Eternamente
Escrito por Mayara Cargnin | Revisado por Debbie
Música: Luan Santana - Tudo que você quiser
Mal abri os olhos e já me ocorreu seu nome em meu pensamento.
— ? — Sussurrei, passando a mão no canto da cama onde costumava dormir. Sempre lado esquerdo. Tantas manias...
Levantei a cabeça e abri os olhos quando minha mão encontrou apenas o lençol todo amarrotado. Não, ela não estava lá. Quem sabe estava fazendo café da manhã e... Não, ela não estava fazendo café da manhã. Ela não estava aqui. Um vazio tão grande tomou conta do meu peito conforme tudo voltava a minha mente. Tudo o que tinha ocorrido na semana anterior.
Sequei a lágrima do rosto de Sabrina, que continuava a se derramar em lágrimas. Minha camisa já estava toda molhada de tanto a menina chorar em meu ombro. Eu realmente não sabia o que fazer quando meninas choravam.
— ! Eu não acredito nisso! — gritou, jogando no chão a pequena caixa enrolada com papel de presente decorado com bolinhas pretas e brancas.
— HEY, CALMA! — Sabrina rosnou. A expressão de tristeza sumindo rapidamente de seu rosto.
Sabrina levantou-se e eu fiz o mesmo, de queixo caído. Não podia acreditar no que estava acontecendo.
— Calma? Como assim “hey, calma”? — soltou uma gargalhada sem emoção alguma. — Quer dizer que foi pra isso que você me deixou plantada naquele restaurante lhe esperando como uma idiota? Pra ficar com essa garota? — Apontou para Sabrina, com nojo explicito em sua face.
— , não foi isso que aconteceu, eu posso explicar... — Eu me enrolei com as palavras.
— , amiga não é nada do que está pensando! — Sabrina gritou.
— Não me chama de e nem de amiga nunca mais, entendeu? Nunca. — disse entredentes, se aproximando de Sabrina com os olhos cheios de lágrimas. — Porque você é assim, Sabrina? Porque sempre tenta roubar meus namorados? Caramba! Agora tudo faz sentido para mim. Eu nunca deveria ter lhe dado uma nova chance.
— O que eu posso fazer se você não é boa o suficiente para segurá-los e eles sempre vem me procurar? — Sabrina arqueou a sobrancelha cruzando os braços.
— O quê?! — gritei. — Foi você que veio me procurar com toda essa história de precisar de um ombro amigo. E eu nunca lhe dei moral!
— CALA A BOCA ! — Sabrina gritou.
se aproximou de Sabrina o suficiente para que restassem no máximo vinte centímetros entre as duas e, em uma atitude inesperada para qualquer um ali presente, concentrou toda a sua força na mão esquerda e bateu com força no rosto de Sabrina, antes de se virar e começar a correr para ir embora.
Fuzilei Sabrina com os olhos antes de sair correndo porta afora atrás de . Chovia muito naquele dia, se você ficasse cinco segundos naquela chuva mais parecia que tinha recém saído de um banho de piscina. Ela andava rapidamente, virando a esquina. Eu corri atrás dela, segurando seu braço, a impedindo de continuar a andar. não olhou em meus olhos quando eu fiquei em sua frente.
— Pode me soltar, por favor? — Ela pediu.
— Não. Caramba, deixa eu me explicar.
Ela puxou seu braço e jogou o cabelo todo molhado para trás.
Eu passei as costas de minha mão em sua bochecha. fechou os olhos por breves instantes e por segundos me passou pela cabeça que ela me ouviria. Não foi bem assim. Suas pálpebras abriram-se novamente.
— Não há nada a se explicar. Vai lá consolar aquela garota, eu não posso pegar um resfriado com essa chuva. — soluçou. — Aliás, nem volte a me procurar.
— Não! Você não pode... Ai meu Deus! O que você tá pensando em fazer, ?
— Eu? Nada. Eu já fiz. Nosso relacionamento terminou no momento que você me deixou plantada pra ficar com aquela vadia. Eu vou embora. — Ela sussurrou, virando-se.
me deixou ali parado de queixo caído, processando tudo que havia acontecido por longos e longos minutos. Em meio a toda aquela chuva que caía, uma lágrima surgiu em meu rosto enquanto a garganta se fechava. Eu tinha acabado de deixar a minha garota ir embora. Você realmente não sabe como alguém significa para você até perder.
— Hey, ? — chamou, estalando os dedos em minha frente.
Eu segurava a calça jeans com força vestida pela metade. Pisquei algumas vezes, terminando de vestir.
— O que foi? — Perguntei a ele.
— Viajando outra vez? — Ele rebateu.
Sorri triste para ele.
— Talvez.
mordeu o lábio inferior.
— Vamos tomar café.
Eu e nos sentamos lado a lado na mesa da cozinha.
— Você estava pensando nela, certo? — Perguntou.
— Eu sinto falta dela. — Eu falei baixinho, mas sabia que tinha me escutado.
— Eu também sinto. — Ele disse, suspirando.
e eram grandes amigos antes mesmo de nós nos conhecermos. que tinha apresentado para mim num dia ensolarado de verão na praia enquanto nós surfávamos. Amiga de longa data. Antes de nos envolvermos, eu sentia um pouco de ciúmes dos dois. Acreditava que ali poderia rolar alguma coisa e demorou um certo tempo para perceber que o amor que existia ali era apenas de irmão, nada mais que isso. Bom, eu tivera todas as provas que era aquilo que acontecia.
— Hey! Eu escutei o seu CD. — Ela disse, jogando a bolsa em cima da mesa da cafeteria. Tínhamos combinado de nos encontrar hoje mais cedo. Eu sorri, tomando um gole de meu café.
— E aí? Quais são as críticas? — Eu perguntei.
Ela arqueou as sobrancelhas e pediu um café.
— Eu amei. A música do The Maine que você colocou no CD é a minha favorita deles, caso queira saber. — Ela disse.
— Tá falando sério? — Meus lábios se contraíram em um sorriso. — Se é a que eu estou pensando é a minha favorita também.
— Beleza, porque eu resolvi fazer um CD para você também. — Ela retirou de dentro da bolsa um cd colocado em uma capa cor de rosa e eu ri um pouco. — Não ri, eu fiz com carinho, ok? E você precisa ter mente aberta para os meus gostos também.
Ela estendeu a mão em que segurava o CD para mim. Olhei para o CD em sua mão e em seguida para os seus lábios bem desenhados cobertos de um batom vermelho. Lábios que eu ansiava por provar. Senti meu coração começar a bater mais forte com o pensamento que me ocorreu. Cheguei mais perto de seu rosto, sentindo seu perfume levemente adocicado e um tanto convidativo. Ok, não responderia mais por mim.
Acariciei seu rosto com as costas de minha mão e a observei fechar os olhos e deixar o CD cair em cima da mesa. Eu já conseguia sentir sua respiração um tanto descompensada. Fechei os olhos e fechei a distancia entre nós dois, encostando meus lábios nos delas. Seu beijo tinha gosto de hortelã. envolveu seus braços em volta de meu pescoço, pedindo passagem. Nosso beijo se aprofundou e nossas línguas começaram a lutar debilmente, explorando cada centímetro da boca um do outro. Eu terminei o beijo com leves mordidinhas em seu lábio inferior.
Eu sorri e percebi que ela fazia o mesmo. Respirei fundo, em busca de ar. Eu precisava beijá-la de novo e de novo. Seu beijo era o melhor, não haviam dúvidas.
— Eu sinto falta até do cheiro dela. Tem pessoas que tem cheiro de rosas, de avelã. Um cheiro doce de manhã. tem o cheiro mais maravilhoso que eu já senti. — Eu murmurei, deixando um sorriso aparecer em meus lábios.
— Que lindo isso, hein? Com tanta coisa que tinha você só sente falta do cheiro dela? Da hora. — disse, tomando um gole de seu café.
O barulho da campainha ecoou pelo ambiente e eu resmunguei. Quem era o chato que aparecia aquela hora da manhã pra fazer uma visita? Ah, por favor. revirou os olhos e foi até a porta reclamando.
Dois segundos depois ele volta com uma garota loira logo atrás dele.
— Surpresa, maninho. — riu um pouco enquanto eu deixava o queixo cair e tentava reprimir a vontade enorme que eu tinha de esganar aquela garota.
— O que você... Ai meu Deus. O que você está fazendo aqui, Sabrina? — Perguntei, arqueando as sobrancelhas.
— Eu preciso falar com você, se não se importa.
— Eu me importo sim. Você não deveria ter vindo aqui
— Eu sei que não deveria, mas eu precisava. Será que eu posso conversar com você em particular? — Perguntou, olhando para , que se virou para ir embora.
— Não. sabe de tudo, ele pode e vai ficar aqui, não importa qual seja o assunto. — Eu falei.
sorriu de canto e se sentou na bancada da cozinha, segurando o pote de biscoitos enquanto comia. Sabrina suspirou e olhou em volta, corando levemente.
— Eu vim pedir desculpas. — Sua voz saiu quase sem som e eu deixei meu queixo cair outra vez.
— Como?
— Eu vim pedir desculpas, . — Sua voz saiu mais firme dessa vez. — Por tudo que eu fiz para você e . Eu não devia, eu sei. Mas não posso negar que eu me senti um pouco atraída por você desde que ela lhe apresentou para mim. Somente depois daquele dia, em que eu armei tudo aquilo foi que eu percebi como eu tinha sido errada. Eu só... Não consigo mais dormir durante a noite. Queria imensamente que você me perdoasse.
— Sinceramente? Você acha que seria possível depois de tudo que você fez a mim e ela? — Perguntei. — Você destruiu a minha felicidade. Você tem ideia do que aquela garota significa para mim? é muito mais do que um dia eu já sonhei para mim. Ela é tão pura... Como um anjo. Eu trocaria qualquer coisa para tê-la de volta. Mas agora a minha princesa se foi e se tem algo que eu tenha absoluta certeza sobre ela, é que ela não voltará atrás. Não depois da cena que você arrumou.
Eu senti a garganta fechar e meus olhos começarem a lacrimejar. Eu não iria chorar, eu não podia. Não na frente de Sabrina e . Mas a verdade é que tudo que eu queria agora era tê-la em meus braços, ver seu sorriso e seus olhos verdes brilhando outra vez.
— Eu sei, eu sei. Eu sabia que seria muito mais complicado com você. Eu falei com ela, assumi toda a minha culpa e contei o que aconteceu de verdade naquele dia. Ela me perdoou. — Sabrina fungou e deu um leve sorriso, cruzando os braços, evitando olhar para mim. — Um coração grande, você sabe. Acho que você deveria ir falar com ela. Ela sente sua falta, não me disse, mas eu vi em seus olhos.
— Você acha que... — Eu não terminei a frase, Sabrina me interrompeu.
— Tenho certeza que você fará a coisa certa. Eu preciso ir. — Ela terminou, saindo pela porta de cabeça baixa.
Eu continuava de queixo caído e olhos arregalados, olhando para o lugar por onde Sabrina saiu, sem entender absolutamente nada. Isso não poderia ter acontecido. Eu deveria estar sonhando.
— Me diz que eu não estou sonhando. Por favor, me diga isso. — Eu pedi a , que continuava a comer os biscoitos.
— Não, você não está sonhando. O que está pensando em fazer?
— Eu não sei. — Eu suspirei, me escorando nas costas da cadeira. Eu não tinha percebido o quão rígido eu estava.
— Pois eu sei. — murmurou, fechando o pote de biscoitos. — Pegue uma camisa que com sorte estará na clínica.
— O quê? — Perguntei.
— Bom, se você quiser ir sem, acredito que ela irá gostar de ver esse seu tanquinho, mas provavelmente os outros médicos não irão deixar você entrar... Ah, qual é ? Eu não aguento mais comer a minha comida. Pelo menos quando dormia aqui nós tínhamos um café da manhã decente.
Eu ri, revirando os olhos.
— Você ainda me julga por sentir falta do perfume dela. — Eu murmurei, me levantando.
— Meu irmão, aceite de uma vez a realidade: Você não é nada sem ela. — Ele disse, dando dois tapinhas em minhas costas. — Vá se vestir, estarei no carro.
A clínica estava vazia. me acompanhava e mesmo assim eu ainda me sentia nervoso. era médica em uma clínica para crianças. Tinha começado há pouco tempo e eu ainda me lembrava de sua animação um dia antes de começar. Sua felicidade era quase palpável. Um sorriso se formou em meus lábios.
— Agora é com você, gato. — disse, mandando um beijo para mim. — Eu vou esperar você no carro e não saia daqui sem ela, ouviu bem?
— Cale a boca, . — Ri baixinho e olhei para a secretária que lixava as unhas na recepção.
— Eu gostaria de falar com a Doutora .
— Ela está atendendo e...
A porta que levava a sala de se abriu e saiu de lá uma mulher que agradecia a pela consulta. Ela carregava um bebê recém-nascido nos braços e sorriu maternalmente para a criança, sem perceber que eu estava ali. Eu poderia passar o resto dos meus dias olhando para ela e não me cansaria.
— Hey, hey! Eu preciso conversar com você! — Eu me apressei em dizer. olhou para mim e seu sorriso se desfez.
— Eu... Estou ocupada. Estou atendendo, tenho mais um paciente agora e... — Ela não terminou de dizer.
— Observando a sua agenda daqui, a última consulta do dia era as dez e meia e está escrito aqui que foi remarcado para amanhã. Você precisa ouvi-lo, sem desculpas . — Ouvi dizer atrás de mim. Ele não estava indo para o carro?
Olhei para trás e observei debruçado sobre o balcão da secretária que olhava feio para ele. sorria amarelo para ela.
— Ok, . Se estiver interessado em ser meu secretário acredito que seria um ótimo. — riu baixinho. — E aí, dude?
— E aí, gata? Vai ouvir o meu irmão ou não? Eu trabalho durante uma semana de graça caso você faça isso. — Ele pediu abraçando .
— ... Eu não sei se eu devo. — Ela mordeu o lábio.
— Ok, seguinte. Eu trabalho aqui de graça e se quiser eu posso fazer um strip aqui também. Eu sei que as enfermeiras e sua secretária com cara de cavalo vão adorar, quer ver? — começou a desabotoar a camisa. — Faço isso sem problema.
— , não tira a roupa! — Eu gritei enquanto a secretária começava a rir e a mãe de uma criança que tinha em torno de cinco anos tapou os olhos da filha.
Ele tirou a camisa e jogou ela no chão.
— , coloca essa camisa! — gritou, pegando a camisa do chão, tentando não rir. — Pelo amor de Deus, tem crianças aqui.
— Conversa com o meu irmão que eu paro de tirar agora.
Ela abriu a boca para dar alguma outra desculpa e me olhou pelo canto do olho. arqueou a sobrancelha e abriu o botão da calça jeans.
— Ai meu Deus, ! Você me paga! Coloca essa roupa agora enquanto eu falo com o . Melhor assim? — Ela se rendeu atirando a camiseta na cara de , que sorriu.
— Muito melhor. — falou, sorrindo de canto. —Mas eu realmente não me importaria de fazer um striptease aqui...
— Você me paga. — Ela fuzilou com os olhos e olhou para o chão. — Vem, .
Ela seguiu para dentro de seu consultório e eu fui atrás.
— Salvo pelo meu strip. — sussurrou para mim e eu revirei os olhos.
Eu adentrei na sala verde claro de e fechei a porta atrás de mim. Ela sentou-se em cima da mesa onde ficava seu computador e normalmente onde conversava com os pacientes. Ela não olhava para mim. Significava que ainda não tinha me perdoado.
Suspirei e me aproximei. Estávamos a apenas dois palmos de distancia um do outro.
— Sabrina veio falar comigo. — Ela murmurou, ainda olhando para o chão.
— Eu sei, ela falou comigo também. Eu senti sua falta, . — Eu falei.
Ela suspirou e olhou em meus olhos pela primeira vez desde que eu tinha chegado.
— Ah, . Eu não sei. É lógico que eu senti sua falta, mas eu tenho medo. Nesses últimos dias você nem sequer falou comigo, nem me procurou. Isso me fez ficar tão despedaçada...
— Eu estava respeitando seu espaço. Me diz, se eu ligasse para você, mandasse mil e uma mensagens você iria responder?
— Não. — Ela respondeu, mordendo o lábio inferior.
— Viu? — Eu sorri para ela e me aproximei. abaixou a cabeça. Levantei seu queixo, a fazendo olhar para mim. — Ei, só quero que saiba que eu troco minha paz por outro beijo seu, o meu destino para viver o seu, troco mil estrelas para lhe dar a lua e se quiser eu troco seu sobrenome pelo meu.
Seus olhos brilharam e um sorriso surgiu em sua face.
Segurei sua cintura enquanto aproximava meu rosto do dela. envolveu meu pescoço com seus braços. Minha respiração era lenta e descompensada. Ela mordeu o lábio inferior numa atitude um tanto sexy. Eu dei um leve sorriso. Seus olhos me diziam que ela desejava aquele beijo tanto quanto eu. Seu perfume tomou conta do ar e eu respirei fundo, encostando nossas testas. Nossos lábios se encostaram e eu senti uma onda de calor percorrer todas as minhas veias. A puxei mais para mim, aprofundando nosso beijo. Não havia nada ao nosso redor e eu perdi a noção do tempo. Era somente eu e ela. Eu e a garota que eu amava mais do que qualquer outra pessoa. A garota que eu trocaria minha vida para que ela pudesse viver a dela.
Minha mão entrou por dentro do avental e da blusa rosa que ela usava e passeou por suas costas enquanto a outra segurava sua coxa a trazendo mais para perto de mim. Encerrei o beijo com selinhos, que desceram até seu pescoço descoberto e dei algumas mordidas ali, ouvindo-a soltar um leve gemido. Sorri excitado. Mordi o lóbulo de sua orelha e levando minha boca a encontro da dela novamente.
Nossas línguas dançavam em perfeita sincronia e urgência. Eu sabia que ela sentia minha falta tanto quanto eu sentia dela. Era impossível descrever a grande felicidade que eu sentia dentro de mim. Ela sorriu durante o beijo e o cortou com algumas mordidinhas em meu lábio inferior, me deixando com aquela vontade de quero mais.
— Nós ainda estamos na clínica, . — Ela disse, sorrindo e mordendo seu lábio inferior e me empurrando de leve.
— Isso é um sim? — Eu perguntei.
— Para o quê? — Ela arqueou as sobrancelhas.
Me ajoelhei com certa dificuldade, uma vez que a calça jeans não era nem um flexível e retirei a pequena caixinha preta que tinha me feito comprar logo depois de sairmos de casa. Eu deveria agradecer depois a . arregalou os olhos e tapou a boca com as duas mãos e eu a observei. Tão linda. Ela estava sentada do mesmo modo, seu cabelo estava preso em um coque atrás da cabeça que deixava alguns fiozinhos bagunçados. Seu batom vermelho já estava borrado por conta de nossos beijos. Seus olhos verdes brilharam com a maior intensidade já vista.
— Você aceita ser a mais nova senhora , minha companheira para as boas e as más horas, mãe dos meus filhos e a única mulher que pode me fazer feliz por completo até o fim dos meus dias? — Eu propus, tentando ao máximo não gaguejar.
sorriu largo e esticou a mão para mim.
— É tudo o que eu mais sonhei! — Ela disse. — Ai meu Deus, eu amo você!
Encaixei a aliança em seu dedo ainda tremendo um pouco e senti uma felicidade imensa tomar conta de mim.
— Eu lhe amarei eternamente. — Eu falei abraçando a minha futura esposa.
— Eternamente. — Ela concluiu, sorrindo.
A certeza que eu tinha era que eu era o cara mais feliz do mundo. Eu tinha certeza que eu e seríamos muito felizes. Aquele era apenas o começo de um amor que seria eterno.

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