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Temporada #029
Ideia #001

Face
Nu’Est

Esta história não possui capas prévias (:

Sem curiosidades para essa história no momento!

FACE

Vida Dupla

Seoul, primavera de 2017

  O ensino médio nunca foi fácil para ninguém e certamente não seria para mim também. Estávamos em uma nova cidade, era o recomeço que precisava para deixar tudo para trás e não decepcionar mais a minha avó. Era somente eu e ela neste mundo, depois que meus pais se foram, então, não podia mais lhe causar desgosto ou sofrimento. Ser um neto exemplar havia se tornado meu objetivo de vida, a começar por minhas notas na escola.
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  — Querido, não se esqueça do seu almoço — disse a vovó ao se aproximar de mim com a marmita embrulhada no tecido xadrez vermelho e preto. — Hoje é seu primeiro dia no Jang Ji High School.
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  — Obrigado vovó. — Dei um sorriso sutil. Ao pegar a marmita de sua mão, pude ver o olhar nítido de felicidade em seu rosto.
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  Eu já estava atrasado por ter acordado tarde, mas não podia negar seu gesto de carinho, afinal, havia passado a noite em claro preparando aquilo. Minha avó cozinhava muito bem e era este seu dom que pagava nossas contas agora, através de sua barraca de comida caseira, recém montada próximo à nossa nova morada. No primeiro dia de aula, ela queria mesmo me desejar boa sorte com um almoço tão caprichado.
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  — Bom dia, alunos — disse a professora Park, impressionante que sua aparência era de alguém bem jovem para o cargo.
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  Pelo que me lembro de professores, são sempre velhos e esquisitos, entretanto, ela era o contrário de tudo o que conhecia: bonita, jovem e certamente inteligente. O que será que acharia se soubesse que vai lecionar para um aluno dois anos atrasado nos estudos? Não me orgulho em dizer que abandonei a escola neste tempo, fiz muitas coisas erradas e quase perdi a pessoa que mais se importa comigo neste mundo. A única.
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  — Quero que recebam o novo aluno recém transferido de Daejeon. — A mulher olhou para mim, que permaneci parado do lado de fora da porta. — Senhor Lee.
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  Eu entrei, mantendo meu olhar abaixado até me colocar ao lado dela, então, curvando de leve em reverência a turma, não consegui conter minhas lembranças da última vez que entrei em uma sala de aula. Foi no mesmo dia em que fiz a escolha mais infeliz da minha vida.
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  — Bom dia, eu sou Lee , espero que possam cuidar de mim e agradeço por estar aqui. — Ergui meu corpo novamente assim que finalizei minha fala.
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  Logo a professora me orientou a sentar em uma das carteiras vazias. Escolhi logo a que estava ao fundo e do lado da janela, não seria fácil me adaptar e um pouco de ar seria muito bom para mim. Foram poucos passos até meu lugar e meu olhar passou discretamente por todos que estavam ali, a maioria com sua atenção em mim, e foi tempo suficiente para ver quem eram os valentões, os nerds, as patricinhas, os jogadores e os neutros. Uma coisa da qual não sentia nenhuma falta nos meus anos longe, a segregação em sala de aula, e a forma em que os alunos reagiam quando pressionados.
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  Eu juro que tentei. Tentei ser o mais atento possível a aula de literatura da professora Park e ainda mais aplicado a aula de biologia do professor Han, e confesso que ao longo daquela primeira semana, quanto mais eu me forçava a ser um aluno dedicado, mais eu me rendia ao sono em meio às aulas, até que na segunda semana de aula, aquele que chamavam de rei da escola retornou da suspensão: Min Dongho. O maior valentão de todos que se nomeou a realeza da escola, não preciso de mais nenhuma informação para ter certeza que minha paz inicial não iria durar.
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  — Olha só… Temos um novo aluno. — A voz de Dongho soou próximo a minha mesa e logo senti o impacto de sua mão sobre ela, fazendo barulho e me assustando.
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  Eu, que estava debruçado de olhos fechados tentando ignorar as conversas aleatórias dos intervalos entre as aulas, precisei respirar fundo para não arrumar confusão. Apenas ergui meu corpo e olhei para ele, o encarando sem demonstrar medo.
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  — Interessante, não vejo medo nos seus olhos. — Ele sorriu de canto. — Vai ser divertido… Nos vemos depois da aula.
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  Ele soltou uma gargalhada maldosa, então voltou sua atenção para o presidente da turma, assentado na primeira carteira da mesma fileira que eu. Eu não iria me envolver e apenas observar era a melhor maneira de não decepcionar a minha avó. Contudo, quanto mais eu presenciava aquela cena, mais eu me lembrava de quão repugnante eu era quando estava do outro lado. Voltei meu olhar para a janela, deixando minha atenção no céu azulado, não querendo pensar no que me aguardava no final da aula.
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  — … O que houve com seu rosto?! — perguntou minha avó, num tom preocupado, assim que cheguei em casa e ela veio ao meu encontro.
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  Não era para ela estar em casa naquela hora e sim na sua barraca. Eu poderia inventar alguma desculpa na manhã seguinte, e ficaria tudo bem. Mas agora…
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  — Eu estou bem, vovó — assegurei a ela e logo que seu olhar transmitiu um vislumbre de desapontamento, senti meu coração apertar. — Eu juro que não arrumei nenhuma encrenca, eu não revidei, vovó.
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  Sim. Revidar significa um problema para mim, eu já tinha um passado sombrio que não queria me lembrar, menos ainda sobrecarregar minha avó com meus erros, deixando-a mais triste ainda. Ela me fez prometer que eu jamais brigaria novamente, que jamais escolheria amizades erradas e jamais largaria a escola, o que significa que eu não teria mais nenhum amigo, seria um bom aluno e aguentaria tudo em silêncio. Quando se está apanhando, não é uma briga, então, eu apenas não revidei e deixei Dongho sair se sentindo o dono da escola mais uma vez.
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  — Quem fez isso com você? — Seu olhar doce me confortou por um momento.
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  — Ninguém que valha a pena falar. — Mantive minha voz mais baixa e sorri de leve para ela. — Eu já estive desse lado, apenas colhi o que plantei… Não é essa a sua filosofia, vovó?
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  — Bem… Toda horta pode ser podada e cuidada, e se não quer mais colher tomates, basta plantar batatas — concordou ela, mencionando suas palavras sábias. — Mas nenhum agricultor é obrigado a ceder aos gafanhotos.
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  — Eu prometi que não iria revidar, vovó, e não vou — assegurei a ela, ao dar-lhe um beijo no topo de sua cabeça e seguir para meu quarto depois.
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  Aguentar os socos de garotinha do Dongho era bem fácil, mas vê-lo agir de forma perversa com os outros alunos fazia meu sangue ferver e confesso que, mesmo não sendo o cara legal no passado, bullying não era o tipo de coisa da qual eu participava. Entretanto, também não impedia.
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  — Então, , não vai se desculpar? — disse Hana, ao chutar sua carteira, assustando-a. — Por sua causa eu tirei um B no trabalho de história.
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  Hana era a desprezível líder de torcida, também fazia parte da realeza, primeiro por ser a filha do diretor e segundo por namorar Dongho. Eu não queria sair da sala, mas não estava com vontade nenhuma de presenciar aquilo.
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  — Me desculpe — disse a garota, em sussurro.
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  — Suas desculpas não são suficientes. — Seu tom alto foi abafado pelo som da mesa sendo jogada ao chão. — Sabe o que vou fazer com você?
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  — Não… — A voz de pareceu falhar.
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  Eu não me contive desta vez. Talvez pelo estresse e a frustração de não me dar bem com a escola, não ter vocação para aluno exemplar e menos ainda conseguir melhorar minha média e sair da classificação C, mas assim que Hana levantou a mão para bater em sua vítima, eu a segurei com firmeza, mantendo meu olhar atravessado para ela.
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  — O que acha que está fazendo? — O olhar de fúria da abelha rainha veio ao meu encontro. — Me solta, seu perdedor.
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  — Eu vou falar apenas uma vez, então, escute com atenção. — Eu não queria voltar aos velhos hábitos de ameaças e coisas piores, mas não tinha outro jeito. — Nunca mais se aproxime dela, olhe para ela, ou fale o nome dela.
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  Eu não sabia o motivo de Hana sempre acuá-la, mas já estava farto de todas as tardes, no último intervalo ou no início da aula, presenciar seu tratamento cruel com .
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  — Quem você pensa que é para me dizer o que tenho que fazer. — Ela tentou se soltar de mim, porém, sem sucesso. — Agora me solta ou vai se arrepender.
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  — Me arrepender? O que vai fazer? — indaguei.
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  — Eu não, mas meu namorado… — Ela iniciou seu tom de ameaça, como se pudesse mesmo me amedrontar.
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  — Dongho? — Eu ri baixo, precisava me controlar.
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  — Você está se fazendo de durão só porque Dongho está suspenso. — Ela riu de mim, se achando segura. — Mas não passa de um covarde que apanha dele quase todos os dias… Um loser como você, acha mesmo que pode proteger sua namoradinha?
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  — Não vou dizer novamente — disse apertando um pouco mais seu pulso, então a soltei.
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  Hana respirou fundo e saiu emburrada. Eu olhei de relance para , que parecia estática, então dei o primeiro passo para me afastar ao perceber a aproximação dos alunos para entrarem na sala.
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  — Não precisava me defender… — O som de sua voz, mesmo baixo, teve altura suficiente para que eu ouvisse. — Agora está encrencado por minha causa.
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  — Não se preocupe, não é a minha primeira vez apanhando. — Não me contive em rir de leve. — Ela não vai te incomodar mais.
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  Aquilo era um fato. Não sei se era eu me punindo por tudo que fiz antes ou meu leve devaneio por achar que poderia ser o defensor deles de algum jeito, mas todo dia eu livrava algum fracote de apanhar dos valentões. Na maioria das vezes, era o presidente da turma, por ser o segundo melhor aluno e agora fazer minhas lições de casa de matemática.
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  A semana se passou e na sexta após o final da aula, fui selecionado para limpar e organizar a sala com a . No início, o silêncio foi a única coisa que tivemos em comum e a observando ao longo dos três meses naquela escola, era tão tímida e retraída que nem mesmo conseguia agradecer aos professores por suas conquistas como a número um da turma e da escola. Algo que me impressionava e intrigava, já que rolavam boatos dela ser filha bastarda de alguém importante na escola.
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  De forma sutil, ela pegou o giz que encontrou e, esquecendo-se da nossa obrigação, começou a desenhar no quadro. Eu não deveria, mas apenas fiquei parado no meio da sala a observando, admirado pela forma em que seus olhos brilhavam, combinados a um sorriso escondido em seu rosto. Foram longos minutos até ela terminar o desenho e finalmente se lembrar que não estava ali sozinha, então, deixando o giz no lugar, seu rosto ficou mais sério.
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  — Me desculpe… Vou atrasar você. — Ela manteve seu tom baixo.
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  — Você precisa parar de pedir desculpas — disse, deixando um sorriso sair em meu rosto, bem espontâneo.
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  Seu olhar se voltou para mim, seguido de um disfarçado sorriso singelo. Era difícil uma garota chamar minha atenção e a mais tímida da escola estava conseguindo.
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  — Está com fome? — perguntei a ela.
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  — Não sei. Por quê? — indagou com expressões confusas.
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  — Já terminamos aqui. — Eu peguei minha mochila e a dela, então me aproximei e, segurando em sua mão, a puxei comigo para seguirmos.
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  — Para onde está me levando?! — indagou Eun-ji, surpresa por minha ações.
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  — Para comer — respondi.
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  Só havia um lugar possível para fazermos isso. Inicialmente, não sabia o motivo de levá-la até a barraca de comidas da minha avó, mas sentia meu coração aquecido por fazer aquilo, principalmente depois de notar que sempre passava a maior parte da aula observando nos momentos em que não estava dormindo.
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  — Por que veio para Seoul? — perguntou ela, após minutos de caminhada em silêncio.
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  — Você quer conversar? — A olhei de relance, afinal, ela nem mesmo conversava com as garotas da nossa turma.
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  — Eu só estou curiosa, todos os alunos comentam sobre você — explicou ela, mantendo o olhar voltado para o chão.
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  — Hum… Sou famoso então. — Sorri de canto, não deveria me sentir bem com isso, pois o objetivo era ser invisível e não arrumar confusão. — Por quê?
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  — Porque é o único que enfrenta o Dongho, mesmo apanhando dele todos os dias — respondeu ela, o óbvio. — É isso que todos falam… Que você deixa o Dongho te bater, assim ele não machuca nenhum outro aluno.
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  Não era minha intenção criar tal fama. Poderia ser problemático para mim no futuro, mas lá no fundo, estava gostando disso.
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  — Por que faz isso? — Ela parou de andar, o que me fez fazer o mesmo, então me olhou com seriedade, algo incomum foi a coragem que vi em seus olhos. — Por que defende as pessoas, mesmo sabendo que pode se prejudicar?
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  — Porque eu descobri que é melhor se prejudicar ajudando alguém do que apenas ficar observando uma pessoa se machucar — respondi a ela, com segurança.
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  — Mas é você quem está se machucando. — Ela ergueu sua mão com leveza e tocou em meu rosto, exatamente no canto direito do meu lábio, onde havia feito um pequeno corte ainda cicatrizando pela briga da semana passada.
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  — Isso é nada — disse ao tocar em sua mão, mantendo meu olhar fixo nela.
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  Não demorou muito até que seu rosto corou de leve e ela desviasse o olhar para o chão, certamente constrangida por meu olhar.
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  — Eu ainda estou com fome — disse ao voltar a caminhar.
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  — Não precisava ter me convidado — comentou ela, me acompanhando —, eu poderia ir para casa sozinha, não seria a primeira vez.
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  — Acredite, se eu contasse a minha avó que deixei uma garota ir para casa sozinha, ela brigaria comigo — contei.
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   riu baixo, pareceu se divertir com aquilo. Quanto mais nos aproximamos do local onde minha avó se fixou, mais um som de vozes e gritos iam surgindo, até que de longe eu avistei uns caras revirando as barracas de todos da região, não somente a dela, algo que me deixou já em revolta. Tanto eu quanto corremos até eles, para ajudá-los.
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  — Ei! O que acham que estão fazendo? — perguntei ao me colocar na frente da minha avó que estava caída ao chão.
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  — A senhora está bem?! — se abaixou, para ajudá-la a se levantar.
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  — Olha só se não é o protetor dos alunos. — A voz de Dongho soou atrás de um dos homens, me fazendo constatar que provavelmente fazia parte daquela gangue. — Então é aqui que você mora? E esta deve ser a vovozinha.
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  — Não ouse mencioná-la — disse fechando meus punhos, segurando a raiva que guardava dentro de mim todo aquele tempo.
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  — Fiquem à vontade com esse… — Dongho riu. — Cão que ladra, não morde.
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  Sim, eu não iria morder. Mas não porque eu não conseguia, mas porque não queria magoar minha avó. Não revidei e os deixei me bater, apenas ouvindo a voz da vovó suplicando que parassem.
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  — Por favor, não façam isso com meu neto. — Minha avó se aproximou para me defender, porém, um deles a empurrou fazendo-a cair no chão.
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  — Senhora. — correu para ampará-lo, seu olhar assustado me deixou ainda mais nervoso do que já estava.
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  Logo, apoiei minhas mãos no chão a fim de tomar impulso para me levantar. Em meio aos comentários deles de chacotas me chamando de fraco e covarde, voltei meu olhar para minha avó que permaneceu ao chão, abraçada a . Eu só precisava do seu consentimento, apenas isso, e foi o que tive. Nunca foi tão libertador para mim vê-la assentir com o olhar me permitindo trazer o meu eu do passado.
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  E isso causou alguns risos de minha parte.
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  — Do que está rindo? — indagou Dongho, com o tom confuso.
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  — Nada, apenas estou feliz… — Continuei rindo mais um pouco, calculando em minha mente quanto tempo levaria para quebrar a cara dos quatro caras, deixando Dongho por último para ficar com medo. — Porque finalmente vou soltar o cão da corrente.
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  Senti que meu olhar mudou, não seria a primeira vez que minha avó me veria em minha pior versão, porém, seria para e, por mais que lá no fundo eu me preocupasse com seus pensamentos sobre mim após aquele dia… 
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  Desta vez, não iria me conter.
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Você vai se machucar! Fuja ou você vai se machucar!
  Às vezes ser corajoso demais pode ser ruim
  Peça ajuda, peça ajuda a alguém
  Ou então só observe em silêncio por agora.
  – Face / NU’EST (페이스)

  ”Força: O que não causa sua morte, te deixa mais forte.” – Pâms

Fim

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Lelen
Admin
9 meses atrás

Primeiramente: LEE SOOHYUUUUUUUUUK <3
Segundamente: Odiei o par de vasos babacas da história, por mim, podem morrer u.u
Terceiramente: EU TÔ ESPERANDO CONTINUAÇÃO COM ROMANCEZIN ENTRE OS DOIS PPS e quem sabe um desenrolar da história que a Eunji é filha de alguém importante, quero ela esfregando na cara de todo mundo (mas com humildade) o quão fodástica ela pode ser HEHEHEHEHE
Mas sério, pensa com carinho numa continuação IABSDOIABDNOIAD


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