Dois Destinos, Duas Nações


Escrita porMikaelson
Revisada por Lelen


Capítulo 1 • Introdução a %Arpachad% e %Rasueyah%

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

  A chuva ainda torrenciava o local. O dilúvio havia começado há apenas alguns meses, mas para o casal Shushan, a filha mais velha de Jephet, e Elão, o filho mais velho de Shem, a chuva estava deixando primeiros temores. Estava claro que o mundo que os primeiros descendentes de Sem e Jephet conheceram, estava prestes a mudar. A chuva caía como um consolo para aqueles que precisavam. Toda a humanidade havia morrido, sobrando apenas Nuh e sua família, Shem, Cam e Jephet. E Elão e Shushan, os primeiros netos de Nuh, dariam continuidade ao mundo que outrora estava perdido. Uma nova humanidade começava através de Nuh e seus descendentes. Naquele mesmo ano, nascia %Arpachad%e filho de Sem e Sedeqetelebab. Um véu cobre o local.
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  ANO QUARENTA E TRÊS DEPOIS DO DILÚVIO

  — E então, desde que Nuh profetizou, a humanidade começou a se perverter em seus caminhos. Apenas quem sobreviveu foi Nuh, seus filhos, Sem, Cam, Jafé e as três esposas deles. Mas o resto morreu com enchentes torrenciais e dilúvios. Terremotos e forte chuva. A humanidade que rejeitou Nuh e seus filhos, se perdeu, mas Nuh e sua família se salvou. E dele nasceram muitas pessoas. O mundo estava em construção. Era como se estivesse recomeçando, mas com novas pessoas. O mundo tinha apenas uma porção de pessoas vivas, que começaram a habitar em vilas e foi assim que nossa história começou...
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  — %Rasueyah% — chamou sua mãe. — Venha comer, o desjejum da noite está pronto.
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  — Estou indo, mãe — disse %Rasueyah%.
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  — Pequena, como estava a pregação na vila? — perguntou Elão.
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  — Muito bem, pai — disse %Rasueyah%.
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  — Há um assunto que queremos lhe falar — começou a mãe.
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  — %Rasueyah%, como bem sabes, os filhos de Jephet estão rodeando a vila. Eles querem tomar mulheres dentre as filhas de Sem, seu avô, e mais do que isso, eles querem matar uns aos outros pela espada, para que somente os filhos de Jephet vivam. Desde que Noé amaldiçoou Canaã — explicou o pai.
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  — E o que eu tenho a ver com isso? — perguntou %Rasueyah%.
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  — Tudo! Seu pai teme que você, mesmo tendo apenas quinze anos, não possa resistir aos filhos de Jephet.
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  — Pai, eu sou valente!
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  — Mas e se eles a atraírem com a beleza deles, sempre foi difícil para você resistir.
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  — O que vocês desejam? — perguntou %Rasueyah% calmamente. Depois de um tempo disse: — NÃO! Eu não vou fazer isso.
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  — Mas... — começou a mãe.
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  — Eu não vou me abrigar na casa de Shabokah e seu marido Lud. Shabokah é filha de Jephet também.
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  — Mas é sua prima! — respondeu Elão.
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  — Mas, pai...
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  — Está decidido, você vai.
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  — E como eu vou? — perguntou %Rasueyah%.
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  — A carrete pode te levar, talvez um de nossos servos podem te fazer dirigir até lá.
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  — Alguém vai me levar? — perguntou %Rasueyah%. — E o tio, vai ficar bem? — apontou para Young, um homem adoentado.
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  — Ele vai ficar ótimo sob nossa guarda — prometeu a mãe.
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  — Posso ter um tempo para pensar? — pediu %Rasueyah%.
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  — Só um pouco, os descendentes de Jephet são sádicos como sabes.
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  CARRETE, ANO QUARENTA APÓS O DILÚVIO

  Conforme passava pelos densos lugares até chegar até a casa de Shabokah e Lud, %Rasueyah% ouviu algumas pessoas da vila rindo dela, como se dissessem que ela não duraria um dia na casa de Shabokah e Lud. Conforme o homem que dirigia a carrete prosseguia mais ainda, o som das pessoas rindo e pegando espadas era estridente. Mas ela queria apenas chegar ao local e ver os pais bem. Ficou em silencio e logo chegou a casa da prima Shabokah. Shabokah e sua família a receberam com um sorriso.
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  CASA DE SHABOKAH

  — Já que vai ficar — disse Shabokah —, pode me ajudar a arrumar o local, quem sabe amanhã possamos te dar a chance de um passeio pela cidade.
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  — Claro — respondeu %Rasueyah%.
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  Mas o passeio no dia seguinte ficaria marcado como o passeio mais agnóstico da vida de %Rasueyah%. Ela teve que conhecer pessoas que não queria conhecer, inclusive descendentes de Cam, que não a trataram bem... Mas aquilo era só o começo...
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  O passeio nas cidades de Lud foram realmente desgastantes. Ali ela conheceu pessoas que só a sabiam criticar. E ainda tinha um jovem de roupas pretas que olhou para ela como se dissesse “Ela já nos detesta. Vamos ensina-la a ser menos arrogante” disse ele rindo para alguém. %Rasueyah% nunca esquecera daquelas palavras nos dias seguintes. Prometera nunca mais voltar àquele lugar... Tentara escrever a seus pais mandando um pássaro, mas de nada adiantou. Quando voltou para casa, sua mãe já estava morta. Aquela notícia a impactou profundamente...
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Capítulo 1
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