Li Santos
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  • História nascida após um vídeo da banda no camarim de Fortaleza, apenas troquei a cidade ahaha

Hidamari

Capítulo 1 – São Salvador

  O som do despertador toca para avisar que já é hora de acordar. A moça ergue a cabeça e tateia sonolenta o celular na cama ao lado, ao achá-lo, desliga e enterra o rosto no travesseiro. Ela gosta muito da voz de seu ídolo, mas o som dela pela manhã lembra a moça que é hora de voltar a encarar a realidade.
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  Dando um salto repentino na cama, levanta e vai realizar sua higiene matinal.
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  A moça é nascida e criada na cidade de Salvador, no estado da Bahia. Tem muito orgulho e prazer em viver em sua cidade. , como é chamada pelos amigos, é uma soteropolitana raiz. Pelo menos, ela se considera assim. Ama turistar pela cidade, passear pelos pontos turísticos mais famosos e os não famosos também, por serem importantes e lindos demais para serem esquecidos.
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   trabalha como fotógrafa em um grande jornal de Salvador. Seu trabalho é sair pela cidade registrando os fatos mais importantes, e os não importantes também, e ilustrar as notícias.
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  Já pronta, pega sua mochila, seu capacete já em sua cabeça e as chaves da moto já na ignição. Dando partida, a moça sai em direção ao trabalho.
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  O trânsito de Salvador às 7:13 da manhã irrita , mesmo ela já estando acostumada com as fechadas que leva dos carros, ônibus e caminhões. Quase uma hora após sair de casa, ela finalmente estaciona sua moto já dentro da propriedade do jornal.
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  — !! — antes mesmo de tirar o capacete, ela escuta a voz de seu grande amigo, e repórter do jornal, Felipe Morais, o Lipe. — Finalmente você chegou, mulher!
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  Lipe corre da porta do prédio até a moto de , atravessando metade do estacionamento. Faz um lindo e caloroso dia de Sol em Salvador, apesar de ser inverno na cidade.
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  — O que é homem? Que fogo no rabo é esse? (está com pressa/agoniado?) — brinca ela, tirando o capacete e ajeitando seus vastos cabelos cacheados. — Qual foi? — completa ela, curiosa. Lipe sempre exagera em suas chamadas para contar algo à amiga, mas, de vez em quando, saía algo interessante.
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  — Qual foi que tenho uma notícia massa para você! — diz Lipe, empolgado e puxa ela pelo braço.
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  — Pera aí, vey! (Espere aí) — reclama ela, puxando o braço de volta. — Espera eu descer da moto primeiro, oxe! — ela ri e Lipe a encara revirando o olhar. — Quer me derrubar, é? — diz ao descer da moto.
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  — Jamais! Anda, vem logo!
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  Lipe quase que literalmente a arrasta pelo estacionamento e a leva até a redação. Pelo caminho, vai cumprimentando quem ela consegue ver.
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  A sede da Rede Bahia (afiliada baiana da Globo), onde eles trabalham, é enorme. Toma todo o terreno onde está localizada e tem como chegar nela por duas ruas diferentes, sendo que ambas são longe uma da outra. Lipe é repórter do jornal Correio, o maior jornal impresso e digital do estado, e é fotógrafa do mesmo jornal. Na sede da Rede Bahia ficam todos os jornais e programas da emissora.
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  Quando chegam até a parte destinada à redação do jornal Correio, e Lipe sentam-se nas cadeiras próximas à mesa dele.
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  — Então, Lipe, o que aconteceu de tão importante em Salvador para você me arrastar pelos corredores da empresa? — pergunta ela, de pernas e braços cruzados — Devem achar que eu fiz algo errado ou sei lá o que! — diz , ela está de frente para ele. O rapaz a olhava com um ar travesso e um sorriso ansioso nos lábios.
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  — A aconteceu, foi isso!
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   é uma banda muito famosa, os dois amigos são fãs dos caras.
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  — Como assim? — a expressão desconfiada de se transforma em uma de espanto e ansiedade.
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  — Sabe o Anipólitan, né? — revira o olhar e riu.
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  — Lógico, Felipe! — exclama ela — Óbvio que eu conheço o maior, e praticamente único, evento de Cultura Oriental de Salvador! Ah, me poupe, garoto! — brinca ela, ambos riem.
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  — Já até fez uns cosplays ano passado que eu lembro… — comenta Lipe e ambos riem novamente. — Saudades 2009!
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  — Nem me lembre. Tá, mas continua.
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  — Besta! — diz Lipe após se recuperar das risadas, então ele prossegue: — Então, esse ano o Ani (forma abreviada de chamar o evento) será agora em junho.
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  — Já? Que pressa é essa? — espanta-se , normalmente o evento é realizado em dezembro.
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  — Pois é, mas vão fazer algo inédito! — sente um arrepio lhe percorrer por inteira só em imaginar o que seria esse “algo inédito”.
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  — Ai, meu pai, o quê, Lipe?
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  — Calma, mulher! — Lipe ri da reação já esperada da moça. — Sabe o Bon Odori? — ele resolve divertir-se mais com a cara da amiga que logo fecha a expressão com raiva.
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  — Se você me perguntar de novo sobre os eventos de Cultura Oriental de Salvador, eu juro que empurro sua cadeira, com você em cima, até a redação do GE (Globo Esporte)! — a redação do GE fica do lado oposto da redação do Correio.
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  — Meu Deus, , calma! Parei já, juro! — defende-se Lipe, rindo bastante.
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  — Vá comediar a mãe! (“vá zoar a cara de outro!”) — diz ela, muito brava.
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  — Não resisti, você fica muito bonita quando está irritada — ele controla sua risada e sorri de maneira galanteadora. olha para ele com o olhar suspenso e torce os lábios.
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  — Ih, nem venha com suas cantadas.
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  — Não estou cantando você, até porque você não me quer — Lipe se ajeita na cadeira e cruza as pernas.
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  — Lipe, meu amor, já conversamos sobre isso… — começa ela, um pouco menos séria. Lipe suspira e sorri.
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  — Eu sei: “nossa relação é melhor como profissionais: fotógrafa e repórter. Somente amigos” — ele diz, imitando a voz da moça.
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  — Vai continuar, comediante?
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  — Parei! Você sabe que eu amo você, não sabe? Nossa parceria é de anos… — diz Lipe e solto um beijinho para ela. ri e amolece a postura na cadeira.
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  — Sei… Tá, continue falando sobre a nem quis saber direito sobre o evento, o interesse dela é sobre a sua banda favorita.
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  — Sim, os organizadores do Anipólitan e do Bon Odori se uniram para fazer um big evento agora em junho — é início de maio.
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  O normal é o Anipólitan ser realizado em dezembro e o Bon Odori em agosto.
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  — Mentira?! — espanta-se , colocando as mãos sobre a boca.
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  — Seríssimo, meu anjo! E mais… — diz ele erguendo o indicador e apontando para cima: — adivinha quem vai cobrir o evento? — questiona o repórter tentando fazer suspense.
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  — Você? — a voz de saiu embargada, se controla para não chorar. Percebendo isso, Lipe segura as mãos dela com força.
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  — Nós dois, sempre juntos! — revela ele, também emocionado e deposita beijos nas mãos dela.
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  Lipe puxa a amiga, ambos se levantam e se abraçam com força. Trabalhar o restante do dia é difícil para ambos. O rapaz fica na redação para concluir duas matérias de última hora que chegam: uma sobre uma possível greve de ônibus na manhã seguinte e uma sobre uma ação solidária às famílias carentes que ocorrerá até às 17h recolhendo alimentos. O relógio indica exatamente 11h45 e o jornal de meio-dia já está no ar. O estúdio fica próximo à redação do Correio e é lá que Lipe vê caminhar na direção da saída. Apressado, o rapaz corre para alcançá-la.
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  — ! — chama ele e a moça para olhando para trás. — Vai almoçar? — pergunta ele assim que a alcança.
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  — Vou comer algo na rua. O chefe pediu para registrar a ação solidária lá no Campo Grande — diz ela. Só agora Lipe percebe que está com sua mochila com as câmeras. — Vai comer agora? Você está com uma cara horrível de fome — ela ri do próprio comentário.
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  — Eu ia te chamar para nós comermos juntos, mas vai lá cobrir a ação — diz ele, meio decepcionado e completa: — Ah, manda as fotos para eu finalizar a matéria, sou eu quem estou escrevendo.
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  — Sempre — pisca para ele e solta um beijo no ar, saindo em seguida.
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   já está na rua onde acontece a ação solidária. Já tem uma fila de pessoas com doações para entregar, enquanto a moça fotografa tudo.
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  — Ah, fala sério que é você quem veio cobrir o evento? — uma voz muito conhecida de diz e a faz olhar para o lado já com um sorriso no rosto.
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  — Olha ele, e aí, homem?! — olha o alto rapaz que tem um sorriso tão feliz quanto o dela. — Só assim para gente se ver, né, senhor Léo?
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  — Não me chame de senhor, não sou velho! — ri o rapaz e dá um abraço nela. — Me diz: o Lipe te obrigou a vir aqui? Aquele malandro não trabalha mais? — ri da pergunta do velho amigo.
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  — Na verdade, quem me mandou foi o nosso chefe — explica ela — Mas, sim, o que você faz aqui?
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  — Eu quem organizei o evento, mulher! Eu tenho que estar aqui — conclui ele, rindo.
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  — Ah, mas que ovo é essa cidade, né? Nunca esperaria te encontrar aqui.
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  — Ah, pois é — concorda ele e completa: — Tá livre depois daqui?
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  — Tenho que mandar as fotos para o Lipe para ele fechar a matéria. Depois não tenho programação. Por quê? Vai me chamar para sair é? — pergunta num tom desafiador.
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  — Olha que eu chamo, hein?!
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  — Demorou muito, bê! — diz ela e vira as costas para ele, que balança a cabeça e ri. Léo dá uma corridinha rápida e se põe à frente dela.
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  — Espera! Tá com muita pressa…
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  — Sempre, meu amor — diz com as mãos na cintura e a câmera pendurada no pescoço.
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  — Quer comer algo depois daqui? — analisa a cara de Léo e ri com o convite.
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  — Não — responde ela.
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  — Não? — questiona ele, incrédulo.
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  — Não — repete e completa: — Preciso falar com o Lipe algo importante.
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  — O que é mais importante do que sair comigo?
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  — Convencido você, hein?
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  — Eu sou importante.
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  — Nos teus sonhos de princesa, Léo — zomba ela e ri. — Oh, eu preciso terminar as fotos do evento, tá? Licença.
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  — — ele segura o braço dela que o fuzila com o olhar. Logo, ele o solta. — Vamos tomar pelo menos um suco, vai? Eu pago.
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  — Claro que você vai pagar. Um suco! — enfatiza ela — Eu tenho que voltar para a redação.
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  Aliviado com a aceitação do convite, Léo se afasta e deixa a amiga concluir o registro do evento que ele organizou. Aproveita para deixar algumas instruções com sua assistente para quando saísse.
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  Após tirar as fotos que precisa, as envia para Lipe junto com uma mensagem carinhosa.
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  12:25 Encontrei o Léo, lembra dele? Pois é, ele quem organizou o evento. Vou sair com ele para tomar um suco e, pode deixar, NÃO HAVERÁ recaída, tá? Nem precisa falar.
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  12:25 Te amo, seu chato ❤️
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   bloqueia o celular e vai até Léo avisar que está livre.
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  Léo é ex-namorado de , eles terminaram há um ano, mas continuam amigos. Ele ainda joga indiretas para ela para uma possível volta entre eles, coisa que jamais ocorrerá se depender de .
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  Eles saem na moto dela e vão até a praça de alimentação de um shopping próximo. Após estacionar, eles entram no shopping e caminham até a escada rolante. O celular de vibra.
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  12:40 Não te digo nada…
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  12:40 Mais tarde te mando as infos do show da , se ainda estiver interessada, né?
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   revira os olhos com as mensagens do amigo, sabe que elas contêm ironia e ciúme. Ela responde com um emoji de coração e volta a guardar o celular.
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  — Foi o Lipe? — questiona Léo, está distraída em pensamentos aleatórios sobre a que lhe passaram na mente enquanto eles sobem as escadas.
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  — Sim. Foi ele sim — ela responde no automático, eles saem da escada rolante e chegam à praça de alimentação.
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  Léo vai até à lanchonete e faz os pedidos de lanches para ambos. Conhecendo bem a , como conhece, sabe que ela não negará um bom lanche com fritas.
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  — Me conta, como tá a vida? — Léo senta-se na cadeira à frente de . Ela volta a se distrair pensando na .
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  — Ah, muito trabalho. Já sabe, né? Eu trabalho oficialmente para o Correio, mas acabo fazendo fotos para todos os produtos da Rede — comenta ela enquanto gira o celular em cima da mesa. — E você? Concluiu a faculdade?
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  — Fim do ano! Não vejo a hora — responde ele, empolgado. — Te quero na minha formatura!
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  — Claro que eu vou!
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  — Será ótimo te ter lá. Aliás — a expressão apaixonada de Léo deixa em alerta para uma possível insistência para voltar o namoro —, sua companhia é sempre maravilhosa — ele fala, meloso, e estica a mão segurando a de que logo recua.
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  — Léo… — alerta ela, desconfortável. — Só suco, lembra?
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  — Mas nós vamos lanchar mesmo…
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  — Você entendeu, não se faça de sonso! — diz ela, um pouco irritada.
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  O celular de toca. Na tela: Lipe.
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  — Oi, Morais! — diz ao atender. Do outro lado, ela ouve o resmungo de Lipe que não gosta de ser chamado pelo sobrenome.
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  — Pare! Não estou mais no Colégio Militar. Deus me livre ri, sabia que o amigo reclamaria.
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  — Se estivesse, teria sido expulso, né? — brinca — A que devo a honra de vossa ligação, meu bem?
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  — Reunião urgente com o chefe, agora!
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  — Ah, Deus, qual o incêndio agora? — resmunga . Sabe que o chefe gosta de exagerar nos assuntos só para fazer os funcionários irem até ele com mais rapidez.
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  — É sobre o show da . Os shows, na verdade — a menção do nome da faz a respiração de descompassar.
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  — Sério? — pigarreia, pois, sua voz sai falha. — Estou indo.
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   desliga a chamada e sente os olhos se encherem d’água. Tudo que ela sempre quis foi cobrir o show de sua banda favorita. É um objetivo da moça que finalmente será alcançado.
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  — Aonde vai, ? — Léo se levanta e a encara com aflição. já está de pé com a mochila nas costas.
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  — Preciso ir, tenho uma reunião urgente agora — diz ela e pega as chaves da moto no bolso frontal da mochila.
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  — E o nosso lanche?
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  — Me perdoe, Léo. Lipe me ligou com urgência e…
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  — Basta ele ligar que você vai feito um robô! — branda ele.
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  — Hey! Se oriente e fale direito comigo, viu? — se irrita e o encara com raiva.
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  — Espera, , eu… — Léo segura o braço dela e apenas o olha enfurecida.
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  — Solta… — diz entredentes.
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  — O que vai ter nessa reunião que é mais importante que nosso lanche?
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  — Não creio que perguntou isso… — já tinha visto essa mesma cena antes, quando namorava o rapaz.
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  — Tem a ver com aquela bandinha de merda, né?
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  — Quem você chamou de bandinha?
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  — … aqueles caras de novo atrapalhando a minha vida — diz Léo com ódio e nojo.
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  — Não ouse falar mal deles — brada ela e completa: — Sabe porque terminamos? Justamente por você nunca me apoiar em nada. Nem deveria ter vindo aqui — despeja ela e sai.
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  — Volta aqui, !
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  Léo grita, mas o ignora.
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  Seu único objetivo agora é chegar o mais rápido possível na sede da Rede Bahia. Ela mal podia esperar para saber mais sobre os shows da em Salvador.
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  A ansiedade toma conta da moça mais do que nunca.
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Capítulo 2 – Volta ao mundo!

  Do outro lado do mundo…
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   está no palco da cidade de Berlin, Alemanha. O público ferve em gritos pela apresentação sempre impecável deles.
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  Apesar de estar suando e de sentir uma dor nas costas que não passa, continua cantando e animando o público com o mesmo entusiasmo do início do show. Ao seu lado, um pouco afastado, está , seu parceiro de canto e amigo. O rapaz é o mais animado no palco, mesmo sentindo dor no joelho.
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  — Obrigado, Berlin! — grita , em , ao fim do show.
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  Todos os membros da banda vão para frente do palco e se curvam em agradecimento ao incrível show e ao carinho que recebem do público. Saem do palco e vão direto para o camarim. O momento que e mais esperaram durante todo o show.
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  — Vocês parecem duas velhas com dores — brinca , irmão mais novo de e guitarrista da . — Precisam se exercitar mais — completa ele observando estirado no sofá, com a cara enfiada nas almofadas, enquanto senta-se na cadeira e estica a perna, sentindo o joelho estalar.
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  — Eu me exercito todo dia pela manhã — comenta com certo orgulho de seu lado fitness.
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  — Você, eu sei — diz e vira o olhar para o irmão em seguida —, mas esse aí — aponta para — só sabe jogar o dia todo de folga.
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  — Eu faço o que eu quero na minha folga, ! — a voz de sai abafada, pois ele ainda mantém o rosto nas almofadas.
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  — Não te ouvi, mas sei que está dando uma desculpa desaforada — ele ri e caminha até o irmão. — Quer massagem? — questiona ele. vira o rosto para encarar o irmão.
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  — Com suas mãos de pedra? Não, obrigado — volta a fechar os olhos e sente as costas reclamarem. Ele geme de dor.
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  — Então fique com dor. Ranzinza! — diz , rindo e volta à mesa de petiscos apanhando uma porção de queijo.
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  — Só estou com dor no joelho, normal porque eu tenho uma lesão nele — defende-se , retomando o assunto.
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  — Você fala nessa lesão o tempo todo — brinca falando de boca cheia e sentando-se no chão em frente ao sofá onde está deitado. — Não cansa, não?
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  — Não tenho culpa de ter essa lesão — ele diz.
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  — Na verdade, tem sim — coloca mais um pedaço de queijo na boca. — Se não bancasse o jogador de futebol, nada disso teria acontecido — os demais concordam, rindo.
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  — Yah! Mas eu sou jogador, ué — diz e solta uma gargalhada.
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  — Conta outra, ! Você enrola mais do que joga.
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  — Tenho que concordar com o levanta o rosto e diz, recebendo um olhar fuzilante do amigo.
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  — Falou o super atleta — debocha ele, em defesa de si mesmo.
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  — O atleta online — completa o deboche e recebe um cascudo do irmão.
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  — !
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  — Vocês têm inveja de eu saber jogar melhor que vocês.
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  — De que adianta saber jogar online se você não tem uma namorada? — provoca .
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  — E de que adianta ser um pseudo-atleta e malhar todo dia se você também não tem uma namorada? — rebate .
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  — Nenhum dos argumentos faz sentido — fala . — Vocês dois estão solteiros porque não estão abertos a ter uma relação de verdade.
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  — E você está, irmãozinho?
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  — Estou — dá de ombros. — Tanto que estou quase namorando — a revelação dele espanta a todos.
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  — Com quem? Ela sabe que estão namorando? — brinca , rindo.
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  — Claro que sabe, seu idiota — ofende-se o mais novo e completa: — Ela se chama Aimi.
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  — Hm… Aimi-chan, e ela existe mesmo ou é um delírio da sua mente?
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  — Cala essa boca, ! — grita , irritado enquanto todos riem dele.
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  — Estamos brincando, dá um tapinha no ombro dele, ainda deitado no sofá. — Estou feliz por você, irmãozinho.
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  — Obrigado — agradece ele com um sorriso.
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  Nesse momento, o empresário da entra no camarim e é cumprimentado por todos os integrantes, o homem tem um semblante contente. Vem notícia boa por aí.
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  — Bom que todos estão aqui, tenho uma boa notícia para dar — diz ele, animado.
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  — Então fala, Mori-san — diz , ansioso.
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  — Lembram do grande evento no Brasil que comentei com vocês?
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  — Sim, em Salvador, certo? — questiona , que ainda está deitado com o rosto virado para o lado, ainda sente muitas dores nas costas.
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  — Hai, recebi a ligação dos organizadores do evento e eles confirmaram o interesse no show de vocês nos dois finais de semana! — anuncia ele, animado.
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  — Wow, incrível!! — todos dizem fora de ordem e tão animados quanto o sr. Mori.
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  — E quando será? — pergunta .
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  — Agora em junho — responde o homem e completa: — Eles avisaram também que fizeram parceria com um grande jornal da cidade para divulgar e cobrir o evento. Designarão dois repórteres para passarem essas duas semanas conosco, passeando pela cidade, fotografando o show e, claro, entrevistando vocês.
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  — Adorei! — anima-se .
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  — Não tivemos oportunidade de conhecer tanto a cidade quando fomos em 2015, será uma oportunidade incrível voltar agora três anos depois — diz .
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  — Sim, sim — concorda com o irmão.
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  O senhor Mori continua explicando mais sobre o evento e o passeio que farão por Salvador com os repórteres mencionados. Ainda faltam algumas semanas, mas os rapazes não veem a hora de pisar em solo baiano para esse grande e incrível evento.
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  Finalmente consegue chegar à sede da Rede Bahia que nem fica tão longe de onde estava antes, mas, devido ao horário, a moça pega um engarrafamento para atravessar os dois bairros que separam ambos os locais. A jovem sobe de elevador até o segundo andar, onde fica a sala de seu chefe. Lipe avisou que a esperariam lá.
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  — Com licença, sr. Medeiros, cheguei — anuncia , um pouco ofegante ao abrir a porta da sala dele e enfiar a cabeça para dentro dela.
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  — ! Por favor, entre! — convida ele, solícito e sorridente.
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  A moça entra na sala e fecha a porta. Lipe já aguarda por ela junto com o chefe que está super animado com a nova parceria com os organizadores do Anipólitan e Bon Odori. A cadeira vazia ao lado de Lipe é o lugar que fica por quase duas horas de reunião que sucede. Nela, Otto Medeiros, redator-chefe do Correio, explica que o evento intitulado de “Bon Anipólitan” acontecerá nos finais de semana de 15 e 16 de junho e 23 e 24 de junho, com a presença garantida de algumas das maiores bandas que interpretam músicas-tema de animes e doramas, dentre elas: a . O evento contará ainda com as tradicionais apresentações típicas da cultura japonesa, além dos estandes onde vendem artigos da cultura pop dos animes e doramas. Também não se pode esquecer do concurso de karaokê e cosplayer que são bem disputados.
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  [OFF] Os amigos e Lipe já participaram por anos do concurso de cosplayer, sendo vencedora por três anos seguidos quando se vestiu respectivamente de Bulma (Dragon Ball Z), Sakura (Naruto) e Diane (Nanatsu no Taizai).
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  — … a irá tocar nos dias 15 e 24 de junho, sábado e domingo, e vão ficar aqui durante duas semanas e meia, direto — termina Otto de explicar.
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  — Duas semanas direto? — espanta-se .
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  — Sim e vocês dois, meus amados e competentes profissionais, irão participar da cobertura completa do evento e do passeio pela cidade com a — diz ele e completa: — A ideia é fazer imagens tanto para nossa matéria quanto para o documentário que eles farão sobre a vinda à Salvador.
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  — A fará um documentário do evento aqui?
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  — Sim, Lipe e vocês irão registrar tudinho. Lipe, você ficará responsável pelas entrevistas e o roteiro do passeio deles em Salvador.
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  — Pode deixar, chefe — Lipe diz, prontamente.
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  — E você, , registrará tudo com fotos e vídeos, sei que, como fã deles, você trará um olhar especial para o público que verá o documentário e nossa matéria. Certamente irão adorar, já que você tem essa sensibilidade através das imagens que registra — ele conclui, rasgando elogios à funcionária que fica envergonhada brevemente.
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  — Agradeço pela confiança, chefe — ela diz, emocionada.
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  — Aqui está o dia e o horário que eles vão chegar. Obviamente, assim que pisarem em solo soteropolitano, eles serão responsabilidade de vocês dois, ok? — Otto entrega um papel com as informações sobre o hotel e o dia de desembarque da .
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  — 5 da manhã?! — espanta-se Lipe ao ler.
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  — Fuso horário — Otto ri da reação do rapaz.
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  — Eu nem vou dormir… — comenta .
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  — Não tenho dúvidas! Ainda vai levar um rádio ligado com as músicas da para tocar no aeroporto — brinca Lipe.
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  — Excelente ideia, amigo!
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  Lipe revira o olhar, arrependido de ter dado essa ideia para a amiga. Findada a reunião, ambos voltam para seus afazeres de fim de tarde. Às 17h, como de costume, eles estão livres para irem para casa. volta para seu apartamento, no bairro dos Barris, próximo à sede, pensando no super encontro que terá com seus ídolos em algumas semanas, ela mal via a hora. Ela estaciona sua moto na garagem do prédio e sobe dali mesmo para seu apartamento no sexto andar; ao trancar a porta, após entrar, joga sua mochila e chaves em um sofá e se joga no outro suspirando cansada. Que dia! Tantas novidades boas sobre algo que só acontecerá daqui há semanas, mas que já mexe com os sentimentos da moça.
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  Onde aperta para acelerar o tempo mesmo?
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Capítulo 3 – A primeira impressão é a que fica?

  12 de junho, quarta-feira, 3:32AM
  Aeroporto Internacional de Salvador

  Como previsto por ela mesma, não dormiu durante à noite de tão ansiosa que está. Ela leva uma garrafa térmica com café para o aeroporto, onde está agora, para tomar durante a manhã; se manter acordada é importante na frente dos caras da . O voo da banda está previsto para chegar às 5AM em ponto, vindo de São Paulo, onde fará escala. Pela hora, eles já estão a caminho de Salvador e esse fato só faz a ansiedade da moça crescer; ela aguarda, sentada nas cadeiras do saguão de desembarque nacional no aeroporto quase vazio, à essa hora há poucas pessoas viajando ou desembarcando. Lipe ainda não chegou e é para ele que a moça envia uma mensagem. Minutos haviam se passado.
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4:20 Está atrasado, Morais!

  4:35 Já estou chegando, o Uber entrou no Bambuzal agora.

4:35 La ele! (expressão usada para repelir alguma expressão de cunho sexual)

   ri sozinha e observa a movimentação do aeroporto crescer um pouco. Ela levanta-se e vai para frente do desembarque nacional aguardar por Lipe que logo aparece com uma cara de sono surreal.
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  — Meu Deus, que sono é esse?! — espanta-se , rindo do amigo ao se aproximar dela.
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  — O sono de quem acordou após duas horas dormindo — diz ele após terminar de bocejar longamente.
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  — Por isso que eu não dormi — ela ri novamente e estende a garrafa térmica para ele. — Quer café?
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  — Ah, quero sim, por favor.
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  — À vontade, meu amigo.
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  Lipe pega um copinho descartável e serve-se do café de que ele julga ser um dos melhores da Bahia.
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  — Hm… — resmunga ele, chamando a atenção de que mexe no celular e toma mais um gole de café — Esqueci de te contar, foi mal! Nós temos reservas no mesmo hotel da — Lipe esquece do fator surpresa de estar tomando café na hora em que ele revela esse detalhe, a moça engasga-se com o líquido quente. — Ai, meu Deus, desculpa, ! — ele ri rapidamente e dá tapinhas nas costas dela.
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  Após se recuperar do engasgo, a moça o encara espantada.
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  — Como assim?
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  — É, foi exigência da produção da . Querem que estejamos sempre por perto, já que vamos fornecer as imagens para o documentário deles, né? Compreensível — explica ele e completa: — E nós estamos “de folga” do Correio. Entre aspas porque estaremos teoricamente trabalhando, né?
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  — Ai, meu Deus…
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   sente a respiração acelerar junto com as batidas de seu coração, o fato de estar no mesmo ambiente que a já a deixa nervosa, imagina dormir próxima a eles. Mil pensamentos passam ao mesmo tempo na mente dela nesse momento: em que andar será o quarto dela? E o andar deles, qual será? Será que eles são mesmo pessoas respeitadoras? Será que ela conseguirá resistir ao charme deles? Sim, porque eles são ídolos dela há anos e ela teve – ou tem – uma paixonite pelos dois vocalistas da banda: e .
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  — 5 da manhã. Puta que partiu, o avião pousou — avisa Lipe e dá um salto no corpo e sente a pressão cair levemente.
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  É chegada a hora, finalmente o avião da pousa, ela confere isso ao olhar no painel de voos que mostra que o avião deles está na pista. Imediatamente, os olhares de Lipe e recaem sobre o local de desembarque e aguardam pela chegada dos rapazes que não tarda a acontecer.
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  Minutos depois, as figuras medianas dos integrantes da caminham pelo grande salão na direção da saída, onde e Lipe estão parados à espera deles. De longe, caminhar com um travesseiro de pescoço pendurado na nuca, óculos escuros e fones de ouvido, ele mexe no celular enquanto anda lentamente, sua mochila pendurada em um de seus ombros. Já vem caminhando logo atrás dele e também possui fones de ouvido e a mochila nas costas, seu andar lento e os cabelos caídos nos olhos balançando pelo movimento de seu corpo. Ambos fazem se perder um pouco no que está pensando.
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  Como podem ser tão fofinhos assim?
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  A moça só volta à realidade quando recebe um cutucão de Lipe, ao notar o porquê, percebe que os rapazes estão cada vez mais próximos deles. Ela engole em seco.
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  — Sejam bem-vindos à Salvador, ! — diz Lipe e se curva levemente para cumprimentar os rapazes que retribuem o cumprimento. , segundos depois que todos já se levantaram, se curva em respeito. solta uma risadinha por causa disso.
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  — Bem-vindos — ela diz, sem jeito, sentindo-se uma garota de 13 anos envergonhada na frente dos ídolos. De onde veio esse nervosismo todo? Essa vergonha toda?
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  — Eu sou o Lipe — diz o rapaz apresentando-se —, sou o repórter do Correio e essa é a — ele aponta para a amiga que sente o rosto esquentar ainda mais ao receber os olhares de todos —, ela é a fotógrafa e será nossa cinegrafista — explica ele e os rapazes a cumprimentam com gestos de cabeça.
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  — Obrigada por seu trabalho, -chan — eles dizem meio descoordenados, mas soam compreensíveis.
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  — Fizeram boa viagem? — indaga Lipe enquanto começam a caminhar até a saída do aeroporto.
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  — Sim, fizemos, obrigado — responde , solícito. — Ah, creio que já saibam nossos nomes, né? — ele diz com um sorriso meigo no rosto.
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  — Sim, sabemos sim, -san — responde Lipe.
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  — Oh, apenas , por favor, né? — pede ele.
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  — Ok, ok, — fala Lipe e ele engata uma conversa com o rapaz.
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  Após embarcarem na van que a produção do Bon Anipólitan contratou para levar todos para o hotel, todos começam a conversar bastante uns com os outros. No trajeto, consegue falar mais com que se senta ao lado dela e de Lipe nos bancos atrás do motorista. Já está conversando com o irmão e o produtor da banda. nota que ele é mais sério pessoalmente do que aparenta ser pelos vídeos que já viu da banda em entrevistas. Já é o cara fofo e receptivo que sempre se mostrou ser.
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  Os rapazes da já estão em seus quartos individuais, Lipe também já se acomodou em seu quarto no hotel. é a única que ainda não está acomodada, apesar de ter feito o check-in, a moça logo pega um Uber e vai para seu apartamento fazer uma mala para ficar no hotel. Ela deixa seu gatinho, Kurama, sobre os cuidados de sua amiga e vizinha e logo volta ao hotel para se instalar com mais conforto lá. O hotel está localizado no bairro da Barra, que fica na orla de Salvador, aliás, é o bairro favorito de , pois é onde tem o Farol da Barra, local favorito da moça e de onde é possível ver um dos pôr-do-sóis mais lindos já registrados. É uma vista de tirar o fôlego, realmente.
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  Antes de conhecerem o bairro onde estão hospedados, os rapazes da são levados por Lipe e até o Pelourinho, é por volta das 14h e eles estão andando pelas ruas de pedra do lugar que tem muitas vielas que dão em outras vielas, um verdadeiro labirinto. Mesmo conhecendo bem o lugar, às vezes, se perde andando por ali.
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  — Vai fitinha, pai, vai fitinha! — diz a voz de um vendedor de fitinhas do Senhor do Bonfim, um dos santos cultuados na cidade, e estende algumas peças na direção de que se assusta com a abordagem.
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  — Oh, desculpe, eu não… — ele diz, em inglês, tentando se comunicar com o vendedor, que parece ignorar a expressão de quem não está entendendo nada que faz agora.
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  — Fitinha, fitinha Bonfim, leva, fitinha! — insiste o vendedor.
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  Ao ver o ídolo passar apuros, se aproxima à passos largos para ajudá-lo.
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  — Oh, meu filho, qual foi?! — ela diz para o vendedor que logo nota o sotaque baiano da moça e desarma sua postura de vendedor.
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  — Ih, filha, não venha me atrapalhar não, viu?! — reclama ele e encara os dois. se põe na frente dele.
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  — Olhe só, deixe ele em paz. Ele não quer nada não — determina ela e põe as mãos na cintura, tem uma visão traseira da moça, visão essa que lhe agrada bastante, mas ele não se deixa demonstrar.
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  — Virou mãe dele agora, é? — rebate o vendedor.
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  — Não, mas sou amiga dele e, portanto, sei o que ele quer ou não. E ele não quer nada de você, sai daqui e deixa o cara — brada ela, irritada.
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  — Tá tudo bem por aqui, ? — diz Lipe, se aproximando da confusão.
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  — Esse cara quer empurrar fitinhas para o e eu estou ajudando-o. O cara nem está entendendo nada, tadinho, ele está assustado — ela se vira para que rapidamente levanta seu olhar para os olhos de .
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  — Está tudo bem, , eu compro — diz .
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  — Você quer comprar?
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  — Se for para fazer você ficar mais calma, eu compro — ele diz num tom preocupado.
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  — Eu não estou nervosa, — defende-se ela.
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  — Me parece estar, não quero que se preocupe comigo, então irei comprar o que ele tem para vender, está bem? — diz ele e tateia os bolsos da calça atrás de sua carteira.
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  — Não, segura o punho dele e os olhos de voltam a encará-la, um arrepio gostoso lhe percorre. — Desculpe — ela percebe que se excede e solta o braço dele, pigarreando em seguida.
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  — Tudo bem, , eu… — inicia ele, mas são interrompidos pela voz de Lipe.
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  — … sai daqui seu doido, vai roubar a puta que pariu! — xinga o rapaz, e olham para a cena e veem o vendedor correr assustado.
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  — Lipe, o que houve? — pergunta .
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  — Aquele filho da puta tentou roubar meu celular, é mole?! — diz ele, indignado.
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  — Mentira?
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  — Pois eu estou dizendo que é, mulher — repete ele. — Que desgraçado, rapaz, eu vou chamar a polícia — determina ele e sai andando a procura de um policial.
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  — Poderia ter sido eu, né? — a voz de sai sem jeito e sorri com a expressão fofa que ele faz agora.
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  — Fofo — diz ela no idioma dele. — Mas que bom que não foi, né?
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  — Obrigado por me ajudar, -chan — agradece ele.
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  — Disponha, sorri e sente-se um pouco menos culpado pela confusão que arranjou involuntariamente.
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  Após o episódio com o vendedor de fitinhas, eles continuam o passeio e tiram bastante fotos. já está mais à vontade perto dos ídolos e até consegue fazer algumas brincadeiras com eles, que aceitam numa boa. Ela tira muitas fotos de todos eles, mas, principalmente de e que não desgrudam dela. Há uma explicação lógica para isso: eles são os vocalistas da banda. É natural que os vocalistas apareçam mais nas fotos e filmagens para o documentário, nas entrevistas também é normal que eles falem mais e, portanto, é natural eles conversarem mais com o repórter e, principalmente, com a fotógrafa do documentário.
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  Nova parada: Farol da Barra.
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  Ah, o Farol da Barra, que lugarzinho mágico para . Ela não sabe explicar, só sabe que a energia que sente toda vez que vai ao Farol, a qualquer hora do dia ou noite, é incrivelmente grande e especial. São 17h35 e em breve o Sol irá se pôr, estão todos sentados na grama que rodeia o Farol que fica dentro de um forte usado antigamente para guiar as embarcações que se aproximavam na costa baiana. está sentada ao lado de e Lipe, e estão logo depois à esquerda.
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  — E você fotografa desde quando? — pergunta , curioso.
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  — Olha, desde novinha. Acho que por volta dos 9 anos foi quando ganhei uma câmera de minha mãe e comecei a fotografar tudo por aí — diz ela e completa: — Nas festas do colégio era sempre eu quem tirava as fotos — lembra ela.
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  — Oh, que talentosa — elogia sorridente.
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  — Obrigada, , você é muito gentil — ela fica envergonhada e sorri. — Soube que vocês começaram muito cedo a tocar, né?
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  — Sim, há quase 20 anos. Nos conhecemos desde adolescentes — diz ele. — Bom, eu conheço o desde que nasci — brinca ele arrancando uma risada genuína de .
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  — Oh, verdade! — diz ela rindo.
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  — Nossa, que visão linda… — comenta olhando para o Sol que começa a se pôr.
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  — Né? Eu amo esse lugar — comenta , contemplando a beleza da vista.
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  Assistir ao pôr-do-sol na Barra é especial para realmente. Ela sente-se emocionada por estar ali compartilhando esse momento com os ídolos ao seu lado. Não sabe mensurar a sensação que tem agora, uma vontade de gritar misturada com uma vontade de abraçá-los fortemente, coisa que ela não fez ainda, apesar de querer muito.
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  A noite cai e todos vão passear pelo calçadão da orla da Barra aproveitando a fresca que faz por estarem à beira-mar. Toda a parte por onde andam é cercada por um muro que foi construído há muitos anos, logo quando a parte da orla foi construída. É nesse muro que eles estão encostados agora, já na parte da praia do Porto da Barra, que fica ao lado do Farol.
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  — Sério? — indaga espantando após ouvir o que acaba de dizer.
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  — Sim — responde ela, rindo.
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  — Como que a praia dali — aponta para a praia do Farol — tem a água mais agitada do que a daqui? — ele aponta para a praia do Porto logo à frente deles. Ele também fica espantando com a revelação.
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  — Loucuras de Salvador, meus queridos — ela diz, simplesmente e ri. — Dizem que tem a ver com a maré daqui, além da água ser bem transparente e calma. Ideal para quem não sabe nadar direito, pois dá para ficar tranquilamente sem medo de ondas.
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  — Oh, incrível, né? — dizem e ao mesmo tempo.
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  — É praticamente uma piscina grande, adoro esse lugar — diz Lipe com um sorriso orgulhoso no rosto.
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  — E de noite a água é morna, é por isso que tem gente lá embaixo — explica e os rapazes olham todos ao mesmo tempo para a curta faixa de areia do Porto da Barra que ainda tem alguns banhistas.
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  — Nossa, que legal — diz .
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  — Vamos dar um mergulho? — chama .
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  — Vai lá, , é bom que fica gripado de uma vez — diz retorcendo a boca.
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  — Que maldade, — pronuncia-se , em tom indignado, mas acaba rindo com a reação de que dá uma tapa na nuca do irmão.
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  Eles riem da troca de tapas entre os irmãos e se distraem um pouco do vento gelado que bate em seus corpos. já está acostumada, mesmo assim não deixa de sentir frio nessa parte da cidade e acaba se encolhendo um pouco ficando mais próxima a , que está ao seu lado. Involuntariamente, o rapaz põe seu braço envolto no ombro dela que se permite o contato. está tão quentinho e cheiroso que ela não liga em estar abraçada a ele mesmo estando muito envergonhada.
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  De repente, ela sente um puxão que a faz ir para trás e cair de costas no chão.
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  — Mas que porra é essa, !!! — berra Léo, possesso de raiva.
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  — O que está havendo?! — diz virando-se para ver se está bem, antes dele se aproximar, é barrado por Léo que lhe dá um empurrão.
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  — ! — espanta-se Lipe e se põe próximo à amiga, mas também é empurrado por Léo.
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  — Sai, Morais! Não se mete! — brada Léo, visivelmente bêbado e descontrolado.
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  — O que faz aqui, Léo? — questiona ao se levantar, bastante irritada.
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  — Eu quero saber o que você está fazendo aqui com esses caras?! — rebate ele e segura um dos punhos dela.
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  — Eu não te devo satisfação — sibila a moça. — E me solta, está me machucando — manda ela, irritada.
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  — Você vem comigo — ordena ele e a puxa tentando beijá-la a força.
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   resolve se meter.
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  — Solta ela! — ele puxa o braço de Léo que o encara com muita raiva. — Não é assim que se trata uma mulher.
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  — O que ele disse? — questiona Léo, sem entender o que acaba de dizer. — Não gostei do tom dele.
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  — Me solta, seu bruto — puxa seu braço de volta e se afasta dele, puxando consigo. — Fica longe!
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  — , não me provoque — sibila Léo e tenta puxar a moça novamente, mas não deixa puxando a moça para trás dele.
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   vai ajudar e se põe à frente de todos.
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  — Deixa a -chan em paz — diz ele, vendo que não quer ficar perto de Léo, num tom de muita coragem, pois ele odeia brigar.
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  — Não gostei de você também — ele dá um soco no queixo de que cambaleia para trás.
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  — ! — grita e sai em defesa do ídolo. Léo segura o soco que ela ia dar nele, agarrando seu pulso com força. — Está machucando… — resmunga ela tentando se livrar.
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  — -chan! — tenta ajudar, mas também leva um soco no queixo.
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  — ! Para de bater neles, Leonardo! — brada se retorcendo nos braços de Léo que agora abraça a moça prendendo seus braços com muito mais força que antes. — Para!!!
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  — Eu vou chamar a polícia se você não for embora, cara — ameaça Lipe.
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  — Já disse para não se meter, Morais — brada Léo.
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  — Me solta!!! — berra muito alto e chama mais atenção das pessoas que passam pelo local — Socorro, chamem a polícia, ele está me agredindo!!! — ela continua berrando.
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  — Para de berrar, ! — possesso de raiva, Léo começa a sacudir e a segura pelos pulsos, apertando-os. — Ficou louca?! Para de gritar!
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  — Socorro!!! — grita ela e tenta acertar uma joelhada nas partes íntimas de Léo, mas ele se esquiva a tempo.
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  Usando muita força, consegue se livrar dos punhos fortes de Léo, mas acaba perdendo o equilíbrio e caindo de mal jeito no chão, sente o tornozelo reclamar imediatamente. No mesmo instante, alguns policiais chegam e abordam Léo que está muito irritado e tenta atingir com um chute na frente da polícia, que logo algema ele e o leva preso por agressão à mulher e desacato, pois ele tenta bater em um dos policiais enquanto eles tentam colocá-lo na viatura.
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  — -chan, -chan, você está bem? — indaga agachando-se ao lado dela. Os outros fazem o mesmo.
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  — Estou… ai, meu tornozelo — reclama ela.
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  — Precisa de atendimento médico, -chan — diz em tom preocupado.
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  — Eu, eu estou bem — repete ela.
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  — E por que está gemendo de dor? — rebate .
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  — Não foi nada de mais, gente, sério. Eu vou continuar sendo fotógrafa de vocês mesmo com o pulso doendo e o pé torcido. Não desistam de mim — pede ela, chorosa.
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  — Jamais desistiríamos!
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   e dizem ao mesmo tempo e se encaram brevemente com estranheza. Ignorando a coincidência, se aproxima mais de .
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  — Eu posso te carregar? Você não pode pôr o pé no chão — diz ele.
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  — Po-Pode, — gagueja , sentindo o corpo ficar estranho com a aproximação de .
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  Ele faz o movimento para carregar ela, mas, ao tentar levantar sustentando o peso dela, sente as costas doerem muito e ele para o movimento.
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  — Desculpe, fiz suas costas doerem, , me perdoe — ela diz, sem jeito.
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  — Tudo bem, elas já estavam doendo, não é culpa sua — mente ele.
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  — Deixa que eu te ajudo, -chan.
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   se voluntaria e tenta carregar a moça, mas sente o joelho doer e também interrompe o movimento.
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  — Me perdoe… meu joelho… — lamenta-se ele.
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  — Nossa, vocês dois estão podres, credo! — diz em tom divertido e todos riem um pouco, quebrando a tensão. — Posso, -chan? — pede ele.
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  — Pode sim, — ela sorri e sente os braços dele envolverem suas pernas e sua cintura. Logo ela estava sendo erguida por .
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  — Vamos voltar para o hotel — diz Lipe e todos concordam.
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  O hotel não é tão longe dali, então é fácil para sustentar o peso de até lá. Mesmo ele sendo seu ídolo e ela estar nervosa pela situação em que se encontra, não é estranho para a moça estar nos braços do rapaz. Ele se mostra ser uma pessoa muito gentil e visivelmente forte e parece não se importar de ter esse tipo de contato físico com outras pessoas, ainda mais se tratando de uma fã assumida da banda. Fato que ela nota que não acontece nem com nem com que mal encostam nela ou em quem quer que seja. E, se encostam, são cheios de cuidados.
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  Após chegarem ao hotel, leva até o quarto dela e Lipe ajuda a amiga a colocar gelo no pé dela. Agradecida, se despede temporariamente dos rapazes da banda e de Lipe e fica sozinha no quarto pensando nos acontecimentos das últimas 24h. Muita coisa aconteceu e ela ainda está um pouco tonta com a aproximação que teve com os ídolos. Nossa, é incrível ter essa relação íntima com eles de maneira tão natural. Até mesmo , que à princípio estava um pouco afastado dela, agora está mais receptivo e até brincalhão com a moça.
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  Hoje ainda é quarta-feira e ainda há muita coisa para acontecer. mal vê a hora de chegar amanhã para poder conversar com eles novamente.
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Capítulo 4 – E começa o Bon Anipólitan!

  15 de junho, sábado, 1º dia de Bon Anipólitan!
  Parque de Exposições de Salvador – Paralela

  A movimentação intensa nos arredores e dentro do Parque de Exposições indica que está acontecendo um grande evento ali e realmente está. Hoje finalmente começa o Bon Anipólitan! O frenesi das pessoas circulando pelo local é forte e, em meio a eles, estão e Lipe que parecem ter voltado à adolescência ao passar por todas as barracas que vendem produtos de anime/doramas orientais. É o paraíso para eles.
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  Após comprarem alguns itens colecionáveis que eles ainda não sabem como vão transportar para suas casas, os amigos voltam ao posto profissional e se dirigem até o camarim da , onde a banda os aguarda para registrarem os bastidores do show de logo mais.
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  Ao chegarem lá, são recepcionados por .
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  — Quem é vivo sempre aparece! — brinca ele, sorridente e estende uma lata de refrigerante para ambos.
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  — Obrigada, — diz e pega a latinha.
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  — Valeu, ! Meu favorito — comemora Lipe, abrindo sua latinha e bebendo o conteúdo em seguida.
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  — , está preparada para tirar muitas fotos hoje? — questiona , bastante animado, porém ainda afastado dela.
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  — Sempre, ! — responde ela e dá mais um gole no refrigerante.
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  — Oh, -chan… — inicia , tímido, e caminha até ele que está em pé, encostado na mesa de petiscos.
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  — Tem algo gostoso para comer? Posso? — pede ela apontando para as bandejas.
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  — Claro, fique à vontade, por favor — ele sorri e pigarreia, passando uma das mãos na nuca, coçando o local levemente.
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  — Quer me falar algo, ? — indaga ela, percebendo que ele ia perguntar alguma coisa antes dela interrompê-lo sem querer.
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  — Você está bem? Digo… depois daquele dia, lá na praia, que aquele homem apareceu e… — continua ele, bastante sem jeito.
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  — Ah, sobre o Léo? Eu estou bem sim, . Obrigada por perguntar — ela diz sorrindo e ele fica mais aliviado, soltando um pouco a tensão no corpo que sentia.
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  — Fico feliz que esteja bem — ele sorri de leve e completa: — Ele é seu namorado?
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  — Ex-namorado — enfatiza ela. — E um homem extremamente insuportável e possessivo.
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  — Oh, me desculpe, mas por que você o namorou se ele é assim? — indaga, curioso.
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  — Quando namorávamos ele não era assim, mas depois passou a tentar controlar tudo que eu fazia, com quem eu andava, conversava, o que eu vestia… — enumera ela e suspira.
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  — Que bom que não está mais com ele, então — diz e o encara sorrindo.
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  — Concordo com você, — ambos riem levemente. come mais um salgado. — Isso está uma delícia, nossa — comenta ela e põe a mão na boca para que ninguém a veja mastigando.
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  — Deixa eu provar… — pega um salgado e põe na boca de uma vez, mastigando em seguida.
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  — Wow, comilão — brinca ela e eles riem juntos.
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  — Do que estão rindo? — pergunta , chegando de repente próximo à mesa.
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  — Do quanto o é comilão — explica ainda rindo. — Quer, ? — ela oferece um salgado em uma mão e um sanduíche na outra.
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  — Sanduíche — ele pega o sanduíche e desembrulha.
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  — Só porque é “saudável” — comenta fazendo sinal de aspas com as mãos.
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  — Preciso me manter em forma — diz , dando de ombros e dá uma mordida no sanduíche feito de peito de peru e alface fresco no pão de forma.
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  — Você malha, ? — diz , curiosa.
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  — Sim, todos os dias pela manhã — responde o homem em tom de orgulho. — E você, ?
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  — Ah, eu tenho muita preguiça, mas tenho matrícula ativa na academia. Eu fui alguma vez? Não, mas tenho a carteirinha de lá — comenta ela, rindo da própria afirmação. e riem também.
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  — Deveria malhar, -chan — diz .
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  — não precisa malhar, ela está muito bem… — comenta e logo se interrompe ao perceber que falaria algo além do esperado. — Acredito que seja saudável e não precise malhar para fortalecer os músculos. Certo, -chan? — ele aguarda a aprovação da moça. sorri para ele.
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  — Certinho, .
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  O homem admira por segundos o sorriso dela, até que a voz de seu irmão interrompe sua encarada.
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  — Hora do show, hein!? Reunião aqui! — chama , animado e saltitando até o centro do camarim.
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   limpa os lábios e vai até o sofá pegar sua câmera, ajeitando os cachos em seguida. Logo os rapazes se reúnem no meio do camarim, abraçados, e dizem seu grito de guerra pré-show. registra tudo em vídeo e depois faz uma foto do momento final do aquecimento. Após, cada um vai para um canto se concentrar, cada um tem um ritual próprio para se aquecer para o show e está tirando foto de cada detalhe para colocar nas redes sociais do evento e do Correio, além claro, do documentário que a pediu para ela produzir.
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  A banda deixa o camarim e é seguida pela dupla de repórteres que acompanha todo o caminho até o palco. Lipe decide ficar no backstage em cima do palco, enquanto vai para a parte frontal, no espaço entre o palco e a grade que separa o público. Ao ser anunciada, é ovacionada por todos, incluindo a que sorri ao tirar fotos do momento.
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  Minutos depois…

  O show está extremamente quente e intenso, a plateia urra de alegria cantando as músicas com fervor. está tão anestesiada em poder registrar a tudo que às vezes se esquece de fazer seu trabalho, pois, afinal de contas, está tocando e ela precisa aproveitar também esse momento como fã também. está fazendo algumas poses para ela enquanto toca sua guitarra. , vaidoso, começa a interagir com a moça também, chamando a atenção dela que foca sua lente no homem. Não querendo ficar para trás, também começa a chamar mais a atenção de que vai tirar algumas fotos na frente de onde ele está agora, dançando enquanto canta.
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  Quando a próxima música se inicia, quase tem um surto, pois é sua música favorita e uma das mais animadas da banda. Vendo a empolgação da moça, a chama para subir no palco para interagir com eles dali, mais de perto. Prontamente a moça sobe pela escada lateral e se encontra com eles na frente do palco.
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  — Está pronta? — questiona , no microfone. assente com a cabeça e põe sua câmera no rosto mirando o público. — Quero ver todos vocês — ele aponta para o público — cantando e dançando com a gente, ok? — incentiva ele e o público vibra em resposta.
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  — Ok! Vamos lá, então! — completa e dá o comando: — 1, 2, 3, GO!!!
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  Nesse instante, todos dão um salto de onde estão e começam a correr aleatoriamente pelo palco, começa a música oficialmente. e comandam a todos que cantam freneticamente no ritmo da música. tenta conciliar as dancinhas com o trabalho de fotógrafa, o que está sendo uma tarefa complicada: tirar fotos que não saiam tremidas demais. De qualquer forma, ela está muito feliz em participar desse momento épico do show que agora é épico para ela também. A moça passeia pelo palco revezando seus cliques entre a plateia animadíssima e seus ídolos tão animados quanto. No ápice da música, chama para comandar o coro da galera.
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  Energizada com o fluxo bom que essa música lhe passa, ela pega o microfone oferecido por e inicia o coro. Todos do público, ensaiados, repetem cada frase proferida por ela e, na última, soltam um grito de animação. retoma a voz e incentiva a galera com um grito.
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  — Vamos lá, Salvador! — ele grita em e todos vibram.
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  Com o comando da bateria, a explosão acontece e absolutamente todo mundo volta a pular no mesmo ritmo, frenéticos e em êxtase. A música infelizmente acaba e deixa um gostinho de quero mais.
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[📷]

  São exatamente 19h47 e todos chegam ao bar Di Prosa que também fica no bairro da Barra, onde está localizado o hotel que estão hospedados. A ideia é proporcionar aos caras da um rolê diferente por Salvador, logo após o show de hoje, rolê além do turístico básico em visitas aos pontos turísticos típicos da cidade. A ideia é fazê-los experimentar como é a vida de um soteropolitano* nato.
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  *Soteropolitano: aquele natural de Salvador/BA.
  Os rapazes sentam-se nas cadeiras da mesa próxima ao palco onde há instrumentos e pessoas arrumando tudo, certamente terá música ao vivo em algum momento da noite. e Lipe sentam-se com eles também, o rapaz vai até o banheiro assim que eles chegam.
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  — Esse lugar é bem bonito — comenta enquanto se ajeita na cadeira e observa todo o local até onde sua vista alcança.
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  — Né? Eu adoro aqui, sempre que posso frequento esse bar — diz , animada e se volta para que parece apreensivo. — Está tudo bem, ?
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  — Hã? Sim, sim — responde, distraído.
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  — Meu irmão está um pouco distraído desde o camarim — comenta com uma risada presa no canto da boca. lança um olhar de “cala essa boca” para ele.
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  — Foi? — diz e sorri. — Mas, o sempre me pareceu um pouco distraído.
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  — Hã? — surpreende-se ele.
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  — Ah, me desculpe, — ela diz, envergonhada e sentindo que falou demais.
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  — Oh, não se preocupe, -chan, eu… eu sou um pouco distraído mesmo — ele sorri, acalmando-a.
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  — O é mais — lança , de repente.
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  — Hã? — diz e todos riem bastante. — Do que estão rindo? — questiona, confuso.
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  — Da sua lerdeza, — explica ainda rindo.
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   se irrita e fica emburrado por alguns minutos. Nesse meio tempo, Lipe volta do banheiro e eles fazem o pedido ao garçom que traz bebidas e petiscos para todos. Os rapazes da banda pedem drinks aleatórios, apenas e não sabem o que vão pedir e seguem a sugestão de , pedindo caipirinha. Dando pequenas bebericadas nas caipirinhas, os dois aproveitam a bebida e a julgam excelente, acabam pedindo mais algumas doses. Intercalando com a caipirinha, pede algumas doses de tequila, sua bebida favorita, agora empatada com o drink brasileiro.
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  Por volta das 20h30 começa a tocar uma banda ao vivo, inicialmente eles começam a tocar músicas aleatórias e as pessoas não prestam muita atenção. Em dado momento, buscando ter mais atenção dos ocupantes do bar, o vocalista da banda anuncia no microfone que eles estão aceitando sugestões de músicas para incrementar o repertório e agradar a todos.
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  — Levanta a mão, — insiste Lipe pela terceira vez.
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  — Não, sai Lipe! — pede ela, rindo.
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  — Aqui, oh! — grita Lipe, com a mão erguida para o vocalista, chamando a atenção dele. — Ela quer dar uma sugestão.
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  — FELIPE MORAIS! — berra e vê que todos os olhares estão sobre ela, incluindo dos rapazes da , que riem da expressão de susto e raiva que ela tem no rosto agora.
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  — Venha aqui na frente, binha — “binha” é um jeito que todo mundo qualquer mulher. Equivale a “moça”, seu masculino é “binho”.
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  Sem jeito, levanta, deixando seu copo de tequila em cima da mesa e jogando os cabelos para o lado, e caminha até o vocalista que envolve o braço livre no ombro dela. Tal gesto faz e erguerem levemente seus corpos, feito suricatos, e observarem mais atentamente a cena.
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  — Qual o seu nome? — pergunta ele.
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  — Pode me chamar de — responde a moça sentindo o rosto esquentar de vergonha pelos olhares de todo o bar.
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  — … ok, , qual música você quer que a gente toque?
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  — Hm… Que tal um pagodão?! — diz ela e ouve um burburinho de aprovação. — Acho que a galera curtiu — ela ri com a reação de todos.
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  — Isso aí, ! — grita Lipe. — Dança para gente também! — berra em tom de orgulho.
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  — Tu dança também, é? Roooi — o vocalista se anima — ‘Cê dança para gente? Só se você se sentir à vontade, gata. Tu é gata, viu? — diz ele, de repente.
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  — Obrigada — ela fica sem jeito toda vez que a elogiam. — Eu danço sim. Toca aí!
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  Ela se anima e decreta que irá dançar. Logo começa os primeiros acordes de Elas Gostam (Popa da Bunda), Psirico feat Àttoxxá, ouve-se gritos de aprovação e começa a dançar timidamente. Conforme a música vai avançando no ritmo, a moça se empolga e começa a dançar como dançaria se estivesse sozinha em seu apartamento. Ela usa um short jeans e isso combina com a música. Na parte do refrão, ela vira-se de costas e começa a rebolar, quicando nas próprias pernas, no ritmo da música. Todos começam a vibrar e cantar junto, algumas pessoas levantam, ainda próximas às suas mesas, e dançam também. Começa uma grande comoção de dança no bar. Sem perder a vibe animada, o vocalista faz sinal para sua banda e eles emendam mais músicas de pagode baiano. Nomes como Leo Santana, Parangolé, Kim Sola, MC Mari e O Poeta animam a todos. Intercalando com essas, a banda toca também Pitty o que agrada a todos, já que a cantora é baiana e é quase unanimidade entre a população; nessa hora, pega o microfone para cantar, ato que deixa e muitos surpresos com a voz da moça e sua performasse no palco como dançarina, principalmente.
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   dá a ideia de tocarem alguns funks e logo é atendida, começa a tocar Bonekinha, Gloria Groove e a moça se empolga muito, é uma das músicas que ela mais gosta. Da mesa onde estão os rapazes, observa boquiaberto a dança sexy feita pela recém-amiga. não consegue ter outra reação a não ser o espanto e o tesão que sente por ver a dança dela. Ambos tentam não demonstrar o que sentem, apesar de ser bastante difícil para eles.
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  Já passa das 22h e não voltou para mesa, ainda está dançando próxima à banda, durante esse tempo, Lipe levou drinks para ela se hidratar. Um dos clientes do bar sugeriu tocar Calcinha Preta e sucessos como: Hipnose, Manchete dos Jornais e Mágica são tocados. O cliente pediu para que continuasse dançando, e dessa vez ela chama Lipe para acompanhá-la. e ainda estão bastante tensos com as danças e ritmo da moça.
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  Hipnotizados é a palavra mais correta.
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[📷]

  São quase 1h da manhã e todos retornam ao hotel, cansados, porém muito felizes, e bêbados, com a noite agitada que tiveram no Di Prosa e cada um vai para seu quarto. entra no cômodo e se joga na cama com o rosto para baixo sentindo o corpo reclamar de toda a movimentação que fez. O tornozelo torcido dela dói bastante agora que ela tira a sandália que calçava, arremessando-a para algum canto do quarto. Quando a moça toma coragem, minutos após sua chegada ao quarto, para tomar banho, ela ouve batidas à porta.
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  — Quem será? — questiona para si mesma, levantando-se e indo até a porta, abrindo-a em seguida. — ?! — espanta-se ela.
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  — Desculpe-me pelo horário, -chan, mas… — inicia ele, tímido.
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  — Aconteceu algo, ?
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  — Podemos conversar um pouco? Estou um pouco agitado ainda — revela ele.
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  — Claro, entra — sai da frente da porta e abre mais para que ele possa passar, fechando a porta em seguida. — Não repara a zona que está isso aqui, por favor — pede ela, envergonhada.
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  — Tudo bem — ele dá um sorriso acolhedor e para perto da mesinha que há ali encostada na parede.
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  — Pode sentar, , fica à vontade — convida a moça, jogando-se de volta na cama. — Desculpe por eu estar assim, mas meus pés estão doendo. Meu tornozelo torcido, principalmente.
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  — Tudo bem, , fique à vontade, por favor — diz ele e senta-se na ponta da cama bastante tímido. Nem ele sabe ao certo o que foi fazer no quarto dela.
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  — Pode deitar se quiser, sei que tem dor nas costas e essa posição não é confortável.
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  — Ah, estou bem aqui — diz ele com o corpo rígido e virado para frente, evitando olhar diretamente para .
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  — Não seja tão formal, . Deita aí — ela ergue o corpo e puxa ele pelo ombro, forçando-o a se deitar. — Bem melhor — diz ela, satisfeita ao vê-lo deitado, ainda que um pouco longe dela.
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  Minutos de silêncio depois, finalmente diz algo:
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  — Você dançou muito bem hoje, .
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  — Obrigada, , muito gentil de sua parte — agradece ela. — Conseguiu entender as músicas? — questiona ela, divertida.
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  — Quase nada — revela e ri. — São muito difíceis, mas eu gostei das melodias. São diferentes das que estou acostumado.
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  — São boas realmente, eu gosto bastante, apesar de ouvir mais rock — revela .
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  — Interessante, né? — ele sorri, o rosto inclinado pela posição que seu corpo se encontra, os olhos observando a moça sorrir para ele. Institivamente, ele se mexe para mais próximo sem que ela note.
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  — Você deveria ter dançado também — diz , risonha.
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  — Oh, não sou bom em dançar — diz ele, sem jeito.
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  — Suas dancinhas no palco me dizem outra coisa, — eles riem, divertindo-se.
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  — Algum dia você me ensina?
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  — A dançar as danças que eu fiz hoje? Claro que ensino! — responde a moça e completa: — Seria interessante ver você dançar rebolando até o chão! — ela ri e sente o rosto avermelhar.
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  De repente, eles voltam a ficar em silêncio e se encaram de maneira tímida pela situação de estarem à sós no quarto, deitados na cama e tão perto um do outro. A distância diminui mais quando mexe o corpo para mais perto de , os rostos muito próximos, as respirações igualmente pesadas e as mentes igualmente confusas com o clima tenso que se instaura no quarto e a atração física que sentem, cada segundo mais forte. Uma das mãos de é erguida por ele e repousa lentamente sobre o rosto de que sente o local aquecer ainda mais e curte o toque da mão dele, tão aconchegante. Antes que fizesse algo no qual se arrependesse por não conseguir parar, retira sua mão do rosto dela, erguendo o corpo rapidamente e pedindo desculpas. Feito isso, ele se levanta da cama, apressado. o acompanha e pede para ele ficar, mas ele volta para seu quarto sozinho e confuso com as sensações que sente agora.
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   volta a se deitar sozinha na cama, dessa vez com o rosto para cima, e observa o teto do quarto. Por que saiu daquela forma? Por que se aproximou dela daquele jeito? Será que… não, não, nada a ver.
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  O toque insistente de seu celular a faz pegar o aparelho, raivosa, e olhar as mensagens que Lipe envia para ela no WhatsApp.
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01:26 O que quer, Morais?

  01:26 Eu vou contar pro e pro que você os ama! KKKKK

01:26 NÃO SE ATREVAAAAA
01:27 Se tem amor à sua vida, não vai contar porra nenhuma, Morais! Eu te mato!

   bloqueia o celular e o joga para outro canto da cama, irritada com a brincadeira de Lipe em contar para os rapazes que ela tem um leve crush nos dois. De repente, ela ouve novas batidas à porta. Achando se tratar do Lipe, ela levanta irritada e pega um copo cheio de água que há na mesinha, caminhando até a porta. Assim que a abre, ela joga o líquido no rosto da pessoa parada à frente dela e se arrepende amargamente ao ver que se trata de e não do Lipe.
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  — Meu Deus do céu, ! — grita ela, ficando trêmula de nervoso. O rapaz tenta se recompor do afogamento. — Me perdoe, , meu Deus, eu achei que fosse o Lipe!
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  — Você queria matá-lo afogado, né? — brinca ele e tosse um pouco. — Está tudo bem, — diz enquanto aperta o nariz com força, pois entrou bastante água ali. — Ai… — reclama.
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  — Entra, entra, por favor — ela o puxa pelo punho e o rapaz entra no quarto, meio cambaleando e para perto da mesinha enquanto ainda aperta o nariz, sentindo-o arder. — Toma, se enxuga — entrega uma toalha limpa para ele que logo enxuga o rosto e parte do cabelo.
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  — Não fique assim, , eu estou bem — ele diz, ao ver que a moça ainda está apreensiva com a situação.
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  — Sou uma desastrada, deixa eu te ajudar — puxa a toalha da mão dele e começa a enxugar os cabelos de , esfregando sua cabeça com calma, apesar de estar bastante nervosa.
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  O silêncio volta a tomar conta do quarto e ambos se sentem desconfortáveis com isso. Os movimentos feitos por vão enfraquecendo, ergue uma de suas mãos e segura o pulso dela com delicadeza, abaixando-o enquanto a encara. Os olhos de querem dizer algo para que ela não consegue decifrar o que é de fato, a moça sente seu corpo ficar estranho, da mesma forma que ficou quando e se aproximaram dela para carregá-la quando ela torceu o pé naquele dia. Eles têm quase a mesma altura, o que facilita a aproximação de que quase encosta seu rosto no rosto da moça à sua frente, mas interrompe o movimento, sentindo-se invasivo demais e deixando o quarto de imediato.
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   se vê sozinha novamente e com mais perguntas rondando sua mente sobre as atitudes de e . Por Deus, o que foram esses quase beijos? Meu Deus, como ela queria ter tido a coragem para prosseguir no momento em que eles travaram. Como ela queria voltar um pouco no tempo e beijar os dois. Mas, ela não pode. Eles são seus ídolos. Ela não pode. Ela não pode? Será que ela não pode mesmo sentir atração física por eles? Ela não pode ter tesão por eles que, antes de serem seus ídolos, são homens atraentes?
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  Com todos esses questionamentos em mente, não consegue adormecer. Apenas fica deitada na cama, encarando o teto, e sentindo a cabeça pesar em confusão e o coração pulsar em muitos sentimentos.
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  NOTA: Todas as músicas e artistas mencionados nesse e nos capítulos seguintes estão disponíveis na playlist de “HIDAMARI” no Spotify. <3

Capítulo 5 – Bora para a praia, pai!

  16 de junho, domingo, 2º dia de Bon Anipólitan!
  Parque de Exposições de Salvador – Paralela

  Hoje não tem show da e os rapazes aproveitam a folga para conhecer mais sobre o evento de cultura oriental em Salvador acompanhados por seus amigos e baianos: e Lipe que seguem registrando tudo e fazendo entrevistas com eles. Lipe explica aos caras que o evento normalmente é separado, que na verdade são dois eventos: o Bon Odori que trata mais sobre cultura oriental de maneira geral e o Anipólitan que foca em animes/doramas. Ele acaba contando também sobre as aventuras que teve ao lado de quando eles eram, e ainda são, super viciados em fazer cosplays de personagens que eles gostam. fica bastante curioso e mostra a ele algumas fotos dela vestida de Bulma e Diane. também gosta bastante ao ver as fotos e diz que ela fica muito bonita vestida daquela forma.
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  Agora eles estão parados em frente a um dos palcos, na plateia, para mais uma apresentação tipicamente japonesa. Eles ficam admirados com a destreza e vigor dos dançarinos que suportam bem o peso dos grandes tambores durante a apresentação. Ao serem avistados ali, os rapazes são convidados para participarem brevemente do show. Tímidos, mas empolgados, eles sobem ao palco, tomando o lugar de alguns dançarinos e seguem a apresentação.
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  — Eles são fodas, né? — comenta Lipe, aleatoriamente segundos depois que eles sobem ao palco, atraindo a atenção de que estava fixa nos rapazes.
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  — São mesmo, né? — confirma ela, admirada. — e são bem mais legais do que eu imaginei — comenta, aleatoriamente.
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  — Né?! Vey, eu achei que eles fossem chatos, principalmente o , mas, porra, eles são bem legais mesmo — diz Lipe e concorda com a cabeça.
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  — A cada minuto com eles eu me convenço de que eles são muito gentis e sinceros em suas atitudes com a gente. Não percebe isso?
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  — Sim — Lipe lança um olhar desconfiado para a amiga. — Estou percebendo outras coisas também — o encara.
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  — Tipo?
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  — Seu interesse por eles.
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  — Felipe! — ela dá um tapa no braço dele. — Para de falar sobre isso, Morais, mais que inferno!
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  — Você nunca me desmente, então deve ser verdade — ele dá de ombros, rindo.
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  — Se mencionar isso para mais alguém eu juro que te afogo na fonte do São Caetano — ameaça ela.
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  — Porra, tão longe assim? — ele ri.
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  — É! Para ninguém te achar, fique aí me provocando.
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  — Pergunta séria agora, — ele diz e apenas olha de canto para ele.
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  — Fala.
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  — Você gosta deles? Estou falando como homens…
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  — Felipe!
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  — Responde, caralho, o que é que tem você responder isso?
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  — Eu não sei, eles são interessantes, bonitos e solteiros.
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  — Ou seja, o tipo ideal para você — brinca ele, fazendo ela rir.
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  — Pois é, mas eles são famosos, não iriam se interessar por mim. Sem chances — diz ela, mas imediatamente pensa na noite anterior e nos quase beijos que deu em ambos.
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  — E o ? — questiona Lipe, de repente, espanta os pensamentos da noite anterior de sua mente.
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  — O que tem ele?
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  — Pegaria ele também?
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  — Pow, o é gato, mas ouvi uma conversa dele com o e parece que ele está namorando. Então, não faz meu tipo mais — brinca , rindo.
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  — Entendi… — Lipe fica pensativo e eles voltam a ficar em silêncio.
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  — Lá vem eles… não fala nada sobre aquele assunto, tá? — alerta ao ver os rapazes da retornando para a plateia.
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  — Pode deixar — Lipe responde, sem olhar para a amiga, ele ainda está pensativo, mas não nota isso nele.
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  Os pensamentos de Lipe estão tão longe que ele não nota que está andando na direção do restaurante montado pela produção do evento onde vende comidas da maioria dos países da Ásia. Ele pensa sobre as palavras de e sobre ela ter algum tipo de interesse verdadeiro no e no . Isso intriga o rapaz e o distrai o suficiente para fazê-lo entrar em modo automático pelo resto do dia.
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[📷]

  Segunda-feira, 8h27, hotel

  A impaciência que Lipe sente agora o faz ficar com o rosto vermelho. Ele está em pé, andando de um lado a outro, no lobby do hotel aguardando a amiga descer. Os rapazes da também aguardam juntamente com mais alguns membros da produção deles. O rolê de hoje será na praia da Barra, que fica perto dali. Quando finalmente dá o ar de sua graça, atrai a atenção de todos, principalmente de e que a encaram boquiabertos. Ela vem caminhando distraída enquanto mexe no celular, o biquini branco-perolado bem cavado em sua virilha, cintura alta, uma saída de praia da mesma cor do biquini e com estampa florida, óculos escuros e os cabelos presos no topo de sua cabeça com uma franja em sua testa.
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   e têm a mesma reação, porém em tempos diferentes: o olhar surpreso ao encarar a moça pela primeira vez que logo dá lugar a vergonha por vê-la com poucas roupas; depois vem a vontade de olhar mais, mas disfarçadamente, cada um deles olha para um ponto específico do corpo da moça – para as pernas e para o busto; frações de segundos depois, os olhares de encanto tomam conta de ambos e, o mais temido por eles, o olhar de desejo os surpreende, deixando-os excitados de maneira involuntária a essa hora da manhã. Todas essas emoções ocorrem em menos de 30 segundos.
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  — Me perdoem a demora, gente — diz assim que chega perto de todos que ainda a encaram.
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  — Tudo bem, — diz que também está encantado pela veste da moça, porém, mais controlado e rindo da reação do irmão e do amigo.
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  — Caraca, , você está parecendo um poodle com esse cabelo, sério! — comenta Lipe, deixando a moça visivelmente sem graça com o comentário. Somente ele ri e completa sua fala: — Achei que fosse vir apenas quando a farofa estivesse na praia — zomba e recebe o olhar irritado da amiga.
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  — Cala a boca, Morais — rebate ela sentindo sua garganta se fechar em um nó.
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  — Vamos, então? — chama .
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  — Ah, temos que comprar roupas de banho para e , né? — comenta um dos membros da produção. Todos encaram os dois.
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  — Oh, verdade — diz .
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  — Tem uma loja no shopping aqui perto que vende sungas, muito boa, inclusive — diz Lipe.
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  — Bom, vão indo lá que eu esqueci algo no quarto, eu alcanço vocês — diz .
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  — Esperamos você, — informa vendo que ela ainda está sem jeito com o comentário de Lipe.
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  — Porra, você sempre esquece de algo, né? — rebate Lipe, meio irritado. — Tinha que ser tu mesmo, oh mulher enrolada!
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  — Cala a boca, Morais! — ela se irrita e grita. — Podem ir, eu alcanço vocês — repete ela e se vira andando na direção de onde veio.
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  Todos se olham assustados e decidem irem na frente até o shopping.
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  Assim que chegam ao shopping, todos vão direto na loja indicada por Lipe. As vendedoras da loja estranham tanta gente para comprar entrando de uma vez, mas atendem a todos. e acham as roupas vendidas ali pequenas demais para eles, nunca usaram nada além de bermudas quando vão à praia. Será estranho se vestirem com sungas.
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  Alguns minutos depois, aparece na loja com os cabelos soltos jogados para um lado de sua cabeça. O penteado novo logo é notado pelos rapazes da banda que se entreolham discretamente.
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  — Olhem essas aqui — diz apontando para alguns modelos que estão na parte de cima da arara da vitrine. — São bonitas e combinam com vocês dois, olha você também — ela o puxa que está um pouco afastado, morrendo de vergonha.
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  — Essa azul combina com você, — comenta , debochando do amigo e recebe um olhar meio envergonhado e semicerrado do amigo. ri.
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  — Experimenta, — sugere e ele a encara.
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  — Acha que ficará bom em mim? — questiona ele, sem jeito.
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  — Acho — responde, simplesmente.
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  — Hm… — ele para e encara a sunga azul com estampa de folhas, segura a peça, puxando-a um pouco do cabide e analisa se deve experimentá-la. Antes de tomar uma decisão que possa se arrepender, ele solta a sunga e agacha um pouco o corpo para pegar as bermudas que estão na arara abaixo.
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  — Não, fala alto e bate na mão de , ri com o gesto dela enquanto filma a reação dos dois olhando as sungas. — A sunga! — ela puxa o cabide da sunga azul da vitrine e empurra na mão de . — E o senhor, … — ela encara o outro que para imediatamente de rir e a encara assustado. — Vai usar essa aqui — escolhe outra sunga da mesma estampa, vermelha e azul, e entrega a . — Estou esperando os dois lá fora — ela avisa e sai da loja.
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  — Vocês vão ter que comprar — zomba deles e ri abertamente.
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   e se encaram e, quase ao mesmo tempo, escolhem bermudas que combinam com as sungas escolhidas por e vão experimentar. Minutos depois, ambos já estão prontos, vestidos com as sungas que escolhe e as bermudas que eles mesmos escolhem para usar. A comitiva sai em direção à praia da Barra que fica há alguns metros do shopping. Ao sentir a areia tocar em seus pés, suspira aliviado pela maciez da areia; já tem dificuldade de andar, pois acha o solo fofo demais. O Sol em Salvador parece queimar bem em cima de suas cabeças, mas, pelo horário, ele ainda não está nessa posição. Apesar do calor intenso que sentem, os rapazes da estão gostando da experiência na praia, ver as pessoas ali se divertindo, lotando o lugar, mesmo sendo uma segunda-feira, acaba sendo divertido para eles também. Todos se acomodam em cadeiras alugadas, leva algumas cangas para espalhar ao lado das cadeiras para quem quiser “pegar uma cor” se torrando no Sol escaldante.
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  1h depois…

   e acham melhor não mostrarem suas novas aquisições da loja de sungas e permanecem de bermuda, assim como todos os outros. Lipe ainda está numa conversa com o sobre assuntos diversos; o produtor e alguns staffs que quiseram acompanhar o passeio estão embaixo do guarda-sol alugado por eles, fugindo do Sol e se hidratando; , e resolvem ir até a água para se refrescar um pouco, é a primeira vez que eles entram ali e logo notam a frieza excessiva da água.
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  — Ohh, gelado! — diz em sentindo o corpo gelar por inteiro.
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  — Sim, sim, a água dessa praia é muito gelada — comenta tendo a mesma reação dele.
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  — Parece que tem um iceberg na água — comenta o rapaz.
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  — Ohh, ! Eu também digo isso sempre, parece, né? — eles riem e sente o rosto esquentar levemente pela coincidência de pensamentos.
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  — Sim!
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  — Obrigada por compartilhar esse pensamento comigo, ! — ela sorri e o homem se sente mais feliz por isso.
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  — De nada, né? — ele também sorri, sem jeito.
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  — Nossa, que gelado! — comenta que entra na água um pouco depois. — Parecem as praias do nosso país, mas acho que aqui está mais gelado, contrasta com o Sol e o calor que faz — ele diz e os outros concordam.
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  — Verdade, — diz . — Lá no a água também é gelada assim?
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  — Oh, sim — responde e eles avançam um pouco mais para dentro d’água.
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  — Há praias que a temperatura chega à 4ºC — explica .
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  — Bem gelado! — diz rindo. — Não sei se aguentaria ficar na água, eu mal consigo ficar muito tempo aqui na Barra, quem dirás.
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  — Dá para se acostumar, eu acho — comenta .
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  — Verdade, né? — concorda .
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  — Ah, vocês estão acostumados com o frio, eu não estou — ela ri e ambos sentem algo borbulhar dentro deles, um arrepio percorrendo seus corpos e não é por causa da água fria.
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  — Mas é bom a água assim para refrescar do calor — diz e concorda.
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  — Vendo por esse lado, então é maravilhoso, porque Salvador é raro fazer frio.
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  — Nem no inverno? — indaga , curioso.
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  — No inverno sim, mas é apenas por um mês ou até menos.
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  — Como assim? — questiona , tão curioso quanto o amigo.
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  — Digamos que, se juntar todos os dias que realmente faz frio, dá mais ou menos um mês, entenderam?
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  — Ahhh — ambos dizem, surpresos.
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  — Pois é, por isso que soteropolitano sente frio com temperaturas não tão baixas assim, estamos acostumados com calor de 30ºC para cima, então qualquer temperatura abaixo de 25ºC já é fria para gente — ela explica e ambos fazem uma expressão surpresa.
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  — Em Tóquio faz bastante calor também, mas, quando faz frio, é sempre próximo de 10ºC.
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  — Ou menos, né? — completa a fala de e o amigo concorda com um gesto de cabeça.
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  — Me lembrem de, quando eu for para lá, não ir durante o inverno — ela pede, rindo.
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  — Seria interessante vê-la com roupa de inverno, — comenta .
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  — Também acho — concorda e completa: — De cachecol e tudo — os dois riem e demora um pouco para rir, mas acaba cedendo.
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  — Algum dia, quem sabe, eu cometa essa loucura — responde a moça rindo abertamente. — Estou feliz em fazer vocês dois se soltarem mais, estavam muito travados quando os conheci — os dois se entreolham.
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  — Você acha? — indaga .
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  — Eu tenho certeza, , principalmente você. ainda falava um pouco mais comigo, mas você sempre ficou tímido.
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  — Ah, você também ficava tímida, — rebate , defendendo-se.
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  — Verdade! Notamos que você ficava sem palavras quando estávamos por perto — completa .
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  — É um complô contra mim? — ela ergue as mãos contra o próprio peito em sinal de surpresa. — Não esperava isso de vocês, gente.
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  — Não precisa ficar assim — diz , risonho, vendo que ela está brincando.
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  — Seus bobos! — os três riem ainda mais e continuam a conversa.
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  Alguns minutos depois, após saírem da água, vê um vendedor de água de coco passar e compra um para experimentar. Os outros fazem o mesmo, Got’s gosta bastante do sabor e acaba comprando mais três para beber mais. Os cabelos ainda molhados jogados para um lado de sua cabeça, posa para o irmão que está com a câmera da em mãos, tirando fotos de todos, até mesmo da dona da câmera. nunca gostou de tirar fotos de si mesma, ela comentou isso com em uma de suas conversas sobre, mesmo assim o rapaz começa a tirar fotos dela sem que ela perceba, fotos aleatórias e espontâneas.
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  A moça encontra alguns conhecidos que estão próximos na areia e está lá conversando com eles, nesse momento toca uma música que faz e terem nostalgia ao ouvi-la. Eles já ouviram antes, mas aonde? Quando chega no refrão de “Ela não quer guerra com ninguém”, da banda Parangolé, ambos percebem que já a ouviram quando foram ao bar e dançou a coreografia da música. Agora, ela também dança a mesma coreografia só que com mais pessoas dançando junto. Assim como no bar, os dois vocalistas têm a mesma reação de excitação ao vê-la dançando.
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  — Fecha a boca, irmão — comenta ao ver boquiaberto observando a moça dançar. Imediatamente, fecha a boca. — Sua a boca está aberta de novo — ele volta a comentar, ainda rindo, minutos depois.
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  — Não enche o saco, ! — diz , irritado e fechando a boca novamente.
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  Distraído, ele volta a olhar para e nota que ela parece discutir com um homem mais alto que ela.
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  — Será que está tudo bem? — comenta ele para Lipe que está ao lado dele sentado na areia. Lipe observa a cena.
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  — Relaxe, a é brava, ela vai sair dessa — responde ele, dando de ombros. — Deve ser algum idiota que está dando em cima dela ou algo assim.
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  — Ohh! — surpreende-se que também assiste a cena. — Não é melhor irmos ajudar?
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  — Não — Lipe volta a responder com a mesma tranquilidade mesmo vendo que o homem segura o punho de agora. — Observem e aprendam mais sobre , caras — completa Lipe e observa a cena.
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  Num movimento rápido, segura os ombros do homem que a importuna e ergue o joelho com força nas partes íntimas dele. Todos que assistem a tudo se espantam.
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  — Outch, essa doeu! — espanta-se erguendo as mãos à boca.
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  — Com certeza — reforça também com as mãos na boca.
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  — Eu não iria querer deixar a irritada, de jeito nenhum — completa e todos concordam, rindo nervosamente da conclusão dele.
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  — Ih, lá vem ela — comenta Lipe ao ver a marchar de volta para onde todos estão.
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  — Segura para mim — ela joga a saída de praia que usava na direção do rosto de Lipe que a segura em seguida.
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  — Aonde vai? — pergunta ele.
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  — Esfriar a cabeça!
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  Sem nem falar mais nada, vai andando na direção da água, os rapazes só veem a moça afundar dentro do mar.
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  Minutos depois…

  Lipe resolve andar um pouco e leva consigo. O rapaz, a todo momento, parece querer perguntar ou desabafar algo com o repórter. Curioso, Lipe começa a instigar o rapaz.
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  — Está gostando do passeio, ? — pergunta Lipe, de repente.
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  — Sim, está bem divertido — responde ele ajeitando os óculos escuros no rosto. — É, Lipe…
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  — Diga — diz ele, de imediato, notando que o outro está aproveitando a oportunidade para falar. — Quer me perguntar algo?
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  — Na verdade, quero sim — diz , sem jeito.
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  — Pergunta, parece importante.
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  — Bom, eu… eu quero te perguntar algo sobre a — a menção do nome da amiga não é esperada por ele, o que faz Lipe encarar , ambos ainda caminhando devagar sobre a areia da praia da Barra.
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  — O que tem ela? — indaga Lipe com o olhar suspenso.
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  — Ela… você que é amigo dela a mais tempo, saberia me dizer se ela… bom, se ela gosta… — ele hesita um pouco, mas acaba completando sua pergunta: — se ela gosta de caras como eu? — Lipe realmente se surpreende com a pergunta de e quase engasga com o próprio ar que respira. Pigarreando, ele diz:
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  — Você diz, de caras de outro país?
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  — É.
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  — Ela nunca comentou sobre — ele mente, porque já disse para ele que, o mais importante para ela, é o cara ser solteiro e gostar dela, não importando a sua nacionalidade. — Por que pergunta isso? Está interessado na ?
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  — Bem, eu… ela é bem bonita e está solteira, né? — questiona com o olhar esperançoso voltado para Lipe.
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  — Está sim, mas… — a menção de um “porém” faz desmanchar sua expressão alegre. — Bem, ela, creio eu, curta mais homens do estilo do Léo, o ex dela.
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  — Ah, aquele cara… — comenta , já cabisbaixo.
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  — É, ele mesmo. Apesar do Léo ser um babaca, faz o estilo da : baiano raiz, forte e alto — de repente, percebe que ele não é tão alto assim para o gosto da moça.
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  — Entendo…
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  — Mas você não me respondeu, , você está interessado nela? — ele volta a perguntar e fica se perguntando se deve ou não contar, mas resolve falar de uma vez.
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  — Quando estávamos no quarto dela, após voltarmos do bar, lembra? — Lipe faz um gesto de cabeça confirmando. — Então, nós quase nos beijamos.
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  — O quê?!?! — espanta-se Lipe.
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  — É, foi estranho porque eu nunca tinha sentido tanto atração por uma mulher dessa forma. Eu não sei explicar direito.
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  — Nossa… e ela… ela correspondeu?
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  — Ela ficou sem jeito, mas não tanto quanto eu fiquei e ainda estou. Eu acabei fugindo e fingimos que nada aconteceu — comenta .
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  — Entendo, esse quase beijo parece ter mexido com você, — comenta Lipe.
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  — Estou com medo dos meus sentimentos — inicia ele. — Sentir essas coisas que nunca senti assim, de maneira tão acentuada e tão rápida, me assusta.
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  Lipe não diz mais nada, a cabeça dele está borbulhando pensamentos diversos, todos eles com um objetivo: sabotagem. De alguma maneira, ele sente ciúmes da amiga; lá no fundo, ele gosta da e deseja ficar com ela também, a ameaça de outro homem com o mesmo desejo ativa a autodefesa de Lipe e o faz cometer algo condenável. Quando está voltando para o local de onde saíram, ele começa a falar a que se lembra de uma conversa que teve com que ela não gosta muito de caras de fora do país, reforçando a mentira que havia contado antes.
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  Pensando nisso, começa a se acostumar com a ideia de que talvez seja melhor não revelar suas intenções com a moça, ele fica cabisbaixo o resto do passeio.
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  Algum tempo depois, chama Lipe um pouco de lado para conversarem sobre a . Para a ainda surpresa de Lipe, e início de irritação, o rapaz faz uma pergunta parecida com a de e – para o total ciúme dele – também diz que quase beijou a na mesma noite que . Traçando a mesma estratégia que usou com o outro, Lipe mente e remente.
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  Também entristecido, pensa que é melhor não contar que se sente atraído pela mulher que ele jamais imaginou sentir de maneira tão fulminante assim.
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[📷]

  Já são quase 14h e todos já estão no hotel almoçando, todos já limpos e cheirosos, porém ainda com calor. Alguns staffs vão para a piscina após o almoço, está dispensada das funções de responsável pelas gravações do documentário, pelo menos pelo restante do dia. Ela resolve revisar as fotos que já tirou sentada em uma das esteiras da piscina.
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  — Posso me sentar? — questiona a voz de e ergue o olhar para encarar o amigo e ídolo.
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  — Claro, , senta aí — oferece ela, sorrindo. — Se quiser, pode pegar os salgadinhos — ela diz referindo-se ao prato com salgadinhos que há na mesinha entre eles dois.
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  — Parecem gostosos — comenta ele, sentando-se na esteira ao lado e pegando alguns petiscos.
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  — Fique à vontade — diz e volta a mexer em sua câmera.
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  — Muitas fotos boas? — diz e estica o pescoço na tentativa de ver alguma coisa.
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  — Quer ver? — questiona a moça.
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  — Claro — ele diz, animado e senta-se ao lado dela na mesma esteira, chega um pouco para o lado para que ele consiga se sentar direito.
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  Ambos começam a ver as fotos e comentar sobre o momento em que cada uma ocorreu.
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  — Ah, nessa hora saltou tão alto que eu achei que ele fosse cair, dessa vez — comenta , rindo.
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  — Verdade! Vocês dão saltos muito altos, eu morro de medo de se machucarem — ela diz e aperta a bochecha dela.
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  — Anos de experiência, , não caímos mais — ele diz, ainda rindo.
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  — Já caíram alguma vez?
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  — Oh, várias! — responde . — , por exemplo, já piorou a lesão que ele tem no joelho por causa de uma queda que ele teve, anos atrás, em um show lá no .
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  — Verdade? — indaga ela, surpresa. — Nem sabia que tinha uma lesão no joelho.
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  — E tem! Ele se diz atleta — ri com a forma debochada que fala do amigo. — Jogador de futebol, daí uma vez ele estava jogando uma partida e acabou torcendo o joelho, ele chorou muito, feito um bebê — completa ele.
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  — Oh, coitadinho! — ela se compadece do rapaz.
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  — Coitado de mim que tenho que aturar ele falar dessa lesão a cada dia. É uma tortura, — comenta com uma expressão de derrota na face, o que faz rir, por saber que ele está zombando do amigo.
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  — Ai,
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  — Ainda tem o e sua dor nas costas que nunca passa — completa o rapaz.
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  — Ah, disso eu sabia — diz.
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  — Pois é, ainda tenho que aturar ele me mandando mensagens dizendo que não aguenta mais sentir dores, mas não tem coragem de procurar um hospital — solta um suspiro.
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  — Ele deveria. também, não é comum sentir tantas dores assim — diz em tom sério.
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  — Eu concordo com você, .
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   e continuam conversando e, no meio do papo, o rapaz acaba falando algo que não deveria sobre seu irmão e sobre seu amigo também. Sem querer, conta para um possível interesse de ambos sobre ela, o que surpreende a moça e a faz mudar de assunto imediatamente, voltando a falarem das fotos tiradas por ela. A revelação de só deixa a mulher ainda mais confusa, sabendo que ambos sentem algo por ela, a faz querer saber mais sobre ambos. Ao mesmo tempo, a faz sentir que está se afundando cada vez mais em uma confusão de sentimentos, a culpa por sentir atração pelos seus ídolos ainda a consome.
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  Minutos depois…

   resolve ir para seu quarto mais cedo e deixa terminar de revisar suas fotos sozinha. São por volta de 16h e não tem mais ninguém na área da piscina além da , que continua mexendo em sua câmera observando agora a foto de e juntos no ângulo. Ambos estão com o microfone em mãos na direção de suas bocas, certamente estavam cantando na hora que a foto foi tirada. Distraída, ela passa o polegar levemente pela lente do visor em cima da imagem de ambos, sentindo-se ainda mais confusa com o que está sentindo.
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  — ! — anuncia sua chegada e se aproxima da moça que ergue o olhar para encará-lo. — Estou atrapalhando? — questiona assim que nota a câmera nas mãos dela.
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  — Não, não está — responde , sorrindo. — Eu já terminei de revisar as fotos do show e dos nossos passeios.
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  — Oh, posso ver? — ele senta-se na esteira ao lado dela.
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  — Claro — estende a câmera para e o rapaz a pega, passando com o polegar no visor para mudar de foto.
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  — Estão lindas, , você é muito talentosa — elogia ele deixando-a sem jeito.
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  — São seus olhos, . É tudo uma questão de perspectiva, mas que bom que gostou das fotos — diz ela. — Se quiser alguma exclusiva, pode pedir.
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  — Oh, vou olhar com mais atenção ainda — comenta ele, sorrindo e completa: — Vi uma aqui que me agradou bastante — diz.
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  — Qual? — pergunta ela, curiosa.
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  — Quando eu achar, eu te mostro — avisa ele e volta seu olhar para o visor da câmera.
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  Eles ficam um pouco em silêncio, até que acha a foto que o agrada.
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  — Essa aqui! — ele mostra a foto para ela que se surpreende.
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  — Sou eu? — espanta-se . — Quando tiraram essa foto? E quem foi? — pergunta, tentando se lembrar quando a foto poderia ter sido tirada.
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  — O — revela . abre a boca, surpresa.
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  — Não acredito que aquele safadinho pegou minha câmera e tirou foto minha — diz ela e ri.
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  — Ficaram boas as fotos, você deveria sorrir mais — comenta com um sorriso tímido na face.
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  — Obrigada, — ela fica encabulada, de repente.
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  — Você é linda, , sabia disso? — diz ele, tão de repente, a deixando com as bochechas vermelhas. — Desculpe…
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  — Não, está tudo bem, eu só fiquei surpresa com sua frase… não esperava que você falaria isso de mim — diz ela e olha para um ponto aleatório da piscina.
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  — Como assim?
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  — Ah, você é famoso e bem bonito, né? Não achei que fosse me achar bonita — comenta sem jeito.
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  — Você é realmente linda, , não tem como eu não ver isso — responde e o encara. — Mas, você me acha bonito também?
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  — Você é lindo, , para com isso — ela sorri, sem jeito.
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  — Ah, achei que eu não… bom, achei que você preferisse outro tipo físico de homem.
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  — Não, eu não gosto de homens muito malhados. Gosto de homens solteiros e que gostem de mim — ela ri —, esse é o pré-requisito para eu me interessar por um homem — revela , surpreendendo .
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  — Lipe me disse que…
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  — Espera, o que o Lipe te disse? — indaga ela, cortando a fala dele.
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  — Disse que você não gostava tanto de homens estrangeiros.
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  — Ah, que absurdo!
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  — E disse que você preferia caras fortes, altos e bonitos — completa ele e percebe a irritação da moça.
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  — Eu vou matar aquele cretino — sibila para si mesma.
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  — O que disse, ?
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  — Nada não, … — ela sorri, disfarçando sua irritação e vontade de degolar o amigo. — Esqueça tudo o que aquele repórter descarado te disse, está bem? — pede a moça.
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  — Está bem — ele diz, sorrindo. — Então, eu…
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  — Você o que?
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  — Eu teria chances com você?
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  A pergunta surpreende ainda mais a mulher que não esperava tanta ousadia assim vinda do rapaz que sempre se demonstrou ser tímido demais para falar coisas desse tipo. não responde à pergunta dele e ele também nem dá chances de ela responder, sentindo uma vergonha repentina o rapaz pede desculpas por ter perguntado aquilo e sai dali, voltando para seu quarto.
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   resolve fazer o mesmo e vai para seu quarto, deixando a câmera na mesinha próxima à cama e se jogando nela em seguida. Mas, antes dela relaxar o corpo, ela ouve batidas à porta.
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  — Entra, está aberta — avisa ela e ouve a porta se abrir, a moça se ajeita na cama esticando o pescoço para ver quem é. — ! — diz ela vendo a figura dele caminhar em sua direção.
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  — Estou incomodando? — pergunta ele, tímido.
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  — Você nunca incomoda, pode entrar. Senta aqui, você já deitou na minha cama mesmo — ela brinca e, no segundo seguinte, sente o rosto ficar quente de vergonha pelo que acaba de falar. — Desculpa.
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  — Tudo bem, — ele diz, sentando-se na ponta da cama. o encara com o olhar suspenso.
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  — Nem preciso dizer nada, né? — comenta ela e já entende o recado, subindo mais o corpo e deitando-se na cama. — Bom garoto — eles riem.
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  — O que estava fazendo?
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  — Nada, tinha acabado de deitar aqui, estava na piscina revisando as fotos de hoje — comenta ela.
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  — Hm, tenho certeza de que ficaram boas as fotos — diz o rapaz num tom fofo. — Posso te perguntar algo, ? Quero perguntar desde que saímos para ir à praia.
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  — Pode, , claro — ela abraça um dos travesseiros e apoia a cabeça nele. apoia sua cabeça no próprio braço.
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  — Você ficou chateada com o que o Lipe disse, né?
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  — Sobre o meu cabelo? — indaga ela e o rapaz apenas concorda com um gesto de cabeça. — Não…
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  — , era notável que você ficou chateada — diz ele. — Não deveria ligar para o que ele disse — completa com o olhar solidário. suspira cansada.
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  — Eu sei… — sua voz sai fraca demais para o seu gosto. — Mas é difícil não me importar.
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  — Por que você desfez o penteado? Você estava linda com ele — comenta ele e completa: — Aliás, você fica linda de qualquer maneira — sente o rosto ruborizar.
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  — Eu não queria, mas eu confesso que fiquei chateada e preferi desmanchar o penteado, sabia que ele ia ficar me zombando o dia inteiro.
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  — Pois você não deveria ter feito isso, — comenta ele, sentando-se na cama. — Senta na cama, deixa eu experimentar algo — pede ele e a moça faz o que ele pediu.
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  — O que vai fazer? — indaga , curiosa.
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  — É assim que faz aquele penteado?
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  Com cuidado, passa as mãos pelos cabelos da moça e vai erguendo as mechas para cima, um lado de cada vez e chegando até a parte de sua nuca. O toque das mãos de nos fios de seu cabelo faz a mulher se arrepiar involuntariamente e sentir uma comichão em partes específicas de seu corpo. Quando finaliza o penteado, ajeita a franja de em sua testa, sorrindo ao terminar.
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  — Está linda — comenta ele com um ar feliz e abobado.
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  — Obrigada, … — agradece ela, sem jeito pela aproximação dele, as respirações muito próximas e se confundindo uma com a outra.
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  — Se importa se eu te fizer mais uma pergunta?
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  — Não… — responde ela, tentando controlar suas emoções e vontades.
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  — É verdade que eu não tenho chances com você?
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  — Hã? — a mesma pergunta feita, com configurações diferentes, no mesmo dia faz a mente dela quase parar.
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  — Lipe me disse que você gosta de homens fortes e eu não sou assim… longe disso… — ele se autoanalisa, rindo sem humor.
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  — Não acredito que ele disse isso para você também… — ela diz, quase sussurrando.
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  — Hm?
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  — Nada… nada não, — disfarça ela e completa em seguida: — É mentira dele! Não sei porque ele disse isso para você, mas é mentira. Eu gosto de homens que gostam de mim e são solteiros, apenas — repete a mesma coisa que disse para mais cedo. sorri aliviado.
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  — Então, eu tenho chances com você?
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  A mesma pergunta de antes é feita. E, novamente, uma resposta não é dada. Eles passam alguns segundos se encarando, ainda segurando os cabelos de enquanto a observa e aguarda por uma resposta que ela não sabe o que dizer. De fato, ela não sabe como responder nem a pergunta de e muito menos a de . Percebendo a confusão de sentimentos da moça e se compadecendo, solta os cabelos dela, ato que a desperta de seu transe, e pede desculpas pelo que disse, saindo do quarto em seguida.
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  Ainda mais confusa, a moça se joga na cama e volta a pensar no que está sentindo quando eles estão por perto. O sentimento com é intenso, ela sente um tesão enorme quando ele está perto e quando ele fala também, a voz grave do rapaz a deixa nas nuvens; já desperta em uma vontade de abraçá-lo e apertá-lo, somente pela fofura do rapaz, sem contar com a voz aveludada dele que também a faz sentir-se caminhando em nuvens.
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  Despertando de seus devaneios, ela resolve tomar banho para relaxar.
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  Na hora da janta, desce até o lobby do hotel encontrando todos lá aguardando a liberação do restaurante. Durante seu banho, a moça lembra-se das perguntas parecidas que os ídolos lhe fizeram a respeito do seu gosto por homens. Ao avistar Lipe, ela marcha na direção dele, bufando de raiva.
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  — Morais, vem aqui — chama ela em voz alta, chamando a atenção de todos. O olhar assustado de Lipe recai sobre a amiga, vendo sua expressão de raiva ele já imagina que ela pode ter descoberto tudo.
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  — Porra, esqueci algo no quarto, já volto — ele diz e se levanta esquivando-se do tapão que lança na direção dele.
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  — FELIPE MORAIS!
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  — Partiu!!!
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  O rapaz sai correndo pelo lobby com na cola dele. Os dois parecem irmãos que brigam o tempo todo e agora estão se perseguindo pelo hotel, sem nem ligar para os olhares surpresos e assustados dos outros hóspedes. A vontade de matar o amigo pela intriga que quase causou com e , motiva a moça a correr atrás dele. Lipe escapa até a área da piscina e acaba sendo cercado por que o alcança, segurando-o pela camisa.
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  — Eu vou matar você pelo que você falou! — sibila ela, sem perceber que os rapazes da banda estão na entrada da área observando a cena.
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  — Calma, , eu posso explicar — pede Lipe, morrendo de medo da amiga.
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  — Pensasse nisso antes de mentir dessa forma, Morais! — ela berra e o sacode.
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  — Calma, calma, por favor, a gente vai acabar caindo — volta a pedir, vendo a aproximação perigosa de ambos na beira da piscina. — Chega um pouco para trás,
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  — Cala a boca, Felipe! — sibila novamente. — Eu vou matar você, seu cretino! Como ousa inventar aquilo para o e para o também? Não esperava isso de você, Lipe… — ela profere a última frase num tom magoado.
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  — Me perdoa, , por favor, eu não…
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  — Já disse para se calar! Não quero mais saber o motivo. Eu já imagino o porquê… você é egoísta, Felipe! — ela cospe as palavras e volta a sacudi-lo com raiva.
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  —
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  — Idiota! Não fala comigo!
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  Muito irritada, empurra o rapaz para trás com toda força, o corpo de Lipe pende na direção da piscina e ele acaba caindo ali dentro. Os rapazes da se espantam e acabam rindo com a cena. volta na direção da entrada da área da piscina e vê que os rapazes estão ali vendo tudo, ela passa por eles cabisbaixa e volta para o lobby sem dizer nada. e vão ajudar Lipe a sair da água, por sorte ele não está com seu celular no bolso. Constrangido, ele volta para seu quarto para trocar de roupa enquanto os outros vão para o restaurante para jantarem.
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  Ninguém mais toca no assunto.
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Capítulo 6 – A despedida

  4º dia de evento – 24 de junho, domingo
  Parque de Exposições de Salvador

   e Lipe já estão se falando, pouco, mas estão. Ela ainda está muito chateada com o amigo, porém volta a falar com ele profissionalmente e ri com as piadas feitas pelo rapaz na tentativa de quebrar o gelo, de maneira involuntária. Essa semana é bem agitada e eles saem quase todos os dias com os rapazes da para conhecer o máximo de lugares possíveis, a maioria longe da rota turística. Ontem, no terceiro dia de evento, eles fizeram muitas atividades relacionadas aos animes, foi o foco do dia. é bastante conhecida no meio geek da cidade por seus cosplayers e esse fato logo é percebido por todos, pois, em qualquer canto que iam, ela era parada por alguém que a reconhecia de eventos e competições passadas.
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  Hoje tem o segundo e último show da , todos estão no camarim numa conversa bastante descontraída. Em meio ao papo, pede para que ensine alguns passos das danças que ela fez quando foram ao bar semana passada.
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  — Gira o quadril assim — diz para que está com a cintura bastante rígida. Ela tenta ensinar ele a dançar arrocha. — Não, , assim ó — ela mostra a ele mais uma vez como ele deve se mexer, mas parece que a cintura dele está enferrujada.
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  — Está indo bem, irmão! — grita por cima da música e recebe o olhar entediado do mais velho. Todos estão se divertindo com a tentativa frustrada de .
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  — Assim? — questiona ele para e mexe a cintura de maneira robótica.
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  — Mexe esse quadril, homem! — diz , rindo, e põe ambas as mãos no quadril dele mexendo para os lados. — Mexe mais!
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  — Meu Deus, vai explodir — comenta Gots ao ver a vermelhidão surgir no rosto de só porque segura a cintura dele. Incomodado, se aproxima chamando a atenção da moça.
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  — É assim, não é, ? — ele remexe o quadril com um pouco mais de molejo que . o encara e sorri.
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  — Aprendeu certinho, ! — parabeniza ela e sente-se envergonhado por não ter conseguido. — Não fique triste, , depois eu te ensino melhor — comenta ela de maneira que somente escute.
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  — Obrigado — o rapaz agradece, tímido.
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  — Ensina eles a dançar essa, ! — sugere Lipe e troca de música.
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  A escolhida da vez é Mágica, do Calcinha Preta. fica sem jeito ao segurar a cintura de , que é o primeiro a se oferecer para aprender os passos. O rapaz põe uma das mãos na cintura dela e segura a mão livre de com a outra. Ela o conduz durante a dança e ele tem bastante molejo na cintura. observa a cena e fica levemente enciumado. Soltando uma tosse forçada, ele interrompe a dança e pede para ser ensinado agora. sorri e segura as mãos do rapaz, colocando-as nas mesmas posições que as de . Nervoso, tenta acompanhar os passos de , ele até consegue se sair melhor do que minutos atrás quando tentou dançar arrocha pessimamente.
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  Todos aplaudem a pequena apresentação.
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  — Vocês se saíram muito bem, rapazes — comenta, sorrindo.
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  — Você é muito boa professora, — diz .
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  — Verdade, né?! — concorda .
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  — Ah, , temos uma surpresa para você — comenta e todos parecem lembrar-se do combinado anteriormente.
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  — Qual? — indaga ela, curiosa e pegando uma garrafa de água.
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  — Decidimos que, para agradecer pelos seus serviços como fotógrafa e cinegrafista do nosso documentário, você vai ter o direito de escolher as músicas do setlist do show de mais tarde — anuncia e leve as mãos à boca, surpresa.
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  — Sério?!
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  — Claro! Diz aí, quais músicas você quer que a gente toque hoje? — questiona .
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  — Porra, que moral, hein ?! — diz Lipe em tom animado.
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  — Meu Deus, espera… deixa eu pensar — ela diz, meio desnorteada com a notícia. — Acho que deviam cantar as músicas não tão famosas assim, músicas que são muito boas, mas não são tanto de conhecimento da galera — ela diz, após um tempo pensando.
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  — Qual? — senta-se no sofá e observa a moça em pé, andando nervosa enquanto pensava.
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  — Anthem — diz e os outros vibram felizes.
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  — Essa é boa — comenta .
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  — Demais! — reforça Lipe e completa: — Vi uns vídeos no Youtube dessa música, vocês tocando lá em Berlin, acho, e nossa que energia boa!
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  — Muito! — concorda . — Precisam tocar ela hoje!
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  — Iremos tocar sim, com certeza — afirma sorrindo com a empolgação da moça.
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  — Alguma outra música, ? — diz .
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  — Hm… acho que devem tocar Snow Flake também só porque ela me faz chorar sempre.
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  — Não queremos que você chore!
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  — Sim, por favor, não chore — confirma a fala de e sorri.
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  — Não choro porque estou triste e sim porque essa música me emociona, a letra é muito bonita — explica ela e ambos suspiram aliviados.
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  — Meu irmão estava inspirado quando escreveu essa — comenta e sente o rosto corar.
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  — Muito! Obrigada por isso, — agradece e ele confirma com um gesto singelo de cabeça.
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   continua perguntando para a moça quais músicas ela gostaria que eles tocassem no show de daqui a pouco. Ela fala mais algumas canções e eles aceitam de imediato, montando a playlist final juntamente com os singles atuais da banda.
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  Agora falta poucos minutos para a entrada da no palco. ajeita o ponto eletrônico no ouvido enquanto faz alguns exercícios que a fonoaudióloga passou para ele aquecer a voz antes dos shows. faz o mesmo e ajeita o chapéu em sua cabeça, ajeitando também o colete em seu corpo. tira algumas fotos dos bastidores e deixa o camarim indo até à frente do palco para conseguir fotografar a chegada deles ali. O show começa e a vibração é intensa, como sempre. Como prometido, os rapazes começam tocando um dos singles e logo após tocam uma das músicas escolhidas por . Assim como esperado, o público vibra bastante e adora a surpresa da playlist desse show. também fica bastante empolgada e quase se esquece de filmar e fotografar o show. Ela troca de posição e vai para mais perto de que, para sua surpresa, canta uma das músicas encarando a moça e fazendo uma pose um tanto quando sensual. Ela vira-se de costas para o público e passa a mão livre na própria coxa, alisando o local de maneira bem sexy. registra o momento e fica envergonhada pela cena, mas acaba gostando do que vê. Na música seguinte, faz algo que também deixa envergonhada. Ele usa óculos escuros durante as apresentações ao vivo, então, para que pudesse ver com mais clareza, ele abaixa um pouco seus óculos e pisca diretamente para ela, apontando com o indicador enquanto canta outra música. A moça sente um arrepio lhe percorrer assim como lhe percorreu minutos atrás quando viu executando aquela cena. Sentindo-se feliz por ambas as demonstrações de interesse, a moça continua fotografando como se nada tivesse acontecido.
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  O show acaba e o público vibra muito com a apresentação considerada épica da . Realmente, as mudanças feitas no setlist contribuíram para esse título. caminha bem atrás de que dá pulinhos de empolgação gritando que quer voltar para o palco para tocar mais três ou quatro músicas. Ela ri e filma a cena. De repente, sobe um odor muito enjoativo no ar. sempre ficou enjoada com cheiros muito fortes, mas dessa vez o odor forte além de deixá-la enjoada, a faz desmaiar.
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  — ! — espanta-se Gots que caminha atrás dela, ao ver a moça cair no chão de repente.
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  — O que houve? — se vira ao ouvir o grito do amigo e vê caída no chão e corre para ajudá-la.
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  — ! — e dizem quase ao mesmo tempo e também se aproximam.
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  — Ela desmaiou — diz o óbvio e carrega a moça no colo.
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  — Traz ela para o camarim, — diz .
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  — É exatamente isso que estou fazendo — ele passa por todos e entra no camarim, indo direto para o sofá, deixando a moça deitada nele. — Tragam água para ela — pede ele.
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  — Por que ela desmaiou assim? — indaga vendo Gots trazer uma garrafa de água gelada e entregando ao .
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  — Talvez tenha sido o cheiro forte que estava no corredor — diz Lipe e todos o encaram.
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  — Será?
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  — Sim, , ela tem esse problema de enjoar com cheiros fortes, mas ela nunca tinha desmaiado — explica ele. — Pelo menos ela nunca me contou sobre desmaios.
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  — Oh, que pena, né? — lamenta ele.
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  — Ah, ela está acordando — diz e sente o ombro ser empurrado por uma mão. — ! — reclama o rapaz.
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  — Como vim parar no camarim tão rápido? — indaga assim que acorda e se vê cercada pelos membros da banda, sentindo que está deitada no sofá.
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  — Você passou mal por causa do cheiro forte, né ? — indaga Lipe e a moça o encara, lembrando-se do ocorrido.
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  — Acho que sim. Nossa, o cheiro estava muito forte e eu fiquei enjoada, tonta… nunca senti isso antes — explica ela ainda sentindo a cabeça girar um pouco.
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  — Está melhor agora? — pergunta agachando-se ao lado do sofá.
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  — Um pouco enjoada ainda — diz ela com um sorriso leve.
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  — Descansa um pouco, — pede num tom carinhoso.
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  — Me desculpem pela confusão, pessoal…
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  — Não peça desculpa, não é sua culpa — diz , sendo fofo.
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  — Verdade, né? Não é sua culpa — concorda com o amigo e também sorri de maneira fofa e acolhedora para a moça.
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   trás algo para ela comer, mas ela recusa reclamando de enjoo ainda e bebe apenas a água. descansa mais um pouco no sofá enquanto cobre seu rosto com uma almofada para bloquear a luz do camarim em seu rosto. Já abana a moça com outra almofada para que ela não se sinta mal novamente. Ambos agachados ao lado do sofá.
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  — Obrigada, . Obrigada, — agradece ela, sorrindo tímida.
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  Os rapazes apenas sorriem de maneira fofa e continuam com suas atividades para cuidar de . Poucas horas depois, todos voltam para o hotel. No meio do caminho, Lipe tem uma ideia, que logo é aprovada por todos.
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[📷]

  — Você acha que foi uma boa ideia trazê-los para uma boate, Lipe? — questiona enquanto observa os rapazes sentarem nas cadeiras altas próximas às messa da boate.
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  — Claro que sim! É a despedida deles, amanhã eles voltam para o país deles. Eles vão se divertir, aliás eles já estão se divertindo — afirma o rapaz e se aproxima da mesa puxando a amiga com ele.
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  Eles estão num bar chamado Groove Bar que fica localizado no bairro da Barra, o mesmo onde estão hospedados. Esse lugar, além de um bar na parte da frente, é uma boate e uma casa de shows, na parte interna. Normalmente eles recebem bandas de rock, apresentações covers entre bandas, shows com temas musicais diversos – exemplo disso foi uma noite especial dos Anos 2000 onde só tocaram músicas dessa época.
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  A Groove, como é chamada pelos seus frequentadores, está cheia hoje, não tem um tema especial para a noite, mas a maioria é roqueiro. Agora está tocando música eletrônica e as pessoas lotam a pista de dança, que também é o local onde o público fica em frente ao palco. Os rapazes da até agora não levantaram para dançar, então apenas se remexem animados ainda sentados nas cadeiras e bebem seus drinks. e se entupindo de mais caipirinha.
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  O look de é bem básico: calça jeans escura, uma camisa de botões estampada com predominância azul marinho, ele usa um chapéu e, para finalizar, um casaco preto e branco.
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  Já usa um look parecido: calça jeans, camisa preta básica com uma estampa, casaco com estampa estilo galáxia e os cabelos arrumados com gel, formando uma franja em sua testa.
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  Ambos começam a atrair olhares das mulheres do local.
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  Uma hora depois…

  Nesse exato momento, e estão numa situação desconfortável. Na verdade, duas situações. A primeira é o fato de estarem cercados por algumas mulheres que tentam se comunicar com eles, oferecem drinks e dançam muito próximas aos dois. Toda a banda está na pista de dança, juntamente com Lipe, que se diverte com o espanto dos rapazes com a ousadia das baianas. A segunda envolve a . Agora, a moça está acompanhada por um homem que eles até agora não foram apresentados. Bom, agora a e o tal homem caminham até eles.
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  — Gente, gente — chama a moça com a voz mais alta para se fazer ouvida. — Esse aqui é o Rafa, ele é vocalista do Attóxxa, uma banda aqui de Salvador — explica ela e todos o cumprimentam com um gesto de cabeça.
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  — Prazer — eles dizem, descoordenados. e têm um sorriso apático no rosto.
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  — Rafa, você podia cantar um pouco para gente, né? — sugere e os dois vocalistas não conseguem tirar os olhos nas mãos de que agarram o braço do Rafa.
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  — Me pedindo com tanta fofura, eu canto sim, minha querida — diz ele com um sorriso fofo e dá um beijo no rosto de . e endurecem seus corpos, sentindo uma raiva lhes percorrer.
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  — Ah, seu besta — ela ri e aperta o braço de Rafa. — Vamos lá, te apresento ao DJ — ela diz e se afasta do grupo, sem falar com mais ninguém.
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   e apenas bebem suas bebidas e observam a moça conversar com o DJ responsável pela música e, segundos depois, ele pausa o som para falar ao microfone anunciando a presença de Rafa Dias, vocalista do Attóxxa, mais conhecido como RDD. Ele canta um dos sucessos da banda, “Traseira Cometa”, em parceria com Leo Santana. adora essa música e começa a dançar em cima do palco.
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  Ela veste um short preto de cintura alta, uma bota de cano longo cobrindo sua canela, uma blusa tipo tule preta transparente que revela sua lingerie rendada da mesma cor, e uma jaqueta de couro preta. Seus cabelos estão soltos, mas em uma das laterais ela fez algumas tranças presas em sua cabeça e uma maquiagem leve – tirando seu batom cor de vinho bem forte. Enquanto dança, é admirada por todos que estão em frente ao palco que cantam e vibram com a música e coreografia. Mas, dois admiradores em especial não tiram os olhos de cima dela. e sentem seus corpos serem atraídos diretamente para o palco, a vontade de subir ali e abraçar é grande, mas ambos se controlam.
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  Rafa canta apenas mais uma música e o DJ volta a tocar sua playlist. Alguns fãs chamam o rapaz para tirar fotos e ele fica ali mesmo na frente do palco, despedindo-se de que volta para onde os rapazes da estão. As mulheres ainda estão lá, se aproxima e recebe das mãos de Lipe uma garrafa de Sminorff Ice. O fotógrafo da Groove chega perto e pede para todos fazerem poses para as fotos. Ele tira foto de todo mundo e algumas individuais ou em duplas. faz questão de agarrar o braço dos rapazes da para tirar foto com eles, sem as mulheres. Ela tira uma foto com cada vocalista. O fotógrafo da Groove diz que, se eles quiserem, na saída podem pegar uma cópia digital e/ou impressa das fotos quando forem pagar a comanda.
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  É justamente isso que e farão antes de saírem do bar. Eles querem uma lembrança fotográfica de mais um encontro com em Salvador.
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   tenta despachar as mulheres dali, mas não tem sucesso, frustrada, a moça resolve circular pelo ambiente indo até a parte do bar que é independente dali.
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  A moça senta-se em um dos bancos altos do bar e pede outra garrafa de Sminorff Ice o para o bartender. Ela está distraída pensando na sensação que teve ao ver e cercados por outras mulheres. Isso é ciúme? Não, ela não pode sentir ciúme dos dois ao mesmo tempo, é loucura. De repente, ela ouve um grito o que a faz olhar na direção de onde ele veio.
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  — Me solta, seu imbecil! — uma mulher grita se afastando de um homem que tenta agarrá-la.
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  — Vem aqui — o homem puxa a mulher pelo pulso com força excessiva e a outra dá outro grito.
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  — Seu bruto, me solta! — reclama ela.
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  — Hey! — grita chamando a atenção do rapaz e se levanta, indo na direção da confusão. — Está surdo? Ela mandou você soltar ela! — ela dá um tapão no braço desproporcionalmente forte do homem.
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  — Para uma baixinha, você é bastante atrevida, sabia? — brada ele virando-se para . — Vou te ensinar uma lição…
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  Nesse momento, se arrepende um pouco de ter se metido na confusão, mas aguenta firme mantendo sua postura. O homem segura seu braço com força e tenta beijar ela, mas a moça lhe dá um chute na canela.
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  — Não encosta em mim! — ela grita, irritada.
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  — ! — a moça ouve a voz de e olha para trás, distraída com a voz do rapaz ela não vê a aproximação perigosa do outro que ainda a segura pelo braço. — Solte-a! — grita para o homem. — Falei para você soltar ela! — repete ele e dá um puxão no braço do outro afastando-o de .
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  — … — diz , assustada e tem o corpo puxado pela cintura. Ela o encara sentindo um arrepio involuntário lhe percorrer, arrepio esse que a deixa excitada.
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  — Não encosta, oh gringo — diz o homem com raiva na voz.
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  — Fica longe dela! — ordena ainda com a mão na cintura de .
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  — Deixa eles, cara, vem cá — um dos amigos do homem o puxa pelos ombros. — Foi mal aí, galera… — ele se desculpa e eles deixam o local.
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   e observam eles se afastarem, a moça que estava sendo assedia já tinha deixado o local no momento que o outro a soltou e foi para cima de . Respirando aliviada, vira seu olhar para .
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  — Obrigada, — agradece ela.
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  — Você está bem? — indaga o rapaz, ainda com a mão na cintura dela, seus corpos colados.
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  — Sim, estou — afirma e completa: — Suas mãos são firmes… — ela sussurra.
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  — Hã?
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  — Nada, nada — disfarça ela e solta sua cintura.
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  — Vem comigo.
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   segura sua mão e a leva de volta para a parte interna da Groove. A música alta contrasta com o silêncio que estava lá fora, eles param perto da porta e o aguarda falar. Ela percebe que ele quer dizer-lhe algo e apenas espera ele dizer, mas não diz nada. O rapaz para próximo a ela que está perto da parede. É o único espaço livre que eles têm, por isso precisam ficar muito perto um do outro.
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  Está tocando “Tô te filmando”, Os Travessos.
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  — Eu quero te dizer algo… — inicia ele, falando alto, mas parece que ela não lhe escuta.
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  — Hã? — então, chega bem perto do ouvido dela.
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  — Eu disse que quero te dizer algo, — repete o rapaz com os lábios muito próximos ao ouvido de , os corpos tão próximos quanto.
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  — Di-Diga, — ela gagueja e engole em seco sentindo o perfume dele invadir suas narinas.
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  — Lembra que te perguntei lá no hotel se eu tinha chances com você? — indaga , falando bem pertinho dela. apenas concorda com um gesto de cabeça. — Percebi que você ainda não me respondeu… — ele diz também anestesiado pela fragrância dos cabelos dela. Ele sente seu corpo vacilar um pouco. — Eu quero tanto beijar você, … — sua voz também vacila e ele sente a garganta secar.
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  — , eu não sei o que dizer… eu…
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  — Eu posso?
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  Ela não consegue falar mais, a moça encosta na parede sentindo o ar lhe faltar nos pulmões. O movimento das pessoas em volta faz se aproximar mais dela e o rapaz se apoia na parede atrás de . Sua outra mão vai diretamente no rosto de , encaixando perfeitamente em sua bochecha, os dedos firmes próximos à nuca dela. O olhar da moça recai sobre os olhos brilhantes e profundos de , ele a olha de volta e aproxima sua boca nos lábios de , os tocando com leveza. Porém, tal leveza logo dá lugar à firmeza e ardor de um beijo tão esperado por ele e por ela também, de certa forma. A outra mão de , que estava na parede, segura a cintura de puxando-a para mais perto de seu corpo, com o fervor do beijo o chapéu dele acaba saindo um pouco de sua cabeça, indo para trás levemente. Mas isso não importa agora para ele, só quer aproveitar o corpo de tão perto dele, o toque dos lábios sensuais dela nos dele, o gosto de sua boca sendo gravado em sua mente.
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  Após o beijo eles se encaram por alguns segundos, o carinho singelo feito por na nuca de a deixa um pouco tranquila, mas ainda sem ar pela ardência do beijo. Ela pede desculpas para ele e diz que precisa respirar e que vai buscar uma bebida. Sentindo-se envergonhado, diz que precisa ir ao banheiro e eles tomam caminhos opostos. sai porta afora e puxa o ar com força para seus pulmões. Na parte entre o bar e a parte do palco da Groove tem um ambiente com um largo sofá em formato circular, tomando toda a parede.
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  Por um milagre, o sofá está vazio e silencioso. senta-se ali e respira fundo, pensando no beijo que acaba de dar em . Por Deus, que pecado esse beijo. Tão… tão ardente e doce ao mesmo tempo. E, para sua total surpresa, ele tem uma pegada muito firme e gostosa. Por segundos ela cogita a possibilidade de repetir esse beijo, mas logo espanta esse pensamento.
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  — Está tudo bem, ? — a voz de a traz de volta à realidade e a faz olhar para ele, o rapaz senta-se ao lado dela no sofá.
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  — Sim, está sim — responde ela com um sorriso ao fim da frase.
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  — A noite está boa, né? — comenta ele.
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  — Sim, muito boa e quente também — ela diz um pouco para si mesma e se abana com as mãos. — Se divertindo?
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  — Muito — responde ele, tímido.
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  — Está pensando em algo, não está?
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  — Não estou pensando em nada — ele a encara com o olhar inocente. semicerra os olhos.
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  — Mas é claro que está, olha sua cara de quem está pensando em aprontar algo, ! — eles riem.
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  — Eu estava procurando por você — confessa .
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  — Sério? E o que quer de mim, ? — indaga num tom divertido, mas o rapaz se mantém sério.
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  — Ainda quero saber se tenho chances com você, ? Você não me respondeu, lembra? — parece que ambos tiraram o dia para cobrar uma resposta dela.
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  — Eu… ai, , eu não sei como te responder — ela fala o mesmo que disse para . Ela realmente não sabe o que responder.
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  — Eu posso tentar algo?
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  Está tocando “Adivinha”, Os Travessos.
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   chega mais perto dela e passa um de seus braços no encosto do sofá, atrás do pescoço de que sente a respiração acelerar pelo simples movimento dele. O rapaz põe sua outra mão no rosto dela e a beija, logo a moça dá passagem para a língua de passear por sua boca. O beijo dele é tão ardente quanto o de , mas com um toque a mais de doçura. O toque especial do beijo de é a calmaria.
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  A mão que segura o rosto de , logo desce até a coxa da mulher, apertando levemente o local. A outra mão de aperta com firmeza a nuca dela enquanto o beijo acontece. Ao fim, ambos estão bastante ofegantes e se encarando. Uma vergonha toma conta de e o faz levantar-se dizendo que irá ao banheiro e já volta. se vê sozinha novamente e agora está atormentada por dois beijos tão parecidos e tão gostosos.
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  Ela lembra-se que no hotel tinha rolado um quase beijo com ambos e, dessa vez acontece um beijo em cada um. Ela não sabe como lidar com tanta informação de uma vez, com o interesse de ambos nela. Definitivamente ela não sabe lidar.
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[📷]

  Segunda-feira, 25 de junho
  Aeroporto Internacional de Salvador

  A comitiva da banda caminha em direção saguão de embarque nacional do aeroporto. Na parte onde estão, e Lipe ainda podem ficar com eles. mal conseguiu dormir durante a noite anterior, pensando no que aconteceu entre ela e ambos os homens que caminham à sua frente. A banda viajará para Fortaleza para fazer um show lá e depois irão de volta para o país de origem deles. sente o coração apertar só em pensar que ficará longe dos ídolos com quem fez uma amizade sincera e tão profunda em tão pouco tempo. Duas semanas parece pouco para ela.
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  — Vocês poderiam fazer mais uns três shows em Salvador — comenta Lipe, sentando ao lado de .
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  — Ninguém ia reclamar — concorda e eles riem.
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  — O público de Fortaleza certamente iria — diz , risonho. — Mas, não se preocupem, pois a gente voltará — conclui ele com um sorriso fofo.
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  — Vocês poderiam ir com a gente para Fortaleza, né? — sugere .
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  — Não é uma má ideia, hein — concorda .
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  — Amanhã já voltaremos ao nosso trabalho lá no jornal, infelizmente não podemos viajar — lamenta-se Lipe.
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  — Uma pena — também lamenta e vê levantar-se do lado dele.
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  — Já volto.
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  Ela sente que irá chorar, então decide sair dali para não chorar na frente deles. Ela anda um pouco para longe, se recuperando do choque de que em poucos minutos eles irão embarcar e ela ficará apenas com a incerteza se irá ou não os ver novamente.
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  — ? — se aproxima dela. Ambos estão longe das vistas de todos.
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  — … — ela enxuga algumas lágrimas que escorriam pelo canto de seu olhar e encara o rapaz.
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  — Está tudo bem? — ele percebe que ela ficou entristecida com a partida deles.
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  — Vai ficar — responde forçando um sorriso. apenas a abraça. — … — o calor do corpo dele a faz relaxar e fechar os olhos, curtindo o quentinho desse abraço.
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  — Vem para Fortaleza comigo? — pede ele em um sussurro.
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  — Bem que eu queria, mas não posso. Eu queria muito…
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  — Vamos nos ver de novo, né?
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  A pergunta feita por não é respondida, nem ele sabe como responderia tal pergunta, pois nem ele sabe dizer se terá tempo para viajar novamente ao Brasil para ver a e nem se ela terá esse tempo de ir até o seu país. Com tanta incerteza, o que resta para é a foto que recebeu do fotógrafo da Groove e que ele guarda em sua carteira. A versão digital ele pôs de fundo de tela de seu celular.
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  Do outro lado do aeroporto, também pensa nas incertezas se verá ou não a novamente e no sentimento que está crescendo dentro dele. O beijo que deu na moça lhe despertou algo bom que ele gostaria de sentir novamente. A foto com a está guardada em sua carteira e a versão digital vira fundo de tela de seu celular.
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  Parece que os amigos combinaram isso, mas um não sabe do interesse do outro em . Não sabem e não perceberam isso ainda. Ainda.
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  Minutos depois, antes de embarcarem para Fortaleza, é o último a ir para a sala de embarque, ele não pode embarcar no avião antes de abraçar a . Um abraço tão acolhedor e quente, tão quente quanto o beijo que deram ontem, tão quente quanto seu coração está agora, aquecido pela ardência desse sentimento.
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  Que sentimento é? Nem eles sabem definir ao certo, apenas sentir.
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Capítulo 7 – De volta ao lar

  Fortaleza, Ceará

  Os rapazes da desembarcam no aeroporto de Fortaleza e vão diretamente para o hotel. Internamente, ambos os vocalistas estão entristecidos pela partida de Salvador, principalmente pelo fato de não ter vindo com eles na viagem. Claro que eles entendem que a moça precisa trabalhar e que seria egoísmo demais exigir que ela largasse tudo e fosse com eles, mas o sentimento não deixa de passar pelos corações de e .
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   entra em seu quarto no hotel, que divide com Got’s, e deita-se na cama, largando a mochila ao lado dela. Em sua mente, o beijo que deu em passa repetidas vezes desde que se despediu dela horas atrás. A excitação que sentiu durante o beijo faz ele relembrar as sensações que teve ontem, o calor do corpo de , o aroma do cabelo dela, sentir a cintura da moça em suas mãos e o gosto de seus lábios nos dele de maneira tão gostosa. Ele quer tanto repetir esse beijo. É o seu maior anseio agora.
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  O rapaz solta um suspiro prolongado e mexe em seu celular. Ele trocou contato com a durante os dias que ficou em Salvador, para sua surpresa há uma mensagem não lida dela.
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“Como foi a viagem? Espero que bem ^-^ Olha na sua mochila, na parte da frente, deixei uma surpresa para você para nunca se esquecer de mim. É algo que você disse que gostaria de provar, então, espero que goste! Ah, me diz depois o que achou, tá?”

  Ele sorri abobado ao fim da mensagem e pensa, brevemente, se a tecnologia já está avançada ao ponto de já conseguir engarrafar o gosto do beijo de alguém. Pois é justamente isso que ele quer provar agora: o gosto dos lábios de . Espantando os pensamentos bobos de sua mente, pega sua mochila e abre o bolso frontal. Lá, além das coisas que ele sabe que guarda ali, há um potinho com algo dentro. Ele o retira e abre o pote, há um bolo dentro e, preso à tampa, um bilhete. Junto há também uma polaroid do momento que eles viram o Porto da Barra à noite, coincidentemente foi momentos antes do ex-namorado de aparecer e quase estragar todo o passeio.
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  O bolo está cheiroso e aparentemente gostoso também. retira um pedacinho e põe na boca, saboreando o gosto que é muito bom. Ele sente pedacinhos de algo que há na massa do bolo se espalharem por sua língua. Em volta do pote há uma etiqueta escrito “Bolo de Aipim” tanto em português quanto em inglês e, só então, se lembra do nome e manda uma mensagem para .
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  — Oi, , está aí? — pergunta ele. Dois minutos depois vem a resposta.
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  — ! Estou sim, como foi a viagem? — questiona e o coração de dispara só pelo fato de estar conversando com ela novamente.
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  — Muito boa! Obrigado! — agradece ele e completa: — Achei o seu presente. Muito obrigado, ! Está gostoso o bolo — ele manda um emoji com a língua para fora.
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  — Está mesmo? Que bom que gostou! Eu quem fiz — ela manda um emoji com um sorriso e devolve com um emoji com a boca aberta.
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  — Sério? Nossa, , você é talentosa na cozinha também. Incrível, né?!
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  — Confesso que meu bolo de aipim é realmente bom — ela se gaba um pouco e eles riem. — Eu fiz de madrugada com a ajuda de um dos camareiros e do pessoal da cozinha do hotel.
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  — Ah, que legal! Ficou realmente incrível!
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  — Eu achei que fosse demorar para conseguir mandar um pedaço para você provar, então resolvi apressar as coisas.
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  — Essa incerteza me deixa angustiado — confessa , de repente, e manda um emoji confuso para ele.
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  — Incerteza de quê?
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  — Se eu vou ver você de novo — ele diz e manda um emoji triste.
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  Por alguns segundos, sente-se angustiada também, no fundo ela também não sabe quando poderá ver novamente e isso a deixa agoniada, porém, ela não sabe se deve contar a ele já que não tem certeza do que sente de verdade pelo rapaz.
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  — Eu posso visitar vocês nas minhas férias — diz ela na intenção de envolver todos os membros da banda. manda outro emoji triste.
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  — Ah, nós da banda, né? — pergunta ele, querendo confirmar.
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  — Sim. Você e os rapazes. Acabei me acostumando com vocês. Em ter vocês por perto todo dia — ela ri ao fim da frase e manda um emoji rindo também.
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  Apesar do emoji, a expressão que faz agora é apática e triste. Ele queria mesmo que ela dissesse que sente falta dele e que iria viajar para ver ele e mais ninguém. Outra vez pensamentos egoístas tomam conta da mente do cantor.
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[📷]

   divide quarto com o irmão e mal liga para o que ele faz agora. O vocalista está mexendo em sua mochila e encontra algo que o deixa emocionado e surpreso: dentro de um potinho embrulhado com uma etiqueta escrito “brigadeiro”, em inglês e português, e uma polaroid da foto que tirou com e os outros lá em Salvador. A nostalgia toma conta do rapaz que sorri abobado ao ver a foto, seus olhos mirando a moça de cabelos cacheados.
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  Ele resolve mandar uma mensagem para agradecer.
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“Oi, ! Cheguei em Fortaleza, estou no hotel e vi o seu presente. Obrigado! Certamente irei experimentar agora. Um beijo 😘”

  O sorriso dele volta a aparecer com sua última frase. Beijo. Ah, o beijo em que ele tanto quer repetir. O que o deixa mais entristecido é a incerteza se vai ou não ver a moça novamente.
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  — Ah, a é uma fofa! — a menção do nome dela faz erguer seu olhar para o irmão.
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  — O que tem ela? — questiona ele, curioso.
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  — Olha o que ela deixou na minha mochila! — ergue a polaroid com a mesma foto que e receberam. — Tem até uma mensagem aqui. Fofa!
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  — Também recebi um — comenta ainda sorrindo. — Junto com um potinho de brigadeiro.
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  — Brigadeiro? — pergunta em tom confuso.
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  — É um doce brasileiro. disse que é bem gostoso e eu disse que queria provar algum dia, então ela fez e mandou para mim — explica e mostra um sorriso idiota novamente, olhando para o potinho em suas mãos.
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  — Hm… posso provar?
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  — Só um pouco — alerta com a sobrancelha arqueada vendo o irmão levantar e sentar-se em sua cama.
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  — Deixa eu ver… — pega o pote da mão do irmão e o analisa, curioso. Abre a tampa e enfia a colherzinha que manda junto com o potinho. Ao colocar na boca e provar, arregala o olhar de surpresa. — Que incrível!
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  — Deixa eu provar — puxa o pote das mãos de e prova a iguaria tendo a mesma reação do irmão. — Divino! Nossa, muito bom!
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  — Me dá mais? — o mais novo estende a mão para pegar mais, porém é impedido por .
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  — É meu! — ele tira o pote do alcance de .
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  — Não seja assim, . Me dê mais um pouco!
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  — Não! É meu!
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  — Vou reclamar com a que você não quer dividir comigo! — ameaça o rapaz, rindo. fica de pé na cama e ergue o pote para o mais alto possível.
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  — Não ouse ligar para ela! — ameaça o mais velho. — fez o brigadeiro para mim, . Você já provou, chega!
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   e têm mais alguns minutos de discussão antes do mais velho ser vencido pelo cansaço e dar mais um pouco do doce para o irmão. Após a discussão, ambos descem até o hall do hotel onde encontram os outros e vão todos para a piscina aproveitar um pouco o dia. Assim como Salvador, a capital do Ceará é bastante quente e abafada, ambas lembram a cidade natal deles no verão. se estica em uma das espreguiçadeiras que rodeiam a piscina, ajeitando seus óculos escuros no rosto e põe o celular na mesinha ao lado. Ele fecha os olhos, sentindo a luz solar o incomodar e respira fundo, a saudade que sente da capital baiana é intensa. Jamais lhe passou pela mente sentir tanto a falta de uma cidade que não fosse a dele. Chega a ser engraçado pensar que passar duas semanas totalmente incríveis em Salvador fosse deixá-lo tão saudosista e excitado ao mesmo tempo. Mas, não é uma excitação de animação e sim de tesão. Os mesmos pensamentos pervertidos passam pela mente do cantor novamente, os mesmos que ele pensou quando beijou . Os espantando, o rapaz aproveita o calor de Fortaleza.
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  Horas depois…

  Após o show, todos retornam ao camarim para tentar descansar um pouco antes da viagem para o Rio de Janeiro, a última da turnê pelo Brasil. A vibe de Fortaleza foi tão intensa quanto a de Salvador e eles ficam animados para o último show na cidade carioca. O produtor da banda sugere que eles gravem um vídeo para agradecer todo o carinho e a maravilhosa recepção que tiveram e é justamente isso que eles fazem agora. Com o vídeo gravado, duas horas após, eles voltam ao hotel e seguem até o aeroporto de Fortaleza rumo à última parada.
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  Na manhã seguinte eles já estão no Rio de Janeiro e saem para visitar a cidade. Todos acham tudo muito bonito, a vista é realmente deslumbrante. tira fotos individuais dos amigos e tira a foto dele com o Cristo Redentor de plano de fundo. Ele faz questão de enviar diretamente para com uma mensagem junto.
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“Me desculpe se estiver incomodando, mas só gostaria de mostrar essa linda vista e expressar minha vontade de te ter aqui comigo. Sinto sua falta, …”

  Ele nunca tinha sido tão direto em demonstrar seus sentimentos e vontades a alguém, ainda mais tratando-se de uma mulher, mas, ele sente que deve dizer, que deve realmente externar o que quer, pois sabe que a possibilidade de rejeição é maior. Isso porque ambos moram, literalmente, em lados opostos do planeta e não quer ter o arrependimento de não ter falado. Às vezes, arriscar é preciso, não é mesmo?
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[📷]

  Salvador, Bahia
  27 de junho, 20h36

   chega tão atordoada com o cansaço do trabalho que mal teve tempo de olhar as mensagens de seu celular durante todo o dia. Há muitas que não foram respondidas. As últimas que ela viu foram o vídeo que mandou sobre o show em Fortaleza e uma foto de no Cristo Redentor. O dia foi tão corrido que ela não conseguiu respondê-los devidamente, mas nem precisa mais, já que há novas mensagens de ambos. Antes de visualizar tudo, a moça termina de preparar seu café e um sanduíche de pão com queijo e presunto que ela coloca no forninho elétrico para aprimorar o gosto, derretendo o queijo. Com tudo pronto, ela leva seu prato com dois sanduíches e uma xícara de café na mão até à sala, onde está seu notebook, e senta-se no sofá, repousando sobre a mesa de centro o prato e bebendo um gole de café. Ela pega seu celular e abre primeiramente a mensagem de , logo abaixo do vídeo há algumas mensagens dele todas enviadas há poucos minutos.
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[NOTA DA AUTORA: As mensagens que estiverem em negrito foram enviadas com algum erro no idioma dos dois vocalistas, tá? Não foi erro meu e muito menos da beta hahaha Culpem a cachaça dos vocalistas – principalmente senhor – haha voltemos à história!]

  20:06! Está aí? Nossa, eu não consigo enxergar direito. Estou sem os óculos… Se eu escriver algo erado mim perdoe, oke?”
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  20:08 “Meu Deus… estou bêbadu! Ah, , estou com saudades de você. Queria tanto que estivesse com migo…
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  20:08 “Comigo*”
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  20:08 “Ah, já têm muitos erros, não vou corrigir todos, desculpa, … hahah não fique brava comigo por ter bebido tanto e por ter mandado mensagens com tantos erros.”
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  20:09 “É que estou feliz e com saudades de você, do seu beijo… AAAAA MEU DEUS, O SEU BEIJO É MUITO BOM! Me beija de novo?”
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  20:12 “Por que eu perguntei isso?!?!?!?!?”
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  20:12 “Desculpe, estou muito envergonhado agora e não consigo mais apagar as mensagens.”
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  20:12 “Acho que vou voltar para o hotel…”
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  20:15 “Viajaremos em breve para o e eu queria passar em Salvador para sequestrar você hahah”
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  20:16 “Ok, isso foi estranho. Desculpe de novo”
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  20:16 “Não vou te incomodar, possivelmente eu nem me lembrarei disso amanhã”
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  20:20 “Mensagem apagada”
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  20:20 “Mensagem apagada”
  20:20 “Não deveria ter dito isso, sorte que deu tempo de apagar…”
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   lê as mensagens e se engasga com o café que toma. O que deu na cabeça do para mandar tantas coisas assim? Nossa, ela também está envergonhada agora e curiosa para saber o que tinha na mensagem apagada. Ela vê que o rapaz está online e responde:
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20:42 “Oi, !! Você está bem? Onde está agora? Por favor, não beba tanto!”
20:42 “Eu também estou com saudades de você e gostaria muito de ir ao , mas infelizmente não posso”
20:43
“Não se preocupe, não estou brava com você =)”
20:43 “Por favor, fique bem, tá? <3”
20:43 “Bom, eu tenho que editar o documentário. Espero que tome bastante café e água, está bem?”
20:44 “Se alimente direito também e, por favor, NÃO BEBA MAIS!”
20:44 “Seu bobo…”

   não responde. morde um pedaço de um dos sanduíches e abre a conversa com que tem tantas mensagens após a foto enviada por ele mais cedo quanto na conversa com . O conteúdo é basicamente o mesmo, com um detalhe que faz a moça cuspir seu café após ler. Mais precisamente uma das mensagens enviadas às 20h16.
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  20:11 “Está aí?”

  20:11, eu preciso de você! :(”
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  20:11 “O que passou nos seus lábios deliciosos que me fizeram me viciar assim?!”
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  20:12 “Mensagem apagada”
  20:12 “Mensagem apagada”
  20:12 “Mensagem apagada”
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  20:12 “Ohhh eu não deveria ter dito isso. ME DESCULPE, POR FAVOR!”
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  20:15 “Ahhh, eu estou tão bêbado…”
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  20:16 “Os caras e eu viemos num bar aqui no Rio de Janeiro, após o show, e acho que bebi demais.”
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  20:16 “Já posso imaginar a expressão que faz agora, por favor, não me olhe assim…”
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  20:16 “Se continuar me olhando assim eu vou até Salvador e te jogo na cama, arrancando suas roupas…”
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  20:19 “OH MEU DEUS, EU NÃO CONSIGO APAGAR A MENSAGEM MAIS!!”
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  20:20 “Me perdoe pela ousadia, , por favor, me perdoe!!”
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  20:20 “Que vergonha… eu vou voltar para o hotel. Viajamos cedo de volta para casa.”
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  Depois dessa mensagem não há mais nenhuma. responde ao rapaz, após recuperar-se do engasgo.
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20:49 “Por Deus, , você está bem? Me diga que está no hotel já? Ahhh eu queria estar aí para te dar um cascudo!”
20:50 “Vou fingir que não vi sua mensagem, mas eu vi, ok?”
20:50 “Seu bobo, não seja assim, desse jeito eu morrerei de vergonha!”
20:50 “Bom, eu tenho que editar o documentário. Espero que tome bastante café e água, está bem?”
20:50 “Se alimente direito também e, por favor, NÃO BEBA MAIS!”
20:51 “Seu bobo…”

  A fotógrafa está tão envergonhada agora e dá graças a Deus de não estar no mesmo ambiente que os vocalistas ou senão nem saberia o que fazer. Ela termina de comer ainda pensando nas mensagens dos rapazes. Será que eles queriam dizer tudo o que disseram ou foi só o álcool falando por eles? não sabe o que pensar, não sabe o que sentir, não sabe como agir. Certamente, se ouvisse qualquer uma dessas declarações pessoalmente, ela os beijaria, perdendo totalmente o controle de si mesma e sabe-se lá o que aconteceria depois.
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  Após tomar o último gole de café, coloca a xícara em cima do prato na mesa de centro e pega seu notebook, repousando-o em seu colo e recostando no sofá. Com ele já está ligado, ela abre o programa de edição de vídeo e começa a editar as filmagens que fez nessas duas semanas com a para construir o documentário. A produção deles deu o prazo de um mês para a entrega, é tempo suficiente para que esteja concluído o trabalho e o documentário esteja nas mãos da produção da banda. O primeiro vídeo que ela edita é de um dos passeios que fizeram, logo na primeira semana, até o Pelourinho, onde quase é assaltado. Muitos minutos se passam e os vídeos vão se acumulando na timeline do programa, o penúltimo que edita agora é o que ela gravou no aeroporto sem que ninguém percebesse.
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  — … olha que visão bonita! Não me lembrava dela… — comentou que andava ao lado de .
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  — Não tão bonita quando você, — disse o rapaz e sentiu seu rosto esquentar de vergonha.
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  —
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  — Estou com saudades do seu beijo — ele tentou se aproximar mais enquanto andavam, mas o afastou discretamente.
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  — É melhor não, , tem muita gente aqui…
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  A filmagem é interrompida, na certa por ela mesma naquele momento. decide que obviamente esse vídeo não irá para o documentário, mas ela não o apaga de seu computador, o salvando em uma pasta em meio aos documentos. Outro vídeo chama a atenção dela, também tinha sido gravado no aeroporto, ela só não se recorda se antes ou depois desse com .
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  — Você está linda demais, — disse com um sorriso bobo nos lábios.
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  — Ai, , obrigada — estava visivelmente sem jeito com o elogio. — Não seja exagerado.
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  — Não estou exagerando. Foi exatamente por isso que eu quis beijar você… E ainda quero… — na imagem, deu para ver a aproximação perigosa dele para cima dela, mas é barrado pela mão livre de .
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  — !
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  Esse vídeo também foi interrompido e também não irá para a edição final do documentário. Ele é salvo juntamente com o outro na mesma pastinha no notebook da fotógrafa. finaliza a peneira nas mídias audiovisuais feita por sua câmera, já passa das 23h e, antes de dormir, ela resolve dar uma breve olhada nas fotos que tirou. Claro que são muitas, mas é apenas uma olhadinha. Ela vai passando uma a uma de maneira despretensiosa até que, em meio a elas, uma lhe chama a atenção. A foto é de , no momento do show, ele em cima do palco olhando diretamente para a lente da câmera de com seus óculos escuros arriados na ponta de seu nariz e apontando o dedo indicador para a moça. Ela lembra-se desse momento, sentiu vontade de gritar nessa hora, mas teve que se controlar para não alarmar ninguém. A foto seguinte é tão saudosa quanto essa, na imagem há virado de costas para o público, de costas para e alisando sua coxa para ela. Só para ela. Logo após, se lembra de que ele a encarou sorrindo e pulou do palanque caminhando na direção oposta.
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  Ela separa ambas as fotos e as move para a mesma pasta dos vídeos. Ter essas lembranças dos dois vocalistas que embalaram sua adolescência é bem especial para . A saudade que ela está de tê-los por perto a faz ficar entristecida agora, colocando o notebook de volta na mesinha e deitando-se no sofá. Com os olhos fechados, ela inevitavelmente pensa em todos os incríveis momentos que teve ao lado de e . Claro que ela sente falta dos demais membros da banda também, mas os dois realmente a marcaram nessa visita. Uma marca nos lábios e no coração.
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  Já dizia Calcinha Preta, em “Mágica”: “O amargo da saudade que tira o sono e não passa, não passa.” É isso que ela sente apertando seu peito agora.
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  Saudade de ambos.
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  Muita saudade.
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[📷]

  28 de junho, 6h37

  O dia de começa mais cedo que o normal. Nesse momento ela está cobrindo um grave acidente que ocorreu na Avenida Paralela, uma das principais ligações de Salvador, famosa por ligar o centro empresarial da cidade ao aeroporto. Ela estaciona sua moto no acostamento e prepara seu equipamento para tirar algumas fotos do ocorrido. Preservando as vítimas, ela faz cliques da população em volta, curiosa com o acidente, do trânsito que já está bastante complicado e do SAMU que atende aos feridos. Após tirar as fotos, guarda sua câmera, retorna para sua moto e segue rumo à sede da Rede Bahia.
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  — Bom dia, Pedro! — diz a moça assim que para em frente ao portão principal, sua voz sai um pouco abafada por conta do capacete.
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  — Bom dia, dona — responde o homem, em tom divertido. Pedro é o porteiro plantonista do horário. — Chegou cedo hoje, hein?!
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  — Pois é, estava na Paralela, teve um acidente horrível lá — comenta ela, observando o portão se abrir o suficiente para passar com a moto e acelerando-a.
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  — Alguma vítima fatal? — indaga o homem, curioso.
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  — Ainda bem que não, mas tem um que foi levado para o HGE (Hospital Geral do Estado) — informa e segue até o estacionamento, parando a moto em uma das vagas específicas e retirando seu capacete. Ela caminha, com o capacete pendurado em seu braço, até a portaria onde Pedro está.
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  — Espero que fique bem logo — afirma Pedro assim que se aproxima.
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  — Também, viu? — comenta ela e completa: — Tem algo para mim aí? — pergunta referindo-se às encomendas e cartas para os funcionários que sempre deixam na portaria.
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  — Tem — responde Pedro e dá a volta no balcão e pega um pacote, estendendo-o para . — Chegou ontem, mas você já tinha ido embora.
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  — Obrigada, Pedro! — agradece ela. — Bom, deixa eu ir porque ainda tenho que passar as fotos para atualizar a matéria do acidente no site. Até mais tarde!
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  Ela se despede e sai da portaria, caminhando até a recepção interna, onde agradece por já ter ar condicionado no ambiente, apesar de ser inverno, faz calor nessa manhã em Salvador. Antes mesmo dela chegar e cumprimentar a recepcionista chamada Silvana, é barrada por um berro que a faz virar-se para encarar sua fonte.
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  — Léo? — a incredulidade está estampada na face de agora. — O que faz aqui? Como deixaram você entrar? — sem responder as perguntas dela, Léo marcha até a moça e a segura pelo pulso com força.
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  — Você beijou aqueles cantorzinhos?!?! — brada ele com muita raiva e a sacode de forma violenta, fazendo o pacote que ela segura cair no chão e sua mochila pender de seu ombro esquerdo e escorregar para a junção de seu cotovelo.
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  — Como sabe disso? Como entrou aqui?! Está me machucando! — reclama ela, tentando se livrar dele sem sucesso.
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  — Responde se é verdade! — Léo continua a gritar.
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  — Está me vigiando? Seu idiota, perseguidor! Me deixa em paz, Leonardo! — grita de volta. — Não te devo satisfações!
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  — Não acredito que beijou eles… — diz em tom magoado e ignorando as falas dela.
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  A confusão chama a atenção dos seguranças e outros funcionários que chegam à sede, dentre eles Lipe que vai logo acudir a amiga.
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  — Solta ela, Léo! O que está fazendo aqui? — Lipe puxa o braço musculoso de Léo, sem sucesso.
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  — Ah, isso dói, Leonardo! — reclama ao ser puxada com mais força por ele e em seguida ela é jogada no chão.
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  — Sua traidora! Você não tinha esse direito de me trair! — brada o outro com raiva.
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  — O que está havendo?! — indaga um dos seguranças que é seguido por mais cinco homens.
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  — Ele invadiu a recepção e está agredindo a — informa Lipe já agachado ao lado de para ajudá-la a se levantar.
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  Léo é contido pelos seguranças que o retiram dali, mesmo assim ele sai ainda ameaçando que apenas o encara com medo em seu olhar.
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  — Você está bem? — diz Lipe, preocupado.
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  — Estou — ela solta um suspiro cansado e se levanta por completo sentindo o braço doer. Na queda, ela cai por cima do braço onde está seu capacete pendurado e com isso machuca o cotovelo. — Só com um pouco de dor, mas já vai passar.
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  — Vem, vou te levar na enfermaria.
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  — Não precisa, Lipe, sério.
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  — … — ele tenta convencê-la de tomar uma atitude definitiva. — Você precisa fazer algo…
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  — Eu sei, Lipe — a moça interrompe a fala do amigo, já sabendo onde ele quer chegar. — Me acompanha até a delegacia? — pede ela com um nó na garganta.
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  — Claro — concorda Lipe com um meio sorriso nos lábios.
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  Léo e saem dali diretamente para a delegacia do bairro que não é longe dali. A moça dá queixa de Léo por agressão e perseguição, já que ele mesmo confessou saber de coisas que somente se ele estivesse na Groove, saberia. Além disso, revela aos policiais fatos passados que teve com o rapaz e, com isso, é aconselhada a solicitar uma pedida protetiva contra ele que logo é pedida pela moça. Após registrar o boletim de ocorrência, os dois amigos retornam à sede do jornal e iniciam seu trabalho.
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  Já passa das 11h, Otto, diretor do Correio, soube do ocorrido com e resolve dar o dia de folga para ela. Com isso, ela pega sua moto e volta para seu apartamento.
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  , 6h30, horário local.

   pega a toalha que havia separado antes de começar seu treino e a joga na cabeça, enxugando seus cabelos e rosto molhados de suor. É o primeiro exercício que faz desde que chegou ao país natal de volta da turnê no Brasil. Ele confere a hora no celular e pensa mil vezes antes de mandar uma mensagem para . Ele sabe que esse é o horário que normalmente ela chega do trabalho e que lá em Salvador já é noite. A vontade crescente de falar com ela o vence e ele manda uma mensagem tímida.
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6:31 “Oi, ! Está em casa já? Acabei de malhar! Haha estou animado para ver o documentário que editou. ^-^”

  Mensagem enviada.
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  Não demora muito e responde:
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  6:33! Olá, estou em casa sim, na verdade, eu cheguei bastante cedo hoje.”
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  6:33 “Também estou animada para todos verem o documentário. Estava trabalhando nele agora”
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  Segundos depois, ansioso, a responde:
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6:33 “Que bom! Chegou cedo hoje! Seria estranho se eu te ligasse por chamada de vídeo agora?”

  Questiona ele, seu coração acelerado por não saber se ela aceitaria o pedido. Porém, quando vê a positiva de , ele se anima e corre para o espelho para arrumar os cabelos de maneira que ele não pareça que acabou de acordar. O rapaz queria tomar um banho antes, mas prefere ligar assim mesmo, pois está doido para falar com ela.
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  Logo, ele abre o aplicativo do Skype e liga para .
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  — Oi, ! Boa noite! — acena para a imagem de que sorri ao ver o rapaz.
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  — Oi, ! Boa noite… quer dizer, bom dia para você, né? — eles riem brevemente. — Estava malhando, né?
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  — Sim! Acabei meu treino agora. Me desculpe por estar suado — diz ele e sente as bochechas avermelharem, coçando a nuca com a mão livre.
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  — Tudo bem, — responde , ignorando a imagem que lhe passa na mente agora em pensar em com o corpo todo suado.
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  — Estou atrapalhando você?
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  — Oh, não! Não está, eu ia começar a editar, mas estou um pouco cansada — responde.
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  — Quer descansar? Podemos nos falar depois…
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  — Eu gosto de conversar com você, . Fique tranquilo — apressa-se a moça e não consegue evitar o sorriso genuíno que lhe toma a face.
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  — Fico feliz em saber — as bochechas dele ficam mais vermelhas. — Bom, o dia amanheceu bastante bonito hoje, veja — ele vira a câmera do celular para a janela de seu apartamento para que possa ver o lindo céu que faz hoje. Quase sem nuvens.
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  — Nossa, realmente é lindo! — admira-se a fotógrafa e logo em seguida tem uma surpresa. — Kurama!
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  — O que houve? — curioso, volta a câmera para si e olha a imagem de segurando um gato da cor bege em seu colo. — Oh, um gatinho! — diz ele, sorrindo.
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  — Não falei dele, né?
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  — Não. Qual o nome dele?
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  — Kurama — repete .
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  — Por causa de Naruto? — indaga o rapaz, retoricamente, mas responde com um gesto de cabeça e ri. — Criativo!
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  — Fã tem dessas doideiras — ambos riem dessa vez e concorda com um gesto de cabeça.
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  — Verdade, né? — diz ele. —
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  — Diga, — ela olha novamente para a tela e retira Kurama de cima de si, concentrando-se no que irá falar.
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  — Lembra das mensagens que te mandei quando estava no Rio de Janeiro? — sente o coração acelerar.
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  — Lembro — responde ela e se ajeita no sofá, sentando-se com o corpo ereto. — O que tem elas?
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  — Eu… bom, eu queria pedir desculpas. Eu estava muito… muito bêbado — ele abaixa o olhar, tímido e sente uma vontade imensa de ir até o para abraçar ele.
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  — Oh, não faz mal, . Não peça desculpas — diz ela e volta a encará-la.
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  — Mesmo assim quero me desculpar — ele faz um gesto demorado com a cabeça, pedindo desculpas.
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  — Está desculpado — informa e o rapaz ergue seu rosto com uma expressão agradecida e sorri.
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  — Obrigado, , você é mesmo muito gentil — ele coça a testa, bagunçando um pouco os cabelos que estão grudados ali por ainda estarem molhados de suor. A imagem paralisa a fotógrafa do outro lado da linha. — De qualquer forma, eu não me arrependo tanto de ter dito o que eu disse, eu realmente sinto a sua falta.
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  — Eu também sinto… — confessa ela e a encara com os olhos levemente marejados.
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  — Bom, eu vou desligar, ok? — desconversa ele, sentindo que iria chorar caso continuasse a falar.
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  — Oh, ok. Tudo bem volta à realidade e espanta novamente os pensamentos impuros da mente.
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  — Vou tomar banho, mais tarde teremos reunião lá na gravadora — informa ele.
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  — Hmm, algo que possa me contar? — pergunta ela, curiosa e com um sorriso sapeca que logo é sacado por .
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  — Quer informações privilegiadas, não é? — ele semicerra os olhos e ambos riem.
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  — Claro! Sou amiga de vocês agora, não sou?
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  — Claro que é!
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  — Vantagens de ser amiga e fã! — ela diz, simplesmente.
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  — Tem razão. Bom, iremos decidir nossas próximas músicas e, consequentemente, qual será o single do novo CD.
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  — CD novo?! Ohhhh, por essa eu não esperava! Que feliz saber disso — comemora ela e sorri abertamente.
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  — Fofa… — ele sussurra para si mesmo.
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  — Hm?
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  — Nada, nada — desconversa ele, sem jeito. — Bom, eu adorei conversar com você, . Sempre é muito agradável.
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  — Digo o mesmo de você, . Se quiser, pode continuar me ligando — ela diz sorridente.
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  — Posso mesmo? Olha que eu ligo, hein?!
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  — Pode sim, — reafirma ela.
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  — Então, ok! Ligarei sempre para você nesse mesmo horário porque sei que já está em casa — ele dá um sorrisinho fofo que quase derrete . — E, quem sabe, eu te convença a malhar comigo.
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  — Malhar? Não prometo nada… — eles riem.
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  — Não vou desistir disso — ele dá um sorriso convencido e se rende ao sorriso do rapaz.
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  — Ok, . Bom, vou deixar você ir para não te atrasar.
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  — Tchau, e tenha uma boa noite de sono. Descansa, ok? — pede ele.
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  — Obrigada, ! E você tenha um bom e produtivo dia — deseja a moça.
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  — Até amanhã!
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  Eles finalizam a ligação, ambos com o coração acelerado por falarem um com o outro. cobre seu rosto com ambas as mãos, o celular ainda em sua pose, e balança a cabeça envergonhado.
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  — Meu Deus, eu estou apaixonado!
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  Ele diz para si mesmo e senta-se no chão da sala de seu apartamento, recostando no sofá e pensando em .
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  Enquanto isso, não tão longe dali…
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  8h22, horário do

  O apartamento de não é tão grande, mas é o suficiente para abrigar um homem solteiro. Ele senta-se na poltrona e põe seu notebook no colo, abrindo o Skype em seguida. Minutos atrás ele mandou uma mensagem para perguntando se ela estava ocupada e a resposta foi negativa. Conversa vai, conversa vem, agora ele está ligando para ela por videochamada para conversarem melhor.
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  — Boa noite, ! Consegue me ver e me ouvir? — diz assim que a moça atende a chamada.
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  — Oi, ! Consigo sim! — responde ajeitando-se no sofá. Ela acaba de comer um prato cheio de cuscuz com leite.
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  — Que bom! Também consigo te ver e te ouvir — afirma . — Sempre bom falar com você.
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  — Também adoro falar com você. Me diz, o que está fazendo? — indaga , curiosa em saber mais sobre a rotina dele.
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  — Acabei de tomar banho — confirma a informação ao notar os cabelos de molhados e bagunçados em sua cabeça.
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  Imediatamente ele passa ambas as mãos nos cabelos, jogando-os para trás e alguns fios teimosos voltam a cobrir parte de sua testa. — E irei jogar um pouco antes da reunião mais tarde.
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  — Hm, terá reunião da banda? — ela se faz de desentendida.
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  — Sim! Vamos decidir o novo single do CD novo — diz e abre a boca em um falso sinal de surpresa.
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  — Que ótimo! Músicas novas! — eles riem um pouco.
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  — O que faz para se distrair nas horas vagas? — ele pergunta, esporadicamente.
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  — Fotógrafo — eles voltam a rir.
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  — Achei que essa fosse a sua profissão — comenta um pouco confuso.
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  — Fotografar me acalma, ainda mais quando tenho uma paisagem como Salvador — explica e o vocalista concorda com um gesto de cabeça.
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  — Tenho que concordar. Salvador é uma linda cidade — diz ele. — Assim como você é.
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  — Ah, … assim me deixa sem jeito — instintivamente ela joga uma mecha de cabelo para trás da orelha. — Bom, e você , o que faz para se distrair? Canta? — desconversa ela.
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  — E desenho — acrescenta ele, rindo.
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  — Ah, me lembro de alguns desenhos seus. São incríveis!
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  — Obrigado, ! — agradece o rapaz. — Eu também jogo, né?
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  — Que tipo de jogo você gosta?
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  — Gosto de jogos de tiro, mas em geral, jogos apocalípticos são o meu fraco. O que eu mais gosto é Dead by Daylight, conhece?
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  — Ouvi falar. É bom? — indaga ela fazendo uma expressão interessada.
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  — Muito! Você joga alguma coisa?
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  — Só petiscos para o meu gato — ambos riem da piada de .
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  — Tem um gato? Como se chama?
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  — Kurama — diz. — Espera um pouquinho — ela deixa o celular em cima da mesa de centro e sai da vista de . Segundos depois ela reaparece e pega o celular novamente. — Olha ele aqui! — ela mostra o gatinho para .
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  — Oh, que fofo!
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  — Sim! É siamês — diz ela.
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  — Na verdade, ele é um falso siamês — a informação faz franzir o cenho.
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  — Como assim?
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  — O verdadeiro siamês tem a cabeça alongada em formato triangular e seus pelos são compactos. Sem contar o corpo que é longilíneo — após a explicação de , a moça solta um som de entendimento. Logo, o rapaz completa: — Mas o Kurama é mais bonito o siamês original. Prefiro gatinhos assim — o encara e sorri.
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  — Também prefiro — diz. — Obrigada pelo elogio, .
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  — Você merece todo elogio…
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  — Hm? — ela ouve o que ele diz, mas resolve deixar passar e se fingir de desentendida novamente.
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  — Nada… — ele sorri sem jeito.
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  — , eu preciso desligar agora, se importa?
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  — Claro que não, não quero te atrapalhar.
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  — Não atrapalha. Para compensar o pouco tempo, pode me ligar de novo amanhã e conversamos melhor. Que acha?
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  — Acho perfeito!
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  — Combinado, então!
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   e se despendem. Enquanto ela espanta os pensamentos sobre ele, tentando se concentrar na edição do documentário, não consegue o mesmo nível de concentração, ficando preso na imagem dela sorrindo para ele há poucos segundos.
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  Tais pensamentos são interrompidos momentaneamente por uma ligação de seu irmão.
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  — Oi, … — diz ele ao atender.
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  — Nossa, que felicidade logo cedo, irmão! — zomba , rindo.
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  — O que quer, ? — o mais velho ignora a provocação, suspirando cansado.
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  — Está confirmada a reunião mais tarde, hein? Estou ligando para te lembrar.
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  — Era isso? Eu já sei — responde de forma levemente sem paciência.
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  — Você está bem, cara?
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  — Apenas cansado e… bom, deixa para lá.
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  — Fala, cara. Sabe que eu te sacaneio, mas eu sou seu irmão e te amo — diz e arqueia a sobrancelha aguardando por alguma piadinha que vem em sequência. — Mas não quando você me nega comida! Aí já é o cúmulo!
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  — Sabia! — ambos riem. — Ah, cara, eu não sei, acho que estou sentindo algo que é loucura imaginar — introduz .
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  — Como assim?
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  — Acho que estou apaixonado — confessa ele e dá um grito do outro lado da linha.
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  — Por quem? Eu conheço?! — dispara o outro, ansioso.
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  — Conhece.
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  — Conheço??? Fala quem é!
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  — Não conte para ninguém, está ouvindo? — exige .
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  — Não vou contar, ! Quem acha que sou? Um fofoqueiro? — indigna-se o mais novo e ambos riem brevemente.
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  — A .
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  — MENTIRA?! — berra , eufórico.
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  — Não grite!
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  — Desculpa! — diz e ri em seguida. — Pela ? Como foi isso?
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  — Nos beijamos — confessa e dá outro grito de euforia.
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  — Quando foi isso que eu não vi!?
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  — Quando fomos naquele bar no último dia, lá perto do hotel.
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  — Ahhh, meu Deus e você nem me contou!
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  — Estou contando agora — dá de ombros.
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  — Conte-me tudo logo!
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   ri balançando a cabeça e conta tudo o que aconteceu entre ele e em Salvador, fazendo o irmão voltar a prometer que não contaria a ninguém. De tudo, só tem a certeza de uma coisa.
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  — Realmente, eu estou apaixonado.
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Capítulo 8 – Tudo em dobro

  Meses depois…
  Outubro, nos estúdios da gravadora no

  — Contem pra gente mais sobre Salvador, sobre os shows… enfim, sobre tudo! — diz Daisuke, o entrevistador.
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  Nesse momento, e estão no estúdio da gravadora gravando um programa especial que vai ao ar na próxima semana. Nele, eles vão contar um pouco sobre essa mini turnê pelo Brasil e, principalmente, sobre os shows em Salvador que irão gerar um documentário que está sendo editado pela .
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  — Foi uma experiência muito única e recomendo, a todos que puderem, irem visitar a cidade — inicia .
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  — Ah, concordo, Salvador é uma cidade muito bonita, grande e quente. Em vários sentidos — comenta soltando uma risada ao final. também ri, mas não percebe o duplo sentido na fala do amigo.
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  — Como assim? — questiona Daisuke também rindo.
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  — Particularmente, — diz tomando a palavra — tive algumas experiências interessantes lá. Por exemplo: fomos lá no mês de junho, no final, era inverno no Brasil e mesmo assim fazia bastante calor na cidade de Salvador. — Daisuke faz uma cara de espanto, balançando a cabeça em concordância. — Fomos à praia que tem água quente de um lado e gelada do outro.
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  — Ahh, a praia da Barra e a do Porto, né? — diz .
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  — Sim, essas mesmas! — concorda , ambos rindo em cumplicidade.
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  — Achei aquelas praias incríveis! Pretendo voltar algum dia para ir lá novamente — confessa sorrindo.
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  — E os shows? Como foram? — Daisuke muda de pergunta, interessado.
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  — Incríveis! — exclama .
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  — Pode parecer repetitivo e clichê, mas o público em todos os shows que fizemos no Brasil foi incrivelmente animado, cantaram todas as músicas, pularam, gritaram, foi uma energia muito boa. Os melhores shows da minha vida! — elogia , complementando a fala de .
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  — Oh, sim! Em Salvador, especificamente, tivemos até uma participação especial nos shows. — Ele diz risonho e com um rubor nas bochechas.
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  — A — responde , que também tem esse rubor em suas bochechas e um sorriso bobo na face.
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  — ? — pergunta o outro, confuso.
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  — É a moça responsável pela filmagem e edição do documentário — afirma .
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  — Ohh, que interessante!
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  — Sim, ela é bem divertida e canta muito bem. Animou a galera quando subiu ao palco — elogia se lembrando daquele exato momento do show e sentindo saudades de tê-la por perto.
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  — O repórter Lipe também é bastante divertido — comenta , lembrando-se do novo amigo.
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  — Quem é esse?
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  — O repórter que nos entrevistou — responde .
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  — Muito legal ele. Aliás, todos da equipe do Correio, jornal que ajudou no documentário, os organizadores do evento em que tocamos, enfim, todos eram bem receptivos — complementa e concorda com um gesto de cabeça.
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  — Já estou com saudades de todos. — abaixa seu olhar, sentindo uma pontada em sua garganta e seu coração acelera levemente. A lembrança em sua mente é só uma: .
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  — Ohh, que interessante! Mas me conte mais sobre o documentário, quando sai?
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  Daisuke continua suas perguntas e os vocalistas continuam respondendo, mas, ao mesmo tempo em que respondem, eles se lembram das imagens de e de seus respectivos momentos de intimidade onde a beijaram. Se recordam também das conversas que tiveram com ela durante esse tempo que retornaram ao , tão longe dela e sem a mínima perspectiva de revê-la. A saudade sentida por ambos os faz ter pensamentos parecidos de pegar o primeiro avião e partir rumo a Salvador para ver a moça. Mas a vida não é tão simples assim.
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  A entrevista termina e eles saem para comer algo, depois seguem cada um para sua casa. chega a seu apartamento, seus pensamentos ainda estão voltados para e ele pensa se deve ligar para ela, mas sabe que ainda está cedo no Brasil e possivelmente ela está se arrumando para trabalhar. Ele resolve apenas mandar uma mensagem de boa noite e vai assistir algo na TV.
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  No dia seguinte, logo cedo, vê a mensagem de para ele e se alegra.
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  *Horário do

31 de outubro de 2018
18h45 Oi, ! Como vai? Acabei de chegar em casa, demos uma entrevista hoje sobre os shows que fizemos no Brasil. Claro que falei de você, impossível não falar. ~.~
01 de novembro de 2018
6h09 Que bom que já está em casa, . Como foi a entrevista? Me conta tudo! Quero ver essa entrevista quando sair!

  Ansioso demais para esperar, ele liga para a moça.
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  — Oi, ! — diz assim que atende, mas ele não a vê na imagem do outro lado.
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  — Oi, … está aí? Não estou te vendo — diz ele.
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  — Oh, só um minuto — avisa e ele aguarda pacientemente. — Voltei, desculpe. — Ele abre um largo sorriso ao vê-la na tela de seu celular.
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  — Oh, estou atrapalhando? — questiona ao ver que ela está mexendo no cabelo meio distraída.
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  — Não, não me atrapalha. Eu vou em uma festa de Halloween lá na empresa — informa ao mesmo tempo que separa metade de seus cabelos, prendendo com uma xuxinha para não escapar. — O que está fazendo acordado tão cedo? Caiu da cama, ? — zomba ela e sente o rosto esquentar levemente.
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  — Não. — Ele ri. — Na verdade, eu quase não dormi a noite — responde o rapaz, que ainda está deitado na cama, a imagem dele inclinada na tela.
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  — Aconteceu alguma coisa? — Pela primeira vez olha para o visor de seu notebook e o vê deitado. — Você está bem, ? Está com a expressão cansada — diz , preocupada.
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  — Estou bem sim, , obrigado por perguntar. Só estou… com saudades — confessa ele.
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  — De quê? — Ela se faz de desentendida.
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  — De você. — Os dois se encaram por alguns segundos antes de cortar o contato visual e voltar a passar creme na outra parte de seus cabelos. — Desculpe — pede percebendo o clima constrangedor que se instala.
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  — Tudo bem, . Eu confesso que também sinto sua falta, e muito. — Ele sorri abobado com a revelação dela.
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  — Me diz, vai se vestir com qual fantasia? — Ele muda de assunto e tenta controlar sua emoção, o coração dele está tão acelerado que ele acha que vai infartar.
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  — Eu… eu vou de caipira. responde, também tentando controlar as próprias emoções. achava que ela se vestiria como uma criança, mas certamente, sexy desse jeito, ela não seria uma criança.
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  — Caipira? — indaga confuso.
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  — São pessoas do interior, mas é bem estereotipada minha fantasia, diga-se de passagem. — Ela ri. — Tem uma festa aqui na Bahia chamada São João, nela as pessoas se vestem assim, entende? concorda com um gesto de cabeça e sorri.
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  — Você está linda — elogia ele.
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  — Eu nem estou com o vestido ainda, bobo — diz.
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  — Ah, mas está linda. Tenho certeza de que ficará ainda mais quando se vestir — conclui ele em tom apaixonado. —
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  — , eu preciso desligar ou eu não termino de me arrumar hoje. — Ela ri e cala o próprio pensamento em confessar seus sentimentos.
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  — Ah, tudo bem, .
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  — Mais tarde eu ligo para você, ok?
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  — Vou aguardar ansiosamente. — Ela sorri com a fala dele. — Poderemos conversar sobre o jogo que te falei?
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  — Hmm, verdade, né? Estou te devendo uma gameplay de Dead by Daylight, né? — Ela faz uma expressão fofa com a qual não resiste e ri.
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  — Sim, está. Estou de olho em você, mocinha — diz ainda sorrindo. — Vou te deixar terminar de se arrumar, até mais tarde.
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  — Até, .
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  Exibindo um sorriso bobo, encerra a ligação e fecha os olhos, levando o celular até seu rosto com a foto de perfil de perto de sua boca.
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  — Que saudades de te beijar,
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  Ele sussurra para si mesmo e encosta os lábios na tela do celular, em cima da foto dela. Essa saudade está quase matando o vocalista.
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  Não tão longe dali ainda no

   termina de amarrar seu tênis e olha para o celular segurando a vontade de ligar para , desde anteontem que eles não se falam. Ah, só uma ligação antes de começar a malhar não fará mal.
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  — Bom dia, -chan! — diz com animação e logo vê a imagem da moça se maquiando usando seu reflexo na tela do notebook.
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  — Oi, ! Como vai? — Retribui com a mesma animação.
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  — Está linda, ! — elogia ele. — Vai sair?
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  — Sim. — Ela sorri e olha para a câmera. — Vou a uma festa de Halloween na empresa — explica.
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  — Ohhh, entendi. Está vestida de quê?
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  — Caipira. — Ele sorri por entender do que se trata a fantasia.
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  — Ah, lembro que me falou sobre isso, é uma festa que tem aí em Salvador que as pessoas se vestem com roupas quadriculadas, não é? — pergunta .
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  — Isso mesmo, ! Você se lembra… — elogia ela ao mesmo tempo que termina seu delineado.
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  O vocalista se perde nos movimentos suaves feitos por para se maquiar. A imagem dela tão próxima e tão longe dele ao mesmo tempo o deixa encantado pela beleza dela. Como faz parte da fantasia, exagera no rosado em seu rosto e depois usa um lápis de olho fazendo bolinhas dentro da área rosada. finaliza sua maquiagem passando batom vermelho bem forte nos lábios. Nesse momento, sente algo específico crescer dentro de si e limpa a garganta para se distrair de pensamentos não oportunos.
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  — Eu liguei mais porque eu vou malhar e ia te chamar para me acompanhar. — Ele diz, mudando de assunto. — Mas vejo que não vai poder hoje.
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  — Ah, infelizmente não, — lamenta-se e olha para tela. — Mas prometo para você que amanhã a gente começa, está bem? — Ela une os indicadores em formato de cruz levando-os até sua boca e os beija em sinal de juramento.
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  — Está bem, dona , estarei aguardando então. Só observo você me enrolar. — Brinca ele e ambos riem.
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  — Não faço por mal, é que eu tenho preguiça. — Ela faz uma careta.
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  — Serei um bom instrutor com você, minha querida — diz o rapaz e gosta de ouvi-lo chamar por ela com tanta intimidade.
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  — Está bem, amanhã começamos sem falta. — Ela sorri largamente e a acompanha.
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  — Pode ser depois de amanhã? Porque amanhã estarei chegando de viagem e estarei cansado — avisa.
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  — Vai para onde?
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  — Berlim. Faremos um show lá hoje à noite, quer dizer, daqui há algumas horas. Essas diferenças de horário me deixam louco. — Eles riem brevemente.
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  — Entendi, pode ser sim, . Sem problemas, combinado então!
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  — Vou cobrar! Bom, vou deixar você terminar sua arrumação mesmo que não precise de muito para ficar extremamente linda. — volta a elogiar e sente-se envergonhada. — Esse rostinho corado, esses lábios, que saudades de ter você bem perto de mim… — diz ele um pouco alto demais propositalmente, e volta a limpar a garganta. — Enfim, até mais, , e divirta-se!
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  — Ah… é, obrigada, . Até mais e bom treino!
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  Eles se despedem e deixa seu apartamento para sua caminhada matinal com os pensamentos fervendo em paixão e tesão, todos voltados para a baiana que está do outro lado do planeta.
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  Algumas horas depois…

  A banda desembarca em Berlim, Alemanha, para mais um show internacional. Todos estão animados, pois é a primeira vez deles na cidade, portanto estão muito empolgados com o show. Desde que falaram com a mais cedo, nenhum dos vocalistas têm notícias dela. Nenhum deles quer incomodar enquanto ela estiver se divertindo na festa de sua empresa, não querem ser inconvenientes, então resolvem apenas esperar pelo contato. Todos chegam ao camarim e se acomodam. Minutos se passam e está relaxando enquanto ouve música sentado próximo à porta. Ansioso, ele começa a gravar um vídeo aleatório para enviar para , mostrando que ele está pensando nela nesse momento de relaxamento. De repente, passa pela porta e para sua câmera na direção do amigo sem que ele perceba. está tão distraído em seu aquecimento que não vê o filmando. No momento em que ele começa a girar sua cintura, alongando-se, o outro quase solta uma risada abafada, porém segura dentro da boca. Ele interrompe a filmagem e envia o vídeo para com alguns emojis risonhos.
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  Após o show, , e os outros retornam ao camarim muito cansados, mas satisfeitos com a apresentação. Cada um volta ao seu mundo particular para desacelerar antes de voltarem para o . Coincidentemente – ou não – os dois vocalistas abrem o Instagram e logo avistam a publicação de ao lado de um homem, ambos sorrindo felizes e abraçados, fato que faz os dois vocalistas erguerem as sobrancelhas em protesto.
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  Na legenda da foto, escreveu:

“Ele e eu na festa da firma!😝
A melhor fantasia DE TODAS! Arrasou, Muller! 🥰
Amo você, meu parceiro.

🎃🦇🧛

#halloween #tvbahia #correio24horas #festadafirma”

  O ciúme em e em é inevitável e ambos mandam mensagens parecidas para quase que ao mesmo tempo.
  Primeiro :
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  *Horário do Brasil

  22h47 Olá, ! Como está a festa? Está se divertindo?
  22h47 Vi sua foto no Instagram… está linda demais, como eu disse que estaria.
  22h48 Me desculpe perguntar, mas… quem é aquele cara que estava com você na foto? É algum… algum namorado? 👀
  22h53 PERDÃO PELA INTROMISSÃO, eu não deveria ter perguntado isso. Não consigo mais apagar. 🤡
  22h53 Desculpe, . ☹️ Eu fiquei com ciúmes…

  Segundos depois da primeira mensagem de chegar, a de chega para ela.