Esta história pertence ao Projeto Adote Uma Songfic
Natashia Kitamura
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Temporada #010
Ideia #006

Cake By The Ocean
DNCE

Capa por Fe Camilo

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Sem informações no momento.

  

Seu Doce Beijo

   sempre teve tudo o que queria. Por não querer muito, conquistava o pouco que desejava. Em seus aniversários, nunca pedia brinquedos caros, mas sim coisas que davam orgulho aos pais, como doar ração para uma ONG de animais abandonados, ou plantar dez árvores na rua do bairro onde morava. Quando mais velho, com a credibilidade em alta, ganhava muito, justamente porque pedia pouco. O celular, de marca, era um presente dos pais após aparar a grama todos os domingos, conforme prometido. O carro de luxo, aos 18, por ter passado em uma ótima universidade.
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  Ele aprendeu, na prática, que uma atitude boa, sempre levará a outra.
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  E foi por isso que, quando lhe disse que não estava interessada nele, desfez o sorriso de sempre do rosto. Não conseguia entender o motivo do fora. De acordo com seus pensamentos, fez tudo o que precisava: se aproximou com cautela, como amigos, trocou olhares, ofereceu um drink e buscou a ela e suas amigas para a festa, um luau, presente dos pais de Luana, dona da residência onde estavam se hospedando, por ter entrado em um dos melhores escritórios advocatícios de São Paulo. ficou semanas paquerando . Achou que, pelos sorrisos, ela também estava afim dele.
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  Com o fora, ele começou a observá-la mais. Não aceitava deixar de conseguir algo que queria, sem tentar mais uma vez. Se ela dissesse mais um ‘não’, então ele respeitaria sua vontade. Mas jamais desistiria sem tentar.
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  – Ela é tímida. – Mariana, melhor amiga de , disse, quando foi sondá-la. Os dois eram amigos da mesma escola e foi por causa de Mari que ele acabou se dando conta do charme de . – Tipo, extremamente tímida. É por isso que eu disse que você era perfeito para ela. Você é o tipo de cara que vai conseguir tirar ela de trás dessa muralha onde ela se escondeu.
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  – Mas eu não faço milagre. – ele ergueu uma sobrancelha.
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  Mari colocou a mão que não estava segurando o copo da bebida no ombro do amigo, e disse séria:
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  – Juro por Deus, , se você não conseguir, ninguém mais vai.
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  Ele não era um deus grego na beleza. Não era magro, mas também não era gordo. Era alto, ou quase. Passava dos 1,75cm, mas não chegava aos 1,80cm. Ainda assim, seus cabelos curtos, mas cheios, estavam sempre moldados pelo gel em um penteado que lhe atribuía um charme extra; ele também tinha uma pequena pinta no canto superior da boca, adicionando ainda mais doçura em seu sorriso. Os olhos eram o toque final: às vezes estavam verdes, outras, a cor se misturava ao caramelo. Gostava de ver as meninas se perdendo neles, tentando descobrir qual cor predominava. Enquanto elas ponderavam, ele aproveitava o tempo para surpreendê-las com um beijo. E dava certo. Sempre dava certo.
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  Mas não com .
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  Estava não passava mais que alguns segundos olhando em seus olhos.
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  Ele não conseguia entender como uma mulher tão maravilhosa pudesse ter tão baixa autoestima. Os cabelos cacheados, a pele escura que tinha um brilho natural. Ao sol, ela exalava perfeição. O nariz arrebitado, o quadril avantajado e as pernas bem torneadas, poderia ficar observando ela por dias. O sorriso era doce e os olhos, escuros. E era alta, uma característica diferente de suas paqueras anteriores. Gostava das miúdas, mas … essa mulher era alta e incrível. E aparentemente, não sabia de tudo isso.
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  A moça chegava nas festas escondida no meio do grupo de amigas. Se via confortável entre elas, mas quando cada uma ia fazer uma coisa, permanecia em um canto, observando os arredores com um copo em uma mão e o celular na outra. Foi numa dessas que ele se aproximou. Mariana o levou até a amiga, porque os dois gostavam de música eletrônica. Trocaram ideias, mas com sempre na defensiva.
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  Na faculdade, cumprimentava de longe, que respondia com um pequeno aceno. Pela internet, eles trocavam suas músicas favoritas e opinavam nos lançamentos dos artistas que gostavam em comum.
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  Aos poucos, se sentiu mais próximo de . Percebeu que não precisava mais da intervenção de Mariana para se comunicar com a moça. Passou meses saindo com a paquera, seja para jantar ou para tomar um café. Não avançou em nenhum momento, e quando o fez, tomou um belo fora.
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  – Eu o vejo como amigo. – ela disse, sem graça.
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  E então voltaram à estaca zero.
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  E agora ele estava na festa na praia, com dezenas de outras pessoas de várias turmas da faculdade, que formavam uma só. Todos estavam espalhados pelas casas e apartamentos de veraneio que alguns da turma tinham. viu quando entrou com as amigas, e quando foi deixada por elas, que decidiram se encontrar com seus próprios paqueras.
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  – Eu achava que conhecia você – ele disse atrás dela, surpreendendo-a –, mas nunca iria imaginar que você iria preferir observar os quadros da casa, a comer alguma coisa com os pés na areia.
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  Ela o olhou e abriu um pequeno sorriso. viu seus ombros se curvarem, ligeiramente incomodada.
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  – Quer comer algo?
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  – O que tem de bom? – ela esticou o pescoço para um ponto atrás do homem, que se perguntou se estava buscando uma válvula de escape ou realmente procurando por comida.
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  – Bolo.
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  – Bolo? – sorriu ao ver que tinha conquistado a atenção dela. Sabia que a garota era louca por doces. – De…
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  – Morango. – os dois disseram juntos e riram.
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  – Bem, eu não resisto a um bolo de morango. – ela sorriu tímida e ele abriu o sorriso cativante que todo mundo adorava.
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  – Vem comigo. – e pegou na mão dela, guiando-a por entre as pessoas que se amontoavam dentro da casa. Ali na área coberta, uma música eletrônica tomava conta do lugar, enquanto no lado externo, próximo de uma enorme fogueira, uma banda tocava músicas praianas para quem quisesse relaxar. – Que tal dançarmos?
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  – Ninguém está dançando. – olhou ao redor.
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  Olhou para , que tinha um meio sorriso maroto no rosto.
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  – Não. – ela disse.
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  – Você precisa se soltar. – começou a se movimentar, chamando a atenção dos que estavam mais próximos e que, por conhecê-lo, entraram na onda junto. – Viu? Todo mundo precisa se soltar.
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   riu, mas não se moveu. Tentou dar um passo para trás, mas ele não deixou, puxou-a mais para perto e a obrigou dar alguns passos.
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  – Dance, , você precisa começar a se divertir mais. – se aproximou do ouvido dela e lhe sussurrou: – Mas isso não vai acontecer, enquanto você se preocupar com as pessoas ao seu redor.
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  Ela o olhou sem graça e um tanto séria. não era ninguém para lhe falar para se soltar.
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  Mas então olhou ao redor e viu que ninguém se importava de verdade em vê-los dançando, muito pelo contrário, era o que precisavam para começarem a dançar também.
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   já sabia que era um dos caras mais populares da faculdade. Todo mundo, literalmente, o conhecia. Simpático, carismático e muito inteligente, ninguém imaginava que aquele cara divertido fosse ser um prodígio da turma de direito. Quando entrou no terceiro ano, foi o primeiro aluno da turma a conseguir um estágio em um dos melhores escritórios da cidade. Já era certo que o trabalho fecharia com ele após se formar, era um funcionário dedicado, que participava de todas as ações que lhe era permitido, e também de todas as festas.
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  – Quero beber. – ela lhe gritou, já que a festa agora estava bem mais animada, com o som tocando mais alto.
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  Não foi preciso dizer duas vezes. a puxou para a área externa, onde a banda finalizava a apresentação e dava espaço para caixas de som que tocariam as mesmas músicas que tocavam dentro da casa. Foram direto para o bar, onde pediu os drinques mais malucos para , que finalmente começou a se soltar.
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  – Quero mais uma daquela vermelha!
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  – Essa é ousada! – o barman riu, pegando os ingredientes para preparar a bebida de .
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  – Pegue leve aí, irmão. – fez um sinal para o homem, que sorriu. Apesar de tudo, o jovem não queria ter de estragar tudo para a garota, por ela passar mal pelo álcool.
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  Enquanto a bebida era preparada e aguardava terminando a anterior, foi até a área do buffet de doces e pegou duas fatias do bolo de morango com chantilly que havia. Não sabia por que diabos haveria um bolo desses em uma festa dela, mas devia ao doce.
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  Encontrou batendo um papo com um novo cara e por isso logo foi se metendo no meio dos dois, olhando para o rival e lhe dizendo:
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  – Cai fora, amigo.
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  – Estávamos batendo um papo legal…
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  – Cai fora. – o cortou, ainda com um sorriso no rosto, mas o olhar lhe dizendo para que não insistisse, ou teriam problemas.
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  Com um sorriso no rosto e erguendo as mãos em redenção, o cara se afastou.
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  – Bolo de morango! – sorriu.
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  – Bora comer em um lugar melhor. – disse, oferecendo o braço para a garota, que sorriu e o acompanhou.
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  Ele a levou para um canto da praia que estava deserto. Talvez quase deserto. Haviam casais se beijando, outros indo mais afundo na escuridão para fazer sabe lá o quê. ficaria ali mesmo, próximo à luz, com . Entregou uma fatia do bolo pra ela e ficou com a outra. Porém não comeu sua parte. Ficou a observando se deliciar com o doce.
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  E ali, com a luz do luar iluminando fortemente os dois, lambeu os lábios para comer o chantilly que havia ficado para fora.
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  – Eu preciso te beijar. – ele disse para ela, vendo os olhos surpresos da garota se virarem para você. – Você… por favor, .
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  Ela manteve-se boquiaberta, surpresa, e então engoliu seco. Limpou a garganta, bebeu um gole da bebida e lambeu o resto do doce que havia em seus dedos.
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  E então foi surpreendida pela boca de na sua.
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  E ela nunca achou um ato tão certo.
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  Envolveu os braços compridos ao redor do pescoço do outro, que inclinou-se para cima dela, grudando seus corpos.
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  Perderam-se por longos minutos nos lábios um do outro. Até os pulmões gritarem, implorando por ar.
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  – Isso… – ela disse, a boca inchada, olhando para . – Foi romântico.
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  – Romântico?
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  Ela assentiu.
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  – A surpresa, o lugar, o cenário…
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   riu.
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  – Se eu disser que só vi você esse tempo todo, torno tudo ainda mais romântico?
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  – Ah, sim. – ela sorriu.
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  – Então poderei te beijar de novo?
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  Ela mordeu o lábio em meio a um sorriso.
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  – Pelo amor de Deus, . – ele murmurou, inclinando-se para frente novamente, porque não suportava ver os lábios da moça, ao invés de senti-los.
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  E eles eram doces. Sabor  baunilha e vodca, mas principalmente morango e chantilly.
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  E fosse o que fosse, ele estava mais do que pronto para se perder todos os dias nesses e quaisquer outros sabores que quisesse degustar antes de beijá-lo.
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Fim

  Nota: Nossa, foi muito difícil destrinchar essa música e criar uma short baseada nela, hahahaha!
  Eu espero de coração que o resultado tenha sido satisfatório. Me diga o que achou!
  Quando ouve essa música, pensa em que tipo de história?
  Seja o que for, obrigada por realizar a leitura! Beijos!

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Fe Camilo
Fe Camilo
10 meses atrás

ain que fofura *-* acho que casou bem com a música, embora – no meu entender – esse cake da musica tem um sentido mais pro lado dirty da força kkkkk


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