Natashia Kitamura
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Esta história não possui capas prévias (:

  • Há um spin-off – Onde menos quero estar – que pode ser lido a qualquer momento, e que se passa após essa história.

Onde tudo aconteceu

Capítulo 1

  – Você está levando um secador de cabelo?
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   olhou para a tela do computador e viu o rosto de suas melhores amigas no mesmo estado que ela: em meio a uma enorme bagunça, enquanto uma mala ao fundo se mostrava aberta e malfeita.
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  – Levo – apenas disse, saindo do quarto na porta de conexão com o banheiro, pegando o secador rotativo que as amigas quase sempre queriam que ela levasse. Aproveitou a viagem e pegou a necessaire de banho, além da toalha de rosto que gostava de carregar em suas viagens; a ideia de dividir uma toalha para enxugar o rosto com uma pessoa desconhecida não lhe parecia higiênico, nem agradável, por isso sempre carregava o seu.
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  – Quantos vestidos estão levando?
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  ”Vestidos?” perguntou a si mesma, olhando para o pequeno monte de roupas dobradas que havia separado.
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  As três amigas se preparavam para a última viagem de colegial que fariam antes de entrar na faculdade. Todo ano, os colégios têm como hábito fazer excursões culturais de 2 a 5 dias para expandir o aprendizado; para isso, empresas especializadas nesses passeios são contratadas, com monitores experts em lidar com adolescentes na fase mais difícil.
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  Aquele ano, porém, era especial por diversas razões.
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  Os alunos do terceiro ano haviam finalmente ganhado uma discussão que havia começado há exatos 2 anos. Ao invés de uma viagem cultural que durava um pequeno final de semana, os alunos queriam fazer a viagem de formatura que seus pais tanto falavam que existiam em sua época. Aquilo sim parecia muito mais divertido do que visitar ruínas ou campos de plantas que nunca mais iriam ver na vida.
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  As exigências se estenderam para as escolas do mesmo bairro, até que diversas escolas da cidade de São Paulo possuíam alunos que se formariam no ano de 2022 reclamando e fazendo greves estudantis para poderem passar pelo menos uma semana em algum lugar divertindo, em que pudessem praticar o social com outros alunos. Assim, uma das maiores empresas de turismo estudantil criou um programa de viagem para os alunos se hospedarem em um hotel em uma das praias mais requisitadas do país, Jericoacoara, no Ceará, e que havia sido aprovado em fevereiro pelas escolas, a fim de testar se fazia sentido ter os alunos se envolvendo com outras escolas.
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  Assim, as turmas dos colégios de São Paulo de 2022 tinham 2 motivos para ansiar pela viagem:
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  1) Esse era o último ano antes do fim de sua vida de adolescente. O término de uma era de escola e tratamento infantil;
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  2) Todas as escolas mais famosas de São Paulo estariam participando, o que significava que aquilo era mais do que um encontro na balada; era uma semana de paquera e diversão;
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  3) e seus amigos estariam presentes com toda sua beleza e perfeição.
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  Não que gostasse dele. Havia o visto algumas vezes porque suas duas melhores amigas eram obcecadas no garoto e em seus amigos. Aos 17 anos, era um dos melhores jogadores de basquete e tênis da liga estudantil, era constantemente abordado por olheiros em busca do próximo modelo que levaria o nome deles e do Brasil para o mundo, e tinha um incrível dom de fazer absolutamente qualquer um gostar dele.
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  Ela havia sentido esse último ponto na pele.
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  Era uma sexta-feira quando ela viu pessoalmente pela primeira vez. Parte da turma da escola estava reunida em um restaurante casual, famoso por seus preços baixos e presença de universitários. chegou de repente com seu grupo de amigos e então o mundo girou ao seu redor.
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   achava que não falaria com ele, afinal, não gostava de receber atenção e se sentia melhor em observar, de longe, tudo o que acontecia, do que estar no olho do furacão. Mas gastou 3 minutos do seu tempo para cumprimentá-la e fazer um comentário simples sobre a capa do celular dela, que mostrava uma imagem de seu cachorro.
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  – Eu também tenho uma samoieda – ele disse sorrindo -, na verdade é da minha mãe, mas ele gosta mais de mim. Sou eu quem levo ele para passear no parque dos cachorros. Você deveria aparecer lá qualquer dia, seu cachorro iria adorar e o Snow, mais ainda. Ele gosta de absolutamente todo mundo.
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  Para a defesa dela, disse mais tarde para as amigas, quando admitiu que ele não era tão ruim assim, que é difícil não gostar de uma pessoa que gosta de cachorros e fala tão bem deles.
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  – Eu não tenho tanta ambição – , a melhor amiga mais recente de dizia no carro do pai, que as levava para o aeroporto de Congonhas –, acho que o olhar para mim já estarei bem satisfeita.
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  – Quem é ? – o pai de perguntou. – Ele estava no seu aniversário?
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   e riram.
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  – Nossa, pai, se ele estivesse no meu aniversário, com certeza haveria uma penca de penetras.
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   viu o tio Aldo erguer uma sobrancelha, algo que sempre fazia quando enxergava o tamanho do vão que havia entre sua geração e a da filha.
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  – Bem, seja quem for esse moleque, ele tem sorte da minha filha querer ser olhada por ele.
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  – É isso aí, tio! – riu, dessa vez com , enquanto resmungava qualquer coisa enquanto corava.
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  – Não preciso dizer mais uma vez para vocês…
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  – Terem juízo – as três dizem juntas, vendo-o ficar sem palavras e então sorrir.
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  – Relaxa, pai. A gente vai aprontar a mesma coisa, só que em outro estado. – disse, olhando para as duas amigas, que deram risadinhas como resposta.
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  O homem olhou para cada uma das três garotas que assistiu crescer e então, com um sorriso, suspirou, dando-lhe as costas para voltar para o carro.
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  – É essa minha maior preocupação… – resmungou, acenando para as três e partindo logo em seguida.
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  – E então – se virou para as duas com um olhar de expectativa –, que tal revermos a nossa regra?
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  – De novo? – fez bico, mas ao ver o olhar sério da amiga, bufou – Um… não ficaremos chateadas se as outras duas encontrarem algum rolo.
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  ”Dois, se alguém perder a virgindade, contar para as outras assim que ficar sozinha.
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  Três, usar camisinha…”
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  – Mesmo que seja o pedindo para fazer sem! – disse.
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  – É sério? – ergueu uma sobrancelha.
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  – Essa regra é para eu e você, . A é certinha demais para abrir as pernas para…
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  – Ok! Ok! Já entendi!
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  ”Mesmo que seja o pedindo para fazer sem…” e repetiram juntas.
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  ”Quatro, não ficar com nenhum garoto da nossa escola.
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  Cinco, não acreditar em nenhuma fofoca sobre a outra sem antes ouvir o lado dela.
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  Seis, não dedurar que as outras têm identidade falsa se for pega.
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  Sete, aproveitar todas as aventuras, mesmo as mais malucas, a não ser que pareça correr algum risco de vida.
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  Oito, levar essa semana para sempre consigo para o resto da vida!”
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  Após terminarem de falar, as três começaram a rir sem parar e puxaram suas malas para a área de embarque, encontrando com os monitores de sua escola.
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  – Ouvi dizer que o Raul trouxe o cartão de crédito da mãe dele! – uma das garotas da sala das três amigas disse, enquanto a escola esperava sua vez para fazer o despache das malas.
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  Cartão de crédito significava dinheiro para comprar bebidas, algo que todo jovem deveria ter no grupo. Seja o que for, as três amigas estavam preparadas para ajudar no contrabando de álcool com suas identidades falsas – não que houvesse alguém ali que não tivesse também.
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  – Ah! Olha o !
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  , assim como todas as garotas, viraram o rosto para observar a estrela da viagem passar. Mesmo trajando o uniforme do colégio como todos os outros, em parecia uma peça de marca e ali era sua passarela.
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  ”Ele é popular demais.” se obrigou a pensar. “Fuja dos populares, . O amor deles é complicado demais.”
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  Viu o garoto cumprimentar todo mundo que aparecia na sua frente. A maioria ele até se lembrava do nome, o que era surpreendente. havia lido em algum lugar que o cérebro humano é capaz de memorizar somente 500 pessoas – ao chegar a 500, as menos importantes são deletadas, tornando-se vagas lembranças. Mas parecia conhecer bem mais do que isso e se lembrar de todas elas.
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  – Nossa, ele é muito gato – diz boquiaberta.
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  – E gostoso – complementa ao lado.
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  – Acho que precisamos acrescentar um ponto nas nossas regras – diz enquanto olhava para as melhores amigas babarem no mesmo cara.– Não ficarei com inveja ou chateada se minha amiga ficar com um cara que eu queira.
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   e se entreolharam. as conhecia demais ou simplesmente era ótima observadora. Provavelmente os dois.
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  As duas amigas sempre foram namoradeiras. Gostavam de chamar a atenção de maneiras diferentes. Enquanto era carismática e falava com absolutamente todo mundo, além de ser ótima nos esportes, era vaidosa e bem educada, tinha uma mente afiada e muito jogo de cintura para lidar com qualquer pessoa – até aquelas que tinham 5 vezes a sua idade. No entanto, as duas eram competitivas e já haviam brigado antes pelo mesmo garoto, que acabou escolhendo e mesmo assim não havia dado em nada.
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  – Bem, suponho que se combinarmos antes, eu não fique com tanta inveja… – disse, sem graça.
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  – Amigas em primeiro lugar sempre. Esse é o nosso lema. – disse para as duas, que suspiraram e concordaram, afinal, os garotos vinham e iam, mas no final, quem fazia o trabalho para a outra ser feliz eram elas próprias.
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Nota da autora: Olá carats! Se você não leu o spin-off que escrevi dessa fanfic – Onde menos quero estar, então gostaria que soubessem que esta é minha primeira fanfic do Seventeen. Também é a primeira vez em anos que escrevo uma fanfic E long. Sinto como se, postando essa fic, estivesse tendo várias primeiras vezes, rs. Obrigada pela leitura! Sei que se você leu o spin-off, provavelmente sabe aonde essa história aqui irá levar. Mas há diversos fatos importantes para serem mostrados, para que vocês não abram mão de seus favoritos tão fácil (pois ele é sim um príncipe, hahaha). Eu acho importante apresentar a vocês como foi que esse casal aconteceu. Há bastante história para contar. Fique à vontade para comentar durante a fanfic e me dar uma noção sobre estar ou não curtindo a fanfic. (: Beijos! :*

Capítulo 2

  – Então eles nos separaram entre garotas e garotos – disse a caminho do quarto que dividia com . acabou caindo com Jaqueline, uma garota tímida que tinha sua própria roda de amigas, e que raramente saía com outras pessoas. O quarto delas provavelmente ficaria vazio, com as duas se dirigindo ao quarto das amigas para ficarem mais à vontade. – Eles estão nos subestimando.
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  – Acho que fizeram isso só para conforto dos pais – comentou –, vocês viram o nível dos monitores que vieram com a gente? Eles são, tipo, universitários.
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  – E você já está de olho em um – complementou a amiga, que abriu um sorriso maroto.
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  – Você me conhece tão bem que chega a assustar às vezes, .
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   ergueu os ombros.
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  A turma havia chego com sucesso. O voo delas era o terceiro de 5 que transportava os alunos de diversas escolas de São Paulo para a pequena região de Jericoacoara. Lá não havia tantos hotéis para atender a todos, então a empresa simplesmente separou por escolas. Apesar de e sua turma não estarem no mesmo hotel das três amigas, eles estavam hospedados no terreno vizinho, o que dava praticamente na mesma; além disso, todas as programações eram feitas com todos juntos, o que não dificulta em nada de qualquer pessoa deixar de conhecer outra apenas por conta da hospedagem.
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  – Todos no hall de entrada em 20 minutos! – a professora convidada para acompanhar a turma das meninas do colégio das três amigas anunciou no início do corredor, onde dormiria no primeiro quarto junto com outras duas monitoras designadas, para ficarem de olho se há algum aluno descumprindo as regras impostas na viagem.
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  – Ainda bem que nosso quarto é vizinho – comentou, vendo se dirigir ao quarto do lado –, você acha que a Jaque vai se importar de eu entrar no quarto de vocês de madrugada para pegar o secador de cabelo?
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  – Claro que sim – disse já de dentro do quarto –, ela é cheia dos tiques na sala com o material escolar, imagina em ser acordada com uma fantasma no meio da madrugada?
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  – Você fica com o secador, riu com a possibilidade -, eu vou pro quarto de vocês se precisar. Com certeza vocês não vão se importar em me ouvir entrar.
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  Jericoacoara era como um paraíso. Havia dunas e dunas de areias, piscinas naturais no meio delas e tempo bonito o dia todo. Ninguém havia se preocupado em olhar na previsão do tempo além dos professores, afinal, o foco da viagem para a maioria dos alunos não era aproveitar a viagem em um local paradisíaco, mas sim voltar com um namorado ou namorada a tiracolo.
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  – Aqui é lindo… – disse com o celular em mãos, gravando tudo em seu Instagram. – Parece o paraíso.
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  – Com certeza não estamos no paraíso – comentou boquiaberta olhando para um ponto diferente de –, Deus não coloca tentações como aquela na nossa frente.
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  – Eu seria chutada para o inferno rapidinho – concordou.
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  As duas amigas olhavam sem se preocupar em parecerem descaradas demais, pois todas as demais garotas faziam o mesmo que elas.
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   se aproximava com seu grupo de amigos que, apesar de serem bonitos, não chegavam próximo da beleza dele. O corpo forte e sarado para um garoto de 18 anos, os cabelos sedosos e a altura que o destacava de todos os outros. Toda vez que alguma garota se aproximava dele para conversar, todas as demais seguravam a respiração para tentarem ouvir a conversa e garantirem que ninguém tivesse a chance de ficar com ele antes de si própria.
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  – Nós vamos perder mesmo todo o tempo indo atrás do grupo dele? – revirou os olhos quando as duas amigas a arrastaram para ir atrás de .
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  – Do grupo, não – disse.
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  – Dele. – ela e falaram juntas, rindo sem parar.
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   apenas suspirou e deixou-se levar, achando graça dos surtos das outras duas.
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  É claro que adoraria viver um romance naquele lugar lindo, mas não estava interessada em correr atrás do cara mais querido de toda São Paulo – e possivelmente de Jericoacoara também – simplesmente porque não queria dor de cabeça para si.
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  Havia visto suas amigas se diminuírem por garotos apenas pelo fato deles serem lindos. Garotas criando rivalidade por algo que sequer era delas. Nunca há final feliz em um relacionamento que começa de forma superficial.
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  – É uma perda de tempo – ela ouviu Jaqueline dizer ao seu lado. Olhou assustada para a colega, pois não a havia visto se aproximar –, elas não tem chance com ele.
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  – E por que não? – seu instinto de amizade aflorou, dando a a sensação de que precisava defender as duas melhores amigas. Elas não eram feias, muito pelo contrário, havia uma fila de garotos em sua escola que queriam ter uma chance com qualquer uma delas; e possuíam uma personalidade incrível.
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  – Com o tanto de garota que chove em cima dele, como ele consegue olhar para todas? – Jaqueline apontou com a cabeça em direção ao garoto. – Se não fosse pela altura, acho que ele não veria nada mais do que maquiagem e peitos por todo lado que olhasse.
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   apertou os lábios em uma tentativa frustrada de não rir. Não sabia que Jaqueline tinha o tipo de humor que a fazia cair no chão de tanto rir. Fechou os olhos como uma maneira de bloquear a imagem de um baixinho, desconcertado por ter tantos peitos e rostos maquiados ao seu redor; se arrependeu logo que a escuridão tomou conta, pois dessa forma era possível visualizar com ainda mais detalhes.
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  Abriu os olhos rapidamente rindo baixinho, mas parou ao perceber que era alvo de um par de olhos castanhos vindo do alto. a encarava de longe com curiosidade e tudo o que podia fazer era desviar os olhos e abordar um novo assunto com Jaqueline.
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  – Onde estão suas amigas?
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  – Junto das suas – em um movimento com a cabeça ela apontou para um ponto mais à frente das duas, onde e agiam assim como todas as outras, tentando ficar na frente de para receber um sorriso ou um ‘oi’. – Acho que no fim, nós quem somos idiotas.
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  – Idiotas?
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  – Elas pelo menos estão se divertindo.
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   suspirou. Era verdade. Enquanto as amigas faziam o que queriam e corriam atrás do muso de São Paulo, pessoas como ela e Jaqueline que não se deixavam levar pela beleza – ou que sabiam que não tinham a menor chance e por isso não tentavam – permaneciam para trás seguindo os passos das amigas porque era o que tinha para ser feito, caso quisessem a companhia delas.
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  – Quer ir comprar uma água de coco? – ela perguntou a Jaqueline. – Se vamos ter que ficar aqui observando um bando de garotas surtar por um único cara, então podemos pelo menos tirar algumas fotos fingindo pra quem ficou em São Paulo que está sendo divertido.
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  A colega de sala olhou para e, após um tempo pensativa, respondeu:
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  – Vamos lá.
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  O lugar era minúsculo. Pelo menos para um grupo de mais de 200 alunos de todas as escolas particulares de São Paulo que tinham dinheiro para pagar uma viagem de 5 dias com destino a um dos lugares mais caros do país. A todo lugar que as duas iam, havia uma enorme quantidade de pessoas se amontoando para comprar algo; bom para o comércio local, péssimo para duas garotas desesperadas para fugirem da algazarra.
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– – – – –

  – Olha essa foto que eu tirei dele!
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  – Nossa, você precisa passar ela para mim!
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   ria das reações que as amigas davam quando o assunto voltava na roda.
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  As três estavam no quarto das duas que dormiam juntas; havia um bom espaço de tempo livre para os alunos conseguirem tomar banho e se arrumar para a atividade noturna. Não era fácil organizar grupo de 200 pessoas, mas a empresa responsável era especialista nisso e estava preparada para conseguir entreter todos os jovens – sabiam exatamente o que eles queriam.
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  Naquela noite havia uma festa de boas-vindas que aconteceria na praia principal. Ela era principal apenas porque era acessível para todas as pousadas que os alunos estavam hospedados, permitindo que andassem a pé. Havia horários a serem respeitados e algumas regras na área dos dormitórios, mas nada que limitasse a diversão deles. O plano da empresa era simples: tente cansá-los com dezenas de atividades durante o dia e não lhes dê muito tempo para descansar; com o sol e a maresia, o final do dia seria repleto de alunos preparados para dormir.
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  – Você não estava paquerando o monitor, ? – perguntou.
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  – Eu estou paquerando o Bruno. Ele é um gostoso. Ficamos conversando bastante depois dos jogos aquáticos. Falou que vai me puxar para dançar agora de noite.
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  – Huummm! – e fizeram juntas, rindo logo em seguida.
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  – E você, ? Não encontrou ninguém?
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  – Eu? Eu sempre REencontro – ela revirou os olhos -, mas não quero falar do Lucas. Quero saber o que você fez durante a tarde, já que escolheu ficar com a turma dos perdedores.
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  – Ei, eles não são a turma dos isolados – protestou, rindo –, são a turma do “não quero ser comida pelo “.
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   e se entreolharam, para em seguida dizer:
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  – Perdedores.
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  – Tudo bem você não sentir atração pelo , mas não ter nenhum interesse nele? – falou.
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  – Eu acho ele bonito. – ergueu os ombros.
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  – E…?
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  – E… ele é… intocável. Não quero perder tempo correndo atrás de um cara que nunca vai ser meu. Prefiro gastar esse mesmo tempo fazendo algo de bom para mim. Eu não entendo o que vocês fazem correndo atrás dele, sendo que estão já de rolo com outros garotos.
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  – Ele é como um ídolo – começou a explicar como se fosse matéria de prova –, quando ele aparece na minha frente, sua beleza é tão… tão! Que mal consigo me aguentar. Meus dedos coçam para tirar uma foto dele.
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  – Além disso, ele é legal, . Se você tem paciência, ele fala com você quando se aproxima.
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  – Ai, sei lá, só prefiro aproveitar minha viagem.
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  – Amiga, você tem noção de que essa pode ser a última oportunidade de você viver um romance de verão? – perguntou séria – Sei que haverá outros verões pela frente, mas é diferente quando se está no colegial. Não existem preocupações que terão lá na frente, na faculdade.
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  – E você lá sabe disso?
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– Minha irmã sabe – ela cruzou os braços -, disse que se pudesse voltar no tempo, teria vivido um amor, nem que fosse para terminar em desastre. Porque depois que se entra na faculdade, há responsabilidades que não existem para nós agora, como se tornar adulto.
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  – Entendi. Mas , eu não vim para viver um amor. Vim para viajar com minhas duas melhores amigas, porque uma delas decidiu prestar faculdade lá em outro estado, e essa sim pode ser uma de nossas últimas viagens sem ter outras questões para nos preocupar. É a última que viajamos todas solteiras.
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  – Espero! – responde, causando risadas.
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  – Vocês duas têm razão – diz –, então porque não aproveitamos a nossa viagem, que está só começando, e também tentamos viver um amor, de preferência um que não termine em desastre?
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  As três tocam as mãos em um hi-five e contam como planejam seduzir os garotos na festa daquela noite. Havia ainda muitas pessoas que elas não conheciam e que planejavam conhecer ainda na viagem.
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Capítulo 3

   estava cansada.
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  Levar e para o quarto não foi fácil. A primeira havia bebido escondida com o grupo de amigos da sala, após ser puxada por Lucas. Só que sua resistência ao álcool nunca foi forte, e por isso ela acabou dando um show que quase resultou em um castigo dos monitores.
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  , por outro lado, foi o tipo de problema que quase surtou. Após deixar no quarto, estava voltando para a festa a pé quando recebeu uma mensagem de dizendo que iria transar com Bruno naquela noite. saiu correndo desesperada em busca da amiga, e só foi encontrá-la a caminho da pousada do monitor, que ao contrário do que se esperava, mostrou-se aliviado por ver alguém finalmente conhecer a garota para levá-la para o quarto.
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  – Ela está muito bêbada – ele explicou. deu um ponto pela responsabilidade dele em não abusar da amiga alterada, mas a xingou o caminho inteiro de volta para o quarto depois que ele foi chamado para apartar uma briga que havia começado entre algumas garotas.
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  – Ah… – ela suspirou, sentando-se exausta em um banco localizado abaixo de uma enorme árvore na praça que ficava na metade do caminho entre a pousada e a praia. – Será que eu volto para a praia?
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  – É melhor não – ouviu e se preparou para rebater a pessoa que estava ouvindo sua conversa pessoal, quando viu que não era com ela.
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  A alguns passos da praça estava com uma garota que identificou sendo como “o rolo principal dele” ou simplesmente “a modelo da revista de moda gringa” que suas amigas haviam mencionado mais cedo, mas que já não lembrava mais do nome.
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  Levantou para evitar estar assistindo aos dois, mas não havia muito lugar para se esconder. A rua era larga e de areia, o que dificultava dar passos silenciosos. Mas havia pouca iluminação, o que permitiu que corresse para perto de um dos muros e se escondesse por ali.
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  – Por que não? – a garota falou, o braço enlaçado ao de , que tinha as mãos nos bolsos.
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  – Por que você acha, Giulia? Nós não estamos mais juntos.
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  – E daí? Não é por isso que não podemos ficar…
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  – Eu não fico com ex.
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   fez uma careta de surpresa. Não esperava que fosse o tipo de cara com ideais em sua vida. Ouviu a garota bufar em impaciência.
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  – Para de ser bobo, . Você sabe que eu terminei porque precisava participar daquele programa e eles stalkeavam praticamente a vida inteira de todo mundo…
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  – Não me importa, Giulia. Nós não somos mais nada. Para de insistir.
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  – Você sabe que eu sou sua melhor opção – a voz da garota agora parecia mais irritada -, todo mundo quer você porque é gostoso. Eu conheço você desde quando éramos pequenos! Sei quais são os seus defeitos. Aceito você como é. Olha ao seu redor… para essas garotas, você é só um pedaço de carne.
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  Não houve uma resposta. ficou curiosa em ver qual expressão carregava após ter ouvido aquele tipo de chantagem, já que grande parte dele fazia sentido, por isso, deu um passo para frente, mas não percebeu que perto de si havia um gato deitado preguiçosamente. Acabou chutando ele sem querer, recebendo uma leve arranhada de protesto e um alto miado.
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  – Ai! – ela pulou com o susto, mostrando-se para o casal, que olhava para ela surpresos. – A-ah… é… Desculpe, estou um pouco perdida… Não tinha a intenção de…
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  – Achei que você me daria um bolo. – disse de repente.
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  – O quê? – Giulia olhou para ele, dando um passo para trás para que pudesse enxergá-lo.
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  – O… quê? – parecia mais hesitante e com um leve mau pressentimento.
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  – Eu pedi para que o Jota chamasse ela para se encontrar comigo em um lugar aqui perto. Parece que ele não é muito bom em explicar direções. – enviou para um olhar significativo, esperando que ela captasse a mensagem e o ajudasse.
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  – Você chamou essa garota para se encontrar contigo? – Giulia apontou para com uma expressão de nojo, o que fez aumentar o mal estar da garota. – Não foi o contrário?
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  – É, Giulia. Existe no mundo uma pessoa que não tem interesse em meu corpo. – irritado, se desvencilhou do braço da garota e foi em direção a . – Desculpa, precisamos ir para outro lugar mais… – virou o rosto para olhar Giulia com o canto do olho – privado.
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  Não houve tempo para protesto ou explicação. segurou a mão de e a puxou para o lado oposto ao da praia, dando continuidade no caminho que ele antes fazia com Giulia. Esta apenas gritou para ele, e pode ouvir som de passos pesados se afastando, acompanhado de resmungos.
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  Os dois caminharam por cerca de 5 minutos até encontrarem uma praça mais afastada das pousadas. Era o último ponto permitido para os alunos caminharem livremente, sem receberem uma advertência por saírem do raio de segurança dos monitores. Por ali, era possível ver alguns alunos e monitores, mas nada comparado à agitação que era de acordo com que chegava mais próximo da praia.
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  – Hum… será que você… – tentou falar quando parou de puxá-la.
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  – Ah. Desculpe. – ele soltou a mão dela e deu um passo para frente. – Obrigado por não ter surtado lá atrás.
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   não respondeu. Havia feito o que ele pediu e estava extremamente desconfortável ali com o cara mais cobiçado da viagem. A praça, apesar de ser três vezes maior que a anterior, também era mais escura, o que facilitava os dois de sumir da vista das pessoas que passavam por ali.
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   sentou-se no meio-fio que havia em frente a uma sorveteria fechada.
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  – Você pode ir, se quiser. – ele respondeu. – Vou ficar um tempo aqui.
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  – Tudo bem – deu um passo para trás, aliviada por ter sido liberada. – Boa noite.
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  – Boa.
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  No caminho de volta observou algumas garotas perguntando sobre entre elas. Parece que o retorno de Giulia à praia foi recebida como uma das maiores fofocas da viagem, e agora as garotas saíam em grupos para tentar ser a próxima parceira do garoto.
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  “Mas ele quer ficar um pouco sozinho.” Ela pensou. Havia visto no olhar dele o cansaço, e não parecia nada físico. Imaginou todas aquelas garotas não prestando atenção nisso e se aproximando dele com risinhos e segundas intenções. “Como se ele fosse um pedaço de carne.” Lembrou do que Giulia havia dito.
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  Olhou ao redor e viu uma pequena mercearia aberta. O dono estava quase fechando, até que ela comprou duas latas de cerveja – não esperava usar a identidade falsa, já que não gostava de beber, mas a situação parecia exigir álcool – e caminhou correndo de volta para a praça onde havia deixado , o encontrando sozinho no mesmo lugar.
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  Dessa vez foi ela quem o puxou sem avisá-lo, pegando-o de surpresa. Entraram em um pequeno beco sem iluminação, mas seguro por estar mais próximo da praia. Com exceção do álcool, os dois não estavam fazendo nada de errado.
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  – O que…
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  – É só… – ela olhou ao redor, ansiosa por ver todas aquelas garotas -, achei que fosse querer algo para… refrescar. – e ergueu o saco de plástico com 2 latas de cerveja.
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   abriu a boca surpreso, mas apenas se limitou a rir. Pegou uma das latas e a abriu, tomando um longo gole dela.
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  – A outra não é sua? – perguntou, vendo que não havia se mexido para abrir a lata restante.
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  – Ah. Sim. Vou beber. – anunciou, abrindo a lata e tomando um longo gole. Fez uma careta, como sempre fazia quando bebia qualquer álcool, mas sentiu o corpo relaxar da adrenalina quase que imediatamente.
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  – Você sabe que não gosto de cerveja, não sabe?
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  – Por que eu saberia? – ela perguntou. “Se soubesse, certamente não teria comprado ele. Odeio cerveja.”
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  O garoto sorriu após um tempo observando ela e balançou a cabeça, bebendo mais um longo gole, terminando com a lata em segundos.
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  – Para quem não gosta de cerveja, você até que bebe bem. – não conseguiu evitar fazer o comentário.
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  – Não tinha outra opção, tinha?
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  – Você poderia ter recusado.
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  – Mas eu aceitei. Preferi aceitar sua bondade e também o efeito do álcool. Não que seja o suficiente…
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  – Pode tomar a minha – ela empurrou a própria lata para ele –, não bebo cerveja.
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  – Ah… Então você é desse tipo?
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  – Desse tipo?
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  – É – ele deu um longo gole na lata de –, a certinha que não bebe.
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   bufou e riu.
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  – Eu não sou nada certinha, e claro que bebo. Só não gosto de cerveja. Passo mal com ela.
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  Os dois permaneceram calados enquanto estudavam o outro. Enquanto apurava os ouvidos para ver se havia algum perigo em voltar para sua pousada sem ser vista com , este a olhava com curiosidade. Apesar de não enxergá-la devido à escuridão, estava curioso em saber quem era aquela garota que agia de forma natural, sem parecer se preocupar que falava com ele. sabia de sua fama e posição naquela viagem; geralmente tinha paciência em lidar com todo aquele assédio, mas esperava um pouco mais de paz viajando com uma empresa responsável. Aparentemente, a empresa estava ao lado das garotas.
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  – Aquele é o ? – os dois ouviram de repente.
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  – Acho que sim. Ei! Achamos ele! – outra voz de garota soou e passos ao longe começaram a se aproximar.
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  Sem pensar e desesperado para ser deixado em paz, passou o longo braço por trás da cintura de e a prensou contra a parede oposta do beco, unindo suas bocas em um beijo. A garota, por outro lado, pega de surpresa, tentou reagir ao beijo, mas ele era muito mais forte do que ela.
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  “Ah, que seja. Já está acontecendo mesmo.” Foi o pensamento que teve. Fechou os olhos e tentou relaxar o corpo, levando suas mãos aos bíceps do garoto e subindo-as em direção ao pescoço.
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  Por ser muito mais alto que , se encaixou melhor ao corpo dela quando sentiu o corpo da garota relaxar. Ao perceber que ela não resistia mais contra ele, deixou-se levar pelo beijo, pedindo permissão para passar a aprofundá-la.
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  Ao fundo os dois ouviram alguns gritos. Mesmo com os olhos fechados, foi possível ver luzes de lanternas em sua direção; mas nenhum dos dois parou de se beijar. não deixou se afastar, muito menos encerrar o beijo; ela, por outro lado, apenas seguia o comando do garoto, aproveitando o carinho que recebia enquanto era beijada com tanto afinco.
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  – É sério, ? – ouviu uma voz próxima dos dois. Era Giulia.
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  Com o susto, finalmente reuniu força para se afastar dele, o olhar assustado pela quantidade de pessoas que cercavam os dois naquele minúsculo beco.
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  – Quem é ela?
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  – Como ela conseguiu?
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  Diversos murmurinhos começaram a ecoar, enquanto todos esperavam uma resposta à pergunta de Giulia.
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  – Pareceu uma brincadeira para você? – segurou na mão de . – Eu disse que a chamei para vir até aqui.
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  – Ele a chamou?
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  – Quem é ela?
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  – O que ela tem de especial?
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  – Gostaria que vocês parassem de me seguir por todo lugar. – ainda segurando a mão de , saiu do beco, indo em direção a uma área mais iluminada, onde todos pudessem vê-lo falando sério – Eu quero aproveitar a viagem com ela, e fica difícil com tanta gente me rodeando o tempo inteiro.
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  – Você nem a conhece! – Giulia exclamou. – Você só a usou de desculpa para fugir porque está com o orgulho ferido.
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  – Tira o rei da barriga, Giulia – respondeu, bravo – O mundo não gira ao seu redor.
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  Enquanto os dois discutiam, olhava de um para o outro boquiaberta, sem saber o que fazer. Ainda estava sob o efeito do beijo. Nunca havia sido beijada daquela forma. Havia ouvido de uma vez sobre a beleza de ser pega de surpresa em um beijo; da pegada que um homem tem quando sabe o que quer. Não que a quisesse, mas… bem, ele tinha, sim, uma boa pegada.
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  – Você não sabe nem o nome dela! – ouviu Giulia gritar ao longe, quando a puxava para longe de todo o grupo.
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  Os dois caminharam de mãos dadas por um tempo. Quando percebeu que não havia ninguém próximo para ouvir a conversa dos dois, falou:
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  – Desculpa.
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  – Pelo quê?
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  Ele olhou para , que o encarava com curiosidade.
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  – Pelo… beijo?
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  – Foi ruim?
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  – O quê? – ele riu sem graça, levando a mão à nuca. – Não, não foi ruim.
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  – Pra mim também não – ela respondeu -, então não há necessidade de se desculpar.
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   balançou a cabeça lentamente, tentando entender o que é que ela queria dizer com aquilo. Sentia que sua linha de pensamento não andava na mesma velocidade que a de .
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  – Qual o seu nome?
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  – Você beija estranhos?
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  – Você sempre responde uma pergunta com outra?
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  A garota sorriu.
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  – Meu nome é . Sou da turma do Colégio Nomus.
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  – Sei que é do Nomus. – ele disse. Quando percebeu que ela o encarava confusa, sorriu e disse: – Eu vi você mais cedo no aeroporto.
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  – Eu? – ela parou de andar, o obrigando a encará-la.
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  – É.
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   permaneceu calada por um momento processando a informação. Poderia culpar o álcool, mas só havia dado um gole na cerveja; por fim, aceitou que o beijo de com certeza tinha algo que causava um retardamento mental.
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  – Eu? – perguntou novamente, fazendo-o rir.
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  – Você.
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  A garota permaneceu calada, em choque.
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  – Tem certeza que era eu?
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  Dessa vez gargalhou.
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  – Tenho sim. A vi de novo na praia. Você estava me encarando.
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  – Todo mundo estava te encarando.
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  – Mas você estava me encarando.
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  – Não. Eu acho que estava em um transe. – quando o garoto riu, ela riu junto, mas tentou explicar mesmo assim – É verdade! Eu estava com uma colega da minha sala discutindo sobre você no meio… – e parou de súbito ao lembrar-se do assunto. Peitos e maquiagem. Apertou os lábios para prender o riso.
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  – Você fez essa cara! – ele apontou para ela. – O que estava pensando?
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  – Você não quer saber.
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  – Mas eu quero sim.
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  – Tem a ver com peitos – o pegou de surpresa –, e não de um jeito positivo.
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  Os dois riram com o jeito despojado que a garota falou a verdade e voltaram a caminhar sem rumo nenhum. Ao redor, grupos de alunos passavam olhando para os dois andando de mãos dadas e cochichando algo.
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  – Desculpe te incluir nesse drama todo.
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  – Bem… – ela olhou para ele – Não deve ser fácil ser bonito e popular.
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   riu mais uma vez com a maneira como ela falou. Fazia tempo que ele não se sentia tão à vontade com uma garota; tão… relaxado. Estava ciente de que os dois ainda estavam caminhando de mãos dadas, mas não falava nada para que não o obrigasse a se afastar.
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  – Parece que essa é minha única qualidade.
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  Ele aguardou que ela dissesse algo para consolá-lo, mas nada veio. Arriscou olhar para e ver o que se passava dentro dela; esperava ver uma expressão nervosa de quem não sabia o que dizer, mas, ao contrário do que imaginava, a pegou olhando para si.
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  – Você realmente acha isso?
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  – O quê? Que sou bonito?
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  – Que essa é sua única qualidade.
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   desviou o olhar com vergonha. Sentia-se um banana. Na verdade, parecia literalmente isso o que estava fazendo, descascando camadas de si para chegar em sua verdadeira essência. Aquela que geralmente ninguém queria conhecer. Ninguém nunca parecia querer passar da superfície dele, o que o fazia viver dessa forma: superficialmente e sem expectativas.
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  – Minhas amigas dizem que você é gentil.
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  Enquanto começou a falar, puxou-o para irem até um lugar próximo à praia, onde podiam assistir os alunos se divertirem sem fazer parte deles. Sentaram-se em uma pequena duna que os escondia das pessoas; aparentemente, ninguém tinha tido a ideia genial de ir até ali, o que significava que os dois estavam sozinhos.
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   lamentou os dois terem de sentar, pois tão logo o fizeram, soltou de sua mão para se ajustar. Prestou atenção no que ela dizia, pois fazia tempo que ninguém além de sua terapeuta lhe dizia verdades que ele era incapaz de enxergar – chegou a suspeitar, por um bom tempo, que a profissional era orientada pela mãe dele em dizer-lhes coisas boas, já que a mulher estava sempre preocupada com o bem-estar do filho mais novo.
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  – Você poderia simplesmente ser um cara esnobe e achar que o mundo gira ao seu redor, porque é exatamente o que acontece quando você entra em cena. – ela abre um pequeno sorriso, lembrando-se de todas as vezes que todo mundo parava para observá-lo, mesmo se minutos antes estivessem falando bem dele uns com os outros. – Elas sempre voltam felizes porque você lhes deu um sorriso ou lembrou do nome delas. Quero dizer, quantas garotas chegam até você todos os dias? Como consegue ser capaz de lembrar de tantos nomes?
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  Ele ficou pensativo. Essa era uma nova perspectiva que chegava até si. Ninguém nunca havia dito que admirava sua memória ou a capacidade de dar atenção a todos; ele mesmo nunca havia visto dessa forma. Era uma de suas atitudes involuntárias, habituais, que fazia parte de seu cotidiano e por isso não exigia tanta atenção.
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  De repente, um calor tomou conta do meio de seu peito. Orgulho. Orgulho em ter uma característica honrosa. Eram poucas as pessoas que faziam outras se sentir bem com um simples sorriso, e se dessa forma ele conseguia mudar o dia ruim de uma pessoa, então ele deveria se dar ao crédito.
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  – Quando elas me falaram isso, eu as respondi que é fácil enxergar qualidades em uma pessoa que já estamos inclinadas a gostar. – ela riu sem graça. – Mas eu vi. Vi você agindo com simpatia para as pessoas, olhando nos olhos dela e gravando em uma pequena parte do seu cérebro, a pessoa com quem estava conversando, mesmo que não fosse voltar a vê-la no futuro. Eu acho isso admirável. Uma qualidade que poucos possuem.
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  Talvez fosse a brisa que passou e balançou os longos cabelos da garota. Ou quem sabe a lua cheia que brilhava tão alto, que fazia desnecessária as tochas e luzes elétricas instaladas ao fundo, onde não só alunos, mas turistas permaneciam festejando. Pode ser que tenha sido o aroma do mar e da areia, e uma promessa invisível de uma vida leve e feliz.
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  Naquele momento, ele soube: era ela.
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  Sem explicação que pudesse esclarecer o motivo de seu coração pular por uma garota que, sempre ao longe, lhe chamava a atenção. Porque, quando ele havia descoberto que sua ex o havia traído com um amigo; e quando sua atual o estava descartando para seguir o próprio sonho, apareceu com um cachorro idêntico ao seu e falou simplesmente sobre isso.
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  Simplesmente sobre nada de importante.
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  E naquele dia, ela havia olhado em seus olhos. Ele achou que ela viu dentro de si o desespero de mais uma vez ter sido usado e jogado fora, e não quis se fazer útil. Não quis convencê-lo de que um amor se cura com outro; ou que ela poderia fazer melhor que as outras. Ela só ouviu ele falar de seu cachorro como uma criança que ganhou o brinquedo favorito, e então, no fim, abriu um sorriso de quem havia gostado da conversa. E só isso. Sem segunda, terceira ou quarta intenção.
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  Ele certamente tinha um dom em guardar nomes e fisionomias, mas ela, naquele dia, tomou o pódio do lugar mais alto. E então ele procurou sobre ela, e sabia em qual escola estudava. Esperava que a garota fosse aparecer na viagem, mas não contou para ninguém. Nenhuma pessoa poderia entender. Todo mundo interpretaria da mesma forma: ele só está caçando a próxima vítima. Como se fosse ele quem usasse as garotas como objetos, e não o contrário.
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  Quanto mais ela se afastava e fugia, mais ele queria se aproximar dela. Sabia qual pousada estava hospedada e quem eram suas melhores amigas. Mas toda vez que as duas se aproximavam, ela ficava para trás, observando, não querendo fazer parte daquele caos que era sua vida. Como se soubesse o problema que ele era.
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  Em um ato impulsivo, levou sua mão até o rosto de , puxando-a de leve para que olhasse para ele. Durante minutos os dois se encararam, um tentando enxergar o outro, tentando entender o que estava acontecendo ali.
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  Quando se aproximou dela lentamente, não fechou os olhos e esperou ser beijada. Ela não lhe deu a permissão silenciosa dele entrar em sua vida.
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  Peça. Foi o que pareceu ser.
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  – Eu posso… – ele começou a sussurrar, vendo-a permanecer encarando seus olhos. – Eu posso te beijar?
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  Por cerca de 2 minutos ela não respondeu. Olhou de um olho dele para outro. Queria entender se ele estava só alterado por uma noite que parecia romântica ou pelo fato dela o ter salvo de uma ex possessiva.
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  Nada. Foi o que viu. Nada de ex. Nada de complicado. Simplesmente a vontade de beijá-la.
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  Por isso, fechou os olhos, dando permissão para que ele, mais uma vez, a beijasse e a tocasse como nenhum garoto jamais havia feito.
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  Ternura e calor se misturavam em um beijo que inicialmente parecia casto, mas que logo foi pegando fogo, de acordo com que as mãos dos dois passeavam pelo corpo do outro. Quando acidentalmente passou a mão próxima à lateral do seio de , um gemido de prazer saiu sem permissão, deixando-a tensa. O que ele poderia pensar?
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  Sentiu a boca dele formar um sorriso, mas a mão não se mexeu além do lugar respeitável onde estava. Se ela exigiu permissão para beijá-la, é claro que também desejava ter permissão para tocá-la.
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  Ao se separarem, ofegantes, prolongou os beijos, dando-os nas bochechas de , nas pálpebras e em seu queixo. Lugares expostos diariamente a diversas pessoas, mas que quando beijadas de forma tão íntima, causava um aperto lá embaixo.
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  Quando os dois abriram os olhos e se depararam com a visão deles mesmos nos olhos do outro, um sorriso estampou seus rostos.
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   foi a primeira que desviou o olhar. Encarou o mar em sua imensidão e encostou a cabeça no ombro de que, por sua vez, tudo o que fez foi passar o braço pelos ombros da garota, trazendo-a para mais perto de si; como se quisesse protegê-la do frio, tê-la mais perto, fundi-la a ele, para, quem sabe, ela pudesse saber o que estava fazendo com ele ali dentro.
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Capítulo 4

  Ninguém conseguia tirar os olhos dos dois. Parecia até que ambos tinham um imã que atraía todos os olhares por onde quer que passassem.
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   e foram as primeiras a surtar no dia seguinte, quando, após as dores da ressaca, souberam da última novidade que passava de boca a boca entre todos os alunos vindos de São Paulo.
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  – Foi de repente – conseguiu dizer, antes de ouvir gritinhos e tapinhas em seus braços, rindo com a cena de suas melhores amigas dentro do quarto, poucos minutos antes de Bruno dar duas batidas na porta e avisá-las de que tinham 20 minutos para o fim do café da manhã.
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  No momento que entraram na área das refeições, as três foram bombardeadas de perguntas direcionadas a e . Desde quando o conhecia, como conseguiu se aproximar dele, o que fez para ele se apaixonar por ela… estavam namorando?
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  – Deixem ela em paz! – disse, mais alto. – Se eles estiverem namorando, não tem nada a ver com vocês.
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  – Você diz isso porque é sua amiga; se fosse outra pessoa, estaria como nós – uma das garotas disse.
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  – É verdade – disse, rindo. – Mas não é outra pessoa, então, cai fora!
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   e permaneceram assistindo afastando todo mundo de perto delas, comendo o café da manhã e separando um pouco para guardarem na bolsa, já que a amiga que estava na ativa se assegurando de que elas não fossem incomodadas provavelmente não conseguiria comer o suficiente.
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  – Ei – Jaqueline se aproximou da mesa das três amigas –, o popular está lá no hall chamando por você. – ela olhou para , que encarou e assustada.
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  As amigas, como boas amigas que eram, riram e deram gritinhos, puxando para o banheiro retocar a maquiagem à prova d’água antes de se encontrar com o assunto do dia.
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  – Você só tem uma missão, amiga – disse séria antes de deixar a amiga sair do banheiro. – Me apresente ao .
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  – Mas e o Bruno?
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  – Ah… – ela olhou para o monitor, que conversava com algumas alunas – ele teve a chance dele ontem, mas parece que não estava tão afim assim. Por outro lado, se o estiver… Quem sabe a e o não se dão bem também?
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  – Ai… – fingiu um calafrio. – Ele me dá medo.
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   e pararam de andar e se entreolharam. Então começaram a rir, enquanto as encarava nervosa.
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  – Vocês nunca viram ele brigar? Ele é… intenso.
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  – Dizem que assim que é bom, amiga. Imagina ele na cama? – comentou maliciosamente, andando ao lado de até o hall lotado. – Nossa, quanta gente cara de pau. Sabem que ele está aqui por causa de você, e mesmo assim não param de dar em cima.
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  – Mas olha só a carinha dele… – murmurou perto das amigas, já que estavam próximas demais de todo mundo.
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  – HUMM… – as duas quase gritaram, fazendo empurrá-las rindo e dizendo para que calassem a boca.
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  – Bom dia – ela ouviu muito perto de si. Virou-se e deu de cara com muito próximo de si, o cheiro de desodorante no ar e o corpo já suado do calor que fazia fora do hotel.
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  – Oi – sorriu sem graça e sentiu o beijo estalado dele em seus lábios, pulando para trás com o susto e arregalando os olhos, olhando ao redor e vendo a maioria das pessoas chocadas e suas duas amigas com sorrisos maliciosos no rosto. – V-você…
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  – Vamos? – ele pegou na mão dela e a puxou para fora, não dando chance nenhuma de ouvir um protesto da garota. – Ouvi que hoje vamos fazer o passeio de bug.
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  – Ah… – não houve tempo de responder. já arrastava para fora, para a praça onde professores e monitores já estavam de pé com dezenas de alunos ao redor. Ela conseguiu enxergar e encostados no tronco de uma imensa árvore, rodeado de pessoas ao redor conversando com eles. Olhou para trás à procura de e , e as duas andavam juntas no tempo delas, esperando que fizesse sua parte do acordo pré-determinado por elas.
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  – Ei, essa é a passou o braço pelos ombros da garota, que olhou timidamente para o grupo que agora a encarava.
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  – Oi – ergueu uma mão. já havia lhe dito antes que ele era do tipo sério, que falava pouco; mas lhe pareceu calmo e controlado. Já o outro, mais velho, tinha fama de possuir um temperamento mais bravo, mas não estourado como o de .
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  Dos três, era claro que era o mais carismático. Talvez por isso ele fosse o centro da atenção de todos. Não era difícil gostar da pessoa mais simpática, enquanto todos esperavam que os dois amigos dele se abrissem um pouco mais.
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  – Sou – o outro deles disse, erguendo a mão para dar um toque.
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  – … – ela respondeu, vendo-o abrir um pequeno sorriso. Um que ela suspeitava não aparecer para muitas pessoas. , percebendo melhor, parecia até um tipo de segurança de , caminhando sério, abrindo sorrisos apenas para os amigos mais próximos, fazendo comentários e brincando com eles.
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  – Acho que saberia até seu tipo sanguíneo, se não estivesse com tanto sono até a hora do café – ele comentou em tom de brincadeira. – Você também foi assunto da manhã no dormitório do nosso colégio.
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  A garota olhou desconfortável para , que apenas abriu um sorriso, não parecendo se importar de ter sido dedurado pelo amigo. Ele olhou ao redor esperando por uma orientação de algum monitor.
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  Mesmo estando no segundo dia da viagem, a maioria dos alunos já haviam se entrosado. As atividades e a festa de boas-vindas do dia anterior fizeram um bom trabalho em misturar os alunos das diversas escolas. Hoje, quase nenhum queria seguir a programação da empresa, na questão de separar os grupos para os passeios.
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  – Apenas estejam em grupos de 6 a 8 pessoas. – O monitor principal disse quando todos estavam reunidos e prontos para saírem. – Quem estiver já com grupo fechado, dirijam-se aos monitores da minha direita para passarem os nomes. Aqueles que não tiver pessoas o suficiente, à minha esquerda para que possamos completar.
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  – Ei, e se chamarmos o Jota e o…
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  – Você quer chamar suas amigas? – cortou um dos amigos e olhou para a garota, que sorriu para ele e assentiu. Sentiu-se agradecida por ele ter perguntado, ao invés de precisar interromper o grupo e correr o risco de fazê-los achar que ela era chata. – São duas. – Olhou para e , que concordaram com a cabeça.
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  – Vocês se viram aí – respondeu tranquilamente para os amigos e se dirigiu para o monitor mais próximo.
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  – Ei, ! – logo viu a oportunidade de realizar o desejo da amiga. – Você poderia ir lá dar o nosso nome? Acho que o não sabe todos os nomes…
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   sorriu de forma doce e seguiu o amigo de , que se apresentou a ela de forma descolada. não era o tipo de garoto que se importava com as garotas, mas se sentia extremamente desconfortável quando alguma dava em cima dele, por isso escolhia se afastar e daí vinha a fama de príncipe do gelo que todos o chamavam. , no entanto, sabia muito sobre o amigo de e era extremamente esperta e observadora, por isso, apenas se limitou a fazer comentários pertinentes à viagem e ao grupo de amigos.
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  – Essa é a apresentou a amiga a , que logo apresentou para ela. O amigo abriu um pequeno sorriso e apenas deu um passo para trás com um sorriso sem graça. – Tudo bem para você, amiga?
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  – Sim, sim, claro. – ela sorriu mais para e do que para , que não pareceu se importar em ver alguém tão desconfortável ao seu lado. Aparentemente, ela não era a primeira.
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  A primeira parte do passeio se resumiu às falésias e a uma praia extensa, com muito espaço para os 200 anos se espalharem para se conhecerem mais, tirarem fotos e fazerem lembranças.
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   não demorou a grudar em . Parecia que a presença dela afastava as garotas malucas, deixando só uma ou outra louca para se aproximar. , nessas horas, fingia que não se importava, enquanto ele apenas respondia com um sorriso e pedia licença para se afastar. Já que a garota havia decidido ir em um buggy com as duas melhores amigas para que nenhum dos quatro tivesse de ficar sozinho com um casal, não queria perder tempo para as duas e acabou puxando para longe do grupo.
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  – Você poderia ser mais delicado – riu enquanto ignorava todo mundo que tentava cumprimentá-lo para ir até o ponto turístico tirar uma foto da garota.
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  – Este sou eu sendo delicado – ele disse. – Se eu for mais, todos irão achar que estou disponível para conversar, e não quero ficar com ninguém além de você.
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  A declaração a fez corar. Não estava acostumada com esse tipo de demonstração de afeto. Seu último namorado só sabia falar de jogos de videogame e tentava levá-la para a cama. Um lixo, como disse ela após terminar com o garoto.
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  Os dois gastaram boa parte do tempo tirando fotos. , por ser alto, tinha braços compridos, facilitando as fotos dos dois. Em um certo tempo, os amigos e as amigas invadiram as fotos, tornando-as em grupo; e quando todos pediam para tirar fotos uns dos outros, puxou para longe mais uma vez.
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  – Espere aqui, vou pegar algo para bebermos – ele disse, se afastando após se acomodar em uma área mais afastada.
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  Ela passou a olhar tudo com uma perspectiva da qual estava acostumada. De longe era mais fácil avaliar melhor o comportamento de cada um; viu diversas garotas se aproximarem de e este, enquanto esperava sua vez de ser atendido, conversou com todas de bom grado, de vez em quando desviando seu olhar para e sorrindo para ela.
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  – Você deve estar nas nuvens.
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  A garota olhou para a dona da voz rancorosa e ergueu o rosto para ver Giulia com os braços cruzados parada ao lado dela.
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  – Não se engane, ele não é o garoto bonzinho que você está conhecendo.
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  – Certamente me parece mais bonzinho que você.
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  Giulia a encarou ofendida, mas logo recuperou a pose e trocou o peso de perna.
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  – Ele está te usando. Ficou magoado porque eu escolhi a minha carreira ao invés dele, e por já ter sido traído antes, achou que eu estava mentindo quando disse que voltava.
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   não respondeu nada. Não queria saber da vida dele pelos outros. Se reagisse, sabia que daria a Giulia o que ela queria. Também não sabia muito bem o que estava acontecendo; após conversar com as amigas, decidiu só aproveitar e ir com calma. estava muito decidido sobre os dois e, apesar de não ter anunciado nada sobre estarem em um relacionamento sério, também mostrou-se indisponível para qualquer outra pessoa.
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  – O que te faz pensar que ele é uma pessoa ruim como você?
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  Giulia riu.
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  – Eu? Ruim? Garota, você precisa atualizar um pouco seu vocabulário. – ela empurrou os longos cabelos ondulados para trás e olhou para . – Eu tenho um sonho e surgiu a oportunidade de ficar mais próxima de realizá-lo. Tenho certeza de que você faria exatamente o mesmo. Ou é do tipo de pessoa que abre mão dos próprios sonhos para ser capacho de homem?
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  ”Não, espere. Acho que é isso mesmo o que você é, visto que topou ser a bonequinha dele nessa viagem. Pode aproveitar. Quem sabe você tira uma lasca dele para se exibir para suas amiguinhas?” Giulia se virou de frente para , que já estava bastante incomodada com a ousadia daquela estranha.
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  – Uma garota como você jamais conseguirá ser o suficiente para alguém como o . Sei que no fundo você sabe disso.
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  – E você acha que você é alguém boa o suficiente para ele?
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  – A pergunta foi feita errada. A maneira certa seria: será que eu sei se ele é bom o suficiente para mim? E a resposta é: por enquanto, sim. Somos um bom par. Você não vai conseguir proporcionar nem um pingo de prazer em uma cama com ele… o é exigente. Todos ali são. – ela apontou para trás. – Você e suas amigas são só uma ralé tendo a oportunidade de comer carne de primeira. Então saboreie enquanto pode.
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  – Qual é o seu problema com carnes? – a voz de surgiu ao fundo.
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  As duas garotas olharam para ele, que carregava um coco com dois canudos fincados no topo dele. O olhar que o garoto enviava a Giulia era um que praticamente ninguém via. Sério e sem emoção alguma.
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  – Quer saber? Não se dê o trabalho, eu não quero saber mesmo. – ele disse, aproximando-se das duas. – Cai fora, Giulia. Não tem espaço para você aqui.
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  – Lembre-se do que eu falei. – a garota olhou para , que revirou os olhos e aceitou o côco de , enquanto o ouvia chamar Giulia de chata.
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  – Ela não vai deixar você em paz por um tempo. O único ataque que ela tem é o veneno que transborda da boca dela. – sentou-se ao lado de e puxou o canudo solto para beber da água com ela.
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  – Essa obsessão dela é doente.
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  – Ela é toda doente.
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  – E você namorou ela.
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  – Um lapso mental. – ele disse com uma careta – Mas ela tinha razão sobre uma coisa. – aproximou-se de e sussurrou em seu ouvido. – Eu sou exigente na cama, mas gosto mais de dar prazer do que receber.
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  Não foi possível controlar o rubor nas bochechas. Nem direcionar o líquido da água de côco para o local correto, de forma que acabou se engasgando, fazendo com que risse.
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  – Não é o momento de se falar sobre isso.
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  – Ora, eu só aproveitei o assunto – ele ergueu os ombros.
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  – Nós não…
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   olhou para . Percebeu o desconforto da garota. Havia, por um breve momento, esquecido que ela não era como as garotas que o rodeavam. Não eram como Giulia, que só o queria para chamar a atenção ou realizar algum fetiche pessoal. Aquela era a garota que se preocupou com ele na noite passada, quando ele estava no meio de um apuro e prestes a entrar em outro. Que aceitou dar uma chance ao cara ridículo que ele era.
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  – Desculpe – disse rapidamente. – Não quis deixar você sem graça.
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  Ela balançou a cabeça em um sinal de que estava tudo bem.
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  – Eu não farei nada que você não queira.
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  – Eu prefiro que você faça coisas que eu goste. – ela disse, recebendo um olhar de admiração. – Não acho que seja uma boa ideia nós pisarmos em casca de ovos com o outro apenas porque ainda não nos conhecemos bem.
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  – Tem razão. Precisamos mesmo nos conhecer melhor. Qual o nome do seu samoieda?
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  – É Milka. Leite, mas com A no final, porque é ela.
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   só pode rir com a linha de raciocínio para a escolha de um nome.
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  – Bem, agora fiquei sem graça do Snow se chamar assim só porque, bem…
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  – Ele é branco.
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  – Sim.
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  Os dois riram.
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  – Me conte mais sobre você – ele disse, colocando-se de costas para todo mundo e ficando de frente somente para e as imensas falésias atrás dela. Guardaria aquela cena em sua mente, sabia que seria só a primeira de várias.
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  – Bem, sou filha única. Estou prestando para administração porque acho que é uma profissão que pode se encaixar em várias.
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  – Ei, eu também estou prestando administração! – abriu um enorme sorriso. – Quais são suas opções?
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  – As principais particulares e públicas. E você?
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  – GV. Se eu não entrar, acho que meu pai come meu rim – ele ri. – Sou o mais novo de três, mas meu irmão mais velho é advogado, e o do meio é médico. Meu pai meio que só quer formar o trio ideal para se exibir para os amigos e a família.
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  – Não é o que você quer?
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   não respondeu de imediato. Sentia que qualquer resposta iria expor sua superficialidade. A verdade era que ele não se importava. Fazia o que o pai pedia porque era o que seus irmãos haviam feito e estavam agora em paz e felizes. Acreditava que seria o mesmo com ele. Não tinha um hobby além de se divertir com os amigos e jogar videogame, mas não quer trabalhar com algo relacionado ao assunto simplesmente porque acreditava que tornar algo divertido em uma obrigação estragaria tudo.
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  – Eu quero – ele disse. – Só talvez fique incomodado por não ter outras opções.
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  – Hum… talvez você tenha opção, só não quer sofrer as consequências de aceitá-las.
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  Ele abriu um pequeno sorriso e quis beijá-la. Quis se entregar de corpo e alma, mas precisava ter cuidado. Não podia assustá-la. Não podia tratá-la como todas as outras garotas. Não podia correr o risco de mostrar sua verdadeira face, a de uma pessoa insegura, superficial e fraca. Isso só iria afastá-la. Podia ver que era determinada, totalmente ao contrário de si.
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  – Pode ser. E o que mais? Você pretende continuar em São Paulo então?
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  – Ah, sim. Talvez eu arrisque um intercâmbio. Quero aperfeiçoar meu inglês e ter um diploma para adicionar no currículo, mas meus pais são contra eu fazer qualquer coisa antes de entrar na faculdade. Acham que eu preciso aproveitar o pique dos estudos para fazer um bom vestibular.
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  – Faz sentido.
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  – É. Também acho. Meus pais são pessoas bem sábias, o que é bem irritante.
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  – Acho que é por isso que você também sempre soa sábia.
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   o olhou surpresa. Ninguém havia feito essa observação antes.
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  – Sério?
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  – As pessoas dizem que somos imaturas porque ainda estamos no colégio, mas conheço várias garotas da universidade e algumas formadas. Você é bem mais madura do que algumas delas.
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  – Bem… obrigada. – ela corou e abriu um pequeno sorriso.
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  – Ei! Está na hora de irmos almoçar! gritou ao fundo. Os dois olharam para o quarteto que estava próximo dos demais alunos e puseram-se a se levantar.
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  – Escuta… – puxou a mão de quando eles começaram a caminhar. O garoto diminuiu a velocidade dos passos e olhou para ela. – Seus amigos… hum… eles são do tipo que… sabe?
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  – Vou dar um toque neles. – disse, logo entendendo a intenção da pergunta de . Não deixaria que seus amigos atrapalhassem a relação dele com a garota por machucar o coração de uma das melhores amigas dela. – Mas se elas toparem…
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  – É claro, tudo bem. É só que eles estão no pedestal, entende?
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   sorriu e a puxou para si, abraçando .
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  – Você é um ser humano lindo, .
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Nota da autora: Demorei, mas cheguei! Na verdade, minhas duas últimas semanas foram tão insanas que eu acabei me perdendo na agenda e não consegui postar. Mas espero que tenham conseguido se inteirar melhor em como nosso querido favorito é, ainda há mais degraus para descer dentro de todo esse sentimento que rola dentro dele.

Capítulo 5

  A segunda parte do dia foi repleta de passeios radicais e diversão. A empresa havia prometido fazer de tudo para cansar os alunos durante o dia e, quando era hora do jantar, alguns usavam o tempo para dormir, para aproveitarem a festa noturna que era organizada para todos os alunos.
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  Não foi o caso de e . Os dois decidiram ficar no hotel de , longe da curiosidade de todos e da agitação, e sentaram-se em uma rede juntos, prontos para conhecerem um pouco mais sobre o outro.
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  Durante o dia, havia descoberto um lado mais engraçado de , já que os dois passaram todo o tempo se divertindo com os melhores amigos. Preferiram fortalecer os laços com todos e usar o final do dia para si mesmos.
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  – Vocês podem passar depois lá na festa. – disse quando ela e saíam para se encontrar com , e os demais amigos que haviam feito durante o dia. As duas estavam animadas para passar mais tempo com eles; com , que se deram muito bem, e longe de , já que a garota ainda não se sentia à vontade com o jeito sério e fechado dele.
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  – Ew, fiquem aqui. – disse. – Por que perder tempo sendo vitrine de um monte de gente fofoqueira? Toma, amiga, você esqueceu no nosso quarto. – e entregou um batom para , junto de um cartão. O cartão do quarto das duas. – Se for fazer uso, manda uma mensagem. – sussurrou.
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   arregalou os olhos e encarou , que olhava para ela com um sorriso malicioso e então enviou uma piscadela para a amiga, saindo às pressas com .
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  – Vem aqui – disse já acomodado na rede.
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  A ideia de se deitar com ele, mesmo que de forma descontraída e inocente, fez o corpo de esquentar. Estar com aquela chave em mãos e saber que, se quisesse, poderia insinuar irem assistir um filme no quarto…
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  ”Não, . Ele já disse que está cansado desse tipo de garota. Você não é assim.” Ela pensou. E apesar de estar já a 6 meses sem dormir com nenhum garoto, não era tão terrível assim. Conseguia controlar seus pensamentos.
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  ”Seria muito mais fácil se o corpo dele não fosse enorme, firme e aconchegante.” Quase chorou internamente quando ele se mexeu para deixá-la ainda mais acomodada.
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  Os dois passaram a observar o céu estrelado. Ele era o mesmo céu da noite passada, mas, naquele momento, parecia outro completamente diferente. sentia a respiração de ao seu lado, tranquilo e compassado. Seria besteira pensar que ele pudesse estar se sentindo diferente dela, que não havia ali dentro de si, uma vontade, por menor que seja, de dar um passo maior do que suas pernas; mas se havia uma coisa que os dois haviam concordado, era de que queriam levar tudo a sério e de forma tranquila.
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  Ceder a uma paixão não os levaria a nada, e, principalmente para , queria que ela se apaixonasse de verdade por ele. Sabia do risco que sempre corria toda vez que se envolvia com uma garota. Elas eram atraídas por sua beleza e popularidade, e por causa disso nenhuma ficava. Mas não foi assim; ele quem se aproximou dela e tudo se encaixou magicamente.
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  Talvez fosse a magia de Jericoacoara. Ou talvez fosse o destino.
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  – Qual o seu sonho? – ele perguntou, após longos minutos com os dois em silêncio. – Tipo, o seu sonho para a vida.
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   ergueu os ombros.
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  – Na verdade, é bem comum. Quero trabalhar em uma empresa e chegar a um posto importante. Também quero me casar e ter pelo menos 2 filhos. Durante esse tempo, quero viajar muito e comer em restaurantes diferentes todo mês.
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   abriu um sorriso. Aí estava. O brilho nela que o cativou. Era, de fato, um sonho comum; parecia até fácil de ser realizado. Mas eles sabiam que não era fácil chegar a uma posição alta em uma empresa e ter uma vida saudável com viagens e bons restaurantes todos os meses ao mesmo tempo. Além disso, ter filhos era uma questão de sorte e programação ao mesmo tempo; para uma mulher com um trabalho em um posto tão alto, certamente era um desafio.
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  – E você?
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  Ele ergueu os ombros.
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  – Tem vezes que penso em abrir um negócio meu. Mas na maior parte do tempo sei que meu futuro já está escrito: vou me formar, ter um tempo para trabalhar em algumas empresas e então cuidar do negócio do meu pai.
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  – O que seu pai faz?
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  – Ele tem uma imobiliária. É bom em convencer os outros a comprar imóveis. – riu. – Ele sempre sabe o que é bom para todo mundo e dificilmente está errado, por isso é difícil ir contra a opinião dele, pois assim teremos que lutar para provar a ele que somos nós quem estamos certos.
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  – Mas qual o seu sonho? – ela perguntou com mais ênfase. – Não precisa fazer sentido, só precisa ser seu.
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  Aquilo era novo. Um tipo de pergunta chave que ele sempre se pegou pensando, mas que nunca havia tido coragem de se dedicar a dar a atenção. Talvez houvesse ali um medo de descobrir algo que ama e não ter, depois, a coragem de enfrentar seus pais para realizá-lo.
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  Mas sempre soube da resposta.
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  – Gosto de programação. Passaria horas na frente do computador. Sei mais códigos do que um aluno do segundo ano, disseram. Adoraria inventar sistemas que ajudasse a melhorar o mundo, ou ao menos criar um jogo revolucionário que pudesse ser vendido por alguns milhões de dólares.
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  – E por que você não faz?
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   olhou para ela e então abriu um sorriso.
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  – Você faz parecer fácil.
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  – Não vejo qual é a dificuldade de você sentar na frente do computador e digitar alguns códigos que você já tem decorado na sua cabeça.
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  – É preciso mais do que códigos – ele disse -, é preciso ter alguém bom em design e bastante tempo para fazer tudo.
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  – Hum…
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  Os dois permaneceram em silêncio, cada um preso nos próprios pensamentos. se mexeu, passando as duas pernas para apoiar nas de ; dessa forma, poderia se virar na direção do garoto, que a olhou e abriu um pequeno sorriso, esperando que ela tomasse a iniciativa de se aproximar dele.
  Mas, como em outras situações, ela decidiu surpreendê-lo com outra atitude.
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  – Acho que você consegue fazer isso. Acho que o problema não está em achar alguém para fazer um design ou ter tempo.
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  – Estamos em fase de vestibular, , estar aqui já é um milagre para todos nós.
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  – Você se esquece, , que sei mais sobre sua vida do que gostaria de admitir – ela o encara séria, o fazendo se sentir como se estivesse passando por um aparelho de raio-x. – Sei que você é um gênio.
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  – Gênio?
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  – É uma maneira respeitosa de chamar uma pessoa absurdamente inteligente de nerd ou…
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  – Você explica para um gênio o significado da palavra? – ele riu.
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  – Você está desviando do assunto.
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  O sorriso no rosto do garoto falhou. Era verdade. Ele estava, sim, fugindo do assunto. Porque o leu como ninguém havia feito antes. Anos de terapia e sua psicóloga não havia desvendado o motivo dele nunca ter problemas.
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  – Seu pai é tão rígido assim?
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  O olhar do jovem moveu para o céu ao mesmo tempo que seu peito doeu com o peso que sentiu. Odiava falar sobre o pai ou os irmãos mais velhos. Odiava entrar no assunto sobre seu futuro. Eles não faziam nada de mal; só possuíam expectativas que pesavam o mundo em seus ombros. O que fazia com que ele odiasse tanto o assunto, é porque odiava ver sua essência covarde.
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  , vendo a mudança na expressão do rosto de , percebeu que talvez ele não estivesse preparado para falar sobre algo tão íntimo com ela. Voltou a se mover na rede, aconchegando-se bem perto dele novamente e passou a encarar o céu.
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  – Eu nunca conheci a família da minha mãe.
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   a encarou. Não sabia aonde ela queria chegar com aquele assunto, mas estava aceitando qualquer coisa que não fosse seu medo de enfrentar seus pais.
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  – Até eu completar 16 anos no ano passado, minha mãe nunca falou para mim e minha irmã mais velha o motivo pela qual não termos convivência com a família dela. – após um breve silêncio, ela continuou: – Meus avós são dentistas. A irmã mais velha e o irmão mais novo da minha mãe também são dentistas. Meus bisavós e tataravós também foram dessa área. É a profissão da família por várias gerações, eles disseram. Só que minha mãe nunca quis fazer odontologia. Ela sempre quis mexer com flores, ter uma floricultura.
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  – Eles devem ter ficado furiosos.
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   concordou com a cabeça e apertou os lábios.
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  – Quando ela anunciou para os meus avós que não seguiria na odontologia, eles disseram que só iriam pagar o curso, se fosse o que eles queriam.
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  – E ela?
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  – Ela arranjou um emprego em uma floricultura e começou a juntar dinheiro. Um ano depois de ter se formado no colégio, meus avós viram que ela não iria seguir no ramo da odontologia. Então eles a deserdaram. A expulsaram de casa.
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  – É sério? – olhou para boquiaberto. Viu a garota confirmar com a cabeça. – Para onde ela foi?
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  – A dona da floricultura era uma senhora que ofereceu um quarto no andar de cima da loja. Morando lá, minha mãe podia trabalhar mais, então ela pagaria o aluguel trabalhando algumas horas a mais por dia. No meio disso, ela conheceu o meu pai. Ele estava indo para um encontro e esqueceu de levar algo para a moça; lembrou só quando estava na frente da floricultura, então acabou entrando. Foi amor à primeira vista.
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  – Seu pai se apaixonou pela sua mãe no caminho de um encontro com outra mulher? – riu e acabou o acompanhando.
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  – Bizarro, né? Ele acabou indo para o encontro, mas obviamente, com minha mãe na cabeça, acabou não dando certo. Ele saiu do encontro mais cedo e voltou correndo para convidar minha mãe para sair.
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  – Uau. Parece uma novela.
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  – Parece mesmo – riu. –, só que demorou para eles serem felizes. Meu pai é cinco anos mais velho que a minha mãe. Assim como a família dela, a dele é cheia de hábitos preconceituosos. Quando ele a apresentou para a família dele, meus avós foram contra.
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  – Por causa da idade?
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  – Porque ela era pobre.
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  – Ah. Mas se a família dela era famosa no ramo da odontologia…
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   balançou a cabeça.
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  – Ela jamais poderia contar com a família dela para ajudá-la. Então, meus pais acharam melhor apresentá-la dessa forma.
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  – Não vai me dizer que seus avós paternos…
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  – Chutaram meu pai? – riu. – Não, nunca. Tem toda uma questão de orgulho envolvida nisso. Além disso, contanto que minha mãe não os envergonhasse, eles podiam lidar com ela.
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  – Caramba.
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  – Mas isso mudou quando minha avó foi diagnosticada com câncer no pâncreas. É um câncer muito agressivo com uma porcentagem absurdamente baixa de sobrevivência; mas por conta da minha mãe e sua necessidade de cuidar da saúde, minha avó foi diagnosticada muito cedo, o que deu tempo para combater a doença e vencer. O processo foi complicado; eu e minha irmã mais velha já éramos nascidas e meu tio e minha tia não ajudaram muito. Foi minha mãe quem cuidou de tudo.
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  – Eles agora a respeitam então.
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  – Bem mais do que antes – sorriu. – Agora eles aparecem em casa uma vez por mês. Mas meus avós maternos não. Os irmãos da minha mãe também cortaram laços com ela. Quando encontramos alguém que conhece eles, acabamos sabendo de uma notícia ou outra, mas para todos minha mãe é a ovelha negra. Ela cometeu um pecado horrível e foi expulsa da família.
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  – Eles sabem o que aconteceu?
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   riu e balançou a cabeça.
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  – Que idiotas.
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  – Sim. No começo eu e a Yuri, minha irmã, ficávamos muito bravas com a hipocrisia das pessoas, mas então, um dia, minha mãe só olhou para nós e disse: não fiquem bravas, eles mal sabem que estou vivendo o meu sonho. E nós perguntamos se ela não sentia falta dos pais.
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  – O que ela respondeu?
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  – Ela perguntou se nós sentiríamos falta de alguém que nos fez sofrer.
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  Os dois se calaram, pensando na história da mãe de .
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  – Ela já tentou, várias vezes, falar com a família. Eles a tratam como se ela tivesse uma doença contagiosa. Quem sentiria falta de alguém que tem sempre a intenção de machucar? Se eles a amassem, teriam dado uma chance, como os meus avós paternos fizeram. Apesar de terem um preconceito, o amor pelo meu pai era maior, e estiveram lá no casamento dos dois, deram uma casa própria de presente e nunca faltaram em nenhum jantar que minha mãe preparou para eles. Acho que ela os ajudou a se tornarem seres humanos melhores, mas só conseguiu porque eles abriram o coração. Na minha opinião, há certos afastamentos que funcionam mais como um livramento. Minha mãe é muito mais feliz agora do que quando vivia com os pais dela. Eu provavelmente não existiria se ela não fosse tão corajosa.
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   não respondeu verbalmente, mas puxou para um abraço. Tê-la contando sobre um assunto íntimo de sua família só mostrou o quanto ela confiava nele. Viu na garota a coragem de se expor, enquanto ele permanecia preso em seus pensamentos, questionando a si se conseguiria suportar o resultado de admitir que não era forte o suficiente para encarar seu pai.
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  – Ninguém nunca está preparado para realizar algo importante. Às vezes a gente precisa só fazer e rezar para que dê certo.
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  – E se não der? – ele murmurou baixo.
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   olhou nos olhos do garoto e sorriu:
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  – Aí você tenta de novo, mas de uma maneira diferente.
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  – E se o tombo for muito grande?
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  – Então você olha ao seu redor e vê quem está estendendo a mão para te ajudar a se levantar. Você não precisa enfrentar tudo sozinho.
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  A sensação era de incerteza, mas o sentimento era gratificante. nunca fora tão incentivado a persistir em sua vida. Primeiro, porque sempre conquistou tudo com facilidade: tinha beleza e carisma, o combo perfeito para lidar com as pessoas. Segundo, porque era extremamente inteligente, por isso tinha facilidade com os estudos. Terceiro, sua família tinha grandes posses e influência em São Paulo, algo importante para abrir portas.
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  Só que era a primeira vez que ele queria fazer algo por si, e não para sua família. Toda vez que a vontade vinha, ele a descartava só de pensar em enfrentar seu pai.
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  Olhou para , que encarava um ponto qualquer ao redor dos dois. Com ela, havia uma segurança de que, mesmo dando errado, tudo daria certo. Ele não precisava enfrentar tudo sozinho… mas ele também não queria ter qualquer pessoa ao seu redor.
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  Ele queria ela.
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Capítulo 6

  – Amiga, eu te amo, mas às vezes você me faz querer gastar meu réu primário com você.
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   abriu a boca ofendida para , enquanto olhava para as duas com um sorriso no rosto, comendo silenciosamente o salgadinho que haviam comprado para deixar no quarto.
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  As três amigas estavam passando o tempo livre que havia no almoço do terceiro dia para colocarem o papo em dia.
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  – Você consegue ser mais dramática do que vilã morrendo, sabia?
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   fechou os olhos e colocou as mãos na cintura. Em seguida, deu as costas a e murmurou um palavrão, seguido de um pedido a algum ser inexistente.
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  – Você sabe o tanto que a gente se esforçou para não voltar para o quarto até o amanhecer? – olhou brava para . – Você podia pelo menos ter avisado que o quarto estava vazio!
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  – Ta, ta, . Vamos parar por aí, vai. – mexeu a mão de onde estava. – A já pediu um milhão de desculpas. Quem devia estar brava era eu, já que fui eu quem ficou sozinha escondida atrás de uma planta até as 5 da manhã.
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  – Desculpa, amiga – fez biquinho e foi abraçar a amiga, que a abraçou de volta. Depois, olhou séria para . – E onde você estava?
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   estalou a língua e soltou um meio riso.
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  – Fala… fala pra ela onde você estava, sua piranha.
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   limpou a garganta e ergueu o queixo, não querendo perder a moral que tinha.
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  – Foi o ? – arregalou os olhos. – Você dormiu com ele?
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  – Rá! Ainda fosse! – riu. – É sério, a capacidade dele de ser ágil em questões amorosas precisa ser estudada.
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  – Por quê?
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  A amiga fechou os olhos e balançou a cabeça.
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  – O cara é praticamente uma planta! Você conhece a ; quando ela quer, até um cego veria as intenções dela. Mas ele não fez nada.
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  – É muito lerdo – murmurou, brava.
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  – Espero que seja mesmo – disse. – Que moral você tem se ele não quisesse dormir contigo?
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  Após um grito, tacou o travesseiro de sua cama em , que começou a rir e tirar sarro dela.
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  – Então… – voltou a falar – se você não dormiu com … – arregalou os olhos e colocou a mão na boca, afastando somente para falar em um sussurro: – ?
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  – Não, ela beijou o apontou para , que olhou para cima.
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  – COMO É? – a excluída do trio berrou, olhando de uma para outra, perdida e ao mesmo tempo brava. – Quando? Como? Por quê? Você não morria de medo dele?
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   abriu a boca para falar, mas então a fechou. soltou uma risadinha e voltou a se sentar próxima de , dizendo:
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  – Ela tem medo dele, mas isso não se aplica ao contrário. Sabe aquela frase “me taca na parede e me chama de lagartixa?” – concordou boquiaberta. abriu um sorriso maroto e disse: – Pois é.
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  – Nãão!! – disse, chocada. – É sério? Forte assim?
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  – Ihhh, amiga. Seu beijo no beco com o foi superado com crédito pelo e a .
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  – Cala-a-boca! – riu e foi até a cama da amiga que a essa altura já se assemelhava a um pimentão, tamanha a vergonha. – Me contaaaaa! – chachoalhou a amiga. – Como foi?
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  – Foi… – limpou a garganta.
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  – Vergonhoso. – completou.
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  – Ahn? – olhou de uma para a outra. – Vergonhoso por quê?
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  – Porque sua amiga se jogou no álcool depois que viu o babaca do Lucas pegando uma garota qualquer aí. Sério, quem liga para um ex-rolo idiota quando o e o estão com a gente? – se sentou na cama de com as duas e ignorou o olhar feio da amiga enquanto olhava para e continuava a falar: – Aparentemente, a viu o Lucas no maior amasso com uma garota de outra escola e fez bom uso da carteirinha falsa. Ficou se lamentando por uns 10 minutos até o Lucas aparecer com a garota na festa; no momento em que ele olhou para a nossa mesa, o se levantou, puxou ela pela mão, levou para um canto nada discreto e tascou-lhe um beijão.
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  – Uaaaau! – disse, os olhos arregalados só de imaginar. – Mas por que foi vergonhoso?
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  – Você conta? – perguntou, só para fazer fechar os olhos e fingir uma ressaca terrível. – Na volta para a pousada, ela simplesmente vomitou no pé do . E ele estava de chinelo.
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  – Não! É sério, ?
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  – Ela precisa rever a tolerância ao álcool dela, já disse milhares de vezes.
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  – E ele?
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  – Ele… hum… – limpou a garganta, não se aguentando de tanta vergonha. – Ele terminou de me acompanhar e foi embora.
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  – Ele não falou nada?
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  – Nada.
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  Não era à toa que as amigas não estavam andando com ela pela manhã. Achou que elas estavam sem graça de ficar no pé deles, quando não eram do grupo, mas na verdade só estavam evitando um encontro com os amigos do que, a propósito, não haviam feito nada de errado.
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  – Você precisa se desculpar, . – disse. – A gente não pode ficar nessa situação. Precisamos andar juntas!
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  – Ela também não quer andar com o ! – apontou para , que coçou a nuca sem graça. – Não sou só eu quem precisa rever a quantidade de álcool. Ela ficou com o Bruno na frente do !
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  – É sério, ? – olhou para a amiga, mais uma vez chocada.
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  – Não só isso, ela sugeriu irem para um lugar mais tranquilo quando o estava praticamente do lado dela.
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  – Eu não sabia!
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  – Nós estávamos na mesa deles, !
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  A culpada fechou a boca e cruzou os braços.
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  – Você transou com o Bruno? – perguntou para a amiga, que limpou a garganta e assentiu. – Meu Deus… e eu tentando… ah… – fechou os olhos e massageou as têmporas.
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  No dia anterior mesmo estava pedindo a que segurasse seus amigos para que eles não machucassem suas melhores amigas. Na mesma noite, as duas, juntas, decidem aprontar exatamente com as pessoas que não deveriam.
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  – Nem eu quero mais andar com eles…
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  As três permaneceram caladas, cada uma com a própria culpa estampada no rosto. Ao fundo, o som de uma das monitoras chamando os alunos para se reunirem no hall foi ouvido e as três se entreolharam.
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  – Vocês vão ter que superar isso – disse, vendo as duas balançarem a cabeça, desesperadas. – A não tem como, mas … você precisa se desculpar com o .
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   fechou os olhos e fez um som de choro, se levantando contra a vontade para se arrumar.
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  – A conclusão que tivemos – murmurou –, é que você é a consciência responsável do grupo, . A gente – apontou para ela e – não pode sair sem você. – a outra garota concordou com a cabeça veemente. – Tipo, nunca.
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   suspirou, exausta. Sabia que seu papel agora era descobrir o que os amigos de estavam pensando sobre suas melhores amigas. Ou pior, teria que descobrir o que o estava pensando dela.
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  – Qual a probabilidade do ter problemas auditivos? – perguntou quando as três saíram do quarto.
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  – A mesma de você voltar para São Paulo sem ter beijado ele. – falou, recebendo um tapa forte de como resposta. – Isso… pode bater. Tenho certeza que dói menos que o olhar que vou receber do .
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  Com o desânimo de , parou de agredi-la. Poderia não ter chance de ficar com , mas pelo menos não teria que enfrentar um dos caras mais intimidadores que já conheceu.
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  – Honestamente – ela sussurrou para mais tarde, quando se aproximava de como um animal prestes a ser abatido –, eu acho que ele fez aquilo com ela para fazê-la se sentir melhor. Tipo… por qual razão ele a beijaria na frente do Lucas?
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   não respondeu, mas permaneceu pensando no assunto. Poderia ter uma opinião mais forte se tivesse presenciado a cena. As amigas tinham razão: sem ela, as duas pendiam à loucura. Talvez ela precisasse dar uma atenção maior às melhores amigas.
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  Mas havia um problema maior para ser resolvido. E esse parecia ser muito mais perigoso para ela do que não ter as amigas se envolvendo com os amigos de .
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  Nota da autora: Demorei, mas cheguei! As últimas semanas foram um caos e, para ajudar, enfrentei um pequeno bloqueio (que já resolvi!) que não deixou que eu escrevesse a história. Mas voltemos à programação normal! Espero que tenham gostado! Muito caos nesse capítulo, mas no próximo… hehehe 🔥🔥🔥

Capítulo 7

  A tarde do quarto dia foi dedicada a uma enorme atividade para a interação dos estudantes paulistanos. Era o último dia antes do retorno à São Paulo e aos vestibulares, então todos estavam mais do que dispostos a aproveitar ao máximo.
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  A empresa havia alugado uma área extensa para organizar uma festa ao ar livre. Com música ao vivo e comes e bebes, o local seria repleto de atividades para que os alunos pudessem se divertir em grupo, além de possuir áreas produzidas para fotografias para aqueles que gostam de postar nas redes sociais.
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   e decidiram fazer parte do grupo que se diverte com os amigos em jogos de praia. Com o garoto centrado em permanecer ao lado de durante a viagem, menos garotas se aproximavam, mas permaneciam ao longe tirando fotos, afinal, ele ainda era uma figura boa de se observar.
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   e pareciam estar mais à vontade na presença de e . havia dito que agiu exatamente da forma como ela imaginava: frio e duro. Após se desculpar, tudo o que ela ouviu foi um “não foi nada” e uma sobrancelha erguida. Então, o garoto lhe deu as costas e voltou para o grupo. , por outro lado, tentou puxar conversa com , mas o garoto permaneceu respondendo em monólogos, fazendo com que ela desistisse de tentar se aproximar.
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  No fim do dia, entretanto, estava marcado uma enorme festa na mesma praia das boas-vindas. Contudo, mais coisas foram adicionadas para entreter os alunos paulistanos. Equipes de recreação foram contratadas e o comércio local se uniu para aproveitar a última noite de possíveis vendas para os mais de 200 alunos que estavam felizes com a viagem e dispostos a, quem sabe, levar lembranças para casa.
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  , por outro lado, tinha outros planos.
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  – Que tal a gente dar uma volta?
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   assentiu, porque estava doida para sair do meio da bagunça que estava a festa. As amigas haviam sumido, provavelmente em busca de álcool, e não parecia se importar de deixar seu grupo de amigos para ficar com ela.
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  Os dois saíram caminhando, tentando ser discretos para que ninguém os seguisse. Com as atrações no ápice, ninguém, nem os monitores, parecia se importar de olhar para o lado e ver um casal de alunos saindo na surdina da festa.
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  De mãos dadas, eles seguiram para qualquer direção longe da festa. Quanto mais se afastavam, mais a temperatura se tornava fresca e era mais fácil de respirar o cheiro da areia e do mar.
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  – Estava uma loucura ali.
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  – Acho que muita gente vai cair bêbada essa noite. – riu. – Espero que minhas amigas não sejam uma delas.
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  – Elas gostam de beber, né?
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   apertou os lábios sem graça e olhou para ele.
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  – Seus amigos te contaram?
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  – Pode não parecer, mas garotos são tão fofoqueiros quanto as garotas.
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  – Até o ?
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   riu.
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  – Não… mas o Jota tem um dom de fazer as pessoas falarem.
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  – Ah… – acabou rindo com ele. – Ele ficou muito bravo?
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  – O ? Não. Na verdade, ele não pareceu se importar.
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  – Ela vomitou no pé dele.
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  – Ele já fez pior – ergueu os ombros.
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  A garota o encarou encantada. Encantada por ele não estar dando importância para uma falha de sua melhor amiga, e também por ele ter um amigo tão maduro.
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  – E o seu outro amigo? Qual é a dele?
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  – ?
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  – É. Minha amiga estava super afim dele.
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  – É… to sabendo…
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  A falta de diálogo sobre o assunto fez imediatamente ficar alerta.
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  – Ele… hum… ouviu algo?
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  – Ele ouve muito. – concordou. – Qual é a da sua amiga?
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   suspirou.
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  – Ela… errou. Ficou bêbada e… bem. Ele não respondeu a nenhuma das investidas dela, o que a deixou bastante chateada. E aí o monitor se aproximou…
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  O garoto não respondeu. Os dois caminharam por um longo tempo calados. O som da festa mal era ouvido quando decidiram parar e se sentarem encostados em um coqueiro enorme. O local estava deserto e bem fora da zona determinada pelos monitores.
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  – Ela não é uma má pessoa, a . Só ficou chateada porque achou que ele deu um fora silencioso nela.
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  – Ele pode ser um pouco… ilegível.
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  – Quer dizer que ele estava interessado nela?
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   abriu um pequeno sorriso de quem esconde uma verdade.
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  – Ele acha ela legal.
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  – Você sabe que isso não quer dizer muita coisa, né? A ponto de se envolver em algo.
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  – Para ele, é muita coisa. é um pouco exigente com as garotas. Ele tem uma mãe solteira, então recebeu uma educação bastante severa com relação a como tratar uma mulher.
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  – Ah…
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  – Mas se ele quiser, ele se aproxima dela da maneira dele. Acho legal ele precisar aprender na marra a correr atrás de alguém.
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   riu.
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  – O que foi? – ele perguntou, sorrindo só de vê-la sorrir.
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  – Você falando isso parece hipocrisia.
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  O garoto riu e mexeu no cabelo.
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  – Bem… eu estou aprendendo na marra a correr atrás de alguém.
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   sorriu sem graça para ele.
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  – Estou conseguindo? – ele perguntou.
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  – O quê?
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  – Ter sucesso.
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  Ela olhou ao redor e viu nada mais que uma noite clara. A lua estava enorme, fazendo um trabalho muito melhor do que as luzes amarelas. Ali, naquela região cercada de coqueiros, os dois praticamente estavam escondidos dos olhos não acostumados com a escuridão.
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   sentiu a mão de tocar seu queixo e, sem esforço nenhum, virou o rosto dela em sua direção, puxando-a logo para um beijo profundo.
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  Quando os lábios dos dois tocavam, era como se entrassem em um universo paralelo só deles. Havia silêncio, paz, desejo e algo mais que nenhum dos dois haviam tido acesso até então. Seus corpos esquentavam e se tornavam irrequietos, enquanto a mente entrava em um torpor e os impedia de afastar-se um do outro.
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  Sem perceber quando, estava deitada em uma duna com tocando a pele de sua cintura com a mão. Os beijos dele desceram pela mandíbula dela, até chegar no dorso do pescoço, fazendo-a sentir desejo e prazer.
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  Ao abrir os olhos, o céu escuro e estrelado de Jericoacoara parecia abençoar o relacionamento que estava se desenvolvendo ali. Era como um manto que os escondia do resto do mundo, como se os protegesse de qualquer mal que pudesse ocorrer com um casal de jovens.
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  – Eu… – a voz de soou rouca. olhou nos olhos do garoto; não se lembrava de alguma vez ter encarado tanto os olhos de alguém. Nunca se sentiu tão à vontade; também nunca tentou olhar tanto para o interior de outra pessoa. – Eu preciso…
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  – Eu sei – ela sussurrou de volta, sua mão acariciando o rosto de , que fechou os olhos e soltou um gemido – eu também.
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  Bem devagar, ergueu a barra do vestido que usava e se livrou da peça íntima que barrava sua passagem para o que imaginava ser o paraíso. Seus dedos passearam sobre a fenda da garota abaixo de si; o gemido tímido que veio foi o maior estímulo que ele havia sentido até então. Grudou os lábios nos dela para segurar o próprio corpo de agir com impulso; ele tremia de desejo, mas não podia agir com a agressividade que estava acostumado. era diferente das outras garotas. Ela precisava ser venerada; ele queria que ela sentisse-se uma deusa, a deusa que ele via nela.
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  – … – ela suspirou, erguendo o quadril como um sinal de quem precisava agora.
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  Ele mordeu o próprio lábio para lembrar a si de que não era um animal. Retirou a camisinha que nunca deixava a carteira e embalou-se nela tão rápido que poderia se questionar quão experiente ele era no ato – se não estivesse tão absorta em tê-lo dentro de si.
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  Com um suspiro, posicionou-se em sua entrada e, tão devagar quanto sua sanidade permitia, enterrou-se nela.
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  Foi como se portas para um novo mundo se abrissem. era, também na carne, tudo o que ele precisava. Tudo o que lhe faltava. A cada vez que ele saía, o vento fresco o lembrava de que não era ali fora o lugar onde ele pertencia.
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  – Mais… – ela sussurrou – Me dê mais…
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  – Caramba, … você é muito… – seus braços forçaram-se a erguer seu corpo, de forma que ele pode encará-la. – Olhe para mim. Diga que me quer.
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   nunca havia sido a personagem principal durante as vezes que fez sexo com seus exes. Todas as vezes era uma questão de tesão, posição e ele gozando antes dela poder chegar ao ápice. As vezes que ela chegava antes, era obrigada a aguentar outras vezes mais e ouvir comentários desagradáveis sobre como ela não aguentava por muito tempo.
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   fazia diferente.
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  Seu corpo, apesar de muito maior do que o dela, arremetia com tanto carinho e respeito que ela sentiu o choro chegar à garganta. Ele espalhava beijos por todo seu rosto, seu pescoço, o dorso e também os seios. Acariciava-a o tempo inteiro e a estimulava para que o sentisse mais e mais.
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  Apesar de ser muito maior do que qualquer outro que já estivesse dentro dela, se fez encaixar com suavidade e obedeceu o ritmo que o corpo de exigia. Dessa forma, não demorou muito para os movimentos aumentarem seu ritmo e morder os lábios em uma tentativa desesperada de não gritar de prazer.
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  – Nossa, eu… eu estou…
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  – Vamos juntos – ele pediu e ela fez o que pode, mas ele era enorme e a estimulava de forma tão perfeita, que…
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  Em poucos minutos, ela agarrava os ombros de e mordia seu lábio, já que ele foi esperto o suficiente de beijá-la ao perceber que não suportaria esperá-lo.
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  – Não pare – sua voz enfraquecida disse –, não precisa parar.
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  – Você já chegou ao limite.
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  – Eu aguento – ela tentou convencê-lo, mas ele saiu de dentro dela enquanto o corpo da garota ainda tremia. –
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  – Nunca foi sobre mim – ele disse, beijando a testa dela. – É sobre você.
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   quase chorou.
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  O pensamento que lhe veio à mente, era o quão perfeito aquele garoto era. Por que ele não havia chegado mais cedo e o que ela poderia fazer para mantê-lo sempre apaixonado por ela.
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  – É sobre nós – ela se ergueu e não permitiu que ele se movesse mais. Fez com que ele deitasse na duna e passou a perna por cima de seu corpo, sentando-se em seu colo.
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   arregalou os olhos, surpreendido pela ação da garota.
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  – , você não precisa…
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  – Nesse relacionamento somos eu e você. – ela disse com determinação, enquanto procurava por um segundo pacote da camisinha na carteira de . – Nós.
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  Quando ela sentou nele, não foi só as estrelas que enxergou no céu. Ela se sentiu a própria Ártemis com suas flechas, dona de si. Cavalgou no garoto como se pertencesse ali. Apenas com as mãos nos quadris para ajudá-la a se mover melhor, nunca se sentiu tão maravilhado, nunca se sentiu tão envolvido com outra pessoa.
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  – Você ainda não me disse que me quer. – ele impulsionou o peito pra frente, grudando seu peitoral no dela. Sua mão roçou o ponto inchado entre as pernas de .
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  – Ah… – ela jogou a cabeça para trás. – Ah, eu gosto disso.
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  – E…? – ele permaneceu olhando para o rosto de , amando enxergar todo o prazer que estava lhe dando estampado no rosto dela.
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  – E eu quero você. Todos os dias. Para sempre.
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  Algo parecido com um rugido soou no ar, e eles nem lembraram de que estavam no meio de um parque de dunas. trocou de posição com e terminou o trabalho com força e velocidade, grudando seus lábios para que não chamasse a atenção de qualquer pessoa que estivesse perdida por ali.
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  Quando os dois corpos estremeceram, o pensamento que se passou na mente dos dois foi o mesmo: Eu o(a) amo.
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  Ofegantes e suados, os dois permaneceram abraçados até se mover para fora dela e colocar a roupa. , por outro lado, apenas arrumou o vestido, já que não encontrara a calcinha que ele havia jogado longe. Quando ela se levantou para procurar, a puxou de volta e passou os braços pela cintura da garota. Beijou-lhe mais uma vez e, ao invés de deixá-la se afastar, encostou sua testa na dela e perguntou:
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  – Namora comigo?
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   afastou o rosto do dele e tentou enxergar mais uma vez a verdade ali dentro. Quando novamente viu a si mesma nos olhos do garoto, abriu um sorriso e o beijou.
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  Com os lábios ainda grudados ao dele, disse:
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  – Sim.
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  Nota da autora: Aiai, que vergonha! Demorei muito, né? Obrigada, Liv, por ter me lembrado!
  Eu fico betando as fanfics que chegam e acabo deixando o meu por último… depois de quase dois meses… voilá.
  O importante é que esse capítulo foi lindo e eles são lindos, hahaha! Estou animadíssima com o que vem pela frente!


Capítulo 8

  – É como quando Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas.
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  , e olharam para Jaqueline como se ela fosse uma lunática.
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  O grupo de garotas do colégio de estavam reunidas em uma mesa para 8 lugares no café da manhã do último dia em Jericoacoara. Os monitores haviam dado a manhã livre para todos os alunos, já que eles mesmos estavam acabados após a noite anterior. Alguns haviam optado por gastar todo o tempo dormindo, enquanto outros poucos preferiram aproveitar os últimos momentos passeando pelas lojas em busca de lembranças, tirando fotos que seriam postadas futuramente ou entrando no mar límpido que o Nordeste oferecia.
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  Pouco a pouco as colegas de sala da turma B foram se sentando ao lado das três amigas que haviam acordado cedo. Por pouco não encheu a cara no dia anterior, disse , mas elas fizeram um bom trabalho lembrando da humilhação que passaram na frente dos amigos de , e não dariam margem para eles confirmarem que elas não valiam a pena. Então as duas apenas beberam socialmente e aproveitaram para se divertir como podiam entre as brincadeiras e as fofocas que rolaram no grupo do outro colégio.
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  Como esperado, as garotas passaram a perguntar às três sobre os garotos ídolos de São Paulo. Exceto por , as outras duas decidiram permanecer caladas, principalmente , que jamais diria que havia feito o que fez na noite anterior com em um lugar completamente aberto e público.
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  Foi quando Jaqueline fez o comentário sem noção, trazendo olhares confusos e repletos de humores; com certeza falariam como ela é nerd e esquisita.
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  – No momento em que você beijou , você assinou o tratado de que é diferente do resto de nós. – Jaqueline explicou, fazendo todas as garotas permanecerem encarando-as. – Vocês sabem o que foi o Tratado de Tordesilhas, não sabem?
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  O murmúrio de concordância foi geral, mesmo os olhares confusos permanecendo no rosto da maioria. abriu um pequeno sorriso, pois sabia que aquela não era uma informação que as garotas gravariam; pelo menos, não tão bem quanto a quantidade de vezes que e seus amigos sorriram nos últimos dias.
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  – Eu não acho que um beijo possa separar a gente do resto de vocês – disse, mas Jaqueline balançou o dedo para ela.
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  – Você não, elas – apontou para e . – Você não beijou nenhum deles, não é?
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   ficou mal humorada pelo resto do dia.
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   estava no hall de entrada vinte minutos depois.
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  – Desculpe o atraso – disse, aceitando a mão do garoto para saírem caminhando juntos –, as garotas acordaram cedo hoje.
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  – Achei que elas quisessem dormir.
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  – Ah, e sim. Elas voltaram para a cama. Mas as outras garotas não. – revirou os olhos, o que fez soltar uma risada e beijar o topo de sua cabeça enquanto soltava a mão dela para puxá-la para perto, enlaçando seus ombros com aquele mesmo braço. – Elas disseram que não faço mais parte do grupo delas porque beijei você. Eu e .
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   olhou para achando graça.
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  – Acho que precisamos fazer tomar uma atitude, então. não pode ser deixada para trás.
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  Os dois riram com o humor dele.
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  Caminharam ignorando todos os olhares e cochichos. tentava ignorar o ar de julgamento que pairava em torno dela; podia ouvir os pensamentos das garotas que passavam por ela e .
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  “O que ela tem de especial?”
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  ”Não sabia que ele gostava de garotas comuns.”
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  ”Não acredito que ele acabou ficando com essa Zé Ninguém.”
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   não disse nada o caminho inteiro. Ao invés disso, passou o braço pelos ombros da namorada e deu-lhe um beijo no topo da cabeça para sinalizar que estava ali com ela. Sabia o quanto as garotas podiam ser malvadas. Desde sempre presenciou o veneno de pessoas como Giulia, o que o levava a achar que era uma em um milhão. Era óbvio que havia incômodo por estar na boca do povo, mas não havia muito o que ele pudesse fazer, a não ser permanecer do lado dela e lhe mostrar que nada do que os outros dizem é verdade.
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  Além disso, não parecia ser o tipo de garota que se deixava levar por um ou dois fuxicos. Seria preciso muito mais do que olhares e caretas para intimidá-la.
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  Os dois decidiram almoçar em um dos únicos restaurantes com vista para o mar que havia no local. Escolheram uma mesa mais afastada e pediram uma entrada para petiscar até a fome chegar de vez. Não havia muito o que fazer na última manhã da viagem, e estava pronto para conversar sobre algo que ia além de Jericoacoara.
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  – Onde você mora?
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  – Em Moema – ela logo respondeu. – E você?
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  – Do lado. Ibirapuera. Não vai ser tão difícil nos vermos.
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   abriu um pequeno sorriso e apoiou o cotovelo na mesa, olhando para com uma tranquilidade e alegria que não havia sentido com nenhum de seus ex-namorados ou rolos. Ele fez um breve carinho na bochecha da garota e permaneceram calados se encarando.
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  – Onde você costuma passar o final do ano?
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  – Na casa dos meus avós. Foi uma maneira de nos livrarmos de passar o ano novo juntos. – riu. – Ano passado minha irmã quase surtou quando meu pai mencionou a possibilidade de termos de passar a virada com eles. Era o primeiro ano da faculdade e ela estava combinando de ir com os amigos para a Riviera.
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  – Então você está livre no ano novo? – os olhos de mostraram mais interesse. Ele não costumava passar o ano novo com a família também; o pai exigia a presença dos filhos somente no natal, onde a fofoca e o veneno rolavam a solto sobre quem havia tido mais sucesso naquele ano.
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  – O ano novo é das amigas – ela disse –, então eu meio que já tenho um compromisso marcado com a e a .
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  – Bem, consigo mudar isso mais do que se você tivesse que passar em família – ele sorriu. – Minha turma sempre vai para alguma praia; a maioria de nós tem apartamento em algum litoral, então apenas escolhemos o lugar em que não terá ninguém.
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  – E como vocês vão?
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  – Este ano vai ser irado! – se mexeu em sua cadeira – Metade do grupo já tiraram a carta de motorista, então não vamos precisar alugar uma van. Vamos para Juquehy, porque 3 pessoas do grupo têm casa lá. Vai uma galera.
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  – É sério? 3 casas?
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  – Com 5 quartos cada – o garoto sorri –, os pais do Jota, do e do Bruno são sócios em uma construtora e compraram as casas faz uns 4 anos, mas sempre havia alguém em uma ou duas das casas. Só que esse ano eles vão para outros lugares, então deixaram que a gente fique lá.
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  – E só vão garotos? Ninguém tem namorada?
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  – Alguns têm. Elas geralmente levam algumas amigas.
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  Ele jamais diria que as amigas sempre iam com a intenção de ficar com ele ou seus amigos mais próximos. Havia anos que dava certo e ele estava disposto a ficar com uma ou duas, mas nunca passava de três. A única vez que se divertiu com 4 garotas, ele acabou com uma amizade de anos.
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  – É claro que você e suas amigas já estão convidadas.
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  – Mesmo depois delas causarem com os seus amigos?
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  – Ei, eles não são santos – bebericou o suco que havia pedido –, além disso, ninguém sabe o que pode desenrolar dessa situação, não é?
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   abriu um pequeno sorriso. Imaginou a cara das amigas ao serem convidadas para passarem o ano novo que tanto falavam nos dois últimos anos. Elas gritariam e passariam a fazer planos, como se a ideia de irem para o Rio de Janeiro ou para Minas Gerais nunca tivesse existido. tentaria dizer que não era certeza, mas as duas sequer a ouviriam.
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  – Será divertido – soltou uma risadinha.
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  As amigas agiram exatamente da forma que imaginou.
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  Passaram a falar sem parar sobre o assunto, enquanto observava as duas perderem a cabeça sobre fazer dieta, ir para a academia e comprarem roupas – biquínis – novos.
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   imediatamente abriu o Pinterest em busca de fotos de inspiração para ela fazer pose, enquanto abria o Instagram para ver as tendências de moda. Sabia que as garotas que participassem do evento não eram qualquer garotas; nenhuma das duas iria querer passar a impressão de que eram menos que elas.
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  – Elas são possíveis rivais – disse quando perguntou pra quê se preocupar com elas –, você já está garantida com o , mas o e o ainda não estão na nossa mão, não é ?
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   congelou com a menção do amigo mais velho do trio. Olhou para as duas amigas e disse:
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  – Haverão outros garotos, não é?
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   revirou os olhos e apertou os lábios, com dó. ainda estava sem graça com , principalmente depois da frieza com que ele reagiu ao pedido de desculpas dela. A garota estava animada por poder ir ao ano novo mais requisitado da geração delas em São Paulo, mas não era um dos motivos de sua animação. Muito pelo contrário.
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  – Seja o que for, nós precisamos ir ao shopping.
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  – Depois dos vestibulares – disse, olhando para o próprio celular.
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  – Ai, amiga, como você é uma estraga prazeres – deixa os ombros caírem –, estamos falando DA viagem e você me vem com papo de vestibular?
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  – Pelo que eu me lembre, se você não passar em algum, provavelmente não poderá ir nessa festa.
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   tacou o celular na cama. Seus pais, apesar de dóceis, eram extremamente exigentes. Seus irmãos mais velhos estudavam em boas universidades e, como ela queria estudar na mesma instituição de , havia muito o que correr atrás.
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  – Você vai ter que estudar comigo – ela disse, emburrada. – Não posso perder essa viagem por nada nesse mundo.
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  – Que bom que você finalmente ganhou um incentivo – comentou com sarcasmo, recebendo uma careta de –, semana que vem é meu vestibular para a faculdade lá no Rio Grande do Sul.
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  – Relaxa, diz com carinho –, você vai passar.
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  – É! E se não passar, pode sempre fazer a G.V. aqui com a gente!
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   revirou os olhos para . A garota era contra das três se separarem na universidade, já que queriam prestar o mesmo curso. Ela acreditava que essa era a fase mais intensa de suas vidas, e que ter a companhia uma da outra em todos os momentos era a maneira certa de superar essa próxima fase. Mas tinha outros planos; queria ir morar com a mãe no sul. Não que não gostasse de morar com o pai; ele mesmo havia dito que logo pediria transferência para finalmente poder morar com a esposa após tantos anos afastados – há 5 anos, a mãe de foi transferida para uma unidade no Rio Grande do Sul, enquanto o pai dela acabou permanecendo em São Paulo. A irmã mais velha acabou indo se juntar à mãe, e queria fazer o mesmo antes que o pai fosse e ela tivesse que ficar sozinha.
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  – E quando você e o vão se encontrar? – desviou do assunto, porque não adiantava falar com sobre sua preferência de querer ficar perto da família.
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  – Ele passará amanhã na escola e vamos almoçar juntos. Querem ir?
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  – Está maluca? – quem respondeu por , que a olhou com a sobrancelha erguida. – Seu primeiro date desde que voltaram de Jeri, e você quer nos levar para ficar de vela?
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   riu. Para , tudo era um encontro.
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  Eles haviam retornado da viagem de formatura há 4 dias. Desde então, e conversavam o tempo todo por celular. No dia anterior, os dois decidiram dar uma volta no parque, e acabaram convidando os amigos para irem juntos. Foi a primeira vez que eles saíam como um casal oficial, e muitos dos jovens que não foram na viagem apareceram de repente para ver se as fofocas eram reais. estava namorando uma Zé Ninguém.
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  – Eles são uns bandos de fofoqueiros invejosos. – comentou, azeda.
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  – Como nós? – olhou com um meio sorriso para a amiga.
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   não disse nada, mas, ao invés de prestar atenção nas pessoas ao seu redor, viu mesmo o pequeno sorriso que abriu com o comentário de .
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  A época de vestibular nunca é fácil e parece não ter fim.
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  Com o início das provas finais durante a semana, somada aos vestibulares nos finais de semana, não houve muito tempo para o casal da fofoca se encontrar. possuía um Q.I alto o suficiente para que não precisasse se matar de estudar para entrar na universidade que seu pai havia escolhido para si; , apesar de precisar se esforçar mais, tinha a natureza de ir bem em todas as matérias.
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  – Quando saem os resultados? – Yuri, a irmã mais velha de , perguntou durante o jantar.
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  – Acho que logo após o ano novo.
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  – E você acha que foi bem?
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  – Uhum.
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  O silêncio tomou conta da mesa de jantar, o que fez olhar para todos. A família dificilmente ficava sem conversar; era do hábito dos discutirem sobre como foi o dia e se havia alguma novidade relacionado a alguém que todos conheciam.
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  O que significava que havia um problema ali.
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  – O que aconteceu? – logo perguntou, olhando para os três, que não haviam percebido que estavam encarando a caçula comer.
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  O pai imediatamente voltou a mastigar e olhar para o prato, enquanto a mãe olhou para Yuri, que suspirou:
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  – Houve uma fofoca lá na faculdade essas últimas semanas… – começou a dizer. não entendia o que é que uma fofoca na faculdade de arquitetura de Yuri pudesse fazer os três ficarem calados, mas permaneceu quieta – Sobre o namoro de um garoto mega popular em São Paulo.
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  Antes mesmo que a caçula pudesse processar a informação, Yuri disse o nome do rapaz:
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  – .
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  O arroz decidiu parar na garganta de bem naquele exato momento, fazendo-a engasgar e precisar ser socorrida pela mãe e pelo pai, que lhe deram água para beber e tapinhas nas costas para ajudar o alimento a descer.
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  – O-o quê?
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  – Você sabe de algo?
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  A garota olhou para a irmã e então para os pais. Limpou a garganta e pousou o talher na mesa.
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  – Bem…
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  – É você, não é? – Yuri perguntou. – Você está saindo com o ?
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  – Eu não sei como essa informação poderia ter acabado na sua faculdade…
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  Yuri fez um som de indignação.
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  – Você não sabe com quem está namorando?
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  – Yuri – a voz da mãe soou como um aviso para a mais velha não se exaltar. Então a garota somente respirou fundo e disse:
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  – O é um cara muito famoso. Os irmãos dele são muito bons no que fazem e o pai tem tipo um império imobiliário. Um monte de agências tentaram recrutá-lo para ser modelo ou ator, mas ele nunca quis. Ele é famoso sem nem mesmo querer. Tem uma penca de fã-clubes espalhados por toda a internet.
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  Disso já sabia. e fizeram parte de vários deles até pouco tempo atrás.
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  – Ele é um cara legal com quem me dei bem na viagem, só isso.
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  – Nós confiamos em você, filha – a mãe disse com calma –, só nos preocupa ver que ele possui tanta atenção assim.
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  – Bem, ele não tem culpa de ser o tipo de todo mundo – ergueu os ombros e Yuri revirou os olhos –, ele não quer ser famoso.
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  – O que ele prestará? – o pai perguntou.
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  – O mesmo que eu. Tem algo a ver com o pai dele.
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  – E vocês estão sérios? – Yuri perguntou. – Você vai trazê-lo para nos conhecer?
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  – Eu não… – suspirou – A gente começou a sair agora. Achei que devesse esperar, já que mal nos encontramos por conta do vestibular.
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  – Sim, sim, está certa, filha – a mãe rapidamente disse ao receber um olhar do pai –, foque em seus estudos por enquanto. O namoro pode acontecer por um longo tempo, mas o vestibular é só agora.
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   não disse mais nada. Ficou pensativa sobre a magnitude da fama de . Sabia que muitas garotas o conheciam, mas não era do tipo que pesquisava a fundo sobre alguém.
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  Permaneceu pensativa em seu quarto, até Yuri entrar e se sentar em sua cama.
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  – Ninguém te fez nada nesse meio tempo?
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  – O que chegou para você, afinal?
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  Yuri ergueu os ombros.
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  – Só ouvi dizer que ele tem uma legião de garotas psicopatas como fã.
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  “Não”, pensou, “só uma.” E a imagem de Giulia apareceu em sua memória.
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  – Ele é bem mais discreto do que as pessoas imaginam.
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  A irmã mais velha não disse nada. Tinha uma facilidade de se abrir, o que a diferenciava muito de , que era mais de ouvir do que falar. Ainda assim, as duas irmãs compreendiam-se telepaticamente, o que fez com que a primogênita se levantasse e dissesse:
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  – Bem, se houver qualquer problema relacionado a isso, me chama. Tenho uns amigos barra pesada para lidar com elas.
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   sorriu para a irmã. Sabia que sempre poderia contar com ela.
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  – Pode ser que a gente passe o ano novo juntos.
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  Yuri voltou a se sentar quando estava prestes a abrir a porta do quarto da irmã.
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  – Onde?
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  – Juquehy.
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  – Ele tem casa lá?
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  – Uns amigos.
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  – A e a vão?
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  – Uhum. Alguns dos amigos já tem carro, então vamos de carona.
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  – Eu posso levar vocês.
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  – Quê? Nem pensar, você vai querer dar um jeito de ficar lá.
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  Yuri ergueu uma sobrancelha.
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  – Ué. E qual o problema?
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   olhou para ela como se fosse louca.
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  – A gente já combinou de não se meter na vida da outra.
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  – Ele com certeza tem amigos para eu…
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  – Yuri. Não é culpa minha que você decidiu terminar com o Kauã antes do ano terminar. Combina com as suas amigas de passar a virada com elas.
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  – Ai, como você é chatinha. Eu ia ser uma peça chave nessa viagem de vocês. Tenho certeza que a turma dele nem sabe se divertir direito. – ela se levantou resmungando e deixou para trás com uma careta.
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  Mesmo se dando bem, e Yuri eram opostas uma à outra. Enquanto a mais velha era doida e tinha dezenas de amigos que passavam todos os seus finais de semana em festas, a mais nova tinha um grupo seleto – e – desde sempre e fazia as programações que elas queriam.
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  Decidiu, por curiosidade, pesquisar sobre nas redes sociais.
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  E achou um novo mundo.
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  Um mundo cheio de mentiras e suposições sobre ele e a vida dele.
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  Garotas e garotos que não o conheciam amando-o ou o odiando apenas por ele existir.
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  Após ler algumas histórias de garotas que aparentemente se envolveram com ele no passado, desligou o celular enojada.
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  Não iria, de jeito nenhum, deixar que aquele mundo à parte fosse estragar a sua realidade.
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  Nota da autora: Quem não demorei para att! 🙋🏻‍♀️
  A viagem de formatura mal acabou e já tem outra à vista! O que esperar de um ano novo repleto de gente doida e com os hormônios à flor da pele?

Capítulo 9

  Com as provas e a correria das festas de final de ano, o mês de dezembro passou em um piscar de olhos. O resultado dos vestibulares sairiam apenas a partir de janeiro, a não ser para aqueles que possuíam uma segunda fase, o que não era o caso das três amigas, que decidiram usar da semana após o natal para fazerem as compras necessárias para a viagem de ano novo.
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   olhou para o celular com um sorriso no rosto. havia a chamado para um encontro de natal, já que cada um deles passariam com suas famílias.
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  – Ele vai te levar para jantar, é? – Yuri deitou na cama de , enquanto a irmã mais nova terminava de fazer a maquiagem.
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  – Sim. Vamos comer e depois nos encontrar com uns amigos. Está tendo uma festa na casa de um deles.
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  – Sei… Então você vai dormir fora.
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   tinha certeza absoluta que sua irmã não falou por acaso em um tom de afirmação. Olhou para o reflexo dela no espelho e respondeu casualmente:
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  – Na .
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  Yuri deu uma meia risada e olhou para as unhas recém-feitas, murmurando para si própria.
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  – Quer enganar a mim. Justo a mim. A rainha das escapulidas.
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  – É verdade.
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  – Bem, essa pode certamente ser a sua programação. Com certeza não é a do .
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   balançou a cabeça. Yuri parecia conhecer seu namorado mais que ela mesma. Talvez fossem as diversas fofocas que corriam à solta por São Paulo e pela internet. Fofocas, inclusive, que ela deveria conversar com o namorado em um momento propício. Não queria ninguém se intrometendo na vida dos dois, e provavelmente saberia como lidar com tudo melhor do que ela.
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  De fato, Yuri conhecia muito bem a natureza masculina.
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  O jantar havia sido em um restaurante fino. Fino demais para dois adolescentes de 17 anos, ao que parecia. Mas não se mostrou nada incomodado em receber os olhares de outras pessoas enquanto os dois eram acomodados em um canto do restaurante; nem quando saíram de mãos dadas duas horas depois com dois sorrisos bobos no rosto.
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  – Não vamos para a casa do Jota?
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   olhou para a namorada dentro do Uber que havia chamado e apertou a mão dela.
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  – Achei que pudéssemos passar esse momento sozinhos. É nosso primeiro natal, né? Além disso, ainda não entreguei seu presente de natal.
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   não respondeu nada. Estranhou ele não ter lhe dado nada quando ela entregou a ele a caixa contendo um teclado gamer que havia visto e gostado. Por sorte, tinha um bom dinheiro que não gastou durante a viagem; sabia que ele não pouparia com ela nessa primeira celebração dos dois. Quando viu a conta final do restaurante, imaginou que aquele era o presente dele.
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  Os dois desceram em frente a um hotel de luxo que parecia estar no meio de uma floresta, mas era somente muito bem localizado. O Palácio Tangará dificilmente permitiria que dois menores fizessem check-in, mas era um . E os ‘s tinham certo poderio com boa parte de São Paulo. Além disso, tê-lo ali era bem melhor para o marketing do hotel, do que negar sua presença pelo simples fato dele ser menor de idade. O diretor, amigo tão próximo do patriarca , jamais negaria a entrada de qualquer um de seus filhos. Tal obstáculo poderia ser facilmente resolvido com alguém maior fazendo o check-in no lugar dele, o que foi exatamente o que aconteceu.
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  – Uau… – disse quando saiu do Uber e olhou para o belíssimo hall de entrada.
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  Os dois passaram diretamente pela recepção e foram para o quarto Prestige, onde, além do quarto puro luxo, poderiam ter um espaço externo somente deles.
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  – Você vem aqui com frequência? – ela perguntou, depositando a bolsa em uma das poltronas de veludo cinza e indo direto para a sacada que mostrava somente a mata nativa que rodeava as dependências do hotel.
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   não respondeu, mas ela sabia que havia ouvido sua pergunta com muita clareza. Dedicou-se a abrir a garrafa de champanhe deixada como cortesia pelo diretor. Ninguém precisava saber que o homem estava fornecendo álcool para dois menores, já que o combinado era que nem , nem postariam nada na internet que pudesse manchar a reputação do hotel. Tudo o que ele precisava fazer, era postar alguma coisa em seu stories para que seus milhões de seguidores pudessem saber ou lembrar da existência do Palácio.
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  – O plano nunca foi ir na festa do Jota, né?
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  O jovem sorriu com a observação de .
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  – Eu vou avisar a que…
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  – Ela sabe.
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   desviou o olhar do celular para .
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  – O quê?
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  – Que para os seus pais, você estará dormindo na casa dela.
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  A garota abriu a boca, chocada com os planos de e . Ela não sabia quando ele foi falar com a melhor amiga, mas tinha certeza que a garota estava extasiada com a ideia de poder fazer parte do plano, e faria de tudo para que ele corresse perfeitamente.
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  Não que os pais de fossem ligar para ela. Confiavam na filha como nunca, e se ela dizia que estaria dormindo na casa da amiga, não havia motivos para acharem outra coisa.
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  Até essa noite.
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  – Você não é do tipo muito boazinha, é?
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  – Talvez eu seja – ergueu uma sobrancelha ao desligar o celular e colocá-lo para carregar em um canto do quarto. – Você não pode me levar para o mau caminho.
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   soltou uma risada e entregou a ela uma taça com o champanhe gelado.
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  – Foi você quem escolheu me namorar, – ele tilintou a própria taça na dela e, antes de dar um gole, sorriu – Eu sou o mau caminho.
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  Apesar disso, os dois gastaram a próxima hora conversando. Achavam impressionante o fato de saberem tão pouco sobre o outro. , inclusive, mostrou-se muito mais feliz por poder finalmente se apresentar a uma pessoa da forma como ele queria. Com todas as outras pessoas que o conheciam através das fofocas, as conversas geralmente se iniciavam com os mesmos assuntos. Todo mundo sempre achou que o conhecia, mas ninguém nunca parou para ouvir ele de verdade.
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  , por outro lado, estava encantada pelo fato de haver uma pessoa no mundo que a fazia se sentir tão relaxada. sempre parecia ter tudo sob controle. Qualquer necessidade que ela pudesse ter, como, por exemplo, não ter nenhuma roupa além daquela que vestia, havia sido resolvido com antecedência. Um conjunto de lingerie, pijama e roupas para o dia seguinte no tamanho dela haviam sido providenciados. Era como se ele não quisesse que ela se preocupasse com nada além dele.
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  – Você cozinha?
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  – Que tipo de pergunta é essa? – ela ergueu uma sobrancelha, desconfiada, vendo-o arregalar os olhos.
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  – Caramba, a pergunta não teve a intenção de soar machista. – ele bateu na testa, se repreendendo. – Foi uma tentativa fracassada de entrar em um assunto para que eu pudesse me gabar e dizer que sou um ótimo cozinheiro.
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   não soube o que falar. Não era a primeira vez que mal interpretava por conta de sua mentalidade. Soltou uma risada, aliviada por ele nunca se mostrar quem ela sempre inicialmente achava ser; mas se perguntou até quando ele aturaria o jeito independente dela de ser.
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  – Desculpa. Eu quem já entrei no julgamento.
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  O garoto abriu um sorriso terno. Olhou para seus pés enormes ao lado dos pés pequenos de . Os dois estavam acomodados no sofá do quarto do hotel, um sentado de frente para o outro, encostados no braço do móvel. Havia o toque inocente e havia o fogo no olhar que trocavam entre si.
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   depositou a taça de champanhe vazia e a apoiou no chão. Em seguida, debruçou-se até , que deixou que ele pegasse a própria taça e a colocasse atrás dela, na mesa de apoio.
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  – Você está muito linda – ele sussurrou, os lábios muito próximos dos dela.
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  – Estou?
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  – Uhum… – murmurou em resposta, sentindo as mãos de percorrerem seus ombros até seus dedos entrelaçarem em sua nuca.
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  Ao invés de beijá-la, decidiu descer o nariz pela extensão da mandíbula, até chegar ao seu dorso, onde depositou os beijos que deveriam ter sido deixados na boca. Pode sentir o corpo de sua namorada estremecer com o toque, incentivando-o a continuar.
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  Era como se o pulmão não fosse grande o suficiente para a quantidade de ar que precisava entrar. olhava para o teto, mas não enxergava nada além do tremor que lhe causava com a boca. Sentiu sua mão enorme, se comparada à sua, tocar sua pele por debaixo da da saia do vestido que usava, fazendo um caminho certeiro em direção à cintura, passando pelo dorso do corpo e chegando até o sutiã de renda que havia comprado naquela semana com as amigas, especialmente para a ocasião.
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  Mas sequer olhou para a peça. Sua atenção estava dividida entre descer os beijos para os seios assim que ergueu a peça vermelha.
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  – Você não vai falar da minha lingerie?
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  – Hum?
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   mordeu o lábio, morrendo de vontade de testá-lo para ver se alguma coisa desviava sua atenção, mesmo não querendo que ele parasse.
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  – Minha lingerie. Comprei pensando em você.
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  E então o ar gelado tomou conta do espaço entre os corpos dos dois, ao mesmo tempo que a peça de cima voltava ao seu lugar de origem. fez uma careta, que logo sumiu ao observar o olhar vidrado de .
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  Com um simples puxão, ele a ergueu, de modo que seus corpos se colaram enquanto em pé. empurrou os cabelos de para trás da orelha, passeando os olhos por todo o rosto da namorada.
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  – Eu te amo – sussurrou.
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  – Te amo – ela sussurrou de volta.
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  Lentamente, ele tateou o corpo de até achar o zíper que a livraria do vestido, permanecendo somente com a lingerie que havia comprado pensando nele. A garota pode ver as pupilas de dilatando com o prazer da visão quando ele deu um passo para trás e a admirou.
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  – Caramba…
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   sorriu timidamente. Nunca havia sido admirada dessa forma. Nunca havia sentido que seu corpo, longe do tipo de corpo considerado perfeito e ideal pela sociedade, era lindo. Nunca imaginaria que outra pessoa que não fosse ela diria primeiro:
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  – Você é linda demais.
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  Ela quis pedir para que ele parasse, mas se segurou. Porque ela era, sim, linda. Sabia disso. Tinha consciência de que era um mulherão em todos os sentidos. Ouvir a afirmação só a fez se sentir ainda melhor.
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   deu um passo para frente com um sorriso no rosto e, com um simples movimento dos braços, ergueu e a deixou em pé em cima da cama, fazendo com que ela ficasse ligeiramente mais alta que ele. Enlaçou seus braços ao redor do tronco dela e a olhou; sorriu ao vê-lo tão vulnerável. Achou que ele partiria para a segunda parte das preliminares, mas, antes que ele tomasse a iniciativa, a surpreendeu, dizendo:
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  – Que sortudo eu sou.
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  Nota da autora: Queria dizer que esqueci de atualizar essa fanfic como na outra que estou atualizando, mas a verdade é que não T.T #kkkrying #help
  Entrei em um bloqueio intenso com essa fanfic (não estava em uma fase muito romântica, hahahaha), mas tinha esse capítulo escrito e agora eu que lute.
  Se tudo der certo, o bloqueio foi embora e vou me jogar em diversos capítulos antes que ele volte.

  Feliz 2024, leitoras queirdas!
  Que este ano possamos nos encontrar com mais frequência que o ano passado! A meta é essa, hahaha!
  Obrigada desde já pela companhia!

Capítulo 10

  – Mãe! Eu já falei que vai ter maiores de idade lá!
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   e olhavam a mãe de fazer as mesmas perguntas pela quinta vez desde que haviam chegado à casa dela.
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  O combinado seria que os carros que levariam as três amigas passassem na residência de , porque ela morava mais perto dos motoristas dos dois carros.
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  No entanto, a mãe de , ao contrário das outras mães, era extremamente protetora com seus filhos, não importa a idade que tivessem.
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  – Por isso eu fui contra ser aqui em casa. Ela vai me fazer pagar um mico enorme na frente dos meninos… – murmurou para as duas amigas, que fizeram uma pequena careta. Sabia que a tia Amélia era do tipo que interrogava qualquer pessoa, independente dela ser o Papa ou o Presidente da República.
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  – O que acha de irmos esperar lá na portaria? – perguntou e logo concordou. – Podemos poupar o tempo do elevador.
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  – Boa ideia! – respondeu e a mãe ergueu a sobrancelha. – Mãe. A senhora literalmente ligou para o dono da residência para confirmar suas dúvidas. Para de ser chata!
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  – Vou lembrar do “chata” quando ver a notícia de que um grupo de jovens fez coisa errada e parou na polícia…
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  – Ihh… que drama! A Ana e o Jorge fizeram muito mais coisas do que eu e a senhora nem fez muito caso! Os pais das meninas não foram assim tão malas!
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  – Porque eles sabem que eu serei por eles – tia Amélia respondeu e pôde apostar que havia um pingo de orgulho em sua voz. As mães dela e de realmente confiavam em Amélia para garantir que as filhas fossem para locais seguros e estivessem nas companhias perfeitas.
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  Mal sabia a mãe de que ela tinha toda a razão do mundo para se preocupar com as “filhas”, como todas as mães e pais das três as chamavam. Além de estar encaminhada com um dos garotos mais populares de São Paulo, e estavam próximas de passar o ano novo com o grupo mais falado da região.
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  Ela tinha, sim, com o que se preocupar. Mesmo não sabendo.
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  – Caramba, ela é muito chata!
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  Durante 15 minutos, permaneceu reclamando do jeito intrusivo de sua mãe. e não podiam fazer nada senão concordarem – às vezes por companheirismo, outras por realmente concordarem –, até que um carro para em frente à portaria do apartamento.
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  – Desculpe a demora – diz, já saindo do carro –, nós precisamos passar no mercado para comprar algumas coisas que pediram de última hora.
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  Ele logo deu um selinho em e pegou a mala da garota, enquanto saía do motorista para abrir o porta-malas e surgia no carro de trás com Jota e .
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  – Ah, tudo bem – sorriu docemente, gerando um olhar discreto de e , que sorriram uma para a outra.
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  – Vocês se importam em uma ir no carro do ? – perguntou e tentou seu melhor permanecer encarando todas, ao invés de olhar só para e dar na cara sua intenção.
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  – A vai, ela lê mapas melhor do que a e nunca dorme na estrada – logo fala e murmura um “dá um desconto” para , que ergueu as sobrancelhas e olhou para a amiga com uma expressão indignada.
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  – Ah, graças a Deus! – uma outra voz surge. – Precisamos mesmo de alguém que saiba ler o mapa.
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  – Este é , o dono da casa que vamos ficar – apresenta para as três amigas.
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  – Quando me designaram para o carro do , fiquei preocupado, porque o Jota cai no sono após a primeira curva, e eu sou o responsável por mantê-lo acordado. – ele olhou para com um enorme sorriso. – Seja bem-vinda ao melhor carro.
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   observou e revirarem os olhos, enquanto apenas permaneceu calado.
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  – Eu não tenho culpa de passar mal na estrada! – Jota dá um tapinha na nuca de e olha para as garotas. – Preciso de um Dramin sempre que viajo.
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  – Então está decidido – toma a iniciativa –, vai com os garotos e vai com a gente. Vamos logo, porque temos algumas horas de estrada.
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  – Trouxe água gelada para nós – disse, a bolsa bag freezer nos ombros. Ela abriu e retirou duas garrafas de 1,5L para o outro carro.
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  – É claro que a gente não ia lembrar de comprar o básico – Jota dá um tapinha na testa.
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  – Nós lembramos do básico – respondeu, já indo para o outro carro –, álcool.
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   riu e, ao perceber que ia para o banco passageiro, deu um pequeno suspiro e seguiu para a porta de trás.
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  – Vai atrás – falou pela primeira vez.
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  – É comigo? – perguntou.
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  – Sim. Vá atrás. A virá na frente. – e sentou no banco do motorista.
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  – Mas eu quem vou mantê-lo acordado… – disse em um tom mais brando, ainda assim mostrando cavalheirismo em manter a porta aberta para , que agora mais alegre ia para o banco da frente.
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  – Você pode fazer isso do banco de trás. precisa enxergar o GPS no painel sem precisar se contorcer.
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  Enquanto os dois amigos que se acomodavam no banco de trás aceitavam o argumento como plausível, os demais sabiam que o motivo pela qual colocou ao seu lado no carro era completamente o oposto.
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  – Ele quer que durma para que possa ter uma conversação direta com sussurrou no ouvido de quando ela passou por ele para entrar no carro. A garota deu uma risadinha e olhou para o namorado:
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  – dorme em viagem?
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   abriu um sorriso e, antes de fechar a porta do carro, diz:
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  – Capota. – em seguida, desviou seu olhar para um ponto atrás de . – Ei, , acho que este lugar é meu.
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  Ogawa olha para trás e vê a amiga abrindo a porta do banco de trás.
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  – Q-quê?
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  – Eu vou atrás com a .
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  – Ta tudo bem, eu não ligo de ir atrás.
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   faz uma careta para , que olha para ligando o carro no banco do motorista. As duas amigas ficam em uma guerra silenciosa sobre o fato de que não quer se sentar ao lado do cara que a salvou e foi frio com ela (após ela se humilhar e talvez humilhá-lo também), e querer ficar com o namorado.
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  – Eu vou dormir na viagem. – diz – Fiz natação hoje, então estou exausto.
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  – Eu nunca fico acordada – ergue os ombros para , que faz outra careta para a amiga e respira fundo, andando devagar, como se estivesse a caminho da forca, até a porta do passageiro.
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   logo entra em seu devido lugar e tranca a porta para o caso da amiga mudar de ideia. Os dois trocam um beijo e então olham para e na frente.
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  – Não precisa se preocupar – diz enquanto digita o endereço da casa de no painel do GPS.
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  – O-o quê? – pergunta, surpresa.
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  – Pode dormir. Eu dirijo bem em silêncio.
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  – Ah… eu… hum. Vou ficar acordada.
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  O garoto não respondeu. Apenas soltou o freio de mão e seguiu pela rota designada, com o carro de logo atrás.
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   e se entreolharam e deram uma risadinha nasal.
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  Eles se divertirão muito nessa viagem… às custas dos amigos.
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  Após duas horas de viagem, o grupo se mostrava desgastado pela demora.
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  No carro de , e Jota estavam desmaiados, como era de se esperar. permanecia atenta ao mapa, mas não havia muito o que ajudar. O caminho na descida da serra era único e a única coisa que poderia fazer, era permanecer desperta para caso precisasse de alguma coisa.
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  – Quer água? – ela pergunta.
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  – Quero, por favor.
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  Ela rapidamente serve o motorista com a pequena garrafa d’água que havia levado, porque era mais fácil para ele beber, do que tentar de uma garrafa de 1,5L que havia providenciado.
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  – Você está com sono?
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  – Não.
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  – Tudo bem.
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  A garota passou boa parte do tempo em silêncio se perguntando se deveria ou não iniciar uma conversa. Não sabia se era o tipo de cara que preferia dirigir sob silêncio ou não. O tempo que passou se questionando, se assustou quando o outro iniciou um diálogo:
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  – Vou prestar engenharia da computação, e você?
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  A pergunta repentina, somada à surpresa de estar sendo interrogada por , o garoto com quem ela sonhou nos últimos meses, a fez agir como ela jamais havia agido antes: como uma estátua.
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  Não respondeu de imediato. Foi como se a voz dele tivesse passado um corretivo em sua mente, apagando qualquer resquício de palavra que pudesse ser verbalizada.
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  Foi quando o carro parou pela milésima vez devido ao trânsito, e a cabeça de virou na direção dela para se certificar de que não estava falando sozinho, que a garota saiu de seu transe e se obrigou a responder:
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  – Administração.
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  – Ah.
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  “Ah? É isso o que ele vai comentar?” Ela pensou. “Será que eu devo perguntar algo de volta?”
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  – Por quê? – foi a pergunta que veio em seguida do garoto.
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  – Por quê? – ela repetiu, como um papagaio. – Minhas amigas vão fazer administração. É nosso sonho fazer a faculdade juntas.
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  – A vida é mais do que ficar ao lado dos amigos o tempo inteiro. Você não vai conseguir permanecer fazendo tudo com elas. Não seria melhor você fazer algo que queira?
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  “Ele abriu mesmo a boca só para me criticar?”
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  – Eu nunca disse que não queria fazer administração – ela respondeu em tom ofendido –, você me perguntou por que eu escolhi. Eu respondi.
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  – Hum.
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  Ela estava indignada. Ele havia mesmo iniciado uma conversa só para comprar briga com ela?
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  Os dez minutos seguintes foram em completo silêncio. dirigia calado a 5km/hr, enquanto remoía em sua cabeça o motivo da conversa que haviam tido.
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  – Qual o problema de querer fazer faculdade com minhas amigas? – ela se virou para ele, ignorando o fato de que o garoto estava na direção.
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  No entanto, não pareceu se abalar.
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  – Só me pareceu um motivo superficial.
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  – O que seria um motivo concreto?
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  – Porque quer trabalhar em um negócio que te satisfaça.
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  – Por que você quer fazer engenharia da computação?
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  – Sou bom em codificar e posso trabalhar de forma remota.
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   solta um meio riso repleto de ironia.
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  – Então você quer fazer esse curso para não precisar sair de casa. Como isso é melhor do que querer ficar com as minhas amigas?
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  O garoto não respondeu. Ela havia olhado para o motivo dele de um outro ponto de vista.
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  – Você tem uma maneira diferente de enxergar as coisas.
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  – O que não me faz uma pessoa errada.
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  A garota voltou sua atenção para a estrada. poderia ser o garoto dos seus sonhos, mas havia sido um babaca. E, sendo a mais nova de um irmão e uma irmã que não deixaram barato para ela, sabia muito bem se defender.
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  Olhou para o celular e viu que ainda estavam sem sinal. Queria poder dividir sua raiva com as amigas, mas só havia a opção de fazer o que a psicóloga havia dito e reciclar seus pensamentos, até que não houvesse mais nenhuma raiva.
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  Encarou a previsão de chegada do GPS e viu que ainda faltavam 2 horas até o destino.
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  Suspirou.
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  Ainda tinha uma longa viagem pela frente.
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  Esperava que e estivessem em uma situação melhor que a dela.
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  O que era verdade. Pelo menos parcialmente.
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   estava nas nuvens com . Os dois haviam caído no sono juntos no banco de trás uma hora depois de começado a descer a serra. xingou a amiga de diversos nomes. Não queria, de jeito nenhum, ficar sozinha acordada com , ao mesmo tempo que não queria dormir porque… e se ela roncasse? Ou falasse dormindo?
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  – Por que não fui no outro carro? – murmurou, sem perceber que havia dito em voz alta.
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  – Quer aumentar o ar condicionado? – perguntou, mexendo na temperatura.
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  – Não, não! – ela logo voltou à temperatura anterior. – Estou bem, foi só um suspiro.
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  – Você pode dormir.
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  – Não estou com sono.
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  Ele não falou mais nada.
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  O que poderia ser pior do que estar em um carro com ? chegou a cogitar várias respostas, mas nenhuma, atualmente, era pior do que estar em um carro com em silêncio. Ela, que sempre foi tagarela e gostava de falar sobre absolutamente tudo, não conseguia suportar a ideia de passarem mais duas horas e meia em completo silêncio.
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  – Você é filho único?
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  – Não, tenho dois irmãos.
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  – Ah, que legal. Eu tenho uma irmã mais velha.
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  – Hum.
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   manteve o sorriso no rosto, tentando disfarçar o nervosismo. Esperou por 5 minutos por uma nova pergunta feita por ele, a fim de manter o curso da conversa, mas nada veio.
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  – O que você achou da viagem de Jericoacoara?
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  – Legal.
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  Outros 5 minutos.
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  – Quer café?
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  – To de boa.
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  Ela inspirou alto e desistiu. Virou para a janela e desejou estar no outro carro. Desejou estar em qualquer outro lugar. Desejou que uma maneira de se teletransportar, como em Harry Potter, existisse para que ela pudesse sair dali.
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  Quando chegassem em Juquehy, ela pesquisaria horários de ônibus para voltar para São Paulo. Só por precaução. Caso as amigas engatassem em um romance e ela ficasse sozinha.
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  Fechou os olhos e pensou em filhotes. Eles as faziam mais felizes do que nunca, e só Deus sabia o quanto ela precisava de incentivo para ficar feliz até o fim da viagem.
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  Olhou para o GPS, que indicava ainda 2 horas de viagem.
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  “Coelhos bebês, lontras bebês, corujas bebês…”
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  – O resto do pessoal chega amanhã – avisou a todos, enquanto cada um ajudava a descarregar as bagagens, exceto Jota, que só teve força para sair do carro e se jogar no enorme sofá de couro sintético em formato U que ocupava o lado esquerdo da imensa sala de estar.
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  – Podemos fazer as divisões hoje e mandar para eles no grupo – sugeriu, carregando dois engradados de refrigerante, um em cada mão, e levando até a cozinha.
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  – São 6 quartos, mais a sala – avisou, realizando todo o esquema de abrir as janelas principais, ativar a rede wi-fi e garantir que todos os banheiros tivessem água quente e com a descarga funcionando.
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  Enquanto ele fazia o que os donos da casa geralmente fazem, o resto da turma focou em levar as malas para o pé da escada e o restante para a cozinha, por se tratar dos alimentos e bebidas que consumiriam.
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  – Podemos pedir algo para comer hoje – sugeriu.
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  – Ou podemos fazer uma massa – olhou para o amigo –, acho que o combinado foi que não gostaríamos muito com delivery, porque gastamos o olho da cara no mercado.
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  – Estou cansado – o outro diz, enquanto ia para o mesmo sofá que Jota estava desmaiado, e se jogava sentado, fechando os olhos.
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  – Eu e as meninas podemos cuidar da comida – oferece e olha para as duas, que concordam imediatamente. – Podemos só trocar de roupa, e…
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  – Como vai ser a divisão dos quartos? – pergunta, alheio à conversa que acontecia, voltando ao grupo.
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  – Quantos mais chegarão mesmo? – pergunta.
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  – Oito.
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  – Caralho, , não vai ter espaço para todo mundo nos quartos.
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  – Para de ser mimado, . Serão 2 pessoas por quarto e 2 na sala. Isso se 4 não toparem ficar juntos.
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  – Então a gente divide as duplas e sorteia os quartos? – pergunta.
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  – Boa ideia! – sorri para a nova amiga. – Vou pegar papel e caneta no escritório, vocês podem definir as duplas.
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   imediatamente passa o braço pelos ombros de , que sorri timidamente. As duas amigas se entreolham e, sem considerar o que a outra realmente quer, dizem ao mesmo tempo:
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  – Eu vou com a .
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  – Eu vou com a .
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  Somente Jota, que está dormindo, e , que não está presente, percebem que há algo de errado ali. olha para as amigas, perguntando silenciosamente qual era o problema, mas as duas estão ocupadas demais encarando a outra com surpresa.
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  – E aí? – volta com uma folha sulfite e uma caneta. – Com que eu caí?
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Capítulo 11

  O som de batidas na porta calou as três amigas que haviam se instalado no quarto com a melhor vista da casa. achou que as duas poderiam ficar lá por ser a primeira vez delas na casa, então os quartos foram simplesmente designados pelo dono, “e todo o resto que lutasse, porque ninguém mandou virem mais tarde”, ele disse.
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  No entanto, após o jantar preparado por todos, menos Jota e os motoristas, as três amigas se trancaram no quarto com o pretexto de que iriam tomar banho e fazer companhia para a que não tomaria. Contudo, a verdade é que as três ficaram no banheiro enquanto cada uma tomava banho, e colocavam em dia a fofoca do que havia acontecido na viagem.
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  Foi um mar de surpresa, choque, raiva e planos que nunca seriam realizados de vingança. já esperava um desconforto de com relação a , afinal, o garoto era facilmente mal interpretado por sua natureza dura. No entanto, todas se surpreenderam com a tentativa falha de comunicação de . , como sempre, tentou criar motivos para passar pano no comportamento dele, mas concordou com que ela tinha todo o motivo para permanecer brava e dar um gelo no garoto.
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  E a discussão acabou ali, porque as duas mais bravas do grupo haviam se unido em uma luta igual.
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  Não haviam percebido que quase 2 horas haviam se passado, até que bateu na porta para saberem se elas queriam combinar o que fariam no dia seguinte.
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  – Acho que podemos acordar e pegar uma praia – sugere.
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  – Eu topo – sorri para o namorado.
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  – A praia é aqui na frente, não tem pressa. – diz. – Além disso, a galera vai chegar durante a manhã, então tem que ter gente aqui para abrir para eles.
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  – Você é o dono da casa, cara. – diz em meio a um riso.
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  – Eu posso ficar com você, se quiser. – se oferece e abre um enorme sorriso.
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  – Jota disse que precisa ir a um banco tirar dinheiro – diz –, mas como ele está capotado e provavelmente só vai acordar depois que o efeito do remédio passar, talvez ele não consiga ir.
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  – Também queria ir ao banco – ergue a mão –, posso ir com ele.
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  O grupo então toma suas decisões e se despedem. Alguns ficariam para assistir um filme, outros decidiram ir dormir para descansar e aproveitar o dia seguinte.
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   e foram os primeiros a subir para o quarto. Os dois haviam dormido a viagem inteira, então estavam despertos demais para poderem cair no sono.
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  – Podemos…
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  – Deitar e conversar – finalizou a frase de , que não teve escolha senão abrir um sorriso amarelo, que fez a garota rir. – Você quer mesmo fazer hoje?
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  – Eu poderia fazer o dia inteiro, se você quisesse.
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  A garota soltou uma pequena gargalhada e ergueu os ombros.
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  – Eu prefiro ficar aqui deitada, conversando e… ah. – sua voz morreu assim que as mãos do namorado passaram a percorrer sua barriga e subir em direção aos seios.
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  – Acho que você não vai querer dormir com isso aqui – sussurra no ouvido de , e logo em seguida a garota sente o sutiã afrouxar.
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  – O combinado não é deitarmos e conversarmos? – fala, já quase sem ar, quando passou a abocanhar seus seios como se fosse a mais deliciosa fruta.
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  – Hum… – ele permaneceu com a atenção inteira no corpo da namorada. – Eu poderia fazer isso por horas, .
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  – Acho que eu não aguentaria – ela fala em meio a um gemido.
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  – E se eu fizer… – desliza a mão entre as pernas de , passando o dedo por entre as dobras dela, sentindo a umidade instalada. – Acho que você também não quer conversar.
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  – Eu quero… – ela sussurra.
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  – Sobre o que você quer falar?
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  Nada veio à mente dela, exceto “mais”, mas ela não precisou falar muito, pois ele sabia exatamente o que estava fazendo. Enquanto sua boca se deliciava com seus seios, seus dedos passaram a entrar e sair de dentro da fenda dela, sentindo o aperto das paredes apertarem-no de tempo em tempo.
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  – … – ela suspirou, fazendo-o sorrir.
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  Era isso. Isso o fazia querer dormir com ela todas as noites, e explorar seu corpo como se fosse uma expedição. Para descobrir tudo o que a fazia falar seu nome, e saber as diversas formas possíveis de ter seu nome gemido, gritado, sussurrado.
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  Quando o corpo de estremeceu e acabou em espasmos mesmo após os dedos de tê-la abandonado, ela olhou para o jovem, que a observava com um olhar carinhoso.
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  – É agora que nós conversamos? – ela perguntou, sem ar.
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   soltou uma leve risada.
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  – Acho que não – e a beijou.
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O N D E    T U D O    A C O N T E C E U

  Se estava incomodado com a proximidade de e , não demonstrou. Ainda assim, perdeu grande parte da tarde observando o amigo de seu namorado permanecer afastado, sem falar muito, respondendo somente o que lhe perguntavam.
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  Quando perguntou a sobre a situação, a amiga somente levantou os ombros e disse:
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  – Eu não tenho culpa dele ter agido como um babaca ontem. Não vou acabar com a minha viagem porque o cara que eu gosto se mostrou um chato.
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  – Rainha! – levantou a caipirinha que Jota havia comprado para as três.
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  A terceira amiga nada disse, mas não conseguiu evitar e revirou os olhos. É claro que os dois amigos de não haviam sido felizes em suas abordagens, mas isso não queria dizer que as duas amigas podiam abrir mão deles. já não estava interessada em ; havia desistido no momento em que colocou as tripas para fora durante a viagem a Jericoacoara. Mas não parou de falar de durante todo o tempo desde o retorno do Nordeste; achava que ela poderia ser um pouco mais resistente, mas confiava na amiga. Ela sempre estava um passo à frente quando o assunto era garotos.
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  Mas quem parecia realmente um passo à frente, era .
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  – Ele não dá uma trégua – emburra, vendo o namorado de brincando com os amigos dentro do mar –, desse jeito você vai enjoar dele.
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  Poderia até ser verdade, se também não estivesse obcecada nele. O fato de nenhum dos dois ter conhecido o outro antes do início do namoro faz com que sintam certa urgência em saber mais e mais.
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  – Vocês pelo menos transaram ontem? – perguntou após beber um gole de seu drink.
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   inclinou a cabeça para as amigas com um pequeno sorriso e uma expressão que dizia “é sério que você fez essa pergunta óbvia?”. Em resposta, e brindaram seus copos no de e as três desataram a rir.
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  – Acho que agora estamos todos aqui! – gritou assim que avistou o resto do grupo que faltava, se aproximarem do conjunto de cadeiras e guarda-sóis que todos estavam.
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  As três amigas olharam para trás, animadas para ver quem mais se uniria à algazarra. imediatamente fechou a cara, enquanto e se entreolhavam.
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  – Olá, meros mortais – uma voz doce e aveludada surgiu no meio das garotas que chegavam em seus micro biquínis e enormes óculos de sol.
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  Giulia usava seu melhor sorriso, uma pequena canga amarrada à cintura e o corpo de uma modelo de lingerie internacional.
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O N D E    T U D O    A C O N T E C E U

   não precisou dizer nada.
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  , assim que avistou Giulia, fechou a cara e permaneceu próximo da namorada.
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   e também não saíam do lado de , quando não estava por perto.
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  Até os melhores amigos do garoto haviam percebido a tensão entre uma parte do grupo, e Giulia.
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  – É sério. Quem foi a anta que a convidou? – perguntou no quarto que dividia com .
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  – Existe a possibilidade dela ter se convidado – observa, lixando as próprias unhas. – disse algo?
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  – Ele disse que ia entender o que aconteceu – escovava o cabelo após tê-lo secado – Ainda bem que ela não está nessa casa.
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  – Pelo que eu entendi, a maior parte dos rolês será nessa casa – bufa e olha para –, você não consegue falar com o ?
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  O olhar que a amiga enviou como resposta dizia tudo. Era óbvio que não.
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  – Vocês viram as amigas dela?
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  – Quem não viu aqueles corpos magros? – respondeu, emburrada – Eu custo a entender por que os homens gostam de pele e osso, quando curvas e lugares para apertar são muito melhores.
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  Enquanto as duas amigas discutiam sobre a chegada do último – e indesejado – grupo, gastou seu tempo pensando no que aquilo poderia atrapalhar em sua viagem.
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  – É só nos mantermos afastadas delas.
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  – O problema não somos nós – responde –, são elas.
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  – É – concorda –, aquela vaca da Giulia toda hora ficava cortando meu papo com o Danilo, e ela nem tem interesse nele.
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  – Ela só quer ser o centro das atenções – revira os olhos.
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  – Pois está conseguindo – diz. – Vamos tentar ignorá-la, mas você vai ter que conversar com o , amiga, porque não acho que ela vá deixar barato o fato de ter sido trocada por você.
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   suspira e deita na cama. Quando imaginou a viagem para a praia com suas melhores amigas e o namorado, achava que seria a oportunidade deles se conhecerem mais, criarem novas lembranças, tentar unir as amigas aos amigos dele e iniciarem o novo ano com uma vida completamente diferente do ano anterior.
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  Mas tudo isso estava muito longe de acontecer.
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  A caixa de Pandora havia sido aberta por algum doido, e de dentro dela saiu algo próximo de um monstro. Monstro que não descansaria enquanto não se visse satisfeito em conseguir o que queria.
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  E sabe lá o que Giulia queria. A única coisa que sabia, era que nada de bom viria de uma doida com sede de vingança.
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  Nota da autora: Capítulo duplo dessa vez, não porque estou super adiantada, mas porque quero compensar meus leitores por esperarem tanto pela atualização <3

  A viagem mal começou e a paranóia já rola à solta entre todos. A pergunta que não cala é: A paranóia vai fazer ou não sentido?
  A resposta pode (ou não) ser: ¯\_(ツ)_/¯

Capítulo 12

  Os primeiros dois dias pareceram uma trégua para o vendaval que assombraria a vida de certo casal. e decidiram juntos logo na primeira oportunidade que tiveram sozinhos, de permanecerem resguardados com seus amigos mais próximos, evitando a todo custo deixar qualquer pessoa próxima de Giulia – e principalmente a própria – se aproximar.
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   achou que aquele era um bom plano. Ousou, em dado momento, até pensar que Giulia havia seguido em frente, pois a garota não tentou se aproximar de de forma nenhuma. As amigas dela, por outro lado, não perdiam uma oportunidade de criticar e apontar qualquer defeito que pudessem em cima da atual namorada de e suas melhores amigas.
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  – Eu juro que vou usar meu réu primário nessas quengas – murmura assim que o grupinho se afasta aos risos, após tê-la comparado a uma girafa, por sabe lá qual associação.
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  – Elas estão com inveja – diz –, está gamado em você e não consegue disfarçar. É claro que elas iriam te atacar. Ouvi dizer que a imobiliária do pai dele é a favorita para ganhar o prêmio do ano na área.
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  – E o que diabos eu tenho a ver com os louros do pai dele? – revira os olhos. – Além disso, de que adianta ele contar para os quatro cantos que está afim de mim, mas não tomar uma atitude para ficar comigo? Qual o problema desses garotos, afinal? O único com senso e iniciativa é o ?
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   apertou os lábios. Concordava com a amiga. Nos dois dias que estavam com a turma de , nenhum deles tomou a iniciativa para ficar com qualquer garota. Os poucos que se envolveram, foi porque já estavam em um rolo ou porque a garota teve a iniciativa de avançar. No entanto, nem , nem eram do tipo que davam o primeiro passo. Motivo pela qual ficavam frustradas.
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  – É por isso que dizem para não se envolver com seus ídolos – disse durante a arrumação para a virada do ano. O enorme grupo jantaria na casa de , que ficava entre as casas dos outros dois amigos, mas a virada seria na praia –, conhecer o lado real deles os torna… mortais demais.
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  Nenhuma das amigas ousou retrucá-la. De fato, a viagem até então era um enorme desapontamento.
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  – Sabe o que eu acho? – começou a falar após um longo período de silêncio – Eu acho que nós precisamos parar de viver sob as expectativas que nós mesmas criamos. – as amigas lhe enviaram um olhar enviesado – É sério. Veja só. Estamos juntas mais um ano, aguardando o resultado do vestibular e sabe lá como estaremos no próximo ano. Talvez passe separada de nós. Talvez nós três passemos separadas. Enquanto isso, estamos perdendo nosso tempo ficando frustradas com um bando de garotos que é famoso na internet.
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  As duas amigas não responderam de imediato. É claro que é mais fácil para falar, afinal, ela estava namorando um dos garotos famosos na internet. Mas então o senso voltou à mente das amigas, que abriram um pequeno sorriso.
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  – Você está certa – é a primeira a dizer –, se eles querem perder tempo com mimimi e não investir na gente, o problema é só deles. Nós vamos conhecer vários caras legais e mega maduros na faculdade.
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  – Vamos ficar gostosas para sairmos melhor nas fotos do que aquelas peruas – sorri e ergue a mão para trocar um cumprimento com as melhores amigas, que dividem um sorriso e prometem que entrarão no novo ano na melhor versão de si mesmas.
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– O N D E    T U D O    A C O N T E C E U –

  Entre um drinque e outro, as amigas acabaram se separando. Por incrível que pareça, alguns garotos decidiram também viver versões melhores de si e acabaram tomando a iniciativa de passar suas viradas tendo uma experiência melhor do que se passassem sozinhos.
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  – Você está bêbada? – abriu um sorriso ao ouvir a voz do namorado bem perto de seu ouvido, suas mãos enormes e braços compridos enlaçando-a na altura abaixo dos seios. Acabou encostando o queixo em seu ombro, ainda que precisasse se curvar muito.
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  – Não, você está?
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   deu uma risadinha.
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  – Um pouco.
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  A garota apertou os lábios. Devia estar muito apaixonada, afinal, estava achando extremamente fofo o estado de seu namorado.
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  Virou-se e permitiu que ele voltasse a se endireitar, enlaçando ela os braços ao redor do tronco de , que retribuiu o abraço com um sorriso leve nos lábios.
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  Dessa forma os dois ficaram, um encarando os olhos do outro. Assim como em Jericoacoara, viu seu próprio reflexo nos olhos de , que não desviava sua atenção para nenhuma das pessoas que passava por ele e o chamava.
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  – Eu te amo – ele diz, mas só consegue fazer a leitura labial.
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  Ela sorri e fica na ponta dos pés para beijá-lo.
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  – Eu te amo – responde assim que seus lábios se tocam.
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  Poucos minutos depois, os gritos da contagem regressiva se iniciam e, em seguida, o céu escuro fica iluminado por muitos fogos de artifício.
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  O início da virada se dá com muita diversão. O grupo, que estava acostumado a passar juntos, faz as mesmas brincadeiras, que envolvem todos acabarem dentro do mar.
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   observa pulando ondas com um dos amigos mais distantes de que não se lembra o nome; mais ao longe, e caminham em direção oposta ao grupo com as mãos unidas. Ela procura por ou ; o primeiro está em meio aos amigos rindo e se divertindo bêbado, já o outro não estava sob a vista de ninguém.
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  – Ele não gosta muito de multidões – explica quando ela lhe pergunta.
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  Os dois também escolhem se afastar do grupo. Apesar de terem se divertido, ambos tinham ânsia de ficar sozinhos e conversar. Estar em uma praia os fazia lembrar de quando se conheceram, e a nostalgia de se sentarem para falar sobre a vida trazia a vontade de repetir a dose.
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  – Preciso antes ir ao banheiro – diz –, acho que estou um caos.
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  – Você está linda – responde –, eu vou com você.
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  – Não precisa…
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  – Também quero ir ao banheiro – ele inventa e, mesmo estando na cara que o garoto não queria deixá-la ir sozinha para casa, decide ficar quieta.
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  No entanto, no meio do caminho, é abordado por alguns amigos, que pedem que ele se una a uma foto qualquer.
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  – Vou indo na frente – diz, não querendo apressá-lo, mas deixá-lo livre para se divertir com seus amigos.
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  – Já te alcanço!
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  Ela assente e acena, indo em direção à casa.
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  Quando entra, vai direto ao banheiro do quarto. Aproveita para arrumar a maquiagem e pega uma canga, afinal, duvidava que voltariam tão cedo para casa e provavelmente a madrugada ficaria ainda mais fria. Como também não tinha interesse em continuar bebendo, só dependeria de se ela precisasse ou não de um agasalho. Decidiu se precaver.
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  Ao chegar no primeiro andar, contudo, ouve o som de uma porta batendo e um gemido vindo da cozinha.
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  – Olá? – pergunta ao ver que o ambiente está vazio.
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  No momento em que se vira para sair, escuta novamente um gemido e acaba retornando à cozinha e dando volta na enorme bancada que havia bem ao centro. Do lado oposto à porta em que havia entrado, se depara com Giulia sentada no chão, o vestido manchado em vermelho e uma enorme quantidade de sangue em si.
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  – Eu já falei – diz, nervosa, ao policial –, estava descendo do segundo andar quando ouvi o som de uma porta batendo e fui ver quem era. Encontrei Giulia no chão e liguei para a ambulância e a polícia.
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  – Havia mais alguém no local?
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  – Eu entrei sozinha – disse –, não sabia que tinha gente dentro de casa, só vim para ir ao banheiro.
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  O grupo de amigos estava do lado de fora da delegacia. e estavam sentadas mais próximas, enquanto permanecia ao lado da namorada como um cachorro de guarda.
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  – A vítima insiste em dizer seu nome quando perguntamos sobre um culpado.
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  – Não fui eu! – eleva o tom de voz – Como eu poderia ter feito isso e ligado para vocês?
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  – Estamos somente fazendo perguntas, mocinha. Além disso, existem diversos casos de violência em que o agressor…
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  – Ela não agrediu ninguém, o senhor não a ouviu?
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  O policial olha sério para , que já havia dado seu depoimento, assim como todos os outros.
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  – Ela terá de passar a noite aqui.
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  – O quê? arregala os olhos e encara desesperada.
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  – Por quais motivos você…
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  – , não diga mais nada.
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  A voz, apesar de não ter sido alta, era firme e grave. Todos os presentes desviam a atenção para o homem que entra em uma calça social cáqui e camisa azul claro.
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  – E você é…
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  – O advogado dela.
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  O homem entrega um cartão para o policial, que ergue as sobrancelhas e, após olhar para , aceita o pedaço de papel, olhando para o nome do irmão mais velho de .
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  – Gostaria que a situação fosse discutida comigo – o homem diz. – Quero saber sobre quais provas vocês irão manter minha cliente presa.
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  – Olha só, a vítima está no hospital em estado de choque…
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  – Eu vim de lá. A garota está em perfeitas condições, exceto por um corte no braço.
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  – Corte que quase lhe custou a vida e que pode ter sido feito por sua cliente.
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  – Ou pela própria vítima.
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  O policial não respondeu. Passou a mão pelo rosto de forma impaciente.
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  – Ela insiste em falar que a culpada é essa moça.
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  – Eu já disse que ela tem motivos para colocar a culpa na ! – diz, mas o irmão ergue a mão para que ele se cale, antes que o policial peça que ele se retire.
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  – Senhor… Alves – o mais velho diz –, nós sabemos o protocolo para este tipo de situação. Minha cliente não tem intenção nenhuma de fugir, além de comparecer em qualquer momento que lhe for solicitado. Mas não existem motivos concretos para exigir que ela passe a noite na cadeira, muito menos que seja fichada. Ela não deve ser tratada como suspeita, mas como testemunha.
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  – Não existem outras pessoas suspeitas senão ela.
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  – Vocês já acessaram as câmeras de segurança?
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  – Nossa equipe está providenciando…
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  – Então não existem provas concretas. A vítima pode ter mencionado o nome da minha cliente porque foi quem ela enxergou em um momento durante o processo. O senhor tem provas de que foi antes do ato?
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  O policial não respondeu. Olhou para os lados de forma impaciente. Ele esperava que fosse ter problemas… toda virada de ano tinha. Jovens bêbados fazendo uma algazarra que atrapalhe a paz dos moradores locais… pessoas escondidas para cometerem atos ilícitos entre as áreas mais escuras da praia… mas essa era demais. Ele também não queria lidar com um problema deste tamanho em pleno ano novo.
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  – Vocês vão ter que esperar aqui pelos vídeos – o homem diz –, enquanto isso, meu companheiro irá no hospital falar novamente com a vítima.
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  O irmão de assentiu, concordando com o plano do oficial. Pediu, então, para conversar com , para que pudesse entender o que estava acontecendo.
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  – E-eu não posso ir presa, eu não fiz nada…
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  – Você não vai presa – o homem, que logo se apresentou como Jihoon, disse de forma serena –, não há provas contra você e não há indícios de que a casa foi invadida.
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  – Hyung… – , que abraçava ao lado dela, olha para o irmão – Obrigado por ter vindo.
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  Jihoon não respondeu nada. Enviou um olhar sério ao irmão caçula, mas permaneceu firme em sua postura de advogado.
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  Aguardaram durante uma hora e meia até que o vídeo de segurança fosse liberado. levou um tempo para conseguir contato com o pai, que estava em algum lugar da Ásia com a família da esposa.
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  Jihoon informou que lidaria com o policial, e que podia permanecer com as amigas e em um canto da delegacia. Vinte minutos depois, o homem se aproxima com as mãos nos bolsos da calça.
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  – O vídeo mostra você entrando conforme disse. A garota entra acompanhada de um homem menos de cinco minutos depois. Após 10 minutos, o homem sai sozinho às pressas. Dois minutos depois é quando está registrada a ligação de socorro. Existe uma câmera interna na sala de estar que mostra você subindo para o segundo andar e descendo três minutos antes da ligação.
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  – Então ela está fora da lista de suspeitos?
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  O irmão assente e desata em lágrimas enquanto e as amigas a consola.
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  – É possível que seja necessário um novo depoimento. – Jihoon diz – A polícia irá entrar em contato com a garota novamente e lhe mostrar as câmeras. Eles querem saber quem é o cara, já que não parece ser nenhum dos que estão aqui – ele olha para fora, onde parte do grupo havia sido trazido para a delegacia, enquanto a outra parte estava no pronto socorro com Giulia. – De qualquer forma, é provável que vocês tenham que assistir ao vídeo para ver se conseguem identificar o homem.
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  – E depois disso podemos ir?
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  – Possivelmente – Jihoon respondeu.
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  Assim que se acalmou, cerca de 10 minutos depois, conseguiu observar todos do grupo entrando e saindo da delegacia. As amigas de Giulia lhe enviando um olhar feio, enquanto os amigos mais próximos murmuravam perguntas para saber se ela estava bem.
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  Quando amanheceu, o delegado responsável do turno informou que a investigação em cima do homem que havia acompanhado Giulia permaneceria, mas que estava dispensada. O exame toxicológico de Giulia havia saído e mostrado que a garota havia consumido, além de drogas, uma quantidade grande de álcool, o que poderia causar alucinação. Além disso, o exame de delito não apontou em nada a participação de , mas somente Giulia e alguém que calçava um sapato número 42.
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  – Obrigada – diz, a voz levemente rouca, a Jihoon –, quanto você cobra para…
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  – Não foi nada – ele diz sério e entra no próprio carro –, apenas se mantenham longe de problemas. Principalmente você, . Conversaremos depois.
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  – Sim, hyung. Obrigado.
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  Sem dizer mais nada, o homem dirigiu para longe do grupo que havia ficado na delegacia.
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  – Obrigada por terem ficado aqui… – disse, olhando para e , que estavam logo atrás dela, e e Jota, que haviam providenciado os vídeos de segurança das três casas para que pudessem ter o máximo de vídeos possíveis para ajudar as amigas.
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  – Vamos para casa. – diz.
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  O percurso de 15 minutos de caminhada foi em silêncio entre o grupo. Cada um estava absorto em seus próprios pensamentos. Ninguém imaginou que 2023 começaria com esse tipo de problema.
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  – Desculpe – murmurou abraçado a quando os dois se deitaram para dormir – Se eu não tivesse me envolvido com ela…
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  – A culpa não é sua dela ser uma doida – responde.
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  – Vou garantir que ela não chegue perto de você nunca mais.
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  – Seria ótimo não vê-la nunca mais – ela responde em meio a um bocejo. Após um minuto de silêncio, volta a falar – ?
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  – Hum?
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  – Obrigada por ligar para o seu irmão por mim.
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  O garoto não respondeu. Em resposta, abraçou fortemente, mostrando que ele não havia feito nada demais. Nada perto do bem que ela estava lhe fazendo.
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Capítulo 13

  O dia seguinte foi marcado por fofocas.
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  Ninguém, no entanto, ousou tocar no assunto com , visto que ela estava rodeada de seguranças pessoais – e seus amigos.
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  – Ainda bem que eles vão passar ficar na casa do Abreu – Jota disse, esparramado no sofá da sala. – Para falar, todo mundo tem pique, agora, para ajudar a limpar a sujeira que aquela retardada fez, ninguém quer.
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  – Não sei por que a gente espera que eles mudem – revira os olhos.
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  A manhã de havia sido na cama. havia descido mais cedo e preparado, junto de e , um café da manhã que ele levaria na cama para a namorada. Os dois apenas deixaram o quarto às três da tarde, quando o grupo que dormia na casa havia limpado tudo e garantido que ninguém – principalmente Giulia – entraria mais na casa até o final da viagem.
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  – Acho que meu pai não vai mais me deixar passar o ano novo aqui sozinho – comentou com humor.
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  – Ainda bem que estaremos na faculdade, cara – Jota responde –, estaremos passando em algum lugar no nordeste, provavelmente.
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  – É… – olha para , que não comenta nada, e solta uma pequena risada – Quem sabe?
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  Enquanto os meninos se aventuravam na churrasqueira, , e , as únicas garotas hospedadas na casa de , ficam responsáveis por preparar os acompanhamentos.
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  –… e então, quando os fogos começaram, ele simplesmente me puxou e me beijou! – disse, suspirando. – Acho que estou apaixonada.
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  As duas outras amigas se entreolharam. tinha um hábito de dizer que estava apaixonada, quando, na verdade, só estava momentaneamente encantada com algo ou alguém. Nenhuma delas ousou corrigi-la, visto que a garota estava perdida em seus próprios devaneios.
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  – E ? – olhou para .
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  – Ah…
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  – Ela me abandonou para ir dormir com ele ontem… hoje – se corrigiu. deu um tapa na amiga e arregalou os olhos.
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  – Vocês dois…
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  – Não! Não fizemos nada.
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  – Ainda? – e perguntaram juntas.
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  – Não sei…
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  – Xiii… – murmura.
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  – Se arrependeu? – perguntou, terminando de preparar a sala de batata.
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  – Não é isso… o é legal e me trata super bem… é só que… talvez.
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  As três permanecem caladas. esperava que as amigas captassem algo, porque as duas sempre foram boas em ler a situação. , dessa vez, foi mais rápida:
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  – Não é o , né?
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   suspira, parte aliviada, parte triste.
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  – Ele não reagiu em ver você e ?
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  – Eu acho que ele não viu.
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  – Claro! – bate a colher que mexe o arroz pronto – Ele está sempre sumido! Seria bom se você se pegasse com o na frente dele e…
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  – Nem pensar – diz.
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  – É, acho que não seria legal com o concorda. – Ele parece gamadão na .
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  – Mas nem tem tanto tempo que vocês se conhecem… – olha para .
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  – A gente deu certo, sabe? Temos ideias parecidas. Queremos muitas coisas iguais para o nosso futuro, mas…
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  – Não é o repete e concorda em um aceno. – Olha, amiga, acho que primeiro você deve resolver o lance com o . Não é legal você dar esperança para ele. O ideal é cortar logo esse fio de esperança que ele criou, para que ele não acabe frustrado como a doida.
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  – Ele jamais agiria como ela.
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  – Ninguém agiria como ela. É uma retardada – revira os olhos. – Mas a questão é que vai doer. E quanto mais você demorar, mais irá doer.
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   suspira e concorda em um aceno de cabeça.
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  – É… vou conversar com ele antes de irmos embora…
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  – Vai dar tudo certo, amiga – diz com um sorriso –, e quando voltarmos para São Paulo, você manda uma mensagem pro combinando de sair e coloca as cartas na mesa.
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  – Também acho!
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   suspira e se perde nos próprios pensamentos por alguns instantes, até algo trazer sua atenção de volta para as amigas.
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  – Ei, , você não tinha comentado que o não se dá bem com os irmãos mais velhos?
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  – É. Para quem não se dá bem, o irmão bem que veio rapidinho socorrer você, hein? – abriu um sorriso.
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  – Eu ainda preciso conversar com ele sobre isso – diz, pensativa –, ontem não tive tempo de pensar em nada. Não sei em que momento ele ligou para o irmão e o que disse para fazê-lo vir de São Paulo tão rápido.
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  – Ele estava na Riviera – diz – ouvi ele comentar com o quando chegou.
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  – Não é que eles não se dão bem… – comenta, incerta – pelo que entendi, me parece que há um… muro… entre eles, quero dizer. Algo relacionado à maneira como o pai os educou.
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  – Essas famílias tradicionais são cheias de frescuras, né? – pergunta. – Mas que bom que o ligou para ele. Seria um pesadelo ainda maior não ter um advogado para ajudar.
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  – Dei uma pesquisada nele enquanto esperávamos para virmos embora, e o cara é um pica das galáxias – disse em tom de admiração –, ele é um deus da advocacia, tipo, todo caso que ele pega, é porque sabe que consegue ganhar.
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  – Ainda bem que ele veio então – diz com um sorrisinho –, imagina se ele fala para o Gyu que não tinha jeito? Se eu entrasse naquela cela, seria imediatamente fichada.
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  – Isso seria um problemão. A internet deve estar um caos.
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  – As amigas da doida estão botando o terror na sua imagem, mas a internet não curte muito elas, então tá meio que funcionando como uma psicologia reversa. Se elas falam que você é a vilã, então você foi uma heroína.
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  – Ah… – massageia as têmporas. Ainda tinha a questão da internet. Sua irmã devia estar em algum lugar recluso ou sem internet, pois seria a primeira que ligaria para ela, para saber da fofoca completa. – Não vou entrar na internet.
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  – Faz bem – diz. – Lá é um lugar tóxico, mesmo com uma penca de gente do seu lado.
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  Acontece que a internet era mesmo tóxica, e grande parte disso se devia à maior parte do grupo de amigos de . Entre comentários ácidos e olhares enviesados, até a hora da janta estava desgastada e furioso.
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  – Não posso acreditar que eles deixam a conversa rolar com nós dois bem ali! – ele diz, andando de um lado para o outro, enquanto permanece deitada na cama, como se estivesse enfrentando uma enorme enxaqueca.
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  Ela não responde. Suas forças estão concentradas em lidar com a enorme dor de cabeça que sente.
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  – E se formos embora? – ele pergunta após alguns minutos. – Posso falar com ou para…
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  – Só estaremos fugindo… – murmura. – Vamos só permanecer calados. O caso ainda está meio que acontecendo, então é melhor que a gente não dê nada para eles falarem.
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  Em meio a um passo nervoso, decidiu olhar para o estado da namorada. Pensou, por um breve momento, no caos que a havia inserido. Ela sempre se mostrou o tipo de pessoa que não gosta de estar no centro das atenções; talvez fosse isso o que, inicialmente, o tivesse chamado a atenção.
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  Balançou a cabeça para espantar todos aqueles pensamentos, e se deitou com a namorada, puxando-a para seus braços, o único lugar que ele confiava em tê-la.
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  – Desculpe. Eu não sabia o quanto eles são idiotas até hoje.
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   não respondeu. Não queria defender aquelas pessoas, dizendo que provavelmente não foi por mal. Porque foi, e todos sabiam.