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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Entrelaçados

Escrita porLelen
Editada por Lelen

Capítulo 1 • Estou reivindicando vitória, reescrevendo a história

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

  Eu nunca pensei que coisas loucas fossem acontecer na minha vida. Quer dizer, eu sou... era?... uma garota normal com uma vida normal e entediante. Universitária, fanfiqueira, parte do proletariado... normal, sabe? Mas acontece que o mundo decidiu mostrar sua magia adormecida para mim e não estava contente em me deixar na minha pacata vida tranquila. Não que eu esteja realmente reclamando, a gente sempre gosta de um pouco mais de agitação, né? Mas... Olha, eu não estava esperando por isso.
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  Ontem eu havia ido dormir como sempre, depois de ler um pouco e fugir da realidade, e quando acordei, achei que estava sonhando. Quando abri meus olhos, eu estava no meio de um aglomerado de gente que encarava uma moça maltrapilha, assustada e talvez machucada. Diante dela havia um trono com uma mulher... vermelha. Vermelho é tudo o que eu posso dizer e que mais chamava a atenção na mulher sentada no trono imponente. Ao seu lado estava um homem loiro com uma máscara enfeitando seu rosto. Ele parecia terrivelmente desconfortável com o que estava vendo, mesmo tentando disfarçar.
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  Quando me dei conta de onde eu estava fui empurrada para o centro do salão, para junto da moça maltrapilha e em frente à mulher no trono e do homem ao seu lado. Puta merda, isso só podia ser um sonho, certo?
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  — Então você se voluntaria para realizar os desafios no lugar desta outra humana? — a mulher vermelha me perguntou e eu a encarei com terror e confusão. Quando foi que eu tinha dito aquilo? Abri a boca para retrucar, mas a mulher soltou uma risada que parecia indicar que ela estava se divertindo com aquilo. — Não importa muito quem vai passar pelos desafios, será um entretenimento e tanto de qualquer forma... Se você sobreviver, é claro. — O sorriso maldoso nos lábios da mulher me indicou que ela duvidava muito que humanos fossem capazes de vencer seus desafios propostos...
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  Então... Pois é, deixa eu dizer de uma forma mais clara para você entender melhor o que está acontecendo: Eu acordei dentro do universo de um livro. Mais precisamente de Corte de Espinhos e Rosas, também conhecido como “ACOTAR”. No meio de Sob a Montanha. No momento em que Feyre Archeron se apresentava para Amarantha. E aparentemente eu havia me voluntariado — disseram que eu gritei, bem ao estilo Katniss Everdeen em Jogos Vorazes, olha o clichê — para passar pelos desafios de Amarantha no lugar de Feyre. E aparentemente Amarantha tinha aceitado a troca. Acho que não importava muito quem passaria pelo desafio, o negócio era que alguém deveria morrer.
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  Agora, estou aqui, no fosso. Esperando a morte certa. Me questionando a razão de minha personagem neste universo ter se voluntariado para ficar no lugar de Feyre. Quero dizer, eu não tenho nenhuma habilidade especial, não sei usar arco e flecha, nunca sequer dei um soco ou chute em alguém para poder dizer que sei lutar, e não tenho a esperteza e destreza de uma caçadora como Feyre poderia ter. O que diabos eu estava pensando?
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  Mas bem, talvez eu possa ter alguma vantagem nisso tudo, já que eu li essa história no meu mundo, eu sei o que vai acontecer. Ainda assim, nada me preparou para o bicho feio que eu estou prestes a enfrentar... Engulo em seco enquanto encaro as portas à minha frente, imaginando se era assim que os gladiadores do passado se sentiam antes de entrar na arena e lutar até a morte... Tá, eu não acordei em um mundo completamente não real para simplesmente morrer na primeira oportunidade! Eu preciso pensar. Anda, %Nova%, pensa!
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  Um estalo. Olho para a “arquibancada” onde Amarantha está sentada com aquele sorriso nojento na cara. As pessoas estão relativamente quietas, tudo o que posso ouvir são burburinhos. Me aproximo das grades de madeira que fazem as vezes de barreira. Ouço um guincho horrendo e sei que a besta-verme-gigante está à minha espera.
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  — Quando estiver pronta, humana. — Ouço a voz de um macho feérico que abre a porta que me “protegia” da arena.
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  Ouço alguns gritinhos empolgados de pessoas que eu julgo fortemente por estarem esperando o massacre sangrento que sei que é pelo que estão torcendo. Encaro o lado de fora com cuidado, mas logo sou empurrada para fora e as portas atrás de mim se fecham. É claro que sim, o que mais eu podia esperar? Homens. Não são confiáveis nem mesmo em outro universo.
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  Está tudo quieto e calmo demais, a plateia está observando, esperando a próxima cena. Eu não sei o que devo fazer, a verdade é que faz tanto tempo que li Corte de Espinhos e Rosas que não faço a mínima ideia de como Feyre tinha conseguido passar por aquele desafio. A única coisa que sei é que eu sempre fui boa em fugir. Talvez essa seja a hora de me provar.
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  Não vou dizer os detalhes de toda a ação, até porque as coisas estão acontecendo tão rápido que eu não consigo ter sequer coerência suficiente para começar a descrever tudo. Só posso dizer que estou correndo. Como nunca antes. E numa velocidade que eu nem sabia que tinha. O verme gigante que um dia eu li e me recusei a gravar o nome é a coisa mais feia e nojenta que eu já vi na vida. Meu instinto de fugir foi acionado automaticamente. Detesto bichos rastejantes. Eu não tenho um plano. Só posso correr e me esconder e tentar não cair em uma das armadilhas no meio da arena. Como diabos Feyre tinha passado naquele desafio sozinha?!
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  Depois de dar um jeito de me esconder por alguns instantes da criatura horrorosa, uma ideia finalmente me surge na mente.
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  — Amarantha! — dou um berro de onde estou. Tudo cai num silêncio que eu nunca imaginei que uma plateia de centenas de pessoas poderia fazer. A mulher vermelha nada diz, apenas direciona seus olhos na minha direção.
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  Dou uma olhada ao meu redor para ter certeza de que ainda estou segura e dou um suspiro quando vejo o verme ainda um tanto distante de mim, cavocando o chão para o seu próximo ataque que eu espero que ainda demore a acontecer.
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  — Quais eram os termos da nossa barganha?! — grito novamente e ouço burburinhos se espalharem pelos feéricos que assistem a essa barbaridade na arena.
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  Mesmo à distância eu posso ver — ou talvez eu esteja apenas imaginando — o sorrisinho cruel nos lábios de Amarantha. Criatura detestável...
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  — Vença meus três desafios e libertarei Tamlin e o resto dos feéricos, e também será o fim da maldição da Corte Primaveril — diz a mulher com seu ar superior.
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  — O enigma! — exclamo mais para mim mesma do que para Amarantha.
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  A droga da charada de Amarantha no livro foi a parte que mais me deixou indignada na história por sua obviedade. Como eu podia ter esquecido do enigma?
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  Corro mais à frente, me esquecendo do perigo do verme gigante e repito:
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  — O enigma, Amarantha!
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  A princípio a mulher vermelha apenas me encara com desdém, e eu sei que ela está enrolando. Enrolando porque o ataque do verme está muito próximo. Eu sei da resposta da charada do livro, mas não sei se nesse universo a charada é a mesma, eu preciso de alguma confirmação antes de arriscar tudo nela.
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  — Há quem me procure a vida inteira, sem jamais me encontrar,
  e aqueles que beijo, mas vêm com pés ingratos me esmagar.
  Às vezes parece que favoreço a inteligência e a graça,
  mas abençoo todos os que arriscam com audácia.
  Suave e doce minha égide costuma ser, mas se desprezado,
  me torno uma fera difícil de abater.
  Pois embora cada um de meus golpes seja poderoso,
  quando mato, meu processo é vagaroso...
  Ouço uma voz que eu não esperava — e tampouco conheço — murmurar todo o enigma para mim. Meus olhos vagam pela plateia e se fixam nele. Rhysand, o grão-senhor da Corte Noturna. Temido por todas as outras cortes. Com uma fama terrível. Ofensivamente rotulado como “a vadia de Amarantha”. Rhysand havia me recitado o enigma.
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  Eu não tenho muito tempo para ficar embasbacada com aquilo porque finalmente o ataque do verme gigante acontece e eu preciso me colocar a esquivar, xingar e rezar para conseguir me manter viva tempo o bastante para responder a merda do enigma.
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  Quando escorrego na lama da arena, encontro ossos pontudos que quase me arrancam um olho. Ossos. Feyre tinha feito alguma coisa com ossos no livro, certo? Dou um gritinho agudo — e com muito nojo misturado — quando a criatura horrenda passa raspando por meu braço. Pelo que posso me lembrar, aquele bicho é cego. Então pelo que ele está se guiando? Barulhos, é o ponto óbvio. E cheiro, talvez? Bom, de qualquer forma, eu faço algo que nunca pensei que faria um dia: rolo na lama para me lambuzar da cabeça aos pés, rezando que aquilo seja somente lama mesmo e também que aquilo me ajude a mascarar meu cheiro. Mantenho o pedaço de osso pontiagudo comigo só por uma precaução boba e inútil — quer dizer, olha o tamanho desse bicho — e tento manter minha respiração o mais calma possível, o que ajuda meu coração a voltar a bater em um ritmo mais normal.
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  Eu estou convencida de que fiz um bom trabalho quando o verme gigante pula em minha direção e eu só posso usar o meu desespero como arma, saio correndo e estocando o osso em minha mão de qualquer jeito, rezando para acertar qualquer coisa antes que o bicho me acerte. Em algum momento é o que acontece, pelo menos eu acho, já que ouço um guincho agudo e ensurdecedor. Estou passando perto o bastante do lugar onde Amarantha se encontra, e aproveito o fato.
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  — Amor! A resposta dessa merda de enigma é amor! — berro enquanto ainda estou fugindo do bicho que me caça.
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  Eu não sei bem o que exatamente aconteceu depois disso, mas posso jurar que as centenas de feéricos assistindo minha caçada prenderam a respiração depois que eu disse isso. Estou ocupada demais tentando achar uma forma de me livrar do verme gigante para me importar com feéricos metidos a besta que estavam se divertindo com sofrimento alheio. Tudo o que sei é que ouço um grito estridente na voz de Amarantha e que isso significa que eu venci de alguma forma.
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  A próxima coisa que fico sabendo é que a mulher vermelha está tentando me acertar, mas como ela precisa me disputar com o verme gigante, suas tentativas até então estão sendo falhas.
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  Entregando tudo à sorte, eu transformo minha fuga em tática e — Deuses dos universos fictícios sejam abençoados — consigo fazer com que o ataque da besta gigante e o de Amarantha se sincronizem, e o verme gigante leva o ataque por mim, caindo aos gritos no chão e morrendo depois de estrebuchar por alguns instantes. Bom, pelo menos é menos uma coisa para me preocupar. É claro que eu não dou sorte por muito tempo. Depois de proferir impropérios a mim, a vaca traiçoeira consegue me atingir...
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  Não vou dizer que naquele momento eu vi uma luz branca. Ou que assisti ao filme da minha vida em um segundo. Tudo o que vi depois de me sentir ser despedaçada pelo poder de Amarantha foi nada. Nada, é isso o que te espera no fim. E é tudo o que posso dizer sobre o fim para você. E eu estou pronta para me entregar a esse nada porque pode ser a chave para o fim dessa coisa que pode ser um sonho, mas...
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  Quando abro os olhos pela segunda vez naquele mundo, parece que tudo está diferente novamente. Eu não sinto dor. Na verdade, me sinto renovada, renascida. Quando consigo respirar fundo novamente, me ponho sentada no chão. Ainda estou envolta pela arena enlameada, mas agora tenho sete grão-senhores me encarando. E isso me deixa atordoada. Não porque os sete são lindos, cada um à sua maneira, mas porque ter morrido e agora não estar mais morta só podia significar uma coisa...
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  — Merda... — deixo escapar baixinho quando me dou conta.
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  Eu tinha tomado o lugar de Feyre na história.
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  Nota: Dei um migué nesse Quiz? Dei um migué. Essa história tá finalizada? Nope. Mas eu quis enviar as histórias que enviei porque elas couberam no tema 🥹
  Dei uma facilitada na primeira prova, eu sei, mas, liberdade poética (preguiça) kkkkk
  Rhysand nunca foi meu favorito (oi, Lucien <3), em ACOTAR 1 ele era muito chato e eu queria enfiar a mão na cara dele, gostei dele em grande parte de ACOTAR 2, mas depois achei ele muito "fala, mas executa em partes"... Sei lá, em algum momento ele desandou e eu não gostei mais. Mas gosto do Rhys que eu escrevi.
  Essa história é totalmente fanservice, não tem nada da fantasia épica da SJM. Não temos sofrência de graça aqui e teremos finais felizes. Obrigada.
  Tenho 18 capítulos escritos, mas só vou continuar aqui depois de finalizar. Então rezem pra criatividade voltar logo 😂

 

Capítulo 1
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Josie

Extremamente fascinante! Sua escrita é maravilhosa e dá um revés interessante a história. Amei a referência a Katniss e achei a descrição da luta mega top. Sua escrita como disse é perfeita e narra tudo em detalhes.

Josie

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