A Vida dos Patriarcas

Escrito por Josie | Revisado por Lelen

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Capítulo 1 — A Descendência de Mahalalel

  Quando Mahalaleel ben Cainan, o 5º Patriarca, nasceu em 29 de maio de 3604 a.C., seu pai, Cainan ben Enos, tinha 69 anos e sua mãe, Mualeleth Bit Enos da Mesopotâmia, tinha 81. Ele teve pelo menos 11 filhos e 4 filhas com Dinah bat Baraki'el. Faleceu em 15 de janeiro de 2708 a.C., aos 895 anos, e foi sepultado em Cainan.  Em 22 capitulos, conhecemos a vida de , filho de Mahalaleel até os netos de Noé.

  3572 A.C
  Enquanto os descendentes de Sete, o filho de Adão cresciam e se multiplicavam e invocavam o nome de Deus, os descendentes de Caim cresciam na maldade. Se davam a festas, casamentos, diversões e promiscuidades. Eles andavam completamente nus pela cidade, apenas com peles de animais. Os descendentes de Caim fumavam ervas, que hoje conhecemos como drogas, chamadas de Flor da Alegria. A Flor da Alegria era uma substância que quem a consumisse, veria coisa até onde não tem. Quem dela toma, se perde para sempre. Pois ela faz seus desejos mais primitivos ganharem força. Enquanto os descendentes de Caim tinham prazer na iniquidade, os descendentes de Sete cresciam na retidão. Nas montanhas do Ararate, quando aquele lugar ainda não era conhecido como Ararate, antes que nascesse e antes que os anjos caídos sequer pensassem em cair, antes mesmo que Deus e seus anjos e arcanjos decretassem que aquela montanha se chamasse em Monte Harmon, a mulher de Mahalalel, Dimah, concebeu. Mahalalel tinha 32 anos e ela quarenta e seis. E Dimah deu a luz um menino, de nome que quer dizer "O Senhor deu". E quando fez dezesseis anos, Dimah deu a luz uma menina e a chamou de Adah, que significa " adorno e beleza ".  Dez anos depois quando fez vinte e seis anos, nasceu . E é aqui que começa nossa história.

  POVOADO DE ARARAT, ANO 3544 A.C
  Tambores eram ouvidos. Os descendentes de Caim se davam a festas e diversões. Seres híbridos habitavam entre eles. Eles gritavam, faziam festas, se davam a todo tipo de prazer predatório e selvagem. Enquanto isso os descendentes de Sete buscavam a retidão. Os descendentes de Sete que ainda não se renderam ao vampirismo que Awan mãe dos filhos de Caim gerou, mantinham-se santos. Os descendentes de Caim habitavam em Nod a grande cidade, mas os descendentes de Sete na montanha.
  — Quem é Deus para nos controlar — disse uma moça da cidade em risos.
  — Lá vem , o descendente de Sete. Ele sempre compra cevada de nós. — Apontou um homem alto e musculoso, provavelmente descendente de Caim.
  — Olha ele está carregando um bebê — repara outro morador. — Com certeza, outro setista.
  Eles riam de e o bebê.
  — Vamos pequeno , vai ficar tudo bem... — prometeu aninhando seu bebê em seus braços.
  — Sai daqui bichinho — disse um adolescente. — Não vê que ninguém aqui gosta de você e dos seus.
   apressou seus passos, indo comprar mantos de bebê. Comprou de um comerciante e seguiu para casa. Mas no caminho ouviu:
  — Olha como ele se acha! Vamos desprezar ele toda vez que vier.
  — Poderíamos conquistar a confiança dele para depois bater nele — disse um mais ousado com um sorriso maldoso nos lábios.
   voltou para a montanha. Seus pais, Mahalalel e Dimah já o esperavam. A pequena Adah de dez anos sorriu para ele. Aparentemente ela o esperava. Dimah por sua vez esperava mais um bebê. O pequeno ou a pequena que estava na barriga da mãe, enquanto tinha apenas alguns meses, era esperado que fosse um terceiro menino. depositou no berço de palha e começou a ver a lenha se enchendo de fogo. Agarrou com força sua boneca de palha, a mesma que sua mãe havia lhe dado quando ele fez quatro anos. Agora tinha vinte e seis. O sol roxo começava a clarear, dando sinal de que entardecia. As risadas lá fora continuavam, mas agora tinha uma determinação juvenil que nem mesmo ele sabia ter.  A determinação em proteger seus irmãos mais novos. e Adah ainda eram pequenos, não sabiam o que era mal. Horas passavam, estações mudavam, sol entrava, noite também e foi assim, que após meses Dimah sentiu as dores do parto. ajudou a mãe a parir e logo nasceu uma menina, a de beleza estonteante Zilá. E Mahalalel a chamou assim pois a bebê era a sombra de Adah. O sol amanhecia e Dimah amamentava os pequenos e Zilá. Aquele era o oitavo ano da vida de Lamech, descendente de Caim também. Sem que fosse notado, destinos se entrelaçavam...

CONTINUA...



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