Can't Stand It
Escrito por Yah SM | Revisado por Bella
Prólogo
Música: Can't Stand It
Ciao.
Freilos.
Au Revoir.
Beannatch.
Sayonara.
Bye.
Tchau.
Fui.
Qual palavra é a certa para se despedir? Quantas vezes você já as pronunciou em sua vida? Qual o motivo que te levou a pronunciá-las? De quem você se despediu? O que sentiu ao dizer isso?
Bom, eu posso dizer que o gosto que senti foi – com apenas uma palavra: amargo.
Capítulo 1
Mais oito anos se passaram para a garota, e, agora, estava na hora de mais uma mudança. Devido ao emprego de seu pai, a cada oito anos ela era obrigada a deixar tudo para trás e começar do zero. Por mais que pareça ruim, não é.
Da primeira vez, tinha apenas oito anos de idade, amiguinhos de infância choraram, mas devido a falta de idade, nada que pudesse superar, não havia muito a perder! Mas desta vez era diferente. Não, não envolvia bens materiais e muito menos um amor que encontrara na pequena Louisiana. Um amigo, nada mais além de amizade, para ambos, mas mesmo assim, este era o tipo de relação que mais priorizava. Alguém que segundo a lógica, estaria sempre ao seu lado e te ajudaria, com apenas um olhar te decifraria. Alguém para irritar e para bater, para rir e chorar, para passear ou apenas ficar olhando o céu do telhado de seu quarto. Até que a morte os separe – ou o emprego de seu pai.
Sim, essa frase é de casamento, não, ela não amava desse jeito. Mas amizades de verdades só são rompidas por algo que não podem controlar, por isso essa frase se encaixa tão perfeitamente na descrição... E o trabalho de seu pai também.
Girou seu pescoço em um ângulo de 45o observando pela última vez seu quarto vazio. Caixas espalhadas embrulhando suas lembranças e sufocando-as com papelão estavam por todo lugar impossibilitando-a de distrair sua mente da inevitável despedida. Sim, ela já a fizera. Mas a questão é: Estava pronta para isso? Obviamente não.
Deitou no colchão, o único objeto não embalado para viajem. Olhou pela janela, fitando pela última vez aquela parte do céu que cobria Louisiana, as estrelas oscilavam com as batidas de seu coração, irradiando saudade a vários quilômetros de distancia. Quilômetros esses, que logo, ela estaria percorrendo no carro de seus pais.
Deixar tudo para trás é uma expressão muito forte. Nunca teve muito, se contentou sempre com o necessário, essa era sua filosofia: Seja feliz pelo que tem e não infeliz pelo que não tem.
Memórias não contam como posses, são apenas marcas boas em seu coração que bombearão alegrias e saudades, muitas vezes escapando pelos seus olhos. E esta era uma das ocasiões em que envolta pelo silencio, permitiu que cada sentimento que compartilhara ali, lhe invadisse novamente, em honra aos oito anos de sua vida muito bem gastos que vivera ali. Agora tudo ficaria para trás.
Ouviu em estalido, lágrimas são leves demais para fazerem barulho ao se chocarem contra o chão, então, confusa, fitou a janela. Outra pedrinha a atingiu. Levantou-se e caminhou até a janela, abrindo-a em seguida. Uma pedrinha passou perto de mais de sua orelha esquerda, fitou a negritude abaixo de si.
- Hey! Vai embora só se despedindo uma vez?
- ! – ela sorriu ao reconhecer seu amigo – Eu já disse tchau e foi muito difícil! – falou com um nó na garganta.
- Eu sei! – pronunciou o garoto com o pescoço esticado, segurando uma espécie de lamparina e fitando-a de um ângulo desfavorável para os músculos de seu corpo. – mas eu nunca ia deixar essa idiota esquecer de mim tão fácil!
Ela sorriu, esse garoto nunca mudaria! DROGA! Estava pensando em mudanças novamente! Uma lágrima ameaçou cair no mesmo instante em que o garoto deixou a lamparina no chão e pegou seu violão. Começou a tocar os primeiros acordes.
- O que é isso, ? Uma serenata?
- Não! É minha despedida, sua irritante! – disse com um sorriso irônico e começando a tocar.
Baby, I love you
(Baby, eu te amo)
I never want to let you go
(Eu nunca vou te deixar ir)
The more I think about,
(Quanto mais eu penso nisso)
The more I want to let you know...
(Quanto mais eu quero que você saiba)
That everything you do,
(Que tudo o que você faz)
Is super fucking cute
(É fofo pra car*lho)
And I can't stand it
(E eu não posso aguentar isso)
Ambos riam enquanto a brisa gélida acariciava a pele dos dois amigos e a música trazia todos os momentos – bons e ruins, a memória dos dois jovens.
I've been searching for
(Eu estive procurando por)
A girl that's just like you
(Uma garota como você)
Cause I know
(Porque eu sei)
That your heart is true
(Que o seu coração é verdadeiro)
Mesmo que nunca tivesse tido aulas de canto, naquele momento, ela seria capaz de pagar um ingresso se isso a fizesse vê-lo assim várias vezes.
Baby, I love you
(Baby, eu te amo)
I never want to let you go
(Eu nunca vou te deixar ir)
The more I think about,
(Quanto mais eu penso nisso)
The more I want to let you know...
(Quanto mais eu quero que você saiba)
That everything you do,
(Que tudo o que você faz)
Is super duper cute
(É super mega fofo)
And I can't stand it
(E eu não posso aguentar isso)
Let's sell all our shit,
(Vamos vender todas nossas m*rdas)
And run away
(E fugir)
To sail the ocean blue
(Para o oceano azul)
Then you'll know,
(Você sabe)
That my heart is true
(Que meu coração é verdadeiro)
A oferta tentadora pesou fortemente em suas vontades, mas ela sabia que não podia...
Baby, I love you
(Baby, eu te amo)
I never want to let you go
(Eu nunca vou te deixar ir)
The more I think about,
(Quanto mais eu penso nisso)
The more I want to let you know...
(Quanto mais eu quero que você saiba)
That everything you do,
(Que tudo o que você faz)
Is super fucking cute
(É super mega fofo)
And I can't stand it
You, you got me where you want me
(Você, você me tem onde você quiser)
Cause I'll do anything to please you
(Porque eu vou fazer tudo para agradá-la)
Just to make it through...
(Só para sobreviver)
Another year
(Outro ano)
“Sem você”, pensou automaticamente com uma pontada de tristeza.
You, I saw you across the room
(Você, eu te vi atravessando a sala)
And I knew that this is gonna
(E eu sabia que isso iria)
Blossom into something beautiful.
(Florescer em algo bonito)
You're beautiful.
(Você é bonita)
Baby, I love you
(Baby, eu te amo)
I never want to let you go
(Eu nunca vou te deixar ir)
The more I think about,
(Quanto mais eu penso nisso)
The more I want to let you know...
(Quanto mais eu quero que você saiba)
That everything you do,
(Que tudo o que você faz)
Is super fucking cute
(É super mega fofo)
And I can't stand it
(E eu não posso aguentar isso)
No I can't stand it
(Não, eu não posso aguentar isso)
No I can't stand it
(Não, eu não posso aguentar isso)
Terminou o último acorde sorrindo para a garota. A luz já estava fraca e acender a lâmpada de seu quarto acordaria seus pais, o que era um péssima ideia. Então contentou-se em gravar com todas as forças que tinha, aquela imagem em seu coração.
- Louco!
- Você me adora! – ele sorriu convencido – então, isso é um “adeus” né?
- Não, é um “até logo”! – ela sorriu sentindo uma lágrima escorrer por sua bochecha trançando um salgado caminho até sua boca.
- DROGA! Achei que finalmente iam parar de me irritar!
Ela o encarou, mas logo ambos estavam rindo juntos... Talvez pela última vez – pelo menos por algum tempo.
- Até logo! – ele disse com um meio sorriso fraco pouco iluminado pela luz.
- Até – disse fechando a janela ao vê-lo sair junto com sua lamparina, seu violão, e todas as boas lembranças e planos teimosos que haviam feito.
O celular da garota apitou, apalpou o chão até encontrar o aparelho piscando em algum canto perto do colchão. Olhou no visor sorrindo em seguida.
“Pra ter sempre alguém te irritando um pouco!”
E um arquivo, abriu-o e logo ouviu a mesma música da noite anterior tocar. Sorriu estupidamente ao lembrar da loucura de seu amigo.
Amizade.
Uma palavra que para ela tinha um significado maior do que a tão generalizada: “amor”. Uma palavra que lhe lembrava de apenas uma pessoa: seu amigo, , seu irmão de outra mãe, o cara mais irritante que já conheceu, o melhor homem que existe – depois de seu pai.
Observava a estrada, as árvores pareciam se mover na direção oposta, de volta para o lugar em que ela desejava estar.
“Everything you do
(Tudo o que você faz)
Is super fucking cute
(É fofo pra car*lho)
And I can’t stand It
(E eu não posso aguentar isso)”
Sorriu ao lembrar a cena peculiar, sua primeira serenata veio de seu quase irmão!
Saudade era quase que uma palavra fraca demais para descrever, era como se fosse uma parte sua ficando para trás e ela não pudesse fazer mais nada além de assistir.
Mas é como dizem: Deixe ir, se é seu, vai voltar.
E era seu amigo, ela iria voltar para essa amizade.
Fim...
Oi Gente, tudo bem?
Ok, eu devo primeiro minhas sinceras desculpas porque esse era para o segundo projeto songfic e eu acabei não conseguindo mandar, o pedido foi justamente dessa música e eu fiquei com peso na consciência por não ter dado a pessoa que pediu, uma fanfic, já que tinha me comprometido a escrever e quebrei minha promessa.
Então quem quer que tenha pedido a música “Can’t Stand It” do Never Shout Never em um dos projetos songfics, me desculpe, eu estou postando agora e espero que goste, mesmo que atrasado.
Bom, como eu estava enjoada de fanfics água com açúcar, resolvi focalizar no amor sim mas não no sentido de se relacionar com alguém como namorado e namorada, e sim como amigos, que é realmente o sentimento que eu mais prezo. Ela foi baseada em minha prima e um amigo dela – e meu também, que a cada oito anos tem de mudar de cidade por causa do emprego do pai... Espero que tenham gostado dessa short, tentei passar um ponto de vista diferente... É isso, obrigada por terem lido.
Se gostaram e quiserem ler outras fanfics, ou estiverem entediadas... No catálogo das autoras, meu nome no “Y”, Yah SM, tem algumas poucas outras fics lá, só pra sair do tédio mesmo.
Me desculpe de novo a pessoa que eu acabei atrasando DEMAIS, não sei quem é mas espero que tenha me perdoado.
Obrigada de novo, xoxo.

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