A Longa Vida de Matusalém - Temporada 2
Escrito por Shakhbah | Revisado por Lelen
Capítulo 1 — Episódio Piloto 2x1 — Parte I
E Noé orou ao Senhor, e clamou por conta disso, e ele disse, “Ó Senhor, nos ajude, pois não temos força para suportar este mal que tem abrangido a nós, pois as ondas de águas cercaram-nos, correntes contrárias nos aterrorizaram, as armadilhas da morte estão diante de nós; responde-nos, ó Senhor, responde-nos, acende o teu semblante em relação a nós e tenha misericórdia de nós, e apressa-te a nos redimir e nos livrar”. E o Senhor ouviu a voz de Noé, e o Senhor se lembrou dele. E um vento passou sobre a terra, e as águas acalmaram e repousou a arca.
E as fontes do abismo e as janelas do céu foram parados, e a chuva do céu foi contida. As águas diminuíram naqueles dias, e repousou a arca sobre os montes de Ararat. E Noé então abriu as janelas da arca. Noé ainda chamou o Senhor nessa hora e disse: “Senhor, que desta forma a terra e os céus, e tudo o que nela existe, tira nossas almas deste confinamento, e desta prisão onde tu nos colocaste, pois estou muito cansado e ansioso”. E o Senhor ouviu a voz de Noé, e disse-lhe: “Quando tiver completado um ano inteiro, tu então sairás adiante”.
Ao fim de um ano que Noé permaneceu na arca, as águas secaram na terra, e Noé abriu a cobertura da arca. Naquele tempo, no vigésimo sétimo dia do segundo mês, a terra estava seca, mas Noé e seus filhos e aqueles que estavam com ele, não saíram da arca até que o Senhor ordenou a eles. E chegou o dia em que o Senhor lhes disse para ir para fora, e todos eles saíram da arca. Eles voltaram para o seu lugar, cada um por um caminho, e Noé e seus filhos habitaram na terra que Deus lhes havia dito, e serviram ao Senhor todos os dias, e o Senhor abençoou Noé e seus filhos em sua saída da arca e lhes disse: “Sê-te fecundos e encham a terra; tornem-se fortes e multipliquem-se abundantemente na terra.”
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— Força, Mariah — disse a parteira enquanto uma tempestade anunciava o prelúdio de uma nova era, após a torre de Babel. Muitos anos haviam se passado, enquanto a mulher gritava de dor. — É uma menina.
— Seu nome será Amthelai — disse Mariah.
— Bem-vinda ao mundo, Amthelai — disse o pai da criança.
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Conforme Amthelai crescia, a sua família aumentava grandemente. Mas Deus, que observava a terra, viu ali uma jovem temente a ele. Amthelai não buscava ter honra e glória no início, mas sim agradar os outros e isso fez com que Deus tivesse compaixão dela. Amthelai queria apenas ser feliz e fazer quem ela se importava feliz também. Crescida em Ur dos Caldeus, Amthelai via a idolatria do povo e o reprovou. Mas ao mesmo tempo, ela sentia curiosidade de conhecer melhor a idolatria. E essa foi a vida de Amthelai.
Amthelai buscava a Deus em uma época que reprovava o culto ao Deus único. E foi naquele tempo que os homens voltaram a fazer deuses para si e se inclinar a eles. E Terá, um dos amigos de Amthelai, fez vários ídolos buscando outros deuses. Amthelai se mostrava cada vez mais perdida, mas buscava glorificar um senhor que estivesse na terra. E Deus ouvia seu coração. E naquela época, um jovem se apresentou a Amthelai:
— Olá, senhorita — disse ele. — Meu nome é Chisco.
E a amizade entre Amthelai e Chisco se tornou uma amizade forte... eles compartilhavam tudo, desde amizade até mesmo coisas que sentiam...
Capítulo 2 — O Destino de
"E houve batalha no céu. Miguel e seus anjos batalharam contra o dragão e seus anjos e não se houve lugar no céu para eles. E foram lançados na terra."
E assim disse Deus a : “Eis que lhe darei 960 anos de idade. Você terá vários filhos e filhas. Um de seus filhos não andará realmente nos caminhos de Deus, mas de sua prole nascerá. Noé que profetizará acerca de um dilúvio que haverá. E Noé fará uma arca, arca de betume e com grande comprimento. E deve entrar na arca Noé, sua esposa, seus três filhos e as esposas de teus filhos.”
E esta é a história dos filhos de Noé. Quando Noé fez quinhentos anos, ele gerou três filhos: Shem, Cam e Jafe. O primogênito de Jafe foi Gomer. O filho primogênito de Shem foi Arfaxade. E esta é a história das jovens que mais tarde se casariam entre eles.
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Eu vejo como se esforçou para criar seu neto Noé, ele tentou ensinar para ele as coisas certas, o Deus certo. Ele tentou ser uma pessoa de fé que ensinava a família as leis de Deus. E Noé cresceu, aprendeu a viver nas instruções de Deus e quando fez quinhentos anos, já havia gerado Shem, Cam e Jafe. E veio o dilúvio. A água cobria toda a terra e só quem restava era quem estava com Noé e seus filhos, ou seja, as esposas deles e mais tarde os filhos.
Muitos anos se passaram desde então... O povo começou a fazer tribos, vivendo em vilas. Arfaxade, o filho de Shem, tinha uma esposa chamada Rasueja. Em meio a isso, de apenas dez anos, vivia em vila humilde. Não havia muito a falar das pessoas daquela vila, exceto que não eram muito amistosos. Um dia, o pai de , Cam, chegou em uma das casas da vila com sacola em mãos. Havia ganhado no trabalho na lavoura uma cesta de alimentos.
— Obrigada, pai, vai dar para ajudar a mãe na troca de alimentos — disse ela.
pegou os alimentos e começou a organiza-los junto com a mãe.
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A cidade era uma vila que não tinha amor ao próximo, mas ainda assim duas jovens viviam nessa cidade. de 15 anos que não gostava nem um pouco de , chegando a chama-la de insuportável. O que ninguém sabia, entretanto, era que as duas tinham acertos e erros e eram humanas como qualquer um. Elas tinham um destino que elas mesmas não poderiam imaginar, mas ainda assim, estavam prestes a descobrir.
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— Senhor, eu peço-lhe que ajude a curar meu tio, Shem, ele é um homem forte e bom, mas está passando por algumas dificuldades — pediu , orando a Deus, sentindo uma brisa suave em seu coração.
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Enquanto isso, os filhos de Jafe, Cam e Shem começaram a brigar por terras, os descendentes de Jafe começaram a se recusar a dividir terra com os descendentes de Cam e Shem. Assim, o mundo recomeçava, mas com grande maldade, já que as três nações estavam em guerra, mas o destino de e poderia mudar tudo...
Capítulo 3 — Mania
Eu gostaria que ao menos uma vez na vida você me visse. De que você visse em mim, o que eu vejo em você. De que você soubesse como é se sentir desprezada por você. As mulheres da vila sorriem com seus elogios. Você tem um sorriso charmoso, um sorriso de alguém que mesmo tão jovem, já viu muita coisa. Você tem um lado sensitivo, sua pele morena constata com sua beleza. Alguém já te disse como você é lindo em toda formosura e juventude? Você não deixa de praticar a caridade, mesmo sendo belo. Apesar de tudo. Você é como é. Ainda jovem, você um dia vai se tornar um dos maiores profetas do mundo. O profeta , que virá antes do dilúvio e sim, eu te vejo.
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Você sempre se sentiu mais um na multidão. Mesmo tendo um sorriso contagiante que era capaz de cativar a garota mais gelada, você nunca entendeu por que seus irmãos eram como eram. Alguns tinham ganância. Mas você não tinha. Seu lema era praticar a caridade. Ser bom. Você tinha uma sabedoria tão grande que eu percebi assim que te vi. Mas seu destino não estava conectado ao meu e nem sei se um dia estará.
Mas você tem um sorriso e um jeito fácil de conversar, que conquista qualquer um. Muitos querem ser como você, os jovens que almejam ser profetas como você, te invejam. As mulheres caem em suspiro por você, algumas delas até te destratam para mostrarem desdém, mas você sabe que elas não estão desdenhando de você. Você tem um olhar tão atento, é como se você sempre escolhesse as palavras certas. Como se você se preocupasse com a dor do outro. Seu lado brincalhão, pois acreditem ou não você tem um, contrasta com a preocupação em tentar ser bom e ajudar os outros.
Passos se aproximam.
Aquela é a Nuria. Você a acha bonita. Mesmo desde criança tendo uma fé exacerbada em Deus, assim como eu, você assim que conheceu Nuria viu a beleza dela. As conversas com ela na aldeia da cidade te fizeram sentir algo especial por ela. Você tem tendência a errar às vezes, quem não tem. Mas Nuria parecia enxergar algo em você, algo que ela mesma não gostava. Talvez seu lado fervoroso, que te fazia ser tão confiante. Você acreditava que Deus estava sempre te guiando.
Você perdeu alguém da sua família. Você queria ser especial. Queria provar que podia deixar essa pessoa da sua família orgulhosa. Você tentou. Suas conversas com Nuria são de fato intrigantes. Vocês vivem uma vida de amigos e inimigos, sempre brincam um com o outro, mas nunca parecem perfeitos um para o outro. É como se Nuria não te entendesse completamente ou você não a entendesse. Você até tenta falar com ela, mas falha. A sua relação com ela não dá certo. Você sente como se ninguém te visse, mas eu te vejo.
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— Senhor, tiraste minha avó Dimah de mim — diz com olhos marejados, sua pele morena e seu rosto ainda juvenil. — Eu sei que eu não me dediquei em todo ao senhor, mas olha para mim.
Você sente como se a Dona Dimah tivesse sido tirada de você. Como se você não pudesse mais sentir o abraço que você queria dar nela. Você sente como se Dona Dimah tivesse deixado seu avô Mahalalel sozinho e você também sozinho, mas você não está só, não é...
— O que é isto? — se pergunta ao ver uma luz divina brilhar.
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Seus irmãos ainda não te entendem. Desde que nós aparecemos para você, você se pergunta. Será que é real? Um ceticismo quer cruzar seus olhos. Você quer acreditar que Deus é real, mas como pode acreditar nele e em anjos, se tudo aquilo aconteceu com você? Você perdeu Dona Dimah, ainda vê seus irmãos brigando. Também cresceu em meio a idolatria. Essa é sua verdadeira história, . Antes de ser um profeta, enviado por Deus, você era uma pessoa com dúvidas. Você via as pessoas repetindo falas aos deuses. Você via as pessoas idolatrando os deuses e se perguntava: poderia aquilo ser real?
Você sabe que Deus te observa, que Deus te ama e quer que você seja você, mas também sabe se errar pode ser um caminho sem volta e você tem medo de errar... Mas e se errar fosse justamente o que Deus estivesse tentando te mostrar? Deus precisava de um profeta que andasse com ele. Um profeta que entendesse de dor. Um profeta que acabasse por ter tamanha compreensão que aceitasse andar com ele por 300 anos. Então sua jornada não era para ser fácil.
— Vó Dimah, por que você tinha que ir tão cedo — você se pergunta.
— Ela tinha que ir, irmão. Deus tinha uma missão para ela.
— Que ele tivesse me levado, não ela.
Azriel, este é seu irmão. Azriel é mais do que irmão, é um amigo. Ele é o único irmão que te aceita. Enquanto os outros adoram outros deuses, Azriel sempre está do teu lado. Vocês conversam, riem, se divertem juntos, têm momentos divertidos. Por serem irmãos, a amizade vocês é muito forte, quase um vínculo deixado por sua vó Dimah. Seu pai Yared por sua vez é um pouco duro, e sua mãe Baltsea demonstra não ser a mãe que você queria, mas ela te ama.
— Será que algum dia vou ter alguém como meu avô Mahalalel teve em sua esposa Dimah — você se pergunta.
Elas já estão chegando...
Voltando a Nuria, mesmo você sentindo coisas da juventude por ela, você sabe que ela ainda não é a varoa que Deus espera de ti. Ainda não é ela. Ainda não é ela a mulher que te fará feliz ou ao menos ter filhos. Não é ela que te dará a prole que sobreviverá ao dilúvio e repovoará toda a humanidade... A sua santidade está apenas começando, .... E cada processo será decisivo. É aqui que começa sua história. Sua avó Dimah lhe foi tirada, mas apenas para você se voltar a sua fé. Nuria não te quis, apenas para mostrar que Deus tem seus planos. E você um dia vai se tornar o profeta que está destinado a ser. A Longa Vida de Matusalém não se trata sobre seu filho, mas também sobre você, . Sobre sua vida e como você chegará aonde chegou e a seus filhos...
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Você agora finalmente está descobrindo sua fé no alto. Nos céus. Em Deus e está chegando a hora em que verás a magnitude do que Deus tem preparado para você.
— Com licença — pede uma jovem alta, pele branca de cabelos negros e olhos negros. — Você é , não é? O filho de Yared e Baltsea.
— Sim e você é? — você perguntou.
— Eu sou Baka — ela se apresenta.
Por um leve momento, você sente uma leve conexão com Baka.
— Eu também perdi alguém da família — diz Baka. — Meu avô.
— Você também? — você perguntou a ela sentindo compaixão.
É aqui que sua história alça voo, ...
— Eu nunca pensei que alguém entenderia, você também acredita em Deus, Baka? — você perguntou a moça.
— Eu não sei, eu perdi pessoas durante minha caminhada.... Minha madrinha acredita, mas como eu posso acreditar se não sinto que Deus gosta de mim? Ninguém gosta de mim.
— Não diga isso, sua família deve gostar de você — diz . — E Deus tem me falado no coração coisas sobre você, eu consigo sentir sua aura.
— Isso é bom? — perguntou ela.
— Para mim, é — você, , diz. — Sou .
— Baka — ela disse apertando sua mão quando você estende a mão para ela.
E assim, uma amizade começava...
Capítulo 4 — A Herdeira do Cantaro — Parte I
E assim, uma amizade começava... A amizade com Baka, começava de maneira leve. Pequenas conversas. Vocês se sentiam à vontade um com o outro. Às vezes você fazia brincadeiras que Baka se sentia desconfortável, mas esse era você. O verdadeiro . Embora agora, mesmo jovem e um pouco mais maduro, você ainda fosse divertido mesmo com sua grande fé em Deus. Baka admirava isso. Ela se sentia feliz por ter um amigo assim. Por um tempo, foi como se só existisse vocês dois e Deus. Vocês conversavam, brincavam, se divertiam juntos. Eram completos. Ela te tratava como um irmão e você a tratava como uma irmã. Para você nunca foi mais que isso. Mas veja se consegue entender. Para Baka você era mais que um irmão, ela não conseguia evitar. Sua beleza por ser escolhido de Deus, misturado a seu jeito de ser a cativava. Baka se sentia atraída por você, embora ela nunca fosse admitir isso. Baka te via como você era, ou pelo menos como você tentava ser com ela. Um jovem de fé, mas bom e divertido e com um grande potencial. Mas o seu destino não era Baka. Não ainda. Você precisava se descobrir, se entender. Ver sua verdadeira essência. E Baka apenas fazia parte disso como um todo. Ela não seria sua companheira.
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Sua amizade com Baka era boa. Vocês realmente tiveram muitos bons momentos juntos, mas a sua varoa ainda estava por vir. Deus pode não ter te falado ainda, mas ele é perfeito em tudo que faz. Deus sabia que você precisava de uma mulher de feição calma, sorriso sereno e uma docilidade única. Mas que também te fizesse ver que sua fé no Deus verdadeiro existia. Ela está chegando...
— Às vezes você parece tão distante — disse Baka certa vez.
— Eu só estava pensando em Deus, no que ele quer de mim.
— Os planos de Deus são diferentes, acredito que ele te escolheu por algum motivo, algum motivo que você não compreende ainda.
Baka era perfeita para você. Mas naquele momento, nem um nem outro estava pronto um para o outro. Ela via em você um líder natural, alguém sábio, inteligente e com fé. Mas ela não se via merecedora de nada bom. A garota certa para você deveria ser alguém totalmente temente a Deus e Baka ainda não era.
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E aconteceu naqueles dias, que você teve uma visão de Deus. Viste os sentinelas. Você tinha trinta e dois anos quando a visão lhe veio. Você viu o céu. Viu as belas cores. Viu o firmamento da terra. Viu ainda como Deus criou o céu. Você viu que a terra era maior do que você achava que era e não como uma bola de globo. Você viu as dimensões celestiais. Viste também aqueles que pagam por seus erros na prisão celeste. E viu os querubins e como eles eram frágeis. Viu a rebelião da estrela do amanhã e como ele induziu um terço dos anjos a tentar Adam e Eve. Viu coisas que ainda se sucederiam como a descida de outros anjos para terem filhos com as filhas dos homens, assim gerando seres agigantados que seriam como deuses.
Muito se espantara com isto. As revelações estavam aí. O tempo estava mudando e você começou a se perguntar agora, com 34 anos, se seria bom tomar uma mulher para si. Você ainda era jovem, considerando que naquela época, as pessoas viviam mil anos. Mas você tinha certas incertezas, quem poderia ser essa esposa? Quem poderia profetizar contigo, quem poderia ser sua esposa idônea? Baka era gentil e uma ótima amiga, mas você não a amava como mulher. Então, seu olhar se voltou para uma jovem que vivia no povoado:
— Oi, você é nova aqui? — você perguntou para ela.
— Me chamo Aba — respondeu a garota.
— Sou .
Mas o destino era claro. Nem Baka nem Aba eram as escolhas certas para você. Não naquele momento, . Você precisava de uma esposa perfeita, alguém que fosse digna. Alguém que te visse. Baka te via, Aba ainda não te via, mas você não sentia esse amor por Baka e por mais que se atraísse por Aba, não era amor genuíno. Ainda mais um amor patriarcal. Mas ainda assim, você acreditava em Deus. Você era um dos poucos em sua geração que o temia. Os outros homens da descendência de Seth adoravam os deuses, mas você se questionava. “Acaso existe um Deus dos Deuses, que eu possa servir com minha caridade?” Deus te ouve.
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Quando você fez 37 anos, Deus viu que você estava perto da idade desejada dele de ter filhos, abriu o ventre da esposa de Azriel, seu irmão, e ela deu à luz uma menina linda, com um sorriso sereno.
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“Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo”
Gênesis 24:14
ANOS SE PASSAM...
— Obrigado, — você , agora com 52 anos, disse a de 16, quando ela lhe deu de beber do seu cântaro.
— Não precisa agradecer, tio — disse retribuindo o sorriso que você dera.
— Meu irmão é sortudo de te ter como filha. — Você sorriu.
Você não sabia, mas ali destinos começaram a ser tecidos...

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