Ray Dias
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Sem curiosidades para essa história no momento!

Perigo

Música tema dessa fanfic: Perigo de Jade Baraldo [Ouça aqui]

Eu sou indomável nem eu posso me parar. Um tipo de espécie que é difícil de encontrar. Querem a minha pele, ninguém me quer pra criar… Avanço e mordo se tentarem me atacar.”

  O modo como os pés dela roçavam um no outro, delineando suas panturrilhas roliças, e o jeito que suas pernas se movimentavam para frente e para trás, deixavam sua bunda empinada mais convidativa; em uma pose ingênua de mulher que folheia uma revista de bruços na cama. Tudo nela era absolutamente convidativo e perigoso. era um demônio. E sabia daquilo.
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  O brilho da lua adentrava pela janela do quarto refletindo-se na nudez da pele dela dando um “ar” de sedução junto à penumbra do ambiente, mesclada ao rádio baixo, tocando uma canção lenta e ruidosa da estação que ela insistia em escutar. Em plena era tecnológica, ela preferia os ruídos de uma FM nostálgica.
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  E eu, parado na soleira da porta de sua casa, em plena meia-noite de uma quinta-feira qualquer; e nem estava bêbado, mas irremediavelmente, eu vinha comendo na mão daquela maldita mulher.
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  Maldita. Gostosa. E escorregadia.
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   não era alguém que se surpreendia, ela era a surpresa. A visita que ninguém espera, que faz morada na sua cama por dois dias e de repente some. A boca que você não consegue deixar longe da sua, ao mesmo tempo em que implora para qualquer que seja o ser cósmico, anjo ou demônio, que te faça afastar-se do cálice.
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  — Querem minha pele, ninguém me quer pra criar… — cantarolou ela em tom desafinado e baixinho.
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  E mesmo que soubesse que eu estava ali, — porque não era mulher de surpresas, como eu já disse — ela não se moveu. Aliás… Moveu, sim. Quando larguei minha camiseta no chão e caminhava sutilmente em direção a ela, a desgraçada empinou a bunda e deixou escapar um risinho frouxo. Tateei suas pernas deixando minhas mãos subirem por elas, apertando seu corpo nu em cada espaço.
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  — Não sabia que tinha a chave… — ela murmurou olhando por sobre o próprio ombro e, num tom quase rouco de quem não queria desfazer o êxtase da música dedilhada no violão cheio de interferências em hertz. Numa atmosfera de caça que o abajur à meia luz proporcionava.
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  — Alguém deixou a porta escancarada. Toda nua.
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  — Quem se atreveria a entrar na minha casa, mesmo com as portas abertas? — riu divertida se virando na cama abaixo de mim, permitindo-me a visão de seus seios redondos e macios.
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  — … Você é maluca… Como deixa a porta daquele jeito? O cheiro dos seus hormônios estão exalando pelo corredor do prédio…
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  — Sério? — ironizou ela: — Nem estou no cio! Tem certeza de que não é a sua tara por mim que te faz sentir meu cheiro, ouvir minha voz e desejar meu corpo por onde quer que ande? Não fui eu que saí da minha casa à meia noite e vinte, invadi uma residência e estou a poucos passos de foder alguém…
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  — Por que você faz isso comigo?
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  — Eu só estou existindo, .
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  — Não, eu que só estou existindo quando não estou com a tua pele na minha… Mas chega de falar, eu não cedi à minha palavra, para conversar.
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“E não tenho medo de ser quem eu sou. Nem tenho vergonha nenhuma de expor. Me jogo, me lanço, não tenho pudor. Cuido dos meus vícios e do meu amor. Ei, ei, ei. Eu cheiro a perigo, meu bem. Ei, ei, ei. Vem sentir comigo também…”

  A língua quente do rapidamente explorou cada recanto de minha pele nua. Eu gosto do . De todos os meus brinquedos, ele é o favorito. Já fui parque de diversões na mão de muita gente, nunca por inocência, mas por exata responsabilidade de quem sabe o que está fazendo. Eu gosto. Gosto de ser usada para sexos casuais, plantões da meia noite e válvulas de escape. É perigoso para quem prova, e poderoso para quem permite. Embora o contrário também seja possível se você for dado a acreditar em amores perfeitos, rótulos e fantasias românticas, é claro.
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  Comigo não. Comigo é preto no branco. Quente ou frio. Cada um por si, e tô muito bem assim. Mas, há alguns anos eu não queria mais ser o parque, queria a diversão. E a diversão é o jeito que o cede mesmo depois de dizer que nunca mais viria se deitar na minha cama fria e dura. A diversão é o jeito como o aparece, como um pobre coitado em abstinência de nicotina barata, um adolescente de sexualidade em revoada. A diversão é o e a língua quente dele cruzando com a minha, o toque leve de seus dedos na minha virilha, e o deleite profundo de seus gemidos ressoando meu nome.
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  — Eu te amo.
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  A diversão era o . Até ele se apaixonar e começar a dizer aquelas coisas melosas no meio da transa. Não era a primeira, nem a última vez que ele faria aquilo, porque o achava que eu diria de volta em algum momento. Ele não entendia que eu não era o tipo que buscava sentimento em ninguém. Tudo o que eu precisava estava em mim, até mesmo o prazer que ele podia proporcionar em mim, eu também podia.
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  O não entendia que eu não funcionava como ele, ou como a maioria das mulheres com quem ele se envolveu. Não sei se, entre os caras que ele também já havia se envolvido, se o esperava o mesmo que esperava de nós mulheres. Mas, eu era egoísta de um jeito gostoso e autossuficiente. E o não entendia.
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  Ou insistia numa tola disputa para ver até onde iria?
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  —
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  — Se falar que me ama de novo, eu vou te amarrar na cama e sair daqui. ‘Tá me brochando, porra! — reclamei.
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  Virei meu corpo sobre o dele, tomando o controle da situação, encaixando seu órgão no meu… “Pau na buceta”, prefiro falar. Mesmo depois do tapa na boca que levei da minha mãe quando aprendi o vocabulário chulo, real e gostoso de gemer e que todo mundo diz, até mesmo as santinhas como a mamãe. Era gostoso sentir o pau grosso do friccionando nas minhas paredes macias e apertadas, estocando no ritmo perfeito de uma dança ensaiada muitas vezes.
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  O era divertido, até quando ele me olhava nos olhos com aquela feição de quem está se enrolando, torturado e louco para explodir aquela cafonice de novo. E ele diria, tanto quando o orgasmo que quase vinha sobre nós, as palavras estavam ali, entaladas na garganta dele.
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  Calei sua boca o tempo todo, ora beijando, ora sendo beijada, ora fazendo ele lamber minha pelve, ora fazendo ele chupar meus mamilos… Ora eu chupando, sufocando-o com os gemidos tão profundos de seu próprio prazer em que o enchia as bochechas de ar para não soltá-los. Porque até naquilo ele era engraçado: reclamava que gemia mais do que eu, às vezes me obrigando a gemer por apoio moral. Já viu disso? Com o , eu via de tudo um pouco, e por isso era necessário que eu fosse o perigo maior entre nós.
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  Meu corpo caiu cansado e satisfeito ao lado do dele, e enquanto eu tocava seu baixo ventre fazendo círculos que mais estimulavam uma nova ereção do que se pudesse chamar de “carinho”, o levantou:
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  — Não, , chega.
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  — Que foi? Não quer mais umazinha?
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   catava suas roupas pelo chão as vestindo de forma apressada e negou com a cabeça de um lado ao outro quando eu murmurei para ele me olhar, e abri as pernas passando o indicador em meu clitóris para provocar.
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  — Agora é sério! Foi a última vez, ! Eu não vou mais ceder. Você não está sempre dizendo que pode se satisfazer? Enfia esse dedinho aí até o fundo e seja feliz. Eu tô indo.
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  — Eu enfio, mas você podia enfiar dois. Quem sabe três? Quem sabe me conduzir…? — falei provocativa e gargalhei vendo o lutar contra o próprio desejo.
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  — Não tem nada aí? No lugar que devia ter um coração? — perguntou ele de cabeça baixa e voz séria. E então me endireitei na cama suspirando, e me pus a sair do quarto, nua mesmo. — Não quer responder?
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   me seguiu fazendo aquela pergunta cretina.
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  — Já disse que não, . Eu sou diferente, você sabe. Não quero essas coisas de romance. Não tem nada no meu peito além do grande carinho por você, e do latente desejo de engolir você de todas as formas possíveis.
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  — Não dá mais pra mim então, . Eu sou o teu oposto, e por isso, o elo fraco.
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“Olha pra minha cara, eu ‘to bem dócil de tocar. Me põe no seu colo se quiser me bagunçar. A casca é grossa, não é fácil de quebrar, se eu tô pirando, deixa o olho revirar…”

   apenas puxou um copo de água da sua geladeira e bebeu, depois assentiu com a cabeça em sinal afirmativo e veio até mim. Beijou minha bochecha e se despediu indo de volta pro quarto.
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  Então era aquilo. Pouco. Tão pouco dela por todo o tempo desde o dia que a maldita cruzou meu caminho. Eu amava a . E eu sentia que ela também sentia alguma coisa que não fosse aquela piranhice gostosa dela. Mas, já estava cansado… Chegava a doer querer estar afundado nela e não poder. Porque eu não queria só o sexo, eu queria, como ela dizia, “a cafonice toda”.
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  Então antes que aquela filha da puta entrasse no quarto e sumisse das minhas vistas para eu nunca mais a ver, corri um pouco para alcançá-la no corredor e puxei seus cabelos pela nuca. Ele estava lá, o sorriso bandido de quem sabia ter ganho mais uma. Mas a última, juro.
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  Engoli a língua dela enquanto ela tentava engolir a minha e a prensei na parede do corredor de modo brutal, como ela gostava. Dei tapas em sua bunda e senti os dentes dela cravando no meu ombro e me fazendo resmungar de dor.
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  — Cadela! — xinguei e ela riu, divertida pela situação.
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   chupou meu pescoço que deixaria a marca, mais uma marca, aliás. Ela já havia se tatuado na minha alma, aquela… Aquela perigosa perdição.
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  Apertei um seio dela com uma das mãos, enquanto os dedos ágeis de abriam novamente minha calça revelando meu pau ereto, e mais uma vez, pronto para fincar-se dentro dela. E tal como um andarilho no deserto que encontra seu oásis, abriu as pernas dando impulso para eu levantar o seu corpo encaixando-nos. Aproveitando a parede do corredor que servia de apoio para eu segurá-la.
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  — Essa é a despedida. Tem alguma coisa que você gosta muito que eu faça, piranha? Porque eu não volto mais.
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  Foi a primeira vez que ela não me olhou desacreditada. Pelo contrário, arregalou os olhos de surpresa, enquanto se movimentava nervosa, com meus dedos em seu clitóris sendo guiados por ela, e então ela me beijou. Depois sussurrou que eu a levasse para cama e a fodesse para nunca a esquecer. E burro, eu fiz.
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  Pra quem estava na merda, pra quem estava tentando esquecer aquela mulher há dez meses, para quem estava fazendo amor com ela pela última vez… Aliás, ela odiava isso, quando eu dizia que eu estava fazendo amor. Porque para ela era um crime. Era um crime que eu não quisesse me usurpar apenas do corpo dela, mas também da alma. Amor para era aquilo: uma consciente usurpação sem controle e sem autorização do outro, sobre a sua alma.
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  E ela estava certa. Era mesmo. Ela usurpou a minha, e eu só queria por reciprocidade, usurpar a dela. Mas o que a me oferecia era apenas o perigo do vício tolo. E aquilo que para ela era muito, para mim era pouco.
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Fim

  Nota de autora: Agradeçam a minha insônia em uma madrugada de quarta-feira ouvindo Jade Baraldo, por essa fiction. Ou não agradeçam. Mas, comentem. Felizes ou não, diz aí se você está dando graças a Deus pelo coitado do Rodrigo se livrar da Jade ou se está com peninha. [Aliás, se livrar dela… Será?]

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Natashia Kitamura
Admin
9 meses atrás
  E eu, parado na soleira da porta de sua casa, em plena meia-noite de uma quinta-feira qualquer; e nem estava…" Read more »

Amo quando eles sabem que é só elas falarem “late”, que eles saem abanando o rabinho como um cachorrinho adestrado.

Natashia Kitamura
Admin
9 meses atrás
  — Por que você faz isso comigo?" Read more »

Porque você deixa?
Porque você gosta?
Porque ela pode?

Natashia Kitamura
Admin
9 meses atrás
  Comigo não. Comigo é preto no branco. Quente ou frio. Cada um por si, e tô muito bem assim. Mas,…" Read more »

Uau, que poesia

Natashia Kitamura
Admin
9 meses atrás
  — Eu te amo." Read more »

Hahahaha, moço, moço…

Obs. O tom foi de dó mesmo

Natashia Kitamura
Admin
9 meses atrás
  Então antes que aquela filha da puta entrasse no quarto e sumisse das minhas vistas para eu nunca mais a…" Read more »

Hahahaha, faltou o “late”

Fe Camilo
Fe Camilo
9 meses atrás

Que delicia de história *-*
Me lembrou Putaria do Rubel, essa mistura de safadeza com poesia é tudo pra mim ❤️🤩🔥

Ray Dias
9 meses atrás
Reply to  Fe Camilo

Ai Fê, eu amo essa vibe também! E as músicas da Jade, Rubel, Liniker, tem TUDO A VER! Espero que curta também a leitura de “Pouco”. Beijinhos, e muito obrigada por comentar e ler! ♥

Bets
8 meses atrás

Conforme também eu já disse no privado: obrigada por criar personagens mulheres reais e fodonas! Você trás tanta realidade para suas histórias, e isso sempre me prende na sua escrita!

Ray Dias
8 meses atrás
Reply to  Bets

Você sabe o quanto essa sua opinião é de uma importância absurda pra mim, não sabe? Eu fico muito feliz de ver que a Jade caiu para ti como uma mulher real e fodona ! *=* Obrigada Tiza ♥


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