Always Yours
Escrito por Lizandra Antunes | Revisado por Mah
Seu corpo caiu cansado ao meu lado. Meu Deus, que homem era aquele? Virei de lado e coloquei minha mão sobre seu peito, que suspirava ofegante. Ele passou o braço por debaixo do meu corpo, abraçando-me como conseguia. Ele era perfeito... Em tudo! Enquanto eu me acomodava, ele se virava para mim, deixando-nos frente a frente. Continuava encarando minha boca com o mesmo desejo de antes. Será que ele não para nunca?
- Eu poderia te devorar com os olhos...
Comentou, sem desviar sua atenção dos meus lábios.
- Você diz isso para todas, .
Ri. Ele sorriu em resposta enquanto se aproximava ainda mais de mim. Hm, então era possível?... Pousou os lábios no meu pescoço e eu literalmente senti que ele queria começar tudo de novo. Distribuiu beijos onde estava.
- Você é única, .
Suas mãos passaram a percorrer meu corpo novamente e eu quase me rendi aos seus mais impuros desejos, mas meu corpo reclamou dolorido quando passei uma das pernas por cima dele.
- ...
- Hm...
Murmurou, entretido demais para raciocinar sobre o que eu dizia.
- Eu não aguento outra rodada dessas.
Disse, finalmente. Ele se deixou cair parte sobre mim. Continuou passando as mãos por todo o meu corpo, fazendo-me arrepiar em lugares que, antes dele, eu nem conhecia a sensação.
- Posso esperar que você seja minha amanhã?
Perguntou-me, dando-se por vencido. Abri um enorme sorriso ao afastar seu rosto da curva do meu pescoço, segurando-lhe entre as mãos para olhar em seus olhos.
- E por toda a minha vida.
Mesmo cansada, puxei seu rosto para mim mais uma vez. Ele me beijou calmo e terno. Alguns segundos e ele se separou de mim, mordendo minha boca enquanto juntava nossas testas. Seus olhos permaneciam fechados e sua expressão era preocupada. Estava prestes a perguntar o que tinha acontecido, quando ele se adiantou.
- Você vai achar muito ridículo da minha parte se eu disser que tudo parece mais bonito com você? Que eu sinto como se meu coração fosse sair pela boca desde a primeira vez que eu estive ao seu lado? Mesmo com toda aquela roupa?
Rimos e eu já não sabia como ele estava. Toda aquela declaração me fez fechar os olhos para não chorar.
- Safado...
Abri os olhos e encontrei-o me observando. Aquele sorriso lindo e sedutor escancarado, rindo do meu comentário, foi o ápice de toda a noite. Passei os dedos por seu rosto num carinho singelo e ele tornou ao mesmo modo de antes: olhos cerrados e semblante preocupado.
- Vai me achar muito ridículo se eu disser que te amo?
Ele me encarou em busca de uma resposta. Minha surpresa era enorme, mas não me senti capaz de não lhe responder.
- Ridículo é, em tão pouco tempo, eu ter conseguido me apaixonar ainda mais por um cara que eu jurava que jamais conheceria.
Céus, ele continuava preocupado. Será que ele não entendia o que eu queria dizer? Também estava séria. Nem por um segundo eu falei brincando.
- Ridículo é a maneira como eu fico boba quando te olho, é o fato de eu ainda não acreditar no jeito incrível como tudo aconteceu. De um ídolo que eu amava por fotos, por vídeos, por músicas, que eu sonhava e defendia com unhas e dentes, você se tornou meu. E só meu. Eu não sei explicar como isso aconteceu e, honestamente, eu jamais saberia. Só o que eu sei é que estou vivendo um sonho.
Ele já sorria de orelha a orelha e seus olhos brilhavam.
- O melhor que eu já vivi.
Com o maior sorriso que eu já o vi exibir no rosto, me puxou com força, obrigando-me a ficar por cima de seu corpo. Ai, Deus, e que corpo...
- Eu amo você, .
Sua alegria era imensa.
- Eu também te amo, .
Ele me puxou para outro beijo... Espera, a essa hora, não seria natural que já estivéssemos dormindo? parecia mais animado que antes. Ok, estou começando a achar que ele é feito de algum material não detectado pelos humanos. Enquanto meus cabelos caíam por cima do seu rosto e nosso beijo se aprofundava – aliás, não só o beijo –, deu outros sinais de animação.
- Meu Deus, , você não cansa?
Inquiri-o, rindo. Ele sorriu sacana.
- Você não viu nada, baby.
A luz do sol que invadia o quarto atingiu meus olhos e eu despertei um tanto quanto exaltada. Minha camisola estava grudada no corpo; eu estava completamente suada. Olhei na cama ao redor e dei por falta de alguém ali. Deixei de lado o fato de estar sozinha ao acordar e me sentei na cama. Passei a mão pelo rosto, perguntando-me uma única coisa: por que eu fui sonhar justo com isso?
Antes que mais perguntas surgissem na minha mente, a porta branca daquele quarto de casal foi aberta. Tive o prazer de visualizar o homem mais escultural do mundo, vestido somente com uma boxer branca extremamente transparente – coisa que fez todo aquele suor fazer sentido –, trazendo-me uma bandeja cheia de um delicioso café da manhã.
- Começo a pensar que fiz a escolha certa ao me casar com você.
Brinquei. Sorriu enquanto se aproximava. Peguei no pé da cama o suporte para bandeja que até hoje eu não sabia o nome e o coloquei sobre as pernas estendidas. Ele deixou o que trazia em mãos à minha frente.
- “Começa a pensar”? Pensei eu que você já tivesse chegado a essa conclusão há muito tempo.
- Hm... Ah, é? Desde quando, eu posso saber?
Perguntei provocadora, dando uma mordida generosa no pão com doce de leite que me foi preparado. Ele apenas riu, subindo na cama de gatinhas, indo na minha direção. Afastou com cuidado o suporte que eu não sabia o nome, colocando-o no chão ao lado da cama. Tomou das minhas mãos aquela fatia calórica e a colocou de volta no prato de onde eu a retirei.
- Hey, isso estava bom!
Protestei. Ele colocou o corpo por cima do meu, acariciando minha coxa com uma mão enquanto se apoiava na outra. De provocação em provocação, ele conseguia me enlouquecer.
- Eu posso te mostrar algo muito melhor...
- Estou esperando.
Ele começou a distribuir beijos sobre o meu ombro, mas parou por um instante.
- Você está suada... O que andou fazendo na minha ausência?
- Ah, você percebeu?
Interroguei-o divertida.
- Claro que sim, baby. Isso me excita.
Mordi o lábio, procurando controlar a vontade louca de rasgar aquela camisola e fazer jus à minha pele molhada. Fechei os olhos, tentando me concentrar.
- , adivinha com o que eu sonhei.
- Pelo o seu estado... Nossa lua de mel em chamas?
Seus lábios se curvaram num dos cantos em um riso extremamente safado. Droga, como eu amo quando ele faz isso!
- Não. Com a nossa primeira vez. Ainda sou capaz de sentir as mesmas sensações daquele dia, no seu quarto no hotel.
Seu rosto de iluminou.
- Eu te marquei tanto assim?
- Claro que sim, meu amor...
Acariciei seu rosto, mantendo uma falsa expressão de doçura, só para depois revelar meu sarcasmo.
- Não te contei que fiquei roxa e dolorida por dias? Você é um furacão, ! Jamais me esqueceria daquela noite!
Ele fechou a cara instantaneamente. Comecei a rir descontrolada. Era impossível não rir com aquela cara dele. Ele se jogou para trás, sentando-se de frente para mim.
- Você é uma ridícula mesmo.
Comentou sem expressão, talvez ainda chocado demais com a forma como fui sarcástica. Ah, ele ainda não tinha se acostumado com isso?
- Baby...
Chamei-o manhosa.
- Por que eu te amo tanto?
Questionou alto, mais pra si mesmo do que pra mim. Cruzou os braços, analisando-me desde os olhos carregados de malícia até minhas pernas expostas pela curtíssima roupa de dormir. Impressionante mesmo é a forma como ele consegue fazer com que eu me sinta nua só com um olhar. Eis então a razão pela qual eu me animo em passar noites e mais noites acordada. Num pulo, pus-me de joelhos, apoiando-me nos punhos fechados. Punhos que ficaram entre suas pernas abertas. Meu divertimento se tornou carinho e eu senti meus pulmões encherem quando comecei a falar.
- Juro que eu não sei por que você me ama, mas sei que eu agradeço a Deus todos os dias por isso. Você foi a melhor coisa que um dia me aconteceu.
Inclinei-me na sua direção com a ideia de beijá-lo, mas me surpreendeu mais uma vez, aproveitando-se da minha distração para agarrar meus pulsos e jogar-me para trás, prendendo-me com as mãos para o alto. Minha respiração ficou entrecortada.
- Não pense que eu vou aliviar a sua situação, baby. Eu não gostei da forma irônica como você falou...
Rosnou, tentando parecer ameaçador. Só o que consegui fazer foi curvar a boca, maliciosa. E provocá-lo, lógico.
- Você está me provocando algo bem diferente de medo, baby.
Repeti o apelido devagar, prosseguindo em sussurros:
- Mostre-me do que você é capaz.
Senti meu corpo se encher de pura adrenalina quando meu lado pervertido começou a fantasiar com mil e uma formas de me “castigar”. Um frio na barriga e um arrepio me percorreram. Ele balançou a cabeça e passou a língua pelos lábios devagar, como se meu desafio tivesse sido fácil ou infantil demais para ele.
- Entenda, baby. Eu posso fazer muito mais do que você sequer consiga imaginar.
Ele soltou um dos meus pulsos. Continuei na mesma posição – estava confortável – e realmente achei que ele fosse me soltar por completo. Ao invés disso, descobri que ele me soltou para me atiçar. Sussurrou:
- Seu castigo começa agora.
Puxou ainda mais meu pulso para cima, o que causou uma dor gostosa. Com a mão livre, separou minhas pernas devagar. Nossos olhares estavam fixos um no outro. Correu os dedos pelo lado interno da minha coxa e eu esperei até que ele retirasse minha lingerie, mas, em vez disso, parou e sorriu, agora completamente maldoso.
- Tortura é um método bem eficaz, não acha?
Entendi tudo. Ele ia me deixar com vontade até eu não aguentar mais. Era isso o que ele estava planejando.
- Não. Não acho. Só o que eu acho é que esse seu plano devia ser proibido por lei!
Falei, fingindo estar irritada.
- Você não tem moral nenhuma para reclamar, .
Roçou os lábios no meu pescoço, dando chupões no lugar de beijos. Mesmo que para me “punir”, ele foi deslizando as pontas dos dedos por cima da minha lingerie, em toques tão leves e suaves que me fizeram arrepiar até o último fio de cabelo. Realizada era pouco para expressar o que eu vivia com . O braço que me prendia empurrou minha mão para o alto mais uma vez, agora com mais força, e seus lábios finalmente encontraram os meus. Os dedos ágeis que agiam mais abaixo subiram um pouco até encontrar a barra da minha calcinha, puxando-a em seu sentido contrário, arrastando-a pelas minhas pernas. Antes que eu pudesse me permitir começar a perder mais um pouco da minha sanidade mental, lembrei-me de que suas únicas intenções ao fazer aquilo era me enlouquecer, não me agradar. Amaldiçoei-o por um segundo, mas logo esqueci os xingamentos que proferia mentalmente; se fosse parar pra pensar, agora, eu só vestia aquela insignificante camisola.
- Você gosta muito disso?
Perguntou-me, parando nosso beijo enquanto segurava para o alto um pedaço da barra da minha roupa. Cerrei levemente os olhos, não entendendo aquilo. Como não respondi, ele continuou:
- Uma pena.
Soltou meu outro pulso e levou sua mão recentemente livre de encontro à outra. Praticamente unindo as duas, fitou-me novamente, sorrindo de canto. Só o que pude ouvir a seguir foi o som do tecido da camisola sendo rasgado. Apoiei-me rapidamente nos braços, surpresa, observando a abertura que foi feita até um pouco abaixo do meu umbigo. Honestamente, senti como se estivesse me preparando para um parto estando com as pernas abertas daquele jeito ao redor de – só que tudo ligeiramente mais brutal do que se eu fosse realmente dar à luz. Da maneira como estava, pude ver quando ele passou a observar minha intimidade exposta pelo rasgo que ele próprio fizera, e também quando três de seus dedos começaram a se fechar. Eu me preparava mentalmente para o que quer que faria em seguida, já que ele só pretendia me torturar – esperava que mudasse de ideia –, quando ouvimos um choro ao longe. Não pude deixar de me alegrar ao ver a decepção estampada em seu rosto – ele já tinha mudado de ideia. Ao mesmo tempo, contudo, decepcionei-me também. Nos entreolhamos e, com sorrisos fracos, acabamos por falar juntos.
- Benny.
balançou a cabeça – acho que para tentar afastas suas fantasias – e me estendeu a mão, ajudando-me a sentar.
- Vou ter uma séria conversa com esse garoto mais tarde...
Brincou. Rimos e eu puxei uma das pernas, procurando uni-la à outra, dobrando as duas. Enlacei meus braços ao redor de seu pescoço e sorri uma última vez antes de beijá-lo. Joguei meu peso sobre ele e o obriguei a se deitar de costas. Rapidamente, subiu as mãos desde a minha bunda até chegar à lateral dos meus seios.
- Você só está me excitando ainda mais desse jeito.
Comentei divertida e acusadora ao partir nosso beijo.
- E como você pensa que eu estou?
Ri. Ele tinha razão. O volume de sua cueca não era o mesmo de quando chegou já havia muito tempo.
- Vamos, deixa eu ir. O Bernardo está chorando. Preciso alimentar essa criança, !
- Tem razão. Vai lá dar de mamar para ele. Quero que ele seja tão bonito quanto o pai.
Fez pose, convencido.
- Eu só espero que ele herde a modéstia desse pai gostoso que ele tem, né?
Forcei os lábios contra os dele num beijo rápido. Rodei na cama, saindo de cima dele. Levantei-me e pus os chinelos, dando cerca de duas passadas antes de ser agarrada por trás. havia passado as mãos por debaixo do que restou da minha camisola. Apertou as mãos na minha bunda enquanto caminhávamos juntos. Sorri um tanto perversa, olhando por cima do ombro e vendo que fazia o mesmo. Correu as mãos até a frente do meu corpo – levantando o tecido ao mesmo tempo –, pousando-as bem entre minhas pernas, brincando ali. Gelei por um momento, o que me obrigou a rapidamente parar, sussurrando em quase súplica:
- Não faz isso...
Ele riu maldoso ao pé do meu ouvido.
- Tudo bem. Posso te tirar do seu castigo por algumas horas. Tudo para ver o Benny feliz!
Declarou em risos. Sacudi a cabeça para recobrar o juízo e ir alimentar meu filho, mas ele mexeu as mãos mais uma vez.
- Droga, , me deixa sair daqui!
Gritei em brincadeira, fitando-o por um instante. O safado ainda riu mais da minha cara.
- Ok, ok. Pode ir agora. Esse garoto está muito insistente.
- Ele é seu filho. Não se esqueça disso.
Ri. Desvencilhei-me de suas mãos, abandonando-o no quarto. A porta do quartinho de Bernardo ficava de frente para a do nosso. Atravessei o corredor e abri a porta. Assim que fiz menção de entrar, gritou pelo meu nome. Olhei para trás e não pude evitar de voltar meu olhar para o centro de suas pernas. Ele tinha tirado a cueca.
- Estarei te esperando.
Piscou e voltou ao nosso quarto. Atordoada, segui até o bercinho de Benny. Peguei-o no colo e desci uma das alças da camisola, expondo meu seio para dar-lhe leite. Sorri ao senti-lo mamar e acariciei seu rostinho.
- Seu pai não vale nada, filho. Nada.
Alertei Benny, brincando e sorrindo.
- Mas ele é o amor da minha vida. Sou pra sempre dele.
FIM
Bem... Essa é a minha primeira fanfic restrita oficialmente escrita - porque isso não significa que ela tenha sido a primeira planejada, mesmo porque nem planejada ela foi -, então me deem um desconto, ok? (Ok.) Eu tive a ideia de fazer um #ImagineBelieber pra minha amiga, Giu, que esta a uma semana de fazer aniversário e segunda, dia 31, eu simplesmente peguei uma folha de fichário dela e comecei a passar a ideia pro papel. Eu tinha algo de no máximo duas páginas em mente, mas comecei a desenrolar as coisas com tanta fluidez que acabei me prendendo à história. Bem, o final vocês já sabem. Eu escrevi exatamente seis folhas de fichário da Giu. Até tirei uma foto, olhem só que bonitinho <3. Como é possível notar, eu ainda não tinha terminado a fanfic, mas agora está tudo pronto. Menos uma foto mais bonita, né, então vai ter que ser essa mesmo. E enfim, chega de falar porque eu tô morrendo de sono. É isso, pessoas. Giu, minha bf, espero que você tenha gostado de ler assim como eu gostei de escrever. Você sabe. Imaginar o Justin em certas situações é bem... Divertido, hm? Hahahaha.
Beijos, pessoas! Não esqueçam de comentar. ^^
Liz.

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