Natashia Kitamura
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Capa por Virginia Uchoa

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Weak

Capítulo 1

  Amor. Quatro letras que formam uma palavra de significado tão forte. Toda história deve ter um final feliz, como manda o script, com muito amor.
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  Porém, essa palavra não consta em qualquer lugar do meu dicionário. Amar, se apaixonar, cair em amores são coisas que outras pessoas sentem, não eu. Não é permitido. Não é bem-quisto. Não é algo que eu tenha curiosidade em sentir. Assim foi a maneira como fui educado. Viver minha vida sem nada positivo. Ninguém para me proteger, para se preocupar comigo. Ninguém para cuidar de mim ou me amar. Viver sozinho foi, desde quando eu ainda era um feto, a previsão da minha vida. E assim será até meu último suspiro.
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  Aos 4 anos, quando chorei por atenção, fui mantido dentro de um armário por uma semana inteira. Alimentado com água e pão, quanto mais eu gritava, mais tempo permanecia lá. Ao final da semana, disseram que a situação dentro do armário era precária. Meus pais conseguiram exatamente o que queriam. Uma criança séria, sem drama, que chegasse à expectativa que eles esperavam.
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  Viver sempre com a sensação amarga de pensar como seria se eu fosse uma pessoa normal, com pensamentos normais, família normal. Ter um sonho, um objetivo. Tudo isso não passa de uma mera e insignificante ilusão que jamais se tornará concreta.
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  Na escola, a única criança que se atreveu querer me tirar das trevas à qual eu havia sido remetido pela minha família, acabou acidentalmente caindo dentro de um poço de água. Foi o que disseram os funcionários da fazenda onde a família passava as férias de verão. Vi os funcionários dentro de casa no dia seguinte à morte dele, recebendo uma bolsa de couro do secretário de meu pai.
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  Foi o meu primeiro contato com a morte. A partir desse dia, soube que minha família era relacionada à decisão de quem viveria ou quem morreria. Achei que aquilo, sim, era poder. Não o que as crianças e, mais tarde, os jovens ao meu redor diziam ter. Dinheiro, carros, mansões… nada importava quando sua vida estava em jogo. É aí que víamos quem era verdadeiramente poderoso.
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  Amargura, vingança, escuridão. Morte. Para os medrosos, a vida seria um inferno, mas para mim já não é lá grande coisa.
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   . 31 anos. Serial Killer.
  A família sempre foi considerada a melhor máfia assassina que já existiu no mundo. Temido por todos, Martin, meu pai e atual líder, sempre disse que o comportamento demonstrado por aqueles inferiores a nós era respeito. Ao virar as costas para ele, ri. Quem ele queria enganar? Eu sabia que era medo. Quando se mata todos os tipos de pessoas, sem distingui-las boas ou ruins, ricas ou pobres, existe um momento em que você consegue distinguir medo, de respeito.
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  Fui concebido por obrigação. Porque meus antepassados tiveram filhos para herdar o negócio da família. Foi uma decepção quando vim homem. Meu avô, Drew, achava que a mulher sempre foi mais adequada a esse negócio, do que os homens. Isso porque minha avó, Elizabeth, a verdadeira , assassinou o irmão mais velho em um momento de grandeza da família.
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  – Ela disse que ele não passava de um covarde – Drew, com seus olhos brilhantes de orgulho, relembrava de sua esposa com respeito. – Thomas era um tolo, de fato. Ninguém esperava que um homem que não cumpria as missões pessoalmente e mandava a irmã mais nova em seu lugar, fosse chegar longe. E claro, não chegou. A gata lhe comeu a língua. – riu.
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  Ele adorava brincar com o assunto, pois foi exatamente o que aconteceu. Após receber um tiro no meio da testa, uma cortesia de Elizabeth, disse Drew, ela lhe cortou a língua; a mesma que a ordenava seduzir homens e mata-los em seus momentos de glória, e alimentou os animais da casa com o pedaço da carne.
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  Desde então Drew tem a esperança de que alguma linhagem de seja liderada por uma mulher. Elizabeth morreu devido à uma doença, a única causa que poderia derrubá-la, disse ele no funeral. Por essa mesma razão, sou filho único, assim como meu pai.
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  Eu estava a caminho de mais uma missão, ou seja lá como se chama a atividade de “saber quem será a próxima vítima”. O lugar em que moramos sempre foi o mais escondido possível, no meio da Normandia. O local foi escolhido, simplesmente porque Martin quis. Quando a responsabilidade do clã é passado para a próxima geração, o líder pode escolher entre as diversas moradias espalhadas pelo mundo, para tornar oficial a nova base da família. Martin sempre gostou da França e de lugares que ele possa controlar. A Normandia era perfeita para ele, e continua sendo até então.
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  – , preste atenção – Kamila, minha mãe, me manda um olhar repreendedor, me fazendo voltar a atenção a Drew, que não me dava um de seus melhores olhares. Eu e ele sempre tivemos problemas de nos desentender, apesar dele sempre confiar em mim os melhores casos da família, apenas porque gostava de minha crueldade.
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  – Ele lembra a mim – disse, um dia. Quase o matei por isso.
  – Voltando ao assunto – Drew diz, virando sua cadeira para um telão, onde um dos funcionários se responsabilizava em mudar os slides –, a família Morgan nos contratou para exterminar a família , dona da maior empresa petrolífera do mundo.
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  – E por que deveríamos matar toda família? – perguntei, sem interesse, brincando com uma faca pequena. Matar uma família inteira é trabalhoso demais.
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  – Parece que os chefes da família induzem os filhos a cuidarem dos negócios no futuro, por isso, mata-los é essencial para que a empresa entre em falência de uma vez.
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  Uma decisão sensata, mas incompetente. A morte de uma família não significa a quebra de uma empresa.
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  – E quanto a família Morgan quer investir nesse plano? – Jace, o idiota que cuida da contabilidade do clã, diz, empurrando os óculos de grau com as costas do dedo indicador. Um hábito que ele tinha de agir quando questionava sobre valores.
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  Os integrantes da família nunca ligaram para quantias de dinheiro, apesar de sermos milionários. Nosso trabalho nos faz assim. Mas não era assim com aqueles que não dividiam do mesmo sangue que o nosso. Para eles, todos nós trabalhávamos por dinheiro. Quanto maior o valor, maior a força de vontade. E matar uma família inteira significava a necessidade de muito incentivo por parte do cliente, o que aumentaria, no mínimo, 2 ou 3 dígitos em nossa conta bancária que, honestamente, já passava dos nove dígitos.
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  Olhei preguiçosamente para a pasta com todas as informações que a família contratante nos passou, mais o que nossa equipe de pesquisa reuniu. Contas, dados de amigos, seguranças, horários fixos que todos os integrantes costumavam seguir.
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  O dia perfeito para o plano era na noite de natal, onde os se reuniam como uma família comum para celebrar um feriado qualquer. Todos iam para a propriedade da família principal em uma fazenda na Espanha, e lá ficavam até o ano novo, quando a maioria decidia passar em outro lugar. Poderia haver pessoas que não eram da família, mas em uma missão em que a ordem era a exterminação de uma família, amigos presentes eram mais importantes mortos.
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  Meus olhos caíram na página dos herdeiros da família. Três filhos saudáveis e adultos. Parei para analisar, especificamente, a caçula. . Aos 27 anos, apesar de não ser a favorita a herdar a empresa, devido à posição na linhagem, tinha o melhor currículo profissional, com experiência em empresas importantes e atividades que deixariam muitos profissionais que lutam por um lugar no mundo, de queixo caído. A primeira coisa que me veio à cabeça, foi em como ela era desvalorizada. A segunda coisa foi que Drew amaria tê-la como neta, o que me fez bastante satisfeito ao saber que eu era o responsável por cortar o pescoço daquela belezinha.
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Capítulo 2

  Nós estávamos na Espanha. Havíamos chego dois dias antes da família para alguns preparativos essenciais, que se resumia à morte de um ou dois seguranças para que pudéssemos incluir alguns dos nossos dentro da equipe que finalizava as preparações para receber integrantes dos de todo o mundo.
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  Até então, tudo perfeito. Tudo conforme planejado. As equipes estavam a postos nos lugares corretos, os relógios nos pulsos de cada um cronometrados perfeitamente, para que nenhum segundo fosse desperdiçado. O plano inicial havia sido arquitetado para ser executado em apenas uma hora.
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  Olhei meu relógio. 4 horas se passaram e ainda estamos aqui.
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  Flashback

  – John! Tira daqui! – ouvimos falarem quando Drew havia acabado de matar os próximos à sala de visita, onde convenientemente havia uma passagem secreta. Europeus e suas manias de sair às escuras.
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  Sinto o olhar surpreso de Kamila em minha nuca, enquanto recebo a notícia com a mesma reação que ela. Não sabíamos que havia mais um na família. Não fomos informados disso e não havia esse dado registrado em nenhum sistema do mundo. Olhamos para Martin, que terminava de verificar a pulsação do integrante o mais velho dos . Sem se exaltar, ele se vira, ignorando todos nós, e fala calmamente na rádio que todos dividíamos, encaminhando-se para as escadas e sussurrando um leve:
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  – Eu cuido dele.
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  Eu e Kamila concordamos com a cabeça e então andamos atrás dele, enquanto maneio a cabeça para que os demais participantes siga o plano conforme o combinado. Seguiram para a sala de jogos, onde provavelmente estaria o resto da família, se divertindo. Retiramos as armas e as empunhamos em alto, prontos para alguns disparos rápidos.
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  Uma característica de nós, , é que não gostamos de matar uma pessoa pelas costas ou dormindo, a não ser que seja extremamente necessário – ou pedido. Quando se trata de matar, a maioria dos seres humanos acreditam ser um ato de misericórdia fazer com que os outros morram sem saber. Mas nós sabemos que apenas covardes fazem isso. Se você tem a audácia de querer matar alguém, então faça direito. Isso é ter misericórdia deles.
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  Enquanto eles adentram em uma sala improvisada, antecedente à bagunça que ocorria no salão ao lado, os integrantes do clã que iam à frente eliminavam os seguranças e as câmeras de segurança antes que pudessem nos perceber ou captar. Desvio meu caminho para outro corredor, onde segui com facilidade por entre as diversas portas, como se a residência fosse minha. Decorar o lugar onde irá se infiltrar é uma das coisas mais importantes a se fazer antes de atacar.
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  Subi algumas escadas do imenso castelo e fui de um lugar para outro, em meio às sombras. Sem desviar minha atenção e com foco em um único lugar, segui até à última porta do corredor mais alto. Esta, inclusive, mostrava muita proteção, conforme a equipe que havia tomado conta das câmeras havia me informado pela rádio. O maior quarto do corredor ainda estava sendo ocupado, era óbvio. Com minha arma silenciosa, atirei nos quatro seguranças espalhados pelo corredor, sem lhes dar tempo de reagir apropriadamente. Sempre disse para quem me perguntasse, que contratar seguranças era burrice, já que suas armas ficavam sempre escondidas dos olhos, o que tornava difícil de sacá-las em momentos como este.
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  Silenciosamente, encostei meu ouvido à porta, ouvindo um quase silêncio. Sorri e olhei para meu relógio. Doze minutos antes. Um novo recorde. Era ali o lugar em que eu cumpriria a minha missão.
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  Abri a porta sorrateiramente e o sorriso sumiu na mesma velocidade que surgiu. Não gostei nada do que vi: uma cama vazia, um quarto escuro e as janelas escancaradas, com as cortinas esvoaçantes.
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  Entro no quarto brutamente e a procuro por todos os lugares até ouvir um barulho. Fecho os olhos impaciente e vou andando até a janela, escondendo-me para o caso de estarem armados. O tal John levava a menina até um carro, onde entraram rapidamente e aceleravam para longe. Dou um soco no batente da janela, ao mesmo tempo que mando a equipe externa atirar contra o carro, mas em vão. Ele era blindado.
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  Retorno até o aposento onde o resto do clã havia finalizado seu serviço. Passo por vários corpos ensanguentados até chegar à Kamila, parada com a vestimenta intacta, como sempre. Ao me encarar, não pude ver nada além de frieza. Ao ver minha expressão, o nada se transformou em fúria.
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  – Está morta?
  – Fugiu. – passo por ela e desço as escadas, onde Drew e Martin esperavam por nós, observando o estrago que havíamos recebido. Nada. Assim que anunciei o ocorrido, não foi um fim de noite feliz para o clã .
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  Fim do Flashback.

  Conclusão: quatro horas depois, um quinto da equipe e eu estamos ocupando a sala de câmeras da família, recuperando os dados dos veículos que saíram no horário do ataque. Em seguida, aguardava as informações de onde seria o destino dos dois fugitivos.
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  – Como que isso foi passar? – Marc, um dos integrantes mais fiéis do clã, veio dizer.
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  Qualquer um que visse nós dois, acharia que somos amigos de infância. Essa era, inclusive, nossa desculpa para a maioria de nossas missões, já que temos a mesma idade e fomos criados juntos. Marc, ao completar 24 anos, decidiu se inserir de verdade em nosso clã, já que a escolha era essa ou, como ele diz, ser um pobretão francês. Foi assim que ele eliminou seu pai e irmão mais velho a mandato de Drew, que queria uma prova de sua fidelidade. Para nós, família era sinal de negócio, mas para pessoas de fora, ainda poderia ser utilizado como ponto fraco, e negociações e ameaças. Marc não hesitou em planejar uma maneira de acabar com os dois únicos integrantes de sua família que, de acordo com ele, não moveram um dedo para a sobrevivência dele.
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  Desde então, sempre que preciso sair em missão conjunta, sou acompanhado por ele, que possui um jeito mais espontâneo do que eu. Marc era o responsável por cuidar da área externa e das câmeras, por isso continuou comigo.
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  Daqui para frente, a missão era só minha. Eu terei de matar a garota sozinho E receberei 10.000 libras a menos do que deveria pelo erro que os informantes idiotas deixaram passar. Farei questão de, após o serviço, fazer-lhes uma visita e deixa-los saber o quanto uma informação errada pode lhes custar.
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  Não foi difícil descobrir o paradeiro da caçula e seu grande salvador. Seria o fim. Para eles.
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  Alguns telefonemas depois, segui para a casa de veraneio que haviam comprado de última hora apenas para se refugiarem na Polinésia Francesa. Pelo que vi, a segurança não era tão boa quanto eu esperava. Meu único problema seria arranjar um momento em que os dois estivessem sozinhos. A equipe que trabalhava remotamente comigo havia dito que o tal John era um funcionário adotado pela família , de muita confiança. Posso lhe dar crédito pela sua fidelidade, apesar de acreditar ser uma burrice, já que ela lhe custará a vida.
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  Estava no local havia quatro dias. Era óbvio que nenhum dos dois me reconheceriam. Ele só havia visto Martin e Drew, e ela sequer sabia a cor de nossos cabelos. Passei ao lado dos dois incontáveis vezes, como teste para confirmar minha teoria e observar a rotina do casal.
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  O começo do fim se iniciou uma semana antes de eu começar a botar meu plano em prática. Eu estava sentado em uma mesa da feira local, tomando um café e lendo o jornal, que anunciava o fim da empresa na área petrolífera e o desaparecimento da herdeira, que poderia ser dada como morta, diante das circunstâncias.
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  – Oi, se importa se eu me sentar aqui? As outras mesas estão cheias – ela aponta com a cabeça para as outras mesas do lugar, com uma bandeja de café da manhã nas mãos.
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  A olho sério e concordo com a cabeça, voltando a ler o jornal. Depois de um tempo lendo, resolvo levantar os olhos para saber como estaria a futura cadáver. E, surpreendido, a vi me encarando. Desviou o olhar corada assim que percebeu meu olhar sobre ela.
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  – Desculpe – a voz dela sai baixa.
  Não respondo. Eu estava acostumado a ser cobiçado por mulheres. Elas tendem a gostar de corpos como o meu, mesmo que meu esforço em mantê-lo seja por conta do serviço, não para entretê-las. Não me mostro intimidado e não desvio o olhar dela, o que, aparentemente, a fez se sentir na obrigação de se explicar:
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  – É-é que… – e então ela balança a cabeça. – Nada.
  – Está com medo? – pergunto sério, abaixando um pouco o jornal e ela me olha surpresa.
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  – Não. Era para eu estar?
  Abro um pequeno sorriso com a ironia que a situação parecia.
  – De fato. Sou um estranho.
  Ao contrário do que eu imaginava, ela abre um sorriso e pende a cabeça para o lado, enquanto mantinha o canudo do suco em sua boca. Após um tempo, diz:
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  – Você não me parece perigoso.
  – As aparências podem enganar.
  – Isso quer dizer que você não é tão frio quanto demonstra ser?
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  Levanto uma sobrancelha, novamente surpreendido pela rapidez de raciocínio que ela mostrava ter. Dobrei o jornal e o apoiei na mesa entre nós dois; ele já não era mais tão importante do que .
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  – Pareço um homem frio?
  – Hum… não acho, mas você demonstra ser.
  Me remexo na cadeira, levemente incomodado com sua análise sobre mim. Interessante. Ela era uma mulher bastante interessante.
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  – Como posso demonstrar ser algo para uma pessoa que sequer conheço?
  Pareci pegar ela em cheio, pois seus lábios se desgrudavam um do outro e então voltavam a se juntar, ela olhava para mim procurando por uma resposta inexistente dando em seguida uma risada sem graça:
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  – Você é esperto.
  – Tirando conclusões novamente – aponto para ela, que balança a cabeça confusa e solta um riso de descrença.
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  – E esquisito. Você é esquisito também.
  Abro um minúsculo sorriso demonstrando meu sarcasmo, e volto a me encostar na cadeira, reabrindo meu jornal.
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  – O que faz aqui em Bora Bora? – ouço a voz dela.
  Movimento minha mão esquerda levemente para tirar o jornal de minha frente e conseguir enxergar o rosto dela, ao mesmo tempo que ergo uma sobrancelha.
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  – Trabalho. Você?
  Ela hesitou por um momento. Sorri internamente. Pareceu manter uma luta interna sobre qual resposta adequada dar, até que se decidiu pela mais óbvia:
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  – Férias.
  – Escolheu Bora Bora para aproveitar o inverno? Interessante… – volto a olhar para o jornal, satisfeito por ver sua expressão culpada por ter escolhido a resposta errada. – Está sozinha?
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  Sinto ela se remexer e então pouco tempo depois falar:
  – Não.
  Todo esse tempo para um “não”? Parece que alguém esqueceu de dar instruções para a garota. Sem desviar a atenção dela, mas ainda fingindo ler o jornal, a ouço se pronunciar:
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  – Você está?
  – Estou – digo prontamente, esperando qual próxima resposta ela daria. Isso estava mais divertido do que eu imaginava.
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  Sinto seu corpo se mover em desconforto mais uma vez, e uma nova onda de hesitação se acomodou entre nós, até ela ser salva:
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  – Nikki! – ouvimos uma terceira voz. – Estive te procurando por todos os lados, não suma mais assim!
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  Sem retirar o jornal da frente de meu rosto, mas com o canto dos olhos, observo o jovem que se aproximava apressado, como se estivesse sendo… perseguido.
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  Abro um sorriso, rindo de minha própria piada.
  – Desculpa, eu estava com fome – a ouço responder.
  O jovem suspira e resmunga algo para si mesmo. Vejo seus olhos encararem todos os cantos, mal sabendo que o único ponto que deveria se preocupar estava bem diante dele. Pude perceber como era inexperiente, provavelmente por ser somente o filho de um funcionário que se meteu em uma encrenca pesada. Os cabelos escuros estavam desarrumados, mostrando a falta de tempo de se olhar no espelho, deixando-lhe… suspeito. A roupa, certamente arranjada em qualquer loja turística, mostrava uma camiseta de propaganda do lugar e uma bermuda que não lhe caía bem.
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  Um ponto que pode passar despercebido por muitos, mas que é fundamental em alguém que está vivendo uma vida de mentira para despistar outra pessoa é… viva a mentira. Se você acreditar que é outra pessoa, então ninguém poderá lhe questionar. Mas se quer viver como um rato fugindo de um gato… bem, então que seja.
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  Vi seus olhos caírem em mim no momento que decido descer o jornal da frente de meu rosto e beber um gole do meu café.
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  – Que é? – perguntou grosseiramente.
  Decido não desviar meus olhos dos dele, porque sei que é exatamente o que o deixaria mais nervoso. Ele parecia estar à flor da pele, ao contrário da moça que tentava proteger. Essa parecia começar a se mostrar incomodada por seu parceiro ser rude com alguém inocente.
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  Não pude evitar abrir um pequeno sorriso com meu último pensamento, o que levou o camarada a achar que era com ele:
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  – Escuta aqui, perdeu alguma coisa na minha testa?
  O certo seria responder à altura, porque não gosto de parecer passivo. Mas eu poderia acertar as contas com o falso-leão mais tarde, então me levanto e olho para , que tinha o rosto vermelho de vergonha pelo comportamento do companheiro:
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  – Bom te conhecer – e mando um último olhar ao tal John, que, diante da situação, fica com o rosto vermelho, pronto para entrar em uma briga, caso não segurasse seu braço.
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Capítulo 3

  Após daquele dia, parecia mais atenta ao seu redor. O lugar onde estávamos em Bora Bora não era tão grande e podíamos facilmente nos encontrar sem planejar até pelo menos três vezes ao dia, a não ser que eles decidissem sair para um passeio de escuna, o que sou obrigado a dizer que, se fosse uma vítima fugindo de um assassino desconhecido, não acharia essa atividade uma boa ideia.
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  Meu rosto parecia estar bem marcado na memória da última . Uma simples aparição, mesmo que longe, mas em seu campo de visão, era o suficiente para fazê-la se aproximar. Quem não gostava da ideia era seu companheiro intruso, o tal do John, que me mandava olhares desconfiados e nervosos sempre que nos encontrávamos. Como todas as vezes que o encontro acontecia, suas caretas não me afetavam; ele não era minha prioridade, por mais que, nos dias de menos paciência, minha vontade de meter uma bala no meio de sua testa aumentasse consideravelmente. Um dos principais ensinamentos para um assassino, é a virtude da paciência. Quando se conquista esse dom, a espera se torna até divertida, como um gato que brinca com o rato antes de devorá-lo.
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  Três dias para a execução.

  Meu plano já estava formado. Por mais que os seguranças da casa aonde os dois estavam morando tivessem o tamanho e o armamento suficiente para espantar qualquer um de perto da casa, para mim era apenas questão de jogo de cintura. Como alguém cuja prioridade não é matar mais do que o necessário, eu sempre deixava a decisão na mão deles, a de morrer ou não. Na maioria das vezes, eles eram ensinados a entender de que colocar sua vida em jogo à frente de alguém que o contratava era uma virtude. Pelo bem da virtude da família deixada para trás, seria bom se pelo menos eles fossem bem pagos, o que dificilmente acontecia.
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  Por volta das sete da manhã, passava, como sempre, próximo à casa em roupas de ginástica. Uma bermuda e uma camiseta, com os óculos de sol e fones de ouvido. Um funcionário me parou para perguntar as horas; gentilmente respondi. Aproveitei para pedir sugestões de outros caminhos, já que aquele era o “único que conhecia”.
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  Diferente dos seguranças profissionais, aqueles foram gentis em me dar as dicas como se eles fossem os donos de um bar e eu, um turista em busca de um calor local.
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  Quinze minutos depois, me afastava com um sorriso.
  Eu já não era mais um alvo para eles.
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  Dois dias para a execução.

  Eu estava aproveitando o final da tarde para verificar o movimento da praia onde eles estavam localizados. Não chamar atenção é um dom que os Lord têm na hora da ação. Estava tudo a meu favor. No fim da tarde a praia já não estava tão cheia, pelas minhas contas, umas poucas cinco, seis pessoas. Casais caminhando à beira-mar. Estupidez. Após terminar a última checagem, coloquei as mãos nos bolsos de minha calça e passei a andar sem rumo. Não havia mal algum aproveitar o serviço extra, para também emendar uma folga.
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  Sentei em um banco de madeira de frente para o mar, sentindo uma leve brisa refrescante bater em meu rosto. Aquilo, sim, era clima para um assassinato. Chuvas, tempestades, tempo nublado, escuro e sem energia? Clichê de filmes de terror. Além de atrapalhar o plano, fazendo com que as vítimas talvez mudassem seus trajetos originais, ainda fazia com que eu tivesse de usar roupas pesadas e tivesse uma visão ao menos 30% pior do que se estivesse cumprindo o serviço em um tempo bom. Além de que, por mais que as pessoas neguem, elas sempre ficam mais receosas e atentas ao que acontece ao redor com o tempo ruim. Principalmente se elas já são alvo de algo ruim, como minhas vítimas.
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  “Você está aproveitando para conhecer umas locais, não é? Posso te passar o nome de algumas que salvei da última vez que estive aí.” A mensagem de Marc surgiu, após ele entender que eu já havia terminado meus deveres. Obviamente não lhe respondi. Eu não tinha interesse nenhum em dormir com mulheres locais.
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  Apesar de ser treinado para não sentir nenhum tipo de emoção, isso não significa que não sei me divertir como um ser humano comum. Mesmo Marc não sendo meu amigo, ele era o mais próximo de um que eu teria, ainda que jamais vá saber disso.
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  É por isso que, mais do que minha própria família, ele me conhecia. Ele sabia que, antes de eu cumprir uma missão, não me distraía com álcool ou mulheres. Elas eram minha recompensa, após mais um trabalho bem feito.
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  Era assim que Marc sempre aparecia ao final de cada missão, com o sorriso mais odioso do mundo, que sabia exatamente o que todos os outros homens de nossa idade em nossa equipe queria. Se eu estava junto, então não havia problema para eles se divertirem um pouco.
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  “Seja um bom chefe.” Ele sempre dizia.
  Com o pensamento de que futuramente eu serei o chefe deles, o chefe do clã, aceitava acompanha-los. Tirando-os de algumas enrascadas, colocando-os em outras.
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  Saíamos para beber, íamos a cassinos e visitávamos bordéis quando achávamos precisar de uma atenção do sexo oposto. Eles, mais do que eu. Como pessoas comuns, eles sentem a necessidade de se sentirem amados. Aflição. Pena.
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  Matei alguns deles também. Os que decidiram amar demais.
  Era assim que nosso clã funcionava.
  Posso me considerar um homem de sorte. Teria mais, se pudesse usufruir de toda a beleza que o que chamam de Deus, me concedeu. Porém, só faço uso dele quando estou numa missão. Sou belo o suficiente para fazer qualquer pessoa se apaixonar por mim. Conquistar é uma missão fácil. O difícil era ser conquistado.
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  Estava tão absorto em meus próprios pensamentos que quase não senti sua presença se sentando ao meu lado. Não lhe dei atenção, mostrando-lhe meu desinteresse.
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  – Não tem um dia que eu não me pergunte o porquê de você estar sozinho em um lugar paradisíaco como esse. – a ouço dizer. Movimento meus lábios formando um sorriso de canto sem desviar o olhar do horizonte.
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  – E por que decidiu me perguntar agora?
  – Não estou perguntando. – ela responde no mesmo tom sarcástico que eu havia usado. Foi o suficiente para chamar minha atenção. Era uma garota esperta e, querendo ou não, eu gostava disso.
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  – Não está? – a olho com o mesmo sorriso.
  – Não. Estou fazendo apenas um comentário. – vejo ela sentir meu olhar sobre si, decidindo me dar o ar de sua atenção, virando seu rosto em minha direção.
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  – E por que você está aqui? – brincar com a vítima era meu passatempo favorito. Confundi-la, conquista-la, iludi-la. Isso era divertido.
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  – Férias, já disse.
  – Por que mente? – encarei bem no fundo de seus olhos e vi sua pupila aumentar devido a surpresa em minha pergunta afirmativa.
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  – Eu não estou mentindo.
  – Sim, você está. – confirmo, a deixando mais desconfortável.
  Meu tom de voz era sereno, comedido, misterioso. Eu queria cada vez mais e mais o descontrole por parte dela.
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  – Sua foto está no jornal – explico, vendo-a engolir seco – A filha desaparecida da família , que foi inteiramente assassinada na semana passada.
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  E o jogo começou. estava espantada com a notícia e parecia não querer acreditar no que eu falava.
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  – C-como v-você––
  – Eu apenas leio o jornal – ergo os ombros, fazendo a cara mais inocente de seu mundo. Não é certo fazer com que a vítima saiba quem é seu assassino antes do tempo – Você não?
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  Não recebo uma resposta para minha pergunta. Eu estava indiferente. Surpreendido pela atitude dela, a vejo se acalmar rapidamente e voltar ao seu estado normal.
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  – Estou fugindo – ela diz após um tempo. Sorrio por dentro – Aquele homem que viu comigo, o John, ele é filho do secretário do meu pai. Cresceu comigo. Meu pai pediu a ele que me salvasse quando atacaram a nossa casa.
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  – Você estava lá? – mostrei-lhe um pouco de compaixão.
  Ela assentiu e olhou para o horizonte, como se estivesse revivendo o terror que o meu clã lhe causou.
  – Deve ter sido os Morgan – ela murmurou, o que, admito, me deixou bastante surpreso – Mas não importa mais. Não há muito o que eu possa fazer. Eu nem queria a empresa.
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  Ficamos calados por um tempo. Nesse meio tempo, observei com atenção seu perfil. O rosto era fino e alinhado; tudo nele parecia se encaixar harmoniosamente. Os lábios eram finos e levemente arcados para cima. Dava a impressão de um sorriso, mesmo os olhos mostrarem ser o oposto. Suas sobrancelhas não eram finas, mas também não tão grossas. Parecia ser vaidosa. Uma mulher deve ter vaidade. Seus ombros estavam desnudos e bronzeados. Ela cheirava a flores. Não parecia chateada por ter tido a família inteira assassinada há alguns dias.
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  – E acha que Bora Bora é o melhor lugar para se esconder? – voltei a puxar assunto, interessado em não fazê-la parar de falar. Curiosamente, queria saber até onde ela iria.
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   levanta os ombros, como se não se importasse.
  – John acha.
  – John acha – repito o que ela disse – E John sabe até quando deverão se esconder?
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  Ela me olha desconfiada.
  – Não sei. – responde séria. Continuo com meu sorriso e volto a atenção para o mar.
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  – Se ele foi incumbido de te proteger, o que faz aqui sozinha?
  – Preciso de um ar. Não gosto dele na minha cola sempre.
  – Isso não deveria se fazer quando se está fugindo. – a olho de canto, vendo-a abrir um sorriso, como se risse da situação.
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  – Não tenho medo. Quero dizer, de morrer – não consegui evitar mostrar minha surpresa. Ela não tinha medo de morrer? Era a primeira. Eu não gostava de matar pessoas assim, pois acredito que são essas quem mais merecem viver – Ele fica no meu pé e sequer posso fazer alguma amizade ou conversar com alguém que não seja ele.
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  – E por que veio falar comigo?
  Mais uma vez, a vejo mexer os ombros.
  – É o único que eu senti segurança em falar – quase ri. Essa garota tem o perigo correndo em suas veias – Desculpe se te atrapalhei.
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  – Não atrapalhou – falo calmo a fazendo abrir um leve sorriso – Quer jantar?
  – Não, não estou com fome – ela se levanta, limpando a areia de seu vestido – Acho melhor voltar para casa. John deve estar louco da vida atrás de mim. Moro ali, caso queira conversar, minha janela é a da esquerda, se estiver de frente para a casa – ela aponta para o local, como se eu já não soubesse exatamente onde era. Mas concordo com a cabeça, sem dizer nada. – Então tchau.
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  – Até logo. – falo, arriscando jogar-lhe um sorriso malicioso. Aguardando sua reação, a vi perceber e suas bochechas tomarem um tom levemente avermelhado. Virou-se e começou a caminhar em direção à enorme casa. A vejo se distanciar, ao mesmo tempo que mudava meus planos.
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  Hora de fazer uma visita inesperada.
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Capítulo 4

  Sem precisar ir para casa e me arrumar, continuei sentado no mesmo banco de madeira até depois do sol se pôr. Fui até um quiosque, onde jantei um prato leve. Senti olhares em minha direção. Abri um pequeno sorriso, enquanto degustava da comida simples e saborosa; era possível sentir de longe o desejo das nativas de Bora Bora e suas turistas em mim. Mas eu já tinha planos para hoje.
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  Depois de pagar a conta e comer uma folha de hortelã dada de cortesia pelo serviço do quiosque, voltei a caminhar pela praia, agora completamente deserta. Rumei com uma única direção em minha cabeça. A sacada indicada por .
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  Olhei em meu relógio e vi o ponteiro menor na casa de número 1 e o maior na casa 6. Uma e meia da madrugada; era bom o tal John estar dormindo, pois alguns de seus seguranças com certeza estariam.
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  Agilmente escalei a parte do muro de pedra que era ponto cego para as câmeras e seguranças; sequer me cortei com os cacos de vidro colocados porcamente no topo do muro.
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  Sem fazer o menor barulho, cheguei à sacada do quarto de , olhei para os lados e vi que os seguranças conversavam sentados em cadeiras de frente para uma mesa, onde bebiam cerveja e jogavam baralho. Quão difícil é driblar homens embriagados? Eu poderia tocar a campainha e entrar pela porta da frente.
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  Deixo-os para trás, já que não eram o meu alvo da noite, e me viro para a porta-balcão aberta – outro erro – com as cortinas esvoaçando para fora. Me aproximo silenciosamente e, pelo canto da janela, vejo dormindo serenamente em sua enorme cama dossel.
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  Sem nada me impedindo de entrar, como se eu fosse convidado, entrei no quarto branco, com móveis de madeira pintados em azul. Do canto aonde eu havia entrado, vejo ao lado o outro par de porta-balcão abertos. Havia também, do outro lado do aposento, uma porta que provavelmente levaria ao corredor, e outra ao banheiro. Um enorme armário, provavelmente nada grande, comparado ao que ela tinha na mansão da Espanha, estava encostado próximo a mim. Uma mesa do outro lado do quarto servia de apoio para somente alguns papéis e frascos. Nenhuma tecnologia. Ao menos nisso haviam pensado.
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  Me aproximo para perto da cama onde dormia serenamente e fico vendo seu corpo se mexer lentamente, de acordo com sua respiração, um sinal de que estava viva. Quantas vezes vi corpos assim pararem de se mexer no longo dos meus anos ativo? Milhares.
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  Prestei mais atenção na mulher deitada. Ela vestia uma camisola de algodão branca e seus cabelos foram presos de qualquer maneira por um fino elástico da cor de suas madeixas. Parecia diferente de todas as outras mulheres milionárias que eu havia executado. Nada nela berrava riqueza, arrogância ou culpa. Sua expressão era tranquila, como se ainda fosse tranquila. Como se nunca soubesse o que era ter pesadelo. Como se não estivesse preocupada com um assassino em busca de sua cabeça.
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  Ela abraçava um dos travesseiros e continha uma perna coberta pelo edredom de qualidade, e outra descoberta. Inclinei a cabeça, analisando toda a extensão de sua pele exposta. As pernas bronzeadas e também a parte das costas. Sem perceber, eu passava a língua pelos lábios, como se estivesse sedento por ela.
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  Dou alguns passos para trás e me encosto na parede ao lado da porta. Encosto meu ouvido e presto atenção no som por detrás da parede. Uma televisão ligada, provavelmente esquecida. Ainda com o ouvido grudado, levo a mão à fechadura, virando a chave de forma lenta e delicada, como sempre costumei fazer. A diferença é que, neste caso, eu trancava a porta.
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  Volto a caminhar para próximo à cama, acabando com qualquer espaço entre eu e o móvel. Observo mais um pouco de , que agora abrira a boca, soltando um ressoar que nem podia ser chamado de ronco. Admiro a visão que, admito, ser bela. Ela era uma bela mulher. Sua ficha não fizera nem um pouco jus à sua beleza. Não que a aparência de uma pessoa mudasse minha opinião sobre mata-la ou não. Eu ainda mataria . Só não hoje. Hoje, ficarei aqui, observando seu corpo vivo descansar uma última noite, pensando em como, em qualquer outra situação, eu a mataria somente por me fazer acha-la uma beldade.
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  A vejo se remexer e lentamente abrir os olhos em minha direção. Surpresa, se mexe rapidamente, sentando-se na cama, agora cobrindo todo seu corpo com o edredom, me fazendo ver apenas seu rosto e braços. não gritou, nem fez nenhum som que pudesse ser comprometedor para mim. Em seus olhos, vi curiosidade, o que me deixou curioso. Há uma pessoa ao lado de sua cama e ela não sente medo?
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  – O que faz aqui? – sua voz, sussurrada, mostra o espanto que sentia. Aquilo, sim, era normal.
  Não respondi. Sento na cama e seguro em seu braço, gelado por estar, até então, descoberto, e a puxo em minha direção. Pesava como uma pluma. Levanto minha mão livre e a levo em direção aos meus lábios e, com o dedo indicador, faço sinal para que ela ficasse em silêncio. Vejo sua cabeça assentir, silenciosa.
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  Permanecemos calados, analisando cada canto do rosto do outro. Em um determinado momento, sinto sua mão segurar firme em meu braço que a segurava e então, com a que estava livre, trazer até a altura de meu rosto e tocá-lo delicadamente. Não me mexi. Normalmente, eu a enforcaria ali. Qualquer mulher que tentasse vir com toques românticos para cima de mim terminava morta. Mas não ela. Algo me impedia de me mexer. Permaneci calado e imóvel, vendo-a trazer seu corpo para perto de mim, ajoelhando-se e levando sua outra mão também para meu rosto. Olhou bem fundo em meus olhos antes de selar o espaço entre nós com um doce beijo.
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  Minha boca se mexeu automaticamente, assim que nossos lábios se tocaram. Minha mente, ao contrário da de muitos homens nessa situação, ainda funcionava muito bem. Decidi dar a ela o que o tal John não dava ou não a deixava ter. Um pouco de satisfação antes de morrer não fazia mal à ninguém.
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  Assim que senti nossas línguas se tocarem, a puxei para mim, acabando definitivamente com qualquer indício de espaço entre nós. A sentei em meu colo e, enquanto um braço servia-lhe de apoio para as costas, a outra viajava livremente por toda extensão de seu corpo. O calor do beijo aumentava cada vez que meus dedos saíam do tecido de algodão e iam para sua pele. Senti-a se mexer, até ficar de joelhos, suas pernas separadas, sentada em cima de mim. Suas mãos seguravam fortemente meu pescoço, com se quisesse dar o melhor de si no beijo, enquanto eu lhe fazia carícias. Com tal posição, minhas mãos foram diretamente para suas pernas, erguendo a barra da camisola até sua cintura, sentindo a calcinha cobrir sua bunda redonda e lisa.
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  Quando suas mãos vão até minha cabeça, começando a bagunçar meus cabelos, levo as minhas até as alças de sua roupa, abaixando-a e a desnudando até sua cintura. Desço meus beijos por seu pescoço, ao mesmo tempo que ouço seus suspiros e pequenos gemidos roçarem meu ouvido. Sigo a trilha de seu pescoço, passando por seu colo e chegando em seus seios pequenos, mas suficientemente fartos. Pareciam caber perfeitamente em minha boca. E eu os saboreei de forma lenta e deliciosa. Com o toque, suas mãos passaram a apertar mais meus cabelos e seu corpo passou a se inclinar para mim.
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  Após algum tempo lambendo, mordendo e chupando seus seios, a levantei, ainda em meu colo, deitando-a apropriadamente. Enquanto ela empurrava o edredom para o lado, de modo a não deixa-la desconfortável, eu abria os botões de minha camisa, deixando-os aberto por completo, mas não retirando a peça, já que seu olhar me dizia que ela quem queria dar as honras.
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  De joelhos, fui até seu encontro, minhas mãos rapidamente indo em direção a seus seios, enquanto as mãos dela tocavam meu peitoral e abdômen. Assim permanecemos por mais um tempo, até ela tomar a iniciativa de retirar minha camisa e jogar em algum lugar no chão.
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  – Venha – sua voz sussurra tão baixo, que se meus ouvidos não fossem treinados para ouvir baixos ruídos, eu não saberia o que ela tinha dito. Sua mão sobe até minha nuca, forçando meu rosto de se aproximar do dela e nossos lábios voltarem a se grudar. Dessa vez foi sua mão livre que passeou pelo meu corpo, enquanto eu permanecia imóvel, deixando que ela fizesse o que quisesse. Senti seus dedos chegarem no cós de minha bermuda e soltar o botão que o prendia. Imediatamente, fiz o que esperava e retirei a peça, vendo-a abaixar o rosto, mostrando curiosidade em ver o que a esperava.
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  Ao observar meu membro ainda preso dentro da cueca, aproveitei o momento para retirar a camisola, ainda parada na altura de sua barriga. Ela ergueu as pernas enquanto eu deslizava a peça por seu corpo, e a joguei para o lado oposto da minha camisa. Passamos cerca de 40 segundos apenas nos encarando, até eu segurar sua perna esquerda e ergue-la até apoiá-la em meu peito. Beijei a extensão que estava à altura de meu rosto e a vi morder o lábio, cheia de desejo. Se havia uma coisa que eu admirava em mulheres, eram suas pernas. Acariciá-las era minha atividade favorita no sexo. Enquanto deixava minha língua brincar com a pele da altura de seu tornozelo, minha mão que a segurava passeava até a coxa, ousando tocar o lado interno e sentindo a umidade em sua calcinha. Quando a toquei ali, seu corpo deu um pequeno sobressalto e sua boca se abriu em um gemido fraco. Sorri e mordisquei seu tornozelo.
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  Talvez eu a fizesse gritar essa noite.
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  Vi em seu olhar a urgência de um ato mais íntimo, por isso, retirei sua calcinha tão lentamente, que não pode evitar e soltar um muxoxo de impaciência. Como recompensa, levei meus dedos até os lábios de seu sexo e toquei levemente, de modo que seu quadril se ergueu para aprofundar o toque. Enfim retirei sua última peça, para logo em seguida retirar a minha também. A vi arregalar os olhos ao ver o volume de meu membro e sorri maliciosamente, postando-me entre suas pernas.
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  Indaguei-me sobre permanecer ali, nas preliminares, por mais algum tempo, mas sabia que John vinha verificar o quarto no meio da madrugada, em horários sortidos, e eu não poderia correr o risco de fazê-los morrer um dia antes do esperado e sem fazer gozar. Essa mulher corajosa merecia um bom sexo antes de morrer.
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  Decidi seguir para o ato. , pelo jeito, tomaria a iniciativa, caso eu demorasse muito mais. Tal surpresa não seria recebida de braços fechados, muito pelo contrário. Ela já havia me surpreendido tantas vezes mais cedo, que uma vez mais talvez garantisse alguns êxtases extras.
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  Dispensei o uso da camisinha. Não era necessário. Ela morreria em breve. Desci meu corpo até estar acima dela e beijei seus lábios com meus olhos abertos. A surpresa veio quando ela seguiu o meu ato e manteve também seus olhos abertos. Assim como a maioria de nossas ações até então, pude enxergar o que ela queria. Ela queria mostrar que era forte. Que merecia respeito. De fato, ela merecia mesmo certo respeito.
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  – Me fode – sussurrou, quase sem ar.
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  Imediatamente a obedeci. A penetrei por completo, forçando nossos lábios a se manterem unidos, quando senti sua intenção de se afastar para soltar um alto gemido. Eu sabia que era grande. Já havia ouvido o elogio de várias mulheres. Mas eu não daria a , o prazer de um sexo barulhento. Além disso, eu preferia assim. Não gostava de mulheres que precisavam gritar ou fazer manha durante o ato. Nada como o sussurrar de uma respiração descompassada. Enquanto saía de dentro de si por completo, senti suas unhas encravarem em minhas costas, como se assim fossem me impedir de deixa-la. Enterrei minha língua em sua boca, ao mesmo tempo que voltei inteiro para dentro dela.
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  Aos poucos, senti seu sexo relaxar e aproveitar o ritmo do vaivém que eu havia imposto. Suas pernas rodearam minha cintura, tornando mais fluído o movimento. Com isso, pude aumentar a velocidade de minhas investidas.
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  Separei nossos lábios em busca de ar. Sua cabeça pendeu para trás, mas suas mãos não me deixaram. Afastei meu tronco do dela, segurando suas pernas para ter mais controle de minhas investidas. Suas mãos, logo que deixaram meus ombros, passaram a agarrar os lençóis brancos, a cabeça movendo-se de um lado para o outro. O som de sua respiração passou a ser mais audível, o que, surpreendentemente, me deixou ainda mais excitado. Havia algo nela que fazia com que eu a quisesse cada vez mais.
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  A percepção de meu desejo sobre ela me trouxe um sentimento de raiva. O prazer deveria ser somente carnal. Eu deveria parar por aqui. Deveria sair de dentro dela. Deveria levar minha mão até seu pescoço e enforca-la até ver seu rosto receber um tom arroxeado e os olhos esbugalharem, como se quisessem saltar. Mas cada vez que meu membro saía e seu sexo me apertava, eu rapidamente desejava voltar, como se lá fosse o lugar certo para se estar.
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  A raiva tornou o sexo mais violento. Se eu não conseguia parar, então eu deveria acabar com meu torpor logo. Avançava para dentro dela como um animal. Assistia mover seus braços desesperadamente, como se não fosse aguentar mais. Ainda assim, eu via seus lábios se movendo, pedindo por mais. Aquilo me deixou ainda mais maluco. Eu estava matando ela com meu sexo e ela queria mais. Ela deveria me pedir para parar. Devia transformar esse ato em algo horrível; mas ali estava, aproveitando como se fosse uma viciada. Vi que tentava, com todas as forças que lhe restavam, não soltar um ruído qualquer que pudesse fazer com que John ou um dos empregados viesse checar se estava tudo certo. A essa hora, eu queria que qualquer um adentrasse ao quarto e nos fizesse parar. Eu precisava que alguém me parasse.
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  E então veio o torpor. O gozo estava para vir. também sentia. Seus quadris estavam enlouquecidos comigo, movendo-se contra mim, ajudando-me a aliviar toda raiva que estava preso em nossos âmagos. Olhei mais uma vez em seus olhos.
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  – … – a ouço sussurrar.
  Aquele foi o fim. O meu fim.
  Por algum motivo desconhecido, sua voz sussurrando um apelido para meu nome, algo que ninguém jamais ousou fazer, me tirou do controle. Ninguém nunca havia me dado um apelido e eu sabia que ela o havia feito de forma inconsciente.
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  – Mais um pouco – digo ao sentir um pré-gozo da parte dela. Sinto-a contrair seu sexo, tentando se segurar. Aumento a velocidade de minhas investidas e sussurro: – Relaxa.
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  Foi o suficiente.
  O suficiente para mudar minha vida.
  Inclino minha cabeça para trás e olho para o tento, enxergando tudo o que eu sabia voar para longe de mim. Suas pernas convulsionam junto de seu corpo, enquanto eu jorrava dentro dela, em um orgasmo que eu jamais havia sentido antes.
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  Deitados em sua cama, eu via que era hora de ir embora. Seu corpo estava apoiado ao meu, assim como quando eu havia entrado em seu quarto mais cedo. Eu tomava o lugar de seu travesseiro.
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  Sua cabeça se encontrava apoiada em meu peito e a mão desenhando algo incoerente em meu abdômen. Não havíamos dito nada desde então. Eu não poderia. Algo em mim havia mudado, mas ainda não sabia o que era. Sexo era sexo, afinal. O que havia de diferente ali?
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  Como se ouvisse meus pensamentos, decidiu me atormentar:
  – Por que veio?
  Não respondi. Fiz-me a mesma pergunta e não soube responder.
  – Você me convidou. – decidi ser óbvio.
   não se mexeu. Seu corpo não se retesou, mostrando desapontamento, e também não relaxou, em sinal de que não havia se ofendido. Manteve-se calada, como se minha resposta tivesse sido o suficiente. Esperava que não fosse, pois, para mim, não havia sido.
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  Ouvimos o som das ondas do mar quebrando e dos seguranças rindo mais alto.
  – Você precisa levantar – ela disse, se mexendo e começando a me empurrar. A olhei, questionando-a. – John toda noite vem no meu quarto ver se estou bem.
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  – Tentar te molestar? – finjo demonstrar preocupação com ela, e provar a mim mesmo que eu não estava interessado na resposta.
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  – Eca, não. Ele tem esse comportamento obsessivo em ser fiel à minha família. Sempre diz que está cumprindo uma ordem direta do meu pai e blábláblá. Anda logo! – ela sussurra apressada, se levantando e juntando minhas roupas.  – Você pode ficar aqui fora. – puxou-me pela mão e me fez sair pela outra porta-balcão que havia no quarto. – Os guardas não olham para cá, nem John.
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  Abri um pequeno sorriso ao perceber que ela não havia me dito para ir embora, mas que foi sorrateira o suficiente para observar um local para esconder uma visita secreta.
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  Dez minutos depois, o tal John batia na porta furioso.
  – Por que trancou?
  – Vi um homem passar ai fora quando saí do banho mais cedo. Foi impulsivo, esqueci de destrancar. Desculpe.
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  John pareceu aceitar a resposta dela. Vi as luzes se acenderem e ele andar de um lado para o outro no cômodo.
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  – Já disse para não dormir com a janela aberta. Além de perigoso, ainda corre o risco de gripar.
  – Eu vou gripar se continuar presa nesse calor. Eu estou com calor, John, não vê que estou suando? Já havia pedido para instalarem um ar condicionado aqui. – sua voz parecia mais autoritária com ele do que antes, o que me fez achar divertido ouvir a narrativa dos dois. – E os guardas lá fora servem para quê? Parecem só rir.
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  – Eles fazem o que têm que fazer. Mantenha a porta destrancada.
  – Não entre em meu quarto sem bater. Se acontecer algo comigo, é óbvio que irei gritar. E contrate funcionárias mulheres, se quer que eu mantenha a porta destrancada. Não vou correr riscos com o local rodeado por homens. Boa noite.
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  Não ouvi o que ele respondeu, mas não demorou para a porta voltar a ser fechada E trancada – talvez ela tenha feito de propósito –, e sua mão surgir na sacada, em um sinal para eu voltar.
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  – Você não parecia tão audaciosa assim antes. – murmurei, enquanto sentia seus braços envolvendo meu pescoço para mais um beijo.
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  – Você mesmo disse – ela comentou, olhando para meus lábios –, as aparências enganam.
  Soltei um riso abafado e selei nossos lábios, soltando minhas roupas perto da porta-balcão, para que pudesse segurar em sua camisola. A calcinha não estava mais ali, tampouco no chão.
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  – Mais – ela sussurrou.
  Peguei-a no colo e voltei para sua cama com um sorriso malicioso. Ela era uma mulher forte. Ouso dizer que extraordinária. A surpreendi assim que retirei sua camisola, quando a virei de bruços e a fiz ficar de quatro, empinando sua bunda perfeita em minha direção. Ajoelhei-me atrás de si e me inclinei por cima dela, distribuindo beijos a partir de sua nuca, empurrando seus cabelos para o lado. Desci por suas costas lisas, achando certo prazer no ato. Em um impulso, ela se moveu para trás, ficando de joelhos à minha frente e encostando suas costas em meu peito, puxando meu rosto para mais um beijo. Sinto sua mão tocar em meu membro, me masturbando. Ela era experiente. Ótimo. Eu também era.
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  Minha mão, que até então estava apoiada em sua cintura, seguiu até a região molhada entre suas pernas, para retribuir o prazer que ela tentava me dar. Para ser honesto, se fosse justo compará-la, ela era melhor do que muitas profissionais pagas.
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  Com a mão livre, seguro seus dois pulsos, fazendo-a voltar à posição anterior. A mão que a bolinava seguiu para sua bunda, quase dando-lhe um tapa bem ali; o som poderia chamar a atenção de John. Sendo assim, logo a penetrei.
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  De acordo com que as investidas aumentavam, eu a via fechar os punhos, enquanto suas mãos estavam presas pela minha. Segurei em seu cabelo e aumentei ainda mais o ritmo, impedindo-a de ter seus gemidos abafados pelo travesseiro. Ela deveria, assim como eu, se esforçar em não soltar nenhum ruído.
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  Soltei suas mãos, que logo se apoiaram na cama, mas não por muito tempo, já que inclinei-me para frente e, com as duas mãos, enlacei-a na altura dos seios e a puxei para mim, de modo que ambos ficássemos ajoelhados. Com minha mão esquerda, fui em direção à seu sexo, penetrando dois dedos meus e a fazendo sussurrar um:
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  – Sim!
  Satisfeito com a satisfação dela, e ouvindo o pedido por mais velocidade. Aumentei o ritmo do meu membro e meus dedos. Quando seus quadris começaram a se mover de maneira desesperada e suas mãos zanzavam entre meus cabelos e o braço que a segurava, soube que ela estava para gozar.
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  Com a mão que a segurava, segurei seu rosto e a beijei rudemente, apenas para impedi-la de gritar. Investi nela até eu gozar, enquanto ela convulsionava antes, amolecendo seu corpo.
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  Uma última vez, nos deitamos para recuperarmos a respiração. Ela pareceu confortável em se aconchegar em mim. A novidade foi meu corpo não se retesar ou travar. Era como se fizéssemos isso sempre. Por um segundo, ouvi minha razão. Ela me dizia para sair dali imediatamente. Que essa visita foi um erro. Que, talvez, eu não conseguisse mata-la. Bobagem.
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  Olhei para ela, que tinha seus olhos fechados e um sorriso nos lábios. Quis beijá-los. Assim o fiz. Mais uma vez errado, a razão surgiu. Aquele não era um beijo cheio de luxúria. Havia outras coisas ali. Coisas que eu nunca havia visto antes.
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  A essa altura da vida, novidade nunca era uma coisa boa.
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Capítulo 5

  Véspera da execução.

  No dia seguinte, quando acordei, já passavam das duas da tarde. Me sentei na cama e baguncei ainda mais meu cabelo, um hábito que tinha enquanto tentava me acostumar com a luminosidade vindo de fora do quarto. Uma coisa que os hotéis bora boranos tinham de providenciar, eram venezianas para quem gostasse de acordar tarde. Aquelas porta-balcão com apenas uma cortina branca esvoaçante não era o que se podia dizer confortável, pois a luminosidade atrapalhava o sono de quem o tinha fracamente. O que não era meu caso.
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  Eu nunca havia dormido tanto desde quando eu completara 14 anos. Já estava acostumado a ficar até mais de 24 horas acordado por causa das missões e, quando ia dormir, eram apenas por cinco ou seis  horas no máximo. Mais de 10 horas de sono não era comum.
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  Mas eu sabia o porquê daquilo ter acontecido. A razão tinha nome. Tinha nome e rosto. E um sexo extraordinário.
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  Tomei meu segundo banho do dia e fui comer algo no restaurante do local. Me olhei no espelho do saguão de entrada do hotel. Eu estava ótimo. Na minha opinião, eu estava demais. Obviamente as mulheres do local achavam o mesmo. Com minha confiança como sempre no céu, saio do local a pé, respirando o ar puro de Bora Bora. Caminhei por entre as ruas de pedra e observei, ao longe, as ilhas artificiais para os resorts mais luxuosos. Eu poderia ter ficado lá. Acordado e mergulhado direto na água cristalina. Mas não me arrependo de ter escolhido o hotel terrestre. No final das contas, ele foi mais conveniente.
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  Não tardou para mim topar com e John caminhando. Obviamente ela não me vira, pois sua atenção estava toda numa barraca de objetos feitos com conchas, porém, seu acompanhante, sim, percebeu minha presença e tratou de logo tirá-la dali, esforçando-se em não fazê-la olhar em minha direção. Um homem deve saber que esse tipo de comportamento apenas aumenta o ego do outro. Sorrio, satisfeito ao pensar que em menos de um dia eu estaria vendo seu corpo jazendo morto no chão.
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  Eu havia decidido retardar a missão em um dia. Não faria mal a ninguém. Como sou o único membro do trabalho, não precisava me reportar a ninguém. O clã não havia me dado um prazo para concluir, desde que o trabalho fosse feito.
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  E ele seria feito.
  Amanhã, não hoje.
  Passei o dia que me restava andando pelo local, sentei para beber uma água de coco e me surpreendi comigo mesmo ao me ver pensando na mulher. Em seu corpo, suas curvas, a expressão que fazia quando chegava a um orgasmo. Mais uma vez minha razão tentava me direcionar para o caminho certo, como sempre fazia. Mas desta vez. Apenas desta vez, outra parte de mim falava alto. E pela primeira vez na minha vida, obedeci ao outro lado.
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  Era sua última noite com os olhos abertos. Sem eu perceber, estava escondido por entre as árvores da casa vizinha da dela, que me levava para o local na sacada onde ela havia me escondido na noite passada. A vi apoiada na sacada de seu quarto, olhando para o céu estrelado e a lua cheia. De maneira inusitada, como se soubesse que fiz uma escolha diferente da usual, recebi uma ligação de Martin mais cedo.
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  – Terminou o trabalho? – o ouvi perguntar friamente, sem  uma introdução. Era assim que funcionávamos. Respondi que amanhã acabaria com tudo. – Não me decepcione. Quero esse caso encerrado até amanhã. – e sem esperar por uma resposta, ouvi o ‘click’ indicando que ele havia desligado.
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  Voltei à realidade e a vi que não estava mais na sacada. Olho no relógio, marcava duas da manhã. Ela provavelmente ficou me esperando, eu tinha certeza. Silenciosamente, fui ao lugar onde ela estava a poucos momentos e segurei na maçaneta, abrindo a porta–balcão e entrando no quarto, a vendo saindo do banheiro, olhando para mim.
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  – Está atrasado – foi apenas o que conseguiu dizer antes que eu lhe tomasse os lábios com vontade. Grudamos nossos corpos até eu a soltar e olhar em direção à porta. – Já tranquei. John está dormindo faz um tempo. Eu conferi.
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  Não foi preciso dizer mais nada. A camisola, hoje de seda, deslizou em uma iniciativa dela mesma. Fiz o mesmo com minhas roupas e a puxei para mim, andando com ela em direção à escrivaninha, ao invés da cama. Hoje, eu estava afim de ser mais prático.
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  –
  – Cale a boca – pedi, devorando sua boca e bolinando seu sexo, até senti-la úmida o suficiente para me receber. Alguns segundos depois, ela se apoiava em seus braços, inclinada para trás em cima de sua mesa, uma das pernas apoiada no encosto da cadeira que eu havia colocado para o lado, enquanto eu metia dentro dela, como se nossas vidas dependessem disso. Assistir meu membro entrando em saindo me proporcionava um prazer que jamais havia sentido antes. Aumentei a velocidade, pensando que assim aumentaria meu prazer, mas a causa do meu enlouquecimento foi ela, novamente, me chamar pelo apelido.
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  – , mais. Me fode mais.
  Foi assim que soltei um baixo rugido e, pelos quadris, a puxei ainda mais para perto, como se assim eu pudesse ir mais fundo. Arremeti quatro ou cinco vezes mais até chegarmos juntos ao orgasmo.
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  Não deixei que ela relaxasse. Me afastei dela, ainda dentro de si, e segurei seu rosto. Em seguida, enlouqueci de vez:
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  – Fuja comigo.
  A vi arregalar os olhos, parecendo se esquecer do êxtase que eu havia acabado de lhe proporcionar.
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  – Não posso – ela sussurrou em resposta.
  Não disse mais nada. Saio de dentro dela, sentindo o vento gelado bater em mim. Me visto tão rápido quanto mato, e saio do quarto da mesma maneira que entrei. Não ouvi ela vir atrás de mim. Era claro que não viria. Era de se esperar, afinal, ela não era uma mulher qualquer.
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  Dia da execução.

  Acordei exausto. E isso era raro de acontecer, principalmente quando eu não havia feito nada além de um simples sexo. Sexo não me cansava e isso era comprovado. No entanto, era um dos motivos pela qual eu não fazia esse tipo de coisa antes de finalizar o trabalho. Desisto da ideia de me levantar da cama para fazer algo. Naquele dia, o que eu mais queria era ficar em minha cama e não matar nenhuma . E lá estava ela novamente. Tomando conta de meus pensamentos. Seu aroma em mim. Seu gosto em minha boca. Seu toque em meu corpo. Senti meu membro crescer. Merda, como eu a queria. Eu sabia disso. Eu a queria para mim. Viva.
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  Deixando meus pensamentos de lado, me levantei e, depois de arrumado, saí do quarto para um lugar onde eu pudesse me distrair. Eu havia de terminar um trabalho. Nunca foi difícil. Era simples. Mate a garota.
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  Eu estava pronto. Os trajes pretos, grudado ao corpo, em um meio de me camuflar. Mas não seria difícil. A segurança daquela casa era uma piada. Como sempre, vejo as horas em meu relógio, dois minutos.
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  Ergo minha cabeça e olho para a sacada do quarto dela. A luz estava acesa e uma sombra passava de vez em quando. Eu logo estaria lá. E dessa vez entraria pela porta.
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  Gritos, não era possível de se ouvir.
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  Eu estava sozinho, portanto, agir de forma cautelosa era extremamente necessário. Assim que acabei com o primeiro andar, passei pelos corpos caídos no chão sujo de sangue e fui em direção ao andar superior. Segui até o quarto de John. Abri sua porta, vendo-o deitado em sua cama, assistindo ao noticiário na televisão. O ouvi murmurar um “eu sabia” antes de cair no chão morto com uma bala em sua testa. Sorri. Ele me devia isso. Foi um tolo em suspeitar de mim e não ter fugido novamente. Fiquei alguns minutos parado na frente de seu corpo, vendo-o convulsionar algumas vezes enquanto o chão era manchado com seu sangue, até que ficou imóvel.
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  Abri um sorriso malévolo. Como eu amava minha profissão.
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  Me viro e vou em direção ao lugar que eu mais bem conhecia da casa, e não por tê-la estudado em um mapa. Olho no relógio. 1:45. Eu estava atrasado. Inevitavelmente e sem controle de meu corpo, caminhei rapidamente até o quarto de , o abrindo em seguida. A luz estava acesa e ela estava acordada, em pé ao lado de sua cama. Parecia diferente de ontem.
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  Ontem ela estava com o olhar cheio de satisfação, de alívio ao me ver ali. Hoje, estava espantada, com medo.
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  Isso. Era isso o que eu esperava. Era esse o comportamento que ela deveria ter tido desde o início. Não agido como uma idiota corajosa, que sabe o que esperar.
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  No final, todos têm medo da morte. Todos.
  – Você… – ela diz, fracamente. Não digo nada a não ser mirar a arma para ela. – Não…
  Um último olhar. Ativo o gatilho, alinhando a bala no buraco certo.
  – … – a ouço sussurrar.
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  Atiro.
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Capítulo 6

  Vi seus olhos vibrarem quando sentiu o metal passar por seus cabelos. Foi possível ver alguns fios esvoaçando com o efeito da bala passando por si e acertando a parede logo atrás.
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  O olhar amedrontado rapidamente mudou para surpresa. Abaixo a arma. Nos mantemos em silêncio por alguns segundos antes de ela conseguir reunir um pouco de calma e abrir a boca para falar:
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  – Por que… você… – perguntou, confusa. Não desvio meu olhar do seu. Me aproximo e, talvez pelo efeito do choque, ela não se afasta. Levanto minha mão vazia e acaricio seu rosto, a fazendo fechar os olhos e aproveitar o carinho. Vejo sua tensão diminuir, os ombros relaxarem. Ficamos alguns minutos calados até eu murmurar:
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  – Você não tem escolha.
  No momento em que ela abre os olhos, eu vejo. Havia medo. O medo que eu estava acostumado a enxergar, de repente me incomodava. Aguardou uma explicação para a afirmação que eu havia acabado de dizer.
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  – Fuja comigo – repito o que havia dito no dia anterior. Dessa vez ela não hesitou em balançar a cabeça, afirmando. É claro. Agora ela sabia quem eu era. Sabia do meu potencial e do que eu poderia fazer com ela se negasse. Devia, ao menos, saber o que uma pessoa como eu fazia com pessoas que se recusavam da misericórdia. Eu teria de finalizar o trabalho.
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  Ignorei os sentimentos que minha razão trazia para me fazer voltar à minha realidade. Puxei seu rosto e selei nossos lábios. Suas mãos trêmulas tocaram meus braços, hesitantes, mas firmemente. Ao me separar dela, murmurei um “entre” fazendo com que uma garota exatamente idêntica a entrasse no quarto.
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  – O que… – a voz de falhou.
  A garota sabia o seu papel essa noite.
  – Tire sua roupa – olhei para , que voltou a tremer, finalmente entendendo meu plano.
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  – , não…
  – Faça o que eu estou falando. – ignorei seu momento de fraqueza, dando espaço somente para minha frieza. – Rápido.
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  Nossos olhos permaneceram presos um ao outro, até vê-la começar a se mexer, abrindo o zíper do vestido que usava, enquanto a outra garota fazia o mesmo com a própria roupa.
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  Após a troca, puxei para um abraço, que escondeu seu rosto em mim. Com o braço livre, contornei sua cabeça e tapei seus ouvidos. Os braços de apertaram a blusa de gola apertada que usava. Olhei para a garota, que fechara os olhos. A seu respeito, fiz o serviço de forma rápida, dando um tiro certeiro bem em seu coração.
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  Assisti a garota cair em nossa frente sem vida. Abaixo o olhar e vejo com seus olhos fechados. Sem a menor intenção de confortá-la, pego sua mão e a puxo para fora do quarto, correndo para o lado exterior da casa. Ouço o som de pavor ao ver os corpos espalhados pelo caminho, todos sem vida.
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  – Me escute bem – me viro para ela e a olho sério. – Não diga nada. Finja pavor, chore, se precisar, e não deixem te tocar. – digo, indo em direção ao carro, que estava um pouco longe da casa. Do bolso da calça, dou-lhe um elástico. – Prenda o cabelo.
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  Destravei o carro com a chave e tirei uma mochila preta do porta–malas. De dentro dela, tirei uma peruca da cor oposta às do cabelo dela e joguei para si, vendo que não havia cor ou corte que acabasse com sua beleza. Enquanto ela arrumava a peruca com as mãos trêmulas, eu trocava de roupa. Ao finalizar, peguei em sua mão e voltei para o lugar do crime, onde liguei para a polícia local.
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   entendeu exatamente o que eu estava fazendo. Colocando a minha vida e a dela fora de risco e de suspeita. Eu sempre fazia isso. Fingindo ser a pessoa que ouvira algo de estranho enquanto passava pelo local. Eu seria a última pessoa a ser desconfiada pelos policiais.
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  Eles demoraram doze minutos para chegar, em uma quantidade de viaturas menor do que o necessário para cobrir um serviço daquele. Ficaram apavorados com o que viram ao entrar na casa, o que, devo admitir, me deu certa satisfação.
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  Algumas horas de depoimento depois, nós dois estávamos livres para irmos para onde quisermos. Policiais são cegos e muito ligados a protocolos. Fica fácil prever o que irão analisar e quais decisões irão tomar. Sua equipe não analisa os corpos das vítimas da forma como deveria ser feito. Se o fizesse, saberia facilmente que aquela no lugar de não era ela, e sim uma garota idêntica desesperada por uma ajuda econômica, para ajudar sua família da miséria e doenças crônicas.
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  Eram 6 da manhã quando eu e fomos dispensados da delegacia. Fomos para o hotel onde eu estava hospedado e comemos algo antes de subirmos para o quarto.
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  Nenhum de nós dois se atreveu a dizer nenhuma palavra enquanto comíamos. E assim foi o silêncio se estendendo até ela se sentar em minha cama e ficar olhando para mim.
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  – O que vamos fazer agora? Eu não tenho roupa, nem nada. – ela parecia bastante calma e ciente do que estava acontecendo. Encarei seus olhos; o medo ainda tinha lugar ali, mas agora vinha acompanhado de outras coisas que eu não esperava, como a razão. A razão era uma das coisas que o ser humanos menos tinha em momentos de desespero, e o que mais os salvavam. Um homem com razão não tinha temores.
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  Não a respondo e pego meu celular, digitando o número de casa.
  – – ouço a voz de Martin. Ele sabia que era eu. Assim como eu tinha certeza de que era ele. Vou até a porta–balcão e olho para a paisagem que a cidade proporcionava no início da manhã:
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  – Está feito.
  Silêncio. Eu podia sentir os lábios de Martin se formando em um pequeno sorriso, o que, para muitos, era como uma luz na escuridão, a esperança de que haviam feito um bom serviço. Ouvi, também, certa hesitação de sua parte, que foi logo substituída com a personalidade fria que estive acostumado deste criança.
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  – Vestígios?
  – Nada.
  – Ótimo. – mais uma vez, ouço nada somente o silêncio. – Sua missão acabou. Pode voltar para casa no final da semana. Vou te dar um tempo para descansar.
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  – Não preciso. – minha voz saíra mais ríspida do que eu planejava.
  – Não foi uma pergunta. – ele respondeu no mesmo tom que o meu. Ao ver que eu não responderia, voltou a se silenciar, até que limpou a garganta: – A principal característica de um homem inteligente, é saber parar quando se é necessário.
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  Era óbvio que eu não estava ligando de sair de férias. Meu plano, inclusive, era exatamente esse. Contudo, eu conhecia meu clã. Sabia que se sumisse ou pedisse por uma pausa, seria um motivo para eles suspeitarem de algo. Qualquer coisa que não fosse o normal era motivo de suspeita; é essa a vida que levamos. Nossos sentidos se aguçam de maneiras que uma pessoa comum chamaria de estratosférica. Eu precisava de um tempo para criar um novo plano. Olho para o lado, onde permanecia sentada em minha cama, em silêncio, como se soubesse que não devesse fazer som nenhum. Eu precisava ter certeza de que ela estaria segura, e ignorante a toda a verdade que corre em minha vida; não pelo medo dela descobrir que sou um mostro, mas para o próprio bem.
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  Não respondo Martin. Deixo-o que mande em mim, como normalmente seria. Ouço apenas um “esteja aqui em três dias” e em seguida o som da ligação sendo finalizada. Jogo o aparelho no chão e piso fortemente em cima, quebrando-o. Em seguida, procuro pelo chip e o guardo em meu bolso. Eu o queimaria mais tarde.
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  – É o seguinte – puxo uma cadeira e me sento de frente para ela –, as coisas mudarão um pouco daqui pra frente. Você tem de fazer tudo o que eu mandar. Se alguém descobrir que eu não te matei… você morre e eu morro junto. E eu não salvei você para morrer.
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  A vejo engolir seco, mas manter a expressão séria e orgulhosa que me fez tomar as decisões malucas de salvá-la E mantê-la comigo. Mexeu a cabeça em um modo de mostrar que concordava com o que eu dizia.
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  – Haverão regras e você terá de segui-las. – fui incisivo em meu olhar, pois sabia, com exemplo de seu comportamento anterior com seu responsável anterior, que ela não era adepta a autoritarismo. – Se você fizer algo de errado e sair fora do que combinarmos, vou ter que te matar e, como pôde ver, eu não estou muito afim de fazer isso.
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  – Então eu também devo ter as minhas regras.
  Eu quis rir. Pela audácia de impor suas exigências para o assassino da família dela. Pela coragem de manter sua essência em um momento em que ninguém em sã consciência faria. Me lembrei, mais uma vez, a razão dela estar viva.
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  – Muito bem. Discutiremos isso mais pra frente.
  Vou para perto da janela e me perco em pensamentos, arquitetando nossos próximos passos, trazendo à mente todos os lugares pouco visíveis ao meu clã e também aos meus inimigos. pareceu respeitar o meu silêncio, mantendo-se calada enquanto deita-se na cama e encara o teto. Após vários minutos sem nenhum movimento por nenhuma das partes, me movo até minha mala plano B. Ela servia para caso o plano não desse certo. Apesar de impossível, sou um homem prevenido, que gosta de arquitetar até mesmo as possíveis falhas e como sair delas; mesmo não conseguindo estimar 100% do resultado, a probabilidade de me dar mal também diminui.
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  Sinto a presença de ainda na cama. Sabia que, com seus olhos, me observava ir de um lado para o outro, pegando o pouco que eu havia deixado de fora – objetos que me livraria logo mais. Não se atrevera a falar nada, nem me questionar sobre o que eu estava fazendo ou o que iríamos fazer em seguida. De costas para ela, levanto minha mão como um sinal para que ela viesse até mim. Silenciosamente, ela apenas se levantou e veio até mim, e então saímos os dois do quarto. No hall de entrada, paguei rapidamente a conta e, meia–hora depois, estávamos no aeroporto comprando nossas passagens para Dublin.
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  – Michael? . Preciso de um serviço seu. – falo sério, ao mesmo tempo que ando de mãos dadas com . Minha mala já havia sido despachada e estava apenas com uma mochila de costas. Sigo para um lugar mais reservado e entrego um cartão de crédito de uma conta em um paraíso fiscal. Ele estava no nome de outra pessoa, senão a minha. Facilitava na hora de sair em missões. Com os dedos, fiz somente uma vez os sinais dos números da senha, para em seguida vê-la me dar as costas e ir em direção às lojas de marca que a área de embarque possuía. – Estou aqui. – disse, ao celular. – Preciso de uma identidade. Não, para uma mulher. Cale a boca e preste atenção. Preciso dela para amanhã no fim da tarde no máximo. Não importa quanto vai custar, apenas faça. – uma coisa que eu odiava, era ser contrariado quando eu estava pagando pelo serviço da pessoa. – Sim. 28 anos. A levo aí para a foto. Quem se importa com a droga da data de nascimento? Faça o que quiser, apenas faça-a ter entre 27 e 30 anos. E se a fizer oriental, eu te mato.
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  A pessoa do outro lado da ligação se chama Michael Thorn. Ele era uma pessoa que eu poderia chamar de “companheiro”. Fazia serviços para a família. Identidades falsas. Era o melhor do mundo. Cobrava fortuna por uma simples. Porém, fora indicado à morte por um arqui-inimigo do Peru. Obviamente, fomos contratados para mata-lo, mas a oferta dele no final das contas fora melhor para nós. Ele faz tudo o que pedimos quando queremos. E na nossa vida, o que mais precisamos é de várias máscaras.
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  No momento em que desligo a ligação, ouço o aviso de embarque próximo para nosso voo. Olho discretamente para todos os lados, não identificando ninguém suspeito. Encontro na segunda loja, sendo rodeada por vendedoras interessadas em fazê-la comprar o lugar inteiro. Ao me ver entrar no local, ergue duas peças de vestido, assentindo para que eu escolhesse qual dos dois lhe ficaria melhor. Imaginei seu corpo nu coberto por aquelas peças. Abri um sorriso de canto e disse:
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  – Leve as duas.
  Pude enxergar o olhar de inveja que as vendedoras enviaram à , mas esta estava satisfeita demais com suas compras, para se importar. Fiz sinal para que se apressasse, pois o embarque estava para começar. Com minha ajuda, carregamos todas as sacolas para a área de embarque.
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  Não foi difícil embarcar com , utilizei a identidade da menina morta para sairmos do local, e em breve um acidente ocorrerá com o avião, deixando a dúvida se havia ou não passageiros. Alguns ficariam sumidos para sempre, outros diriam que nada aconteceu. Fatos da vida, ninguém se importará daqui a alguns anos.
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  Algumas várias horas de voo tomaram conta da nossa agenda. não falou muito, ao contrário de sua personalidade, porque eu não falei. Tentar nos conhecermos sob os ouvidos dos outros poderia nos trazer encrenca. Já havia visto muitas situações que passageiros próximos foram a peça chave para descobrirem planos de ataques ou assassinatos. No fundo, o ser humano é curioso e fofoqueiro, que adora saber da vida dos demais.
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  No entanto, diferente do meu comportamento usual, me peguei, por mais vezes do que queria admitir, observando-a. Se eu nunca havia feito nada de errado – ao meu ver – em minha vida, esse era o momento certo para a primeira vez. Vi suas pálpebras fechadas e a boca levemente aberta, indicando que estava em um sono profundo. Fiquei alguns minutos absorto em sua beleza e no que ela estava começando a significar para mim. Ao imaginá-la um cadáver sem vida, algo em meu peito doeu, como se fosse rapidamente apertado. Será que isso era paixão?
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  Abri um pequeno sorriso para minha desgraça. Era uma desgraça, eu sabia. Tive vontade de rir quando, com esses pensamentos à tona em minha mente, logo retruquei a mim mesmo. Eu não estava me importando nem um pouco.
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  Nem um pouco.
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Capítulo 7

  “Atenção passageiros, estamos passando por uma breve turbulência. Solicitamos que afivelem os cintos de segurança, fechem a mesa do compartimento à frente e voltem suas poltronas na posição vertical. Obrigada.”
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  O som dos cintos sendo afivelados soou por todo o avião. Observei despreocupadamente a equipe de bordo caminhar às pressas pelos corredores, olhando os passageiros que não haviam obedecido à ordem anunciada, corrigindo-os logo em seguida. Ao meu lado, , sentada na janela, tentava enxergar alguma coisa do lado de fora. Durante todo o voo, a parte do tempo que permaneceu acordada foi utilizada observando a vista pela janela. Não disse nenhuma palavra e não fez nenhuma pergunta, sempre presa em pensamentos.
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  – Algo a perturba? – pergunto baixo, ainda que não fosse necessário, que a “breve turbulência” parecia muito mais do que isso, causando exclamações de alguns passageiros. Ainda assim, garanti que apenas eu e ela ouvíssemos. Vejo seu olhar encontrar o meu lentamente. Apesar do brilho nos olhos, seu rosto me encarou sem expressão.
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  – Nada demais.
  Foi o suficiente para não lhe dirigir mais nenhuma palavra. Na minha opinião, ela estava calada demais. Pensativa demais. Pensar muito, em diversas ocasiões, não é o melhor a se fazer.
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  No momento em que virei minha cabeça para observar o tumulto que ocorria próximo à cabine do capitão, abri um pequeno sorriso, enquanto a mensagem era anunciada para todos no voo:
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  “Atenção senhores passageiros, aqui quem fala é o capitão. Estamos em uma área de muito perigo e nos foi exigido um pouso emergencial. Devido a este fato, estamos desviando nossa rota…”
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  Dois três e um voo depois, eu chamava um táxi para nos levar ao hotel diferente do que costumava ficar. Minha família, habituada a ser clientes honoríficos dos estabelecimentos às quais visita, também possui um fácil sistema para saber quando alguém do clã compareceu ou não ao local. Ninguém deveria saber de ; quanto mais tempo eu pudesse escondê-la, melhor.
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  Após 20 minutos, o carro estacionava em frente ao hotel 5 estrelas de Dublin. Orientei o motorista a continuar cobrando, pois não nos demoraríamos ali. Ele, com muito bom humor, concordou, colocando o automóvel no ponto morto.
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  – Não saia daqui – murmuro para e saio do carro, indo até o balcão de check-in para me registrar e pedir para que colocassem as duas malas de bordo em meu quarto.
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  – Não se preocupe, senhor Trumel, cuidarei eu mesmo para que suas malas estejam em seu quarto em segurança – o gerente, que logo foi chamado pela recepcionista quando mencionei que queria o melhor quarto do hotel, fala sorrindo.
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  Abro um pequeno sorriso, mostrando que seu serviço era satisfatório e lhe deixo uma nota de cem como gorjeta para que tudo fosse perfeito. Pedi que uma refeição para duas pessoas fosse enviada ao quarto mais tarde, e que, no dia seguinte, um bom café da manhã também fosse enviado para o quarto. Não queria que o rosto de ficasse exposto com facilidade. Ao receber a confirmação de que minhas ordens seriam atendidas, balanço a cabeça e lhes dou as costas, voltando para o táxi e indicando uma rua localizada no outro lado da cidade.
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  – Aonde vamos? – ela finalmente demonstra algum interesse em nosso caminho. Espio-a de canto, satisfeito por ver sua curiosidade. Ela deveria, todo esse tempo, estar tentando montar as peças de um quebra-cabeça sem imagem. Sei que havia sido criada para isso. Mas eu era mais esperto do que sua família rica. Era por isso que todos eles estavam mortos.
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  – Te arrumar – respondi, simplesmente.
  A vejo fazer uma careta, mas não retrucar. Eu havia dito que algumas coisas iriam mudar e esperava que sua inteligência a fizesse compreender que a aparência era uma das principais mudanças. Ainda assim, sorrio. Uma parte de mim se sentiu satisfeita em vê-la ter uma reação, mesmo que fosse de desgosto. Eu preferia qualquer coisa, ao desinteresse.
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  Fui direto a um cabelereiro que uma mulher com quem dormi disse ser excelente. O corte deveria custar mais de 100 euros. Não se gasta esse valor em um corte de cabelo, a não ser que você seja extremamente rico. E não se cobra um valor desse, se não for bom o suficiente para mudar a aparência de uma pessoa da água, para o vinho.
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  – Peça um corte diferente do seu e mude a cor do seu cabelo – falo entrando com ela – Diga que quer estar irreconhecível.
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  Após concordar com a cabeça, seguiu até o balcão e solicitou os serviços do melhor profissional disponível. A mulher, arrogante, a encarou com a roupa da viagem e ergueu uma sobrancelha, dizendo que não havia ninguém disponível e que eles trabalhavam com agendamento. Coloco as mãos nos bolsos da calça e olho ao redor. Era claro que o luxo era o tema da decoração; além disso, o local não era aberto, como muitos salões de beleza são. Não é possível ver, dali da entrada, quem trabalhava ou era atendido do lado de dentro.
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  – Eu gostaria de ser atendida agora, por favor – ouço a voz de , tão fria quanto a da atendente, soar. Combinado ao olhar que enviou, era impossível não dizer que ela era uma mulher da alta sociedade. Abri um pequeno sorriso, satisfeita por finalmente começar a explorar de seu potencial. Observei uma cliente entrar e me encarar com as sobrancelhas erguidas. Ergui a minha e ela desviou seu olhar. Fez um sinal para a funcionária que atendia e aquela não hesitou em desviar sua atenção para a que entrou por último.
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  – Irei anuncia-la, senhora – disse, educadamente.
  – Aproveite e chame seu superior – disse. No momento em que a funcionária ousou abrir a boca para responde-la, desviou seu olhar para o cartão de crédito que havia sido depositado na bancada.
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  A cliente que aguardava ser anunciada entortou o pescoço para olhar o design do cartão mostrado e, com surpresa, olhou para mim. Abri um pequeno sorriso arrogante e aguardei a recepcionista mudar seu tom com e arranjar rapidamente um horário com o dono do estabelecimento.
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  O cartão em questão era meu. Eu o havia dado para durante o voo, pois sabia que ela precisaria fazer compras e eu poderia não estar do lado dela o tempo todo. Sem limite, o cartão é oferecido a um grupo seleto no mundo; apesar de irreconhecível para a maioria das pessoas, os lugares de alto padrão eram treinados a reconhecer o emblema de ouro à frente do cartão. Nunca, no mundo, alguém com aquele cartão teve o serviço solicitado, negado. Além disso, a vantagem de se ter um cartão desse, era que ele nunca poderia ser clonado. Nenhum ladrão era louco de roubar alguém que a possuía, em parte, porque grande parte deles tinham posse do objeto. Por outro lado, havia, sim, um sistema muito eficiente de localização do objeto. Como ele era raramente produzido, ao invés de enviar uma nova via em caso de extravio ou perda, o chip também servia para ser localizado, o que significava que não poderia achar que era mais esperta que eu e fugir.
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  Após o pequeno problema ser resolvido, uma mulher apareceu em pleno sorriso para , que guardou o cartão de volta, fazendo questão que ela o visse. A observei sendo guiada com toda pompa para dentro, onde sumiu. Satisfeito por saber que ela conseguia se cuidar sozinha, voltei ao meu trabalho.
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  – ! – ouço a voz cheia de sotaque irlandês de Michael e olho ao redor de seu grande muquifo, um lugar escuro, mas repleto de telas de computadores com acesso a bancos, sistemas de segurança nacional de vários países e coisas mais simples, com forjar uma identidade falsa perfeita.
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  Ergui uma sobrancelha, esperando que ele fosse direto ao ponto, mas sabia que isso nunca aconteceria. Irlandeses gostavam de conversar; são receptivos por natureza.
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  – Você precisa se exercitar – digo assim que o vejo com dificuldade de se erguer de sua cadeira. Ouço sua risada.
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  – Não vê que eu emagreci? Perdi uns 5 quilos, cara!
  Soltei um riso de sarcasmo, pois, para mim, era óbvio que mesmo que Michael tivesse eliminado 5 quilos, outros 10 foram adicionados em seguida.
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  – Adivinha quem passou por aqui mais cedo? Connor! – voltou a falar enquanto abria uma gaveta velha e pegava um pequeno bolo de documentos. Abriu um pequeno sorriso ao encontrar o que queria – E ele fez exatamente o que você fez – sua voz era mais maliciosa agora. Voltou o olhar para mim e balançou o passaporte e outros documentos que havia pedido. – Quer dizer que finalmente vacilou?
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  – Bom saber que perdeu o interesse em viver, Hunger.
  – Uou, uou! Não está mais aqui quem falou, cara! Só fiquei surpreso. Não achava que você tinha dessas, . – entregou meu pedido para que eu pudesse avalia-lo, mas não parou de falar, um hábito seu para desviar a atenção do produto final, fazendo com que o cliente aceitasse um serviço malfeito. Mas ele não se atrevia a fazer comigo, pois uma vez que tentou, quase perdeu o dedo.
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  – Hunger – corto seu blábláblá e vejo seu olhar assustado – Faça o que tem de fazer calado.
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  – Tudo bem, tudo bem. O nome dela é Sarah Evans…
  – Tire o – mando, vendo-o digitar algumas coisas em seu computador. Idade?
  – 29. Honestamente, acho que seria melhor se fosse 32, mas não pega muito bem você andar com uma mulher mais velha, quando… – sua voz morreu assim que encontrou meu olhar. Limpou sua garganta e voltou a falar o necessário.  Nacionalidade canadense, descendência francesa.
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  – Adicione o nome do meio de Louise. O nome da avó paterna.
  Enquanto ele ia falando, minha cabeça pensava nas estratégias que ele utilizaria para inserir os dados de nos sistemas dos governos em questão. Junto com ele, eu montava toda sua linha histórica – aonde estudou (inseria seu nome na lista de formandos da universidade em questão), para onde viajou (nome na lista de passageiros embarcados), onde passou a infância (nome nas escolas infantis e juvenis). Durante uma hora inteira, ouvia as informações que ele passava, e as corrigia de acordo com o necessário. Era esse o protocolo que eu sempre fazia antes de uma missão que requeresse um disfarce. Eu estava acostumado a pensar em todos os tipos de situações, e mandar Michael colocar os dados que comprovem a vida do personagem. No final das contas, não haveria como alguém provar que ela era , e não Sarah Louise Evans.
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  – Pais?
  – A mãe é viúva desde quando Sarah tinha 8 anos, filha única, e vive numa fazenda no interior de Montréal. Pagou os estudos da filha com o que ganhou no trabalho.
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  – Renda?
  – É uma fazenda leiteira. 500 dólares por hectare por ano. Ela possui cerca de 80 hectares, então 40.000 ao ano.
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  – Imprima as planilhas com as rendas desde o ano de sua formação até hoje. Ela irá decorá-la.
  – E quando você vai trazer a belezura para a foto?
  Enviei-lhe um olhar para calar a boca, que foi prontamente atendido. Olhei em meu relógio e vi que ainda havia tempo antes que ela terminasse sua transformação no salão.
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  – Chips.
  – Cara, está cada vez mais difícil arranjar um desses. Vocês, por um acaso, não têm nenhum serviço para ameaçar o povo da empresa de telefonia, não, né? Eles criam barreiras para a criação de chips universais.
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  – Fale com Marc.
  – Isso!
  Michael adorava falar com Marc; isso porque Marc era sempre bem mais agradável, apesar de não ser tolo como outras pessoas. Ele também ganhava presentes de Marc, que era considerado pelo nosso clã como o relações públicas. Ele sabia como agradar e se manter na graça das pessoas com quem trabalhávamos. Entretanto, era quem fazia o trabalho quando alguém estava confiante demais em sua conexão conosco.
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  Olhei para a caixa com o novo celular que seria entregue a . O chip entregue por Michael era um sistema que somente o clã costumava usar. Nós pagamos uma boa grana a Michael para que ele criasse um chip que pudesse ser usado em qualquer lugar do mundo, que hackeasse os melhores sinais, para que não tivéssemos interferência na comunicação durante as missões. Eles também não eram rastreáveis ao sistema comum, o que nos tornava fantasmas aos olhos do povo.
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  – Agora, eu só preciso do rosto dela.
  – Pago na volta – digo, olhando em meu relógio, e dando-lhe as costas – Não atenda mais ninguém hoje – mando, ouvindo um “você é quem manda!”.
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  – Você ficou aqui esse tempo todo? – ouvi sua voz soar, enquanto eu olhava alguns destinos no celular. Com tudo certo, eu poderia leva-la aonde quisesse.
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  Desviei meu olhar para cima, para vê-la uma nova mulher. Seus cabelos estavam num modelo chanel com a franja reta. A cor, apesar de diferente da que costumava ser, não parecia ter sofrido muita alteração, o que, de fato, foi inteligente. Mudar de forma ainda mais brusca poderia ser um sinal de desespero.
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  Satisfeito com sua aparência, me levanto e deposito minha mão em sua cintura.
  – Gostou? – ela pergunta.
  – Muito.
   sorri e mexe um pouco no cabelo.
  – Então vou falar para Maureen que deu certo.
  Selo meus lábios nos dela demorando um pouco ao sentir nossas línguas se tocarem. Em seguida, abro a porta do estabelecimento, para que pudéssemos ir em direção à rua de baixo, onde ficavam as lojas de marca para que ela pudesse comprar mais roupas. Escolheu uma para usar no momento, e as demais pedi que fossem enviadas para o hotel, que orientei deixar as compras em nosso quarto.
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  – Sempre fico faminta depois de um dia de compras – ela diz, quando entramos no táxi e após eu passar o endereço de Michael para o motorista. Não era para tanto. Ela não havia se alimentado bem durante a viagem e não lhe dei tempo para comer uma boa refeição.
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  – Só mais um lugar e vamos jantar. Prometo.
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  Michael limpa a garganta ao ver meu olhar atrás de assim que abriu a boca para falar uma de suas besteiras no momento em que entramos no espaço dele.
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  – Bom. Vamos tirar a foto dela – diz, mostrando-se uma pessoa séria. Não dirige a palavra à , uma ordem que lhe dei no momento em que ergui minha sobrancelha. A faço sentar em frente a uma tela branca, com uma máquina de fotografar na frente.
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  – Fotografe o chão.
  Michael suspira, mas obedece. Eu não poderia correr riscos. Já havia utilizado desse método para matar um político antes. Um único disparo no meio da garganta. Fim.
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  Após mostrar que era somente uma máquina fotográfica, permito que ele tire a foto de .
  – Não sei porque não quis oriental. Com essa maquiagem toda, ela se passaria por uma facilmente. De qualquer maneira, consegui fazer com que a nova garota de Marc Connor seja oriental. Muito gata. Sem ofensas – olhou para , que não demonstrou nenhuma reação – Aquele é realmente mais sem coração que você – o vimos andar atrás de sua mesa bagunçada e se sentar na frente de um computador velho – A cada missão que ele entra, volta com uma. Aí é aquela história. Ele enjoa dela, acha outra e mata a antiga.
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  – Hunger – o interrompo, vendo-o, inicialmente não perceber meu punho fechado devido às besteiras que decidiu começar a soltar. Sua garganta se mexe, engolindo seco, mostrando que havia percebido o erro de, mais uma vez, falar mais do que devia.
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  Fecho meus olhos, clamando pela paciência que preciso ter com esse panaca na frente de . Não ouso encará-la, já que sabia que se encontrava absorvendo as informações em uma parte de seu cérebro. Ao abrir os olhos, encaro diretamente Michael, que aperta os dedos na borda da mesa.
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  – Dê as planilhas para ela – falo baixo, vendo-o me obedecer de pronto e então voltar sua atenção à tela do computador para terminar o serviço que eu havia contratado. Enquanto isso, me viro para , que folheava a pasta com as planilhas das rendas da fazenda aonde “havia crescido. Explico brevemente para ela o que era aquilo e porquê ela deveria manter em memória aqueles dados. Entrego, também, o celular com o chip hackeado, omitindo o real serviço dele. Ela era inteligente, saberia que havia algo diferente nele.
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  – Quanto, Michael?
  – 250.
  – Delete tudo – mando, vendo-o mais uma vez obedecer e acabar com qualquer rastro de que um dia ele fez esse serviço para mim. Mando uma mensagem para um contato que costumo utilizar para fazer as minhas transferências pessoais, em um banco de paraíso fiscal, e confirmo em um manear de cabeça, que o pagamento dos milhares havia sido feito. Michael não confirma a informação em minha frente porque, como Marc gostava de ressaltar, ele tinha medo de mim.
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  – Bom trabalhar com você, . Não é que nem Connor ou Louvre que reclamam do preço. Eles não sabem o trabalho que é fazer o que eu faço.
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  – Boa noite, Hunger.
  – A gente se vê. Tchau boneca – ele acena para , que nada faz, apenas se vira quando coloco a mão em sua cintura e anda para fora do prédio que parecia estar abandonado.
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  – Não acredite em tudo o que ele fala. – murmuro enquanto esperávamos o táxi chegar para nos levar ao restaurante. Ela me olha. – Marc não mata as garotas que salva.
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  Vejo seu olhar sério.
  – E o que ele faz?
  – As manda para a Austrália. O vice-presidente de lá é amigo íntimo dele. Não vai deixar ninguém chegar perto de uma ilha que ele comprou especialmente para elas, escondido da família.
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  A vejo abrir a boca.
  – Elas ficam trancadas? Numa ilha?
  – Você prefere morrer ou viver com mordomia em uma ilha? – desvio o olhar rapidamente para ela e a vejo se calar – Ele é um idiota.
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  – É seu amigo?
  Abro um pequeno sorriso. Ah, as diferenças em nossas vidas.
  – Não tenho amigos.
  – Mas mantêm um relacionamento amigável com ele.
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  – Somos cúmplices, é diferente.
  – Companheiros então.
  Ela era realmente teimosa. Não lhe respondo mais. Não gosto de ser argumentado e sabia que ela não iria hesitar em me contrariar. parecia gostar de falar sobre relacionamento que não fosse o nosso comigo. Como se quisesse me humanizar.
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  Quase rio.
  Humanizar.
  Que piada.
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  No restaurante, não se fez de rogada e pediu tudo o que teve vontade de comer, que era muito mais do que a etiqueta da alta sociedade exigia. Observei, satisfeito, vê-la surpreender o garçom com todas as suas exigências e então me encarar quando foi a minha vez de pedir o que eu iria comer.
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  – Onde está sua família? – ela perguntou assim que o homem se afastou de nós.
  A encarei sério, encostado em minha cadeira, pensando a razão de ela querer saber sobre as pessoas que tinham eliminado toda sua família.
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  – Por que o interesse?
  Seus ombros balançam em desinteresse.
  – Todo mundo tem uma família. Ou será que você não tem?
  – Eu não tenho.
  – Você não os conhece? Eles sabem sobre o que você faz? Estou tendo um estopim de perguntas na minha cabeça agora, e todas levam à sua criação.
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  – Criação?
  – Podemos falar muito sobre a maneira como a família cria uma pessoa – ela se remexe em sua cadeira e sorri para o garçom, quando este traz nossas bebidas, mas não para de falar: – Veja bem, meus pais me criaram de forma diferente dos meus irmãos, o que pode soar machista, mas na verdade não foi. O caminho que eu decidi seguir foi diferente da dos meus irmãos.
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  – É por isso que você está viva, e eles não.
  Ela se calou e bebeu um gole de seu vinho.
  – Isso não foi gentil – respondeu, mais baixo, em seguida – apesar de eu não concordar com a maneira como eles eram, ainda assim eu os amava.
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  Inclinei a cabeça, interessado na maneira como ela falava sobre amor com tanta facilidade. Uma pessoa, até então eu achava, não podia ser calculista e amorosa ao mesmo tempo. , porém, parecia ter um bom equilíbrio dos dois. Ao mesmo tempo em que expressa o significado que sua família tem para ela, também não demonstrava nenhum tipo de luto pelas pessoas que dizia amar. Não houve nenhuma pergunta sobre como aconteceu e se eles sofreram. Estaria eu sendo muito clichê, ou ela quem não era qualquer uma?
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  – Por que você não tem amigos e família. Me parece uma vida muito solitária.
  – Quando se faz o que eu faço, é preciso saber ficar sozinho. Qualquer coisa pode ser usado de isca para a morte.
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  Vi sua cabeça mexer em concordância, compreendendo que a vida de alguém que é contratada para matar outra pessoa deve, obrigatoriamente, ser solitária. Bebeu outro gole de seu vinho e ao depositar a taça na mesa, manteve seu olhar no objeto por um tempo, até finalmente perguntar:
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  – Então por que estou aqui com você?
  – Porque estou de férias – respondo em minha voz indiferente. Eu havia a treinado por anos, é claro. Não mostrar nenhuma emoção foi, inclusive, o treinamento de maior sucesso de Martin e Kamilla. O estranho é que, diferente das demais vezes que menti, dessa vez houve um leve sentimento do que poderia confundir com culpa. Pensei comigo, é apenas um passatempo. Ela, com certeza, se unirá às mulheres de Marc, na Austrália, mais cedo ou mais tarde.
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  A questão que ainda não estava clara era: quando?
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Capítulo 8

  Após uma hora e meia, voltávamos ao hotel. Entreguei o passaporte de na recepção, pedindo que a incluíssem em meu quarto. Em seguida, depositei o cartão de crédito para que pudessem cobrar qualquer gasto que ela viesse a ter durante nossa estadia. Como mais cedo, os funcionários do turno da noite nos trataram como realeza. O jantar que eu havia pedido para deixar preparado mais cedo havia sido cancelado no caminho pro restaurante em que jantamos. Dispensei qualquer funcionário de nos acompanhar. Eu tinha meus próprios hábitos antes de entrar em um quarto; mantive no corredor enquanto averiguava cada canto do melhor quarto do hotel, inclusive as sacolas de compras, para em seguida abrir a porta para ela. Apesar da espera, ela não se mostrou incomodada em ter ficar parada do lado de fora.
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  – Você irá precisar de uma mala decente agora – vejo-a mexer em suas sacolas, em busca de algo.
  – O que eu preciso agora, é de um banho.
  Abro um sorriso, indo imediatamente em sua direção, passando a mão em seu quadril, descendo para sua bunda.
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  – O que precisa de nós dois, é a cama – deixo um beijo em um lugar entre seu pescoço e o ombro. Ouço um suspiro, seguido de uma risadinha:
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  – A cama pode esperar – ela se afasta de mim, agitando a peça de pijama que havia comprado mais cedo.
  – Sim, mas eu não posso – impeço-a de dar mais que alguns passos para longe de mim e a puxo de volta, logo grudando nossos lábios, achando que assim a impediria de seguir com seu próprio plano.
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  – Nem minha sujeira – ela responde, entre beijos. Sinto suas mãos pousarem em meu peito e darem uma leve pressão para que eu me afastasse, o que fiz. E então, sem sequer esperar por alguma reação minha, se dirige até outra sacola e retira uma calcinha, seguindo para o banheiro.
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  Ainda pouco acostumado de ter uma mulher tão segura em frente ao assassino dela, suspiro e corro minha mão pelos cabelos. Olho para baixo, onde o volume mostrava que eu estava certo, não podia esperar. Olhei para meu reflexo na parede de vidro que mostrava a paisagem noturna de Dublin e me pergunto quando foi que aquele homem dominado surgiu em mim. Olho para a porta e decido que darei a ela alguns minutos para se lavar. Se a sujeira era o problema, então eu poderia aguardar um pouco.
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  Aproveito para conferir algumas rotas que pretendia seguir com ela. Não gostava de ficar em Dublin. Apesar dos locais serem simpáticos e fazerem bom fruto do famoso “happy hour”, era um país com muita pouca opção de fuga. Não, nós dois precisávamos ir para a parte territorial grande do continente europeu.
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  Batuco meus dedos na mesa de carvalho polido e espio meu relógio. Ergo uma sobrancelha ao ver que permiti que ela usufruísse de seu banho por 15 minutos. Agora era minha vez.
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  Com calma, mas eficiente, retiro minhas roupas, jogando-as no lixo e entro no banheiro – que ela, inteligente, não trancou –, assim que fecho a porta, o vapor volta a tomar conta de todo o cômodo e a vejo de costas, terminando de se ensaboar. Adentro o chuveiro e retiro o sabão de suas mãos, terminando de fazer o trabalho para si; vejo seu corpo pular em um pequeno susto, mas sua cabeça não vira para me ver, e sim pende para o lado, aproveitando o meu agrado.
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  – Você não podia esperar eu terminar o banho? – ela perguntou, ao mesmo tempo que encostava suas costas em mim no momento que passei a ensaboar sua barriga e seios.
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  – Não – é o que somente respondo, antes de largar o sabonete e passar minhas mãos cobertas com o sabão no espaço entre suas pernas e seios. Seu braço direito sobe e me puxa pelo pescoço; inclino e a vejo finalmente virar seu rosto e me beijar. Deixo que nossas línguas façam o jogo sensual de nos deixar ainda mais preparados para o que estava para começar. Enquanto isso, sua mão em minha cabeça acariciava meus cabelos, e a outra apoiava do braço que brincava entre seus lábios de baixo.
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  Desço meus lábios por seu pescoço, a virando lentamente de frente para mim, sentindo os respingos da água que caía sob seu corpo. Assim que nos encaixamos de frente, seus braços enlaçaram meu pescoço e nossas bocas voltaram a se tocar. De vez em quando, nos separamos em busca de ar, e ouço seu gemido assim que insiro dois dedos em seu vão.
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  Em busca de apoio, vai para trás até suas costas encontrarem a parede e seu corpo ficar preso entre ela e eu. Brinco com ela, ouvindo seus gemidos, esperando que ela me chame pelo apelido que criou; mas ele não veio, o que, admito, foi motivo suficiente para me esforçar um pouco mais.
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  Com minha mão direita, puxo sua perna para cima, a mantendo assim enquanto brinco com meu membro próximo à sua entrada. A ideia de me ter ali e não dentro dela deve tê-la atormentado, pois a mão que antes estava em torno de meu pescoço, desceu para direcionar meu membro à sua entrada. Sorri. Era daquilo que eu gostava; do controle que eu tinha sob ela e não o oposto.
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  – Venha – ela pediu, e tão logo, a penetrei de uma só vez.
  Lentamente me movi para dentro e fora dela, enquanto seu corpo se tornava mais firme com o prazer recorrente. Encosto nossas cabeças e apoio meu braço na parede atrás dela, tomando o mais impulso para aumentar o ritmo e a força do prazer que lhe proporcionava.
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  – Estou…
  – Aguente – ordeno, ouvindo seu alto gemido, um sinal de que estava perdendo controle sobre seu corpo. Abri um sorriso animalesco, quanto mais ela se perdia, mais eu queria fazê-la se lembrar seu lugar. Ali, me acolhendo.
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  E então eu senti suas paredes pressionarem meu membro em um pré-orgasmo.
  – !
  Olhei bem em seu rosto enquanto ela gritava por mim, começando a estremecer em meus braços, ao mesmo tempo em que eu ainda terminava de arremeter dentro dela e chegar ao meu próprio clímax. Saí de dentro dela no instante em que explodiria dentro dela e observei o líquido escorrer ralo abaixo.
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  Permanecemos ofegantes por alguns minutos, até ela suspirar e olhar para o próprio corpo, onde suor e água se misturavam, dando um brilho extra que provocava minha vontade de beijá-la inteira.
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  – Ótimo. Agora preciso tomar outro banho.
  – Sem forças?
  – O que acha? – ela me olhou com um sorriso sarcástico, o que me fez soltar uma breve risada.
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  – Eu a lavo, então – a puxo de volta para debaixo do chuveiro, pegando o sabão que havia jogado no chão.
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  – Não – ela me impede, pegando o sabonete de minha mão –, deixe que eu faço. Se você fizer, ficaremos nesse loop eterno.
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  – E isso é ruim?
  – Minhas pernas não aguentam mais. Eu preciso deitar.
  Sem retruca-la, a observei se ensaboar. O que não pareceu considerar, foi que assisti-la se ensaboar era ainda pior – para ela –, por isso, antes que terminasse seu trabalho, no momento em que meu membro voltou a ficar ereto, a fiz apoiar os braços na parede de vidro e a comi mais uma vez.
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  – Partirei daqui a dois dias – disse, quando já não ouvia mais sua respiração ofegante de nossa quarta vez.
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  Havíamos saído do banho depois da segunda vez, finalmente limpos, como ela disse. No entanto, ver seu corpo úmido enrolado com a toalha de alguma maneira me excitou; e a ideia de fazê-la se livrar do pano se tornou uma obrigação.
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  – Hum – ela “respondeu”.
  Não respondi, pois aguardava qualquer complemento para aquele murmúrio. Aquilo, de fato, não era uma resposta. Algo parecia errado. Pela minha experiência com mulheres comuns, a reação correta seria me olhar indignada, irritada por estar sendo descartada ou excluída de meus panos; quem sabe, se eu tivesse me envolvido com alguma vítima, poderia encontrar pavor em sua voz, devido à ideia de eu ter conseguido o que queria e o fato seguinte seria sua morte.
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  – Hum? – não consigo evitar imitá-la. Vejo seus olhos abrirem e me encararem confusos.
  – O que tem?
  O que tem? Gostaria de perguntar se ela não estava com medo de mim. Da minha ida. Do que poderia acontecer com ela em minha ausência. Ela mostrou medo na noite que eu deveria mata-la; aquela era a reação correta, não a de dias antes, quando mencionou que não tinha medo de morrer.
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  – Você não está preocupada?
  Ouço uma pequena risada, que acendeu uma pequena chama na boca de meu estômago.
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  – Sei que vai voltar.
  – Como pode ter tanta certeza?
   virou seu corpo em minha direção e apoiou sua cabeça na mão.
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  – Que resposta você espera?
  Ela havia me pegado. Não lhe respondi, o que pareceu ser, ainda mais, uma confirmação para qualquer suposição idiota que estivesse criando em sua cabeça. Seu sorriso tranquilo e confiante começou a me irritar, mas eu não poderia agir como um homem imaturo.
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  Entretanto, antes que eu pudesse pensar na resposta adequada – não havia nem começado –, foi rápida em se erguer e subir em cima de mim, apoiando suas pernas uma em cada lado de meu corpo.
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  – Quer saber se eu tenho medo de morrer? – ela perguntou, manhosa, passeando as mãos por todo meu peitoral. Observei, junto com ela, seus dedos percorrerem cada pedaço de minha pele.
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  – Você não tem?
  – Não, eu já disse antes.
  – Então talvez seja melhor você morrer.
  – Talvez sim. – ela sussurrou e mexeu seu quadril, tocando meu membro com ele. Logo, voltei a acender. – Você quer me matar?
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  Eu não estava com cabeça para mata-la. Também não tinha tempo para pensar em uma resposta. Não, quando ela se esfregava em mim de uma forma sensual.
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  Mas que diabos de garota era aquela?
  Sem dizer mais uma palavra, a última coisa que pensei antes de perder minha cabeça com o trabalho que ela estava se sucedendo, foi que, sem o menor esforço, me fez pensar quem era a pessoa verdadeiramente dependente do outro entre nós dois.
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  E eu não gostei da resposta.
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Capítulo 9

  O dia seguinte começou com o pé esquerdo. Assim que acordei, vi sentada em uma poltrona próxima à janela, observando a movimentação do dia no lado de fora. Seu olhar parecia longe, como se estivesse se lembrando de algo em seu passado. Me peguei pensando que pagaria milhões para saber o que exatamente eram aqueles pensamentos e quão afetariam na maneira como ela encararia sua vida atual. Eu sabia que era uma questão de tempo. Ninguém nasceu para ficar presa em quartos de hotéis.
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  Eu só precisava cumprir com meus deveres e pensar na melhor maneira de fazê-la ter uma vida melhor que essa que estava vivendo. Porém, atualmente, minha preocupação era fazê-la viver.
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  Me levantei em um impulso e caminhei até ela, encostando meus lábios no topo de sua cabeça. Senti o cheiro de shampoo de hotel, misturado com seu aroma natural. Fechei meus olhos ao perceber que trazia um efeito como se fosse camomila; relaxava meus ombros e clareava minha mente.
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  Sem dizer nada, fui tomar um banho. Nele, pude ver o meu reflexo no espelho da pia. Apesar de fisicamente continuar o mesmo, era como se fosse ali um outro homem. O que estava acontecendo comigo? Por que eu fizera aquilo? Por que estava me importando com o que ela pensa ou acha de mim? Por que fico com raiva em vê-la plena, e não miserável ou louca por mim?
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  Assim que as primeiras letras da paixão surgiram em minha mente, as repeli como se tivesse tocado em uma superfície quente. Lords não se apaixonam. Nós não sentimos.
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  – O que quer comer? – olhei o cardápio que o hotel oferecia e ela respondeu suas preferências. A seu pedido, assistimos um filme enquanto comemos. Durante ele, recebi mensagens já aguardadas e outras novas, algumas respondendo de imediato, outras pensando antes de retorná-las ao remetente.
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  – Podemos sair? – sua voz surgiu de repente ao meu lado.
  – Aonde quer ir? – virei meu rosto em sua direção a tempo de vê-la erguer os ombros antes de me responder.
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  – Algum lugar onde eu possa andar.
  A levei até um parque que havia na área menos cheia da cidade. Ainda não havia escurecido, então era bem agradável de se caminhar por lá. Ela andava na frente inspirando o ar de Dublin. De vez em quando, parava para observar algo por um tempo maior. Permaneci atrás, atento aos nossos arredores, ao mesmo tempo que a admirava.
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  Por estarmos já fora do hotel, decidi leva-la para comer em um restaurante. Ela disse estar com vontade de comer algo leve e nutritivo, por isso, não havia muitas opções saudáveis, se não os restaurantes caros da cidade.
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  – Opte por sair durante o dia – disse, durante o jantar.
  Enquanto ela levava os legumes à boca, ergueu as sobrancelhas, demonstrando surpresa.
  – Dia? Achei que o seguro fosse à noite.
  – Você não tem treinamento o suficiente para lidar com as coisas à noite. Gritar não é o suficiente para pessoas profissionais.
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  – E estar de dia é?
  Abri um pequeno sorriso com sua esperteza.
  – Não, mas será mais fácil para mim encontrá-la.
  – Eu ainda corro perigo?
  Não respondi, pois minha viagem era exatamente para confirmar a resposta para aquela pergunta. Eu havia enviado na noite anterior, o relatório que Martin havia pedido. Como sempre, ele não me respondeu; sempre deixava para fazer quaisquer observação pessoalmente. Não houve nada além do comum em nossos protocolos. Marc me perguntou o que eu fazia em Dublin e eu apenas respondi o que sempre respondia quando ele insistia em se intrometer em minha vida: nada do que fosse da conta dele.
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  A ausência na resposta foi o suficiente para fazê-la ficar quieta durante todo o restante do jantar e do trajeto até de volta ao hotel. No quarto, disse que seria melhor se ela saísse do quarto nos momentos em que ouvisse algum hóspede vizinho sair, e não pedisse serviço de quarto.
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  – Há muitas regras – comecei a falar –, mas você logo se acostuma.
  – Cresci em um mundo regido por muito mais regras do que isso. Você vai me dar uma arma?
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  Dei uma risada.
  – Você sabe usar uma?
  – Não é só ativar e atirar?
  – Vai me dar mais trabalho, se atirar “sem querer” em alguém. Minhas armas têm identificação especial.
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   suspirou, um suspiro de tédio. Me aproximei dela, sabendo que não era fácil não poder fazer o que queria. Só que, diferente da vida com seus familiares, agora era uma questão de vida ou morte. Mesmo que ela não temesse por sua vida, eu temia.
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  – Pedi um cartão de crédito em seu nome. Seu novo nome. Lembre-se sempre de usá-lo. Você não é mais quem era.
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  – Sim, sim. Sarah Louise Evans, canadense, órfã de pai, mãe fazendeira, blábláblá… – ela disse, entediada. ­– Sabe, eu esperava que fosse haver mais momentos de ação.
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  Ergui uma sobrancelha. Era comum mulheres fazerem esse tipo de comentário quando sabiam sobre meu trabalho. Haviam algumas, claro, que assim como eu, faziam um bom trabalho. No mundo do poder, os homens se ditam os donos de tudo, mas não resistem a um belo par de pernas e peitos para se perderem. As que sobreviviam, então eram muito boas no que faziam. No entanto, principalmente as mais novas no ramo, acabavam por comentar que esperavam algo como em filmes.
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  – Você quer mais ação?
  Vê-la erguer os ombros, como não se importasse em ter um pouco mais de risco em sua vida, me deixou excitado. Aquela mulher… aquela mulher era de outro mundo.
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  – Tire sua roupa. 
  – Faça você o trabalho. – ela mandou. Abri um sorriso.
  Se fosse qualquer outra mulher em seu lugar, haveria uma bala no meio de sua testa.
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  Senhores passageiros com destino a Normandia, por favor, desliguem seus aparelhos eletrônicos e se certifiquem de que sua poltrona está na posição correta. Em nome de nossa equipe, esperamos que tenham tido voo agradável e desejamos uma viagem. Obrigado por escolherem a Airline.
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  Olho para fora do avião com um desânimo pesando em meu peito e uma ansiedade em embarcar novamente para voltar ao lugar de onde saí há algumas horas.
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  Meia–hora depois e eu já me encontrava dentro de um táxi, pronto para ir para casa. Uma enorme mansão no meio de um quase nada, para apenas cinco pessoas. Cinco pessoas e dezenas de empregados. Obviamente, não tínhamos ninguém ao nosso redor para nos gabar da imensa casa que tínhamos, exceto pelos sócios de meu pai. O local, mais parecido com um castelo, do que com uma residência moderna, abrigava a maior parte de nossa equipe principal, quando não estávamos em missão.
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  Entro no hall com o pé direito alto e repleto de estátuas de pedra com a função de dar um ar de arrogância ao ambiente. Martin sempre foi um homem que gosta de obstáculos e acredita que os melhores são feitos de pedra. Possíveis de moldar, mas muito difícil de quebrar.
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  Automaticamente me dirijo até a escadaria que levava ao segundo andar, onde se encontra meus aposentos. Ao entrar no lugar, exatamente da maneira como o deixei há semanas, jogo minha mala em qualquer canto para o funcionário da limpeza, que não faz ideia do que se vive nossa enorme família, organize mais tarde. Fui até um armário, humilde para uma moradia daquelas, e tirei roupas novas para vestir.
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  Aquela não era minha residência principal. Eu morava em outro país, em um local remoto e muito mais humilde do que aquele armário, pois não gostava de chamar atenção com o luxo. O dinheiro sempre atraía as pessoas erradas, e essas geralmente estavam ligadas a algum serviço presente, passado ou futuro, o que nunca era uma coisa boa.
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  Como um hábito sempre que saio de um avião e chego em algum lugar, tomo um banho para tirar o odor das pessoas que encostaram em mim, principalmente durante o voo. Apesar de voar na classe executiva, ainda assim acontecia.
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  Ao sair da ducha, vejo um corpo esbelto e cheio de curvas sensuais esparramado em minha cama. Stacy, a filha de um dos funcionários mais antigos da mansão, mexia em seu celular, tão à vontade que parecia estar em seu próprio quarto.
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  – Achei que fosse demorar menos. – ela diz e abre um sorriso cheio de malícia. Sua expressão se torna ainda pior quando percebe que eu avaliava seu físico. Ela, como sempre, mantinha a forma. As pernas não eram finas, mas na medida certa, a cintura fina e a barriga negativa, os seios enormes e os braços finos. Tinha os lábios preenchidos por algum procedimento estético, assim como o nariz fora concertado, de quando era mais nova. Os cabelos, no entanto, não tinha nenhuma alteração, eram naturais. Um louro que parecia  de mentira, mas com fios macios e fortes. – Então… Trouxe alguma lembrança para mim?
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  – Não.
  – Hum… Que pena – ela não parecia estar nada ofendida com minha resposta. Stacy era o tipo de mulher que não ligava em ser usada, desde que conseguisse o que queria. – Ficará aqui por quanto tempo?
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  – Não é da sua conta.
  – Me parece que você está precisando mais do que uma ducha para relaxar. – apoiou-se em seu braço, inclinando o busto para frente, me dando uma boa visão de seus seios.
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  – Você não deveria agir assim com seu patrão. – dou-lhe as costas enquanto coloco a calça.
  – Também não deveria dormir com ele, não é, senhor. – ela retruca, provocativa.
  Percebi uma leve semelhança entre ela e , na maneira de ambas gostavam de testar minha paciência. Talvez eu estivesse certo, sou um tipo de homem com inclinação ao sadomasoquismo. Quanto mais a mulher judia de mim, mais gosto.
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  – Durmo com quem quiser.
  – Não é verdade e você sabe disso. – ela se levanta e vem em minha direção. – Você dorme com quem lhe convém a dormir.
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  Fecho meus olhos, clamando por paciência. O fato de me conhecer há anos faz com que Stacy saiba exatamente o tipo de respostas que gosto de receber. Apesar de eu não ser um homem que se abre com qualquer pessoa, ela é uma mulher que sabe observar muito bem. É por isso que é assim, cheia de certezas. Porque arrisca-se da maneira certa e consegue tudo o que quer.
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  – Porque não deixa de ser tão duro consigo mesmo e faz o que quer fazer? – em instantes, está parada em frente a mim, suas mãos tocando meu tórax e brincando por cima do tecido da camiseta. – Sabe, os dias sem você aqui não são tão bons. Não tenho pra quem me arrumar.
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  – Sebastian é um bom partido. – me afasto, jogando a toalha em um canto para que fosse recolhida mais tarde. Ouço uma agitação atrás de mim.
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  – Você não falou no Sebastian. Ele é um idiota.
  – Você dorme com esse idiota. – respondo sarcasticamente enquanto tentava dar um jeito em meu cabelo no espelho.
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  – Durmo porque você não está aqui para mim. – ela me abraça pelas minhas costas e deposita um pequeno beijo. – Mas agora você está.
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  Dou uma pequena risada.
  – Estou, mas não vou dormir com você.
  Após alguns segundos de silêncio em que eu terminava de arrumar meus cabelos, Stacy pareceu entender que eu não estava para brincadeira, por isso, reagiu de forma indignada.
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  – E por que não?
  – Porque você não me convém. – falo abertamente indo até a porta de meu quarto e a abrindo. – Não mais. – digo antes de fechá-la com um sorriso, a vendo furiosa.
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  Sigo rapidamente até o escritório de Martin, que murmura um breve “entre” segundos depois de me ouvir bater em sua porta.
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  O escritório, quase todo coberto em madeira polida, tinha cheiro de pinha, charuto e whisky. Sentado atrás da mesa, tinha os olhos perdidos em um bolo de papel em mãos. Caminhei o curto caminho entre a porta e a poltrona à frente da mesa, para seus convidados.
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  – Fez boa viagem? – sua voz é serena, como se fosse um ser humano bom que tinha todo o tempo do mundo para fazer o bem.
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  – Sim.
  – E já pensou onde pretende ficar na sua primeira folga?
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  – Não quero férias.
  Finalmente vejo seu olhar se erguer dos papéis, em minha direção. Os óculos de grau estavam apoiados na ponta do nariz, um hábito que começara no último ano, quando o oftalmologista disse não ser possível mais retardar o uso do objeto, caso ele quisesse continuar saindo em campo.
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  – Não vou discutir sobre isso.
  O observo voltar sua atenção à ação interior e solto o ar, impaciente. Nós já havíamos tido aquela conversa diversas vezes. Porém, nelas, eu havia vencido.
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  – Aconteceu alguma coisa. – afirmei.
  Seus olhos voltaram-se para mim, como em uma ordem para eu continuar falando.
  – Eu nunca sou mandado tirar férias. E se sou, sempre ganho essa discussão. Não sou burro, Martin. Você deveria saber melhor do que ninguém. Essa última missão – ergui a mão preguiçosamente –, você jamais teria mandado eu terminar o serviço causado por um erro de outra pessoa. Existem agentes piores do que eu que conseguiriam fazer o trabalho com sucesso. Por que está querendo me afastar?
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  Silêncio. Era um silêncio ensurdecedor. Vi nos olhos do atual líder da família os pensamentos se deveria ou não dividir os fatos com seu herdeiro. Apesar de eu provavelmente ser a pessoa a quem ele mais confia em sua vida, Elizabeth, minha avó, era exemplo vivo de que não se deveria confiar em absolutamente ninguém.
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  – Não, , você não é burro. É por isso que continua vivo. – sua voz sai da maneira como sempre saiu, calma e controlada. Sua mão esquerda solta as folhas e se dirige ao charuto ainda aceso. Dá uma tragada enquanto me observa. – Você está certo. Algo aconteceu.
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  Ergo a sobrancelha. Nosso clã sempre fora alvo de inimigos. Isso era um fato. Era também o nosso marketing. Todas as pessoas poderosas queriam se conectar a nós, o que nos tornava ainda mais invencíveis. Porém, em todo esse tempo, Martin nunca admitiu estar em um impasse. Acontecer algo significa que alguma coisa que não deveria estar acontecendo, estava lhe causando uma dor de cabeça desnecessária.
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  Vejo-o suspirar e se levantar, indo até a única parede que não estava coberta de madeira, sendo de vidro, com a vista para o imenso jardim infinito, e passa a fumar seu charuto silenciosamente.
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  Foi apenas após alguns minutos que comecei a ouvir sua explicação.
  – Aparentemente, a família teve a mesma ideia que a família Morgan. – ele começou – Porém, fomos mais hábeis e os matamos antes que eles pudessem efetuar o pagamento dos contratados.
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  Não demonstro reação, mas sinto meus neurônios começarem a agir dentro de minha cabeça, conectando as informações.
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  – Quem eles contrataram?
  – Borninghan.
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  – Porra.
  Os Borninghan são outra máfia de assassinos, considerados nossos principais inimigos. Nossos serviços sempre se interligavam e, por esta razão, acabávamos em uma rixa que resultava na morte de alguns deles, ou alguns nossos. Mas nada demais. Nada que fosse acabar com o outro. Ambos não abríamos uma batalha por uma razão óbvia: o público poderia nos descobrir e acabar com os negócios.
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  No entanto, havia um jogo dentro dos , e aposto que também dentro dos Bornighan, de que quando mais o outro se extinguir, melhor. Por isso, principalmente quando éramos contratados para trabalharmos juntos, havia um déficit maior para ambos os clãs, em relação ao número de membros.
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  Sabemos de tudo sobre o clã Bornighan, assim como eles sabem de tudo sobre nós. A única coisa que ambos os clãs não sabem, é que Jennifer Bornighan era uma ótima companheira de cama e que eu definitivamente era o melhor objeto de diversão dela.
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  – E quem anunciou guerra? – pergunto, não muito interessado.
  – Eles foram os desfalcados. De qualquer maneira, sabemos que estamos em vantagem, isto é apenas uma precaução.
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  – E qual o motivo de não me querer por perto?
  – Sei vai querer matar mais do que deve.
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  – O que falando em Bornighan é uma boa coisa.
  Martin não responde. Ele estava, é claro, de acordo. Mas antes de ser um assassino, ele era um homem de negócios. Por isso recebeu a herança do clã tão jovem. Elizabeth teve certeza de que faria um bom trabalho, e poderia então aproveitar da própria vida com Drew em qualquer lugar do mundo que os dois quisessem.
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  – Os Bornighan estão em acordo com os Neggel, da Alemanha. – ele diz, pela primeira vez parecendo exausto. – E os Strudel, na Áustria, deixaram claro que não têm interesse nessa briga. Porém, os Louvre, da França, estão começando a se sentir tentados a ir para o lado deles. Sabe como são, os melhores estrategistas e Bornighan estão oferecendo a ilha de Galápagos como agradecimento.
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  – Os Louvre não vão nos trair.
  Vejo o olhar de Martin me encarar com surpresa.
  – Como tem certeza?
  – Jared.
  Vejo seus olhos se moverem de um lado para o outro. Sua mente estava trabalhando, unindo as peças, as dividindo, chegando à conclusão que precisava chegar. Além de Marc, eu e Jared Louvre éramos bons companheiros. E sabia que nossa relação era forte. Talvez até mais forte do que a nossa, com nossos clãs.
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  – Não podemos deixar de nos precaver. – ele diz. – Não estamos mais jovens como antigamente, nosso clã não tem conquistado novos assassinos e os Bornighan têm a vantagem de terem mais filhos do que nós.
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  – A quantidade não significa nada para mim.
  – . Apenas faça o que mando. – sua voz autoritária se mostra e sinto um leve comichão para enfrenta-lo. Porém, me lembro que eu havia outras coisas com que me preocupar. Coisas que estavam em Dublin, me esperando. – Vou pedir para que mantenha contato com Louvre e Connor. É importante mantê-los conosco. Perkins já prometeu fidelidade e estou para acabar com a raça de Sulivan caso ele vacile mais uma vez. Kamilla garantiu a América.
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  Assinto. Meu jogo de cintura vem da parte materna, é claro. Kamilla sempre foi muito melhor em negociar e vender o nosso peixe, do que Martin. No entanto, é óbvio que ele era um melhor estrategista que ela, por isso ela não hesitava em se calar e ouvir o que o líder do clã havia para dizer. Antes do orgulho, o importante em nosso treinamento, era saber a quem ouvir. Missão não cumprida, não há dinheiro.
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  E nós amamos dinheiro.
  – Tente não aparecer muito. Não duvido que Bornighan perca a oportunidade de mata-lo ao vê-lo despreparado e sozinho.
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  – Até parece que não me conhece.
  – Não estamos mais de brincadeira, . Isso está valendo nossas vidas.
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  – E desde quando o que fazemos já não vale nossas vidas?
  – Desde que quem matamos não sabe nossos truques e desavenças. – foi o suficiente para me calar. – Terá no mínimo três meses, é o tempo em que eles estarão demorando para arquitetar um plano contra nós. Caso veja algum deles, não hesite em matar.
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  Me silencio, um sinal de minha obediência. Aquilo pareceu tranquiliza-lo.
  – Manterei contato com você para informar o que acontece. Faça o mesmo. – ele diz, voltando a se sentar na cadeira. – Está dispensado.
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  Me levanto e, sem mais nenhuma palavra, saio do escritório. No meio do caminho para meu quarto, encontro com Kamilla.
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  – Sugiro que vá para Grécia ou a Indonésia. Evite a América Latina e a Europa Ocidental principalmente Itália e Inglaterra. São as sedes principais deles.
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  Assinto, como sempre, não dirigindo muito da palavra a ela. Era assim que nos dávamos. Kamilla nunca precisou ser uma mãe, apesar de, às vezes, agir como uma. O pouco de humanidade que havia nela era o que mantinha nosso clã fiel e unido.
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  Ao dar-lhe as costas para voltar ao meu quarto, percebi o quanto era parecida com ela. Sem medo da morte, com foco em seus objetivos. Fazia o que era preciso e pronto.
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  No quarto, vejo que Stacy ainda se encontrava no lugar. A mala havia sido aberta, e suspeito que não por um funcionário. Ainda assim, ignoro seus olhares e volto a fazer minhas malas, agora com as roupas limpas.
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  – Quem é a vadia? – sua voz surge tempo depois.
  – Não é da sua conta.
  – Então existe uma vadia… Vamos, me diga, . Quem é ela? Onde ela está?
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  – Não fale como se eu fosse seu.
  – Você é me…
  – Não sou de ninguém. – a corto rispidamente e a vejo ficar furiosa, se levantando e vindo até mim, pegando em meu braço e me virando, encarando fundo em meus olhos.
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  – Você já se esqueceu, não é? Você é meu, sempre foi e sempre vai ser. Tenho certeza de que se lembra de quando tínhamos 13 anos, quando…
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  – Cale a boca.
  Vejo sua fúria se transformar em força. Ela gostava de voltar nesse ponto. Sempre que estava brava ou achava que estava para me perder, usava dele como se fosse um ponto fraco, quando, na verdade, era apenas um gatilho para meu ódio.
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  – Sabia que não iria se esquecer. Você me prometeu naquela noite…
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  Flashback

  – Me prometa. – ela dizia abraçada em meu corpo magro. Olhávamos para o céu estrelado, limpo e negro. A lua cheia iluminando mais do que as luzes fracas que existiam ali.
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  Estávamos deitados na grama na antiga residência base dos , nus, em cima de uma toalha qualquer.
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  – Me prometa que mesmo eu não sendo rica, que vamos ficar juntos para sempre.
  Olho para ela. Meu coração ainda batendo rápido pela ação que acabávamos de ter. Era nossa primeira vez. E por mais que não tenha sido especial, para nós, naquele momento, estava sendo.
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  – Eu prometo – falo sério sentindo logo em seguida os lábios carnudos dela grudados nos meus.
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  Fim do Flashback

  – Não tínhamos nem 13 anos. – falo em tom de tédio e volto a tacar coisas dentro de minha mala. A verdade é que odeio promessas, porque quando elas acontecem, arquivo-as em uma parte de mim que não gosta da desonestidade. É por isso jamais prometo nada a ninguém. E por mais que aquilo não tenha tido importância para mim – e continua não fazendo –, o fato de eu haver dito que prometia me perturbava profundamente.
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  – Mas você prometeu. E promessa é dívida, . – ela agora parecia mais carinhosa. – Sabe que te amo.
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  – Não diga besteira.
  – Não estou. – ela diz rapidamente. Segura novamente em meu braço. –
  – Escuta – a corto antes de ter de ouvir mais baboseiras melosas. A encaro sério –, aquilo é passado. Éramos crianças e não sabíamos o significado das palavras.
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  – Eu sabia. Você sabia. Você sabe que sabia!
  – Não, eu não sabia. Stacey, somos de mundos diferentes. Eu não amo você e nunca vou amar.
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  – Não é verdade.
  – Isso é um aviso. – ergo um dedo, mostrando que não voltaria no assunto. Não tinha tempo para lidar com uma louca que se prendeu ao passado, quando o meu futuro me aguardava a algumas horas de voo dali.
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  – Achei que..
  – Pois achou errado. – a corto, fechando a mala. – Caia na real. Sugiro que comece levar Sebastian a sério, pois ele é o único que irá te amar. – e sem paciência para continuar qualquer conversa além daquela, saio do quarto e fecho a porta atrás de mim, certa de que ela havia entendido o recado.
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  – Veja só quem decidiu voltar de Bora-Bora! – Marc abria a porta de sua cobertura para mim. Vejo seu estilo boêmio e mulherengo, a camisa de linho semi-aberta e a calça no mesmo tecido; os pés descalços e um baseado entre os dedos da mão direita. – Ou devo dizer, Dublin?
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  Ignoro sua recepção e entro sem ser exatamente convidado.
  – Tudo bem também. – ele brinca, fechando a imensa porta atrás de mim. – Acabei de voltar de um trabalho. – se dirigiu até o bar enquanto eu me sentava no sofá e aguardava por uma dose de whisky. – Foi uma merda cara, na China. Sabe como acho as chinesas horríveis. Elas e aquela forma de falar e me bater, e eu odeio o mandarim. Não consigo entender direito, não importa o quanto estude.
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  Nada digo, apenas o observo servir dois copos com o líquido âmbar, acrescentar um ou dois cubos de gelo e vir até mim, entregando um dos copos.
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  – Preciso urgente ver novos rostos, se é que me entende. – ele diz malicioso e eu abro um pequeno sorriso. – Mas me fala, você não veio aqui pra me ouvir falar sobre minha missão.
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  – Não.
  – Então?
  Respiro fundo e bebo um gole do whisky, olhando ao redor.
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  – Não há ninguém. Eu disse, acabei de chegar.
  – Você já deve estar a par dos acontecimentos entre nós e os Bornighan.
  Marc fechou a expressão ao ouvir o nome de nosso inimigo. Sentou-se à minha frente e colocou o copo na mesa, atento às minhas palavras.
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  – Sei. Estou do seu lado. Já tive um papo com a Oceania e eles se mostraram bem certos de que nossa aliança está bem selada. Sei que não precisam de provas para isso, mas se quiser…
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  – Tenho sua palavra.
  Ele ergue o copo com a bebida em minha direção. Em nosso mundo, ter a palavra significava mais do que um contrato assinado. Contratos poderiam ser anulados. As palavras, no entanto, jamais seriam esquecidas.
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  – Louvre parece estar enfraquecendo – digo rapidamente e ele arregala os olhos.
  – Como?
  – Parece que Victor está mesmo querendo nos extinguir. – dou outro gole na bebida. Victor, assim como eu, é o herdeiro do clã Borninghan e irmão gêmeo de Jenniffer. Ele era pior do que eu em questão de assassinado e frieza. Torturou a irmã porque lhe mandaram, quando tinha 15 anos. – Ofereceu Galápagos a Jared.
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  – Galápagos? – Marc se engasga. Concordo com a cabeça. – Mas que porra é essa? Eles brigaram por anos por essa ilha e agora que os Bornighan conseguem, eles oferecem de mãos abanando para os Louvre?
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  – Parece que sim.
  – Filhos da puta. Jared não vai aceitar.
  – Como tem certeza?
  – Encontrei com ele semana passada. – Marc encostou-se no sofá em que havia sentado, a bebida ainda em mãos. – Parecia estar puto com aquela garota Bornighan que se envolveu na nossa última missão juntos. Falou algo em mata-la.
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  – Preciso ter certeza de que ele não vai vacilar.
  O vejo concordar com a cabeça.
  – Vou atrás dele. Tenho um tempo até a próxima missão e sei que ele estará na Espanha. Aquele filho da puta ama Ibiza.
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  – Não, eu vou. Ordem de Martin.
  Marc não me retrucou, já que era uma ordem vinda de cima.
  – Ouvi dizer que vai tirar umas férias. – as notícias corriam rápido. – Para onde vai?
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  Fico calado.
  – Bom, parece que, de alguma maneira, isso está virando moda. Martin selecionou alguns de nós para observar Victor. Alguns infiltrados informaram que ele está confiante demais que herdará logo o clã. O velho Bornighan já não quer mais pensar em estratégias. Parece que a única decisão que quer tomar, é qual mulher comerá primeiro. – ele termina com o whisky de seu copo em um gole. – Me disse que não queria que eu fizesse esse trabalho. Me enviaria um daqui a algumas semanas, ou quem sabe um mês. Me deu férias também.
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  Fiquei calado. Martin afastar seus melhores não era de seu perfil.
  – Eu sei. – Marc disse, mexendo no cabelo semi-molhado. – Também não achei típico do líder, mas ele às vezes dá uma dessas. Talvez ele queira mostrar um ponto fraco nosso, para fazê-los morder a isca.
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  Connor até que poderia ter razão, mas eu não esperaria a bomba explodir, para saber que esse não era um bom plano.
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  – Para onde vai? – pergunto.
  – Estava pensando Dubai, mas então me lembrei que Victor tem contato. Não quero servir de isca para ninguém, muito menos alvo fácil. Tenho uma vida pela frente. – ele sorri se encostando no sofá.
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  – Louvre está com uma garota nova.
  Connor ri e se levanta para se servir mais de bebida.
  – E ainda acham que eu sou o pior. Ele sempre está com uma garota nova. Mas não me importo com ele e as putinhas que arranja… – então ele cruza as mãos e apoia os cotovelos nos joelhos – mas você, por outro lado… Michael Hunger andou falando por aí que você vacilou.
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  Eu já sabia que havia mudado desde , mas não imaginava que fosse estar virando um marica. Hunger passou dos limites. Ele era um homem morto.
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  – Deixe o coitado em paz, eu e Louvre já o fazemos sofrer demais. Que tal dar um susto? Posso fazer isso na volta da Espanha. Gosto de judiar daquele verme. Diremos que você mandou e que eda próxima vez você irá pessoalmente.
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  Ergo o restante da bebida que eu tinha e termino em um gole, em um sinal de que aprovara o plano dele. Na maioria das vezes, não deixo que ele faça esse tipo de serviço para mim, porque gosto de mostrar que sei fazer o trabalho sujo, mas de vez em quando, como meio de mostrar que têm minha confiança, deixo que os meus subordinados tomem frente à situações importantes para mim.
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  – Mas qual o problema de vacilar, cara? Sabe que eu e Jared fazemos isso toda hora.
  – Eu não sou você e Jared. – olho para ele sério, vendo-o fazer uma mímica de como se passasse um zíper em sua boca.
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  No entanto, não durou mais do que alguns segundos.
  – Onde está a garota?
  – Dublin.
  – Dublin? Você está louco? Lá é uma das sedes…
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  – Eu sei. – respondo. – Michael vive em Dublin, precisava da identidade.
  Ele concorda com a cabeça e dá uma risada.
  – A garota deve ser um partidão, afinal – ele me olha divertido –, para fazer se arriscar, deve ser mesmo um grande pecado.
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  Não respondo. A imagem de em nossa cama me vem à cabeça. Fecho meus olhos e respiro fundo, pensando nas coisas que farei com ela quando encontra-la. Mas antes, preciso definir o local aonde ficaremos. Talvez eu siga as sugestões de Kamilla e a leve para a Grécia. Ou talvez para a Oceania.
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  – E aí? Se importa de eu passar as férias com vocês? – ele diz, me servindo outra dose da bebida.
  – Não.
  – Para onde vai?
  – Não decidi.
  – Decidiu quando vai?
  – Depois que falar com Jared.
  Marc concordou com a cabeça e terminou o segundo copo da bebida, enchendo-a novamente.
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  – Não vai demorar muito, ele está na França esses dias, consertando umas cagadas que fez, acho que deixou a atual dele na Espanha. Não dou uma semana para ele despachá-la para a Austrália.
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  Não respondo. Seria bom manter os dois por perto, Marc e Jared. Assim como eu e Victor, Jared era o sucessor do clã dele e Marc era a patente mais alta depois de mim. Com eles próximos a mim, seria mais fácil saber se iriam ou não mudar de lado.
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Capítulo 10

  – Ele não está na Espanha. – ouço a voz de Marc ao meu lado. –  Está em Miami, na casa de veraneio dos Louvre. Parece que decidiu ficar dois dias a mais por lá. Quer apostar quanto que encontrou com Penélope?
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  Abro um pequeno sorriso de malícia. Penélope era uma mulher de programa de elite, que raramente oferecia serviço a alguém que tivesse menos que 11 dígitos na conta bancária. Apesar de ser milionário, Jared ainda não havia ultrapassado dos 10 dígitos, mas tinha seus encantos. Ela era uma mulher fascinante e sabia trabalhar bem. Um serviço completo.
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  – Ela é apaixonada por ele, aquela mulher. – Connor limpava os óculos de sol com a barra da camisa. – Por isso sempre aceita trabalhar pra ele.
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  – Ele deveria saber gastar mais o dinheiro dele. – comentei, olhando as passagens de avião que mais rápido nos levaria até Louvre.
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  – Ele não gasta com outra coisa a não ser sua vida sexual. – Connor sorri malicioso. – Sempre foi assim. É seu próprio tipo de investimento.
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  Disso sabíamos muito bem. Jared foi o primeiro de nós a deixar de ser virgem. Apesar de hoje isso não fazer diferença, na época, ele foi alvo de admiração por longos anos, até que foi um fato esquecido. Sua personalidade era boa para atrair garotas mais velhas, na idade em que tudo o que se falava era sobre sexo e garotos; dessa maneira, após o início de sua vida sexual, Jared nunca mais parou.
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  Foram necessárias algumas alterações no voo de algumas pessoas, para que eu e Connor conseguíssemos chegar em Miami em menos de 12 horas. Seguimos direto para a mansão da família Louvre, tomando o cuidado para não seguirmos rotas óbvias. Se os clãs estavam para entrar em guerra, então qualquer cuidado é pouco. No caminho, dentro do carro, enquanto Marc falava sem parar com a mulher com quem estava dessa vez, eu via, através de um aplicativo, a localização de . Dos Estados Unidos, para a Irlanda, o fuso horário era espaçado; ela deveria estar dormindo. Liguei algumas câmeras que instalei enquanto ela estava tomando banho na última noite que permaneci lá. Vi seu corpo encolhido na cama.
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  Imediatamente, algo mexeu dentro de mim, como se houvesse um botão de ligar no momento em que meus olhos a vissem. Confirmei de que estava tudo certo e não havia nada de suspeito pelo hotel e em seus arredores, e voltei a dar atenção ao caminho, a tempo de ver-nos passando pelos portões de entrada do terreno que abrigava a imensa mansão.
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  Não foi preciso anunciar. Por ser quem eram, é óbvio que eles já haviam nos identificados e nos aguardavam na porta. Jared, à frente de alguns empregados. Abriu os braços em boas-vindas quando saímos do carro.
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  – Ora, ora, ora… – Marc murmura ao meu lado com um sorriso se formando nos lábios. Continuo sério. – Vamos ser francos, Jared é um filha da puta, mas sabe como agradar os companheiros.
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  Nada falo. Fecho a porta atrás de mim e olho para os lados, onde mulheres com seus corpos esbeltos encaravam a mim e ao meu companheiro. Havia mais dessa vez. Jared gostava de mulheres com curvas, por isso havia vindo para Miami. Havia latinas para todos os lados, da mais diversa variedade.
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  – Só o indício de uma explosão, para que meus amigos venham me visitar! – Jared abriu um sorriso, fazendo um sinal com a mão para as mulheres se afastarem. Silenciosamente, todas tomaram o caminho de volta para dentro da mansão. – Bem-vindos ao meu harém.
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  Marc abriu um sorriso e trocou um abraço com Jared, sussurrando o quanto ele gostava de se achar, só porque tinha o poder de estar naquela posição, em uma mansão enorme, com várias mulheres nuas espalhadas pela propriedade.
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  – Entrem, entrem! Estive aproveitando minhas férias. Minha última missão foi uma merda, apesar de tê-la finalizado com sucesso, é claro. Mas tão estressante que achei que meu companheiro fosse explodir. – deu dois tapinhas na virilha. Ignorei seu comentário e me dirigi para dentro da casa, com os dois rindo atrás de mim.
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  Nossa relação, apesar de ser mais calorosa do que as que eu tenho com qualquer outra pessoa no mundo, ainda assim era fria. Diferente de Marc, sempre tive menos propensão a abrir um sorriso e chamar um companheiro de amigo. Ainda assim, os dois sempre interpretavam todas as minhas ações e reações na esportiva, o que era o segredo da longa duração do nosso relacionamento.
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  Ergui a sobrancelha assim que entrei no local. Se o lado de fora havia cerca de cinco ou seis mulheres nuas, ali dentro parecia uma festa.
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  – Caralho… – ouvi Marc. – Diga que ficaremos por uma semana, chefe. – deu dois tapinhas em meu ombro, mas não lhe respondi.
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  Ao invés disso, caminhei para o único lugar onde sabia que não seríamos aturdidos por mulheres bonitas e disponíveis. Segui em direção às escadas que levavam ao segundo andar, enquanto Jared apresentava algumas mulheres a Marc, que prometia encontrar com elas assim que terminasse o dever de casa.
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  – . – ouço uma voz sensual atrás de mim. – Quanto tempo…
  Me viro para a dona da voz. Seus cabelos vermelhos ainda brilhantes, sua pinta acima do lábio superior, seus olhos castanhos profundos e seu corpo voluptuoso. Ela continuava a mesma, senão um pouco mais bronzeada que a última vez que a vi.
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  – Penélope – respondo parado com a mochila em meus ombros. Meu campo de visão mostra que Jared e Marc estavam demorando mais do que o ideal para trabalharem.
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  – Achei que se esqueceu de mim – Penélope diz fingindo mágoa. Era alguns anos mais velha que eu, o que a tornava melhor do que a maioria das mulheres, afinal, anos de experiência fazia a diferença em uma amante.
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  O que me fazia lidar com ela, era o fato de que, assim como Jared, Penélope estava ligada a muitos contatos importantes do nosso mundo e, se tratada da devida maneira, poderia fornecer informações que, no futuro, faria toda a diferença entre vencer e perder.
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  Abri um pequeno sorriso e virei meu corpo em sua direção, mostrando a ela que tinha minha atenção.
  – É claro que não – respondi.
  – Hum… então, que tal relembrarmos algumas memórias? – ela sorri galanteadora, se aproximando sorrateiramente e pegando em meu braço. – Parece que andou malhando.
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  – É preciso estar em forma para agradar mulheres como você.
  Sua gargalhada surgiu e senti um leve tapa bem-humorado.
  – Como se você malhasse para mulheres, seu viciado em trabalho!
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  Me aproximei dela, deixando óbvio quando meus olhos pousaram em sua boca.
  – Gostar de trabalhar não quer dizer que vocês também não sejam um bom incentivo.
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  Seus lábios tomaram uma forma de quem havia gostado do que ouviu.
  – Você e esse seu charme… – murmurou. Pegou em minha mão e cruzou nossos dedos. – Vamos, não vou cobrar nada de você. É o meu favorito. – e pisca sorrindo.
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  – Quem sabe depois? Preciso conversar com Louvre.
  – Louvre pode esperar, meu bem.
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  – Sei que sim. Eu é quem não posso.
  Isso não pareceu abatê-la.
  – Pois bem… Sou paciente. – ela diz entrando num quarto. – Sabe onde me encontrar. – E piscou mais uma vez.
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  Sem perder mais tempo, vou em direção ao escritório de Jared. A seriedade voltou em meu rosto e em minha mente. O que ela deveria estar fazendo agora? Definitivamente qualquer coisa, menos se encontrando com outro homem.
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  Soltei um riso sem humor, enquanto fechava a porta atrás de mim e olhava em meu relógio. Seria bom para ela que não estivesse se encontrando com nenhum homem. não é o tipo de mulher que gosta de ver as pessoas morrendo por sua causa.
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  – Então! – Jared entra na sala com Marc a seu alcance, fechando a porta atrás de si logo em seguida. – Imagino que tenha vindo aqui para falarmos sobre a nossa aliança.
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  – Você não é burro, Louvre. – comento, vendo-o fazer uma mesura exagerada de agradecimento. – Então… Galápagos?
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  Ele dá uma risada e se senta na cadeira atrás da mesa, apoiando os pés nela em seguida.
  – É uma boa recompensa não acha?
  – É, é sim – concordo com ele, sincero. Galápagos era uma das únicas ilhas ainda não tão habitada pelos homens e usada pelo governo. Isso a tornava atraente para nós, que estamos sempre em busca de novos locais onde montar nossas bases.
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  O silêncio paira entre nós três. Vejo o olhar de Jared vir de mim, para Marc e vice-versa, enquanto eu pacientemente aguardo sua reação.
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  – Bom, parece que você está desconfiando de mim – sua voz não é de alguém preocupado.
  – Ainda não.
  – Certo.
  Volto ao silêncio anterior. Jared, apesar de ser ótimo em conversas, tem uma fraqueza social que é a de encontrar pessoas que não estão aptas a conversar demais. Coloque alguém para ser convencido e Jared fará o trabalho em questão de segundos, mas se houver silêncio, então é como algemá-lo e jogar a chave fora.
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  É por isso que, como sempre, eu sempre ganhava em nossas discussões.
  – Vou ser sincero com você, . – seus pés saem de cima da mesa, um sinal de que ele, finalmente, estava começando a colocar a seriedade necessária para o assunto. Aproximou-se da mesa e apoiou ambos os antebraços nela, inclinando para mais perto de nós. – Quero essa ilha. A Austrália está começando a ficar superlotada. Olhe o tanto de mulheres aqui dentro. Pode não parecer, mas não sou como você, que não tem um coração. Eu gosto de estar rodeado por todas elas e quero garantir sua segurança.
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  Concordo com a cabeça.
  – A Nova Zelândia possui muitas ilhas não habitadas.
  – Você quer que eu mande a porra das minhas mulheres para aquele fim de mundo?
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  – Não faz muita diferença, se comparada a localização com a Austrália. – Marc ergue os ombros.
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  – Exceto pelo fato de que demorará um século para eu levar uma civilização decente até lá. Não— escute. Sei que pode parecer traição, mas vocês sabem o quanto eu quero aquela ilha. Ela, para começar, deveria ser minha!
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  – O que acha da Geórgia? – falo sério e ele levanta uma sobrancelha, os olhos e os ouvidos antenados com o que eu acabara de falar.
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  – Você adora a Geórgia.
  – E você também.
  Ele abre um pequeno sorriso aponta para mim.
  – Você não está falando sério.
  Abri minha mochila e joguei uma pasta para ele com os documentos originais de transferência da ilha.
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  – . , , … você não cansa de me surpreender. – Jared diz enquanto olha cada detalhe do documento.
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  A Geórgia é uma ilha famosa entre os assassinos de aluguel, por possuir um acordo épico com o governo local, que cessou sua vigilância após um pagamento milionário feito aos políticos mais influentes. Anualmente, enviamos um presente de agradecimento por serem pessoas exemplares a seus cidadãos. Qualquer um que tentasse mudar essa regra, acabava sumindo do mapa. E, a partir daí, não havia quase nenhuma pessoa no mundo que ousasse combater o que quer que mantivesse a Geórgia blindada do mundo externo.
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  – Mas quero que continue com o acordo com o governo. – Jared disse, erguendo os olhos para mim.
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  – Este ano está pago. A partir do próximo ano, é com você.
  – Eles não irão mudar as regras, não é?
  – Não, se você recompensá-los bem.
  O sorriso se expande no rosto de Louvre, que fecha o documento e vai até seu cofre, abrindo-o com sua digital e guardando a pasta lá dentro.
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  – Então – ele volta a se sentar em sua cadeira –, Hunger me contou. – ele solta uma risada. Outra qualidade de Jared era que ele não tinha, em momento algum, medo. Não tinha medo de me ver sacar uma arma e meter uma bala em sua testa. Não tinha medo de perder sua fortuna e viver na miséria. Não sei como foi sua criação, mas, o que quer que tenham feito com ele quando mais novo, havia dado certo. Jared era um homem sem leis, e era por isso que se tornou líder de seu clã. Porque seu velho sabia que, se fosse necessário, Jared o mataria para tomar conta das coisas. – Quero ver a garota.
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  – Vai ver – respondo.
  – Você me entendeu. – ele diz malicioso. Paro de mexer no porta-papel de sua mesa e vejo o olhar significativo que me mandava.
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  – Não.
  Sua cabeça pende para trás, enquanto ele solta uma gargalhada.
  – Poxa, você nunca foi um cara egoísta. – ele brinca, achando a situação divertida. Olhou para Marc, que parecia, ainda mais, aproveitar da situação. – Você já a viu?
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  – O que acha?
  – Você sabe que esse mistério todo não é bom para homens como nós, não é ? Nos faz querer saber o que essa mulher tem, para ter colocado a coleira em alguém como você.
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  – Descobrir significará sua morte.
  Os dois gargalharam.
  – Ouviu dizer que Marc vai com você para Dublin. Quer dizer que o velho finalmente lhe deu umas férias?
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  Marc soltou um riso de ironia.
  – Vamos passar as férias juntos.
  – Então estão de planos para férias e nem ao menos me chamaram? Que tipo de companheiros são vocês?
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  – Nós viemos até aqui. – Marc disse.
  – Para me convencer a não traí-los.
  – Para salvar sua vida. – respondi, vendo-o se calar e me olhar com riso nos olhos.
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  – Eu gosto de você, . Mas não preciso de um salva-vidas.
  – De mim, você precisa.
  Vi a vontade de me enfrentar no fundo de seus olhos, mas Jared é profissional e, acima de tudo, inteligente. Ele sabia que, apesar de ser muito bom em reunir contatos, nada disso era importante se ele não fosse bom o suficiente para me derrotar.
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  E ele não era.
  – Herdeirinho filho da puta. – ele diz sorrindo. – Vou com vocês.
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  Ergo os ombros e me levanto, mostrando que a reunião havia acabado.
  – Vai passar o dia aqui? – ele pergunta assim que abro a porta.
  – Só o dia – respondo antes de fechá-la e indo em direção à porta onde Penélope havia entrado mais cedo.
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  Ao entrar, rapidamente a localizo na sacada do quarto, admirando a vista. Havia outras mulheres no quarto, mas nenhuma delas era de meu interesse. Seu corpo estava envolto por um robe escuro e transparente. Apesar de ser alguns anos mais velha que eu, o corpo era tão jovem quanto de qualquer garota em seus vinte e tantos anos.
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  A vejo desviar sua atenção da vista para mim e abrir um leve sorriso sedutor, saindo da sacada e entrando no quarto, fechando a porta-balcão logo atrás e então as cortinas. Olhou para as outras garotas e em seguida para mim.
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  – Só você – falo sério.
  Suas mãos batem palma duas vezes, fazendo com que todas as garotas se levantassem e passassem por mim com um certo desânimo por não participar do que aconteceria a seguir. Tranco a porta após a última passar.
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  – Vai dormir aqui? – ela deixa seu robe cair no chão, mostrando seu corpo nu enquanto caminha até a enorme cama dossel, acomodando-se bem ao meio.
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  – Não – respondo, retirando minha própria camiseta e jogando-a junto com a mochila para um canto próximo à porta.
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  – Então quer dizer que vai ter de ser rápido?
  – Como sempre foi – termino o diálogo subindo em cima da cama e selando nossos lábios.
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  – Quanto tempo seus papais deram de férias? – Jared já não estava a par do perigo que estava correndo. Não que eu fosse o perigo. Connor era. Ele levava as brincadeiras extremamente a sério.
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  – Ou você cala essa sua boca, ou eu calo ela pra você e acredite, não será da mesma maneira que suas garotas fazem.
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  Abro um pequeno sorriso. Era um tanto quanto divertido observar a evolução da conversa dos dois.
  – Então. Para onde vamos? – Jared diz um tempo depois, quando sentávamos em seu jato particular. – Mandei levarem Jaqueline para Dublin.
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  – Jaqueline? – Connor ri. – Você já não havia pego uma Jaqueline?
  – Já peguei várias Jaquelines, Connor.
  – Vamos direto para Dublin – eu não estava afim de presenciar Jared dizendo o nome de cada mulher que havia pego até agora. Dos 9 anos para cá foram milhares. Ainda me surpreendo em ver que existe alguma mulher no mundo que Connor não havia se envolvido. Ele não tinha preconceito. E quando eu digo que não tinha, era porque não tinha mesmo. Jared não perdia uma oportunidade. Por isso ele, há cerca de cinco anos, começou a investir na indústria pornográfica. Lhe gerou uma boa renda extra e mais milhares de motivos para ele trabalhar menos como um assassino e mais como um produtor. Era por isso que queria mais ilhas. E era por isso que não tinha interesse em traições. Obviamente, apenas eu e Connor desse investimento.
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  – Vamos ver se essa sortuda que enlaçou vale mesmo a pena. – Jared sorri animado. – Espero que ela seja boa de sexo. Qual a idade dela?
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  O encaro sério demonstrando não estar nem um pouco a fim de falar sobre . O interesse dele nela parecia ter crescido ainda mais e isso não era nada confortável. Quando se trata de mulheres, Jared não pode ser considerado um companheiro fiel.
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  – Hunger disse que é uma mulher e tanto. – Connor decidiu se unir a Louvre na disputa de quem estava mais próximo da morte. Ouço a gargalhada de Jared.
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  – Vou saber disso logo mais.
  Vez de Connor gargalhar.
  – Você não tem noção do perigo.
  – Eu sou o perigo, meu amigo. Eu.
  Sinto o olhar dos dois em mim. Decido que não vale a pena brigar por com Louvre. Só o faria querer, ainda mais, tentar algo com ela. Eu lidaria com suas investidas quando estivermos juntos, até lá, continuaria controlando meu temperamento assassino.
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  Três horas e meia depois estávamos em um carro indo em direção ao hotel onde eu deixara há três dias. Minha vontade em vê-la era imensa e a vontade de tê-la era maior ainda, porém, o fato de Marc e Jared estarem ali atrapalhava, e bastante, os meus planos. Jared ligava para alguém, provavelmente para fazer com que a tal Jaqueline fosse levada até onde estávamos. Marc aproveitava para observar bem as mulheres que passeavam na rua.
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  Chegamos no hotel e fomos bem recebidos pelos empregados.
  – Então. Que tal chamar a garota? – Jared dá a dica, ansioso.
  – Vamos reservar nosso quarto antes, Louvre. – Connor diz, o puxando pela gola. – Segure suas bolas.
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  Reviro os olhos e sigo até o elevador.
  – Nos vemos no jantar.
  – Filho da puta, vai amolecer a carne para mim. – Jared diz rindo e eu, pela primeira vez, questiono a mim mesmo se ele era realmente necessário como aliado. Eu poderia eliminá-los com um plano simples e não ficaria nada triste em assassiná-lo, afinal, que mal tinha matar alguém que não se importava de morrer?
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  Entro no elevador em silêncio, preso em tais pensamentos, e é dessa maneira que saio.
  Sem controlar meus passos, eles rapidamente me levam até o quarto onde ela estava. Ao abrir a porta, não a vejo ali.
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  Ela não estava ali.
  Nem suas malas.
  Não havia nada além de uma cama arrumada e nenhum vestígio de alguém ter se hospedado naquele lugar.
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  – Merda. – murmuro correndo e esquecendo da existência do elevador, pegando as escadas. 3 minutos depois, eu estava no balcão da recepção. Marc e Jared me olham sérios e curiosos. – Onde está a senhorita que estava hospedada no 707?
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  Entrego minha chave, mostrando que EU era quem estava no quarto e, portanto, eles não deveriam vir com politicagem para cima de mim.
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  – Ela fechou a conta ontem à noite, senhor.
  Senti os pelos de minha nuca se eriçarem e a raiva tomar conta de mim.
  – Ela, por acaso, recebeu uma carta de um banco? – falo com meus dentes rangendo.
  – Um minuto, senhor. – o funcionário diz, voltando para o computador e digitando algumas letras. – Sim senhor, ela recebeu a carta.
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  Fecho os olhos. Eu iria mata-la.
  – Obrigado – murmuro com dificuldade e sigo para o hall do hotel com os dois atrás de mim.
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  – Ela fugiu? – Connor pergunta pasmo.
  – É o que parece – falo furioso.
  – É uma garota digna de viver. Corajosa – Jared ri, achando a situação divertida.
  Arrebato meu celular de meu bolso e ligo para o banco onde criara a conta para ela. Algumas palavras e sabia exatamente onde ela estava.
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  – Aonde vão? – perguntei assim que os vi atrás de mim.
  – Você acha mesmo que eu vou perder ver você vacilar em matar a menina? Nem ferrando – Jared diz sorrindo com Marc.
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  – Não brinque comigo, Louvre – falo nervoso e ele levanta as mãos, recebendo minhas costas enquanto chamava por um táxi.
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  Pelo histórico do uso do cartão, ela havia feito algumas compras em supermercado e se hospedado num pequeno hotel num lado esquecido de Dublin. brincara com a pessoa errada. E não sabia com quem havia se metido.
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  Quinze minutos depois eu descia feito um furacão do táxi, fazendo com que um dos dois que me acompanhavam pagasse. Entrei no local, que parecia bem caseiro e uma moça bem idosa veio me atender.
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  – Em que posso ajuda-lo, meu querido? – ela sorri amigável e mando um olhar gélido.
  – Procuro por Sarah Evans – minha voz estava travada. A mulher não parecia saber diferenciar o tom das palavras e continuou com a expressão carinhosa e a voz compreensível.
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  – Sarah Evans?
  – Ela veio se hospedar aqui ontem – digo rapidamente, enquanto ela procurava algo num armário de arquivos. Mas que diabos de lugar era esse que sequer havia um computador?
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  – Ah sim, a pequena garota simpática. – ela sorri para mim. – Sim, sim. Ela está no quarto 402, o senhor pode…
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  – Apenas me diga onde fica esse quarto – falo rudemente. A velhinha pareceu finalmente perceber meu nervosismo e, com medo, apontou para um lado onde havia uma porta que dava para um local aberto, cheio de portas laranjas. Olho para Jared e lhe envio um olhar, que logo entende o que deveria fazer.
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  – Me diga, que cheiro delicioso é esse? – se apoiou no balcão para falar com a senhora, que hesitou em lhe dar a atenção, mas, por educação, respondeu-lhe alguma coisa.
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  Me dirijo rapidamente para o quarto indicado. Haviam vários carros, o que significava não ser um lugar tão isolado quanto pensava que era. Marc corria atrás de mim, pois eu andava o mais rápido possível. Saco minha arma de dentro da calça e ativo o gatilho, colocando-a de volta ao ver uma família sair de um dos quartos. 399, 400, 401.
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  Bato fortemente na porta com o número 402 estampado enormemente. Ouço passos dentro do aposento. Olho para o lado e vejo um casal que saía do quarto vizinho me olharem assustados.
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  – Acho melhor saírem daqui – murmuro grosseiramente, os fazendo andar mais rápido para longe de mim. Marc mais uma vez ri.
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  Ouço a porta ser destrancada e agilmente empurro a porta que estava para ser aberta e saco a minha arma.
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  Dou de cara com uma assustada, os olhos arregalados olhando para mim.
  –
  – Por que é que você saiu da merda do hotel? – digo baixo, grudando a arma na testa dela, que se assustava cada vez mais comigo. Olha para Marc atrás de mim. Seguro em seu rosto de forma rude e a viro em minha direção. – É a mim que você deve responder.
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  – E-eu… – ela tentava dizer, mas não conseguia.
  Aproximo mais a arma contra sua pele. Sabia que, ao retirar o cano dali, formaria uma marca. Vejo seus olhos voltarem para mim, agora mais tranquilos, o que me deixou ainda mais furioso:
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  – Você tem trinta segundos.
  Ouço a voz de Jared surgir e murmurar algo como “desperdício”.
  – Dez segundos. – digo, ainda com meus olhos presos nela. Vejo-a fechar os olhos, como se esperasse que eu finalizasse o que havia prometido. – Por que você não responde?
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  Ela nada diz. Parecia que queria que eu atirasse. Estava apenas esperando eu apertar o gatilho e, honestamente, eu estava quase lá.
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  – Você quer morrer? – pergunto mais baixo. Ela abre os olhos.
  – Eu já disse que não me importo.
  Aperto meus lábios. Eu odiava isso nela. Odiava saber que ela não era dependente de mim, na mesma proporção que eu era dela.
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  Respiro fundo, ciente de que não era da minha personalidade dar uma nova chance. Ainda assim, eu dei.
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  – Responda a minha pergunta. – digo mais calmo, trabalhando arduamente em manter minha sanidade.
  – Um homem veio procurar por mim. No hotel. – ela diz. – Eu não sabia quem ele era. E… E ele mostrou minha foto pra camareira.
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  Abaixo a arma. Do que diabos ela estava falando?
  – E então eu admito que entrei em pânico. Nunca havia visto ele na vida e… A primeira coisa que pensei foi em sair de lá. Você me disse para não te ligar, e fiquei com medo de deixar uma carta e o homem ler e vir até mim. Então supus que você soubesse me encontrar, gastei no cartão que você me deu.
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  Suspirei e baixei a arma, desativando-a.
  – Como ele era?
  – Alto, moreno… barba feita…
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  – Victor – ouço a voz de Marc atrás de mim.
  Fecho meus olhos e respiro fundo.
  – Eu disse que você era louco de vir para Dublin – Marc murmura.
  – Cala a boca. – falo olhando para o chão, minha mente trabalhando a todo vapor. Em seguida, digo: – Ligue para Hunger – falo sério e vejo Marc imediatamente sacar o celular do bolso. – Temos que sair daqui.
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  Então foi Jared quem pegou o celular e se afastou do quarto.
  Após vê-los sair, pego no braço de e, com um leve puxão, a levo para o banheiro e fecho a porta atrás de mim.
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  A coloco sentada na pia e apoio meus braços na bancada, acalmando as batidas do meu coração. Minha adrenalina estava à mil. Ao erguer a cabeça, toco em de forma delicada em seu queixo, me aproximando para ver a marca que eu havia deixado por conta da arma.
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  – Desculpe. – falo baixo enquanto meus olhos estavam cravados em seu machucado. – Eu estava fora de mim.
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  A vejo então segurar em meu rosto com as duas mãos, me fazendo olhar para ela. Um sorriso se força em seus lábios e ela os sela com os meus. Quando resolvo aprofundar o beijo, ela suspira e se afasta.
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  – Não estamos sozinhos.
  – Eles não irão nos atrapalhar.
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  – Eu não estou à vontade.
  Ficamos em silêncio e resolvo não forçar a nada.
  – Você tem band-aid?
  – Ali. – apontou para uma nécessaire do outro lado do banheiro. Vou até ele e pego um curativo, tapando a marca da arma.
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  Saímos do banheiro e vemos Marc dentro do quarto com a porta fechada, enquanto Jared continuava a falar com alguém no telefone.
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  – Ele não atende. – Marc murmura assim que me vê. – Liguei para seu número privado e nada.
  – Faça suas malas. – olho para , que sem pestanejar, guarda o pouco que havia tirado de dentro da mala que eu havia lhe comprado. – Vamos até lá. – falo para Marc.
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  – Vai mata-lo?
  – Se ele estiver vivo, sim, vou matá-lo – falo calmo.
  – Hangar 12. – Jared abriu a porta e me jogou um pedaço de papel com a conta do hotel fechada. – Vão indo na frente, preciso passar no hotel para pegar Jaqueline. – Jared diz enquanto andávamos até a frente do local. Eu, com as malas de em mãos, e Connor me ajudando. – A propósito. – ele para na frente de , que o encara surpresa. – Muito prazer, Jared Louvre.
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  Ela balança a cabeça em cumprimento.
  – Teremos uma chance melhor de nos conhecermos. – ele diz e lhe envia uma piscadela. Sinto-a apertar minha mão, sinal suficiente para eu tomar a frente.
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  – Louvre – falo sério e ele me olha divertido.
  – Nos vemos em uma hora no aeroporto – ele apenas diz e entra num dos táxis disponíveis.
  – Vou direto para o aeroporto. Me dê a mala dela. – Connor fala, colocando as que ele carregava dentro de outro táxi. – Vê se judia bem do Hunger, estou para meter uma bala naquela cabeça enorme dele desde a última vez que passei por lá. Tenho certeza que ele falou sobre Catherine para Boswell.
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  Nada digo e apenas passo as malas que carregava para ele, e acompanho até o último táxi disponível.
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  – Você disse que não tinha amigos – ela diz tranquila um tempo depois.
  – Não tenho.
  – Aqueles dois são seus amigos.
  Não lhe respondo.
  – Quem é Catherine? – e de repente resolve fazer todas as perguntas que haviam em sua cabeça.
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  – Era uma você para mim.
  – E o que eu sou para você? – ela pergunta um tempo depois, mas, mais uma vez, fica sem uma resposta.
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  Após vinte minutos, fazíamos o mesmo caminho que havíamos feito alguns dias antes. manteve-se aparentando calma o tempo inteiro, como se estivesse indo para um evento. Andamos de mãos dadas e passamos por algumas pessoas, que não suspeitaram de um assassino e sua vítima estarem andando lado a lado.
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  Ao chegar em frente ao local aonde Hunger morava, vejo a porta entreaberta. Retiro a arma que se localizava grudada em minha cintura e a ativo novamente, agora com a real intenção de usá-la. , ao ver, se põe atrás de mim, sempre olhando para os lados e para atrás.
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  Silenciosamente adentramos no local, que já era normalmente escuro. Assim que chegamos à sala onde estivemos da última vez, um rastro de sangue se espalhava pelo chão.
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  Encosto em um canto bem escuro do local, longe da vista de muitos, e faço sinal de que ela fique ali. Sua cabeça se move, concordando e eu a deixo para trás, seguindo a direção do rastro, até chegar em seu núcleo.
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  Michael estava morto.
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  Os olhos vidrados e a boca aberta, o corpo estirado ao chão e um rombo em sua testa. Sem dúvida um serviço de Victor. O tiro parecia ser certeiro, o que só podia ser ele. Bornighan é conhecido por ter uma mira impecável que, devo admitir, raramente erra um alvo.
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  Olho ao redor e pego o casaco de Hunger, pendurada em sua cadeira, e mexo em tudo para saber exatamente quais informações Bornighan pegou, além dos detalhes que incluíam . Não havia muito. Sob ordens minhas, Hunger sempre apagava tudo o que fazia para mim sob meu olhar. E ele não era maluco o suficiente de criar cópias, pois sabia que eu descobriria. Mas ele poderia ter facilmente pego uma foto de e dito que seu nome era Sarah Evans.
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  Respiro fundo e penso. Victor sabia de Sarah Evans, apenas não sabia de . Meu conforto durou por apenas alguns milésimos de segundo quando finalmente realizei de que o computador de Hunger não estava ali.
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  – Merda. – murmuro, lívido de raiva. Faço o caminho de volta e pego na mão de , a levando para fora do local. Andamos cerca de dois quilômetros em silêncio. , como sempre, sabia quando ficar calada. Mantive-me pensando nas estratégias do que faria a seguir e, após achar estarmos longe o suficientes, chamei um táxi.
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  – Louvre. Aeroporto, agora.  – ligo para Jared, que diz que estava a caminho com Jaqueline. – Hunger é carta fora do baralho. – ouço um palavrão e então cessamos a ligação.
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  – Para onde vamos? – me pergunta dentro do táxi, que corria como nunca, por ordem minha.
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  Olho em seus olhos e apenas respondo.
  – Aeroporto.
  Ao chegarmos, fiz com que ela tirasse os sapatos e, junto com os meus, joguei-os no lixo. Não podia correr qualquer risco de mostrar a Bornighan que eu havia ido até Hunger ou que eu sabia que ele estava atrás de .
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  Encontro com Jared e Marc no hangar indicado e faço com que suba no pequeno jato com Jaqueline, enquanto o co-piloto de Marc, da qual não ouvi o nome, as segue para ligar os motores.
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  – Quão grave? – Marc pergunta, colocando as mãos na cintura.
  – Ele levou o computador principal.
  Jared solta um palavrão.
  – O que poderia conter lá?
  – Muita coisa sobre os clãs. – digo. – Com certeza a lista de todos que pedimos para Hunger tirar do nosso caminho.
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  Enquanto os dois botam a cabeça para pensar no que poderia ter lá para tomarem alguma atitude em terra para evitar qualquer dano, olho para o painel de voos à procura de uma luz para algum lugar no mundo em que Victor não possa nos achar tão cedo. Pelo menos não até nós planejarmos algo contra ele.
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  – Indonésia. – falo ao ver o nome do local aparecer na tabela. Era o melhor lugar para se esconder e metade das milhares de ilhas eram todas minhas. Seria fácil ir para uma das ilhas da Papua Ocidental, onde havia pessoas para me receber.
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  – Filho da puta. – Connor, de repente, fala nervoso e imediatamente entendo o tom de sua voz. – , preciso…
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  – Eu sei. – o corto. Ele precisava tirar aquelas garotas da Austrália naquele mesmo momento. – Vou ligar para o embaixador da Geórgia.
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  Olhamos para Jared, que ergue os braços.
  – Perante a lei, a ilha ainda é dele.
  Marc lhe sorri agradecido e se afasta para fazer as próprias ligações, enquanto eu faço as minhas com o governador da capital da Indonésia.
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  Eu estava cansado. sabia disso. Se mantivera calada durante toda a viagem enquanto eu falava sem parar no telefone com o mundo inteiro. Obviamente, comuniquei a Martin sobre o ataque de Bornighan a Hunger e qual seria meu próximo passo. Ele concordou com minha ação e disse que entraria em reunião imediata com os aliados. Uma guerra estava para começar e eu estava dando graças a Deus que estaria longe dela. Esse tempo até eu ser necessário nela era crucial para que pudesse planejar os tipos de ataques que poderia fazer, além de garantir que ficasse em segurança.
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  A cama da mansão que eu mantinha na Indonésia estava excepcionalmente macia naquele momento. Eu não fazia a menor ideia de onde os outros estavam; tudo o que enxergava, era se despindo em minha frente após trancar a porta.
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  – Sentiu minha falta? – perguntou, engatinhando até mim, me dando leves beijos em meu rosto e pescoço.
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  – Não tanto quanto você sentiu a minha.
  – Dormiu com alguém lá?
  – Dormi.
  Sua boca parou por alguns segundos, mas tão breve que outra pessoa poderia não perceber.
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  Aos poucos, me permito esquecer de toda a pressão que havia sobre mim. Vou relaxando e sentindo o prazer ir aflorando de acordo com que ela distribuía seus beijos em mim. Ao chegar em minha cintura, suas mãos fizeram rapidamente o serviço de me despir e, sem delongas, sua boca cobriu meu membro ereto, me fazendo abrir um sorriso e fechar os olhos, aproveitando a massagem.
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  – Vamos lá… – falo sensualmente. – Você sabe fazer melhor. – olho para baixo e a vejo então abrir um pequeno sorriso malicioso, enquanto massageava minha base e acariciava o resto. A fim de me provocar, manteve-se paciente em seus movimentos e, quando segurei em seus cabelos, foi, aos poucos, aumentando a velocidade. – Muito bem…
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  Se não gostava de que gozassem em sua boca, não demonstrou nojo nenhum; muito pelo contrário, continuou com o serviço mesmo após não ter mais nada para sugar. Abri outro sorriso. Vê-la se esforçar me excitada mais do que qualquer parte de seu corpo. Finalmente, sinto-me bem o suficiente para saber que era minha vez de trabalhar. Me sento e então a puxo para mim, grudando nossos lábios e sentindo o meu gosto em nossas bocas. Deito seu corpo e me afasto, encontrando seus olhos e os observando me olhar com atenção, como se ela não estivesse com pressa de sentir o prazer que sabia que eu lhe daria. Beijo-lhe aos poucos, sentindo seu sorriso cada vez que nossos lábios colavam. Minhas mãos sobem até seus seios, os massageando. Ela então fecha os olhos e separa os lábios que até agora estavam grudados e solta um profundo suspiro, passando seus braços em meu pescoço, acariciando minha nuca e cabeça.
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  Eu senti falta daquilo. Daquele corpo. Daquele perfume. Daquele carinho.
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  Lentamente desci, passando meus lábios e minha língua por cada parte de seu corpo, a deixando completamente anestesiada em tesão. Assim que me senti pronto, me uni a ela e a beijei para que não fizesse inveja nos outros do lado de fora. Sussurrava palavras desconexas em meu ouvido enquanto eu investia fortemente dentro de si. Suas pernas enlaçavam minha cintura e me puxava para si cada vez mais forte.
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  – … – ela finalmente diz, indicando estar chegando ao seu fim. Aumento mais a velocidade, a fazendo quase berrar em prazer e, em segundos de agonia, finalizamos juntos, me fazendo cair em cima dela, nossos corações acelerados e nossa respiração descompassada.
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  Sinto sua mão acariciando minha cabeça e seus lábios em minha testa.
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  – Eu senti sua falta – ela admite depois que não ouvíamos mais nosso ar entrando e saindo por nossas bocas e eu já estava deitado ao lado dela, encarando o teto. Viro a cabeça para olhá-la e vejo-a me encarando com os olhos brilhantes. Sua mão sobe até meu rosto, acariciando-o.
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  – Pois saiba… – sussurro, a puxando para mim. – Que eu também senti a sua. – falo quase inaudível, vendo um sorriso brotar em seus lábios, para em seguida me beijar com um sentimento que há um tempo atrás eu achava que nunca sentiria. Amor.
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Capítulo 11

  – Aquele maldito desgraçado – Jared falou assim que eu apareci na cozinha para levar algo para eu e comermos. Não havia empregados na casa para nos servir, apenas uma faxineira que ia quatro vezes por semana e teve todo seu perfil analisado antes de ser aprovada por mim.
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  Parei para encará-lo e ver que a raiva estampada em seu rosto não era comum.
  – O que aconteceu?
  – Bornighan mandou um presente para as garotas de Marc na Austrália – Louvre diz sério. Olho para Marc que berrava no celular no lado de fora da casa.
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  – Sobreviventes?
  – Ninguém.
  Voltamos ao silêncio e ele apenas é extinto quando Marc entra na cozinha vermelho.
  – Ele está correndo atrás de todas as pessoas que deixamos vivas e matando todas. – ele fala tentando manter a calma. – De alguma maneira, parece que aquele Hunger filho da puta mantinha um arquivo secreto escondido de nós sobre quem nos contratava e Bornighan está os matando e espalhando no mundo que é a serviço de nós.
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  Mantenho minha expressão séria, diferente de Louvre, que se levanta abruptamente.
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  – Nosso clã…
  – Eles sabem. – Marc o corta. – Disse para eliminarmos qualquer objeto eletrônico pessoal. Vamos ter de nos comunicar por lugares públicos e nos manter aqui. Neggel está com um novo satélite de rastreamento e parece que vai estrear ainda essa semana para nos localizar. Somos o alvo principal de Victor. Sulivan finalmente deu as caras para a verdade.
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  – Eles já eram. – falo sério, sentando-me na bancada e colocando o prato que estava pronto para ir até , na bancada. – Vamos extingui-los, não há com o que se preocupar com relação a eles.
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  – De qualquer maneira, Bornighan está com a vantagem, parece que ele encontrou um novo clã no Japão e Rússia. Os caras são feras em infiltrações. Já ativamos todos os nossos recursos, mas parece que a nossa tecnologia não é boa o suficiente para eles.
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  – O que vão fazer? – Louvre olha para mim, perceptivelmente ansioso por uma resposta solução.
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  – Vamos esperar eles atacarem. – falo calmo, vendo-o revirar os olhos. – Eles terão de fazer uma hora. Será bom que não tragam mais ninguém para cá. Não podemos arriscar confirmar nossa localização.
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  – Não tenho mais ninguém – Marc diz, amargo.
  – Digam para reforçarem as medidas de segurança. Bornighan acha que está a dez passos em nossa frente e deixe que pense assim. Vou fazer uma ligação. – saio rapidamente da cozinha e vou em direção ao jardim.
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  Não havia perigo nenhum em passear livremente por aquela ilha onde estávamos. A vigilância era 24 horas e o governo estava de olho no que quer que acontecesse. Disco um número rapidamente e ouço o telefone chamar.
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  – Achei que não ia me ligar, . Victor finalmente o fez estremecer?
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  Abro um pequeno sorriso ao ver que ela não havia mudado em nada. Olho para o céu. Nenhum resquício de chuva. Eu gostava de dias ensolarados, em que a luz era perfeita para fazer qualquer coisa que eu quisesse. Ponho a voz que sempre utilizava com mulheres como ela e digo:
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  – Era o que eu planejava, mas parece que seu irmão resolveu atrapalhar um pouco minha vida, Bornighan.
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  – Onde está?
  – Estarei aí em um dia, como da última vez. Espero que me receba bem e sem surpresas desagradáveis.
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  – Sabe que não sou de agir pelas costas, . Gosto de fazer as pessoas saberem que estão morrendo. – abro um pequeno sorriso.
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  – Então até amanhã. – falo rapidamente e desligo. Eu não havia medo de ir para a toca dos lobos, mas não queria que viessem até mim. Agora havia . Encaro a janela que dava para o quarto em que estávamos. Jamais achei que sentiria receio. Será que isso é o medo? Que silenciosamente nos corrói por dentro até nos destruir?
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  Volto rapidamente para a cozinha e vejo que Jared havia transformado o meu prato em uma bandeja completa. Ele, de fato, sabia como agradar uma mulher.
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  – Vou para Lisboa amanhã, volto no dia seguinte.
  – Não acredito que vai atrás dela. – Connor abre a boca, Jared apenas me olha sério. – Não acho que ela irá trair Victor.
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  – Eu não preciso que ela o traia.
  – É bom você fazer com que pelo menos essas duas sobrevivam, . Não tenho esperança sobre as outras. – Jared diz rancoroso. – Sei que a novata é importante pra você. Só saiba que agora que somos o alvo principal, não é uma boa elas aparecerem em nossa companhia. Victor não é burro e é formado em medicina, lembra? Nem a melhor plástica conseguiria enganá-lo.  
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  Não respondo o óbvio. Pego a bandeja e, silenciosamente, subo as escadas, indo em direção ao meu quarto, onde ainda dormia serena. Coloco a bandeja em cima de uma poltrona e me sento na cama, acariciando a pele de seu rosto macia.
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  Encosto em seus lábios a acordando e fazendo-a retribuir meu beijo.
  – Bom dia. – ela murmura sonolenta. Sorrio e a beijo mais uma vez, antes de me levantar e arrumar uma pequena mala. – Onde vai?
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  – Preciso arrumar um problema em Lisboa – falo rapidamente.
  – Mas acabamos de chegar.
  – Connor e Louvre ficarão com você – falo a confortando, o que a fez se acalmar.
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  – Quando vai?
  – Hoje à noite.
  – E volta?
  – No dia seguinte.
  Nada mais fala. Termino de arrumar a pequena mala e a deixo em um canto. Observo-a, calado, quando o pensamento de que era a primeira vez que eu preparava uma mala pequena para visitar Bornighan. Toda vez que me encontrava com Jennifer, eu sempre ficava além do esperado. Mas dessa vez eu havia uma motivação para voltar. Olho para trás e vejo sentada na cama com o lençol cobrindo seu corpo nu até abaixo do colo, ela segurando–o com uma mão e a outra arrumando o cabelo levemente bagunçado. Uma bela visão. Me pega a observando e dá uma pequena risada sem graça. Sorrio e deixo a mala para trás, indo até ela em nossa cama, ficando por cima e a fazendo deitar novamente. Suas mão se dirigem até meu rosto e o acaricia levemente, inclino-o de modo que possa beijar a palma de sua mão e volto a olhá-la. Ela mantinha um olhar sereno confortante.
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  – O que farei nesses dois dias sem você?
  – Pode fazer várias coisas, aqui é seguro, tem Louvre, Connor e a garota do Louvre para te fazer companhia. E seja o que for, não aceite nenhuma bebida que seja verde ou azul de Jared.
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  Ouço uma gargalhada delicada.
  – Ele vai tentar me envenenar?
  Sorrio.
  – Vai fazer você cair de quatro por ele.
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  O sorriso dela diminui.
  – Ah.
  Toco em seus lábios e ela aprofunda nosso beijo fazendo com que eu não aguentasse mais e deixasse meu peso cair lentamente em cima dela, o que não a pareceu aborrecer, pois me puxava para mais junto.
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  – Parem de transar que eu estou entrando, a não ser que queiram que eu filme isso e coloque em meu website. – ouvimos a voz no momento irritante de Jared invadir o quarto. cora e se cobre ainda mais com o lençol. – Não se preocupe, mon’ange, vi mais corpos nus femininos do que você, tenho certeza. – e ri mais uma vez, antes de olhar para mim: – , pare de achar que está de férias e venha para a sala. Precisamos bater um papo quanto a Geórgia agora que não tenho mais motivos para usá-la. – apesar de sua voz demonstrar leveza, seu olhar dizia que o assunto era mais importante do que a companhia de uma mulher. – Estou esperando. – e sai do quarto fechando a porta em seguida.
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  Suspiro cansado. Eu odiava isso em Jared. Ele era inoportuno. Sempre fora. Saio de cima de , que me olha desanimada.
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  – Vá tomar um banho. – pego a bandeja intacta. – Quer comer algo?
  Ela nega com a cabeça e decido não questioná-la. Saio da cama e vou em direção à porta, verificar o que poderia ter acontecido em menos de quinze minutos afastado deles.
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  – O que aconteceu? – pergunto sério, deixando a bandeja com a comida intacta na mesa de centro. Marc e Jared estavam sentados sérios na mesa de refeição.
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  – Victor invadiu o sistema de vigilância dos Perkins – Marc diz, o que me faz parar de caminhar por um instante, antes de terminar o caminho até a mesa e me sentar junto a eles.
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  Os Perkins era um daqueles clãs que tinham de optar pelos lados. Não tinham voz nenhuma em qualquer decisão e tudo o que mandávamos fazerem, eles faziam. Era um bando de baderneiros que gostavam de matar. Só estavam ali para ver sangue. Algum tipo controlado de psicopatismo. Porém, o sistema de vigilância deles sempre fora o melhor. Melhor até que os dos Bornighan. Ter o sistema invadido significava que o inimigo estava realmente forte e que precisávamos começar a agir quanto a isso.
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  – É bom você conseguir algo com a Jennifer. Ela é uma das poucas esperanças que temos.
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  Me mantenho calado. As coisas não estavam muito boas para o nosso lado e, honestamente, não via alguma razão delas melhorarem no momento. Mas nós crescemos nesse mundo. Ao contrário de muitos dos envolvidos nessa guerra, fomos preparados para estarmos em desvantagem e tirarmos proveito da situação.
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  Ouvimos passos e olhamos na direção da escada, de onde Jacqueline e desciam conversando. Ao nos ver as encarando calados, nos olham curiosas.
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  – Eu acho que preciso trazer alguma garota para cá. Pareço um lobo solitário. – Marc ri se levantando. – Vou ver se Summer ainda está viva e trazê-la para cá.
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  Uma coisa que podíamos ter certeza, era que Connor não suportava “sobrar”. Não se importava se eu ou Jared estávamos sozinhos, nós mesmos não nos importávamos, mas a ideia de nós termos com quem transar a noite e ele ficar apenas bebericando vinho em frente a uma lareira não era bem o tipo ideal de programação para ele. Summer era uma das milhares de garotas que ele salvara apenas para transar, mas que acabara deixando se levar por ela. Por algum motivo desconhecido, ele não a enviou para a Austrália, mas sim para um pequeno vilarejo tranquilo no Marrocos.
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  – É melhor correr, meu amigo – Jared diz sorrindo. Sinto o olhar surpreso de . Era a primeira vez que ela ouvia um de nós nos relacionando ao outro como amigo. Desvio o olhar quando ela procura o meu. Estalo a língua, impaciente com a ideia de ter de lidar com as afirmações que viriam mais tarde, sobre amizade.
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  – Bom – Connor suspira –, vou arrumar uma pequena mala. Ela deve estar na Rússia. – ego uma sobrancelha, surpreso por saber que ela estava em outro lugar senão o Marrocos. – Vou pegar uma carona no voo de e descer no aeroporto da capital, já que essa merda de ilha não tem um que me leve direto para Moscou.
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  – Essa merda de ilha é minha – falo sério.
  Louvre da uma risada.
  – Então seremos apenas eu e as damas nos próximos dois dias? – não era possível não perceber a animação de Jared ao dizer isso. O olho sério e vejo-o se divertir ainda mais. – Será divertido!
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  Jacqueline dá uma risada e apenas abre um pequeno sorriso sem malícia.
  – Vamos almoçar. – falo, me levantando rapidamente e indo até , colocando a mão em sua cintura e a levando em direção a porta. – Tranque a porta ao dormir. – sussurro.
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  – Não acho que uma porta trancada irá impedir seu amigo de fazer o que quer – ela responde baixo, evitando os dois que estavam atrás de nós ouvir. Ouvíamos Jared gritar para Marc sobre nós sairmos para almoçar e em seguida, passos rápidos nas escadas. A olho sério. Ela não estava ligando de dormir com Jared?
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  –
  – Sou a favor dos direitos iguais, . – ela diz, me lembrando que eu quem havia começado esse jogo. Bastante justo. Porém, não me senti confortável como costumo em situações como esta. Ao visualizar Jared com o rosto enfiado entre as pernas de me fez querer cometer uma traição, mesmo que eu estivesse fazendo a mesma coisa que ela, só que com Jennifer, nossa inimiga. Que problema existe dela dormir com alguém em quem confio? Em uma situação como a que estamos, esse era o menor dos problemas que eu deveria dar atenção, mas por que ele batia em minha cabeça como se fosse um robô irritante?
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  Decido pelo silêncio. Entramos no carro e, em silêncio, passamos a viagem inteira calados até o pequeno vilarejo que havia na ilha.
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  Eu chamava aquela ilha de minha, porque, além de mim, apenas aqueles que estão aqui sabem da existência. Eu a utilizava em momentos em que gostava de curtir um tempo sozinho, relaxando e não me preocupando com inimigos e a possibilidade deles invadirem o meu lugar. Apesar de não ter a mesma tecnologia que os grandes lugares, o pouco que eu obtinha era o suficiente para me defender e, em alguns casos, atacar.
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  As poucas pessoas que estavam nessa ilha eram imigrantes que fugiam de uma guerra entre países e não tinham escolha senão voltar para seu lugar de origem e esperar morrer. Aceitaram de bom grado a oportunidade de trabalho que ofereci e todos se mantêm fiéis a mim.
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  – Boa tarde, senhor – uma senhora diz carinhosa. Eles eram todos agradecidos, sem sombra de dúvidas, suas vidas melhoraram desde que passaram a receber alimentos e suprimentos gratuitos todo mês. Balanço a cabeça em cumprimento.
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  – Muito receptivos esses nativos – Connor diz com a mãos no bolso, olhando para o lado onde todos desviavam suas atenções para nós e faziam um tipo de reverência. Conversando com o chefe do local, descobri que eles estudavam sobre a educação asiática, onde era preciso reverenciar o seu superior.
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  Nos sentamos numa mesa de madeira, algo rústico. Não demoramos a sermos servidos com uma quente comida caseira.
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  – Eles não têm salada? – ouço Jacqueline falar. Ótimo. Estamos com uma garota fresca. Por que Jared gosta das complicadas?
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  Ele e sua mania de sempre tratar suas garotas como rainhas. O ordenado logo pergunta à nativa, que rapidamente corre até a cozinha, trazendo um prato de saladas verdes e alguns outros acompanhamentos a parte.
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  – Connor, vou te passar uma lista para trazer para nós – Jared diz com um sorriso.
  Olho para que comia lentamente e calada. Ela parecia observar bem o lugar.
  – O que foi? – pergunto baixo enquanto os dois discutiam sobre Marc ser um burro de carga e Jared seu mestre. Ela desvia seu olhar surpreso para mim.
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  – Hum, nada. É um lugar bonito.
  Havia uma certa hesitação pairando no ar.
  – Pergunte – digo sério e ela volta o olhar para mim.
  – Você já deixou alguma se salvar assim com eu?
  Fico calado. Era uma pergunta proposital. Ela estava me testando, eu sabia disso. Dou uma pequena risada de deboche e bebo um gole de minha bebida.
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  – Você é a primeira.
  – Isso significa que posso não ser a última.
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  – Exatamente.
  Vejo-a olhar em meus olhos por um tempo e então balançar a cabeça, concordando, para então voltar a comer. Abro um pequeno sorriso e brinco com os fios de seus cabelos.
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  Assim. Era assim como deveria ser. O silêncio em forma de incômodo, a vontade de me dizer que não era assim como as coisas deveriam ser. A aceitação de que eu poderia fazer o que quisesse.
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  – … – sua voz geme, avisando estar quase lá. Automaticamente, meu corpo se movimenta em uma velocidade maior, metendo forte dentro dela, até sentir meu membro ser apertado e então seu corpo começar a estremecer.
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  Assim que chegamos do restaurante, Marc fora para seu quarto reservar um voo e providenciar um novo aparelho de celular para nós três. Jared fora dar uma volta com Jacqueline, pois ela queria caminhar um pouco e eu e fomos transar, já que eu estaria indo viajar por dois dias em algumas horas. Já era nossa terceira vez e o cansaço parecia estar longe de chegar.
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  Ouvia o coração dela bater descompassado e seu peito subir e descer rapidamente. Estávamos suados.
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  – Não quero que vá. – ela finalmente disse.
  – Também não quero ir – admito, após um tempo pensativo. Acabei de perceber que depois de sexo fico bem mais sensível e acabado dizendo tudo aquilo que não quero dizer e tudo aquilo que queremos – eu e ela – ouvir. Sinto seus finos braços me enlaçarem e nos apertar contra o outro. Eu era o protegido dessa vez. Deposita um beijo no topo de minha cabeça.
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  – Mais… – ela sussurra em meu ouvido, me fazendo sorrir e voltar à posição que estava minutos atrás.
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  – Senhor . Estamos em Lisboa. – ouço a voz forçada da aeromoça. Ela não era bem uma aeromoça, era apenas uma das amantes do pai de Marc. Concordo com a cabeça e murmuro um ‘obrigado’, me levantando e pegando minha mala.
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  Desço no aeroporto de Lisboa e pego um táxi, indo direto para o mesmo hotel que sempre me hospedei desde a primeira vez que cheguei à cidade, a fim de matar Jennifer Bornighan. Essa era a cidade favorita da caçula principal da família inimiga. Ela sempre trabalhava como isca, e não era por menos, aquela era uma mulher indispensável. Logo que a vi, sabia que seríamos mais que inimigos. E da mesma maneira que eu não a matei quando tive minha oportunidade, ela não me matou quando teve a oportunidade dela. Estávamos sempre quites.
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  O hotel que ficava não era muito luxuoso. Apenas um três estrelas qualquer. Um pequeno quarto e uma vontade de voltar à Indonésia e passar o resto da madrugada fazendo o que fiz a tarde inteira com .
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  Deito em minha cama suspirando e encarando o teto. Recebi alguns telefonemas de Martin durante minha vinda a Lisboa. Ele definitivamente não sabia sobre Jennifer. Me informou sobre a situação da vigilância. Os primeiros a serem atacados, ele suspeitava que seriam os Yuckman. Yuckman eram nossos aliados desde a geração de meu tataravô. Era de conhecimento geral que era impossível desfazer nossa aliança. Eles eram ótimos estrategistas e mata-los primeiro seria um grande começo. Sem estratégia, o plano não evoluía. De qualquer maneira, bons estrategistas como era, o clã se separou pelo mundo e, para conseguir matar todos os gênios, Bornighan teria muito trabalho.
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  De tanto pensar, acabo adormecendo. Não sonhei. Ainda estou para ver um dia que sonharei. Nunca, em nenhum momento de minha vida, me vi sonhando. Assassinos evitam sonhar. Caso acontecesse, as pessoas que matamos voltariam neles para nos atormentar, seria um distúrbio mental terrível, assim como aconteceu com minha tia Virgínia, que está hospitalizada em um hospício.
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  Ao ver as horas, decido que já era o suficiente para fazer o que vim fazer. Tomei um banho, troquei de roupa e segui o caminho de sempre até o local em que estive acostumado a sempre visitar.
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  – Convidado da senhorita Orben.– digo no auto falante que havia instalado a alguns metros do portão que dava para um terreno enorme e infinito nos arredores de Lisboa.
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  – Da parte de quem? – a voz do outro lado perguntou seco. Levanto uma sobrancelha. Então ele era um amante? Mas que decadência, Jennifer, dormindo com os seguranças.
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  – Ela espera por mim, saberá que sou eu. – digo, a fim de provoca-lo. Sou colocado à espera por mais do que levaria; cogitei ligar para Jennifer e avisar que estava em seu portão, mas não queria lhe dar o prazer de achar que eu estava com ciúmes. Porque eu obviamente não estava.
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  Após mais ou menos vinte minutos, os portões se abriram, dando visão para um caminho de pedregulhos pequenos e árvores enormes que levava até a entrada da mansão. Sigo por alguns quilômetros até a entrada, onde uma funcionaria armada me aguardava.
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  Abro um pequeno sorriso, me divertindo com a recepção. Abro meus braços para ser revistado e, após confirmarem que eu não vim armado, fui levado para dentro, onde um corpo esbelto cuja altura batia em meu ombro me aguardava com uma taça de vinho em mãos.
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  – . – ela diz em sua voz aveludada e se aproxima. Apoia sua mão livre em meu peitoral e deposita um beijo em minha boca, deixando que a mão passeie por meu abdômen. Solto uma pequena risada. – Você não perde a forma mesmo.
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  – Faço o possível. – respondo, achando, como sempre, divertido. Olho diretamente para seus seios. – E você colocou mais silicone.
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  – Insensível. – ela levanta uma sobrancelha. – Sei que está falso demais para parecer normal.
  – Nada em você parece normal – comento mais perto de si, a fazendo reabrir seu sorriso.
  – Sentiu minha falta? – ela encosta seus lábios nos meus.
  – Tanto quanto você de mim.
  – Então… decepcionante. – ela diz, fingindo mágoa. – Então, que tal pularmos a parte chata e irmos logo para a divertida? – enlaça uma perna em minha cintura, dando um pequeno impulso e pulando em mim que, por ser ótimo a reagir, logo segurei as bochechas de sua bunda e senti o gosto do vinho quando grudamos nossos lábios.
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  – Eu acho melhor considerarmos a parte chata. – A solto após o beijo, devolvendo-a ao chão firme e ouvindo sua impaciência. – Você merece um pouco de sofrimento.
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  – E posso saber o motivo?
  – O seu segurança lá na porta me pareceu bem perturbado em lhe ver receber um homem.
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  Ouço sua gargalhada.
  – Ele é apenas uma diversão. Tive alguns problemas com certos vizinhos da região e eu precisava de ter cúmplices. Você sabe, homens são controlados pela cabeça de baixo. – levou sua mão em minha virilha, que não se moveu com o toque. Ergueu uma sobrancelha ao não encontrar o que esperava.
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  Abro um pequeno sorriso e tomo a liderança, me dirigindo até um sofá e me sentando.
  – Não irá me servir nada? – pergunto divertido. Vejo um pequeno sorriso tomar conta de seus lábios.
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  – Eu já servi.
  – Jennifer…
  Ouço sua risada e a vejo seguir até o bar, servindo outra taça do mesmo vinho que bebia.
  – Então quer dizer que meu irmãozinho resolveu sair da toca e fazer algo que preste.
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  – Se matar todo mundo que ver pela frente significa fazer algo que preste para você, sim, ele resolveu fazer isso.
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  – E você está preocupado que o próximo seja você?
  – Ou, quem sabe, que ele acabe entrando em território perigoso demais para uma pessoa despreparada.
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  Jennifer bebeu um gole do vinho, interessada em saber mais sobre o assunto, pude ver em seus olhos.
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  – E qual o motivo para vir até aqui me ver?
  – Não é pelo sexo – sorrio, vendo o sorriso dela aumentar com minha ousadia.
  – Que pena. Você sempre teve um péssimo gosto para mulheres. – ela praticamente joga o copo com a bebida para mim. Dou uma pequena risada deboche. – Anda. Fala.
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  – Você sabe o que quero. Até agora me mantive paciente com seu irmão. O deixei matar todas as garotas de Connor e invadir o sistema de segurança dos Perkins. Mas agora ele quer matar os Yuckman e isso já é demais.
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  – Eu não tenho controle sobre meu irmão. – ela se senta em uma poltrona próxima séria. – Sabe que não trabalho com ele.
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  – Vai ter uma hora em que ele precisará de sua ajuda – falo sério.
  – Assim como você está precisando agora – ela sorri divertida.
  – Achei que fossemos companheiros – sorrio, vendo-a rir. –, mas sim, vamos dizer que você é uma opção que quis usar antes de ser obrigado a partir para a próxima. Se estivesse realmente incomodado com as inconsequências de seu irmão, garanto que não estaria sendo paciente e não estaria lhe dando a oportunidade de escolher se quer me apoiar ou não.
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  Vejo o lampejo de surpresa com minha sinceridade. Eu e Jennifer sempre trabalhamos com segundas intenções, mas eu não estava em tempo de brincar e ela precisava saber que eu não vim porque precisava dela. Sua meta era me ter aos pés, disse uma vez Jared, mas teria de fazer muito mais para isso.
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  – O que eu ganho com isso?
  – O que quer?
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  – Você?
  Dou uma risada.
  – Não seja ridícula.
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  – Não seja tolo.
  Desde a última vez que nos encontramos, Jennifer havia admitido sentir algo por mim. Nossa situação era algo como Romeu e Julieta, porém, eu não era nada igual a Romeu e, admito, Jennifer não era idiota como Julieta. Eu não morreria por ela e não abriria uma guerra por essa mulher.
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  – Se você não for meu, nada feito.
  – Eu não sou um objeto.
  – Ah, é mesmo? Que pena que você não confirmou isso na primeira vez que transamos. – ela sorri maliciosa.
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  Observo seu olhar passear por mim. A verdade era que, sim, eu era o objeto dela, assim como ela era o meu. Saber que estou dormindo com a irmã de meu maior inimigo era um dos maiores prazeres de minha vida, por outro lado, correr o risco de ser taxada de traidora por seu próprio clã era uma adrenalina que Jennifer não conseguia evitar. Por isso, nós dois nos usávamos. Assim, nós dois éramos objetos sexuais do outro.
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  – Que tal Madagascar?
  – Você não é tão burro assim, .
  – Você sabe que não sou de perder, Bornighan. Se quer ver seu irmão vivo e quer ver a si própria viva, é bom aceitar minha gentileza.
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  – Não tenho medo do que você diz trazer, . Não me importo com o imbecil do meu irmão e já tenho tudo o que quero da minha vida. Venha com tudo. Mas venha sabendo que não serei alvo fácil.
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  Eu a adoro. Adoro como ela é a mulher perfeita para se ter como acompanhante sexual. Como, mesmo assim, ainda é um perfeito perigo para mim.
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  – Não espero menos. Mas lhe garanto que será um alvo morto.
  A tensão entre nós estava a ponto de explodir como uma bomba. Ela mantinha seu sorriso estampado no rosto, enquanto eu não hesitava em mostrar minha seriedade perante a situação. Até que, então, ouço dizer:
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  – Quero a Ilha Proibida da América Central.
  – Eu disse Madagascar, não a ilha proibida – essa era uma ilha onde jamais colocarão a mão a não ser eu. Era minha ilha, onde eu depositava todo o meu dinheiro. Havia um banco, clandestino, claro, onde eu depositava todo o meu dinheiro e ele assegurava de que eu pudesse usá-lo em qualquer parte do mundo.
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  – , achava que você fosse mais maleável.
  – Achei que fosse mais inteligente.
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  – Aught.
  – Não tenho muito tempo.
  – Aonde está agora?
  Dou uma risada. Ela sabia que eu não iria responder.
  – Victor está louco para pegar sua nova namoradinha. – a ouço dizer enquanto se dirigia de volta para o bar. Ergo uma sobrancelha. – Ah, então há mesmo uma namorada.
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  – Eu não tenho namorada.
  – Então é o quê?
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  Porra.
  – Uma vítima morta – falo gélido.
  Vejo o riso sair de sua boca antes mesmo de ouvi-la. Jennifer decide mudar do vinho, para o whisky, bebida típica de seu clã escocês.
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  – , , você anda tão amoroso assim?
  – Tome cuidado com o que diz, Bornighan.
  – Tome você cuidado com o que decide, . – ela se vira para mim perigosa. – Sei exatamente como essa está. E sei exatamente como chegar até ela.
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  Nada digo.
  – Parece que agora quem está contra a parede é você. – ela se aproxima sentando em meu colo, de frente para mim. – É bom tomar a decisão certa, se quiser vê-la viva.
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  – Você está dando atenção demais para um cadáver.
  – Continue negando, meu bem. Meu irmão também sabe, mas você nos conhece, temos uma paixão em matar todos que se relacionam com os e seus aliados. Ela é o alvo favorito de Victor e ele está louco atrás dela pelo mundo. Não vai demorar muito para encontra-la.
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  Me remexi, incomodado com a informação. Saber que era o alvo ao invés de mim tornava toda a brincadeira, um caso sério.
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  – Oh–oh! Então você não sabia disso? – ela dá mais uma gargalhada. – Victor conhece sua namoradinha, . Ah, se conhece. Ela não te disse? Ele é louco por ela, . E está literalmente lívido de raiva por você tê-la pego para si. 
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  – Ela está morta.
  – Estará, em breve. – seu sorriso era tudo o que eu conseguia ver, enquanto sua mão erguia a barra da blusa que eu usava. – Só um tolo não sabe que ela está com você. Sarah Evans não é tão importante quando a defunta , mas não se engane, . Aquele Hunger foi de bastante utilidade para nós.
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  Seguro fortemente em seu pescoço. Eu iria estrangulá-la.
  – Mate–me e não terá como saber como anda Victor. – ela sussurra com dificuldade, porém decidida.
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  A largo e a jogo no chão. Aquilo saíra de meu controle.
  – Diga a seu irmão. – falo ao me levantar e vou até a porta. – De que não quer vê-lo nem pintado de ouro. E que se ele realmente tem um interesse nela, que passe a esquecê-la.
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  – Sabe que ele não fará isso. E pense bem – ouço a voz dela se aproximar –, se ele a ama – meu punho se fecha ao ouvir as três últimas palavras – você terá sorte. Ele não irá mata-la. Não… Victor não fará isso. Está louco para tê-la de volta. Para se casar com ela e terem uma vida juntos.
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  A última sentença me fez encará-la.
  – Se você pensa que ele começou isso do nada por causa do dinheiro que não recebemos, está enganado. – ela diz séria. – Não nos importamos com a grana, nós temos tanto quanto vocês. Sabe como é, o advogado da família se certificou de que seríamos pago ou sua família iria inteira para o túmulo. Victor começou essa guerra porque vocês cutucaram a ferida dele. . – ela canta o nome de e me prensa contra a porta. – Eu não sei o que essa garotinha tem de especial para vocês se apaixonarem por ela. – ela se aproxima me fazendo sentir o cheiro de whisky e vinho vindo de seus lábios. – Mas seria bem melhor se ela realmente fosse morta. – sinto suas mãos desabotoando os botões de minha jeans. – Se tem medo que alguém a mate – minhas calças caem rapidamente e sinto suas mãos agora percorrendo meu abdômen e peitoral –, tenha medo de mim. – finaliza, retirando minha blusa e encostando seus lábios nos meus.
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  Eu estava lívido em raiva. Me desfaço das calças e a pego no colo, a fazendo enlaçar suas pernas em minha cintura. A viro, colocando-a prensada contra a parede fria. Suas mãos não sabiam onde parar e percorriam por toda a extensão de meu corpo que ela conseguia alcançar. Com os pés, ela retira minha roupa íntima e eu jogo o robe que ela usava por cima do corpo nu. A penetro rapidamente e com muito mais força do que imaginava ter, a fazendo gritar em dor. Não parei, ao contrário, queria vê-la implorar para parar, o que não aconteceu, uma vez que sexo selvagem era o favorito de Jennifer. E eu não conseguia parar. Ela chegou ao orgasmo muito antes de mim e pareceu sofrer um pouco com minhas fortes estocadas uma vez que já havia gozado. Porém, como sempre, pedia por mais. Gritava meu nome, puxava meus cabelos e gritava por mais. Ria com a dor que eu lhe casava. Nossos lábios estavam ao ponto de sangrar, tamanha a força que fazíamos no outro. Minhas costas ardiam por causa dos arranhões e, ao sair de dentro dela pela última vez, reparei na marca de meus dedos estampadas em sua cintura.
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  Ofegávamos sem parar. Coloco minha roupa e a vejo deitada nua no chão frio e duro. Me observava, ainda ofegante, me vestir.
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  – Se quer cuidar de sua namorada… – ela diz sem ar. – É melhor correr. Victor está chegando na Indonésia.
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  Filho da puta.
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Capítulo 12

  Maldita hora em que resolvemos acabar com todos os meios de contato que possuíamos. Meu nervosismo e minha ansiedade ultrapassavam a linha da minha sanidade e me fazia com que saísse do controle. Corri para o hotel em que estava, onde fechei a conta e corri o mais rápido que podia para chegar ao aeroporto. Correr é um modo de falar, não fui propriamente com os pés, e sim com o automóvel.
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  E o mundo parecia estar contra mim naquele momento. O próximo voo para Indonésia seria em apenas em oito horas. Oito malditas horas. Corri até o setor de aviões privados e perguntei se o de Connor ainda estaria lá. Não estava. Mas que inferno. Sentei exausto numa das cadeiras que havia lá e comecei a pensar. Não era tão difícil assim chegar na Indonésia. consegue tudo o que quer, quando quiser, no momento em que quiser. Me levanto e sigo até o próximo telefone público que avistei. Um helicóptero vinha para me levar até o aeroporto de Madri, onde estava localizado meu avião. Preciso fazer com que providenciem um jato em Lisboa. Ou que as empresas aéreas deem mais atenção às ilhas da Indonésia.
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  Menos de cinco horas depois, respiro aliviado ao entrar em meu avião, onde aeromoças me tratavam como um rei. Precisava relaxar. Um relaxar diferente do que eu estava acostumado. Pedi que elas me dessem privacidade para tentar descansar. Fechei os olhos e respirei fundo.
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  Como sempre, minha mente manteve-se alerta e pensativa, elaborando estratégias e possíveis atitudes que eu teria de tomar assim que o avião pousasse na ilha. Uma tempestade vinha em frente, acompanhado de trovões e furacões. Um tipo de tempestade que não passaria com o tempo; passaria somente com o extermínio de um clã. O mundo estaria entrando na Terceira Guerra Mundial e não saberiam o porquê. O mundo, na verdade, nunca sabia de muito. O tipo de coisa que acontece na penumbra vai além da imaginação do ser humano comum. Com o que estava por vir, era provável que muita gente inocente iria morrer. Eu, como sempre, não me importava com as vidas alheias; não arrisco minha vida por nenhuma delas. No entanto, dessa vez, senti que havia uma na qual me preocupava.
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  Era exatamente por conta dessa vida que eu estava nessa droga de avião.
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  Consegui dormir por cerca de quatro horas, minutos antes do avião pousar. Meu subconsciente era bem treinado para despertar no momento certo. Levantei, certo do que faria em seguida, e me dirigi para fora do avião, onde um helicóptero me esperava ligado para me levar à ilha em que estávamos.
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  – Connor já voltou? – pergunto para o piloto, que prestava atenção no painel de controle.
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  – Não senhor.
  – Alguém suspeito?
  – Não senhor.
  Não digo mais nada. Olho para fora, onde já estava escuro e era extremamente perigoso voar de helicóptero a essa hora da noite. Porém, os pilotos contratados pela minha família recebiam um tratamento especial. Eles tinham de saber pilotar em qualquer situação. Nem que tivesse de passar por uma baita tempestade, eles tinham de nos entregar vivos ao ponto onde deveríamos chegar. Exatamente por esse motivo que não demoramos mais de meia–hora para estar pousando no heliporto da minúscula ilha. O jipe já estava lá para me levar para casa. Mais quinze minutos e eu adentrava correndo, assustando a empregada.
  – Senhor !
  – Onde estão os hóspedes? – pergunto friamente.
  – Saíram. – ela dizia em seu sotaque extremamente esquisito.
  – Saíram para onde? – pergunto nervoso. Ela dá um pequeno pulo assustada e fala:
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  – O homem disse ir para pedras.
  Jared, seu filho de uma puta.
  Desde que levara Louvre ali pela primeira vez há três anos com sua trilhonésima namorada, ele descobrira um lugar perfeito para se transar com ela e as outras garotas que traria em seguida. Era à beira–mar, um local lotado de pedras enormes que formavam uma cama, confortáveis o suficiente para se deitar e rolar. Pego o jipe eu mesmo e sigo para o local. Não surpreso, logo vejo voltando a pé. Olha surpresa para mim.
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  – O que faz aqui?
  – Pergunto o mesmo para você. – digo frio. Vejo seu semblante mudar do surpreso, para um mais sério, sugerindo que não gostou nada do meu tom de voz. Mas eu não estava lá um cara de palavras doces. – Onde está Jared?
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  – Com Jacqueline.
  – É mesmo? – digo irônico. Ela carranca. – Entre no carro.
  – Posso ir andando para casa, quero tomar um banho…
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  – Entre no carro. – repito a cortando. Ela me olha séria.
  – Não.
  – Não estou a fim de brincar agora, . Faça o que eu estou pedindo. – digo exausto. Estava realmente exausto e, claro, isso não passou despercebido pelos olhos da .
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  – Você disse que não havia perigo em andar livre por aqui.
  – Não havia. Agora há. Anda.
  Sem discutir, ela dá a volta no carro e entra no lado passageiro, se mantendo calada. Acelero indo em direção às pedras, onde avisto o carro que Jared estava usando. Buzino forte para que depois de 10 minutos, o casal pornográfico apareçam enrolados em alguns panos.
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  – Mas que diabos você está fazendo aqui? – Jared pergunta vindo até meu lado do carro.
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  – Preciso falar com você, vamos para casa.
  – O quê? Agora?
  – Você pode transar com ela depois, anda, é urgente.
  Louvre bufa e segue para o jipe dele com Jacqueline, dou ré e volto para a estrada, acelerando para casa.
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  – Aconteceu alguma coisa? – me olhava curiosa.
  – Quero ter uma conversa com você mais tarde. – digo sério. A vejo engolir seco. Nada mais falamos até chegar em casa, onde saímos do carro e nem olhamos para a cara um do outro. Ela seguiu direto para o quarto e eu para o escritório, onde Jared entra minutos depois.
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  – O que tá acontecendo? Cadê o Connor? – ele se senta numa cadeira.
  – Victor está atrás de . – ignoro as perguntas dele e me mantenho em pé, o olhando sério. Ele ri.
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  – Isso já sabemos, ele está atrás de todas…
  – Não. – o corto. – Ele quer somente .
  Connor endireita sua postura, visivelmente mais atento ao que digo.
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  – Explique.
  – Jennifer disse que ele é apaixonado por ela. – falo sério.     
  – Como é que é? – ele parecia estar se divertindo com a notícia, reviro os olhos. – Peraí. Bornighan está fazendo essa cena toda porque ama ?
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  Me mantenho calado de forma que confirmo o que ele havia entendido. Ouço a risada alta dele e levanto uma sobrancelha.
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  – Qual é a graça? – pergunto seco.
  – ! Você não está vendo? – Ele se levanta rápido. – Estamos com o ouro em nossas mãos! Enquanto estivermos com , Bornighan não se atreverá a nos matar!
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  – E quando é que você começou a se importar em viver?
  – Oras, digamos que nunca quis morrer. – ele volta a se sentar. – Escuta, , estamos com a peça–chave. Tudo o que precisamos fazer é criar um acordo com Bornighan e pronto!
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  – Não. – digo rapidamente, o deixando surpreso. Não havia o que falar. – Não. – repito.
  – Como… ah… – ele de sério, passa a uma expressão surpresa e divertida. – Você se apaixonou.
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  Não respondo, nem o contradigo. Eu não havia aceitado até então. era mais do que uma mulher descartável, isso eu já havia percebido. No entanto, para uma pessoa que nunca sequer experimentou algo próximo do amor, não foi nada fácil acostumar com a ideia e aceita-la. Aceitar significava que eu tinha um ponto fraco, e nunca tinha um ponto fraco.
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  Tive, ainda, um comichão para negar a afirmação de Louvre, mas, perante a situação em que estava, se eu negasse, ele entregaria de bandeja para Victor.
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  Sua risada me tira dos pensamentos. Vejo estremecer de tanto rir.
  – Não estou achando graça…
  – Eu não acredito! apaixonado! Haha, essa é boa! Se não fosse tão perigoso, eu definitivamente postaria em uma rede social.
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  – Cale a boca.
  – Certo. Então me diga, . O que pretende fazer?
  – Matar Victor.
  – É uma boa opção. – Marc concorda com a cabeça. – Já pensou em como?
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  – Não.
  Nos mantemos em silêncio.
  – Olha – ele começa a falar –, somos amigos. – ele afirma. Me mantenho calado. – Sabe que sempre apoiamos uns aos outros e tal. Você e Louvre são as únicas pessoas que confio na vida. Nem meus pais eu tenho essa confiança. – ergo uma sobrancelha, para que ele fosse logo ao ponto, mas, como sempre, Jared gostava de falar. – Mas veja nossa situação. Você pode acabar com essa guerra agora mesmo. – ele se levanta e vem até mim. – Ou esperar pelo pior.
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  Nada digo, fico olhando para seu rosto, porém pensando nas possibilidades. Com ou sem ? Era melhor que eu entregasse ela e acabasse com tudo isso. Da maneira como sempre fazia em situações difíceis, parei para pensar. Avaliei minhas alternativas e reavaliei meus sentimentos. era tão importante assim? O que mudaria com ela em minha vida? Se permanecesse, a guerra entre os clãs poderia durar meses, talvez até anos. Valia a pena?
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  – Você está encrencado, . – o ouço continuar. – Vou estar do seu lado, sabe que vou. Mas saiba que, se Jacqueline morrer, mato . – meus olhos voltaram do transe e enxergavam Louvre com uma expressão fria. O olho sério. – Você mata a minha, eu mato a sua. Estamos quites. – olho em seus olhos e vejo que ele falava sério. – A escolha é sua. Não ligo de matar alguns, principalmente daquele lado. Quero a vingança de minhas garotas. Mas eu tenho uma aqui, viva e comigo. – ele agora falava mais baixo. – Se ela morrer, não importa se é meu amigo ou não. Eu mato .
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  A frieza de nossos olhares era pior do que viver pelado na Antártida. Isso era a nossa amizade. Deixávamos claro nossas decisões, não deixando de apoiar ao outro.
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  – É melhor pensar bem e pensar rápido. – ele volta a sorrir, se afastando de mim e indo em direção a porta. – Acho que não temos muito tempo, Victor já deve estar sabendo nosso paradeiro. Connor mandou um recado para a torre de contato essa manhã, disse que chega hoje de madrugada com equipamentos. Espero que até o amanhecer você já tenha tomado sua decisão, . Até amanhã. – ele sai e fecha a porta atrás de si. Fecho os olhos e respiro fundo. Essa posição de vítima era nova para mim. Eu nunca, antes, precisei estar em uma situação em que arriscaria mais do que tinha controle. Vidas era como objetos, poderiam ser substituídas por outras. Porém, aparentemente, não a de .
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  Passo mais uma hora no escritório, pensando sobre todas as situações, possibilidades, riscos e planos. A coisa era fácil. Eu entregava em troca de Bornighan parar com toda aquela palhaçada. E a via ficar nos braços dele.
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  Suspiro e sigo para a porta, indo em direção ao meu quarto com ela. Ao entrar, a vejo lendo um livro. Desvia seu olhar para mim.
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  – Parece exausto. – comenta.
  – Estou exausto. – concordo parado na porta.
  – Então vem dormir. – ela sorri carinhosa. Fico parado apenas a observando. Algo em meu estômago se remexe e garanto que não era a fome. Ela percebe minha seriedade e me olha com preocupação. – O que foi? – pergunta singela.
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  – O que você tem com Victor Bornighan? – vou direto ao assunto. A vejo mudar sua expressão calma para uma mais séria. Desvia seu olhar do meu e passa a encarar a parede a frente.
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  – Nada.
  – Não parece. – falo friamente. Ela suspira.
  – Qual a importância?
  – Ele está matando metade do mundo por causa de você. E não estou sendo metafórico. – digo rapidamente a fazendo com que olhasse para mim surpresa.
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  – Como?
  – Sei que me ouviu bem.
  – Ele não… – e se interrompe, apertando os lábios e olhando os lençóis.
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  – O que tem com ele? – volto a perguntar. Demora um tempo para ela responder.
  – Ele me ama. Mas não o amo. Meu pai havia prometido minha mão a ele. – ela fala amargurada. – Eu não queria. Ele sempre vinha com frases doces e presentes caros, mas nada importava para mim. Eu odiava tudo aquilo. Odiava saber que eu era mais uma peça no jogo da família dele e a minha. Mas meus pais me disseram que essa era uma união extremamente importante para a segurança da minha família. Quando todos foram mortos, me senti péssima, é claro. Contudo, aquela parte de mim aprisionada sobre as responsabilidades da minha família se sentiu livre.
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  Me mantive parado na soleira da porta ouvindo tudo o que ela tinha para falar.
  – Na época, ele prometeu ser um bom marido, mas não queria me casar com ele. Disse que me faria mudar de ideia, mas não conseguiu. Sempre deixei claro que não queria nada com ele. Não sei por que ele está fazendo isso..
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  – Porque te ama. – a corto rude. Ela me olha assustada.
  – Achei que pessoas como vocês não amassem.
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  Eu também. Ele pensou, mas não comentou nada.
  – Você sabia que somos inimigos mortais? – perguntei-lhe.
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  Ela arregala os olhos.
  – N–não.
  – Pois somos. E ele aparentemente agora me quer ver morto mais do que tudo na vida. Existe uma pequena diferença entre sermos inimigos mortais e agirmos conforme o jogo, e sermos inimigos mortais com sede de vingança.
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  A vejo ficar boquiaberta.
  – Eu… eu não…
  – Sei que não sabia disso. Ele não deve ter lhe contado muito sobre sua… vida. – digo, vendo-a engolir seco. – Por que ele não estava com você no natal?
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  – Não sei. Para ser sincera, nunca falei com ele sobre nada. Nunca quis falar com ele. Sei que vivia trancado com meu pai e irmãos no escritório, e com frequência havia pessoas ligadas a ele na casa.
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  – Mas não aquele dia.
  – Eu lhe pedi para se afastar. Pedi um tempo. Disse que enlouqueceria. – ela suspirou, parecendo exausta só de lembrar de tudo o que passou. Sei que Victor não é um homem fácil, mas nunca imaginei que sua teimosia fosse ser tão ridícula. – Ele estava sempre ao redor, se não próprio, seus funcionários. Eu sequer abria uma porta sozinha, era exaustivo. Cheguei a pensar que instalaram câmeras em meu banheiro. – ergo a sobrancelha, sem dizer-lhe que com certeza Bornighan havia feito aquilo, pois foi o que eu fiz quando ela estava em Dublin sozinha. – Ele disse que voltaria logo após o natal. Queria uma resposta.
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  – Serei sincero com você. – me apoio na porta, o cansaço estava tomando conta de mim, mas não deixei transparecer. – Ele está tentando matar todo meu clã e aliados. Está matando inocentes atrás de você. E não estou afim de fraquejar por causa de uma mulher.
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  Vejo seus lábios tremerem. Eu sabia que estava sendo duro com ela. Eu tinha de ser.
  – Vou fazer um acordo com ele. Pessoas estão morrendo e não sabem o porquê. Você volta para ele e ele para com essa besteira. – finalizo a fazendo arregalar demasiadamente os olhos.
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  – Você… vai me jogar para ele?
  – Achei que você fosse mais altruísta, . – provoco-a, sentindo meu peito doer ao ver sua expressão. – Salvar milhões de pessoas deveria estar no seu currículo de boas atitudes.
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  Seu olhar dizia estar com raiva. Ao mesmo tempo, conseguia enxergar certo desespero em seu olhar. Victor deveria ter sido extremamente idiota com ela, para a mulher querer morrer, a ir para seus braços.
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  – Entendo. – ouço sua voz responder, séria.
  Foi como um soco no estômago. Eu não queria ouvir aquela palavra. Queria vê-la suplicar para ficar comigo. Mas o que mais eu poderia esperar de uma mulher que não tinha medo da morte?
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  – Faça o que for melhor… para o mundo. – ela acrescenta, deixando a frase no ar. Para mim deixou claro de que não era o melhor para ela. Não era para mim também. Esperava que ela soubesse.
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  Desencosto da porta e sigo para o banheiro a fim de tomar um longo e demorado banho quente. Não a encaro e fecho a porta, fechando meus olhos e respirando fundo em seguida. Meu peito me incomodava. Eu não queria admitir nem por decreto que era meu coração reclamando. Tomo meu banho e, quando meus dedos já estavam enrugados, minha pele vermelha por causa da água quente, os vidros embaçados e o vapor tomava conta do banheiro fazendo com que minha visão fosse diminuída, resolvo sair do chuveiro. Enrolo uma toalha na cintura depois que me seco e saio para o quarto. Olho para a cama e via abraçada a um travesseiro, me aproximo silenciosamente e abaixo de frente para ela. Acaricio suas maçãs levemente. Ela deveria estar desapontada. Eu sabia que estava. Eu estava desapontado comigo. Respiro exausto e deposito um beijo em seus lábios.
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  – Me desculpe. – sussurro tão baixo que nem eu mesmo consegui ouvir o que disse. Ela se mexe mas não acorda. Me levanto e coloco uma boxer, indo até meu lado da cama, deitando e antes de adormecer, olho para o lado, rezando para que não fosse a última vez que a visse antes de fechar os olhos para aguardar a chegada do dia seguinte.
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  – Estou sabendo do acontecido. – ouço a voz de Connor assim que entro na cozinha no dia seguinte. Estava sério. Me sento na bancada e pego uma maçã, dando uma mordida e encarando a mesa de mármore em minha frente. – Por que diabos você sempre se mete em confusão? Hein? É como quando estávamos naquele inferno de internato e você botou fogo na ala C. – ele se senta no outro lado da bancada de modo que ficasse de frente para mim. – Já decidiu? Jared me contou o que pretende fazer caso Jacqueline não sobreviva.
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  – Ele não tem que se preocupar com ela. – falo sério. Connor concorda com a cabeça.
  – Sabia que ia fazer isso. – ele suspira cansado. Balança a cabeça exausto. – Mas que merda, .
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  Nada digo. Continuo comendo minha maçã, ainda encarando a mesa.
  – Sei que Jared acha que tudo é culpa da . – Connor diz mais baixo. – Não sei por que tanto drama com a garota dele, ele sequer a ama. Mas acho que está com inveja. – desvio meu olhar para ele. – Sei que me entendeu. – ele fala sério. – Jared sempre quis se apaixonar.
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  Continuo calado. Sabíamos os três de que Jared sempre fora o mais apegado aos sentimentos. Connor se divertia com eles, então não tinha exatamente tempo para senti-los da maneira como deveria. Porém, ele tivera a vez dele com Catherine. Ela fora morta pelos Bornighan numa missão que ele tivera de fazer. Fora motivo o suficiente dele querer matar Victor com as próprias mãos.
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  – Admito que quando soube que era a mulher por quem Victor está apaixonado, pensei em entrar naquele seu quarto e mata-la na mesma hora. – ele diz me olhando, esperando alguma reação. – Só assim estaríamos quites, você sabe. – ele se referia à Catherine. – Então me lembrei que Jared havia dito sobre você estar apaixonado por ela também.
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  Mordo a maçã com mais força. Eu odiava ter de ouvir que estava apaixonado. Era como dizer uma fraqueza ao inimigo de bandeja.
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  – Não acho que deveria devolvê-la. – ele diz sincero e o olho agora surpreso. – Sinceramente, , Louvre diz isso porque acha que tudo é culpa dessa sua garota. Mas não tenho certeza que Bornighan irá simplesmente se contentar em recebe-la de volta de mãos beijadas.
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  Eu sabia disso.
  Devolver a Victor não garantiria a felicidade do homem, porque ela faria da vida dele um inferno. Se ela sentia por ele a repulsa que demonstrou na noite anterior, Victor acharia que eu quem fiz a cabeça dela. Porque Bornighan sempre fora assim, criara mentiras em sua cabeça e acreditava nelas como se fossem verdades.
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  – Faça o que você quiser. – ele diz, suspirando. – Mas acho que está na hora de começar a pensar em você. E nela.
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  Volto a olhar para a mesa calado.
  – Victor está na Austrália. – ele diz finalmente mais alto. – Planeja vir para cá daqui em um ou dois dias.
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  – Quem falou…
  – Jared.
  Respiro fundo.
  – Ele sabia da sua decisão. Nós te conhecemos, . – ele explicou calmo. – Falou com Bonighan esta manhã.
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  Me mexi, incomodado. Eu simplesmente odiava quando as pessoas agiam às minhas costas, sem antes me consultar. e Victor são problema meu.
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  – O que falou?
  – Bom, parece que estão para entrar num acordo, mas pelo que entendi, Victor quer fechá-lo pessoalmente. E com você.
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  Era impossível não se sentir intimidado com a expressão que veio a seguir em meu rosto.
  – Estaremos preparados caso mude de ideia. – ele fala mostrando duas chaves. – Trouxe algumas munições, mas não sei se sairíamos vivos assim tão fácil. Bornighan vem crente que você irá negar a ele.
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  Ouvimos um alto barulho e a porta sendo aberta.
  – Pegue sua namoradinha, Bornighan está na ilha principal. – Jared diz sério. O olho nervoso. – Desculpe, , mas quero acabar com essa história o mais rápido possível. Quero dormir sossegado essa noite, não com uma metralhadora do lado.
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  Aperto os lábios. Eu queria lhe dar um soco bem dado no meio de seu rosto, mas tudo o que faço é levantar e passar por ele, indo até meu quarto. Entro e vejo saindo do banheiro, secando os cabelos num belo vestido amarelo. Me olha séria, chateada, mais propriamente dito. Sim, era possível ver em seus olhos o quão magoada estava.
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  – Pegue suas coisas. – falo seco. Ela arregala levemente os olhos. – Vou te levar até Victor.
  Permanecemos mais um tempo em silêncio e encarando os olhos um do outro. Vi passar por seus olhos uma súplica de que eu não fizesse o que estava para fazer. Ela não queria ir. Talvez não pelo fato de não querer me deixar, mas sim por não querer ficar com Victor. Provavelmente a ação faria com que sua vida antiga voltasse, e, pelo que vi, é uma mulher que quer voar.
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  Tenho certeza que, também, ela pode ver em meus olhos que eu não queria deixa-la ir de verdade, mas sempre aprendi a colocar o meu clã em primeiro lugar. Eu jamais trairia o meu clã.
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  – Você tem dez minutos para estar lá em baixo. – resolvo acabar logo com todo aquele sofrimento de ambos os lados e saio do quarto, fechando a porta logo atrás de mim.
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  Encosto na parede ao lado da porta e fecho os olhos. Era por isso que pessoas como eu não deveriam sentir aquilo que pessoas com um trabalho normal e uma vida normal sentiam. Eu não sabia lidar com todo aquele carinho. E por mais que eu gostasse de recebê–lo, eu não poderia oferecê–lo da mesma maneira. Principalmente para .
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  Desço as escadas lentamente e vejo Connor e Louvre a minha espera no Hall. Jacqueline acompanhava Marc, que me olhava sério.
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  – Olha , eu sinto muito..
  – Não sinta. – o corto seco. Nada mais é dito. Eu odiava palavras de conforto num momento em que elas não fariam efeito algum. Poupe–me os momentos de emoção. Eu já estava com emoção demais para lidar. Ouvimos passos lentos depois de alguns minutos e Connor corre para ajudar com as malas. Não me movo. Eu não estava disposto a encará–la. Era doloroso demais para mim. Vê–la ir assim, sem nem dizer nada.
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  Fomos o caminho inteiro calados. Ninguém se atreveu a dizer nada, nem Marc com um de seus comentários inoportunos. Assim que avistamos a ilha principal, era possível enxergar os diversos aviões negros da família Bornighan.
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  – É… espero que Victor esteja de bom humor. – Marc finalmente abre sua boca grande para dizer uma grande merda. Descemos no heliporto e por questão de nanosegundos não pego em minha arma quando avisto Victor saindo de um dos jatos.
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   ficava atrás de mim, imagino eu olhando para a imagem do sucessor do Sr. Bornighan. Victor parecia bem nervoso por vê–la tão perto de mim e eu mais nervoso ainda por ver que ela sairia de onde estava para ir direto aos braços dele.
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  – Parece que você descobriu meu desejo antes mesmo de eu ter o gosto de mandar um dos seus para o túmulo, . – ele falava friamente.
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  – Não estamos no colégio, Bornighan, aqui fora tenho poder sobre meus atos. – falo rude.
  – Então, quer manter um diálogo ou ir direto ao assunto? – ele desvia o olhar para um ponto atrás de mim.
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  – Isso depende de você, quem está com ela sou eu. – falo irônico, o fazendo se mexer desconfortável.
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  – Por pouco tempo, , por pouco tempo. – ele diz agora mais baixo. As hélices dos aviões e helicópteros haviam parado de girar, fazendo com que o silêncio se instalasse ao nosso redor. Homens com jaquetas de couro e o imenso emblema dos Bornighan estavam espalhados ao lado e atrás de Victor. Mais que o quádruplo do que eu estava disponibilizando atrás de mim. Sem sobra de dúvidas, eu estava em desvantagem. – Me diga antes – o ouço começar a falar –, por que não a matou?
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  – Porque havia outros planos para ela.
  Victor entendera a quais planos para a eu me referia e, imediatamente, uma expressão de fúria tomou conta de seu rosto.
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  – E o completou?
  Abri um pequeno sorriso de sarcasmo.
  – Estou com ela aqui, não estou?
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  Foi o suficiente para tirá-lo do sério.
  – Entregue-a.
  – Achei que quisesse um diálogo antes.
  – Você não está a par da sua posição, . – ele diz superior. – Não estou para brincadeiras, então a devolva logo ou eu te mato.
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  – Me mate e garanto que a levo comigo antes. – sorrio desafiador. – Não que ela já não queira ficar comigo…
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  Ele sacou sua arma. Segundos depois os milhares de homens e mulheres Bornighan atrás repetiram seu gesto. Ouço atrás de mim as armas também serem sacadas. Não o fiz.
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  – Não tem medo de morrer, ?
  – Você tem, Bornighan?
  Victor abriu um sorriso. Era tão valente quanto eu, e era isso o que nos diferenciava de nossos subordinados. Todo mundo sempre tinha alguma coisa a perder, alguma coisa que fizesse querer continuar vivo.
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  Pensando bem, é uma ironia que, depois de anos nos evitando e tudo o que tinha de relacionado ao outro, fossemos ter a mesma pessoa como incentivo para se viver.
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  O que definirá o vencedor dessa nossa disputa, é justamente aquele que tiver coragem de desviar o alvo da arma ao outro, à . Meus pelos eriçaram com a ideia, o que me deixou com raiva.
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  Uma mulher.
  De todas as perdições existentes no mundo, eu escolhera uma mulher para me apegar.
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  Como qualquer maldito fracote.
  Pude enxergar o fundo do armário em que fui trancafiado quando criança. Um pingo de suor escorreu por trás da minha orelha. Aquela era uma memória que ainda tinha poder sobre meu psicológico, mas é óbvio que meu treinamento foi muito bem realizado, já que ninguém além de meu subconsciente, tinha ciência disso.
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  – Vamos, . – a voz de Bornighan soou de repente.
  – Se importaria de eu ter uma palavra com a antes? – pergunto para Victor, que revira os olhos.
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  Era uma provocação, é óbvio. Sempre que um líder pedia, abertamente, um favor ao outro, estava ironizando perante a seus subordinados a tal liderança que aquele exercia.
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  – Obviamente que me importo, mas isso não é minha escolha. – ele diz a contra gosto, olhando para mim. – Pegue as malas dela. – ele diz para dois homens, que se aproximam lentamente, me ultrapassando e pegando as malas de . – Imagino que terá problemas com seus superiores, .
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  – Isso já não é da sua conta. – sorrio frio. Ele dá uma pequena risada e abaixa a arma, fazendo o número 2 com o dedo, indicando para mim e todos ao nosso redor que eu tinha 2 minutos.
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  Me viro para ela, sem medo de receber um tiro pelas costas. Ela desvia seus olhos para mim.
  – Seja o que for, não olhe para trás.
  – Mas… – encosto meu dedo indicador em seus lábios.
  – Se você disser algo, vou ter que mudar de ideia e, pelo que vê, se eu fizer isso, seremos todos carne morta. – digo com um certo tom de divertimento. Ela tenta abrir a boca novamente, mas eu aperto mais meu dedo contra ela. – Foi bom enquanto durou. – vou para mais perto de modo que meus lábios tocassem em seu ouvido. – Obrigado… .
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  A vejo arregalar os olhos ao me ver lhe dar um apelido, e dou dois passos para o lado, encarando Connor e Marc, que concordam com a cabeça, dizendo que estava tudo certo atrás de mim. Ouço passos de apenas duas pernas se aproximando e em seguida alguém tomar em seus braços.
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  – Vou esperar ansioso por outro motivo para lhe matar, . – ouço a voz de Victor tão perto quanto o vento que tocava em meus cabelos.
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  – Não se preocupe, criarei um antes para te ver morto. – digo sério. Ouço uma risada e então os passos, agora dobrados, se afastarem. Me viro a tempo de ver me mandar seu último olhar antes de entrar dentro daquele jato negro com Bornighan atrás, a mão posta em seu quadril. Com a visão, imediatamente meu sangue começara a ferver.
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  Mas nada foi pior que ver o jato abrir voo. Sem relutar, sem lutar, sem demonstrar que eu me importava com a ida dela. Apenas fique ali, parado, sentindo um gosto amargo na boca, uma sensação de perda que jamais havia visto dentro de mim antes.
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  Vi, então, que ela era única pessoa com quem eu me importara na vida. A única que me fizera sentir alguém. Aquela que me fez ver que eu era humano e que eu podia sim, me apaixonar. Aquela que eu amo e que não vou deixar de amar.
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Capítulo 13

  Sinto uma mão em meu ombro. E apenas quando os pontos negros no céu desaparecem que desvio o olhar da imensidão agora acinzentada.
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  – Sinto muito, . – ouço a voz de Connor.
  – Cale a boca. – falo friamente movendo minhas pernas para dentro do helicóptero. Silenciosamente, os três me acompanham sem nada a dizer durante todo o caminho, assim como fora na ida até ali.
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  – Senhor . O senhor Martin ordena que o senhor volte para a Normandia imediatamente. – o piloto dizia de acordo com que recebia as informações da torre.
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  – Diga que estou de férias e que só volto quando achar que devo voltar. – digo sério.
  Após minha resposta, tive meu momento de paz, com todos em silêncio. Fechei meus olhos e me deixei perder em pensamentos.
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  A noite estava silenciosa. Eu não conseguia dormir. E pela primeira vez na vida, o motivo de minha insônia não era a sede de matar. Era a saudade. Sento na cadeira a beira da janela de meu quarto, de frente para a imensidão do céu e do oceano. Imaginava como ela poderia estar agora. Se ela estaria, assim como eu, encarando o mesmo céu que agora cobria nossas cabeças. Ela adorava encarar as nuvens e estrelas.
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  Nunca pensei que minha emoção fosse aquela que acabaria comigo como jamais alguém acabou. Meu coração agora travava uma luta contra minha razão. Por que eu a deixara ir mesmo? Por que achei que tudo melhoraria com ela longe de mim?
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  Parece que tudo o que eu fiz foi apenas trazê-la para mais dentro de mim. Que tomasse conta agora do meu corpo inteiro.
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  Meu coração berrava por seu nome. Até minha razão começava a fraquejar e implorava por sua volta. Eu queria tocá-la novamente, senti-la, toma-la em meus braços, tê-la em minha cama, possuí-la.
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  Desvio meu olhar para dentro do quarto. Ontem ela estava ali. Me levanto e sigo até o lado onde ela dormira. Seu cheiro ainda estava impregnado em todo lugar. O travesseiro era aquele que mais guardava seu aroma.
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  O vento soprava e com ele vinha o sussurro do apelido dado a mim por ela. Hunt. Ah, como eu amava o som da voz dela ao dizer aquelas palavras. E apenas agora que a perdi que percebi o quanto mexia comigo.
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  Aquilo tudo estava errado. Eu não deveria estar daquela maneira. Não deveria estar deprimido.
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  E, sem ao menos perceber, meu rosto estava molhado e as lágrimas no travesseiro que ontem eram dela, hoje eram cobertas por meus suspiros, misturando-se e se encontrando de uma maneira que eu e ela não poderíamos fazer mais.
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  O dia seguinte fora intenso. Ao abrir os olhos, a imagem de Martin, sério, estava em minha frente e por mais que eu quisesse que fosse uma miragem, não era.
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  – Você me desobedeceu. – ele diz friamente. Respiro cansado.
  – Me desculpe. – murmuro, sentindo-me como quando adolescente. Talvez ele ainda me visse como um.
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  Silêncio. Ele mesmo não sabia o que dizer perante aquela situação.
  – Estou decepcionado com você, . – o ouço dizer em sua voz grave.
  – Me desculpe. – murmuro novamente de forma automática. Era assim que as coisas sempre aconteciam com Martin. Por ser o líder, ninguém tinha o poder de contrariá-lo, nem mesmo eu, seu herdeiro. Entretanto, dessa vez, as desculpas não vinham porque eu havia feito algo de errado. Ainda que tivesse, eu estava mesmo era exausto. Não estava afim de discutir, estava fraco e ele percebia isso. Eu poderia dizer que um pai sabe quando seu filho estava mal. Mas no caso de Martin, um líder como ele jamais aceita que seu herdeiro seja mais fraco do que qualquer outro homem, inclusive a si mesmo, na Terra.
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  Contudo, pela primeira vez, ouço seu suspiro. O som não foi alto, mas para meus ouvidos treinados, foi o suficiente para atiçar minha curiosidade, abrindo novamente meus olhos. Vejo-o lentamente desistir de manter sua pose ereta e então afastar-se, sentando em uma poltrona afastada de minha cama.
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  – Kamilla e Elizabeth estão lá em baixo.
  – Me desculparei com elas mais tarde. – digo olhando para a parede.
  – Sabe – ele começa a dizer e fecho meus olhos esperando o sermão de sempre. A voz contida, acompanhada de um penetrante e frio olhar –, nunca pensei que um filho meu pudesse fraquejar. – ele parecia envergonhado de dizer aquilo. – Nós líderes, dedicamos nossa vida ao trabalho e, principalmente, em criar herdeiros competentes para o futuro. Apesar de tudo que aconteceu nos últimos dias, devo admitir que, diante de todos estes acontecimentos, o que mais me decepcionou foi ver que não manteve sua decisão.
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  O olho confuso. Era a primeira vez, desde minha primeira missão, que o encaro dessa maneira. Procurei mensagens subliminares, mas não havia nenhuma.
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  – Um nunca volta atrás em sua decisão. – ele diz sábio.
  – Fiz pelo clã. – finalmente digo algo a não ser me desculpar.
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  – Fez por medo. – ele retruca rapidamente.
  – Não tenho medo.
  Martin ri e cruza sua perna, apoiando as mãos no colo.
  – Ah, tem. Tem sim. Todos tem.
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  – Você não tem.
  – É claro que tenho. – ele ergue uma sobrancelha. – Acordo todos os dias pensando o que fazer para manter meu clã vivo e bem-sucedido. Essa é a educação que recebi e que tentei passar a você. O clã acima de tudo.
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  – Foi exatamente o que eu fiz. Pelo clã.
  Vi seu olhar sereno. Então, sem nenhum tom de acusação, perguntou:
  – Então por que a salvou?
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  Não o respondi.
  – Sua atitude colocou o clã em risco. Criou inimigos, eliminou companheiros, desvinculou aliados, forçou clãs que estavam indecisos, de escolherem lados, lados errados. – sua voz tornou-se mais grave e o olhar, mais duro. – Se é isso o que você chama de fazer pelo clã, então – ele retirou uma arma de dentro de seu paletó e acionou o gatilho –, é meu dever como líder, exterminar este erro.
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  Era a primeira vez. Houve momentos, no passado, que ele me ameaçou, que Drew me ameaçou, que Kamilla e Elizabeth me ameaçaram. Fazia parte do treinamento. Muitas vezes, a munição eram balas especiais que tinham o poder de fazer o alvo sentir dor, mas não morrer.
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  Mas essa era a primeira vez que Martin apontava uma arma com a intenção verdadeira de me matar.
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  Meu maxilar travou e a mente se limitou a mostrar somente um vazio. Perguntei-me se estava com medo de morrer. Se estava magoado por, depois de tantas missões, ser morto por meu próprio líder.
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  – Não tenho medo de morrer.
  – A pergunta correta é – ele olhou para mim, ainda sério –, você quer viver?
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  O som sumiu de meus ouvidos. Até então, um zunido rodeava o lado de fora da casa, provavelmente o vento. Porém, a pergunta feita por Martin me fez pensar. Era um hábito entre nós, assassinos profissionais, questionar o outro sobre seu medo de enfrentar a morte. Porque era isso o que fazíamos o tempo todo, enfrentávamos a morte. Ninguém nunca perguntou se havia, ali, vontade de ver. É pressuposto que a resposta seja afirmativa, mesmo alguns achando que, aqueles que não ligam de morrer, automaticamente também não possuem vontade de viver.
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  A imagem de em meus braços surgiu à minha frente. Cenas de nossas noites juntos, nossas refeições… tudo passava como um filme em fast motion.
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  De repente, a resposta àquela pergunta estava na ponta da língua, mas, como sempre quando a pessoa com quem eu conversava era Martin, ele já sabia.
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  – Se você encontra um motivo para fazê-lo querer viver, deve, diariamente, lutar por ela, não dá-la gratuitamente a outro, principalmente a um maldito Bornighan.
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  – Eu não a amo.
  Vejo-o abaixar a arma.
  – Isso me preocupa. – ergo as sobrancelhas com seu comentário. – Pessoas como nós associam o amor ao fracasso e, por isso, ensinamos uns aos outros, e aos que vêm em seguida, a não sentir esse sentimento. Mas, na minha opinião, é exatamente isso o que nos faz seguir em frente.
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  – Por que ensinou errado?
  – Porque não fui educado corretamente. E nem Elizabeth, e nem Drew, e nem qualquer um de nossos antepassados. Mas, em nossa própria maneira, amamos.
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  – Por que nunca disse isso para mim antes?
  – Ora, , eu preciso mesmo te ensinar tudo? – Martin perguntou, sério e agora mostrando-se mau humorado. De fato, depois que eu conquistei a posição em que estou, o líder não se vê mais paciente com qualquer coisa a não ser a perfeição. – Eu achei que você fosse mais inteligente.
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  E eu fiquei sem resposta novamente. Ele suspira mais uma vez e desarma a arma.
  – Eu sabia que mantinha viva.
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  Arregalo os olhos e me sento na cama.
  – Nós, , e todos os demais herdeiros dos clãs, não fomos ensinados a lidar com sentimentalismo. Há muito com o que se preocupar, a não ser isso. Somos, sempre, obrigados a aprender na pele a dor que o amor nos traz, pois com ele vem a repulsa, a negação, a sensação de fraqueza e incapacidade. Alguns se matam ao admitirem amar, outros, como eu e seus antepassados, associamos o amor à vida.
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  “Você sempre foi um robô. Uma máquina de matar. Sempre focado, sempre… perfeito. E por muito tempo foi o meu orgulho. Estava certo de que você seria um líder tão bom quanto eu e Elizabeth fomos. No entanto, comecei a perceber que você não tinha fraquezas. Eliminava companheiros sem um fio de piedade. Porque era o certo, era seu dever. No início, aceitei. Eliminar os traidores era o correto, independente de a pessoa em questão ser alguém a quem confiávamos. Mas então você começou a matar porque achava que as atitudes deles levaria à traição. E isso é um terrorismo não usual dos .”
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  Visualizei os companheiros a quem matei durante o pós-missão, quando eles saíam para se envolver com prostitutas e voltavam com mulheres e a ideia de terem uma família. Família nada mais é do que fraqueza e motivo para trair. Não hesitava em tirar-lhes a vida. O clã sempre em primeiro lugar.
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  – Quando soubemos que você não havia matado a , um fio de esperança surgiu em nossas vidas. Foi um grande baque saber que você resistira ao sentimento e se entregara à moça tão facilmente.
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  – Por que não me falaram antes? – pergunto nervoso. Ele olha para mim surpreso. – Por que não me disseram que concordavam com o que eu estava sentindo?
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  – Queríamos que se virasse sozinho.
  – Sequer demonstraram apoio. Eu fiquei o tempo inteiro pensando nas vidas que seriam tiradas caso eu ficasse com ela. – eu estava descontrolado. O que o amor havia feito comigo? Eu não conseguia controla-lo, Martin sabia disso e se mantinha calado para me ouvir. Ele estava disposto a isso. – Eu pensei na decepção que o senhor sentiria por ver seu herdeiro, seu único herdeiro vacilar contra a maior regra que o senhor mesmo ensinou! – falei mais alto.
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  Seu silêncio e sua tranquilidade me deixavam louco.
  – Se eu soubesse… se eu soubesse que… mas que merda, Martin! – dou um soco na cama.
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  – Sinto muito, .
  – Não, não sente.
  – Sinto.
  – Quer saber? Dane–se. – falo irado. – Ela já está a milhas daqui em algum lugar do mundo com Bornighan. E eu não me importo mais. Escolhi viver sem ela e é assim que vai ser.
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  – Isso é errado.
  – Mas foi o que decidi. – o corto autoritário. – Vou agir da maneira que me ensinou desde que nasci. E não vou ignorar minhas raízes. – falo mais para mim mesmo do que para ele.
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  – Achei que fosse mais sensato. Estou definitivamente decepcionado com você, .
  – MAS QUE PORRA! – berro. – TUDO O QUE FAÇO É MOTIVO DE DECEPÇÃO! SE QUERIA QUE SENTISSE AMOR, POR QUE NÃO ME ENSINOU? A CULPA É SUA! FOI VOCÊ QUEM ME ENSINOU A SER ASSIM! – eu estava puto da vida e tudo o que vinha em minha cabeça era que a culpa era de Martin. A culpa era toda dele.
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  O vi se levantar calmo.
  – Quando quiser tê-la de volta, me avise. Estarei pronto para ataca-los. – ele diz mantendo a calma. Eu respirava fundo e forte. – Sei que não vai sobreviver muito tempo sem a garota. É viciante, este sentimento. – ele se dirigia para a porta. – Uma vez sentido, é impossível se ver livre dele. Sei que pareço entender do assunto, mas não entendo. Porém, é impossível não saber o que o amor causa nas pessoas. Espero que você sinta falta dele e faça o que é certo para você. – e sai do quarto fechando a porta atrás de si.
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  Fecho os olhos numa expressão de dor. Todas as dores que nunca imaginei sentir, estava sentindo naquele momento. Todos os sentimentos que diziam ser bom, estavam sendo ruins para mim. Saudade, paixão, amor, dependência. Eu decidira viver sem ela. Sem ela, iria viver.
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  Já por quanto tempo, eu não sabia dizer.
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  O dia que se seguiu foi bem cinzento. E não era porque eu estava desanimado pela ida de , mas sim porque o tempo estava realmente fechado. Logo que Martin saiu do quarto e os ouvi indo embora no barulhento jipe, pude dar atenção à paisagem externa. Estava um vento forte, indicando que vinha por aí uma tempestade.
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  Tomo um banho e coloco uma roupa qualquer apenas para ficar em casa. Eu estava de férias e férias para os mortais normais significava relaxar. Por mais que no momento eu não conseguisse relaxar, eu relaxaria, de uma maneira ou de outra. Desci as escadas e encontrei com Jared e Connor.
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  – Como está? – o último me olha curioso.
  – Não estou deprimido, se é isso o que te perturba.
  Ele se mantém calado perante minha resposta. Me sento e sou servido de um almoço preparado por Jared. Levanto uma sobrancelha e o olho desconfiado.
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  – Se acha que vou perder meu tempo tentando te animar com remédios escondidos no alimento, vá tirar seu cavalo da chuva, . – diz sério, continuo com a mesma cara e ele revira os olhos. – Eu não transei ainda com Jacqueline e fiz uma higiene das mãos redobrada para cozinhar.
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  Fora o suficiente.
  Comecei a me alimentar sobre os resmungos de Louvre e as risadas de Connor. A TV é ligada e a notícia principal aparecera.
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  – … De acordo com informantes interno, a garota era mantida escondida numa ilha da Indonésia. – desviei meus olhos para a televisão. – será levada para realizar alguns exames de rotina e então voltará a comandar os negócios da família. Ela passa bem e agora é mantida sobre proteção 24 horas. Jullie Bougver para a ABC News.
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  Sem perceber, eu olhava sério para a TV e parara de comer. Ela é desligada, mas meu olhar se mantinha agora na quina da bancada.
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  – Eles não perdem tempo mesmo. – Marc diz irônico. – Ou Bornighan não perde. Ele quer mesmo te ver na fossa, .
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  – Ele terá de fazer muito mais para que isso aconteça. – falo, continuando a comer.
  – E o que vai fazer?
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  – Nada.
  – Nada?
  – Nada.
  Ficamos calados. Sinto a troca de olhares de meus dois companheiros e então a cabeça de Louvre ser balançada em negação.
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  – Tenho uma missão em Nebrasca essa semana. Se quiser…
  – Pare de se preocupar comigo. – o corto sério. – Não preciso de ninguém para cuidar de mim.
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  – Pare de agir como um dependente então.
  O olho nervoso, jogando o talher no prato, causando um alto tilintar no ambiente.
  – Desde quando tenho agido como um dependente?
  – Desde que foi embora.
  – Não faz nem 24 horas que ela se foi e já tenho uma imagem de fraco? – me levanto, jogando o prato quase vazio na pia.
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  – Para você ver como está sua situação. – Jared me olha calmo. Murmuro um “Vá se foder” e saio da cozinha. Eu sequer os vi direito, eles não têm o direito de me julgar.
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  Uma semana se passou e eu estava começando a me sentir entediado, ou melhor, eu já estava em puro tédio.
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  Aproveitei o tempo de sobra para me dedicar ao meu físico. Corria todas as manhãs, treinava à tarde, trabalhava meu tiro à noite. Marc e eu, apesar de continuarmos hospedando ali, não nos comunicávamos ou porque eu não estava, ou porque ele estava se divertindo com Gabrielle, uma de suas garotas que havia se salvo, graças à uma viagem que fez para visitar sua família no Brasil. A orientação que sempre passava àquelas que sairia para fazer uma visita, era sumir do mapa e não ter acesso a nenhuma rede social ou aparelho tecnológico. Descobriu sua sobrevivência quando ela o ligou de um número público, desesperada após descobrir o extermínio das colegas. Imediatamente ele providenciou um helicóptero e foi busca-la, voltando cinco dias depois com a mulher.
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  Por mais que eu tentasse manter meus pensamentos longe de , era impossível não me flagrar imaginando como ela estaria no momento. Sempre que isso acontecia, balançava a cabeça e espantava todos os pensamentos para longe. Como no mundo a palavra paz não podia, por decreto algum ser realizada, a minha principalmente, o inferno começara a me ligar dizendo que estava quente demais lá em baixo e que eu estava a tempo demais no paraíso.
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  Gabrielle queria ir para Paris a fim de fazer compras, porém, eu e Marc havíamos assuntos a tratar agora que Bornighan se mantivera sigiloso e Louvre avisara que Strudel estava com plano para ambos os clãs. Marc, com seu bom–coração ou apenas afim de fazer um agrado à namorada, a mandou com três seguranças especiais junto. A garota ficaria sozinha durante dois dias na cidade do amor para as compras.
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  – Ela mal se foi e já sinto falta de seus peitos. – ele ri se sentando assim que fechara a porta. O continuo olhando sério. – Mas que cara…
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  – É a única que tenho.
  – Já teve expressões melhores.
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  Fico calado. Ele se senta.
  – Qual é a pior?
  – Strudel planeja minha morte e de Victor.
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  – Não é novidade. – ele se encosta na poltrona sorrindo.
  – Strudel já tem o equipamento e a equipe.
  – Isso é novidade. – ele torna a desencostar e me olha mais interessado. – Onde ele conseguiu?
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  – Parece que sua ida à América Latina para procurar terrenos para suas empresas multinacionais não era exatamente o que ele planejava. Praticamente todos estão com ele. E você sabe como os latinos são baderneiros, não conseguem evitar um burburinho. – digo jogando uma pasta com as informações de todos os grupos aliados. – Os caras são tipo os Perkins, só que piores.
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  – E o que estão planejando exatamente?
  – É isso o que não sabemos.
  – Strudel de merda. Se manteve em cima do muro por todo esse tempo.
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  – Era de se esperar uma atitude dessa.
  – Era mesmo. Bom, podemos ir até os Estados Unidos e matar todos, o que acha?
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  – Sugestivo. Mas tenho uma ideia melhor.
  – E qual seria?
  – Vamos espera-los atacar os Bornighan, é óbvio que eles são mais fracos que nós, apesar de toda essa tecnologia que eles dizem ter, e é claro que eles vão nos atacar em segundo lugar. Devem estar preparando uma boa para nós. Assim que atacarem, estaremos pronto para contra-ataca-los e, de quebra, conseguir suas ações.
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  Marc sorri.
  – Você é um cara inteligente.
  Sorrio. Passamos horas imaginando o tal plano arquitetado de Strudel e formando estratégias não-oficiais para mata-los. Então o telefone toca. Era Gabrielle avisando que já estava em Paris. Marc passa parte do tempo conversando com ela enquanto eu olhava concentrado para a planta da casa de veraneio de Strudel, até ouvir um berro. Desvio rapidamente minha atenção para Marc, que berrava no telefone e então se calara. Estava lívido e chocado. Seu pescoço e rosto vermelhos, as mãos grudadas no telefone com os nós nos dedos chegando à brancura. Os olhos arregalados e os dentes se rangendo. Me levanto e vou até ele. Demora um tempo até ele apenas soltar o telefone, o deixando cair no chão.
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  O fico olhando curioso, esperando que ele dissesse alguma coisa. E realmente disse. Olhou para mim e murmurou:
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  – Victor Bornighan é um homem morto.
  Fico sério. Ele não se movera um músculo e olhava fixamente para um ponto qualquer da parede em nosso lado, provavelmente planejando algo para matar Victor da maneira mais fria, dolorosa e cruel.
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  – Ele a matou. – ele apenas diz um tempo depois. Foi impossível não arregalar os olhos surpreso. – Está nos observando. Viu a oportunidade e matou Gabrielle.
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  O telefone toca novamente, desta vez, o meu. Vejo o nome de Louvre no visor.
  – AQUELE FILHO DA PUTA DO BORNIGHAN—
  – Matou Jacqueline.
  – ELE MATOU—como é que você sabe?
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  – Ele acabou de matar a garota de Marc.
  – Marc estava com uma garota? O que diabos vocês dois estão fazendo aí?
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  Me mantenho de boca fechada e escolho ativar o viva-voz.
  – Aquele filho da puta aproveitou um lampejo de segundo em que Jacqueline foi ao toiellete e a matou. Matou a minha mulher!
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  Vejo o olhar de Marc procurar o meu. Seu rosto ainda estava lívido e ele mal conseguia falar. As pontas de seus dedos estavam quase roxas, tamanha força que apertava o aparelho celular.
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  – No final das contas, a culpa não era de .
  – Nunca foi.
  – Eu vou mata-lo.
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  – Tem todo o meu apoio. – Marc quem respondeu.
  – Não. Eu irei mata-lo. Irei mata-lo com minhas próprias mãos.
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  – Entre na fila. – eu digo.
  – Poderíamos decapitá-lo em três e então esfaquear as três partes até nos sentirmos vingados. – Marc diz, olhando para o teto com os olhos brilhando em sede de matar.
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  Não respondo. Finalmente me senti vivo. Finalmente senti a adrenalina correta, aquela que me faz amar o meu trabalho, gostar de ver as pessoas sofrerem.
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  Eu queria, sim, viver, Martin. Eu viveria para matar Victor Bornighan. E ao meu lado eu teria dois homens-bombas com sede de vingança. E não há nada melhor do que homens com vontade de matar ao lado.
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  – Temos que saber à que altura do plano ele está. Temos que observar Strudel—
  – Que se dane a porra desses baderneiros! – Louvre me cortou aos berros.
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  – Jared, volte à realidade.
  – Jared, eu não sei, mas eu estou sendo bem realista. – Marc me olhou. – Minha realidade sempre foi querer matar Bornighan. Deixei passar por ordens suas e do chefe, mas ele parece querer morrer de qualquer maneira. – ele sorri de uma maneira macabra. – Vou mata-lo. Arrume suas malas, , voltaremos amanhã para a Normandia.
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  Sem dizer mais nada, ele se vira, subindo as escadas rapidamente e se trancando em seu quarto.
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  – Quem diabos era essa Gabriella? – Jared pergunta, calmo e chocado.
  Abri um pequeno sorriso. Não conseguia responder à pergunta de Jared, mas tinha certeza de uma coisa:
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  Victor Bornighan cavou sua própria cova, e eu seria o primeiro a enterrá-lo.
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  – Ele está fora de si. – Marc diz, nos primeiros quinze minutos ao ter Jared se reunindo conosco  na Normandia. – Está louco.
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  – Sei que está. – concordo. Estávamos numa picape indo direto para minha casa, onde haveria uma reunião com nossos líderes e integrantes mais importantes dos clãs, obviamente. – Não é ótimo?
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  – Como você aguentou esse tranco, hein, Connor? – Louvre agora falava conosco. – Saber que sua mulher foi assassinada. Com você ao telefone? Bem debaixo do seu nariz? Sem poder fazer absolutamente nada?
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  Vi Marc ficar sério. Desviar o assunto para Louvre não significava que ele havia esquecido de “sua Gabrielle”. Ainda não sei o que aquela mulher tinha, mas podia arriscar, valendo minha vida, que desde sua morte, Marc não se envolveu com nenhuma outra, e isso, sim, era uma novidade. Vi em seus olhos que ele odiava quando tocavam neste assunto, pois era o único assunto em que ele fraquejava sem ao menos perceber.
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  – Me diga? Por que não foi até Bornighan e o matou? Quem sabe assim minhas garotas estariam vivas e continuasse com .
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  Fico calado. Ele estava bêbado. E falando sério, Louvre bêbado não se podia ser levado a sério.
  – Tinha outras coisas mais importantes a fazer, Jared.
  – Bobagem. – ele ria. – Isso queria dizer que ela não era tão importante ass…
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  Foi o suficiente para ativar o modo de fúria de Connor, pois este se levantou de onde estava dentro do automóvel e pulou para cima de Louvre, pegando em seu colarinho. Imediatamente parei o carro e deixei que os dois saísse do carro e trocassem vários socos. Observei, tranquilo, ambos se jogarem para cima do outro pela raiva. Encostei no carro e cruzei meus braços, vendo-os brigar até ficarem sem fôlego.
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  – Não diga que ela não era importante, Jared! Sei que está bêbado, mas posso fingir estar fora de mim e meter um tiro nessa sua boca grande.
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  – Vá em frente. – Louvre ri.
  – Connor. – digo sério o fazendo soltar Jared e se sentar na grama. – Você é provocado muito fácil.
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  – Não é a provocação, , sabe disso. É o assunto.
  – E você, ? – suspiro, esperando pelo pior. – Não fica com vontade de mata-lo só de pensar em imaginar Victor transando com ? Ela gemendo o nome dele, ele a beijando e a possuindo?
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  Não, eu não pensara naquilo. Até agora. Pode ser que tenha passado algo pela minha cabeça, mas nada que me fizesse ficar tão sério quanto o momento.
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  – Obrigado por me fazer imaginar, Jared.
  – Vocês são dois frouxos. – ele ri. – Suas garotas morrem e são comidas por Bornighan e vocês não mexem um músculo. Você deu sua garota de bandeja para ele, , é um covarde.
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  – E o que você pretende fazer? – Connor o olha com ar superior. – Bêbado desse jeito. Matar ele a machadadas? Será morto antes de sequer tentar!
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  – Se houver um machado no meu lado e um Bornighan na minha frente, será a machadadas que ele irá morrer. Salute! – ele levanta a taça de champanhe e, em um gole, termina com ele, o tacando num canto e pegando a garrafa em seguida.
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  Eu e Marc nos entreolhamos. Jared seria um problema ao chegarmos no castelo. Seu clã, e principalmente sua mãe, iria nos matar.
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  – E vocês sequer tentaram evitar esse desastre! – a mulher dizia abraçando Jared, que agora fazia drama dizendo coisas como “ele a tirou de mim”, “ela não vai voltar” ou “Deus, me leve com ela”. – Olhe só para ele! Quem era essa garota, afinal?
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  – Bornighan a matou. – digo sério, como se não fosse nada demais, surpreendendo a todos na sala.
  – Bornighan? – Martin me olha sério. Concordo. – Então parece que ele ainda está afim de nos prejudicar.
  – Vamos dizer que deixara uma marca bem feia no coração de Victor. – Connor dá uma risada tentando dissipar a tensão. – Ouvi dizer que o chutou.
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  – Sim, o chutou. – o pai de Louvre olha sério para mim. – E Victor Bornighan o culpa por isso, .
  – Não é minha culpa se ele não é bom o bastante para ela. – respondo.
  – Bom, ele não parece pensar a mesma coisa. – a mãe de Jared diz séria. – Está matando todos que têm a ver conosco. E ainda há esse problema de Strudel. Dois clãs querendo nos ver mortos e agindo ao mesmo tempo não é uma boa notícia.
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  – Digamos que ele está na mesma situação que a nossa, Gertrude. – Kamilla diz, tomando partido do nosso clã. – Se não corresponde a Victor Bornighan, não tem nada a ver com isso. Ele a entregou para o próprio Victor sem aclamações, se ela o chutou, é porque realmente não tem interesse nele.
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  Nada mais disseram. Kamilla era a mulher mais fria e leal ao nosso clã do mundo. Podia ser o que quisesse, mas não podiam mexer com seu único herdeiro, ou seja, eu.
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  – Então, o que faremos? – o líder dos Louvre pergunta.
  – Vamos matar o maldito do Bornighan! Eu vou fazer picadinho dele! – o filho diz em seu estado não–lúcido. Seu pai o olha nervoso.
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  – Tire-o daqui e faça com que ele volte à sobriedade.
  Dois subordinados de seu clã o levam, que é carregado aos gritos, jurando morte ao nosso inimigo em comum.
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  – Não podemos ficar parados num momento como esse. – o líder continua assim que filho fora tirado da sala. – Se continuarmos dessa maneira, seremos alvo fácil para os Bornighan e os inúteis dos Strudel.
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  – Vamos acabar com Strudel primeiro. – meu pai diz sério. – Eles estão apenas nos dando trabalho e na hora de acertar as contas com Bornighan, o que menos quero é pessoas se achando assassinos entrar no meio da reunião.
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  Todos pareceram concordar com ele.
  – Chame Perkins e mande-os acabar com os Strudel, pelo que conversei com Nicolas Perkins, ele conhece os líderes de alguns dos clãs aliados de Strudel e dará um jeito de trazê-los para nós.
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  Mais concordância.
  – Dou um mês para acabarmos com eles. Nesse um mês espero que vocês juntem forças o suficiente para a tal guerra que se aproxima com Bornighan. Eles não estão se importando com Strudel, mas podemos tirar proveito deles, então é neles que começaremos.
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  E assunto encerrado. Vinte minutos depois, estávamos apenas eu e meu clã na sala.
  – Victor Bornighan me ligou esta manhã. – Martin diz sério.
  O olho sem uma expressão definida.
  – Me informou sobre a morte da garota de Louvre. E acrescentou de que se você se aproximar da garota , ele a mata.
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  Sorrio, gostando da ameaça. Victor era um cara inteligente. Sabia que eu não conseguia negar um desafio.
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  – . – Kamilla me fala receosa, a olho. – Sei que essa garota é importante para você. Não quero que se intrometa em assunto que não é seu…
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  – Se tem ela no meio, é assunto meu. – digo sério. Kamilla concorda com a cabeça.
  – Só quero dizer que talvez ela esteja correndo mais risco jogada no mundo do que com você, então faça a coisa certa.
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  – Vou pegá-la de volta. – falo decidido. Vejo um sorriso se abrir nos lábios de ambos.
  – Qual é o plano? – Martin pergunta.
  – Irei sozinho. – falo fazendo com que seus sorrisos diminuam, eles abrem a boca. – Ela é assunto meu. – repito. – Não de vocês.
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  – , você é nosso herdeiro…
  – E está na hora de me deixarem agir como meu próprio líder.
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  Ambos se entreolham.
  – Bem… Faça o que achar que é certo. – Martin diz confiante. – Qualquer coisa, estaremos aqui.
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  Concordo com a cabeça e saio da sala. Abro um pequeno sorriso.
  É hora do show.
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Capítulo 14

  – Não pense que vai nessa sozinho, chefinho. – ouço a voz de Marc antes de entrar em meu carro.
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  Abro um pequeno sorriso enquanto desvio meu olhar para a dupla que descia as escadas principais do castelo que era a sede do meu clã.
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  – Vocês não deixam uma escapar. – murmuro vendo Louvre e Connor abrindo o porta-malas do meu carro e jogar lá suas malas.
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  – Não, quando tem Victor Bornighan no meio. – Louvre disse, ainda um pouco embriagado. – Você não ouviu nada do que eu gritei lá dentro?
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  – Bêbado maldito. – Connor ri e olha para mim. – Qual é o plano?
  Entro no carro e dou partida, acelerando para longe do castelo.
  – Victor está de olho em . Vamos dizer que ele se dispôs a mata-la caso eu me aproximasse.
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  Ouço risadas.
  – Esse Bornighan gosta de um perigo. – Louvre diz no banco de trás. – Ele está na Espanha. está na casa dela em Los Angeles, então, para onde primeiro?
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  – Los Angeles. – murmuro.
  – Você sabe que ele sabe que escolherá LA, certo?
  – Sei, e é por isso mesmo que vou para lá.
  – Veja só – Marc ri –, você e Bornighan têm mais em comum do que imaginam. Dois líderes com inclinação a suicidas.
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  – Ele está mais para um filho da puta engomadinho que quer se dar bem. – Jared ri dando tapinhas em meu ombro. – Por isso gosto de você.
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  O carro foi deixado com um funcionário do clã, que o levaria de volta para o castelo. O jato que nos levaria para a França, nossa escala para os Estados Unidos, estava pronta. Foram cerca de 12 horas até chegarmos na residência dos em Los Angeles. Louvre e Connor vieram juntos, mas atentos e conectados com outros aliados, que estariam a postos ao redor do perímetro da residência, para o caso de Bornighan decidir atacar; foi uma surpresa não ver, na mansão , a tal segurança que haviam dito na TV. Victor estava realmente me subestimando.
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  – Ora, ora, ora… – ouço uma voz logo que entro na casa. – Se não é … E olha só, trouxe os amiguinhos.
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  Minha expressão divertida se dissipa e a seriedade toma conta. Jared ri atrás de mim.
  – O que faz aqui? – pergunto sério.
  – Estou cuidando de para Victor. – Jennifer se aproxima de mim sorrindo. – Ele sabia que você viria para cá. Vamos dizer que eu me ofereci para o nosso encontro e, quem sabe, confraternizar um pouquinho com a nossa querida . Ainda não consigo entender o que você e o idiota do meu irmão veem nela, é fechada e sem sal. Além disso, não sorri. Mas devo admitir que a admiro. Conseguiu ter vocês dois na palma da mão.
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  Enquanto ela ria, me mantenho calado, a mente trabalhando euforicamente para saber qual o plano que eles tinham em mente.
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  – Você não deixa de apertar a mesma tecla não é, Bornighan? – Jared sorri para Jennifer. – Cismou com .
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  – Eu sei o que é meu, Louvre. E acredite, confio que ele pode sobreviver sozinho. – ela o provoca, transformando sua expressão em alguém que não havia gostado nada de ter sido lembrado de alguns fatos ocorridos no passado. Marco coloca uma mão no ombro dele antes que pudesse se descontrolar de novo.
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  – Onde ela está? – pergunto calmo. Jennifer ri.
  – Não espera que eu diga, não é?
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  – Sim, eu espero.
  – Tudo tem seu preço… – ela se aproxima.
  – Ah, fala sério. – Jared saca a arma e aponta para a testa de Jennifer. – Fala logo onde a está se quiser se manter viva.
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  Jennifer ri.
  – Você é bem estouradinho, não é Louvre? Vamos lá, atire, então quero ver vocês descobrirem onde ela está.
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  – Daremos um jeito. – ele responde rapidamente, ativando o gatilho, mas eu o impeço de completar a ação.
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  – Jared. – digo sério e ele bufa, abaixando a arma.
  – Vai logo transar com ela e tirar a merda da informação. Não tenho tempo de sobra pra ficar gastando com isso.
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  Silencioso, pego no braço dela e sigo para o escritório do patriarca. Conhecia a planta daquela casa com a palma da minha mão. Tranco a porta e imediatamente a empurro até a mesa, apoiando meus braços na borda, enquanto ela abria um sorriso e levava seus braços ao redor de meu pescoço.
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  – Onde ela está?
  – Esforce-se mais, querido… – sua mão passeia por meu maxilar, mas minha paciência já não era das melhores. Desvencilhei-me de suas garras e agarrei eu mesmo seu pescoço.
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  – Onde ela está?
  Jennifer abre um pequeno sorriso de quem estava gostando de toda a minha agressividade.
  – Não está aqui. – com a resposta, meus dedos fincaram com mais força ao redor de seu pescoço, vendo seus olhos mudarem para um incômodo com a falta de ar.
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  – E onde está?
  O sorriso volta a surgir e suas mãos descem do meu rosto, para as alças de seu vestido.
  – Venha tirar a informação. – diz maliciosa e rasgo sua peça. – Muito bem.
  – Onde ela está? – pergunto novamente. Ela olha para baixo e vê que eu não estava nem um pouco excitado com a situação. Fica séria.
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  – Se você acha que eu vou mesmo entregar o paradeiro da para você ir correndo para os braços dela, está muito enganado, . Você é meu, já disse isso.
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  – E eu já deixei claro que não sou seu e nunca vou ser. Fala ou eu te mato.
  – Me mate.
  Retiro minha arma da aba da calça e o encosto em seu peito.
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  – Fala.
  Ela ri. Pressiono mais a arma contra ela.
  – Fala, Bornighan!
  – Vou te dar uma dica. – ela sempre teve amor à própria vida, eu sempre soube. – Você teve duas escolhas depois que recebeu a notícia de que Victor a mataria caso você se aproximasse dela. – ela enlaça sua perna em minha cintura. – Vir até aqui encontra-la, ou ir até ele mata-lo. – ela encosta seus lábios em meu queixo e passa a sussurrar. – Vamos dizer que você fez a escolha errada.
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  – Ligue para Julian e peça meu jato para vinte minutos no aeroporto daqui. – falo saindo da sala, colocando minha arma de volta onde estava. Os dois levantam uma sobrancelha.
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  – O que aconteceu?
  – Ela está na Espanha.
  – Mas que merda. – Louvre murmura. – Perkins conseguiu um dos clãs da América Latina.
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  – Não me importo com isso agora.
  – Onde está a Bornighan? – Marc esperava vê-la sair da sala. Abro a porta e, virando somente meu rosto a um ângulo que pudessem me ver, digo:
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  – Eu já estava cansado dela. – e sigo para o lado de fora.
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  – Eu nunca pensei que pudesse um dia pedir ajuda a seus primos. – Marc murmurava do meu lado no avião. Eu olhava sério para fora e então desvio o olhar para ele.
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  – Nem eu.
  Ele ri.
  – Você é mesmo louco por essa garota.
  – Ela não é a única razão de eu armar tudo isso.
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  – É a razão maior.
  Respiro fundo e abro um pequeno sorriso.
  – Você me faz parecer um fraco apaixonado.
  – Olha , fraco você não é, mas apaixonado eu estou bem certo de que a resposta é afirmativa.
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  Não respondo. Penso em todos os homens que matei por estarem muito menos envolvidos do que eu. Suspiro. Não era hora de lamentar pelas vidas que foram finalizadas por amor.
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  – Falei com meu compadre de San Diego, ele vai se organizar lá e seguir direto para Espanha. Amanhã de manhã estará lá. – Louvre muda de assento para um mais próximo de eu e Marc, e se senta de frente para mim. – Já sabe o que vai fazer?
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  – Matar Victor.
  – Já disse para não pegar o prêmio todo para você. Sua prioridade é ––
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  – Querem parar de achar que faço tudo isso por ela? – olho para ele nervoso. – Sim, estou indo para lá pegá-la de volta, mas não apenas isso. Quero Victor Bornighan morto. Ele mexeu com o clã errado.
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  Ele levanta as mãos.
  – Tudo bem.
  – O que acha de uma A12? – Marc se encosta na poltrona dele sorrindo. – Faria um estrago legal nele.
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  – Podemos usar minha bazuca. – Jared diz, seu instinto assassino finalmente voltando à tona.
  – Não se usa uma bazuca numa pessoa, Louvre. – abro um pequeno sorriso, porque, apesar de eu ser realista, não deixei de pensar no quão prazeroso seria ver a existência de Victor ser eliminada, literalmente, da face da Terra.
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  – Vamos evitar trabalho para a cremação dele, , estou sendo simpático com a família.
  Os dois olham para mim esperando eu dizer que maneira gostaria de mata-lo.
  – Só quero que ele veja bem que eu estou o matando. – falo frio e os dois riem.
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  – Típico de você . Típico.

  – Ela está na casa sede deles. – ouvia Martin dizer pelo aparelho de contato feito no mercado negro, que impossibilitava de ser localizado pelas empresas de telefonia comum. – Victor não a está deixando sair nem do quarto. Sabe a planta de lá decor. Ela está na ala leste, bem afastada, num quarto isolado e com quatro seguranças no corredor frontal, dois no lado externo do quarto e seis no telhado. Cães de guarda na redondeza. Bornighan dorme com ela.
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  Foi impossível não se enervar com a última informação. Ele a estava obrigando a ser dele.
  – Louvre está indo praí. Jackson deve chegar em algumas horas. Esteja com um plano em mente. Victor está consciente da morte da irmã e não deixará barato. Ele esta furioso. Matou todos os seguranças que estavam na casa de quando recebeu a notícia.
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  Abro um sorriso. Ele deveria estar mesmo puto da vida. Apesar de ele e Jennifer não serem o melhor exemplo de amor fraternal, eles ainda eram irmãos e cuidavam um do outro.
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  E isso era ótimo.
  Eu devia ter mandado a cabeça dela de presente, se ele não pudesse fazer o mesmo com .
  – Vou desligar. Kamilla tem certeza de que será melhor se estiver aí, mas preciso convencê-la a cuidar do caso dos rebeldes. Com a guerra anunciada, os pequenos estão querendo se aproveitar da situação.
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  – Não quero ela aqui.
  – Ela disse para trazer para cá depois de tudo.
  – Apenas reforce a segurança. – falo antes de desligar e olhar para Marc, sempre responsável por ser os olhos de minhas costas. Balanço a cabeça para que ele comece a passar o relatório.
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  – Bom, a segurança está barra. Vi Yohan na segurança frontal. – Connor entra na casa em que estávamos. Yohan era o irmão mais novo de Victor e Jennifer. Ele era um grande ogro e não necessitava de armas para matar as pessoas. Sempre com as próprias mãos. Lembro–me bem da última vez que nos enfrentamos. Três tiros no peito e ele ainda conseguia lutar como se não tivesse recebido nenhum. Era um grande obstáculo.
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  – Quero ele. – Jackson entra na casa com meus outros primos. Seu nome era Dimitri e não éramos primos de sangue, uma vez que meu pai era filho único, mas como fomos criados todos juntos, éramos como primos e nos tratávamos como assim. Além disso, a designação de primo vinha da necessidade em mostrar que nossos laços eram fortes e inquebráveis, impedindo futuros herdeiros de desfazer da aliança a simples bem querer.  Desviamos nosso olhar para a porta. – Boa noite, homens.
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  – Se não é Jackson. – Jared sorri, indo o abraçar. Quando éramos menores, os dois sempre travavam briga por tudo, com o passar do tempo, a situação fora melhorando. Jackson sempre foi a favor de brigas corporais e Jared sempre gostou de estar em sua melhor forma para as mulheres que conquistaria, então enquanto um via no outro um bom potencial de luta, o outro apenas respondia porque, caso ignorasse ou negasse a briga, sairia com hematomas nada charmosos. – Então, quer tomar conta de Yohan, é?
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  – Tenho alguns assuntos pendentes com ele. – ele se senta. – Eu e Ginny podemos dar conta dele, não é, maninha?
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  A mulher sorri. Ginny era de poucas palavras. Poucas mesmo. Ela apenas sorria e fingia abrir a boca para dizer algo, mas sua beleza era tão hipnotizante que antes que o homem possa perceber que ela não iria dizer nada, ele já estava morto no chão. Ela nunca se infiltrara muito nas missões, não nas mais difíceis. Ela era especial, chamada somente para casos extremos, porque fazia um papel importante ao nosso clã como espiã. Trabalhava a favor dos países aliados ao nosso clã, infiltrando-se em governos inimigos.
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  – Quer dizer que você está apaixonado, ? – Gustav, o mais novo dos três Jacksons, me pergunta animado. Ele era o garoto mais baderneiro que eu já conheci. Deveria ser transferido para o clã dos Perkins.
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  Reviro os olhos.
  – Não acredito. – ele fala animado. – Está vendo, Jackson? – ele grita apontando para mim. – Não é pecado porra nenhuma se apaixonar!
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  – sabe domar os sentimentos dele, Gustav. – Jackson falava calmo. – O dia que você souber fazer isso, terá permissão para se apaixonar também.
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  – Ah, vai se foder. – ele se senta emburrado no sofá. – Sei domar bem meus sentimentos.
  Olhamos todos para ele como se ele tivesse dito a maior besteira do mundo. Bom, estava ali.
  – Certo, Yohan é seu. Tem certeza que darão conta dele? – pergunto aceitando o copo de whisky que Marc servia.
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  – Você está me subestimando, primo. – Dimitri ri.
  – Não estou. Só sei qual o perfil de Yohan Bornighan. Lutei contra ele, lembra?
  – E não é porque você perdeu, que eu irei perder também. Você pode ser rápido, mas o rei dos combates a corpo sou eu. Além disso, tenho cartas na manga. – e olhou para sua irmã, que abriu um pequeno sorriso.
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  – Ele não sabe que sou uma . – Ginny murmura com sua voz sedutoramente treinada.
  Todos rimos, enquanto olhamos para Dimitri, que ergue as mãos como se aquilo não fosse nada.
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  – Você é um porco, Jackson.
  Este sorri ao ver que eu havia entendido o plano. Eu o odiaria se fosse morto dessa maneira. E usar minha prima e seu corpo dessa forma era um belo exemplo de péssimo caráter. No entanto, não me surpreende se Ginny disser que o plano veio dela. Tenho certeza de que ela está mais acostumada com homens políticos que só sabem usar o poder para a luxúria, do que nós, assassinos.
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  – Qual é o plano, primo? – Jackson se senta numa poltrona em minha frente. Respiro fundo.
  – Você e Ginny acabarão com Yohan. Tente fazer com que os guardas achem mesmo que ele irá se divertir com você, Gi. – olho para ela sério, que confirma com a cabeça. – Não vai ser legal ver guardas berrando que Yohan morreu. Deixe para fazer isso quando eu estiver de frente com Victor. Quero testemunhar a reação dele.
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  – Certo, e onde eu entro? – Gustav, como sempre, não era provido de paciência.
  – Você vai, quando eu mandar, matar todos que ver pela frente. Veja se faz o trabalho direito e não deixa resquícios. E tente assimilar quem é de nosso clã e quem não é. – falo cansado. Gustav sempre se empolgava demais. – Tive trabalho em dobro da última vez porque você não soube se controlar.
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  – Tá, tá… caramba, isso foi há dois anos. – ele murmura, emburrado. Ainda assim, recebeu olhares feios de todos os outros assassinos que estavam presentes no recinto. Gustav não era o favorito dos subordinados.
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  – Eu, Marc e Jred daremos conta do resto. – olho para os dois. – Sem machucar––
  – Sabemos, sabemos. – Louvre balança a mão. – Sem matar sua amadinha, como se já não soubéssemos disso.
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  Nada mais falo, apenas me levanto.
  – Vou dormir.
  Talvez fosse a última noite limpa que fosse ter. Talvez fosse a última noite que eu estivesse vivo.
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  Eu só sabia de uma coisa. Veria antes e levaria Victor comigo. Olho para o céu e respiro o ar gelado passar por entre minhas narinas. Me pego imaginando o que estaria ela fazendo. Balanço a cabeça tentando afastar todos os pensamentos dela, mas parecia carrapato. Ela viera para ficar. E por mais que eu não gostasse dessa ideia, havia uma parte de mim que estava gostando. E definitivamente não era minha razão.
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Capítulo 15

  Fui acordado no meio da noite. Não era uma boa hora, deveria ser o quê? Três, quatro da manhã? Cinco, no máximo. Gustav praticamente estava disposto a me perfurar com uma furadeira, caso eu não acordasse em dois segundos. Abri os olhos e o vi com o terror em seu olhar. Me levanto rapidamente.
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  – O que foi?
  – Melhor você vir pra sala. – ele fala sério demais para ele mesmo e se vira, correndo para que eu não tivesse tempo de perguntar nada a ele e o seguisse.
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  Estavam todos lá. Todos. Ou ao menos os que sobreviveram.
  – Bornighan mandou um homem bomba para a Normandia. – podia ouvir o pai de Jared dizer sério. Meu coração endurece.
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  – Os líderes?
  Silêncio. Um olha para o outro esperando que alguém me desse a notícia de que eu já sabia. Fecho os olhos e respiro fundo.
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  – Quando?
  – Há três horas. Um homem chegou com uma encomenda no seu nome. Foi o que um dos seguranças externos falou. Disse que não dera tempo de fazer nada, pois a bomba já estava acionada para explodir em quinze segundos. – eu ouvia o pai de Marc dizer tenebroso. Todos estavam receosos e ansiosos com o que viria a seguir de mim. – Não houve sobreviventes, somente uma carta.
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  Hesitou ao dizer o conteúdo. Olhou ao redor, claramente perturbado, para então dizer:
  – Um presente de seu herdeiro, para os líderes de um clã em extinção.
  Parte de mim gostaria de admitir a dor, mas não doeu. Talvez porque eles tivessem me ensinado a não sentir remorso caso isso acontecesse. Fui treinado a não dar importância à perda deles muito antes de acontecer; Victor sabia disso, assim como também sabia que o restante dos clãs e aliados poderiam não ter recebido o mesmo treinamento que eu e estarem abalados.
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  – Drew e Elizabeth?
  – Estavam juntos. Os quatro.
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  Concordo com a cabeça. Suspiro e me viro de costas para todos.
  – Você é o líder agora. – Marc disse. Olho para ele.
  – Quem sobrou na Normandia? – olhou para ele, que logo entendeu a intenção de minha pergunta.
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  – Greg.
  – Ele está no comando dos que sobreviveram. Ordene que mantenha a ordem de acordo com o protocolo. Os rebeldes atacarão. Código verde. Devem manter tudo em segurança até nosso retorno, em dois dias. A base agora irá para a Índia.
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  – Índia? – a voz do líder do clã Louvre disse, surpreso.
  – Sim, senhor. – Marc imediatamente deixou a sala com mais dois, direto para a sala onde fariam o contato com o time que sobrara na Normandia.
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  – O que os têm na Índia, ? – Jared perguntou. – Eles não se envolvem com o resto do mundo.
  – Até eu ter salvo seu líder. Prometi mantê-los sob sigilo até realmente precisar dele. – olhei para o líder dos Louvre, que me encarava sério. – Ninguém sabia. Eu lidarei com eles, você lidará com nossos aliados e garantir de que a ordem se mantém e aqueles que se rebelarem contra, enfrentarão o mesmo futuro que os Bornighan.
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  Ficamos calados, membros dos nossos dois clãs esperando uma resposta dos Louvre. Se ele decidisse ir contra agora, entraríamos em uma briga aqui mesmo.
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  – Jared, Collin – o líder disse, não desviando seu olhar do meu. –, nosso aliado nos passou uma ordem.
  Os dois assentiram e saíram da sala com mais cinco integrante de seus clãs.
  – Seu pai…
  – Martin – o corto, vendo-o assentir.
  – Ele sabia que você faria um bom trabalho.
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  Não lhe respondi. Dei-lhe as costas, pois tinha trabalho a fazer. Peguei o telefone e liguei para o número confidencial do líder da Índia. Em minha cabeça, respondi: “Eu sempre fiz um bom trabalho.”
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  Não preciso dizer que Victor mexeu com o fogo. Havia brincado com a chama ao pegar de volta, mas agora ele ultrapassara meu limite de paciência. Ele estava louco. Louco para morrer.
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  E eu estava louco. Louco para mata-lo.
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  Com os problemas alinhados e resolvidos, nós só tínhamos uma coisa para nos preocupar. Uma hora depois de eu anunciar o período que eles teriam de atacar, Dimitri, Gustav e Ginny saíram para botar o plano contra Yohan em ação.
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  – Nos dê uma hora. – ouço a voz de Dimitri. – Se em uma hora nenhum de nós três ligar, faça o que quiser.
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  Concordo com a cabeça e olho para um dos times que separamos para retaguarda. O comandante dele concordou com a cabeça e manteve-se preparado, em posição. Me mantenho sentado numa poltrona, com o queixo apoiado na mão e planejando a morte de Victor. Furadeira? Serra elétrica? Micro–bomba interna? Decapitação? Meu instinto assassino havia aflorado. Eu estava totalmente fora de mim. Queria sangue. O sangue de todos os Bornighans existentes no mundo. Se ele extinguiu os , eu deveria fazer  o mesmo, porém, o trabalho completo.
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  Durante uma hora fiquei ouvindo planos inúteis para mim. Nada dizia. Eles sabiam que eu ia agir de acordo com meus interesses. Eu ia direto a Victor Bornighan e minha . O que quer que aconteça, eles estavam ali para me dar cobertura. Meu celular tocou 50 minutos depois da saída de Jackson, Gustav e Ginny.
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  – Trabalho feito, para onde agora?
  – Mate todos da frente, não quero problemas na infiltração.
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  – Vamos pelo portão C.
  – Entendi. – e desligo. Olho para Jared. – Portão A e D. – olho para Connor. – Portão B. – Ambos concordam com as cabeças e seguem para fora do concentrado. Eles mesmos se dividiram em grupos pequenos e médios para a infiltração, de acordo com que achavam melhor. O clã dos Louvre esperavam num local mais próximo do castelo Bornighan. Olho no relógio. O amanhecer estava ali. Uma hora para o sol raiar. Eu gostava das coisas no claro. Sem lugar para esconder, sem agir pelas sombras. Victor Bornighan iria morrer e saberia que estava morrendo pelas minhas mãos.
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  Me levanto depois de um tempo, eu podia demonstrar estar calmo e certo de que tudo daria certo, mas eu sabia que estava louco da vida e com sede do sangue de Victor Bornighan. Se ele queria acabar os , teria de fazer muito mais do que matar meus líderes. Ele teria primeiro que tentar sobreviver, então poderia atacar à vontade. Sigo para o castelo Bornighan. Silêncio. Não sorrio. Ando em direção ao local e entro facilmente. Não haviam guardas, quero dizer, não haviam guardas vivos. Haviam corpos jogados em um canto ou outro.
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  Sei que sou digno o suficiente para entrar pela porta da frente e foi assim que o fiz. Sem ninguém para me atrapalhar e nenhum indício de que ali estava acontecendo uma guerra, abri a porta e então o barulho dos berros chegaram em meus ouvidos. Tiros, objetos se quebrando, não me demorei a fechar a porta. Eu conhecia aquele lugar com a palma de minha mão. Para chegar aonde e Victor estavam, eu tinha de atravessar a casa e os jardins. Caminhava lentamente pelos aposentos, a tintura de sangue se espalhava exagerada em alguns cômodos, sorrio internamente ao ver que não havia ali um corpo sequer do meu clã.
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  – ! – ouço um berro e olho para o lado onde vejo Marc me olhando assustado, um deslize e sinto algo em minha cabeça.
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  – Boa tarde, . – Igor, primo de Victor, mantinha o que eu apostava ser uma arma em minha cabeça. Suspiro.
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  – Bornighan. – respondo educado. Mas o que diabos Marc pensava em me distrair dessa maneira?
  – Preparado para morrer?
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  – Não exatamente.
  – Que pena.
  – E você?
  Ele ri.
  – Bom, não sou eu o encurralado agora.
  – Tem certeza? – ouço a voz de Marc atrás e um som de arma sendo ativada. Sorrio. – Abaixa logo essa arma.
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  – Talvez eu seja mesmo eliminado. Mas talvez vá comigo.
  – A primeira dúvida você pode ter certeza de que está mais para uma afirmativa, já a segunda não depende de mim. – Connor diz irônico.
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