Esta história pertence ao Projeto Songfics
Mari Guizelini
Visite o Perfil

Status

Loading

Avalie

Este texto foi revisado
Encontrou algum erro? Clique aqui

Temporada #017

Your name hurts
Hailee Steinfeld

Capa por Fe Camilo

 

Gostaria de requerer a capa como oficial? Clique aqui!

Sem informações no momento.

Worst of Words

  — , me ajuda a pensar em um presente para nós darmos ao seu avô, o aniversário dele está chegando!
0
Comente!x

  — Não existe um nós, , nunca existiu.
0
Comente!x

  — O quê?
0
Comente!x

  — Acho que as coisas tomaram proporções que não deveriam, não é? Melhor a gente parar por aqui, vá para casa, , por favor.
0
Comente!x

  E foi assim que , no meio de uma conversa boba e sem pretensão, me mandou embora de sua cama e sua casa, virou as costas para mim e me deixou com uma história sem conclusão e sozinha para entender o que aconteceu de errado para que tudo desmoronasse.
1
Comente!x

  Meg, sua prima e minha amiga, diria que o erro foi meu e eu quem deixou ele me envolver a tal ponto e faria questão de me lembrar, assim como todas as vezes em que seu primo virava o assunto, que ele é um imbecil egocêntrico que nunca seria capaz de amar outro ser vivo além dele – palavras dela, não minhas. Entendo o motivo dela acreditar nisso, já que não poderíamos chamar o ambiente em que ele cresceu – que nenhum deles cresceu, na verdade – de saudável, aquela é a família mais disfuncional que já vi!
0
Comente!x

  Cresci junto com e Meg, minha família tendo uma grande amizade com a família deles, então, inevitavelmente para as únicas crianças por ali, nos aproximamos nas brincadeiras. Com o tempo, e Meg se afastaram e não conseguem nem se manter no mesmo cômodo sem se atacarem, mas eu, mesmo assim, me mantive amiga dos dois.
1
Comente!x

  Com os primeiros anos da idade adulta chegando, continuava a vir me procurar quando tinha algum problema, principalmente algum com a família, a qual tinha um dom sobrenatural de tirar ele do sério, e como costumava observar, todos ali tinham o dom de cravar a faca um pouco mais fundo só para ver até onde o outro aguentaria, sádicos, se me permite dizer. Sempre estava lá para acolhê-lo, afinal, é o que amigos fazem, certo?
0
Comente!x

  Tudo começou com um rápido beijo na testa e a frase “você é muito boa para mim”, não era a pessoa mais calorosa e amorosa do mundo, e aqui, se tiver que jogar o jogo da culpa, culpo seus pais, estando sempre muito ocupados em trabalhar e ganhar cada vez mais dinheiro para sempre provar algo à alguém que esqueceram de amar seu pequeno menininho, achando que jogando presentes caros e, mais tarde, dinheiro em sua direção iria suprir a ausência de carinho, então minha surpresa não passou desapercebida a ele pelo ato afetuoso, tenho certeza, mas o mesmo não comentou nada.
0
Comente!x

  Aos poucos, comecei a ficar esperando pelas poucas atitudes e palavras de carinho que ele dedicava a mim, como um vicio que crescia a cada passada de mãos despretensiosa nos braços, na mão nas minhas costas como quem quisesse ter sua presença notada, nos beijos no topo da cabeça ou nos dedos passando de leve pela minha bochecha. parecia que fazia isso sem nem pensar muito, me prendendo cada vez mais a ele e, sempre que estávamos juntos em alguma das inúmeras comemorações da minha família ou da dele, sentia que alguém estava observando essas atitudes. Talvez Meg, preocupada com sua amiga de infância ou talvez Linda, pensando que o filho finalmente estava tomando jeito, não sei.
1
Comente!x

  Enfim, em uma noite, depois dele me oferecer uma carona para casa, finalmente me beijou e, se achava que estava num caminho sem volta, agora tinha a certeza disso. Algum tempo depois do primeiro beijo e de alguns mais outros que se seguiram ele me procurou de novo, enfurecido após uma discussão com seu avô, sua mãe ou seu pai, não me lembro mais com quem era o problema, também não faz diferença agora, trocamos poucas palavras ao deixa-lo entrar em minha casa e logo sua boca estava sob a minha em beijos rápidos e intensos, que levou a um beijo na mandíbula, a um no pescoço e logo estava sentada em suas pernas no sofá com poucas peças de roupa entre nós quando novamente ouço as palavras de praxe:
0
Comente!x

  — Você é muito boa para mim, poderia me mostrar o quão boa? — sussurrou no meu ouvido, sua voz grave me causando arrepios enquanto apertava meu quadril e o movimentava sobre seu colo.
0
Comente!x

  — Sim, sim. !
0
Comente!x

  Depois disso, nossas pequenas sessões de desestresse, como ele costumava chamar, se tornaram cada vez mais frequentes e caímos numa rotina quase domestica e não tinha como não me apaixonar por , fosse por seu rosto estupidamente bonito demais para ser real, sua presença familiar, seus toques viciantes, o jeito que ele sempre sabia como inebriar minha mente e me fazer perder a noção, existindo no mundo só eu e ele. Quando me dei por mim vi já estava completamente apaixonada por e me iludi achando que talvez pudesse ter despertado alguma coisa nele também, talvez pudesse ter ensinado esse menino perdido que alguém pode o amar e ele poderia amar alguém de volta.
0
Comente!x

  Depois do último dia que tive contato com ele, me sentia totalmente perdida, como se ele tivesse ficado com a melhor parte de mim quando me mandou embora de sua vida e agora não conseguia nem encontrar o resto de mim a minha própria volta. Sem querer soar melodramática demais, naquela mesma noite, encolhida sozinha no escuro e chorando tudo o que tinha e mais um pouco, a dor do meu coração partido se alastrava por toda parte de mim ao ponto de pensar no nome dele doer.
0
Comente!x

  No dia seguinte quando acordei, ainda meio em transe, não conseguia pensar em seu nome, nem sequer fala-lo em voz alta. Estava tentando voltando a funcionar um pouco mais normalmente, afinal a vida não espera, é o que dizia meu pai, mas seu nome virou um tabu ao meu redor, eu sequer podia ouvi-lo que já desencadeava uma reação por todo meu corpo: a postura enrijecia, a boca ficava com um gosto amargo, o coração batia descompassada e dolorosamente e os olhos se enchiam de lágrimas.
0
Comente!x

  A família dele, assim como a minha, deve ter percebido que alguma coisa deve ter acontecido, pois quando Meg me procurou não falou sobre o primo, sempre desviando o assunto quando se aproximava de qualquer coisa que poderia me lembrar dele, mas, por fim, quando estávamos nos despedindo, ela me joga a pergunta que estava me fazendo desde que tudo isso começou a me assombrar.
0
Comente!x

  — Se pudesse, você faria diferente?
0
Comente!x

  — Honestamente, Meg, não me arrependo de tudo o que vivemos, mas se pudesse, queria nunca ter conhecido ele.
0
Comente!x

  — Você é boa demais para o seu próprio bem, , sempre te falei isso…
0
Comente!x

  Foi ai que, mesmo não citando a pior das palavras para mim, meu corpo ainda respondeu da mesma maneira que se ela tivesse dito 100 vezes o seu nome, pois ouvi a mesma frase com sua voz, sussurrando no meu ouvido, como tantas outras vezes ele o fez: você é boa demais pra mim. E com isso veio a raiva; dele, de mim mesma, de sua mãe que o gerou e de seu pai, também, que não souberam amar seu garotinho e o transformaram no que ele se tornou.
0
Comente!x

  — Espero que meu nome também o machuque… — Sussurrei, não sei se Meg me ouviu, mas em seguida ela estava me abraçando e me pedindo para respirar fundo.
1
Comente!x

  Algumas semanas depois minha vida já havia voltado ao normal nas aparências, seu nome já não me desencadeava mais terríveis reações físicas, mas o coração ainda apertava, como se ainda tentasse se proteger de todo o dano causado pelo dono daquele nome. Por isso, quando meus pais o deixavam escapar já não se entreolhavam preocupados temendo ter que lidar com mais uma crise de choro, às vezes eles nem reparavam que usavam esse nome na minha presença. Eu reparava, toda vez.
0
Comente!x

  Quando minha mãe perguntou se iria ao aniversário de Harlan, o querido patriarca da família de Meg, acabei concordando; seria bom voltar a rotina, minha mãe me disse, iria mostrar àquele merdinha que ele não poderia me afetar do jeito que ele esperava, meu pai achava. Eu estava com medo de encará-lo novamente, de ouvir sua voz, sentir seu perfume, mas meu otimismo sussurrava que talvez fosse bom ter o choque de uma vez, assim como entrar na água gelada, de uma vez, para logo aquela sensação horrível passar, era exatamente o que eu esperava que acontecesse, mas, ao mesmo tempo a voz no fundo da minha cabeça avisava que essa história meio escrita de terror em que eu me encontrava não acabaria muito bem e seria a do tipo que o personagem principal que você se apaga e torce o livro todo por uma superação morre no final.
1
Comente!x

  Eu passei os dias até a festa obsessivamente imaginando qual seria o desenrolar, quase desejando ser uma espectadora externa da minha própria vida, passei por cenários onde ele estava tão destruído quanto eu, que Meg talvez tenha ido tirar alguma satisfação por seu primo ter machucado sua querida amiga onde ele se arrependia de tudo o que fez, ou que percebera nessas semanas que sentia minha falta absurdamente, que minha presença em sua vida tinha ocupado um lugar em seu coração que ele não tinha notado até agora, ou, aproveitando o principio de alguma dessas possibilidades, onde ele percebera o seu erro, mas rumando para um fim diferente dos que eu acabava em seus braços com ele com seu corpo por cima do meu e enterrado em mim, sussurrando promessas e palavras de amor, imaginava como seria chegar acompanhada de outro cara para ferra-lo, pois … Ele era um filho da puta arrogante e egoísta, que ia me preferir sofrendo por ele do que bem e com outro cara.
0
Comente!x

  Mas não faria isso, não agora, acho que ele conseguiria ver a verdade em mim, ele sempre conseguiu. Além disso, apesar de grande parte minha querer (e conseguir) me ressentir com ele e o deixar o mais ferido com a situação, mesmo que fosse apenas uma ferida no ego e nada comparada a minha, ainda tinha a pequena parte que não o culpava, mas sim a toda a situação em que tudo se desenrolou, talvez isso seja um teste divino e eu realmente fosse boa demais para meu próprio bem.
0
Comente!x

  Na noite do aniversário, cheguei junto com meus pais e começamos a cumprimentar a todos, eu com o coração acelerado a todo momento, temendo o encontro com ele, mas nem ele nem seus pais estavam lá ainda e quando já havia falado oi para todo mundo e já estava com a minha taça de champanhe em mãos, ocupada demais em uma conversa com Meg e sua mãe sobre qualquer assunto irrelevante que me tirasse do meu estado de ansiedade, ele chegou.
0
Comente!x

  Por estar ocupada prestando atenção em outra coisa, fui pega desprevenida, e quando percebi seu corpo forte vestido naquele suéter branco estupido que eu adorava, meu coração acelerou num ritmo alarmante. Se ele pensou alguma coisa ou se surpreendeu quando me viu próxima de onde estava parado, não deixou transparecer e sua expressão continuou a mesma de tédio que ele sempre carregava ao redor de sua família e somente me deu um aceno com a cabeça.
0
Comente!x

  Não o respondi e me virei para minha amiga enquanto ela chamava meu nome para recuperar minha atenção, tentei continuar na conversa o máximo que eu conseguia, mas parecia que meu corpo estava me traindo e meus olhos sempre iam para a poltrona que estava sentado, na maioria das vezes conseguia prender meu olhar e perder meus pensamentos ao redor dele, pois poucas vezes ele estava olhando na minha direção.
0
Comente!x

  Mais tarde, quando falei seu nome em voz alta pela primeira vez desde que toda aquela bagunça tinha começado, a palavra deixou um gosto amargo e uma queimação nos meus lábios, me lembrando dos beijos que trocávamos que também deixavam uma queimação, mas de outro tipo, a do tipo que sentia falta. Por algumas poucas vezes peguei-o me encarando, encarando meus lábios como se também sentisse aquilo.
0
Comente!x

  Naquela noite, ele saiu batendo as portas por uma discussão com seu avô no meio da festa, conhecia aquela postura muito bem, pois ele costumava me procurar sempre que estava nesse estado de espirito, não me atrevi a pensar se talvez ele fosse procurar outra pessoa hoje. Naquela noite, ele saiu sem nem olhar para trás, me olhar pela última vez, sem trocar uma palavra comigo ou tentar se redimir de alguma maneira, é como se ele nem soubesse do estrago que ele deixou em minha vida, ou pior, não se importasse.
0
Comente!x

  Ele saiu sem olhar para trás e eu só fiquei lá, desejando que meu nome também o machucasse tanto quando o seu nome me machucava.
1
Comente!x

Fim

0 0 votes
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest
11 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
Lelen
Lelen
2 anos atrás

Só queria dizer que quero dar uns tapas bem dados no pp.

E preciso assistir o filme pra ver se há uma vingança com ele pra me satisfazer pelo menos um pouquinho. Acho que nunca fui TÃO vingativa com relação ao meu favorito em uma história KKKKK

Ameeei!

Comentário originalmente postado em 12 de Setembro de 2020

Mari
Mari
2 anos atrás
Reply to  Lelen

Pode dar, ele merece ahahahahah fico muito, muito, muito que você tenha gostado, significa o mundo pra mim!!

Comentário originalmente postado em 13 de Setembro de 2020

Natashia Kitamura
Natashia Kitamura
2 anos atrás

Queria começar este comentário ressaltando a minha adoração já pelas perguntas.
“Nome daquele cara lindo e extremamente arrogante?” BERRO, JÁ AMO.
E apesar de ele ser um escroto. ESCROTOOOOOO! Eu me entendo. É realmente muito difícil resistir ao fave.
Ranço demais dele, no final das contas.

A história ficou ótima amigaaaa! Adorei muito! Queria uma continuação? Queria.
Queria um turnaround na cara dele? Queria. Hahahahah

Comentário originalmente postado em 14 de Setembro de 2020

Fe Camilo
11 meses atrás

Geeente, eu tô de cara com esse PP. Não tem nem consideração pela amiga que ela sempre foi, ajudando quando ele precisou? Aff

Olha pode ser a escorpiana vingativa que domina grande parte do meu Mapa Astral, mas eu estaria nessa festa linda de morrer, e ainda levaria um boy bem gostoso para esfregar na cara dele e mostrar que estou mais do que plena. rs

Ameeei, é aquela história que ativa o gatilho de ranço do macho hétero top. hehehhe

Ray Dias
6 meses atrás
  E foi assim que , no meio de uma conversa boba e sem pretensão, me mandou embora de sua cama…" Read more »

Ai que delícia, a gente já começa passando raiva com o boy! HAHAHAHHA Socorro! Deus nos ajude!

Ray Dias
6 meses atrás
  Cresci junto com e Meg, minha família tendo uma grande amizade com a família deles, então, inevitavelmente para as únicas…" Read more »

Cheiro de treta de romancinho entre os primos ?

Ray Dias
6 meses atrás
  Aos poucos, comecei a ficar esperando pelas poucas atitudes e palavras de carinho que ele dedicava a mim, como um…" Read more »

Pqp, eu me senti representadíssima, porque isso aconteceu comigo. Deu até pra rever as memórias como uma tela de tv. Tadinha da pp. :'(

Ray Dias
6 meses atrás
  — Espero que meu nome também o machuque... — Sussurrei, não sei se Meg me ouviu, mas em seguida ela…" Read more »

meu deus eu já estou querendo abraçar a pp !

Ray Dias
6 meses atrás
  Quando minha mãe perguntou se iria ao aniversário de Harlan, o querido patriarca da família de Meg, acabei concordando; seria…" Read more »

Os pais dela sabiam do rolo? Porque ali pareceu que o pai dela aconselhou ela a “mostrar pro merdinha” que ele não a afetava… Agora, cá pra nós, PRESSINTO que ela vai encarar ele com outra pessoa nesse evento, ai Deus… nervousier

Ray Dias
6 meses atrás
  Ele saiu sem olhar para trás e eu só fiquei lá, desejando que meu nome também o machucasse tanto quando…" Read more »

UAU

Ray Dias
6 meses atrás

Caramba, essa fic bateu forte no meu peito. Eu fiquei com muita pena dessa pp porque a dor dela, dói. Dói muito mesmo. Parabéns pela fic Mari ! ♥


You cannot copy content of this page

11
0
Would love your thoughts, please comment.x