Destinos Traçados

Escrito por Larissa Martins | Revisado por Francielle

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Capítulo Um

  Eu e meu irmão passamos toda nossa infância cercados de seguranças, e não era atoa, nossos pais eram dois criminosos perigosos, procurados e odiados por toda a América. Estudavamos em casa, não podíamos sair para o jardim e nem ao menos ir até a janela para ver como estava o dia, ou seja, literalmente NÃO tivemos infância. A puberdade foi chegando, os desejos aumentando... Pelo menos para ele.
  Quando completei meus tão esperados 15 anos meus pais deram “aquela” festa, eu não tinha amigos, nós não tínhamos amigos. Naquela festa não havia um ser que me agradasse, aliás, eu estava cercada de um bando de criminosos!
  Com tudo isso ao nosso redor papai e mamãe não queriam isso para o nosso futuro, se empenhavam para que ficássemos o máximo longe de tudo isso.
  Voltando... seria meu príncipe. Já estava quase na hora da valsa e nada do dito cujo aparecer, meus pais estavam ocupados demais para perceberem a falta dele.
  Como dizia mamãe eu me "arrisquei" a sair sem nenhum segurança até o jardim, de longe se avistava duas figuras se atracando no meios das árvores, eu sinceramente não sabia o que eles estavam fazendo. Fui me aproximando e pude ver a figura de , completamente nu, descabelado e suado, junto a ele uma mulher mais velha, nua, descabelada e suada, se vira, imediatamente empurrou a mulher veio em minha direção... Não sei bem o por que, mas meu coração pediu para que eu saísse correndo dali em direção a floresta.
  Em cerca de 30 minutos depois parei, eu não aguentava mais. se aproximava calmamente, ainda completamente nu.
  E a partir daí você começa a entender a real intenção da minha volta.

  FLASHBACK ON
  Ele se aproximava calmamente, ainda completamente nu, eu sinceramente não sabia aonde ele queria chegar com isso:
  - Ei , sou eu! Para que todo esse drama?
  - Por que você está assim?
  - Assim como? – um sorriso de orelha a orelha invadiu sua face.
  - Sem roupa !
  - Eu só estava brincando!
  - Como assim? , brincando nu? Qual o sentido disso?
  - Titia me ensinou , vem aqui, sou eu, SEU IRMÃO. – com um pouco de receio fui até ele. – Eu vou te ensinar a brincar .
  - não, por favor, é melhor irmos, nossos pais já devem estar preocupados!
  - , quem comanda as regras do jogo sou eu ok? E se eu disse que vamos brincar e por que nós vamos brincar! – ele já não era mais o que eu conhecia, não era mais o meu irmão.
  - não... - sua mão foi de encontro com a minha fazendo com que imediatamente eu fosse prensada contra uma árvore qualquer...

  Depois disso a única coisa em que me lembro vagamente foi ver minhas roupas rasgadas no chão, sangue entre minhas pernas, e mais nada além de dor... A única que eu tinha certeza naquele momento era de que pagaria cada gesto feito comigo.
  FLASHBACK OFF

Capítulo Dois: Bom dia querida, é seu aniversário!

  15 Anos mais tarde..

   POV’S: Era hoje, o tão esperado aniversário de 15 anos de minha filha , subi até o seu quarto e ela ainda estava dormindo, seu rostinho... Lembrava o de , espalhava ingenuidade.
  Pude sentir a pontada em meu peito só de lembrar do fato ocorrido 30 anos atrás, ela pedirá piedade, mas o meu ego, o meu desejo falara mais alto, hoje tento recompensar o que fiz, faço minha filha a garota mais feliz do mundo.
  - Papai? – seus olhinhos estavam já abertos com um sorriso de lado enquanto olhava para mim.
  - Bom dia meu Amor! É hoje! – em questão de segundos seus braços vieram de encontro ao meu pescoço, o abraço, o cheiro, o modo, tudo nela lembra .

   POV’S: Depois de acordar como um lixo descartado no meio do mato eu sabia que pagaria caro por aquilo, tomei meu destino, por sorte do destino, uma família de fazendeiros bem sucedidos estavam de passagem pela vaga estrada de terra próxima a mata, eles me acolheram, cuidaram de mim, fizeram me uma pessoa honesta... Ou nem tanto. Terminei a escola e fui para fora do país, alguns meses recebo a noticia, minha irmã ficaria noiva... Mas não de um qualquer, mas sim de um dos ! Sim, ela ficaria noiva de !
  Conversávamos o dia inteiro por telefone e outros meios de comunicação, eu SUPER apoiava, aliás, ela estava completamente apaixonada, isso era ótimo!
  O destino, literalmente estava do MEU lado.
  Em menos de um ano já estavam noivos, minha irmã engravidou... Enfim, eu não tinha um pingo de pressa, eu queria ver feliz, até a MINHA hora chegar...
  30 anos se passaram, e já tinham uma vida estável, uma vida perfeita, uma filha perfeita... A minha hora havia finalmente chegado.

   POV’S: A decoração já estava sendo posta em prática, presentes estavam chegando a todo momento, e minha esposa colocando cada coisa em seu lugar.
  - Querido?
  - Sim .
  - Minha irmã chegara às 9:00, você poderia ir buscá-la no aeroporto?
  - Claro querida, aliás, preciso conhecer minha cunhada misteriosa – rimos. - Mas acho melhor eu já indo ao encontro dela, aliás já são 8:40!
  - Sim, ela se chama ok? – ... Esse nome sem duvida alguma me perseguiria por todo o sempre, fiz sinal de afirmação com a cabeça e fui ao meu destino.

  Já eram 9:20 e nada de chegar, de repente em meio a multidão vejo uma mulher alta, loira e por sinal muito bonita vindo em minha direção:
  - ? Por favor diga que é você!
  - ?
  - Prazer, Jonas. Depois de tanto ouvir falar de você, aqui estamos cunhado! - ela enfatizou o “cunhado” com ironia.
  - O prazer é todo meu Cunhada. – seguimos o caminho inteiro sem trocarmos uma palavra sequer. Ao chegarmos em casa, nunca vi tão feliz em toda minha vida, elas ficaram um longo período abraçadas, em seguida veio abraçando sua tia, elas conversavam muito pela internet, era uma convivência linda de se ver, era praticamente uma irmã mais velha para .

Capítulo Três: Você ou ela?

  Horas mais tarde...

  A festa estava deslumbrante, estava tudo no lugar, estava exatamente como no dia do meu aniversário de 15 anos. A valsa aconteceria às 22:00 horas, meu plano seria posto em prática às 19:00, sendo assim 18:30.
  Primeiro eu tinha de enrolar , o meu foco era ele, joguei conversa fora junto a ele durante uma porção de tempo e quando o grande relógio da sala bateu 19:00, eu fui direto ao assunto em que eu queria tanto chegar:
  - Não teve mais notícias de ? – seu olhar relaxado a segundos atrás agora espalhavam medo, desentendimento.
  - Que ? Espera, do que você está falando?
  - Oras, sua irmã. Lembro me vagamente de 15 anos atrás, a festa estava perfeita, então você exercendo seu papel de monstro, simplesmente acabou com tudo... Mas enfim, teve notícias dela?
  - Como? ? É você?
  - Não sei, pergunte a , ela sabe de muita coisa. – um sorriso deu cor ao meu batom vermelho, e lágrimas aos olhos azuis de .
  - O que você fez com ela?
  - Eu? Nada, quem fez foi você. – disse e sai andando o deixando sozinho com lágrimas em seus olhos.
  - por favor.

   POV’S: Eu sinceramente não fazia idéia do que ela poderia ter feito com , foi ai que me dei conta de que havia SUMIDO. Se aquilo era algum tipo de vingança, minha menina só poderia estar... Na floresta ali próxima.
  Não sei da onde eu tirei tanta força e rapidez, só sei que em questão de segundos eu já estava a procura de .
  - ? Filha? - a única coisa que podia se ouvir dali eram sussurros entre gritos.
  Com um grande aperto no coração fui seguindo os barulhos... A imagem a minha frente quebraria o coração de qualquer pai no meu lugar. Era ela... ... Inconsciente nos braços de um monstro, que a cada pedido de socorro uma estocada em meio a suas pernas. Quando eu finalmente estava prestes a arrancar o pau daquele garoto fora, algo me acertou em cheio na cabeça...

  Minha cabeça doía, tudo estava contorcido, não conseguia movimentar minhas mãos, eu de fato estava indo de encontro ao Demônio.
  De longe vi a figura destorcida de , ao seu lado jogada no chão e um garoto.
  - Acordou irmãozinho? Ainda bem já estava sentindo sua falta!
  - ... Por favor, deixe a .
  - Deixarei... Mas antes vamos brincar! – um sorriso de satisfação brotava em seu rosto. – Pode ser? Ou vou ter que botar um fim em tudo agora mesmo?
  - Pode... Ser.
  - Você quer que eu deixe certo?
  - Sim.
  - Mas antes me responda, enquanto você “brincava” comigo, o que eu lhe pedia a todo momento?
  - Eu não me lembro... - sim eu me lembrava de cada parte daquela noite... Mas era horrivel ter de ficar lembrando, eu não conseguia.
  - Ops, errado! ... Já sabe querido.

  FLASHBACK ON
   implorava por piedade, gritou enquanto pode.
  - , por favor, eu não... - ela estava jogada no chão enquanto eu já me preparava para a próxima parte do jogo.
  - Ah , vamos lá, seja mulher! – fui até ela, puxei seu cabelo, trazendo sua boca até meu amigo. – É como chupar sorvete , sabe aqueles dias quentes que passávamos dentro de casa chupando sorvete? E a mesma coisa, vamos lá – ela estava a ponto de perder a consciência... Mas antes. – Ok, acho que vou ter que te ensinar – eu puxava seus cabelos com força, fazendo movimentos de vai e vem com brutalidade. – , eu não quero te machucar! Mexe a porra da língua – depois de alguns minutos senti sua língua em contato com meu pau. – É assim que se faz – com o tempo foi melhorando. – Isso , estamos quase lá, e assim que se faz garota – minhas palavras já haviam virado gemidos. – Meu Deus é assim que se faz garota. – os meus gemidos já haviam virados gritos, cheguei no “ponto”, esperma escorria por toda a extensão da boca de . - Engole caralho, sabia que não se deve desperdiçar porra? – ela nem ao menos se mexeu. – Você quer ser torturada não é possível! – joguei sua cabeça para longe. – Você pediu por isso.
  FLASHBACK OFF

  O garoto foi até , ela estava a ponto de ficar inconsciente.
  - , por favor...   - Que isso , você consegue mais que isso amor – ele foi até ela puxou seu cabelo com força levando sua boca até seu pênis. – E como chupar sorvete – sem dúvidas aquilo tudo era ensaiado, a dor invadia meu peito. - Vou ter que te ensinar não é - ele puxou seu cabelo com brutalidade começando com movimentos de vai e vem. – Porra eu não quero te machucar! Mexe a língua... Isso garota, e assim que se faz. – suas palavras já haviam virados gemidos. – ISSO ! – seus gemidos viraram gritos, esperma escorreu por toda a extensão de sua boca, pescoço. – Engole porra! – ela continuava imóvel. – Sabia que não se deve desperdiçar porra? Meu Deus você deve ser masoquista não é possível! – ele a jogou para longe. – Você pediu por isso .
  - Vamos Lá , enquanto você “brincava” comigo, o que eu lhe pedia a todo momento?
  - Você implorava por piedade.
  - É assim que se faz – ela ria em desprezo. – Eu sei, você sabe, nós sabemos que você se lembra de cada momento daquela noite, mas fique relaxado maninho, só estamos aqui para relembrarmos do passado! Enfim, quando eu disse que te AMAVA o que foi mesmo que você me respondeu? - aquela sem dúvidas era a parte mais monstruosa, eu não conseguia falar, lágrimas tomaram conta da minha face. - 5... - eu não conseguia. – 4... - a dor me consumia. – 3... - o arrependimento. – 2... - ela ria em alto e bom som. – 1...
  - Eu não consigo, pare por favor!
  - Errado! Sabe eu até poderia ser bondosa com você, ouvir o seu “Pare por favor”, mas o que se faz, aqui se paga! Se 30 anos atrás você tivesse ouvido o meu “Pare por favor” hoje, 30 anos depois, eu ouviria o seu, já sabe o que tem de fazer .

  FLASHBACK ON
  Após o incidente uma pequena parte de arrependimento bateu:
  - , me desculpa. Eu não queria te machucar meu amor, mas isso vai passar! Vou te ajudar a esquecer isso. – rasguei a parte de cima de seu vestido, tirei seu sutiã, deixando seu seios a minha completa disposição, comecei massagear seu seio direito enquanto lambia toda a extensão do esquerdo, aos poucos fui retirando o resto de seu vestido, quando vi finalmente sua pele sem nenhum pedaço de pano, penetrei, ela gritava por piedade... – Qual é , se mexe!
  - , por favor, eu amo você! Você é meu príncipe... , eu te amo, não deixe meu amor acabar! - aquelas palavras mexeram com meu psicológico, a raiva tomou conta de mim, me tirei de dentro dela e a levantei pelo pescoço e a soquei rente a árvore:
  - Você acha que eu me importo com a PORRA DO SEU AMOR? FODA-SE VOCÊ E SEU AMOR ! EU SÓ QUERO TE COMER ATÉ VOCÊ PERDER TODA SUA CONSCIÊNCIA! – sem dúvidas era o efeito das drogas usadas anteriormente. – MAS AGORA VOU TER QUE BOTAR ORDEM NISSO – a joguei no chão com brutalidade. – EU JÁ VENHO, AH NÃO ESPERA VOCÊ MAL CONSEGUE SE MEXER – fui até o local anterior, peguei na minha calça junto a dois tubos de cocaína.
  Enquanto eu fazia a penetração anal eu a “ensinei” a usar a cocaína, a droga estava sobre um pedaço qualquer de madeira.
  - , o meu nariz – não era possível.
  - Isso é SANGUE ? MEU DEUS NÃO É POSSÍVEL VOCÊ É UMA FROUXA! ENVERGONHA OS ! – e ali começara uma tortura inacabável, eu a machuquei em todos os sentidos, físicos e psicológicos.
  FLASHBACK OFF

  A cena da qual eu me lembrava estava se repetindo bem ali na minha frente, apanhava por não ter conseguido terminar sua segunda carreira de cocaína.
  - Chega, acho que já deu tempo de se lembrar, não é mesmo?
  - Sem dúvidas.
  - O que você disse quando eu disse que te amava?
  - Eu disso que não me importava com a porra do seu amor.
  - Viu como você se lembra? Acho que você está gostando de ver sua filha sofrer, do mesmo jeito que gostou de me ver implorar por piedade! Mas vamos ao que interessa, VOCÊ OU ELA? SUA VIDA OU A DELA?
  - Sem dúvidas... - ela me interrompera.
  - Sem mi mi mi por favor.
  - ELA – gritei o mais alto possível. - A VIDA DELA.
  - Errado!

  FLASHBACK ON
  Após o efeito da cocaína passar eu vi o estrago feito, já não tinha consciência, minhas mãos tremiam... Mas eu tinha de acabar com aquilo, fui até minha calça e retirei um pequeno canivete e simplesmente fiz um corte no seu pescoço, me vesti, e corri o mais rápido que pude.
  FLASHBACK OFF

  - não! – já era tarde demais, o sangue já escorria por todo seu pescoço. - Você por acaso tem coração?
  - Quer saber? NÃO, O MEU CORAÇÃO, A MINHA SANIDADE, A MINHA HUMANIDADE FOI TODA JOGADA FORA NO MOMENTO EM QUE VOCÊ ME LARGOU COMO UM LIXO NAQUELE MEIO DE MATO! MAS VEJA PELO LADO BOM, ELA NÃO ESTÁ JOGADA NO MATO... MAS VEJAMOS PELO LADO RUIM, SABE CORTAR UM PESCOÇO, MORREU, M–O–R-R-E-U, ELA NÃO VAI SURGIR DO ALÉM PARA SE VINGAR DE MIM, MUITO MENOS DE ! – aquelas palavras acabaram comigo. – Adeus , foi bom te reencontrar!
  - Você não vai ao menos me matar?
  - Para que? Você já é um ser sem coração, você não é digno de mim. A sua culpa vai te matar . Apodreça no Inferno.

  Uma semana Depois...

  "Após 15 anos desaparecida filha dos criminosos é encontrada morta na sua antiga casa: O corpo foi encontrado em decomposição com uma faca cravada em seu peito, junto ao corpo uma carta foi deixada:
  'Papai e Mamãe, se ainda se encontram vivos, ou simplesmente ainda estão cumprindo a pena de vocês... Só vim para deixar bem claro o motivo de meu sumiço, agora já é tarde demais, não se culpem... Se quiserem saber a verdade vão ao encontro de meu irmão, ele está em uma cabana abandonada na floresta mais próxima de sua casa, ele sabe de tudo, ele é o culpado de tudo. Por que eu escolhi a morte ao invés de voltar e viver tudo o que eu perdi durante esse tempo? A resposta é simples e curta: A minha missão já foi cumprida, vinguei o que me fez mal. Aqui fica minha despedida. '
  O irmão citado na carta foi encontrado junto ao corpo de sua filha já em decomposição, ele foi interrogado e no momento se encontra preso. O motivo ainda não foi descoberto"

FIM



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