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Sem curiosidades para essa história no momento!

The Mermaid Dream

Capítulo 1 — sonhos, viagem e um brilho um tanto… diferente?

  Qual é o sentido de um sonho?
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  Para , os sonhos nada mais eram que desejos ou invenções do seu subconsciente, ainda mais quando você passava horas e horas focado em determinado assunto. Mas e quando os seus sonhos parecem reais demais para serem mentira? Desde pequena, a mulher sempre sonhou com o mar e com uma criatura em suas profundezas, que aparentava crescer conforme crescia. A imagem que tinha de tal ser era borrada, no entanto, possuía suspeitas de que poderia ser uma sereia. Ou, um cavalo marinho, afinal, a sua miopia parecia ter efeito até nos seus sonhos.
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  Por sempre escutar lendas sobre dois reinos que coexistiam com o mundo humano, a mulher julgava que os cenários imaginários eram fruto dessas histórias fantasiosas que seus avós contavam até mesmo antes de partirem, deixando para trás um mapa que, de acordo com eles, era a localização exata de um dos reinos. Os mais velhos sabiam que o tempo que ainda tinham na Terra era curto, e como a neta sempre viajava sozinha tanto por ser o seu hobby favorito e por ser arqueóloga, o casal chegou à conclusão de que esse seria um presente perfeito para o aniversário de vinte e quatro anos da neta.
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  Com a promessa de encarar a morte dos avós com outra luz, optou por honrar suas memórias indo atrás de tal reino, que aparentemente se chamava Florya, um local que abrigava diversos familiares e seus humanos diferenciados. sabia que os humanos desse reino eram feiticeiros, alquimistas e sabe-se lá mais o que, mas tudo sempre pareceu ser fantasioso demais para a mulher acreditar na veracidade dos fatos. Talvez fosse pelos seus sonhos ainda mais consistentes ou pela sua interminável vontade de sair em mais uma aventura, mas sabia que precisava desvendar esse mistério que havia deixado de lado por um ano, já que com o falecimento dos mais velhos, ela focou somente em seu trabalho e deixou as viagens de lado, a fim de guardar mais dinheiro para que pudesse tirar férias indeterminadas do emprego sem se preocupar – apesar de seus avós terem deixado uma bela herança para a mulher.
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  Com a mochila nas costas, uma mala de mão – não costumava ter muitas coisas por viver viajando e por achar desnecessário em um geral – e a sua melhor amiga, uma adorável cobra chamada Hydro, ela saiu em busca de tal localização, animada com a viagem. Toda a experiência até o momento estava sendo incrível, e a mulher não deixava de registrar todos os belos cenários que encontrava pelo caminho; por ironia do destino, o percurso para chegar no tal “reino” era um que nunca havia feito em seus vinte e cinco anos morando com os seus avós, então, pela primeira vez, desbravava as belezas da sua própria cidade, que apesar de pequena, possuía uma natureza sem igual.
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  Após uma hora dentro do barco que a levou ao outro lado da floresta, ela desembarcou na praia, agradecendo ao jovem rapaz com um sorriso amigável que logo se despediu, retornando à sua rota para ir ao encontro de outros pescadores; assistiu o barco ficar tão pequeno na imensidão do mar e virou as costas, abrindo o mapa e dando início à sua busca.
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  De acordo com o pedaço de papel e com os dizeres dos seus avós, depois de encontrar uma passagem escondida pelos galhos da árvore no final da trilha, ela acharia um lindo lago que era uma das passagens para Florya, contudo, a sua entrada não era garantida, visto que nunca lhe informaram como adentrar de fato o local. A mulher soltou a sua cobra para que a mesma pudesse rastejar pelo chão, e assim que Hydro se acostumou com o solo, as duas começaram a caminhada, igualmente animadas.
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  — Como essa cidadezinha pacata guarda tantos mistérios e belezas extraordinárias, Hydro? — A bichana apenas lhe respondeu com o som que sempre fazia, no entanto, Ferri compreendeu perfeitamente o que a cobra disse. — Pois é, eu simplesmente não consigo não fotografar, que saudade eu estava de viajar…
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   suspirou, envolvida na melancolia das lembranças passadas. Ela já tinha conhecido diversos lugares ao redor do mundo e suas culturas, e por não gostar muito de onde morava, ela nunca se preocupou em conhecer muito do lugar. Ser abandonada por seus pais não fazia a cidade parecer maravilhosa da noite para o dia, mas por influência dos seus avós, viver nela se tornou suportável, e como ela mal parava em casa, chegou um momento que o incômodo não a inquietava tanto assim.
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*

  — Hydro, acho que teremos que dormir no meio da floresta. Estamos andando por duas horas e até agora nada… Ouch!
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  Ferri encarou o seu tornozelo, encontrando uma cobra tão pequena que julgava ser filhote, e logo ofereceu seu braço para a bichinha, que se enroscou animadamente no pulso da mulher. Hydro pareceu não se importar, todavia, em menos de cinco minutos havia se enrolado no outro braço de , chiando para a sua versão mini.
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  — Você está perdida, meu bem? — O animal respondeu na sua própria linguagem, e mais uma vez entendeu o que ela queria dizer. — Hydro, não tem como você se comunicar com a sua mais nova amiguinha? Vamos lá, não seja assim. Ela é tão fofa quanto você, e quem sabe não encontramos um lugar melhor para dormirmos?
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  Com muito custo, Hydro se deu por vencida e encarou a outra, ainda com suas suspeitas; não demorou muito para a conversa telepática entre ambas acabar, e a mulher colocou as duas no chão novamente, sendo guiada pelas criaturas rastejantes. As três andaram por mais meia hora até esbarrarem em galhos visivelmente desiguais, e um arrepio tomou conta do corpo de : a passagem que tanto ouviu falar! Ela precisou usar um facão para cortar alguns dos galhos, se desculpando com as árvores em seguida; quando conseguiu abrir um bom espaço, ela passou primeiro e puxou a mochila e a mala, limpando a sujeira de suas mãos após guardar o facão na mala. Quando se levantou, não precisou dar mais que dois passos para perceber que os seus avós estavam completamente certos, e a sua única reação foi ficar boquiaberta enquanto admirava um dos cenários mais lindos que já havia visto em sua vida. A sensação que tinha era de que estava em um universo à parte, como se tivesse entrado em um conto de fadas, contudo, mal pôde observar direito a paisagem, já que as duas cobras à sua frente se mexiam inquietas ao encararem o lago.
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  — O que houve? — Se aproximou rapidamente, logo se agachando para olhar a água. — Uau, parece que o lago está brilhando…
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  A água gelada tocava a ponta dos seus dedos, e quanto mais inclinava o seu corpo para frente a fim de encostar na parte brilhante, mais as cobras pareciam inquietas, o que fez Ferri virar a cabeça para dar atenção a elas. Contudo, no segundo seguinte teve a sua mão puxada por alguém, e logo sentiu o seu corpo inteiro estar imerso.
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  N/A: sejam bem-vindes ao universo de Florya \o/
  O que acharam da Tanith e da sua busca pelo reino? E o que tem no fundo do lago? Hihihi
  Espero que gostem da aventura que a nossa protagonista se meteu e acompanhem os seus próximos passos <3
  Particularmente, a autora tem fobia de cobras, mas como essa fic era originalmente pra ser enviada pro quiz 9 e o resultado saiu “cobra”, então eu tento imaginar a Hydro e a Layla em uma versão muito mais fofa (que nem faço com a Nymph na fic da Vilã hihi)

Capítulo 2 — reino e saudade

   se perguntava se a hora de pagar pelos seus pecados havia chegado, mas, ao contrário do que imaginou, a sua vida não passou diante dos seus olhos, tampouco percebeu a dificuldade de respirar debaixo da água. Com uma curiosidade sem igual, a mulher decidiu espiar quem a puxou para o lago, mesmo que corresse risco de ir desta para melhor. Para a sua surpresa, conseguia até respirar sem dificuldades, e logo percebeu que estava dentro de uma bolha, que era o que a permitia prosseguir com a sua vida; não que ainda duvidasse de seus avós, afinal, depois de estar vivenciando algo tão estranho não tinha como não acreditar neles, no entanto, ainda parecia surreal estar dentro de um lago e não estar se afogando. Como se não bastasse estar extasiada com tal acontecimento, reparou que a sua companhia – e provavelmente, era quem a puxou para a água – era nada mais que uma certa criatura marinha, mais especificamente a que sempre sonhou desde pequena: uma sereia.
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  A mulher piscou os olhos algumas vezes, os coçando e abrindo novamente para ter a certeza de que a sereia à sua frente não era uma miragem, e mais uma vez Ferri se sentiu muito extasiada, completamente alucinada com os recentes acontecimentos. A arqueóloga não conseguia desprender a sua atenção da sereia, já que a sua cauda azul possuía um brilho tão único que quase a deixava hipnotizada, e talvez tenha sido esse brilho que a atraiu para a beirada do lago; sabia que as sereias eram retratadas de várias formas nos filmes e livros que conhecia, e apesar de alguns chegarem perto, não tinha como mensurar a tamanha beleza da criatura que lhe encarava seriamente, e sentiu o seu coração errar uma batida, voltando a si somente quando a outra se aproximou da bolha.
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  — Qual é o seu nome? — a sereia disse firme, mas Ferri achou a sua voz tão doce que não conteve o sorrisinho.
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  — Ferri, e o seu?
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  — Sou eu quem faz as perguntas aqui, humana. — Nem um único resquício de simpatia estava presente em seu tom de voz. — O que está fazendo nessa área?
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  — Alguém não recebeu educação adequada, né? — Apesar de achar a sereia adorável, não suportava quando a outra pessoa agia desse modo, e como não era de levar desaforo para casa, decidiu não ficar quieta. — Tudo bem, sei que devo parecer muito suspeita, mas o que posso fazer contra você? Pedir para Hydro te atacar?
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  — Hydro? — A criatura inclinou a cabeça ao cruzar os braços, confusa.
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  — Minha cobra — respondeu como se fosse óbvio. — Que inclusive deve estar desesperada juntamente do filhote que encontramos na floresta.
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  — Filhote? Pelos deuses, ela fugiu de novo?
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  — Fugiu? — Agora foi a vez de Ferri ficar sem entender.
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  — Layla é uma das nossas cobras d’água, só que ela prefere a superfície. Provavelmente escutou uma das minhas irmãs falar sobre os humanos e quis trazer um deles como “presente”.
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  — Oh, então eu sou uma oferenda? — A mulher arqueou uma sobrancelha, vendo que a sereia ficou ligeiramente corada.
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  — Enfim! — Assim que bateu palmas, dois tritões surgiram e receberam algumas ordens, sumindo rapidamente. — Você terá que ficar sob nossa vigilância, espero que colabore, humana.
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   suspirou, tendo plena noção de que não tinha o que fazer nessa situação.
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  O que mais podia acontecer além de se tornar prisioneira de um reino que até então fazia parte apenas de um conto de fadas?
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   soltou o ar assim que tocou a superfície, feliz por ter saído de dentro d’água. A sereia não a avisou que a bolha iria se desfazer no momento que cruzassem os dois portões que se abriram, então a mulher teve que prender a respiração por sabe-se lá quanto tempo enquanto era guiada pela criatura, sem conseguir enxergar muita coisa também.
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  Duas pessoas lhe entregaram uma toalha e um roupão, e reparou que além das sereias e tritões dentro do outro lado do lago, havia diversos humanos andando pela superfície, o que causou uma confusão em sua cabeça. De acordo com as histórias que ouviu, o reino de Florya era grande, contudo, uma parte dele era destinado às sereias e o seu “próprio” reino, visto que elas cuidavam da segurança do lago que abrangia Florya. Mas não era comum ter vários humanos caminhando pelo seu reino, já que eram poucos os que tinham permissão para entrarem quando bem entendessem, e parecendo perceber a quantidade de dúvidas da arqueóloga, a sereia que a capturou suspirou pesadamente, a chamando para irem a uma sala.
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  — Tem um banheiro na porta ao lado, caso queira se trocar… Ei! Você não tem modos?
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  — O quê? Não tenho problemas em me trocar aqui, não é como se eu tivesse minhas roupas, né? — Como havia se planejado para tomar um banho de mar, estava vestindo o seu biquíni por debaixo do vestido. — Agradeço pelo roupão, no entanto, teria sido ótimo se tivesse me avisado sobre a bolha.
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  — A invasora aqui é você, humana. Ainda quer que eu mostre empatia? — A sereia cruzou os braços.
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  — .
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  — Como?
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  — Meu nome é , não “humana”. — Rolou os olhos. — Não é tão difícil assim.
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  A criatura ficou em silêncio, raciocinando tamanha petulância da mulher à sua frente. Ela gostaria de colocar a humana em seu devido lugar, contudo, era nítido que seria uma longa discussão, e a última coisa que precisava era de mais dor de cabeça.
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  — Tudo bem, . — Revirou os olhos, arrancando uma risadinha da arqueóloga. — Não pretendo manter ninguém como prisioneira, porém, não posso simplesmente liberá-la agora. Independente da sua explicação fazer sentido ou não, não temos como assegurar que algum caçador não a seguiu, então, para a sua e a nossa segurança, precisará ficar conosco por uns dias.
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  — Sem problemas, não é como se eu tivesse algum lugar para voltar. — apesar De achar a frase triste, a sereia não percebeu nenhum traço de tristeza tanto na voz quanto na expressão da humana.
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  — Pedirei a uma das meninas para te mostrar o local e onde ficará durante a sua estadia…
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  — Não receberei um tour seu?
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  — Eu tenho mais o que fazer? — respondeu como se fosse óbvio. — Depois do jantar teremos um encontro com a nossa anciã, se você quer tanto passar um tempo comigo, posso te mostrar o restante após a conversa.
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   queria dar uma resposta, todavia, se contentou com o que recebeu, animada com a ideia de passar mais tempo com a sereia. Ela não sabia o motivo, mas há algo na criatura que a faz ficar tão curiosa e admirada na mesma intensidade, portanto, aproveitaria as chances para conhecê-la melhor.
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  — O jantar será servido em breve, Jason irá acompanhá-la até o salão principal assim que estiver pronta. Os seus pertences e a sua cobra estão no seu quarto, e se não se importar, Layla fez questão de ficar com vocês.
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  Wyn era a sereia designada para dar um tour do reino da água para , e além de simpática, ela compartilhava do amor pela arqueologia, o que fez com que as duas se tornassem amigas em uma única tarde.
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  — Obrigada, Wyn. Espero que possamos conversar mais vezes.
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  Ambas se despediram mais uma vez, e quando adentrou o quarto, Ferri foi abordada por uma Hydro visivelmente exausta, reparando que a sua cobra não aguentava mais a companhia de Layla. Ela passou um tempinho com as duas bichanas e tratou de se arrumar, visto que, de acordo com o relógio na sua escrivaninha, eram quase sete da noite e o jantar aconteceria em menos de meia hora. Enquanto se vestia, a mulher não pôde deixar de reparar em toda a estrutura do reino da água, sem contar na beleza do lugar; os diversos detalhes eram feitos de cristais, e achava impressionante como conseguiam manter os demais que eram feitos de água em diferentes estados. Apesar de serem parte de Florya, havia algumas lojinhas espalhadas pelo local, e mal via a hora de poder passar nelas e ver o que mais elas tinham a oferecer além de cristais e poções.
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*

  — Quem diria que aqueles dois velhotes tiveram uma família…
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   conteve a risada, principalmente ao perceber que a sereia lhe lançou um olhar reprovador por estarem diante da anciã do reino da água.
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  O jantar havia sido maravilhoso e Ferri conversou com mais humanos que tinham autorização para andarem livremente pelo lugar, e após terminarem, ela e a sereia que a recebeu tão calorosamente no lago, seguiram para os aposentos da anciã. A mais velha tinha aparência humana, só que diversas partes do seu corpo possuíam escamas em um tom azulado, além dos seus olhos serem completamente pretos.
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  — Me diga, senhorita — Eirin, a anciã, a chamou com a mão para que se aproximasse. — Como os seus avós estão?
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  — Provavelmente vivendo mais aventuras junto dos deuses. — Sorriu. — Eles faleceram há um ano.
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  — Isso explica o sonho estranho que tive antes da sua chegada. Eles apareceram com a mesma aparência de sessenta anos atrás, de quando eles ainda vinham visitar a antiga amiga deles — por mais que não transparecesse na sua expressão, toda a saudade e carinho que sentia pelo casal podia ser sentida na sua voz —, alegando que em breve eu conheceria o maior tesouro da vida deles. Além, claro, de fazerem questão de me perturbarem com bobagens. Fico feliz em conhecê-la, senhorita.
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  — O prazer é meu. — sorriu de orelha a orelha, com o coração aquecido ao saber do sonho. Seus avós lhe faziam muita falta, e escutar sobre eles de uma velha amiga que amava tanto os dois quanto ela própria a deixava extremamente feliz. — Confesso que até chegar aqui, eu estava receosa de ter sido enganada por ambos. A senhora sabe, eles sempre foram ótimos contadores de histórias, então…
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  — Por favor, eu pareço velha para você? — De fato, a anciã aparentava ter no máximo cinquenta anos, e logo negou. — Ótimo, não precisa de tanta formalidade. E sim, Edward e Lilian eram incríveis contadores de histórias, ainda mais com a bagagem de suas expedições pelo mundo. Eles só poderiam ter avisado mais claramente quando você chegaria, assim eu poderia ter preparado a sua entrada por Florya, e não pelos nossos portões debaixo d’água.
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  — Tudo bem, a experiência foi maravilhosa e… molhada. — Ferri encarou a sereia que até o momento permanecia em silêncio com um sorriso irônico, ganhando um olhar sem muito interesse.
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  — Acredito que tenha te explicado sobre os caçadores e o motivo de termos que tomar um cuidado a mais. — Então esse era o nome da mulher.
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  — Brevemente, sim.
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  — Florya é um reino desconhecido por humanos do seu mundo. Apesar de termos humanos aqui, todos eles possuem algum grau de mana e magia, o que nos diferencia de vocês. Só que, por mais que a nossa proteção seja excelente e tenhamos bastante vigilância, infelizmente temos indivíduos que acabam conhecendo os caçadores em suas idas ao seu mundo, o que resulta na sede pela caça de nossos animais.
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  “Edward e Lilian eram um dos pouquíssimos humanos que tinham a liberdade de entrar e sair daqui após salvarem a minha vida, no entanto, em uma das invasões que tivemos, eles decidiram que não nos colocaria em risco, mesmo sem terem culpa. — Eirin sorriu tristonha. As lembranças dos invasores e de como perdeu o contato frequente com os seus amigos a marcou muito, por isso continuava com o seu posto de anciã e sendo um dos pilares para manter Florya de pé, para proteger o seu povo e honrar a sua amizade com quem a salvou não só uma vez, mas várias. — Esse mapa que eles te deram foi um presente meu na última vez que nos vimos, por isso a localização é precisa. Eu não imaginaria que os dois formariam uma família e contariam sobre nós para alguém, mas, fico feliz por isso.
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  — Eu entendo perfeitamente. — assentiu. — Se tiver algo que eu possa ajudar, não hesite em falar comigo. O mínimo que posso fazer por permitirem a minha estadia é ajudar no que for possível. E obrigada pelas palavras e por me contar um pouco sobre os meus avós, fico feliz de saber que eles tiveram uma amiga como você, Eirin.
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  — Você é igualzinha aos dois — a mulher riu. — Bom, não quero prendê-la por mais tempo aqui. Florya é um reino belo durante a noite, e acredito que não tenha te mostrado algo além do nosso. Antes de dispensá-las, quero que ambas se aproximem. Pronto, com essa marca a comunicação de ambas será facilitada. Agora podem ir.
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   encarou o seu reflexo no espelho assim que saiu da sala, vendo que uma pequena estrela do mar havia surgido no seu ombro esquerdo, como se fosse uma tatuagem. A sua confusão em relação à marca era visível, e quis rir, achando uma graça a curiosidade de Ferri, só que quando os seus olhares cruzaram, a sereia simplesmente ignorou esses pensamentos.
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  Só posso estar ficando louca, pensou. Nunca passou na sua cabeça a ideia de se relacionar com alguém fora do seu convívio, principalmente uma humana, então achá-la uma “graça” não poderia acontecer, e não se repetiria se dependesse de .
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Capítulo 3 — sentimentos românticos?

  A noite em Florya era realmente linda.
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   era uma ótima guia, e a cada lugar que passavam, se via ainda mais maravilhada com o reino que possuía uma beleza ímpar.O céu limpo dava espaço para as estrelas brilharem, e o luar iluminava todo o caminho que fizeram pela floresta, tornando a experiência ainda mais memorável. A sereia a levou para uma área mais afastada, a qual tinha um pequeno lago que refletia as estrelas e dois balanços suspensos na única árvore do local. se acomodou primeiro, esperando que a sua companhia fizesse o mesmo; elas permaneceram em silêncio, apenas admirando a vista diante de seus olhos até que Flora iniciou uma conversa:
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  — As marcas são algo exclusivo dos seres do reino da água, principalmente das sereias, já que não são todos que conseguem criá-los. Como você ficará aqui por um tempo, provavelmente esbarrará com alguns cidadãos que não são tão simpáticos com humanos, então a marca serve para eu saber se você está em perigo — explicou sem encarar , mas a sereia podia sentir o olhar da outra em cima de si.
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  — Quer dizer que você virá me salvar, é? — não perdeu a oportunidade de lançar uma pequena provocação, atraindo a atenção de Flora. — Finalmente decidiu me olhar, .
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  Uma breve troca de olhares foi estabelecida, e por mais que não quisesse admitir, a arqueóloga era muito bonita, e logo a sereia sentiu o seu rosto esquentar ao pensar que queria tocar o rosto da sua companhia.
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  — É o meu trabalho como uma das líderes, portanto, você é a minha responsabilidade. — A mulher voltou a observar a paisagem, a fim de se distrair dos seus recentes pensamentos.
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  — E eu achei que tinha ganhado um espaço no seu coração, que pena. — suspirou, também voltando a encarar o cenário. — É verdade que todos vocês possuem um familiar ao nascerem?
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  — Sim. Como as suas vidas são prolongadas por causa de suas magias, isso atrai muito interesse de quem é de fora, mas quando os familiares são separados de seus donos por muito tempo, eles adoecem e morrem. Por essa razão precisamos ter cuidado com os caçadores.
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  — O que acontece com as pessoas que expõem o reino?
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  — No caso, nossos próprios moradores? — Assentiu. — Bom, depende do nível de envolvimento. Às vezes alguns apenas têm o infortúnio de serem seguidos, então eles precisam evitar de sair por um tempo até lidarmos com a exposição. Agora, quando é intencional, pode ocorrer de serem exilados e terem suas memórias e magia removidas. Não podemos correr o risco de eles tentarem vingança e de nos colocar em um holofote para o resto do mundo. — Flora respirou pesadamente, rezando para que não tivessem mais nenhum caso desses por um longo período, já que o último foi um tanto complicado de se resolver.
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  — Meus avós me contaram também sobre Luna. mordeu o lábio inferior. Ela não sabia se devia perguntar demais para não abusar da boa vontade de , porém, a arqueóloga possuía muitas dúvidas.
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  — O que gostaria de saber?
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  — Eles não têm essa restrição, certo? Como funciona para eles?
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  — Com Luna já é um pouco diferente. — Ela começou a se balançar. — Eles não têm a questão dos familiares apesar de adotarem caso desejem, e como são seres sobrenaturais, a relação deles com o mundo humano é um pouco mais tranquila, ainda mais por terem relações comerciais com alguns e até mesmo famílias. E assim como a gente, eles possuem o controle de todos os humanos que tem o conhecimento de Luna, então se acontecer algo, fica fácil de achar o culpado.
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  — Uau! Eu preciso ir lá um dia, ainda mais depois de saber que é real.
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  — Impressionante é você aceitar isso tudo tranquilamente. — realmente estava surpresa, afinal, a maioria das pessoas se assustaria no primeiro segundo que a visse debaixo d’água.
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  — Por que eu não aceitaria? — respondeu como se fosse óbvio. — Eu sempre viajei para inúmeros lugares antes mesmo de me formar, e cresci escutando não só as histórias dos meus avós, mas as de várias pessoas de diferentes culturas que visitei. Sabe quantas vezes ouvi sobre lobisomens, vampiros e bruxas? Posso te garantir que muitas, e eu sempre tive o mesmo sonho repetida vezes de que conforme eu crescia, uma criatura aquática crescia comigo. Infelizmente eu não consigo lembrar o seu rosto perfeitamente, mas no momento que eu olhei para o lago mais cedo e para você, percebi que tudo o que escutei ao longo dos anos era verdade.
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  — Sobre esse sonho…
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   sentiu o seu coração bater mais forte, no entanto, não se permitiu completar a sua pergunta. Não teria como ter o mesmo sonho que o seu, claramente era uma coincidência e Flora se prometeu que não pensaria na possibilidade de viver um romance com uma humana – sem contar que as probabilidades de Ferri querer algo com ela eram escassas.
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  — Não é porque as pessoas têm o mesmo sonho que elas são destinadas a ficarem juntas, — sussurrou para si, se odiando por achar que as coisas seriam fáceis assim.
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  — Ah, sobre os familiares! — A sereia voltou a sua atenção para a sua companhia. — Qual é o seu?
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  — Um pequeno crocodilo chamado Áries.
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  — Sério? Que fofo! — Flora sabia que estava sendo sincera.
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  — Geralmente as pessoas estranham um pouco, já que esperam que uma sereia terá um peixe ou golfinho como familiar. — Sorriu pequeno, genuinamente feliz pelo comentário.
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  — Entendo, mas faz sentido ser um jacaré. Eles vivem tanto na água quanto na terra, assim como vocês, né?
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  — Sim, como boa parte de nós. — A moradora de Florya não queria assumir, contudo, continuava a surpreendendo positivamente. — E a Hydro, como vocês se conheceram?
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  — Na verdade, eu ganhei ela dos meus avós no meu nascimento. Meus pais foram contra, só que eu e ela nos apegamos no nosso primeiro contato, o que os deixou sem escolha.
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  — Desculpa a pergunta, mas qual é a sua idade?
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  — Vinte e cinco, e você? — respondeu animada.
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  — Vinte e três, entretanto, não é esse o foco da minha pergunta.
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  — Não podemos nos conhecer melhor e sermos amigas? — Sua feição ficou triste com a notícia.
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  — Pelos deuses, podemos! — suspirou profundamente, tentando ter mais paciência com a humana. — A questão é que cobras têm uma estimativa de vida de quinze a trinta anos, e mesmo que tenha exceções, ainda assim a Hydro só teria mais cinco anos. Só que ela tem a aparência de uma cobra com dez anos, não vinte e cinco.
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  — Uau, você é uma entendedora de cobras! Queria que a Hydro vivesse para sempre… — Como se a escutasse, a sua bichana se enroscou na sua perna juntamente de Layla. — Oi, meus amores! Como vocês nos acharam? Layla mostrou o caminho?
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  — Humana, acho que precisamos conversar com a anciã novamente e fazer algumas pesquisas, mas…
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  Antes que pudesse finalizar a sua fala, as meninas foram surpreendidas com Áries, que apesar de pequeno, era bastante veloz. Para a surpresa de , o seu familiar a ignorou completamente, demonstrando apenas interesse em Hydro, que também pareceu estar curiosa com o outro, visto que se soltou de na mesma hora.
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  — Oh, esse é o famoso Áries? Que fofo! — esticou a sua mão para que o bichano permitisse que ela o tocasse. — Prazer em conhecê-lo, espero que você e a Hydro possam ser amigos durante a nossa estadia.
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  Puta merda.
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  De todas as possibilidades, Flora nunca imaginou que o seu familiar se apaixonaria por outro, principalmente sendo o de uma humana e que tecnicamente não tinha ligação com Florya além dos seus avós. Em Florya há uma crença que quando dois familiares se gostam, independentemente de suas características e classificações, isso significava que os seus donos também nutririam sentimentos um pelo outro, o que foi provado diversas vezes durante os vários anos que se passaram. Com isso, os mestres não podiam manter os familiares longe por muito tempo, mesmo quando há as exceções dos donos não se gostarem – o que é raro. encarou Ferri atônita, sentindo o seu coração acelerar e a sua cabeça travar uma batalha mental; seu emocional estava feliz com a possibilidade, entretanto, o seu lado racional acionava uma sirene bem alta, a lembrando da sua promessa de não se envolver com uma humana, não depois do que aconteceu no seu último relacionamento.
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  Mas, o mais preocupante é que provavelmente não sabia disso, então como explicar que elas não poderiam separar os seus familiares e que teria a possibilidade de elas desenvolverem sentimentos românticos uma pela outra?
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Continua

  N/A: e aí, mores? Vai dar ou não em romance? Hehehehehe
  Descobrimos mais sobre os familiares e sobre o reino de Luna, que é abordado em Balinha de Coração e em outras fics que são do fandom do BTS. Lembrando que The Mermaid Dream acontece antes de Balinha de Coração.
  Fala sério, Hydro e Áries são muito fofinhosssss hihi
  Até a próxima <3

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Lelen
Admin
15 dias atrás

Yaay, estamos de volta ao universo de Florya <3
O que vai rolar com essa sereia, hein?
E eu espero umas participações especiais do… Jun? e do Hoshi com seu tigrinho AHAHAH
Vamos ver o que nos aguarda em Florya <3

Lelen
Admin
7 dias atrás

Quero ver como a senhorita sereia vai começar a se abrir mais HOADHAOSHAPS
E eu só imagino a carinha da Hydro com a Layla, super imagino Layla toda 🤩🤩🤩🤩 e Hydro tipo 😑😑😑
Bora pro romance, povo!

Nara
Nara
7 dias atrás
  Para , os sonhos nada mais eram que desejos ou invenções do seu subconsciente, ainda mais quando você passava horas…" Read more »

Me identifiquei aqui

Nara
Nara
7 dias atrás
  Por sempre escutar lendas sobre dois reinos que coexistiam com o mundo humano, a mulher julgava que os cenários imaginários…" Read more »

Olha só,ela tem minha idade

Lelen
Admin
22 horas atrás

Áries coisinha fofa mostrando pra amiga quem é o amor da vida dele HEHEHEHEH
Quero história sobre o que aconteceu antes com a Kai e o que rolou quando Florya foi exposta da última vez :B
Eu amo interação com animais, gente, já roubaram total minha atenção JAHAHAH


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