sabia exatamente pelo que estava agradecendo. Por estar na forca? Mas não importava, tinha que desligar o telefone porque o carro de Matt estava parando atrás do de Charlie, que estava na frente da casa.
Seria morto.
Mas mataria também. Quem teve a brilhante ideia de deixá-lo plantado na casa o dia inteiro?
- Cansei. - avisou com a voz falha.
- Idem. - disse, passando a mão no pescoço.
- , teremos de voltar. O James não está em lugar algum. - Matt falou olhando a amiga pelo retrovisor.
- Eu quero o Jaaa-aames. - falou soluçando.
- Ele está nos seus braços. - falou cansada, fazendo Char rir.
- Que carro é esse aí na frente? - perguntou apontando exageradamente, quando chegaram na rua delas.
- É o meu. - Charlie falou seguro de si.
- QUÊ? - gritou, assustando o coelho.
- CADÊ A BICICLETA? - berrou lá de trás, quase deixando Charlie surto. - OLHA, SUMIU, SUMIU. QUER DIZER... VIROU O CARRO. O coelho vai virar o James também? - Perguntou perdida, olhando o coelho.
- Cala a boca. - gritou e pulou do carro antes que Matt o estacionasse.
- Tem que usar a trava com as crianças. - Charlie falou ao sentir o olhar assustado de Matt em sua direção.
- VAMOS VER O QUE ESTÁ ACONTECENDO. - chamou, louca pra ver um barraco e saiu correndo do carro.
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO. - Um ser abriu a porta da casa com força. - É QUE ME ABANDONARAM AQUI O DIA INTEIRO. SEUS MAL COMIDOS. - James berrava alucinado.
- JAAAAAAAAAAAAAMES. - berrou e jogou o coelho em , que estava mais próxima, e correu para o bicolor.
James queria esganar um por um, mas acabou se rendendo. Abriu os braços e recebeu de bom grado. Ergueu a garota no ar e então a colocou novamente no chão.
Encostou a testa na dela e olhou em seus olhos castanhos.
- Por que me deixaram? - Perguntou visivelmente magoado.
- Você que sumiu, mas isso não importa. Você está aqui agora. - estava realmente emocionada com o rapaz ali. James sorriu e a puxou pela cintura.
sentiu que nunca se esqueceria daquele beijo. Dos lábios do rapaz pressionando o seu calmamente, apaixonadamente.
Se separaram e o abraçou pela cintura, afundando o rosto no peito de James.
- Eu sumi? - James perguntou, mas não era para a garota. Ele olhava por cima da cabeça de . Encarava os dois companheiros de banda.
Charlie tinha os lábios curvados em um daqueles sorrisos desdenhosos. Matt tentava não soltar aquela risada que sentia tanta inveja. Aquela risada do mal, como a garota falava.
- É, James, você sumiu. SUMIU. - falou fazendo gestos exagerados. - E então eu encontrei esse coelho. Que é a sua cara por sinal. - sorriu fofamente. - E achei que algum feiticeiro maligno tinha te transformado nele. Então fomos atrás de você. Cara, por que você não ligou pra algum de nós cinco?
James encarou a garota de boca aberta. falava muito. E muito rápido.
Por que ele não ligara para um deles? Era muito burro!
- Tudo isso por culpa de um coelho. - Matt falou negando com a cabeça, tentando não rir da cara de James ainda. James estava vermelho. Queria matar os amigos, mas se deixou levar para dentro quando o puxou.
- Coitadinho do James. - falou, olhando para a porta onde ele havia passado. - Vamos lá pedir desculpas, Matt. - E saiu arrastando o rapaz com uma mão e segurando o coelho com a outra.
- Também vamos ir pedir desculpas? - Charlie perguntou se aproximando.
- Desculpas? - perguntou se virando para o baterista.
Charlie estava incrivelmente lindo, usava uma calça jeans maior que ele, uma camisa social preta e uma gravata branca. Sorriu e puxou o rapaz pela gravata.
- A única desculpa que eu quero ouvir é porque não nos beijamos ainda. - falou corando violentamente.
Charlie sorriu verdadeiramente, puxando-a pela cintura. Não soube quanto tempo ficaram ali, encostados ao portão e depois ao carro, se beijando e aproveitando a presença um do outro. Mas soube que era tarde quando começou a escurecer e as luzes da rua a se acender. Porém, parecia que não tinha rolado mais de dois beijos.
O casal que não estava muito preocupado de se beijar quase no meio da rua, entrou na casa e encontrou Matt e no sofá, agarrados e assistindo alguma coisa inútil na TV. e James riam na cozinha.
- Cadê o JJ? - perguntou assim que entrou.
- JJ? - Matt e perguntaram juntos.
- É, o James Junior. - falou abanando a mão. O casal riu.
- Ouvi isso. - A voz de James chegou antes que o próprio.
- É um nome legal, ok? - falou na defensiva.
- Eu até gostei. - opinou.
- Tá, mas cadê ele?
- Tá no seu quarto. - Matt falou simplesmente, voltando a atenção à TV. - Não achamos que você se importaria.
- OOOOOOOO QUÊ? - Sacrifício mesmo foi fazer a garota parar de gritar.
Pediram pizza e depois de devorar tudo os meninos foram para sua casa.
- Deu tudo certo? - Matt perguntou assim que chegaram. Não interrogara James antes porque o rapaz insistira em voltar de carro e os outros voltaram no carro de Matt.
- Tecnicamente. - James respondeu. Sua expressão o condenava.
- Como assim? - Charlie perguntou já irritado.
- Calma. Eu levei o pedido. - James tranquilizou. Ou pensou tranquilizar, porque o rosto dos rapazes só demonstrava pânico e raiva. - Eu levei, o Richard achou que era alguma coisa que envolvesse o Hyde Park e enviou para lá.
- QUÊ? - Matt gritou. Não havia entendido nada. - O que o Hyde Park tem com isso? - James maneou a cabeça.
Charlie pegou o telefone e ligou para Fletch. Em dois minutos desligou o telefone sem nem ao menos dar tchau ao homem.
- A coisa é simples: decidiram esconder ovos de chocolate por todo o Hyde Park amanhã para que crianças órfãs os encontrem. A criança que achar mais ovos vai ter como 'grande prêmio' uma cesta com os ovos da , da e da . - Charlie falou mirando James como se estivesse imaginando qual o melhor jeito de lhe arrancar a cabeça.
- Mas como? - Matt perguntou ainda não acreditando naquilo.
- Ele achou que o bilhete era uma ajuda do James. - Charlie falou irônico e então começou a subir as escadas. Parou na metade. - Vamos tocar amanhã no Hyde Park. Devemos estar lá pelas dez horas, a 'gincana' para as crianças começa às nove. Boa noite.
Sem mais, o baterista foi para o seu quarto. Saiu de lá para tomar um bom banho e então se deitou.
Queria que estivesse ali.
Enquanto isso, queria estar com Charlie.
- Que foi, ? - perguntou, jogando uma almofada na garota, que, por desgraça, acertou bem no meio do rosto da maior.
- Ai dude. - falou simplesmente, abraçando a almofada.
- É CASO PARA INTERNAR. - gritou e correu para . - Que aconteceu? Chamo o táxi já ou espero um pouco?
riu, mas parou ao ver que apenas dera um meio sorriso.
- Que aconteceu? - Perguntou se levantando do sofá e indo para perto da poltrona que ocupava, se abaixando para olhar o rosto da amiga, que olhava para as mãos que estavam em cima da poltrona.
- Eu quero o Charlie. - confessou e então começou a soluçar. Não conseguiria segurar mais o choro. - Eu quero ficar com ele. Eu o quero aqui, agora. Ou quero estar seja lá onde ele estiver.
- ! - exclamou assustada, sem saber exatamente o que falar.
- Amanhã nós vamos ver, falar, brincar e beijar eles , você vai ver o Charlie e ficar com ele o dia inteiro. - falou, tentando animar a amiga.
- Eu quero agora! - falou manhosa, abraçando a almofada e chorando ainda mais.
- Ai Lord. - falou batendo a mão na testa e fazendo uma cara de dor logo em seguida.
- Não chora, . Não precisa. Nós estamos perto deles. Apenas alguns minutos de distância. - tentou ajudar.
- É por isso que estou chorando também. E quando não estivermos assim tão perto? E quando tivermos de voltar ao Brasil? - perguntou e encarou as amigas. abriu e fechou a boca várias vezes. piscou os olhos rapidamente.
- O que importa é o agora, . Não devemos nos preocupar com isso. Eu vou ligar para o Matt e perguntar quando e onde podemos nos encontrar amanhã, ok? Tem muita coisa pra rolar até terminarmos a faculdade.
foi para seu quarto e ficou abraçada com até parar totalmente com soluços. Então cada uma rumou para seu quarto e ficaram esperando as surpresas que o próximo dia traria.
DOMINGO
- Bom dia. - Matt cumprimentou alegremente ao chegar à cozinha.
- Oi, Vampiro. - James devolveu.
- Bom dia? Bom dia, Matt? É Páscoa e não temos o que dar para as garotas. - Charlie reclamou lá do seu canto.
- Podemos dar a nossa presença. - Matt falou dando de ombros.
- Nossa presença? - James perguntou, olhando o baixista puxar uma cadeira e se sentar enquanto se servia de suco.
- Sim, a me ligou ontem e perguntou se podíamos nos encontrar hoje, já cedo. E eu falei que sim.
- A quer se encontrar com VOCÊ? - James berrou se levantando em um pulo e apontando criminalmente para Matt.
- Não comigo, James. - Matt falou rolando os olhos. - Com todos nós. - Matt apontou para Charlie, então para James e então para si próprio.
- Aaaaaah, sendo assim. - James suspirou de alivio e voltou a se sentar. Os amigos se entreolharam e deram de ombros. Não adiantava, uma vez James, sempre bobão.
- Quando ficamos de nos encontrar? - Charlie perguntou por fim. - Temos que ir ao Hyde, Matt, esqueceu?
- Lógico que não. - Matt falou indignado. - 'Tá achando que eu sou o James? Falei que elas vão junto.
- Junto? Matt, nós temos que estar lá dez horas.
- E daí? Mais tempo pra ficar com elas. - Matt encarou o baterista. - E acho bom você não reclamar.
- Não estou reclamando. - Charlie falou encarando o baterista de boca aberta. - Estou?
- E você faz outra coisa? - James perguntou rindo, fazendo Matt rir também.
- Quero saber o que você, James, vai fazer para recuperar aqueles ovos. - Charlie falou mal humorado, passou pelo guitarrista e lhe deu um tapa na cabeça, então foi para o quarto se arrumar.
- Não havia pensado nisso. - James comentou triste.
- Não me surpreende. - Matt confessou, dando aquela risada que somente ele sabe dar.
- Matt. - James repreendeu o amigo, fazendo Matt rir ainda mais. - Só por causa disso. Eu tenho uma ideia. Vou me arrumar.
James correu da cozinha para o quarto, se trancando lá dentro.
Só saiu de lá quando Charlie ameaçava derrubar a porta e jogá-lo pela janela.
- O que é isso? - O baterista perguntou se afastando, ao ver que James segurava uma sacola rosa. Ou rosa era o conteúdo que tinha lá dentro?
- É uma surpresa. - James falou simplesmente e começou a descer as escadas.
- É hoje que ele se revela. - Matt opinou, rindo.
- Eu ouvi isso, Willis. - James tentou soar ameaçador.
- E quem se importa? - Charlie perguntou fazendo Willis gargalhar. - Tipo, não faz diferença...
Na Casa Branca... Mentira, na casa das brasileiras mesmo.
- Me deixem. - pediu segurando o cobertor. e estavam ao pé da sua cama, tentando arrancar a garota da cama, com cobertor e tudo. - Não quero levantar. Eu só quero morreeeeeer. - começou a soluçar lá embaixo.
respirou fundo, tentando manter uma calma que já não existia.
foi mais radical, largou o cobertor e caminhou até a metade da cama, então desceu a mão nas costas de .
- LEVANTA DAÍ, BITCH. - berrou descontrolada.
- , calma. Vai matar ela desse jeito. - pediu rindo, depois que o choque passou.
- MAS NÃO É O QUE ELA QUER? MORRER? - gritou ainda estapeando , que tentava se levantar, mas havia se enrolado tanto no cobertor que estava presa.
- DEMONIA, PÁRA COM ISSO. - gritou irritada.
- É , para com isso. Você vai ficar vermelha e o Matt já deve estar chegan- - foi cortada.
- O MATT ESTÁ CHEGANDO? - berrou conseguindo, depois de muita luta, se soltar do cobertor. Jogou o pobre coitado ao chão. - Você só serve pra me proteger dos espíritos mesmo, da que é bom nada. MAS ENTÃO, O MATT? COMASSIM? O CHAR TAMBÉM?
- Pronto? - perguntou abrindo os olhos. Ficara os últimos segundos com os olhos fechados e as mãos cobrindo as orelhas. - Você tem que parar de gritar. Sério.
- VAI RESPONDER OU NÃO?
- Cala a boca. - berrou, pegando o cobertor e o jogando na garota. Então pulou em cima de e logo pulava em cima das duas.
- Sim bobona. Eu liguei ontem e eles já vão chegar. - falou enquanto pulava feliz, quase matando sufocada.
- ALGUÉM EM CASA? - Matt e James berravam plantados na porta da casa.
- Já vai, já vai. - gritou correndo até a porta. - GAAAMBÁÁ. - Berrou pulando em James. Matt foi o primeiro a entrar, é claro. - Fala ae, Mula. - cumprimentou amigavelmente o maior dos rapazes que apenas a encarou.
- Cadê as duas? - Matt perguntou esticando o pescoço e olhando para o corredor.
- A está tentando se recuperar de um ataque e a já chega. - respondeu enquanto agarrava James.
- Nós temos que ir. - Charlie avisou quando viu que ninguém aparecia.
- OOOOOOI. - berrou chegando à sala com duas sacolas.
- Oi. - Matt respondeu feliz, abraçando e beijando a garota.
- Pra você. - falou quando estava livre e entregou a sacola azul para o rapaz.
- E para você. - falou entregando a sacola branca para James.
- UM COELHO? - James berrou quando abriu o mega Kinder Ovo e viu que ganhara um bichinho, mínimo, de pelúcia.
- Ain, que fofo. - comentou, apertando as próprias bochechas.
- É, se não fosse culpa de um coelho que eu fiquei plantado ontem. - James falou virando os olhos. As garotas riram. - Obrigado. - O bicolor disse, puxando para um beijo.
- E o seu Charlie? Charlie? - Matt perguntou olhando para os lados.
- Oi? - Charlie chamou abrindo uma fresta da porta, depois de bater duas vezes rapidamente.
- Oi, Char. Espera aí. - pediu lá de dentro, terminando de amarrar o tênis.
Então pegou a sacola vermelha e saltitou até a porta.
- OOOOOOLHA. PRA VOCÊÊÊ-ÊÊÊ. - Ela berrou, tentando cantar e mostrou a sacola.
- Obrigado? - Charlie falou indeciso, pensando quando tempo levaria até ficar surdo.
- É metade de cada cor, porque né, não me conformo em ter que dar chocolate totalmente ao leite pra alguém. - disse rolando os olhos.
- Obrigado. - Charlie repetiu dando um passo à frente.
- De nada. - falou sorrindo. Por que Charlie tinha lindos olhos? Não conseguiu achar uma resposta. Afinal, não consiga pensar quando estava sendo beijada pelo baterista.
- Vamos? - pediu lá do começo do corredor, acabando com o momento Simpson.
- Bitch. - resmungou, mas aceitou a mão que Charlie lhe oferecia e entrelaçou os dedos, sorrindo abobada.
- Eu quero doce. - falou manhosa, sendo arrastada por Matt e James.
- Que foi? - perguntou apontando para os três.
- Matt disse que nossos ovos são surpresa e ela não queria sair daqui sem um. - falou rolando os olhos. Então apontou a rua e os dois saíram.
- Você só vai comer quando eu estiver junto, certo? - perguntou, apontando para a sacola que Charlie carregava. Charlie apenas riu.
- O que tem aí? - perguntou assim que entrou no carro, apontando para a sacola rosa (ou rosa era seu conteúdo?)
- É do James. - Matt respondeu lá da frente, fazendo uma cara travessa. riu e mandou o baixista se calar, enquanto se sentava no colo de James.
foi no canto atrás de Matt e passou o caminho todo massageando os ombros do rapaz. foi no meio e esticava o pescoço toda hora que via Charlie olhando pelo retrovisor, tentando atrapalhar ao máximo. E conseguindo.
- Eu vou arrancar o seu pescoço, . - O rapaz falou irritado, fechando a cara. Fazendo todos rirem ao ver a garota colocar a língua para fora e tentar fazer algum tipo de dancinha ridícula e vergonhosa.
- AI. - gritou e todos a olharam. Ela pensou na melhor forma de falar que se assustara com a mão de James entrando por baixo de sua camisa, mas acabou fingindo que tinha batido a cabeça na janela.
- Tinha que ser a . Muita convivência com o James. - falou abanando a cabeça.
- Eles convivem com o James o dia inteiro. - falou revoltada, apontando para os dois rapazes da frente.
- Mas só você tem contato direto. - se prontificou em defender o baterista. - Quero dizer. - E fez um barulho de sucção muito engraçado, fazendo todos rirem.
- Chegamos. - Charlie avisou estacionando o carro ao lado de um audi azul.
- De quem é esse carro? - perguntou interessada, passando por cima de e saindo primeiro do carro.
- Do Richard, por quê? - Charlie perguntou, franzindo o cenho.
- Nada. - respondeu simplesmente, dando a volta no carro do baterista e indo puxar que reclamava de ter preso a sapatilha.
- Como você fez isso? - Matt perguntou rindo. deu de ombros.
- Já volto. - James avisou e sumiu de vista. Com a sacola rosa.
Então, depois de dez minutos, todos perceberam que a sacola não era rosa. Rosa era seu conteúdo.
E sabe qual era o conteúdo que a sacola abrigava? Quer tentar descobrir? Quer chances? Vai chutar? Ok. Eu digo: uma fantasia de coelho.
- Onde você conseguiu isso? - perguntou assustada, enquanto Matt e Charlie riam.
James estava andando muito desengonçado. Parecia que ele ia tropeçar naqueles pés enormes a qualquer momento e beijar o chão.
- O Danny usou ano passado, quando perdeu a aposta, lembra? - James perguntou rindo, todo envergonhado. - Ficou lá em casa.
- E onde você foi colocar isso? Na Estátua da Liberdade? - perguntou rindo, contornando o guitarrista e pegando na fantasia. Era tão fofa. - Porque você demorou muito cara.
- É que é o James, . - Charlie explicou o óbvio, fazendo os amigos rirem.
- Mas, por que exatamente, você tá vestido assim? Vai tocar assim? Vão tocar já? - perguntou olhando de James para Matt. Na noite anterior Matt lhe prometera que teriam bastante tempo até a apresentação.
- Não, é que eu fiz uma coisa e quero arrumar. - James falou decidido. Ouviram um barulho de tiro. Todos se viraram para a entrada do Hyde Park. Richard estava ali com uma imitação de pistola na mão, então, parecendo que vinham do além, várias crianças saíram na correria, sumindo rapidamente de vista. - LÁ VOU EU. - James berrou e saiu correndo também. Embora a fantasia fosse de coelho, ninguém ali saberia diferenciar o bicolor de uma gazela.
- O que foi isso? - perguntou arqueando a sobrancelha.
- James burro. - Charlie xingou, sabia que agora não teria escapatória. Teriam de contar.
- James anta. - Matt seguiu o exemplo do maior. Não conseguiriam esconder a verdade.
- Que isso, dudes. Ele é Gambá, esqueceram? - perguntou tentando amenizar a raiva dos dois.
- Esquece isso. - falou séria. - Quero saber o que foi isso. - Até a lerda da Gambá Fêmea percebera que alguma coisa estava errada.
Matt e Charlie se entreolharam. Os ombros caídos.
- QUE ACONTECEU PORRA? - gritou surtada. - VÃO FALAR OU VÃO FICAR COM ESSA CARA DE BUNDA AÍ? AGORA FIQUEI CURIOSA E QUERO SABER, CARALHO!
Charlie segurou os braços da garota, tentando impedir que o escândalo continuasse. Matt se apressou em contar:
- O James levou o pedido dos ovos que íamos dar para vocês lá na gravadora. O Richard achou que era o prêmio que seria dado aqui. O James está tentando recuperar. Por isso não te dei nada ainda. - Matt falou a ultima parte diretamente para , se aproximou e, olhando nos olhos da garota, pediu desculpas. o abraçou e o beijou.
- Comassim? - perguntou extremamente confusa. Era quase possível ver o seu cérebro trabalhando.
- Responde logo, responde logo. Vai feder. Vai fundir. Responde. - falava desesperada para Charlie.
- O que está acontecendo ali. - Charlie tratou de obedecer. Soltou e apontou para o parque. - É o seguinte: esconderam ovos de chocolate por todo o parque e as crianças dos orfanatos estão os procurando. Quem achar mais vai ganhar o prêmio, no caso os três ovos que iriam para vocês. E, pelo que entendi, o James está tentando ganhar os três ovos.
- O QUÊ? - berrou. Seu rosto começou a ganhar uma cor vermelha e ela fechou a mão direita. - O JAMES ESTÁ TENTANDO GANHAR O PRÊMIO QUANDO NA VERDADE É PRA UMA DESSAS CRIANÇAS? GAAAMBÁÁ EU TE MATO!
Sem mais (nem menos .q) a garota saiu correndo e berrando 'Gambá', 'Bourne', 'James me come' e várias outras coisas. (é mentira a parte do 'me come', mas ela bem queria gritar isso, erm.)
- Vamos comer carne de gambá hoje. - comentou feliz, esfregando uma mão na outra.
- Ai que nojo. - falou fazendo careta, fazendo a amiga rir. - CHARLIE, cadê a chave do seu carro? Deixei minha bolsa lá. - quase chorava. Charlie a olhou assustado e pegou as chaves indo até o carro.
- Hm... Matt? - chamou, sondando os amigos.
- Sim? - Matt se virou para a amiga sorrindo.
- A te ligou ontem à noite?
- Ligou. - Matt falou e, aparentemente do nada, ficou sério.
- O que tanto ela disse? - começou a torcer a barra da camisa naquele momento.
- Disse uma coisa que eu não gostei. Uma coisa que eu não quero nem pensar. E não quero que você pense também. - Matt, enfim, abriu um sorriso. o olhou de lado. - E eu não contei nada da conversa pra eles. Fica tranquila.
- Obrigada. - falou sincera depois de suspirar realmente aliviada.
- Boba. - Matt riu, abanando a mão.
- Que está acontecendo? - perguntou chegando perto.
- Nada. - falou séria. - Só o Matt me torrando a paciência, mas isso é normal né.
Matt fez menção de erguer o braço e saiu correndo. Levando Charlie junto, lógico.
- Não é pra torrar a . - repreendeu. Matt sorriu e esticou a mão. pegou e em segundos estava sendo envolvida pelos braços do baixista.
- Quem diria que seria difícil achar um cara usando uma fantasia de coelho rosa, ein? - perguntou cansada quando passou por ela.
- Ele tá do outro lado. - Charlie gritou enquanto seguia . assentiu em agradecimento.
O Hyde Park era realmente grande.
Não demorou muito e viu uma coisa rosa enorme que pulava por cima de bancos e arbustos.
Quero dizer, James tentou pular por cima do arbusto, mas enroscou o enorme pé de coelho e caiu com tudo.
- JIMMY. - berrou e desatou a correr. Quando se aproximou, James já estava se colocando sentado. Seu lábio estava sangrando. - Jimmy. - gemeu e se abaixou abraçando o rapaz bicolor.
- , desculpa. - James pediu. Falar doía, mas ele tinha que fazer. - É tudo culpa minha. Eu sou uma negação. Não consigo fazer nada dar certo. Eu estraguei a sua páscoa. E a das garotas também. Desculpa.
- Se pedir desculpas novamente, eu vou fazer seu rosto todo sangrar. - falou sorrindo, se afastando do rapaz e passando a mão no seu queixo, limpando o fino filete de sangue. - E Matt e Charlie já contaram tudo.
- Culpa minha isso também. - James falou abaixando a cabeça.
- Não é James. Tem noção do que você fez? Fez um belo prêmio. Imagina a felicidade da criança que ganhar isso? Merece muito mais do que eu, ou a ou a . - James ergueu os olhos. sorria. Sabia que ela estava feliz. Feliz porque ele fizera algo errado. Era agora que ele não entendia mais nada na vida.
Mas não importava que sua cabeça estivesse confusa. Não importava realmente. A única coisa importante ali era . E ela estava na sua frente.
- Ai, está doendo. - James fingiu dor e se deitou, se inclinou para ele. - Vem fazer sarar, . - James pediu e a puxou para um beijo.
não gostava nem um pouco de sangue, mas o beijo de James era bom até com aquele gosto.
- Onde estamos indo? - Charlie achou que estava na hora de perguntar. Até onde sabia, não conhecia muito bem o parque.
- Não sei. - Suas suspeitas se confirmaram. - Estamos perdidos, Chaaar. - falou rindo, apertando a mão do baterista.
- E agora o que faremos? - Charlie perguntou, levando a mão livre ao cabelo e o bagunçado. O que deixou fascinada.
- Não sabe o que fazer? - A garota perguntou quando a voz voltou. Charlie abaixou o rosto, olhando nos olhos castanhos de .
Ia falar que sabia muito bem o que fazer e faria alguma piada, mas então um pensamento ruim passou por sua cabeça.
Quanto tempo as garotas ainda tinham na terra da Rainha?
Provavelmente ele continuaria pensando coisas ruins, mas a voz de lhe perguntando o que estava errado o despertou.
piscou os olhos e acariciou a bochecha esquerda do maior.
- Está tudo ótimo. - Charlie falou. E era a verdade. Por mais que aquele pensamento o perturbasse, não conseguia sentir nada que não fosse felicidade naquele momento.
- Mesmo? - perguntou, inclinando a cabeça.
- Sim. - Charlie sorriu e se inclinou, viu os olhos castanhos se fecharem e um sorriso se formar nos lábios rosados de .
Sim, tudo estava ótimo.
FIM
E AE DEMONIADA, INFERNO TÁ MUITO QUENTE? (eu realmente gostei desse
cumprimento KKK)
Eeentão, aquela ceninha da Simpson ali, foi mal, mas foi escrita num dia não muito
alegre. E O COELHO/JAMES? KKKKKKKK Ideia da Annelise, essa maluca.
A Willis não apareceu muito hm, só descendo a mão na Simpson que não queria levantar,
coitada +_+
E falando em Willis, a Bourne só jogando praga no rapaz, ein. Por isso que ele está desse
jeito hoje em dia.
... Acho que essa é a ultima parte, estou certa Anne? Se bem me lembro, você que ia
decidir isso (: Essa não é a minha parte favorita (acho FFIV a mais engraçada), mas ficou
legal *-* principalmente o Charlie me beijando all the time hehe-
Anne te amo, oi <3 obrigada por tudo e me desculpe por várias coisas idiotas que eu andei
fazendo/falando. Vou tentar não ser tão chata mais, prometo.
Flááá, eu nem sei como te agradecer. Você é a beta mais perfeita <3 e me ajudou
taaaaanto. Obrigada.
É isso, nota quase maior que a fic, mas era preciso falar isso. Comente e seja feliz.
(Miiiin, oi o/)

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