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Mais Quente Que o Inferno

“He calls me the devil
I make him wanna sin”

  A chuva estrondosa causava impactos às poucas almas que perambulavam pela rua naquele horário. A escuridão ia tomando conta de todo o local. Independente das gotas fortes, a temperatura continuava quente, provocando uma inquietação unânime de quem havia precisado sair de casa. derrubava pela décima vez o celular, não conseguindo se concentrar em nada à sua frente. O homem beirava seus bem-sucedidos vinte e quatro anos, com uma carreira sendo feita e cabelos negros de tirar suspiros alheios. Seus olhos reconheciam de longe a neblina que se formava no final da rua, mais precisamente perto de um dos becos mais calmos da cidade. A ironia do clima não mudava a sua certeza, ele sabia que as tentativas seriam falhas de escapar dali, sua mente não estava preparada. Porém, não podia dizer o mesmo de seu corpo. Apressou os passos até a porta do prédio, sentindo que algo já estava sendo mudado. Adentrou sua sala, batendo a porta com certa força e mal pôde pegar uma água, já que um toque soou por todo o espaço. Fechou os olhos e respirou fundo, indo de encontro com a maçaneta, desejando que fosse um vizinho pedindo um copo de açúcar.
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“Every time I knock, he can’t help but let me in
Must be homesick for the real
I’m the realest it gets”

  — Você tem um pouco de açúcar, senhor Parker?
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  Os lábios preenchidos por uma cor vermelho sangue estalaram aquelas palavras, produzindo no homem uma sensação de desconforto e ao mesmo tempo de excitação. Os longos fios castanhos caíam por cima dos ombros atingindo a cintura e as órbitas escuras o encaravam, como se fosse o pirulito mais gostoso do mundo. Um sorriso brotou na mulher a sua frente e ela começou a tamborilar suas unhas na porta aberta. Ele deu uma brecha para que ela entrasse, fechando-a novamente, agora com certa calma. encarava aquela silhueta que tanto sentia falta e ao mesmo tempo queria se afastar com uma sede incessante de poder perguntar o que a mulher fazia ali, sentada no sofá com as pernas cruzadas, como se estivesse em sua própria casa. Sabia que não devia, mas sua boca não iria ficar quieta por muito tempo.
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  — Você é uma personificação bem diferente do que chamam de coisa ruim, . — Pegou um copo no armário e procurou algo na geladeira.
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  — Você quer dizer demônio, senhor Parker? Depois de todos esses anos, pensei que não teria mais medo de me chamar assim. – Gargalhou, aceitando a bebida.
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  — Não é medo, é respeito. Algo que você não tem por mim.
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  — Ah, , francamente? Lá de casa dá para ouvir os seus pensamentos. — Caminhou na direção do homem que estava encostado na pilastra. — Você ainda me adora com as minhas mãos assim, ó — Aproximou seus lábios no ouvido dele, sussurrando —, em volta do teu pescoço.
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  As unhas de arranharam levemente a região, aumentando a força conforme repetia o ato. , por outro lado, mantinha-se com a mesma postura, a fim de mostrar que aquilo não mexia com ele, quando a verdade era que só a presença dela acabava consigo. Permaneceu em inércia a observando, enquanto aqueles olhos que tanto gostava encaravam sua boca. soltou a carne, voltando ao seu lugar inicial, o sofá. Bebeu mais um pouco do líquido posto em seu copo e deitou suas costas no travesseiro, respirando fundo. foi para a cozinha e deixou o seu copo na pia, escorou sua mão da bancada e reparou na outra. Haviam se conhecido casualmente em algum beco da cidade, onde ambos estavam sozinhos e com desejos carnais o suficiente para juntarem suas energias. tinha um “Q” de mistério e isso sempre instigou , por isso ele fugia que nem a mulher corria da cruz. Riu ao lembrar que quando fez essa comparação com o nome dela, lhe deu um tapa tão forte no braço e que ficou ardendo por longos minutos. Parker a evitava por ser a tentação em pessoa, porque independente de tudo, as chances de se apaixonar por ela eram enormes. A inteligência e bom humor eram evidentes, assim como a boa vontade. Ele sempre admirou esses três fatores nela, porém, era o poço de todos os pecados possíveis e impossíveis que tinha. Ela tinha completa noção disso, e esse era o pilar central que fazia com que a mesma fosse sempre de encontro com o homem.
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  — Devo as honras a algum motivo especial, ?
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  — Um dia desses ouvi que Maná do Céu era enviado por Deus e não podia ser armazenado para outro dia. Basicamente, você é o meu Maná e eu preciso ser alimentada. E você também. — Sorriu.
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  — Ainda tem almas que se enganam com você, não é? — A puxou pela mão, pondo a sua no queixo dela. — Eu não as culpo, seu rosto é tão angelical que engana fácil, fácil quem cruza o teu caminho.
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  — Sempre terão almas que cairão aos meus pés, senhor Parker, mas são poucas que conseguem provar do que tanto almejam. Afinal, eu não preciso te fazer ficar de joelhos para ter o teu louvor, certo? — Seus lábios entreabertos tomaram conta da mente de .
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  — Nossa diferença de idades é pouca para você me chamar de “senhor”, candy. — Grudou a boca em seu ouvido.
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  — Isso se chama respeito, , algo que você disse que eu não tenho por você. Sabe o lado bom da minha vida? — Negou — É que quando quero alguma coisa, eu vou atrás, e quando essa coisa vira a minha sina, nunca sairá livre. Ainda mais que eu não tenho pretensão de terminar com você tão cedo, little sinner.
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  — Apelido novo?
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  — Já viu o demônio pedindo favor? Então, faz o favor de calar a boca e tirar o cinto. Isso, bom menino.
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“Can you feel the warmth? Yeah
As my kiss goes down you
Like sweet alcohol”

   prendeu o ar e soltou ao sentir as unhas de arranhando sua pele conforme abaixava sua calça. Ainda por cima da box, ela alisou sua ereção bem evidente e retirou logo aquele pano. Segurou o pau enrijecido, apertando de leve e levou sua língua até a glande, passando-a lentamente. Parker arfou com o contato completo da boca de com o seu membro, inclusive as mãos dela repousaram na parte interna de sua coxa, começando seu trabalho ali também. Com a maior calma do mundo, a mulher ia sentindo a extensão que tanto gostava, sempre voltando com a língua na glande uma hora ou outra. Ao aumentar a velocidade, sentiu seu cabelo sendo posto em um rabo de cavalo e foi nesse momento que se permitiu olhar para cima, indo de encontro com aquelas órbitas castanhas preenchidas de prazer. gemia ainda mais, e depois da olhada, sentiu um misto de raiva com uma puta excitação por ela sempre ficar no controle. brincava com as bolas de Parker, e ao perceber que ele poderia chegar ao ápice logo, foi diminuindo os movimentos até parar por completo.
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“Where I’m coming from, yeah
It’s the darker side of me
That makes you feel so numb”

  — Tudo que é bom dura pouco, little sinner. Você tem uma mão, pode terminar o serviço. — Riu.
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  — Você acha mesmo que você vai sair ilesa?
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  — Eu estava sentindo falta disso, da dupla dominância. Ninguém consegue colocar o demônio em seu próprio lugar… E você, senhor Parker, quer me colocar no meu devido lugar?
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  A mulher não precisava perguntar duas vezes para obter sua resposta, que veio em forma de um beijo feroz e desejado por ambos. a pegou no colo, mas antes que fosse para o quarto, foi interrompido.
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  — Eu quero ali! — Pediu que nem uma criança ao ver seu doce favorito — Quero sentir a brisa quando tudo ficar em chamas.
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  Sem mais delongas, Parker a deitou no lugar pedido, voltando aos beijos. Deslizou seus dedos pelo corpo tão conhecido até achar os botões do pedaço curto de jeans que a cobria. Tirou a blusa dela, deixando-a apenas de lingerie. Não poupou o olhar naqueles pedaços de rendas vermelhos, encaminhando sua boca para o pescoço nu e tão saboroso. O cheiro de morango invadia seu olfato, assim como sua boca chupava aquela pele macia sem dó. Aos poucos ia descendo para os ombros, onde ia abaixando as alças do sutiã e fazendo um caminho bem devagar. Se livrou daquilo e teve uma bela visão dos seios de , que não deixou de encara-lo para ver sua reação. A morena recebeu um sorriso malicioso antes de ser aqueles lábios quentes brincarem com seus mamilos. não mediu esforços nem tempo para eles, quanto mais chupava e lambia, mais sentia seu rosto sendo pressionado por contra seus seios. Ela cravava suas unhas em suas costas, arranhando sem pudor e conforme ele descia sua boca pelo seu corpo, a mulher almejava cada vez mais aqueles toques. Ao chegar na calcinha, Parker passou o dedo por cima do tecido, provocando em um gemido contido. Encarou o rosto dela e voltou sua total atenção para a pequena renda ali, livrando-se rapidamente. Abrindo as pernas da mesma, focou no interior das coxas, causando arrepios na mulher. Sua língua trabalhava lentamente em ambas, e aos poucos subia para a virilha de , lambendo toda a extensão da vagina bastante úmida. Ela não deixou de gemer, enrolando algumas mexas do cabelo de nas mãos e puxando. Ele ia vagando com sua língua pelos lábios, assim indo para o clitóris em seguida. puxava mais ainda aqueles fios negros de acordo que os movimentos iam aumentando. Os gemidos já ficavam mais evidentes, e se deliciava ao perceber que a mulher estava tendo prazer, isso o fazia ficar mais excitado ainda. Quando a viu arqueando as costas, parou, recebendo um olhar decepcionado. Antes dela falar, lhe deu um beijo e introduziu um dedo, movimentando o mesmo rapidamente.
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  — É impressão minha ou você trouxe o inferno contigo, candy?
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  — Pensei que já tinha se acostumado com a temperatura, Parker.
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  — Nada de “senhor Parker” agora?
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  — Só quando você me levar à loucura, … — Seu apelido saiu em forma de gemido.
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“When we go down right there
You make me feel right there
When you lay me down right there
We just make it right there
Cause you’re looking so right there
Baby you should touch me right there
You can take me right there
We can make it”

   prendeu suas pernas no tronco de e ele foi introduzindo seu pau em sua vagina. Quando ele estava totalmente dentro dela, começou com as estocadas, aumentando a velocidade de acordo com as vontades da mulher. Do jeito que iam, trocavam as posições, assim obtendo prazer de formas diferentes e gemidos altos ecoando pela sala.
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“Cause we’re hotter than hell
Does it burn when I’m not there?
When you’re by yourself”

  Era um misto de suor, desejo e beijos incessantes seguidos de chupões por qualquer parte da pele alheia que conseguissem se concentrar. rebolava sob o membro de , que apertava seus seios e tinha seu tronco todo arranhado. A velocidade já era tamanha que só diminuiu quando ambos atingiram o orgasmo, soltando aquele som delicioso de seus lábios.
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“Am I the answer to your prayers
I’m giving you that pleasure heaven
And I’ll give it to you”

  Parker inclinou-se e depositou um beijo na testa de , que virou seu corpo para encara-lo.
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  — É engraçado que as respostas das minhas orações acabam trazendo você. — Ele riu.
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  — Pois é, little sinner, talvez eu seja a única a te dar o prazer dos céus.
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  — Contra fatos não há argumentos, certo?
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  — Eu não trouxe o inferno comigo, senhor Parker — olhou no fundo de seus olhos — Nós é que somos mais quentes que ele.
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“Hotter than hell”

Fim

  Nota: Relou, galeris. Espero que gostem!
  Essa fic é participante do Desafio Songfics. <3
  Beijos!

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Bia
Bia
1 ano atrás

Essa é uma das minhas fics preferidas sua. Você escreve muito bem, sinto que poderia ler um livro inteiro seu em poucos dias porque a leitura flui muito bem. Parabéns!!!! <3

Comentário originalmente postado em 26 de Dezembro de 2017

Liv
Liv
1 ano atrás
Reply to  Bia

aaaaa, que lindeza de pessoinha e de comentário!!!
Obrigada, amorzinho meu! <3

Comentário originalmente postado em 26 de Dezembro de 2017

Gabezin
Gabezin
1 ano atrás

AAAAAAAAA mdsdoceu

Comentário originalmente postado em 26 de Dezembro de 2017

Liv
Liv
1 ano atrás
Reply to  Gabezin

aaaaa <3

Comentário originalmente postado em 26 de Dezembro de 2017


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