Escrito por Rachel Hemmin | Revisado por Lelen
"Vamos lá, , passe o que você precisa fazer só mais uma vez." Disse a mim mesma enquanto caminhava pelo quarto pegando tudo o que seria necessário.
Então repito baixinho:
Reunião com a editora e a livraria às 5:00pm.
Rever alguns termos do contrato e decidir uma nova data de lançamento.
Ensaio fotográfico às 7pm.
Comprar um café.
Tudo bem. Este item não deveria estar na lista, não era importante, eu sequer deveria fazer pausas em meu caminho.
Vai, , não perca o foco.
Coloquei uma saia a arrumando por cima da blusa marrom que vestia.Penteei o cabelo, organizando cada fio em seu devido lugar.
— , pode parar com essas suas listas bobas.
Alice abre a porta do meu quarto já o invadindo.
— Não são bobas, Alice. Elas são... — Busquei a palavra certa em minha memória. — Reconfortantes.
— Bo-bas — sussurrou, tirando parte de minha blusa de dentro da saia, eu a afastei da melhor forma possível.
— É só uma sessão de fotos — ela parou atrás de mim, colocando suas mãos em meus ombros. — Você está perfeita.
— Não é só uma sessão de fotos.
— Ah, é. Esqueci que é a maior revelação do ano.
— Me poupe de seus exageros — reviro os olhos passando um batom nude.
— NÃO — Alice cobre sua própria boca após me fazer estremecer com seu grito. — Passa esse aqui, combina melhor com você.
Reviro os olhos mais uma vez pegando o batom que Alice me alcançava.
— Tem certeza que esse fotógrafo é confiável? — Limpei minha boca do batom nude, passando o novo.
— Tenho sim — Alice senta em minha cama —, ele é meu amigo desde a faculdade, não tem com o que se preocupar.
— É exatamente isso que me preocupa — tiro minha bolsa de suas mãos, que logo viraria alvo de sua curiosidade.
— Você precisa relaxar, .
— Alice, irmãzinha querida — peguei seu rosto delicado em minhas mãos —, esqueceu que enquanto você ficava com os modelos na faculdade, eu estava construindo uma carreira.
— Construindo no anonimato, quer dizer.
— Que seja — dou de ombros, calçando um par de botas pretas.
Último item da lista: verificar se estou totalmente vestida.
Parei subitamente em frente a porta, passando a mão por todo meu corpo.
— , algum problema?
— Ahn, não — virei-me e Alice me encarava incrédula. — Só checando se está tudo no lugar.
— Já falei que você está perfeita. Vá logo, antes que não consiga um táxi.
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O prédio onde o taxista havia me deixado, diferente dos demais, não era alto e imponente, ao contrário, era tímido e com poucos andares. Olhei mais uma vez o cartão com o endereço que Alice tinha me dado, estava correto.
— Boa tarde, senhorita — o senhor atrás do balcão pôs-se de pé.
— Boa tarde, já deve estar à minha espera — sorri fraco.
— Só um minutinho.
Ele ergueu o indicador e então pegou o telefone e apertou alguns números.
— Ninguém está atendendo — disse depois de poucos minutos. — Tem certeza que o senhor está à espera?
Balanço a cabeça afirmativamente.
— Sim. Tenho hora marcada.
— Bom, o senhor não atende as clientes em seu apartamento, que aparentemente não tem ninguém — bateu o telefone no gancho. — Infelizmente terá que voltar outra hora, ele pode demorar a chegar.
— Tente mais uma vez — insisti sem humor algum —, por favor.
Mudei o peso de um pé para o outro impaciente.
— Eu já disse, não há ninguém para atendê-la.
— Bom, então neste caso, eu fico aqui esperando — olhei ao redor procurando um lugar para me sentar.
— Tudo bem — o mais velho rendeu-se. — Só mais uma vez.
O porteiro pegou o telefone e fez o mesmo procedimento anterior, aguardou o aparelho chamar batendo com as unhas curtas contra o balcão, um barulho baixo, mas irritante.
Ele estava prestes a devolver o telefone no gancho quando uma voz masculina o chamou.
— Boa tarde, senhor .
Abri um pequeno sorriso de vitória ao ver sua expressão de escárnio.
— Tem alguém aqui que deseja vê-lo.
—Quem?
— Ela não se identificou, apenas disse que tinha hora marcada.
O silêncio prevaleceu por alguns segundos.
— Deixe-a subir.
— Mas senhor..
— Deixe-a subir. — A voz repetiu.
— Tudo bem.
O porteiro bateu o telefone mais uma vez e, ainda com cara de poucos amigos, me indicou o andar para onde o elevador deveria me levar.
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A porta do elevador abriu revelando um corredor elegante, o chão de madeira escura combinava com as paredes em tom creme. Caminhei devagar pelo espaço, observando atentamente aos detalhes, a construção devia ser antiga, mas bem preservada.
Parei em frente a porta e respirei fundo antes de tocar a campainha.
A porta se abriu rapidamente, revelando um homem alto, os cabelos loiros e longos estavam bagunçados, os olhos mal se mantinham abertos e a sua roupa estava amassada.
Ele tinha acabado de acordar.
— Boa tarde.
— Boa tarde, senhorita . Pode entrar — ele abriu a porta por completo, me dando espaço para passar.
— Cheguei numa péssima hora?
— Não. Você apenas está — olhou o relógio na parede — 1h30 adiantada.
— A reunião com a editora foi mais rápida que pensei — cruzei os braços sobre os seios. — E Alice disse que você me receberia assim que eu chegasse. Desculpe, não sabia que tinha problema.
— Não precisa se desculpar, agradeça a Alice por eu estar devendo um favor a ela — piscou um olho me indicando o sofá. — Fique à vontade, só preciso de alguns minutos antes de começarmos.
— Ah, tudo bem — coloquei a bolsa onde me tinha sido indicado, enquanto se afastava por um corredor.
Seu apartamento era amplo, todas as paredes eram brancas, salvo uma única parede escura próximo a uma janela enorme, e seus móveis em tons escuros, típico apartamento de um homem que morava sozinho. Por todo o ambiente havia pilhas de livros espalhados, alguns organizados em uma estante e outros apenas foram colocados ali.
A mesa de centro estava coberta por fotos, junto a uma câmera fotográfica profissional. Peguei algumas na mão observando-as atentamente, reconheci a logo no canto das imagens, eram fotos para uma das maiores editoras de revistas do país, algumas vestindo as roupas da estação, apenas com lingerie ou simplesmente nuas, mas todas tinham uma beleza invejável.
Devolvi as fotos no lugar ao ouvir os passos de se aproximando, ele tinha demorado alguns minutos e voltou vestindo uma camisa branca e uma calça de moletom cinza, seus cabelos loiros estavam molhados e caindo sobre seu rosto, e seus olhos mais despertos.
— Quer beber alguma coisa? Água, café... — Oferece cordialmente
— Estou bem, obrigada.
O sigo com o olhar enquanto ele passa por mim e volta com uma xícara em suas mãos e o cheiro de café toma conta do lugar.
— Como conheceu minha irmã? — perguntei levantando-me e me aproximando do rapaz.
— Ela fazia alguns bicos como modelo na faculdade — respondeu casual, abrindo uma mochila e tirando as peças de sua câmera —, precisávamos de uma para algumas aulas e ela precisava do dinheiro.
a montou cuidadosamente e abriu as cortinas, deixando que a luz do fim de tarde entrasse.
— Podemos começar, senhorita .
— Me chame só de .
— Tudo bem, . Sente-se aqui, por favor — me indicou o banco alto na única parede escura.
•─────────✦ ✦────────•
— Por que não me conta mais sobre você? — sugeriu repentinamente.
Meus olhos arregalaram, não era sempre que algum homem mostrava interesse pela minha vida.
— O que você quer saber?
— Quando você começou a escrever?
— Comecei aos 10 anos, rabiscando algumas folhas de caderno — ri fraco com a lembrança.
— E como você foi parar na literatura erótica? — tirava mais algumas fotos.
— Já passei por vários gêneros e não me identifiquei com nenhum — coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Comecei a ler alguns livros eróticos e descobri que escrever cenas de sexo me satisfaz.
— Por que um pseudônimo ao invés de usar seu nome?
— Não pareço ser o tipo de pessoa que escreve histórias eróticas e — mordi forte a carne de dentro da minha bochecha — uma filha que escreve putaria não é algo que meus pais se orgulhariam.
— Seus pais deveriam se orgulhar de ter uma filha bem-sucedida, independente da carreira que você escolha seguir.
Ficamos em silêncio por alguns segundos e eu não pude deixar de reparar no homem à minha frente. era alto, com um porte atlético, ombros largos e braços fortes. O azul de seus olhos, os lábios bem delineados e uma voz intensa que causaria um orgasmo só de ouvi-la.
— Que tipo de favor você devia à minha irmã? — pergunto antes que minhas coxas criem vida própria e comecem a se mover excitadas.
— Alice me indicou para um cliente importante.
— Um cliente importante? — Arqueei a sobrancelha. — E como Alice conhece esse cliente? — Mordo o lábio com curiosidade.
— Acho que apenas ela pode responder isso.
voltou a atenção para algo em seu cenário improvisado.
— Tire o suéter, e então podemos acabar.
— C-como?
— O suéter — repetiu desatento.
— Não acho que seria uma boa ideia — sorri sem graça.
— Desculpe — seus olhos arregalaram e ele passou as mãos pelos cabelos ao se dar conta de que eu não tinha nada além de um sutiã por baixo da blusa.
Mais alguns segundos de silêncio se passaram antes que ele perguntasse:
— Já fez algum nu artístico?
Apenas neguei com a cabeça.
— Deveria tentar. Você ficaria linda em uma moldura.
— Algum dia, quem sabe.
— Por que não agora? — O encaro surpresa.
Uma proposta indecente, quase irrecusável.
E algo me dizia que eu me arrependeria se não a aceitasse.
Meus pelos se arrepiaram.
me convenceu com apenas um sorriso obsceno. Maldito.
Minhas mãos foram para o cós da minha saia, começando a tirar a blusa de dentro dela.
— Sem pressa, por favor — pediu calmo.
A puxei para cima lentamente, aproveitando a sensação que meus dedos frios causavam ao tocarem em minha pele quente. Ouvi alguns cliques de sua câmera, poucos, mas precisos. Soltei a blusa no chão ao meu lado e joguei todo meu cabelo para frente, cobrindo meus seios.
— Já ficou com Alice? — Um sentimento estranho de posse tomou meu corpo.
Você acabou de conhecê-lo, não deveria se sentir assim.
Alice sempre me contava sobre os rapazes com quem tinha ficado na faculdade, ela ainda mantinha contato com poucos deles, mas nunca tinha me contado sobre .
— Como?
— Você e Alice… — Mordo com certa força a carne da minha bochecha
— Ah, não! — soltou uma risada anasalada. — Alice não faz o meu tipo.
Mais um clique.
Só então percebi que estava sorrindo inconsciente. Estar perto de era confortável, tornando impossível não se deixar levar por ele.
Tiro meu sutiã e o solto no chão, junto com a blusa.
— E qual o seu tipo?
— Mulheres como você.
— Como eu?
Ele balança a cabeça em concordância, me deixando ruborizada.
se aproxima de mim, organizando demoradamente algumas mechas do meu cabelo, aproveitando para tocar na minha pele. Um toque suave e quente
poderia me tocar o quanto quisesse que eu não reclamaria.
E então volta para onde estava, tirando mais algumas fotos, sempre me guiando nas mudanças de posição.
Sua ereção começava a marcar em sua cueca, quase sendo impossível não desviar o olhar.
— Não sei mais se estou confortável com isso.
— Tem alguma coisa que eu possa fazer para mudar isso?
— Sim.
Respondi calma, sentindo meu coração acelerar e aquela sensação característica começar a surgir em meu ventre.
— Tira a camisa — pedi tirando meus olhos de seu rosto e passando por todo seu corpo.
E ele a tirou, retribuindo-me o olhar, lenta e tortuosamente.
— Melhor assim? — Um pequeno e imoral sorriso se formou em seus lábios e minhas bochechas queimaram.
Ele se aproxima novamente.
— Não deveria se esconder — sua mão desliza suavemente sobre meu colo, afastando uma pequena mecha de cabelo, descendo em direção ao meu seio. — Puta merda — falou baixinho, seu olhar seguiu para meus seios. — Como você é linda.
Seu polegar esfrega meu mamilo de forma suave, causando um arrepio gostoso em minha nuca.
— O que vai fazer com essas fotos? — Larguei minha cabeça para o lado quando sua mão envolveu meu seio por completo, o massageando.
— Temos algumas opções — seu nariz roçou em meu pescoço e eu suspirei. — Posso usá-las em meu portfólio digital, se permitir — seus dentes mordiscam minha pele —, posso passar todas para um pendrive e entregar a você — minhas mãos foram para seus ombros e cravei as unhas ali —, ou posso deletá-las para sempre.
Mordeu fraco minha mandíbula antes de me beijar. Um beijo lento e demorado. Nossas línguas pareciam ter vontade própria, alternando a velocidade de lento e suave, para rápido e intenso.
Sua mão largou meu seio e subiu para meus cabelos e a outra apertava minha cintura, puxando-me para mais perto de si.
— Quer que eu as delete? — sussurrou em meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha.
— Não — respondi ofegante, ainda de olhos fechados.
Voltei a beijá-lo, passando as unhas por seu peito descendo por seu abdômen, o sentindo se contrair ao meu toque. Segurei o cós da sua calça e brinquei com o elástico em minhas mãos.
Deslizei minha mão para dentro de sua calça e passei a ponta dos meus dedos em sua ereção explorando-a antes de envolvê-la com minha mão e começar um movimento de vai e vem.
Seu pau pulsava aumentando de tamanho, e eu tive vontade de me ajoelhar e enfiá-lo inteiro em minha garganta, chupá-lo até perder todo o fôlego e beber seu gozo até a última gota.
Sua boca solta a minha e ataca novamente meu pescoço, suspirava e gemia baixinho o beijando, mordiscando e lambendo, uma de suas mãos puxava meu cabelo em sincronia à minha mão, enquanto a outra apertava minha bunda.
Sem parar o beijo, tira minha mão de seu pau e me envolve com seus braços fortes, me puxando para cima e me carregando até um dos sofás de couro.
Ele me solta cuidadosamente e já sinto o tecido frio grudar em minhas costas. tirou minhas botas com rapidez e ergueu meu quadril abrindo o zíper da saia, a puxando sem cerimônias junto com as peças de roupa que ela cobria.
Meu peito subia e descia acelerado em expectativas do que ele iria fazer a seguir, mas ele continuava imóvel, passando o olhar por cada pedaço do meu corpo, o admirando.
segurou meus joelhos e os separou, me deixando totalmente aberta e vulnerável, balbuciou algo que entendi como um uau, umedeceu os lábios e cobriu meu corpo com o seu.
Seu beijo foi rápido dessa vez, e logo desceu para meu pescoço e colo, chupando um seio enquanto massageava o outro.
— Inferno! — esbravejou.
— ?
— Eu já venho — sussurrou em meus lábios, sugou mais uma vez meu seio e levantou-se.
Uma brisa fria entrou pela janela e atingiu meu corpo febril, fechei os olhos aproveitando o momento. Uma de minhas mãos instintivamente foi para meu seio e a outra descia pelo meu corpo até o meio de minhas pernas, com os dedos separei os lábios da minha vagina e passei a massagear meu clitóris suavemente, deixando alguns gemidinhos escaparem.
Abri meus olhos inertes ao ouvir o som de mais um clique, estava em pé no meio da sala, segurando precariamente sua câmera com uma mão e se masturbando com a outra. Voltei a fechar meus olhos introduzindo dois dedos em minha vagina, os movimentando intensamente.
Minhas costas arquearam.
largou a câmera próximo a nós e se enfiou entre minhas pernas, mordendo e lambendo minhas coxas, murmurando coisas que não consegui entender.
tirou meus dedos e os colocou em sua boca, limpando um a um e os posicionou entre os lábios de minha vagina, para que eu os mantivesse abertos. Mordeu minha coxa mais uma vez e me penetrou com sua língua.
Arqueei as costas mais uma vez, gemendo alto de prazer e fincando as unhas no couro do sofá.
Minhas mãos bagunçavam seus cabelos, arranhavam seus ombros, enquanto as suas se dividiam entre passear por minha barriga e acariciar meus seios e sua boca brincava com meu clitóris, quase me levando a um orgasmo.
— Não para — reclamei quando parou e se levantou.
Pegou em seu bolso uma camisinha, tirou o resto de roupa que ainda tinha, abriu o pequeno pacote em suas mãos e a colocou em seu pau duro. sentou-se me puxando para seu colo e posicionando seu membro em minha entrada.
Me apoiei em seus ombros e comecei a descer lentamente, seu pau entrava deslizando com facilidade, parecia já conhecer o caminho.
Lambi seus lábios sentindo o meu gosto, sorri maliciosa e o tirei quase por completo de dentro de mim para então repetir o processo mais algumas vezes com mais força e velocidade. Suas mãos em minha cintura ajudavam nos movimentos de vai e vem.
Joguei meu corpo para trás quando me rodeou com seus braços, seu rosto apoiado entre meus seios, sua respiração queimando minha pele. Apertei seus joelhos acelerando ainda mais meus movimentos, sentindo espasmos por todo meu corpo ao atingir o orgasmo. voltou a me deitar no sofá e continuou a entrar e sair de mim, não demorando muito a gozar.
O abracei quando seu corpo caiu sobre o meu e passei algum tempo brincando com seus fios loiros. Depois de alguns minutos se levanta indo jogar fora a camisinha.
— Sabe, nunca tive a oportunidade de fotografar uma mulher em um momento tão íntimo, e acho que foram as melhores fotos que já fiz — ele volta sentando-se à minha frente.
— Ah, é? — Minha respiração estava quase normalizada.
— Uhum — concordou com um sorriso safado. — Já sabe o que quer fazer com as fotos? Eu adoraria tê-las em meu portfólio.
Levantei meu tronco ficando apoiada nas mãos, com sentado no outro canto do sofá, tirando mais algumas poucas fotos.
— E se alguém conseguir me identificar nelas? — perguntei manhosa.
— Posso garantir que ninguém vai.
— Parece uma boa ideia então — retribui seu sorriso e mordi o lábio.
Ele me puxou pelos joelhos para mais perto de si, voltando para o meio das minhas pernas e distribuiu alguns beijos pelo meu pescoço.
— Senta ali no chão — sussurra em meu ouvido. — Ainda não terminamos.
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Revirei minha bolsa procurando as chaves de casa, o movimento lento das minhas mãos demonstrava o quão cansado meu corpo estava, mas minha mente ainda estava em alerta, passando em flashes os acontecimentos daquela tarde.
Finalmente as encontrei e abri com cuidado a porta, não passava das nove da noite, mas eu não tinha a intenção de dar explicações demais a Alice.
— Demorou, hein. — Espremi os lábios ao ouvir a voz suave de minha irmã.
— É, eu sei.
Larguei minha bolsa e meu casaco numa cadeira e larguei meu corpo no sofá, pegando o controle da televisão passei os canais sem critério algum.
— Como foi a reunião com a editora?
Alice tomou o controle da minha mão e voltou para o filme que assistia antes da minha chegada.
— Típica reunião que poderia ser um e-mail.
— Já tem uma nova data? — Alice senta-se ao meu lado, entregando-me uma fatia de pizza.
— Já, agora só preciso esperar o contrato ficar pronto. — Dou de ombros mordendo um pedaço da pizza.
— E a sessão de fotos?
Cubro a boca com a mão, tentando disfarçar o quase engasgo. Meu rosto corou e meu corpo reagiu involuntariamente à sua pergunta, sinais que Alice teria reparado se a sala não estivesse escura.
Meu corpo começou a hiperventilar e minha mente voltava ao estado de alerta, mais flashes surgiam.
O toque macio de suas mãos, sua língua quente em minha pele, nossos gemidos se misturando ao ar, o seu corpo contra o meu…
Mesmo sem conseguir afastar as lembranças, respondo rapidamente:
— Produtiva.
E aqui vamos em mais um surto, uma fic por causa de uma única foto. Luke, você um dia ainda me mata.
Eu queria também agradecer a Li Santos, por ter me ajudado a juntar uma das pontas soltas na história, sem você, eu levaria mais mil anos para terminar ela hahahah

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