As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 1

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

  — Que tal... Folhado de pêssego no recheio? — Ouvia %Tiffanny% dizer ao meu lado. Ela sempre me pede opinião para tudo. Eu sabia que ela queria me agradar, mas não poderia ser, não sei, uma surpresa? Mesmo tendo melhorado de quando estávamos começando a morar juntos e ela me ligava a cada dez minutos perguntando sobre minha opinião, eu ainda tenho esperanças de que um dia o número de vezes que dou minha palavra em uma decisão dela seja zero.
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  — Pode ser — respondo, olhando a embalagem de uma outra coisa.
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  Seu silêncio lhe entregou. Eu sei que ela acha que eu não estou dando a mínima. Eu não estou dando a mínima. O bolo era para meu amigo, não para mim. Tudo o que o marido deve fazer em uma situação como essa, é pagar a conta. Decidir é decisão da mulher.
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  %Any% era minha irmã menor. Três anos. Ela e Jared, meu melhor amigo de infância, se casaram. Não, eu não esperava por isso. E não, eu não era o típico irmão ciumento. Para dizer a verdade, ter eles juntos foi a melhor coisa que ocorreu. Não me preocupar com agregados desconhecidos na família foi uma benção, já que eu não sou a melhor pessoa para fazer sala para estranhos.
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  Já %Tiffanny% é a melhor amiga de %Any% desde... Sempre.
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  %Tiffanny% nunca foi A mulher da minha vida. Ao contrário do que pensam, ela era apenas a melhor amiga da minha irmã que vinha brincar de bonecas e então passou a sair em casais com %Any% e os rolos dela. Foi quando Garrett Nickelsen, um amigo delas que estava na minha sala na época, começou a namorá-la. Era bem esquisito ter um colega meu na minha casa, acompanhando a melhor amiga da minha irmã. Fora aí que eu resolvi prestar atenção em %Tiffanny%. E para ser sincero: Não me arrependo nada. %Tiffanny% e Garrett namoraram por anos. Tantos anos que eu já nem lembro mais quantos foram. Só sei que o dia que eu decidi conquistá-la, demorou mais três anos para tê-la. Ela não era uma garota fácil e Garrett sabia exatamente como fazer para tê-la consigo.
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  Eu nunca pediria para %Any% me ajudar a ficar com %Tiffanny%. Minha irmã era o tipo de pessoa que não aprovava o namoro da melhor amiga com o irmão dela. Por mais que meu ponto sobre evitar agregados estranhos fizesse muito mais sentido, %Any% sempre foi mais possessiva com as pessoas próximas a ela.
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  — A amiga é minha e ponto — ela sempre dizia quando travávamos uma guerra sobre me ajudar e não me ajudar a conquistar %Tiffanny%.
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  Então eu estava sozinho. Tinha de tentar conquistar %Tiffanny% da minha maneira. Vamos dizer que o caminho que eu escolhi não foi muito boa, por isso, fiquei três anos inteiros correndo atrás dela. Porém, valera a pena, para mim. %Tiffanny% e %Any% eram a dupla-gostosa do colégio. Lembro de todos tirarem uma com a minha cara porque eu era irmão de uma delas, então era uma opção a menos para mim. Como se eu me importasse com aquilo na época. Eu só fui gostar da %Tiffanny% quando estávamos na faculdade.
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  De qualquer maneira, eu e Nickelsen nos damos bem, apesar de eu ter roubado sua namorada e ele ter me dado um belo soco no nariz, o que acabou quebrando meu nariz e o dedo dele. Já comentei que tenho um nariz um pouco grande? No final das contas, nós dois crescemos e nos tornamos adultos. Ele está aproveitando bem a vida e eu estou feliz com minha mulher, então não há porque nos odiarmos.
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  Patrick é meu primogênito. %Tiffanny% apesar de falar para %Marina% que ama os dois igualmente, sabe tanto quanto nós de que Pat é o favorito dela. E não é porque ele fizera algo melhor ou porque %Marina% fizera algo pior. Ela simplesmente é apegada ao nosso filho. Assim como eu sou à nossa filha. É justo. O problema é que eu sempre tenho de ceder para %Tiffanny%, o que acaba tornando um pouco desfavorável para %Marina%.
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  Sinto meu celular vibrar em meu bolso e o pego, o atendendo e olhando %Tiffanny%, que falava com alguém no celular dela, enquanto olhava as embalagens e colocava-os dentro do carrinho que eu empurrava.
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  — Pai, pode vir me buscar? — Ouço a voz fina de %Marina%.
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  — Agora? Estou no meio das compras com sua mãe.
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  — Mas minhas amigas já foram embora... — %Marina% sabe que eu nunca resisto à manha dela. %Tiffanny% odeia isso. Ela sempre diz que eu deveria ser mais severo com nossa filha. Vamos dizer que eu sou a ovelha branca e ela a negra. Tanto para Pat quanto para %Mary%. Ela gostava das coisas certas e eu não me importava muito com isso, por isso os dois sempre acabavam vindo pedir tudo para mim.
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  Respiro fundo.
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  — Tudo bem, estarei aí em vinte minutos.
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  — Pai...
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  — %Marina% — falo sério.
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  — Tá bem... — Da mesma maneira que sei sobre a manha dela, ela sabe sobre meu tom quando estou falando sério. Como todo pai, se o nome dela é soado de forma clara e objetiva, é porque não irei ceder, então ela mesma o faz para o nosso bem. — Mas não demora.
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  — Não vou. — E desligo, vendo que %Tiffanny% esperava eu sair do celular.
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  — Precisa ir pegar Patrick na faculdade. Ele disse que você não deixou ele pegar o seu carro. — Vi seus braços longos se cruzarem em frente ao peito, como se iniciasse seu processo de me julgar porque não permiti que seu querido filho tivesse conforto.
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  — Eu precisava dele para vir para cá, certo? — digo, tentando ignorar sua posição de ataque e devolvendo o celular no bolso.
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  — Nós poderíamos ter vindo com o meu.
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  — %Tiff%, se Pat pode dirigir, %Mary% também poderá — falo sério e ela revira os olhos.
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  — Já conversamos sobre isso.
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  — Então não reclame sobre minhas decisões.
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  — Pat já é homem.
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  — %Mary% está quase com 18 anos e sequer dirige — finalizo a conversa. Ela sabia que era injusto com nossa filha, já que todos os jovens da idade dela já tinha uma carta de motorista há quase dois anos. Ela não gostava de saber que %Marina% dirigia. Era a favor de homem na direção, não a mulher. Apesar de dar a desculpa de que era apenas um sentimento de segurança que tinha com ela, a verdade era que ela sabia muito bem como a filha era; se deixarmos %Marina% possuir carro, raramente a veremos em casa, fora de problemas. — Vou buscá-los e volto para cá. — Deposito um beijo em seus lábios e me afasto, me dirigindo rapidamente para fora de seu alcance antes que ela teimasse em ganhar uma discussão que eu raramente vencia.
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  — Pai! Fala para o Pat vir ajudar com as compras? — %Marina% falava nervosa enquanto carregava diversas sacolas para dentro de casa. Pat havia saído correndo do carro dizendo querer ir ao banheiro e sumiu. — Ele sempre dá a desculpa do banheiro!
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  Olho para %Tiffanny% cansado. Ela suspira, balançando a cabeça e murmurando um "eu vou" e saindo da cozinha, indo em direção ao segundo andar.
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  — %Marina%, pare de ficar vendo o que seu irmão faz ou não. Faça você o que tem de fazer e eu e sua mãe lidamos com ele mais tarde — digo sério. No final, era sempre assim, eu lidava com ela e %Tiffanny% com Patrick, gostaria que fosse diferente, pois desde a gravidez dele imaginava que teríamos a relação de “pai e filho = melhores amigos”, mas acabou que eu e minha esposa temos mais jeito com o sexo oposto.
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  Patrick é dois anos mais velho que %Marina%. Apesar de ambos estarem na faculdade, Patrick mora com os amigos em uma república. %Marina% diz gostar de morar em casa porque é na mesma rua das suas duas melhores amigas, %Natalie% e %Caroline%. %Marina% e %Natalie% estudam juntas desde o início do colegial e, desde então, %Natalie% é como se fosse nossa terceira filha, não sai de casa e %Marina% não sai da dela. %Caroline% apareceu assim que as duas entraram na faculdade e passou a ser uma visita agregada daqui de casa. Até agora.
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  — Pai. — %Marina% tirava as compras das sacolas, enquanto %Tiffanny% e Patrick entravam na cozinha e iam até o outro lado da bancada, guardando tudo o que %Tiff% havia comprado. Balanço a cabeça, dando permissão para ela continuar. — Já que estou na faculdade e mamãe havia dito que já estava na hora de eu começar a ter uma vida minha...
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  Droga. Essa conversa não seria muito boa. Para ser sincero, venho temendo ela faz um tempo, especificamente desde que recebemos a carta de aceitação de sua faculdade. %Tiffanny% desviou sua atenção para nossa filha com um pequeno sorriso no rosto. Por que eu tenho a ligeira impressão de que as duas tiveram essa conversa antes de entrarem no assunto comigo? Suspiro e balanço a cabeça novamente, indicando de que eu estava prestando atenção.
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  — Posso morar com a %Naty% e a %Carol%?
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  Me calo, pensando em uma resposta apropriada. Não poderia encará-la agora, pois meu coração se derreteria e me parece um pouco injusto com Patrick, que chutei de casa assim que pude para que ele deixasse a preguiça de lado e começasse a ter uma boa vida social, como todo garoto universitário.
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  — Não acho que os pais dela se importarão, já que você praticamente passa metade do ano lá, sendo que a outra metade, %Natalie% passa aqui. Seu quarto é grande o suficiente para mais algumas camas — falo tranquilo e %Marina% respira pesado impaciente.
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  — Pai! Não é isso!
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  A olho confuso. %Tiffanny% colocou sua expressão séria no rosto e, como sempre, cruzou os braços ao não se ver satisfeita com algo que fiz. Sempre desejei que as duas se dessem melhor, como a relação que sonhei em ter com Patrick; parando para observar a situação agora, não sei o que pensava quando achei que melhoraria o ambiente dentro de casa. Olhei para Patrick e ele parecia interessado em minha resposta. Provavelmente, em sua cabeça oportunista, ele procurava uma brecha para expor seu drama de viver em uma república.
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  — Clarifique — peço e ela se senta no banco da bancada.
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  — Bom, Pat mora com os amigos. Eu queria saber se eu podia morar com a %Naty% e a %Carol% num lugar só nosso. Um apartamento perto da faculdade, sabe?
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  — Morar as três? Sozinhas? — pergunto sério e ela receia, concordando com a cabeça. — Negativo.
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  — Pai... — E lá vamos nós com %Marina% e sua manha.
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  — Amor, não seja tão rebelde — %Tiffanny% diz amorosa e eu reviro os olhos.
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  — Três garotas que acabaram de começar a faculdade morando sozinhas num apartamento perto da faculdade? %Tiffanny%, preste atenção na sentença! Garotas. Calouras. Sozinhas. Faculdade.
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  — Eu já analisei essa sentença diversas vezes, John, pode ter certeza. — Seu tom de voz é o mesmo que ela usa para dar um basta em meu chilique. Me recuso a ceder, já que estamos falando de %Marina%. Balanço a cabeça.
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  — Podem esquecer. Eu sei muito bem como é a vida de garotas calouras. Se na minha época era um absurdo, agora não me surpreendo em ver tantas garotas grávidas.
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  — Mas...
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  — %Marina%.
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  Ela se cala emburrada. Sua sorte é que sua mãe é teimosa. E quando %Tiffanny% O’Callaghan cisma com alguma coisa, %Tiffanny% O’Callaghan não desiste até conseguir.
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  — E se Patrick morar com as três?
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  — Quê? — %Marina% levanta a cabeça, mais chocada que eu com a proposta.
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  — ‘Tava demorando... — Finalmente ouço a voz de Pat entediado. — Mãe, não inventa.
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  — Oras, sabe que não gosto muito dos colegas de apartamento de Pat. — %Tiffanny% nunca ia com a cara de ninguém que abusa de seu filhinho amado. Os garotos que moravam com Pat eram mais velhos, portanto, é da lei dos universitários que os mais novos devem passar pela mesma dificuldade que eles sofreram quando tinham veteranos. Assim, Pat era feito de escravo, o que eu achava ótimo, já que em casa ele raramente ajudava nas tarefas. — E %Natalie% já é da família. Seria melhor que ele saísse de lá e tenho certeza que Lauren ficaria aliviada em saber que haverá um homem para cuidar das duas. %Caroline% é uma boa menina, gosto dos pais dela.
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  — Desde quando Pat cuida de mim e da %Naty%? Além disso, ele nem conhece a %Carol%!
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  — Eu cuido da %Naty% e posso até cuidar dessa %Carol%, mas quem se importa com você? — Pat sorri e %Marina% taca um dos sabonetes que tirava da sacola em sua direção.
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  — Patrick — falo sério e ele apenas fica de risadinha. Ele era o típico irmão mais velho, terrível com %Mary%.
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  — Irá cuidar da sua irmã, sim senhor, Patrick! — %Tiffanny% disse, séria. Ele levantou os ombros e, com a voz arrastada, concordou com a barbaridade:
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  — Saindo de lá ‘tá de boa para mim. Aqueles caras estão acabando com a minha paciência. Estou prestes a tacar fogo na cama de um.
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  Suspiro. O ruim de %Tiffanny% é que ela tem uma ótima cabeça e sempre tem novas ideias que agradam sempre as outras pessoas. As outras pessoas, não a mim. Na maioria das vezes, as ideias são usadas para me convencer a fazer algo que ela quer.
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  — Então? — Olho para os três. Ótimo. Os três estavam de acordo. Eles não podiam facilitar a minha vida e um deles discordar? Suspiro.
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  — Tenho escolha?
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  %Tiffanny% sorri e %Marina% dá um pequeno pulo animada, vindo até mim, agarrando meu pescoço e beijando minha bochecha. Nunca admitirei que me arrependi um pouco de não ter permitido antes.
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  — ‘Brigada papai! — ela diz sorrindo e sai correndo da cozinha para provavelmente ligar para as amigas.
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  — Claro, é assim que ela vai provar que cresceu — Pat diz para si mesmo e se cala ao ver que eu e %Tiffanny% olhávamos para ele sérios. — Ah, já que %Mary% ganhou o que ela quis, eu posso pedir algo também?
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  E lá vamos nós. Apesar de distantes, eu e Patrick temos uma conexão forte, que transmite exatamente o que ele está pensando para mim.
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  — Pronto. É só ceder um braço que já me vem querendo o corpo inteiro — murmuro e %Tiffanny% me dá um tapa.
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  — Peça, amor — ela diz carinhosa e Pat se mexe no banco que estava sentado.
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  — Posso ter um carro?
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  Olho para %Tiffanny%, querendo muito que ela entenda o que quero dizer “Está vendo o que você causou?”, mas ela somente me enviou um olhar de quem cuidaria de tudo.
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  — Patrick, um carro?
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  — Ora, vocês vão comprar um apartamento para a %Mary% porque ela quer morar com as amigas dela! Por que não posso ganhar um carro? Eu já estou há mais tempo sofrendo e nunca ganhei nada!
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  Tenho certeza que ele treinou isso por horas para falar algum dia. Decidi me manter calado e ouvi %Tiffanny% suspirar, pensando um pouco para enfim dizer:
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  — Eu e seu pai vamos conversar sobre isso — ela diz para Pat, que faz uma careta. — Um carro não é como um apartamento, filho. E você teria de sempre levar as meninas até o campus delas.
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  — Eu levo! — ele diz rapidamente. — Levo e busco.
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  %Tiffanny% olha para mim. %Marina%, %Caroline% e %Natalie% estudavam de manhã e era sempre eu ou o pai de uma delas que as levavam para a faculdade, já que, na opinião das mães, o horário da manhã era extremamente perigoso das três andarem sozinhas na rua.
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  — Ou podemos achar um ‘apê’ perto da faculdade delas e eu ir de carro para a minha. — Pat sorri. Esse é filho da mãe mesmo. Sabe pensar rápido quando é algo do interessa. O pior de tudo é %Tiff% aceitar.
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  — Não é uma má ideia.
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  Ficamos os três calados. No final, era claro que eu quem daria a palavra final. Apesar de ser pai e %Tiffanny% ter a voz autoritária para a maioria das decisões, nós havíamos combinado que eu não poderia ser o pai que concorda com tudo e apenas faz o que a mãe manda. Eles perderiam o respeito por mim e passariam somente a ouvi-la. Além disso, sou o responsável por trazer o dinheiro para casa, então é claro que tenho uma participação importante em todas as decisões que envolva gastar mais dinheiro do que eu trago mensalmente.
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  — Vou pensar no seu caso — finalizo a conversa, fazendo com que Pat fechasse a cara.
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  — Ele foi com Garrett na oficina pegar o carro dele — %Any% dizia sorrindo enquanto entrávamos na casa dela e de Jared. Os dois eram o típico casal que se amam e isso é o suficiente. Sem filhos. Meus filhos eram os filhos deles. — Fiz a torta de abóbora que você tanto ama, meu amor — ela diz amorosa para Pat, que retribui passando a mão na barriga e a fazendo rir. Como se não bastasse os mimos de %Tiffanny%, %Any% também ajudava. Minha irmã me adorava tanto que dificultava a situação com %Marina%.
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  Ela ficou esperando por algum anúncio de que a tia preparara algo para ela também, mas a única coisa que recebera fora um "como está linda!". Fecho os olhos com uma expressão de dor e ao abrir, a vejo cabisbaixa com %Natalie% num canto da casa.
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  — %Any%, você também não ajuda, né? — murmuro, depois de ter cumprimentado todos na festa. — Por que é que você faz coisas para o Pat e diz na frente da %Marina%, se não fez nada para ela?
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  — Ora, John, deixe de ser tão justo com os dois! Da última vez fiz a torta holandesa só para %Mary%. — E isso era verdade. Eu odiava quando %Any% estava certa, porque ela demonstrava de uma maneira bastante superior, diferente de agora, cuja preocupação era a chegada do marido ao invés de brincar com o irmão mais velho. — Oh meu Deus, ele chegou! — Ela corre até o interruptor e apaga a luz, fazendo com que todos se calassem.
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  Não demora muito para Jared entrar conversando com Garrett e nós berrarmos um "Surpresa!", o fazendo pular e então rir feliz.
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  A festa foi mais adulta do que para os jovens, de modo que quando vimos, eles estavam em um canto da sala tentando arranjar a própria maneira de se divertirem enquanto os pais aproveitavam o momento de descontração.
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  — Amor, pode chamar a %Mary%, por favor? — Ouço a voz de %Tiffanny% horas depois do início da festa. Acho que éramos mesmo os últimos, para variar. %Tiffanny% sempre ficava até mais tarde para poder conversar com %Any% sozinha. O problema não era esse. O problema era que no dia seguinte elas se encontravam e continuavam a conversar. Não sei de onde surge tanto assunto assim. Concordo com a cabeça e me viro, indo até um canto da casa, onde %Natalie% e %Marina% conversavam animadas sobre o novo apartamento que eu e os pais de %Natalie% e %Caroline% concordamos em comprar.
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  — Garotas, vamos? — falo com as mãos no bolso e vejo-as sorrirem para mim e concordarem com a cabeça. Uma coisa que %Marina% puxou de %Tiffanny%, foi o dom de nunca acabar o assunto. Assim como a mãe e %Any%, %Mary%, %Caroline% e %Natalie% não paravam nunca de se falar. Acho que nunca vi as três brigarem na vida.
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  As sinto atrás de mim, quando me aproximo de %Tiffanny% e deposito minha mão em sua cintura, fazendo-a então se despedir por completo de %Any% com um abraço. Dou um beijo na bochecha de minha irmã e saio de casa, indo em direção ao carro com minha mulher ao meu lado. Pat já havia se despedido e esperava dentro do automóvel no celular.
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  — Pai, posso sair com meus amigos? — ele pergunta assim que eu entro no carro.
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  — Agora? — %Tiffanny% quem responde. Era sempre assim, quando mexiam com seu menino, ela virava eco, respondia por mim.
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  — É, ué! São meia-noite e quinze ainda, mãe — ele dizia mais meigo. Abro um pequeno sorriso ao ver como Pat sabia lidar com a mãe. Ver %Tiff% passar por maus bocados com o filho era muito divertido, já que eu nunca tive a mesma sorte de conseguir a proeza.
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  — Podemos ir com Pat? — %Marina% diz animada, enquanto %Natalie% apenas observava a conversa, sentada entre os dois.
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  — Não — eu mesmo respondo dessa vez.
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  — Mas pai, ele vai sair com os amigos dele e nós duas vamos nos encontrar com nossas amigas na lanchonete! Anda pai, por favor! — Ela se inclina para perto de mim e %Tiff%. — Mãe...
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  Ligo o carro, ignorando o fato de que %Tiff% me olhava, esperando que eu respondesse.
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  — Eu levo elas e depois busco — Pat diz. Esses dois eram piores do que manada de elefante juntos quando se juntavam.
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  — Hoje é sábado, amor. — %Tiffanny% queria que os três não ficassem em casa. Ela adorava sábados à noite. Desde nosso início de relação, ela sempre dava um jeito de me fazer chamá-la para sair de sábados. Ela dizia ser bom porque não fazia nada o dia inteiro e podia dormir a hora que quisesse. Nós nunca dormíamos no sábado, se é que estou sendo claro.
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  — Certo — respondo e ela sorri junto com os três do banco de trás. — Mas sem voltar tarde.
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  — Vamos voltar cedo — Pat diz, animado.
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  Sorrio, certo de que essa era uma promessa que eles não iriam cumprir. Eu apenas teria de acordar no dia seguinte e dar-lhes um sermão. Ser pai não é tão difícil.
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