olhava em direção a , que ria de alguma coisa que havia dito, uma fisgada no peito o fez rir sem humor. Aquele sorriso e aquelas gargalhadas pareciam pertencer exclusivamente a . Ela podia sorrir e dar risinhos com todos os outros – com
ele –, mas
daquela forma? Somente com .
E não era apenas aquilo, a forma como os dois interagiam, tão próximos… Era algo que ele nunca se imaginaria conseguindo com a moça. Outro riso sem humor. Obviamente não chegava nem perto daquela intimidade com Kang, ele mal conseguia trocar algumas palavras com ela, e ele tentava, ele
queria, mas alguma coisa dentro dele parava de funcionar quando a atenção de estava sobre si.
Era estranho como parecia que apenas ele não conseguia se aproximar da moça. Ela estava sempre sorrindo para todos, um pequeno raio de sol brilhante, até mesmo os membros mais tímidos tinham certa proximidade com ela…
Mais um gosto amargo quando viu o quanto também havia se aproximado de , os dois dividiam um prato de comidas diferentes, já que a garota não conseguiria comer tudo o que estava sendo oferecido e havia sido o único a topar a aventura.
Ele queria estar ali, em um dos lados de Kang , conversando e sendo o motivo do seu sorriso… por que precisava ser tão difícil?
— , você tá bem? — O rapaz ouviu a voz de questionar baixinho à sua frente.
Uma pequena parcela do Seventeen, a irmã mais velha – – e a melhor amiga de – – estavam jantando juntos naquela noite.
— Eu acho que alguma coisa não me caiu bem. — Deu de ombros, sem querer dar muitos detalhes.
— Eu tenho remédio para azia, má digestão e, se precisar, tem remédio para dor no estômago e cabeça — disse solícita, mas apenas deu um sorriso mínimo em agradecimento e negou.
O que não estava conseguindo engolir era o fato de que, naquela mesa, ele era o único que não era realmente próximo de . Interagir com era mais fácil para , já que ela era uma pessoa mais extrovertida e acabava o incluindo nas conversas de uma forma ou de outra. Mas
que diabos, ele era um
idol e não estava conseguindo
conversar com uma moça que também era fã de seu grupo!
gargalhou depois de ouvir uma das histórias de enquanto complementava o relato. A moça deixou seus olhos vagarem pela mesa que o grupo ocupava e acabaram parando sobre e que pareciam entretidos conversando entre si. O rapaz tinha um pequeno sorriso nos lábios enquanto ouvia dizer alguma coisa.
Apesar do esforço para não demonstrar na expressão, ela sentiu uma pontadinha de tristeza com a cena. era o seu favorito no Seventeen desde o debut e, agora que havia enfim o conhecido, ele parecia ser o mais distante dela. Talvez fosse alguma questão de fã que havia imaginado fanfics demais, mas não ter o mínimo de atenção de seu favorito era um pouco frustrante.
Em compensação, parecia que a havia adotado. Talvez fosse a dinâmica “introvertida-extrovertido”, mas para era muito mais fácil estar numa conversa com e – o último, obviamente, por ser um de seus melhores amigos – do que tentando falar com seu favorito que parecia não querer conversar com ela.
Soltou um suspiro.
— O que foi, noona? — perguntou e levou um olhar atravessado de . — O quê?
— e são
minhas noonas — enfatizou o rapaz erguendo as sobrancelhas.
— não se importa, né? — O outro sorriu de forma divertida e a moça riu, fazendo que não com a cabeça. — Viu só?
fez careta, mas logo já estava rindo com os dois novamente e cutucava para lhe passar a pasta de pimenta.
tentava fazer com que se sentisse um pouco mais a vontade ali no meio do grupo. Embora a maior parte das pessoas ali fossem conhecidas
dele, parecia que o rapaz estava deslocado de alguma forma. , como uma boa e irmã de , se sentia no dever de incluir o senhor introvertido nas conversas, principalmente se estivesse junto, já que ele era o favorito da amiga.
Era estranho o quanto parecia ok conversando com ela ou com qualquer outra pessoa, mas não com . Por alguma razão, o rapaz ficava – ainda mais – calado quando sua amiga estava por perto. não achava que fosse por antipatia, as tentativas – falhas – de manter uma conversa que fosse além dos cumprimentos formais indicavam isso ao ver da moça.
— Yah! ! — ouviu seu irmão exclamar do outro lado da mesa para dez em que estavam. O rapaz ria de alguma coisa e cutucava que, de forma engraçada, parecia ainda menor sentada perto de e .
A mais velha achou graça quando percebeu que as duas haviam “trocado” de favoritos. Não exatamente, já que não havia nada de romântico entre nenhum ali e também conversava com , mas ela, que tinha como favorito, estava mais próxima de , que era o favorito de , que estava mais à vontade com do que com .
Talvez sejam as personalidades, pensou enquanto via o olhar de vagar ligeiramente na direção do trio ––. não conseguiu deixar de sorrir um pouquinho. Talvez as fanfics das duas sobre Seventeen pudessem ter alguma chance de acontecer – pelo menos em algum nível, ela tinha que ser realista.
estava feliz em poder agir como ele mesmo ali. Por mais que estivesse acompanhado de duas pessoas “de fora” e que também eram fãs, ele se sentia à vontade, tanto com que era tímida, quanto com , que, apesar de reservada, era bastante extrovertida e expansiva. Ele adorava aquilo. E se divertia bastante vendo bancar o irmão protetor.
Apesar do parentesco e proximidade fraterna entre os irmãos , ambos não tinham muita semelhança, a não ser a personalidade divertida e “inclusiva”; parecia ter uma relação muito mais próxima com , sua melhor amiga. Claro, eram duas categorias diferentes de relacionamento ali, mas às vezes ele tinha a impressão de que era a irmã – talvez de alma? – de , embora a moça fosse uma versão mais introvertida e tímida do companheiro de grupo.
Ele observou e conversando enquanto falava qualquer coisa com sobre alguma lembrança que os dois compartilhavam. , como era de se esperar, já que seu companheiro de conversa se tratava de , era a que mais falava, embora o amigo vez ou outra dissesse algumas frases inteiras. percebeu as olhadelas de canto que o companheiro lançava em “sua” direção – sabia bem para
quem os olhares eram. Às vezes ele se perguntava o que acontecia com . O amigo parecia querer se aproximar daquela criatura minúscula que era Kang , mas, por alguma razão, só ficava ali, olhando com sua expressão neutra – o que não ajudava muito, porque parecia sempre sério ou bravo em sua expressão neutra.
— O que acha, ? — A voz de o chamou de volta para a conversa que ele não fazia ideia do que se tratava.
E mais uma vez, lá estava ele olhando na direção do trio, separados por quatro pessoas de distância naquela mesa. segurava uma das mãos de sobre a mesa numa casualidade de dar inveja, já olhava para a moça ao seu lado com um sorriso nos lábios.
Uma pessoa e duas luas… Ele não se atreveria a orbitar para mais perto de e se meter no meio dos amigos.
Nota: Falando a verdade, eu
não faço ideia do que essa história vai virar HAHAHAAH
Eu tenho uma dificuldade magnífica para continuar escrevendo histórias em andamento, então vocês provavelmente vão perceber que JALP vai parecer uma série de shortfics, porque é isso que ela é LOL
O casal 1 vai ter um ligeiro destaque no início por causa do draminha, mas prometo que vou igualar o casal 2 depois, tá? (pelo menos eu vou tentar HEHEHEH).
Se tudo der certo (@Deus? @Inspiração? @Wonwoo?), essa fic vai ter uns 9 ou 10 capítulos, REZEM POR MIM.
encarava aquela mensagem pela décima vez. Seus dedos haviam digitado tudo aquilo, mas ele não pretendia enviá-la para o destinatário, por mais que quisesse que ela soubesse como ele estava se sentindo.
Não fui capaz de organizar meus sentimentos Que densamente se acumularam Para era mais fácil se expressar por meio de letras de música, apesar de ser bom para compor, não era tão bom assim em palavras ditas… E ele gostaria de poder mudar isso, mas parecia que o dom da palavra só se fazia valer para canções mesmo.
Era difícil conseguir organizar os pensamentos e emoções em si. sequer percebeu quando foi que havia acontecido, só… aconteceu. Um dia era apenas a melhor amiga de , no outro, não conseguia parar de pensar na moça e no seu jeito encantador e brilhante. Talvez Kang o tivesse ganhado logo no primeiro “olá” tímido que lhe deu.
O rapaz se culpava a cada segundo por não se aproximar de e ter, pelo menos, uma conversa decente. Era só tratar a moça como uma Carat – o que
de fato ela era –, como todas aquelas fãs que iam a shows e fan meetings encontrar com ele. Ele sempre tratou os fãs de uma forma amigável e que os fizesse sentir notados e queridos…
mas ele não tinha a menor intenção de querer chamar a atenção daqueles fãs. O que fazia de um pouco diferente das demais pessoas do fandom.
Então, eu olho pra mim mesmo, que foi deixado para trás Sozinho, olhando inexpressivamente Ele não havia sido deixado para trás
exatamente, mas, de alguma forma, era assim que estava se sentindo, principalmente enquanto via como falava da amiga, de uma forma tão…
intensa. Será que sempre havia sido assim? E também havia que, em pouco tempo, havia se aproximado tanto de que
eles pareciam melhores amigos. Aquela, na mente de , era uma batalha que ele não enfrentaria, não com dois amigos e mais uma mulher que poderiam sair machucados no processo.
Pensar naquilo fazia seu peito apertar, mas era uma escolha a ser feita. Aparentemente, dois de seus amigos e companheiros de grupo tinham interesse na mesma pessoa, e ele queria preservar suas amizades. tentava se apegar ao fato de que era por valorizar seus amigos que não estava fazendo algum movimento na situação, mas não ajudava se lembrar de que
dela ele não era nada.
Ele desejava poder mudar aquilo, conseguir se aproximar de como qualquer outra pessoa normal faria, ter uma conversa que fosse além do “oi”… Ele queria poder segurar a mão de da mesma forma que podia fazer, ou chama-la de “noona” tão despreocupadamente como vinha fazendo; queria poder fazê-la entender o que ele queria realmente dizer quando respondia a alguma pergunta de forma monossilábica… Queria que ela pudesse compartilhar do mesmo sentimento que ele, talvez dos mesmos sonhos… queria que as coisas pudessem ser mais simples.
Suspirou, depois de reler mais algumas vezes as frases que havia escrito no chat de conversa com , apertou o botão para apagar tudo. Aquela seria uma mensagem que nunca chegaria.
estava empolgada sentada no sofá do apartamento que dividia com . Ela havia acabado de receber um e-mail de aprovação para um curso de seis meses no exterior pelo qual esperara por um bom tempo. A empolgação era tanta que a moça parecia uma criança, as pernas balançando e as mãos inquietas.
— Ai,
finalmente deu certo! — exclamou abraçando uma almofada que estava por perto e enterrando o rosto na mesma.
— Amiga, você vai ter um treco desse jeito. — ergueu a sobrancelha, mas estava se divertindo com a alegria da mais nova.
— É o melhor curso de design digital
do mundo, ! — saltitou sentada no sofá dando pequenos gritinhos sem sentido.
— Tá, e quando você vai?
— Em duas semanas — respondeu.
— Ok, temos que fazer a sua festa de despedida!
— Até parece que eu vou embora pra sempre.
— Pode não ser pra sempre, mas vamos ficar longe por
meses! Vamos comemorar sua conquista
e nos despedir pra você ficar com boas memórias que te deem saudade e você volte dentro do prazo.
gargalhou. Ela não tinha problemas em se adaptar em lugares diferentes, mas ela não trocaria seu
lar tão facilmente. Sua vida, seus amigos, sua família, seu
coração estavam ali e, como dizia uma certa música, o lar é onde o coração está.
Depois das duas amigas surtarem juntas pela conquista e fazerem planos para uma visita de em algum momento daqueles seis meses, se viu deitada em sua cama, encarando o teto branco. Ela sorriu quando se lembrou das reações variadas de seus amigos no chat em grupo que tinham. reclamou que ela o estava abandonando, mas depois desejou todo o sucesso que ele sabia que ela teria; ficou animado com a novidade e foi comentando todos os tipos de atividades que ela poderia fazer no país; disse que, se tivesse algum momento de férias, tentaria ir visitá-la com já que o rapaz tinha grande afeição pelo lugar onde a nova amiga passaria os próximos meses. Todos comentaram alguma coisa, exceto . Mas não era bem de se surpreender, ele quase nunca se manifestava no chat em grupo – e menos ainda no particular –, então não foi exatamente um incômodo para , ela apenas pensou se algum dia ela seria próxima de , seu – ainda – favorito no Seventeen.
Ela não se permitia ficar pensando muito naquilo, estava feliz com os amigos que havia feito, mas, naquela noite, ela pensou… pensou que queria que as coisas fossem diferentes entre eles. Não precisava ser nenhuma história mirabolante de fanfic da internet, mas que ao menos ela e pudessem conversar tranquilamente como amigos, colegas,
conhecidos que fosse. Queria que, talvez, ela pudesse ser um pouco mais como , que tinha facilidade em interagir e se comunicar, não apenas com , mas com praticamente todo mundo. Queria que, para , estar na presença dela não parecesse tão penoso e que necessitasse de tanto esforço. Será que algum dia as coisas se tornariam simplesmente naturais?
Ela olhou para as fotos na galeria de imagens de seu celular, havia imagens dela com , com , com e uma rara em que ela, , e estavam juntos. parecia sempre estar próximo de , não só fisicamente… Ela sorriu pensando que talvez os dois ficassem bem juntos, afinal, era o típico introvertido e a extrovertida que equilibraria a relação. Não se importou que estava “shippando” sua melhor amiga e seu favorito, ela ficaria feliz por eles se fosse assim.
se virou e encarou a janela que mostrava uma noite estrelada e bonita, rara de se ver na cidade grande, ela estava pronta para encarar o amanhã.
queria poder gritar. Por que era tão difícil se expressar? Aquele foi o dia em que Kang partiu dizendo adeus aos amigos,
a ele, com um sorriso nos lábios e uma alegria que chegava a ser ofensiva. Como ela podia estar feliz quando estava se separando deles?
Por que ela estava feliz longe dele? Ao mesmo tempo em que se xingava e se culpava por se sentir daquela forma, desejava que pudesse ter tido o mínimo de audácia – ou o que quer que ele precisasse – para dar o primeiro passo em direção àquele cenário que ele tanto sonhava.
encarou o céu estrelado do alto do prédio da Pledis enquanto ouvia a algazarra de seu grupo de amigos na sala de ensaios. Àquela altura, já devia estar em seu novo lar, fazendo novas amizades, sorrindo e sendo feliz.
— Yah, ! — surgiu ao seu lado encarando o céu também. — Nós vamos para o restaurante do melhor bulgogi da cidade, vamos?
respirou fundo e então sorriu de leve, concordando. Deu mais uma olhada para as estrelas e seguiu com os amigos fingindo que não havia nada de errado naquela noite dolorosa.
Nota: Eu sei, um draminha básico, mas prometo que no próximo capítulo já melhora, eu também não tenho muita paciência pra dramas, então é isso. Nem vai durar nada HAHAHAH
Sinto que o casal 2 vai acabar ganhando um destaquezinho maior depois da metade da história, mas não vou prometer nada porque eu sempre posso mudar de ideia em cima da hora :B
Então é isso, até semana que vem, meu povo!
Era mais um dia de ensaios para o Seventeen nos estúdios da Pledis, os treze integrantes do grupo estavam espalhados pela sala de ensaios, estavam em um momento de pausa quando ouviram gargalhadas e vozes se aproximarem. Quando a porta da sala se abriu, duas moças surgiram, colocando as mãos sobre as bocas ao perceberem que estavam falando alto.
— Noona? — murmurou num tom surpreso. — E noona?
As duas acenaram enquanto o integrante surpreendido do Seventeen se aproximava das visitantes.
— ! — a mais baixa exclamou saltitando para mais perto do rapaz e se pendurando em um de seus braços. — Senti saudades!
gargalhou e abraçou , enquanto sua irmã ria da cena. era a irmã mais velha de DK, com uma diferença de quase sete anos, apesar da idade, os dois eram bastante unidos e amigos; Kang era a melhor amiga de e cinco anos mais velha que , mas por alguma razão que só Deus sabia, e haviam se tornado amigos quase inseparáveis na infância, e aquilo não havia mudado depois de crescerem.
Os dois estavam entretidos no próprio mundo, rindo e brincando um com o outro quando cutucou o irmão.
— Yah, pare de monopolizar a minha amiga! — a mais velha retrucou.
— Ela é minha amiga também, noona!
Os irmãos iam entrar em uma discussão aleatória quando se aproximou com uma rapidez impressionante, levantando em um abraço de urso que a fez gargalhar e resmungar quando seus ossos estralaram.
— Yah, ! Você vai quebrar a minha amiga! — exclamou dando tapinhas leves no braço do rapaz, que riu e finalmente soltou a amiga recém-chegada.
havia acabado de voltar para a Coréia do Sul, havia ido para o exterior para fazer um curso de seis meses e tinha voltado naquela manhã, ela e haviam ido fazer uma surpresa para os amigos e, principalmente, que, desde o dia que a amiga partira, reclamava de saudade.
— Yah! Vocês deviam ter me dito que voltava hoje! — o rapaz retrucou fazendo expressão indignada.
— Como se você fosse ter tempo para ir buscá-la, irmão — respondeu.
— Para a noona eu sempre arrumo tempo — o mais novo disse convicto enquanto passava os braços pelos ombros da mais baixa e a abraçava.
Após uma conversa entre o Seventeen e as recém-chegadas, o grupo teve de voltar para seus ensaios. As duas puderam ficar e assistir por alguns minutos, até que um staff surgiu para pedir que se retirassem.
Quando as duas chegaram ao carro de , deu um gritinho empolgado que acabou por sobressaltar a amiga que, por mais que convivesse com a mais nova por anos, ainda não se acostumara com os pequenos momentos de surto aleatório de Kang.
— Ai, que foi? — perguntou enquanto ligava o carro para voltarem ao apartamento que as duas dividiam.
— Como podem ser tão lindos? — perguntou fazendo uma cara engraçada que fez rir.
— Todos, né — alfinetou.
— Ah, é ligeiramente mais bonito que todo o resto. — riu depois de dizer aquilo, sendo acompanhada por .
— Safada! — Ela riu dando um tapa leve no braço da amiga.
— Mas ele nem foi falar comigo… — A mais nova fez bico, fingindo-se de magoada.
— Ah, não é muito de falar, né. — tentou defender o sonho de fanfic da amiga.
— Mas com você ele fala. — sorriu de canto, quase insinuadora. — Ah, mas tudo bem, não é como se nós fôssemos próximos… — deu de ombros, deixando a história para trás. — E o , hein? — A expressão no rosto da mais baixa mudou para uma insinuadora.
— Ah, ! Que homem! — foi tudo o que se permitiu dizer.
— Pelo menos ele falou com você. — O sorrisinho divertido nos lábios de Kang dizia que ela já estava escrevendo a própria fanfic com e em sua mente.
Ambas começaram a dar uma de fangirls do Seventeen enquanto cantavam algumas músicas à caminho de casa.
Na sala de ensaios alguns membros do grupo descansavam enquanto outros treinavam um pouco mais suas partes. estava quieto em seu canto bebendo água e verificando o celular quando ouviu a gargalhada de . O amigo havia ficado com o humor muito mais brilhante depois de receber a visita da irmã e da amiga. imaginou que após tanto tempo longe, ele
finalmente conseguiria falar com de forma decente, mas a verdade é que nada havia mudado, e, de alguma forma, aquela pequena criatura ainda o intimidava por algum motivo que nem ele mesmo sabia explicar.
Quando Kang e entraram na sala de ensaios naquela tarde, queria ter sido a pessoa para quem a garota foi primeiro para o abraço, ou o primeiro a abraçá-la como havia feito.
— Acham que conseguimos terminar cedo hoje? — de repente disse enquanto ia pegar uma garrafa de água.
— Vai ver sua irmã? — perguntou distraído.
— E a ? — alfinetou, lançando um olhar insinuante em direção ao amigo.
— Elas moram no mesmo apartamento — respondeu dando língua ao companheiro. — Mas sim, gostaria de passar um tempinho com elas.
— Vou junto! — exclamou e recebeu um olhar nada amigável de .
—
Não. Hoje e serão só
minhas noonas — anunciou. riu, mas concordou, pensando que era justo um momento para os amigos de infância matarem as saudades um do outro.
— Eu acho que o não vai muito com a minha cara — murmurou fazendo careta ao dizer aquilo em voz alta.
—
O quê? — exclamou surpreso.
O rapaz havia ido até o apartamento da irmã mais velha e da melhor amiga para matar as saudades depois dos ensaios, naquele instante, os melhores amigos estavam sentados no sofá da sala, conversando sobre tudo e qualquer coisa, como costumavam fazer.
— Ele não fala muito comigo e tá sempre com uma cara séria quando estamos por perto — a moça explicou, o que fez rir consigo mesmo.
— é mesmo mais na dele, , às vezes ele tem dificuldade em ser normal — o mais novo disse, recebendo um riso em resposta. — E por que você está tão chateada? — questionou confuso.
— Yah, ! é o favorito de no grupo! — surgiu na sala do apartamento de repente, assustando um pouco o irmão que a encarou, processando a informação.
— Espera aí — ele pausou por um instante —, quer dizer que
eu não sou o seu favorito?! — perguntou usando um tom incrédulo, a expressão surpresa e comicamente ofendida.
— E nem o meu! — exclamou da cozinha, onde havia ido para pegar um pouco de água gelada.
—
Yah! Como assim! — o mais novo reclamou e logo os três caíram na gargalhada, como sempre.
Aquilo deixava as coisas um pouco mais… Estranhas? Para , parecia muito inclinado e interessado em sua irmã mais velha, já que se davam tão bem, estava até mesmo se preparando mentalmente para aceitar que um de seus membros logo estaria namorando sua noona, mas se tinha como favorito, talvez as coisas se complicassem. Ou talvez ele tivesse entendido tudo errado, o que não seria tanto uma surpresa. Ele precisava descobrir para que casal torcer!
Era um dia de descanso para o Seventeen, e uma parcela do grupo resolveu se encontrar no prédio da Pledis para jogar conversa fora, essa parcela se resumia em , , , e por consequência, e .
Os seis conversavam entretidos, embora se mantivesse conversando muito mais com , ele parecia
um pouco mais a vontade na companhia de . Não facilitava o julgamento de o fato de que, apesar de se manter concentrado no que dizia, , vez ou outra, lançava olhares de soslaio para o lado de , que ria e brincava com e .
— Yah, vocês dois deviam sair em um encontro — exclamou quando voltou seu olhar para onde e conversavam de uma forma que os fazia parecer
bem próximos.
viu a expressão confusa de sua irmã mais velha e a ligeiramente julgadora do amigo. Embora a expressão de fosse neutra, o conhecia há muito tempo para deixar passar a microexpressão rápida que perpassou no rosto de .
— Só se a for junto! — exclamou apontando para a amiga que fez uma cara ainda mais confusa.
— Então eu levo o — a mais baixa disse já segurando o braço do amigo, como que querendo impedir qualquer tentativa de fuga.
Não era bem daquela forma que imaginava que resolveria sua “dúvida de casais”, mas também servia. Ele se manteve muito atento a cada mudança mínima na expressão de quando aquele assunto surgiu. Quando sugeriu o “encontro”, não pareceu contrariado, mas também não se poderia dizer que era a mais alegre das expressões; quando foi mencionada, pareceu um pouco mais atento ao que estava acontecendo, mas quando a moça falou de , pôde ter quase certeza de que havia se enganado no primeiro julgamento que havia feito sobre o interesse de .
Quando os dois “casais” finalmente entraram em um acordo sobre dia e hora do “encontro”, as conversas anteriores voltaram e assim o grupo passou a tarde.
Quase duas semanas se passaram quando o Seventeen recebeu mais um dia de folga e o dia do “encontro duplo” chegou.
As garotas se preparavam juntas no apartamento, fazia um tempo fresco e decidiu por usar um conjunto mais elegante para a ocasião, já compôs sua própria moda ao melhor estilo Kang. As duas não podiam ser mais diferentes em questão de estilo.
— Sabe, eu queria dizer que eu te dou carta branca — murmurou enquanto dava uma última olhada no espelho, recebendo um olhar confuso da melhor amiga. — Com o — a mais nova explicou se virando para que havia parado de se maquiar para prestar atenção na amiga.
— Hm… Eu não sei se eu entendi direito — a mais velha murmurou.
— Ele é o meu favorito, mas eu sei que ele gosta de você — disse simplesmente. — E eu não poderia ficar mais satisfeita em saber que ele está na companhia da melhor pessoa que eu conheço! — Sorriu, sendo sincera.
precisou de alguns segundos para processar o que a amiga havia dito, então soltou um risinho desacreditado.
— … — A mais velha começou, pensando no que dizer. — Eu tenho quase certeza de que tem interesse em
você, amiga.
— Então por que ele não fala comigo?
— Acredite, essa é uma pergunta que eu me faço até agora — resmungou mais para si mesma do que para a amiga.
— É porque ele gosta
de você! — exclamou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — Mas tudo bem, e como eu sou muito legal, também arrastei o para esse encontro para você ter a oportunidade de escolha!
encarou a melhor amiga com a expressão desacreditada. Ela não tinha a menor ideia de como o cérebro daquela criaturinha saltitante funcionava, mas
definitivamente não era da mesma forma da maioria das pessoas. Ela estava “oferecendo” o próprio favorito para a melhor amiga
e para que
ela escolhesse… Mas tinha quase certeza de que não tinha nenhuma escolha a fazer, ela era muito boa em julgar os interessados nas amigas, embora fosse terrível em perceber quando se tratava de si mesma. E ela
sabia que estava interessado em Kang , apesar de ter uma maneira muito peculiar de demonstrar aquilo.
Mas não queria se estender naquela conversa, já que sabia que a amiga já havia “se conformado” com a suposta escolha de seu favorito no Seventeen e aquilo significava que era muito improvável que mudasse de ideia, mesmo que tivessem um debate com evidências a serem apresentadas, então apenas deixou para lá e decidiu que deixaria que aquela noite provasse sua teoria.
estava jogado no sofá do apartamento de com uma expressão quase entediada. Ele já estava vestido e pronto para o “encontro” e esperava o amigo se aprontar também, por algum motivo, parecia muito interessado em se arrumar da melhor forma possível para aquele encontro, o que basicamente não ajudava a melhorar seu humor.
— , você devia fazer alguma coisa com o cabelo. — surgiu do corredor de quartos dizendo. — noona gosta quando você deixa a testa aparecer — informou despreocupadamente.
Demorou alguns segundos até processar a frase toda e finalmente encarar o amigo de sobrancelha erguida.
—
O quê? — foi tudo o que conseguiu dizer.
— A noona gosta quando você usa penteados que deixam a testa aparecer — o mais novo repetiu sem entender o tom que o companheiro de grupo havia usado.
—
Você é o par da nesse encontro — murmurou um pouco taciturno.
arqueou as sobrancelhas e se perguntou se estava deixando algo passar naquela situação.
— … Você sabe que é o favorito da noona, né? — questionou indo se sentar ao lado do amigo no sofá. O silêncio foi tudo que obteve como resposta. O rapaz soltou um risinho. — Achei que estivesse óbvio a essa altura.
A expressão no rosto de dizia que ele não estava para brincadeiras de mau gosto naquele momento e que também não estava acreditando na informação que havia acabado de receber.
— disse que a noona contou isso para ele — explicou. — estava bastante indignado por não ser o favorito da noona. — O rapaz riu se lembrando da forma como o amigo havia contado a história da “descoberta do favorito” da melhor amiga.
ainda precisou de alguns segundos para processar a informação, mas mesmo sabendo daquilo, não mudava o fato de que, apesar dele ser o favorito de Kang no Seventeen, não significava que era o favorito
na vida.
— A noona não comenta, mas eu sei que ela fica chateada por você não conversar com ela — pontuou, como que para reforçar seu ponto. — Pare de ser tão você, ! A noona é a miniatura de pessoa mais adorável que você vai conhecer!
Depois de dizer aquilo, voltou para seu quarto, finalmente decidindo qual roupa usaria no encontro. Mesmo o “encontro” sendo basicamente uma brincadeira, não faria mal se arrumar, certo?
Quando a campainha tocou, uma animada atendeu à porta. Apesar de seu “par” ser naquela noite, seus olhos não puderam deixar de dar uma espiada em , um sorriso discreto se formou no canto de sua boca quando percebeu que o rapaz havia jogado os cabelos para trás deixando à mostra a testa e as sobrancelhas como ela gostava.
— Olá — disse, pela primeira vez olhando diretamente para
ela com um sorriso tímido nos lábios.
Continua
Nota: Eu disse que o drama nem ia durar? HOAISHASOIB
Nossos dois lerdinhos no amor, veja só, tinham que ser parzinho mesmo, né HAHAHHAHA
A partir do próximo capítulo as coisas vão começar a se encaixar – mais ou menos – e os casais vão ser felizes, ok?
Ah e eu amei essa música do capítulo – que na verdade não tem muito a ver com os acontecimentos, mas enfim – é bem gostosinha <3
E eu sei, essa fanfic tá bem fanfic, mas veja bem, eu tô aproveitando a inspiração e apenas escrevendo, então algumas coisas de verossimilhança deram adeus, mas quem sabe um dia eu não reescrevo e melhoro, né? Por enquanto vamos aproveitar o surto e ignorar os pequenos detalhes HAHHAHAH
encarou os dois copos de café que tinha à sua frente, se lembrando da noite do “encontro” que ele, , e haviam tido algum tempo antes. Ele havia resolvido confiar na palavra de sobre ser o favorito de e, de certa forma, arriscou ter um coração partido e uma ilusão despedaçada.
Apesar de estar um pouco mais aberto em relação a Kang, seu lado racional – demais – ainda sussurrava em seu ouvido que não deveria se empolgar demais, já que quanto mais alto, maior a queda. Mas quando abriu a porta do apartamento que dividia com e sorriu – na direção
dele –, a maior parte das dúvidas foram embora. Ela era o par de naquela noite, mas havia prestado atenção
nele. E ele não pôde evitar prestar atenção nela da mesma forma.
Os quatro foram para um restaurante aconchegante de um conhecido do grupo, lá eles teriam a privacidade necessária para curtirem o momento como pessoas normais, sem interrupções por alguém reconhecê-los em algum momento. Claro que aquilo também significava que os frequentadores “normais” do lugar eram tão famosos quanto eles. O caminho para o lugar havia sido divertido com dirigindo, mas decidindo o que aquele grupo ouviria.
se viu fascinado com o fato de que parecia simplesmente se deixar levar nas energias das pessoas à sua volta. Ela podia ser tímida e calada, mas se estivesse na companhia de pessoas com quem se sentia à vontade, ela poderia enganar qualquer um que não a conhecesse, claro, a energia de Kang não era
tanta quanto a de ou , mas estava ali.
Quando chegaram ao restaurante, os casais se sentaram um de frente para o outro, as garotas de um lado e os rapazes do outro. Ao receberem o cardápio, pareceu avaliar cada opção que havia, ficando pensativa, enquanto decidiu por um prato tradicional. preferiu não se arriscar também e pediu o que sempre pedia. Enquanto isso, e pareciam estar em uma confabulação para decidir qual seria a pedida da vez.
— Ficamos com a escolha do chef — anunciou ao atendente designado à mesa.
— Alguma especificação?
— Nos surpreenda! — exclamou parecendo empolgada, o que fez sorrir discretamente, o que
infelizmente não passou batido por , que sorriu de forma marota em sua direção.
Durante o encontro, os quatro conversaram animadamente e havia se arriscado a trocar algumas palavras com que pareceu surpresa de início, mas não se deixou abalar e nem deixou que as coisas ficassem estranhas por isso.
Em algum momento, foi deixado à mesa sozinho com , e queriam dar uma olhada na “arquitetura” do local sem deixar que eles os acompanhassem. riu do movimento nada sutil dos amigos, mas um nervosismo surgiu assim que e se afastaram. Ele não sabia bem como agir
sozinho com . Era mais fácil quando havia outras pessoas para coordenar a interação, ditar o ritmo das coisas,
dar ideia do que falar.
Vários segundos passaram em silêncio, até erguer os olhos para olhar em direção à . Ela olhava para ele com a cabeça apoiada em uma das mãos, um sorriso meigo nos lábios… Ela parecia
feliz.
— Essa noite está sendo divertida — Kang murmurou abrindo um pouco mais o sorriso.
concordou, se xingando mentalmente por ter voltado às respostas mudas ou monossilábicas.
Qual era o problema dele? — Eu gosto como você fica quando está com . — A moça soltou de repente, deixando o rapaz ligeiramente confuso. — Sabe, você é o meu favorito no Seventeen — ouvir aquilo fez o coração de descompassar por um segundo —, mas — e lá estava, a tão temida parte. O que seria? Ela havia achado outro favorito? Tinha se
apaixonado por outro? — eu super sou a favor de vocês dois juntos! — Finalizou a frase. Levou um bom tempo até processar o que havia sido dito.
—
O quê? — foi o que conseguiu dizer,
completamente confuso.
— Vocês dois ficam bem juntos — murmurou em resposta.
estava estupefato demais para conseguir raciocinar qualquer argumento que fosse.
achava que ele gostava de ? Que diabos? Quando as palavras finalmente voltaram, quaisquer tentativas do rapaz de explicar a real situação foram interrompidas por uma empolgada perguntando se poderiam pedir uma sobremesa, juntamente com e voltando para o “encontro”.
A noite terminou bem, mas ainda tentava processar a informação que Kang havia jogado em sua direção. Ok, ela poderia achar que ele estava interessado na melhor amiga, mas
não significava que
tivesse interesse
nele. E ainda havia e , os dois
orbitavam ao redor de Kang como satélites,
tinha que haver algo mais ali, certo? Pensar naquelas coisas fazia a cabeça de doer.
Deveria falar com os amigos? E, a depender das respostas que obtivesse,
deveria falar com ?
ainda ria do amigo. Como as coisas podiam ser tão mal interpretadas, mesmo sendo tão simples para quem as viveu?
— ,
por que eu diria como a noona gosta
do seu penteado se
eu estivesse interessado nela? — perguntou, tentando controlar o riso. A expressão de era cômica para . O amigo podia ser muito esperto e inteligente, mas definitivamente não era um dos melhores para entender interações sociais. — noona é como uma irmã para mim, mais velha e mais baixa. — completou. — E ela gosta
de você.
ficou calado e pensativo por um bom tempo, até sair da sala onde estavam nos estúdios da Pledis dizendo que precisava falar com . não conseguiu segurar a risada quando chegou à conclusão de que provavelmente achava que tinha uma queda pela melhor amiga de infância.
De início, – e todos os outros do grupo – também suspeitou que havia algo além de pura e simples amizade entre e Kang , mas conhecendo o amigo e companheiro de grupo e, agora, conhecendo a moça envolvida, ele tinha certeza de que só havia amor fraternal entre aqueles dois. O que foi um alívio constatar, já que esperava que tivesse um final feliz naquela história.
não ficou lá
tão surpresa quando viu parado à sua porta em plena sexta-feira de noite. Através de suas conversas particulares com e , ela já esperava que o novo amigo fosse aparecer a qualquer momento. Mas não esperava que ele fosse surgir em uma noite e chama-la
na frente do seu interesse amoroso que já interpretara tudo errado.
Meu Deus, , você tem muito o que aprender, pensou consigo mesma enquanto saía com o rapaz para o lobby do prédio.
— pensa que eu gosto de você — foi tudo o que o rapaz disse quando pararam para enfim conversar.
— E você gosta? — perguntou séria, quase rindo da expressão sem palavras do amigo, mas querendo finalmente colocar
aquela questão em pratos limpos.
—
Você gosta? — devolveu.
— Não desse jeito, . A posição de “favorito do Seventeen” já está ocupada e não é por você — respondeu divertida e viu a postura de relaxar ao ouvir aquilo.
— Nunca pensei que eu fosse ficar feliz ouvindo que não sou favorito de alguém — o rapaz murmurou, fazendo gargalhar.
— De nada. — Sorriu, dando um tapinha no ombro de . — Agora, o que você está fazendo
aqui comigo? Não deveria estar lá em cima se declarando para a minha melhor amiga?
— Eu nunca disse que faria isso — disse prontamente, quase em um movimento defensivo, o que fez rir ainda mais.
— Anda, , não estraga meu shipp. — cruzou os braços e se fez de séria enquanto dizia aquela frase. — Eu já criei inúmeras fanfics na minha cabeça nas quais vocês dois estão juntos, formando o casal mais fofo, esquisito e introvertido que eu conheço.
— E se…
—
E se o quê? — a moça perguntou exasperada.
— E se eu tiver interpretado tudo errado?
— , você
já interpretou tudo errado. — revirou os olhos. — Essa é outra coisa que vocês dois têm em comum: dois lerdos no amor.
pareceu levemente ofendido com a afirmação da amiga, mas preferiu não retrucar. Ela estava certa, afinal.
— Anda, ! Essa fanfic tá praticamente pronta, só falta vocês dois pararem de ser lerdos e enxergar o que tá na cara faz tempo!
respirou fundo antes de continuar caminhando na direção da porta do apartamento 1004 com os copos de café nas mãos. Ele
tinha que falar com .
— ? — A moça atendeu à porta com certa surpresa. — Hm… A não está, ela..
O rapaz estendeu um dos copos de café para , que ficou encarando o objeto sem saber muito bem o que deveria fazer.
— Você entendeu tudo errado, Kang — murmurou. — E eu estou me apaixonando por você.
Nota: Desempaquei do próximo capítulo, então tô – finalmente – postando esse HAHAHAH
Esses principais são dois lerdinhos que eu amo <3
Agora que estamos chegando na metade da história, as coisas vão entrar nos eixos pro primeiro casal e começar a se focar no segundo (porque eu só sei desenvolver uma parte do enredo por vez, perdoem kkkk), torçam por mim HIOSABDNOIASDBO
estava calado nos últimos dias, tinha muito no que pensar, apesar de aquele muito ser voltado a apenas uma pessoa.
Se lembrou da conversa que havia tido com , quando disse que achava que ele gostava de .
— E você gosta? — Foi a primeira coisa que saiu da boca de quando ouviu aquela afirmação. A expressão de poucos amigos de foi o suficiente para ele saber a resposta.
— Desse jeito não. Ela é uma boa amiga — respondeu, o que fez soltar um suspiro discreto de alívio.
sabia que o amigo tinha – muito – interesse em Kang , mas não tinha
certeza, ele só precisava confirmar. Agora, uma parte de suas preocupações estava sanada, só faltava todo o resto.
já conhecia a irmã mais velha de desde os tempos de trainee, mas nunca havia interagido tanto quanto nos últimos tempos, afinal, enquanto ele estava praticando para debutar no k-pop, estava ocupada com a faculdade e afins. Nenhum dos dois teve muito tempo para trocar mais do que cumprimentos educados, até
aquele momento.
O rapaz não tinha ideia do motivo, mas agradecia mesmo assim, por ter ficado tão mais próximo, e às vezes carente, da companhia da irmã e da melhor amiga. não saberia dizer
quando, mas simplesmente se percebeu atingido pelo meteoro brilhante que era .
Ela era tão animada, e o sorriso… Ah, não conseguia deixar de sorrir se
ela estivesse sorrindo. À primeira vista, no entanto, quando “reapresentou” sua irmã ao grupo, o rapaz se sentiu um tanto intimidado na presença da mulher, além da energia forte que ela possuía, também era mais velha que ele e, sem perceber, ele se viu pensando se conseguiria desenvolver uma conversa decente com a moça.
Acabou que, depois de algumas vezes que e se encontraram com o Seventeen, percebeu que era muito simples e fácil para se conversar, ela não se importava se ele falasse sobre o último filme que tinha visto ou sobre uma questão extremamente filosófica, estava ali e o ouvia e participava, o que fazia com que esquecesse do receio sobre a diferença de idade enquanto estava com ela…
Mas obviamente, quando ele deitava em sua cama de noite e parava para pensar novamente
naquela questão, o temor e a ansiedade voltavam. Além da idade – afinal, o que uma mulher feita e independente poderia querer com
ele? –, ainda havia a “estranheza” de a moça ser a irmã de um dos integrantes do Seventeen, quer dizer, poderia não gostar da ideia e…
soltou um riso sem humor, chamando a atenção de , que olhou em sua direção numa indagação muda, ele apenas sorriu amarelo e balançou a cabeça. estava fantasiando sobre o maior dos obstáculos naquilo ser e sua superproteção fraterna, mas a verdade é que ele – provavelmente – sequer tinha chances de chegar naquela fase.
— Yah — exclamou, encarando na direção onde e estavam sentados. — Vocês dois estão competindo para ver quem fala menos? — Ergueu a sobrancelha, sem entender muito bem qual era o problema com os amigos.
riu com a observação e só então percebeu que, naquele dia, havia aberto a boca apenas para dizer “bom dia” e para tirar algumas dúvidas sobre a nova coreografia que estavam aprendendo, e geralmente não era assim. sequer se deu ao trabalho de reagir, apenas deu um sorriso rápido e continuou onde estava, fazendo o que fazia. não teve outra escolha a não ser dar de ombros e voltar a cuidar da própria vida.
já tinha percebido há algum tempo que havia ficado
ainda mais retraído, mal abrindo a boca durante os ensaios e parecia um tanto aéreo, o que era estranho e um pouco preocupante aos olhos de .
O que diabos estava acontecendo com seus amigos?
O rapaz estava pronto para questionar – não iria se atrever a fazer o mesmo com , pelo menos não
naquele instante – sobre o que havia acontecido, mas o outro desconversou dando um sorriso amarelo e saindo de perto.
Mas que?
Fazia cerca de quatro – terríveis – dias desde que havia ido falar com . E desde então, eles não tinham mais se falado. estava um tanto frustrado, mas ao mesmo tempo entendia a moça, afinal,
ele também era um introvertido e tímido e, muito provavelmente, se fosse ao contrário e tivesse agido de forma inesperada e impulsiva como ele havia feito, ele também precisaria de um tempo para digerir as coisas…
Mas precisava ser
tanto tempo assim? Ele se questionava, pensando se devia mandar uma mensagem, pedir para que a moça fingisse que nada tinha acontecido, mas então a razão voltava e avaliava ser melhor deixar Kang ter o seu tempo. Ele, no lugar dela,
com certeza estaria assustado.
O que havia acontecido naquele dia em que foi até o apartamento 1004 é que ele havia dito que gostava da moça… Na verdade, que estava se
apaixonando, o que podia ter piorado um pouco as coisas. A reação de não dava indícios se o que ele deveria esperar era uma coisa boa ou ruim, ela apenas tinha ficado parada por alguns segundos, provavelmente tentando processar o que tinha ouvido, então o convidou para entrar.
Talvez ele devesse se agarrar àquele fato e pensar que ainda tinha qualquer chance de olhar para Kang sem constrangimentos. Mas então ela pediu um tempo. E todo mundo sabe que “um tempo” não é a melhor coisa em um relacionamento, principalmente para um que sequer tinha começado. Pensar nas diversas possibilidades que o aguardavam é o que fazia estar mais calado e imerso em pensamentos do que o normal, e assim ficaria até receber uma resposta ou desistir de tudo e seguir com a vida.
se lembrou da noite do encontro no restaurante. Quando surgiu na porta do apartamento, simples e elegante como ele tinha imaginado um dia vê-la, o coração do rapaz descompassou por algumas batidas. Ela sorriu para os dois rapazes à sua porta, mas gostaria de pensar que havia sorrido
para ele.
Quando os dois, numa sincronia muito bem calculada, se levantaram da mesa para deixar os amigos sozinhos e
enfim talvez se resolvessem, , de forma que sequer percebeu, pegou pela mão e foram andando para longe da mesa. Ficaram de mãos dadas por bons minutos até que ele percebesse o que estava fazendo e, sem graça, soltasse .
Os dois estavam tendo um bom momento conversando sobre qualquer coisa ali, mas tudo mudou quando se viu tão autoconsciente de onde estava, com
quem estava e
o que estava fazendo; pareceu não ligar para o estado estranho de espírito que de repente ele havia entrado e tampouco parecia ligar pelo que tinha acontecido antes, pelas mãos dadas. Aquilo deveria ser algum tipo de conforto para , mas tudo o que sua mente
berrava era
o que diabos uma mulher como ia querer com ele? Ao voltarem para a mesa do encontro, percebeu a expressão levemente confusa no rosto de e a alegria com que perguntara se podiam pedir uma sobremesa deixou claro que, para o amigo também, a noite não estava saindo como o planejado – ou melhor,
desejado.
Já era tarde da noite quando recebeu a mensagem. Ele queria poder não a ter que ler e evitar o máximo possível o que ela queria dizer. Mas os dois já tinham postergado demais a situação…
“Precisamos conversar” foi tudo o que mandou para ele. E
todo mundo sabe que aquela não era uma boa frase para se ler ou ouvir em um relacionamento. Muito menos num relacionamento inexistente.
encarava sem saber muito bem o que dizer ou fazer. Ele havia ido até o apartamento das amigas como havia combinado com a moça e aquela conversa estava sendo no mínimo inusitada e muito diferente do que ele imaginava que seria.
Kang parecia bastante atônita quando o recebeu e pediu para que ele entrasse, dando um sorriso contido e parecendo encolher os ombros ligeiramente.
— Então você não está me rejeitando… — ele murmurou devagar, tentando processar tudo o que a mulher havia dito até então. balançou a cabeça em resposta. — Mas também não está dizendo sim?
— Não de imediato — ela disse prontamente.
não sabia muito bem como deveria reagir a aquilo. Por um lado, ele não estava levando um fora da melhor amiga de seu amigo, por outro, ele continuava perdido em relação a ela.
— Eu sei, eu estou pedindo muito, não é? — ela resmungou baixinho, se encolhendo no sofá ainda mais. sorriu, apesar do clima estranho, não podia deixar de achar cada atitude de Kang fofa. — É que… Você é meu favorito! — exclamou em um tom cômico, quase desesperado.
— Isso não deveria ser bom? — questionou, erguendo a sobrancelha ligeiramente.
— Sim, mas não! — respondeu fazendo careta com a própria confusão. — , eu gosto de você e eu estou quase tendo um ataque com o que você me disse dias atrás — ela murmurou respirando fundo —, mas ao mesmo tempo eu penso que eu posso estar confundindo as coisas? Eu te tenho como um ídolo e estou me deixando levar? E se for isso? Eu não quero te machucar, você é meu favorito!
soltou um risinho e sorriu de leve. Naquilo, tanto quanto em várias outras coisas, os dois se pareciam muito, tendiam a racionalizar demais e fazer de uma coisa simples algo mirabolante. Ele precisou se segurar para não gargalhar com o fato de ter precisado enxergar aquilo em para enfim enxergar em si mesmo… Mas ao mesmo tempo que xingava mentalmente pelo lado racional – demais – dos dois, ficou satisfeito em saber que a moça se preocupava com ele o bastante para ter chegado a pensar até ali.
— E onde isso nos deixa, senhorita Kang? — ele finalmente perguntou depois de perceber que sua companheira havia se acalmado um pouco.
— Você fica exatamente onde está, sendo você… Mas sendo o do encontro. Você falou comigo naquela noite — acrescentou em seguida, o que o fez rir um pouco. — E eu vou colocar minha cabeça em ordem, se quando tudo estiver em seu devido lugar você ainda sentir o mesmo…
sorriu. Ele não tinha a menor dúvida de que, não importa quanto tempo passasse, ele permaneceria se sentindo da mesma forma por Kang . Ele só esperava que a decisão dela fosse favorável para ele no final das contas.
— Você vai saber qual é minha resposta final, . — sorriu e deu uma piscadela marota.
Era estranho, mas agora sabia até mesmo quando a moça à sua frente fazia piadas para amenizar uma situação séria, ou quando ela o fazia somente por brincadeira. Aquela era uma situação para a primeira opção, e não podia deixar de se encantar ainda mais por Kang e seu jeito particular de querer deixar tudo o mais leve possível.
encarava a tela da TV sem enxergar, seus pensamentos estavam longe, imaginando
como diabos havia ido parar naquele enredo de fanfic com
seu favorito de um grupo
apaixonado por ela. Não que ela estivesse reclamando… talvez só um pouco, já que lidar com relacionamentos que não fossem amizades não eram bem o forte da moça.
— E por que não pode ser seu amante
e amigo? — Foi o questionamento de quando a mais nova começou a debater em voz alta sobre a questão.
Por alguns instantes Kang ficou calada, não tinha bem uma resposta para aquilo, a verdade é que não havia nada que impedisse
seu favorito do Seventeen ser também seu amigo. Mas ela ainda tinha medo de estar confundindo as coisas e não queria ser a culpada pelo coração partido de e a fúria dos Carats se algum dia descobrissem.
— Amiga, você às vezes precisa arriscar para descobrir! — a mais velha exclamou abraçada a uma almofada, já animada pela perspectiva de a amiga viver uma história de amor.
— Mas precisava ser
justamente com um dos integrantes de um dos grupos de kpop mais hypados do momento? — soltou um muxoxo fazendo careta em seguida. — Se fosse você com o ?
parou por um instante e logo respondeu:
— Minhas preocupações com ele são outras.
A mais nova nada disse, apenas continuou encarando a melhor amiga a espera de maiores explicações.
— Ele é meio novo demais, né? E a verdade é que se for para eu entrar em um relacionamento agora, eu quero poder me sentir segura e ser cuidada, não ser a “irmã mais velha” como sempre e cuidar de alguém. Não que eu
não fosse cuidar do , mas seria porque me importo, não porque ele
precisa ser cuidado. — concluiu o pensamento ficando em silêncio em seguida.
, por um instante, ficou pensando sobre a questão da amiga. se mostrava um garoto na maior parte do tempo, era um rapaz divertido e engraçado, mas também era bastante atencioso e parecia preocupado com as necessidades das pessoas queridas ao seu redor… Será que teria alguma chance de se provar? E sim, Kang já dava como certo que o mais novo tinha interesse por , por isso já maquinava alguma forma de ajudar o amigo.
Os pensamentos em e duraram por alguns minutos apenas, pois logo se lembrou de . Bem, ela
se importava o bastante com o rapaz para estar se dando ao trabalho de se questionar tantas vezes sobre seus sentimentos para não o magoar. Tentou pensar se não fosse famoso, simplesmente um cara qualquer que fazia parte do círculo de amigos do seu melhor amigo de infância… Por mais que grande parte de suas memórias sobre fossem do “modo idol” – programas, MVs, shows –, nos últimos tempos pôde presenciar uma versão relativamente nova de seu
bias no Seventeen.
tinha um jeitinho cativante que misturava o sério e reservado do seu eu do dia a dia com o tímido e fofo do seu eu idol; embora se mantivesse, em sua maioria, quieto, mesmo quando estava com os outros membros e pudesse se sentir à vontade, sempre tinha algum pequeno comentário que levava o grupo a novas reflexões ou a cair na gargalhada, sem o menor esforço. Ele era tímido demais em várias ocasiões, mas havia tido coragem o suficiente para ir “se declarar” para ela da forma mais direta que alguém poderia fazer, e Kang precisava admitir que aquilo não era algo que esperaria de alguém como .
riu sozinha quando pensou
naquele dia. Depois da confissão de , demorou algum tempo até que ela pudesse processar completamente o que
seu favorito havia dito. Ela imaginava como aquela cena iria parecer para alguém aleatório que simplesmente estivesse assistindo; Kang havia ficado
tão estupefata que sequer conseguiu reagir com vergonha ou qualquer outra coisa, mas por sorte havia conseguido se fazer raciocinar para pedir um tempo para entender o que estava acontecendo.
Agora ela precisava entender o que realmente sentia em relação a , seria um surto de fã? Seria algo
realmente concreto que poderia corresponder aos sentimentos do rapaz? Kang enfiou a cabeça em uma das almofadas do sofá.
Onde ela havia se metido?
Havia alguns dias que havia ido conversar com e ela não o rejeitou… mas também não havia dito que sentia o mesmo por ele. tentou se manter agarrado ao fato de que
não havia sido uma negativa e que, portanto, tinha uma chance de as coisas darem certo sob
sua perspectiva, algumas vezes a ansiedade o pegava de jeito, mas depois de muito oscilar entre esperança e ansiedade, decidiu simplesmente que a melhor “tática” para o momento seria
ser ele mesmo com .
Ele não era do tipo invasivo ou insistente, mas faria sua presença ser notada no dia a dia de Kang , mesmo que sutilmente. Ele já não “fugia” da presença da moça – mesmo que de vez em quando ele se pegasse levemente intimidado – e, embora ele não grudasse em Kang, estava sempre por perto.
A questão não passou despercebida por . Ela havia notado a nova postura de com ela, mas as coisas haviam acontecido de forma tão sutil e gradual que Kang não podia dizer que era uma tentativa descarada de tentar “convencê-la” a ficar com ele. Não que fosse necessário muito, afinal, era
ali.
Com o passar dos dias, tudo pareceu simplesmente conspirar a favor de algumas pessoas. O Seventeen tinha um pouco mais de tempo para descansar e esse tempo era usado sabiamente para fortalecer o vínculo com as “novas” integrantes do círculo de amizades dos 13. Dificilmente
todos se encontravam no mesmo dia, mas figurinhas carimbadas eram , e , não importava se fazia chuva, sol, nevasca e também não importava o horário, aqueles três sempre deixavam um espaço para encontrar com e . Os encontros foram favoráveis para ajudar a última a enfim se entender.
Por mais que o seu lado inseguro gritasse que aquilo tudo não era real, que estava
completamente fora de si e que ela só estava confundindo as coisas, bem lá no fundo ela já sabia qual era a
verdadeira resposta. E ela não imaginava que uma paixonite passageira ou um encanto de fã fosse a resposta, não exatamente.
Agora, lá estava ela, encarando a entrada da Pledis com o coração acelerado e a ansiedade transbordando.
O que ela estava fazendo ali? sua mente gritava desesperada, mas ela devia uma resposta a uma certa pessoa e não seria justo para nenhum dos lados ficar esperando por muito mais tempo.
Kang caminhou para dentro do prédio e, ainda com o coração querendo pular do peito, o suor frio e a respiração descompassada, rumou para onde havia dito mais cedo que o Seventeen estaria na maior parte do horário naquele dia. Toda a tensão e aflição passaram quando ela viu aparecer a sua frente.
estava um tanto confuso com a aparição repentina de naquela tarde de ensaios, a moça costumava avisar quando ia visitar o grupo e,
principalmente, ele.
— Podemos conversar? — Foi o que ela perguntou assim que ele a notou.
estava prestes a questionar quando Kang ergueu a mão e o interrompeu antes mesmo que pudesse formular a frase que queria.
— Sim, precisa ser agora ou eu vou perder a coragem, sair correndo e fingir que nuca estive aqui.
apenas balançou a cabeça, avisou aos companheiros que faria uma pausa rápida e seguiu com Kang para um lugar um pouco menos movimentado. O rapaz não sabia o que esperar daquela conversa.
— Você ainda pensa da mesma forma que antes, ? — questionou e riu.
— Eu posso te garantir que nada mudou nessas duas semanas que se passaram, . — Ele sorriu de forma contida, não sabendo se deveria
realmente estar fazendo aquilo.
A moça a sua frente apertou os lábios numa linha fina, parecendo ponderar algo internamente, resmungando baixinho consigo mesma.
foi calado – e surpreendido – por uma Kang se colocando na ponta dos pés, agarrando seu pescoço e puxando seu rosto de encontro ao dela. Os lábios daqueles dois
finalmente haviam se encontrado num beijo suave e doce que disputaria um espaço na memória com muitos outros que ainda estavam por vir.
— Só para não termos mais nenhum tipo de interpretação errada… — murmurou encarando depois de se afastarem. — Isso é um
sim?
—
Definitivamente, . — Kang gargalhou e enterrou o rosto no peito do rapaz, um tanto tímida, o que o fez abraça-la de forma protetora.
Nenhum dos dois sabia
exatamente o que o futuro reservava para ambos, mas sabiam que não havia mais confusão nos corações um do outro e estavam prontos para, enfim, terem alegria e felicidade juntos.
Nota: Chegou a att da bonita! HAHAHAH
Rolou att dupla porque eu estou louca e achei que já tinha atualizado o capítulo 5 e escrevi correndo o 6, como sou ansiosa, não tinha como deixar o 6 pra depois, eu que lute kkkk
Tamo acabando a históra quase, teremos nove ou dez capítulos. O próximo vai ser mais voltado ao nosso outro casal lindinho que precisa acontecer, né. Será se Mingyu tem chance com a irmã mais velha do amigo? claro que tem, é Kim Mingyu, né kkkkk
Eu vou tentar não demorar tanto para atualizar os próximos capítulos, tô entrando em modo férias, então BORA! 💪
estava se sentindo nervoso. O Seventeen estava comemorando mais um momento de sucesso na carreira e como “recompensa”, os rapazes haviam ganhado um fim de semana de “paz” isolados em um lugar de acampamentos e pequenos chalés aconchegantes. Era irônico como o objetivo do fim de semana se destoava com seu humor.
e surgiram com a garota saltitando ao lado do rapaz, parecendo completamente feliz e empolgada enquanto sorria a acompanhando com o olhar. Quando percebeu a aproximação dos dois, tentou disfarçar sua ansiedade e nervosismo, sacando seu celular para fingir que estava ocupado com qualquer coisa. Claro que o melhor amigo de não deixou de perceber o ânimo do rapaz, logo parando no meio do caminho para encara-lo.
— Não deveria estar fazendo suas malas? — perguntou, tentando iniciar a conversa de uma forma nem tão óbvia assim.
— Já estão feitas. — apontou para o canto da sala de descanso onde sua mala compacta já aguardava o momento da viagem.
— Então por que está com essa cara ansiosa? — perguntou erguendo uma sobrancelha. abriu a boca para responder, mas viu novamente e decidiu ficar quieto.
A moça percebeu aquele movimento e encarou do
namorado para o amigo com uma expressão confusa e em dúvida.
— Eu… devo deixar vocês dois conversarem sozinhos? — perguntou um pouco sem jeito. Era a primeira vez que pareceu querer guardar segredo dela de uma forma tão óbvia naqueles meses de amizade.
abriu a boca novamente, mas o interrompeu antes mesmo que pudesse pronunciar a primeira sílaba da frase.
— Na verdade, talvez você possa ajudar ele com o que está acontecendo, . — sorriu de forma a parecer estar tramando algo, o que fez grunhir, já imaginando o que estava por vir, e erguer uma sobrancelha e gargalhar por ser a primeira vez a ver aquela expressão marota no rosto do namorado.
— Ótimo, o que precisa? — sorriu animada.
— A – — foi interrompido por um gritinho da namorada que o encarou com a expressão de uma criança em loja de brinquedo.
—
Aimeudeus! — exclamou a mais baixa, começando a dar pulinhos empolgados. —
Por favor, diz que é o que eu estou pensando! — encarou um tanto surpreso e pareceu estar julgando a amiga por aquela reação, mas a moça estava entretida demais em seu próprio mundo para perceber aquilo. — está interessado na , não está? — perguntou por fim, encarando os dois rapazes com certa expectativa.
encarou como se perguntasse se o rapaz havia dito alguma coisa para a namorada, mas o outro apenas deu de ombros, às vezes Kang podia ser bastante perspicaz.
— E então? — perguntou a mulher, com expectativa. suspirou e sorriu, quase parecendo orgulhoso de Kang. — Estou certa, não é? — Sorriu de forma convencida e concordou enquanto bufava não muito feliz em compartilhar aquela informação.
Depois de mais gritinhos e pulos por parte de Kang, finalmente conseguiu fazer a pergunta que tanto martelava em sua mente:
— Qual é o tipo de homem que a noona gosta?
ficou parada pensando um pouco, o que fez a ansiedade de aumentar consideravelmente. Ele sabia que era sua amiga e que ela não ia querer magoá-lo com a resposta que daria, por isso o rapaz já estava levando para o pior lado o silêncio da amiga.
— não tem um tipo — falou a moça por fim. — Pelo menos não um tipo físico para homens. Quer dizer, ela tem o mais variado gosto quando se trata de escolher favoritos em grupos, e se for olhar para os favoritos dela ocidentais a coisa fica ainda mais confusa, porque ela pode ter um pequeno e menino Tom Holland na lista, como pode ter um Chris Hemsworth. — Kang deu de ombros.
soltou um resmungo derrotado ao se jogar no sofá novamente.
— Hey, não me olhe como se eu fosse inútil pra você, ! — exclamou , indignada. — Eu ainda tenho informações sobre a minha melhor amiga, ok? — Cruzou os braços e empinou o nariz, fingindo-se de ofendida. riu e puxou a namorada para um abraço, como se estivesse aninhando uma criança feroz.
— E o que você tem para mim, Kang? — não parecia muito confiante na amiga, o que só a fez ficar ainda mais indignada.
— Mostre para ela que você é confiável e que ela pode contar com você — disse simples, depois suspirando quando o amigo ergueu a sobrancelha, sem entender. — Mostre que com você ela não precisa
cuidar, que ela pode ser cuidada ao invés disso.
ficou encarando a amiga por alguns instantes, processando a informação. Não seria exatamente algo novo para ele, cuidar dos amigos e das pessoas importantes em sua vida era algo natural para , quase automático de tão simples. O rapaz se permitiu abrir um pequeno sorriso. Se era apenas aquilo que ele precisava para mostrar a que ele poderia ser um bom partido, ele estava feito. Claro, ainda tinha o outro lado da história: ela podia, mesmo assim, não ter qualquer interesse nele. Mas naquilo ele pensaria depois, caso fosse necessário.
Todos foram levados, divididos em vans, para o local alugado para o recesso do Seventeen, havia duas casas grandes no terreno que os rapazes se dividiram para dormir. A área do pseudo acampamento era bastante reclusa, mas obviamente, por se tratar de um grupo mundialmente conhecido, seguranças e uma equipe de staffs também estavam no lugar para qualquer eventual necessidade.
Antes de “largarem” os garotos sozinhos ali, os staffs trouxeram todas as coisas que cada um havia pedido para os dias de descanso, incluindo o DIY de forno à lenha que disse que queria tentar fazer. pareceu um tanto perdido quando viu todo o material — tijolos, cimento, bases e tudo mais — sendo colocado na área designada para a montagem do forno.
— Foi você quem inventou de montar isso aí — murmurou , vendo a expressão desolada do amigo que parecia mal saber por onde começar. — Mas tudo bem, eu sou curiosa, então vou ficar aqui acompanhando — concluiu, se agachando ao lado de e encarando a pilha de material também.
viu a cena e riu sozinho antes de se despedir da namorada e ir para um canto mais sossegado para poder ler um pouco. Embora fizesse pouco tempo que os dois tivessem começado a namorar, foi uma grande e feliz descoberta que nenhum dos dois queria ficar 24/7 grudado um no outro. adorava passar horas ao lado de — e ficava feliz em perceber que era recíproco —, mas ambos, como bons introspectivos, precisavam de certo tempo sozinhos para conseguirem recarregar as energias e se sentirem felizes e dispostos para compartilhar mais tempo um com o outro e com os amigos. Aquela havia sido a melhor combinação que poderia ter surgido para aqueles dois.
Depois de muito encararem todo o material para fazer o forno a lenha, finalmente e decidiram ver um vídeo na internet que pudesse dar alguma luz de por onde começar aquela aventura. Enquanto os dois quebravam a cabeça — e recebiam a visita esporádica de Vernon e —, o restante do grupo se dividia em arrumar as malas nos quartos, arrumar os mantimentos que os fariam sobreviver durante o tempo de estadia deles ali, e a começar a fazer o preparo da primeira refeição de todos ali.
Como uma boa cozinheira, ficou com o grupo que preparava o
brunch de todos. Apesar de expert na cozinha, a mais velha nunca havia cozinhado para tanta gente. Treze pessoas que comiam por trinta e mais duas garotas a tira colo, nunca tinha visto tanto arroz e frango em uma só refeição na vida.
Depois de uma pausa para comer e recarregar as energias e mais uma olhada em vídeos do Youtube, finalmente o forno a lenha havia ficado pronto para uso, o que gerou toda uma surpresa por parte dos integrantes que não haviam acompanhado todo o sofrido processo que havia sido encaixar tijolo por tijolo daquilo tudo. Combinaram que fariam alguns assados naquele forno mais tarde.
A tarde foi chegando, e todos do grupo estavam espalhados pelo local, fazendo suas coisas e descansando como merecido. , que já estava um tanto cansada de “descansar”, decidiu rumar para a cozinha. Foi surpreendida com um todo concentrado em fazer um
lámen ao estilo . O rapaz tinha ainda uma expressão de sono, já que havia acabado de acordar de um soneca pós-montagem de forno, mas parecia bastante empenhado no que fazia.
— Posso ajudar em alguma coisa? — perguntou , se aproximando com cautela.
— Ah, oi, noona! — sorriu, balançando a cabeça. —
Lámen personalizado é minha especialidade, então pode deixar tudo comigo. — Sorriu novamente, voltando a se concentrar em picar algumas verduras.
Quando o macarrão já estava no ponto, desligou o fogo e foi até a porta da área da cozinha, observando quem estava por ali. estava sentado em uma cadeira de praia, descabelado da soneca, com um livro em mãos, ao lado de uma que digitava freneticamente no celular; estava observando o lago à frente da área da cozinha, onde uma família de patos parecia brincar pacificamente.
— Vocês querem
ramyon? — perguntou aos presentes.
foi a primeira a se pronunciar, de forma muito animada, e a gritar um “sim” excitado, seguido por um balançando a cabeça e um erguendo os braços. riu e voltou para seu lugar na cozinha, e o acompanhou com o olhar, ao mesmo tempo o admirando e se questionando se ele não iria oferecer a comida para ela.
Viu fatiar carnes, legumes e frutos do mar antes de jogar os dois primeiros ingredientes em uma panela, e os frutos do mar em outra. Mexeu e temperou tudo a seu modo, experimentando o sabor de tempos em tempos, até ficar satisfeito e, enfim, misturar o macarrão a tudo. Quando ele finalizou o preparou, não precisou sequer chamar os amigos, eles já estavam todos sentados à mesa, aguardando o
ramyon, ansiosamente.
fez questão de preparar a tigela de cada amigo por eles, já sabendo muito bem de como cada um gostava do prato. Para , a menor quantidade possível de vegetais, bastante carne e um ovo cozido; para , uma quantidade equilibrada de vegetais e carne e meio ovo; ficara com a versão com frutos do mar, sem ovo; já , acabou misturando os dois tipos de
ramyon em uma única tigela, apesar de ter deixado separado carnes de um lado e frutos do mar do outro.
estava pronta para retrucar que também queria um pouco daquela comida quando estendeu uma tigela em sua direção.
— Aqui, noona, sei que não gosta de frutos do mar, então preparei uma tigela com carnes e vegetais e uma fatia de ovo. — Sorriu
daquele jeito que fazia se derreter completamente.
A moça sorriu um tanto atordoada com aquilo. Não esperava que soubesse de como ela gostava de seu
ramyon, imaginou se tinha algo a ver com isso, mas amiga estava completamente entretida comendo sua comida e conversando com , e
sabia que Kang era
terrível em disfarçar seu envolvimento em grandes planos. Então prestava atenção nela?
Depois daquilo, não conseguiu não prestar atenção aos gestos de , não somente com ela, mas com todos ao seu redor. Mesmo sendo mais jovem, se comportava com tamanho cuidado com aqueles com quem se importava, que mal parecia ser aquele garoto brincalhão que aparecia na televisão. Eram pequenas coisas, ajeitar os sapatos de um dos meninos na entrada da casa; fazer
ramyon do jeito certo para cada um; oferecer chá com mel e limão para que estava começando a ficar gripado sem nem ao menos terem que pedir; ser proativo em várias tarefas…
Além de tudo aquilo, ainda pôde ter a felicidade de ver o rapaz tocar violão e cantar em um tom suave que, até aquele momento, não tinha conhecimento. Havia sido numa “noite da fogueira” na qual os quinze se juntaram ao redor de uma fogueira e fizeram o que se faz em um acampamento: conversaram, cantaram e assaram marshmallows.
nunca tinha assado um marshmallow em uma fogueira antes, e quando foi tentar da primeira vez, quase colocou fogo em tudo quando se assustou com o doce pegando fogo e jogou o espeto para trás. , solícito, já estava ao lado dela, oferecendo o marshmallow assado perfeitamente na ponta de seu espeto.
Passaram a noite daquele jeito, até grande parte do grupo estar sonolento demais — e um tanto bêbados — para continuarem ali. Foi quando começou com suas histórias de terror, “contos da fogueira” como gostava de chamar, e choramingou, mas acabou ficando com a amiga para dar um “apoio moral”. sabia o quanto a mais nova adorava aquele momento de histórias e não era sempre que ela tinha a oportunidade daquilo.
Os sacrifícios que fazemos por uma amizade.
Claro que não conseguiu prestar tanta atenção ao que era dito nas histórias — graças a Deus — dos integrantes que haviam restado ali; estava muito ocupada admirando — discretamente — enquanto ele tinha certeza de que todos estavam confortáveis e bem aquecidos, inclusive ela mesma.
Naquele momento, se viu pensando que adoraria dividir um cobertor com
aquele .
Continua
Nota: Gente do céu, FAZ QUASE UM ANO QUE EU ATUALIZEI ESSA HISTÓRIA, COMO ASSIM?
E olha que falta muito pouco pra finalizar aqui, POR QUE EU FAÇO ISSO COMIGO?
Na real, esse capítulo foi inspirado nos primeiros episódios de Seventeen In The Soop e eu enrolei UM ANO pra escrever porque tava com preguiça de reassistir o episódio — e também porque tava sem inspiração e porque eu não tava achando nada bom do que eu escrevia.
Agora, se Deus quiser — que ele queira, amém —, vai ser uma coisa mais simples, porque é só o fechamento Mingyu+Jessie, um capítulo especial de um outro casalzinho e o capítulo final. Pode ser que eu mude de ideia e corte alguma coisa? Pode. Mas esse é o plano inicial HAHAHAH
Espero voltar em breve. Oremos todos por mim.
Triste pelos comentários não ficarem salvos, mas venho aqui surtar novamente
FINALMENTE VÃO SE FALAR DIREITO!!!!!! Meu casal virá muito em breve hihihi
amoh que você é que nem eu, não tem paciência pra drama HAHAHAHA
estou ansiosa para a próxima att, já quero na minha mesa, viu? u.u
Ta na hora de trabalhar esse carisma escondido aí, woo. não vai perder a minha amiga pra gente legal, hein? fica mais difícil de roubar ela dele depois
se o vernon ganhou de você em intimidade, quer dizer que a coisa ta feia, hein? bora melhorar
a gente sabe que seu sol em câncer te faz um pouquinho tímido, mas veja só. use a sua lua em leão pra alguma coisa. não só pense, aja!
ps. sim, aparentemente vou comentar em toda frase dessa fic
ps 2. também estou surpresa com o ps 1.
hahahaha oie, cheguei pra salvar seu dia!
ta achando que ta enganando a quem, menino?
shame, shame, shame ~toca o sino
(entendedores entenderão)
e pare de se enganar. é mais fácil interagir comigo pq você não ta apaixonado por mim
ficou com ciuminho, amiga? hehehehe
POIS NÃO DEVIA, você me conhece po
hahahah QUE TAL TOMAR UMA ATITUDE?
hahahaha quem é o cachorrinho a ser adotado aqui, afinal? você ou o gyu?
nossa, wonwoo. além de você não estar próximo dela, a mana ainda acha que você não quer conversar com ela… fire.
AAAAAAAAAAAAAA HAHAHAHAHAHAHHA TOMA
AMEI MUITO
Eu VI ele falando isso aqui na minha frente
nossa, eu sou um anjo, cara
se eu não for a madrinha de casamento e todos os seus 10 filhos, eu deserdo vocês
é esperança que chama?
o importante é que eu sempre estou certa. até nas fics.
kkkkkkk CADE ESSE IRMÃO PROTETOR?
se não tiver um surto de descer da tamanca por parte do dk ao me ver com o gyu, eu não sei o que faço hein?
hahahaha BEM MAIS introvertida e tímida
CARAMBA LOLA
O MINGYU COM A LUA EM PEIXES PERCEBEU AS INTENÇÕES DO WONWOO E VOCÊ NÃO.
Só queria deixar esse surto aqui para você perceber a gravidade da sua lerdeza.
De nada
EI. Para com isso e vai reivindicar o que é seu por direito!
Ou faça bom uso dos seus contatos (eu, oi)
deus… dai-me paciência com esse flecha (ref. zootopia)
Awwwww, que adorável
FINALMENTE MEU CASAL VINDO AÍ, LINDOS FOFOS MARAVILHOSOSSSS
fofos
ARQUITETURA, SEI KKKKKKKKKKKKK
ADORÁVEL
MANO KKKKKKKKKKKKKKKK AMIGA, PQ VC EH ASSIM SOCORRO
mingyu literalmente me descreveu (só muda que sou mais nova kkkkkkkkk)
o boy é mt devagar, pai amado
obrigada, bestie. como sempre tendo razão
wonwoo só tinha poucas palavras e um sonho!!!!
FINALMENTE VEIO A ATT!!!!
Dona Lelen, nem preciso dizer que já quero a att pra ontem, né? Sério, finalmente esses dois tão deslanchando e eu tô super feliz hihihi
E já to ansiosa para ver o desenrolar do segundo casaaaaal (DK pode ficar comigo u.u)
Awww… É SIMPLES. BASTA CHEGAR NELA.
🤦🏻♀️🤦🏻♀️🤦🏻♀️🤦🏻♀️🤦🏻♀️🤦🏻♀️🤦🏻♀️🤦🏻♀️
Eita. Não tem nada que esteja ruim que não possa piorar, né?
Hahahah a Nat é única, mas se você for sincera com seus sentimentos, a Nat dá um jeito de fazer a coisa rolar. POR QUE A NAT AMA UM ROMANCE, BB
caraio amiga, vou te dar um soco
PARA DE ME JOGAR PRO SEU HOMEM, EW
chama o meu homem pra te dar uma lição. você ta merecendo uns pontapés
melhor dormir mesmo, já tava em fase de delírio, coitada