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Quiz #004
// O Tema
Qual cenário deve se passar sua próxima fanfic?
// O Resultado
Ilha Paradisíaca


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Esta história não possui capas prévias (:

Sem informações no momento.

Paradise Kiss

Continuum Post

  O que pensar quando a vida lhe reserva a maior de todas as ironias?! Para Moore conquistar a promoção de colunista premium, havia sido mais do que um sonho realizado. Poder ter a liberdade de escrever sobre qualquer assunto, e ainda ter a oportunidade de conhecer diversos lugares possíveis. Uma junção de ambas paixões de sua vida: viagens e jornalismo. Mas claro que nada vem de graça e o custo era bem alto. Qual? Suportar a presença do homem que ela julgava ser mais do que desprezível. Seu ex-noivo e também membro do círculo de amizades que integrava, Tenebrae. Outra surpresa? Ele era o supervisor de toda a redação.
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Londres, Inglaterra
Inverno de 2017

  A longa e complexa história de romance de ambos, se iniciou quando estavam no ensino médio. Ele vindo de uma família fundadora da Continuum, estudava em um dos mais prestigiados colégios internos de Londres, o Constance Elite High School. Ela de uma família humilde, conseguiu uma bolsa de estudos neste colégio e por seu destaque como uma das melhores alunas, a levou a ser convidada ao seleto grupo de amigos mais popular de lá. Ambos passaram os três anos do ensino médio em competição um com o outro para ver quem era o melhor.
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  Consequência disso? Uma forte atração surgiu entre ambos, os levando a um relacionamento sério seguido de um inesperado pedido de casamento por parte de , no último ano da faculdade deles. Um sonho de vida. Ela cursando jornalismo e se especializando em design editorial e ele cursando administração com especialização em comunicação. Mas nem tudo são flores. E por uma intriga alheia foi deixada no altar e aquilo que era o misto de amor e competição, deu espaço a raiva e amargura.
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  — Ah, você está tão linda, Camile — disse ao visualizar o vestido de noiva no corpo de sua amiga.
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  A jornalista tentava ao máximo controlar seus sentimentos de angústia e amargura internamente, para não atrapalhar o grande dia de sua amiga. Afinal, as lembranças de ser deixada no altar ainda permaneciam vívidas em sua mente. Entretanto, aquele era o dia de sua amiga e como a madrinha mais importante, ela não podia deixar que seu passado estragasse o dia.
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  — Obrigada, amiga. — Camile a olhou emocionada. — Significa muito para mim e sei que não está sendo fácil para você.
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  — Cami — ela se aproximou de sua amiga com o olhar mais emocionado ainda, um misto de alegria e tristeza —, não diga essas coisas, não podemos borrar a maquiagem.
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  — Eu sei, mas é que… Tenho certeza que não está sendo fácil para você tudo isso, e o desalmado do Robert me convida logo o para ser padrinho com você. — Ela bufou de leve. — Se eu não o amasse tanto, o jogaria da ponte.
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  — Você não pode ficar viúva antes da lua de mel. — brincou, forçando um riso de leve. — Está tudo bem Camile, eu já superei ele, não o vejo há três anos e não sinto mais nada.
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  — Tem certeza? — Seu olhar ficou preocupado.
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  — Hoje é seu dia, então pare de se preocupar comigo, já disse que estou bem — assegurou a jovem. — Eu consigo aguentar algumas horas do lado dele sem o menor problema.
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  — Eu te amo, amiga, a melhor madrinha do mundo. — Camile a abraçou com empolgação.
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  — Calma — ela riu da amiga retribuindo o abraço —, não podemos amassar esse vestido.
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  — Verdade. — Camile se afastou em risos e voltou a se olhar no espelho. — É como um sonho sendo realizado.
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  — Estou mesmo feliz por você — disse com sinceridade.
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  — Obrigada — sussurrou Camile ao olhar para o reflexo da amiga no espelho.
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   lhe desejou boa sorte e se retirou do quarto onde estavam. Descendo para o jardim da casa dos pais do noivo, onde o casamento estava sendo realizado, respirou fundo e seguiu até o altar. Até o momento ainda não tinha visto , apenas sabia que ele estaria presente ao seu lado no altar como padrinho. Ela estava se sentindo segura, como se aquilo não pudesse afetá-la, porém assim que seu olhar cruzou o dele. Toda a imagem o esperando no altar e descobrindo que ele não apareceria, veio como um filme em sua mente. O que a fez forçar um passo mais seguro e firme, colocando-se ao seu lado.
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  Seu corpo trêmulo, suas mãos frias e sua mente quase em colapso. Tomou o cuidado de continuar respirando com tranquilidade para que seu coração se acalmasse dentro dela. Mas não o olhou novamente em nenhum momento, mantendo sua atenção voltada para sua mãe que estava na segunda fileira. Claro que o olhar de todos estava voltado para o casal de padrinhos que há três anos quase levaram até o fim a cerimônia de casamento deles.
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  — A quanto tempo. — Ele tomou a dianteira e pronunciou primeiro.
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  — Sim. — Ela manteve o tom baixo, olhando para frente.
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  — Não vai mesmo olhar para mim?! Sou eu quem deveria estar magoado. — A voz dele, era como jogar sal em sua ferida.
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  — Magoado?! — Ela finalmente voltou o olhar para ele. — E por acaso foi você o deixado no altar?
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  Ela controlou seu olhar de fuzilamento, mas era nítido em suas expressões faciais a revolta das palavras dele.
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  — Você sabe muito bem o que fez — retrucou ele.
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  — Vocês dois, são nossos melhores amigos. — Robert se aproximou de seus padrinhos. — Por favor, poderiam pelo menos agir civilizadamente?
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  — E quem aqui não está sendo civilizado? — voltou o olhar seguro para o noivo.
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  — Só estávamos trocando algumas recordações — completou num tom irônico.
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  — Não estraguem esse dia — pediu o Robert, temeroso.
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  Ambos os padrinhos se calaram, voltando o olhar para frente. Não demorou muito para que a cerimônia se iniciasse. Quando o grande momento da entrada da noiva ao som da marcha nupcial chegou, precisou cavar forças de onde não existia para se manter de pé. Seus abalos internos foram sutis e logo percebidos por , que discretamente ajudou-a a manter-se firme em sua postura. Mas era nítido para os dois que aquele momento os estava afetando de alguma forma, cada um à sua maneira. Fora difícil para ela sentir as mãos dele em suas costas apoiando-a, e manter a compostura diante de todos.
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  — Robert me disse que você já tinha me superado, mas vendo como está fugindo de mim desde o início da cerimônia… — se aproximou de .
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  A jovem que se mantinha escondida na sala da casa, encostada na janela para a varanda, voltou o olhar para ele, erguendo um pouco mais seu corpo.
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  — De onde tirou isso? Meu mundo não gira em torno do seu. — Ela cruzou os braços, deixando seu olhar desinteressado.
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  — Sério? Então por que não está no jardim com todos? — Ele sorriu de canto, o que a fez revirar os olhos.
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  — Eu não lhe devo explicações, Tenebrae. — Deu de ombros.
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  — Vejo que não mudou em nada — brincou ele. — Sempre na defensiva e atacando.
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  — Digo o mesmo sobre você… — Ela o olhou com seriedade. — Pensando bem, acho que ficou mais feio com o passar dos anos, menos atraente.
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  Ele soltou uma gargalhada, enquanto ela permanecia séria.
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  — Então é isso que pensa atualmente sobre mim. — Ele se aproximou mais dela, parando em sua frente a milímetros de distância. — É bom saber que sou página virada em sua vida.
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  Agora sua voz saiu com traços de amargura.
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  — Sim, eu superei você cem por cento. — Seu olhar ficou mais confiante, então ela ergueu sua mão direita e o empurrou de leve. — Saiba que o que aconteceu entre nós não significa mais nada para mim.
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   engoliu seco, aquelas palavras arderam dentro dele, que de alguma forma não queria acreditar no que ela dizia com tanta segurança. tomou impulso para se retirar e seguir para o jardim, porém ele segurou em seu braço, dando um sorriso de canto debochado para provocá-la.
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  — Te vejo na segunda então?! — disse ele.
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  — O quê?! — ela o olhou confusa.
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   ainda não sabia, mas sua rotina profissional teria uma inesperada mudança. A jornalista finalmente tinha conquistado seu lugar na grande redação do Continuum Post, um dos jornais mais conceituados e importantes do mundo. Todas as famílias dessa sociedade tinham assinatura, assim como outros leitores de elite. E ela, com sua recente promoção, agora estava à frente da equipe de colunistas, seus artigos recebiam destaques e publicações quinzenalmente. Um upgrade de carreira que a fez sair do caderno de entretenimento depois de sete meses de dedicação pesada, tendo sido estagiária do caderno de esportes por mais sete meses antes. O que resultou em obter mais responsabilidade com prazos e criar expectativas a seu respeito no editor chefe e dono do jornal, Harry Tenebrae.
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  A jornalista se aproximou do grupo de amigos no jardim, e logo percebeu a mudança repentina de assunto. Uma confirmação para ela, de que o teria sido exatamente sua fatídica vida amorosa.
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  — Por que mudaram de assunto, gente? Vocês pareciam estar se divertindo tanto. — Sua voz irônica soou entre eles, que se mostraram sem graça com aquilo.
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  — Que isso, nem foi tão divertido assim. — A biomédica Freya Baker disfarçou um pouco, tomando um gole do champanhe em sua taça.
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  — Só estávamos comentando como você está linda com esse vestido — disse James Bale com mais tranquilidade. — A madrinha mais linda que já vi.
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  — Sempre a madrinha. — Joseline Collins riu de forma debochada, erguendo a mão que estava sua aliança de noivado e mexendo nos cachos de seu cabelo. — Quando será definitivamente a noiva?
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  — Ai, Joseline, não seja desagradável. — Freya fez uma careta para ela, puxando pelo braço. — Venha, amiga, vamos para a mesa de doces.
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  A jornalista concordou sem contestações e a seguiu. Para a biomédica, se havia algo para deixar o dia mais leve era qualquer coisa que envolvia açúcar, quanto mais doce melhor. E assim que chegou em frente à mesa, já pegou um brownie e deu a primeira mordida.
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  — Não liga para a Joseline, ela sempre gostou de te provocar — Freya disse, ao engolir seu pedaço. — Ainda mais porque ela sempre teve uma queda pelo , e você ficou com ele…
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  Freya parou de falar e a olhou.
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  — Desculpa por entrar nos detalhes — disse meio sem graça.
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  — Fique tranquila, você só disse a realidade… — soltou um suspiro cansado, voltando o olhar para frente. — Não sei como ela conseguiu ficar noiva de alguém tão legal como o Michael.
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  — Acredite, me faço a mesma pergunta todos os dias. — Ela soltou uma gargalhada, mas depois ficou mais séria ao ver passando por elas. — Como você está?
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  — Por que a pergunta? — A jornalista ficou confusa com aquilo.
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  — , você, numa festa de casamento… — explicou ela, em palavras chave.
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  — É claro que estou bem, é tão difícil assim acreditarem? — Ela cruzou os braços indignada.
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  — Não me olhe assim, é preocupação de amiga — ela se defendeu. — Afinal, todos notaram o quanto você tem se esquivado dele hoje, depois de três anos sem se verem… E de como ele tem te devorado com o olhar.
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  — Olha, eu não vim aqui por causa dele, não somos mais próximos, o que significa que não tenho a obrigação de ficar grudada nele, estou sendo o mais civilizada possível pela felicidade da Cami. — Ela deu um passo para se afastar. — Então, por favor, o que os outros pensam de mim, pouco me importa.
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  Ela seguiu em direção a sua amiga recém-casada. Após lhe dar um mega abraço cheio de felicitações, deu um soco no braço de Robert o jurando de morte, caso não fizesse a amiga feliz. Após fazer sala e caminhar pelos convidados por mais algum tempo, chamou um táxi e seguiu para sua casa. aproveitou o final de semana para organizar sua nova rotina diária exigida pelo novo cargo na redação, assim como seu apartamento em novo endereço. O antigo loft que morava havia sido vendido pelo dono e o comprador não quis alugar mais, com a intenção de morar. O que a levou ao desespero de conseguir uma nova morada em tempo recorde.
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  Mas às vezes sua vida lhe dá momentos de aparente “sorte”, e um conhecido da família de Robert, que após se aposentar resolveu morar na Austrália, concordou em alugar o apartamento para ela. Foram os dois dias mais cansativos fisicamente para ela, pois o mental viria logo na segunda pela manhã.
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  — , o chefe está te chamando na sala dele — Flint anunciou ao se aproximar da estação de trabalho da jornalista.
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  — Ok. — Assentiu ela, salvando o arquivo do artigo que revisava para a próxima publicação.
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  Seu último trabalho para o caderno de entretenimento. Ela se espreguiçou um pouco e levantou da cadeira, de forma despreocupada seguiu para a sala do seu chefe, curiosa para saber o que ele queria. Deu dois toques na porta e depois entrou, fechando-a. Então se colocou em frente a ele, notando uma terceira presença ali. Um homem vestido formalmente com um terno azul marinho, de costas para ela, com a atenção na grande parede de vidro que compunham a fachada do prédio.
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  — Estou aqui, senhor, o que deseja? — perguntou ela, forçando-se a desviar o olhar do homem misterioso.
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  — Bem, como nossa nova colunista chefe, quero lhe apresentar o novo supervisor geral da redação, meu filho, Tenebrae. — Assim que Harry anunciou, o homem se virou, com um sorriso de canto debochado. — Ambos já se conhecem e tenho certeza que, apesar disso, o que levarão em conta neste ambiente de trabalho é o presente e nossas ambições para o futuro do jornal. — E voltando o olhar para o filho: — Não haverá espaço para o passado aqui.
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  Harry sabia muito bem da história do problemático casal à sua frente. Mas não se importava com suas relações particulares, desde que não atrapalhasse o bom andamento do Continuum Post.
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  — Não terá problemas de minha parte — assegurou , voltando o olhar para ela.
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  — O presente é o que importa, senhor. — ignorou o olhar dele e manteve a atenção no editor. — Mais alguma coisa?
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  — Sim, e como vejo que estão empolgados para trabalharem juntos — num tom irônico e sarcástico, Harry se manteve sério e focado —, tenho uma missão para ambos.
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  — Uma missão? — Ela ficou confusa.
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  — Sim, ambos conhecem a rede de hotéis da família Village, e sabem como tem crescido o patrimônio deles, atualmente o resort nomeado como Paradise Kiss tem ganhado notoriedade entre a mídia e muita especulação sobre as instalações e atividades ofertadas exclusivamente para casais — começou ele a explicação.
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  — E o que nós dois temos a ver com isso? — perguntou com o olhar desconfiado para o pai.
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  — Quero que o primeiro artigo de como colunista premium seja sobre este resort — respondeu.
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  — E desde quando eu preciso de alguém para escrever algum artigo?! — Ela ficou mais confusa ainda, e tinha propriedade para dizer aquilo.
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  Suas matérias sempre foram as mais elogiadas da redação.
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  — Digamos que até hoje, nenhum jornal ou revista tiveram permissão dos donos para fazerem uma matéria sobre o lugar, nem mesmo uma pequena foto das instalações pode ser postada. E para se hospedar no lugar deve-se obrigatoriamente ser um casal. — Ele apontou para os dois.
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  — O quê? — disseram eles em coral.
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  — Isso mesmo — confirmou Harry.
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  — Pai, isso é loucura — questionou , recebendo um olhar repreensivo do pai por ter sido informal. — Senhor, é um absurdo.
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  — Eu odeio ter que fazer isso, mas concordo com o . — Ela praticamente empurrou essas palavras para fora de sua boca, cerrando os dentes quase.
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  — Não me importo com a opinião de vocês, se formos o primeiro veículo de comunicação a ter uma matéria sobre o Paradise Kiss, principalmente nesse período do Dia dos Namorados, estaremos em vantagem e nossas vendas triplicariam — continuou o editor Tenebrae. — Já fiz a reserva para ambos, irão no domingo pela manhã, assim poderão ter a oportunidade de falar diretamente com o dono Sullivan Village, teremos somente essa oportunidade e quero este artigo na próxima edição do Continuum Post.
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  — Mas senhor… — tentou argumentar.
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  — Sem mas, ambos são ou não profissionais? — Harry cruzou os braços sério.
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  — Sim — responderam novamente em conjunto.
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  — Pois muito bem, se aprontem ao longo da semana e tracem uma estratégia para poder convencê-lo — finalizou com um tom de ordem. — Não me decepcionem.
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   bufou de leve e saiu primeiro, seguindo para sua estação de trabalho no andar de baixo. Enquanto isso, continuou na sala do pai boquiaberto pela missão suicida que teria que enfrentar.
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  — O senhor é louco? — perguntou o filho com sua indignação. — Sabe a dimensão dessa ordem?
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  — Sei, mas sei também que ambos os meus funcionários são maduros e totalmente capazes de separar o pessoal do profissional. — Harry se levantou de sua cadeira de chefe e olhou seriamente para o filho. — Me convença que eu posso realmente deixar este jornal para você por ser um homem maduro e responsável, e não aquela criança que deixou uma mulher no altar sem a menor explicação e fugiu para o outro lado do mundo.
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  — Então é isso? O senhor tomou as dores dela e está fazendo isso para me punir? — Ele deu um riso desacreditado. — Eu sou o vilão da história agora?!
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  — Acredite, meu filho, será bem mais difícil para do que para você. — Ele estendeu a mão para a porta. — Pode se retirar agora.
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  Com um gosto amargo na boca, saiu bufando da sala do pai e se dirigiu para o elevador. Não queria ficar nem mais um minuto naquela redação, não naquele dia. Quanto a ela, continuou seu trabalho, pois a vida continua sendo boa ou ruim. E para piorar, os suspiros e comentários de suas colegas de trabalho sobre o charme e beleza do filho do dono a irritava mais ainda. A jornalista nem estava de TPM para usar de desculpas por sua falta de paciência nos dias a seguir.
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  Terça de manhã, para começar bem o dia, assim que a porta do elevador se abriu vindo do estacionamento, lá estava . Encostado na parede dos fundos com as mãos nos bolsos da calça, o olhar desinteressado e enigmático. respirou fundo e entrou, sendo seguida por mais algumas pessoas. Os cochichos soavam pelo pequeno espaço, com ela tentando ignorar todos.
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  — Bom dia,  — disse Charlot ao vê-la se aproximar de sua mesa.
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  — Fale por você. — A jornalista demonstrou logo seu mau humor do dia, ao sentar-se na cadeira e ligar o computador.
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  — Uau, estamos de TPM de novo? — brincou a garota. — Que loucura.
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  — Só problemas pessoais mesmo. — suspirou fraco e manteve o olhar a frente.
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  Porém, o movimento de ao passar por sua mesa, a fez olhar para ele por segundos, até encontrar o rosto derretido de sua colega por ele. O que a fez bufar um pouco e revirar os olhos.
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  — Ai, ele é tão sexy — comentou ela. — Ouvi algumas meninas dizerem que ele está solteiro no momento, acho que vou me candidatar…
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  — Charlot, você não tem uma matéria para entregar hoje não? — a olhou, para que ligasse o desconfiômetro. — O pessoal da diagramação só tem até à noite para enviar para o departamento de impressão.
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  — Tenho, mas essa visão é mais interessante. — Se forçasse um pouco mais, escorria uma baba de sua boca. — Ouvi a Tiffany comentar ontem no final do expediente que ele estava namorando uma modelo da Noruega, mas por divergência de agendas terminaram, apesar de que ele não passa mais de quinze dias com uma mesma mulher… E não vai acreditar…
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  — Tenho mesmo que saber? — O olhar desinteressado dela não conseguiu convencer a colega a deixar a informação no anonimato.
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  — Tá rolando boatos que ele já namorou alguém que trabalha na Continuum Post — terminou ela. — Ah, se fosse eu, não teria vergonha em dizer e ainda pediria pra voltar.
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   levantou irritada, pegou o tablet na gaveta e afastou-se da mesa. Já previa que seu dia não seria fácil com Charlot tagarelando sobre seu ex, agora supervisor, o dia inteiro. Subindo de escadas até o jardim sobre a laje do terraço, sentou em um dos bancos e, ligando o aparelho nas mãos, começou a esboçar algumas possíveis perguntas relacionadas ao resort, assim como as pesquisas sobre os negócios da família Village.
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  — Ai, Senhor, me ajuda — disse ela olhando para o céu.
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  Sua mente estava tão atordoada que era complicado conseguir se concentrar na parte do trabalho. Imaginar que vai se hospedar, mesmo que por um dia, como um casal com  a deixava desestabilizada de uma forma descomunal.
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  — Ah… Não sabia que o terraço estava ocupado. — A voz de soou ao passar pela porta e se deparar com ela.
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  — Você. — Ela manteve o olhar sério para ele. — O que faz aqui?
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  — Só queria um pouco de ar — respondeu ele.
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  — Não digo no terraço — ela colocou o tablet ao lado no banco —, estou falando da redação, você sempre disse que jamais trabalharia aqui.
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  Visivelmente sua voz tinha traços de irritação.
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  — Se você não percebeu, isso tudo pertence à minha família e um dia vai ser meu, por mais que eu quisesse fugir, eu não posso e vai além de você — explicou ele, alterando um pouco a voz. — Acha mesmo que estou confortável sabendo que vou te ver todos os dias?
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  — Ah, tá, vai mesmo me fazer acreditar que não foi uma armação sua pra me constranger ainda mais. — Ela levantou sua voz também, assim como do banco. — E não satisfeito tem que espalhar para todos que já teve um romance com alguém daqui.
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  — Quem disse que eu andei espalhando sobre minha vida pessoal? — Ele soltou uma gargalhada de deboche. — Por favor, a última coisa que eu quero é me associar a você novamente, mesmo que seja através do passado.
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  — Pois saiba que compartilho do mesmo desejo — concordou ela.
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  Ambos se calaram e permaneceram apenas se olhando por um tempo. Fora inevitável a chuva de lembranças em suas mentes, que os deixavam ainda mais sem estruturas. segurou suas emoções no canto dos olhos e pegando o tablet para se retirar, foi barrada por ele, que segurou em seu braço.
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  — Eu não lhe devo nada, mas quero que saiba que não foi proposital estar aqui — confessou ele. — Da última vez que… Quando me mudei para o Japão, pedi a todos que não mencionassem mais sobre você, então posso te garantir que não sabia que trabalhava aqui.
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  — Acha mesmo que vou acreditar? — retrucou ela.
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  — Não me importo se acredita, essa é a verdade — rebateu ele com firmeza, que a deixou balançada. — Pela minha lógica, você nunca trabalharia aqui, porque é a empresa da minha família.
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  — Você tem dois irmãos e sempre disse que jamais ambicionou ser o herdeiro da Continuum Post, então, na minha lógica, o único lugar que não teria risco de te encontrar seria aqui. — Ela se soltou dele. — Mas a vida sempre foi imprevisível no nosso caso.
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  Sem que ele pudesse argumentar, ela se retirou. Como já tinha fechado sua matéria e enviado ao setor de diagramação, resolveu encerrar seu dia de trabalho e voltar para casa. O restante da semana Moore trabalhou no estilo home office, até que, sexta à noite, uma batida em sua porta lhe tirou todo o seu sossego.
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  — O que faz aqui? — perguntou ela, ao abrir a porta e dar de cara com .
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  — Que olhar é esse, não sou um fantasma — brincou ele.
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  — Para mim é sim, uma assombração — retrucou ela.
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  — Vai me deixar aqui na porta? — perguntou ele.
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  — Por que eu deveria deixá-lo entrar? — retrucou ela.
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  — Porque sou o seu chefe. — Seu argumento era abusivo.
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  — Isso é abuso de poder — reclamou ela, abrindo mais a porta. — Entra, antes que eu me arrependa.
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  Ele sorriu de canto com malícia e entrou. conhecia aquela expressão em sua face, convivera muito tempo com ele, e um dos pontos que a fez se apaixonar. Ao fechar a porta, deu alguns passos em direção à cozinha. O apartamento em conceito aberto integrava bem os ambientes sociais de uma residência.
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  — O que quer aqui? — perguntou ela, novamente.
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  — Temos um trabalho pela frente e como fugiu a semana toda da redação — iniciou ele.
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  — Eu não fugi, para sua informação, eu tenho o benefício de trabalhar em sistema home office — explicou ela, o interrompendo.
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  — Sei. — Ele deu de ombros, adentrando mais e analisando o lugar.
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  Não estava tão desorganizado como imaginava que estivesse, entretanto não era o poço de organização e disciplina. Para ela sua bagunça era aceitável.
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  — Não me importo se não acredita. — Ela abriu a geladeira e olhou para ele. — Aceita uma água?
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  — É só isso que tem a coragem de me oferecer? — Ele deixou um tom irônico sair.
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  — Não que você mereça, por mim morria de sede no deserto. — Ela seguiu pela cozinha com o olhar sereno.
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  — Eu gosto de café, não que seja do seu interesse saber — comentou ele.
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  — Não é, mas acho que posso fazer dois macchiatos. — deu de ombros. — Caramelo, não é?
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  — Olha, ela ainda se lembra — disse mantendo o tom de ironia.
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  Ela se aproximou da pequena cafeteira de expresso que o dono do lugar tinha deixado junto com parte da mobília e, pegando duas cápsulas de café saborizado de caramelo, preparou a bebida para ambos.
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  — Ainda consegue ser uma boa anfitriã — brincou ele, em provocação ao pegar a xícara de vidro com o preparo.
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  — Vou me abster da resposta. — Ela revirou os olhos e tomou o primeiro gole.
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  Ele também bebericou um pouco e iniciou o assunto.
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  — Olha, eu não estou mais confortável que você sobre esse assunto. — Sua voz soava sinceridade. — E como somos profissionais, precisamos de um plano de ação para que esta matéria seja concedida ao jornal e não precisemos nos matar no processo.
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  — O argumento é válido, continue. — Ela o olhou, controlando os pensamentos inapropriados. — Tem a minha atenção.
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  — Só precisamos de um dia para fazer isso, que é referente à reserva que meu pai fez. Soube também que o dono estará no resort para a inauguração da semana dos namorados — continuou ele —, não terá como ele escapar.
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  — E já conseguiu encontrar um argumento para convencê-lo? — indagou ela.
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  — A jornalista aqui é você, achei que já tivesse pensado nisso — respondeu ele com tranquilidade.
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  — Onde está o aluno competitivo que eu conheço? Já contava que trouxesse todo o plano de ataque na ponta da língua. — O deboche escorria em sua voz.
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  — A funcionária do mês aqui é você, colunista Premium. — Ele riu com sarcasmo, sua vez de atacar. — Esperava mais de você.
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  Ela revirou os olhos.
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  — Se não veio para contribuir, pode deixar o café e ir embora. — Ela se levantou e apontou para a porta.
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  — Você já foi mais educada. — Ele permaneceu sentado, como se não se importasse.
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  — Não diga. — Ela colocou a mão na cintura, embasbacada.
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  — Ainda não terminei meu café, podemos passar para o próximo assunto? — Ele sorriu de canto.
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  — Não temos mais nenhum assunto — disse ela convicta.
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  — Tem certeza? — Ele deixou a xícara na mesa de centro e se levantou. — Estar aqui não lhe traz nada à mente?
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  Ela tentou ignorar aquilo e não pensar. Não sabia qual era a intenção dele naquilo tudo.
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  — Por que eu ia querer me lembrar de algo insignificante? — Ela entrou na defensiva e ele percebeu.
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   deu alguns passos para se aproximar dela.
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  — Então é isso, nosso passado foi insignificante para você? — Ele entonou mais a voz, deixando uma tensão no ar.
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  O coração de acelerou um pouco com sua aproximação. Por mais que não quisesse admitir, o que sentia por não havia sido cem por cento superado. Pelo contrário, sentir seu perfume fez seu corpo arrepiar com as lembranças das partes boas do relacionamento que tiveram.
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  — Para você certamente foi. — Confrontou ela. — Foram quantas namoradas depois de mim? Uma por semana?
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  Uma pitada de ciúmes escorreu em sua voz e, voltando o olhar para o lado, ela respirou fundo se contendo.
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  — Não fui o único a seguir em frente — retrucou ele.
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  — Acho melhor ir embora. — Ela abriu a porta. — Temos um longo dia amanhã para organizar as coisas da viagem.
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  Ele soltou uma risada fraca e irônica e, retirando-se do apartamento dela, seguiu para a porta do apartamento ao lado, retirou as chaves do bolso e entrou. O corpo de gelou na mesma hora.
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  Além de voltar para a sua vida, ser seu novo chefe, ainda era seu vizinho da varanda ao lado.
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  E detalhe, faltavam apenas 15 dias para o dia dos namorados!
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Você é minha sorte,
Você me fez arriscar meu coração numa oportunidade única,
Agora, todos estão olhando para nós com pipoca na boca,
Esperando para ver o que vai acontecer com nós dois.
– Lotto / EXO

A Proposta

  Manhã de sábado e, que havia passado a noite em claro arrumando sua mala, acordou assustada com o alto som vindo do apartamento ao lado. Claro que era uma sutil provocação de , colocando no último volume um clássico do Queen para agitar a manhã. Ela bufou de leve e se cobriu um pouco mais com um casaco de tricô e saiu de seu apartamento para reclamar. Batendo na porta ao lado de forma agressiva e repetida, precisou de muita paciência para continuar até que ele abrisse.
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  — Bom dia, vizinha! — Assim que a porta se abriu, um largo sorriso de foi surgindo em seu rosto.
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  — Poderia abaixar o som, por favor?! — pediu ela, entredentes com o mínimo de educação que estava disposta a gastar com ele naquele dia.
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  — , é a pizza?! — Uma voz feminina soou do interior do apartamento.
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  Algo que deixou a jornalista em choque e raiva oculta. Entretanto, externamente ela manteve seu rosto suave e o olhar sério, demonstrando não se importar se seu vizinho estava ou não acompanhado.
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  — Não, é somente a vizinha do lado. — Ele continuou com o sorriso debochado no canto do rosto. — Me desculpe pelo som, é que eu gosto de uma boa trilha sonora pela manhã.
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  — Apenas abaixe — continuou ela, de forma firme. — E espero que o supervisor da Continuum Post esteja pronto até o meio-dia.
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  — Não está curiosa para saber quem é a dona da pizza? — brincou ele, surpreso pela reação desinteressada dela.
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  — Olhe para minha cara e veja se eu tenho tempo para você e seus romances. — Ela deu um passo para se afastar, porém foi parada por ele que segurou em seu braço.
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  — Não quer tomar café com a gente? — brincou ele, em provocação.
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  — Abaixe o som — reforçou ela, se soltando voltando ao seu apartamento.
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  Assim que ela fechou a porta, do lado de dentro soltou um grito de raiva pela provocação inimiga. O que ele tinha de irritante tinha de atraente, ainda mais quando estava sem camisa, e claro que tinha reparado na falta de peças de roupa em seu corpo com todo aquele abdômen definido à mostra. O que a fez lembrar das muitas vezes que o viu treinar na academia próximo a universidade em que estudaram. Mas a pergunta instalada em sua mente era: Quem era a dona daquela voz?
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  — , pare de pensar nele e volte à sua realidade — sussurrou ela, respirando fundo. — Preciso trazer esse artigo para o jornal.
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  Ela voltou para seu quarto e entrou no banheiro, já retirando o casaco e a camisola. Nada como uma ducha para relaxar o corpo e ao mesmo tempo acordar os músculos. Enrolada na toalha, ela retornou ao quarto e selecionou a roupa que vestiria, inicialmente seria algo formal e básico, entretanto seus sapatos tinham o estilo de uma típica mulher de negócios que a deixava ainda mais empoderada. Um coque bem feito, brincos discretos e a inseparável bolsa Chanel que lhe custou quase a metade do último salário. Ela estava pronta para o combate.
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  — Não acredito que ele vai atrasar — sussurrou ela ao olhar pela terceira vez para o relógio em seu pulso.
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  — Quem falou que eu me atrasaria?! — A voz de soou atrás dela e, em segundos, passou pela mesma parando em sua frente. — Se há uma coisa que sempre fui e sempre serei é pontual.
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  — Ah sim, o que me leva a ter certeza da sua ausência naquele dia. — Ela deixou seu pensamento escapar em voz alta.
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  — Olha só, quer entrar nesse assunto? Eu não me importo de discutirmos isso aqui e agora. — Ele colocou as mãos no bolso da calça, mantendo um olhar sereno.
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  — Eu não tenho tempo para falar de algo desnecessário, , e temos que ir agora para o aeroporto, senhor pontual. — Ela ajeitou a bolsa no ombro e segurou firme em sua mala.
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  — Por que você sempre foge quando se sente ameaçada? — questionou ele, não se dando por vencido.
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  — Quem disse que estou fugindo? — Ela o olhou séria. — Nós somos profissionais, temos um trabalho a fazer, podemos?
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  — Está na defensiva — retrucou ele. — Eu te conheço.
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  — Se me conhecesse mesmo… — Ela se calou por um momento e deu o primeiro passo para seguir na frente.
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  Ele apenas respirou fundo, ainda tinha várias coisas engasgadas para dizer, porém não era hora e nem lugar para isso. Eles seguiram para o aeroporto com as passagens de primeira classe em mãos e um objetivo a ser alcançado. passou todas as horas de viagem em silêncio, concentrada em suas inúmeras anotações na agenda prateada que carregava consigo. Enquanto isso, mantinha seu olhar atento a ela, nem mesmo a sonolência causada pelo cansaço da espera conseguiu pesar suas pálpebras com sucesso.
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  Após algumas horas de voo, o avião pousou no aeroporto de Miami, de lá seguiram em um jatinho privado para St. Andrews, uma ilha particular pertencente à família Village, no qual se instalava o Paradise Kiss. Ao desembarcarem, foram previamente recebidos pela gerente do resort, a senhorita Kimberly.
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  — Bem-vindos ao Paradise Kiss, agradecemos a sua presença — disse ela, em cumprimento, já acenando para que o funcionário que a acompanhava, levasse as bagagens para o jipe.
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  — Nós agradecemos a recepção — disse , num tom firme. — Viemos para falar com o senhor Sullivan Village.
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   continuou em silêncio apenas com um olhar contemplativo, olhando a paisagem que avistava ao seu redor. Uma natureza tão bela que parecia intocada desde a criação, o céu mais limpo e azul, o ar mais puro e até mesmo as cores mais vivas, todos harmonizados pelo som dos pássaros que sobrevoavam o céu.
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  — O senhor Village se encontra em uma atividade para casais no momento, mas ele já está ciente da chegada de vocês — respondeu Kimberly. — Me acompanhem até o jipe, por favor.
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   assentiu e tocando com suavidade no ombro de , a despertou de sua contemplação ao horizonte. Seguindo pela trilha por mais alguns minutos, finalmente chegaram à instalação principal do resort, que ficava bem ao centro da ilha, em sua estrutura monumental. Além dela, o Paradise Kiss também contava com outras cinco pequenas instalações espalhadas pela ilha, cada uma representando uma parada na Trilha do Coração, a maior e mais bem sucedida atividade para casais que o resort oferece.
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  — O quarto de vocês já está pronto e Gonzales levará suas bagagens — reportou a gerente, mencionando o mensageiro.
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  — Agradecemos — disse , finalmente voltando sua atenção para a mulher. — Você por acaso sabe quando o senhor Village poderá nos atender?
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  — Em alguns minutos acredito, contudo, queiram me acompanhar, vocês podem esperar no lounge do resort enquanto isso. — Ela estendeu a mão direita para indicar o caminho.
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  — Claro — assentiu prontamente.
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  Ambos não tinham muita opção a não ser esperar que o dono do resort aparecesse e aceitasse os argumentos ainda não construídos da dupla em questão. Sentados em uma área vip do lounge, em duas confortáveis Poltronas Mole, o design brasileiro assinado pelo arquiteto Sérgio Rodrigues. A princípio a colunista não conseguia controlar tamanha fascinação por um ambiente tão luxuoso, moderno e ao mesmo tempo aconchegante. Entretanto, quanto mais os minutos se passavam, ela o nervosismo ia crescendo dentro de ambos, até que finalmente o senhor Village apareceu com sua esposa.
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  — Bem-vindos ao Paradise Kiss — disse o senhor de cabelos grisalhos e um sorriso jovial, acompanhado de uma bela senhora ao lado. — Esta é minha esposa Penny.
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  — Senhor e senhora Village, prazer, somos do jornal… — se levantou da poltrona e esticou a mão em cumprimento já se apresentando.
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  — Continuum Post — disse o homem o interrompendo, porém aceitando o cumprimento ao apertar sua mão. — Sei muito bem quem são, a colunista e o supervisor, recebi uma ligação do seu pai há dois dias falando da visita de vocês.
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  O olhar da dupla ficou espantado, aumentando mais a ansiedade interna.
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  — Bem, o que mais o senhor Tenebrae lhe disse? — perguntou , ao se levantar também, curiosa.
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  — Que ambos iriam me convencer a aceitar a matéria sobre meu resort. — Ele riu de leve e olhou carinhosamente para sua esposa. — Estou curioso para saber como farão isso.
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  — Querido, não os deixe mais nervosos que já estão — disse a mulher, num tom doce e suave.
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  Seu olhar era meio e sutil, que de forma curiosa transmitia uma certa afeição a Moore.
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  — Bem… — respirou fundo e retirou seu tablet da bolsa, já ligando a tela. — Podemos começar mostrando-lhe os benefícios que o senhor terá com uma matéria em nosso jornal, principalmente se tratando do marketing do seu resort…
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  — Ah não, eu sei que você fez bem seu trabalho de casa e irá apresentar possíveis números de encher meus olhos, dizendo que financeiramente uma matéria aumentará meus lucros e tudo mais incluso no pacote — Sullivan a interrompeu já premeditando as palavras dela.
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  — O senhor nem mesmo a ouviu, tenho certeza que vai se surpreender — interviu , confiando na capacidade de sua colunista.
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   voltou seu olhar para ele, surpresa pelas palavras.
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  — Não temos dúvidas disso — Penny se pronunciou, mantendo a sutileza. — Mas, meu jovem, a vida é muito curta para se gastar o pouco tempo que temos com conversas como essas. Não é, querido?
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  — Como assim? Estamos falando de um patrimônio de vocês, algo que gastaram tempo investindo — argumentou . — Não entendo.
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  — Sim, nós investimos tempo e dinheiro aqui, e nosso Paradise Kiss tem cumprido bem o seu propósito, não precisamos de marketing para transformar nosso sonho em um tipo de comércio barato, não são quaisquer pessoas que se hospedam aqui — explicou o Village. — O que minha esposa quis dizer é que estamos em lua de mel e não vamos desperdiçar nosso tempo com algo que segue como planejado.
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  — Senhor, não é nossa intenção… — interviu.
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  — Senhor Tenebrae, por mais que vosso pai seja um amigo muito estimado, não abrirei exceção, não haverá matéria sobre o nosso resort. — As palavras saíram de forma suave dos lábios de Sullivan.
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  Entretanto, não havia se dado por vencida naquele e não levou sua entonação como uma palavra final. Assim que o homem se impulsionou para se retirar com a esposa, a colunista agiu de imediato sem pensar nas consequências da sua impulsividade.
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  — E se eu te fizer outra proposta? — disse ela, ainda construindo seu contra-ataque.
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  — Como? — Sullivan a olhou confuso, porém sua esposa do lado lançou um olhar intrigado e curioso.
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  — Prossiga, minha jovem — disse Penny.
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  — O senhor Village disse que o resort tem cumprido bem o seu propósito, mas nunca disse abertamente aos seus clientes qual é exatamente — continuou ela, mantendo a voz mais baixa, controlando suas mãos trêmulas de ansiedade. — O que o Continuum Post quer não é transformar seu resort em uma matéria comercial, muito pelo contrário, a nossa proposta é contar finalmente a história do Paradise Kiss, com palavras que se alinhem ao propósito do hotel.
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  — Bem, para isso a senhorita deverá descobrir qual é o propósito, não é? — retrucou Sullivan, atento às intenções dela.
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  — Sim, e vou ter o maior prazer em passar uma tarde refrescante com o casal que projetou esse lugar — continuou ela. — Eu não lhes darei apenas imagens comerciais, mas apresentarei o sonho de vocês ao mundo, a única coisa que peço é que me contem a história de vocês.
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   olhou para Moore impressionado. Como ela havia elaborado um plano B em um curto espaço de tempo, se o plano A nem havia sido planejado.
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  — Suas palavras são muito interessante… — disse Penny. — Mas me deram uma ideia, então agora eu falarei a minha proposta… Se você descobrir o propósito do Paradise Kiss e escrever a nossa história a partir do seu ponto de vista, nós permitiremos a publicação da matéria.
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  Antes que se impulsionasse para responder, a senhora Village continuou.
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  — Contudo… Para descobrir o nosso propósito, ambos terão que permanecer sete dias hospedados no Paradise Kiss e passar pela Trilha do Coração, nossa mais importante atividade para os casais.
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  — O quê? — e disseram em coro, ambos estáticos com a proposta dela.
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  — Mas é claro que eles não irão conseguir descobrir, minha querida. — Sullivan riu de leve, ao segurar a mão de sua esposa entrelaçando seus dedos. — Para isso, precisam ser um casal, algo que não são.
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  — Ah, é uma pena então — disse Penny.
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  — Bem, acho que já perdemos muito tempo com vocês, agradecemos pela estadia em nosso resort e tenha um bom retorno ao Continuum Post — disse Sullivan ao se deslocar para sair com a esposa o seguindo.
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  A dupla continuou imóvel, apenas olhando os donos se afastaram cada vez mais. estava se sentindo um fracasso internamente, não apenas por perder a maior oportunidade da sua carreira profissional, mas também pela realidade de sua vida sentimental. As palavras da senhora Village a haviam atingido negativamente mais do que ela imaginava que pudesse. Já apenas engoliu seco o gosto amargo da verdade, ele e sua companheira de viagem já não eram mais um casal há tempos.
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  — Contra fatos não há argumentos — disse ele, num tom baixo. — Vou pedir à recepção para descer com as malas.
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  Ele deu um passo para se retirar.
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  — Espera! — Ela segurou em seu braço no seu rompante de sempre. — Não acredito que você vai mesmo aceitar esse “não”.
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  — Não temos mais nada a fazer aqui — explicou ele, continuando seus passos.
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  — , é sério isso, vamos mesmo voltar assim? Sem contestar? — Ela o seguiu em revolta pela forma em que ele aceitou a derrota. — Quem é você e o que fez com o Tenebrae que eu conheço?
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  Ela o segurou mais uma vez pelo braço o parando no caminho, então se colocou em sua frente com o olhar incrédulo.
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  — Não entendo sua insistência, por acaso o que ele disse é mentira? Não somos um casal. — Ele controlou seu tom de voz na medida do possível, porém a atenção de algumas pessoas que passavam se voltou para ambos, após breves segundos respirou fundo e continuou: — Os Village deixaram bem claro que não querem a matéria a menos que concordemos com a proposta da senhora Penny, então vamos voltar para casa, a menos que você queira passar por cima do nosso passado e pelos próximos sete dias ser um casal feliz de revista.
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  As palavras finais foram cuspidas praticamente, pois o Tenebrae apenas conseguia pensar na última vez que a viu antes de deixá-la no altar. Ambos estavam alterados naquele dia, em plena discussão que resultou em dois corações partidos e muitas lágrimas. sentiu seu corpo gelar com o choque de realidade, no fundo ela sabia que não tinha argumentos para fazer o casal Village mudar de ideia.
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  E pior, por mais que fosse a melhor profissional do mundo, ela não tinha estruturas físicas e emocionais para viver tal situação.
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  Mesmo com o final do inverno, a neve continuava a cair do lado de fora. Em seu apartamento, permanecia enroscada em um cobertor e encolhida em sua poltrona ao lado da varanda. Silencioso e frio, esta era a classificação para o seu domingo, entretanto, internamente ela estava a todo vapor. Seus pensamentos fervilhando com o som das palavras da senhora Village martelando em sua mente. Moore não acreditava que se daria por vencida apenas por causa do seu passado, não queria sair mais uma vez derrotada nessa história. Mas o que ela poderia fazer?
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  Só de pensar nela sozinha com , seu corpo já entrava em choque e sua mente fundia. Se realmente havia uma linha tênue entre o amor e o ódio, ela não conseguia nem mais discernir em qual dos dois lados ela terminaria após o tal experimento. E sim, tinha lá no fundo medo de ao menos pensar no assunto, medo de se machucar novamente, medo de ter a confirmação de que o Tenebrae nunca a amou.
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  — Por que a vida é tão difícil? — sussurrou ela, em um longo suspiro. — Por que ainda me sinto atraída por você? Seria tão mais fácil se eu somente te odiasse.
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  Ela manteve o olhar fixo na porta da varanda em direção ao céu. Algum tempo depois, o barulho de batidas na porta a despertou, uma visita inesperada para lhe tirar a breve e ilusória paz. Ao abrir…
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  — ? — disse ela, num tom baixo porém surpreso.
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  — Posso entrar?! — perguntou ele, seu olhar sério e a expressão fria.
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  — Sim. — Ela abriu mais a porta para que ele adentrasse, apenas o observou de início e fechou-a. — O que você quer? Achei que estivesse com o seu pai, soube que é aniversário da sua madrasta.
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  — Sim, eu estava — assentiu ele, dando curtos passos até o centro do apartamento. — Até que ele mencionou sobre o fracasso da nossa missão.
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  — Devo me preocupar com meu emprego e já pensar em atualizar meu currículo? — perguntou ela, tentando não levar para o lado brincalhão, mas arrancando uma risada boba nele.
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  — Não, não é por isso que você vai ser demitida, se fosse o caso, eu não iria permitir a não ser que meu pai quisesse ficar sem supervisor também — admitiu ele, com segurança no olhar.
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  Algo que estremeceu Moore.
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  — Não esperava tanta sinceridade — comentou ela, se esforçando para agir com naturalidade diante de suas palavras.
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  — Me dói admitir, mas você é a melhor funcionária do meu jornal. — Claro e direto.
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  — Vou ganhar um aumento? — perguntou segurando o riso.
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  — Não. — Ele riu com mais leveza e colocou as mãos nos bolsos da calça.
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  Aquele era seu charme, a postura que deixava sem foco e dependendo da situação, desnorteada.
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  — O que veio fazer aqui? — Ela desviou o olhar para o lado, respirando fundo com discrição.
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  — Bem, um vizinho não pode lhe fazer uma visita aos domingos? — brincou ele, fazendo-a rir de leve.
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  — Não quando o vizinho é você. — Ela continuou rindo, até parar e manter o rosto suave.
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  Era nítido seu esforço para não encará-lo.
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  Ainda mais depois de uma semana trabalhando em silêncio e estresse na redação, após um funcionário do RH descobrir sobre o passado de ambos e os cochichos se espalharem pela redação. O único sentimento que conseguia ter era de vergonha e frustração por novamente se sentir tão afetada e machucada por uma ferida que já deveria ter sido cicatrizada.
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  — Mas falando sério? O que o traz aqui? — Ela o olhou de forma séria por um momento.
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  — Vim conversar sobre o Paradise Kiss — respondeu.
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  — Achei que o assunto já estivesse encerrado quando informamos ao seu pai que não haveria a matéria. — Ela se virou com suavidade, dando alguns passos até a porta para a varanda. — O que mais temos para falar sobre isso?
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  — Sei que vai parecer uma loucura, mas… — Ele deu uma pausa, juntando suas forças para continuar. — Eu quero aceitar.
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  — Aceitar o quê? — indagou.
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  — A proposta da senhora Village — explicou ele suas intenções.
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  Ela o olhou de imediato, surpresa.
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  — Quero passar uma semana com você no Paradise Kiss — completou ele.
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  — Você ficou louco? — Ela tossiu de leve, incrédula.
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  — Não, apenas estou sendo o que você conhece — respondeu ele, dando um sorriso de canto. — Você tem razão, eu nunca fui de desistir tão facilmente.
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  — E o que te faz pensar que eu vou embarcar nessa loucura com você? — Ela cruzou os braços, olhando-o curiosa.
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  — Eu tenho certeza que você vai porque somos idênticos nesse quesito, não desistimos com facilidade. — O argumento dele parecia plausível para ela. — Se lembra daquele trabalho sobre a guerra fria que fizemos?
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  Assim que ele perguntou, soltou uma gargalhada automática pela lembrança vívida em sua mente. De forma involuntária seu corpo se locomoveu, aproximando um pouco mais dele, sem que a mesma notasse.
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  — Até a senhora Finley achou que nós dois nos mataríamos no processo. — Ela continuou rindo. — Quase colocamos fogo naquela biblioteca.
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  — Mas no final, foi o melhor artigo da escola e levamos o prêmio — completou ele com um tom saudoso.
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  — Você realmente quer fazer isso? — indagou ela, achando uma loucura.
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  — Não podemos deixar nosso passado ou as indiferenças atrapalhar o nosso trabalho — disse ele, mantendo a firmeza no olhar. — Acho que podemos fazer isso sem explodir o resort.
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  Riram ao mesmo tempo.
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  — E nos matarmos no processo — completou ela, já sentindo-se parcialmente convencida. — Acho que… Hum… Podemos fazer isso.
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  — Então faremos isso. — Ele retirou o celular do bolso.
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  — O que você vai fazer? — perguntou ela.
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  — Vou ligar para o senhor Village e dizer que vamos aceitar a proposta — respondeu ele, começando a buscar o número na lista de contatos.
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  — Que tal ligar depois? — Ela pegou o celular da mão dele.
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  — Ei. — Ele a olhou curioso e intrigado. — O que está pretendendo fazer?
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  — Tenho minhas condições, então você só vai formalizar nosso acordo com o senhor Village depois de me ouvir. — Ela guardou o celular dele no bolso de trás da sua calça.
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  — E o que você quer? — Ele deu um passo para mais perto dela, ficando em sua frente.
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   manteve o olhar suave, com um sorriso de canto discreto.
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  — Você tem que me prometer que não vai mais tocar naquele assunto — pediu ela.
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  — Que assunto? — perguntou ele.
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  — O nosso passado. — Ela respirou fundo.
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  Seu corpo pareceu cansado por um breve momento, talvez pelo desgaste emocional da semana, ou pelas muitas preocupações e pensamentos que ocuparam sua mente na última madrugada.
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  — Queria entender o motivo de não querer falar sobre — comentou ele.
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  Se ainda havia vestígios do passado de ambos, queria colocar um ponto final nisso, e só conseguiria se ambos discutissem o que havia ocorrido, para finalmente virar a página.
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  — Você ainda se sente ferida, não é? — insistiu ele, sentindo o silêncio da parte dela.
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   voltou o olhar para o lado, evitando encará-lo.
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  — Eu te conheço, Moore. — Ele tocou suavemente no rosto dela, fazendo-a olhá-lo. — Tudo bem… Seremos profissionais lá.
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  — Agradeço a compreensão. — Ela deu um passo para se afastar, pois tinha finalmente percebido a pequena distância entre ambos.
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  — Espera… — Ele a puxou de leve, como se fosse abraçá-la, então pegou seu celular no bolso dela. — Isso é meu!
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  Brincou.
  — Ei! Quem disse que podia pegar de volta? — ela reclamou tentando pegar o aparelho dele.
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   se esquivou um pouco de sua investida, então, com um passo em falso, se desequilibrou. Seu corpo, ao tombar para trás, foi amparado pela mão esquerda do Tenebrae, que a ajudou a manter o equilíbrio; o físico, pelo menos, pois internamente o coração de ambos estava em ritmo de aceleração, principalmente pela troca de olhares há muito tempo não tida entre ambos.
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  Aquele olhar de amor e desejo que se lembrava bem.
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  O olhar que fez com que aceitasse o famigerado pedido de casamento.
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  O olhar do qual ela sente seu corpo se arrepiar.
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Eu preciso de você, garota
Por que eu me apaixono e
Digo adeus sozinho?
Eu preciso de você, garota
Por que eu preciso de você mesmo sabendo que vou me machucar?
– I Need U / BTS

Trilha do Coração

  Mais uma vez a dupla do Continuum Post estava desembarcando na ilha de St Andrews. Um respiro fundo e uma missão a cumprir, com muitas expectativas do editor chefe incluídas no pacote. Mais uma vez, recebidos por Kimberly que já os encaminhou para a cabana em que ficariam na primeira estação da Trilha do Coração. Por mais que confessasse estar tranquila com relação a estadia deles ali, internamente havia uma chuva de insegurança que a deixava inquieta.
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  — Cada minuto fico mais impressionado com a estrutura desse lugar — comentou , assim que o mordomo se retirou ao deixar suas malas na cabana.
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  — É, esse lugar é mesmo impressionante, devem ter gastado uma fortuna construindo — concordou ela, se aproximando de sua mala e a arrastando até o sofá. — Fico me perguntando como conseguiram dinheiro para isso.
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  — Economizando, talvez — supôs ele. — O que uma família da Continuum mais tem, são influências financeiras.
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  — Falou o fundador — brincou ela, soltando uma gargalhada boba.
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  Ele fez uma careta engraçada e voltou a atenção para a janela. Do lado de fora caia uma fina neve, quase imperceptível. Os dias estavam sendo contados para a data mais esperada pelos casais daquele lugar.
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  — Você tem alguma ideia de como vai ser essa tal trilha? — perguntou ela, ao abrir a mala e olhar superficialmente suas roupas. — Precisamos estar focados para descobrir o propósito deles.
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  — Talvez possam nos dar uma pista sobre. — Ele a olhou novamente. — Em alguma explicação das atividades, mas que tal a gente sofrer com isso amanhã?
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  Ele se espreguiçou um pouco.
  — Amanhã? — Ela deu outra gargalhada. — Não se iluda, meu caro, enquanto você estava jogando charme para a camareira, a senhorita Kimberly me informou da nossa primeira atividade.
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  — Eu não estava jogando charme para ninguém, só estava sendo educado com a moça — explicou ele, dando um olhar inocente.
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  — Sei. — Ela se levantou após pegar algumas peças de roupa e se voltou para o banheiro. — Eu vou me trocar, sugiro que faça o mesmo, apesar do inverno estar no fim, ainda está frio lá fora.
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  — Hum… Quanta preocupação. — Ele sorriu de canto, com o olhar malicioso. — Você pode trocar de roupa aqui na minha frente, não há nada aí que eu já não tenha visto.
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  — Seu tarado. — Ela fechou a cara e seguiu para o banheiro. — Não há nada aqui que você tenha o privilégio de ver.
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  Ele soltou uma gargalhada boba, observando-a entrar e fechar a porta.
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  — Precisava mesmo trancar? — disse ele, ouvindo o barulho do trinco.
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  — Não confio em você! — gritou ela, do outro lado.
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  Ele continuou rindo por um tempo, até que caminhou até sua mala para escolher uma roupa para ele. podia não aparentar, e seu lado brincalhão o ajudava a esconder todo o seu nervosismo por estar ali. Assimilar que passaria sete dias ao lado da única mulher que fazia seu coração acelerar apenas com um sorriso, também o deixava assustado. No fundo, o supervisor sabia bem que assuntos inacabados uma hora poderiam causar estragos naquela viagem.
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  — Hum… — Após finalmente colocar a blusa, se virou deparando com a mulher encostada na porta do banheiro o observando. — Depois eu é que sou o tarado.
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  — O que eu fiz? — perguntou ela com um olhar inocente.
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  — Ainda pergunta. — Ele pegou seu casaco e riu. — Eu não posso te observar, mas você pode.
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  — Quem disse que estou interessada nisso? E como você disse, não há nada aí que eu já não tenha visto. — Ela adentrou um pouco mais e, passando por ele, pegou seu casaco que tinha deixado no sofá. — Vamos?
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  — Nossa, que ríspida — reclamou ele, num tom debochado que a fez rir.
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  Ambos se agasalharam bem, para a noite ao ar livre que daria início a Trilha do Coração. Ao chegar no local indicado pelo mapa que receberam, havia já alguns casais sentados em troncos de árvores espalhados ao redor de uma singela fogueira. Foi inevitável para não se lembrar do primeiro acampamento que participou após entrar na Constance Elite High School e fazer amizade com Camile.
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  — Bem-vindos, casais, meu nome é Charlie — disse uma senhora de cabelos grisalhos, que se mantinha sentada em uma das toras, ao ajeitar seu xale no ombro. — Este é o primeiro dia de vocês no Paradise Kiss, e é aqui que iniciamos nossa Trilha do Coração e a busca pelo propósito da estadia de todos aqui. Algum casal quer se apresentar primeiro?
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  Um casal levantou a mão juntos, pareciam empolgados.
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  — Se apresentem — assentiu a senhora.
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  — Meu nome é Thomas e esta é minha esposa Louise — iniciou o homem ruivo, ao olhar para a mulher ao lado com carinho.
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  — Nos casamos há três meses — completou a mulher, sorrindo com graça — e compartilhamos a guarda de um filhote de Dálmata.
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  — Estamos morrendo de saudade dele — completou o homem.
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  — Bem-vindos — disse Charlie.
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  — Tá explicado o porquê estão felizes — comentou um homem sentado ao lado de , num tom baixo.
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  — Nós também já fomos assim antes — reclamou a mulher ao lado dele, mantendo o olhar de frustração.
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  — O casal à direita gostaria de se apresentar? — Charlie olhou para eles, com serenidade.
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  — Bem… — a mulher se pronunciou. — Meu nome é Judy, e este é…
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  — Roy, somos casados há 13 anos — completou ele. — Temos três filhos.
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  — Que interessante, e já sabem o propósito de vocês aqui? — perguntou a senhora.
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  — Para ser honesta, nem sabemos o motivo de termos casado — respondeu Judy, olhando atravessado para o marido.
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  Aquilo deixou um tanto chocada.
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  — Tenho certeza que até o final da trilha, descobrirão — continuou Charlie. — Próximo casal, os jovens jornalistas.
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  — Ah não, não somos um casal — se adiantou em negar e corrigir a informação.
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  — Eu sei que não, mas o Paradise Kiss somente hospeda casais, então, enquanto estiverem aqui, serão um casal — retrucou Charlie com uma doçura na voz que constrangeu a jornalista. — Se apresentem.
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  O Tenebrae tossiu um pouco, em choque também.
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  — Eu sou e esta é — respondeu rapidamente. — Quase nos casamos uma vez.
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  A frase final soou de forma espontânea dele, e com um tom de humor.
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  — Poderia ter omitido a última parte — sussurrou ela, meio envergonhada pelo olhar de interesse da senhora.
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  — Olha só, são mesmo um casal — brincou Charlie. — Bem, cada grupo de trilha possui uma guia, no caso, eu. E vou levá-los aos cinco pontos durante esses sete dias.
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  — Não acredito que sua mãe nos obrigou a fazer isso — reclamou Roy num tom baixo, parecia arrependido.
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  — Ou era isso, ou coisa pior. — Judy bufou um pouco. — Nosso casamento está falido, não há conserto.
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  — Nem tudo está perdido, minha cara — Charlie voltou o olhar para a mulher amargurada —, para enxergar um futuro, precisamos voltar ao passado.
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  Passado. A palavra que assombrava Moore.
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  — Tenho certeza que antes de toda turbulência, havia algo especial entre vocês. — Charlie respirou fundo e continuou. — O que temos aqui, um casal falido, um casal em negação e um casal desnorteado para lidar com o futuro a dois… Esta turma é mesmo interessante.
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  — Você falou em passado, o que vamos fazer? — perguntou , curioso.
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  — Neste primeiro dia, vocês contarão a história de como se conheceram — respondeu Charlie com um olhar animado. — Quero conhecer mais vocês e saber se realmente se conhecem.
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  Foram mais algum tempo de comentários e reclamações vindos do primeiro e segundo casal, até que o silêncio retornou ao grupo.
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  — Louise e Thomas, podem começar — disse a guia.
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  — Você conta ou eu conto? — perguntou Louise ao marido, sentindo seu rosto corar de vergonha.
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  — Eu conto. — O homem sorriu animado. — Nos conhecemos em uma lavanderia pública.
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  — Inusitado — disse Charlie.
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  — Sim, eu sou meio distraída, acabei colocando minha roupa na mesma máquina que ele e foi uma confusão. — Louise riu baixo.
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  — No final, uma calcinha dela foi pra casa comigo e… — O homem apenas levantou a mão esquerda mostrando a aliança, com um olhar orgulhoso. — Nossa lavanderia da sorte.
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  — Uau, e quanto tempo se conhecem? — perguntou , curiosa pela história.
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  — Cinco meses — respondeu Louise.
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  — O quê? — Judy entrou na conversa. — Vocês se casaram com cinco meses?
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  — Eles já estão há três meses casados. — Roy riu dela, e num tom debochado completou: — Faça as contas.
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  — Babaca. — Judy fez uma careta de nojo para o marido. — Quem em sã consciência se casa com dois meses que conhece o outro?
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  — Pois é, por isso estamos aqui, os pais do Thomas nos obrigaram a vir para cá, senão ele perde a herança — contou Louise.
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  — Está explicado, ela é golpista — disse Roy.
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  — Como ousa falar assim da minha esposa? — Thomas se levantou no rompante para socá-lo, entretanto, impedido por .
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  — Calma, não vale a pena bater nele — disse o jornalista.
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  — Ele está certo, amor, isso é inveja da nossa felicidade — concordou Louise, ao segurar a mão do marido, então olhou para Roy. — E fique sabendo que eu somente descobri a origem do Tom depois que nos casamos, eu nunca soube que ele era de família rica.
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  — Verdade — concordou Thomas, se acalmando.
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  — Conte-nos mais sobre isso — incentivou Charlie.
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  — Eu saí da casa dos meus pais porque queria viver a minha vida — explicou o rapaz, se sentando novamente. — Por isso, fui morar sozinho sem depender deles e acabei conhecendo a Lo, foi amor à primeira lavagem.
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  O casal riu.
  — Espero que vocês possam encontrar o propósito de ambos estarem juntos — disse Charlie, sorrindo gentilmente. — Agora vamos a Roy e Judy, como se conheceram?
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  — Em uma festa de aniversário de um amigo em comum — respondeu Judy. — Esse babaca apostou que me conquistaria e conseguiu.
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  — Você bem que gostou de ter me beijado naquela noite — retrucou Roy, destilando seu mau-humor. — E olha que eu nem pedi.
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  Ela o olhou atravessado, arrancando risos dos outros.
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  — Vocês são engraçados, certamente já descobri o propósito de vocês aqui — comentou Charlie rindo baixo. — E agora, nosso último casal.
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  — Ainda insiste em nos tratar como casal — sussurrou , tentando não se incomodar com essa volta ao passado.
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  — Contem-nos como se conheceram? — reforçou a senhora.
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  — Primeiro ano do ensino médio, ela conseguiu uma bolsa de estudos na Constance, uma escola de elite que pertence à Continuum — iniciou a história.
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  — Vocês são da Continuum? — O olhar de Judy tinha traços de surpresa.
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  — Ele é, um Tenebrae — respondeu .
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  — Uau… Eu já conheci um Tenebrae, Andrei Tenebrae — comentou Judy.
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  — Desde quando conhece alguém dessa família? — questionou Roy, com um olhar reprovador pela descoberta.
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  — Não lhe interessa, ele pelo menos é um cavalheiro, coisa que você nunca foi — respondeu ela, sem gentileza nas palavras.
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  — Vamos nos acalmar — disse Charlie, tentando apaziguar a situação entre o casal. — Que tal continuarmos, vocês se conheceram no colegial e se apaixonaram?
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  — Não exatamente. — riu. — Éramos muito competitivos e sempre queríamos ser os melhores da turma.
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  — Continuamos sendo competitivos — corrigiu ela, rindo com leveza.
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   apenas parou por um momento para admirar aquele riso espontâneo que tanto o deixava hipnotizado. O olhar atento de Charlie, fez a jornalista perceber a intensidade que emanava do homem ao seu lado. Deixando-a um pouco constrangida.
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  — E quando foi que esse brilho no olhar acabou? — A senhora foi direta e precisa, queria instigar um confronto de ambos com o passado.
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  — Quando ele me deixou na porta do altar — assim que terminou a frase, seu corpo tomou impulso e se levantou, saindo em direção ao cabana privativa de ambos.
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   apenas engoliu seco ao se lembrar daquele dia, como se fosse ontem. De como ficou olhando para o relógio do aeroporto vendo o ponteiro passar até chegar no horário em que deveria estar dizendo sim no altar. De como sentiu seu coração amargurado enquanto se assentava na poltrona do avião. De como passou noites e mais noites procurando esquecer a mulher da sua vida no corpo de outras.
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  O olhar de todos continuou espantado em sua direção.
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  — E eu achando que a gente tinha problemas — comentou Judy.
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  Antes mesmo que mais algum comentário pudesse ser soado, também se levantou e seguiu seu caminho. Ao chegar na porta da cabana, ficou parado por um tempo encarando a porta, até que deu um passo para trás e desviou-se para uma clareira bem próxima ao lugar onde estavam. Nem mesmo a fina camada de neve e a brisa gelada conseguiram superar o iceberg em seu coração. Um grito preso em sua garganta e o desejo de sufocar toda dor que retornou a sua ferida chamada passado.
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  — Não se preocupa em pegar um resfriado?! — A voz de soou atrás dele.
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  — E você se preocupa com isso? — Ele se manteve de costas para ela.
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  — Não quero que pegue um resfriado e me contamine com seus germes — disse ela, inventando qualquer desculpa para não admitir sua preocupação com ele.
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  — Fique tranquila. — Ele se virou para ela, com tom amargo na voz. — Já te machuquei o suficiente para uma vida.
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  Ele deu impulso e caminhou em sua direção, ao passar por ela, foi barrado pela mão da jornalista que segurou a sua.
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  — Espera — sussurrou ela.
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  — O que mais você quer? — perguntou ele, controlando suas emoções e a aspereza em sua voz.
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  — Por que está me tratando assim? — indagou.
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  — Assim como?
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  — De forma rude, agora é você quem está na defensiva.
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  — Não me vejo na defensiva. — Ele soltou sua mão. — Acho melhor você entrar, tem a saúde mais frágil e não quero ser o culpado se pegar um resfriado… Já me culpa por tantas outras coisas.
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  — Quer falar sobre isso então? — Ela colocou a mão na cintura.
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  — Você quer? Desde que voltei está fugindo — retrucou ele — E agora quer falar?
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  — Não fui eu quem quis vir.
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  — Eu não te obriguei a vir.
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  — Achei que pudesse ser profissional.
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  — Você está sendo? — retrucou ele.
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   respirou fundo e se afastou dela. moveu seu olhar para o lado até que ele desapareceu do seu campo de visão, por mais que tentasse reprimir seus sentimentos, as lágrimas apenas rolaram por seu rosto.
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  Minutos em silêncio.
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  Ao voltar para o quarto, se deparou com a cabana vazia. Ela apenas se trocou e sentou em frente à escrivaninha, com o tablet na mão, ficou encarando a tela por um longo tempo.
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Paradise Kiss – O Propósito

  Seus olhos permaneceram fixos no título do seu possível artigo, mas não conseguia encontrar nenhuma palavra para descrever a experiência do primeiro dia. Minutos depois, ela se levantou e caminhou até a poltrona em frente a pequena lareira que ajudava a aquecer o ambiente. Pousando o tablet no colo, manteve seu olhar nas chamas do fogo com seus pensamentos na única pessoa que acelerava seu coração: o Tenebrae.
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  — Hum… — resmungou ao despertar de seu sono, sentindo o macio da cama.
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  Logo uma expressão confusa surgiu em sua face, ela não se lembrava de como havia chegado na cama. Foi quando seus olhos se abriram repentinamente de susto, ao imaginar o óbvio. Ali estava , com um sorriso de canto escondido no rosto e um olhar contemplativo para ela. Algo que fez seu coração disparar.
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  — Bom dia — disse ele, estava encostado na parede, com a mão esquerda no bolso da calça e a direita segurando uma xícara de café.
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  — Eu estava na poltrona ontem à noite — disse ela, erguendo seu corpo.
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  — E agora está na cama — completou ele, deixando o sorriso mais aparente.
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  — Está tudo bem? — perguntou ela.
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  — Parou de nevar, então acho que está — brincou ele.
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  — Entre nós — explicou ela.
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  — Me diz você — retrucou ele.
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  Ela respirou fundo e se levantou.
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  — Temos outra atividade hoje? — perguntou ela, com a voz ainda sonolenta.
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  — Não, mas amanhã iremos à sauna — comentou ele.
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  — Sauna? — Seu olhar ficou confuso.
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  — Sim, no ponto 2 tem uma sauna, vamos continuar aqui na cabana e nos locomover pelos jipes — explicou ele. — A senhora Charlie disse para tirarmos o dia para falar sobre ontem.
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  — Não temos nada para falar de ontem — afirmou ela.
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  — Se você diz. — Ele terminou o último gole do café e depositou a xícara na mesa de lanches ao lado. — Te aconselho a se alimentar bem.
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  Ele deu impulso no corpo para se afastar da parede.
  — Aonde você vai? — perguntou ela, demonstrando interesse.
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  — Explorar o lugar, pesquisa de campo — respondeu ele.
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  — E me deixar aqui, sozinha? — Ela se descobriu e levantou da cama rapidamente. — Pode tratar de me esperar que eu vou trocar de roupa.
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  — Se demorar muito eu não espero — brincou ele.
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  — Nem ouse sair sem mim — disse ela, pegando algumas peças na mala e indo para o banheiro.
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  — Seria mais rápido se você se trocasse aqui. — Ele a olhou com malícia.
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  — Tarado. — Ela entrou no banheiro e fechou a porta, fazendo-o rir.
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  A dupla de jornalistas iniciou sua pesquisa de campo pelas instalações na parte leste da ilha, um parque temático para os casais inspirado na Bela e a Fera. Seria mentira se negasse que ver tantos casais apaixonados a tinha deixado abalada. Lembrar os momentos bons do relacionamento deles foi um balançar em sua alma.
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  No dia seguinte, lá estavam ambos dentro da tal sauna reservada, uma para cada casal. Aquele dia era reservado para que um conhecesse melhor o outro, descobrissem suas qualidades e defeitos. E nada como um espaço pequeno, quente e totalmente sugestivo para esquentar a relação.
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  — O que será que eles pensaram quando inventaram essa atividade? — perguntou já sentindo como se seu corpo derretesse. — Não vou conseguir ficar aqui o tempo determinado por eles.
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  — Está com medo de ceder às tentações deste corpo aqui. — Ele apontou para seu abdômen arqueando a sobrancelha direita.
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  — Você é realmente muito convencido, Tenebrae. — Ela riu de leve.
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  — Então… — Ele que estava ao seu lado, inclinou um pouco mais seu corpo para perto do dela. — Diga que não se sente mais atraída por mim.
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  — Eu… — Ela tentou respirar fundo, mas o vapor do lugar não a deixava se recompor. — Não…
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  — Me quer — instigou ele. — Complete a frase.
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  — Por que está fazendo isso? — perguntou ela, fechando os olhos para se acalmar internamente.
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  — Porque quero saber se ainda te conheço — respondeu ele, deixando a voz mais aveludada e baixa. — Eu sei tudo sobre você, Moore.
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  — Não. — Ela pousou sua mão no tórax dele, o afastando de leve. — Você está alguns anos desatualizado.
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  Seu corpo de imediato se arrepiou apenas por tocá-lo. Talvez, nem mesmo ela se conhecesse de verdade, não o suficiente para reconhecer que seus sentimentos por ele ainda eram bem fortes e vivos.
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  — Me conte como foi então? — insistiu ele, tocando na mão dela. — Se aceitamos estar aqui, não faz sentido se não for pra valer.
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  — Você realmente quer mexer nesse passado? — perguntou ele.
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  — Já que estamos na chuva… — Ele manteve o olhar intenso para ela. — Não imagina o quanto desejo saber sobre a mulher que acelera o meu coração apenas com um sorriso…
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  A mente da jornalista e seu coração não estavam em sincronia, e com isso, seu corpo apenas tomou impulso para dar o primeiro beijo do casal após anos de separação.
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O jeito que você chora, o jeito que sorri
O quanto isso significa para mim?
– Sing For You / EXO

Paradise Kiss

  Quarto dia.
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   ainda não sabia como reagir às trocas de carinho que havia tido na sauna com . A demonstração dos sentimentos de seu ex-noivo foram ainda mais intensas do que ela poderia imaginar. Um café da manhã estimulante e depois um encontro com os outros dois casais do primeiro dia na área privativa da piscina, o terceiro ponto da trilha.
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  — Eu ainda não acredito que vocês se casaram com dois meses — comentou Judy, ao dar o primeiro gole em seu coquetel.
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  As esposas estavam sentadas nas espreguiçadeiras em uma ponta da piscina, conversando um pouco. A atividade do dia era socialização com os outros casais e compartilhar experiências da prova anterior.
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  — Eu nunca tive tanta certeza quanto eu tenho agora, na atividade de ontem tantas coisas foram esclarecidas — comentou Louise. — Tenho certeza que sairemos mais apaixonados daqui.
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  — Vocês me deixam admirada — confessou .
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  — E quanto a você, jornalista — Judy a olhou —, o que rolou com o bonitão?
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  — O que eu nunca imaginei que rolaria, não depois de tudo que aconteceu. — Ela respirou fundo, deixando a resposta no anonimato.
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  — Uhhhhhllllll. — As outras riram.
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  — Mas e você, senhora Judy? — a olhou curiosa. — O que rolou? Vocês dois parecem inteiros demais pra quem trocou farpas na noite da fogueira.
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  — Real — concordou Louise.
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  — Ah… Até que não foi tão tedioso quanto eu pensei. — Ela olhou para a direção em que o marido estava.
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  — Hummmmmm… — Louise riu. — O que aconteceu?
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  — Ah, uma sauna quente… Uma carência de 13 anos… — Ela mordeu o lábio inferior. — Ele bem que me surpreendeu.
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  Ambas soltaram algumas gargalhadas, chamando a atenção dos homens do outro lado, que também trocavam alguns comentários sobre a noite anterior. A atividade continuou com as meninas indo ao spa da ilha e depois uma pequena volta pelo shopping recém inaugurado na parte sul. Já os garotos, se divertiram nas instalações de jogos bem próximo do ponto quatro.
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  — Parece que se divertiu muito hoje — comentou , assim que chegou pouco depois dele.
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  — E vocês parecem ter terminado a noite muito cedo — comentou ela, ao jogar a bolsa no sofá rindo de leve.
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  — Ha… Ha… Eu acabei de chegar também — contou ele, mantendo o olhar fixo nela.
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   se sentiu um pouco constrangida. Afinal, pela manhã ela não tinha tido a coragem de falar sobre a noite anterior, menos ainda se deixou pensar muito sobre os beijos que compartilhou com o homem em sua frente.
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  — O que foi? — perguntou ela.
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  — Nada… — Ele respirou fundo e caminhou até o banheiro.
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  — Aconteceu alguma coisa? — insistiu ela.
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  — Você, você aconteceu. — Ele entrou no banheiro sem mais palavras.
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  Ela ficou surpresa com aquilo.
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  Na noite do quinto dia, os jornalistas foram surpreendidos com o quarto ponto da trilha. Em um jardim de inverno, instalado na parte oeste da ilha, eles foram conduzidos para a próxima atividade: um jantar a dois.
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  — Tenho que confessar que a cada dia me impressiono com tudo que vejo nesse lugar — disse , olhando à sua volta. — Esse jardim é lindo.
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  — Me lembra o Natal que passamos na casa de campo da Baker — comentou ele, observando os passos dela.
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  — Será que esse é o propósito do Paradise Kiss? — Ela o olhou intrigada. — Fazer os casais voltarem ao passado?
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  — E como saberiam dos detalhes de cada casal? — Ele cruzou os braços pensativo. — Como saberiam que esse jardim nos levaria a alguma lembrança?
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  — Não sei. — Ela riu baixo. — Mas, em um conto de fadas, diria que esse lugar é mágico.
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  — Olha só a leitora de Nicholas Sparks — brincou ele, se afastando um pouco dela e seguindo até a mesa preparada para ambos.
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  — E quem disse que meus romances possuem alguma magia? — Ela riu de leve o seguindo.
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  Ele parou em frente a uma das cadeiras e a moveu para que se sentasse. Moveu o olhar e agradeceu com um sorriso ao sentar, então o observou fazer o mesmo na cadeira de frente para ela. Quanto mais se forçava a não olhá-lo, mais sua atenção se movia para ele de forma magnética.
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  — Você leu nossa atividade de hoje? — perguntou ele, ao abrir a garrafa de vinho e servi-los.
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  — Sim, e cada vez que penso sobre essa Trilha do Coração me pego mais confusa — respondeu ela. — Futuro, um jantar para falar sobre o nosso futuro juntos.
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  — Podemos falar sobre como vamos trabalhar sem colocar fogo no jornal — sugeriu .
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  Ele riu baixo, fazendo-a rir junto.
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  — Ou sobre como vamos explicar o motivo de perder no acordo — completou ela, deixando seu olhar desanimado.
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  — O que aconteceu com a colunista feroz que conheço? — perguntou ele, arqueando a sobrancelha direita. — Ainda é o quinto dia e já desistiu?
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  — Eu não desisti, só estou pouco motivada. — Ela soltou um suspiro.
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  — Posso te ajudar em algo? — Ele se inclinou um pouco para pegar em sua mão que estava apoiada na mesa.
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  — … — Ela tentou afastar, mas seu supervisor astuto conseguiu entrelaçar seus dedos primeiro. — Por que está agindo assim?
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  — Você ainda pergunta? — retrucou ele. — Estamos aqui há cinco dias e ainda não falamos sobre aquele dia.
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  — Eu não quero perder o foco — disse ela, soltando sua mão da dele.
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  — Você sabe que faz parte da resposta que procuramos — insistiu ele.
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  — Não, não faz. — Ela tentou não alterar sua voz. — Não somos um casal, . Não mais.
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  — Porque você não quer — disse ele, abertamente sua convicção.
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  — O quê? Não fui eu quem te deixou no altar, no dia do nosso casamento. — Ela se levantou bruscamente para sair.
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  — Então é isso, já vai fugir de novo. — Ele se levantou juntamente, demonstrando irritação. — É sempre assim, você joga suas palavras e sai correndo para não ouvir o que eu tenho a dizer.
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  Ela apenas se calou, ele tinha razão, mas não tinha forças para enfrentar aquela parte do passado. Ou talvez tivesse, porém não queria usar, não naquele jantar. A noite passou com ambos em silêncio. mantinha sua atenção ao tablet resolvendo alguns assuntos repentinos de sua equipe de colunistas, enquanto mantinha sua atenção às últimas notícias que saíram no jornal sobre seu primo Andrei.
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  No final da tarde do sexto dia, no último ponto da Trilha, ali estavam os três casais diante da sua guia, mais do que entusiasmada para a atividade final.
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  — Como é bom ver vocês e saber que continuaram até aqui — disse Charlie, olhando-os atentamente. — Em nossa última atividade, temos o desafio dos casais.
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  — E o que seria isso? — perguntou Judy, curiosa.
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  — Bem, para um relacionamento ser bem sucedido, só o amor ou a atração não são o suficiente, é preciso ter confiança e acima de tudo é preciso ter união — continuou a guia. — Por isso, vocês irão se aventurar em uma caça ao tesouro. Ao norte de nossa ilha há a floresta encantada, na entrada receberão um mapa com todas as pistas que precisam para achar o tesouro, como sei que todo ser humano gosta de uma competição, o casal que achar o tesouro será o vencedor.
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  — E qual seria o prêmio? — perguntou Roy, interessado.
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  — Isso terão que descobrir ao encontrar o tesouro — respondeu a senhora. — Desejo sorte a vocês e terão até amanhã pela manhã para encontrar.
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   bufou de leve ao olhar para o lado.
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  — Era só o que me faltava. — sussurrou ela.
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  — Não somos obrigados a fazer se não quiser — disse , tentando ser o mais compreensível que poderia ser com ela.
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  — Eu sou profissional. — Ela deu impulso no corpo e passou por ele, seguindo em direção ao jipe que os levariam até a floresta.
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  As primeiras 2 horas de caminhada foram em silêncio e pequenos atritos quanto a direção em que seguiam as pistas.
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  — Eu desisto — disse , deixando sua raiva extravasar.
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  — O quê? — parou, estava a alguns passos na frente dele, então o olhou sem entender.
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  — Eu desisto de te entender. — Ele tentou se controlar, mas estava com raiva da forma em que a mulher agia.
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  — Ah, você desiste? Acho que já fez isso antes — retrucou ela, alterando sua voz.
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  — Por que não para de fugir e não diz tudo que está pensando, vamos encarar de uma vez nosso passado — disse ele, controlando o tom.
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  — O que mais você quer que eu fale, você me abandonou no altar! — gritou ela, sentindo seus olhos lacrimejarem. — No dia mais importante da nossa vida e ainda volta com cara de arrependido achando que me conhece.
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  — Eu te abandonei porque disse que me odiava, que não iria aparecer naquela igreja na manhã seguinte — retrucou ele, finalmente expondo seu lado dos fatos. — Eu não iria me dar ao ridículo de ser abandonado por você.
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   manteve o tom amargo na voz, trazendo à tona a briga que tiveram na noite anterior ao casamento deles.
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  — E no entanto me abandonou… Se eu disse que te odiava, foi pelo que fez — retrucou ela, sentindo a primeira lágrima cair. — Porque eu sabia que não me amava.
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  — Você… — Ele riu de nervoso. — Você nem sequer me ouviu, já chegou jogando suas conclusões na minha cara, colocando palavras em minha boca.
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  — E o que eu deveria ter ouvido? Você fez uma aposta com seu amigo e me fez de trouxa… Nunca me amou de verdade. — Ela respirou fundo.
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  — Quem disse que eu não te amo? Você resolveu imaginar que uma aposta boba do ensino médio faria te fazer se apaixonar por mim e te deixar no altar? — Ele bufou indignado. — Seja racional, eu perdi a aposta quando me apaixonei por você.
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  O olhar de nunca expressou tanta sinceridade quanto naquele momento.
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  — Você não imagina o quanto me doeu o coração quando você disse que me odiava — confessou ele. — Eu realmente pensei que…
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  — Era verdade. — sentiu mais algumas lágrimas rolarem em seu rosto, até que deu um passo para trás se afastando dele.
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  — ? — a chamou sem sucesso. — Aonde você vai?
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  — Me deixa sozinha! — gritou ela, se afastando mais.
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  Ele respirou fundo e seguiu atrás dela.
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  — Estamos no meio de uma floresta — gritou ele de volta. — !
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  — Me deixe! — gritou ela novamente.
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  A lua clareando o céu de inverno, finalmente o Dia dos Namorado iniciava. continuava adentrando a mata gritando pela mulher que apenas desejava ficar sozinha com seus pensamentos. Confusa no que sentia e parcialmente arrependida por ter dito palavras de um sentimento que nunca teve por ele.
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  — ? — gritou ele, mais uma vez.
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  — Ah! — Ao fundo, a voz da jornalista soou abafada.
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  — ? — começou a correr em direção ao grito, até que parou de repente com a cena.
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  A jornalista estava caída ao chão, desmaiada ao fundo de um barranco. Certamente havia pisado em falso e escorregado morro abaixo.
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  — — disse ele, ao chegar perto e tentar acordá-la. —
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   tentou não se desesperar, porém assim que ergue a cabeça dela, sentiu algo viscoso em sua mão. Seu corpo gelou ao ver o sangue em seus dedos, deixando-o ainda mais aflito e preocupado.
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  — Eu vou te levar pra casa, você vai ficar bem — disse ele, ao pegá-la no colo, forçando-se permanecer forte para levá-la em segurança.
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  O supervisor Tenebrae tinha uma boa memória e havia decorado os locais por onde tinham passado. Assim que chegou a primeira estação de parada, recebeu a ajuda dos funcionários de plantão em socorro da jornalista. Em minutos, um jipe levou ambos para a instalação da pequena enfermaria localizada no centro da ilha, onde receberia socorro médico.
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  — O pior já passou, ela ficará bem, só precisa descansar — disse o doutor James.
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  — Obrigado, doutor — disse ele, segurando suas emoções.
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  Assim que o médico saiu, o olhar de se voltou para . Ela estava deitada na cama, ligada a alguns aparelhos e adormecida. Ele se manteve sentado na cadeira ao lado, segurando em sua mão, seguro de que não sairia dali enquanto não visse ela fora de perigo. As horas foram passando, até que ele despertou de um cochilo, vendo-a ainda adormecida.
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  — Por que deixamos tudo chegar ao limite para resolvermos nossos problemas? — sussurrou ele, se sentindo culpado por aquilo tudo. — Não há um único dia que eu não me arrependa de não ter entrado naquela igreja… Eu te amo, , por favor, não me deixe…
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  Ele prendeu um grito de desespero, sentindo sua garganta arder e seu coração doer.
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  — Acorde, nem que seja para dizer que me odeia — pediu ele, num tom mais baixo, debruçando sua cabeça sobre a barriga dela. — Eu não me importo, só quero que fique comigo.
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  Tudo ficou silencioso deixando apenas soar o barulho dos aparelhos médicos. Aumentando ainda mais o sentimento de agonia dentro dele.
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  — Eu te amo. — A voz dela saiu em meio a um sussurro.
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  Ele levantou a cabeça no susto e a olhou, seus olhos marejados e o rosto molhado por algumas lágrimas.
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  — Olha só, ele ainda fica bonito quando chora — brincou ela, sorrindo de leve.
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  — . — Ele finalmente conseguiu respirar direito. — Eu…
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  — Me desculpa por te deixar preocupado… — continuou ela, o interrompendo. — E por nos fazer perder a competição.
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  — Quem liga pra competição, no final, você sempre vai vencer — assegurou ele. — Achei que te perderia.
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  — Você nunca me perdeu, meu coração sempre foi seu. — Ela forçou um pouco seu corpo para se erguer e inclinando para frente o beijou de leve.
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   retribuiu de imediato, controlando a intensidade, ainda estava preocupado com a condição física dela.
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  — Vamos com calma, você ainda está em observação — sussurrou ele, sorrindo de canto. — Me desculpe por não ter contato sobre a aposta, não imaginei que ficaria tão mal com isso.
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  — Eu era a bolsista pobre no grupo dos populares… — contou ela.
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  — E eu, o popular cobiçado da Continuum — continuou ele. — Você foi a única parte boa dessa aposta.
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  — Tenho certeza que sim. — Ele sorriu de volta. — Diga mais uma vez que me ama.
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  — Eu te amo. — Ele a beijou com suavidade mais uma vez. — Sempre vou te amar.
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  Ela manteve o olhar suave para ele.
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  — Acho que sei qual o propósito desse lugar — disse ela, com segurança.
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  — Qual? — perguntou ele.
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  Um sorriso de canto surgiu no rosto de , pois sabia que seu propósito estava diante dela.
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Eu irei esperar por você
Por favor, abra o seu coração
Eu não posso mudar o meu coração
Você é o meu tudo
Eternamente o meu amor.
– My Answer / EXO

“Amor: Um dia me disseram que o sorriso é uma forma de mostrarmos o quanto gostamos de alguém. Hoje me perguntaram se eu gostava de você, e eu apenas sorri.” – by: Pâms.

Fim

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Lelen
Admin
1 ano atrás

Demorei uma vida pra chegar, mas cheguei! IHADNOSD
Gente, mas que casal complicado, hein? Custava ter conversado anos atrás antes de surtar e terminar tudo?
Mas perdoo porque gerou o plot dessa história HAHAHAHHA


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