All Coming Back To Me

Escrito por Thaís M. | Revisado por Natashia Kitamura

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Música: It's all coming back to me now, por Glee

  – ?
  Estava num bar perto do meu apartamento, quando me deparo com um homem alto, musculoso e com os olhos claros, entrando no bar.
  – ?
  Não acredito que falei alto de mais, agora estava vindo em minha direção.
  – Quanto tempo, ! Senti sua falta... – ele disse me abraçando, e sussurrando a última frase em meu ouvido.
  Aquele abraço me trouxe lembranças que há tempos eu jogara fora.


  4 anos atrás...

  Uma semana já fazia desde que eu comecei a cursar advocacia, antes tudo parecia um sonho, mas agora eu estava ali, o vivendo.
  Estava andando pelos corredores da faculdade, quando esbarro com alguém:
  – Desculpa. – disse um garoto alto com olhos claros, bonito.
  – Que isso, a culpa é minha de não olhar por onde ando!
  – Winchester! – ele disse estendendo sua mão para mim.
  – !


  Mas quando você me toca desse jeito
  E você me abraça desse jeito
  Eu tenho que admitir
  Está tudo voltando para mim.

  – Então , como andam as coisas? - perguntou sentando ao meu lado.
  – Bem, como sempre e você, viajando muito ainda?
  – É, o trabalho me chama e eu vou!


  3 anos atrás...

  – É assim que você passa suas férias? Na estrada?
   decidiu me levar para curtir as férias do jeito dele, só não sabia que ele á passava na estrada.
  – Que isso, ! Minhas férias costumam ser muito divertidas! - disse dando um sorriso malicioso.
  Sim, eu e temos um envolvimento até porque é difícil resistir a uma tentação como aquele homem.

  Demos uma parada no acostamento e ficamos nos olhando, até eu perder totalmente o controle da situação.
  Inclinei-me em direção a , meu coração começa a bater cada vez mais forte. Meus olhos se fecham e meus lábios vão de encontro aos dele, suavemente sentindo seu sabor. Sacio brevemente minha fome e recuo, permitindo que meus olhos se abram. me observa, seus olhos demonstram surpresa. Uma de suas mãos vem por trás da minha cabeça, forçando meus lábios de volta aos seus.
  Algo acontece dentro de mim. Com um movimento rápido e minha própria ajuda, consegue me levantar sobre o painel, posicionando-me direto em seu colo, e eu envolvo seu pescoço com meus braços. Suas mãos tocam minhas coxas e deslizam por debaixo da saia, até alcançarem minha pele nua. Perco a respiração com a intimidade do seu toque. Ninguém me tocou assim antes, sem que eu fugisse. Normalmente, estar tão perto de alguém faz com que seja tomada por sentimentos de dúvida, pânico, desconfiança e estranheza.
  Minhas pernas ficam tensas e recua por um momento.
  – Não tenha medo, mocinha linda. – ele sussurra como se pudesse ler meus pensamentos. – Confie em mim, está bem? Não tenha medo.
  Ele espera até que eu sinalize com a cabeça, e depois me beija mantendo as mãos debaixo da minha saia. Inclino meu corpo em direção a ele, pressionando meu peito contra o dele. Sua língua acaricia sensualmente a minha, passando pela boca e pelos lábios. Meu corpo começa a se encher de desejo.
   afasta sua boca e minhas pernas tremem em objeção. Ele traça um caminho de beijos passando por meu queixo, pescoço e termina no peito, onde os seios fazem uma curva para fora da camiseta. Isso envia uma corrente de choque por todo meu corpo; minhas pernas apertam sua cintura de forma incontrolável.
  Ele deixa escapar um gemido lento e profundo, e depois desliza uma das mãos ainda mais profundamente para debaixo da saia. Posso senti-lo pressionando entre as minhas pernas e isso me deixa assustada, mas não o suficiente para pedir que pare. Meus dedos alcançaram a parte inferior da sua camiseta e acariciam o contorno de seus músculos. Não sei quando parar ou como religar o sinal vermelho. Minha mente está a mil. Tento agarrar seus ombros. Preciso recuperar o controle.
  Alguém bate no vidro da janela do carro.
  – Vocês estão se divertindo?
  Pulo para trás e minhas bochechas começam a esquentar quando vejo um homem na janela. Vestindo camiseta preta e calça jeans.
  Não acredito que eu iria transar com num carro, no meio da estrada!


  Houve coisas que eu nunca faria novamente
  Mas então elas sempre pareceram certas
  Havia noites de prazer infinito
  Foi mais do que qualquer lei permite

  – Então, foi muito bom te rever, mas agora eu preciso ir pra casa! – falei me levantando.
  – Mas já? – disse se levantando também. – Eu... Acho que a gente precisa conversar , sobre nós!
  – Não existe “nós”!
  – Você sabe que existe, sempre existiu, sempre vai existir! – sussurrou se aproximando de mim, me beijando.

  E se você me beijar deste jeito
  E se você sussurrar daquele jeito
  Foi perdido há muito tempo
  Mas está tudo voltando para mim.


  2 anos atrás...

  – Não , você está mentindo pra mim!
  – Não , você que não está entendendo direito, eu não te amo mais! – gritou enquanto fazia sua mala.
  Eu não podia acreditar, eu me entreguei ao amor, para ele me magoar desse jeito agora?!
  – E os momentos que passamos juntos, não significaram nada pra você? – perguntei com a voz embargada, não iria chorar na frente dele.
  – Eu não disse isso... Eu... Para de fazer as coisas mais difíceis! – sussurrou deixando escapar uma lagrima dos seus olhos
.   – Quer saber? Cansei! Eu sempre confiei e acreditei em você , será que dá para confiar em mim agora e me contar o que está acontecendo?
  – Isso põe sua vida em risco e a última coisa que eu quero é ver você machucada. - disse sentando na cama e passando as mãos pelos seus cabelos.
  – Mas eu já estou machucada! – falei me agachando e ficando de frente para .
  – Eu preciso ir! Adeus, . – disse fechando sua mala e indo em direção a saída.
  Corri a tempo de ver bater a porta.
  – Eu te amo, ! – disse me sentando no chão e me permitindo a chorar mais ainda.


  Havia aquelas ameaças vazias e ocas mentiras
  E sempre que você tentou me machucar
  Acabei de machucar você ainda pior
  E muito mais profundo.

  – Mudou muita coisa aqui! – disse ao entrar em meu apartamento.
  Acabei em concordando em conversar, realmente tínhamos conversas inacabadas.
  – Pode sentar! E então?
  Antes que ele pudesse dizer alguma coisa minha campainha tocou, e eu fui atender a porta:
  – Oi, linda!
  Rafael, meu vizinho e ficante nas horas de carência, resolver aparecer.
  – Ah, oi Rafa!
  – Estava pensando em vermos algum filme hoje, que tal?
  – Eu tenho alguns trabalhos para fazer ainda, podemos adiar?
  – Claro, linda! – Rafael disse me beijando.
  Entrei e vi me olhando triste, ele viu.
  – Namorando?
  – Não, e você?
  – Não consegui, só pensava em você! – disse a última parte baixo, mas consegui ouvir.
  – Então por que foi embora?
  – Eu vim aqui pra isso, te explicar tudo! É uma história difícil de contar, mas vou tentar. – assenti. – Eu sou um caçador do sobrenatural! Espíritos, bruxas... Eu os mato junto com o meu irmão, . Eu fui embora para caçar!
  – Hum... Eu sei!
  – Hã? Como assim?
  – Meu pai era caçador! Eu também fui por algum tempo...
  – Você sabia o tempo todo?
  – Não exatamente, eu desconfiei do sobrenome só depois que você estava indo embora! – Falei a verdade.
  – Então você perdoa? – disse se levantando e vindo até mim.
  – Talvez! – falei rindo. – Só se você me perdoar também!
  – Perdoada! – sussurrou me beijando.

  Se você me perdoar por tudo isso
  Se eu te perdoar por tudo aquilo
  Nós vamos perdoar e esquecer.

  Estávamos deitados na cama, quando tenho a melhor ideia da minha vida:
  – E se nós...

FIM



Comentários da autora

  Oi, obrigado por ler! Sei que o final ficou muito “Cadê o resto”, mas a música acaba assim, e eu achei super interessante para vocês imaginarem o final.
  Desculpa mesmo se ficou meio sem noção, quem sabe eu não faço uma continuação. Hahahah Rimou.
  xx