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#009 Temporada

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Taylor Swift




Encontro da Meia-Noite

Escrita por sizabela | Revisada por Mariana

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  Apenas cinco minutos. 1, 2, 3, 4, 5 minutos e aquela aula massacrante de ciências políticas iria acabar e o feriado prolongado começar. Eu sabia que não era a única que estava ansiosa para essa folga, podia ouvir vozes atrás de mim, as que mais se destacam são as de Emma e Dylan, que agora viviam conversando. Mas isso já é comum. Eu tentava ignorar.
  — Okay, alunos, prestem atenção. Quero um resumo manuscrito do capítulo 13 para a próxima aula de no mínimo seis páginas. Aproveitem o feriado. — O professor tinha sorriso de raiva no rosto. Todos sabíamos que ele só tinha voltado pra faculdade, pois tinha torrado toda a grana dele em jogos de azar.
  Assim que ele terminou de falar o sinal tocou. A turma começou a sair enquanto eu anotava na agenda aquela tarefa que definitivamente iria ocupar boa parte do feriado. Pelo canto de olho percebi Emma passando por mim, isso significava que Dylan viria logo atrás, então não fiquei surpresa quando ele passou, mas sim quando ele deixou um papel em minha mesa. Levantei a sobrancelha para ele, eu estava surpresa e em dúvida do que aquilo significava, mas ele girou os dois indicadores complementando com seus lábios: conversamos depois. E deixou a sala.
  Assim que a última pessoa saiu pela porta, abri o bilhete:

Chuva de meteoros hoje.
Me acompanha nessa beleza astronômica?
Diga sim pra mim!
Te pego meia noite.
- D.

  Não acreditava naquele pedido. Fazia mais de dois meses que nós mal nos dávamos "bom dia", e agora ele pedia pra passar a noite com ele observando o céu? Aquele pedido era ridículo e doido.

*****

  Eu não devia aceitar. Era isso que eu tentava me convencer ao vestir minha saia, ao colocar meu all star, minhas meias três quartos preta, uma blusa do Nirvana que peguei da sessão masculina. Não estava funcionando. Faltava pouco para meia noite e eu estava sentada na minha penteadeira pensando que isso só podia acabar em chamas ou no paraíso.
  Com ele era tudo sempre 8 ou 80. Porra de intensidade!
  Abri a gaveta onde guardo os batons e procuro por um específico. Óbvio que ele não estava lá. Levanto e procuro no porta-joias dentro do armário. Foi lá que guardei a última vez que o usei para sair com Dylan. Eu tinha me prometido que nunca mais faria isso: sair com ele e usar o batom. Droga, estou quebrando uma promessa dupla por chuva de meteoros.
  Volto para a penteadeira, passo o batom e meus lábios ganham um tom vermelho clássico. Meu celular apita mostrando uma nova mensagem. Era ele.

Estou aqui na frente.
Às 00:00

  Sempre pontual. Eu não devo ir, repeti mais uma vez para mim. Então respondi a mensagem.

Eu não vou.
Às 00:01

  Ele me liga, mas eu desligo antes mesmo de dar o segundo toque.

Não me ignora.
Às 00:01

Não liga então.
Às 00:01

  Mas ele ligou mais uma vez, e eu atendi e fiquei em silêncio.
  — Só acredito se eu ver saindo da sua boca. — Nem oi nem boa noite. Simples e direto.
  — Eu não vou — falei baixo.
  — Eu disse ver, não ouvir. Vem aqui fora.
  — Eu já tô deitada pra dormir — menti.
  — Você tem medo de escuro agora, Taylor? Pra dormir de luz acesa esse é o único motivo. — Fiquei em silêncio. Eu nunca mentia bem pra ele. — Vai na janela pelo menos.
  Cheguei na janela que ia de cima a baixo na parede e pude ver ele parado ao lado do seu conversível preto bem em frente à frase "live fast, die young" escrita em branco na lataria.
  — O que você quer? — perguntei assim que encontrei as palavras.
  — Então você está indo dormir de saia de couro e tênis? — Debochou. Mesmo estando tão longe, nossos olhos se conectaram. — Vamos, Taylor, por favor — Ele pediu em um sussurro. — É uma chuva de meteoros.
  Desliguei na cara dele. Mas não sai da janela. Ele também não se movia, mas sua cabeça balançava me chamando para ir com ele. Seu longo cabelo penteado para trás balançava no movimento. Fechei a cortina. Não consigo resistir a isso. Nem a chuva de meteoros nem a ele, principalmente. Desliguei a luz e desci as escadas, pegando minha bolsa que estava jogada no sofá e sai de casa encontrando-o parado no mesmo lugar.
  — A Emma não está aqui? Achei que vocês que vocês não desgrudavam mais. — Alfinetei assim que cheguei perto dele.
  — Eu nunca faria isso com Emma. Isso é uma coisa só faria com você. — Ele disse abrindo a porta do carro pra mim.
  — Pra onde estamos indo? — Perguntei entrando no carro. Senti um arrepio pelas minhas costas. Tudo ali ainda é o mesmo. Mesmo perfume, mesmo banco de couro. Eu precisei procurar por uma assinatura atrás do volante. D&T. Não havia um coração em volta, mas aquelas letras significavam "a gente" e era isso que importava.
  — Ainda está aí. Eu não ousaria tirar. — Disse ele entrando do lado do motorista e dando partida no carro. Sentei no carro como sempre fiz: uma perna dobrada em baixo de mim, costas apoiada na porta e olhando meio para Dylan, meio para a estrada. Pude notar o meio sorriso que ocorreu em seus lábios ao notar minha posição. Antes meu corpo se encaixava direitinho, mas já se passaram alguns meses, tantas garotas naquele banco, que eu já não sinto todo o conforto que tinha naquele espaço, então volto a me sentar de frente e com os dois pés no chão do carro.
  — O que foi? — Ele pergunta olhando pra mim.
  — Olhe para frente.
  — Não mude de assunto, Taylor.
  — Esse não é mais o meu lugar. Por que você me chamou afinal? Da última vez que nos vimos, deu a entender que você não estava interessado — suspirei, olhando para fora da janela.
  Nós somos conhecidos desde a época da escola, mas não nos falávamos lá. Quando nos encontramos aqui na Universidade ficamos muito amigos e sempre saíamos para festas juntos. Depois passamos a estudar juntos, e logo começamos a ficar. Um beijinho numa festa, um beijinho lá, um beijinho cá. Então ele passou a ir lá em casa, só para passar o tempo, e eu ia na casa dele também, só para passar o tempo. Assim ficamos por seis meses, mas eu queria algo mais e acreditava que ele também, porém não ele não estava confiante se seus sentimentos eram recíprocos. E quando finalmente encontrei coragem para falar isso para ele, descobri que Dylan não queria só a mim, ele queria outras também.
  Pronta para me declarar, fui até um bar que eu sabia que ele costumava frequentar nas sextas à noite e o vi beijando, não uma, mas duas garotas.
  Na vez seguinte que o vi, acabei com qualquer que fosse o relacionamento que tínhamos. Não sabia mais nada sobre ele depois disso além de que ele sempre aparecia nas festas cada vez com uma garota diferente. Definitivamente, eu não era pra ele. Consequentemente, ele não era pra mim.
  — Esse nunca deixou de ser o seu lugar — ele falou baixo e firme. — Nunca — reiterou.
  Aquelas palavras aliviavam um pouco do meu receio, mas ainda não por completo. Dylan ligou o rádio em uma estação qualquer, enquanto ele murmurava a música, eu só olhava pra fora, e via a mudança da paisagem de casas para prédios pequenos e depois para prédios altos, e quando ele entrou na rodovia e subiu à montanha, a vista ficou esplêndida.
  As luzes da cidade estavam ficando em baixo de nós. Um manto negro com pequenas luzes dos postes enfileiradas e outras sem sincronia alguma sendo das casas, prédios e lojas.
  — Eu senti falta desse lugar — falei hipnotizada com a vista que eu tanto amo. Essas palavras não significavam apenas saudades do lugar em si, mas também da companhia, afinal aquele era o nosso lugar.
  — Digo o mesmo. Apesar de vir aqui uma vez e outra, não era a mesma coisa. Não chegava nem perto do que é vir aqui com você.
  — Suas garotas deviam gostar da vista — falei sem pensar.
  — Eu nunca trouxe alguém. Vinha apenas para pensar — ele deu uma pausa ao estacionar —, e matar a saudade.
  Olhei para ele que exibia um sorriso triste. Minha vontade era de passar a mão no seu cabelo e falar que tudo ia ficar bem, nós íamos ficar bem, mas me contive e sai do carro indo em direção ao centro da praça onde um grande relógio ficava.
  A praça sempre foi calma. Mesmo em dias ensolarados, poucas pessoas tinham o costume de ir ali, mesmo não sendo distante da cidade e ser tão calmo. Mas eu não reclamo. Adoro que parece um lugar privado, como se fosse o quintal da nossa casa. Minha e de Dylan. Era isso que costumávamos dizer.
  Sentei na pequena mureta que tem em volta do relógio e observei enquanto Dylan saia do carro com uma mochila no ombro e se dirigia até mim. Sua blusa branca era a única coisa me permitia enxerga-lo na meia escuridão do lugar, já que faltava lâmpada na maioria dos postes.
  — E então? Onde é o melhor lugar pra ver os meteoros? —Perguntei com um pequeno sorriso assim que ele parou na minha frente. Olhando ao redor, ele me respondeu:
  — Ali — disse apontando para minha esquerda. — É a parte menos iluminada, vamos? — Peguei a mão que ele havia estendido e caminhamos de mãos dadas, em um ritmo lento demais para ser considerado normal. Se apostássemos corrida com um jabuti, perdíamos fácil. Mas eu não reclamo, não é do meu feitio reclamar afinal de contas. Os seus dedos esquentava os meus, acariciava os meus, energizava os meus. Cada segundo sendo muito bem apreciado até que eles se desprendem.
  Olho para cima e encontro um par de olhos brilhando sonhadores. Esse é o Dylan em sua essência com um olhar feito James Dean.
  — Começou. Faz o seu pedido, Tay. — Virei de costas e olhei para o céu. O primeiro meteoro queimava se tornando uma linda estrela cadente.
  Fechei meus olhos e fiz o pedido: Me faz escolher o que é melhor para mim.
  Tornei a observar o céu, logo mais aquela estrela desapareceria e outra entraria em cena. Não quero perder nenhuma. Hoje não a lua não apareceu deixando assim o céu salpicado de estrelas e já que as luzes dos postes estão apagadas ao meu redor, o céu fica ainda mais enegrecido.
  O barulho de zíper atrás de mim, me faz lembrar que eu não estou sozinha. Viro-me pra encontrar Dylan tirando uma lamparina da mochila e uma manta que eu sabia ser estampada apesar de não conseguir identificar qual o desenho.
  — Deixa eu te ajudar com isso — segurei um lado do pano enquanto ele segurava o outro e o estendemos no chão. Sentei em cima dele e senti que ele era bem macio como se fosse de camurça impedindo que a grama espetasse. Dyl se abaixa e liga a lamparina entre nós. Abro um sorriso ao conseguir enxergar o desenho na manta.
  O fundo era azul claro, e havia vários contornos de pessoas nuas, arcos dourados, verde em alguns pontos, Vênus espalhadas em todo o espaço. Inúmeras obras renascentistas enfeitavam o pano.
  — Que coisa mais linda esses desenhos. Parecem ter sido pintados por Michelangelo — falei maravilhada.
  — Olha esse aqui. É bem parecido com o que tem no teto da Capela Sistina.
  — Sensacional! Eu estou sentada em obras de museu. Estou me sentindo no paraíso — encostei minha cabeça no chão e soltei uma risada fraca. Um novo meteoro passava por cima de nós.
  Dylan deitou ao meu lado e me envolveu em seus braços. Apoiei minha cabeça em seu ombro e fechei meus olhos.
  Dyl me faz sentir tão confortável. Fico feliz por não ter rejeitado o convite. Se o tivesse feito não estaria sentindo o seu peito subir e descer, seus dedos pelos meus ombros. O contato tão familiar.
  — Obrigada por ter me trazido aqui. Estou muito feliz. — Sussurro abrindo meus olhos e encontrando o tão perto de mim.
  Meu coração acelera enquanto sou puxada pra mais perto dele. Quando nossas bocas se tocam, meu coração queima, meus lábios incendeiam, meu corpo entra em combustão. E foi só um encostar de lábios! Rápido e sem muito contato. Deus! Pra onde ele pode me levar tão facilmente.
  — O prazer é todo meu, Taylor. Você é a única que quero fazer feliz.
  Meu coração dá mais cambalhotas de felicidade, enquanto meu estômago revira e um balde de água fria me traz de volta a realidade e faz meu coração esfriar. Eu me afasto e apoio no meu próprio braço.
  — Única? Mas eu ouvi que você está por aí com várias outras garotas. — Vejo seus olhos revirarem. Ele com certeza não quer falar sobre isso, já eu não posso ignorar. Mesmo contrariado ele se vira de lado e suspira antes de me responder:
  — O que você ouviu é verdade, mas eu não consigo parar de pensar em você. Não importa com quem eu esteja, é com você na mente que eu vou dormir todos os dias.
  — Me ajuda a acreditar em você — minha voz era um sussurro quase inaudível.
  — Sua voz. O seu jeito de falar, — ele foi se aproximando de mim enquanto falava — apesar de rápido é sempre melodioso. — Tombei de costas no chão quando nossas bocas estavam para se juntar mais uma vez. Eu queria continuar ouvindo-o. — Já falei que amo seus lábios nessa cor? — Sua boca tocou meu pescoço e eu fechei meus olhos. — Sempre tenho vontade de beija-los — Sua boca subiu para minha orelha — Adoro quando você acaricia meu cabelo. — Levei minha mão até seu cabelo e entrelacei meus dedos nos seus fios. — Exatamente assim. — Sua voz me guiava para longe, mas minha mente mantinha em alerta.
  — Mas e tudo que passamos? — pergunto olhando em seus olhos.
  — Esquece isso. Vamos ser somente eu e você essa noite — seus olhos brilhavam sonhadores. E eu estava sonhadora. Com todas as possibilidades que nós temos.
  Encaixei minha outra mão em seu maxilar, e o trouxe para minha boca. Nossos lábios se tocaram e pareceu uma explosão. Chamas e faíscas levando direto para o paraíso. Nossas línguas se enroscaram como labaredas de fogo, sua mão quente entrava em contato com o meu corpo frio. Nunca houve um contraste tão delicioso.
  — Namora comigo então — pedi enquanto trocávamos de lugar e eu ia pra cima dele.
  — Depois a gente pensa nisso — nossos corpos logo se juntaram de novo, mas não deixei nossas bocas se unirem.
  — Fala sério — sussurrei — nós já passamos por isso um bilhão de vezes. Você diz que sou única, mas não quer ficar comigo? —Continuo agora impaciente. — Eu estou pronta pra te dar o meu melhor, tudo o que tenho e tudo o que sou. Mas é você? Tu me quer só contigo, enquanto você faz o quê, Dylan? — Ele me olha espantado. Deve ser uma novidade para ele me ver reclamando de algo. — Não sou só eu que fica na sua mente — ele abre a boca pra falar, mas eu o repreendo com um olhar. — Nem adianta mentir. Eu tentei fazer isso comigo mesma a noite toda e, veja só, não funcionou. — Respirei fundo. Minha mente estava rodando.
  — Taylor, eu quero você. Falo sério — Sua voz é grave, mas consigo notar o desconforto dele por ter sido colocado contra a parede. — Mas eu sou um espírito que precisa ficar livre. — Sai de cima dele.
  — Então, senhor espírito livre, saiba que agora você está livre de mim também — suspirei. A vontade era de chorar, tanto de tristeza quanto de irritação, mas segurei firme e pedi: — Me leva pra casa.
  — Não, fica aqui comigo. — Ele segurou minha mão — Vamos assistir as outras estrelas cadentes...
  Ríspida, tirei minha mão das dele e me levantei.
  — Cala boca e me leva pra casa. Eu estou esgotada de você.
  Sai andando. A praça parecia ainda mais escura do que antes, e pela primeira vez eu queria que tivesse mais alguém por aqui. Olhei para o relógio, sem conseguir distinguir os ponteiros. Estava perdida no tempo que gastei aqui. Continuei a andar me guiando pelo caminho das pedras até chegar ao único carro parado.
  Único. Esse carro tinha a sorte de ser único de alguém. E eu não mentia ao afirmar isso, ao contrário do que seu dono fazia. Ouvi passos atrás de mim, e Dylan passou por mim e parou do outro lado do carro.
  Seu olhar parecia perdido, e, se eu bem o conheço, ele não sabia o que fazer.
  — Abre o carro. — Ele me obedeceu. Nós entramos em silêncio. — Agora me leva pra casa.
  Para evitar que ele puxasse assunto ou tentasse me convencer do impossível, peguei meu celular e meu fone de ouvido da bolsa que eu tinha deixado ali e coloquei no volume mais alto. As luzes da cidade cada vez se aproximando mais eram minha distração. Eu queria apreciar elas, mas meus olhos foram se fechando, o embalo da música me levando, e meu coração se apertando.
  Quando tornei a abrir meus olhos, o carro na estava parado em frente à minha casa. Pausei a música e tirei os fones. Aquele seria o momento da despedida, do cortar de laços.
  Olhei para Dylan e ele estava me encarando. Sua mão veio até meu rosto e, droga! Seu contato continua confortável e quente. Será que algum dia eu vou deixar de gostar? Eu não sei, mas eu vou fazer de tudo para me manter longe. Destravo o cinto e saio do carro. Antes de bater a porta eu me despeço:
  — Tchau, Dylan. — Fecho a porta do carro e o contorno.
  — Sinto muito. — Paro na frente da janela do motorista.
  — Se você sente mesmo, me deixa em paz. Some da minha vida. Desaparece. — Esclareço antes de continuar meu caminho até a minha casa. Antes de dar a partida no carro, Dyl grita para fora.
  — Até mais, Taylor.
  Até nunca.
  Minha mente revira quando já estou dentro de casa. Olho-me no espelho ao lado da porta e vejo meu clássico batom vermelho borrado. Corro para o quarto, pego o batom que continua em cima da penteadeira e vou para o banheiro onde pego uma tesoura e abro a lata de lixo.
  — Você vai sair da minha vida. Nem que para isso eu precise destruir tudo o que me lembre a você — jurei enquanto picotava o batom no lixo, jogando a embalagem fora também.
  Tirei a roupa e entrei pro banho. A água quente batendo no meu corpo frio me lembrava das suas mãos em mim. Mudei para o modo frio do chuveiro. Eu vou te tirar da minha memória nem que pra isso eu mude toda minha rotina. Você nem sequer me faz bem. Terminei o banho, depois de tirar as sujeiras, memórias e lágrimas do meu corpo. Me enrolei na toalha e voltei para o meu quarto. Meu celular apitou assim que cheguei perto dele. Uma mensagem.

Nós sempre voltamos.
Estamos destinados a isso.
É o que dar nunca sairmos de moda.
- D.
Às 02:15