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Satou-san to Ayasaki-kun

Prólogo – this song it’s about you and me, baby

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  Beberiquei o meu milkshake antes de voltar a atenção para a tela do meu celular, aguardando a chegada das minhas amigas. A mudança para o centro de Tóquio havia ocorrido extremamente bem, e por mais que o cansaço estivesse presente, eu ainda tinha um pouco de ânimo guardado e decidi usar para rever algumas amizades do ensino médio. Minhas melhores amigas, Yuki e Aoi, viriam para a nossa reunião daqui a pouco, mas não me davam uma folga por nenhum segundo. Suas mensagens eram incessantes, no entanto, eu não ligava; as respondi na mesma velocidade, ansiosa para vê-las desde a nossa formatura, já que com a mudança e o ingresso na faculdade, não conseguimos nos encontrar durante as férias entre um período e outro. Felizmente, nós três optamos em cursar o mesmo curso, então ficaríamos juntas pelos anos seguintes, assim como na Himawari Gakou[*].
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  Acenei para a minha irmã que estava atarefada com a nova filial de sua confeitaria com o seu finalmente esposo, Haru. Quando contei sobre a faculdade, ambos me acolheram e disseram que tinham um planejamento para abrirem outra loja em Tóquio, deixando claro que o que eu precisasse, estariam disponíveis a me auxiliar. Ter o apoio da minha onee-chan[*] e de Haru-nii[*] sempre foi de extrema importância, e não havia palavras para agradecer o tanto que faziam por mim, como se fossem meus próprios pais.
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  Com o anúncio da presença das minhas amigas, Mei nos entregou o cardápio e logo voltou para anotar nossos pedidos, informando que o atendimento para a nossa mesa é VIP.
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  – Estão alegres para o novo semestre? – Tsubaki questionou, visivelmente contente por estar comendo sua sobremesa favorita: pudim.
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  – Feliz por rever o pessoal e conhecer pessoas bonitas? Sim. Entrar em semanas de prova e aturar alguns professores chatos? Definitivamente, não – Yuki comentou e todas caímos na risada. Não há frase mais característica da senhorita Yuki como essa, e sabíamos em qual lugar esse assunto iria terminar. – Inclusive, se lembram da Watanabe-senpai[*]? Ela nos chamou para uma reunião na sexta-feira. vamos?
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  – Hum… – Aoi ponderou. – A Momozono-senpai estará?
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  – É claro, ela e a Watanabe-senpai são inseparáveis! Mas você não deveria saber? – Aoi levantou as mãos como se tivesse sido pega, e a nossa curiosidade se voltou para ela. Seu relacionamento com nossa senpai não era escondido, então todos no campus sabiam.
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  – Senpai disse que tem uma surpresa para mim e que não conseguiria conversar muito durante esses dias. – A vi suspirar um tanto chateada.
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  – Oh, entendo, Aoi-chan[*]… – Segurei sua mão na tentativa de passar conforto. – Aposto que será uma boa surpresa!
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  – Obrigada, Fumi-chan…
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  – Você não pode falar isso, Fumi! – Yuki bateu as palmas na mesa, exclamando de brincadeira. – Nem todas temos sorte de ter alguém como o Ayasaki-kun[*], que nunca parou de falar com você mesmo em meio de surpresas.
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  – Oh, e por falar nesse misterioso, quem é ele? – Yuji-san, nossa amiga da faculdade, perguntou.
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  Quando as meninas souberam no início do semestre que eu namorava o mesmo garoto desde o ensino médio, elas perguntavam “quem é ele?”. Eu poderia responder de diversas formas que ele é quem sempre está a uma ligação de distância; que é ele quem aparece sem hesitação alguma, sem importar a hora e o local; que é a mesma pessoa que eu me apaixonei há quatro anos, e continuaria me apaixonando pelo resto da minha vida.
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  Afinal, é ele quem vive no meu coração.
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  – Terra para Fumi-chan – Aoi me acordou de meus pensamentos, e eu já tinha perdido a noção de quanto tempo estávamos na confeitaria. – O seu príncipe encantado chegou.
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  Me despedi das meninas com a promessa que iríamos almoçar juntas no primeiro dia de aula, e logo escutei os seus murmúrios de afirmações. O sino tocou assim que puxei a porta, tendo uma das visões mais lindas de todos esses anos. Olhar para Kyo parado com as malas em suas mãos me fez lembrar o tão precioso dia em que nos conhecemos, causando uma gostosa melancolia.
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  Uma calorosa tarde de verão, uma ida à cidade e o momento em que nossos olhares se encontraram. Os segundos pareciam ter virado minutos, os quais estávamos perdidos um no outro sem pressa para irmos embora. Seu cabelo avermelhado, agora um tanto mais longo, balançava com o vento, e o seu sorriso me trouxe para a realidade; ele abriu os seus braços e eu corri em sua direção, pronta para sentir novamente o calor e conforto que era estar consigo.
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  – Se divertiu com as suas amigas? – Assenti animadamente, o apertando de volta. – Pronta para mais alguns anos comigo ao seu lado?
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  Essa história é sobre eu e Kyo e em como nosso amor de verão floresceu.
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  *Gakou significa escola. ↑ Voltar para o texto
  *Himawari: girassol. ↑ Voltar para o texto
  *Onee-chan é uma forma de dizer irmã mais velha em japonês. ↑ Voltar para o texto
  *Haru-nii: a protagonista, Fumi, chama o Haru de Haru-nii por ele ser o cunhado dela e mais velho. ↑ Voltar para o texto
  *Kun: às vezes a tradução pode ser o nome da pessoa no diminutivo e é usado para meninos com quem você tem afinidade e normalmente mais novos que você. ↑ Voltar para o texto
  *Chan: às vezes a tradução pode ser o nome da pessoa no diminutivo e é usado para meninas com quem você tem afinidade e normalmente mais novas que você. ↑ Voltar para o texto
  *Senpai: alguém que está em uma série maior que a sua. ↑ Voltar para o texto
  *San (senhor, senhora, senhorita): acompanhado do sobrenome, é usado com pessoas desconhecidas ou pouco conhecidas; expressa respeito.
  *Kouhai: alguém que está em uma série menor que a sua.


  N/A: Preparades para uma história toda fofinha e cheia de amor?
  Venho com mais uma long e espero que vocês gostem! Pelo prólogo já dá pra ter uma ideia de como será o desenrolar, e estou ansiosa para os próximos capítulos!
  Gostaria de deixar o meu agradecimento para o meu amorzinho por me ajudar com toda a questão dos honoríficos/etc, minha querida Tsubaki <3
  Não se esqueçam de comentar, viu? E não julguem a autora por escrever outro personagem com cabelo vermelho HAHAHAHA
  Até a próxima atualização (enquanto não sai, se quiserem ler “A Vilã Da Casa Bellerose, é uma ótima longfic também! Só entrar no meu perfil que estará lá) <3

Capítulo 1 – i feel like falling in love

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  – Fumi-chan, você poderia passar no mercado na volta? Vá com cuidado!
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  Acenei para a minha irmã, me despedindo logo em seguida; o corredor da nossa casa era longo, mas rapidamente o atravessei, calçando os meus sapatos. Toda vez que abríamos a porta da frente, o sino dos ventos ecoava, e juntamente dele a brisa abafada se fez presente nessa tarde de sexta-feira.
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  O verão em Quioto era tudo o que diziam: extremamente quente, sem dar trégua aos meros mortais. Fico imaginando se a mudança não poderia ocorrer no inverno, contudo, com o trabalho de Mei, isso seria improvável.
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  Ajeitei o bucket hat em minha cabeça e regulei a alça da bolsa transversal em seguida, sendo parada brevemente por alguns dos simpáticos vizinhos. A rua em que morávamos era bem tranquila, e os moradores são acolhedores; escolhemos essa vizinhança por ser perto tanto da loja da minha irmã quanto da escola que eu começaria a frequentar, então ambas estavam satisfeitas com os novos ares.
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  Caminhar pelas calçadas do quarteirão ainda era como um desafio e é normal eu acabar perdida, o que me proporciona o conhecimento de outros lugares interessantes e rotas alternativas. A loja de conveniência é próxima do mercado, e felizmente tinha um ar condicionado que quase me levou às lágrimas. Decidi fazer essa parada não só para usufruir do ambiente gelado, todavia, também para renovar o estoque de sorvete do nosso freezer que havia chegado ao seu triste fim. Com sorte, os potinhos e os picolés aguentariam o longo trajeto de vinte minutos, que mais pareciam duas horas por culpa do clima abafado.
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  Avisei a minha irmã que estava a caminho e aproveitei para checar as mensagens da manhã, lendo as que Yuki e Aoi mandaram em nosso grupo. Ambas são minhas melhores amigas de infância, e finalmente estudaríamos juntas! Nos conhecemos por conta das atividades de férias do clube que nossos parentes frequentam, e desde essa época, somos inseparáveis. Como as duas moraram a vida inteira em Quioto, frequentavam o mesmo colégio e nas férias iam me visitar, passando praticamente todo o período comigo. Elas se encontravam animadas, e mais do que isso, nutriam grandes expectativas para o trio estar reunido novamente, no entanto, sei que parcela dessa alegria era o fato da minha presença chamar a atenção.
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  É bem incomum alguém ser transferido no meio do ano letivo, e após efetivas tentativas e um ótimo histórico, não tive problema em ser aceita na escola que eu queria – felizmente os anos que me dediquei aos estudos serviram para algo. Não é como se minhas amigas fossem invisíveis, pelo contrário, tinham a sua popularidade em dia, mas de acordo com Yuki, o foco seria em conhecer novas pessoas e viver um romance. Ri um tanto sem humor da sua frase, que mencionava que “vai que você encontra o amor da sua vida nessa nova fase!”. A ideia é tentadora, porém, para quem nunca esteve de fato apaixonada por alguém durante esses dezesseis anos, é um tópico que não gasto energia e tampouco esperança. Lembro de quando andava de mãos dadas com um garoto na creche já que ele insistia que gostava de mim, e meses depois, andava com outra. O mais engraçado é que atualmente Misuki é o meu melhor amigo, todavia, o emprego de seus pais foi transferido para o exterior e só nos falávamos por meio da internet.
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  Minhas experiências amorosas não saíam do estágio de segurar mãos e iam para a friendzone, claramente.
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  Guardei o celular na bolsa e foquei na volta, a fim de não ficar perdida mais uma vez. Peguei um picolé de uva e comecei a me deliciar com o doce, tentando afastar o calor com a sobremesa gelada e acabei me distraindo com três cachorros que passeavam com seus donos. Pedi para brincar com os bichinhos, e em alguns minutos já me despedia deles, pensando em quão fofos eram. Talvez eu e Mei adotássemos um futuramente para fazer companhia à Nanami, nossa gata frajolinha. Perdida em pensamentos, meu corpo parou totalmente ao escutar vozes altas na proximidade, me remetendo a situação que eu passei diversas vezes no passado. Mas, para a minha surpresa, as lembranças ruins desapareceram quando os nossos olhares se encontraram.
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  A sensação desconhecida por mim se tornou tão real ao notar que era como se não tivesse ninguém ao nosso redor.
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  Apenas eu e ele, com o holofote focando somente em duas silhuetas que não paravam de se encarar por esses duradouros segundos. O raio de sol que batia contra o seu rosto fazia com que seus olhos roxos ficassem em evidência, e o seu cabelo vermelho balançava com o vento; uma visão tão hipnótica que os milésimos pareciam ter congelados, dando mais tempo para que possamos desfrutar desse momento.
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  É esse o sentimento falado pelas minhas amigas?
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  Porque eu estou sentindo como se estivesse me apaixonando.
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  – Ayasaki-kun! – Uma garota que aparentava ter sua idade nos interrompeu, o chamando. Então esse é o sobrenome dele? – Não me diga que está cogitando em ir embora? É só pedir desculpas à minha mãe, você sabe como ela é! Vamos, aposto que ela…
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  – Não irei, Kobayashi-san – sua voz saiu firme. – Era só uma questão de tempo até eu ser expulso, e você sabia disso.
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  – Para onde Ayasaki-kun irá?! – A outra começou a se alterar, visivelmente irritada. – Por que não deixa o orgulho de lado e pede desculpas para que possamos ser uma família? – O vi rir desacreditado, fechando os olhos antes de responder.
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  – Nós nunca fomos ou seremos uma família, Kobayashi-san. Eu admiro o seu sonho e o respeito, entretanto, é preciso acordar para a realidade. – Escutar a conversa de estranhos podia ser meio errado, mas eu não conseguia me mover por alguma razão.
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  – Ayasaki-kun! É só pedir desculpas, vamos! – Ela puxou o seu braço sem se importar com a opinião dele, fazendo a sua vontade como bem entendesse.
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  – Ele não vai.
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  As palavras saíram da minha boca sem pensar e quando percebi, eu estava ao lado do garoto, envolvendo a sua mão com a minha e tirando a da garota.
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  Totalmente impulsiva, eu sei.
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  – Quem é você? – ela questionou furiosa.
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  – A namorada dele!
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  A reação dos três presentes foi um grande “o quê?“.
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N/A: O primeiro capítulo está aqui!
  Espero que gostem, e olha, altas emoções logo de início. Fumi pensando que só ia passar no mercado e dá de cara com essa situação, tadinha. Conhecemos também o Ayasaki-kun e a Kobayashi-san, ideias para o desenrolar da história?
  Até a próxima atualização <3
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Capítulo 2 – i know i get the feels

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  A ficha do que eu acabei de dizer ia caindo lentamente, assim como toda a cena; respirei fundo três vezes na tentativa de aliviar a adrenalina, mas sabia que ela não me daria folga tão cedo. Agir na impulsividade é um dos meus fortes, e infelizmente nem sempre é a melhor saída, ainda mais no meio de uma discussão, contudo, não consegui ver como Kobayashi-san forçava Ayasaki-kun a fazer algo que não queria. Decidida a manter a atuação, permaneci segurando o pulso do garoto levemente, descendo meus dedos para que déssemos as mãos, com medo da garota apertá-lo de novo. Entrei no meio dos dois com a feição séria, demonstrando que não pretendia sair dali e não demorou para que a menina rolasse os olhos, claramente irritada com a minha intromissão.
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  – Ayasaki-kun, isso é verdade? – O seu tom é incrédulo, e eu não a culpava por pensar que era uma mentira, já que, bem, era mesmo.
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  – Sim, estamos namorando há dois meses. – Tanto eu quanto Kobayashi-san o olhamos desconfiadas, ela mais do que eu, obviamente.
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  Ayasaki-kun retribuiu o meu olhar e sorriu, me fazendo observar de perto os seus olhos castanhos esverdeados que brilhavam por conta do sol, hipnotizando toda a minha atenção para si.
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  A sensação de que o holofote pertence somente a nós dois surgiu novamente e eu tinha plena noção que precisava voltar do transe para terminar a situação que criei.
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  – Não quero atrapalhar, no entanto, temos um encontro marcado – comentei entrelaçando nossas mãos ao sentir o braço dele envolver o meu ombro.
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  – Kobayashi-san eu e Fumi-chan precisamos ir. Se cuida.
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  Começamos a andar para longe da garota e de sua casa, e as suas reclamações não passaram despercebidas; Ayasaki-kun continuou na mesma posição até depois de sairmos do radar da outra, e nos separamos quando encontramos um banco afastado do cenário anterior – não que eu me importasse de ficarmos do jeito que estávamos segundos atrás.
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  Definitivamente há algo no garoto que está mexendo com todos os meus sentidos, e eu me pego pensando se isso não é o que chamam de amor à primeira vista?
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  É, eu realmente devo ter enlouquecido.
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  Reparei que estávamos perto de casa e mandei uma mensagem para Mei, explicando brevemente a situação para que ela não se preocupasse. Ofereci um picolé de morango para Ayasaki-kun, procurando o de uva para mim, me deliciando com o gosto que eu adorava sem delongas. O silêncio não é nem um pouco incômodo ou constrangedor, é engraçado dizer que o acho reconfortante, talvez fosse por não nos conhecermos, ou por parecer que nos conhecíamos desde sempre. Independente da razão, aproveitei a brisa fresca de modo que complementasse o momento, sendo interrompida pela voz de Ayasaki-kun:
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  – Obrigado pelo picolé e me desculpa por te chamar pelo nome, Satou-san. É que eu vi que na sua bolsa está gravado, e para dar mais veracidade ao que você falou. – Ele coçou a nuca desconcertado e eu achei uma graça, também envergonhada após assimilar tudo.
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  – Eu é quem deveria pedir desculpas – abanei a mão para que entendesse que estava tudo bem. – Acabei me metendo na situação e falei que era a sua namorada! – Virei o rosto timidamente, com as bochechas quentes e coradas. – Mas… eu gostei da forma que Ayasaki-kun me chamou.
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  – Quando nos conhecermos melhor – se aproximou, igualmente corado e sussurrou perto do meu ouvido –, te chamarei sempre que quiser pelo seu nome. Tudo bem, Satou-san?
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  A única coisa que ecoava em minha mente eram as batidas aceleradas do meu coração, e eu fiquei sem reação, a mercê dessa nova doce e estranha sensação que invadiu o meu corpo. Ficar desse modo com alguém é inusitado, porém, eu estava gostando mais do que imaginava.
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  – Entretanto, tenho uma condição! – exclamou, dando um ar de suspense em seguida. – Satou-san terá que me chamar pelo meu nome hoje, para ficarmos quites.
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  – Essa é a única condição? – Arqueei a sobrancelha.
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  – Sim. – Ele apoiou um dos braços no banco e deitou a cabeça em seu próprio ombro. – E quando nos conhecermos melhor, claro.
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  – Temos um combinado então! – Apertamos as mãos, selando os termos do contrato.
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  Devoramos mais um picolé cada, e a sorte é que eu tinha comprado bastante sorvete, que é o favorito de Mei. A pequena praça me fez recordar a de Tóquio, a qual minha onee-chan me levava para passar a tarde brincando com as folhas, visto que nenhuma das duas se sentia verdadeiramente em casa na nossa antiga residência. Era o horário do meu dia que eu almejava muito, e vê-la me esperando na porta da escola com nossos lanches prontos e com um sorriso alegre provocava uma felicidade sem igual. Sou extremamente sortuda por ter a Mei na minha vida.
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  – Kobayashi Aimi-san era amiga dos meus pais – Ayasaki-kun falou, me tirando dos meus pensamentos distantes. – Eles sofreram um acidente há cinco anos e, por meus parentes morarem bem longe, Kobayashi-san decidiu cuidar de mim. A garota que você viu, Kobayashi Yoshiko-san, é sua filha, e era a única que sonhava com um futuro em que fôssemos uma família. Acho que não teve um mês em que não discutíssemos e, mesmo que em todas as discussões eu quase não falasse, a culpa era sempre minha, de alguma forma. – O garoto suspirou pesadamente. – Tudo piorou com o pedido de divórcio. Seu marido me tratava bem e, não sei por qual razão, a mais velha achou que eu era o motivo da separação. Foram oito meses de brigas e com a mudança para cá, a mulher me expulsou de casa.
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  Escutei sua risada sem humor, enquanto minha reação foi de irritação; do que adianta encher o peito para dizer que é um adulto se não tem a capacidade de agir como tal e cuidar das suas responsabilidades? Expor uma pessoa a situações que claramente não tem culpa é tão errado, ainda mais vindo de quem deveria protegê-la.
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  – Sinto muito, Ayasaki-kun. – Lhe entreguei outro picolé, agora de uva. – Eu meio que entendo isso. Satou Ume-san é o nome da minha mãe ou de quem era pra ela ser. Perdi o meu pai na infância, e antes de me terem, o seu sonho era de ter um filho, ocasionando na adoção da minha onee-chan. Acho que sempre foi um desejo mais do lado do meu pai, de qualquer maneira – o gosto da sobremesa havia se tornado amargo. – Mesmo sem ter a obrigação, quem fez o papel de mãe foi a Mei, e foram incontáveis vezes que a vi me defender de brigas que eu nem compreendia. Nos mudamos da casa da mais velha assim que Mei-chan atingiu a maioridade, e hoje, após anos morando em Tóquio, finalizamos a nossa mais recente mudança para Quioto. Tudo isso foi possível com a ajuda de seu noivo, Haru-nii.
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  – Oh, sinto muito, Satou-san. Parece que temos várias coisas em comum. – O seu riso baixo foi acompanhado pelo meu.
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  – Realmente – encarei o céu, logo me pondo de pé de forma abrupta, o assustando. – Bom, podemos descobrir novidades um do outro durante o nosso caminho.
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  – Satou-san – o olhei curiosa –, eu meio que não tenho lugar para ir. Não precisa se preocupar comigo.
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  – Tarde demais. Mandei uma mensagem para Mei e ela disse para irmos ao seu encontro assim que possível. – Estendi minha mão e abri um largo sorriso. – Vamos para casa, Kyo-kun.
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  Suas bochechas coraram imediatamente ao ouvir seu nome ser chamado, provavelmente o peguei de surpresa com isso. Confesso que queria ver sua reação, e era nítido que tinha sido igual a minha mais cedo; Ayasaki-kun aceitou minha mão, confirmando o convite com um “ok”.
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  Essa doce e estranha sensação tinha um sabor gostoso de verão.
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  E de picolé de uva e de morango.
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  N/A: Segundo capítulo fresquinho para vocês!
  Algumas perguntas respondidas, e conhecemos um pouco mais dos nossos protagonistas! Eu prometo que não terá tanto drama assim hehe
  O que acharam? Não deixem de comentar!
  Até a próxima atualização <3

Capítulo 3 – can’t stop thinking about you

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  – Então é esse o “bichinho” abandonado que me falou?
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  Mei espiou pelo corredor eu e Ayasaki-kun, com a sobrancelha arqueada e um olhar que dizia que queria explicações agora. Sorri sem graça para o garoto, recebendo um “tudo bem” baixinho, e logo o escutei pedindo licença; seguimos para a sala, sentando um do lado do outro em volta da mesa e onee-chan surgiu com dois copos de suco e nos ofereceu, se acomodando na minha frente; o seu olhar decepcionado não foi difícil de captar, só que eu não sabia se era mais por ter trazido um desconhecido ao invés de um gatinho, contudo, no minuto seguinte a sua feição tranquila havia voltado para o seu rosto.
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  – Antes de me explicarem a situação, gostaria que nosso convidado soubesse que sou faixa roxa em judô. – A mulher encostou as costas na cadeira e cruzou os braços. – Quero entender o que houve com os devidos detalhes.
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  – Meu nome é Ayasaki Kyo, é um prazer conhecê-la, Satou Mei-san. Me desculpe pela intromissão. – Ele se apresentou calmamente, contando os recentes acontecimentos em seguida. – Basicamente, foi isso.
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  – Oh. – Mei analisava o que acabara de escutar com cautela, ponderando sobre.
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  – Onee-chan – falei com a voz mais fofa possível para atingir o seu ponto fraco. Minha irmã me achava adorável e eu usaria isso ao meu favor. – Por favor, não fique brava. Prometo que nunca mais farei algo assim.
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  – Não estou brava – soltou o ar pesadamente –, mas estou pensando seriamente no que fazer com vocês dois. Primeiro, por mais que tenha noção, preciso reforçar o quão perigoso é trazer um desconhecido para casa. Segundo, não aceite tão facilmente convites de estranhos, Ayasaki-kun. – A mulher o encarou. – Eu sinto muito pelo ocorrido, não consigo compreender a dificuldade que os adultos têm em cuidar de suas crianças. Depois me passa o número da Kobayashi-san, quem sabe eu não vá fazer uma visitinha? – Mei tinha uma aura assustadora e por mais que eu esteja acostumada com o seu jeito, talvez acabe surpreendendo o pobre do menino.
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  – Avisou ao Haru-nii? – perguntei tentando melhorar o clima.
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  – Sim, ele está a caminho. – Mei sumiu na cozinha, aparecendo em seguida com uma panela. – Por que não comemos enquanto esperamos? Desse modo, posso saber mais de Ayasaki-kun e ele da gente, além de poder julgar se terei que usar minhas habilidades de luta ou não. – Rimos com a sua brincadeira e tratamos de encher nossos pratos, agradecendo pela comida.
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  – Ei, onee-chan, parece que seu julgamento não será necessário. – Mostrei a nossa gata que se aninhou no colo do garoto, ronronando. – Nanami gostou dele.
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  – Contra a gata não há argumentos. – Ela se deu por vencida. – Parabéns, Ayasaki-kun. Nanami raramente se dá bem com alguém tão rápido.
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  – Sério? – Ele fez carinho na gatinha, sorrindo. – Isso é uma boa coisa, não é, Nanami-chan?
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  Eu quase engasguei com a tamanha fofura que acabei de presenciar, tendo que beber mais do suco para que a comida descesse sem maiores problemas.
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  Com toda a certeza Ayasaki-kun seria o meu fim.
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*

  – O cheiro está muito bom!
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  Haru ainda retirava os seus sapatos quando se fez presente vindo ao nosso encontro com algumas sacolas nas mãos. Ele beijou a bochecha de Mei e o topo da minha cabeça, ganhando cumprimentos alegres de volta, no entanto, parou de falar assim que bateu os olhos em Ayasaki-kun, e percebi que os dois começaram a se encarar por longos segundos até que apontaram um para o outro.
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  – Aoyama-kun?
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  – Ayasaki-kun? Achei que só te veria amanhã.
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  – Vocês se conhecem? – questionei morrendo de curiosidade.
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  – Sim, ele é um dos trabalhadores de meio período da confeitaria. – Haru sanou a dúvida. – Mei adiantou o assunto por mensagem. Você não tem lugar para ficar, certo?
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  Meu cunhado e seu modo rápido e direto de resolver as situações.
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  – Em qual momento você mandou a mensagem? – indaguei e recebi um sorriso com um joinha, não conseguindo nenhuma resposta.
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  – Eu estava pensando em usar o dinheiro que juntei para alugar um quarto pequeno e procurar outros bicos. – O ruivo coçou a nuca, porém, estava sério em relação a sua ideia.
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  – E perder a sua adolescência por culpa de terceiros? Não, nem pensar. – Haru-nii deixou as compras no outro cômodo, retornando com uma chave. – Essa é a cópia da chave do meu apartamento que tem dois quartos e espaço o suficiente para duas pessoas morarem. Eu moro há exatamente cinco minutos daqui, então não precisa ficar chateado por não achar que não poderia ver a Fumi-chan frequentemente.
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  A sua fala fez com que nós dois ficássemos com as bochechas coradas e Ayasaki-kun não sabia como reagir. A sua surpresa foi tão grande que ficou boquiaberto por um minuto, ele olhou para o objeto em seus dedos e para o meu cunhado três vezes, confirmando que não era zoação.
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  – Eu nem tenho palavras para agradecer, Aoyama-kun. Você tem certeza? – O garoto inclinou o corpo para frente, visivelmente grato.
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  – Não há necessidade. – O mais velho abanou a mão. – E é claro que tenho certeza. Inclusive, preciso saber se tem algum responsável que responda por você na escola.
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  – Tecnicamente, meu avô paterno, mas como é impossível ele vir, Kobayashi-san assumia esse papel.
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  – Ótimo. Se não tiver problemas, gostaria de conversar com o seu avô sobre a situação. Se tiver algo que não queira que eu comente, basta dizer, no entanto, quero que o mais velho esteja a parte e me dê permissão para que eu faça esse papel em sua essência. Tudo bem?
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  – Sim, não precisa esconder nada dele – assentiu. – O máximo que acontecerá é o homem querer pegar o primeiro avião para arranjar confusão com Kobayashi-san.
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  – Justo – Mei comentou despretensiosa e abraçou o seu noivo. – Não é querendo expulsá-los, todavia, creio que Ayasaki-kun queira conhecer o endereço de sua nova casa, e um certo confeiteiro tem que finalizar algumas papeladas.
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  – Como a minha linda noiva sempre tem razão? – Rimos com a sua fala. – Amanhã deixarei vocês na escola. Nada de atrasos, Fumi-chan.
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  – Ei! – O adverti com um soquinho no ombro, o vendo gargalhar.
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  – Obrigado por me receber, Satou-san – o garoto agradeceu a mim e a Mei. – Podemos trocar contato?
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  – Claro! – Escrevi o meu número em seu celular e vice-versa. – Vão com cuidado!
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  Suas figuras saíram do campo de visão, dando espaço para o som do sino dos ventos; recolhi a louça e levei para onee-chan que vestia o seu avental e já estava lavando os pratos. Peguei o pano de prato e a auxiliei, secando e guardando tudo em seu devido lugar. Sentei no sofá, decidindo se mandava ou não uma mensagem para Ayasaki-kun perguntando se tinha chegado – mesmo com a distância das casas sendo mínima.
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  – Nem parece que eu disse que era a namorada dele mais cedo…
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  – Você disse o que? – Tomei um susto com sua aparição, o que só mostrava o quão perdida eu estava em meus pensamentos.
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  – Mei-chan!
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  – Infelizmente Fumi-chan possui uma irmã fofoqueira, então? – Nós somos farinhas do mesmo saco, não há jeito quando se trata de “fofocas”.
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  – Na hora que encontrei Ayasaki-kun com a Kobayashi-san e a garota agia de maneira tão egoísta que a única coisa que me veio foi dizer que namorávamos para tirá-lo de lá.
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  – Impulsividade é a parte complicada da família… Ou a dádiva? – A mulher riu e se apoiou no sofá. – Não te julgo por isso, afinal, eu e Haru fomos idiotas o bastante para achar que namorar de mentira daria certo no início. Enfim, que tal tomar um banho e descansar? Suas aulas vão ter início em breve, já deixe a mochila pronta pra caso acorde atrasada. – Rolei os olhos com o seu sarcasmo.
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  Não é à toa que ela e Haru se davam tão bem.
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  Acatei a sua ideia e enchi a banheira, jogando um de seus sais de banho para usufruir por completo da experiência. A água gelada me refrescou, e fiquei brincando com a esponja a fim de me distrair de um certo alguém que não saía da minha mente. Alcancei meu celular e chequei o grupo com as meninas, respondendo as imagens que haviam mandado; Yuki e Aoi foram em um restaurante e pediram diferentes pratos, me incluindo em suas aventuras gastronômicas por meio de fotos. A ansiedade para revê-las é grande, e sei que o nosso segundo ano seria minimamente memorável, visto que qualquer momento com elas é incrível! Fico imaginando como será de fato a vida colegial, e confesso que tenho esperanças de que seja tranquila apesar de ter um pressentimento que terá alguns problemas?
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  De qualquer maneira, isso é algo para a Fumi do futuro se preocupar.
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  Enrolei a toalha no meu corpo e fui para o meu quarto, pondo o pijama e comecei a secar o cabelo quando meu celular apitou. Abri as notificações e o meu coração deu uma palpitada ao ver o nome de Ayasaki-kun na tela.
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  “Aoyama-kun me deu um tour pelo apartamento, é bem legal!
  Eu ia te mandar mensagem assim que chegamos, mas Aoyama-kun disse que ia me ajudar a desfazer a mala e acabei tomando um banho depois 🙂
  E você, Satou-san? Como foi o restante do dia?”
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  “Que bom que gostou! Eu e Mei o ajudamos com a escolha hehe
  Nada demais, arrumamos a cozinha e também tomei um banho.
  Oh! Ayasaki-kun, qual é a escola que você frequentará?”
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  “Vocês têm bom gosto!
  Himawari Gakou, e Satou-san?”
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  “Himawari Gakou :)”
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  “Que coincidência, não é?
  Aoyama-kun está me chamando, mas espero que possa descansar bem antes da aula, Satou-san.
  Nos veremos no primeiro horário amanhã! :)”
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  “Não permita que Haru-nii te dê muito trabalho hehehe
  Bom descanso e até amanhã, Ayasaki-kun.”
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  Bloqueei a tela com um largo sorriso, sentindo uma sensação engraçada no meu interior. Ajeitei os materiais na mochila e coloquei quatro pirulitos dentro, fazendo uma nota mental que teria que levar o uniforme de educação física também. Quatro horas se passaram desde que eu e o Ayasaki-kun trocamos mensagem, e eu me preparava para dormir ao dar a última checada no celular e perceber que havia uma mensagem não lida.
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  “Indo dormir, mas não consigo parar de pensar em Satou-san hehe
  Durma bem :)”
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  – Eu também não consigo para de pensar em você, Ayasaki-kun – sussurrei para mim mesma.
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  Tratei de tentar pegar no sono o mais rápido possível, ignorando novamente a sensação. Estou certa de que amanhã seria um ótimo dia!
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  Oh, se eu soubesse o que aconteceria não teria afirmado com tamanha convicção.
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  N/A: Assim, eu amo a Mei, sabe KKKKKKKK
  Ela e o Haru são um casal tão lindinho, e um dia vocês vão descobrir o motivo do namoro de mentira deles hehe;
  Haru chegou para salvar o dia e felizmente Ayasaki-kun tem uma casa, além do fato que nossos protagonistas irão para a mesma escola \o/
  Alguma ideia do que pode acontecer?
  Espero que gostem e não se esqueçam de comentar!
  Até a próxima atualização <3

Capítulo 4 – how do you want to act?

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  Escutei o meu despertador tocar pela quarta vez, sinalizando que o modo soneca continuaria tocando se eu não o desligasse. Procurei meu celular no meio da bagunça que se encontrava a minha cama, o achando por conta da sua capinha um tanto chamativa e chequei as mensagens, mandando algumas de bom dia para Aoi e Yuki. Rever minhas melhores amigas depois de muito tempo me causa uma certa euforia, e a ansiedade que eu sentia era em partes por causa do reencontro; a outra era por conta de Ayasaki-kun e o fato dele ter tirado o meu sono durante a noite.
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  Eu já estava pronta quando Mei bateu na porta preparada para me acordar, se surpreendendo ao me ver completamente arrumada. Ela comentou que o café estava pronto e fomos comer, conversando sobre minhas expectativas para o primeiro dia de aula. Meia hora depois escutamos o som das buzinas, anunciando que Haru-nii havia chegado e onee-chan me entregou dois bentou, dizendo que um era de Ayasaki-kun.
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  – Alguém acordou cedo hoje. – Rolei os olhos com seu comentário, sentando ao lado do ruivo no banco de trás.
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  – Bom dia, Satou-san. Dormiu bem?
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  – Bom dia. Dormi, e você? – O encarei incrédula com a audácia de sua pergunta.
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  – Não tão bem… – Ele se aproximou da minha orelha. – Não conseguia parar de pensar em alguém, sabe?
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  – Então isso nos faz dois. – Virei um pouco o meu rosto e o vi com as bochechas coradas.
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  – Sem cochichos no carro! – Haru riu. – Não vou poder buscá-los, mas espero vê-los na confeitaria mais tarde.
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  – Entendido! – respondi. – Obrigada pela carona, Haru-nii.
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  – Boa aula para ambos!
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  Assistimos o mais velho ir embora e encaramos a fachada da escola, observando os outros alunos adentrando o local. Engatamos uma conversa e andamos em direção ao curto lance de escadas, e não pude deixar de reparar nos olhares curiosos que recebíamos. O garoto sorriu sem graça, compartilhando do mesmo sentimento que eu, e tentei ignorar toda a atenção – já conseguia ouvir as vozes de Yuki e Aoi felizes por suas popularidades continuarem no topo por conta dessa curiosidade alheia. Fomos na sala do diretor, que nos encaminhou para a sala dos professores, informando quem cuidaria da nossa sala; Nakamura-sensei fez sua apresentação, aparentando ser bem simpática e comunicativa. A mulher nos deu alguns materiais de suas últimas aulas para estudarmos em casa, e guiou a gente para a sala de aula “2-B”, abrindo a porta em seguida. O silêncio após sua presença é um fator que éramos acostumados, contudo, fui tomada por um pequeno nervosismo ao me dar conta do ambiente.
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  – Bom dia, alunos. Antes de iniciarmos a aula, gostaria de anunciar os seus novos colegas de classe. Espero que possam se dar bem.
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  – Olá, meu nome é Satou Fumi. – Dei a largada com uma certa incerteza e Ayasaki-kun deu um sorrisinho.
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  – Olá, meu nome é Ayasaki Kyo.
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  – Vocês podem se sentar nos assentos disponíveis próximos a…
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  – FUMI-CHAN! – Yuki acenou alegremente para mim.
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  – Senhorita Sengoku – Nakamura-sensei a advertiu com o olhar.
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  – Desculpa, desculpa. – A garota voltou ao seu lugar, mas ainda estava animada por me ver.
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  – Fumi-chan, não acredito que ficamos na mesma sala! – Aoi acordou de seu cochilo matinal, porém demonstrava tanta alegria quanto a outra.
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  – Nem eu! Vamos pôr tudo em dia durante o intervalo antes que a sensei fale algo. – As duas concordaram.
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  – Então vocês estão ou não namorando?
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  Quando o alarme para o almoço soou, as meninas puxaram eu e Ayasaki-kun para o terraço, alegando que se não fugíssemos logo os demais nos cercariam como presas. Felizmente essa parte da escola é vazia, e soubemos mais ou menos como funcionam as coisas por aqui. Nesse meio tempo, eu e o ruivo expusemos a situação para Sengoku e Ito, que não se surpreenderam, pelo contrário, adoraram saber dos detalhes.
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  – Considerando que Kobayashi-san estuda na 2-C, tecnicamente estamos – respondi, agradecendo mentalmente por não termos esbarrado com ela.
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  – Kobayashi Yoshiko? – assenti. – Nunca caímos na mesma classe.
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  – Ela tem a sua reputação e um grupinho, não duvido que vá criar boatos. – Yuki revirou os olhos. – No entanto, não temam! Vocês têm as duas garotas mais populares da Himawari Gakou ao seu lado!
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  – Elas são sempre energéticas – comentei com Ayasaki-kun. – Pensei que tinham se mudado recentemente?
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  – Morávamos em Quioto já tem um tempinho. Eu e a garota estudávamos em escolas diferentes, a minha era uma só para garotos e mais perto da antiga casa. Como houve o divórcio, Kobayashi-san ficava no apartamento de seu pai para continuar frequentando esse colégio, porém dava um jeito de voltar para sua mãe.
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  – Parece mais que ela queria voltar para você, Ayasaki-kun – Aoi disse, apontando seu hashi para ele. – Já cansei de ouvi-la cochichando sobre sua paixonite.
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  – Eu recusei a sua declaração. – O vi dar de ombros, saboreando o seu takoyaki.
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  – Oh, temos um arrasador de corações entre nós! – Yuki arqueou uma sobrancelha. – Nem ouse brincar com os sentimentos da nossa querida Fumi-chan.
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  – Leve as palavras de Yuki-chan a sério, Ayasaki-kun. O seu histórico não é lá dos mais exemplares. – Não pude evitar de soltar uma gargalhada ao recordar o passado da minha amiga, e o ruivo não ligou para a sua fala, rindo junto comigo.
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  – Podem ficar tranquilas que minhas intenções com Satou-san são as melhores.
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  – São, não é? – Aoi deu uma risadinha maliciosa de brincadeira.
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  – Não provoquem tanto o pobre, meninas.
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  – Tudo bem, tudo bem! Mas, só para confirmar o álibi do nosso querido casal: vocês namoram há dois meses e se conheceram por meio de um jogo, marcando um encontro pessoalmente.
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  – Isso – concordei terminando de comer o meu almoço. – Inclusive, como quer agir?
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  Aoi e Yuki tinham acabado de se retirar após a confirmação, indo na frente para a sala de aula; eu e Ayasaki-kun finalizamos de arrumar as marmitas e, com os minutos que sobravam, decidi perguntar-lhe sobre alguns detalhes do “relacionamento”.
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  – Como Satou-san quiser.
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  – Certeza? – ponderei. – E se eu agir como uma namorada ciumenta e controladora?
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  – Sem problemas, contanto que seja você.
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  – Ei! – Senti as bochechas corarem, e logo eu e ele ríamos da situação. – Sério, nunca aceite alguém assim na sua vida.
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  – Satou-san é uma gracinha quando fica séria, sabia?
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  – E você é um arrasador de corações, sabia? – Lhe dei a língua e rolei os olhos.
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  – Não precisa se preocupar, e espero que também não se envolva com esse tipo de pessoa.
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  – Pode deixar. – Fiz um joinha com a mão. – Ayasaki-kun?
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  – Sim?
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  – Se você encontrar alguém legal e começar a gostar dessa pessoa, está tudo certo em terminar o nosso “namoro”. – Tentei dar um pequeno sorriso, todavia, senti uma sensação estranha em ter esse pensamento.
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  – Boba. – O garoto bagunçou o meu cabelo. – Eu já tenho essa pessoa.
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  Evitei encará-lo, entretanto, me vi perdida em seus olhos castanhos esverdeados no segundo seguinte, dando a vitória do momento para ele. Não posso negar que fiquei genuinamente feliz com a sua resposta, e tenho esperanças que o que eu sentia era recíproco.
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  Certo?
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  A escola era realmente grande.
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  Além das diversas classes, o refeitório é espaçoso e o colégio possui duas quadras, com vestiários separados para cada uma e um tipo de auditório que servia para o clube de teatro – sem contar a piscina para natação. Comparada ao lugar que eu estudava anteriormente, Himawari Gakou é duas vezes maior, com muitas opções para atividades extras e seus clubes. Ganhei alguns panfletos para me ajudar a escolher em qual eu me inscreveria, contudo, talvez eu opte por uma que não seja todos os dias para poder trabalhar de meio período. Eu e Mei chegamos a um acordo de que, com tanto que não afete os meus estudos, não importa o que eu queira fazer, é só comunicá-la. A liberdade e confiança que onee-chan fazia questão de ter comigo é um fator que eu admiro, e fico extremamente feliz em tê-la como irmã e como alguém que eu possa contar tudo.
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  Para o primeiro dia de aula, a conclusão que tirei foi que nada tão alarmante aconteceu. Alguns colegas vieram falar com o nosso quarteto – eu, Ayasaki-kun, Aoi e Yuki – e senti que a maioria é amigável, não ligando em fazer amizades com os novatos – mais um ponto diferente da minha antiga escola. O assunto aleatório da vez foi se abacaxi ia ou não na pizza, visto que era um dos lanches favoritos de Ito e a única que votou a favor desse sabor.
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  – Infelizmente, no sábado comeremos hambúrguer, e mesmo que escolhêssemos pizza, seria qualquer uma menos a sua. – Yuki sorriu vitoriosa.
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  – Fumi-chan – Aoi veio me abraçar chorosa –, Yuki está sendo malvada.
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  – Yuki-chan, dê uma folga para o nosso bebê. Mas Aoi, ninguém gosta dessa combinação, sinto muito.
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  – Podemos pegar uma pizza pequena para você, Ito-san. – O ruivo surgiu com a ideia, e a garota automaticamente segurou o seu braço com os olhos brilhando.
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  – Eu te denomino o meu melhor amigo, Ayasaki-kun! Vocês acabaram de ser rebaixadas. Pensarei se perdoarei vocês… – ela empinou o nariz, fingindo que estava chateada.
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  – E se pagarmos a sua pizza?
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  – Meu Deus, como eu amo as minhas melhores amigas! – Ito se jogou em nossos braços com a sua cara de pau.
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  – Acostume-se, Ayasaki-kun, se não tomar cuidado essa menina vai te enganar para pagar os seus lanches.
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  – Ayasaki-kun.
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  Fomos interrompidos por Kobayashi-san e seu grupo que distribuía olhares um tanto nada simpáticos. O dia estava bom demais para ser verdade.
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  – Temos que conversar.
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  – Não temos mais o que conversar? – Sua pergunta retórica a pegou desprevenida.
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  – Como não? Você ainda não pediu desculpas para mamãe, devia se apressar para voltar para a nossa casa.
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  – Se é isso que quer conversar, não tenho o que dizer.
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  – Ayasaki-kun! – Sua voz aumentou um pouco.
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  – Kobayashi-san, preciso ir. Tenha uma boa tarde.
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  – Pare com essa bobeira, você deveria ser grato por tudo o que fizemos por você! Se não fosse pela gente, Ayasaki-kun estaria que nem da primeira vez que o vi: patético e abandonado!
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  A tensão causada pelo silêncio é densa e pesada, de modo que ninguém ousou a quebrá-la. O meu sangue está fervendo; assistir à reação do garoto foi de partir o meu coração, e sei que Aoi e Yuki estavam se segurando para não interferir.
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  – Desculpa, eu não sei o que deu em mim. – O rosto da garota mudou a expressão completamente. – Ayasaki-kun…
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  – Acho melhor você ir embora, Kobayashi-san. – Entrei no meio deles, entrelaçando os meus dedos com os dele em sinal de conforto. – Eu e o meu namorado temos planos, e não quero que suas palavras incomodem o nosso planejamento. E sinto muito que essa seja a visão que tenha de Ayasaki-kun. Você definitivamente não conhece o garoto com quem cresceu.
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  O puxei para os portões, sendo acompanhada das meninas e nos despedimos na esquina próxima ao colégio. Fiz questão de parar em uma lojinha para comprar dois picolés, e saboreávamos a sobremesa sem trocarmos uma única frase.
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  Apenas caminhamos até a confeitaria na companhia um do outro, de mãos dadas e pondo os pensamentos no lugar.
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  N/A: E aí, o que acharam desse capítulo?
  O tão esperado primeiro dia de aula chegou! Yuki e Aoi acolhendo o Kyo como se fossem bffs há séculos, quem amou?
  Eu adoro as interações da Fumi e do Kyo, são adoráveis demais!
  Para um namoro de mentira, até que nossa querida Fumi está assumindo o seu papel melhor que muitos protagonistas por aí que tem um de verdade, sabe KKKKKKKK

Capítulo 5 – so shine bright, we’re beautiful like diamonds in the sky

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  – Sejam bem-vindos à confeitaria Haru no Hana[*]!
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  Fomos recebidos com biscoitos em formato de flores, e ao dar uma espiada por dentro do recinto, pude observar toda a decoração; além dos balões, tinha uma faixa parabenizando pela abertura e as mesas possuíam saquinhos com mini cookies para que os clientes levassem como lembrança. O local é bem espaçoso, e o balcão é daqueles que tem banquinhos e uma ótima vista para as vitrines, então já dava para imaginar o quão concorrido sentar ali seria, assim como o restante da confeitaria também – afinal, o lugar estava simplesmente perfeito.
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  Cumprimentamos a moça que nos recebeu, logo sendo encaminhados para a área dos funcionários e pude avistar Haru e Mei em seus devidos uniformes. Eles nos avistaram rapidamente, vindo ao nosso encontro visivelmente animados com a inauguração, mas principalmente com o nosso primeiro dia de aula. Demos um breve resumo de como foi, deixando de fora a questão da Kobayashi-san e onee-chan disse para eu convidar Yuki e Aoi quando elas tiverem um tempinho.
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  Meus planos de emprego de meio período não eram relacionados à confeitaria, por mais que eu quisesse ajudá-los quando precisassem, Mei e Haru não queriam me liberar para trabalhar de graça, e acabei por aceitar em ser paga. No momento, com a mudança de escolas e tudo mais, percebi que no final seria mais fácil trabalhar com eles, contudo, tenho planejamentos de no próximo ano ir trabalhar em outras áreas para ter um pouco de experiência. Ou talvez continuaria na confeitaria até entrar na faculdade.
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  Uma coisa que aprendi nesses últimos dias é que o destino gosta de brincar com a minha vida.
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  Haru-nii e minha irmã eram os confeiteiros chefes, e enquanto Ayasaki-kun seria um dos garçons e cuidaria das entregas, os meus turnos seriam variados e eu faria de tudo um pouco dependendo da demanda. Hoje eu vou cuidar das comandas e dos pedidos para a viagem, e depois de trocar a minha roupa, fiquei na entrada do estabelecimento juntamente de Suzuki-san, uma funcionária que descobri ser vizinha da nossa loja e que estava prestes a completar os seus 28 anos – e é claro que meus familiares já se programavam para fazer uma surpresa de aniversário para a mulher, ambos adoravam uma comemoração.
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  O turno foi bem agitado e tranquilo, atingindo dois extremos que não imaginei que fosse possível; tivemos mais clientes do que o esperado, no entanto, felizmente não teve nenhum problema e conseguimos dar conta dos inúmeros pedidos, graças à equipe que compõe o time da confeitaria. Ainda faltava uma hora e meia para fecharmos e Mei solicitou que eu e Ayasaki-kun fôssemos fazer a entrega de alguns doces e nos dispensou, alegando que precisamos focar na escola. Antes de eu sair, a vi dando uma piscadela para mim e eu lhe mostrei a minha língua, tirando uma risada sua. Provavelmente a mais velha percebeu que havia acontecido algo mais cedo e queria dar uma forcinha.
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  – Bom trabalho hoje, Ayasaki-kun – comentei após termos finalizado as entregas.
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  – Você também, Satou-san. – O garoto sorriu de lado, olhando para o céu. Por mais que a sua simpatia tenha tomado conta durante o trabalho, agora era nítido que ele devia estar pensando no ocorrido. – As estrelas estão brilhantes. Igual no dia do enterro dos meus pais.
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  O silêncio retornou e eu não o quebrei, pois sei que Ayasaki-kun queria falar mais, então eu o esperaria.
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  – Por mais que fosse um dia triste, as estrelas no céu pareciam estar felizes e, mesmo chorando, eu senti como se elas me abraçassem. Minha única reação foi ficar parado e, das coisas que relembro, esse momento é o mais nítido daquele dia. Toda vez que as estrelas estão tão iluminadas a imagem dos meus pais surge na minha mente e eu posso escutá-los dizendo que as estrelas são como diamantes, brilhando tão alto no céu. Eu queria ficar no céu como uma estrela e não me sentir patético e triste.  – O seu sorriso era sincero, e algumas lágrimas caíam por nossas bochechas. O puxei pela mão para uma pracinha que passamos na ida, fazendo com que o garoto sentasse em um dos bancos.
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  – As estrelas também se sentem tristes.
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  – Hum? – Acredito que Ayasaki-kun tenha me encarado com uma feição confusa, mas não o olhei.
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  – Não é sempre que elas estão brilhando e não temos nenhuma garantia de quando isso acontecerá. O céu pode estar sem nenhuma nuvem, contudo, não há garantia de que as estrelas estarão visíveis. Meu pai costumava dizer que as pessoas são como estrelas, e que está tudo bem em não ser brilhante todo dia, mas que tínhamos que tomar cuidado para não perdermos o nosso brilho permanentemente; que não tem problema em se sentir mal, porque depois de um tempinho, nós voltaríamos a brilhar intensamente. Que nem as elas. – Pausei. – Se sentir triste e patético acontece, e não há nada de errado em se sentir desse modo. Depois que esses sentimentos passarem, você voltará a brilhar como uma estrela. E tudo bem se no dia seguinte não brilhar, você não precisa se forçar a nada, Ayasaki-kun.
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  No segundo que virei o meu rosto para vê-lo, os seus braços me envolveram em um abraço apertado, e eu o retribuí. O cheiro do seu shampoo é doce, e automaticamente levei uma mão para o seu cabelo, de forma que o carinho o confortasse de algum jeito. A brisa do verão trazia um ar mais leve, balançando as folhas da árvore acima da gente; escutei o seu suspiro e nos afastamos, entretanto, com os dedos entrelaçados. Tirei um lenço da minha mochila e o ofereci, vendo que o garoto fez um bom uso do pedaço de pano.
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  – Eu fiz esses biscoitos para você. – Entreguei-lhe o pacotinho. – Eu e Mei assamos alguns em casa. Eu pretendia te presentear na escola, mas agora parece ser uma boa hora. – Sorri.
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  – Muito obrigado, Satou-san. – O seu humor aparentava ter melhorado. – Posso comer?
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  – Por favor! – Ri com a sua pergunta e de sua expressão de animação. Ayasaki-kun era extremamente adorável. – Gostou?
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  – Uhum – disse com certa dificuldade por ainda mastigar os cookies. – São os melhores que já comi.
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  – Não me iluda, Ayasaki-kun. Meu coração é fraco. – Lhe dei um tapinha no braço.
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  – Eu nunca vou te iludir, Satou-san. – O garoto me olhou seriamente. – Eles são os melhores porque foi você que os fez. – Ele se aproximou o bastante para dar um beijo na minha bochecha, me fazendo corar automaticamente. – Obrigado pela conversa e pelos biscoitos. E por estar do meu lado.
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  – Você acha que vou me contentar com um beijo na bochecha? – Arqueei uma sobrancelha. – Não pense que tudo bem sair beijando os outros e achar que vai ficar por isso mesmo.
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  Eu retribuí o seu gesto na intenção de fazê-lo se sentir um tanto envergonhado, mas ao contrário do que eu esperava, o seu olhar cruzou com o meu e mais uma vez me vi perdida no nosso holofote particular, e nada mais importava. Uma de suas mãos segurou o meu rosto gentilmente, e como se fosse em câmera lenta, nossos rostos diminuíam a curta distância até que nossos lábios se tocaram, iniciando um beijo doce e com sabor de baunilha. Provavelmente Ayasaki-kun ouviria as batidas do meu coração de tão altas que estavam, e eu só voltei a raciocinar quando nos separamos e colamos a testa um no outro.
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  – Gostou da recompensa?
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  – Não era nesse sentido que eu estava falando… – fiz um biquinho. – Mas não posso negar que gostei.
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  – Eu sei. – Ele riu e depositou um beijo no topo da minha cabeça. – Eu também gostei e se Satou-san quiser, podemos repetir mais vezes.
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  – É uma boa ideia. – Me levantei, esticando minha mão para o garoto. – Contudo, só com a condição de me levar para um encontro.
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  – Isso é óbvio, Satou-san. – Ayasaki-kun se juntou a mim e começamos a caminhar para irmos embora. – Quer ir em um encontro comigo no domingo?
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  – Pensarei no seu caso. – Caímos na gargalhada com a minha resposta, sem conseguirmos manter a seriedade por bastante tempo. – Que tal me buscar às três horas?
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  – Combinado.
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  O trajeto para casa foi iluminado pelas estrelas e o luar, além de conversarmos sobre assuntos aleatórios, eu sentia algo diferente dentro de mim.
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  Será que isso é o que chamam de amor?
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  Talvez seja cedo para ter uma resposta concreta, mas sei que eu quero sentir isso por Ayasaki-kun por muito tempo.
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  *Haru no hana: flor da primavera. ↑ Voltar para o texto


  N/A: Eu AMO um casal emocionado, sério!!!!!
  Fumi e Kyo seguem sendo extremamente adoráveis e tá sendo bem legal escrever sobre eles descobrindo o amor. Claro, teremos mais dramas a seguir, mas nada que abalará o nosso casal (ou será que vai?)
  Quais são as expectativas pro próximo capítulo? Posso adiantar que provavelmente terá o encontro deles, mas e depois do encontro… qual drama pode acontecer na escola após um colega vê-los juntos? Hehe
  Bom, por hoje é isso. Não esqueçam de comentar!!!
  Até a próxima atualização <3

Capítulo 6 – my heart already belongs to someone

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  – Satou-san?
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  A voz um tanto sonolenta de Ayasaki-kun soou próxima da minha orelha, fazendo com que eu desse um pequeno pulo com o susto; a lembrança da noite anterior estava fixa em minha mente, e automaticamente senti as bochechas corarem e toquei os meus lábios, ainda um pouco desacreditada no nosso beijo. Por conta da animação, eu acabei acordando sem precisar do alarme e consequentemente assustei Mei, que sabia de toda a história. Sua reação foi bem tranquila, e a mais velha disse que sabia que cedo ou tarde isso ocorreria, mas que não era para eu hesitar em conversar com ela caso eu precise. Isso me deixou alegre e aliviada por ter alguém que eu possa contar, contudo, depois de bancar a irmã madura e acolhedora, onee-chan queria mais detalhes de como foi a situação, o que nos custou quase perder o horário para o café. Independente desse “atraso”, cheguei no ponto de encontro – vulgo esquina de casa – dez minutos adiantada e, pelo visto, Ayasaki-kun também.
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  – Bom dia! – comentei meio atrapalhada por estar me recuperando do susto, porém, não consegui não reparar no seu cabelo bagunçando e na sua carinha. – Com sono?
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  – Mais ou menos. – Bocejou. – Foi difícil dormir depois que uma certa pessoa teve que ir embora. Mas, no momento estou curioso para saber o motivo da sua distração.
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  – Oh, é mesmo? – O olhei com os olhos semicerrados, fingindo que eu acreditava que o garoto não sabia a razão. – Talvez em qual lugar um certo alguém me levará em nosso primeiro encontro.
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  – Olha que coincidência: eu estava pensando a mesma coisa! – Ele entrelaçou sua mão na minha e eu a apertei carinhosamente. – Tem algum local que você queira ir?
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  – Aoi e Yuki viviam me mandando fotos de parques, restaurantes e cinemas, no entanto, como me mudei recentemente, imaginei que seria melhor conhecer esses lugares com um guia.
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  – O seu desejo é uma ordem, Satou-san. – Sorri satisfeita com a resposta, arrancando uma risada abafada dele. – Agora, o que vai fazer para me compensar?
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  – Por?
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  – Ter me feito perder o sono – Ayasaki-kun falou com uma feição séria e eu logo ri, achando seu esforço uma graça.
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  – Que tal isso? – Fiquei na ponta do pé e puxei seu ombro para baixo, depositando um beijo na sua bochecha.
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  – Aceito mais compensações futuramente…
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  – Só se for bonzinho, sim?
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  Nosso trajeto até a escola foi recheado de assuntos aleatórios e planejamentos para o tão aguardado domingo.
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*

  O intervalo entre as aulas estava sendo mais demorado que o normal, todavia, foi avisado que se nossa professora não conseguisse chegar em cinco minutos nós iríamos para a quadra assistir a aula da outra turma. Meus colegas se encontravam espalhados pela sala, extremamente contentes e torcendo para que fôssemos rapidamente para o lado de fora, que foi o que acabou ocorrendo após a espera. Eu e as meninas decidimos ficar jogando com alguns alunos em um canto enquanto Ayasaki-kun se juntou ao restante da nossa turma para jogar contra a 2-C. Avistei Kobayashi-san e seu grupo no meio da quadra, tentando ignorar suas presenças e voltando a focar no meu jogo. É meio inevitável não me preocupar com o garoto após ontem, contudo, não quero que estraguemos nosso dia com as lembranças de ontem, então apenas sorri para Ayasaki-kun ao perceber o seu olhar igualmente preocupado para mim.
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  Se passaram vinte minutos desde que decidimos sentar e assistir os demais na quadra, e tudo estava em perfeita harmonia até um grupo de meninos se aproximarem e se apresentarem para a gente, provocando uma série de murmúrios.
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  – Acho que não nos conhecemos, certo? – o do meio comentou, sorrindo em seguida. – Eu sou o Honda Shun, e eles são Takahashi Hayate e Kozume Koshi. Prazer em conhecê-las.
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  – Corta essa, Honda-kun – Yuki revirou os olhos –, nos conhecemos desde a creche.
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  – E você insiste em me chamar pelo sobrenome, Yuki-chan?
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  – É o que você merece. – Minha amiga lhe deu um peteleco na testa.
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  – De qualquer maneira – ele se virou para mim –, prazer em conhecê-la, Satou-san.
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  – Um dia na nova escola e já sou famosa assim? – Olhei feio para um grupinho que cochichava um tanto alto atrás da gente. – Bem, não preciso dizer meu nome, não é?
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  – Não há necessidade, mas eu adoraria se trocássemos números.
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  – Hum? – Pisquei algumas vezes até observar que Honda-kun era sincero, e por mais que eu não ligue para pessoas diretas demais, fiquei brevemente surpresa com sua fala. – Se a sua intenção for para amizade, quem sabe?
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  – Não há espaço para mais que isso? – Ele inclinou a sua cabeça para o lado, confuso e genuinamente curioso.
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  – Agradeço o interesse, mas meu coração já pertence a alguém. E somente a essa pessoa.
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  Nesse mesmo momento Ayasaki-kun surgiu, chamando o meu nome; seu rosto estava vermelho por ter corrido, entretanto, aposto que o ruivo escutou o que eu acabara de dizer, e isso fez com que o meu coração acelerasse por completo. A sua franja estava presa com grampos e os seus lábios entreabertos formaram um sorriso atrevido ao ler a situação, e pude sentir o seu braço envolver o meu ombro, me puxando para perto.
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  É, Ayasaki-kun havia escutado tudo.
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  – Prazer, Ayasaki Kyo.
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  – O famoso Ayasaki-kun? Kobayashi-san fala muito de você.
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  – Por falar nela, a garota está te olhando. Que tal ir falar com ela? – Yuki o empurrou.
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  – Já entendi, Yuki-chan. – Honda-kun ergueu as mãos como se estivesse se rendendo. – Até mais, Satou-san, namorado e meninas. Espero que possamos ser amigos!
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  Soltei o ar pesadamente, massageando as têmporas e recebi um beijo rápido de Ayasaki-kun no topo da cabeça. A última coisa que eu queria no meu ano escolar era drama, e a cada dia parece mais que eu estou dentro de um anime shoujo.
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*

  O restante da semana passou voando, e felizmente nada de tão extraordinário aconteceu. Honda-kun vinha falar comigo sempre que podia independente de eu tê-lo rejeitado, contudo, ele não ultrapassava nenhum limite. Yuki prosseguia sem paciência para ele, Ayasaki-kun o travava de modo mais “amigável” que minha amiga e Aoi se dividia entre reclamar que queria comer pizza com abacaxi e em trocar mensagens com uma pessoa misteriosa. Kobayashi-san, bem, não tive tempo para prestar atenção na garota, porém algo me dizia que a calma de agora não duraria muito.
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  Enfim, domingo finalmente chegou e eu estava mais que pronta para passar horas e horas na companhia de Ayasaki-kun!
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  N/A: Mais uma atualização e perdoem a autora por não ter colocado o date dos dois nesse capítulo, mas achei que seria melhor trazer no próximo, visto que terá um foco maior só neles <3
  O que acharam do nosso querido Honda Shun? Straightforward too much? HAHAHAHA
  Opiniões sobre ele? Será que Kobayashi-san ganhará um aliado? Cenas para o próximo capítulo hehe
  E quais são as expectativas para o local do primeiro encontro de Kyo e Fumi?
  Até a próxima atualização <3

Capítulo 7 – the day i said “i like you”

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  – Certo, hoje é o dia!
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  É impossível negar que a animação que eu sentia não tinha nada a ver com Ayasaki-kun, visto que finalmente domingo chegou e, com esse dia tão especial, o nosso encontro aconteceria muito em breve. Dei uma última olhada no espelho, contente com a combinação que escolhi; guardei meus pertences na bolsa e a coloquei atravessada, ajeitando o meu cabelo que optei em deixar solto e segui para a sala. Mei não mediu esforços para me elogiar e disse que qualquer coisa era só ligar para ela ou Haru, e assim nos despedimos sem delongas. Meu coração batia tão rápido que acho que é capaz de alguém escutá-lo e, no momento que avistei Ayasaki-kun, tive a certeza de que ele errou uma batida. Por conta do calor, o garoto tinha prendido a sua franja na lateral com grampos, e pela primeira vez eu o vi de óculos, o que fez com que eu o achasse extremamente adorável e atraente. Levei minha mão à minha bochecha, a sentindo aquecida e me aproximei, afastando certos pensamentos.
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  – Satou-san! – O ruivo acenou alegremente.
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  – Bom dia, Ayasaki-kun! – Corri até ele, sorrindo.
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  – Preparada para um dia de diversões?
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  – Eu nasci preparada! – Não pude deixar de rir de seu trocadilho.
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  – Ótimo! – Entrelaçamos os dedos. – Primeira parada: metrô.
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  A distância entre nossas casas para o parque era de meia hora, então aproveitamos o trajeto para compartilharmos algumas músicas e escutar outras, de modo que, quando percebemos, a entrada do parque já era visível.
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  – Seja bem-vinda a um dos melhores lugares de Quioto! – Ayasaki-kun falou como se fosse um guia turístico. – Depois de garantirmos nossos ingressos, seguiremos para o brinquedo que minha cliente desejar.
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  – Oh, eu posso escolher? – Dei uma rápida olhada no enorme parque, logo decidindo. – Montanha–russa.
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  – Fico feliz em saber que Satou-san gosta de aventura. Duas cartelas, por favor – solicitou ao moço. – Obrigado. Aconselho irmos naquele ali também já que curte adrenalina.
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  – Trem fantasma? – Arqueei uma sobrancelha, meio desacreditada se o brinquedo daria medo de verdade.
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  – Nunca duvide da capacidade de um trem fantasma. Até hoje tenho arrepios – ele comentou um tanto exagerado, me fazendo confiar ainda mais no meu julgamento.
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*

  Duas voltas na montanha–russa e uma ida ao trem fantasma foram o suficiente para eu ter a minha dose de adrenalina do ano.
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  – Nunca julgue um livro pela capa…
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  Sentei em um banco enquanto Ayasaki-kun trouxe uma garrafinha de água, igualmente sem fôlego. A atração que achei que era tranquila acabou se tornando completamente diferente no segundo que pus meus pés dentro e reparei que não havia trem, e sim que tínhamos que ir andando. Foi uma experiência única, afinal, eu e o garoto ficamos abraçados o trajeto todo por culpa do medo – óbvio que não foi só pelo susto –, e no final eu não sabia quem gritou mais.
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  Nosso passeio continuou até o final da tarde e após termos ido em praticamente todas as atrações, optamos por ir na roda gigante por último para vermos o pôr do sol. Encostei as costas no brinquedo, observando o céu alaranjado; estar aqui com Ayasaki-kun parecia um sonho, e poder compartilhar dessa bela vista consigo é um ótimo bônus.
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  – Gostou do parque?
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  – Está brincando? Eu amei! – comentei entusiasmada, deitando a cabeça em seu ombro. – Tirando o trem fantasma.
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  – É, isso será uma assombração em nossas vidas…
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  – Qual é a dos trocadilhos? – O encarei.
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  – Não sei – deu de ombros –, quando eu uso óculos esse meu lado aflora?
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  – Hum… – ponderei, pegando em sua mão. – Obrigada pelo incrível dia, Ayasaki-kun.
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  – Sou eu quem tem que agradecer. – Ele colou nossas testas e suspirou. Um sorriso surgiu em seus lábios e não pude deixar de sorrir. – Além de te ter para mim, hoje pude conhecer mais sobre Satou-san e sua paixão por aventura, o fato de que você adora tirar fotos com os personagens do parque e que tem um bom apetite que nem eu. Mas, mais do que isso, eu pude ter uma das visões mais lindas que já tive: Satou-san extremamente feliz com um sorriso radiante.
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  Eu fiquei sem palavras, demorando para reagir ao que escutei; olhei para Ayasaki-kun e vi um olhar que brilhava tanto quanto o sol, visivelmente feliz por termos tido esse encontro. Eu segurei o seu rosto e o puxei para perto, selando nossos lábios. Nos separamos ao perceber que o brinquedo parou, vendo que estávamos no topo da roda gigante, o que resultou em diversas fotos de nós dois. Logo troquei a foto de fundo do meu celular para uma do garoto, e ele fez o mesmo, pondo uma minha de quando fizemos a pausa para o almoço. Começamos a rir da similaridade de nossas ações, e alguns minutos se passaram desde que o brinquedo voltou a funcionar.
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  – De morango para você e de uva para mim.
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  Paramos na loja de conveniência na volta para casa, tentando ganhar mais tempo juntos e aproveitamos para comprar os picolés. Ayasaki-kun e eu estávamos fazendo uma série de perguntas aleatórias um para o outro, a fim de nos conhecermos mais, e os resultados foram tão aleatórios que não nos aguentamos e rimos muito.
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  – Você gostaria de ser um dragão ou uma águia?
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  – Dragão, obviamente. Soltar fogo seria tão legal.
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  – Acho que fico com a águia – falei. – Gosto de como são.
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  – Eu também gosto de Satou-san como ela é – ele disse baixinho, se aproximando. – Mas você gostaria de mim mesmo eu sendo um dragão?
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  – Sendo um dragão ou não, eu gostaria de Ayasaki-kun… – Fiz uma pausa dramática. – Um pouco.
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  – Só um pouco? – Assenti. – Pelo visto eu seria um dragão bem triste…
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  – Isso não é justo. – Encostei minha cabeça no seu peito, evitando de vê–lo. – Você fica adorável quando age assim.
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  – E você é adorável sempre, Satou-san.
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  – Definitivamente não tem como competir com Ayasaki-kun, certo?
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  – É claro que não. – Sorriu convencido. – Infelizmente, chegamos na sua casa.
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  O abracei com cuidado para que o picolé não caísse em sua roupa e senti os seus braços me envolverem, me apertando levemente. Ficamos nessa posição por um tempinho até nos afastarmos o suficiente para nos despedirmos.
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  – Boa noite, Satou-san.
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  – Ayasaki-kun? – o chamei. – Eu gostaria de você mesmo se você fosse um dragão. Na verdade – corri para seus braços novamente, o olhando fixamente –, eu gosto do Kyo–kun.
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  Beijei seus lábios mais uma vez, tendo a certeza de que o beijo de Ayasaki-kun tem gosto de verão e de picolé de morango. Voltei para minha casa com o coração acelerado, contente por ter dito o que guardei o dia inteiro.
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  N/A: O primeiro date veio aí \o/
  Eu sei que foi curtinho, mas tem outros mais pra frente e que serão mais… significativos? hehehehe
  Espero que tenham gostado, e adianto que teremos alguns acontecimentos vindo por aí rs

  Até a próxima atualização <3

Capítulo 8 – strange feelings, no friendship

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  Ayasaki-kun e eu chegamos quase atrasados na escola, visto que pegamos um engarrafamento e Haru aconselhou a irmos a pé o pedaço que faltava. Felizmente, entramos na sala antes da nossa sensei – nos salvando de um sermão –, e cumprimentei Yuki e Aoi, que retribuíram os acenos, contudo, pareciam estar meio apreensivas. Provavelmente deveria ser por conta do evento escolar que teríamos em breve, as duas são membros do comitê da nossa classe e entendo perfeitamente como é trabalhoso lidar com esse afazer.
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  Dois dias se passaram desde o meu encontro com Ayasaki-kun, e posso dizer que em vários momentos me pego pensando em como nos divertimos e pudemos desfrutar de um dia inteiramente juntos, somente os dois.
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  Joguei uma bolinha de papel em sua mesa, chamando a sua atenção bem baixinho para não ser pega; fiz uma pras meninas também, combinando de irmos almoçar no terraço assim que o alarme tocar.
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  No domingo, além de contar para Mei, fiquei em ligação com Aoi e Yuki para compartilhar sobre o meu primeiro encontro, e mandei uma mensagem para Mizuki, meu melhor amigo, o informando sobre como conheci Ayasaki-kun. O garoto respondeu que em breve me ligaria, e eu fiquei animada em poder conversar por vídeo com ele, talvez eu até consiga apresentar o meu grupo para Mizuki!
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  A resposta do ruivo veio com um desenho, e eu tentei esconder o meu riso, observando o seu adorável desenho de um dragão e uma águia. O encarei rapidamente, sorrindo com o coração aquecido e desenhei algo de volta, lhe entregando sem delongas. Espiei minhas amigas e uma sensação estranha continuava a me incomodar, mas resolvi ignorar mais uma vez, com toda a certeza era relacionado ao comitê.
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  Subi sozinha para o terraço, um tanto incomodada pelos olhares que recebi no caminho; por mais que já tenha passado uma semana que eu tinha sido transferida, acho que o “hype” em cima de novatos que acontece em mangás e animes era muito real. Sentei debaixo da área coberta, organizando o meu bentou em seguida; enquanto eu esperava as meninas e Ayasaki-kun, fui surpreendida com a presença de Honda-kun, que não tinha uma feição tão alegre como normalmente, porém, tratou de sorrir ao me avistar.
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  – Satou-san, almoçando sozinha?
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  – Honda-kun, quer se juntar a nós? Bem, só tem eu no momento, mas os outros já devem estar subindo.
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  – Como negar um convite seu? – O garoto se acomodou ao meu lado, suspirando pesadamente.
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  – Você é um galanteador, não é? – Rolei os olhos brincalhona. – Não é à toa que escutei o seu nome várias vezes durante a semana no banheiro e na classe.
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  Honda-kun era alto e tinha o seu cabelo curto em um tom de loiro, além de que os seus óculos lhe davam um upgrade em seu perfil popular, já que nossos colegas adoravam um carinha com vibe de badboy e ao mesmo tempo, nerd.
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  – Você é quem está dizendo. – O vi encostar o corpo na parede, e logo virou seu rosto para mim.
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  – A escola está estranha hoje. – Mexi um pouco na comida sem interesse. A sensação de mais cedo me deixou inquieta, e o atraso do trio não ajudava.
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  – Hum? – Honda-kun aguardou que eu continuasse.
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  – Minhas amigas estão estranhas. Tentei afastar essa preocupação, só que vários colegas e estudantes que não conheço me olharam de forma estranha. E eu não entendo o motivo.
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  Soltei o ar pesadamente, começando a ficar ansiosa com todo esse mistério. O garoto se levantou e estendeu a mão para me ajudar a ficar de pé, e assim que ficamos um na frente do outro, ouvi sua voz novamente:
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  – Satou-san, tem algo que preciso contar para você e Ayasaki-kun…
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  – Honda-kun, saia de perto da minha amiga! – Yuki apontou para o seu amigo, como se ele tivesse feito alguma coisa contra mim.
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  – Yuki-chan, sempre tão malvada! Na verdade, eu preciso falar com os pombinhos sobre o que vocês duas já sabem. E o jeito que agiram causou nervosismo em Satou-san.
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  – Fumi-chan! – Ambas se jogaram nos meus braços, pedindo desculpas por me preocuparem.
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  – Namorado – Honda-kun chamou Ayasaki-kun para chegar mais perto, e o ruivo arqueou uma sobrancelha, tentando desvendar as intenções do colega. – Vocês dois saíram no domingo, certo?
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  – Como sabe? – Eu e Ayasaki-kun nos entreolhamos, trocando olhares com nossas amigas.
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  – Por causa dessa montagem.
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  O conteúdo da foto é claro como cristal, mas não pude deixar de sentir uma raiva ao ver o tipo de montagem que fizeram. Definitivamente era eu e Ayasaki-kun de mãos dadas, entretanto, fizeram parecer que estávamos na parte adulta da cidade, ou seja, em um motel. Não levou mais de um segundo para eu sentir o meu sangue ferver e, quando reparei, meus dedos e os do ruivo estavam entrelaçados, o que me acalmou um pouco. Eu não estou irritada por sentir vergonha caso realmente tivesse frequentado um lugar desses, mas por ter pessoas tão baixas a esse nível perto de quem eu gosto.
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  – Foi a Kobayashi-san e suas amigas. – Não é preciso de muito para saber o culpado. Ou melhor, a culpada. – Ela soube que eu tentei me aproximar de você e quis formar uma “aliança”, com a promessa que o relacionamento de Satou-san e namorado terminaria em breve. Eu declinei a sua proposta, mas não tinha a noção que ela iria tão longe.
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  – E choca um total de zero pessoas – comentei irritadiça.
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  – Nós íamos contar no almoço, porém, fomos investigar no banheiro feminino o que as outras souberam. Tudo encaminhou para Kobayashi-san e seu grupo, só não conseguimos provas concretas.
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  – Isso não é problema. – Honda-kun me enviou um arquivo de áudio. – É a confissão de Kobayashi-san. Eu fingi que estava do seu lado e gravei escondido ela e suas amigas assumirem o feito.
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  Dei o play no áudio, escutando perfeitamente todas as palavras que as garotas diziam com tamanho orgulho; elas contavam que eu seria difamada e que em menos de um dia eu seria chamada de “vadia” e nomes piores. Que Ayasaki-kun se sentiria tão vergonhoso de si próprio que voltaria correndo para Kobayashi-san, e a cereja do bolo foi que juravam que não seriam culpadas.
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  Saí em disparada com os quatro me seguindo, indo direto à sala 2-C; Kobayashi-san ria com os demais, sem perceber o silêncio que a classe ficou ao ver a nossa presença. O seu sorriso de desdém não foi desfeito até que eu a encurralei em sua cadeira, sua feição mudando completamente para combinar com sua atuação. A sorte dela é que minha onee-chan me criou muito bem e que me ensinou a usar golpes apenas para me defender, se dependesse de mim, eu provavelmente teria lhe dado um tapa.
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  – O que aconteceu? – Cínica.
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  – Kobayashi-san. – Ayasaki-kun pediu licença para mim, depositando um beijo no topo da minha cabeça. – Você vive em mundo paralelo mesmo, não é? Realmente acredita que eu voltaria correndo? Para você, ainda por cima?
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  Toda a pose da menina se desfez ao digerir a fala de seu tão amado Ayasaki-kun, perplexa de ter escutado a verdade tão crua desse jeito.
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  – N-não sei do que está falando, Ayasaki-kun.
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  – Se não sabe, posso dar play no áudio, certo?
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  – Você! – Ela nem tentou manter o personagem e decidiu ir pra cima de Honda-kun ao compreender que havia sido enganada.
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  – Shun-kun só fez o que qualquer pessoa decente faria. – Ele se aproximou dela com a expressão séria. – Infelizmente, você vive em uma ilusão que nem eu e Satou-san cogitaremos fazer parte. Você se gaba tanto por me conhecer por toda a “minha vida”, que esqueceu que o que mais odeio são pessoas que agem que nem você. É por isso, Kobayashi-san, que eu e você nunca seremos amigos. Não posso ter o mínimo de amizade com quem tenta ferir quem eu gosto.
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  A sala não ousou dar um pio. Todos assistiam a cena como se fosse um drama, com suas atenções vidradas aos dois para não perderem um minuto do que, pros alunos, era como se fosse o entretenimento de seu dia. Ayasaki-kun segurou minha mão e verificou se eu estava bem, eu apenas sorri brevemente para ele, vendo que o garoto aparentava estar, de certo modo, bem também. Antes que saíssemos da sala, um sensei adentrou o ambiente, surpreso conosco lá.
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  – Isso me poupa um trabalho. Ayasaki Kyo, Satou Fumi e Kobayashi Yoshiko, por favor, se dirijam à sala da diretoria.
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  N/A: MAIS UMA ATT HIHIHI
  Consegui atualizar até que rápido e, para acalmar os corações de vocês, a autora promete que não enrolará muito com a parte dramática (ainda mais por eu não ter muito saco pra muito drama hehehehehe).
  Gostei bastante que o Kyo deu um fecho na Kobayashi, inicialmente seria a Fumi, mas achei que ficou melhor o Kyo mesmo. O gato precisava pôr pra fora um pouco do que acumulou todos esses anos.
  Shun tinha apenas um celular e a vontade de fazer justiça HAHAHAHAHA confesso que adoro a forma que ele se refere ao Kyo como “namorado” KKKKKKKKK
  Prometo que daqui pra frente vai ser mais amor e coisinhas fofas, viu? A fic era pra terminar em dois capítulos, mas ainda tem várias coisas para abordar, então, espero que continuem acompanhando!
  (a autora se encontra triste por não ter emoji de picolé)
  Até a próxima att <3

Capítulo 9 — tension, apologies and family

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  A sala da diretoria estava silenciosa, de modo que ninguém ousou dirigir a palavra ao diretor; as poltronas ocupadas por mim e Ayasaki-kun são de frente para a de Kobayashi-san, que diferente de minutos atrás, evitava fazer contato visual conosco, e o seu sorriso havia sido desfeito também. Respirei fundo e espiei o garoto do meu lado, vendo que ele fez o mesmo e nós dois assentimos com a cabeça brevemente, como se disséssemos que tudo ficaria bem.
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  Levou cerca de dez minutos para vermos Mei e Haru entrarem no local, visivelmente confusos e preocupados por conta da situação. Um momento depois, uma mulher alta e que beirava os seus quarenta anos se juntou a nós, e pela semelhança, julgo ser a mãe de Kobayashi-san. Ela se limitou a olhar de relance para Ayasaki-kun, sem demonstrar qualquer sentimento ao menino que cuidou desde os seus cinco anos, e isso provocou em mim uma leve irritação, que logo se desfez ao ouvirmos a voz do diretor.
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  — Desde ontem há boatos circulando em nossa instituição sobre os alunos Ayasaki Kyo e Satou Fumi. — O homem suspirou, prosseguindo. — Uma montagem dos dois foi compartilhada por toda a escola e enviada para a direção. Por mais que alguns docentes quisessem suspender ambos, não acho que seja necessário, visto que não fizeram nada de errado. A menos que os jovens queiram ficar em casa por um dia, para que a poeira abaixe.
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  O diretor entregou a foto para Mei e Haru, e nos olhou com uma feição terna, de modo que nos tranquilizasse. Yuki e Aoi já haviam me dito que o diretor era extremamente carismático e legal, além de ser mais novo do que os dos demais colégios – quarenta e cinco anos recém completados, de acordo com elas. No meu primeiro dia, eu não tive muito contato com ele, já que a minha sensei que ficou encarregada de cuidar de mim e de Ayasaki-kun, então, até agora, não sabia o que esperar do homem. Felizmente pude sentir um alívio ao ver que o diretor não acreditava na montagem, mas é triste saber que ainda há professores que preferem punir a vítima por ser literalmente uma vítima, sem se importarem com a veracidade dos fatos.
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  — Asseguramos que os boatos serão cessados em breve e que os professores conversarão com as turmas para que não ocorra mais casos. — O mais velho ofereceu um sorriso de desculpas, ajeitando os seus óculos em seguida.
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  — Ficamos felizes em saber que a gestão da escola está em boas mãos — onee-chan disse séria, quase amassando a foto em suas mãos.
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  Troquei olhares com Haru e, assim como eu, ele tinha plena noção de que se o diretor não falasse o que aconteceria com quem espalhou o rumor, Mei lidaria com o fato ela mesma.
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  — Espero que o culpado seja punido de acordo com as normas do colégio, e que repense bastante em como as suas ações podem afetar o outro — minha irmã disse ainda olhando para o diretor, contudo, era óbvio que suas palavras foram direcionadas à Kobayashi-san.
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  — Desculpe-me, diretor — a mãe da garota entrou na conversa.  — O que isso tem a ver com a minha filha? Como deve saber, eu não sou mais a responsável pelo Ayasaki Kyo.
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  — Estava prestes a chegar nesse ponto. Estou ciente que o novo responsável pelo jovem é o Aoyama Haru, que está presente conosco, e que o avô de Ayasaki-kun já entrou em contato com a administração em relação a isso. A questão é que Kobayashi Yoshiko e suas amigas foram quem criaram e compartilharam a montagem. — A mulher ficou visivelmente surpresa, provavelmente não pensou que tinha sido chamada por sua filha ser a culpada. — Gostaria de reforçar que nossa instituição não compactua com esse tipo de comportamento e aplicaremos uma advertência. Também decidimos suspendê-la por três dias, e a senhorita e suas amizades — se dirigiu a garota — deverão fazer um pedido de desculpas para Ayasaki-kun, Satou-san e toda a sua classe. Os pais das outras meninas já foram acionados, e todas receberão a mesma punição. Mais uma vez, peço desculpas em nome da escola pelo ocorrido e, se precisarem de algo, minhas portas estarão abertas para vocês.
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  O diretor nos liberou primeiro, solicitando que mãe e filha ficassem na sala; ao fecharmos a porta, Mei e Haru envolveram nós dois em um abraço apertado, que retribuímos na mesma intensidade, sentindo o conforto que queriam demonstrar.
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  — Vocês estão bem?
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  — Na medida do possível, estamos — Ayasaki-kun respondeu em meio ao abraço.
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  — Isso é um alívio, sinceramente. – Haru se afastou o suficiente para bagunçar nossos cabelos. — Quem diria que eles passariam por dramas parecidos, certo, meu bem?
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  — Achei que essas coisas tinham ficado no passado, sabe? — Mei encostou a cabeça no ombro do noivo, relembrando seus dias de adolescente. — Pelo menos o diretor é alguém decente. Eu teria arranjado uma briga caso quisessem suspender vocês!
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  — Nós sabemos, onee-chan — segurei sua mão —, nós sabemos.
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  — Bom, sobre faltar um dia, vocês querem? — ela questionou.
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  — Não sei — respondi um tanto pensativa. — Por mais que seja bom, não é como se a montagem tivesse nos afetado muito.
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  — Concordo com a Satou-san.
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  — Tudo bem, pensem certinho e depois nos digam. Se quiserem faltar, entramos em contato com a escola amanhã cedo para informá-los. — Haru olhou o seu relógio de pulso, percebendo a hora que era. — Vocês não precisam ir trabalhar hoje. Aproveitem o restante do dia como bem entenderem, sim? Só peço que estejam em casa na parte da noite para jantarmos juntos lá no apartamento.
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  — Pode deixar, Haru-nii! — Demos um high five automaticamente.
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  — Depois nos digam qual será a sobremesa, vamos levar da confeitaria e…
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  A porta da diretoria abriu e mãe e filha saíram, ambas quietas e com feições indecifráveis, vindo em nossa direção. Elas se aproximaram o suficiente para que ainda mantivéssemos uma distância e a mais velha começou a falar:
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  — Eu e minha filha gostaríamos de nos desculparmos pelo seu comportamento. — Elas inclinaram os seus corpos, em um gesto que podia significar “desculpas”. Ao se levantarem, a garota evitou de nos olhar.
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  — Quando o pedido for sincero e vier de quem deve ser feito, pensaremos se aceitaremos ou não. — Ayasaki-kun se limitou a essas palavras e logo entrelaçou seus dedos com os meus por trás de nossas costas, buscando um pouco mais de conforto. Imagino que para ele não deva ser fácil encarar a mulher que supostamente era amiga da família e sua responsável.
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  Mas, Ayasaki-kun, não temas! Minha onee-chan cuidará disso! Fighting!
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  — Assim como o diretor disse, se precisarem de algo, estarei à disposição.
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  — Terei que cortá-la aí, Kobayashi-san. — Mei cruzou os braços um tanto irritada. — Não é necessário ser solícita, não precisamos de benevolência de alguém que teve coragem de colocar um adolescente para fora de casa. O que espero é que pelo menos com sua filha Kobayashi-san saiba educar e cuidar da menina para que não ocorra nada do tipo futuramente. Agora, eu e minha família temos que ir.
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  Não demos tempo para que retrucassem, apenas seguimos o corredor até o final, felizes por termos com quem contar e nos apoiarmos.
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  N/A: Cheguei com mais um capítulo!
  Sei que foi curtinho, futuramente tentarei trazer capítulos maiores <3
  Fechamos essa questão (por enquanto) das ações da Yoshiko \o/ daqui pra frente teremos mais momentos fofos do que nunca, além de vários eventos que acontecem em mangás (spoiler? hehehehe)
  Amo a Mei <3 Mal posso esperar para vocês conhecerem a história dela e do Haru (vai demorar, já adianto)
  Até a próxima att <3

Capítulo 10 — beach day

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  O restante da semana foi relativamente tranquilo. Eu e Ayasaki-kun decidimos faltar na quarta-feira e depois de passamos a manhã juntos, fomos para a confeitaria trabalhar e jantamos novamente com Mei e Haru. No meio do jantar, Yuki mandou uma mensagem no nosso novo grupo – que agora tinha Ayasaki-kun, Honda-kun e Mizuki – dizendo que seus avós liberaram a casa de praia no final de semana e que ela e Aoi já conseguiram a autorização dos pais para irem. Na terça, após todo o acontecimento, minha amiga alegou que a melhor maneira de nos esquecermos dos problemas é se divertindo, e nada melhor que curtirmos o que faltava do verão indo para um final de semana na praia. Confesso que fiquei levemente surpresa ao ver o chat, mas lembrei que Honda-kun e Yuki são amigos desde novos, então não havia problemas em chamá-lo, ainda mais por termos virado amigos também.
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  No mesmo dia, Mizuki avisou que viria passar um tempinho em Quioto, e eu perguntei para os demais se estava tudo bem em convidá-lo e todos aceitaram. A minha animação era evidente, afinal, eu queria aproveitar esses dois dias com meus amigos, e finalmente as meninas e Ayasaki-kun conheceriam o meu melhor amigo.
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  Mei e Haru se prontificaram em nos levar – a condição imposta pelos avós de Yuki era que tivesse pelo menos um adulto conosco – e por mais que tenha sido algo em cima da hora, os dois organizaram o itinerário da confeitaria e ligaram para a subgerente – uma amiga da época do ensino médio – a comunicando dos novos planejamentos. Meu cunhado estava feliz de ir para a praia, contudo, mais do que isso, ele queria estrear a sua minivan de oito lugares que comprou por conta do transporte de bolos e afins. Com os preparativos prontos, combinamos que buscaríamos cada um em suas respectivas residências na sexta à noite, e eu mal podia esperar para a nossa viagem.
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*

  — Prontos para a praia?
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  Haru-nii perguntou assim que terminamos o café que ele e onee-chan tinham preparado antes de acordarmos, e logo agradecemos pela deliciosa refeição. Chegamos na casa de madrugada e, cansados demais para qualquer coisa, guardamos nossas malas e fomos dormir, visto que passamos as horas dentro da minivan extremamente empolgados para tirarmos um cochilo.
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  — Vocês não estão com roupa de praia? — Inclinei a cabeça, espiando ambos terminarem de arrumar suas bolsas.
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  — Ah, esquecemos de avisar que não iremos para a praia com vocês. Acreditamos que não queiram passar suas “férias” grudados nos adultos e nós temos outros planos. — Minha irmã entregou os pratos para os meninos, que ficaram encarregados de lavá-los.
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  — Estaremos uma ligação de distância! — Seu noivo pegou as chaves do carro, indo para a porta. — Não façam nada que não faríamos!
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  — A família de vocês dois é um máximo! — Yuki se jogou nos meus braços, visivelmente feliz. — Se fossem os meus pais, estariam colados na gente.
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  — Verdade. — Aoi suspirou. — Gosto nem de relembrar os passeios que já fizemos juntas, seus pais são legais, porém, não nos liberavam para nada.
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  — Parece a minha mãe — Honda-kun entrou na conversa, terminando de secar os pratos.
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  — Por isso nossos pais se deram bem, né? Bom, o que estamos esperando para irmos para o mar?!
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  — Fumi-chan, e o seu amigo?
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  — Mizuki avisou que vai nos encontrar na praia, ele teve que resolver algumas coisas antes.
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  — Vamos!
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  Com o seu gritinho de guerra, Yuki puxou eu e Aoi pelas mãos, a fim de pisar na areia o quanto antes. Mesmo um tanto afastados, era possível escutar os garotos conversando, e eu soltei um risinho, ficando contente por aparentemente os dois estarem tentando se dar bem.
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  A praia tinha um grande número de pessoas, no entanto, não foi difícil conseguir um bom local para estendermos nossas toalhas e o guarda-sol, e logo tiramos nossas roupas, correndo para a água. Cada mergulho que dávamos vinha acompanhado de uma série de gargalhadas, já que as ondas sempre derrubavam um de nós, e assim que fomos mais para a beirada, começamos uma competição de quem espirrava mais água um no outro. Ayasaki-kun e Honda-kun optaram por tomar sol primeiro, e quando voltei para a toalha para checar o celular, encontrei um Ayasaki-kun sem camisa com o protetor solar nas mãos, me olhando sugestivamente:
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  — Poderia fazer as honras de passar em mim, Satou-san?
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  — Oh. — Arqueei uma sobrancelha, entrando na sua brincadeira. — Só se você passar em mim também. Sabe, não é qualquer um que tem essa possibilidade.
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  — Como desejar, Fumi-chan — o ruivo sussurrou próximo da minha orelha, causando um arrepio no meu corpo. Que golpe baixo!
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  Coloquei um pouco do protetor nas minhas mãos e espalhei por seus ombros e costas, verificando se não faltou nenhum espaço; subi para o seu pescoço e passei mais do produto, percebendo que o meu ato o pegou desprevenido. Sorri vitoriosa, pois consegui me vingar de si mais rápido do que pensava. Segurei o meu cabelo para que Ayasaki-kun pudesse espalhar o protetor, mas fomos interrompidos por uma voz que eu conhecia muito bem:
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  — Fumi-chan?
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  — Mizuki! — Dei um pulinho ao vê-lo. — Que saudade de você!
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  — Eu também senti a sua falta! — Recebi um abraço apertado. — Você deve ser o Ayasaki-kun, vulgo o namorado, certo?
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  — Só quem pode chamá-lo de namorado sou eu.
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  Encarei Honda-kun com uma imensa vontade de rir e meu melhor amigo não se conteve, achando a situação uma graça. Mizuki era uma das pessoas mais tranquilas que eu já esbarrei em toda a minha vida, e quase nada o tirava do sério, exceto quando tentavam fazer algo contra mim. Lembro que na creche ele empurrou um coleguinha por ter rasgado o meu desenho, e o fez me pedir desculpa o dia inteiro, independente de eu já ter parado de chorar.
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  — Tudo bem, podemos dividir o namorado, que tal? — o garoto sugeriu.
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  — O namorado em questão pode opinar? — Ayasaki-kun revirou os olhos, me abraçando de lado. — Prefiro continuar sendo o namorado somente da Satou-san, entretanto, posso pensar no caso de vocês. Se merecerem. — Seus lábios abriram um sorriso atrevido e o meu coração errou uma batida com a palavra “somente”. — Enfim, prazer em conhecê-lo, Ito-kun.
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  — Esse é o famoso Ito-kun? — Yuki e Aoi se juntaram, se apresentando também.
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  — Pode me chamar de Mizuki! Estou tão acostumado com o meu primeiro nome que acabo esquecendo que aqui usamos mais o sobrenome e os honoríficos.
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  — Esse daí foi morar fora do país e esqueceu dos meros mortais que ficaram, sabe? — Fiz um biquinho, fingindo estar chateada. — Vai ficar quanto tempo dessa vez?
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  — Isso era para ser uma surpresa — o vi coçar a nuca —, mas… dessa vez eu não volto para o exterior. Nós terminamos a mudança na semana passada e eu consegui a transferência para a escola de vocês.
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  O observei por longos segundos com os olhos semicerrados para ter certeza que ele não estava zoando e, ao ter a confirmação, eu o abracei novamente, extremamente feliz com a notícia. Mizuki e eu temos uma irmandade de anos, e quem nos via juntos diziam que éramos gêmeos, e talvez seja verdade. Ter o meu melhor amigo de volta torna tudo mais perfeito!
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  — Mais um integrante pro grupo — Honda-kun comentou.
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  — Que bom, né? — Yuki falou baixinho, em um tom um tanto diferente que passou despercebido por todos, menos por mim.
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  — Por favor, não vamos transformar esse momento em mim. — Mizuki guardou sua mochila debaixo do guarda-sol, tirando a sua camisa em seguida. — Temos um dia inteiro pela frente e quero curtir com os meus mais novos amigos!
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*

  Saímos da praia após o pôr do sol, cansados o suficiente para jogarmos nossos corpos no sofá e não fazer nada, contudo, animados o bastante para tomarmos um banho e sairmos para curtir a cidade a noite. Mei e Haru encontraram um lugar bacana para jantarmos e que possuíam barraquinhas de sorvete nas proximidades, todos concordaram que esse seria um ótimo jeito de terminarmos a noite.
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  Desci o lance de escadas, vendo que o primeiro andar da casa estava vazio; o pessoal ainda devia estar se arrumando, restando apenas eu e Ayasaki-kun sentados nos pufes da varanda. Senti os seus dedos entrelaçarem nos meus e deitei a minha cabeça no seu ombro, recebendo um carinho no meu rosto. O silêncio entre nós não era desconfortável, pelo contrário, a sensação que eu tinha ao ficarmos assim é muito gostosa, e eu adorava passar o meu tempo com Ayasaki-kun, independente de estarmos fazendo algo.
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  — Eu gosto de você, Kyo-kun— acabei falando os meus pensamentos em voz alta.
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  — Eu também gosto de você, Fumi-chan. — O ruivo segurou o meu rosto, dando vários beijinhos na minha bochecha, no meu queixo, no meu nariz e, por fim, deu um mais demorado nos meus lábios, sorrindo ao nos separarmos.
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  N/A: Mais um capítulo \o/
  Eu disse que teríamos os clichês que amamos em mangás HAHAHAHA e é óbvio que a praia não ficaria de fora.
  Gente, eu juro que o Mizuki não é empata fod* HAHAHAHAHA ele é um cristalzinho, juroooo
  Alguém tem ideia do motivo da Yuki ter dito “que bom, né?” de uma maneira diferente? Hehehehe será que ela ficou feliz ou triste/chateada por conta da notícia que o Mizuki deu?
  Esse finalzinho da Fumi com o Kyo aaaaaaa ELES SÃO MUITO ADORÁVEIS!!!!
  Espero que tenham gostado e não se esqueçam de comentar!
  Até a próxima att <3

Capítulo 11 — i don’t know what i’m feeling

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  Os dois dias que ficamos na casa de praia dos avós de Yuki foram os mais divertidos que tivemos nesses últimos tempos. Infelizmente, com a chegada do domingo, precisamos arrumar nossas mochilas e retornar para nossas casas e não é preciso dizer que praticamente todo mundo estava dormindo, menos eu, Haru e Yuki.
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  Para não acordar os demais, decidimos conversar por mensagem no nosso chat e tínhamos que segurar as risadas ao compartilharmos alguns memes que víamos na internet para não atrapalhar ninguém. Sorri um pouco aliviada ao reparar que Yuki aparentava estar mais tranquila; depois da praia de sábado, toda vez que Mizuki falava algo ou perguntava como era a escola, minha amiga ficava tensa e com uma feição um tanto indecifrável, então vê-la mais relaxada é bom.
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  Em algum momento da nossa conversa acabamos dormindo e quando acordamos, estávamos de volta na minha casa, onde todos passariam a noite para irmos à escola amanhã de manhã.
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*

  — Ainda não me recuperei do café da manhã e já estamos no horário do almoço.
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  Aoi encostou as costas na parede, suspirando enquanto encarava o seu bentou. Não era novidade para mim que minha irmã e Haru-nii adoravam caprichar nas suas refeições, mas sempre que as meninas ou Mizuki iam lá em casa, os dois se esforçavam mais do que o normal e agora com Honda-kun e Ayasaki-kun no grupo, parecia que as refeições para todo o grupo eram um banquete. É óbvio que eles fizeram nossas marmitas e mesmo que estivéssemos cheios do café da manhã, não desperdiçaríamos nem um pedaço da deliciosa comida que prepararam.
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  — Como está sendo a adaptação, Mizuki? — o questionei assim que começamos a comer.
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  — Por que pergunta como se não fossemos da mesma sala, Fumi-chan? — O vi rolar os olhos. — Apesar dos olhares curiosos, está indo bem. Não é como se eu fosse o primeiro aluno transferido no “meio” do ano letivo. Você e Ayasaki-kun aliviaram para o meu lado.
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  — De nada. — O ruivo fez uma feição convencida.
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  — Inclusive, como estão os preparativos para o dia dos esportes? — Mizuki mudou de assunto brevemente.
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  — Também estou curiosa, falta menos de dois meses, né?
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  — Sim, e podem ficar tranquilos que coloquei o nome de todos vocês na lista para ajudar a organizar não só esse evento, mas os outros que virão!
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  Todos encararam Aoi desacreditados – menos Yuki, que já fazia parte do grêmio estudantil –, sem imaginar que ela teria feito isso sem nos comunicar primeiro. Vendo que estava em um beco sem saída, ela se escondeu atrás da nossa amiga, que por sua vez veio se sentar ao meu lado.
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  — Yuki-chan, me salve! — Aoi suplicou.
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  — Desde o início eu falei que não era uma boa ideia.
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  — Mas estávamos sem gente para ajudar! — choramingou. — E só há vantagens em ajudar! Vocês podem usar o ar-condicionado da nossa sala…
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  — Quando o verão está prestes a acabar? — Honda-kun riu sem humor.
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  — Nós também ganhamos uma folga após as festividades, além de lanchinhos! Por favor, não me odeiem.
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  — Ninguém te odeia, Aoi-chan. — A abracei. — Ainda.
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  — Fumi-chan, não seja malvada comigo. — Afaguei a sua cabeça, rindo com a sua reação.
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  — Então não faça algo que possa chatear os seus amigos no futuro. De qualquer maneira, não me importo de ajudar, só queria poder ter tido a chance de escolher.
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  — Também ajudarei. — Ayasaki-kun anunciou e foi acompanhado por Mizuki e Honda-kun, que concordaram.
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  — Sério?! Muito obrigada, pessoal! Vocês são os melhores amigos que alguém poderia ter!
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  — Você está nos devendo uma pizza. E sem abacaxi.
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  — Fumi-chan, Honda-kun tá sendo malvado comigo. — Às vezes eu sinto como se Aoi fosse minha filha.
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  — Podemos comprar uma brotinho para você, Ito-san. — E Ayasaki-kun parecia o pai.
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  — É por isso que o Ayasaki-kun é melhor do que vocês. — Aoi deu língua para todos nós, e antes que pudéssemos retrucar, o sinal ecoou.
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  — Podem ir na frente, eu vou ajudar Yuki a guardar o seu bentou!
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  Assim que os demais saíram do nosso campo de visão, observei minha amiga que não parecia estar no planeta Terra, mas em qualquer outra realidade.
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  — Eu havia resolvido ignorar, já que se você quisesse falar comigo, você falaria quando se sentisse à vontade. No entanto, o que está acontecendo, Yuki?
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  — Não sei do que está falando, Fumi…
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  — Se não fosse pela Aoi, todos teriam reparado no clima pesado que teria se formado por sua causa, além de que você não parece conseguir se concentrar em nada. Certeza que não quer falar sobre o Mizuki, Yuki-chan?
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  Yuki se recusou a me encarar, apesar de ter ficado surpresa por eu ter desvendado parte da razão pela qual a fazia agir desse jeito.
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  — Ele é o meu correspondente, sabe? Aquele que contei para você e Aoi que conheci em um jogo on-line.
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  — Oh. E qual é o problema?
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  — Eu não sabia que ele era o seu Mizuki. — Por mais que sejamos melhores amigos, as meninas nunca chegaram a conhecê-lo. O garoto estudava em outra escola e nunca marcamos de sair os quatro.
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  — Ele não é meu, Yuki. Você está preocupada de “roubá-lo” de mim? Se for isso, não tem necessidade alguma de ter esse tipo de pensamento.
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  — Não é isso… — Ela torceu o nariz e eu a achei adorável pelo fato de que Yuki realmente pensou nessa questão. — É que ele sabe como eu sou, quem eu sou. Nós sempre mandamos fotos um para o outro, e quando Mizuki-kun apareceu na praia, eu simplesmente fiquei sem reação. Mas o que mais me chateou foi ele ter agido como se não me conhecesse.
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  — Não é melhor perguntar a ele o motivo disso? — A abracei apertado. — Talvez só seja um mal-entendido?
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  — Não sei se consigo, Fumi. Eu não sei nem o que estou sentindo!
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  — Yuki — a cortei ao perceber que estávamos na companhia de uma certa pessoa —, atrás de você, amiga.
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  Mizuki estava parado na porta, olhando especificamente para Yuki-chan; por mais que eu não devesse continuar com os dois, se eu me movesse, era capaz da minha amiga arrancar o meu braço, visto que ela o segurava com bastante força. Suspirei pesadamente, rezando para que esses dois se resolvessem e ficassem juntos logo.
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  N/A: depois de 84 anos, a att veio \o/
  Aoi e seus planos mirabolantes, ela tem sorte de ter amigos muito bonzinhos HAHAHAHA
  E a Yuki e Mizuki? Será que vem mais um casal aí? Aguardem as cenas dos próximos capítulos hihihi
  Até a próxima <3

Capítulo 12 — i like you

Há características verdadeiras e fictícias sobre Quioto/Tóquio para melhor adaptação da história.

  O clima estava pesado, e o silêncio era como a cereja do bolo, compondo o momento da melhor maneira – para não dizer o contrário. Yuki-chan ainda segurava o meu braço sem demonstrar que o soltaria, e eu coloquei a minha mão sobre a dela, tentando confortar a minha amiga e assegurá-la que eu continuaria ali. Encarei Mizuki quase suplicando para que ele falasse algo e, como se ouvisse os meus pensamentos, meu melhor amigo decidiu iniciar a conversa, explicando o seu lado:
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  — A primeira coisa que invadiu o meu campo de visão na praia foi Yuki-san, e eu mal podia esperar para falar com você, mas você agiu como se eu fosse um fantasma. Eu achei que Yuki-san não tinha me reconhecido, só que toda vez que eu tentava puxar assunto você parecia ficar tensa, então preferi evitar, já que não queria que você se sentisse incomodada. — Mizuki se aproximou com um sorriso meio triste. — Foi você que agiu como se não me reconhecesse, Yuki-san.
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  Minha amiga continuou quieta, mordendo o lábio inferior; eu realmente não sabia o que passava por sua cabeça, talvez fosse a ansiedade de querer algo falando alto demais e a impedindo de agir com a razão. Independente do motivo, sei que tanto eu quanto Mizuki a esperaríamos o tempo que fosse para que ela respondesse.
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  — Eu simplesmente não sabia como agir — falou, se dando por vencida. — Quando quero muito algo e acabo conseguindo depois de um tempo, geralmente eu perco o interesse, porque o percurso é mais interessante do que o destino final. Mas com Mizuki-kun foi diferente, e você ter aparecido na minha frente sem nenhum aviso prévio fez com que eu não soubesse como agir. Eu fiquei realmente feliz ao te ver.
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  — Agora tudo faz sentido. — Meu melhor amigo sorriu. — Está tudo bem em não saber agir nessas situações, eu também fiquei nervoso. — Ele coçou a nuca, ainda rindo. — No entanto, você poderia ter me mandado uma mensagem ou ter falado com a Fumi-chan, por um momento eu achei que você me odiava.
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  — Como vou odiar a pessoa que eu gosto?!
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  Yuki percebeu que acabou de se declarar assim que me olhou, com a feição surpresa e as bochechas extremamente vermelhas. Sorri em sua direção e desvencilhei o meu braço, pondo minhas mãos no seu ombro e lhe dei um empurrãozinho, a vendo se aproximar do garoto com passos tímidos.
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  — Então você gosta de mim, Yuki-chan? — Mizuki a provocou, achando graça na reação dela. — Você sabe que é a segunda declaração, né?
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  — Eu não sabia que Mizuki-kun era um idiota. — Felizmente, minha amiga havia voltado ao seu modo normal.
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  — Deveria saber disso, afinal, esse idiota aqui também gosta de você — ele a abraçou apertado, sendo retribuído segundos depois —, e quer ser o seu namorado.
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  — Se considere um idiota que tem uma namorada, então. — Eu podia não ver, porém, tinha plena noção de que Yuki estava extremamente feliz.
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  Aproveitei que os dois estavam compartilhando o amor que sentiam para sair de fininho, retornando à sala de aula. Ayasaki-kun e Aoi me encaravam curiosos e logo contei a novidade, por mais que eles fossem descobrir assim que o novo casal entrasse pela porta.
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  — Não acredito que teremos que ficar de tarde na escola.
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  Honda-kun suspirou cansado e ninguém poderia julgá-lo. O fato de Aoi ter nos inscrito para ajudar no comitê do festival do dia dos esportes significava que teríamos que ficar até de noite no colégio, além de que alguns de nós participava de atividades extracurriculares durante a semana. Claro que teriam aulas que poderíamos faltar por conta das reuniões, contudo, não sei se compensava pelo trabalho que teríamos.
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  — Eu juro que valerá a pena! — Aoi saiu em sua própria defesa. — A equipe é bem legal e o trabalho é dividido igualmente!
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  — Não confio muito nisso — comentei. — Sempre tem alguém que acaba fazendo mais do que o resto.
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  — E esse alguém claramente é a nossa querida Aoi-chan. — Yuki colocou a mochila em cima da mesa, se sentando em seguida. — Não se lembra do ano passado? Você ficou tanto tempo dentro da sala do conselho estudantil que precisei ameaçar todos os membros para que o trabalho não caísse só nas suas costas.
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  — Contra fatos não há argumentos. — Cruzei os braços e deitei a cabeça no ombro de Mizuki, relembrando esse fatídico dia. Aoi ficou tão desesperada que me ligou, pedindo para que eu parasse Sengoku de algum jeito, já que, como membro do conselho, não podia permitir que acontecesse alguma briga, só que ela sozinha não conseguiria parar a nossa amiga. — Mas pelo menos estamos aqui.
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  — Eles nem ousem jogar tudo nas nossas costas — Honda-kun falou firme, visivelmente incomodado pelo fato da Aoi ter que fazer tudo —, não estou perdendo o meu precioso tempo para ser feito de idiota. Sem contar que, pela fama do presidente, não me impressionaria se ele fizesse algo assim.
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  — Qual é a fama? — Ayasaki-kun perguntou enquanto mexia no meu cabelo, tentando fazer algum tipo de penteado independente da posição da minha cabeça.
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  — Que ele não faz nada e só conseguiu a sua posição por ser bonito. — Sengoku e Honda-kun reviraram os olhos, provavelmente estavam acostumados com o comportamento do colega.
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  — Contra fatos não há argumentos. — Escutamos uma voz atrás da gente e logo nos viramos.
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  — Senpai! — Aoi se jogou nos braços da garota, recebendo um abraço apertado. — Pessoal, essa é a Tanaka Naomi, ela está no terceiro ano!
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  — É um prazer conhecê-los. — A menina sorriu amigavelmente ao se aproximar. — Espero que Aoi-chan não tenha metido vocês em problemas.
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  — Ei! — Minha amiga tentou se defender, entretanto, sabia que ninguém compraria o seu discurso, então decidiu não falar mais nada.
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  — Creio que estejam aqui para ajudarem nos preparativos, certo? Bom, vamos começar distribuindo as funções quando o restante chegar.
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  — E o presidente?
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  — Ninguém se importa com a opinião dele — Tanaka-senpai deu de ombros —, e eu sou basicamente a presidente também. As eleições tiveram um empate e decidimos manter dois presidentes igualmente, sem ter a posição de vice. Por mais que todos o considerem como vice.
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  Senpai soltou um risinho baixo, sendo acompanhada por todo o nosso grupo; era interessante poder conhecer mais das pessoas do colégio, e essa era a primeira vez que eu tive contanto com alguém do terceiro ano. Fiquei feliz por ter sido uma amiga de Aoi, afinal, já podíamos pular o estágio de muitas formalidades ou ficarmos sem saber como agir próximo um do outro. Continuamos a conversar enquanto esperávamos pelos demais aparecerem, e por mais que Aoi fosse animada e afobada com tudo e todos, percebi que as suas bochechas estavam coradas e o seu olhar para Tanaka-senpai era um tanto diferenciado.
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  Sorri para a minha amiga ao compreender o que estava acontecendo e a abracei, e mesmo que ela não fizesse ideia do motivo de estar sendo abraçada, Aoi retribuiu, descansando a sua cabeça no meu ombro.
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Continua

  N/A: finalmente a att veio e o mini drama da Yuki com o Mizuki acabou \o/
  Mais um casal formado hihihi e será que vem mais um aí? 👀
  Conhecemos mais uma personagem, e no próximo capítulo teremos mais coisinhas sobre o dia dos esportes! E obviamente, um momento fofinho entre Fumi e Kyo 🤧🤧🤧
  Até a próxima <3

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Lelen
Admin
1 ano atrás
  — Né?! Até hoje ele usa chapéu ou boné. Ele me contou que não gosta muito de pentear os cabelos,…" Read more »

ESTOU PRONTA PRA COMEÇAR ESSA HISTÓRIA, NA MINHA MESA PRA AMANHÃ.

Lelen
Admin
1 ano atrás
  — Estou nervosa, só estou atrapalhando a sessão — ela responde e põe as mãos no peito dele, enquanto encosta…" Read more »

Apareceu o bonito LOLOLOLOL

Lelen
Admin
1 ano atrás
  — Percebi, onii — ela diz e completa: — Você também me parece cansado, está se alimentando direito? Precisa descansar…" Read more »

De fato: O QUÊ?

Lelen
Admin
1 ano atrás

Ok, eu preciso da continuação pra entender o que tá acontecendo KKKKKKKK
Gente, a pp foi aleatória entrando na vida do moço? Ou eles já se conheciam de alguma forma? MANOOO KKKKK
A Kobayashi-san é tipo meia-irmã ou filha de um novo casamento do pai do Kyo? Ou tem nada a ver? Talvez ele seja “filho de criação”?
Vou ficar no aguardo da att pra saber mais

rafsney
rafsney
1 ano atrás

capitulo incriveeeel, voce arrasa como sempre <3

Lelen
Admin
1 ano atrás

Mulher, tu tá pior que eu na sofrência dos personagens KKKKKKKK
Ok, eu tava parcialmente certa na minha teoria de quem era quem na história, mas eu tava muito pensando “acho que a moça aí que tava discutindo com o Kyo tem interesse nele” kkkkkkkkkk
Espero que você cumpra com a coisa de não ter tanto drama “assim” (ESSE “ASSIM” MUITO ME PREOCUPA, VEJA BEM)

No aguardo <3

Tsubaki
Tsubaki
1 ano atrás

Ainw cara , eu amei muito esse primeiro capítulo ;-; eu amo histórias que começam assim , me dá um conforto em saber que o amor deles floresceu apesar de tudo que pode acontecer nos próximos capítulos <3 enfim estou ansiosa pelos próximos capítulos <3

Tsubaki
Tsubaki
1 ano atrás

Gente , eu sei que ela só apareceu por pouco tempo , mas eu tenho 0 paciência pra Kobayashi kkkk
E MDS o Ayasaki é um conquistador ;-; até eu cairia no charme dele ;-;

Lelen
Admin
1 ano atrás

Amo a Mei e o Haru <3
Alguém tinha que ter uma família boa, né OSMADPMPADSMP
Surpresa ao saber que o relacionamento dos dois também começou de forma inusitada, é de família, né? HAHAHAH
Vamos ver no que vai dar isso aí. Ainda mais que Kyo e Fumi tão na adolescência, né. Colegial sempre tem umas tretas de alunos (tomara que não, não queremos drama, só amor e arco-íris <3)

Lelen
Admin
1 ano atrás
  — Por que não voltamos para a sala, ainda temos muita noite pela frente — disse Dean seguindo para o…" Read more »

EU GOSTO! VEM, AOI, VAMOS COMPRAR PIZZA COM ABACAXI E SER FELIZ <3

Lelen
Admin
1 ano atrás

Esse casal não-casal-ainda é a coisa mais fofa <3 por favor, se casem logo e tenham vários filhinhos ISANDPOASNDPOASD
Yuki e Aoi, melhores amigas que alguém poderia querer <3
Mas essa Kobayashi, PELAMOR, LARGA DO NOSSO PÉ, MENINA, VAI ARRUMAR UM LIVRO PRA LER, QUALQUER COISA.

Fico no aguardo de mais coisas fofas <3

Tsubaki
Tsubaki
1 ano atrás

A Mei é a única sensata da situação né kkkkkkkkkk eu já tava esperando ela dar um esporro no Haru igual ela deu na fumi kk tipo “como assim ele vai morar na sua casa ?”

Tsubaki
Tsubaki
1 ano atrás

O Kyo é muito conquistador kk eu não aguento com isso MDS
A cada capítulo eu odeio mais a kobayashi a.a

giullia
giullia
1 ano atrás

Cara, eu amei a história!! super interessante e tô super ansiosa para os próximos capítulos!!!!

Lelen
Admin
1 ano atrás

Ai, gente, casalzinho mais amorzin <3
Não gostei da parte da NA que fala sobre DRAMA, NUM QUÉ U.U
A moça lá da outra família do Kyo (eu nem me dei o trabalho de lembrar o nome da pobre kkkk) vai causar, não vai?
Eu quero mais interações com Yuki e Aoi, amei forte HEHEHEHEHE

Lelen
Admin
1 ano atrás
  - Você está ma-ra-vi-lho-saaaa! – veio até a porta me dar um abraço. – Vamos! Está todo mundo aqui, acredita?…" Read more »

Sou problemática com essas coisas porque eu sou lerda, então precisa ser direto mesmo, mas não TÃO direto porque me assusta KKKKKKK

Lelen
Admin
1 ano atrás

Gente, pelamor, não quero aliado pra Kobayashi não, Honda, aquieta o facho aí, homi.
Eu acho que seria bem fofinho se o encontro deles fosse em algum parque, compartilhando mais um momento sorvete e tal HAHAHAHHA
Tô esperando por muitos encontros, obrigada, de nada :B

Lelen
Admin
1 ano atrás
  — Mamãe? — uma voz fraca chamou e o corpo de se moveu sobre a cama." Read more »

Fico com o dragão também, imagina ser um ser místico e poderoso e grande – ó o complexo da baixinha aqui kkkk – e poder voar, e ser mágico e… IOASNDONASDOISAD

Lelen
Admin
1 ano atrás

Ai, esses dois são umas graças juntos, dá vontade de colocar num potinho e proteger desse mundo feio e mau u.u
EU TÔ COM MEDO DESSE COMENTÁRIO NA NOTA DA AUTORA, TOMA RUMO, DONA, LIV!
Já vou deixar aqui uma sugestão de especial pra essa história: POV do Kyo. Eu sei, super original minha ideia HAHAHHA Mas fique aqui gravado pra algum dia <3

Lelen
Admin
1 ano atrás
  — Legal. — Ele sorriu satisfeito pela minha resposta, então olhou para  — Está tudo bem com você?" Read more »

PODIA TER IDO DORMIR SEM ESSA!

Lelen
Admin
1 ano atrás

GRAZADEUS TEMOS UM ALIADO E NÃO MAIS UMA COBRA PRA FICAR DE OLHO PQP
Mas é baixa essa Kobayashi, né? Tem mais nada pra fazer não? (lógico que não, né, se tivesse não tava atazanando a vida alheia).
Fiquei até orgulhosa do Honda HAHAHAHHAHAHA
Agora vamos ver o que a diretoria tem a dizer sobre esse auê aí.

Lelen
Admin
11 meses atrás

Te dizer que esse “(por enquanto)” na NA me deixou com a pulga atrás da orelha HAHAHAH
Yoshiko é desprezível, mas eu sei que tem um motivo aí – apesar de eu achar mais fácil pensar que ela é simplesmente assim porque é e pronto kkkk
A MEI É MINHA HEROÍNA, MEU DEUS, EU QUERO UMA CENA EM QUE ELA VAI POR OS PODERES DE LEOA PROTETORA DELA EM AÇÃO HASIHAOSIASNP
Mas essa patada com garras do final na mãe da Yoshiko foi ótima também <3

Lelen
Admin
11 meses atrás

Eu gosto do Mizuki e já que tu falou que ele não vai ser uma pedrinha no sapato, me permitirei admitir isso de vez kkkkkkkk
O grupinho de amigos tá cada vez ficando maior, amo HAHAHHA
Sinto que logo mais vamos ter a presença de… Eu até esqueci o nome… YOSHIKO! Sinto que ela logo mais retornará para nossas vidas e não tô feliz com isso não, deixo dito IHAPSDHAPOSDOP
Mas aguardo a att <3

Lelen
Admin
9 meses atrás

YAAAY, O RETORNOOOO
Mas gente, é bom esses dois se entenderem logo pra não ficar climão esquisito no grupo, façavor. E também quero explicações do moço, achei meio ofensivo isso aí kkkkkk
Quero o obentou dessa turma, amo um bom obentou HAHAHAHH

Liv
Liv
9 meses atrás
Reply to  Lelen

Nem fala, espero que eles se comuniquem e resolvam logo essa questão também, viu?
Menina, pois é!!! quem não ama um almocinho no capricho, né? hehehehe

Lelen
Admin
7 meses atrás

Amo quando a gente descobre que foi tudo um mal entendido ONASOPNASOD
Eu super aceito um spin-off com o pov dos dois até esse momento HEHEHEH
Eu já ia shippar tudo errado o Honda com a Aoi, mas aí depois eu lembrei de algumas coisas, aí eu arrumei o shipp, tô no aguardo agora KKKKKKKKKKKKK
Grazadeus os dramas não duram muito, oremos OADDPOSMSPOASM


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