Carnificina



Escrito por Stephanie Pacheco | Instagram | Twitter
Revisado por Natashia Kitamura

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Capítulo 1

  As ruas de Sullivanbrooke estavam particularmente vazias naquela noite. Não que a cidade fosse muito grande, ou populosa, porém o movimento era abaixo do habitual.
  Eu não me importava o bastante para tentar investigar o motivo. Ainda assim, uma pulga permanecia atrás da minha orelha enquanto eu caminhava, aspirando o ar puro graças às árvores ocupando grande parte da região.
  Ouvi dizer que Sullivanbrooke era o cenário perfeito para os filmes de terror e, ao observar, talvez, a décima casa branca de dois andares e cadeira de balanço na varanda, só podia concordar.
  Acabei soltando uma risada rouca, balançando a cabeça em negação aos meus próprios pensamentos. Quem passasse por mim naquele momento e flagrasse a cena, poderia deduzir que eu era louco, e, para falar a verdade, uma puxada na minha ficha comprovaria tudo.
  Não, eu não era um psicopata ou um assassino em série. Muito menos o bad boy inconsequente cheio de crimes nas costas.
  Eu era um estagiário no Departamento de Homicídios de Sullivanbrooke, e se me perguntassem o porquê de eu trabalhar justamente com aquilo, responderia sem rodeios: porque eu gosto de investigar a morte. Gosto de viver cercado por ela e decifrar os enigmas que chegam com cada um dos casos.
  Já questionaram se eu sentia empatia ou se me impactava com as coisas que via; eu deveria responder um lógico que sim, porém, sendo sincero, eu nunca sabia responder, simplesmente porque o meu foco sempre era nas investigações, então tratava todo o resto com indiferença.
  Talvez fosse aquele o motivo de as pessoas não fazerem muita questão de ficarem próximas a mim. Isso, e o fato de que minha mãe tinha uma fama de vagabunda destruidora de lares.
  Veja bem, não sou eu que estou dizendo isso e repetir não significa que eu concorde. Minha mãe ficou bastante instável quando meu pai saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou, e, por muitos anos, a válvula de escape dela foi beber e se envolver com todos os caras que cruzavam o caminho dela, independentemente de serem casados ou não.
  Hoje em dia, as coisas mudaram. Na verdade, fazia alguns meses e no começo até cheguei a estranhar, mas, no fim das contas, só quero que ela seja feliz.
  Era engraçado como minha mente trabalhava. Enquanto caminhava, fui de como as ruas estavam vazias para os relacionamentos conturbados da minha mãe.
  Ri mais uma vez só para comprovar para quem quisesse saber que eu realmente era maluco.
  Percebi que me aproximava do cinema local e, como quem não quer nada, me aproximei a fim de verificar quais filmes estavam em cartaz. Era um hábito que eu tinha, mesmo não entrando para assistir nada na maioria das vezes.
  Tinha duas comédias românticas que eu vagamente lembrei de ter visto anunciarem na internet, um suspense com o cara que fazia o Venom e…
  — Tá de brincadeira? — Não contive minha reação ao ver o cartaz do primeiro filme de Halloween.
  Até me aproximei mais, quase colando o rosto no vidro, só para ter certeza de que não estava lendo nada errado. Não era reboot ou mais uma sequência pavorosa. Era o primeiro filme mesmo, em uma exibição especial de comemoração ao mês do Halloween.
  Como eu não fiquei sabendo daquilo antes, nunca iria descobrir. No entanto, não importava, porque tinha passado pelo cinema na hora certa.
  A próxima sessão começaria dali a vinte minutos e eu não tinha nada melhor para fazer naquele sábado à noite.
  Verifiquei meus bolsos em busca do meu celular e abri o aplicativo do banco só para conferir se tinha saldo o suficiente para ir ao cinema. Eu sabia que sim, porém era um hábito que eu não conseguia mudar.
  Me encaminhei para a bilheteria e encontrei apenas um grupo pequeno de garotas aguardando atendimento. Uma delas olhou na minha direção quando me aproximei e abriu um sorrisinho de canto, como se tivesse me analisado e aprovado a visão. Ela era bonita, muito bonita, e eu não hesitei em retribuir o sorriso porque não era bobo.
  Pensei em falar com ela ou algo do tipo, porém, antes que eu o fizesse, chegou a vez de ela e as amigas serem atendidas.
  Suspirei e voltei a olhar meu celular, rolando o feed do instagram e disparando algumas curtidas aleatórias.
  Dediquei parte da minha atenção em ouvir qual era o filme que aquelas garotas iriam assistir e, com uma leve pontada de decepção, descobri que não era Halloween.
  Como não havia tanta gente ao redor, me perguntei se mais alguém ia assistir o mesmo filme que eu. Que não ia lotar já era certo, porém a curiosidade continuava presente.
  Depois que comprei o ingresso, optei por pegar apenas um refrigerante e segui para a sala indicada.
  Me surpreendi porque estava completamente vazia, mas segui imaginando que as pessoas começariam a chegar dali a alguns minutos.
  A vantagem era que eu conseguiria um bom lugar.
  Busquei uma poltrona na parte superior e mais no meio, me acomodei por lá e voltei a mexer no celular.
  Os minutos foram passando e nada de chegar mais alguém.
  Aquilo era novidade. Confesso que sempre quis um cinema em casa e estar sozinho dentro de um alimentava a criança em mim.
  Me acomodei melhor, conferindo que faltavam cinco minutos para o filme começar, até que meu olhar foi atraído até uma figura feminina que carregava um balde grande de pipoca, adentrando a sala de cinema.
  — O filme já começou? — Ela me encarou, porém acabou franzindo o cenho segundos depois ao olhar ao redor e perceber que só havia nós dois ali.
  — Ainda não. Os trailers acabaram de começar. — Indiquei a tela com um aceno de cabeça e a mulher assentiu.
  — Graças! — Ergueu uma das mãos para o alto e, como se sua constatação anterior não a incomodasse, ela me analisou demoradamente.
  Talvez fosse ilusão da minha cabeça, mas pude jurar que a vi lamber os lábios rapidamente e morder o inferior logo em seguida, em um claro sinal de aprovação.
  — Obrigada, meu bem. — Então piscou para mim antes de procurar algum lugar nas poltronas da frente.
  Eu não deveria ter me afetado muito com aquilo, até porque tudo foi ligeiramente rápido, tampouco deveria reparar em alguém tão descaradamente, como fiz quando ela se virou, mas foi inevitável.
  Meu olhar a percorreu de cima a baixo dela e eu também aprovei o que vi, principalmente sua saia curta, deixando à mostra um belíssimo par de pernas.
  Aquele era meu ponto fraco, especialmente porque eu podia me imaginar com minha cabeça enfiada entre elas.
  Devo ter ficado com cara de idiota, porque até de boca aberta eu estava quando a ouvi pigarrear alto, chamando minha atenção.
  — A visão aí está boa? — Seu tom de voz era provocativo e optei por franzir o cenho e fingir não entender.
  — Que visão?
  Ela riu baixo.
  — Qual é? Da tela é que eu não estou falando, não é? — Passou a língua pelos lábios e meus olhos traidores acompanharam o gesto.
  Ergui uma sobrancelha e quase não dei o braço a torcer, porém eu não ganharia nada com aquilo.
  Àquela altura, nada estava fora de cogitação.
  — Não posso dizer que não sou sortudo. Vim assistir Michael Myers e descobri que tenho uma sala de cinema inteira para dividir com uma mulher linda feito você.
  Ela deixou outra risadinha escapar.
  — Agora sim. Se continuasse bancando o sonso, eu ia broxar.
  — Eu teria que ser realmente burro para fazer algo assim. — Ignorei o fato de que eu quase fui. Ela não precisava saber. — Mas acho meio complicado dividir o cinema com essa distância toda. — Indiquei as três fileiras que nos afastavam.
  — Essa é a sua maneira de me pedir pra sentar com você?
  — Já sei que vai vir.
  — Ah, é? Convencido assim? — Ergueu uma sobrancelha.
  — Você não faz ideia. — Foi a minha vez de rir.
  Vi seus olhos se estreitarem em minha direção, porém, ainda assim, a mulher se levantou e traçou todo o caminho de volta até mim, se sentando na poltrona à minha esquerda.
  Os trailers haviam começado e eu só percebi naquele momento, quando voltei a encarar a tela à minha frente.
  Não consegui focar em muita coisa. Com ela ao meu lado, a tentação era muito maior.
  — Quer? — Me assustei de leve e pisquei os olhos na direção da mulher.
  Dessa vez, ela se referia à pipoca. Tentei disfarçar e aceitei um pouco.
  — Essa franquia é a minha favorita da vida. — Puxou assunto.
  — É uma das minhas também. Mal acreditei quando vi o cartaz.
  — Quando falam “uma das” é porque não é. Me fala qual realmente é a sua.
  — Pânico. — Dei de ombros e ela assentiu.
  — Tudo bem, é tão boa quanto. Pânico é a minha terceira favorita.
  — E a segunda?
  — Premonição.
  — Você tem bom gosto.
  — Obrigada. Pelo jeito, você também. — Ela sorriu e passou mais uma vez seu olhar sobre mim. Não me importei e retribuí, notando que a mulher usava também uma camiseta do Michael Myers, que combinou muito com a saia e os coturnos em seus pés.
  Como se a estampa do assassino fosse um sinal, tentei voltar o foco para o filme e funcionou por alguns minutos.
  As pessoas costumavam dizer que odiavam ver filme comigo porque eu estragava tudo com minha mania de repetir os diálogos dos meus preferidos.
  No entanto, naquela sala de cinema, descobri alguém que compartilhava essa mania.
  — Pegaram o idiota atirando ovos em janelas. Seus pais o castigaram e não poderá sair hoje.
  Voltei a olhar para a mulher ao meu lado e o movimento não foi nada discreto, porque, segundos depois, um sorrisinho um tanto sem jeito se abriu nos lábios dela enquanto me encarava de canto.
  — Desculpa. Eu tenho essa mania de repetir as falar dos filmes, mas juro que vou tentar ficar quieta.
  — Não precisa se desculpar. — Ri e a encarei de forma cúmplice. — Eu também faço isso.
  A revelação fez um sorriso surgir nos lábios dela. Eu podia jurar que a sensualidade no gesto era coisa da minha cabeça, até ouvir a sua resposta.
  — Fã de terror e gostoso desse jeito só podia ser meio maluco também. — Até mesmo o tom de voz dela de repente ficou extremamente atraente.
  Senti que olhava com intensidade para ela e não temi afastá-la com aquilo porque, na verdade, o efeito parecia ser o contrário.
  Eu não costumava ser o tipo de cara a fazer rodeios, mas aquela mulher tinha algo diferente.
  E talvez fosse realmente o fato de compartilhar da mesma loucura que eu.
  — Sabe… Já que estamos falando as coisas assim um para o outro, me parece muito errado duas pessoas que se acham gostosas não comprovarem as próprias palavras. — Fui ousado e mantive um meio sorriso nos lábios.
  Outra vez pude ouvir sua risadinha e ela continuou olhando para a tela. Pegou mais um pouco da pipoca e comeu.
  — Ah, eu adoro essa parte!
  Arqueei a sobrancelha porque era quando acontecia uma das mortes.
  Continuei a encarando, mesmo após imaginar que ela não iria responder o meu comentário, e fiquei ainda mais tentado quando a mulher passou a língua pelo lábio inferior bem devagar.
  Calmamente, ela voltou a se virar para mim e se inclinou um pouco mais na minha direção.
  — Eu também acho, mas não me parece que você vai fazer algo a respeito.
  Outch, aquela tinha doído!
  — Depende, você quer que eu faça? A gente nem se conhece. — Fui sincero.
  — E nem precisamos nos conhecer. Essa é a graça. — Piscou.
  Ficamos mais uns minutos em silêncio e, por mais que eu tentasse manter minha atenção no filme, meus olhos insistiam em seguir até ela. Na forma como parecia compenetrada nas cenas à nossa frente, no sorriso que permaneceu no canto de seus lábios, como se percebesse meus olhares e me desafiasse a surpreendê-la, no seu cheiro misturado ao da pipoca, uma combinação estranhamente irresistível.
  As palavras dela se repetiam em um looping na minha cabeça. Minhas mãos de repente formigavam, ansiosas por tocarem todas as partes dela que eu via e as que eu queria ver.
  Porra, eu não lembrava de desejar tanto uma mulher como estava acontecendo naquele momento.
  Ela não fazia muito para me provocar e ao mesmo tempo fazia, e talvez fossem aquelas mínimas coisas que tornavam tudo ainda melhor.
  Por que eu estava tentando bancar o bom moço?
  Eu não era um bad boy, mas também não era um anjinho.
  E, honestamente, estava louco para meter a cara no meio das pernas dela.
  Suspirei e levei a mão até o balde de pipoca, em um gesto automático para me ocupar com algo.
  Ela teve a mesma ideia.
  E o resultado foi um toque totalmente inesperado, porém muito desejado, entre nossas peles.
  A mão dela parecia pegar fogo.
  Congelamos no ato, nossos olhares se cruzaram e, mais uma vez, ela sorriu, parecendo me desafiar, antes de tornar a assistir ao filme.
  Meu olhar ferveu em sua direção e eu não resisti.
  Acariciei seus dedos devagar, num roçar leve para o caso de eu estar interpretando errado seus sinais.
  A mulher continuou encarando a tela do cinema, em uma tentativa de fingir não ter percebido, mas pude distinguir uma feição de expectativa em sua face.
  Continuei a carícia, deslizei o dedo indicador e o médio até a palma de sua mão e arranhei a região com minhas unhas curtas.
  Ela lambeu os lábios. Eu ergui uma sobrancelha discretamente.
  Na tela, Michael Myers fazia mais uma vítima e gritos ecoavam pelo cinema.
  Subi os dedos até os dela e brinquei com as pontas. Fiz menção de que ia entrelaçá-los, porém voltei o caminho até a palma. Repeti o mesmo carinho com o dedo médio e o indicador e percebi a mulher pressionar o lábio inferior com os dentes.
  Eu ia continuar com aquilo até levá-la ao limite, porém, como se aumentasse o grau do desafio, a mulher ergueu uma das pernas e a colocou no encosto da poltrona da frente. O movimento fez sua saia subir mais, num ponto em que pude ver sua calcinha de renda preta.
  Puta que pariu.
  De repente, minhas calças pareciam apertadas demais.
  Engoli em seco.
  Aumentei um pouco da pressão na palma da mão dela e, porra, eu não queria mais fazer carinho ali, não.
  Eu queria mais, e não me importava com o fato de estar em um local público. Estávamos sozinhos, afinal.
  Sem tirar os olhos dela, embora ela ainda assistisse ao filme, fui subindo até seu punho. Senti seu batimento acelerado, o que entregou seu estado de excitação, e continuei o caminho até o cotovelo.
  Escutei um suspiro escapar dos lábios dela, seguido por mais um grito vindo da tela.
  Quando cheguei ao seu ombro, desci pela frente, rocei seu seio coberto pela camiseta e o massageei como se tivesse toda a paciência do mundo.
  Assisti o exato momento em que ela se contorceu e sorri satisfeito.
  Continuei a massagem e brinquei com seu mamilo intumescido. O sutiã dela parecia ser de renda também e aquilo me deu um puta tesão porque ela devia ficar gostosa pra caralho de lingerie preta de renda.
  Meu pau pulsou com mais intensidade, implorando para ser tocado.
  A respiração dela ficava cada vez mais irregular, e quando arqueou o tronco, entendi o que desejava.
  Desci a mão, acariciei sua barriga e brinquei com a barra da camiseta, arrancando dela gemidos torturados, até descer para sua coxa desnuda e finalmente tocá-la como eu queria desde o momento em que a percebi naquela sala.
  A pele dela estava quente como eu imaginava. Era macia e eu podia me inclinar para lambê-la. Desejei me abaixar para fazer isso, mas acabei raspando as unhas ali e avancei para a parte interna.
  Subi, rocei os dedos, ouvi a respiração cada vez mais ofegante dela e continuei provocando.
  Percebi a saia subir mais, a expondo mais e, por fim, não consegui mais resistir.
  Primeiro, meus dedos tocaram sua virilha. Eu gemi em aprovação e acho que ela também.
  A toquei por cima da calcinha e a senti encharcada.
  Minha boca salivou.
  Comecei movimentos lentos e circulares, prestando atenção em cada reação dela. O atrito da renda me incomodou um pouco, simplesmente porque queria sentir sua pele quente de novo.
  Ela gemeu mais e impulsionou o quadril na direção da minha mão.
  Puxei a calcinha para o lado e gemi de novo ao finalmente sentir sua boceta em meus dedos.
  Porra, ela estava tão melada!
  — Puta que pariu — resmunguei, sem disfarçar como fiquei afetado.
  A mulher então me encarou e lambeu a boca.
  — Era isso que você queria, não era? Quando ficou encarando minhas pernas. — Sua voz era um tanto manhosa, o que me excitou ainda mais.
  — Eu fiquei me imaginando no meio delas — retruquei, rouco.
  — E eu pensei no quanto deve ser gostoso sentir você atolando seus dedos dentro de mim.
  Não esperava receber uma resposta tão direta e suspirei alto.
  Tornei a acariciar sua boceta. Sua lubrificação natural facilitava ainda mais e me concentrei em seu clítoris. Fiz um vai e vem, ameacei ir até a entrada de sua boceta para socar um dedo e voltei para movimentos circulares.
  A cada segundo eu sentia que podia simplesmente explodir de tanto tesão.
  Estava ansioso para que ela me tocasse, mas, por hora, queria vê-la se contorcendo e a chorando de prazer.
  Não me dei conta de que aproximamos nossos rostos, mas, de repente, a mulher me puxou pela nuca e iniciou um beijo voraz.
  Me sentindo pulsar de novo, aproveitei o quanto suas pernas estavam abertas para ir atolando um dedo nela bem devagar.
  O gemido delicioso da mulher ecoou pelo cinema.
  Fui fazendo um vaivém, os retirei para acariciar seu clítoris, esfreguei os grandes lábios e voltei a socar com mais vontade.
  Era delicioso ver o corpo dela se movendo enquanto eu ia socando.
  Não me contentei e logo meti mais um dedo até senti-lo ir bem fundo dentro dela.
  O beijo se intensificou, meus dedos entraram e saíram com mais intensidade.
  Parecia que nós dois pegaríamos fogo a qualquer momento.
  Meu pau chegava a latejar de tesão e isso só me instigava a aumentar a intensidade.
  Curvei meus dedos dentro dela, procurando seu ponto de prazer e mantendo quando um gemido mais agudo ecoou dos lábios dela.
  — Seu filho da puta gostoso, continua assim, vai! — Ouvi-la me xingar e gemer daquele jeito quase me fez melar as calças.
  O barulho de um grito chamou nossa atenção de volta para a tela de cinema, porém não parei o que fazia.
  Intensifiquei mais ainda meus movimentos. O corpo dela balançava de um jeito delicioso.
  Na tela, Michael Myers fazia mais uma vítima. E, de repente, ela moveu ainda mais os quadris, me fazendo ir mais fundo dentro dela.
  Era uma delícia ir atolando meus dedos daquele jeito. Ela os apertava vez ou outra e eu só conseguia imaginar como seria aquela sensação no meu pau.
  Quase gozei só de pensar e usei um polegar para esfregar o clítoris da mulher, enquanto ainda socava meus dedos até onde conseguia.
  — Isso, rebola gostoso com meus dedos atolados nessa bocetinha. Eu quero ver você gozar com eles bem fundo.
  E como resposta, de repente, senti suas pernas tremerem.
  Sabia o que estava acontecendo. O orgasmo estava se aproximando e eu coloquei ainda mais intensidade nos movimentos.
  Os quadris dela eram uma verdadeira perdição. Eu só queria ela quicando em cima de mim e daria um jeito daquilo acontecer.
  — Gostosa do caralho! — rosnei, muito afetado e aquilo foi o bastante para a mulher se entregar ao orgasmo, gemendo alto e se contorcendo de um jeito delicioso.
  — Ai, porra, eu tô gozando. — O gemido dela me deixou louco, então ela se derramou em meus dedos.
  Estava suada, ofegante e linda ao mesmo tempo.
  Alguns segundos foram necessários para a mulher se recompor.
  Fui diminuindo a intensidade e logo retirei meus dedos de dentro dela. Desejei poder ficar de tão gostoso que estava.
  Me surpreendendo, a mulher pegou meu pulso, puxou minha mão para si e chupou os dois dedos melados com seu prazer.
  Fiquei hipnotizado pela cena. Tão hipnotizado que só despertei para puxá-la para mim e beijá-la com vontade.
  Compartilhamos do seu gosto e assim que nos separamos, um sorriso ladino se abriu nos lábios dela.
  — Isso foi divertido.
  O filme ainda rolava na tela do cinema, o balde de pipoca pela metade.
  E, mesmo assim, ela simplesmente se levantou, ajeitou a saia e riu da minha expressão incrédula.
  — Até mais, bebê. — Piscou.
  Então virou as costas para ir embora.
  Filha da puta.
  Não devia ligar para o fato de que ela deixou uma certa peça para trás, porém…
  — Ei, esqueceu sua calcinha! — Eu estava rouco de tesão e frustração.
  — É algo pra te fazer lembrar de mim.
  Ela só podia estar de brincadeira.
  Como é que eu esqueceria a mulher que me deixou completamente duro no cinema depois de tocar uma pra ela?

CONTINUA...



Comentários da autora

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  Ste