Brothers

Escrito por Danielle | Revisado por Jacqueline

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  "Amar é cuidar mesmo sem entender. É acreditar sem precisar de provas. Amar é receber de volta quem retorna machucado pelas próprias escolhas." - Parker Frontie

Prólogo

  ,
  Eu sei que fui um estúpido quando lhe disse todas aquelas coisas e agora eu só quero desesperadamente ter a chance de me desculpar. Não vou dizer que não estou magoado, que meus sentimentos com relação a você mudaram, nem que estou arrependido deles. Eu só quero que você me perdoe pelo modo como lhe contei tudo isso - não foi justo nem com você nem comigo mesmo. Então, apenas me dê a chance de dizer olhando nos seus olhos que eu sinto muito, e que eu continuou sendo o "Zai" de antes - aquele irmão mais velho chato que vive pegando no seu pé e só sabe se preocupar com você.
  Meu endereço e meus telefones são os mesmos. Eu não vou mais te ligar. Vou esperar até que você esteja pronta para conversar comigo de novo.
  Eu te amo - sempre amei, sempre vou amar.

Zachary.

  Li novamente as palavras que havia escrito num garrancho mal feito no primeiro pedaço de folha que conseguira encontrar em minha bagunçada mochila. Logo depois de enfiar o bilhete por debaixo da porta do apartamento de , eu rezei - pedi a Deus com todas as forças do meu ser - para que ela levasse em consideração o meu pedido.
  Desci as escadas do prédio lentamente e já estava girando a chave na ignição do carro quando escutei alguém gritando o meu nome.
   - Zachary! - ela repetiu com a voz ofegante.
  Saí de dentro do veículo às pressas e observei correndo na minha direção trajando apenas uma toalha e com o bilhete em uma das mãos, ao passo que a outra se mantinha firme junto ao busto, a fim de segurar o pano junto ao seu corpo.
  - ! - caminhei a passos rápidos até ficar de frente para ela e estaquei ali, sem saber se poderia abraçá-la ou algo do tipo.
  - Nós precisamos conversar. - ela disse, por fim, e me encarou com os olhos cheios de lágrimas. Assenti freneticamente e a segui para dentro do edifício novamente.

Capítulo 1

   - Zack! - escutei alguém sussurrar meu nome. Virei de lado na cama ignorando aquilo. - Zachary! - a pessoa repetiu meu nome mais alto. Cobri minha cabeça com o edredom sem interesse algum de me levantar. - ZACHARY MERRICK! - a garota berrou meu nome quase me fazendo cair da cama.
  - Caralho, ! O QUE É? - gritei de volta para minha irmã que me encarava com os olhos arregalados ao pé da minha cama.
  - É quase meio dia, você não tinha se levantado até agora e eu preciso de carona para ir à casa da . Pode ser, ou tá difícil?
  - Eu não acredito que você me acordou às doze horas da madrugada só pra me pedir pra servir de motorista pra você, menina!
  - Nossos amados pais tomaram meu carro, então você é minha única opção, maninho. Agora levanta essa bunda gorda daí e lava esse rosto. Estou pronta em quinze minutos.
  - Folgada. - reclamei baixinho. Observei rebolar para fora do meu quarto e balancei a cabeça freneticamente quando meu coração disparou e senti meuspensamentos ficarem impuros.
  Lavei meu rosto e escovei meus dentes tentando me concentrar no dia em que meus pais apareceram na minha casa com nos braços. Ela só tinha três anos de idade - eu oito - e eu me lembrava como se fosse ontem do senhor Merrick anunciando que , a partir daquele momento, seria minha irmãzinha e eu deveria amá-la e protegê-la para sempre, a partir de então. A garotinha era jovem, mas já havia sofrido muito mais do que eu poderia imaginar - fora deixada pela mãe no hospital onde nascera e, desde então, mudava-se de abrigo para abrigo esperando que alguma família a adotasse e oferecesse o carinho e o amor que ela precisava para crescer e se tornar uma pessoa de bem. E eu prometi para mim mesmo que cuidaria dela sempre e nunca deixaria que nada a machucasse como seus pais biológicos haviam feito ao abandoná-la. Mas o que eu não esperava era que aquela menininha indefesa cresceria tanto e me despertaria sentimentos tão fortes, contraditórios e... estranhos. Nós éramos irmãos de criação, afinal de contas. Eu havia visto passar por todas as fases constrangedoras da infância e da adolescência. Eu havia lhe ensinado a patinar e puxava o cabelo dela há até poucos meses. No entanto, agora, a única coisa em que eu conseguia pensar era em como ela havia crescido e sabia ser insuportavelmente atraente e sedutora quando queria.
  - E aí, Zai, pronto? - disse adentrando meu quarto.
  - Onde está a sua roupa? - perguntei observando a saia de um palmo e a blusa de alças que ela estava usando.
  - Não começa, Zack... - respondeu rolando os olhos.
  - Onde você e estão pretendendo ir, hein? - perguntei enquanto procurava as chaves da minha BMW.
  - Shopping.
  - Vocês não foram ao shopping ontem?
  - Você pode fazer o interrogatório enquanto vamos para a casa da minha amiga? Eu quero pegar a sessão das duas no cinema, sabe?
  - Antigamente você me convidava para ir ao cinema também.
  - Antigamente você me levava à boates bacanas...
  - , a culpa é sua por não ir mais. Eu te disse daquela vez pra pegar leve com a bebida porque nossos pais são uns chatos e...
  - Foi a primeira vez da minha vida que eu enchi a cara e eles já surtaram. Era meu aniversário de 18 anos! Eu não me arrependo de nada.
  - Mas deveria, garota. Está aí sem carro de novo por fazer estupidez.
  - Tatuagem não é estupidez. - respondeu indiferente e abriu a primeira gaveta da minha cômoda, tirando dali de dentro minha carteira e as chaves do meu carro. - Não sei por que você ainda procura. Sempre guarda as coisas do seu bolso aqui nessa gaveta quando chega em casa, Zack.
  - Tá, tá. Vamos então, antes que você perca a sua sessão no cinema.

  - Mano, a sua irmã tem umas amigas gatas, hein? - Jack comentou enquanto eu me aproveitava da distração dele para me aproximar do gol. Estávamos fazendo uma competição de Soccer de PS3 para matar o tedioso sábado de folga que tínhamos pela frente, e digamos que eu estava levando vantagem.
  - Tá falando de qual delas agora, Barakat? - perguntei sem tirar os olhos da tela da enorme televisão da sala de Alex.
  - De todas. A é loura, então não é exatamente meu tipo. Mas aquela ... Meu Deus!
  - Deixa de ser pedófilo, Jack! A tem dezesseis anos, seu tarado. - Rian intrometeu-se.
  - É? Bom, não parece.
  - Vou pedir pra me apresentar uma ruivinha com quem eu a vi conversando perto de casa esses dias... - Alex refletiu entregando um refrigerante para cada um de nós.
  - GOL! - gritei e pulei de alegria imitando a comemoração do jogador do meu time no jogo. - E a odeia essa tal ruivinha, então, pode esquecer, Alex.
  - É, não tem jeito. Eu vou ter que ceder ao destino e aos meus sentimentos, amigão. Sou louco mesmo é pela sua irmã. - Gaskarth disse e mordeu o lábio. Senti o ódio preencher todos os meus pensamentos e vi Alex com a boca inchada e os olhos de gula lacrimejando na minha frente.
  - Fale assim da minha irmã de novo e eu quebro a sua cara, imbecil. - eu disse com a voz trêmula de raiva.
  - Calma, Zack. O Alex só tá brincando, mano. E foco no jogo aqui, ó. A partida não terminou ainda. - Jack chamou minha atenção um pouco desesperado. Alex deu de ombros e Rian arrotou alto.
  - Cara, que porra! Deixa de ser mal educado. - reclamei rindo e tentei me concentrar na partida de vídeo-game que estava reiniciando.

  Passei a tarde toda na casa dos meus amigos e ganhei cem dólares de cada um por ter sido o grande campeão do dia. Alex me convidou para dormir por lá com eles, e aceitei prontamente já que não teria nada melhor para fazer em casa. Enviei uma mensagem de texto para minha mãe informando que não voltaria naquela noite.

  Estava estirado no colchão de ar, no meio do quarto de hóspedes de Alex, com Jack babando ao meu lado, quando meu iPhone vibrou impacientemente em algum lugar ali perto. Levantei-me sem vontade alguma esfregando os olhos e atendi com um "alô" depois de bocejar.
  - Zack! Me salva! - murmurou do outro lado da linha.
  - ? Onde diabos você está, garota? - perguntei preocupado. Quando me ligava dizendo coisas daquele tipo no meio da madrugada, boa coisa não costumava ser.
  - Não sei. Eu, e saímos do shopping e viemos a uma festa de uns garotos conhecidos da e agora estamos num lugar estranho que eu nem sabia que existia aqui em Baltimore. E o pior é que os caras estão bêbados e agindo muito estranho. Eu tô com medo, Zack. Vem cá me buscar!
  - , você é louca? Nossos pais devem estar morrendo de preocupação com você! Nem sei como não me ligaram ainda enchendo o saco por causa do seu sumiço!
  - Eu mandei uma mensagem pra mamãe dizendo que ia ficar com você na casa do Alex, então deve ser por isso que estão tranquilos até agora.
  - Você não tem juízo mesmo, hein ?
  - Zack...
  - Onde você está exatamente? Vou dar um jeito de ir até aí.

Capítulo 2

  - Nossa, dude, pensei que a gente não fosse sobreviver hoje. - Dawson resmungou quando passamos pela soleira da porta da casa de Alex. O relógio de parede indicava cinco horas da manhã.
  - Bom, mas estamos aqui, cara. Jack e Rian, me ajudem a encher outro colchão de ar pras meninas dormirem. - Alex chamou os amigos que o seguiram até a cozinha.
  - Eu vou ao banheiro. - anunciou e retirou-se da sala.
  - Eu vou ver se os meninos precisam de ajuda com o colchão de ar. - falou e saiu do local também, deixando-me a só com .
  - Eu não sei mais o que eu faço com você, ! Por que você faz essas coisas? Que graça tem em sair pra lugares perigosos assim e me ligar desesperada no meio da noite? Você não pensa que coisas ruins poderiam lhe acontecer por frequentar raves desse tipo?
  - Zack, me desculpe, ok? Eu não fiz por mal.
  - Você diz isso a cada vez que comete uma estupidez. Eu deveria te deixar se virar sozinha um dia desses pra você aprender a ter um pouco de juízo. Você já tem 18 anos, garota! Está na hora de aprender a ser pelo menos um pouco responsável!
  - Eu te ligo porque confio em você, porque acredito que você seja a única pessoa que realmente se importa comigo. Mas pelo visto eu só te incomodo quando faço isso, né?
  - Você sabe que eu estou é preocupado com você. Que digo essas coisas porque me importo com a sua segurança. E você me mata de susto desse jeito, ! Semana que vem eu viajo pra outro estado em turnê, mas minha cabeça vai ficar aqui e em que idiotice você vai fazer a cada noite.
  - Você é um rockstar há oito anos. Eu sobrevivi esse tempo todo, não foi? Então relaxa, tá? - ela disse tocando meu rosto e sorrindo ternamente. - E obrigada, Zai. Por isso que eu te amo. - me abraçou longamente fazendo com que minha raiva pelas atitudes erradas e infantis dela desmoronasse e deixando meu organismo inteiro afetado pelo resto da noite depois daquele gesto tão carinhoso.

  Acordei de manhã com o barulho do que pareceu uma multidão cantando uma música de Natal. Perguntei-me se eu havia dormido mesmo por oito meses ou se tinha alguém drogado no cômodo ao lado. Levantei-me cuidadosamente para não acordar minha irmã, o que foi uma tarefa difícil porque ela estava enroscada no meu braço. Mas tinha o sono pesado e contentou-se em agarrar um travesseiro que lhe entreguei, deixando-me ir até a cozinha ver o que estava acontecendo.
  Deparei-me com um Alex fritando ovos, Jack tinha sentada em sua perna e os dois cantarolavam "Noite Feliz", ao passo que Rian mostrava seu bíceps para do outro lado da mesa. Rolei os olhos e ri alto.
  - O que vocês fumaram? Estamos em Maio, seus doentes! - dei um tapa na cabeça de Jack indo em direção ao fogão. - Me dá isso aqui, Alex! Você está estragando os ovos virando desse jeito. - Tomei a espátula da mão do dono da casa, que me lembrou deste fato quando eu o empurrei para o lado.
  - Sua irmã tem um sono de pedra, hein? Não acordou mesmo com essa barulhada toda. - Alex comentou enquanto mastigava uma torrada.
  Apenas assenti e continuei a fritar os ovos em silêncio.
  Meus pensamentos aquela manhã estavam a todo vapor. Dormir com não ajudava em nada a tornar meus sentimentos por ela inocentes e sem expectativas. Despertar com o cheiro dela impregnado na minha pele e com sua pequena mão no meu abdômen menos ainda.
  Depois do café da manhã, fomos todos assistir "Se beber não case", o único filme que não era nem pornô nem de terror na casa de Alex. Estávamos nosdobrando de rir enquanto víamos o final, quando me chamou para ir até a cozinha.
  - Ah, não, , essa é a melhor parte. - resmunguei cruzando os braços.
  - Zack, não me faça ter um ADP aqui.
  - Tá, Ataque De Pelanca, não. - assenti com um sorriso.
  Caminhei até o extremo sul da grande cozinha de Alex e escorei-me no balcão. Eu não estava usando minha camisa desde a hora que havia levantado e escutei murmurar algo como "depois sou eu quem fica andando sem roupas por aí", mas a expressão dela continuava séria.
  - O que houve agora? - questionei confuso.
  - Você vai contar aos nossos pais onde eu fui ontem à noite?
  - Ainda não decidi isso, . - respondi pegando um pote de tempero qualquer que estava por perto e olhando os detalhes verdes e vermelhos nele.
  - Zack, foco em mim aqui, ó. - chamou minha atenção pegando o pote das minhas mãos e colocando-o de lado. Ela plantou os pés na minha frente e virou meu rosto para si. - Não conte a eles, vai... - pediu em sua pior voz de "faça o que eu quero, por favor" e me fitou com aqueles olhos de garotinha que ela sabia que despedaçavam meu coração.
  - Enquanto eu ficar encobrindo as suas besteiras, , você vai continuar sendo tão irresponsável. - eu disse, por fim, desvencilhando-me dela.
  - Mas eu prometo que não vou a um lugar como aquele mais. - ela falou indo até mim e me abraçando por trás.
  Senti meu corpo respondendo quando os seios dela se apertaram contra as minhas costas, e não tive força de vontade o bastante para sair do abraço.
  - Você falou a mesma coisa quando prometeu que não faria outra tatuagem.
  - Mas eu só tenho aquela tribal nas costas mesmo. Eu disse que ia fazer outra no bumbum só pra te irritar, mas não fiz. Vem cá, vou te provar que estou falando a verdade. - me pegou pela mão e me puxou até o banheiro do corredor.
  - , o que você está fazendo? - perguntei incrédulo quando a garota encostou a porta do sanitário e começou a desabotoar a saia.
  - Ah, Zack, fala sério. Até meus 15 anos você ainda entrava no meu quarto enquanto eu me vestia. - ela me lembrou revirando os olhos e continuou tirando a saia. - Pronto. Você está vendo alguma tatoo aí? - ela questionou ficando de costas para mim. Pensei em fechar os olhos e imaginar palmeiras e uma praia quando vi o bumbum perfeito e pouco coberto da minha irmã de criação, mas eu sou homem, afinal, e não consegui. estava usando uma calcinha preta e quando se virou para ficar de frente para mim, pude ver escrito "recharge energy" e o desenho de uma tomada. Desviei o olhar e troquei o peso do corpo, cantarolando mentalmente.
  - Tá, então eu não falo nada com nossos pais. Mas prometa que não vai mais a lugares barra-pesada nem sozinha nem com uma legião de amigos de confiança.
  - Ok, eu prometo. - disse olhando para mim e abotoou rapidamente sua minissaia. - Eu amo você, Zai! - ela pulou no meu pescoço sorrindo ao falar o apelido que me dera quando era pequena e que ainda usava comigo quando estávamos a sós.
  - Também amo você, .

Capítulo 3

  - Lar doce lar. - eu disse em alto e bom som quando entrei na sala da casa dos meus pais. Havia passado mais de dois meses fora fazendo shows, mas agora estava oficialmente de férias.
  Larguei minha pesada mala no chão e tirei a mochila das costas. Normalmente, meus pais e minha irmã me esperavam em casa quando não iam me buscar no aeroporto. Fui até a cozinha chamando por e pela minha mãe, subi as escadas e verifiquei os quartos; não havia ninguém por lá além de mim e a gata branca de , que me recebeu com um miado e roçou em minha perna. Fiz carinho na cabeça de Lulu e levei minhas coisas para o meu quarto.
  Depois de tomar um banho demorado, vesti uma cueca boxer e me esparramei na minha grande cama. Eu sonhava que estava fazendo bagunça com o All Time Low na piscina da casa de Rian quando alguém bateu forte na porta do meu quarto.
  - ZACK! LEVANTA E VEM AQUI PRA FORA. E VENHA VESTIDO! EU QUERO TE APRESENTAR UMA PESSOA. - gritou do lado de fora.
  Fui até o banheiro, lavei meu rosto e vesti uma bermuda e uma camiseta. Ainda estava de péssimo humor quando desci as escadas e dei de cara com minha irmã beijando o rosto de um rapaz.
  - Oi. - falei um tanto inseguro.
  - Que saudade de você, meu filhote. - minha mãe disse enquanto me abraçava. Perguntei-me mentalmente onde ela havia se escondido para que eu não a tivesse visto até aquele momento.
  - Vocês não foram me buscar no aeroporto, nem estavam em casa quando eu cheguei... Onde se meteram, hein? - questionei irritado.
  - Fomos almoçar no shopping. A queria me apresentar o namorado dela.
  - Que namorado?
  - Eu te falei do Lucas um monte de vezes, Zack. Não é possível que não lembra! - levantou-se ficando de mãos dadas com Lucas. Fitei os dois. Eles não combinavam em nada. O garoto era baixo para - ela não estava de saltos e ficava da mesma altura que ele -, o cabelo do menino parecia um ninho de passarinho e ele tinha dentes demais.
  - Você arranja um namorado novo a cada semana... Deve ser por isso que não me lembro. - respondi rabugento.
  - Zachary! - chamou minha atenção com os olhos arregalados.
  - Não liga pro Zack, Lucas. Ele só está com ciúmes. Eu vou buscar um suco. - minha mãe interveio fazendo-me corar.
  - Eu não tenho ciúmes de ninguém. - me defendi.
  - Olha, Zack, o Lucas é importante, e é por isso que estou passando pelo constrangimento de te apresentar a ele. Quer, por favor, ser educado e pelo menos apertar a mão do garoto? - pediu com a voz firme. Foi então que percebi que Lucas estava com a mão estendida já há algum tempo.
  - Prazer, Lucas. Eu sou o Zachary. E, ah, não faça minha irmã chorar ou eu quebro todos os seus ossos, ok? - apertei a mão de Lucas dizendo as palavras e forçando um sorriso.
  - Merrick, eu juro que... - começou a falar entre dentes, mas o seu namoradinho a interrompeu:
  - Tudo bem, . Seu irmão está certo. Obrigado, Zack. Você parece ser ainda mais incrível pessoalmente. Quero dizer, minha irmã assiste o seu DVD todos os dias, então estou um pouco acostumado a te ver pela TV.
  Respondi com um sorriso e caminhei até a cozinha.
  - Mãe, de onde a conhece esse menino? - perguntei com raiva. arranjava muitos rolos, eu também tinha os meus casos amorosos, mas ela nunca trazia um rapaz para apresentar para a família se não tinha fortes intenções com ele.
  - Ele estudou com ela na escola. Também vai para a Universidade Columbia depois do verão.
  - Caramba, ele também foi aceito lá?
  - Vai fazer Medicina. - minha mãe acrescentou e me encarou por alguns segundos, voltando depressa sua atenção à limonada que preparava.
  - Mas não me diga que eles vão morar juntos. Quero dizer, a ainda nem fez 19 anos e não é porque os dois vão para New York estudar que...
  - Zack, eles não vão morar juntos. - a Sra. Merrick disse as palavras pausadamente e frisando cada uma. - Só estão namorando e vão estudar na mesma universidade. Agora me ajude a abrir esses pacotes de cookies para servir junto com o suco.
  Revirei os olhos sentindo-me um pouco mais tranquilo, e fiz o que minha mãe pediu.
   só devia estar empolgada porque aquele era de fato a melhor pessoa que já havia aparecido na vida dela. Quero dizer, pegava bem apresentar para os pais um garoto que faria Medicina em uma faculdade da Ivy Legue. havia ganhado muitos pontos e bastante confiança quando chegou a nossa casa com uma carta de admissão da Universidade Columbia. Minha irmã cursaria Direito em uma das melhores faculdades do mundo e já estava de apartamento alugado em New York, com mudança planejada para logo. Talvez ela só estivesse empolgada com essa nova fase de sua vida ou querendo impressionar de verdade os nossos velhos, e eu deveria estar cobrindo minha mocinha de carinho e atenção, em vez de implicar com os garotos com quem ela saía. No entanto, quando entrei novamente na sala e vi a garota cheirando o pescoço de Lucas, minha vontade de paparicá-la virou pó.

   - Maninho, me empresta cem dólares? - falou entrando no meu quarto.
  - Ué, seu namoradinho já foi embora? - perguntei voltando minha atenção ao livro que estava tentando ler.
  - Sim, mas vamos sair à noite e eu não estou com dinheiro em casa. - ela respondeu pegando minha carteira na cômoda.
  - . - chamei a garota colocando o livro de lado e sentando na cama. - Senta aqui. - dei tapinhas no colchão indicando onde eu gostaria que ela ficasse.
  - Hum... - ela murmurou com a carteira ainda em mãos e me obedeceu.
  - Você vai para New York daqui a poucas semanas e eu não vou ter muito tempo com você. Quero dizer, você vai ver o Lucas todos os dias, mas a mim não... Por que a gente não faz alguma coisa juntos esses dias que eu estarei em casa?
  - Awn, Zai. - me abraçou ternamente e acariciou meu pescoço. - Eu prometo que vou passar os próximos dias inteiros com você. Mas hoje eu vou conhecer os pais do Lucas e depois nós vamos jogar boliche com os primos dele. Não posso desmarcar mesmo. Amanhã nós podemos ir ao clube, daí você chama seus amigos e eu convido minhas amigas. O que você acha? - ela perguntou me observando com os olhos brilhantes de empolgação.
  - Tá bom. - eu disse derrotado e recebi um beijo na bochecha.
  - Fofo! E obrigada pelo dinheiro. - ela disse por sobre o ombro devolvendo minha carteira à gaveta e saindo saltitando do meu quarto.

  Meus planos para aquela noite de sexta-feira eram tomar uma garrafa de vodka sozinho enquanto assistia a "A casa do lago" - o único filme que tinha e não estava com o DVD todo arranhado. Contudo, decidi modificar a agenda e me distrair de um jeito melhor quando Kate me ligou à noite perguntando se eu queria companhia para o jantar.
  Kate era uma amiga colorida de infância com quem eu havia dormido algumas vezes e que sempre estava pronta para me consolar. Eu sabia que não fazia bem algum a ela cada vez que ficávamos juntos, mas nós dois tínhamos 23 anos de idade e ela sabia que se me ligasse com alguma proposta daquele tipo, deveria saber que não significava que meus sentimentos por ela tinham mudado alguma coisa.
  Comemos comida japonesa no apartamento de Kate Adams, e já estávamos em nossa terceira garrafa de vinho quando ela começou a me beijar. Deixei que ela desabotoasse a minha camisa e a garota, por sua vez, permitiu que minhas mãos caminhassem pelo seu corpo livremente. Não nos demos o trabalho de ir para o quarto e fizemos tanto as preliminares como o próprio sexo ali mesmo no sofá da sala de Kate. Quando despertei no dia seguinte, ainda nu e com a moça deitada ao meu lado, eu não me lembrava de muita coisa sobre a noite, mas tinha certeza de que havia usado camisinha - o único fato que me importava realmente.
  - Kate? - chamei minha amiga enquanto me vestia.
  - Hum... Bom dia, Zack. - ela respondeu sorrindo, sem abrir os olhos.
  - Obrigado por ontem à noite. Eu marquei um clube com os meus amigos hoje, então preciso ir, ok?
  - Quando quiser repetir a dose, é só ligar, tá? Adoro suas visitinhas. - Kate abriu os olhos um pouquinho e riu maliciosamente.
  - Tchau. - respondi dando-lhe um beijo na testa. Terminei de pegar minhas coisas e segui para minha casa.
  Eu precisava buscar e chegar ao final do dia com a certeza de que havia aproveitado o máximo de tempo possível com ela. Eu necessitava daquele tempo com a minha menininha.

Capítulo 4

  O dia estava lindo. O sol brilhava a todo vapor, todas as pessoas em volta pareciam super animadas, a água da piscina era atraente e cristalina. Eu me esparramei na espreguiçadeira mais próxima a um guarda-sol que encontrei e abri uma latinha de Coca-cola para mim, passando outra para .
  Jack pegou no colo e pulou com a garota dentro da piscina, jogando água em todas as pessoas num raio de dez metros.
  - CARALHO, JACK! EU IA ME MOLHAR NA DUCHA PRIMEIRO! - a menina gritou para Barakat quando conseguiu recuperar o fôlego.
  - Ducha é pros fracos, ! - Rian falou rindo do lado de fora.
  - É mesmo? Zack e Alex, o que vocês acham de me ajudarem aqui? - perguntou piscando para nós. Catei Rian pela perna e pelo braço esquerdo, ao passo que Alex o pegou pelo lado direito.
  - ME SOLTA, PORRA! - Rian berrou.
  - OK, ALEX, ELE QUEM PEDIU! - gritei para Alex quando nos aproximamos da piscina. Balançamos Dawson pra frente e pra trás e o soltamos dentro d’água. Ele caiu como uma jaca madura molhando todo mundo que estava por perto. Virei para observar e ela estava se dobrando de tanto rir. A cena foi tão linda que eu sabia que minha raiva do namoro dela não significava mais nada.

  O restante das férias passou muito rápido. não estava disponível todos os dias, já que precisava dar atenção ao seu namorado, e eu passei todo meu tempo livre ensaiando. Os caras quase me mataram por fazê-los "trabalhar" tanto nas férias, mas eu sempre ganhava as brigas com um papo de termos que nos aprimorar para os fãs - meus amigos faziam qualquer coisa pelos fãs.
   mudou-se para New York duas semanas antes de começarem suas aulas em Setembro. Por causa de um show que faria em Manhattan na quinta-feira à noite, passei no apartamento da minha irmã, uma vez que já estava ali por perto mesmo. Era quase meia noite quando cheguei a casa dela, mas eu não chamaria aquele horário de tarde - afinal, nós havíamos sido criados juntos e eu já perdera a conta de quantas vezes havia socorrido de suas festas malucas no meio da noite.
  Eu havia ajudado a levar boa parte das suas coisas para seu novo lar, portanto sabia exatamente em qual porta bater. Na verdade, porém, eu não bati na porta exatamente - cheguei girando a maçaneta, imaginando que não seria irresponsável o bastante para deixar seu apartamento aberto na maior cidade dos Estados Unidos. É claro que eu estava errado - a porta estava destrancada sim.
  - ? - chamei entrando na sala. Ela não respondeu. Continuei caminhando, passando pelo pequeno corredor e vendo que ela não estava no banheiro também. - Garota, como você deixa a porta ab... - eu dizia enquanto abria a porta do quarto quando a cena me chocou o bastante para interromper a frase. estava por baixo de Lucas e os dois estavam... Eu nem mesmo conseguia pensar a palavra! Fechei a porta de uma vez e voltei para a sala a passos rápidos. Sentei-me no sofá e coloquei a cabeça entre as pernas na tentativa de fazer a náusea passar.
  - Zachary... - Lucas veio dizendo até mim.
  - Saia daqui, Lucas. Antes que eu perca o resto da minha curta paciência e encha a sua cara de socos. - falei sem olhar na cara do rapaz. Ele não respondeu, mas me obedeceu. Escutei o barulho da porta abrindo e fechando antes que chegasse à sala.
  - Zack... Ué, onde está o Lucas? - ela perguntou confusa.
  - Eu mandei o garoto embora. - respondi entre dentes encarando-a.
  - Olha, eu sinto muito por você ter visto isso, mas eu não tive culpa. Você quem chegou aqui sem avisar e já foi entrando... - falou levantando as mãos como quem se rende.
  - Eu não pensei que precisava avisar a minha irmã quando viesse dormir com ela, já que eu faço shows pelo país inteiro sempre e ela sabe que New York é um dos estados para onde eu vou com mais frequência junto com a banda. Aliás, eu pensei que Lucas só se mudaria na semana das aulas. Mas é claro que era mentira! Pra que mais você faria questão de vir pra New York assim tão cedo? - cuspi as palavras deixando a raiva e a irritação transbordarem.
  - Não fale comigo como se eu fosse uma garotinha cheia de vontades, Zachary! Eu sou adulta e transo com quem eu quiser, quando eu quiser e aonde eu quiser, você escutou? Eu mereci a confiança que nossos pais depositaram em mim! - respondeu no mesmo tom de voz. Bufei e comecei a caminhar de um lado para o outro da sala. Depois de alguns minutos, contudo, colocou-se na minha frente e cruzou os braços, impedindo que eu andasse.
  - Olha, eu sei que você é meu irmão e se preocupa comigo, mas isso já está ficando fora de controle. - ela disse, por fim, em seu jeito "quero resolver as coisas".
  - Nós não somos irmãos. - falei sério.
  - Ótimo! Você e nossos pais levaram dez anos da minha vida para me convencer que eu não precisava ter o sangue de vocês para ser considerada da família e agora você vem com esse papo. - ela disse e rolou os olhos.
  - Não, . Você não está entendendo. O problema é que eu não te vejo só como minha irmã. Por isso que as coisas estão fora de controle.
  - Como assim?
  - Desde que você chegou lá em casa pouco depois de fazer 15 anos com aquele namoradinho tosco, aquele do skate, lembra? - ela assentiu pensativa. Continuei: - Desde então eu não tenho sentimentos de irmão por você mais. Eu percebi que meu ciúme nada tem a ver com cuidado e preocupação de família. Eu percebi que seu cheiro e seu corpo não são nada fraternais pra mim... Eu não sei por que sou doente o bastante para confundir esse tipo de coisa, e juro por Deus que já tentei reverter isso inúmeras vezes, mas eu não consigo! Eu te amo, .
  - Eu sei que você me ama... - ela murmurou automaticamente.
  - Não, não sabe! - peguei pelos ombros e olhei dentro dos olhos dela. - Eu amo você como Merrick, a garota linda e atraente que não abaixa a cabeça pra ninguém e deixa qualquer homem louco quando quer. Eu não te amo como a fofa a quem ensinei a pescar e a jogar bola. Eu te quero como mulher e não como minha irmã.
   não respondeu, não gritou, não chorou, não saiu correndo, não teve qualquer reação. Ela apenas ficou ali estática me encarando com um olhar vago.
  - Fale alguma coisa, pelo amor de Deus! - eu disse jogando os braços para o alto e voltando a me sentar no sofá dela.
  - Vá embora, Zachary. - ela falou baixinho, por fim.
  - O quê?
  - Sai daqui ou saio eu. Eu quero pensar... Eu... - ela cobriu o rosto com as mãos e virou-se de modo a ficar de costas para mim.
  - Certo. Eu entendo. - respondi e saí do apartamento dela o mais rápido que pude.

Epílogo

  Uma semana se passou sem que desse qualquer sinal de vida. Não fui para a casa dos meus pais naquele período de tempo e quando conversei com eles pelo telefone percebi que ela não havia contado nada ao senhor e à senhora Merrick sobre o que eu lhe dissera. Minha mãe perguntou por que eu e havíamos brigado, mas eu apenas respondi que nos desentendemos como das outras vezes e a garota estava mais temperamental agora, então voltar às boas não estava sendo tão simples como antes. Recebi um "vai dar tudo certo, vocês são assim mesmo" da matriarca da minha família e tive de me contentar com aquela esperança por um tempo.Pouco antes de completar quinze dias desde a minha última conversa com , decidi parar de conter minha necessidade de saber como ela estava e fui até seu apartamento. Bati incansavelmente na porta, mas ela não atendeu. O porteiro do prédio disse que ela provavelmente estava para a universidade e que costumava chegar por volta das cinco horas da tarde. Voltei ao local no horário indicado, mas, novamente, não consegui falar com ela. No dia seguinte, fui outra vez à procura de minha irmã de criação. Era sábado e, se ela não estivesse em casa, pelo menos um bilhete eu deixaria. Depois de chamar no apartamento e não obter resposta, escrevi algumas palavras num pedaço de papel e o enfiei por debaixo da porta. A singela carta dizia:

  ,
  Eu sei que fui um estúpido quando lhe disse todas aquelas coisas e agora eu só quero desesperadamente ter a chance de me desculpar. Não vou dizer que não estou magoado, que meus sentimentos com relação a você mudaram, nem que estou arrependido deles. Eu só quero que você me perdoe pelo modo como lhe contei tudo isso - não foi justo nem com você nem comigo mesmo. Então, apenas me dê a chance de dizer olhando nos seus olhos que eu sinto muito, e que eu continuou sendo o "Zai" de antes - aquele irmão mais velho chato que vive pegando no seu pé e só sabe se preocupar com você.
  Meu endereço e meus telefones são os mesmos. Eu não vou mais te ligar. Vou esperar até que você esteja pronta para conversar comigo de novo.
  Eu te amo - sempre amei, sempre vou amar.

Zachary.

  Desci as escadas do prédio lentamente, pensando em como eu havia feito tudo errado. No entanto, não parecia haver jeito certo de lidar com aquilo. O que eu deveria fazer? Passar o resto da minha vida apaixonado por ela, dando crises de ciúmes e resignado por não ter tentado? era minha melhor amiga, mas eu havia escondido dela por anos a maior parte de mim - o "Zai" que a amava ardentemente e entraria na frente de uma bala por ela.
  As lágrimas encheram meus olhos quando pensei que minha estupidez estava significando perder a melhor coisa do meu mundo - minha irmã, minha melhor amiga e o amor da minha vida -, mas eu sabia que não havia mais nada que eu pudesse fazer por toda aquela situação.
  Acomodei minha mochila no banco ao lado e girei a chave na ignição do carro. Foi então que escutei alguém gritando o meu nome.
  - Zachary! - ela repetiu com a voz ofegante.
  Saí de dentro do veículo às pressas e observei correndo na minha direção trajando apenas uma toalha e com o bilhete em uma das mãos, ao passo que a outra se mantinha firme junto ao busto, a fim de segurar o pano junto ao seu corpo.
  - ! - caminhei a passos rápidos até ficar de frente para ela e estaquei ali, sem saber se poderia abraçá-la ou algo do tipo.
  - Nós precisamos conversar. - ela disse, por fim, e me encarou com os olhos cheios de lágrimas. Assenti freneticamente e a segui para dentro do edifício novamente.

   - Eu não posso perder você, Zai. - disse quando já estava devidamente vestida e calma. Naquele momento, nós nos encontrávamos sentados na cama dela e minha irmã me encarava com os olhos lacrimejando.
  - Minha intenção em te contar isso tudo não foi essa, acredite. Eu provavelmente nem teria feito isso... O que me incentivou foi o calor do momento, se é que você me entende.
  - É, eu entendo... Mas eu amo você como o meu Zai. Meu irmão fiel e charmoso, sobre quem eu me gabo por ter na família. Você me entende?
  - Você está apaixonada pelo Lucas...
  - Mesmo se eu não estivesse as coisas ainda seriam assim. Eu continuo querendo você fraternalmente falando. Me perdoe...
  - Eu não tenho que te perdoar, . Eu sou um doente, né? Eu troquei suas fraldas até ontem.
  - Eu não usava fraldas mais quando fui adotada pelos seus pais. - ela deu um sorriso amarelo ao pronunciar a frase.
  - Você entendeu.
  - Isso não é doença, Zack. Poderia ter acontecido comigo também. Eu preciso que você me perdoe por não sentir as coisas do mesmo jeito.
  - Não preciso te perdoar, . Você vai continuar sendo parte da família também. E se não quiser contar a nossos pais sobre isso... Eu até prefiro assim.
  - Eu também prefiro assim. Então, fica tudo bem entre nós?
  - Desde que a vida sexual um do outro continue sendo nosso assunto tabu e totalmente restrito, sim.
  - Ok. Vou trancar a porta do apartamento daqui pra frente.
  - Combinado então. - me abraçou e acariciou minha nuca em resposta, como sempre fazia. Aquele era seu abraço "eu me preocupo com você e sou sua irmã", e eu soube naquele momento que pelo menos essa parte dela eu continuaria tendo. E fiquei razoavelmente feliz. Talvez sem a mulher, eu sobrevivesse, afinal; no entanto, eu nunca sobreviveria sem a minha irmãzinha.

FIM



Comentários da autora

  OI, LEITORAS LINDAS! *-* Essa é primeira parte de uma ?série? que deve ter pelo menos três histórias. A segunda parte ainda está em fase de "pré-produção" na minha cabeça, mas acho que o nome dela será Spouses. Bom, espero que tenham gostado. Levei duas noites para escrever essa fanfic e a ideia meio que já existia na minha cabeça, mas eu nunca sabia como começar a colocá-la no Word. Dessa vez consegui chegar num resultado que me agradou e eu quis compartilhá-la com vocês. Gostaram? Então me diga nos comentários, hein? Um beijo! xx