Capítulo único
Tempo estimado de leitura: 8 minutos
New York, 7:30 am.
A luz do sol machuca meus olhos, eu passo meus olhos forçadamente pelo lugar onde estou. O que aconteceu comigo? Essa era a pergunta que vagava em minha mente em meio Às pontadas de dor que me atingiam naquela região. Eu estava em uma cela? Não conseguia recobrar ao menos um segundo da noite passada.
"Bruna, se lembre.” Aquela voz ecoava em minha mente, era perturbadora.
"PARA!” - Eu gritava desesperadamente, mas era em vão, até que tudo pareceu parar, o tempo não corria mais.
Flashback ON
A chuva escorria pelo vidro do táxi, estava indo a um pub, precisava matar, e qualquer filho da puta bêbado que me interrompesse morria também.
"Bruna, você tem que parar, você não pode simplesmente sair matando pessoas porque está com raiva do Connor! Se ele te traiu a culpa não é do mundo!” - Victória estava dando surto por SMS, desliguei o celular, já estava cansada de tudo aquilo, era sempre a mesma história, eu viajava a trabalho e Conor aquele filho da mãe, deitava e rolava com vadias encima de nossa cama. Eu já não aturava mais nada, mas eu o amava e às vezes esquecia de tudo o que ele fazia comigo.
Flashback OFF
Todos sempre falaram que Connor me traía, hoje isso iria acabar.
De repente uma luz vinda da porta (da qual eu nem tinha reparado), um homem encapuzado entrou.
“Vejo que a donzela já acordou, meu chefe está te esperando. Vamos, se levante!” - O cara era estranho, não tirou o capuz. Só fiz o que o cara pediu, tudo bem, eu sei me defender de uns tapas, mas estava fraca demais pra contestar e arranjar brigas.
Ele me guiou até uma outra porta, tirou uma chave do bolso, abriu a porta e fez sinal pra que eu entrasse primeiro, entrei e em seguida ele fechou a porta, eu ouvi o click, que significa que a porta está trancada, a cadeira da mesa central da sala girou, minha boca abriu em um” O", era Tristan Evans, o maior cafetão de NY.
“Quer que eu seja uma das suas putas?” - Perguntei logo de cara, ele é meu melhor amigo!
“Quanto tempo cara, só te raptando pra te encontrar o filha da mãe!” - Ele levantou da cadeira e veio me abraçar, sou amiga de Tris desde pequena, nossas mães eram amigas, mas elas morreram num acidente de carro indo nos buscar numa boate quando tínhamos 18 anos. Nós nos culpamos até hoje. Tristan virou cafetão de uma puteiro conhecido aqui e eu me mudei pra Londres, e eu. Bem, eu virei assassina e ladra. Nada demais.
“Cadê aquele viadinho do teu namorado?” - Ele se referia a Connor, ele chamava de Corno, mesmo sabendo que a corna era eu, Tristan acha que eu só estou com Conor porque ele fode bem. Mas mal sabe ele que eu amo aquele homem, e que eu sou uma completa idiota por sentir isso! Falando assim eu pareço ser uma garotinha de 12 anos apaixonada por uma garoto de 15 que liga apenas pra seus pôsteres da Megan Fox pelada.
“Connor, bela pergunta, não sei onde ele está.” - Disse seca, queria sair dali, iria acabar com a vida dele hoje.
“Ótimo, pois eu sei. Você acha que eu não te conheço Bruna? Ta errada! - é ele me conhecia muito bem. Tris me conhecia melhor que eu mesma, e eu sabia que ele estava aprontando.
“Onde ele está Tristan?” - Perguntei. Estava ficando impaciente.
“Venha comigo.” - Ele se direcionou até a porta e tirou uma chave de seu bolso. Fomos até o final do corredor gigante cheio de salas. Cada porta tinha um símbolo, os quais eu consegui decifrar quando cheguei no último e percebi que os símbolos significavam deuses do Olimpo. A porta em que eu estava era de Deméter. A de Tristan era de Hades. Paramos em frente a uma porta que possuía o símbolo de Apollo. Ele abriu-a e lá dentro estava Connor. Ele estava sentado na cama, tinha uma expressão séria, parecia cansado.
“Connor” - O chamei baixo e ele se virou.
“Bruna, o que você está fazendo aqui?” - Connor perguntou, ele estava irritado.
“Olhe lá como fala com ela hein! Isso pode te custar a vida moleque.” - Não entendi o porque de Tristan estar com raiva de Connor.
“Tris posso falar com você rapidinho lá fora?” - Eu iria descobrir o motivo de toda essa raiva agora.
“Tristan Evans, porque você está com o Connor preso aqui? E por qual motivo você o ameaçou de morte?” - Tris começou a rir.
“Você falando assim parece minha mãe Brubs.” - ele riu mais ainda como uma criança ”Estou com seu namoradinho aqui porque ele é um traíra. Ele era meu braço direito nos negócios e me traiu. Ele me roubou! E ele nem filho de Hermes é!” - Tristan disse entre os dentes.
“Ok, vamos voltar lá pra dentro, eu ainda tenho que resolver umas coisas com o Connor, e você ainda não me disse como me encontrou ou sei lá o que você fez comigo!” - Nós entramos na sala novamente, Connor estava deitado na cama.
“Vocês não vão me tirar daqui?” - Ele perguntou. Tristan riu diabolicamente.
“Nem que você implore.” - Ele não parecia o Tristan que eu conheço. - ”A Brubs vai ficar aqui com você, tudo bem pra você?” - Ele olhou pra mim e eu assenti: - ”Ok então, mais tarde passo aqui pra te levar pra casa.” - Só disse isso, me entregou uma chave e saiu.
“Brubs pelo amor de Deus me tira daqui!” - Connor implorava.
“Não, não até você me explicar o porquê de minha cabeça pesar, o porque de tantos chifres Connor! Por quê? O que eu te fiz? Eu merecia isso?” - Em meio a essas palavras eu já estava chorando.
“Bruna eu não sei, sempre parecia que você só queria sexo comigo, você não demonstrava carinho por mim!” - Essa parte da história era verdade, eu não sou de demonstrar sentimentos, mantenho-os presos em mim, os guardo.
“Mas eu te amo Connor, eu te amo como não posso amar mais ninguém! E você é culpado! Porque você nunca falou comigo? Se esse era o problema, por que você nunca me disse nada?” - Ele não disse nada, usou a linguagem Luan Santana e me beijou. E sim, aquele beijo falou mais que mil palavras.
Connor lentamente me deitou na cama, ficando por cima de mim, tirei sua blusa, pois ela já estava me incomodando demais. Ele rapidamente rasgou a minha e jogou o que sobrou dela pra longe e foi descendo até chegar com as mãos no zíper de minha calça. Ele o puxou pra baixo e olhou pra cima sorrindo maliciosamente.
“Você nunca vai esquecer isso.” - Ele disse.
“Nunca.” - Depois disso tudo o que saia de minha boca eram gemidos, que logo eram abafados por beijos quentes de Connor.
[...]
New York, 8:40 pm.
Transamos a tarde inteira, estava com uma fome louca, girei a maçante devagar, Connor não podia acordar. Havia vestido uma blusa dele, já que a minha o mesmo havia rasgado. (Roupa:)
Saí andando até a porta de Tristan, ainda não tinha entendido o porquê de todos aqueles símbolos nas portas.
Bati na porta e ouvi um ”entra” lá de dentro. Tristan estava sentado na sua cadeira fumando o que parecia ser maconha.
“Da próxima geme mais baixo ta?” - Ele disse na cara de pau com um sorriso maroto nos lábios.
“Seu ridículo! Aposto que você estava imaginado a cena aqui só na...” - Fiz um gesto com as mãos.
“Eca, você e Connor? Eca, eca.” - Ele disse botando a língua pra fora.
Dois meses depois...
Tudo passou tão rápido nesses últimos meses, que nem sei por onde começar.
Eu sou filha de Deméter, uma deusa do olimpo, sou irmã de Perséfone, mulher de Hades, no caso, madrasta de Tristan porque ele é filho de Hades. Connor é filho de Apollo. Deus do Sol.
Estou indo pra praia com Connor, eu e ele nos reconciliamos, Tristan já está lá na praia. Tristan está indo em alta velocidade, já pedi pra ele ir mais devagar, mas ele não obedecia.
“CONNOR, VAI MAIS DEVAGAR!” - Eu gritei e ele riu.
“Calma Brubs, nada vai acontecer.” - Depois disso tudo o que eu ouvi foi o barulho do carro virando.
"CABOOM"
1 Semana depois.
Foi bom ter te conhecido Connor.
Eu já previa isso, não sei por que, mas neste momento, estou sentindo um péssimo pressentimento. Acho que vou morrer, eu estou sentindo que algo de ruim vai acontecer, não com você, e sim comigo, quero que saiba, que enquanto escrevo esta carta, tento colocar nela, o máximo de amor possível.
Com amor, Bruna, sua Bruna.
FIM